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MODALIDADES DE LICITAÇÃO NO BRASIL

Santos, Teresinha Cleide

Prof. .....

RESUMO

O assunto ora abordado neste trabalho, versa sobre as várias modalidades de


licitação, compiladas e trazidas ao mundo do direito, por meio da Lei nº 8.666,
de 21 de junho de 1993 e suas alterações, e mais recentemente a Lei nº
10.520, de 2002, a qual trata das modalidades de Pregão, sendo que a
temática central aqui é tentar demonstrar a inviabilidade formal de se utilizar a
grande maioria das diversas modalidades licitatórias existentes, a saber –
Pregão em suas duas formas: eletrônico ou presencial, Tomada de Preços,
Concorrência Pública, Dispensa por Justificativa, Concurso, Convite ou ainda
Leilão, para fins de formalizar a contratação de pessoa jurídica a qual presta
serviços médicos/clínicos na área da saúde, lançando mão de um Edital de
Chamamento Público, exatamente pelas diversas nuances que estas
modalidades abordam, restando, certamente, a única possibilidade de
contratação de uma pessoa jurídica privada, com o fim de estabelecer uma
parceria, somente vejo com possível se for por meio de um processo licitatório
denominado Processo de Inexigibilidade.

Eis o que dispõe o artigo 22, da Lei nº 8.666, de 1993, o qual trago a seguir:

“Art. 22. São modalidades de licitação:

I - concorrência;

II - tomada de preços;

III - convite;
IV - concurso;

V - leilão.

§ 1º Concorrência é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados


que, na fase inicial de habilitação preliminar, comprovem possuir os
requisitos mínimos de qualificação exigidos no edital para execução de seu
objeto.

§ 2º Tomada de preços é a modalidade de licitação entre interessados


devidamente cadastrados ou que atenderem a todas as condições exigidas
para cadastramento até o terceiro dia anterior à data do recebimento das
propostas, observada a necessária qualificação.

§ 3º Convite é a modalidade de licitação entre interessados do ramo


pertinente ao seu objeto, cadastrados ou não, escolhidos e convidados em
número mínimo de 3 (três) pela unidade administrativa, a qual afixará, em
local apropriado, cópia do instrumento convocatório e o estenderá aos
demais cadastrados na correspondente especialidade que manifestarem
seu interesse com antecedência de até 24 (vinte e quatro) horas da
apresentação das propostas.

§ 4º Concurso é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados


para escolha de trabalho técnico, científico ou artístico, mediante a
instituição de prêmios ou remuneração aos vencedores, conforme critérios
constantes de edital publicado na imprensa oficial com antecedência
mínima de 45 (quarenta e cinco) dias.

§ 5º Leilão é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados para a


venda de bens móveis inservíveis para a administração ou de produtos
legalmente apreendidos ou penhorados, ou para a alienação de bens
imóveis prevista no art. 19, a quem oferecer o maior lance, igual ou superior
ao valor da avaliação.”

A Lei nº 10.520, de 2002, nos traz a modalidade de pregão, com ares de


modernidade aliada à agilidade processual, permitindo a aquisição de bens,
produtos e serviços de forma mais célere, entretanto, sem perder de vista a
legalidade exigida e necessária para a realização dos atos processuais nesta
forma de aquisição pública.
Como salienta José Afonso da Silva, em sua obra Teoria do Conhecimento
Constitucional, 1ª Ed., 2014, Editora Saraiva:

“O principio da licitação significa que essas contratações ficam sujeitas,


como regras, ao procedimento de seleção de propostas mais vantajosas
para a administração pública. Constitui um principio instrumental de
realização dos princípios da moralidade administrativa e do tratamento
isonômico dos eventuais contratantes com o Poder Público”

Diante disto, a intenção aqui é apresentar uma análise pessoal e própria, a


respeito do que considero uma inadequação legal/administrativa o fato de
promover o uso das diversas modalidades de licitação à exceção da
modalidade Inexigibilidade, quando a Administração Pública pretende contratar
prestadores de serviços especializados/especialidades médicas, necessidades
estas de se contar com estes profissionais, os quais a sua falta (profissionais
especializados/especialidades médicas à disposição) sempre acarretam um
desajuste na rede pública de saúde, na medida em que não se tem a dimensão
da demanda, mesmo que se recorra a estatísticas e se produza um
planejamento adequado, ainda assim, se acredita que as necessidades surgem
a todo momento e acarretam medidas céleres e resolutivas em prol do bem
estar dos destinatários finais que é a população.

A partir deste tópico, se inicia a explanação, separadamente, de cada uma


destas modalidades, e dos motivos que entendo a inaplicabilidade destas
mesmas modalidades na contratação de especialidades médicas/profissionais
especializados.

