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DORIEDSON BORGES

FRANCISCO AGUIAR
MARISLENE PINHEIRO
NADIA ALINE SOUZA
RAFAEL MAGALHÃES

ADOLESCÊNCIA: UM OLHAR SOBRE O DELINQUENTE

Trabalho para obtenção de nota parcial


no 1º bimestre da disciplina Psicologia
Forense, do curso de Direito, turma
02DIRNRA da Faculdade Martha
Falcão - Devry

Professor: André Luiz de Carvalho Braule Pinto

Manaus
2015
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1. Introdução

Na sociedade que vivemos nos dias atuais é comum à prática delituosa


cometida por um menor de idade, aceita como parte integrante do seu
desenvolvimento, seja pela baixa formação intelectual e moral de seus pais ou
tutores, incapazes de lidar com a transição da infância para a adolescência, seja
pela deficiência de instituições sócio-educativas que promovam a integração desse
ser em formação dentro do contexto social. Observa-se por parte do Estado, a
preocupação de resguardar a integridade moral e física de crianças e adolescentes,
resguardando por meio de legislação específica, os direitos e deveres inerentes a
está faixa de idade, tanto para os jovens que se enquadrados nos padrões sociais
impostos, quanto para aqueles que praticam atos infracionais, prevendo medidas
mitigatórias para controle e prevenção de delitos.

É importante salientar que a integração dessas entidades é primordial para a


formação do caráter e personalidade desses jovens. Qualquer distorção encontrada
dentro dessas esferas, em especial na esfera familiar, conduz a processos de
delinquência, como no caso de furtos, uso de entorpecentes, assassinatos e
perversão sexual, fatores condicionantes para que o adolescente ingresse na
criminalidade.

O presente trabalho tem por objetivo compreender os fatores que levam o


adolescente a conflitos com a lei, seja daqueles provido de uma condição de vida
digna ou daqueles que estão em situação de risco, marginalizados perante a
sociedade.
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2. Fundamentos legais para a proteção de crianças e adolescentes

A Constituição Federal de 1988 inovou ao consagrar nos direitos


fundamentais inscritos no artigo 227 a proteção da criança e do adolescente,
reconhecidos na condição de sujeitos de direitos e não meros objetos de intervenção
no mundo adulto. Contudo, a interferência prática desta opção constitucional coube
à Lei Federal Nº 8.069/90 – o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) –
aprovada em 13 de julho de 1990.

O ECA, nos artigos 2º, 3º e 4º define a idade legal, onde efetivamente inicia-
se a adolescência (artigo 2º); garantir os direitos fundamentais a criança e ao
adolescente, assegurando-lhes, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades
e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual
e social, em condições de liberdade e de dignidade, promovendo assim, do ponto de
vista legal a diminuição da desigualdade social (artigo 3º); e, assegurar este sistema
especial de proteção é dever que cabe à família, à comunidade, à sociedade em
geral e ao poder público, que o farão com absoluta prioridade (artigo 4º).

Quanto às medidas socioeducativas, o ECA apresenta nos artigo 112 a 125,


diretrizes que fazem referência à execução dos atos infracionais praticados por
adolescentes, garantindo a proteção integral dos direitos dos adolescentes, por meio
de um conjunto articulado de ações governamentais e não governamentais da
União, dos Estados e dos Municípios.

Em seus artigos 131 e 140 o ECA prevê as ações do Conselho Tutelar,


encarregado de zelar pelo cumprimento dos deveres acima relacionados. De
natureza autônoma e não jurisdicional, deve estabelecer comunicação com o
judiciário local, encaminhando as queixas relativas à violação dos direitos das
crianças e adolescentes e, quando necessário, ao juizado as questões à perda da
guarda, tutela ou poder familiar. Zela contra a violação dos direitos da criança e do
adolescente nos casos de ação ou omissão do Estado, dos pais ou responsáveis,
atende, aconselha e aplica as medidas especificas a cada caso apresentado dentro
do contexto familiar.
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Portanto, os fundamentos legais do ECA consistem em que o se humano, em


regra, até aos dezoitos anos de idade, não tem, ainda, discernimento completo,
porque não se lhe atribui direitos e não lhes exige deveres próprios dos adultos.
Nestes termos, apresentam preceitos abrangentes ao desenvolvimento da criança e
o adolescente, de suas personalidades, como procedimentos de um dever-crescer
no seio da família, num ambiente que proporcione felicidade, amor compreensão e
equilíbrio para que, possam desenvolver-se psicologicamente e tornarem-se
capazes em suas tomadas de decisões avançando para uma vida independente.

