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CLASSIFICAÇÃO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS

Os direitos fundamentais são tradicionalmente classificados em três gerações: direitos de


primeira, segunda e terceira gerações.
Os direitos de primeira geração são aqueles que buscam valorizar o homem, garantindo-lhe as
clássicas liberdades da sociedade civil. Correspondem aos direitos e garantias individuais clássicos,
há mais tempo reconhecidos ao homem (direitos civis e políticos).
Os direitos de segunda geração acentuam o princípio da igualdade entre os indivíduos,
compreendendo os direitos sociais, econômicos e culturais. Esses direitos foram reconhecidos no
início do século, especialmente com o surgimento dos direitos sociais (direito ao trabalho,
previdência social, amparo à doença etc.).
Os direitos de terceira geração realçam o princípio da solidariedade/fraternidade, visando a
proteger a coletividade, a todo o gênero humano, de modo subjetivamente indeterminado (interesses
difusos), e não especificamente os interesses de um indivíduo identificado em sua singularidade.
Representam uma nova e relevante preocupação com as gerações humanas, presentes ou futuras, que
têm direito à proteção da integridade dos bens de uso comum do povo.
Exatamente por esse motivo, impõe-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-
los e preservá-los para as presentes e futuras gerações. São exemplos de direitos fundamentais de
terceira geração: o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, ao patrimônio comum da
humanidade, à comunicação, à paz, ao progresso etc.
Como se vê, os direitos de primeira, segunda e terceira gerações acentuam os ideais clássicos
da Revolução Francesa: liberdade (primeira geração), igualdade (segunda geração) e fraternidade
(terceira geração).
Presentemente, todos esses direitos são reconhecidos expressamente pelos mais diversos
ordenamentos constitucionais, inclusive pela nossa Carta.
Essa classificação dos direitos fundamentais não significa, evidentemente, que tenha havido
uma sucessão abrupta de uns direitos por outros. Evidencia, na verdade, tão-somente uma ordem
histórica cronológica em que tais direitos passaram a ser reconhecidos (e previstos) nos diversos
textos constitucionais.
As breves considerações acima expendidas tomaram por base importante julgado do Supremo
Tribunal Federal (MS 22.164-0/SP), no qual o Min. Celso de Mello leciona magistralmente sobre o
assunto em apreço.
Nesse julgado, foi proclamado que o art. 225 da Constituição, que cuida da proteção ao meio
ambiente, constitui um típico direito de terceira geração, que assiste a todo o gênero humano,
circunstância essa que justifica a obrigação do Estado e da própria sociedade de defendê-lo e de
preservá-lo em benefício das presentes e futuras gerações, “evitando-se, desse modo, que irrompam,
no seio da comunhão social, os graves conflitos intergeneracionais marcados pelo desrespeito ao
dever de solidariedade na proteção da integridade desse bem essencial de uso comum de todos
quantos compõem o grupo social”.
O Min. Celso de Mello, sintetizando a classificação dos direitos fundamentais, proclamou
que:
“Enquanto os direitos de primeira geração (direitos civis e políticos) – que compreendem as
liberdades clássicas, negativas ou formais – realçam o princípio da liberdade e os direitos de
segunda geração (direitos econômicos, sociais e culturais) – que se identificam com as liberdades
positivas, reais ou concretas – acentuam o princípio da igualdade, os direitos de terceira geração,
que materializam poderes de titularidade coletiva atribuídos genericamente a todas as formas
sociais, consagram o princípio da solidariedade e constituem um momento importante no processo
de desenvolvimento, expansão e reconhecimento dos direitos humanos, caracterizados, enquanto
valores fundamentais indisponíveis, pela nota de uma essencial inexauribilidade...”
EXERCÍCIOS.
1) Os direitos fundamentais de primeira, segunda e terceira gerações, como são conhecidos,
sucederam-se historicamente, de maneira que os direitos fundamentais de primeira geração hoje não
são mais aplicados.

2) Os direitos fundamentais de primeira geração estão associados à liberdade; os de segunda, à


igualdade; os de terceira, à fraternidade.

3) Historicamente, os direitos que hoje se conhecem como fundamentais surgiram como limitações à
ingerência abusiva do Estado na esfera individual; esses direitos, essencialmente ligados à defesa da
liberdade, são o que atualmente se denomina direitos de primeira geração (ou de primeira dimensão).

4) Os chamados direitos fundamentais de terceira geração têm por precípua preocupação os bens e
valores jurídicos da coletividade, enquanto os de primeira e segunda gerações têm no indivíduo o seu
foco principal de proteção.

GABARITO:
1E 2C 3C 4C