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DOI: 10.18468/estcien.2017v7n2.

p33-44 Artigo de revisão de literatura

Participação da família no desenvolvimento da aprendizagem da criança

Izabel Lúcia dos Santos Oliveira1, Andrelina Pelaes Braga2 e


Cleidia Maria Nogueira Prado3
1 Mestra em Ciências da Educação pela Universidade de Évora, Especialização em Gestão e Docência do Ensino Superior, Pós-
Graduada em Metodologia da Educação Especial pela Universidade do Estado do Pará e Licenciada em Pedagogia pela Universida-
de Federal do Pará. Professora da Secretaria de Educação do Amapá, Coordenadora Pedagógica da Secretaria Municipal do Amapá
e Professora no Curso de Pós-Graduação na Faculdade de Teologia e Ciências Humanas, Brasil. E-mail: iza-
bel_lucia@hotmail.com
2 Pós-Graduanda em Gestão, Supervisão e Orientação Educacional pela Faculdade de Teologia e Ciências Humanas e Licenciada
em Pedagogia pela Universidade Vale do Acaraú, Brasil. E-mail: andreiabraga-ap@hotmail.com
3 Pós-Graduanda em Gestão, Supervisão e Orientação Educacional pela Faculdade de Teologia e Ciências Humanas e Licenciada
em Pedagogia pela Universidade Vale do Acaraú, Brasil. E-mail: cleidiaprado@gmail.com

RESUMO: O Artigo objetivou analisar a importância da participação da família no desenvolvi-


mento da aprendizagem da criança, por ser atualmente um grande problema enfrentado no
contexto familiar, escolar e na atuação do professor, gestor escolar, coordenação escolar. Uti-
lizou-se a abordagem qualitativa para subsidiar a pesquisa bibliográfica que fundamentou a
construção do entendimento, análise e discussão do objeto de estudo. Os resultados apontam
para uma certa lacuna na participação ativa da família no processo de ensino-aprendizagem da
criança e consequentemente no acompanhamento dos filhos na escola. Enfim, é necessário
que a família reconheça que é à base da sociedade e que constitui referenciais fundamentais
para a construção de conhecimentos e formação social, cultural, moral, ética, religiosa, afetiva
e principalmente escolar da criança.
Palavras-chave: Família. Escola. Participação. Ensino. Aprendizagem.

Family participation in child learning development


ABSTRACT: The article aimed to analyze the importance of family participation in the devel-
opment of children's learning, as it is currently a major problem faced in the family context,
school and in the work of the teacher, school manager, school coordination. The qualitative
approach was used to support the bibliographic research that based the construction of the
understanding, analysis and discussion of the object of study. The results point to a certain gap
in the active participation of the family in the teaching-learning process of the child and conse-
quently in the accompaniment of the children in the school. Finally, it is necessary for the fami-
ly to recognize that it is the basis of society and that it constitutes fundamental references for
the construction of knowledge and social, cultural, moral, ethical, religious, affective and espe-
cially school education of the child.
KEYWORDS: Family. School. Participation. Teaching. Learning.

1 INTRODUÇÃO suma importância no processo de aprendi-


zagem.
Este artigo tem como tema “Participação São nestes dois ambientes, mais especifi-
da família no desenvolvimento da aprendi- camente no familiar, que a criança começa
zagem das crianças”, havendo a necessida- a desenvolver suas potencialidades e sua
de de preservar e reconstruir a relação da afetividade, complementando seu desen-
família com o contexto escolar, por ser de volvimento no ambiente escolar onde irá

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aprender a conviver com o outro, desenvol- de vida e estrutura organizacional. Entre