3. A adolescência e a sociedade

De acordo com Estatuto da criança e do Adolescente – ECA, estabelecido


pela Lei nº 8.069 de 13/07/1990, em se art. 2º, a adolescência se inicia aos 12 anos.
Entretanto, esse marco, não se dá devido ao alcance da idade específica, mas a
partir mudanças psicológicas e fisiológicas que ocorrem nas proximidades dessa
idade, marcando a fase de transição entre a infância e adolescência. Além das
transformações físicas, observa-se que os valores e crenças, presentes na infância,
sofrem questionamentos e profundas reformulações por parte do adolescente, visto
que esta etapa é bastante dinâmica, diferenciando-se da anterior, onde a presença
de costumes é abundante, orientando a criança nos discernimento das coisas e
situações que o cercam. Nessa dinâmica, as informações proliferam-se e chegam de
maneira truncada, e, devido à ausência de maturidade não são absorvidas, pois a
percepção do mundo do adolescente é centrada em si, no imediato, no presente. A
família começa a dividir as atenções com outras formas de grupos sociais, como a
escola, e as exigências sociais requerem respostas.

O relacionamento familiar é extremamente importante na formação do caráter


da criança em transição para a adolescência. É nessa fase que os conteúdos morais
devem ser apreendidos, e que as condutas entre os familiares passa a ter
importância e significado para o jovem. Se ele é constantemente exposto a um
ambiente hostil, com pais ou tutores ausentes, fisicamente ou emocionalmente, é
provável que seu caráter sofra distorções, levando a delinquência. O fato dos pais
não conseguirem lidar com as mudanças bruscas de comportamento, os conflitos de
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linguagem, falta de adequação imediata a novas tecnologias, faz com que os heróis
idealizados pelos filhos, não atendam os anseios da transição do adolescente para a
fase adulta, abrindo caminhos para novas interpretações sociais e a busca por
novos líderes. Essa situação é comum nas famílias contemporâneas, pois se
desenvolve fronteiras impermeáveis entre os subsistemas que a compõem.

Pais, e filhos encontram-se dissociados. A comunicação entre eles mostra-se


precária, distorcida ou quase inexistente. Conforme texto “Curtindo a vida”:

A comunidade encara a situação com perplexidade: de um lado, pais


exemplares, de grande valor profissional e social; de outro lado, um jovem
que não participa de nada construtivo, que vive no clube de campo,
frequenta prostíbulos e, em mais de uma oportunidade, praticou pequenos
delitos [...]” (FIORELLI; MANGINI, 2015, p. 161).

É evidente a falha na construção da identidade desses jovens, que não


sabem quem são ou quem vão ser. Direcionando a ansiedade para o imediatismo
das aventuras, por má influência ou por simples condicionamento adquirido ao
passar dos tempos, gastando energias físicas e psíquicas no que lhe parece mais
gratificante. O delito. A evolução é natural, começa com os leves para chegar aos
graves.

A escola também tem papel primordial nessa fase de desenvolvimento de


personalidade, tendo suficiente influência para criar valores e modificar aqueles que
a criança trás do ambiente familiar. A convivência em sociedade impõe-se sobre a
convivência familiar, dando poder à criança e ao adolescente, para criação ou
participação em grupos, onde se moldam suas referências de ídolos e heróis,
diferentes daqueles da primeira fase da vida. Por outro lado, a escola é sugerida
como fonte de graves distorções comportamentais [...], por ser a porta de entrada
para as drogas e para a violência (FIORELLI; MANGINI, 2015, p. 240).

A responsabilidade, saliente-se, é um atributo típico do estágio


operatório-formal piagetiano, o qual se estrutura durante o período
compreendido entre os 12 anos, aproximadamente, e o início da fase
adulta; esse fato faz com que se estabeleça um período de transição em
que o jovem depara-se com exigências para as quais ainda não se encontra
psiquicamente preparado; contudo, surgem as cobranças da fase adulta;
[...](FIORELLI; MANGINI, 2015, p. 155).
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É nessa fase, que os valores morais e éticos devem estar arraigados,


propiciando o adolescente a distinguir entre certo e errado e compreender conceitos
como pena e responsabilidade, atribuídos a atos delituosos por ventura praticados.
Observa-se, que adolescente, que não possuem a base da responsabilidade e da
subjetividade, a inabilidade em distinguir castigo de punição legal, o que muitas
vezes causa confusão, pela falta de maturidade, considerando que se não houve
castigo físico (algemas, espancamento, e todas as noções de sentenças abstratas,
criadas pelo conhecimento do adolescente sobre o sentido de punição), a punição
legal é um paliativo.

Em um processo, levando-se em conta estas questões, pode-se


discutir a duração da medida socioeducativa imposta, mas para o
adolescente (e o adulto), a certeza de reprimenda e a compreensão da
dimensão do ato praticado são muito relevantes. (FIORELLI; MANGINI,
2015).

