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IPI de Cosmópolis

Departamento de Estatísticas, Planejamento


Estratégico e Comunicação – DEPEC

Projeto Centenário
(2008 – 2020)
Versão Adaptada para a Internet

E qualquer que não tomar a sua cruz e vier após mim não pode ser meu discípulo.
Pois qual de vós, pretendendo construir uma torre, não se assenta primeiro para
calcular a despesa e verificar se tem os meios para a concluir? (Lc 14.27-28)

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Comentários à versão para a Internet
Esta é a versão especialmente adaptada do planejamento da Igreja Presbiteriana
Independente de Cosmópolis (IPI de Cosmópolis) para ser postada na Internet. Nomes
de pessoas e outros dados que não são importantes e nem devem ser divulgados sem
permissão foram retirados.
A ideia de colocar esse documento online é servir como base para líderes
cristãos e outras pessoas interessadas como uma referência. Além disso, serve como
uma apresentação de nossa Igreja e de sua forma de trabalho para aqueles que a
desejam conhecer melhor.
Planejamento Estratégico é algo que está ligado a todas as atividades humanas.
Embora seja Deus quem esteja a frente de sua Obra, isso não significa que não nos
caiba organizar e planejar para alcançar os objetivos que Ele nos tem colocado. É nesse
sentido que foi escrita essa obra.
Esperamos que seja de ajuda para aqueles que estão dirigindo algum trabalho.
Que Deus abençoe a cada líder e a sua Igreja.

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Índice
Apresentação ...................................................................... 5

Primeira Parte - Teoria Geral ................................................ 8


Capítulo 1 - Igreja: Visão, Conceitos e Missão ................................... 8

Capítulo 2 – Forças Espirituais e a Igreja ........................................... 23

Capítulo 3 – O mundo e a Igreja ........................................................ 26

Capítulo 4 – A sociedade local e a Igreja ........................................... 32

Capítulo 5 – O sistema religioso e a Igreja ........................................ 33

Capítulo 6 – O modelo de Igreja local ............................................... 36

Segunda Parte – Considerações Adicionais .......................... 37


Capítulo 7 – Introdução ..................................................................... 37

Capítulo 8 – Caracterização da Igreja ................................................ 37

Capítulo 9 – IPI de Cosmópolis e os 4 sistemas ................................. 69

Capítulo 10 – Entre o macro e o micro .............................................. 71

Terceira Parte – Projeto Centenário ..................................... 78


Capítulo 11 – Introdução .................................................................... 78

Capítulo 12 – Planejamento 07/08: resultados .................................. 79

Capítulo 13 – Pesquisas de Opinião ................................................... 80

Capítulo 14 – O Projeto Centenário ................................................... 88

Capítulo 15 – Conclusão Geral e Comentários Finais ........................ 100

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As 7 metas _______
1 Crescimento Numérico
2 Fortalecimento da Imagem da Igreja
3 Promover uma vida melhor para as pessoas
4 Crescimento e Amadurecimento Espiritual
5 Unidade
6 Maior Participação
7 Construção de Patrimônio

E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Em cada
alma havia temor, e muitos prodígios e sinais eram feitos pelos apóstolos. Todos os que criam estavam
unidos e tinham tudo em comum. E vendiam suas propriedades e bens e os repartiam por todos,
segundo a necessidade de cada um. E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o
pão em casa, comiam com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus, e caindo na graça de todo o
povo. E cada dia acrescentava-lhes o Senhor os que iam sendo salvos. Da multidão dos que criam, era
um só o coração e uma só a alma, e ninguém dizia que coisa alguma das que possuía era sua própria,
mas todas as coisas lhes eram comuns. Com grande poder os apóstolos davam testemunho da
ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça. Pois não havia entre eles
necessitado algum; porque todos os que possuíam terras ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que
vendiam e o depositavam aos pés dos apóstolos. E se repartia a qualquer um que tivesse necessidade.

Livro de Atos

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Apresentação 100 páginas para 100 anos

Planejar para que?


Muito embora alguns ainda talvez considerem planejar como uma atividade própria para
atividades seculares e não para a Obra de Deus; esta visão tem sido cada vez mais deixada de lado
e os líderes cristãos têm percebido a importância do planejamento, como ferramenta para levar
adiante a Obra de Deus. “Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo coração, como para o Senhor e não
para os homens” nos diz Cl 3.23. Hoje, em todos os empreendimentos humanos o planejamento tem
sido feito para obter os melhores resultados. Se gastamos tempo e adquirimos conhecimentos para
o planejamento das atividades seculares por que não o faríamos numa obra muito mais excelente,
que é a do Senhor?

Planejar não é demonstração de falta de fé na providência divina. Abraão tinha fé que Deus
proveria o cordeiro em substituição a Isaque, ou que poderia resgatar seu filho da morte, mas essa
fé não o fez ficar estático em cumprir a ordem divina. Esta bela história bíblica, que nos traz um
grande exemplo de fé, também traz escrita que Abraão se preparou para cumprir a ordem divina:
levantou-se de madrugada, preparou seu jumento, convocou servos, rachou lenha e foi até o lugar
escolhido por Deus. Outros exemplos bíblicos mostram como organização e planejamento estão
sempre ligados a história do povo de Deus. Capítulos inteiros do Pentateuco estão reservados a
especificar ordens de como o povo devia agir em situações diversas.

A própria citação da capa deste trabalho nos mostra que Jesus tinha apreço pela ordem e
planejamento envolvendo as coisas de Deus. Jesus nos diz – se observarmos com atenção o trecho
inteiro – que as pessoas devem pensar muito bem antes de se envolverem na obra de Deus, pois
esta exige dedicação total, e aquele que entra sem pensar no que virá pela frente ficará sujeito a
vergonha, como o construtor que começa uma torre sem pensar se tem recursos para concluí-la.

Se ainda restarem dúvidas, lembremos que a própria criação é mostrada em Gênesis 1


como sendo um projeto feito em etapas por Deus. A maior obra de todas não foi concluída por uma
ação apenas de Deus, mas foi resultado de etapas perfeitas planejadas por Deus.

A lição é clara: devemos colocar todas nossas forças e capacidades para fazer o melhor na
Obra de Deus. E este melhor envolve ação, mas envolve também planejar ações, sempre sabendo
que está em Deus o melhor projeto e os resultados e por isso mesmo o planejamento deve ser
também uma obra de fé e diálogo com Deus.

Projeto Centenário e Projeto Semeando


A Igreja Presbiteriana Independente do Brasil, reunida em Maringá no mês de Janeiro de
2007, criou o Projeto Centenário, buscando o crescimento integral da denominação e visando a
comemoração do 500º aniversário da Reforma Protestante. A IPI de Cosmópolis, como parte da
denominação, apóia este Projeto e faz sua contribuição, lançando o Projeto Centenário, que tem
duas metas principais: realizar sua parte para o sucesso do Projeto Semeando – lançando o
Evangelho e crescendo até o ano de 2017; e chegar ao seu Centenário, no ano de 2020, tendo
superado os desafios para seu crescimento e fazendo diferença na cidade e nas pessoas com que
convivemos.

Este trabalho destina-se também a ser uma obra que possibilite consulta por todos
interessados; da IPIC ou não, agora ou no futuro; dos planos da Igreja e da forma como pretende
alcançá-los. Se este trabalho conseguir gerar novas idéias e ajudar líderes na busca dos objetivos
da Igreja terá cumprido seu papel. Oramos para que Deus nos ilumine para que assim seja e para

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que Deus abençoe a todos os líderes da Igreja no Projeto Semeando, para que este seja colocado
em prática e obtenha frutos.

DEPEC e Planejamento na IPI de Cosmópolis


O DEPEC – Departamento de Estatísticas, Planejamento Estratégico e Comunicação – foi
aprovado pelo Conselho em reunião em 26 de Maio de 2007, tendo como objetivos levantar dados,
produzir projetos e resumos que dêem ao Conselho visão de como proceder a frente da Igreja, além
de atuar para que a Igreja tenha melhor comunicação entre cada membro, departamento e
liderança.

Entre as realizações do DEPEC no último ano estiveram a realização do Planejamento


2007/2008 que foi registrado na última ata e serviu como base para o planejamento da igreja neste
último ano e também como base para a idéia do lançamento do Projeto Centenário e realização
deste trabalho. Como idéia do DEPEC nasceu também o sistema de grupos de acompanhamento,
que tem rendido bons frutos na Igreja (sobre este sistema ver os comentários no Planejamento
2007/2008 e neste trabalho mais adiante).

Se o Conselho criou um Departamento novo para tratar de planejamento na Igreja o fez por
entender a importância da organização e metas para o maior sucesso das obras da Igreja. Este
espírito de planejamento, organização e gestão eficiente deve ser mantido se quisermos que o
trabalho realizado até agora não seja em vão. Os líderes que obtiveram maior sucesso na história
foram pessoas visionárias e comprometidas com um plano maior, sendo capazes assim de motivar
outras pessoas. Neste sentido, uma das metas do Projeto Centenário é conseguir apoio ao Projeto
Centenário na Igreja e também levantar novas lideranças para compor o DEPEC, para que este não
fique refém de uma pessoa ou duas, mas seja, pelo contrário, um órgão importante e o carro-chefe
do comprometimento da Igreja com seu futuro.