vendo muitas outras capacidades que per- tais grupos está à instituição familiar que
mitirão com que a criança tenha um desen- busca manter-se viva em meio a tantas mu-
volvimento cognitivo. Partindo do pressu- danças pelas quais teve que se adequar,
posto de que a educação é um processo desempenhando não somente a função de
contínuo e que se desenvolve no ambiente perpetuar a espécie, mas também de cuidar
escolar, familiar e no convívio social, o pre- para que seus membros se desenvolvam
sente trabalho objetivou analisar a impor- plenamente.
tante da participação da família no desen- Ressalta-se que o conceito de família foi
volvimento da aprendizagem do aluno. se modificando ao longo da história da hu-
A pesquisa fundamentou-se na aborda- manidade, onde cada sociedade tem sua
gem qualitativa que subsidiou a pesquisa concepção de família. Assim sendo, o seu
bibliográfica baseada nas ideias de alguns conceito passou a ser definido de várias
autores, que contribuíram significativamen- maneiras, assumindo as características de
te com o desenvolvimento do trabalho, cada povo e região, e consequentemente
sendo eles: Prado, López, Witter, entre ou- adquirindo um significado muito amplo.
tros que abordam com relevância o referido Segundo o Dicionário Aurélio Buarque
tema. (2001, p.31), a palavra família “significa
Assim, a realização desta pesquisa é rele- pessoas aparentadas que vivem na mesma
vante na medida em que reafirmar a impor- casa, particularmente o pai, a mãe e os fi-
tância do envolvimento e comparecimento lhos, pessoas do mesmo sangue, origem,
constantes da família no espaço escolar, ascendência”, sendo este o conceito mais
sendo uma relação de inteira sintonia e tradicional disseminado e frequente nos
compartilhando um mesmo ideal para su- setores da sociedade brasileira, que serve
peração dos conflitos e dificuldade que tan- de paradigma para organização social, edu-
to preocupa os professores, pais e os pró- cacional e religioso.
prios alunos, resultando em uma interação No começo do século XX foi possível ob-
de confiança, acolhida e cumplicidade. Lo- servar algumas mudanças, na estrutura fa-
go, família e escola acabam assumindo as miliar definida como conjunto de pessoas
responsabilidades que lhe são cabíveis, aparentadas que viviam na mesma casa,
tendo em vista, que família e escola são sendo pai, mãe e filhos e que constituíam
instituições complementares no processo uma família nuclear, muda de configuração
de educação e formação do indivíduo. (PRADO, 2011). Esta mudança conceitual foi
instituída na Constituição de 1988, que pas-
2 A CONTRIBUIÇÃO DA FAMÍLIA NO DE- sou a considerar uma nova estrutura famili-
SENVOLVIMENTO DA APRENDIZAGEM ar, ao reconhecer a união estável como cé-
lula familiar.
A sociedade brasileira vem passando por Atualmente, é possível reconhecer uma
grandes transformações no campo socioe- mãe com filhos, sem designação de um pai
conômico, cultural e político, que refletem como uma instituição familiar, assim, a fa-
diretamente nos grupos sociais que a com- mília não é um simples fenômeno natural,
põe, que sofrem transformações no modo ela é “uma instituição social que varia ao

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longo da história e até apresenta formas e volvimento de sua personalidade, caráter e
finalidades diversas numa mesma época e afetividade (WITTER, 2011). Os pais por sua
lugar, conforme o grupo social que esteja vez, são os responsáveis diretos na forma-
sendo observado” (PRADO, 2011, p. 17). ção social dos seus filhos, de modo que to-
Com isto, observa-se que apesar das mu- das as suas atitudes são absorvidas com
danças sobre o conceito de família no con- naturalidade por parte das crianças, já que
texto histórico, a mesma ainda está ligada a é no
laços matrimoniais, sanguíneos e a descen-
dência. convívio familiar que a criança não só apren-
Constata-se nos dias contemporâneas, de a resolver os conflitos, como também a
administrar as questões emocionais e os dife-
que não existe uma configuração familiar
rentes e diversos sentimentos das relações
ideal e padronizada, porque são inúmeras pessoais e interpessoais, e ainda a enfrentar
as combinações e formas de interação en- as adversidades que a vida pode apresentar,
tre os indivíduos que constituem os diferen- pois essas redes de interações incluem fato-
tes tipos de famílias, podendo denominá-las res emocionais, sociais, afetivos e culturais.
(WITTER, 2011, p. 34)
como nuclear tradicional, recasadas, mono-
parentais, homossexuais, dentre outras
combinações. Os padrões familiares vão se Portanto, os laços sociais, afetivos e cul-
transformando e se adequando as atuais turais que a criança constrói no seio familiar
realidades e necessidades da humanidade, ou meio em que se encontram inseridos
tornando-se difícil distinguir as característi- irão fortalecê-lo como pessoa e ajudá-lo a
cas do grupo familiar contemporâneo. As- resolver conflitos, a conviver e se adaptar a
sim, o conceituar a instituição familiar tor- diferentes ambientes e situações que pos-
nou-se difícil, pois esta atualmente apre- sam vivenciar no decorrer de sua vida.
senta modelos e conceito indefinido (PRA- É por meio das interações familiares e
DO, 2011). sociais que a criança desenvolve sua auto-
Nesse sentido acredita-se, que a família estima, constrói sua identidade e conheci-
desempenha importante papel no desen- mentos que irão norteá-la na maior parte
volvimento dos filhos, pois, é no convívio de sua vida. No meio familiar o indivíduo irá
desta, que eles encontram todos os ele- buscar energia, sustentação para enfrentar
mentos necessários, como afetividade, con- situações difíceis de serem vivenciadas
fiança, motivação, autonomia, e respeito, (PORTES, 2000). Nesse sentido, pode-se
colocando-a na condição de alicerce para o afirmar que não há uma instituição que
desenvolvimento humano e da aprendiza- possa vir substituir a família e propiciar ao
gem, tendo em vista que é a família quem individuo os subsídios necessários para o
possibilita as primeiras aprendizagens dos seu pleno desenvolvimento social, cultural,
filhos (PRADO, 2011). afetivo e pessoal, mais sim para comple-
A família não pode ignorar suas funções mentá-lo.
e responsabilidades em relação a seus A família é a peça principal para o desen-
membros, principalmente quando nos pri- volvimento da aprendizagem, pois favorece
meiros anos de vida, pois é nesta fase que a a base estrutural necessária e sólida para
criança estabelece as bases para o desen- construção de valores, do desenvolvimento

