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NOV 1980 NBR 6118

Projeto e execução de obras de


concreto armado
ABNT-Associação
Brasileira de
Normas Técnicas

S.A.
SSede:
Rio de Janeiro
Av. Treze de Maio, 13 - 28º andar

brás
CEP 20003-900 - Caixa Postal 1680
Rio de Janeiro - RJ
Tel.: PABX (021) 210 -3122

etro
Fax: (021) 220-1762/220-6436
Endereço Telegráfico:

ra P
NORMATÉCNICA

Procedimento

a pa
Origem: Projeto de Emenda NB-1/1979

usiv
CB-02 - Comitê Brasileiro de Construção Civil
CE-02:003.15 - Comissão de Estudo de Concreto Armado

excl
NBR 6118 - Project and execution of reinforced concrete works - Procedure
Descriptors: Reinforced concrete. Structural calculation

uso
Copyright © 1980, Esta Norma substitui a NB-1/1978
ABNT–Associação Brasileira
Incorpora as Erratas de AGO 1979 e JUN 1995 e Emenda de AGO 1979
de Normas Técnicas
Printed in Brazil/ de
nça
Impresso no Brasil Palavras-chave: Concreto armado. Cálculo estrutural 53 páginas
Todos os direitos reservados
Lice

1 Objetivo 2.1.2.2 Estado de fissuração inaceitável

1.1 Esta Norma fixa as condições gerais que devem ser Estado em que as fissuras se apresentam com aber-
obedecidas no projeto, na execução e no controle de tura prejudicial ao uso ou à durabilidade da peça.
obras de concreto armado, excluídas aquelas em que se
emprega concreto leve ou outros concretos especiais.
2.1.2.3 Estado de deformação excessiva
Além das condições desta Norma, deverão ser obe-
decidas as de outras normas especiais e as exigências
Estado em que as deformações ultrapassam os limites
peculiares a cada caso.
aceitáveis para a utilização da estrutura.
1ª Parte
2.2 Projeto de obras
S.A.

Projeto
As obras a serem executadas total ou parcialmente com
brás

2 Generalidades
concreto armado deverão obedecer a projeto, elaborado
2.1 Estados limites por profissional legalmente habilitado, que compreende-
etro

rá cálculos, desenhos, programa de execução (abrangen-


Diz-se que uma estrutura ou parte dela atinge um estado do programa de lançamento do concreto, retirada de
ra P

limite quando, de modo efetivo ou convencional, se torna escoramentos e de formas) e memorial justificativo. A cate-
inutilizável ou quando deixa de satisfazer às condições
a pa

goria e a classe do aço, bem como o valor da resistência


previstas para sua utilização. Nesta Norma são característica do concreto, fck deverão constar nos de-
considerados os seguintes estados limites, devendo ser
usiv

senhos de armaduras e de formas, de modo bem des-


levados em conta outros, além destes, em casos especiais tacado. Deverão também ser indicadas, quando for o caso,
excl

que assim exijam. as opções para localização das juntas de concretagem.


No caso de construções industriais, o memorial justifica-
2.1.1 Estado limite último (de ruína)
uso

tivo deverá incluir esquema de localização das cargas,


Estado correspondente à ruína por ruptura, por defor- com indicação dos percursos para montagem e manu-
de

mação plástica excessiva ou por instabilidade. tenção.


nça

2.1.2 Estados limites de utilização (de serviço) 2.3 Notações


Lice

2.1.2.1 Estado de formação de fissuras


As notações adotadas nesta Norma e a usar no que se
Estado em que há uma grande probabilidade de iniciar- referir a estruturas de concreto armado são as aqui in-
se a formação de fissuras de flexão. dicadas.
2 NBR 6118/1980

2.3.1 Letras romanas maiúsculas Rc - resultante das tensões de compressão na


seção transversal
A - área
Rt - resultante das tensões de tração na seção
Ac - área da seção transversal geométrica da peça transversal
Lice

A’c - área da parte comprimida de Ac R cc - resultante das tensões de compressão no


nça

concreto
Aci - área da seção transversal do núcleo de uma
de

peça cintada encerrado pela superfície que R ct - resultante das tensões de tração no concreto
contém o eixo da barra de cintamento (eixo
uso

das barras externas no caso de cintamento R sc - resultante das tensões de compressão na ar-
em malha) madura longitudinal
excl

R st - resultante das tensões de tração na arma-


usiv

Ah - área da seção homogeneizada


dura longitudinal
a pa

Ao - área da parte carregada de um bloco de apoio


S - solicitação; momento estático
ra P

As - área da seção transversal da armadura lon-


T - momento de torção
gitudinal tracionada
etro

V - força cortante
A’ s - área da seção transversal da armadura lon-
brás

gitudinal comprimida W - carga do vento


S.A.

Asw - área da seção transversal das barras da ar- 2.3.2 Letras romanas minúsculas
madura de cisalhamento
a - distância; flecha
At - área da seção fictícia da armadura de cinta-
mento (volume da armadura de cintamento b - largura
por unidade de comprimento da peça)
bf - largura da mesa das vigas de seção T
C - momento de inércia à torção
bw - largura das vigas de seção retangular ou da
E - módulo de deformação longitudinal nervura das vigas de seção T

Ec - módulo de deformação longitudinal do con- c - cobrimento da armadura (entre as superfícies


creto do concreto e das barras)

Es - módulo de deformação longitudinal do aço d - diâmetro; distância do ponto de aplicação da


resultante das tensões de tração na armadura
F - ações longitudinal ao ponto de maior encurtamento
de uma seção transversal de peça fletida, me-
Lice

G - carga permanente dida normalmente à linha neutra (altura útil)


nça

Gc - módulo de deformação transversal do con- d’ - distância do ponto de aplicação da resultante


de

creto das tensões de compressão na armadura


longitudinal, ao ponto de maior encurtamento
uso

de uma seção transversal de peça fletida, me-


I - momento de inércia
dida normalmente à linha neutra
excl

M - momento fletor
d1 - diâmetro do núcleo de uma peça cintada, me-
usiv

dido no eixo da barra de cintamento


Md - momento fletor de cálculo
a pa

e - excentricidade de uma força normal


Meng - momento fletor em engastamento de viga
ra P

suposto perfeito f - resistência


etro

Mr - momento fletor de fissuração fc - resistência à compressão do concreto


brás

Mu - momento fletor último (máximo momento fletor fcd - resistência de cálculo do concreto à compres-
que a seção pode resistir) são
S.A.

N - força normal f cj - resistência média do concreto à compres-


são, prevista para a idade de j dias
Q - carga acidental
fcj - resistência média à compressão dos corpos-
R - reação de apoio resultante de tensões de-prova na idade de j dias (efetiva)
NBR 6118/1980 3

f ck - resistência característica do concreto à com- w - carga de vento distribuída; abertura de fissura


pressão
x - distância da linha neutra ao ponto de maior
ft - resistência à tração do concreto encurtamento, na seção transversal de uma
peça fletida
ftd - resistência de cálculo do concreto à tração
y - altura do diagrama retangular de tensões de
ftj - resistência média do concreto à tração, pre- compressão do concreto, na seção transver-
vista para a idade de j dias sal de uma peça fletida

S.A.
f tj - resistência média à tração dos corpos-de- z - distância entre Rc e Rt

brás
prova na idade de j dias (efetiva)
2.3.3 Letra grega maiúscula

etro
ftk - resistência característica do concreto à tração
Φ - diâmetro da barra da armadura

ra P
fy - resistência de escoamento do aço à tração
2.3.4 Letras gregas minúsculas

a pa
f yc - resistência de escoamento do aço à compres-
α - ângulo; coeficiente
são

usiv
αe - razão entre Es e Ec
f ycd - resistência de cálculo do aço à compressão

excl
β ângulo; coeficiente; razão
f yck - resistência característica do aço à compres-

uso
são (valor característico de fyc) γ - peso específico; deformação angular; coefi-
ciente

de
fyd - resistência de cálculo do aço à tração nça
γm - coeficiente de minoração da resistência dos
f yk - resistência característica do aço à tração (va- materiais
Lice
lor característico de fy)
γc - coeficiente de minoração da resistência do
g - carga permanente uniformemente distribuída concreto

h - altura total da seção transversal; espessura γs - coeficiente de minoração da resistência do


aço
hf - espessura da mesa das vigas de seção T
γf - coeficiente de segurança
i - raio de giração
δ - coeficiente de variação
j - número de dias
ε - deformação específica
l - comprimento; vão teórico
εc - deformação específica do concreto à com-
pressão
lb - comprimento de ancoragem
S.A.

ε cc - deformação lenta específica do concreto


le
brás

- comprimento de flambagem
ε cs - deformação específica do concreto por retra-
ção
lo
etro

- vão livre
εs - deformação específica do aço
ra P

m - momento fletor por unidade de largura


εy - deformação específica de escoamento do aço
a pa

n - força normal por unidade de largura; núme-


ro de objetos η - razão; coeficiente
usiv

q - carga acidental uniformemente distribuída ηb - coeficiente de conformação superficial das


excl

barras da armadura (suposto igual a 1 para


r - raio; índice de rigidez = I/ l barras lisas)
uso

s - espaçamento; passo do cintamento; desvio- θ - rotação


de

padrão
nça

κ - coeficiente
t - momento de torção por unidade de largura
Lice

λ - índice de esbeltez = le /i
u - perímetro
µ - coeficiente de atrito; momento fletor relativo
v - força cortante por unidade de largura adimensional
4 NBR 6118/1980

ν - coeficiente de Poisson; força normal relativa w - vento; alma das vigas


adimensional
y - escoamento
ρ - taxa geométrica da armadura
2.3.6 Índice das ações e solicitações
σ - tensão normal
Lice

a - recalque de apoio
σc - tensão normal de compressão no concreto
nça

cc - deformação lenta do concreto


σs - tensão normal de tração na armadura
de

cs - retração do concreto
uso

σΙ - valor absoluto da maior tensão principal de


tração (nulo quando não houver tração)
ep - pressão de terra
excl

σΙΙ - valor absoluto da maior tensão principal de


ex - explosão
usiv

compressão (nulo quando não houver com-


pressão)
a pa

g - carga permanente
τ - tensão tangencial
ra P

im - impacto
τw - tensão convencional de cisalhamento (de
etro

referência) na alma da peça = V/bwd l p - pressão de líquido


brás

τwd - tensão τw de cálculo q - carga acidental


S.A.

τwu - valor último de τw te - temperatura

τt - tensão de cisalhamento na torção w - vento

τtd - tensão τt de cálculo ε - deformações próprias e impostas

τtu - valor último de τt 2.3.7 Índices formados de abreviações

ϕ - coeficiente de deformação lenta adm - admissível

χ - razão entre ações; fração cal - calculado


ψ - coeficiente
cri - crítico
ω - taxa mecânica da armadura = ρfyd/fcd
eng - engastamento
2.3.5 Índices gerais
est - estimado
b - aderência; barra dobrada
Lice

exc - excepcional
c - concreto; compressão
nça

exp - experimental
d - de cálculo
de

ext - externo
uso

e - efetivo; existente; estribo


inf - inferior
excl

f - ação; mesa da viga de seção T


int - interno
usiv

i - inicial; núcleo
lat - lateral
a pa

j - número de dias
lim - limite
ra P

k - característico
máx - máximo
etro

m - material; médio
brás

mín - mínimo
r - fissuração
sup - superior
S.A.

s - aço; barra da armadura

t - tração; torção; transversal tot - total

u - último var - variável

v - cisalhamento vig - viga


NBR 6118/1980 5

Pode-se usar plica (‘) nos símbolos geométricos referentes rompida por junta de dilatação maior que 30 m, será dis-
à região comprimida. pensado o cálculo da influência da variação de tempe-
ratura.
3 Esforços solicitantes
3.1.1.5 Retração
3.1 Disposições gerais
A deformação específica de retração do concreto será
3.1.1 Ações a considerar
considerada como prescrito na NBR 7197; para as peças
de concreto armado, nos casos correntes, a deforma-

S.A.
No cálculo dos esforços solicitantes deverá ser considerada
ção específica poderá ser considerada igual a 15 x 10-5,
a influência das cargas permanentes e acidentais e de todas
salvo nos arcos e abóbadas com menos de 0,5% e 0,1%
as ações que possam produzir esforços importantes. Estas

brás
de armadura, onde este valor será aumentado respectiva-
ações serão consideradas de acordo com as normas e
mente para 20 x 10-5 e 25 x 10-5.

etro
com as condições peculiares a cada obra, aplicando-se à
variação de temperatura, à retração e à deformação lenta o
3.1.1.6 Deformação lenta

ra P
disposto em 3.1.1.4, 3.1.1.5 e 3.1.1.6.

a pa
3.1.1.1 Carga permanente Quando for necessário levar em conta a deformação lenta
do concreto, na determinação dos esforços solicitan-

usiv
A carga permanente é constituída pelo peso próprio da tes, poderá ela ser considerada como estipulado na
estrutura e por todas as sobrecargas fixas. Na avalia- NBR 7197. Para o cálculo do deslocamento transversal,

excl
ção do peso próprio, admite-se o peso específico de permite-se a simplificação de 4.2.3.1B. A consideração
25 kN/m3 para o concreto armado. da deformação lenta será obrigatória nos arcos e abóba-

uso
das com coeficiente de segurança à flambagem menor
3.1.1.2 Carga acidental que 5.

de
A carga acidental é constituída pelas cargas fixadas nas
nça
3.1.1.7 Choques, vibrações e esforços repetidos
respectivas normas, dispostas na posição mais desfavo-
Lice
rável para o elemento estudado, ressalvado o caso da Quando a estrutura, pelas suas condições de uso, for su-
alínea b) do item 3.2.2.3B. Havendo cargas móveis im- jeita a choques ou vibrações, deverá sua influência ser
portantes, devem ser aplicados os dispositivos da levada em conta na determinação dos esforços solici-
NBR 7187 , no que couber, respeitadas as demais tantes. No caso de vibrações, deverá ser verificada a possi-
prescrições desta Norma. bilidade de ressonância, com relação à estrutura ou parte
dela. Havendo possibilidade de fadiga, deverá esta ser
3.1.1.3 Ação do vento considerada no cálculo das peças.

Será exigida a consideração da ação do vento nas estru-


3.1.1.8 Influência do processo de construção
turas em que esta ação possa produzir efeitos estáticos
ou dinâmicos importantes e obrigatoriamente no caso de
estruturas com nós deslocáveis, nas quais a altura seja Deverão ser considerados os esforços provenientes do
maior que 4 vezes a largura menor, ou em que, em uma processo de construção previsto no programa de
dada direção, o número de filas de pilares seja inferior a execução, incluindo, entre estes esforços, os surgidos
4. Deverá ser levada em conta a possível influência durante o transporte e a montagem de peças pré-molda-
desfavorável de construções próximas à estrutura em das e equivalentes, bem como os que possam aparecer
S.A.

exame, que por suas dimensões e forma possam tornar durante a retirada do escoramento.
esta influência considerável.
brás

3.1.1.9 Deslocamento de apoio


3.1.1.4 Variação de temperatura
etro

Em estruturas sensíveis a deslocamento de apoio, deve


Supõe-se, para o cálculo, que as variações de tempera- ser levado em consideração o respectivo efeito no cál-
ra P

tura sejam uniformes na estrutura, salvo quando a desi- culo dos esforços solicitantes.
gualdade destas variações, entre partes diferentes da
a pa

estrutura, seja muito acentuada. O coeficiente de dilatação 3.1.2 Engastamento parcial


térmica do concreto armado é considerado igual a 10-5
usiv

por grau centígrado, salvo quando determinado especi-


Deverá ser considerada no cálculo a influência desfavo-
excl

ficamente para o concreto a ser usado. A variação de


rável de um engastamento parcial, sempre que não se
temperatura da estrutura, causada pela variação e tem-
tomarem, no projeto e na execução dos apoios, as precau-
peratura da atmosfera, depende do local da obra e deverá
uso

ções necessárias para garantir as condições de engas-


ser considerada entre ± 10ºC e ± 15ºC em torno da média.
tamento perfeito ou de apoio livre.
Para peças maciças ou ocas com os espaços vazios in-
de

teiramente fechados, cuja menor dimensão seja maior


nça

que 70 cm, admitir-se-á que esta oscilação seja reduzida 3.1.3 Mísulas
respectivamente para ± 5ºC e ± 10ºC; para as peças cuja
Lice

menor dimensão esteja entre 50 cm e 70 cm é feita No cálculo de lajes e vigas não serão consideradas, para
interpolação linear entre aqueles valores e estes. Em pe- determinação da altura sobre os apoios, inclinações de
ças permanentemente envolvidas por terra ou água e em mísulas maiores do que 1:3 (ver Figura 1).
edifícios que não tenham, em planta, dimensão não inter-
6 NBR 6118/1980

Lice
nça
deuso
excl

Figura 1
usiv

3.2 Estruturas lineares fictícias sucessivas. Para o cálculo de resistência ou


a pa

deformação, a parte da laje a considerar como elemento da


3.2.1 Método de cálculo viga (parte de bf), medida a partir da face da nervura fictícia,
ra P

é, conforme o caso (ver Figura 2):


Os esforços solicitantes das estruturas lineares poderão
etro

ser determinados em regime elástico ou elasto-plástico.


0,10 a
brás

 0,10 a
b1 ≤  f
3.2.1.1 Cálculo em regime elástico 8h
b3 ≤ 6 h
0,5 b  f

S.A.

2
Para o cálculo em regime elástico, admitir-se-á o módulo
de deformação previsto em 8.2.5; a área e o momento de
inércia das seções poderão ser calculados para a seção em que a tem o seguinte valor:
transversal geométrica, sem consideração da armadura.
viga simplesmente apoiada a= l
3.2.1.2 Cálculo em regime elasto-plástico
3
tramo com momento em uma só extremidade a= l
Para o cálculo em regime elasto-plástico, poder-se-á con- 4
siderar cada rótula plástica limitada a uma seção. Deve 3
sempre verificar se não é ultrapassada a capacidade de tramo com momentos nas duas extremidades a= l
5
deformação angular do concreto armado no trecho plas-
tificado. Havendo cargas agindo sucessivamente em viga em balanço a=2l
posições diferentes, deverá ser considerado o efeito da
acomodação da estrutura. 3.2.2.3 Vigas contínuas em edifícios

3.2.2 Vigas
A - Permite-se considerar as vigas como contínuas, sem
ligações rígidas com os apoios, devendo-se, porém,
Lice

3.2.2.1 Vão teórico


observar o seguinte:
nça

O vão teórico é a distância entre os centros dos apoios,


não sendo necessário adotar valores maiores que: a) não serão considerados momentos positivos, nos
de

vãos intermediários, menores que os que se ob-


teriam se houvesse engastamento perfeito da viga
uso

a) em viga isolada: 1,05 l o ;


nas extremidades dos referidos vãos, ou nos vãos
extremos, menores que os obtidos com engasta-
excl

b) em vão extremo de viga contínua: o vão livre


mento perfeito no apoio interno;
acrescido da semi-largura do apoio interno é de
usiv

0,03 l o .
b) quando a viga for solidária com o pilar intermediá-
a pa

Nas vigas em balanço, o comprimento teórico é o rio e a relação entre a largura do apoio, medida na
comprimento da extremidade até o centro do apoio, não direção da viga, e a altura do pilar for maior que
ra P

sendo necessário considerar valores superiores a 1,03 1:5, não poderá ser considerado momento
vezes o comprimento livre. negativo de valor absoluto menor do que o do en-
etro

gastamento perfeito neste apoio;


brás

3.2.2.2 Vigas de seção T


c) quando não se fizer o cálculo exato da influência
No cálculo das vigas de seção T só poderão ser consi- da solidariedade dos pilares com a viga, deverá
S.A.

deradas lajes que obedeçam, no que for aplicável, as ser considerado obrigatoriamente nos apoios
prescrições desta Norma. No que segue, bw designa a externos momento fletor igual a:
largura real da nervura; ba a largura da nervura fictícia
obtida, aumentando-se a largura real para cada lado de
rinf + rsup
valor igual ao do menor cateto do triângulo da mísula Meng
correspondente; b2 a distância entre as faces das nervuras rvig + rinf + rsup
NBR 6118/1980 7

S.A.
brás
etro
ra P
a pa
Figura 2

usiv
B - Permite-se, nas vigas contínuas em edifícios: transmitidos pelas vigas, aplicado o disposto em

excl
3.2.2.3B, alínea d);
a) arredondar o diagrama dos momentos fletores sobre
os apoios monolíticos, tomando-se para valor

uso
b) os momentos fletores nos nós dos pilares extre-
máximo do momento negativo a média entre o má- mos, transmitidos pelas vigas, deverão obrigato-

de
ximo calculado e a semi-soma dos momentos que riamente ser considerados e podem ser calculados
se verificam nas faces do pilar; a altura útil da se- nça pelas fórmulas seguintes, verificando-se os pilares
ção sobre o pilar será fixada de acordo com o dis- à flexão composta:
posto em 3.1.3;
Lice

rinf
b) supor que a posição das cargas acidentais uni- pilar inferior Meng
formemente distribuídas, com a qual se obtém a rvig + rinf + rsup
combinação mais desfavorável para a seção consi-
derada, se determina com cada tramo totalmente rsup
carregado ou totalmente descarregado; pilar superior Meng
rvig + rinf + rsup
c) supor que a carga total sobre o tramo, calculada
de acordo com 3.3.2.9, se distribua uniformemente; Quando a extremidade oposta ao pilar for engastada, o
momento fletor nesta extremidade será suposto igual ao
d) determinar as reações das vigas de dois ou mais
valor calculado por uma das fórmulas anteriores, dividido
tramos para o cálculo dos pilares, desde que o
por -2.
menor índice de rigidez I/ l não seja inferior a 80%
do maior, considerando-se cada tramo independente 3.3 Estruturas laminares
e livremente apoiado; se houver balanço, o efeito de
suas cargas será calculado considerando-se a 3.3.1 Estruturas laminares planas, solicitadas
S.A.

continuidade existente. predominantemente por cargas paralelas ao seu plano médio

C - Permite-se, observado o disposto em 3.2.2.3A e


brás

Para o efeito das cargas atuantes em plano paralelo ao


3.2.2.3B, calcular as vigas contínuas em edifícios por plano médio das estruturas planas, serão estas calculadas
processo simplificado, em regime elasto-plástico,
etro

como chapa no regime elástico com os valores do módulo


unicamente alterando-se a posição da linha de fecho de deformação e do coeficiente de Poisson prescritos em
ra P

determinada no regime elástico, de modo a reduzir os 8.2.5 e 8.2.6.


momentos sobre os apoios no máximo de 15%.
a pa

3.3.1.1 Paredes estruturais


3.2.2.4 Momento de 2ª ordem
usiv

Paredes estruturais são estruturas laminares planas ver-


No cálculo das vigas, deve ser considerado, quando for ticais, apoiadas de modo contínuo em toda a sua base, com
o caso, o momento fletor devido ao efeito de 2ª or-
excl

comprimento maior que 5 vezes a espessura. Nas paredes


dem nos pilares a que ela esteja rigidamente ligada estruturais, uma carga concentrada ou parcialmente
(ver 4.1.1.3C).
uso

distribuída na situação da Figura 3 poderá ser suposta


3.2.3 Pilares em edifícios
repartida uniformemente em seções horizontais limitadas
de

por dois planos inclinados a 45º sobre a vertical e passando


Permitem-se, nas estruturas de edifícios em que só atuem pelo ponto de aplicação da carga ou pelas extremidades da
nça

cargas previstas na NBR 6120 e em que não seja neces- faixa de aplicação.
Lice

sário considerar a ação do vento, as seguintes simplifica-


ções: Nas seções horizontais acima e abaixo de eventuais
aberturas, a distribuição da carga será feita excluindo as
a) os pilares intermediários poderão ser calculados sem zonas limitadas por planos inclinados a 45º, tangentes às
consideração de momentos fletores a eles bordas da abertura (ver Figura 4).
8 NBR 6118/1980

Lice
nça
deuso
excl
usiv
a pa

Figura 3
ra P
etro
brás
S.A.