Concorrência

Essa é a primeira modalidade de licitação citada na Lei nº 8.666, de 1993. Ela


pode ser utilizada para compras de qualquer valor. Mas algumas contratações
exigem o uso dessa modalidade. É o caso de obras e serviços de engenharia,
em contratos de acima de R$ 3.300.000,00 (Três milhões e trezentos mil reais),
conforme atualização recente pelo Decreto nº 9.412, de 18 de junho de 2018, e
nos casos de licitações acima de R$ 1.430.000,00 (Um milhão, quatrocentos e
trinta mil reais), conforme valor atualizado pelo mesmo Decreto.

A Concorrência é também utilizada para compra e alienação de bens públicos.


Os seus editais são de ampla participação, contudo, não serve para o objetivo
de contratação de pessoa jurídica criada para serviços clínicos/médicos pois a
Administração Pública não pode contratar um terceiro para prestar os serviços
que ela mesma (Administração) deve colocar à disposição da população, sob
pena de caracterizar o instituto da terceirização, o que não me parece
apropriado para este caso haja vista que a oferta de serviços na área da saúde
somente deve ser oferecida pelo próprio Poder Público, e não por fornecedor
contratado para tanto.

Em geral, esta modalidade somente é utilizada para serviços de obras de


engenharia e congêneres, não servindo para contratação de pessoa jurídica
prestadora de serviços de saúde.

Tomada de Preços
A Tomada de Preços é uma modalidade de licitação que exige o cadastro
prévio dos concorrentes. A partir desse cadastro e após análise dos
documentos apresentados, é emitido um certificado. É esse certificado que
permite a participação de uma empresa na licitação sob a modalidade Tomada
de Preços. Além disto, os concorrentes devem atender a todas as demais
condições exigidas para fins de se considerarem aptos a concorrer até o
terceiro dia anterior à data do recebimento das propostas, observada a
qualificação mínima necessária.

Essa modalidade pode ser utilizada para contratos acima de R$ 3.300.000,00


(Três milhões e trezentos mil reais) no caso de obras e serviços de engenharia,
conforme atualização recente pelo Decreto nº 9.412, de 18 de junho de 2018. E
para os demais casos (compras e serviços), no limite de até R$ 1.430.000,00
(Um milhão, quatrocentos e trinta mil reais), conforme atualização pelo mesmo
Decreto.
Esta modalidade, também não se presta para ser utilizada em contratação de
serviços de pessoa jurídica prestadora de serviços na área da saúde, na
medida em que a Tomada de Preços é uma das formas de contratação em que
surge a disputa entre empresas para serem contratadas, e este não é o
objetivo da Administração Pública para este caso (de contar com parceiros na
realização de procedimentos de saúde voltados ao atendimento da população).

Leilão
Essa modalidade de licitação é utilizada para alienar bens móveis, quando
estão inservíveis, apreendidos ou penhorados judicialmente. E também bens
imóveis de credores de órgãos públicos, doados para pagamento de dívida ou
adquiridos em processos judiciais. No Leilão, ganha quem der o maior lance e
os critérios são definidos no edital, conforme estabelece o texto legal do Art. 19,
da Lei nº 8.666, de 1993 e suas alterações.

De onde se conclui que a modalidade de Leilão pode ser utilizada tanto para
alienar bens móveis – os considerados inservíveis, bem como bens imóveis –
adquiridos por procedimentos judiciais ou por dação em pagamento.

Características do Leilão:

Utilizado para alienação de bens móveis e imóveis; utiliza o tipo de licitação


“maior lance”; o Edital deve fixar as regras que serão utilizadas para definir o
vencedor do certame.

Concurso
Diferente do concurso para provimento de cargos no setor público, a
modalidade Concurso serve para destacar talentos. O Concurso é utilizado
para a seleção e premiação de trabalhos de cunho técnico, científico ou
artístico, mediante a instituição de premio ou remuneração aos vencedores. Os
critérios dessa licitação são definidos pelo edital, com publicidade e
antecedência mínima de 45 dias. O objetivo é incentivar atividades ligadas à
ciência, arte ou tecnologia.

Características do Concurso:
Modalidade utilizada para escolha de trabalho artístico, tecnológico ou
científico; o próprio interessado apresenta seu trabalho pronto e o prazo entre a
publicação do Edital e a apresentação dos trabalhos deve ser compatível para
o desenvolvimento do respectivo trabalho, o qual a legislação estabelece que
seja de, no mínimo, 45 dias, considerado pelo legislador como compatível para
permitir o desenvolvimento de uma ideia suscetível para ser apresentada na
forma de trabalho.

No final do certame não há contratação do trabalho apresentado, mas sim a


remuneração ou premiação. O prêmio pode ser um bem economicamente
mensurável ou uma honraria de outra natureza.

O Convite, ou Carta-Convite é uma modalidade de licitação para contratos de


menor valor. Atende compras com valor até R$ 330.000,00 (Trezentos e trinta
mil reais) para obras e serviços de engenharia e até R$ 176.000,00 (Cento e
setenta e seis mil reais) para outras contratações.