Estrutura deste Trabalho


Este trabalho, como dito anteriormente, destina-se a colaborar com o Projeto Semeando e
promover o crescimento da IPIC até seu Centenário. Neste sentido terá dois enfoques: geral e
aplicado. Assim, partiremos de idéias gerais para transformá-las em metas da Igreja em
Cosmópolis. Esta dualidade entre geral/local será completada por dois enfoques na visão da Igreja:
o enfoque macro e o enfoque micro. Como enfoque macro de Igreja entenda-se aquela em que se
enxerga a Igreja como uma entidade própria, influenciada por forças gerais da sociedade das quais
trataremos e influenciando a mesma sociedade. Como enfoque micro de Igreja entenda-se aquele
em que se enxerga as diversas pessoas que compõe a Igreja e como as ações e relações destas
pessoas resultam naquilo que é visto na visão macro. Estes quatro enfoques estarão presentes ao
longo deste trabalho e se complementarão para proporcionar uma visão geral sobre Igreja e a Igreja
em Cosmópolis, ao mesmo tempo proporcionando a criação de idéias capazes de resultar em ações
e planos estratégicos para o crescimento e fortalecimento da Igreja.

No primeira parte do trabalho trataremos da teoria geral de Igreja: definições, visões,


conceitos e missões. Nesta primeira parte desenvolveremos as visões Macro e Micro de Igreja e
discutiremos visões diversas sobre os temas acima colocados. Na primeira parte introduziremos
também as forças que agem na Igreja e com as quais se relacionam: o mundo, as forças espirituais,
a sociedade local e o sistema religioso, sendo que cada um será discutido em um Capítulo
específico.

Na segunda parte do trabalho passaremos da teoria geral para a teoria mais aplicada,
colocando uma visão intermediária entre a visão macro e micro.

Por fim, na terceira parte aplicaremos a teoria das duas primeiras partes para propor metas
para a Igreja, apresentando o Projeto Centenário em si.

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Como já dissemos, o projeto centenário pretende também servir como uma leitura para
pessoas interessadas no crescimento de suas próprias Igrejas e assim apresentamos idéias mais
gerais, de forma que possam ser usadas em diversos contextos (mesmo porque durante os anos do
Projeto Centenário podemos ter mudanças no contexto da Igreja). Esperamos humildemente que
este trabalho seja útil para mais pessoas.

Boa Leitura! Que Deus abençoe cada um que se dispôs a estar pensando no crescimento
da Igreja lendo este trabalho.

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Primeira Parte Teoria Geral

Capítulo 1 Igreja: visão, conceitos e missão


O que é Igreja?
Iniciamos este capítulo e a discussão deste planejamento propriamente dita com uma
pergunta, a primeira vista simples mas que pode se revelar muito mais complexa se observada em
todas suas facetas e aspectos envolvidos.

A Bíblia não traz uma resposta direta a esta pergunta, pois não há uma definição de Igreja
na Palavra de Deus. A palavra Igreja, no original (eclésia), é usada algumas vezes no
Novo Testamento e nem sempre com o mesmo significado. Em alguns textos, como Ef 5.22-32, a
palavra é usada em referência a todos os santos redimidos em Cristo. Esta seria a Igreja Universal
de Cristo, que transpõe as barreiras de entidades, nomes e religião, e é composta por todos aqueles
que receberam a salvação em Cristo, por sua morte e ressurreição. Não será esta idéia de Igreja
que focaremos, até porque somente Cristo conhece todos os que pertencem à Igreja segundo este
conceito e muitos deles sequer freqüentam alguma comunidade cristã neste momento. O segundo
sentido de Igreja usado na Bíblia é de Igreja como comunidade cristã reunida em uma localidade,
englobando todas as pessoas que fazem parte desta comunidade - salvos ou não. Este sentido é
bastante claro, por exemplo, nas cartas às Igrejas da Ásia, em Apocalipse 2 e 3, onde é dito que no
meio da Igreja haviam pessoas que seguiam e ensinavam falsas doutrinas. Este será o sentido de
Igreja que adotaremos.

Esta definição de Igreja, porém, ainda não é suficiente. Muitos grupos se consideram como
comunidades cristãs, mas na definição de outros não seriam uma Igreja, mas sim uma seita. Diante
disto, faremos uma distinção a luz da Palavra de Deus. O primeiro ponto numa Igreja verdadeira é a
pregação fiel da Palavra de Deus. Qualquer grupo que nega preceitos básicos e fundamentais da
Bíblia; como a divindade de Cristo, a Trindade e a Justificação pela Fé Somente; não pode ser
considerado como uma Igreja de Cristo. Além disso, a correta interpretação e uso dos sacramentos
como forma de adoração, comunhão e exposição do Evangelho é um sinal de uma Igreja
verdadeira. Distorções no uso e significado dos sacramentos são marcas de seitas.

Nossa definição para Igreja é, portanto, esta: um grupo de pessoas - salvas e não-salvas -
que se reúne como comunidade e que têm como características a pregação fiel da Palavra de Deus
e o uso correto dos sacramentos cristãos. Esta definição é bastante ampla ainda e assim pretende
ser. Delimitar mais essa definição entraria no que consideramos como visões de Igreja. Por visão de
Igreja entenda-se um conceito mais amplo que o dado por uma definição, envolvendo a
compreensão dos diversos aspectos inerentes ao que deve ser a Igreja: suas práticas, seu foco de
atuação, sua missão principal, seus relacionamentos, etc.

Existe uma diversidade de visões de Igreja e um estudo da história da Igreja mostraria como
através dos tempos diversas visões de Igreja foram dominantes. Desde a Igreja como uma nova
expressão do judaísmo nos primórdios; passando pelo cristianismo gentílico e seu aspecto
comunitário inicial, pelo período patrístico e a Crise Gnóstica do segundo e terceiro século, por
Constantino e o longo período onde a Igreja pode ser considerada como parte do governo político,
na Europa Central principalmente, indo pela Reforma, Reavivamentos, questionamentos filosóficos

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do Iluminismo e outras correntes de pensamento no Período Moderno e Contemporâneo; muitas
visões de Igreja foram colocadas em prática. As visões de Igreja são fortemente influenciadas por
muitos aspectos sociais, culturais, econômicos, filosóficos e também influenciam a visão das
pessoas do mundo. Não procuraremos entrar em detalhes sobre as diversas visões de Igreja
possíveis, pois demandaria um livro de vários volumes, mas exemplifiquemos com algumas visões
de Igreja. Exemplos interessantes são dados, por exemplo, por Rubens Muzio em O DNA da
liderança cristã, naquilo que este chama de Modelos Contemporâneos de Igreja: o modelo da Igreja
que repete exemplos de sucesso de outros países, o modelo de Igreja marcado pela
“profissionalização“ excessiva e fora de lugar, dentre outros. Mais visões de Igreja podem ser
positivas, como a que o próprio Muzio coloca com sua visão de Igreja missional, marcada pelo
Evangelho de Cristo e no exemplo dele, e colocando como modelo de Igreja as ações de Cristo e
seus discípulos. Outras visões de Igreja poderiam ser denominadas como Protestante Clássica,
Pentecostal, Missionária, Social, Pós-Moderna e outros nomes e termos que não pretendemos
definir aqui. Definiremos porém o que se quer dizer como visão de Igreja: o entendimento de como
deve atuar a Igreja frente a sociedade (local e mundial), envolvendo nisto a ênfase dada a pregação,
evangelização, envolvimento em obras sociais, a forma de culto, o envolvimento dos membros com
as atividades da Igreja, a forma como o Evangelho deve ser levado; enfim, uma visão de Igreja
reúne a imagem que cada cristão tem em sua mente de uma Igreja de acordo com a vontade de
Deus. Embora, a primeira vista pareça que todas as pessoas tenham uma mesma visão de Igreja,
pelo menos nos pontos mais gerais, qualquer pessoa que conversar com diversos membros dentro
de uma mesma Igreja verá que as coisas não são bem assim (exemplo marcante disso pode ser
visto na diversidade de resultado das pesquisas apresentadas no Capítulo 9). As pessoas divergem
em pontos básicos em sua visão de Igreja, como, por exemplo, em dizer se o trabalho social ou a
pregação pessoal é mais importante na ação da Igreja. Muitas vezes é justamente as diferenças de
visões que causam atritos ou falta de comprometimentos de algumas pessoas com os projetos da
Igreja. Este é portanto um ponto importante. Nossa visão sobre Igreja pode ser verificada com a
leitura deste trabalho.

Um ponto importante dentro da visão de Igreja é determinar qual é a missão principal de


uma Igreja. Algumas pessoas diriam que é pregar o Evangelho para o maior número de pessoas,
outras diriam que é tornar a vida das pessoas melhor através da ação baseada na Palavra de Deus,
outras diriam que é transformar a sociedade e lutar contra desigualdades sociais através de um
novo modelo de comunidade. Enfim, até neste ponto não encontraremos convergência e alguns
diriam que a missão da Igreja é tudo isso. Porém, é conhecido que colocar muitas metas e deixar de
apontar as principais acaba por criar confusão e falta de direcionamento. Apresentaremos os
objetivos e metas para a Igreja apenas na terceira parte do trabalho.

Até este ponto definimos Igreja na forma como usaremos neste trabalho e colocamos as
diversidades de visões sobre o que seja uma Igreja ideal e qual missão esta deve ter. Não entramos
em detalhes sobre a discussão destas visões e missões, pois pretendemos fazê-lo conforme
desenvolvermos outros tópicos.

Neste ponto é interessante introduzir a estrutura que será usada para compreendermos os
diversos aspectos envolvidos no estudo geral de uma Igreja. Esta estrutura é dada pela Figura 1.

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Figura 1 – Plano de estudo deste trabalho

Nesta Figura temos no centro a Igreja em estudo, lembrando das duas formas que esta
pode ser caracterizada: macro e micro. Trataremos destes dois enfoques neste capítulo, para
continuar usando-os nos outros Capítulos.