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emocional, social e da expressão oral, e es- ação implica de forma negativa no desen-
ses são “aspectos do desenvolvimento pes- volvimento da aprendizagem da criança, já
soal que podem ser maiores ou menores que a sua educação fica por conta da esco-
em decorrência de todo o contexto físico, la, que não consegue desempenhar tal fun-
social, psicológico e ético que o lar oferece ção a contento.
à criança” (WITTER, 2011, p.46). Desta for- Isso ocorre na medida em que existem
ma, todas as experiências vivenciadas na outros fatores, que de alguma forma aca-
convivência familiar servirão de pressupos- bam influenciando na aprendizagem da cri-
tos para o desenvolvimento da aprendiza- ança, de forma negativa ou positiva, como a
gem escolar, bem como para o convívio em televisão que está presente em todos os
sociedade por toda a existência do indiví- lares, e muitas vezes é a principal compa-
duo. nheira da criança (LÓPEZ, 2002).
É valido ressaltar que, em qualquer for- Assim, a falta de convivência diária da
mação familiar, são os pais as principais família com aa crianças dificulta a transmis-
referências na vida dos filhos, pois servem são de valores morais e éticos, além de im-
de modelo para a construção da personali- porem limites e atos disciplinares aos filhos.
dade e do comportamento da criança, bem E esta falta de participação dos pais na vida
como influenciam na construção e legitima- dos filhos, algumas vezes, acontece em de-
ção dos valores morais, éticos, religiosos e corrência da carga elevada de trabalho
sociais (WITTER, 2011). Assim, a participa- (WITTER, 2011).
ção dos pais deve ocorrer com frequência Porém, quando a família atua em parce-
no contexto escolar, pois é através desse ria com a escola a aprendizagem flui com
contato que a família poderá observar e mais amplitude, a criança sente-se estimu-
auxiliar no desenvolvimento da criança. lada e consegue assimilar os conhecimentos
Assim, a família e a escola precisam cons- com facilidade, pois a família acaba refor-
truir e consolidar esse relacionamento, bus- çando e contribuindo para a consolidação
cando junta resgatar os valores, contribuin- dessa aprendizagem. A criança precisa per-
do assim, para a construção da identidade ceber que o que lhe é ensinado na escola, é
da criança, estimulando sua autonomia. validado pela família e que família e escola
Ambas fazem parte do processo educativo se ajudam mutuamente em prol do mesmo
da mesma, já que “a eficácia da educação objetivo, a eficácia do processo de ensino
escolar depende do grau de implicação, en- aprendizagem (WITTER, 2011).
fim do grau de participação dos pais” (LÓ-
PEZ, 2002, p.82), os quais influenciam posi- 3 FAMÍLIA E ESCOLA: PARCERIAS NECES-
tivamente no desenvolvimento da aprendi- SÁRIAS PARA O DESENVOLVIMENTO DA
zagem. APRENDIZAGEM
Atualmente é possível perceber o desca-
so, de algumas famílias, com a educação Entende-se que a família é uma institui-
dos seus filhos, por serem ausentes e não ção presente na sociedade capaz de trans-
acompanharem ativamente das atividades mitir conhecimentos, crenças e valores a
escolares, por se omitirem e tentar repassar seus membros de forma que tais informa-
à escola suas responsabilidades. E esta situ- ções vão legitimando-se naturalmente. Po-