Figura 4

A carga deve ser sempre considerada excêntrica em re- 3.3.2.1 Cálculo no regime elástico
lação ao plano médio da parede. A excentricidade a con-
siderar será a soma das seguintes parcelas: As lajes poderão ser calculadas como placa no regime
elástico, com os valores do módulo de deformação e do
Lice

- excentricidade estrutural resultante da posição coeficiente de Poisson, prescritos em 8.2.5 e 8.2.6, per-
prevista para a carga; mitindo-se processos simplificados devidamente
nça

justificados.
- excentricidade acidental resultante de impreci-são
de

na execução, variando de 1,5 cm a 2,5 cm, de 3.3.2.2 Cálculo no regime rígido-plástico


uso

acordo com o cuidado de execução;


Quando as cargas atuarem sempre no mesmo sentido e as
excl

- excentricidade correspondente ao efeito de flexão deformações das seções da laje estiverem nos do-mínios 2
em plano perpendicular à parede (efeito de 2ª ou 3 da Figura 7, as lajes poderão ser calcula-das no regime
usiv

ordem). rígido-plástico pela teoria das charneiras plásticas,


adotando-se as seguintes hipóteses:
a pa

3.3.1.2 Vigas parede


a) que o momento de plastificação seja o calculado de
ra P

Vigas-parede são estruturas laminares planas verticais, acordo com 4.1.1.1, desprezadas as influências da
apoiadas de modo descontínuo , cuja altura total, no caso força cortante, da força normal, do momento volvente
etro

de peças de tramo único livremente apoiadas, seja no mínimo e do momento fletor na direção ortogonal;
igual à metade do vão, e nos demais casos, seja no mínimo
brás

igual a 0,4 do vão. b) que os momentos de plastificação nas seções não


perpendiculares à armadura variem com o quadrado
3.3.2 Estruturas laminares planas, solicitadas
S.A.

do coseno do respectivo ângulo;


predominantemente por cargas normais ao seu plano médio
(lajes) c) que nas lajes com armaduras resistentes em
mais de uma direção o momento de plastificação em
Para efeito das cargas atuantes normalmente ao plano médio uma seção qualquer seja igual à soma dos momentos
das lajes, estas devem ser calculadas como placa em regime de plastificação, calculados conforme a alínea
elástico ou em regime rígido-plástico. anterior e correspondentes a cada uma das direções.
NBR 6118/1980 9

3.3.2.3 Vão teórico menor que o vão teórico l ou que o comprimento teórico
(balanço) e, em caso contrário, igual a b acrescido de:
O vão teórico é a distância entre os centros dos apoios,
não sendo necessário adotar valores maiores que: a) para momentos fletores positivos:

a) em laje isolada: o vão livre acrescido da espessura 2a1 (l - a1)  b


1 - 
da laje no meio do vão; l  l 
b) em laje contínua, vão extremo: o vão livre acresci- b) para momentos fletores negativos:
do da semi-largura do apoio interno e da semi-

S.A.
espessura da laje no meio do vão. a1 (2l - a1)  b 
1 - 
l  l 

brás
Nas lajes em balanço, o comprimento teórico é o compri-
mento da extremidade até o centro do apoio, não sendo c) para forças cortantes:

etro
necessário considerar valores superiores ao comprimento
livre acrescido da metade da espessura da laje junto ao  b 
a1 1 - 

ra P
apoio.  l 

a pa
3.3.2.4 Distribuição de cargas d) para momentos fletores em lajes em balanço:

usiv
Supõe-se que as cargas concentradas ou parcialmente  b 
1,5 a1 1 - 
distribuídas se distribuam a 45º, até o plano médio da laje  l 

excl
(ver Figura 5).
e) para forças cortantes em lajes em balanço:

uso
3.3.2.5 Largura útil
 b 
Nas lajes armadas em uma única direção permite-se o 0,5 a1 1 - 

de
 l 
cálculo simplificado como viga de largura bw igual à largura nça
b da carga (determinada de acordo com o item 3.3.2.4 para onde a1 é a distância do centro da carga ao apoio para cujo
a direção perpendicular à armadura principal), se b não for
Lice
lado está a seção que se estuda (ver Figura 6).

Figura 5
S.A.
brás
etro
ra P
a pa
usiv
excl
deuso
nça
Lice

Figura 6
10 NBR 6118/1980

A adoção dos valores indicados de bw está subordinada às - nos dois lados de um apoio de laje contínua,
seguintes condições: 0,25 do maior dos vãos menores das lajes con-
tíguas;
1) que bw não seja maior que a largura da laje, nem
maior que a distância do centro da carga à borda b) em lajes atuando numa só direção:
mais próxima da laje, acrescida de 0,5 bw;
Lice

- em uma borda engastada, 0,25 do vão.


2) que a armadura de distribuição por metro não seja
nça

menor que a fração da principal por metro, dada por


3.3.2.8 Armadura nos cantos das lajes retangulares livremente
1 - 0,8b/bw, e que se estenda sobre a largura bw,
de

apoiadas nas quatro bordas


acrescida dos comprimentos de ancoragem.
uso

3.3.2.6 Lajes contínuas armadas numa única direção Quando, nos cantos das lajes retangulares livremente
apoiadas nas quatro bordas, a armadura para resistir aos
excl

As lajes contínuas armadas numa única direção, com cargas momentos volventes não for calculada, deverão ser dis-
uniformemente distribuídas sobre cada tramo, poderão ser postas duas armaduras, uma superior paralela à bissetriz
usiv

calculadas como vigas contínuas livremente apoiadas, com e outra inferior, a ela perpendicular, cada uma delas com
a pa

as seguintes modificações: área da seção transversal não inferior à metade da máxima


no centro da laje. Essas armaduras deverão estender-se
a) não serão considerados, nos vãos, momentos
ra P

até a distância, medida a partir das faces dos apoios, igual


positivos menores que os que se obteriam se hou- a um quinto do vão menor.
etro

vesse engastamento perfeito da laje nas extre-


midades dos referidos vãos; 3.3.2.9 Reações de apoio
brás

b) em edifícios, quando o menor vão da laje contínua


Permite-se calcular as reações de apoio de lajes retan-
não for inferior a 80% do maior, será permitido
S.A.

gulares com cargas uniformemente distribuídas,


calcular os momentos máximos e mínimos com a
considerando-se para cada apoio a carga correspondente
fórmula M = (g + q) l 2 /β sendo β igual à (a 1ª coluna
aos triângulos ou trapézios obtidos traçando-se, a partir
refere-se ao caso de haver mísulas nas condições
dos vértices, na planta da laje, retas inclinadas de:
do item 3.1.3, com altura sobre o apoio não inferior a
l /30, e a 2ª aos demais casos): 45º entre dois apoios do mesmo tipo;
Para momentos negativos sobre os apoios, havendo
mais de dois tramos (no caso de vãos desiguais, l 60º a partir do apoio engastado, quando o outro for
designa a média aritmética dos dois vãos adjacentes livremente apoiado;
ao apoio considerado)
90º a partir do apoio, quando a borda vizinha for livre.
apoio interno dos tramos extremos ............... -8 - 9
demais apoios intermediários ....................... -9 -10 3.3.2.10 Lajes nervuradas

Idem, havendo dois tramos As lajes nervuradas, assim consideradas as lajes cuja zona
de tração é constituída por nervuras entre as quais podem
apoio intermediário ....................................... -7 - 8
ser postos materiais inertes, de modo a tornar plana a
Para momentos positivos nos tramos superfície externa, poderão ser calculadas de acordo com
Lice

os itens 3.3.2.1 e 3.3.2.3 a 3.3.2.8, desde que se observem


tramos extremos .......................................... 12 11 as prescrições do item 6.1.1.3. A resistência da mesa à
nça

tramos intermediários ................................... 18 15 flexão deverá ser verificada sempre que a distância livre
entre nervuras superar 50 cm ou houver carga concentrada
de

O momento mínimo no centro dos tramos de lajes nas no painel entre nervuras. As nervuras deverão ser
condições deste item, sendo l o vão maior dentre os
uso

verificadas a cisalhamento, como vigas, se a distância livre


contíguos, poderá ser calculado pela fórmula: entre elas for superior a 50 cm e como laje em caso contrário.
excl

l2  q  3.3.2.11 Lajes cogumelo


g -  ≤ 0
usiv

M =
24  2 
As lajes apoiadas diretamente sobre pilares serão cal-
a pa

3.3.2.7 Armadura de tração sobre os apoios culadas em regime elástico ou rígido-plástico, de acordo
com os itens 3.3.2.1 e 3.3.2.2. Quando os pilares estive-
ra P

Quando não se determinar o diagrama exato dos mo- rem dispostos em filas ortogonais e a espessura da laje
mentos negativos, em lajes retangulares de edifícios respeitar o mínimo do item 6.1.1.1, será permitido calcular
etro

com carga distribuída e q ≤ g, as barras da armadura princi- em regime elástico o conjunto laje-pilares como pórticos
pal sobre os apoios deverão estender-se de acordo com o
brás

múltiplos, admitindo-se a laje dividida em duas séries


diagrama triangular de momentos (considerado já deslocado) ortogonais de vigas e considerando-se no cálculo de cada
de base igual ao valor adiante indicado: série o total das cargas. A distribuição dos momentos, se
S.A.

se dividirem os painéis das lajes, com os cantos corres-


a) em lajes atuando em duas direções ortogonais: pondendo aos pilares em quatro faixas iguais, será feita do
seguinte modo:
- em uma borda engastada, sendo cada uma das
outras três bordas livremente apoiada ou engas- 45% dos momentos positivos para as duas faixas
tada, 0,25 do menor vão; internas;
NBR 6118/1980 11

27,5% dos momentos positivos para cada uma das compressão ou tração uniforme, excluídas as vigas parede
faixas externas; (item 3.3.1.2), são as seguintes:
25% dos momentos negativos para as duas faixas a) as seções transversais permanecem planas; os
internas; vários casos possíveis são ilustrados na Figura 7;
37,5% dos momentos negativos para cada uma das b) para o encurtamento de ruptura do concreto nas se-
faixas externas. ções não inteiramente comprimidas, considera-se o
valor convencional de 3,5‰ (domínios 3 a 4a
Deverão ser estudadas cuidadosamente as ligações das da Figura 7). Nas seções inteiramente comprimidas
lajes com os pilares, com especial atenção nos casos em (domínio 5 da Figura 7), admite-se que o encurtamento
que não haja simetria de forma ou de carregamento da laje

S.A.
da borda mais comprimida, na ocasião da ruptura,
em relação ao apoio. A punção será verificada de acordo varie de 3,5‰ a 2‰, mantendo-se inalterada e igual
com o item 4.1.5.

brás
a 2,0‰ a deformação a 3/7 da altura total da seção,
3.3.3 Estruturas laminares tridimensionais a partir da borda mais comprimida;

etro
As estruturas laminares tridimensionais serão calculadas c) o alongamento máximo permitido ao longo da arma-
dura de tração é de 10‰ (domínios 1 e 2 da Figura

ra P
como cascas. Os valores do módulo de deformação e do
coeficiente de Poisson a adotar são os prescritos em 8.2.5 7), a fim de prevenir deformação plástica excessiva;

a pa
e 8.2.6. d) a distribuição das tensões do concreto na seção se
4 Dimensionamento das peças e esforços faz de acordo com o diagrama parábola-retângulo

usiv
resistentes da Figura 8, baseado na hipótese do item 8.2.4. Per-
mite-se a substituição deste diagrama pelo retângulo

excl
4.1 Estado limite último (de ruína) de altura 0,8x, com a seguinte tensão:

uso
Corresponde à ruína por ruptura, por deformação plástica 0,85 fck
0,85 fcd = γc no caso da largura da seção,
excessiva ou por instabilidade.
medida paralelamente à linha

de
4.1.1 Compressão, tração e flexão nça neutra, não diminuir a partir
desta para a borda comprimida
4.1.1.1 Hipóteses de cálculo 0,80 fck
Lice
0,80 fcd = γc no caso contrário
As hipóteses para o cálculo no estado limite último nos ca-
sos de flexão simples ou composta, normal ou oblíqua, e de A resistência à tração do concreto é desprezada;
S.A.
brás
etro
ra P
a pa

- deformação plástica excessiva;


usiv

reta a: tração uniforme


domínio 1: tração não uniforme, sem compressão
excl

domínio 2: flexão simples ou composta sem ruptura à compressão do concreto simples (εc < 3,5‰ e com o máximo alongamento
permitido)
uso

- ruptura:
domínio 3: flexão simples (seção subarmada) ou composta com ruptura à compressão do concreto e com escoamento do aço
(ε ≥ ε yd )
de

s
nça

domínio 4: flexão simples (seção superarmada) ou composta com ruptura à compressão do concreto e aço tracionado sem
escoamento ε s < ε yd ( )
Lice

domínio 4a: flexão composta com armaduras comprimidas


domínio 5: compressão não uniforme, sem tração
reta b: compressão uniforme

Figura 7
12 NBR 6118/1980

Lice
nça
deuso
excl
usiv
a pa
ra P

Figura 8
etro

e) a tensão na armadura é a correspondente à de- abaixo, onde τd é a tensão com que foi calculada a
brás

formação determinada de acordo com as alíneas armadura transversal.


anteriores e obtida no divagarma tensão-
deformação, indicado em 7.2. Tabela 1 - Valores de a l
S.A.

Para o aço Classe B pode-se fazer o cálculo com o dia- τd


grama de um aço Classe A de mesmo fyd (ou fycd), dividin- 1,15 τwd
do por um dos seguintes valores a área calculada da seção ≤ 0,6 0,6 a 0,8 ≥ 0,8
da armadura:
Se toda a armadura 0,75 d 0,50 d 0,25 d
1 se εs ≤ 0,7 fyd/Es ou εs ≥ 0,002 + fyd/Es transversal calculada for
inclinada a 45º sobre o
eixo da peça
0,85 se εs = fyd/Es
Nos outros casos 1,00 d 0,75 d 0,50 d
interpolando linearmente nos casos intermediários.
Para lajes sem armadura transversal calculada:
4.1.1.2 Esforço na armadura tracionada das peças fletidas
a l = 1,5 d
Para determinação do ponto de interrupção ou dobra-
mento das barras longitudinais nas peças fletidas, o dia- 4.1.1.3 Compressão por força normal Fd (barras isoladas)
Lice

grama de forças Rst na armadura deverá ser deslocado,


O cálculo de dimensionamento ou verificação das seções
dando-se aos seus pontos uma translação paralela ao eixo
nça

transversais será feito à flexo-compressão, com a


da peça, no sentido desfavorável, de valor a l , calculado
consideração de uma excentricidade acidental ea (para levar
pelas expressões que seguem (ver Figura 16); Rst será
de

em conta a incerteza da localização da força normal e o


determinada com o braço da alavanca z da seção antes do
uso

possível desvio do eixo da peça durante a construção, em


deslocamento.
relação à posição prevista no projeto) igual a h/30, não
excl

menor que 2 cm (h = maior dimensão da seção na direção


Nas peças com armadura transversal obrigatória: em que se considera a excentricidade).
usiv

- se toda a armadura transversal calculada for Em nenhum caso o índice de esbeltez poderá ultrapas-
a pa

inclinada a 45º sobre o eixo da peça: sar 200; se ultrapassar 140, a segurança deverá ser de-
monstrada pelo processo exato (4.1.1.3B), levando em conta
ra P

a l = (1,5 - 1,5η ) d ≥ 0,2d a vibração se for o caso, e a força normal Fd será


determinada com γf = 1,4 + 0,01 ( λ - 140).
etro

- nos outros casos: As excentricidades medem-se a partir do centro de gra-


brás

vidade da seção geométrica da peça.


a l = (1,5 - 1,2η ) d ≥ 0,5d
A consideração ou não consideração, no cálculo, do efeito
S.A.

das deformações obedecerá ao seguinte critério:


onde η é o quociente da área da seção da armadura trans-
versal efetiva, pela área calculada com tensão igual - quando λ ≤ 40, este efeito poderá ser desprezado;
a 1,15 τwd (item 4.1.4.1), isto é, sem se considerar a
redução τc, não se tomando η superior a 1. Para simplifi- - quando λ > 40, o efeito das deformações será
car, permitir-se-á adotar para a l os valores dados no quadro obrigatoriamente considerado (teoria de 2ª ordem).
NBR 6118/1980 13

seada nos diagramas σ, ε, do concreto e do aço,


ou por processo aproximado devidamente justifi-
cado; a deformação lenta será levada em conta
se for o caso e se λ > 80;

- pelo processo simplificado descrito em 4.1.1.3C,


quando se tratar-se do caso particular deste item.

C - Barras retas com seção transversal simétrica constante


(inclusive a armadura) e força normal também constante ao

S.A.
longo do seu comprimento, sob flexo-compressão e com
40 < λ ≤ 80.

brás
Neste caso, permite-se o cálculo por processo simplifica-

etro
do que consiste em acrescentar a cada momento fletor de
1ª ordem M1d, determinado conforme 4.1.1.3A, um mo-

ra P
Figura 9 mento complementar M2d, agindo em plano paralelo à ex-
centricidade acidental com que se calculou M1d, suposto

a pa
A - Cálculo sem consideração das deformações igual a:

usiv
O cálculo será feito com a solicitação Nd = Fd e Md = M1d = l2e 1
momento fletor de 1ª ordem. M2d = Fde 2 = Fd . .

excl
10 r
Quando a força Fd, for suposta centrada (ver figura 10a), o

uso
em que a curvatura 1/r do eixo da peça será determina-
cálculo será feito separadamente nas duas direções
da por:
principais da seção geométrica, sob a mesma força total,

de
com as excentricidades acidentais eax e eay (M1d = ± Fd eax e nça 1 0,0035 + fyd / Es
M1d = ± Fd eay), não se somando as armaduras. = com ν + 0,5 ≥ 1
r (ν + 0,5) h
Lice
Se Fd for excêntrica (ei da figura 9) e agir sobre um eixo
principal, o cálculo far-se-á separadamente com dois onde
momentos fletores (ver figura 10b), sob a mesma força
total: um momento normal M1d = Fd (ei ± eax) e um momento Fd
ν =
oblíquo M1d = Fd ei2 + e2 ay (eav no sentido mais desfa- A c fcd
vorável, para um lado ou outro do eixo). Permite-se, neste
caso, substituir o momento oblíquo por um momento nor- e
mal M1d = ± Fd ey, supondo-se Fd sobre o eixo y com a
excentricidade ey dada por: h = lado, paralelo à excentricidade acidental
considerada, do retângulo circunscrito à seção
ey = eay quando ei > 3eay
M2d será desprezado quando λ ≤ 40 no plano em que
ey = 1,6 eay - 0,2 ei quando eav ≤ ei ≤ 3eay ele atua.

ey = eay + 0,4 ei quando 0 ≤ ei < eay É desnecessário considerar o efeito da deformação


lenta por ser simétrica à armadura.
S.A.

Quando Fd agir fora dos eixos principais, calcular-se-á à


flexo-compressão oblíqua com a excentricidade (ei + ea), Determinado M2d, o cálculo da seção será feito com a
solicitação constituída por Nd = Fd e Md = resultante de
brás

considerando-se a excentricidade acidental ea na mesma


direção de ei (ver figura 10c); verificar-se-á também a seção M1d e M2d.
etro

separadamente com os dois momentos oblíquos devidos à Nas estruturas de edifícios com nós considerados indes-
consideração de eax e eay na forma indicada na figura 10c. locáveis, faz-se o comprimento le de um pilar igual à
ra P

distância entre os eixos das vigas entre as quais ele se


No caso de seção retangular com armadura igual nos
situa; se os nós forem considerados deslocáveis, le será
a pa

quatro lados, permite-se substituir a flexo-compressão


maior que esta distância e será determinado de acordo
oblíqua por uma flexo-compressão normal equivalen-
usiv

com as condições de extremidade do pilar. A considera-


te, em uma direção principal, com a excentricidade
ção da deslocabilidade dos nós deverá basear-se na aná-
(ex + βey h/b) em que ex e ey são as projeções de e sobre os
excl

lise da rigidez global da estrutura de contraventamento.


eixos principais, considerando-se direção x aquela em que
ex ≥ ey h/b, de acordo com a figura 10 d, onde é dado o valor Nas estruturas de nós considerados indeslocáveis, se
uso

de β. não houver carga transversal aplicada ao longo da barra


e as excentricidades iniciais nas suas extremidades forem
de

B - Cálculo com consideração das deformações


eiA e eiB a excentricidade ei a considerar no cálculo de
nça

O cálculo que abrange tanto o caso de ruína por ruptura à M1d será 0,6 eiA + 0,4 eiB não menor que 0,4 eiA onde eiA
é suposta sempre positiva e maior que eiB e eiB é nega-
Lice

compressão do concreto quanto o de ruína por instabili-


dade, será feito: tiva se elas forem de sentidos opostos; entretanto, a ve-
rificação será feita com Md = M1d determinado em função de
- pelo processo exato (obrigatório quando λ > 140) eiA e da excentricidade acidental, se esta situação for mais
que considera a relação momento-curvatura, ba- desfavorável que a anterior.
NBR 6118/1980

S.A.
brás
etro
ra P
a pa
usiv
excl
de uso
nça
Lice

Figura 10
S.A.
brás
etro
ra P
a pa
usiv
excl
de uso
nça
Lice
14
NBR 6118/1980 15

D - Cálculo simplificado de barras retas quando Fd é su- 4.1.2 Instabilidade de arcos e paredes
posta centrada e λ ≤ 40.
4.1.2.1 Arcos
Como alternativa simplificada de cálculo, poderá a barra
ser calculada à compressão, com a força normal aumen- A verificação da instabilidade dos arcos no seu plano po-
tada na proporção de 1 + 6/h, mas não menor que 1,1, onde derá ser feita como se eles fossem peças retas, usando-
h, medido em centímetros, é o menor lado do retângulo se para o cálculo os seguintes comprimentos de flambagem:
mais estreito circunscrito à seção. a) para arcos engastados: le = 0,35 l ;

S.A.
E - Cálculo simplificado de barras retas com seção trans- b) para arcos articulados nas duas impostas:
versal retangular ou circular (cheia ou vazada) l e = 0,50 l ;
constante (inclusive a armadura), quando Fd é suposta

brás
centrada e 40 < λ ≤ 80. c) para arcos articulados nas duas impostas e no fecho:
l e = 0,58 l .

etro
Como alternativa simplificada de cálculo, nos casos par-
ticulares aqui considerados, quando ν ≥ 0,7, poderá a barra onde l é a soma das cordas que uniriam as impostas ao

ra P
ser calculada à compressão simples, com a força normal fecho de um arco de flecha dupla.

a pa
aumentada na proporção de 1 + ke/h, mas não menor que
4.1.2.2 Paredes
1,1, onde e = ea + e2, sendo a excentricidade e2 de 2ª ordem

usiv
determinada de acordo com 4.1.1.3C, tomando-se κ = 3 O cálculo de paredes fixadas no topo e no pé pode ser feito
para seções retangulares com pelo menos dois terços da como para os pilares, adotados os seguintes comprimentos

excl
armadura dispostos ao longo das bordas perpendiculares de flambagem, onde β é a razão da altura l para a largura:
ao lado de altura h, e κ = 4 para as demais seções

uso
retangulares e para as seções circulares; h e ea são medidas a) dois lados livres: l e = l
na direção correspondente à maior esbeltez.

de
b) um lado livre e o outro fixo:
4.1.1.4 Cintamento por armadura de projeção circular
nça l
le > 0,3l
1 + (β / 3)2
Lice
Somente será calculadas como cintadas as peças que
obedecerem ao disposto no item 6.4.1, tiverem λ ≤ 40, re-
ferido ao núcleo, e excentricidade, já incluída a acidental, l
inferior a di/8. O cálculo será feito de acordo com o item c) dois lados fixos: l e 1 + β 2 , se β ≤ 1
4.1.1.3, aumentando-se fck de
l
le , se β ≥ 1

At  e 
2 fyk 1 - 8  ≥ 0 Se o topo e o pé da parede forem engastados e β ≤ 1, os
A ci  di 
valores de le serão multiplicados por 0,85.