Ao redor da Igreja temos quatro sistemas ou forças, que influenciam a Igreja e nas quais ela
também age. Assim, o relacionamento da Igreja com esses sistemas é em duas vias. Trataremos de
cada um desses sistemas e dessas relações com a Igreja em Capítulos próprios. Estas relações
entre os quatro sistemas e a Igreja também pode ser vista pelos dois enfoques: macro e micro e
será exatamente isto que será feito. No decorrer da discussão procuraremos desenvolver idéias
gerais para serem usadas por líderes da igreja.

Introduzido o esquema de análise, é hora de começarmos a desenvolver o plano traçado.

O Enfoque Macro de Igreja


Como adiantamos na apresentação, neste capítulo colocaremos dois enfoques diferentes
que podem ser dados no estudo de uma Igreja. O primeiro enfoque é o que chamamos de macro.
Neste enfoque visualizamos a Igreja como uma entidade própria. Usando a analogia de Paulo a
Igreja como sendo um corpo é como se observássemos o corpo inteiro e não as partes. Assim, o
destaque é para o conjunto da Igreja mais do que para as pessoas individualmente.

Como definimos anteriormente, uma Igreja é um grupo de pessoas - salvas e não-salvas -


que se reúne como comunidade e que têm como diferenciais a pregação fiel da Palavra de Deus e o
uso correto dos sacramentos cristãos. A primeira parte desta definição – um grupo de pessoas que
se reúne tendo um propósito específico – não é muito diferente daquela de outras entidades
resultantes da ação humana, como empresas, clubes ou mesmo um país. Muito embora estejamos
tratando do enfoque macro neste momento não podemos nos esquecer que uma Igreja é resultado
da ação humana (aos que considerem esta frase por demais materialista, ou pouco espiritual, pede-
se ler a parte onde definimos que sentido de Igreja adotaríamos e como este sentido é diverso do
sentido de Igreja como o corpo de salvos por Cristo e por ele guiados). Assim, muitos dos métodos
utilizados para estudar empreendimentos humanos, como ciências sociais, marketing,
administração, dentre outros, são úteis também para compreender as Igrejas, não sendo contudo
suficientes, por se tratar as Igrejas de um empreendimento humano único, no sentido de ser
direcionado diretamente para Deus, ao contrário de outros empreendimentos seculares. Não
devemos, contudo, temer utilizar todas as ferramentas que o conhecimento humano nos proporciona
para o crescimento da Igreja. O que devemos temer é colocar nossa fé nessas ferramentas apenas
e esquecer que embora possamos plantar e regar a igreja, quem a faz crescer é o próprio Deus.

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Alguns pontos importantes a ser observados no enfoque macro da Igreja são:

1 – Tamanho: dependendo do número de pessoas uma Igreja pode ser classificada, de forma geral,
em pequena, média ou grande. Colocar números será sempre arbitrário, mas consideremos que
uma Igreja seja pequena até o número de 100 pessoas freqüentes em suas atividades, média entre
100 e 500 pessoas e grande acima deste número. É claro que estes números são arbitrários, mas
dão uma idéia de grandeza que é suficiente para os propósitos aqui. Em que interfere o tamanho da
Igreja? Em muitos aspectos, que qualquer pessoa que tenha freqüentado Igrejas de diferentes
tamanhos é capaz de perceber. Conforme o tamanho da Igreja aumenta fica mais difícil as pessoas
todas se conhecerem e o caráter quase familiar das Igrejas pequenas se perde um pouco. As
Igrejas menores têm maior dependência de algumas pessoas, por falta de outras que as possam
substituir de imediato. As Igrejas maiores necessitam de mais líderes e não é incomum a existência
de mais de um pastor e maior número de pessoas na direção. As tarefas administrativas tendem a
se tornar mais complexas com o aumento da Igreja. As Igrejas maiores têm mais necessidade de
atividades e disponibilidade para a realização de maior número destas. Além destes pontos, existem
também diferenças mais sutis: a forma como as pessoas que começam a freqüentar a Igreja são
tratadas (com tendência para atenção maior nas Igrejas menores), o nível de intimidade que acaba
se formando entre as pessoas na Igreja (que novamente é maior para Igreja menores). Nas Igrejas
maiores existe tendência a maior divisão entre classes etárias, com líderes de jovens, adolescentes,
adultos, sendo mais importantes nestas igrejas. Enfim, o tamanho da Igreja é um fator importante e
não deve ser esquecido. Querer copiar um modelo de sucesso de outra Igreja que tenha um
tamanho diferente, sem adaptações é geralmente um passo ao fracasso. Alguns projetos só
funcionam com muitas pessoas envolvidas, o que os inviabilizam em Igrejas pequenas. Outros
necessitam de um conhecimento da Igreja que muitas vezes é difícil em Igrejas grandes. Por
motivos como estes é necessário considerar este item em qualquer planejamento.

2 – Localização: o lugar onde é uma Igreja está situado é outro item muito importante. A cidade
onde a Igreja se localiza é pequena, média ou grande? Este é um item importante, pois cidades de
tamanhos diferentes têm ritmos, hábitos, culturas e recursos diferentes. A Igreja está localizada no
centro da cidade, na periferia, na área rural? Novamente, a resposta a esta pergunta tem reflexos
em diversos aspectos da Igreja. A vizinhança da Igreja possui muitas pessoas que não pertencem a
nenhuma Igreja? Possui outras Igrejas vizinhas? A localização muda a relação de forças que atuam
na Igreja (veremos isso adiante). A questão da localização é especialmente importante em decisões
de construção de novos templos, criação de congregações, inicio de trabalhos domiciliares; mas é
também importante para os projetos desenvolvidos pela Igreja no geral, e é um item que deve ser
considerado com calma nos projetos que envolvam atividades exteriores ao templo.

3 – Organização Denominacional: a questão da denominação a qual pertence a Igreja local é


outro aspecto importante. É uma denominação grande e conhecida ou a Igreja local é alguma
dissidência com poucas ou mesmo nenhuma Igreja além dela própria? Igrejas que pertencem a
grandes denominações tem algumas vantagens claras, como por exemplo maior apoio externo em
caso de dificuldades, maiores possibilidades de inclusão de novos membros em mudança para a
cidade, maior corpo de conhecimento e pessoas alinhadas a sua linha teológica disponíveis, dentre
outras vantagens. A identificação da Igreja com a denominação pode ser um fator positivo ou
negativo, baseado na imagem que as pessoas tenham da denominação. Igrejas que pertencem a
denominações menores têm a vantagem de ficarem menos sujeitas a decisões impostas pela
liderança geral da denominação, e que muitas vezes não condizem com a sua realidade local. No
geral, porém, pertencer a uma denominação maior e com boa imagem é um fator de diferenciação
importante para a Igreja.

4 – Características da denominação: aqui se incluem diversos pontos importantes, como o


sistema de governo da denominação, as doutrinas, a forma de escolha dos pastores e demais
lideres dentro da denominação, o nível de independência das Igrejas locais para com a liderança
denominacional, a forma como a Igreja tem de contribuir com recursos para a liderança
denominacional e como recebe ajuda com recursos desta, a uniformidade de costumes e culturas
entre as diversas Igrejas da denominação, a união entre as diversas Igrejas de denominação. Um

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ponto importante é a existência de mais de uma Igreja da mesma denominação em uma cidade e
caso exista a relação e forma como estas se articulam. Neste ponto uma questão interessante e
importante seria em relação às vantagens e desvantagens de criação de novas congregações e
Igrejas dentro de uma mesma cidade.

5 – Organização e cultura da Igreja: de que forma a Igreja se organiza? O controle das decisões e
a iniciativa de ações estão na mão de poucas pessoas ou é bem distribuída? Os líderes atuam de
forma autoritária ou democrática? Os líderes têm uma visão ampla e escutam as outras pessoas?
As diversas pessoas que compõe a Igreja estão motivadas a trabalhar pelos objetivos da igreja? De
que forma são os cultos da Igreja? A Igreja está organizada em células? O trabalho é mais forte em
alguma faixa etária? Qual a linha doutrinária que a Igreja segue? A igreja é rígida na doutrina dos
membros que desobedecem as regras? As pessoas da Igreja são avessas a mudanças ou
costumam se empolgar a cada novidade para mais tarde desanimar? Enfim, muitas perguntas
devem ser feitas no planejamento de uma Igreja sobre a cultura da Igreja e o que é favorável a
novos projetos ou o que deve ser mudado para o crescimento integral da Igreja.

6 – História da Igreja: a Igreja tem quanto tempo de história? Que lições podem ser aprendidas
com o passado? Qual o peso da tradição e passado da Igreja na sua vida atual? Lembrar do
passado é importante para não cometer os mesmos erros e para aprender o que pode ser
melhorado no futuro. Se nenhum registro histórico é mantido corre-se o risco de perder lições
importantes do passado ou ficar refém da memória de pessoas mais antigas, que podem tanto se
esquecer de fatos com o tempo quanto contar apenas sua versão da história. Muitas vezes a
verdadeira lição estava com o grupo de pessoas que deixou de freqüentar a Igreja, e conhecer bem
a história da Igreja é importante, portanto. Uma longa história pode ser um fardo pesado e difícil de
ser movido para novas situações que uma Igreja enfrenta, bem como pode gerar preconceitos
contra a denominação em alguns momentos. Pode também ser um ponto positivo e atrair pessoas
com a credibilidade adquirida durante o tempo. Igrejas recentes podem, por outro lado, sofrer por
falta de experiência frente a dificuldades e com a desconfiança que as pessoas muitas vezes têm o
com o que é novo.