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rém, tal instituição não é a única com a res- de seus filhos à escola, que foi obrigada a
ponsabilidade de difundir conhecimentos, abrir suas portas, passando a atender às
pois em meio à sociedade encontra-se atre- camadas sociais menos favorecidas (RO-
lada à ela a instituição escolar, que também MANELLI, 2009).
desempenha importante papel nesse pro- Atualmente, a escola apresenta-se como
cesso, sendo que ambas compartilham de uma das mais importantes instituições soci-
funções sociais, políticas e educacionais, à ais, pois exerce a função de mediadora do
medida que atuam na transmissão e cons- conhecimento entre o indivíduo e a socie-
trução de conhecimentos (WITTER, 2011). dade, transmitindo modelos sociais de
Por muito tempo, a família foi a única e comportamento, valores morais, éticos e
principal responsável pela educação de seus culturais; além de contribuir no desenvol-
filhos. Mas a partir da idade média começa- vimento da aprendizagem, na convivência
ram a ocorrer mudanças nesse aspecto e a com outros grupos sociais. A ação educativa
educação sistematizada passou a ser produ- da escola favorece a sistematização do co-
to da escola. Assim, surgiram profissionais nhecimento e também colaborar que a cri-
formados e especializados na transmissão ança aos poucos vá deixando de imitar o
de conhecimentos e ambientes específicos comportamento dos pais e familiares, que
para o desenvolvimento da atividade esco- eram suas únicas referências até o momen-
lar. Porém, o acesso à educação escolar era to, adquirindo assim, sua autonomia e de-
elitizado, o que a tornava um instrumento senvolvendo sua consciência de pertenci-
de separação das classes sociais (ROMA- mento a outros grupos sociais (PORTELA;
NELLI, 2009). FRANCESCHINI, 2008).
De acordo com Romanelli (2009, p. 24), Salienta-se que a escola surgiu para res-
“a função [da escola] desta foi a de manter ponder às necessidades de preparo do indi-
privilégios, pois a própria instituição se a- víduo, sendo responsável pela transmissão
presenta como privilégio da classe domi- de conhecimentos curriculares organizados
nante a partir do momento que se utiliza de de modo sistemático, que irão subsidiá-lo
mecanismos seletivos e de conteúdo cultu- em seu desenvolvimento social, cognitivo e
ral”, e a escola apresenta-se como uma ins- profissional, deixando para a família a for-
tituição especializada que atendia aos filhos mação moral, social e afetiva dos filhos, ou
das famílias de poder na sociedade. seja, condições básicas de convivência em
A partir do século XIX, com o desenvol- sociedade. (PORTELA; FRANCESCHINI,
vimento da industrialização, a escola passou 2008).
por grandes transformações, pois as pesso- Cabe à família o papel de transmitir e
as começaram a desenvolver o trabalho nas aprimorar novos conhecimentos e valores,
fábricas e a passarem mais tempo fora de que serão fundamentais para o convívio
casa. Com isso a família sofreu mudanças, já social. Desta forma, “a família e a escola
que sozinha não conseguia mais educar compartilham funções educacionais políti-
seus filhos para o trabalho e para a vida so- cas e sociais, pois ambas integram o quadro
cial, passando a dividir com a escola tal res- de formação do cidadão” (WINTTER 2011,
ponsabilidade. As classes trabalhadoras se p. 50) desempenham um importante papel
fortaleceram e passaram a exigir o acesso no desenvolvimento da aprendizagem.

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Portanto, a família, devendo incumbir-se 1996).


da transmissão de valores morais, hábitos e É importante ressaltar que a escola e fa-
comportamentos, tais fatores ou atos, nem mília são instituições que atuam diretamen-
sempre “conscientemente intencionais, não te no desenvolvimento da aprendizagem,
institucionais, não planejados, envolvem são as duas principais instituições presentes
tudo que impregna a vida social, como o na sociedade responsáveis pela transmissão
ambiente e as relações socioculturais, e a- e construção de conhecimentos, portanto
tuam na formação das pessoas” (LIBÂNEO; “é imprescindível que família e escola unam
OLIVEIRA; TOSCHI, 2005, p.169). Portanto, a esforços e estratégias em busca de objeti-
família atua no desenvolvimento da apren- vos comuns, desenvolvendo, cada uma, seu
dizagem de forma assistemática, através papel e ao mesmo tempo juntas na função
das relações e influências do meio natural e de educar, pois nenhuma pode assumir a
social. responsabilidade da outra” (ROMANELLI,
A Lei 9394/96, amplia o conceito de edu- 2009, p. 26)
cação ao assegurar que o processo educa- A obrigatoriedade da família em acom-
cional não se dá apenas no âmbito escolar, panhar o processo de escolaridade dos fi-
mas se constitui em todo e qualquer lugar lhos e a sua presença no contexto escolar é
(BRASIL, 1996). Abrangendo também os reconhecido publicamente e assegurado
processos formativos que se desenvolvem pela legislação federal e educacional vigen-
na vida familiar, na convivência humana, no te no país, segundo a Constituição Federal
trabalho, nas instituições de ensino e pes- (1988) em seu art. 227 é dever da família,
quisa, nos movimentos sociais e organiza- da sociedade e do Estado assegurar à crian-
ções da sociedade civil e nas manifestações ça e ao adolescente, com absoluta priorida-
culturais (BRASIL, 1996). de, o direito vida, saúde, alimentação e e-
Ainda no art. 2º, da Lei de Diretrizes e ducação (BRASIL, 1988), cabendo à família
Bases da Educação (9394/96), amplia e di- zelar pelo desenvolvimento das crianças,
vide a responsabilidade da família para com oferecendo um ambiente propício e har-
a educação, onde ressalta a importância do monioso e de integração com a escola, para
convívio familiar para a formação do com- que ela possa se desenvolver em ambos os
portamento humano, assim como para o ambientes.
desempenho de suas capacidades intelec- A família precisa manter um relaciona-
tuais (BRASIL, 1996). mento estreito com o ambiente escolar,
Portanto, os conhecimentos adquiridos pois somente assim poderá fazer um “a-
no seio familiar irão assegurar o desenvol- companhamento amplo do desenvolvimen-
vimento pleno e saudável das funções men- to da criança, de suas aprendizagens e difi-
tais da criança, pois é na família que ela de- culdades, compreendendo que a escola é o
senvolve sua estrutura emocional, e outras lugar onde irá aprender a conviver, é, por-
como, maturidade, respeito, autoestima e tanto, o lugar oportuno para desenvolver os
afetividade, fatores psicossociais que irão hábitos de socialização que a vida em co-
acompanhá-la ao longo de sua vida e servi- munidade requer” (LÓPEZ, 2002, p.23), fa-
rão de base de sustentação para o desen- zendo-se necessária a intervenção da famí-
volvimento da aprendizagem (BRASIL, lia para que esse processo de adaptação e