Não se considera o concreto exterior ao núcleo. A resis- 4.1.3 Torção


tência total de cálculo da peça cintada não deverá, porém,
ultrapassar 1,7 vezes a calculada como se não houvesse As prescrições que seguem só são aplicáveis a peças em
cintamento. que a tensão de cálculo da armadura não seja considerada
superior a 435 MPa.
4.1.1.5 Cintamento por armadura em malha
A tensão calculada τtd não poderá ultrapassar o valor úl-
S.A.

timo τtu fixado em 5.3.1.2a.


No caso de blocos de apoio e articulações cintados, con-
brás

forme o disposto no item 6.4.2, fck será aumentada de: As peças torcidas de seção vazada deverão ser enrijeci-
das por diafragmas transversais nas extremidades e nas
etro

At seções intermediárias onde agirem momentos de torção


1,7 fyk
ra P

A ci concentrados importantes. Quando a torção não for es-


sencial ao equilíbrio da estrutura, a sua consideração no
a pa

estado limite último poderá ser dispensada a critério do


Não se considerará na armadura de cintamento a colo- projetista.
cada para resistir aos esforços de tração oriundos de car-
usiv

gas aplicadas em área reduzida. 4.1.3.1 Tensão na seção vazada


excl

4.1.1.6 Pressão de contato em área reduzida A tensão tangencial oriunda da torção será dada por:
uso

Quando a carga atuar em área menor do que a da super- Td


fície da peça, será permitido considerar aumentada a re- τ td =
de

2A e he
sistência do concreto, não se ultrapassando o valor último
nça

dado em 5.3.1.2e.
Onde:
Lice

Havendo carga em área reduzida, deverá ser disposta Ae = área limitada pela linha média da parede, in-
armadura para resistir a todos os esforços de tração, sem- cluindo a parte vazada
pre que a possibilidade de fissuração do concreto possa
comprometer a segurança da peça. he = espessura da parede no ponto considerado
16 NBR 6118/1980

Quando o menor he for maior do que a espessura da pa- a) se todos os ângulos do contorno forem superio-
rede fictícia da seção cheia do mesmo contorno externo, res a 60º, serão considerados os diâmetros b e bs
referida em 4.1.3.2, adotar-se-á esta espessura em lugar dos círculos inscritos neste contorno e no polígono
de he. formado pelos centros das seções das barras de
canto da armadura longitudinal; a seção vazada
4.1.3.2 Tensão na seção cheia
correspondente será a que tem espessura b/6 e é
As seções cheias serão calculadas como seções vaza- limitada pelo contorno externo, se bs ≥ 5b/6, e, em
Lice

das, com parede fictícia de espessura h1, de acordo com caso contrário, a espessura bs/5, tendo a parede,
as regras que seguem: por eixo central, o polígono formado pelos centros
nça

das seções das barras de canto da armadura;


A - Seções retangulares
de

Se b e h ≥ b forem os lados do retângulo e bs e hs as dis- b) se houver ângulos menores ou iguais a 60º, a pa-
uso

tâncias entre os eixos das barras da armadura longitudinal rede da seção vazada será circular e inscrita no
dos cantos, medidas respectivamente nas dire- contorno externo, com espessura igual a 1/6 do seu
excl

ções paralelas aos lados b e h, a seção vazada a conside- diâmetro.


rar será a seguinte:
usiv

4.1.3.3 Armadura
a) se bs ≥ 5b/6, a espessura h1 da parede fictícia será
a pa

tomada igual a b/6 sobre todo o contorno do retân- A - Torção simples


gulo, considerando-se o contorno externo da pa-
ra P

rede fictícia coincidente com o contorno externo da A armadura de torção será toda ela contida na área cor-
seção; respondente à parede fictícia:
etro

b) se bs ≤ 5b/6, a espessura h1 da parede fictícia será a) quando a armadura for composta de barras lon-
brás

tomada igual a bs/5 sobre todo o contorno do re- gitudinais e estribos normais ao eixo da peça, de-
tângulo, a linha média desta parede coincidindo com ver-se-á ter:
S.A.

o retângulo cujos vértices são os centros das seções


A 90 A sl Td
das barras de canto da armadura longitudinal. = =
s u 2A e fyd
B - Seções compostas de retângulos
onde:
Para as seções compostas de retângulos (ver figura 11),
será aplicadas as regras anteriores a cada um dos re- A90 = área da seção transversal de um estribo,
tângulos justapostos, suprimindo-se depois os elementos simples ou múltiplo, normal ao eixo da
da parede entre os vazamentos que não atinjam o con- peça
torno externo da seção. Obter-se-á, assim, uma parede
contínua envolvendo um único vazamento. Asl = soma das áreas das seções das barras
Quando a razão dos lados dos retângulos não estiver en- longitudinais
tre 1/3 e 3, serão desprezados trechos destes retângulos,
Ae = área limitada pela linha média da pare-
de modo a fazer que a relação fique dentro destes limites.
de, incluindo a parte vazada
C - Seções quaisquer de contorno convexo
u = perímetro de Ae
Para as seções de contorno poligonal convexo, distinguem-
se os seguintes casos: s = afastamento entre os eixos dos estribos
Lice
nça
de uso
excl
usiv
a pa
ra P
etro
brás
S.A.

Figura 11
NBR 6118/1980 17

Ntd
b) quando a armadura for inclinada a 45º sobre o eixo σtmd = Ac = tensão média de tração, de cálculo
da peça, dever-se-á ter:
ψ1 = 0,07 para ρ ≤ 0,001
A 45 Td
=
s 2 2A e fyd ψ1 = 0,14 para ρ ≥ 0,015
onde: interpolando-se linearmente para valores intermediá-
rios de ρ1.
A45 = área da seção da barra inclinada a 45º

s = distância entre os eixos dos ramos da ρ1 = menor taxa da armadura longitudinal

S.A.
barra inclinada a 45º, medida paralela- de tração no trecho de comprimento 2h
mente ao eixo da peça. a partir da face do apoio.

brás
B - Torção e flexão Far-se-á τc = 0 quando, nas peças de altura variá-
vel, o valor absoluto de Vd tiver sido di-

etro
Não sendo feito cálculo exato, permite-se determinar se- minuído, conforme o primeiro caso do
paradamente as armaduras para torção e para flexão e

ra P
final do item 4.1.4.1. Também se fará
adicioná-las. τc = 0 nas peças curvas.

a pa
4.1.4 Força cortante
A tensão na armadura não pode ultrapassar o valor da

usiv
As prescrições que seguem não se aplicam às vigas pa- resistência de cálculo fyd (ver item 5.3.1.1), no caso de
rede e aos consolos curtos. estribos, e 70% deste valor, no caso de barras dobra-

excl
das, não se tomando valores superiores a 435 MPa.
Nas vigas de grande altura, especial atenção deverá ser
dada à verificação dos esforços na região próxima ao canto No caso de lajes, dispensa-se o uso de armadura trans-

uso
inferior junto ao apoio. versal se τwd ≤ τwu1 (ver item 5.3.1.2b) e pelo menos meta-
de da armadura longitudinal máxima de tração no vão é

de
4.1.4.1 Tensão no concreto prolongada, sem dobrar, até os apoios e aí corretamen-
nça
O valor de cálculo da tensão convencional de cisalha- te ancorada.
Lice
mento no concreto, na alma das peças (tensão de refe- Nas peças lineares, o esforço oriundo da força cortante
rência), é considerado poderá ser resistido só por estribos, ou por estribos e barras
Vd dobradas, não podendo caber a estas últimas mais que
τ wd =
bw d 60% do esforço total. Nas lajes, a totalidade do esforço
poderá ser resistida por barras dobradas e estribos, ou
essa tensão de cálculo τwd não poderá ultrapassar o valor apenas por barras dobradas.
último fixado em 5.3.1.2b.
4.1.4.3 Seções próximas aos apoios
Nas peças de altura variável far-se-á a devida correção,
subtraindo-se do valor absoluto de Vd (se Md em valor ab- Para o cálculo da armadura transversal, se a carga e a
soluto e d crescerem no mesmo sentido), ou a ele acres- reação de apoio forem aplicadas em faces opostas da peça,
centado (se Md em valor absoluto e d crescerem em sen- comprimindo-a:
tidos opostos) a quantidade Md.tgα/d, onde α é o ângulo
entre as tangentes às faces da peça na seção considerada; - a força cortante oriunda de carga distribuída poderá
não se tomará inclinação de cada face maior que 1:3. ser considerada, no trecho entre o apoio e seção
situada à distância h/2 da face do apoio, constante
4.1.4.2 Armadura transversal
S.A.

e igual à desta seção;


A armadura transversal das peças lineares e das lajes,
- a força cortante, devido a uma carga concentrada
brás

para resistir aos esforços oriundos da força cortante, de-


aplicada a uma distância a ≤ 2h do centro do apoio,
verá ser calculada pela teoria clássica de Mörsch, com
poderá, neste trecho de comprimento a, ser
etro

base na seguinte tensão (em MPa)


reduzida, multiplicando-se por a/2h.
τd = 1,15 τwd = τc ≥ 0
ra P

Para a verificação da tensão no concreto, ou seja, para a


com comparação de τwd com τwu, não será feita a redução do
a pa

valor da força cortante.


τ c = ψ 1 fck na flexão simples
usiv

4.1.5 Punção
 σ 
τ c = ψ 1 fck 1 + 3 cmd  na flexo - compressão
excl

 fck  4.1.5.1 Tensão no concreto


uso

No caso de punção, salvo cálculo rigoroso, supõe-se que


 σ 
τ c = ψ 1 fck 1 - 9 cmd na flexo - tração a carga produza tensão tangencial uniformemente distri-
 fck 
de

buída na área ud (ver figura 12), em que:


nça

com fck em MPa d = altura útil da laje ao longo do contorno C da área


Lice

de aplicação da carga
onde:
Ncd u = perímetro de um contorno C’ externo ao contor-
σcmd = Ac = tensão média de compressão, de no C e deste distante d/2 no plano da laje (ver
cálculo figura 12)
18 NBR 6118/1980

A tensão determinada com a carga de cálculo não poderá dos os segmentos do contorno C’ contidos entre as 2 pa-
ultrapassar o valor último dado em 5.3.1.2b, mesmo quan- ralelas aos lados menores b e destes distantes 1,5b.
do for colocada armadura (item 4.1.5.2).
Se existir na laje uma abertura situada a menos de 2d
do contorno C, não será considerado o trecho do contorno
Se o contorno C apresentar reentrâncias (ver figura 13), o
C’ entre as 2 retas que passam pelo centro de gravidade da
Lice
contorno C' será paralelo ao polígono convexo circuns-
área de aplicação da carga e tangenciam o contorno da
crito ao contorno C.
nça

abertura (ver figura 15).

No caso em que o maior lado a do mais estreito retângu- Em qualquer caso, os segmentos do contorno C’ situa-
de

lo circunscrito ao contorno C (ver figura 14) for maior que dos a uma distância inferior a 3d de uma borda livre da laje
uso

3 vezes o lado b desse retângulo, não serão considera- não serão considerados no valor de u.
excl
usiv
a pa
ra P
etro
brás

Figura 12 Figura 13
S.A.

Figura 14 Figura 15

4.1.5.2 Armadura h ≤ 60 cm, ou desde que localizados a mais de


30 cm abaixo da face superior ou da junta de con-
Deverá ser calculada e colocada na face tracionada uma cretagem mais próxima, quando h > 60 cm.
armadura de flexão que atravesse a projeção da área em
que se aplica a carga e que seja suficientemente anco- Os trechos das barras em outras posições são conside-
rada além do perímetro C”(ver figura 12). Sempre que a
Lice

rados em má situação quanto à aderência.


tensão no concreto, calculada de acordo com o item
nça

4.1.5.1, for igual ou inferior ao valor último dado em


4.1.6.1 Escorregamento
5.3.1.2b mas superior à metade deste valor, dever-se-á
de

dispor de uma armadura transversal, tal que a compo-


nente dos esforços que ela absorve, perpendicular à la- Nas peças fletidas, a tensão de escorregamento será cal-
uso

je, corresponde no mínimo a 75% do valor de cálculo da culada pela fórmula:


força concentrada aplicada à laje. Esta armadura será
excl

calculada com a resistência de cálculo fyd, não se tomando bw


valores superiores a 300 MPa, e será constituída por τb = 1,15 τ wd
usiv

us
estribos distribuídos na faixa contida pelos perímetros
C’e C”da figura 12.
a pa

Não deverá ultrapassar o valor de τbu dado em 5.3.1.2c, a


ra P

4.1.6 Aderência e ancoragem fim de evitar rupturas locais de aderência e fissuras do


concreto ao longo das barras.
etro

Consideram-se em boa situação quanto à aderência os


trechos das barras que estejam em uma das posições us é a soma dos perímetros das seções transversais das
brás

seguintes: barras da armadura; no caso de feixes, o perímetro deve


ser o da seção circular de área igual.
S.A.

- com inclinação não inferior a 45º sobre a horizon-


tal;
Esta verificação será obrigatória para barras de bitola
º
- horizontais ou com inclinação menor que 45 sobre superior a 25 e para feixes de barras.
a horizontal, desde que localizados no má-
ximo 30 cm acima da face inferior da peça ou Quando houver barras dobradas, fazendo ângulo α ≥ 45º
da junta de concretagem mais próxima, quando com o eixo da viga, calculadas para resistir à fração χ dos
NBR 6118/1980 19

esforços de tração oriundos do cisalhamento, será permi- ancoragem se estenderá pelo menos até 10 Φ além do
tido reduzir a tensão de aderência nas barras ainda não ponto B. Quando CC’for maior que dois terços de AA’, o
dobradas, multiplicando-as por: trecho de ancoragem terá início em B, dispensando-se, neste
caso, o acréscimo 10 Φ. Se a barra for dobrada, o início do
χ dobramento poderá coincidir com o ponto B. Se o ponto A
1 - estiver na face do apoio ou além dela (ver figura 17) e a
1 + tgα
força Rst diminuir em direção ao centro do apoio, o trecho de
ancoragem será medido a partir desta face e poderá ter
4.1.6.2 Ancoragem
apenas o comprimento necessário dado em 4.1.6.2B, com

S.A.
Todas as barras das armaduras deverão ser ancoradas no a força a ancorar determinada por:
a
concreto, de modo a garantir que possam resistir, com a RS1 l Vd ≥ 0,5 Vd

brás
segurança prevista, aos esforços para os quais foram d
calculadas. em que Vd é o valor de cálculo, não reduzido, conforme

etro
4.1.4.3, da força cortante na face do apoio considerado
A - Ancoragem por aderência a l /d é determinado segundo o item 4.1.1.2.

ra P
O trecho da extremidade da barra de tração, considera-
As barras prolongadas até o apoio, de acordo com o item

a pa
do como de ancoragem, tem início na seção onde sua
6.3.1.2, deverão ultrapassar a face do apoio de um com-
tensão σs começa a diminuir (o esforço da armadura começa
primento no mínimo igual a 10 Φ, respeitado o comprimen-

usiv
a ser transferido para o concreto) e deve prolongar-se pelo
to necessário de ancoragem (ver figura 18). A ancoragem
menos 10 Φ além do ponto teórico de tensão σ s nula, não

excl
dos estribos deverá ser garantida por meio de ganchos nas
podendo, em nenhum caso, ser inferior ao comprimento
extremidades, que se apoiem em barra longitudinal de
necessário estipulado em 4.1.6.2B. De acordo com o acima
diâmetro adequado. As extremidades de cada anel de

uso
exposto, na armadura longitudinal de tração das peças
cintamento deverão ser emendadas de acordo com o
fletidas, o trecho de ancoragem da barra tem início no ponto
prescrito em 6.3.5. As extremidades das armaduras he-

de
A (ver figura 16) do diagrama de forças Rst deslocado (ver
licoidais, de torção ou cintamento deverão ser prolonga-
nça
item 4.1.1.2). Se a barra não for dobrada, o trecho de
das até o núcleo do concreto e aí terminadas em gancho.
Lice
S.A.
brás
etro
ra P
a pa
usiv
excl
de uso
nça
Lice

Figura 16
20 NBR 6118/1980

Lice
nça
deuso
excl
usiv
a pa

Figura 17 Figura 18
ra P

B - Comprimento necessário de ancoragem por gamento de comprimento l1 , de acordo com a figura 20,
igual a 0,6 lb , no caso de ancoragem em zona compri-
etro

aderência das barras tracionadas


mida, e 1,3 lb em zona tracionada, não se tomando
brás

As barras lisas tracionadas de bitola maior que 6,3 de- l1 < 0,5 lb1 ; não se considerará redução devido ao gancho.
verão sempre ter ganchos.
C - Ancoragem em laço
S.A.

O comprimento necessário de ancoragem retilínea (sem


gancho) das barras tracionadas será: Nas ancoragens em laço (ver figura 21), o raio de curva-
tura deve obedecer à seguinte condição, com lbe ≤ lb1
Φ fyd A s cal
lb = . .
4 τ bu A se  Φ  fyk lb - lbe
r ≥  0,35 + 0,7  Φ
 a  fck lb
em que A s cal é a área da seção da armadura, calculada
com o esforço a ancorar; e Ase é a área existente; τbu terá o onde a é distância entre eixos de laços adjacentes ou en-
valor prescrito em 5.3.1.2c para a ancoragem. tre o eixo do primeiro laço e a face mais próxima da pe-
ça e lbe é o comprimento de ancoragem efetivo medido
O comprimento lb não poderá ser inferior a lb1 /3, 10 Φ a partir da face do apoio, no caso de vigas (ver figura 22).
e 10 cm, sendo lb1 o valor de lb , calculado com Se não houver compressão transversal suficiente para
A s cal = Ase. impedir a fissuração do concreto por ação do laço, deve
ser disposta uma armadura normal ao plano da curva do
O comprimento necessário de ancoragem será aumen-
laço, bem ancorada, calculada para resistir a um esforço
tado de 20%, no caso de feixe de 2 barras e em 33%, para
igual a um quarto do esforço total 2Rs que age na anco-
mais de 2 barras, usando-se para Φ o diâmetro do círculo
ragem, com um mínimo de duas barras de bitola 6,3.
de área igual.
D - Comprimento de ancoragem por aderência das bar-
Lice

Quando a barra terminar em gancho fora do apoio o com-


ras comprimidas
primento necessário de ancoragem, medido na forma da
nça

figura 19a, será: As barras que forem somente comprimidas deverão ser
lb1 / 3 ancoradas apenas com ancoragem retilínea (sem gancho)
de

lb - 15 Φ ≥  para ηb < 1,5 e o comprimento de ancoragem será calculado como no


10 cm
uso

caso de tração, não podendo, porém, ser inferior a 0,6 lb1 ,


lb1 / 3 nem a 10 Φ e nem a 15 cm.
lb - 10 Φ ≥  para ηb ≥ 1,5
excl

10 cm
E - Armadura transversal nas ancoragens
usiv

No caso em que a barra termina em gancho no apoio, o


comprimento necessário de ancoragem será o mesmo dado Quando não houver compressão do concreto transver-
a pa

acima, mas a barra deverá prolongar-se além salmente à armadura no trecho de ancoragem, suficien-
da face do apoio de um comprimento no mínimo igual a te para impedir a fissuração do concreto, deve ser dis-
ra P

r + 5,5 Φ ≥ 6 cm (ver figura 19b), onde r é o raio interno posta armadura transversal ao longo do terço extremo
efetivo do gancho. do trecho de ancoragem, capaz de resistir a esforço igual
etro

a 40% do esforço transmitido pela barra ancorada; to-


Se houver cobrimento da barra no trecho do gancho, me- das as barras que atravessem o plano de possível fissu-
brás

dido normalmente ao plano do gancho, de pelo menos ração, no trecho de ancoragem, poderão ser considera-
7 cm e as ações acidentais não ocorrerem com grande das naquela armadura.
S.A.

freqüência com seu valor máximo, para a ancoragem


da barra será suficiente que ela penetre no apoio, a partir da Além disto, logo depois das extremidades das ancora-
face deste (ver figura 19b), de um comprimento igual gens de barras comprimidas, deverá haver armadura
a r + 5,5 Φ ≥ 6 cm. transversal destinada a proteger o concreto contra os efei-
tos do esforço concentrado na ponta, a qual será dimen-
A ancoragem das barras dobradas que façam parte da sionada para resistir a um quinto do esforço ancorado,
armadura transversal será assegurada por um prolon- podendo nela ser incluídos os estribos aí existentes.
NBR 6118/1980 21

S.A.
brás
etro
Figura 19

ra P
a pa
usiv
excl
deuso
nça
Lice

Figura 20
S.A.