7 – Condição Patrimonial: a Igreja tem muitos recursos ou passa por dificuldades para se manter?
Quanto dinheiro pode ser alocado em um novo projeto? As instalações da Igreja são confortáveis? A
fachada do templo inspira que tipo de sentimento numa pessoa que não conheça a Igreja? É hora
de construir um novo templo, casa pastoral, realizar reformas? Qual o fluxo de entradas (dízimos,
ofertas, proventos de outra natureza)? A condição do patrimônio da Igreja deve ser estudada com
calma pela liderança, tanto para prestigiar o que é mais importante para o crescimento integral da
Igreja quanto para não gerar preocupações e desgastes que tiram tempo útil da administração da
Igreja, que de outra forma poderia ser gasto em ações mais proveitosas para a Igreja. Além disso, a
imagem da Igreja frente à sociedade é invariavelmente ligada ao seu patrimônio e a forma como o
administra. A transparência nesta administração é outro fator importante, principalmente quando
nossa época tem sido marcada por crises em muitas denominações justamente por estas questões.

8 – Imagem: a imagem que a sociedade tem da Igreja e que os próprios integrantes da igreja
possuem desta é outro fator importante no planejamento estratégico. Uma boa imagem pode ser o
primeiro passo para que novas pessoas se interessem em conhecer a Igreja (e o livro de Atos nos
mostra isso de forma clara). Que ações podem melhorar a imagem da igreja frente à sociedade? De
que forma um novo projeto vai influir na imagem da Igreja na sociedade? Estas perguntas devem
sempre ser feitas pela liderança.

9 – Relacionamentos: como são os relacionamentos da Igreja com a sociedade, lideranças


políticas, ONGs, outras Igrejas, vizinhança próxima à Igreja? Este é mais um fator importante a ser
considerado. A Igreja é fechada ou tem bastante relacionamento com outras entidades? Que
relacionamentos devem ser fortalecidos e contribuem para o fortalecimento da igreja? Eis alguns
pontos importantes a serem considerados.

10 – Condição Espiritual: deixamos por último não por considerar menos importante, mas
justamente por considerar o ponto mais importante do planejamento da Igreja as questões

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espirituais. É possível planejar a questão espiritual? Questionarão alguns. A resposta é sim. Assim
como na nossa vida devocional devemos reservar tempo, recursos, capacidades para adoração a
Deus e o relacionamento com Ele, a Igreja deve pensar a forma como tem sido seu relacionamento
com Deus. Não seria momento para uma renovação de compromisso com Deus pela Igreja? A
igreja não está sendo omissa em sua atuação? Não seria momento para convocar um jejum coletivo
buscando a graça de Deus? A oração tem recebido a atenção necessária pela Igreja? A igreja não
tem tirado Deus de seu lugar central e colocado outros objetivos a frente do que é mais importante?
Até que ponto a Igreja tem combatido o mal e suas manifestações na sociedade? Se a liderança e
mesmo cada pessoa da Igreja não pensa nestes pontos, primeiramente em relação a si mesmo e
segundo como um grupo, então há algo de errado.

O primeiro passo para um planejamento é conhecer bem a si mesmo. Assim, a


caracterização macro da Igreja, com os 10 pontos acima colocados e os demais que se fizerem
necessários é um importante ponto de partida. Toda liderança devia em algum momento parar e
pensar nestes pontos. Dessa análise é possível concluir os pontos fortes e fracos da Igreja. Os
pontos fortes devem ser aproveitados da melhor forma e os pontos fracos melhorados e nunca
deve-se permitir que o planejamento seja sobre características deficientes da Igreja, permitindo
assim que essas deficiências se tornem visíveis e haja frustração. A análise da igreja pelo enfoque
macro é um ponto importante, mas não é suficiente. Ela é complementada pela visão micro da Igreja
e pelo estudo da Igreja em seu contexto maior, envolvida pelas quatro forças e relacionando-se com
elas. A caracterização proposta pelos 10 pontos aqui citados acaba por entrar neste contexto maior,
mas a análise aqui é focada na própria Igreja. É possível realizar uma análise mais focada nos
sistemas exteriores á Igreja e as relações da Igreja com estes.

A análise macro deve ser conduzida para permitir sugestões para melhora na estrutura da
Igreja e para, com melhor conhecimento desta, traçar o planejamento estratégico geral. Se toda esta
descrição pode ter ficado por demais vaga para alguns que leiam este texto, a idéia é não
especificar muito realmente, mas deixar como questionamentos para um projeto próprio de cada
Igreja. Já fizemos estes questionamentos e os fazemos sempre que pensamos no planejamento da
Igreja e como resultado deles e de outras considerações colocaremos as metas do Projeto
Centenário. Por hora, sigamos para o segundo enfoque.

O Enfoque Micro de Igreja


Se o enfoque macro era na Igreja como uma entidade própria, o enfoque micro será nesta
como um conjunto de diversas pessoas. Novamente voltando a analogia do corpo humano com a
igreja, agora procuraremos olhar a forma como os diversos órgãos agem e se relacionam.

Procuremos primeiro olhar a Igreja sobre o ponto de vista de uma pessoa em particular.
Compreendendo quais os pensamentos se passam na mente de um individuo podemos em seguida
passar do particular para o geral e compreender como um grupo de pessoas juntas forma uma
Igreja.

Podemos dividir, inicialmente, os aspectos envolvidos na relação entre uma pessoa e uma
Igreja entre aspectos espirituais e humano-comportamentais.

Aspectos Espirituais
Em primeiro lugar os aspectos espirituais vêm da necessidade humana de relação com seu
Criador. Rm 1.18-23 nos mostra que Deus se manifesta ao homem pela própria criação, no que é
conhecido como a Revelação Geral. Assim, o homem tem consciência do espiritual, da existência de
Deus (Rm 2.14-16). Portanto, o homem necessita de relacionamento com seu criador. Muito embora
este contato fosse o mais intimo no Éden, o pecado fez, e faz, separação entre Deus e homem (Is

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59.2). Entretanto, não é esse o desejo de Deus para seus filhos e o próprio Cristo diz que nos
chamará de amigos na medida em que mantemos com Ele comunhão (Jo 15.14).

O homem necessita de comunhão com Deus. Porém, poder-se-ia argumentar que isto não
é motivação para existência de Igrejas, uma vez que o homem poderia manter seu relacionamento
pessoal com Deus, a despeito dos demais. Não é essa a realidade mostrada pela Palavra,
entretanto. Deus sempre manifesta sua relação para com o homem como um grupo. Ele chama
Abraão, mas como Pai de muitas nações. Ele escolhe Israel para ser seu povo (Jr 7.23) e a Igreja é
a continuação do plano de Deus. Hb 10.24-25 tem uma advertência clara contra aqueles que
queriam se abster da comunhão com os irmãos. Portanto, o desejo de Deus é que nos relacionemos
com Ele, mas também com nosso próximo (1 Jo 3.23). Portanto, a existência de Igrejas é em última
análise uma resposta a necessidade humana de relacionamento com Deus, através da comunhão
com os irmãos, por Ele ordenada.

Portanto, podemos pensar nos motivos que, espiritualmente falando, o homem tem para
participar de uma Igreja. Primeiramente, sua consciência que o acusa, como mostra Rm 2, e o leva
a conhecer seu pecado e necessidade de reconciliação com Deus. Sabemos de nossa obrigação
em fazer a Obra de Deus (Lc 17.10). Além disso, a Palavra de Deus nos diz que devemos buscar as
recompensas divinas (Mt 6.19-21) e esta é mais uma motivação que o homem possui para trabalhar
numa Igreja e buscar a Deus através dela. Deus predestinou quais homens seriam salvos (Rm 8.29)
e estes de maneira nenhuma serão perdidos. Neste ponto não há o que planejar, pois a Obra é
resultado da própria escolha de Deus e ação do Espírito Santo. Porém, como uma Igreja é resultado
da ação de cada pessoa que a compõe, incentivar o relacionamento pessoal com Deus leva a
ganhos para a Igreja como um todo.

Como a Igreja é resultado da ação de cada individuo, seu estado espiritual é resultado do
relacionamento que cada membro tem com Deus. Não levando em consideração as bênçãos de
Deus para com os seus, mesmo assim um bom relacionamento com Deus de cada pessoa da Igreja
é favorável para o crescimento da Igreja, pois pessoas que tem maior comunhão com Deus têm
maior motivação para trabalhar por sua Igreja. Assim, o bom relacionamento com Deus e o
crescimento espiritual de cada pessoa da Igreja devem ser incentivados, pois o resultado no geral é
o crescimento da própria Igreja.

Neste sentido, é importante a educação cristã desde as crianças (Pv 22.6) ensinando-as a
importância do relacionamento com Deus. Deve ser colocado como uma das metas da Igreja
incentivar a vida devocional de seus integrantes, pois pessoas que mantém um relacionamento
saudável com Deus são a base de uma Igreja abençoada. Oração, jejum, leitura da Palavra,
freqüência nas atividades da Igreja, tudo isto resulta em uma Igreja mais abençoada. Cada pessoa
tem sua contribuição. A oração é a base sobre a qual o crescimento da Igreja está firmado. Usando
a figura do semeador, tão cara ao nosso Projeto Semeando, a vida devocional é a força que
impulsiona a mão que lança a semente e é a resistência da semente as dificuldades do seu
crescimento. Neste ponto, não há muito a dizer. Todo líder cristão sabe da importância da vida
espiritual das pessoas que compõe a Igreja para o crescimento da Igreja. Além do que já dissemos,
uma pessoa verdadeiramente compromissada com Cristo tem uma vida diferente, capaz de servir
de exemplo, gerar admiração e atrair pessoas para Cristo. Assim, a vida espiritual de cada pessoa é
um aspecto importante a ser considerado na análise micro da Igreja, e a comunhão e o
relacionamento mais próximo com Cristo incentivados.