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desenvolvimento cognitivo seja o melhor pesquisador amplia seus conhecimentos
possível. através da leitura de obras publicadas por
autores fluentes no assunto, como: Prado
4 CAMINHOS METODOLOGICOS E DISCUS- (2011), Romanelli (2009), Lopez (2002),
SÃO DOS RESULTADOS Witter (2011) e outros para fundamentar e
validar o processo de análise, discussão e
A pesquisa sobre o tema “Participação da construção dos resultados.
família no desenvolvimento da aprendiza- A fim de traçar um apanhado bibliográfi-
gem da criança” surgiu da necessidade de co da temática estudada foram consultadas
compreensão e análise sobre a importância obras literárias na biblioteca da FATECH,
do envolvimento, comparecimento e inter- nos bancos de dados das pós-graduações da
venção constantes da família no espaço es- Universidade Federal do Amapá, nos acer-
colar, visando a resolução da problemática vos digitais disponibilizados no Google Aca-
do desenvolvimento da qualidade da a- dêmico <scholar.google.com.br> e no Coor-
prendizagem da criança. denação de Aperfeiçoamento de Pessoal de
E para que estes propósitos fossem al- Nível Superior (CAPES), sendo pesquisado
cançados realizou-se a pesquisa através de sobre o título de “a importância da família
uma abordagem qualitativa, analisar o obje- no desenvolvimento da aprendizagem esco-
to estudado pela sua descrição e interpre- lar”.
tação, com o desejo de conhecer alguns
eixos norteadores que respaldam uma rela- 4.1 Discussão dos resultados
ção de inteira sintonia e compartilhando
um mesmo ideal para superação dos confli- Não se pode negar que a parceria entre
tos e dificuldade que tanto preocupa os as duas principais instituições sociais, escola
professores, pais e os próprios alunos. e família, é de suma importância para o de-
Ressalta-se que Chizzotti (2008) coloca senvolvimento da aprendizagem da criança.
que a pesquisa qualitativa parte do funda- Logo, devem associar responsabilidades,
mento de que há uma reflexão dinâmica esforços e estratégias no desenvolvendo de
entre o mundo real e o sujeito, uma inter- seus filhos. Mas juntas na função de educar
dependência viva entre o objeto e sujeito, as crianças, sem assumirem a responsabili-
um vínculo indissociável entre o mundo dade da outra. (ROMANELLI, 2009).
objeto e a subjetividade do sujeito. Para este estudo, buscamos responder a
Neste estudo, a abordagem qualitativa seguinte problemática: é relevante a parti-
subsidiou a realização da pesquisa biblio- cipação da família no desenvolvimento da
gráfica que fez um apanhado das principais aprendizagem da criança? E neste intuito, a
literaturas pertinentes ao tema, visto que pesquisa bibliográfica revelou algumas con-
esta pesquisa se caracteriza por ser a pes- siderações referentes ao questionamento,
quisa com uso de material já elaborado e que destacamos abaixo:
publicado e sua finalidade é colocar o pes- 1. Sobre a importância da participação da
quisador em contato direto com tudo o que família no desenvolvimento da aprendiza-
foi escrito sobre determinado assunto gem das crianças: é na família que a criança
(MARCONI; LAKATOS, 2008, p. 43). Assim, o adquire a base da formação moral, ética,