Figura 21
brás
etro
ra P
a pa
usiv

Figura 22
excl

F - Ancoragens especiais à armadura longitudinal poderá ser calculada com as se-


guintes hipóteses:
Outros tipos de ancoragem (como chapas de topo) po-
uso

derão ser empregados, desde que devidamente justificados a) a deformação de ruptura à tração do concreto é igual
e de eficiência comprovada.
de

a 2,7 ftk/Ec, com Ec dado no item 8.2.5;


nça

4.2 Estados limites de utilização b) na flexão, o diagrama de tensões de compres-


são no concreto é triangular (regime elástico); a
Lice

4.2.1 Estado de formação de fissuras


tensão na zona tracionada é uniforme e igual a ftk,
A solicitação resistente com a qual haverá uma grande multiplicando-se a deformação de ruptura da alí-
probabilidade de iniciar-se a formação de fissuras normais nea a) por 1,5;
22 NBR 6118/1980

c) as seções transversais planas permanecem planas. No cálculo das deformações deverão ser levadas em con-
ta a retração e a deformação lenta.
Deverá ser sempre levado em conta o efeito da retração.
Como simplificação, nas condições correntes, este efeito 4.2.3.1 Flexão
pode ser considerado supondo-se a tensão de tração igual
a 0,75 ftk e desprezando-se a armadura. Salvo cálculo rigoroso, a determinação das deformações
Lice

das peças fletidas deverá ser feita considerando-se ape-


4.2.2 Estado de fissuração inaceitável nas o estádio II para barras, permitindo-se o estádio I pa-
nça

ra lajes, podendo proceder-se de acordo com os itens


Considera-se que a fissuração é nociva quando a aber-
seguintes A e B.
de

tura das fissuras na superfície do concreto ultrapassa os


uso

seguintes valores:
A - Ações de curta duração
a) 0,1 mm, para peças não protegidas em meio agres-
excl

Quando a deformação lenta for nula ou desprezível, por


sivo;
serem as ações de curta duração, o módulo de deforma-
usiv

b) 0,2 mm, para peças não protegidas em meio não ção Ec a adotar é o módulo secante do concreto, suposto
agressivo; igual a 0,9 do módulo na origem dado no item 8.2.5.
a pa

c) 0,3 mm, para peças protegidas. B - Ações de longa duração


ra P

Supõe-se que, com razoável probabilidade, a condição acima Para levar em conta o efeito da deformação lenta, permi-
etro

ocorre quando se verificam simultaneamente as seguintes te-se avaliar a flecha final devido às ações de longa du-
desigualdades: ração, aplicadas logo após o término da construção, como
brás

1 para a alínea a
Φ σs  4   o produto do valor da flecha imediata respectiva pe-
.  + 45 > 2 para a alínea b la relação das curvaturas final e inicial na seção de maior
2 ηb - 0,75 Es  ρr  3 para a alínea c
S.A.

 momento em valor absoluto, calculadas através de:

1 para a alínea a 1 εc + εs
Φ σs 3 σs  =
. > 2 para a alínea b r d
2 ηb - 0,75 Es ftk 3 para a alínea c
 fazendo εc final igual a três vezes o valor de εc inicial e εs
constante e igual ao seu valor inicial. No caso de ações de
onde: longa duração, aplicadas seis meses ou mais após a
concretagem, εc final pode ser tomada igual a duas vezes o
σ s = tensão na armadura sob a solicitação dada em valor inicial.
5.4.2.2 (tensão em serviço)
C - Em estruturas de edifícios
Φ = diâmetro das barras, em mm

ρr = taxa geométrica da armadura na seção trans- Nas vigas e nas lajes das estruturas de edifícios deve-
versal de concreto Acr interessada pela fissu- rão ser obedecidas as seguintes limitações, com as
ração = As/Acr ações de acordo com 5.4.2.2:

- para os tirantes: Acr = área da seção transversal a) as flechas medidas a partir do plano que contém os
Lice

do tirante; apoios, quando atuarem todas as ações, não


ultrapassarão 1/300 do vão teórico, exceto no caso
nça

- para as peças de seção retangular ou T, subme- de balanços para os quais não ultrapassarão 1/150
tidas à flexão simples: Acr = 0,25 bwh; do seu comprimento teórico;
de

- para as peças de seção retangular ou T, subme- b) o deslocamento causado pelas cargas acidentais
uso

tidas à flexão composta: Acr = 0,4 bw (h - x). não será superior a 1/500 do vão teórico e 1/250 do
comprimento teórico dos balanços.
excl

Quando o cobrimento c da armadura longitudinal de tra-


ção for superior ao mínimo exigido em 6.3.3.1, é permitido Os deslocamentos transversais não poderão atingir o va-
usiv

aumentar o valor limite da abertura das fissuras (ver alí- lor do qual possam resultar danos a elementos da cons-
neas a, b ou c), - e portanto, os valores correspondentes 1,
a pa

trução apoiados na estrutura ou situados sob peças des-


2 e 3, nas desigualdades acima - em até 25%, propor- ta, prevendo-se, nestes casos, quando necessário, os
cionalmente ao valor do quociente c/c min. Para o emprego
ra P

dispositivos adequados para evitar as conseqüências in-


das expressões acima não se tomará ηb > 1,8. desejáveis.
etro

4.2.3 Estado de deformação excessiva


No cálculo das flechas das lajes, deve ser considerado, se
brás

No projeto, especial atenção deverá ser dada à verificação for o caso, o efeito da rotação das vigas perimetrais.
da possibilidade de ser atingido o estado de deformação
Em vigas de seção retangular ou T e lajes maciças retan-
S.A.

excessiva, a fim de que as deformações não possam ser


prejudiciais à estrutura ou a outras partes da construção. gulares de edifícios serão consideradas atendidas as
condições a e b e dispensar-se-á o cálculo das flechas
Deverão ser estudadas as possíveis conseqüências in- quando a altura útil d não for inferior ao valor l /ψ2 ψ3,
desejáveis das deformações e previstos os dispositivos devendo-se tomar para ψ2 e ψ3 os valores abaixo (nas lajes
necessários para evitá-las, adotando-se contra-flechas armadas em cruz, l é o menor vão). Em qualquer caso,
quando conveniente. deverão ser respeitados os limites do item 6.1.1.1.
NBR 6118/1980 23

Vigas e lajes armadas em uma direção:

Valores de ψ2
- simplesmente apoiadas 1,0
- contínuas 1,2
- duplamente engastadas 1,7
- em balanço 0,5

S.A.
Lajes armadas em cruz:

brás
Tabela 2 - Valores de ψ2

etro
ra P
a pa
usiv
excl
deuso
nça
Lice
S.A.

l y = vão menor
brás

l x = vão maior
etro

número superior: ψ2 para l x / l y = 1


ra P

número inferior: ψ2 para l x / l y = 2, podendo usar-se para razão entre lados maior que 2, exceto nos casos assi-
a pa

nalados com asterisco


usiv

para 1 < l x / l y < 2: interpolar linearmente


excl

Valores de ψ3
Tensão na armadura para solicitação de cálculo (σsd) Em vigas e Em lajes maciças
uso

215 MPa lajes nervuradas


de

280 MPa 25 35
nça

350 MPa 22 33
435 MPa 20 30
Lice

520 MPa 17 25
15 20
24 NBR 6118/1980

Para as lajes com mais de 4 m de vão teórico, que supor- tido desfavorável. Para os materiais, é considerada a
tarem paredes na direção do vão suscetíveis de fissura- dispersão dos resultados dos ensaios dos materiais a se-
ção, as alturas úteis mínimas calculadas por este item rem empregados. Para as ações e solicitações, é con-
deverão ser multiplicadas por l /4 ( l em metros). siderada a incerteza na previsão ou no cálculo do seu valor.

4.2.3.2 Torção Para as resistências dos materiais, admite-se uma dis-


Lice

tribuição normal, sendo o valor característico definido pe-


A deformação oriunda da torção poderá ser calculada la expressão:
nça

para a seção geométrica da peça com as fórmulas da


teoria da elasticidade, tomando-se para módulo de de- fk = fm - 1,65s
de

formação transversal do concreto antes da fissuração


uso

Gc = 0,4 Ec. Após a fissuração, a deformação assim cal- correspondente ao quantil de 5% da respectiva distribuição.
culada deverá ser multiplicada por 6. 5.2.1 Materiais
excl

Nas vigas T ou duplo T, a largura útil da mesa a considerar 5.2.1.1 Concreto à compressão
usiv

não deve ultrapassar 3 vezes a sua espessura.


A resistência do concreto à compressão é determinada
a pa

5 Segurança através de ensaios de corpos-de-prova cilíndricos nor-


mais, de acordo com a NBR 5739. O seu valor caracte-
ra P

5.1 Critérios de segurança


rístico será estimado de acordo com o item 15.
Com relação ao estado limite último, cuja consideração é
etro

Se não se fizer menção especial da idade, supõe-se-á que


obrigatória em todos os projetos, admite-se que há segu-
ela seja de 28 dias.
brás

rança se os valores de cálculo das solicitações, na sua


combinação mais desfavorável (solicitações atuantes de Quando não for feita dosagem experimental (ver item 8.3),
cálculo), não ultrapassam a solicitação limite correspon-
S.A.

a resistência característica para o cálculo será


dente aos valores de cálculo da resistência dos materiais fck ≤ 9 MPa.
(solicitação resistente de cálculo).
5.2.1.2 Concreto à tração
Com relação aos estados limites de utilização, admite-se
que há segurança quando não são ultrapassados os li- A resistência do concreto à tração é determinada atra-
mites além dos quais as condições da estrutura não são vés de ensaios de corpos-de-prova cilíndricos normais, de
aceitáveis. acordo com a NBR 7222, fazendo-se a devida trans-
formação para a resistência à tração axial. O seu valor
No estado múltiplo de tensões, para haver segurança o característico será estimado de acordo com o item 15.
círculo de Mohr correspondente às tensões determina-
das com os valores de cálculo das ações não deve ultra- Na falta de determinação experimental, poderão ser ado-
passar a envoltória de Mohr traçada com os valores de tadas as seguintes relações:
cálculo da resistência do concreto. Dispensa-se esta verifi-
fck f
cação sempre que, sendo uma das tensões principais nula ftk = para fck ≤ 18 MPa
ou de tração, as tensões de cálculo σId e σIId não 10
ultrapassam os valores últimos dados em 5.3.1.2d. ftk = 0,06 fck + 0,7 MPa, para fck > 18 MPa
No caso da verificação de instabilidade pelo cálculo à 5.2.1.3 Aço à tração
Lice

flexo-compressão, a segurança corresponde aos coefi-


cientes γc, γs e γf. Quando for determinada diretamente a A resistência característica de tração do aço fyk é a tensão
nça

solicitação de flambagem, admite-se que há segurança se mínima de escoamento, real ou convencional (tensão
essa solicitação não é inferior a 3 vezes a solicitação cor- correspondente à deformação específica permanente de
de

respondente à ação característica. 0,2%), prescrita para a categoria do aço empregado (valor
uso

nominal da NBR 7480) ou determinada de acordo com


As peças fletidas são dimensionadas pretendendo-se que, o critério estatístico da NBR 7480.
excl

se levadas à ruína, esta ocorra quando atingido o momen-


to fletor de ruptura sem que haja antes ruptura por cisa- 5.2.1.4 Aço à compressão
usiv

lhamento, por escorregamento da armadura ou por de-


A resistência característica de compressão do aço fyck é
ficiência da ancoragem desta.
a pa

a tensão mínima de escoamento à compressão, real ou


A segurança das peças no estado limite último, qualquer convencional (tensão correspondente à deformação
ra P

que seja a espécie de solicitação, não poderá depen- específica permanente de 0,2%).
der da resistência à tração do concreto. Assim, salvo nos
etro

5.2.2 Ações e solicitações


casos previstos nesta Norma (ver item 4.1.1.6, final do
item 4.1.4.2 e item 4.1.5.2) e outros casos em que os Quando se dispuser de dados estatísticos relativos à dis-
brás

esforços de tração no concreto sejam desprezíveis, de- persão dos valores das ações consideradas, o valor ca-
verá, em geral, haver armadura suficiente para resis- racterístico desta será dado por:
S.A.

tir, com a segurança prevista, a todos os esforços de tração.


Fk = Fm (1 ± κ δ)
5.2 Valores característicos
onde Fm é o valor médio e κ o fator dado pela teoria da
Valores característicos dos materiais, das ações e das probabilidade para o quantil de 5%; dos dois valores re-
solicitações são os valores que apresentam uma proba- sultantes desta expressão, usar-se-á o que conduzir à
bilidade pré-fixada de não serem ultrapassados no sen- solicitação mais desfavorável.
NBR 6118/1980 25

Não se dispondo de tais dados, o valor característico da Torção simples com armadura inclinada a 45º
ação será o valor nominal fixado pelas normas ou pela
especificação referente à obra em apreço. τtu = 0,27 fcd ≤ 5 MPa

O valor característico da solicitação é a solicitação de- Torção e flexão:


terminada com o valor característico da ação: τ wd τ td
+ ≤ 1
τ wu τ tu
Sk = efeito de Fk
b) Cisalhamento
5.3 Valores de cálculo
Para peças lineares com bw ≤ 5 h, se toda a arma-

S.A.
Valores de cálculo das ações, das solicitações e da resis- dura transversal calculada (barras dobradas e
tência dos materiais são os valores a serem adotados estribos) for inclinada a 45º sobre o eixo da peça:

brás
para o cálculo no estado limite.
τwu = 0,30 fcd ≤ 5,5 MPa

etro
5.3.1 Materiais
Para peças lineares com bw ≤ 5h, nos outros casos:

ra P
Para o estado limite último, os valores de cálculo relativos
aos materiais são as resistências de cálculo, isto se aplica τwu = 0,25 fcd ≤ 4,5 MPa

a pa
aos casos da compressão ou da tração (ver item 5.3.1.1).
Em outros casos, as tensões de cálculo, devidas às so- Para lajes e peças lineares com bw > 5h, os coeficien-

usiv
licitações atuantes de cálculo, não devem ultrapassar os tes 0,30 e 0,25 serão multiplicados por um dos se-
valores últimos especificados no item 5.3.1.2; isto cor- guintes fatores, mantidos os limites absolutos

excl
responde a fazer que a solicitação atuante de cálculo não (h em cm):
ultrapasse a solicitação resistente de cálculo, conforme
se h ≤ 15

uso
0,5
estipulado no primeiro parágrafo do item 5.1.
1 h
+ se 15 < h < 60

de
Nos estados de utilização, o cálculo será feito com as 3 90
tensões causadas pelas solicitações do item 5.4.2.2.
nça
1 se h ≥ 60
Lice
5.3.1.1 Resistência de cálculo
Para lajes sem armadura transversal:
Os valores de cálculo da resistência dos materiais à com-
pressão ou à tração são os respectivos valores caracte- τ wu1 = ψ 4 fck ( em MPa )
rísticos, adotados no projeto, divididos pelo coeficiente de onde ψ4 tem um dos seguintes valores:
minoração γc (concreto) ou γs (aço); γc e γs levam em conta
possíveis desvios desfavoráveis da resistência ψ4 = 0,60 4 ρ 1 para h ≤ 15 cm
dos materiais na estrutura em relação aos valores carac-
terísticos e possíveis inexatidões geométricas. ψ4 = 0,45 4 ρ 1 para h ≥ 60 cm
fck ftk
fcd ftd interpolando-se linearmente para valores inter-
γc γc
mediários.
fyk fyck
fyd fycd Quando houver preponderância de cisalhamento
γs γs devido a cargas lineares paralelas ao apoio, estes
valores de ψ4 deverão ser reduzidos à metade.
Quando, de acordo com o item 5.4.1, o coeficiente γs deva
ter valor 1,25, permite-se considerar fyd calculado com γs = ρ1 tem o significado dado em 4.1.4.2, não se to-
S.A.

1,15, desde que se aumente em 10% a área da seção mando valores menores que 0,001, nem maiores
que 0,015.
brás

transversal da armadura.

5.3.1.2 Valores últimos das tensões de cálculo Tratando-se de punção, o valor último da tensão
etro

tangencial de cálculo é 0,63 fck /γc, em MPa.


Para torção, cisalhamento, aderência, estado múltiplo de
ra P

tensões com uma das tensões principais nula ou de tra- c) Aderência


ção, e pressões em área reduzida, os valores últimos das
a pa

tensões de cálculo (valores limites das tensões determi- (τbu e fcd em MPa)
nadas com as solicitações atuantes de cálculo) são os
usiv

Em situação de boa aderência (ver item 4.1.6):


dados a seguir.
excl

Quando a peça estiver exposta à ação prejudicial de agentes - na ancoragem e nas emendas por traspasse:
externos, tais como ácidos, álcalis, águas agressivas, óleos
τbu = 0,28 fcd , para ηb ≤ 1,0
uso

e gases nocivos, temperatura muito alta ou muito baixa, os


valores últimos das tensões de cálculo serão divididos por τbu = 0,42 3
f 2cd , para ηb ≥ 1,5
de

1,2, mantidos, porém, os limites absolutos.


nça

- para escorregamento (ver item 4.1.6.1)


a) Torção
Lice

τbu = 0,51 fcd , para ηb ≤ 1,0


Torção simples com armaduras paralela e normal
ao eixo da peça: τbu = 0,74 3
f 2cd , para ηb ≥ 1,5
τtu = 0,22 fcd ≤ 4 MPa interpolando-se linearmente para 1,0 < ηb < 1,5.
26 NBR 6118/1980

No cálculo de τbu, não se tomará, portanto, ηb Se o cálculo da solicitação for feito por processo linear
maior que 1,5. (elástico ou pseudo-elástico), o coeficiente γf poderá ser
aplicado à ação característica ou diretamente à solicita-
- Em situação de má aderência (ver item 4.1.6): ção característica:
Os valores de τbu indicados acima devem ser di- Sd = efeito de γfFk ou Sd = γfSk = γf. (efeito de Fk)
Lice

vididos por 1,5.


Se o cálculo da solicitação for feito por processo não li-
nça

d) Estado múltiplo de tensões, com uma das tensões near, o coeficiente γf será aplicado à ação característica:
principais nula ou de tração
de

Sd = efeito de γfFk
uso

Dispensa-se a verificação pela envoltória de Mohr


quando uma das tensões principais for nula ou de Os valores de cálculo das ações são, de modo geral, as
tração e as tensões σId e σIId, calculadas com o ações características multiplicadas pelos coeficientes
excl

valor de cálculo das ações, não ultrapassarem os de segurança γf do item 5.4.2:


usiv

seguintes valores últimos:


Fd = γfFk
σId ≤ 0,125 fcd:
a pa

- quando
5.4 Coeficientes de minoração e de segurança
σIIu = fcd - 4 σId
ra P

5.4.1 Materiais
- quando σId > 0,125 fcd:
etro

Os coeficientes de minoração dos materiais, para o cálculo


σIu = 0,25 fcd no estado limite último são:
brás

f 2 cd - concreto: γ c = 1,4 (em geral)


σIIu = 0,0625
σ Id
S.A.

- aço: γ s = 1,15, desde que sejam obede-


Veja-se o final do item 5.1.
cidas as prescrições da
e) Pressões em áreas reduzidas NBR 7480 quanto ao controle de
qualidade
Nas peças com carga em área reduzida Ao em uma
das faces e altura não inferior à maior largura, e nas γ s = 1,25, quando não for realizado
peças com carga em área reduzida Ao em duas o controle de qualidade, de
faces opostas e altura não inferior ao dobro da maior acordo com a NBR 7480, per-
largura, o valor último da tensão de cálculo é: mitindo-se essa situação apenas
em obras de pequena impor-
Ac tância, nas quais se empregam
fcd 3 ≤ 21 MPa
Ao aços das categorias CA-25 e
CA-32.
tomando-se para Ac a área da figura geométrica que,
tendo o mesmo centro de gravidade de Ao, seja a No cálculo das peças para cuja execução sejam previs-
máxima que caiba na superfície da peça. tas condições desfavoráveis (por exemplo, más condi-
ções de transporte, ou adensamento manual, ou concre-
se Ao e Ac tiverem contornos homotéticos em re- tagem deficiente pela concentração da armadura), γc de-
Lice

lação ao centro de gravidade comum, o valor último ve ser elevado para 1,5.
é:
nça

Para peças pré-moldadas em usina, executadas com cui-


Ac
fcd ≤ 26 MPa dados rigorosos, γc pode ser reduzido para 1,3.
de

Ao
uso

Os coeficientes de minoração serão multiplicados por 1,2


Nas articulações Freyssinet e nas articulações de concreto quando a peça estiver exposta à ação prejudicial de agen-
calculadas pela fórmula de Hertz, desde que a lagura da
excl

tes externos, tais como ácidos, álcalis, águas agressivas,


zona de contato não seja maior que 1/5 da do bloco e que óleos e gases nocivos, temperatura muito alta ou muito
fck ≥ 22,5 MPa, permite-se elevar os limites de 21 MPa e
usiv

baixa.
26 MPa para 40 MPa.
a pa

5.4.2 Solicitações
5.3.2 Ações e solicitações
Os coeficientes de segurança γf das solicitações são os
ra P

Os valores de cálculo das solicitações para o estado limite incluídos nas expressões dos dois itens seguintes.
último são os que, através do coeficiente de segurança γf,
etro

levam em conta a possibilidade de desvios desfavorá- 5.4.2.1 Estado limite último


brás

veis das ações em relação aos valores característicos


(γf > 1), ou a probabilidade de redução desfavorável da Será considerado o mais desfavorável dos seguintes va-
solicitação devida à carga permanente (γf < 1) e ainda as lores de cálculo da solicitação:
S.A.

aproximações inevitáveis nas hipóteses de cálculo das


Sd = 1,4 Sgk + 1,4 Sqk + 1,2 S εk
solicitações e as inexatidões geométricas na construção.
Para os estados de utilização, os valores de cálculo das Sd = 0,9 Sgk + 1,4 Sqk + 1,2 S εk
solicitações são os próprios valores característicos, po-
dendo ser menores do que estes nos casos de que trata o No caso de estruturas de edifícios, pode ser considerada
item 5.4.2.2. apenas a primeira destas expressões.
NBR 6118/1980 27

Quando existirem ações acidentais de diferentes ori- b) a espessura das nervuras não deve ser inferior a
gens, com pouca probabilidade de ocorrência simultâ- 4 cm e a da mesa não deve ser menor que 4 cm,
nea, que causem solicitações Sqk1 ≥ Sqk2 ≥ Sqk3...,poderá nem que 1/15 da distância livre entre nervuras;
Sqk nas expressões anteriores ser substituída por:
c) o apoio das lajes deve ser feito ao longo de uma
Sqk1 + 0,8 (Sqk2 + Sqk3 + ...) nervura;

Nos casos a e b do item 6.1.3.1 e para paredes com d) nas lajes armadas em uma só direção, são neces-
espessura inferior a 20 cm, o coeficiente 1,4 deverá ser sárias nervuras transversais sempre que haja
aumentado para 1,8. cargas concentradas a distribuir ou quando o vão

S.A.
teórico for superior a 4 m, exigindo-se duas ner-
5.4.2.2 Estados limites de utilização vuras, no mínimo, se esse vão ultrapassar 6 m;

brás
Em geral, deverá ser considerada a solicitação de cálculo: e) nas nervuras com espessura inferior a 8 cm não

etro
é permitido colocar armadura de compressão no lado
Sd = Sgk + χSqk + S εk oposto à mesa.

ra P
Existindo ações acidentais de diferentes origens com pouca 6.1.2 Vigas

a pa
probabilidade de ocorrência simultânea, poderá a solicitação
de cálculo ser considerada com a seguinte expressão: 6.1.2.1 Largura

usiv
Sd = Sgk + χSqk1 + 0,8 (χSqk2 + χSqk3 +...) + S εk As vigas da seção retangular, as nervuras das vigas de

excl
seção T e as paredes das vigas de seção caixão não de-
O valor do coeficiente χ será 0,7 para as estruturas de edi- vem ter largura menor que 8 cm.

uso
fícios e 0,5 para as demais. Em geral, não é necessário
considerar a ação do vento nos estados limites de utilização 6.1.2.2 Extensão dos apoios

de
(χ = 0).
A extensão dos apoios das vigas sobre a alvenaria deve
nça
ser tal que a tensão admissível desta não seja ultrapas-
5.4.3 Ações
sada.
Lice
Os coeficientes de segurança γf das ações são os incluí-
6.1.3 Pilares
dos nas expressões de 5.4.2, substituindo-se S por F.
6.1.3.1 Dimensões mínimas
6 Disposições construtivas
A menor dimensão dos pilares não cintados não deve ser
6.1 Dimensões externas das peças inferior a 20 cm, nem a 1/25 da sua altura livre. O diâme-
tro do núcleo dos pilares cintados não deve ser inferior a
No caso de estruturas que devam ser resistentes ao fogo,
20 cm nem a 1/10 de sua altura livre.
as dimensões mínimas das peças deverão atender às
exigências da NBR 5627,além das especificadas nesta Se os pilares suportem lajes cogumelo, esse limites pas-
Norma. sam a ser 30 cm e 1/15 para os não cintados e 30 cm e
1/10 para os cintados, devendo ainda a espessura em
6.1.1 Lajes
cada direção não ser inferior a 1/20 da distância entre ei-
6.1.1.1 Espessura
xos dos pilares nessa direção.

Quando não se tratar de pilar que suporte laje cogumelo, os


A espessura das lajes não deve ser menor que:
S.A.

limites acima poderão ser reduzidos, desde que se aumente


a) 5 cm em lajes de cobertura não em balanço; o coeficiente de segurança de acordo com o final do item
brás

5.4.2.1, nos seguintes casos:


b) 7 cm em lajes de piso e lajes em balanço;
etro

a) pilares de seção transversal, com raio de giração


c) 12 cm em lajes destinadas à passagem de veículos. não menor do que 6 cm, composta de retângulos
ra P

(cantoneiras, zês, tês, duplos tês), cada um dos


Em lajes cogumelo calculadas como pórticos múltiplos (ver quais com largura não inferior a 10 cm nem a 1/15 do
a pa

item 3.3.2.10), esses limites devem ser elevados, respectivo comprimento;


respectivamente, para 12 cm, 15 cm e 15 cm.
usiv

b) pilares de seção transversal retangular com lar-


6.1.1.2 Extensão dos apoios extremos gura não inferior a 12 cm e comprimento não su-
excl

perior a 60 cm, apoiados no elemento estrutural


A extensão dos apoios extremos de uma laje sobre alve- subjacente em toda a extensão de sua base, con-
uso

naria, não deve ser menor que sua espessura no meio do sideradas obrigatoriamente no seu cálculo a flexão
vão, nem menor que 7 cm. oriunda das ligações com lajes e vigas e a flamba-
de

gem conjunta dos pilares superpostos.


6.1.1.3 Lajes nervuradas
nça

6.1.4 Paredes estruturais


Nas lajes nervuradas, além das demais prescrições des-
Lice

ta Norma, deve ser observado o seguinte: A espessura das paredes estruturais não deve ser inferior
a 12 cm nem a 1/25 da altura livre. Se o comprimen-
a) a distância livre entre nervuras não deve ultrapas- to da seção horizontal não for maior que 5 vezes a espes-
sar 100 cm; sura, a peça será considerada como pilar.
28 NBR 6118/1980

6.2 Aberturas e canalizações embutidas mento de ruptura calculado, sem se considerar a resis-
tência à tração do concreto, é igual ao momento de ruptura
6.2.1 Aberturas da seção sem armadura.