4. Adolescência: Um olhar sobre o delinquente

Três fenômenos contribuem para tornar o adolescente vulnerável a prática da


delinquência: A vulnerabilidade do adolescente às mensagens que induzem à
violência e a transgressão, a percepção de falta de espaço no mundo adulto e o
poder do grupo.

O primeiro fenômeno, a vulnerabilidade do adolescente às mensagens que


induzem à violência e a transgressão, refere-se à leitura (a percepção) que o
adolescente tem dos símbolos que o cercam. Tais imagens e informações vêm
através da mídia, por meio de situações eivadas de violência, sejam representadas
por violências físicas ou verbais, com expressão de raiva, ódio, racismo,
discriminação, preconceito ou perversidade.

O segundo fenômeno, a percepção de falta de espaço no mundo adulto, se


dá frente à falta de perspectiva futura, que a base familiar desestruturada e base
escolar deficiente, proporcionaram ao jovem, que vê suas oportunidades e desafios
reduzidos perante as exigências da sociedade. A ineficiência de suporte emocional
leva a caminhos inseguros e relativamente fáceis de percorrer, como o uso de
drogas, furtos e a perversão, por distúrbios de caráter ou impulsos sexuais e
agressivos. Heróis que acenam com vitórias fáceis.
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O terceiro fenômeno, o poder de grupo, capaz de modificar a essência do


individuo, diferencia-se pelo componente afetivo, fortalecendo a coesão em torno de
sentimentos, comuns ao um grupo ou time, que se une através de interesses em
comum. Essa cumplicidade faz surgir um contrato psicológico de fidelidade entre os
componentes do grupo, e em torno do líder, celebrado de maneira inconsciente. Tal
situação poderá ser benéfica, moldando a conduta dos adolescentes e
desenvolvendo sua capacidade de compreensão e de relacionamento pessoal.
Entretanto, quando o comportamento do grupo é inadequado do ponto de vista
social e legal, e estando este grupo sob a influência de um líder antissocial, a
tendência é que seus participantes repitam tal comportamento em outras esferas
sociais, negando os valores e as crenças precedentes de sua criação.

Nos três fenômenos acima relatados, ressalta-se a postura dos pais ou


tutores e das pessoas próximas, frente às situações que se apresentam. Nota-se a
permissividade, a complacência parental e social, permitindo que símbolos se
interponham no relacionamento com o ser em formação, encobrindo de forma
inconsciente ausência de convívio familiar de bases sólidas e negando a influência
externa dos grupos sociais prejudiciais aos jovens, relegam para o governo, por
meio da escola, a missão de educar e formar o comportamento psicossocial do
adolescente, e consequente a formação da sua identidade.

É importante ressaltar que o fator socioeconômico tem contribuído para o


distúrbio social do adolescente. Uma vez que desde cedo, a criança vive em um
ambiente que predispõem à delinquência. Não se tratando, portanto, de uma
transformação da adolescência, antes, esta funciona como período em que o
individuo consegue integrar suas carências e dirigir seus anseios para a única
pratica que conhece. O psicólogo ao analisar a população carcerária adulta, chegou
à conclusão que o estado Socioeconômico é um dos fatores preponderante ao
aumento de delinquentes. Devido à privação afetiva, o crescer sem família, sem
parâmetros; percebe a falta de modelos, de diretriz que permitam ao individuo
compreender a realidade com base em princípios éticos e morais sólidos,
estruturados na forma de um sistema de crenças consolidados.
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5. Estatística, valores e comportamentos de adolescentes em conflito com a lei

Na última década o tratamento aos adolescentes em conflitos com a lei deve


ser orientado pelo ordenamento jurídico sob a responsabilidade da proteção aos
entes federativos e de agentes públicos. Quando um ato infracional é cometido por
criança em até 12 anos se aplica um aplica-se medida de proteção sobre a
responsabilidade do Conselho Tutelar. No caso de adolescentes o ato infracional
cometido fica sobre a observação da Delegacia da Criança e do Adolescente com a
aplicação de medidas sócio-educativas previstas no Estatuto da Criança e do
Adolescente, Lei 8.069/90 (ECA).