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social, religiosa, cultural e escolar que con- sua responsabilidade de educadores, e re-
tribui na formação da personalidade, cará- presentam a sociedade receptora da atua-
ter e conduta. A família deve ser parceira ção das escolas” (LÓPEZ, 2002, p.78). De-
da escola, que dá continuidade a aprendi- vendo os pais participarem com frequência
zagem da criança, pois a escola não traba- das atividades proporcionadas pela escola,
lha sozinha e a família faz parte da forma- passarão a conhecer o trabalho desenvolvi-
ção educacional de suas crianças, e deve do, de que forma a criança esta aprendendo
participar ativamente da vida escolar dos e suas dificuldades.
filhos. Destacamos que o acompanhamento da
Portanto, é muito importante a partici- família no processo de escolaridade dos
pação ativa da família no processo de ensi- filhos e seu comparecimento no contexto
no-aprendizagem da criança, pois é a famí- escolar são reconhecidos e assegurados
lia quem dá inicio ao processo da constru- pela legislação federal e educacional vigen-
ção do conhecimento, através da constru- te no país, Lei nº 9394/96, bem como a
ção de valores, do desenvolvimento emo- Constituição Federal (1988) em seu art. 227
cional e social. Caso não se concretizar tal dispõe que é dever da família, da sociedade
“participação da família na escola, não se e do Estado assegurar à criança e ao ado-
pode alcançar uma educação coordenada e lescente, com absoluta prioridade, o direito
eficaz dos filhos” (LÓPEZ, 2002, p.84). Des- à vida, à saúde, à alimentação, à educação.
de cedo as crianças e a própria família, pre- (BRASIL, 1988), cabendo à família zelar pelo
cisam perceber a importância da educação desenvolvimento das crianças, oferecendo
em suas vidas e isso só é possível se os pais um ambiente propício e harmonioso e de
participarem ativamente desse processo. integração com a escola, para que ela possa
Assim, a própria família deve reconhece se desenvolver plenamente e com seguran-
a sua importância na participação ativa no ça, em ambos os ambientes.
processo de ensino de seus filhos, buscando
alternativas e brechas em seu horário de 2.Os alunos recebem acompanhamento
trabalho para visitar a instituição escolar da família no desenvolvimento de suas a-
para realizar o acompanhamento frequente prendizagens: não se pode afirmar com e-
do calendário escolar. Pois se “deve reco- xatidão que a família de modo geral não faz
nhecer que as condições de famílias traba- o acompanhamento de seus filhos na esco-
lhadoras dificultam um acompanhamento la, porém uma boa parte das crianças deixa
mais próximo do trabalho acadêmico das de realizar suas tarefas, até mesmo de dei-
crianças” (WITTER, 2001, p. 68). No entan- xam de frequentarem a escola por falta de
to, apesar das diversas funções desempe- um acompanhamento familiar ativo e con-
nhadas na vida profissional, as famílias não tinuo, ou abandono completo.
podem se omitir em desempenhar seu pa- É possível perceber que alguns pais ainda
pel de ter, criar, proteger e educar os filhos. não compreendem o quanto a sua partici-
É fundamental que a família esteja enga- pação na educação da criança é relevante, e
jada no processo de aprendizagem da cri- sem a menor responsabilidade ou algumas
ança, tendo um papel ativo na educação vezes involuntariamente, por falta de co-
escolar, pois os pais “não podem abdicar de nhecimento, acabam se omitindo nesse