Quando forem previstas aberturas em qualquer peça de Nos casos de seção retangular e seção T, pode-se consi-
Lice
concreto armado, deve-se verificar o seu efeito na resis- derar como valor desta área mínima 0,25% de bwh, quando
tência e na deformação, de modo que não sejam ultra- a armadura for constituída de barras de aço
nça

passados os limites exigidos nesta Norma. CA-25 ou CA-32, e 0,15% se a armadura for de aço
CA-40, CA-50 ou CA-60.
de

A verificação de que trata este item deve ser dispensa-


da nos seguintes casos: 6.3.1.1 Lajes
uso

a) aberturas em vigas que as atravessem na dire- O diâmetro das barras não deve ultrapassar 1/10 da es-
excl

ção de sua espessura, havendo apenas uma em pessura da laje.


usiv

cada meio tramo, situadas a uma distância da face


do apoio maior que 2 h e em zona de tração, com Nas lajes armadas numa só direção e nas lajes nervu-
a pa

dimensão transversal não superior a 12 cm, nem radas, a armadura de distribuição por metro de largura da
a h/2, não interceptando qualquer barra da arma- laje deve ter seção transversal de área igual ou superior a
ra P

dura e respeitando as exigências de cobrimento da 1/5 da área da armadura principal, com um mínimo de 0,9
armadura; cm2, e ser composta de pelo menos três barras.
etro

b) aberturas normais ao plano médio das lajes ar- A armadura transversal, quando necessária, poderá ser
brás

madas em uma só direção, se na direção perpen- constituída só por barras dobradas.


dicular à armadura principal a maior dimensão da
S.A.

abertura não ultrapassar 1/10 da largura útil (ver 6.3.1.2 Vigas


item 3.3.2.5), e nem 1/10 do vão, não havendo en-
tre 2 aberturas consecutivas distância inferior a Os esforços na armadura de tração ou na de compressão
1/2 do vão e entre uma abertura e a borda livre da só podem ser considerados concentrados no centro de
laje distância inferior a 1/4 do vão; gravidade de As, ou de A’s, se a distância deste centro ao
ponto da seção da armadura mais afastado da linha neutra,
c) aberturas normais ao plano médio das lajes ar- medida normalmente a ela, for menor que 5%
madas em cruz, se a dimensão da abertura em cada de h.
direção da armadura não ultrapassar 1/10 do menor
vão e não houver entre 2 aberturas distância inferior Nas mesas de vigas de seção T deve haver armadu-
a 1/2 do vão e entre uma abertura e a borda livre da ra perpendicular à nervura, que se estenda por toda sua
laje distância inferior a 1/4 do vão; largura útil, com seção transversal de no mínimo 1,5 cm2
por metro.
d) aberturas paralelas ao plano médio das lajes, se a
sua maior dimensão transversal for inferior a 1/3 da A armadura transversal das vigas de seção T ou caixão
espessura da laje e o espaçamento entre duas deve ser prolongada dentro da mesa, de modo a garantir a
aberturas consecutivas de centro a centro for su- solidariedade da mesa com a nervura.
perior a 4 vezes aquela maior dimensão.
Lice

A seção transversal total de cada estribo, compreendendo


todos os ramos que cortam o plano neutro, não deve ser
nça

6.2.2 Canalizações embutidas


menor que 0,25% de bws, senα (α = ângulo entre o estribo e
de

Salvo quando as canalizações embutidas atravessam pe- o eixo da peça) para aços CA-25 e CA-32 ou 0,14% para
ças da estrutura de fora a fora, na direção da espessura, aços CA-40, CA-50 e CA-60, não se tomando para bw va-
uso

não são elas permitidas nos seguintes casos: lores maiores que d.
excl

a) canalizações sem isolamento adequado ou veri- Na armadura de torção, o volume das barras longitudinais,
ficação especial quando destinadas à passagem de o volume dos estribos ou o volume das barras inclinadas a
usiv

fluidos com temperatura que se afaste de mais de 45º, em determinado trecho da peça, não deve ser inferior,
15ºC da temperatura ambiente; cada um deles, a 0,25% do volume do concreto neste tre-
a pa

cho, considerada apenas a parede, real ou fictícia, para os


b) canalizações destinadas a suportar pressões inter- aços CA-25 e CA-32, ou a 0,14% deste volume para os
ra P

nas que ultrapassam 3 kgf/cm2. aços CA-40, CA-50 e CA-60.


etro

Não são permitidas canalizações embutidas longitudinal- Quando a altura útil da viga ultrapassar 60 cm e o aço
brás

mente nos pilares, quer no concreto, quer em espaços vazios da armadura de tração for CA-40, CA-50 ou CA-60, deve
internos à peça, que não tenham aberturas de drenagem. dispor-se, longitudinalmente e próxima a cada face lateral
S.A.

da viga, na zona tracionada, uma armadura de pele. Essa


6.3 Armadura armadura, de aço com resistência igual ou superior à do
aço da armadura de tração, deve ter, em cada face, seção
6.3.1 Seção transversal transversal igual a 0,05% de bwh. O afastamento entre as
barras não deve ultrapassar d/3 e 30 cm, e a barra mais
A área da seção transversal da armadura longitudinal próxima da armadura de tração deve desta distar mais de
de tração não deve ser inferior àquela com a qual o mo- 6 cm e menos de 20 cm.
NBR 6118/1980 29

O diâmetro das barras dos estribos não deve ultrapassar 1/ Se a porcentagem da seção da armadura comprimida
12 da largura da alma, nem, exceto no caso de telas for superior a 2% ou a bitola das suas barras for maior que
soldadas, ser inferior a 5 mm. 12,5, deverão ser previstos estribos, de acordo com os
itens 6.3.2.4 e 6.3.4.3.
Deve-se prolongar até cada um dos apoios das vigas
simples ou contínuas uma parte da armadura de tração, 6.3.2 Espaçamento das barras
correspondente a 1/3 da área desta na seção de momento
máximo no tramo, se o momento no apoio for nulo ou 6.3.2.1 Lajes
negativo de valor absoluto inferior a 1/2 do máximo positivo
Na região dos maiores momentos nos vãos das lajes, o

S.A.
do tramo, e em caso contrário correspondente a 1/4 daquela
área. Essas barras devem ser ancoradas de acordo com o espaçamento das barras da armadura principal não deve
disposto no item 4.1.6.2. ser maior que 20 cm. Nas lajes armadas numa única di-

brás
reção, esse espaçamento não deve, também, ser maior
Nos cantos dos estribos fechados e nos ganchos dos es- que 2 h.

etro
tribos abertos, se não houver barras longitudinais deter-
Os estribos nas lajes nervuradas, sempre que necessá-

ra P
minadas pelo cálculo, devem ser colocadas barras de
amarração de bitola pelo menos igual à do estribo. rio, não devem ter espaçamento maior que 20 cm.

a pa
A armadura transversal pode ser constituída só de estribos; O espaçamento das barras de distribuição não deve ser

usiv
se houver barras dobradas, a estas não poderá caber mais maior que 33 cm.
de 60% do esforço total a absorver por armadura transver-

excl
sal. 6.3.2.2 Vigas

A armadura longitudinal das vigas pode ser constituída

uso
Deverão ser sempre colocados estribos em toda a exten-
são das peças fletidas (excetuadas as lajes, no caso pre- de barras isoladas ou de feixes formados por 2, 3 ou 4
barras, não sendo permitidos feixes de barra de bitola su-

de
visto no final do item 4.1.4.2), respeitados os mínimos
prescritos neste item e no item 6.3.2.2. perior a 25.
nça
O espaço livre entre duas barras, dois feixes ou duas
Lice
6.3.1.3 Pilares não cintados
luvas da armadura longitudinal não deve ser menor
A armadura longitudinal de um pilar não cintado, que te- que 2 cm, menor que o diâmetro das próprias barras ou
nha todas as suas barras comprimidas, deve ter seção das luvas, ou do círculo de mesma área, no caso de feixes,
transversal compreendida entre 0,8% e 6% da seção do nem menor que 1,2 vezes a dimensão máxima do agre-
pilar, inclusive no trecho de emenda por traspasse. gado, nas camadas horizontais, e 0,5 vezes a mesma
dimensão no plano vertical. Se as barras, luvas ou feixes
Permite-se reduzir o primeiro desses limites para 0,5% forem de diâmetros diferentes, será considerado o maior
quando l e /i ≤ 30. Quando por motivo construtivos, as deles. No caso de serem previstas emendas por tras-
dimensões da seção transversal do pilar forem aumen- passe, o afastamento entre as barras, em toda a extensão
tadas em relação às da seção calculada, a porcentagem da peça, deve ser tal que permita o espaço livre entre
mínima, de 0,8% ou 0,5%, será referida apenas à seção emendas, prescrito em 6.3.5.2.
calculada. Em nenhum caso a porcentagem será inferior a
0,5% da área da seção real. O espaçamento dos estribos, medido paralelamente ao
eixo da peça, deve ser no máximo igual a 0,5d, não po-
A bitola das barras da armadura longitudinal dos pilares não dendo ser maior que 30 cm. Se houver armadura longi-
poderá ser inferior a 10 e a dos estribos inferior a 5. tudinal de compressão exigida pelo cálculo, o espaçamen-
S.A.

to dos estribos, medido ao longo daquela armadura, não


6.3.1.4 Paredes estruturais pode, também, ser maior que 21 vezes o diâmetro das bar-
brás

ras longitudinais, no caso de aço CA-25 ou CA-32, e 12


A armadura principal das paredes, paralela à direção da vezes este diâmetro, no caso de aço CA-40, CA-50 ou
etro

carga, quando a razão entre o comprimento e a espessura CA-60.


da seção da parede for igual ou superior a 6, deverá ter
ra P

seção transversal no mínimo igual a 0,4% da seção da 6.3.2.3 Peças submetidas à torção
parede. Quando, por motivos construtivos, as dimensões
a pa

da seção transversal da parede forem aumentadas em Quando τtd ≥ 0,6 τtu, o espaçamento das barras da arma-
usiv

relação às da seção calculada, a porcentagem mínima será dura transversal, medido paralelamente ao eixo longitu-
referida apenas à seção calculada, não podendo, entretanto, dinal da peça, não deve ser superior ao menor dos três
excl

ser inferior a 0,2% da seção real. valores seguintes:

Para razões entre comprimento e espessura de 5 a 6, o - metade da menor dimensão transversal da peça;
uso

valor mínimo será obtido por interpolação linear entre o aqui


indicado e o prescrito para pilares no item 6.3.1.3. - um terço da maior dimensão transversal da peça;
de
nça

Em nenhum caso a porcentagem da seção da armadu- - 20 cm.


ra em cada face da parede será inferior a 0,1% da seção
Lice

real. Em cada canto da armadura transversal, quando não hou-


ver barras longitudinais previstas pelo cálculo, deve-se
A armadura secundária, normal à principal, deverá ter seção colocar barras de armação de bitola pelo menos igual à da
transversal no mínimo igual a 50% da principal. armadura transversal e não inferior a 10.
30 NBR 6118/1980

6.3.2.4 Peças comprimidas, não cintadas d) para concreto em meio fortemente


agressivo ................................................... 4,0 cm
Junto ao contorno da peças comprimidas não cintadas
deve haver, em qualquer seção transversal, barras longi- Para cobrimento maior que 6 cm, deve-se colocar uma
tudinais espaçadas no máximo em 40 cm, no caso de pi- armadura de pele complementar, em rede, cujo cobrimento
Lice
lares; no caso de paredes, o espaçamento das barras da não deve ser inferior aos limites especificados neste item.
armadura principal não poderá ser superior ao dobro da
nça

espessura da parede, nem a 30 cm. O espaçamento mí- No caso de estruturas que devam ser resistentes ao fogo,
nimo da armadura longitudinal é o mesmo definido para as o cobrimento deverá atender às exigências da NBR 5627,
de

vigas em 6.3.2.2, considerando-se sempre 1,2 vezes a além das especificadas neste item.
dimensão máxima do agregado.
uso

6.3.3.2 Medidas especiais


Em toda a extensão da peça devem ser colocados estri-
excl

bos, cujo espaçamento não deve ser maior que qual-


Além do cobrimento mínimo, deverão ser tomadas me-
quer dos seguintes valores (a categoria do aço é a da ar-
usiv

didas especiais para o aumento da proteção da armadu-


madura longitudinal):
ra se o concreto for sujeito à abrasão, a altas temperaturas,
a pa

a correntes elétricas ou a agentes fortemente agressi-


a) 30 cm;
vos, tais como ambiente marinho e agentes químicos.
ra P

b) menor dimensão externa da seção da peça;


6.3.4 Dobramento e fixação das barras
etro

c) 21 Φ l e 340 Φ t / Φ l , para aço CA-25 e CA-32;


2
brás

6.3.4.1 Ganchos e estribos


d) 12 Φ l e 190 Φ t / Φ l , para aço CA-40, CA-50 e
2

CA-60. Os ganchos das extremidades das barras da armadura de


S.A.

tração poderão ser:


onde Φt é o diâmetro da seção circular de área igual à da
seção da barra do estribo e Φ l o da barra longitudinal. a) semi-circulares, com ponta reta de comprimento não
inferior a 2 Φ;
Os limites c e d são válidos quando os estribos têm fyk não
inferior ao da armadura longitudinal; caso contrário, eles b) em ângulo de 45º (interno), com ponta reta de com-
serão reduzidos na proporção dos valores de fyk. primento não inferior a 4 Φ;

6.3.3 Proteção c) em ângulo reto, com ponta reta de comprimento não


inferior a 8 Φ.
6.3.3.1 Cobrimento
Nos ganchos dos estribos, os comprimentos mínimos acima
Qualquer barra da armadura, inclusive de distribuição, de
serão de 5 Φ para os casos a) e b), e 10 Φ para o caso c).
montagem e estribos, deve ter cobrimento de concreto pelo
menos igual ao seu diâmetro, mas não menor que:
Para as barras lisas, os ganchos deverão ser semi-cir-
a) para concreto revestido com argamassa de es- culares.
Lice

pessura mínima de 1 cm:


O diâmetro interno da curvatura dos ganchos e estribos
nça

- em lajes no interior de edifícios ................. 0,5 cm será pelo menos igual a:


de

- em paredes no interior de edifícios ........... 1,0 cm CA-25-CA-32 CA-40 CA-50 CA-60


uso

- em lajes e paredes ao ar livre .................... 1,5 cm bitola < 20 4Φ 4Φ 5Φ 6Φ


excl

- em vigas, pilares e arcos no interior de bitola ≥ 20 5Φ 6Φ 8Φ


edifícios .................................................. 1,5 cm
usiv

No caso de estribos de bitola não superior a 10, o diâmetro


- em vigas, pilares e arcos ao ar livre .......... 2,0 cm
a pa

mínimo será de 3 Φ.
b) para concreto aparente:
ra P

As barras lisas tracionadas de bitola maior que 6,3 deve-


rão ter ganchos, necessariamente.
etro

- no interior de edifícios .............................. 2,0 cm


As barras da armadura exclusivamente de compressão não
brás

- ao ar livre ................................................ 2,5 cm


deverão ter ganchos.
c) para concreto em contato com o solo .......... 3,0 cm
S.A.

6.3.4.2 Barras curvadas


- se o solo não for rochoso, sob a estrutura deve-
rá ser interposta uma camada de concreto sim- O diâmetro interno da curvatura de uma barra curvada (barra
ples, não considerada no cálculo, com o consu- da armadura transversal ou em nó de pórtico) não deverá
mo mínimo de 250 kg de cimento por metro cúbi- ser menor que 10 Φ para aço da categoria CA-25, 12 Φ
co e espessura de pelo menos 5 cm. para CA-32 e CA-40, 15 Φ para CA-50 e 18 Φ para CA-60.
NBR 6118/1980 31

Se a tensão na armadura de tração, determinada com a te envolverá um estribo principal em ponto junto a uma
solicitação de cálculo, for inferior à tensão de cálculo es- das barras, o que deverá ser indicado no projeto de modo
pecificada para o aço utilizado, estes diâmetros da curva- bem destacado; ele garantirá contra a flambagem essa
tura poderão ser reduzidos proporcionalmente, mas nunca barra e mais duas para cada lado, não distantes dela mais
a valores inferiores aos exigidos para os ganchos. de 20 Φt (Φt do estribo principal).

Se houver barras de tração curvadas no mesmo plano e o No caso de estribos curvilíneos, cuja concavidade esteja
afastamento entre elas for inferior ao dobro do mínimo voltada para o interior do concreto, não haverá necessi-
permitido (ver item 6.3.2.2), o valor mínimo do diâmetro da dade de estribos suplementares; se as seções das barras
curvatura estabelecido neste item será multiplicado pelo

S.A.
longitudinais se situarem em uma curva de concavidade
número de barras nestas condições. voltada para fora do concreto, cada barra longitudinal se-
rá ancorada pelo gancho de um estribo reto ou pela quina

brás
No caso de barras curvadas pertencentes a uma mesma de um estribo poligonal, não podendo o lado deste estribo
camada da armadura longitudinal, devem ser tomadas abranger mais de duas barras longitudinais.

etro
precauções para evitar possível fendilhamento do con-
creto por excessiva concentração de esforços.

ra P
6.3.5 Emendas das barras

Quando houver possibilidade de fissuração do concreto no

a pa
6.3.5.1 Tipos
plano da barra dobrada, ocasionada por tensões de tração
normais a este plano, devem ser tomados cuidados

usiv
As emendas podem ser:
especiais, como a colocação de barras transversais (ver

excl
4.1.6.2E). - por traspasse;
A permanência na sua posição das barras curvadas na

uso
- com luvas rosqueadas;
zona de tração deve ser garantida contra a tendência à
retificação, quando for o caso, por meio de estribos con-

de
- com solda;
venientemente distribuídos, sendo, entretanto, preferível nça
substituir a barra por duas outras prolongadas, além do seu
- com outros dispositivos devidamente justifica-
cruzamento, e devidamente ancoradas.
Lice
dos, como luvas com preenchimento metálico.
6.3.4.3 Proteção contra flambagem das barras
6.3.5.2 Emenda por traspasse
Sempre que houver possibilidade de flambagem das bar-
ras da armadura situadas junto à superfície da peça, de- Este tipo de emenda não é permitido para barras de bitola
vem ser tomadas precauções para evitá-la. maior que 25, nem para tirantes e pendurais (peças linea-
res de seção inteiramente tracionada); no caso de feixes, o
Os estribos poligonais garantem contra a flambagem as diâmetro do círculo de mesma área, para cada feixe, não
barras longitudinais situadas em suas quinas e as por eles poderá ser superior a 25 mm.
abrangidas e situadas no máximo à distância de 20 Φt da
quina (Φt definido em 6.3.2.4), se nesse trecho de O comprimento do trecho de traspasse das barras tracio-
comprimento 20 Φt não houver mais de duas barras, não nadas será no mínimo igual a ψ 5lb para extremidades sem
contando a da quina. gancho, ou, havendo gancho, nas condições do item 6.3.4.1:

Quando houver mais de duas barras nesse trecho ou ψ 5lb - 15 Φ para ηb < 1,5
barras fora dele, deverá haver estribos suplementares,
ψ 5lb - 10 Φ para ηb ≥ 1,5
S.A.

com diâmetro e espaçamento também de acordo com o


item 6.3.2.4. Se esses estribos suplementares forem poli-
não podendo este comprimento, em nenhum caso, ser
brás

gonais, a eles se aplica a mesma regra acima enunciada.


inferior a 20 cm, 15 Φ e 0,5 lb1 ;
Se o estribo suplementar for constituído por uma barra
etro

reta terminada em ganchos, ele deverá atravessar a seção lb e lb1 serão calculados como em 4.1.6.2B.
ra P

da peça e o seu gancho envolverá a barra longitudinal.


Se houver mais de uma barra longitudinal a ser protegi- Em cada uma das extremidades da emenda deve ser co-
a pa

da junto à mesma extremidade do estribo, o gancho des- locada a armadura transversal prevista em 4.1.6.2E.
usiv

Tabela 3 - Valores de ψ5
excl

ψ5
uso

Distância transversal entre eixos de Proporção de barras emendadas na mesma seção transversal
de

emendas mais próximas na mesma (emendas superpostas ou conforme a figura 25).


seção (distância a da figura 23)
nça

≤ 1/5 > 1/5 > 1/4 > 1/3 > 1/2


Lice

≤ 1/4 ≤ 1/3 ≤ 1/2

Distância ≤ 10 Φ 1,2 1,4 1,6 1,8 2,0


Distância > 10 Φ 1,0 1,1 1,2 1,3 1,4
32 NBR 6118/1980

Lice
nça
deuso
excl
usiv

Figura 23 Figura 24
a pa

A distância livre entre duas emendas por traspasse deve transversal útil das barras e das luvas será determina-
respeitar o mínimo dado em 6.3.2.2, 2º parágrafo substi- da descontando-se os filetes. É permitido engrossar as
ra P

tuindo-se o diâmetro pelo dobro do seu valor (ver fi- extremidades das barras, mas a geratriz do cone de
gura 24). transição deverá ter inclinação não maior que 1 para 3. O
etro

comprimento do trecho rosqueado deve ser suficiente para


A proporção máxima de barras tracionadas emendadas transmitir o esforço.
brás

na mesma seção transversal da peça será a indicada na


Tabela 4. Não é permitido rosquear barras de aço classe B, sal-
vo se demonstrado experimentalmente que o aumento
S.A.

Tabela 4 - Proporção de Barras Emendadas de resistência por encruamento é uniforme em toda a se-
ção transversal.
com Sqk > Sqk com Sgk ≤ Sgk
Bitola 6.3.5.4 Emendas com solda
ηb ≥ 1,5 ηb < 1,5 ηb ≥ 1,5 ηb < 1,5
As emendas com solda, obedecido o disposto no item 10.4.1,
≤ 12,5 todas 1/2 1/2 1/4 podem ser (ver figura 26):

- de topo, por caldeamento, para bitola não menor


> 12,5 todas (*) 1/4 1/2 1/4
que 10;
1/2 (**)
- de topo, com eletrodo, para bitola não menor que
(*) Se houver só uma camada de armadura 20;

(**) Se houver mais de uma camada de armadura - por traspasse com pelo menos 2 cordões de sol-
da longitudinais, cada um deles com compri-
Consideram-se como na mesma seção transversal as mento não inferior a 5 Φ , afastados no mínimo
emendas que se superpõem ou cujas extremidades mais 5 Φ;
Lice

próximas estejam afastadas em menos que 0,20 do com-


primento do trecho de traspasse, tomando-se o maior dos - com outras barras justapostas (cobrejuntas), com
nça

dois comprimentos, quando diferentes (ver figura 25). cordões de solda longitudinais, fazendo coincidir o
eixo baricêntrico do conjunto com o eixo longi-
de

tudinal das barras emendadas, devendo cada


cordão ter comprimento de pelo menos 5 Φ.
uso

As emendas com solda podem ser realizadas na totali-


excl

dade das barras em uma seção transversal da peça. Con-


sideram-se como na mesma seção as emendas que de
usiv

centro a centro estejam afastadas menos que 15 Φ, me-


didos na direção do eixo da barra.
a pa

A resistência de cada barra emendada será conside-


ra P

rada sem redução; se tratar-se de barra tracionada e haver


Figura 25 preponderância de carga acidental, a resistência será
etro

reduzida em 20%.
O comprimento do trecho de traspasse das barras compri-
brás

midas será igual a lb , com o mínimo de 15 cm, 10 Φ ou As emendas devem ser convenientemente espaçadas
0,6 lb1 . para permitir uma boa concretagem.
S.A.