Em uma análise feita pelas Nações Unidas sobre homicídios cometidos por
menores, demonstra-se uma estimativa de que 1% (um por cento) dos homicídios
registrados no Brasil é cometido por adolescentes entre 16 e 17 anos. Mesmo com
tal análise, que demonstra a baixa incidência de criminalidade atribuída aos menores
de idade, o Congresso Nacional aprovou a Proposta de Emenda Constitucional
(PEC) nº 171/1993 que altera a idade mínima de 18 para 16 anos para maioridade
penal. Vale ressaltar que estatística feita pelo Fundo das Nações Unidas para a
Infância (UNICEF), tem como base estimativa divulgada pelo governo, de que 2,8%
dos crimes praticados, dentre eles assassinato, é cometido por menores. Já a
estimativa de 1% são crimes praticados por adolescentes, não sendo possível
precisar quantos homicídios são praticados por jovem de 16 ou 17 anos, que é o
alvo de PEC, conforme declaração de Mário Volpi, gerente de projetos do UNICEF
para o jornal O Globo. O que deve considerar é que o Ministério da Justiça não
registra dados de faixa etária de assassinatos, e que, portanto a questão de 1%
torna-se um mito onde o próprio Mário Volpi, admite que a informação não exista
negando o que havia declarado ao O Globo.

De acordo com a matéria publicada pelo jornal O Estadão, um levantamento


feito pelo Ministério Público entre agosto de 2014 e maio de 2015, que de 22 mil
crimes, uma parcela expressiva foram praticados por menores: 4,4 mil, ou 20% do
total. Vale resaltar que é apenas uma interpretação da reportagem que não foi
esclarecida verifica-se que dentre 4.400 crimes, 70 e não 70% são de estupros e
latrocínios praticados por menores entre 16 e 18 anos. Estes no quadro seriam
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atingidos pela redução da maioridade penal. No tráfico, a participação do


adolescente é secundária e não atingiria um valor expressivo (ver figuras 1 e 2).

Figura 1 - Atos infracionais cometidos por adolescente por região brasileira - Fonte: Ano:

Figura 2 - Crimes hediondos cometidos por adolescentes - Fonte: Ano:


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Observa-se que os números divergem e que o Congresso Nacional tenta


passar uma imagem distorcida sobre crimes hediondos cometidos por menores de
idade, que tem ocorrência em escala menor que registrada em outras esferas. O
importante é criar uma rede de amparo à criança e adolescente, já que a falha do
Estado pode resultar em violência juvenil. Em síntese o Estado deve assegurar
direitos básicos de modo a garantir uma educação sólida, o bem-estar social e
acima de tudo segurança.

6. Conclusão

Constata-se que o processo de delinquência juvenil tem sua gênese na falta


de educação, na desagregação e na deterioração da instituição familiar. A família
exerce um papel decisivo na personalidade dos filhos. O desajustamento e a
ausência desta entidade são os fatores que elevam a criminalidade. São as relações
afetivas que fortalecem a existência própria da criança e do adolescente,
provocando a deficiência de bases psíquicas, resultando na perda do referencial
mais importante que esses jovens tanto precisam na fase da adolescência para o
seu completo desenvolvimento.

A criminalidade é uma extensão da marginalidade do menor e esta é uma


extensão da marginalidade e da desagregação familiar. É um processo evolutivo,
iniciando-se com a intenção do menor no mundo do marginalismo social e
culminando a sua integração no submundo da criminalidade, que é o grau máximo
da marginalização social. Nessa perspectiva, está inserida não somente a estrutura
familiar deficitária, mas também as instituições sócio-educativas, que são
responsáveis pela inserção de valores morais e éticos, além dos já aprendidos pela
convivência familiar.

Referente ao delito cometido no período de transformação da adolescência é


causada pelas perturbações internas do sujeito, que o levam a cometer delitos, não
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exclui os fatores externos ao sujeito como causas para a existência da delinquência


como condição patológica. Este problema não encontra todas as suas respostas no
âmbito do intimo do indivíduo, deve-se levar em conta também os fatores
econômicos e sociais que estão na gênese da personalidade antissocial, é o que
propõe a perspectiva psicossocial. O indivíduo não se encerra, nem se justifica, ou
se entende em si mesmo, ele está ligado ao meio em que convive. Embora o tema
seja relevante, mais exige reflexões.

7. Bibliografia

FIORELLI, J.O.; MANGINI, R.C.R. Psicologia Jurídica. 6. ed. São Paulo: Atlas,
2015.

http://oglobo.globo.com/brasil/unicef-estima-em-1-os-homicidios-cometidos-por-
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http://ambitojuridico.com.br/site/?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=13436&rre
vist_caderno=12.

http://www.ambitojuridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo
_id=9961.

http://www.ambitojuridico.com.br/site/?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=4397
&revista_caderno=3.

http://tijolaco.com.br/blog/?p=27479.

http://jornalggn.com.br/noticia/estatisticas-desaconselham-reduzir-maioridade-penal.

http://veja.abril.com.br/blog/cacador-de-mitos/2015/04/09/mito-os-adolescentes-
cometem-menos-de-1-dos-homicidios-do-brasil-e-sao-36-das-vitimas/.

http://cnj.jus.br/images/programas/justiça-aojovem/panorama_nacional_justica_ao_

jovem.pdf.