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Participação da família no desenvolvimento da aprendizagem da criança 41
processo. Ao demonstrarem descaso com o melhor rendimento e isso possibilita evitar
ensino escolar destes, acabam prejudicando o possível fracasso escolar e auxilia signifi-
o desenvolvimento de suas aprendizagens, cativamente no aprendizado da criança.
tornando-as desmotivadas para realizar ta- (PRADO, 2011)
refas escolares e até mesmo frequentar a Os pais precisam estar em contato com a
escola, pode-se dizer que “a perda da opor- instituição escolar, procurando obter in-
tunidade educacional dos primeiros anos é formações sobre os avanços e dificuldades
irrecuperável, pois nesse período se adqui- de suas crianças e oferecer suporte para
rem traços que marcam os aprendizados e a superar eventuais obstáculos. Assim, a fa-
vida posterior” (LÓPEZ, 2002, p.25), um a mília não deve encontrar na escola uma
criança sem estímulos para estudar, torna- concepção de educação oposta à sua, mas
se um adulto desmotivado e com possíveis sim de modo a complementá-la, de forma
déficits de aprendizagem. que a relação entre essas duas instituições
Para que ocorra uma aprendizagem signi- possa contribuir significativamente com a
ficativa e eficaz é necessário o interesse da promoção da aprendizagem das crianças.
família em participar da construção desta (PRADO, 2011)
aprendizagem, “buscando sempre o desen- A família precisa fazer-se presente na vi-
volvimento dos filhos a família atual é o es- da dos filhos e principalmente nos anos ini-
teio na formação da criança e do adolescen- ciais de escolarização, que é quando estes
te, há muitas variáveis no ambiente familiar começam a legitimar os valores adquiridos
que são importantes. Algumas variáveis po- no ambiente familiar, enquanto o contato
dem por em risco, prejudicar ou mesmo entre família e escola é necessário em qual-
impedir o desenvolvimento dos filhos” quer idade, durante os primeiros anos ele
(WITTER, 2011, p.44). terá de ser mais intenso para coordenar as
Uma família atuante na vida escolar dos atividades educativas que permitam a rápi-
filhos pode contribuir significativamente da aquisição dos hábitos propostos. (LÓPEZ,
com o aprendizado destes, através da parti- 2002, p.27), dessa forma a escola fica limi-
cipação nas atividades desenvolvidas e es- tada com seus objetivos, e não pode condu-
tímulos necessários para a execução das zirsozinha o processo de desenvolvimento
mesmas, por outro lado, se não participar e da aprendizagem da criança de forma am-
estimular as crianças, estas podem sentir-se pla, é preciso que haja uma cooperação en-
desmotivadas e vulneráveis a apresentar tre família e escola.
dificuldades no seu desenvolvimento inte- Desta forma, não cabe a escola desem-
lectual. penhar em sua totalidade funções que
A escola precisa investir sempre na parti- também são da família. O papel da escola
cipação da família no contexto escolar e na vai além da transmissão de conteúdos e
aprendizagem dos filhos, de forma a bene- conhecimentos, já que é no ambiente esco-
ficiar o processo de ensino aprendizagem, lar que o sujeito adquire uma ampla especi-
não apenas nos momentos em que as cri- ficidade de conhecimentos e aperfeiçoa seu
anças apresentarem dificuldades ou o pro- aprendizado de viver em sociedade (RO-
fessor chamar. As crianças que recebem MANELLI, 2009)
acompanhamento efetivo apresentam um Através da análise realizada mediante a

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42 Oliveira, Braga e Prado

pesquisa bibliográfica, pode-se observar convívio familiar e consequentemente da


que algumas famílias não possuem consci- educação dos filhos.
ência de que são os principais responsáveis Assim, as famílias atuais apresentam cer-
pelos filhos e pela sua educação, e do quan- tas dificuldades para oferecer todo o supor-
to podem contribuir na aprendizagem des- te que a criança precisa para seu desenvol-
tes. E se omitir deste processo é passar a vimento integral, educação, carinho e aten-
responsabilidade de educar para a escola, ção, porém é válido ressaltar que a família é
que por sua vez não está conseguindo de- à base de todo o aprendizado e desenvol-
sempenhar por completo tal função. A fa- vimento do individuo, e esta não pode se
mília nunca pode renunciar a sua responsa- negar a cumprir sua função, pois nenhuma
bilidade educacional, principalmente duran- outra instituição poderá oferecer a criança
te os primeiros anos da vida infantil, exata- tais insumos necessários para o seu desen-
mente quando se estabelece as bases da volvimento. É no ambiente familiar que se
futura personalidade da criança. (LOPÉZ, concretizam os primeiros contatos com o
2002, p.28), uma criança bem assistida pela mundo externo e com a linguagem, ocor-
família torna-se um adulto saudável e con- rem as primeiras aprendizagens da criança
fiante em suas atitudes e em si mesmo. no que se refere a valores e hábitos repas-
sados através dos adultos ali presentes e
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS que irão refletir por toda a sua vida pessoal
e em sociedade.
Tendo em vista o estudo do levantamen- Constatou-se, que é possível se ver no
to bibliográfico, pode-se afirmar que a famí- espaço escolar que faltam esforços por par-
lia vem sofrendo inúmeras mudanças du- te de algumas famílias para concretizar a
rante os séculos de existência, em suas con- relação e a parceria entre a escola e a famí-
junturas, como também em suas responsa- lia. E a escola ainda precisa continuar crian-
bilidades. Por muito tempo a família foi do melhores estratégias de aproximação
constituída por pai, mãe e filhos, denomi- escola-família, de modo a responsabilizar a
nada de família nuclear, e se apresentava família e torná-la parte do processo educa-
para a criança como primeiro ambiente de tivo dos filhos, assim como, a família tam-
socialização e transmissora de valores e bém precisa repensar sobre sua postura no
comportamentos, hoje não existe um mo- processo escolar dos filhos.
delo familiar definido, porém ainda é a Verificou-se ainda que hoje algumas fa-
principal formadora de conhecimentos e mílias não estão fazendo o acompanhamen-
valores que irão subsidiar o desenvolvimen- to contínuo do desenvolvimento da apren-
to dos filhos e sua convivência na socieda- dizagem dos filhos e não conseguem ofere-
de. cer a atenção que estes necessitam para
É valido salientar o papel da mulher na desenvolver habilidades e competências
estrutura familiar, pois as mulheres que que irão acompanhá-lo por toda a sua vida
antes se ocupavam apenas da casa e da e- pessoal e em sociedade. A família atual pa-
ducação dos filhos, hoje dividem espaço no rece preocupar-se mais com sua vida profis-
mercado de trabalho com os homens, e isto sional, passando a responsabilidade da edu-
lhe obriga a se ausentar por longas horas do cação dos filhos para a escola, com isso,