Não nos deteremos com muitos detalhes nos aspectos espirituais, por ser uma parte central
e básica da vida cristã. Porém, terminemos esta seção com um conselho: se um líder da igreja
nunca parou para pensar na importância dos relacionamentos das pessoas com Deus para a própria
Igreja deveria fazê-lo. A vida espiritual da Igreja, seu próprio motivo de existência, é reflexo da vida
espiritual das pessoas que a compõe. Novamente recorrendo à analogia do Corpo, a saúde do
corpo está em órgãos saudáveis. Deus pode usar a vida de uma pessoa que tem uma grande vida
de fé para abençoar muito a Igreja, mas por outro lado, pessoas longe do caminho de Deus podem

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ser usadas para criar dificuldades ao crescimento da Igreja. A história de cada Igreja e da própria
Igreja de Cristo é marcada por isto.

Aspectos Humano-Comportamentais
Apontamos que a relação das pessoas com a Igreja tem o seu lado espiritual, que é no fim
a própria razão da existência da Igreja. Reconhecemos isto e sabemos da importância central do
relacionamento com Deus para alcançar sucesso na caminhada cristã. Porém, além destes
aspectos puramente espirituais é necessário observar que existem outros motivos e razões pelas
quais uma pessoa freqüenta e trabalha por uma Igreja. Estes demais motivos, que chamamos de
humano-comportamentais não são totalmente separados dos motivos espirituais, uma vez que o
homem é um ser complexo, com diversas motivações e sentimentos entrelaçados. Desconsiderar
estes demais aspectos e olhar a relação homem-Igreja apenas do ponto puramente espiritual é uma
visão míope da realidade e um preconceito, em achar que existam aspectos da vida humana que
não sejam importantes para a vida cristã. Uma pessoa não é separada em espiritual e secular.
Assim, não tenhamos preconceito e passemos a observar os demais aspectos envolvidos na
relação entre uma pessoa e uma comunidade como uma Igreja. Neste ponto nos valemos de
adaptações das lições do livro Administração de Marketing, de Philip Kotler, que traça alguns
aspectos envolvidos na relação entre uma pessoa e uma compra. Nem todos os aspectos ali
colocados são diretamente aplicáveis, mas adaptaremos a realidade da Igreja o que é válido. Sendo
assim, a parte os aspectos puramente espirituais, dos quais já cuidamos em comentar, outros
fatores relevantes no comportamento humano são discutidos a seguir e aplicados a prática eclesial.

Fatores Culturais

Cultura

A cultura é o principal fator, além dos espirituais já considerados, que influencia os hábitos
das pessoas para com a Igreja. Uma pessoa é exposta a uma cultura que influencia seus valores,
percepções, preferências e comportamento. Valores como realização e sucesso, eficiência, conforto
material, individualismo são moldados fortemente pela cultura. Conhecer a cultura onde a Igreja está
inserida é, portanto, importante. Muitas vezes a influência cultural é negativa para com a Igreja e
esta terá de lutar contra influências culturais. Outras vezes aspectos culturais são favoráveis a
alguns tipos de ações da Igreja. A cultura muda de país para país e também com o tempo. Assim,
hoje vivemos numa cultura que muitas chamam de globalizada, pós-moderna, entre outros termos.
O materialismo e o individualismo são aspectos culturais fortes. Meios de comunicação têm forte
influência cultural. É preciso saber lidar com os aspectos culturais para alcançar sucesso. Muitas
vezes cópias de modelos de sucesso de outros lugares falham por desconsiderar os fatores
culturais.

Sub-Cultura

A cultura é formada por sub-culturas, que fornecem identificação e socialização mais


especificas para seus membros. O Brasil é um pais com muitas sub-culturas e mesmo cidades
próximas podem ter diferenças culturais. Por este motivo sempre há a necessidade de adaptação
para uma pessoa que se muda para outro lugar (um pastor vindo de outra localidade, por exemplo).
Os comentários referentes à cultura são válidos aqui. É preciso conhecer a sub-cultura que vivemos
e aproveitar os pontos favoráveis, tentando agir contra os desfavoráveis.

Classe Social

Classes sociais são resultado da divisão da sociedade de maneira desigual e existem em


todas culturas praticamente. São divisões relativamente homogêneas e duradouras de uma
sociedade. Elas são hierarquicamente ordenadas e seus integrantes possuem valores, interesses e
comportamentos similares. As classes sociais não refletem apenas a renda, mas também
indicadores como ocupação, grau de instrução e área de residência. Elas diferem entre si em
vestuário, padrões de linguagem, preferência de atividades e lazer e muitas características.

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As classes sociais têm várias características. Em primeiro lugar, duas pessoas pertencentes
a uma mesma classe social tendem a se comportar de maneiras mais semelhantes que pessoas de
classes sociais diferentes. Em segundo lugar, as pessoas são vistas como ocupantes de posições
inferiores e superiores dependendo de sua classe social. Em terceiro lugar as classes sociais são
resultado de um conjunto de variáveis – grau de instrução, ocupação, propriedades – e não apenas
pela renda. Em quarto lugar, as pessoas podem mudar de classe social – tanto ascendendo quanto
caindo – dependendo da rigidez da estratificação social.

As classes sociais apresentam clara preferência por atividades diversas. Há também


diferença de linguagem adequada para cada classe social.

Por todos estes aspectos colocados fica claro que as diferenças de classe social não
podem ser ignoradas na Igreja. Estas questões eram motivo de preocupação desde o início da
história da Igreja, como nos mostra textos como Tg 2.1-12. Além da óbvia preocupação que
devemos ter em não fazer acepção de pessoas na Igreja, é interessante observar se os cultos,
atividades, pregações e outros aspectos da prática da Igreja são próprios para todas as classes
sociais. Infelizmente é muito difícil falar a todas as classes sociais da mesma forma, e é quase um
padrão a divisão de Igrejas por classe sociais. No Brasil, muitas denominações têm crescido falando
a classe mais baixa, com sua linguagem e aspectos próprios. Pensar nas classes sociais que são
maioria em nosso contexto e em como falar ao maior número de pessoas é tarefa da liderança da
Igreja e parte importante no planejamento.

Alguns pontos, por exemplo, que podem ser observados. Tanto pessoas das classes mais
altas quanto das classes mais baixas tem resistência a freqüentar lugares onde não existam
pessoas da mesma classe. A própria imagem do templo pode atrair de forma mais favorável
pessoas de classe social diferente, da mesma forma com que fachadas de lojas são feitas para a
classe social que se espera que vá comprar ali. As diferenças de linguagem também são
importantes. Muitas vezes pregações mais diretas falam melhor as classes sociais mais baixas e
alguns rituais de culto são mais eficientes para transmitir a idéia para pessoas com menor formação.
Considerar as classes sociais envolvidas na Igreja e na sociedade que se pretende atingir é
importante.

Fatores Sociais

Grupos de Referência

Os grupos de referência de uma pessoa são aqueles que exercem influencia direta ou
indireta sobre as atitudes e comportamento de uma pessoa. Os grupos que exercem influência
direta são chamados grupos de afinidade. Alguns grupos de afinidade são primários, como família,
amigos, vizinhos, colegas de escola, faculdade, trabalho. A própria igreja pode ser considerada um
grupo de afinidade. As pessoas são também influenciadas por grupos de aspiração, que são
aqueles aos quais pretendem pertencer e grupos de dissociação, que são aqueles que a pessoa
rejeita.

A influência do grupo de referência se faz pelo menos de 3 maneiras: expondo a pessoa a


novos estilos e comportamentos, influenciando suas escolhas e pressionando a pessoa para seguir
um padrão de vida condizente com o grupo. No contexto imediato da Igreja grupos de referência são
importantes, pois sua influência pode levar as pessoas a deixarem de freqüentar a Igreja (um caso
típico é o que chamam de más companhias na adolescência) ou influenciar as pessoas a freqüentar.

Alguns grupos de referência têm pessoas que se destacam por serem ouvidas por outras
com mais atenção. Tais líderes de opinião podem influenciar bastante o comportamento das
pessoas do grupo e são alvos potenciais para evangelização.

Conter a influência perniciosa de grupos de afinidades sobre as pessoas da Igreja e criar


vínculos mais fortes entre as pessoas, fortalecendo o grupo de afinidade da Igreja são ações
positivas para o crescimento da igreja.

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Família

Os membros da família constituem o grupo de referência mais importante. Podemos


distinguir duas famílias na vida de uma pessoa: a família de orientação, constituída por pais e
irmãos, e a família de procriação, constituída por cônjuges e filhos. Qualquer estatística da
porcentagem de pessoas que começaram a freqüentar a Igreja por conta de sua família mostrará
quão importante é considerar a questão familiar na Igreja. Padrões de relação familiares com a
Igreja devem ser observados e programações dirigidas a famílias são parte importante das
atividades da Igreja. Qualquer planejamento de uma Igreja deve passar pela observação da forma
como as famílias estão se relacionando. Famílias saudáveis na Igreja são de valor inestimável.

Papéis e status

Além das Igrejas, uma pessoa participa de muitos grupos – família, clubes e outras
organizações. A posição de uma pessoa em cada grupo pode ser definida em termos de papéis e
status. Um papel consiste nas atividades que uma pessoa deve desempenhar. Cada papel carrega
um status. Atribuir papéis as pessoas na Igreja e mostrar que elas têm um status importante na
comunidade é importante. Muitos conflitos, que geram muito mal estar na Igreja, nascem em
conflitos de papéis e status, infelizmente. É preciso estar atento a isto, portanto.