É uma modalidade bastante simples. Costuma ser utilizada apenas para


compras de valores pequenos e que precisam ser feitas com rapidez. Nesse
caso, pelo menos três empresas são convidadas, para participar do certame,
desde que estas estejam devidamente cadastradas junto ao órgão público
licitante.

Atualmente, muito pouco utilizada em razão de que os Tribunais de Contas do


Brasil, entendem, de forma unânime, que esta modalidade se presta a
possibilitar uma espécie de direcionamento, a partir do momento em que a
obrigação do ente público é, apenas, o de possuir, no mínimo, 03 (três)
fornecedores do objeto pretendido, e enviar diretamente o Edital a estes, que
se configura como um convite propriamente dito.

Pregão
Essa modalidade de licitação serve para aquisição de bens e de serviços
comuns, obedecendo a praticamente todos os requisitos da legislação aplicável
à matéria – Lei nº 8.666, de 1993 e suas alterações, além da lei específica que
instituiu a modalidade.
Instituída em 2002, por meio da Lei nº 10.520, de 17 de julho de 2002, sendo
que anteriormente, existia o Decreto 3.555, de 2000, e a modalidade do Pregão
eletrônico veio a ser regulamentado pelo Decreto nº 5.450, de 2005.

Esta modalidade surgiu para simplificar os procedimentos já existentes neste


segmento. O Pregão garante mais celeridade aos processos de licitação. Nele,
não há limites para os valores e a disputa é realizada em sessão pública.

A partir de lances é definido o menor preço. As próximas fases, também em


sessão pública, contemplam a classificação e a habilitação dos interessados. A
disputa na modalidade do Pregão se decide pela melhor proposta juntamente
com a disputa nos lances verbais (ou meio magnético quando eletrônico)
proferidos pelos licitantes, no momento da sessão pública.

Para fins de esclarecimento, cumpre-me destacar o que significa bens e


serviços comuns para fins de definição e escolha do certame Pregão. São
aqueles cujo padrão de desempenho e qualidade possam ser concisa e
objetivamente definidos no Edital em perfeita consonância com as
especificações usuais praticadas no mercado, confrontadas pelas pesquisas de
preços realizadas pela Unidade Requisitante.

Características da modalidade Pregão:

Realizado em sessão pública; para contratação de bens e serviços comuns; é


mais célere que as demais; possui a etapa de apresentação de propostas
escritas e a etapa de apresentação de propostas verbais (lances); admite
apenas o critério de julgamento do tipo “menor preço”; as propostas podem ser
renovadas por meio de lances verbais; necessita de um pregoeiro e de uma
equipe de apoio. Exemplos: água mineral, gás de cozinha, combustível,
mobiliário, veículos automotivos, serviço de apoio administrativo, serviço de
jardinagem, serviços de manutenção, materiais de limpeza e conservação.

De outra sorte, a modalidade do Pregão, em qualquer das suas formas, NÃO


PODE ser utilizado para contratação ou realização de obras e serviços de
engenharia; para alienações e para locações imobiliárias.
Outra importante faceta que nos oferece o Pregão, em especial em sua forma
eletrônica, é a contida no Decreto nº 5.450, de 31 de maio de 2005, tratando da
obrigatoriedade de realização de licitação nesta maneira – pregão eletrônico,
para contratação de bens e serviços comuns realizados em virtude de
transferências voluntárias de recursos públicos da União, decorrentes de
convênios ou instrumentos congêneres, ou consórcios públicos.

Dispensa

A modalidade de Dispensa surgiu de uma necessidade da Administração


Pública em dotar seu sistema de contratação de determinados bens e serviços,
e para determinadas circunstâncias específicas, uma modalidade licitatória
para casos especiais de compra sem desrespeitar os princípios de moralidade
e da isonomia. A contratação por meio da dispensa de licitação deve se limitar
a aquisição de bens e serviços indispensáveis ao atendimento da situação de
emergência e não qualquer bem ou qualquer prazo. Conheça os casos de
Dispensa fundamentados no artigo 24, da Lei nº 8.666, de 1993 e suas
alterações.

Concluindo o trabalho, me atrevo a afirmar que a Administração Pública


brasileira, em todos os seus níveis federados, está bem servida de
instrumentos e normativas que abordam a questão de licitação, na medida em
que o legislador pátrio conseguiu prever as circunstâncias que envolvem tal
atividade pública, que é a de comprar bens e serviços para atender suas
necessidades de atendimento ao público destinatário de sua existência
enquanto ente público abstrato criado para suprir as necessidades da
população nos serviços e atividades que lhe são cabíveis.

Bibliografia:

www.tce.rs.gov.br;
www.escoladoservidor.ac.gov.br;

Teoria do Conhecimento Constitucional, José Afonso da Silva, 1ª Ed., 2014, Ed.


Saraiva.

Coleção JML Consultoria, Ed. 2014 – Módulo “Licitações Públicas” e Módulo


“Contratação Direta”