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Participação da família no desenvolvimento da aprendizagem da criança 43
muitas vezes expõem os filhos ao fracasso, REFERÊNCIAS
pois sem o apoio dos pais, sentem-se des-
motivados e reprimidos. AURÉLIO, Aurélio Buarque. Dicionário da
Observou-se também que as dificuldades Língua Portuguesa. 4 ed. São Paulo: Nova
vivenciadas por alguns pais em acompanhar Fronteira, 2001.
o processo escolar dos seus filhos vêm re- BRASIL, Constituição da Republica Federa-
fletindo na aprendizagem e no comporta- tiva do Brasil. Brasília: Congresso Nacional,
mento destes. Mas ainda assim é possível 1988.
perceber que mesmo diante de tantos ______. Lei de diretrizes e Bases da Educa-
compromissos da sociedade moderna ainda ção Brasileira nº 9394/96. Brasília: Ministé-
existem famílias que disponibilizam tempo rio da Educação, 1998.
para auxiliar o aprendizado dos filhos no CHIZZOTTI, Antônio. Pesquisa em ciências
interior do lar, dividindo responsabilidades humanas e sociais. São Paulo: Cortez, 2008.
e tarefas com escola, estabelecendo uma LAKATOS, Eva Maria, MARCONI, Marina de
relação de parceria ativa no processo de Andrade. Metodologia do trabalho científi-
desenvolvimento da aprendizagem de seus co: procedimentos básicos, pesquisa biblio-
filhos, bem como contribuindo significati- gráfica, projetos e relatórios, publicações e
vamente no espaço escolar com ações cole- trabalhos científicos. São Paulo: Atlas, 2008.
tivas e sociais. LIBÂNEO, José Carlos; OLIVEIRA, João Fer-
Nesse sentido torna-se pertinente, suge- reira de; TOSCHI, Mirza Seabra. Educação
rir que a escola busque desenvolver ações escolar, políticas, estrutura e organização.
com intuito de sensibilizar os pais para a 2ª Ed. São Paulo: Cortez, 2005. (Coleção
importância de sua participação no desen- Docência e Formação).
volvimento da aprendizagem de seus filhos, LÓPEZ, Jaume Sarramona I. Educação na
pois, acredita-se que se os pais souberem família e na escola: o que é e como se faz.
do poder da influencia da sua participação São Paulo: Edições Loyola, 2002.
ativa na vida de seus filhos, se forem orien- PRADO, Danda. O que é família. São Paulo:
tados sobre a importância do estimulo pre- Brasiliense, 2011. Coleção Primeiros Passos.
coce e das relações saudáveis em família. PORTELA, Fabiani Ortiz; FRANCESCHINI, In-
É possível constatar, por meio da pesqui- grid Schröeder. Família e aprendizagem:
sa bibliográfica, a grandiosa relevância da uma relação necessária. 2 ed. Rio de Janei-
influencia da família no desenvolvimento da ro, 2008.
aprendizagem das crianças, a família é a PORTES, E.A. O trabalho escolar das famílias
base da sociedade. Portanto, as instituições populares. In: NOGUEIRA, M.A; ROMANEL-
família e escola constituem referenciais LI, G. ZAGO, N. Família e escola: Trajetória
fundamentais para a construção de conhe- da escolarização em camadas médias e po-
cimentos e formação social da criança, sen- pulares. Petrópolis, RJ: Vozes, 2000.
do que nenhuma destas pode eximir-se de ROMANELLI, Otaíza de Oliveira. História da
suas responsabilidades para com a educa- educação no Brasil. 34 ed. Petrópolis: Vo-
ção que virá refletir na formação de novas zes, 2009.
gerações e da sociedade. WITTER, Geraldina Porto. Família e apren-
dizagem. Cotia, SP: Ateliê Editorial, 2011.

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Artigo recebido em 28 de abril de 2016.


Avaliado em 08 de agosto de 2017.
Aceito em 31 de agosto de 2017.
Publicado em 22 de setembro de 2017.

Como citar este artigo (ABNT):


OLIVEIRA, Izabel Lúcia dos Santos; BRAGA,
Andrelina Pelaes; PRADO, Cleidia Maria No-
gueira. Participação da família no desenvol-
vimento da aprendizagem da criança. Esta-
ção Científica (UNIFAP), Macapá, v. 7, n. 2,
p. 33-44, maio/ago. 2017.

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