Fatores Pessoais

Idade e Estágio no ciclo de vida

As pessoas têm comportamentos, aspirações e contextos de vida diferentes dependendo de


sua idade e do lugar onde se encontram no chamado ciclo de vida (que pode ser dividido, por
exemplo, em solteiro, casados com filhos, casados com filhos pequenos, casados com filhos
independentes, viúvos, aposentados, etc). Mensagens e atividades podem ser mais bem
direcionadas para cada idade e estágio da vida. Estes aspectos são considerados em muitas Igrejas
com a criação de Coordenadoria de Adolescentes, Jovens, Adultos, grupos de terceira idade,
classes para jovens casais, etc. Esta é uma atitude elogiável e que pode render frutos para a Igreja.

Ocupação e circunstâncias econômicas

A ocupação de uma pessoa determina quanto tempo hábil ela terá para outras atividades e
como terá animo para desempenhá-las. Circunstâncias econômicas influenciam emocionalmente
uma pessoa e suas motivações. Estes aspectos não podem ser, portanto, desconsiderados.

Estilo de Vida

Estilo de vida é o padrão de vida da pessoa expresso por suas atividades, interesses e
opiniões. O estilo de vida representa a pessoa por inteiro interagindo com seu ambiente. Planejar
uma atividade na Igreja desconsiderando o estilo de vida mais comum nesta pode gerar fracassos.
O estilo de vida influencia como as pessoas recebem novidades nos cultos, por exemplo.

Personalidade e Auto-Imagem

Toda pessoa tem uma personalidade distinta, que influencia seus comportamentos. A
personalidade geralmente é descrita por características como autoconfiança, domínio, autonomia,
submissão, sociabilidade, resistência e adaptabilidade. Conhecer a personalidade das pessoas que
compõe a Igreja é importante para atribuição de cargos, por exemplo.

Relacionada à personalidade está a auto-imagem. Além da auto-imagem real (como a


pessoa se vê), existe a auto-imagem ideal (como a pessoa gostaria de se ver) e auto-imagem de
acordo com os outros (como a pessoa pensa que os outros a vêem). Muitas vezes as pessoas
deixam de fazer algo na Igreja por conta do resultado que pensam que haverá na sua imagem. Ou
pessoas com grandes capacidades se subestimam para a Obra de Deus por conta de uma baixa
auto-estima.

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Fatores Psicológicos

Motivação

Uma pessoa possui muitas necessidades em qualquer momento. Algumas necessidades


são fisiológicas, como fome, sono e desconforto. Outras necessidades são psicológicas, como
necessidade de reconhecimento, estima e integração. Uma necessidade passa a ser um motivo
quando ela resulta em ação.

Maslow criou a chamada hierarquia das necessidades dada pela Figura 2. Nesta Figura as
necessidades na base são aquelas que o homem procura satisfazer primeiramente. Assim, isto
explicaria porque as pessoas gastam tempo e forças em algumas atividades em algumas épocas.
Um homem com fome não se preocuparia muito com sua auto-estima, preferindo pedir comida e
arranhar sua auto-estima a morrer de fome. Quanto a Igreja, esta é movida pelas motivações das
pessoas, e saber motivar as pessoas é essencial. Líderes com capacidade de motivar outras
pessoas são preciosos para uma Igreja. Cada liderança deve procurar encontrar a melhor forma de
motivar as pessoas, se preciso ajudando-as as satisfazer as necessidades mais básicas, liberando
tempo para realização de atividades superiores na escala de necessidades.

Figura 2 – Hierarquia das necessidades de Maslow

Percepção

Percepção é a maneira pela qual uma pessoa seleciona, organiza e interpreta as


informações recebidas para criar uma imagem significativa do mundo. A percepção é resultado do
ambiente, das condições internas da pessoa e dos estímulos que recebe. A percepção das pessoas
deve ser observada na forma como mensagens serão transmitidas e a forma como queremos que
as pessoas as processem. As pessoas não prestam atenção em tudo que chega até elas (atenção
seletiva), não entendem sempre a mensagem como o emissor esperava (distorção seletiva) e não
retém tudo que compreendem (retenção seletiva). Assim, é necessário saber a melhor forma de
lançar um novo projeto, fazer uma pregação, escrever um informativo.

Aprendizagem

Quando as pessoas agem, elas aprendem. A aprendizagem envolve mudança de


comportamento através da experiência. As pessoas respondem a estímulos. Treinar pessoas para

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diversas atividades e para repelir ações negativas é importante. Novamente, a educação cristã se
impõe como uma prioridade no futuro de uma Igreja.

Crenças e Atitudes

Uma crença é o pensamento descritivo que uma pessoa mantém a respeito de alguma
coisa. Uma crença surge com base em conhecimento, opinião ou fé. Crenças negativas contra a
Igreja devem ser vencidas. Uma atitude corresponde às avaliações, sentimentos e tendências de
ação duradoura, favoráveis ou não, a algum objeto ou idéia. As pessoas têm atitude em relação a
quase tudo. As atitudes levam as pessoas a se comportar de forma razoavelmente coerente com
situações semelhantes. É preciso atentar para as atitudes que são difíceis de serem mudadas e
adaptar as atividades da Igreja a estas, mas também tentar mudar as atitudes das pessoas que são
negativas para com a Igreja.

Emoções

Não podemos descartar os aspectos emocionais envolvidos em todas as atividades


humanas, que dificilmente são totalmente racionais. Na Igreja acontece muito de pessoas tomarem
decisões movidas por emoções apenas. Porém as emoções não têm apenas um lado negativo.
Conhecer como canalizar as emoções para a Obra de Deus é um conhecimento importante. Muitas
vezes as pessoas procuram emoções e se animam com novidades. Não deveria ser assim, mas sim
haver um compromisso constante e independente disso. Nem sempre é assim, entretanto. Pensar
nesse aspecto é, portanto, importante.

Tendo tratado dos fatores que afetam o comportamento das pessoas, tanto espirituais
quanto humano-comportamentais, vamos dedicar mais um tempo na análise micro da Igreja, para
nos deter no processo que leva uma pessoa a decidir por tomar parte em uma Igreja.

O processo de inclusão e permanência em uma Igreja


Seria interessante compreendermos todos os sentimentos, aspectos e pensamentos
envolvidos na decisão de uma pessoa por começar a freqüentar uma Igreja e nela se manter.
Embora não seja possível conhecer a fundo todos estes, é um exercício saudável questionarmos
alguns pontos.

Primeiramente, pensemos no papel de decisão. Podemos reconhecer alguns papéis no


processo de decisão por inclusão em uma Igreja. O decisor é aquele que toma a decisão efetiva, no
caso de uma pessoa a própria, e no caso de uma família os pais que decidem levar seus filhos para
a Igreja. O influenciador é uma pessoa que influencia outras a começar a freqüentar a Igreja, seja
por conta de sua amizade, evangelismo pessoal, exemplo de vida, e é também aquele que
influencia negativamente, colocando obstáculos para que a pessoa o faça (como familiares
pertencentes a outra Igreja).

Ajudar os decisores a tomar uma atitude favorável à comunhão na Igreja e vencer as


influências negativas sobre este é papel da Igreja. Para que se tenha uma idéia de como fazê-lo é
interessante entender os passos no processo de decisão, que podem ser resumidos em:

Reconhecimento do Problema: é o estágio em que; passando por uma dificuldade, necessitando


de atenção ou buscando a verdade e comunhão com Deus; a pessoa entende que precisa de um
apoio, que pode no final ser dado pela Igreja. Muitas pessoas passaram a freqüentar Igrejas por
conta de dificuldades em sua vida.

Busca de informações: é a fase na qual a pessoa decide buscar uma Igreja no caso em que parte
dela a atitude, ou mais comumente, a etapa na qual a pessoa julga as informações passadas por
outras pessoas que a convidam para freqüentar a Igreja.

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Avaliação das Alternativas: é a etapa na qual a pessoa decide qual Igreja freqüentar, ou entre
continuar fora da Igreja ou freqüentar uma.

Decisão: é a etapa final onde a pessoa decide ir até a Igreja, seja por iniciativa própria ou
respondendo a convite a pessoa vai até a Igreja. Geralmente a pessoa tem expectativas para essa
primeira experiência e estas expectativas interferem na freqüência futura da pessoa.

Após esta primeira visita à Igreja a pessoa poderá não voltar mais ou continuar vindo e se
tornar uma pessoa ativa e importante dentro da Igreja. Não podemos deixar de lembrar a parábola
do semeador neste momento.

Após esta primeira ida a Igreja podemos traçar alguns gráficos que descreve bem padrões
de comportamento da maioria das pessoas para com a Igreja. Este gráfico é dado na Figura 3.

Figura 3 – Ciclos de Vida das pessoas na Igreja

O primeiro gráfico, marcado como 1, representa um padrão típico, que podemos chamar de
padrão crescimento-estagnação. No início, a motivação cresce rapidamente, na fase marcada como
1 em vermelho que pode ser chamada de fase da empolgação. Nesta fase todas as coisas são
novidade, a pessoa parece estar com motivação para muitas atividades, e geralmente recebe
atribuições nos departamentos, ministérios, etc., da Igreja. Depois de um tempo, porém, começa a
fase marcada por 2 em vermelho nos gráficos, que podemos chamar de fase de questionamento.
Esta fase, marcada ou por alguma decepção com outras pessoas ou por um desânimo e
questionamento pessoal, caracteriza-se por um esfriamento da pessoa para com as atividades da
Igreja. Sua freqüência nas programações cai um pouco, seu animo não é mais o mesmo, tanto para
atividades na Igreja quanto para testemunhar sobre as mudanças em sua vida. Após esta fase
segue a fase marcada por 3 em vermelho que podemos chamar de fase de desânimo. As
tendências observadas na fase anterior se intensificam e a pessoa acaba por não ser mais tão
freqüente, motivada e realmente se acomoda, passando a ser o que muitos chamam de um
“domingueiro”. A pessoa estaciona em um nível qualquer de motivação e permanece nele
praticamente todo o período que permanece na Igreja, só saindo em caso de grave crise na Igreja,
mudança da cidade, ou falecimento. Se observarmos a história de membros mais antigos da Igreja
veremos que estes dificilmente são motivados além de um ponto, e que tiveram histórias na Igreja
parecidas com esta.