As barras comprimidas podem todas ser emendadas na 6.3.6 Armadura de suspensão


mesma seção.
Nas proximidades das cargas concentradas transmiti-
6.3.5.3 Emendas com luvas rosqueadas
das à peça em estudo por vigas que nelas se apoiem la-
Nas emendas com luvas rosqueadas, estas devem ter teralmente ou fiquem nelas penduradas, deverá ser colo-
a mesma resistência que as barras emendadas. A seção cada uma armadura adequada de suspensão.
NBR 6118/1980 33

S.A.
brás
etro
ra P
a pa
usiv
excl
uso
Figura 26

de
nça
6.4 Peças cintadas te à direção da carga; cada camada será formada por 2
Lice
barras, em posição ortogonal, dobradas como indicado na
O cintamento poderá ser obtido por armadura de projeção figura 27. Deverão ser obedecidas as seguintes con-
circular ou em malha. dições:
6.4.1 Armadura de projeção circular
a) as extremidades das barras serão bem ancoradas
A armadura de cintamento será constituída por barras no núcleo do concreto;
em hélice ou estribos, de projeção circular sobre a se- b) as barras não serão de bitola inferior a 5;
ção transversal da peça, obedecendo às seguintes con-
dições: c) o espaçamento entre 2 camadas e entre 2 ramos
sucessivos da barra não deverá ser superior a
a) a relação entre o comprimento da peça e o diâme- 8 cm, nem ultrapassar 1/5 do diâmetro do círculo
tro do núcleo será: inscrito na seção transversal do núcleo cintado;
l
≤ 10
d1 d) o volume da armadura de cintamento não deverá ser
b) as extremidades das barras ou dos estribos se- inferior a 0,6% do volume do núcleo cintado;
rão bem ancoradas no núcleo do concreto; e) o diâmetro referido na alínea c) não deverá ser in-
S.A.

c) as barras helicoidais ou estribos não serão de bito- ferior a 20 cm.


la inferior a 5; 2ª Parte
brás

d) o espaçamento entre 2 espirais ou 2 estribos será: Materiais


d1 / 5
etro

Φ t + 3 cm ≤ s ≤ 
8 cm 7 Aço
ra P

onde Φt é o diâmetro da barra da espiral ou dos 7.1 Qualidade


estribos;
a pa

Somente barras e fios de aço que satisfaçam às especi-


e) a seção fictícia At do cintamento será: ficações da ABNT são considerados nesta Norma. Pode-
usiv

0,005 Aci ≤ At ≤ 3A’s rão ser usados aços de outra qualidade, desde que suas
propriedades sejam suficientemente estudadas por
excl

f) a armadura longitudinal deverá constar no míni- laboratório nacional idôneo.


mo em 6 barras dispostas uniformemente no con-
uso

Nesta Norma são designados por barras da armadura tanto


torno do núcleo e a área da sua seção transver-
as barras laminadas como os fios trefilados.
sal não deverá ultrapassar 0,08 Aci, inclusive no
de

trecho de emenda por traspasse; a bitola das bar- 7.2 Diagrama tensão-deformação
nça

ras longitudinais não será inferior a 10.


Para o aço Classe A, será adotado o diagrama de cálculo
Lice

6.4.2 Armadura em malha da figura 28, com os valores de Es, fyd e fycd indicados adiante.
A armadura de cintamento em malha, só permitida em Para o aço classe B, o diagrama de cálculo a adotar será
blocos de apoio e articulações, será constituída de obtido dividindo-se por γs as ordenadas oblíquas, pa-
camadas duplas de barras dispostas perpendicularmen- ralelas à reta de Hooke, da curva experimental que con-
34 NBR 6118/1980

tém a resistência característica fyk, calculada estatisti- Não sendo conhecida a curva experimental, poder-se-á
camente com base em ensaios realizados em laboratório adotar o diagrama simplificado da figura 30.
nacional idôneo (ver figura 29).
Lice
nça
deuso
excl
usiv

Figura 27
a pa
ra P
etro
brás
S.A.

Figura 28
Lice
nça
de
uso
excl
usiv
a pa
ra P
etro
brás
S.A.

Figura 29 Figura 30
NBR 6118/1980 35

Nos diagramas das figuras 28 e 30 tomar-se-á 8.2.7 Coeficiente de dilatação térmica


Es = 210.000 MPa e as resistências de cálculo fyd = fyk/γs e
fycd = fyck/γs serão fixadas com as resistências caracte- O coeficiente de dilatação térmica, para as variações nor-
rísticas determinadas em ensaios, supondo-se fyck=fyk se mais de temperatura, será suposto igual a 10-5/ºC.
não houver ensaios de compressão; na falta de deter-
minação experimental, fyk e fyck serão consideradas am- 8.2.8 Retração e deformação lenta
bas iguais ao valor mínimo, nominal de fyk, fixado na
NBR 7480. Para o cálculo das peças de concreto armado, os carac-
terísticos relativos à retração e à deformação lenta são os
8 Concreto

S.A.
indicados nos itens 3.1.1.5 e 3.1.1.6.

8.1 Constituintes

brás
8.3 Dosagem
Conforme NBR 12655.

etro
Conforme NBR 12655.
8.2 Propriedades

ra P
8.4 Controle tecnológico
8.2.1 Trabalhabilidade

a pa
Conforme NBR 12654.
A trabalhabilidade do concreto deverá ser compatível

usiv
com as dimensões da peça a concretar, com a distribui- 3ª Parte
ção das armaduras e com os processos de lançamento e

excl
adensamento a serem usados. Execução

uso
8.2.2 Durabilidade 9 Formas e escoramentos

de
Quando o concreto for usado em ambiente reconhecida- 9.1 Formas
nça
mente agressivo, deverão ser tomados cuidados especiais
em relação à escolha dos materiais constituintes, respei- As formas deverão adaptar-se às formas e dimensões
Lice
tando-se o mínimo consumo de cimento e o máximo valor das peças da estrutura projetada, respeitadas as tolerân-
da razão água/cimento compatíveis com a boa durabilidade cias do item 11.
do concreto.
9.2 Dimensionamento
8.2.3 Resistência mecânica

O concreto, quer preparado no canteiro quer pré-mistu- As formas e os escoramentos deverão ser dimensionados
rado, deverá apresentar uma resistência característica e construídos obedecendo às prescrições das NBR 7190 e
fck, não inferior a 9 MPa e compatível com a adotada no NBR 8800, respectivamente para Estruturas de Madeira e
projeto. O concreto pré-misturado deverá ser fornecido com para Estruturas Metálicas.
base na resistência característica.
9.2.1 Formas
8.2.4 Diagrama tensão-deformação
As formas deverão ser dimensionadas de modo que não
O diagrama tensão-deformação à compressão, a ser usado possam sofrer deformações prejudiciais, quer sob a ação
no cálculo, de acordo com o item 4.1.1.1, será suposto dos fatores ambientes, quer sob a carga, especialmente a
S.A.

como sendo o diagrama simplificado da figura 31, composto do concreto fresco, considerado nesta o efeito do aden-
de uma parábola do 2º grau que passa pela origem e tem samento sobre o empuxo do concreto.
brás

seu vértice no ponto de abscissa 2‰ e ordenada 0,85 fcd, e


de uma reta entre as deformações 2‰ e 3,5‰, tangente à Nas peças de grande vão, dever-se-á dar às formas a
etro

parábola e paralela ao eixo das abscissas. contra-flecha eventualmente necessária para compen-
sar a deformação provocada pelo peso do material ne-
ra P

8.2.5 Módulo de deformação longitudinal à compressão las introduzido, se já não tiver sido prevista no projeto, de
acordo com o item 4.2.3.
a pa

Na falta de determinação experimental, o módulo de defor-


mação longitudinal à compressão, no início da curva 9.2.2 Escoramento
usiv

tensão-deformação efetiva, correspondente ao primeiro


carregamento, será suposto igual a: O escoramento deverá ser projetado de modo a não sofrer,
excl

fcj (MPa) sob a ação de seu peso, do peso da estrutura e das car-
6.600 gas acidentais que possam atuar durante a execução da
uso

obra, deformações prejudiciais à forma da estrutura ou que


No projeto, tomar-se-á para o cálculo do módulo de de-
possam causar esforços no concreto, na fase de en-
de

formação:
durecimento. Não se admitem pontaletes de madeira
nça

com diâmetro ou menor lado da seção retangular inferior a


fcj = fck + 3,5 MPa
5 cm, para madeiras duras, e 7 cm para madeiras moles.
Lice

8.2.6 Coeficiente de Poisson


Os pontaletes com mais de 3 m de comprimento deverão
O coeficiente de Poisson relativo às deformações elásti- ser contra-ventados, salvo se for demonstrada
cas será suposto igual a 0,2. desnecessidade desta medida para evitar a flambagem.
36 NBR 6118/1980

Lice
nça
deuso
excl
usiv
a pa
ra P

Figura 31
etro

9.2.3 Ações sobre os apoios do escoramento rar que a geometria da estrutura corresponda ao projeto,
com as tolerâncias previstas no item 11.
brás

Devem ser tomadas as precauções necessárias para evi-


tar recalques prejudiciais, provocados no solo ou na parte Proceder-se-á a limpeza do interior das formas e a veda-
S.A.

da estrutura que suporta o escoramento, pelas cargas por ção das juntas, de modo a evitar a fuga de pasta. Nas for-
este transmitidas. mas de paredes, pilares e vigas estreitas e altas, dever-
se-á deixar aberturas próximas ao fundo, para limpeza.
9.3 Madeira
As formas absorventes deverão ser molhadas até a satu-
O teor de umidade natural da madeira deverá ser com- ração, fazendo-se furos para escoamento da água em
patível com o tempo a decorrer entre a execução das for- excesso.
mas e do escoramento e a concretagem da estrutura.
No caso em que as superfícies das formas sejam trata-
No caso de se prever que esse tempo ultrapasse 2 meses, das com produtos anti-aderentes, destinados a facilitar a
a madeira a ser empregada deverá ter o teor de umidade desmoldagem, esse tratamento deverá ser feito antes da
correspondente ao estado seco do ar. colocação da armadura. Os produtos empregados não
deverão deixar, na superfície do concreto, resíduos que
9.3.1 Emendas nos pontaletes sejam prejudiciais ou que possam dificultar a retomada da
concretagem ou a aplicação de revestimento.
Cada pontalete de madeira só poderá ter uma emenda, a
qual não deverá ser feita no terço médio do seu compri- 10 Armadura
mento. Nas emendas, os topos das duas peças a emendar
Lice

deverão ser planos e normais ao eixo comum. Deverão ser 10.1 Emprego de diferentes classes e categorias de aço
pregadas cobrejuntas em toda a volta das emendas.
nça

Não poderão ser empregados na obra aços de qualida-


des diferentes das especificadas no projeto, sem apro-
de

9.3.2 Precauções contra incêndio


vação prévia do projetista.
uso

Deverão ser tomadas nas obras as devidas precauções


Quando previsto o emprego de aços de qualidades diver-
para proteger as formas e o escoramento contra os riscos
excl

sas, deverão ser tomadas as necessárias precauções para


de incêndio, tais como cuidados nas instalações elétricas
evitar a troca involuntária.
provisórias, remoção de resíduos combustíveis e limitação
usiv

no emprego de fontes de calor. 10.2 Limpeza


a pa

9.4 Dispositivos para retirada das formas e do As barras de aço deverão ser convenientemente lim-
escoramento
ra P

pas de qualquer substância prejudicial à aderência, reti-


rando-se as escamas eventualmente destacadas por oxi-
etro

A construção das formas e do escoramento deverá ser dação.


feita de modo a haver facilidade na retirada de seus di-
brás

versos elementos, separadamente, se necessário. Para 10.3 Dobramento


que se possa fazer esta retirada sem choques, o escora-
mento deverá ser apoiado sobre cunhas, caixas de areia
S.A.

O dobramento das barras, inclusive para os ganchos, de-


ou outros dispositivos apropriados para esse fim. verá ser feito com os raios de curvatura previstos no pro-
jeto, respeitados os mínimos dos itens 6.3.4.1 e 6.3.4.2.
9.5 Precauções anteriores ao lançamento do concreto
As barras de aço Classe B deverão ser sempre dobra-
Antes do lançamento do concreto, deverão ser conferi- das a frio. As barras não podem ser dobradas junto às
das as medidas e a posição das formas, a fim de assegu- emendas com solda.
NBR 6118/1980 37

10.4 Emendas internas das formas. Permite-se, para isso, o uso de arame
e de tarugos de aço ou de tacos de concreto ou argamas-
As emendas de barras da armadura deverão ser feitas sa, nunca, porém, será admitido o emprego de calços de
de acordo com o previsto no projeto; as não previstas aço, cujo cobrimento, depois de lançado o concreto, te-
só poderão ser localizadas e executadas conforme o item nha espessura menor que a prescrita em 6.3.3.1.
6.3.5.
Nas lajes, deverá ser feita amarração das barras, de mo-
10.4.1 Emendas com solda do que em cada uma destas o afastamento entre duas
amarrações não exceda 35 cm.

S.A.
A solda só pode ser:
10.6 Proteção
- por pressão (caldeamento);

brás
- com eletrodo. 10.6.1 Proteção durante a execução

etro
ra P
As máquinas soldadoras deverão ter característicos elé- Antes e durante o lançamento do concreto, as platafor-
tricos e mecânicos apropriados à qualidade do aço e à mas de serviço deverão estar dispostas de modo a não

a pa
bitola da barra, e ser de regulagem automática. acarretarem deslocamento das armaduras.

usiv
Nas emendas por pressão, as extremidades das barras 10.6.2 Barras de espera
deverão ser planas e normais aos eixos, e nas com ele-

excl
trodo, as extremidades serão chanfradas, devendo-se limpar
As barras de espera deverão ser devidamente protegi-
perfeitamente as superfícies.
das contra a oxidação; ao ser retomada a concretagem,

uso
deverão elas ser perfeitamente limpas (ver item 10.2), de
As barras de aço Classe B só poderão ser soldadas com
modo a permitir boa aderência.

de
eletrodo, executando-se a solda por etapas e com aque-
cimento controlado, de modo a não prejudicar a qualida-
nça
de do aço. A solda de barras de aço CA-50A deverá ser 11 Tolerâncias
Lice
feita com eletrodos adequados, preaquecimento e resfria-
mento gradual. 11.1 Valores das tolerâncias

Deverão ser realizados ensaios prévios da solda na forma A execução das obras deverá ser a mais cuidadosa, a fim
e com o equipamento e o pessoal a serem emprega- de que as dimensões, a forma e a posição das peças e as
dos na obra, assim como ensaios posteriores para con- dimensões e posição da armadura obedeçam às indica-
trole, de acordo com a NBR 11919. ções do projeto com a maior precisão possível.

Se qualquer resultado dos ensaios prévios, com os cor-


Nas fórmulas abaixo, a unidade da tolerância é o cm.
pos-de-prova emendados ou não emendados, não sa-
tisfizer às especificações, deverá ser procurada a causa
da deficiência (no material, no processo de solda ou no Deverão ser respeitadas as seguintes tolerâncias, caso o
desempenho do operador) e, feitas as devidas correções, plano da obra, em virtude de circunstâncias especiais, não
os ensaios deverão ser repetidos na mesma forma ante- as exija mais rigorosas. A tolerância para qualquer medida
rior. Se a média aritmética do oitavo inferior dos resulta- linear a (cm), relativa às dimensões externas da peça do
dos dos ensaios de controle for menor que o valor espe- concreto, será de 0,25 3 a .
S.A.

cificado para o aço empregado, todo o lote será conside-


rado com essa resistência à ruptura e com resistência Nas peças lineares submetidas à força normal de com-
brás

ao escoamento correspondente à de ruptura dividida por: pressão, o afastamento entre o centro de gravidade de
uma seção transversal geométrica e a projeção, no seu
etro

1,2 para o aço Classe B, se a ruptura se der na plano, do centro de gravidade de qualquer outra seção
solda ou em uma seção distante menos que transversal, não poderá variar, em relação ao afastamen-
ra P

3 Φ do centro da solda; to previsto no projeto, em mais de 1/5 da distância nu-


clear da seção, na direção e no sentido em que se verifica
a pa

1,1 para o aço Classe B, se a ruptura se der fo- a variação.


ra deste trecho;
usiv

3
Será de a 0,5 a a tolerância para as medidas lineares
1,2 para o aço Classe A em qualquer caso,
excl

a (cm) na direção do eixo da barra da armadura.

devendo ajuizar-se em face do projeto e da localização


uso

Para o espaçamento s (cm) entre eixos das barras da ar-


da emenda na estrutura, da possibilidade ou não do em- 3
madura principal, a tolerância será de 0,5 s .
prego das barras do lote.
de
nça

10.5 Montagem O cobrimento das barras e a distância mínima entre elas


não poderão ser inferiores aos estipulados nesta Norma.
Lice

A armadura deverá ser colocada no interior das formas,


de modo que, durante o lançamento do concreto, se ma- O máximo deslocamento longitudinal de uma barra em
relação à posição prevista no projeto será l , sendo l o
3
ntenha na posição indicada no projeto, conservando-se
inalteradas as distâncias das barras entre si e as faces comprimento não desenvolvido da barra, em cm.
38 NBR 6118/1980

12 Preparo do concreto que não acarrete desagregação ou segregação de seus


elementos ou perda sensível de qualquer deles por va-
12.1 Resistência zamento ou evaporação.

Quer a dosagem para o preparo do concreto na obra, No caso de transporte por bombas, o diâmetro interno do
quer a encomenda e o fornecimento de concreto pré-
Lice
tubo deverá ser no mínimo três vezes o diâmetro máximo
misturado, deverão ter por base a resistência caracte- do agregado.
nça

rística, fck nos termos desta Norma.

12.2 Medida dos materiais O sistema de transporte deverá, sempre que possível,
de

permitir o lançamento direto nas formas, evitando-se


uso

Sempre que se fizer dosagem experimental deverão ser depósito intermediário; se este for necessário, no manu-
obedecidas as seguintes condições: seio do concreto deverão ser tomadas precauções para
excl

evitar desagregação.
a) quando o aglomerante for usado a granel, deve-
usiv

rá ser medido em peso com tolerância de 3%; no 13.2 Lançamento


caso de cimento ensacado, pode ser considera-
a pa

do o peso nominal do saco, atendidas as exigên- O concreto deverá ser lançado logo após o amassamen-
cias das Especificações Brasileiras;
ra P

to, não sendo permitido entre o fim deste e o do lançamen-


to, intervalo superior a uma hora; se for utilizada agita-
b) os agregados miúdo e graúdo deverão ser medi-
etro

ção mecânica, este prazo será contado a partir do fim da


dos em peso ou volume com tolerância de 3%, de- agitação.
brás

vendo-se sempre levar em conta a influência da


umidade;
Com o uso de retardadores de pega, o prazo poderá ser
S.A.

c) a água poderá ser medida em volume ou peso aumentado, de acordo com os característicos do aditivo.
com tolerância de 3%;
Em nenhuma hipótese se fará o lançamento após o início
d) o aditivo poderá ser medido em volume ou peso da pega.
com tolerância de 5%.
Para os lançamentos que tenham que ser feitos a seco, em
12.3 Amassamento manual recintos sujeitos à penetração de água, deverão ser tomadas
as precauções necessárias para que não haja água no
O amassamento manual do concreto, a empregar-se-á local em que se lança o concreto, nem possa o concreto
excepcionalmente em pequenos volumes ou em obras fresco vir a ser por ela lavado.
de pouca importância, deverá ser realizado sobre um
estrado ou superfície plana impermeável e resistente. Mis-
O concreto deverá ser lançado o mais próximo possível de
turar-se-ão, primeiramente a seco, os agregados e o
sua posição final, evitando incrustação de argamassa
cimento, de maneira a obter-se cor uniforme; em segui-
nas paredes das formas e nas armaduras.
da adicionar-se-á aos poucos a água necessária, prosse-
guindo-se a mistura até conseguir-se massa de aspecto
uniforme. Não será permitido amassar-se, de cada vez, Deverão ser tomadas precauções para manter a homo-
volume de concreto superior ao correspondente a 100 kg geneidade do concreto. A altura de queda livre não pode
Lice

de cimento. ultrapassar 2 m. Para peças estreitas e altas, o concreto


deverá ser lançado por janelas abertas na parte lateral,
nça

12.4 Amassamento mecânico ou por meio de funis ou trombas.


de

O amassamento mecânico em canteiro deverá durar, sem Cuidados especiais deverão ser tomados quando o lan-
uso

interrupção, o tempo necessário para permitir a homo- çamento se der em ambiente com temperatura inferior a
geneização da mistura de todos os elementos, inclusive 10ºC ou superior a 40ºC.
excl

eventuais aditivos; a duração necessária aumenta com o


volume da amassada e será tanto maior, quanto mais
usiv

13.2.1 Lançamento submerso


seco o concreto. O tempo mínimo de amassamento, em
segundos, deve ser de 120 d , 60 d , ou 30 d , con-
a pa

Quando o lançamento for submerso, o concreto deverá


forme o eixo da misturadora seja inclinado, horizontal ou
ter no munido 350 kg de cimento por m3, ser de consis-
vertical, sendo d o diâmetro máximo da misturadora (em
ra P

tência plástica e ser levado dentro da água por uma


metros). Nas misturadoras de produção contínua, deverão
tubulação, mantendo a ponta do tubo imersa no concreto já
etro

ser descartadas as primeiras amassadas, até se alcançar


lançado, a fim de evitar que ele caia através da água e que
a homogeneização necessária. No caso de concreto pré-
provoque agitação prejudicial; o lançamento poderá também
brás

misturado, aplica-se a NBR 7212.


ser feito por processo especial, de eficiência devidamente
comprovada. Após o lançamento, o concreto não deverá
13 Concretagem
S.A.

ser manuseado, para se lhe dar a forma definitiva.


13.1 Transporte
Não se deverá lançar concreto submerso quando a tem-
O concreto deverá ser transportado do local do amassa- peratura da água seja inferior a 5ºC, estando o concreto
mento para o de lançamento, em um tempo compatível com temperatura normal, nem quando a velocidade da água
com o prescrito em 13.2, e o meio utilizado deverá ser tal superar 2m/s.
NBR 6118/1980 39

13.2.2 Adensamento tais como mudanças bruscas de temperatura, secagem,


chuva forte, água torrencial, agente químico, bem como
Durante e imediatamente após o lançamento, o concreto contra choques e vibrações de intensidade tal que pos-
deverá ser vibrado ou socado contínua e energicamente, sa produzir fissuração na massa do concreto ou prejudi-
com equipamento adequado à trabalhabilidade do concreto. car a sua aderência à armadura.
O adensamento deverá ser cuidadoso, para que o concreto
preencha todos os recantos da forma. Durante o A proteção contra a secagem prematura, pelo menos du-
adensamento deverão ser tomadas as precauções rante os 7 primeiros dias após o lançamento do concreto,
necessárias para que não se formem ninhos ou haja se- aumentado este munido quando a natureza do cimento o

S.A.
gregação dos materiais. Dever-se-á evitar a vibração da exigir, poderá ser feita mantendo-se umedecida a su-
armadura para que não se formem vazios ao seu redor, perfície ou protegendo-se com uma película impermeá-
com prejuízo da aderência. vel. O endurecimento do concreto poderá ser antecipa-

brás
do por meio de tratamento térmico adequado e devida-

etro
No adensamento manual, as camadas de concreto não mente controlado, não se dispensando as medidas de
deverão exceder 20 cm. Quando se utilizarem vibrado- proteção contra a secagem.

ra P
res de imersão, a espessura da camada deverá ser
aproximadamente igual a 3/4 do comprimento da agu- 14.2 Retirada das formas e do escoramento

a pa
lha; se não se poder atender esta exigência, não deverá
ser empregado vibrador de imersão. 14.2.1 Prazos

usiv
13.2.3 Juntas de concretagem A retirada das formas e do escoramento só poderá ser

excl
feita quando o concreto se achar suficientemente endure-
Quando o lançamento do concreto for interrompido e, as- cido para resistir às ações que sobre ele atuarem e não

uso
sim, formar-se uma junta de concretagem, deverão ser conduzir a deformações inaceitáveis, tendo em vista o
tomadas as precauções necessárias para garantir, ao valor baixo de Ec e a maior probabilidade de grande de-

de
reiniciar-se o lançamento, a suficiente ligação do concreto formação lenta quando o concreto é solicitado com pou-
nça
já endurecido com o do novo trecho. Antes de reiniciar- ca idade.
se o lançamento, deverá ser removida a nata e feita a lim-
Lice
peza da superfície da junta Se não for demonstrado o atendimento das condições
acima e não se tendo usado cimento de alta resistência
Deverão ser tomadas precauções para garantir a resis- inicial ou processo que acelere o endurecimento, a retira-
tência aos esforços que podem agir na superfície da jun- da das formas e do escoramento não deverá dar-se an-
ta, as quais poderão consistir em se deixarem barras tes dos seguintes prazos:
cravadas ou redentes no concreto mais velho. As juntas
deverão ser localizadas onde forem menores os esfor- faces laterais: 3 dias;
ços de cisalhamento, preferencialmente em posição nor-
mal aos de compressão, salvo se demonstrado que a faces inferiores, deixando-se pontaletes bem encu-
junta não diminuirá a resistência da peça. O concreto de- nhados e convenientemente espaçados: 14 dias;
verá ser perfeitamente adensado até a superfície da junta,
usando-se forma, quando necessário, para garantir o faces inferiores, sem pontaletes: 21 dias.
adensamento.
14.2.2 Precauções
No caso de vigas ou lajes apoiadas em pilares ou pare-
des, o lançamento do concreto deverá ser interrompido A retirada do escoramento e das formas deverá ser efe-
S.A.

no plano de ligação do pilar ou parede com a face inferior tuada sem choques e obedecer a um programa elabora-
da laje ou viga, ou no plano que limita inferiormente as do de acordo com o tipo da estrutura.
brás

mísulas e os capitéis, durante o tempo necessário para


evitar que o assentamento do concreto produza fissuras 15 Controle da resistência do concreto
etro

ou descontinuidades na vizinhança daquele plano.