O segundo gráfico representa também um padrão bastante comum, que podemos chamar
de crescimento-crise-saida. Este padrão é semelhante ao primeiro, mas ao contrário daquele é
marcado pela saída da pessoa da Igreja no fim. Geralmente é motivado por decepções ou
desânimos maiores que os do primeiro padrão.

O terceiro gráfico representa um padrão não tão comum, infelizmente. Este padrão que
podemos chamar de crescimento estável é o ciclo de vida de pessoas que após a fase de

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empolgação permanecem ativas e com o tempo até conseguem mais motivação. Existe um nível
superior de motivação para cada pessoa, mas as pessoas que seguem este padrão permanecem
oscilando próximas ou ao topo de motivação ou a níveis altos, sendo ativas e freqüentes. Estas
pessoas são as que mantêm a Igreja. Fazer com que todas as pessoas sigam este padrão seria o
ideal.

O quarto gráfico pode ser chamado de o padrão oscilante. São pessoas que passam por
diversas fases de empolgação e desânimo durante o tempo, desanimando-se com facilidade e
empolgando-se novamente. Muitas pessoas que seguem este padrão crescem em motivação
quando recebem algum papel ativo (cargos, por exemplo) desanimando quando saem destes
papéis.

Procurar fazer que o maior número de pessoas não siga os padrões de estagnação ou, pior
ainda de declínio e saída, é a atuação positiva no ambiente micro por excelência. Uma liderança
atenta as pessoas da Igreja muitas vezes administra estes ciclos de vida sem nunca ter parado para
pensar em nada do que foi exposto acima. Algumas ações tomadas pela liderança da Igreja têm o
efeito de gerar fases de empolgação em pessoas estagnadas, mas podem ter também o efeito de
gerar a decepções e com isso um período de declínio para muitas pessoas. Pensar em como as
ações tomadas atingirão cada pessoa é importante.

Já comentamos bastante sobre a relação das pessoas com a Igreja em seus diversos
aspectos. Esta é a base do enfoque micro na Igreja. Estendendo a análise aqui sugerida para todas
as pessoas podemos caracterizar a Igreja no enfoque micro. É claro que não é possível saber de
todos os detalhes pessoais de cada um, mas uma análise geral é possível, permitindo que o
enfoque micro enriqueça a análise. Não entraremos em detalhes de como esta generalização do
pessoal para a caracterização pode ser feita, pois é algo muito próprio de cada Igreja. Finalizando
este capítulo colocaremos alguns objetivos que podem ser tratados dentro dos aspectos de
caracterização da Igreja tanto pelo enfoque micro quanto pelo enfoque macro.

Objetivos e Metas
Objetivos e Metas no enfoque macro

Já traçamos alguns aspectos a serem observados na caracterização da Igreja no enfoque


macro. Discutiremos aqui como essa caracterização pode ser transformada em metas.

Algumas metas dentro do enfoque macro são:

Crescer numericamente: aqui está uma das metas que tem sido colocada pela liderança nacional
de nossa denominação e com certeza tem sido preocupação de nossas lideranças. Uma igreja
maior tem benefícios importantes em acréscimo de pessoas, recursos e ainda o efeito psicológico
que existe pela sensação de êxito que acompanha o crescimento numérico. Além disso, crescer
significa, em última análise, estar cumprindo a ordem de Deus para a Igreja. Esta deve ser uma das
metas principais a serem perseguidas, porém sem esquecer que o crescimento numérico a qualquer
custo não deve buscado. O crescimento numérico é resultado de diversos fatores, muitos dos quais
são discutidos aqui neste trabalho. Ele deve ser buscado, mas aparece como conseqüência de um
trabalho bem feito em outras áreas. O crescimento numérico se dá através de campanhas e ações
para trazer pessoas de fora da Igreja para o convívio, mas também mantendo no convívio os que já
pertencem.

Formar uma cultura saudável na Igreja: este é um trabalho de longo prazo. Criar um ambiente
saudável e produtivo, onde as pessoas se sintam motivadas e felizes em estar fazendo a Obra de
Deus. Eis uma meta interessante a ser buscada. Esta meta deve ser buscada desde a educação
cristã aos mais jovens, ensinando-os a terem uma visão de grupo na Igreja e de vencerem as
dificuldades buscando em Deus; passando pela pregação neste sentido; pela comunhão entre as

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pessoas na Igreja; por uma visão única e focada de todas as pessoas na Igreja. Como uma
instituição formada por homens não podemos esperar a perfeição, mas deve-se trabalhar buscando
os melhores resultados.

Construir um patrimônio sólido: muitos diriam que a Igreja deve se preocupar mais com gastar
seus recursos em campanhas de evangelismo e missões. Esta suposição, porém, é falaciosa. A
questão de construção de patrimônio para a Igreja não reside em ostentação de riqueza, que a
Bíblia nunca aprovou, mas sim em dois aspectos que um patrimônio sólido permite a Igreja:
primeiro, a liderança da Igreja gasta, muitas vezes, tempo precioso discutindo questões financeiras
em momentos de dificuldade de caixa. Este tempo poderia ser gasto em discussões mais
proveitosas se a situação da igreja fosse melhor. Em segundo lugar um patrimônio sólido permite a
realização de projetos que demandam recursos como projetos sociais mais abrangentes, maior
conforto no lugar de culto, contratação de mais pastores e ajuda a mais missionários. Por essa
razão a liderança precisa ter como meta tomar as melhores decisões em termos de planejamento do
patrimônio da Igreja, até porque este é construído pelos recursos de todas as pessoas.

Alcançar os melhores relacionamentos: ter uma Igreja que se relaciona com a sociedade,
vizinhança e principalmente que tem um relacionamento com Deus. Eis uma meta a ser buscada.
Atos em seus primeiros capítulos nos mostra que foi através de uma imagem positiva e
relacionamentos com a sociedade que a Igreja cresceu de forma incrível. O relacionamento com
Deus deve ser buscado com o empenho de cada um e com ações da Igreja que mostrem disposição
para adorar a Deus e fazer sua Obra.

Objetivos e Metas no enfoque micro

No enfoque micro, que discutimos colocando sobre o ponto de vista da pessoa para com a
Igreja, existe o lado inverso - da Igreja para com a pessoa. Neste sentido podemos primeiramente
colocar alguns pontos que servem de parâmetro para analisar uma pessoa em relação à Igreja:

Freqüência nas programações: o maior número de pessoas nas programações tem o efeito de
gerar animação em muitas pessoas, logo quanto mais freqüente uma pessoa melhor para a Igreja,
além de para ela própria, pelo crescimento espiritual que pode ser alcançado com o convívio com a
Igreja.

Motivação para ajudar: a Igreja tem muitas funções e projetos, precisando de pessoas motivadas
para realizá-lo. Assim, pessoas com motivação são um bem precioso para a Igreja.

Conhecimentos e experiência cristã: uma pessoa com maior experiência e conhecimentos pode
exercer funções importantes. Muitos trabalhos da Igreja necessitam de pessoas com habilidades
que são adquiridas com experiência e conhecimentos, por exemplo, para professor da Escola
Dominical ou para integrar o Conselho. Esta experiência e conhecimentos têm também a
característica de contribuir para que mais pessoas aprendam e tornem a Igreja no geral mais
capacitada.

Disposição para contribuir com dízimos e ofertas: a maioria das Igrejas não tem fonte própria de
geração de recursos e depende das contribuições das pessoas que freqüentam a Igreja. Pessoas
com compromisso neste sentido ajudam a construir o patrimônio da Igreja e são muito importantes.

Exemplo de vida: pessoas que tem bom testemunho das pessoas de fora abrem oportunidades
para falar de Jesus Cristo e contribuem para a boa imagem da Igreja.

Espírito evangelístico: pessoas que falam do Evangelho de Cristo ajudam a novas pessoas
conhecer a verdade e passar a fazer parte da Igreja de Cristo.

Espírito de equipe e identificação com a Igreja: pessoas que vestem a camisa da Igreja e vêem o
crescimento desta como meta pessoal são essenciais para os planos da Igreja. Além disso, em
momentos de dificuldade tem maior compromisso em ficar e lutar para vencer as dificuldades, ao
invés de fugir das dificuldades mudando de Igreja ou deixando de freqüentá-la.

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Conseguir pessoas com todos os pontos positivos listados acima e em grande número seria
o ideal a ser alcançado. Como conseguir pessoas assim? Em principio apenas Deus pode colocar
forças nos corações dos seus para serem desta forma, mas as ações da Igreja em motivar e os
relacionamentos dentro da Igreja também influem em muitos destes pontos. Por isso é possível
pensar em que pontos e projetos contribuem para o crescimento das pessoas na vida cristã.
Crescimento este que leva a transformação de vidas e a pessoas que atingem as características
positivas listadas e outras mais.

Já apresentamos uma definição para Igreja, discutimos as visões que podem existir, os
enfoques pelos quais podemos olhá-la. Com isto podemos passar a discutir os sistemas que
influenciam a Igreja e o relacionamento desta com estes. Com isto, finalizamos este primeiro
capítulo.