Conforme NBR 12655.
ra P

13.2.4 Programa de lançamento


16 Aceitação da estrutura
a pa

Quando da seqüência das faces de lançamento do con-


creto possam resultar efeitos prejudiciais à resistência 16.1 Aceitação automática
usiv

e à deformação ou à fissuração da estrutura, o lançamen-


excl

to deverá obedecer programa que leve em conta a retra- Satisfeitas as condições de projeto e de execução desta
ção e seja organizado tendo em vista o projeto do escora- Norma, a estrutura será automaticamente aceita, se:
mento e as deformações que serão nele provocadas pelo
uso

peso próprio do concreto e pelas cargas resultantes dos fck est ≥ fck
trabalhos de execução.
de

16.2 Decisão a adotar quando não há aceitação


nça

14 Cura, retirada das formas e do escoramento automática


Lice

14.1 Cura e outros cuidados Quando não houver aceitação automática na forma de
16.1, a decisão basear-se-á em uma ou mais das se-
Enquanto não atingir endurecimento satisfatório, o con- guintes verificações: revisão do projeto, ensaios especiais
creto deverá ser protegido contra agentes prejudiciais, do concreto e ensaios da estrutura.
40 NBR 6118/1980

16.2.1 Revisão do projeto rimidas por investigações analítica, a decisão a ser to-
mada poderá ser baseada nos resultados obtidos em en-
O projeto da estrutura será revisto, adotando-se para o saio da estrutura, realizado de acordo com método prees-
lote de concreto em exame fck = fck est. tabelecido.
16.2.2 Ensaios especiais do concreto
Lice

Durante a realização do ensaio, deverão ser medidas


A investigação direta da resistência do concreto será feita grandezas que revelem o comportamento da estrutura.
nça

através de ensaios de pelo menos 6 corpos-de-prova ex- O ensaio cessará se surgir indício de ruína.
traídos da estrutura, os quais deverão ter diâmetro de
de

15 cm, corrigindo-se os resultados em virtude dos efeitos Na verificação relativa a estados limites de utilização, o
uso

do broqueamento e também, se for o caso, se a razão en- ensaio será feito com a carga total:
tre a altura e o diâmetro do corpo-de-prova for diferente
excl

de 2. Os corpos-de-prova deverão ser extraídos de lo-


Gk + Qk
cais distribuídos de forma a constituírem uma amostra
usiv

representativa de todo o lote em exame. No caso de es-


trutura que deverá ficar imersa, os corpos-de-prova de- e na relativa a estados limites últimos, com a carga cor-
a pa

verão permanecer imersos nas 48 horas que antecedem respondente à maior das duas seguintes:
o ensaio.
ra P

O correspondente valor estimado da resistência caracte- Qk + Q d


Gk +
etro

rística será calculado de acordo dom o item 15, aumentando- 2


se 10% (ou 15%), em virtude de se tratar da resistência
brás

do concreto na própria estrutura, e não se tomando valores


1,2 Gk
inferiores a 1,1 ψ6f1 (ou 1,15 ψ6f1). Os valores entre pa-
S.A.

rênteses aplicam-se quando o número de corpos-de-


prova é pelo menos 18. Na interpretação dos resultados, 16.2.4 Decisão
deverão ser levados em conta a idade do concreto na
ocasião e o efeito sobre a resistência das ações de longa Se das mencionadas verificações concluir-se que as
duração que tenham atuado até então. condições de segurança desta Norma são satisfeitas, a
estrutura será aceita.
Com as devidas precauções quanto à interpretação dos
resultados e como medida auxiliar de verificação da ho-
mogeneidade do concreto da estrutura, poderão ser efe- Em caso contrário, tomar-se-á uma das seguintes de-
tuados ensaios não destrutivos de dureza superficial ou cisões:
de medida de velocidade de propagação de ultra-som,
de acordo com métodos estudados e aprovados por labo- a) a parte condenada da estrutura será demolida;
ratório nacional idôneo.
b) a estrutura será reforçada;
16.2.3 Ensaio da estrutura

Quando houver dúvidas de qualquer natureza sobre uma c) a estrutura será aproveitada com restrições quan-
ou mais partes da estrutura, as quais não possam ser di- to ao seu carregamento ou ao seu uso.
Lice
nça
deuso
excl
usiv
a pa
ra P
etro
brás
S.A.
NBR 6118/1980 41

Índice alfabético

Aberturas no concreto .............................................................................................................................. 6.2.1


Ação do vento .......................................................................................................................................... 3.1.1.3
Ações
a considerar ..................................................................................................................................... 3.1.1
de curta duração .............................................................................................................................. 4.2.3.1A
no estado limite último ....................................................................................................................... 5.3.2

S.A.
de longa duração .............................................................................................................................. 4.2.3.1B
valores de cálculo das ...................................................................................................................... 5.3.2

brás
valores característicos das .............................................................................................................. 5.2.2
Aço

etro
diagrama tensão-deformação ........................................................................................................... 7.2

ra P
qualidade ......................................................................................................................................... 7.1
valores característicos do

a pa
à compressão ................................................................................................ 5.2.1.4

usiv
à tração .......................................................................................................... 5.2.1.3
Adensamento do concreto ........................................................................................................................ 1.3.2.2

excl
Aceitação da estrutura
automática ....................................................................................................................................... 16.1

uso
decisão ............................................................................................................................................ 16.2.4
não automática ................................................................................................................................. 16.2
Aderência
de
nça
boa ou má situação para .................................................................................................................... 4.1.6
Lice
valores últimos da tensão .................................................................................................................. 5.3.1.2c
Alongamento
deformação plástica excessiva ......................................................................................................... 4.1.1.1
Área reduzida
pressão de contato em ...................................................................................................................... 4.1.1.6
valores últimos das tensões .............................................................................................................. 5.3.1.2e
Amassamento do concreto
manual .............................................................................................................................................. 12.3
mecânico .......................................................................................................................................... 12.4
Ancoragem
por aderência .................................................................................................................................... 4.1.6.2A
da armadura transversal ................................................................................................................... 4.1.6.2E
de barras comprimidas ...................................................................................................................... 4.1.6.2D
comprimento necessário ................................................................................................................... 4.1.6.2B
S.A.

especial ............................................................................................................................................ 4.1.6.2F


brás

em laço ............................................................................................................................................. 4.1.6.2C


Arcos
etro

instabilidade de ................................................................................................................................. 4.1.2.1


Armadura
ra P

nos cantos das lajes .......................................................................................................................... 3.3.2.8


a pa

no cisalhamento, cálculo ................................................................................................................... 4.1.4.2


de cintamento, de projeção circular .................................................................................................... 6.4.1
usiv

de cintamento, em malha ................................................................................................................... 6.4.2


excl

cobrimento ........................................................................................................................................ 6.3.3.1


diferentes classes e categorias ......................................................................................................... 10.1
uso

de distribuição nas lajes .................................................................................................................... 6.3.1.1; 6.3.2.1


Armadura
de

dobramento ...................................................................................................................................... 10.3


nça

emendas .......................................................................................................................................... 10.4


Lice

espaçamento em lajes ...................................................................................................................... 6.3.2.1


espaçamento em peças à torção ....................................................................................................... 6.3.2.3
espaçamento em peças comprimidas não cintadas ........................................................................... 6.3.2.4
espaçamento em vigas ..................................................................................................................... 6.3.2.2
42 NBR 6118/1980

limpeza ............................................................................................................................................. 10.2


das paredes estruturais ..................................................................................................................... 6.3.1.4
montagem ......................................................................................................................................... 10.5
de pele .............................................................................................................................................. 6.3.1.2
de pilares não cintados ...................................................................................................................... 6.3.1.3
Lice

na punção ......................................................................................................................................... 4.1.5.2


nça

próxima ao apoio ............................................................................................................................... 4.1.4.3


seção transversal em lajes ................................................................................................................ 6.3.1.1
de

seção transversal em vigas ............................................................................................................... 6.3.1.2


uso

seção transversal mínima ................................................................................................................. 6.3.1


de suspensão ................................................................................................................................... 6.3.6
excl

na torção e flexão .............................................................................................................................. 4.1.3.3B


usiv

na torção simples .............................................................................................................................. 4.1.3.3A


transversal ........................................................................................................................................ 4.1.4.2
a pa

Barras de espera ...................................................................................................................................... 10.6.2


Cálculo
ra P

resistência de .................................................................................................................................... 5.3.1.1


etro

tensões de valores últimos ................................................................................................................ 5.3.1.2


valores de ......................................................................................................................................... 5.3
brás

valores de, materiais ......................................................................................................................... 5.3.1


Canalizações embutidas ........................................................................................................................... 6.2.2
S.A.

Característicos
valores ............................................................................................................................................. 5.2
Carga
acidental ........................................................................................................................................... 3.1.1.2
móvel ............................................................................................................................................... 3.1.1.2
permanente ...................................................................................................................................... 3.1.1.1
Choques ................................................................................................................................................... 3.1.1.7
Cintamento
armadura de projeção circular ........................................................................................................... 4.1.1.4; 6.4.1
armadura em malha .......................................................................................................................... 4.1.1.3; 6.4.2
Cisalhamento
armadura, cálculo ............................................................................................................................. 4.1.4.2
seções próximas aos apoios ............................................................................................................. 4.1.4.3
tensão no concreto ........................................................................................................................... 4.1.4.1
Lice

valores últimos das tensões de cálculo ............................................................................................. 5.3.1.2b


Cobrimento da armadura ........................................................................................................................... 6.3.3.1
nça

Coeficiente
de dilatação térmica .......................................................................................................................... 3.1.1.4: 8.2.7
de

de minoração dos materiais .............................................................................................................. 5.4.1


uso

de Poison ......................................................................................................................................... 8.2.6


excl

de segurança das ações ................................................................................................................... 5.4.3


de segurança no estado limite último ................................................................................................. 5.4.2.1
usiv

de segurança no estado limite de utilização ....................................................................................... 5.4.2.2


Compressão
a pa

estado de ruína, hipóteses de cálculo ................................................................................................ 4.1.1.1


ra P

por força normal ................................................................................................................................ 4.1.1.3


por força normal, cálculo simplificado ................................................................................................ 4.1.1.3D; 4.1.1.3E
etro

Comprimento de flambagem
brás

em arcos .......................................................................................................................................... 4.1.2.1


em edifícios ...................................................................................................................................... 4.1.1.3B
S.A.

em paredes ...................................................................................................................................... 4.1.2.2


Concreto
adensamento .................................................................................................................................... 13.2.2
amassamento manual ....................................................................................................................... 12.3
amassamento mecânico ................................................................................................................... 12.4
NBR 6118/1980 43

coeficiente de dilatação térmica ........................................................................................................ 3.1.1.4; 8.2.7


coeficiente de Poison ........................................................................................................................ 8.2.6
constituintes ..................................................................................................................................... 8.1
cura .................................................................................................................................................. 14.1
diagrama tensão-deformação ........................................................................................................... 8.2.4
durabilidade ...................................................................................................................................... 8.2.2
ensaios especiais ............................................................................................................................. 16.2.2
lançamento ....................................................................................................................................... 13.2

S.A.
lançamento submerso ...................................................................................................................... 13.2.1
leve .................................................................................................................................................. 1.1

brás
pré-misturado ................................................................................................................................... 12.1;

etro
preparo do ........................................................................................................................................ 12
propriedades do ................................................................................................................................ 8.2

ra P
resistência mecânica ........................................................................................................................ 8.2.3; 15
resistência para o preparo do ............................................................................................................ 12.1

a pa
trabalhabilidade ................................................................................................................................ 8.2.1

usiv
transporte ......................................................................................................................................... 13.1
valores característicos

excl
à compressão ..................................................................................... 5.2.1.1
à tração ............................................................................................... 5.2.1.2

uso
Concretos especiais ................................................................................................................................. 1.1

de
Consolos curtos ........................................................................................................................................ 4.1.4
nça
Constituintes do concreto .......................................................................................................................... 8.1
Controle da resistência do concreto
Lice
ensaios especiais para ...................................................................................................................... 16.2.2
Controle tecnológico do concreto .............................................................................................................. 8.4
Critérios de segurança .............................................................................................................................. 5.1
Cura ......................................................................................................................................................... 14.1
Curvadas
diâmetro das barras .......................................................................................................................... 6.3.4.2
Decisão sobre aceitação da estrutura ....................................................................................................... 16.2.4
Deformação
consideração na instabilidade ........................................................................................................... 4.1.1.3B
em edifícios (dispensa de cálculo) ..................................................................................................... 4.2.3.1C
excessiva, estado de ........................................................................................................................ 2.1.2.3
por flexão .......................................................................................................................................... 4.2.3.1
lenta ................................................................................................................................................. 3.1.1.6; 8.2.8
S.A.

módulo de deformação do concreto ................................................................................................... 8.2.5


plástica excessiva ............................................................................................................................ 2.1.1
brás

por torção ......................................................................................................................................... 4.2.3.2


Deslocamento
etro

de apoio ............................................................................................................................................ 3.1.1.9


ra P

por carga acidental ........................................................................................................................... 4.2.3.2A


do diagrama de forças ....................................................................................................................... 4.1.1.2
a pa

Diagrama nas peças torcidas .................................................................................................................... 4.1.3


usiv

Diagrama
de forças Rst na armadura ................................................................................................................. 4.1.1.2
excl

tensão-deformação do aço ............................................................................................................... 7.2


tensão-deformação do concreto ....................................................................................................... 8.2.4
uso

Diâmetro
de

de curvatura das barras .................................................................................................................... 6.3.4.2


de curvatura dos estribos .................................................................................................................. 6.3.4.1
nça

dos estribos ...................................................................................................................................... 6.3.1.2


Lice

do núcleo de peças cintadas ............................................................................................................. 6.4.1


Dimensionamento das peças .................................................................................................................... 4
44 NBR 6118/1980

Dimensões externas
de lajes ............................................................................................................................................. 6.1.1
de paredes estruturais ...................................................................................................................... 6.1.4
de pilares .......................................................................................................................................... 6.1.3
de vigas ............................................................................................................................................ 6.1.2
Lice

Distribuição de cargas
nça

nas lajes ........................................................................................................................................... 3.3.2.4


nas paredes estruturais .................................................................................................................... 3.3.1.1
de

Dobramento das barras ............................................................................................................................. 6.3.4; 10.3


uso

Durabilidade do concreto ........................................................................................................................... 8.2.2


Efeito de 2ª ordem na flexo-compressão .................................................................................................... 4.1.1.3B
excl

Emendas das barras


usiv

com luvas rosqueadas ...................................................................................................................... 6.3.5.3


com solda ......................................................................................................................................... 6.3.5.4; 10.4.1
a pa

tipos ................................................................................................................................................. 6.3.5.1


por traspasse ................................................................................................................................... 6.3.5.2
ra P

Emendas dos pontaletes ........................................................................................................................... 9.3.1


etro

Encurtamento de ruptura do concreto ........................................................................................................ 4.1.1.1


Engastamento parcial
brás

influência do ..................................................................................................................................... 3.1.2


Ensaios
S.A.

especiais do concreto ....................................................................................................................... 16.2.2


da estrutura ...................................................................................................................................... 16.2.3
Escoramento
das formas ....................................................................................................................................... 9.2.2; 9.2.3
retirado do ........................................................................................................................................ 9.4; 14.2.1; 14.2.2
Escorregamento ....................................................................................................................................... 4.1.6.1
Esforços
repetidos .......................................................................................................................................... 3.1.1.7
resistentes ....................................................................................................................................... 4
solicitantes ....................................................................................................................................... 3
Espaçamento da armadura
entre espirais ou estribos (concreto cintado) ..................................................................................... 6.4.1
em lajes ............................................................................................................................................ 6.3.2.1
em peças comprimidas não cintadas ................................................................................................. 6.3.2.4
Lice

em peças a torção ............................................................................................................................ 6.3.2.3


em vigas ........................................................................................................................................... 6.3.2.2
nça

Espessura das lajes .................................................................................................................................. 6.1.1.1


Estado múltiplo de tensões
de

segurança ........................................................................................................................................ 5.1


uso

valores últimos das tensões .............................................................................................................. 5.3.1.2d


excl

Estado limite
definição ........................................................................................................................................... 2.1
usiv

de fissuração inaceitável ................................................................................................................... 2.1.2.2; 4.2.2


de formação de fissuras .................................................................................................................... 2.1.2.1; 4.2.1
a pa

de deformação excessiva ................................................................................................................. 2.1.2.3; 4.2.3


ra P

último (de ruína) ................................................................................................................................ 2.1.1; 4.1


de utilização (de serviço) .................................................................................................................. 2.1.2; 4.2
etro

Estribos
brás

diâmetro dos ..................................................................................................................................... 6.3.1.2


dobramento ...................................................................................................................................... 6.3.4.1
S.A.

espaçamento em peças comprimidas não cintadas ........................................................................... 6.3.2.4


espaçamento em peças torcidas ....................................................................................................... 6.3.2.3
espaçamento em vigas ..................................................................................................................... 6.3.2.2
seção mínima dos ............................................................................................................................. 6.3.1.2
NBR 6118/1980 45

Estrutura
aceitação da ..................................................................................................................................... 16
ensaios da ........................................................................................................................................ 16.2.3
Estruturas
laminares .......................................................................................................................................... 3.3
laminares tridimensionais .................................................................................................................. 3.3.3
lineares em regime elástico ............................................................................................................... 3.2.1.1
lineares em regime elasto-plástico .................................................................................................... 3.2.1.2

S.A.
Fadiga ....................................................................................................................................................... 3.1.1.7
Feixes de barras ....................................................................................................................................... 6.3.2.2

brás
Fissuração inaceitável .............................................................................................................................. 6.3.2.2

etro
estado de .......................................................................................................................................... 2.1.2.2; 4.2.2
Fissuras

ra P
estado de formação de ...................................................................................................................... 2.1.2.1; 4.2.1
abertura das ..................................................................................................................................... 4.2.2

a pa
Fixação das barras ................................................................................................................................... 6.3.4

usiv
Flambagem
das barras da armadura .................................................................................................................... 6.3.4.3

excl
segurança contra .............................................................................................................................. 5.1
Flechas

uso
limites das ........................................................................................................................................ 4.2.3.2A

de
dispensa de cálculo em edifícios ....................................................................................................... 4.2.3.2A
Flexão
nça
com compressão .............................................................................................................................. 4.1.1.3
Lice
hipóteses de cálculo ......................................................................................................................... 4.1.1.1
Força cortante ........................................................................................................................................... 4.1.4
Formas
dimensionamento das ....................................................................................................................... 9.2.1
escoramento das .............................................................................................................................. 9.2.2; 9.2.3
madeira das ...................................................................................................................................... 9.3
pontaletes das .................................................................................................................................. 9.3.1
retiradas das ..................................................................................................................................... 9.4; 14.2.1; 14.2.2
Ganchos
tipos dos ........................................................................................................................................... 6.3.4.1
diâmetro interno dos ......................................................................................................................... 6.3.4.1
Incêndio
precauções contra, nas formas ......................................................................................................... 9.3.2
S.A.

índice de esbeltez
limites do .......................................................................................................................................... 4.1.1.3
brás

Instabilidade
de arcos ........................................................................................................................................... 4.1.2.1
etro

cálculo da ......................................................................................................................................... 4.1.1.3B


ra P

momento complementar ................................................................................................................... 4.1.1.3C


de paredes ....................................................................................................................................... 4.1.2.2
a pa

segurança na .................................................................................................................................... 5.1


usiv

Junta
de concretagem, execução ............................................................................................................... 13.2.3
excl

de concretagem, localização ............................................................................................................. 2.2


de dilatação ...................................................................................................................................... 3.1.1.4
uso

Lajes
de

armadura sobre os apoios de ............................................................................................................ 3.3.2.7


armadura nos cantos das .................................................................................................................. 3.3.2.8
nça

armadas em uma direção .................................................................................................................. 3.3.2.6


Lice

cogumelo .......................................................................................................................................... 3.3.2.11


distribuição de cargas nas ................................................................................................................ 3.3.2.4
espessura das .................................................................................................................................. 6.1.1.1
46 NBR 6118/1980

em regime elástico ............................................................................................................................ 3.3.2.1


em regime rígido-plástico .................................................................................................................. 3.3.2.2
largura útil das .................................................................................................................................. 3.3.2.5
momentos mínimos nos tramos das .................................................................................................. 3.3.2.6
nervuradas ....................................................................................................................................... 3.3.2.10; 6.1.1.3
Lice

reações de apoio das ........................................................................................................................ 3.3.2.9


nça

vão teórico das ................................................................................................................................. 3.3.2.3


Lançamento do concreto
de

programa de ..................................................................................................................................... 13.2.4


uso

submerso ......................................................................................................................................... 13.2.1


Largura
excl

da mesa da seção T .......................................................................................................................... 3.2.2.2


usiv

útil das lajes ...................................................................................................................................... 3.3.2.5


Limpeza
a pa

da armadura ..................................................................................................................................... 10.2


das formas ....................................................................................................................................... 9.5
ra P

Luvas
etro

emendas com ................................................................................................................................... 6.3.5.1


rosqueadas, emendas com ............................................................................................................... 6.3.5.1; 6.3.5.3
brás

Madeira
para formas ...................................................................................................................................... 9.3
S.A.

Materiais
medida dos ....................................................................................................................................... 12.2
valores de cálculo dos ...................................................................................................................... 5.3.1
valores característicos dos ............................................................................................................... 5.2.1
Memorial justificativo ................................................................................................................................. 2.2
Mísulas ..................................................................................................................................................... 3.1.3
Módulo de deformação
longitudinal do aço ............................................................................................................................ 7.2
longitudinal do concreto .................................................................................................................... 8.2.5
longitudinal do concreto para deformação .......................................................................................... 4.2.3.1
transversal do concreto .................................................................................................................... 4.2.3.3
Montagem da armadura ............................................................................................................................. 10.5
Notações
da NBR 6118 .................................................................................................................................... 2.3
Lice

da NBR 7187 .................................................................................................................................... 3.1.1.2


da NBR 7197 .................................................................................................................................... 3.1.1.6
nça

Objetivo da Norma .................................................................................................................................... 1.1


Paredes
de

armadura das ................................................................................................................................... 6.3.1.4


uso

estruturais ........................................................................................................................................ 3.3.1.1


excl

instabilidade das ............................................................................................................................... 4.1.2.2


Peças cintadas ......................................................................................................................................... 4.1.1.4
usiv

Pele
armadura de ..................................................................................................................................... 6.3.1.2
a pa

Pilares
ra P

dimensões mínimas .......................................................................................................................... 6.1.3.1


em edifícios, cálculo de ..................................................................................................................... 3.2.3
etro

não cintados, armadura de ................................................................................................................ 6.3.1.3


brás

Poison, coeficiente de ............................................................................................................................... 8.2.6


Pontaletes, emendas dos .......................................................................................................................... 9.3.1
S.A.

Precauções
anteriores ao lançamento do concreto ............................................................................................... 9.5
contra incêndio das formas ............................................................................................................... 9.3.2
Pressão de contato em área reduzida ........................................................................................................ 4.1.1.6; 5.3.1.2e
NBR 6118/1980 47

Processo de construção
influência do ..................................................................................................................................... 3.1.1.8
Profissional habilitado ............................................................................................................................... 2.2
Programa
de execução ..................................................................................................................................... 2.2; 3.1.1.8
de lançamento do concreto ................................................................................................................ 2.2; 13.2.4
Projeto de obras ........................................................................................................................................ 2.2
Proteção da armadura ............................................................................................................................... 6.3.3; 10.6

S.A.
contra flambagem das barras ............................................................................................................ 6.3.4.3
medidas especiais de ....................................................................................................................... 6.3.3.2

brás
Punção

etro
armadura .......................................................................................................................................... 4.1.5.2
tensão no concreto ........................................................................................................................... 4.1.5.1

ra P
Reação
de apoio nas lajes ............................................................................................................................. 3.3.2.9

a pa
das vigas .......................................................................................................................................... 3.2.2.3B

usiv
Resistência
controle da ........................................................................................................................................ 15

excl
mecânica do concreto ....................................................................................................................... 8.2.3
Ressonância ............................................................................................................................................ 3.1.1.7

uso
Retirada do escoramento .......................................................................................................................... 2.2; 3.1.1.8; 9.4

de
Retração ................................................................................................................................................... 3.1.1.5; 8.2.8
nça
Rótula plástica .......................................................................................................................................... 3.2.1.2
Ruína
Lice
critério de segurança no estado limite de ........................................................................................... 5.1
estado limite de ................................................................................................................................. 2.1.1; 4.1
Ruptura
ruína por ........................................................................................................................................... 2.1.1
Seção
cheia, na torção ................................................................................................................................ 4.1.3.2
de contorno convexo, na torção ........................................................................................................ 4.1.3.2C
retangular, na torção ......................................................................................................................... 4.1.3.2A
vazada, na torção ............................................................................................................................. 4.1.3.1
Segurança
aceitação da estrutura ...................................................................................................................... 16.2.4
critérios de ........................................................................................................................................ 5.1
valores de cálculo ............................................................................................................................. 5.3
S.A.

valores característicos ..................................................................................................................... 5.2


valores últimos das tensões .............................................................................................................. 5.3.1.2
brás

Serviço
estado limite de ................................................................................................................................. 2.1.2
etro

Solda
ra P

emendas com ................................................................................................................................... 6.3.5.4; 10.4.1


Solicitações
a pa

valores de cálculo das ...................................................................................................................... 5.2.2


usiv

valores característicos das ............................................................................................................... 5.3.2


Suspensão
excl

armadura de ..................................................................................................................................... 6.3.6


Temperatura
uso

variação de (ação) ............................................................................................................................ 3.1.1.4


de

Tolerâncias ............................................................................................................................................... 11
Torção
nça

armadura na ..................................................................................................................................... 4.1.3.3


Lice

deformações .................................................................................................................................... 4.2.3.1


limitações das prescrições para ........................................................................................................ 4.1.3
48 NBR 6118/1980

seção cheia ...................................................................................................................................... 4.1.3.2


seção completa de retângulos ........................................................................................................... 4.1.3.2B
seção retangular ............................................................................................................................... 4.1.3.2A
seção qualquer de contorno convexo ................................................................................................ .4.1.3.2C
seção vazada ................................................................................................................................... 4.1.3.1
Lice

tensão tangencial de ......................................................................................................................... 4.1.3


nça

valores últimos das tensões tangenciais de ....................................................................................... 5.3.1.2a


Trabalhabilidade do concreto
de

especificação ................................................................................................................................... 8.2.1


uso

Tração
estado de ruína por ........................................................................................................................... 4.1.1.1
excl

Transporte do concreto ............................................................................................................................. 13.1


usiv

Utilização
estado de .......................................................................................................................................... 2.1.2
a pa

Valores
de cálculo ......................................................................................................................................... 5.3
ra P

de cálculo das ações e solicitações .................................................................................................. 5.3.2


etro

de cálculo dos materiais .................................................................................................................... 5.3.1


característicos ................................................................................................................................. 5.2
brás

característicos do aço à compressão ................................................................................................ 5.2.1.4


característicos do aço à tração ......................................................................................................... 5.2.1.3
S.A.

característicos das ações e solicitações ........................................................................................... 5.2.2


característicos do concreto à compressão ........................................................................................ 5.2.1.1
característicos do concreto à tração ................................................................................................. 5.2.1.2
últimos das tensões de cálculo .......................................................................................................... 5.3.1.2
últimos das tensões de aderência ..................................................................................................... 5.3.1.2c
últimos das tensões de cisalhamento ................................................................................................ 5.3.1.2b
últimos das tensões no estado múltiplo .............................................................................................. 5.3.1.2d
últimos das tensões em área reduzida ............................................................................................... 5.3.1.2e
últimos das tensões tangenciais de torção ........................................................................................ 5.3.1.2a
Vão teórico
de lajes ............................................................................................................................................. 3.3.2.3
de vigas ............................................................................................................................................ 3.2.2.1
Variação de temperatura
ação da ............................................................................................................................................ 3.1.1.4
Lice

Vento
ação do ............................................................................................................................................ 3.1.1.3
nça

Vibração
como ação ........................................................................................................................................ 3.1.1.7
de

do concreto ...................................................................................................................................... 13.2.2


uso

Vigas
excl

contínuas em edifícios ...................................................................................................................... 3.2.2.3


extensão dos apoios das .................................................................................................................. 6.1.2.2
usiv

largura das ....................................................................................................................................... 6.1.2.1


parede .............................................................................................................................................. 3.3.1.2
a pa

parede, cisalhamento em .................................................................................................................. 4.1.4


ra P

em regime elastro-plástico ................................................................................................................ 3.2.2.3c


de seção T ........................................................................................................................................ 3.2.2.2
etro

vão teórico das ................................................................................................................................. 3.2.2.1


brás
S.A.
NBR 6118/1980 49

Índice

1 Objetivo ...................................................................................................................................................... 1
2 Generalidades ............................................................................................................................................ 1
2.1 Estados limites ........................................................................................................................................... 1
2.1.1 Estado limites último (de ruína) .................................................................................................................... 1
2.1.2 Estados limites de utilização (de serviço) .................................................................................................... 1
2.1.2.1 Estado de formação de fissuras .................................................................................................................. 1

S.A.
2.1.2.2 Estado de fissuração inaceitável ................................................................................................................ 1
2.1.2.3 Estado de deformação excessiva .............................................................................................................. 1

brás
2.2 Projeto de obras .......................................................................................................................................... 1
2.3 Notações .................................................................................................................................................... 1

etro
2.3.1 Letras romanas maiúsculas ........................................................................................................................ 2

ra P
2.3.2 Letras romanas minúsculas ........................................................................................................................ 2
2.3.3 Letra grega maiúscula ................................................................................................................................. 3

a pa
2.3.4 Letras gregas minúsculas ........................................................................................................................... 3

usiv
2.3.5 índices gerais ............................................................................................................................................. 4
2.3.6 índice das ações e solicitações ................................................................................................................... 4

excl
2.3.7 índices formados de abreviações ................................................................................................................ 4
3 Esforços solicitantes .................................................................................................................................. 5

uso
3.1 Disposições gerais ..................................................................................................................................... 5
3.1.1 Ações a considerar ..................................................................................................................................... 5
3.1.1.1
de
Carga permanente ...................................................................................................................................... 5
nça
3.1.1.2 Carga acidental ........................................................................................................................................... 5
Lice
3.1.1.3 Ação do vento ............................................................................................................................................. 5
3.1.1.4 Variação de temperatura ............................................................................................................................. 5
3.1.1.5 Retração .................................................................................................................................................... 5
3.1.1.6 Deformação lenta ........................................................................................................................................ 5
3.1.1.7 Choques, vibrações e esforços repetidos .................................................................................................... 5
3.1.1.8 Influência do processo de construção ......................................................................................................... 5
3.1.1.9 Deslocamento de apoio ............................................................................................................................... 5
3.1.2 Engastamento parcial ................................................................................................................................. 5
3.1.3 Mísulas ....................................................................................................................................................... 5
3.2 Estruturas lineares ..................................................................................................................................... 6
3.2.1 Método de cálculo ....................................................................................................................................... 6
3.2.1.1 Cálculo em regime elástico ......................................................................................................................... 6
3.2.1.2 Cálculo em regime elasto-plástico .............................................................................................................. 6
3.2.2 Vigas ......................................................................................................................................................... 6
S.A.

3.2.2.1 Vão teórico ................................................................................................................................................ 6


brás

3.2.2.2 Vigas de seção T ....................................................................................................................................... 6


3.2.2.3 Vigas contínuas em edifícios ...................................................................................................................... 6
etro

3.2.2.4 Momento de 2ª ordem ................................................................................................................................ 7


3.2.3 Pilares em edifícios .................................................................................................................................... 7
ra P

3.3 Estruturas laminares .................................................................................................................................. 7


a pa

3.3.1 Estruturas laminares planas solicitadas predominantemente por cargas paralelas ao seu plano médio ........ 7
3.3.1.1 Paredes estruturais ................................................................................................................................... 7
usiv

3.3.1.2 Vigas parede ............................................................................................................................................. 8


excl

3.3.2 Estruturas laminares planas, solicitadas predominantemente por cargas normais ao seu plano
médio (lajes) ............................................................................................................................................... 8
uso

3.3.2.1 Cálculo no regime elástico .......................................................................................................................... 8


3.3.2.2 Cálculo no regime rígido-plástico ................................................................................................................ 8
de

3.3.2.3 Vão teórico ................................................................................................................................................ 9


nça

3.3.2.4 Distribuição de cargas ............................................................................................................................... 9


Lice

3.3.2.5 Largura útil ................................................................................................................................................. 9


3.3.2.6 Lajes contínuas armadas numa única direção ........................................................................................... 10
3.3.2.7 Armadura de tração sobre os apoios ......................................................................................................... 10
3.3.2.8 Armadura nos cantos das lajes retangulares livremente apoiadas nas quatro bordas ................................. 10
50 NBR 6118/1980

3.3.2.9 Reações de apoio ..................................................................................................................................... 10


3.3.2.10 Lajes nervuradas ...................................................................................................................................... 10
3.3.2.11 Lajes cogumelo ......................................................................................................................................... 10
3.3.3 Estruturas laminares tridimensionais ......................................................................................................... 11
4 Dimensionamento das peças e esforços resistentes ................................................................................. 11
Lice

4.1 Estado limite último (de ruína) .................................................................................................................... 11


nça

4.1.1 Compressão, tração e flexão .................................................................................................................... 11


4.1.1.1 Hipóteses de cálculo ................................................................................................................................. 11
de

4.1.1.2 Esforço na armadura tracionada das peças fletidas ................................................................................... 12


uso

4.1.1.3 Compressão por força normal Fd (barras isoladas) .................................................................................... 12


4.1.1.3A Cálculo sem consideração das deformações ............................................................................................ 13
excl

4.1.1.3B Cálculo com consideração das deformações ............................................................................................ 13


usiv

4.1.1.3C Barras retas com seção transversal simétrica constante (inclusive a armadura) e força normal também
constante ao longo do seu comprimento, sob flexo-compressão e com 40 < λ ≤ 80 .................................... 13
a pa

4.1.1.3D Cálculo simplificado de barras retas quando Fd é suposta centrada e λ ≤ 40 ............................................... 15


4.1.1.3E Cálculo simplificado de barras retas quando Fd é suposta centrada e 40 < λ ≤ 80 ........................................ 15
ra P

4.1.1.4 Cintamento por armadura de projeção circular ........................................................................................... 15


etro

4.1.1.5 Cintamento por armadura em malha .......................................................................................................... 15


4.1.1.6 Pressão de contato em área reduzida ........................................................................................................ 15
brás

4.1.2 Instabilidade de arcos e paredes ............................................................................................................... 15


4.1.2.1 Arcos ........................................................................................................................................................ 15
S.A.

4.1.2.2 Paredes .................................................................................................................................................... 15


4.1.3 Torção ...................................................................................................................................................... 15
4.1.3.1 Tensão na seção vazada .......................................................................................................................... 15
4.1.3.2 Tensão na seção cheia ............................................................................................................................. 16
4.1.3.2A Seções retangulares ................................................................................................................................. 16
4.1.3.2B Seções compostas de retângulos ............................................................................................................. 16
4.1.3.2C Seções quaisquer de contorno convexo .................................................................................................... 16
4.1.3.3 Armadura .................................................................................................................................................. 16
4.1.3.3A Torção simples ......................................................................................................................................... 16
4.1.3.3B Torção e flexão ......................................................................................................................................... 17
4.1.4 Força cortante .......................................................................................................................................... 17
4.1.4.1 Tensão no concreto .................................................................................................................................. 17
4.1.4.2 Armadura transversal ............................................................................................................................... 17
4.1.4.3 Seções próximas aos apoios .................................................................................................................... 17
Lice

4.1.5 Punção ..................................................................................................................................................... 17


4.1.5.1 Tensão no concreto .................................................................................................................................. 17
nça

4.1.5.2 Armadura .................................................................................................................................................. 18


4.1.6 Aderência e ancoragem ............................................................................................................................ 18
de

4.1.6.1 Escorregamento ....................................................................................................................................... 18


uso

4.1.6.2 Ancoragem ............................................................................................................................................... 19


4.1.6.2A Ancoragem por aderência ......................................................................................................................... 19
excl

4.1.6.2B Comprimento necessário de ancoragem por aderência das barras tracionadas ......................................... 20
usiv

4.1.6.2C Ancoragem em laço .................................................................................................................................. 20


4.1.6.2D Comprimento de ancoragem por aderência das barras comprimidas ......................................................... 20
a pa

4.1.6.2E Armadura transversal nas ancoragens ...................................................................................................... 20


ra P

4.1.6.2F Ancoragens especiais .............................................................................................................................. 21


4.2 Estados limites de utilização ..................................................................................................................... 21
etro

4.2.1 Estado de formação de fissuras ................................................................................................................ 21


brás

4.2.2 Estado de fissuração inaceitável ............................................................................................................... 22


4.2.3 Estado de deformação excessiva ............................................................................................................. 22
S.A.

4.2.3.1 Flexão ...................................................................................................................................................... 22


4.2.3.1A Ações de curta duração ............................................................................................................................ 22
4.2.3.1B Ações de longa duração ............................................................................................................................ 22
4.2.3.1C Em estruturas de edifícios ......................................................................................................................... 22
4.2.3.2 Torção ...................................................................................................................................................... 24
NBR 6118/1980 51

5 Segurança ................................................................................................................................................ 24
5.1 Critérios de segurança .............................................................................................................................. 24
5.2 Valores característicos ............................................................................................................................. 24
5.2.1 Materiais ................................................................................................................................................... 24
5.2.1.1 Concreto à compressão ............................................................................................................................ 24
5.2.1.2 Concreto à tração ..................................................................................................................................... 24
5.2.1.3 Aço à tração ............................................................................................................................................. 24
5.2.1.4 Aço à compressão .................................................................................................................................... 24

S.A.
5.2.2 Ações e solicitações ................................................................................................................................. 24
5.3 Valores de cálculo ..................................................................................................................................... 25

brás
5.3.1 Materiais ................................................................................................................................................... 25

etro
5.3.1.1 Resistência de cálculo .............................................................................................................................. 25
5.3.1.2 Valores últimos das tensões de cálculo ..................................................................................................... 25

ra P
5.3.2 Ações e solicitações ................................................................................................................................. 26
5.4 Coeficientes de minoração e de segurança ............................................................................................... 26

a pa
5.4.1 Materiais ................................................................................................................................................... 26

usiv
5.4.2 Solicitações .............................................................................................................................................. 26
5.4.2.1 Estado limite último ................................................................................................................................... 26

excl
5.4.2.2 Estados limites de utilização ..................................................................................................................... 27
5.4.3 Ações ....................................................................................................................................................... 27

uso
6 Disposições construtivas .......................................................................................................................... 27

de
6.1 Dimensões externas das peças ................................................................................................................ 27
6.1.1
nça
Lajes ........................................................................................................................................................ 27
6.1.1.1 Espessura ................................................................................................................................................ 27
Lice
6.1.1.2 Extensão dos apoios extremos ................................................................................................................. 27
6.1.1.3 Lajes nervuradas ...................................................................................................................................... 27
6.1.2 Vigas ........................................................................................................................................................ 27
6.1.2.1 Largura ..................................................................................................................................................... 27
6.1.2.2 Extensão dos apoios ................................................................................................................................ 27
6.1.3 Pilares ...................................................................................................................................................... 27
6.1.3.1 Dimensões mínimas ................................................................................................................................. 27
6.1.4 Paredes estruturais .................................................................................................................................. 27
6.2 Aberturas e canalizações embutidas ......................................................................................................... 28
6.2.1 Aberturas .................................................................................................................................................. 28
6.2.2 Canalizações embutidas ........................................................................................................................... 28
6.3 Armadura .................................................................................................................................................. 28
6.3.1 Seção transversal ..................................................................................................................................... 28
S.A.

6.3.1.1 Lajes ........................................................................................................................................................ 28


6.3.1.2 Vigas ........................................................................................................................................................ 28
brás

6.3.1.3 Pilares não cintados .................................................................................................................................. 29


6.3.1.4 Paredes estruturais .................................................................................................................................. 29
etro

6.3.2 Espaçamento das barras .......................................................................................................................... 29


ra P

6.3.2.1 Lajes ........................................................................................................................................................ 29


6.3.2.2 Vigas ........................................................................................................................................................ 29
a pa

6.3.2.3 Peças submetidas à torção ....................................................................................................................... 29


usiv

6.3.2.4 Peças comprimidas, não cintadas ............................................................................................................. 30


6.3.3 Proteção ................................................................................................................................................... 30
excl

6.3.3.1 Cobrimento ............................................................................................................................................... 30


6.3.3.2 Medidas especiais .................................................................................................................................... 30
uso

6.3.4 Dobramento e fixação das barras .............................................................................................................. 30


de

6.3.4.1 Ganchos e estribos ................................................................................................................................... 30


6.3.4.2 Barras curvadas ....................................................................................................................................... 30
nça

6.3.4.3 Proteção contra flambagem das barras ..................................................................................................... 31


Lice

6.3.5 Emendas das barras ................................................................................................................................. 31


6.3.5.1 Tipos ........................................................................................................................................................ 31
6.3.5.2 Emenda por traspasse .............................................................................................................................. 31
52 NBR 6118/1980

6.3.5.3 Emendas com luvas rosqueadas .............................................................................................................. 32


6.3.5.4 Emendas com solda ................................................................................................................................. 32
6.3.6 Armadura de suspensão ........................................................................................................................... 32
6.4 Peças cintadas ......................................................................................................................................... 33
6.4.1 Armadura de projeção circular ................................................................................................................... 33
Lice

6.4.2 Armadura em malha .................................................................................................................................. 33


nça

7 Aço ........................................................................................................................................................... 33
7.1 Qualidade ................................................................................................................................................. 33
de

7.2 Diagrama tensão-deformação ................................................................................................................... 33


uso

8 Concreto .................................................................................................................................................. 35
8.1 Constituintes ............................................................................................................................................ 35
excl

8.2 Propriedades ............................................................................................................................................ 35


usiv

8.2.1 Trabalhabilidade ....................................................................................................................................... 35


8.2.2 Durabilidade ............................................................................................................................................. 35
a pa

8.2.3 Resistência mecânica ............................................................................................................................... 35


8.2.4 Diagrama tensão-deformação ................................................................................................................... 35
ra P

8.2.5 Módulo de deformação longitudinal à compressão ..................................................................................... 35


etro

8.2.6 Coeficiente de Poison ............................................................................................................................... 35


8.2.7 Coeficiente de dilatação térmica ................................................................................................................ 35
brás

8.2.8 Retração e deformação lenta .................................................................................................................... 35


8.3 Dosagem .................................................................................................................................................. 35
S.A.

8.4 Controle tecnológico ................................................................................................................................. 35


9 Formas e escoramentos ........................................................................................................................... 35
9.1 Formas ..................................................................................................................................................... 35
9.2 Dimensionamento ..................................................................................................................................... 35
9.2.1 Formas ..................................................................................................................................................... 35
9.2.2 Escoramento ............................................................................................................................................ 35
9.2.3 Ações sobre os apoios do escoramento .................................................................................................... 36
9.3 Madeira .................................................................................................................................................... 36
9.3.1 Emendas nos pontaletes ........................................................................................................................... 36
9.3.2 Precauções contra incêndio ...................................................................................................................... 35
9.4 Dispositivos para retirada das formas e do escoramento ........................................................................... 36
9.5 Precauções anteriores ao lançamento do concreto ................................................................................... 36
10 Armadura .................................................................................................................................................. 36
10.1 Emprego e diferentes classes e categorias de aço .................................................................................... 36
Lice

10.2 Limpeza .................................................................................................................................................... 36


10.3 Dobramento .............................................................................................................................................. 36
nça

10.4 Emendas .................................................................................................................................................. 37


10.4.1 Emendas com solda ................................................................................................................................. 37
de

10.5 Montagem ................................................................................................................................................. 37


uso

10.6 Proteção ................................................................................................................................................... 37


excl

10.6.1 Proteção durante a execução .................................................................................................................... 37


10.6.2 Barras de espera ...................................................................................................................................... 37
usiv

11 Tolerâncias ............................................................................................................................................... 37
11.1 Valores das tolerâncias ............................................................................................................................. 37
a pa

12 Preparo do concreto ................................................................................................................................. 38


ra P

12.1 Resistência .............................................................................................................................................. 38


12.2 Medida dos materiais ................................................................................................................................ 38
etro

12.3 Amassamento manual .............................................................................................................................. 38


brás

12.4 Amassamento mecânico .......................................................................................................................... 38


13 Concretagem ............................................................................................................................................ 38
S.A.

13.1 Transporte ................................................................................................................................................ 38


13.2 Lançamento .............................................................................................................................................. 38
13.2.1 Lançamento submerso ............................................................................................................................. 38
13.2.2 Adensamento ........................................................................................................................................... 39
13.2.3 Juntas de concretagem ............................................................................................................................. 39
NBR 6118/1980 53

13.2.4 Programa de lançamento .......................................................................................................................... 39


14 Cura, retirada das formas e do escoramento ............................................................................................. 39
14.1 Cura e outros cuidados ............................................................................................................................. 39
14.2 Retirada das formas e do escoramento ..................................................................................................... 39
14.2.1 Prazos ...................................................................................................................................................... 39
14.2.2 Precauções .............................................................................................................................................. 39
15 Controle da resistência do concreto .......................................................................................................... 39
16 Aceitação da estrutura .............................................................................................................................. 39

S.A.
16.1 Aceitação automática ................................................................................................................................ 39
16.2 Decisão a adotar quando não há aceitação automática .............................................................................. 39

brás
16.2.1 Revisão do projeto .................................................................................................................................... 40

etro
16.2.2 Ensaios especiais do concreto .................................................................................................................. 40
16.2.3 Ensaio da estrutura ................................................................................................................................... 40

ra P
16.2.4 Decisão .................................................................................................................................................... 40
índice alfabético ........................................................................................................................................ 41

a pa
usiv
excl
de uso
nça
Lice
S.A.
brás
etro
ra P
a pa
usiv
excl
deuso
nça
Lice