Capítulo 2 As forças espirituais e a Igreja


Forças Espirituais
Por forças espirituais entenda-se tanto a ação de Deus, Jesus Cristo, Espírito Santo e anjos
quanto à ação de Satanás e demônios. Enfim, as intervenções e ações benéficas e influências
negativas que se fazem sentir sobre a humanidade e a Igreja como um todo. A realidade de
entidades espirituais que se relacionam com o homem é a base da religião, isto porque o homem,
que foi criado por Deus para com Ele se relacionar tem consciência da existência do espiritual e é
também um ser dotado de espírito. A própria criação é prova da existência de Deus. A existência de
espíritos do mal também é confirmada pela Palavra de Deus e não podemos fingir que estes não
existam.

Porém, não se fala aqui em uma guerra entre forças do mal e do bem. Deus é Soberano
sobre toda a criação, inclusive Satanás e outros demônios.

Embora não exista uma batalha entre forças do bem e do mal, o homem embora criado
para se relacionar com Deus está também sujeito a influências do mal em sua vida. Esta batalha
interna é relatada por Paulo em Gl 5.17: “A carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a
carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer”.

A Igreja, formada por homens, está, portanto, sujeita a influência das forças espirituais e por
esta razão discutiremos estas influências neste Capítulo.

A ação do mal na Igreja


Satanás é adversário do homem, procurando colocá-lo em desfavor diante de Deus (como
nos mostram os dois primeiros capítulos de Jó). 1 Pe 5.8 nos diz que o Diabo, nosso adversário,
anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar. Satanás é descrito como o
acusador do povo de Deus em Ap 12.10.

2 Coríntios 11.14 diz que Satanás se transforma em anjo de luz. Isto mostra o caráter
enganador da influência do mal. Satanás procura fazer com que o pecado pareça algo bom e
agradável para o homem. Em Lc 22.32 Jesus diz que intercedeu por Pedro para que a fé deste não
desfalecesse pelas tentações. Testar a fé e fazer com que as pessoas esmoreçam é o plano de
Satanás. Ele tenta tirar vantagens de crises na Igreja para destruir a comunhão do povo de Deus (2
Co 2.10-11). Uma de suas principais armas é a falsa doutrina, escondida através de um Evangelho
fácil e que só traz vantagens imediatas (2 Co 11.3-4).

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A ação de Satanás e dos demônios é de duas ordens: ou indiretamente através da
tentação, que se manifesta também como resultado de nossa própria carne pecaminosa ou
diretamente através de possessões.

Quanto às tentações, Tiago 1.13-15 diz: “Ninguém, ao ser tentado diga: Sou tentado por
Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele mesmo a ninguém tenta. Ao contrário, cada
um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. Então, a cobiça, depois de haver
concebido, dá a luz ao pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte.” Este texto nos
mostra que a tentação se manifesta através de influências do mal, mas também da própria essência
humana e sua inclinação ao pecado. Ser tentado não é errado, uma vez que o próprio Cristo o foi.
Tiago mostra, porém, que a tentação segue um caminho até se concretizar em pecado e estes
passos intermediários é que devem ser evitados. 1 Co 10.13 diz: “Não vos sobreveio tentação que
não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo
contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que possais suportar”. Esta
promessa, entretanto, não implica em uma atitude passiva, esperando pelo livramento divino. O
homem tem de fazer sua parte para lutar contra o mal e sua influência em sua vida. Quanto a Igreja,
Satanás tenta usar os mais fracos na fé para causar mal-estar na Igreja e atrapalhar o
desenvolvimento da Obra de Deus. Por isso, a Igreja precisa estar atenta e em oração para resistir.

Quanto às possessões demoníacas, estas foram freqüentes no período em que Jesus


esteve em seu ministério terreno, pois Satanás e as forças demoníacas sabiam do momento em que
se encontravam e que o Reino dos Céus estava por se manifestar em sua maior extensão com a
derrota na cruz. Sobre isto Jesus diz em Mt 12.28-29: “Se, porém, eu expulso demônios pelo
Espírito de Deus, certamente é chegado o reino de Deus sobre vós. Ou como pode alguém entrar
na casa do valente e roubar-lhe os bens sem primeiro amarrá-lo? E, então lhe saqueará a casa.”

Porém, estas possessões não se restringiram aquele período histórico, embora não sejam
tão freqüentes em outras épocas. Lc 9.1 e 10.17 mostra Jesus dando autoridade para seus
discípulos sobre os espíritos imundos. Oração e jejum são as armas do cristão para interceder pelo
livramento das almas presas a ação direta de Satanás e isto não pode ser desprezado pela Igreja.
Porém, certos movimentos na história da Igreja, que tendem a criar espetáculos sobre expulsões de
demônios, tomando o papel central do Evangelho e sua pregação nos cultos, estão claramente fora
das boas práticas cristãs. Deve-se sempre buscar a menor exposição da pessoa que está sendo
atingida pelas forças do mal, buscando sua restauração a comunhão com Deus.

A ação de Deus na Igreja


Deus é Soberano e nada escapa a seu controle. Assim, cada pessoa e a Igreja estão
sujeitas a sua vontade também. Ele livra a Igreja, responde a oração dos seus servos e alegra-se
com a obediência destes, abençoando-os continuamente. Adorá-lo e gozar de sua presença é o
papel do homem.

Deus manifestou-se aos homens através do Filho, Cristo Jesus, nosso Salvador. Ele é o
exemplo de vida para cada um de nós. Sob seu Evangelho faz sentido a existência da Igreja, da
qual ele é o cabeça. As ações da Igreja devem ser pensadas baseadas no ministério, lições,
exemplo e pessoa de Cristo. Ele é o mediador entre Deus e o homem, que permite que possamos
ter acesso a Deus e escapar da condenação.

O Espírito Santo é o parakletos prometido por Jesus em Jo 14.16 (esta palavra, traduzida
geralmente por consolador, traz a idéia de um advogado, intercessor em casos jurídicos). Ele vem
da parte de Deus e testemunha a respeito de Jesus (Jo 15.26). É ele quem convence o mundo do
pecado, do juízo e da justiça (Jo 16.7-15), ilumina os corações humanos (Ef 1.17-18) e regenera os
homens que antes jaziam no pecado (Jo 3.5-8). Ele é o nosso guia (Gl 5.18) e que nos ajuda no
caminho da santificação (Gl 5.22-25), sendo a sua presença uma marca do cristão (Rm 8.8-11). O
Espírito manifesta-se na adoração a Deus e nos dons concedidos a Igreja. Deus o enviou para estar
conosco e fazer parte do relacionamento entre Deus e o homem. O Espírito deve ser ouvido e ele

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fala mais e mais conosco na medida em que mantemos uma vida de estreito relacionamento,
através da obediência e da vida devocional.

Anjos também têm parte no relacionamento entre Deus e os homens e algumas vezes são
mostrados como protetores do povo de Deus (Sl 91.11-12) e como estando observando a Igreja (1
Co 11.10). São também criaturas de Deus e não esperam e nem devem ser adorados pelos
homens.

As forças espirituais benéficas agem em nossas vidas e nos mostram o caminho da


salvação. Adorar a Deus é usufruir da presença dEle e ter uma vida bem-aventurada. Deus tem
seus próprios caminhos e sabe como agir em nossas vidas para nosso próprio bem e crescimento.
Neste sentido somos muitas vezes provados em nossa fé para que possamos evoluir. Esperar em
Deus é fazer nossa parte. Quanto a Igreja, esta é a noiva de Cristo, e cada Igreja local é abençoada
por Deus na medida em que vive uma verdadeira vida diante de Deus, como nos mostram as
promessas feitas as Igrejas em Apocalipse. Sobre o papel da Igreja diante das forças espirituais
falaremos a seguir.

A ação da Igreja em relação às forças espirituais


Efésios 6.12 nos diz que “nossa luta não é contra o sangue e a carne, e si contra os
principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contras as forças
espirituais do mal, nas regiões celestes”. Portanto vemos que a Igreja deve atuar em relação às
forças espirituais, assim como elas atuam e influenciam a Igreja. Mas de que forma? O próprio livro
de Efésios nos responde esta pergunta. Paulo, usando a analogia do soldado romano coloca as
ferramentas que devem ser usadas pelo homem nesta batalha. Ele diz que devemos nos revestir da
armadura de Deus, de toda ela. Esta armadura é composta por:

Verdade: a Igreja deve ser pautada pela Verdade. A verdade atrás da pregação do verdadeiro
Evangelho e não um Evangelho manipulado para agradar os ouvintes. A verdade nos
relacionamentos dentro da Igreja e da Igreja com a sociedade. A verdade no compromisso para com
a Obra de Deus. Se não agirmos de coração e com verdade para com Deus, enganamos a nós
mesmos.

Justiça: a Igreja deve se manifestar contra a injustiça, que se manifesta no mundo de muitas
formas, assim como Cristo veio e combateu as injustiças de seu tempo com suas palavras e
exemplo de vida pautada pela justiça. A Igreja deve ser justa no emprego de suas forças para agir a
favor dos injustiçados deste mundo. Deve ser justa em aceitar a todos que buscam a Cristo em seu
meio, vencendo qualquer tipo de discriminação.

Evangelho da Paz: eis o centro da ação da Igreja. Propagar o Evangelho: Cristo morreu para que
tivéssemos vida nEle. Quantas pessoas precisam desta palavra em nossos dias. A Igreja deve se
preocupar com muitos aspectos e fatores, como mostramos através deste trabalho, mas todos
convergindo no Evangelho de Cristo, assim como a própria bíblia converge nele. Pregando o
Evangelho a Igreja está combatendo o mal e trazendo a paz ao mundo.

Fé: a fé é a força que impulsiona a Igreja. Viver pela fé é não esmorecer diante das dificuldades,
mas antes saber que em Deus somos mais do que vencedores. Este deve ser o espírito que move
cada projeto da Igreja e deve mover cada pessoa que dela faz parte.

Salvação: somos todos salvos da condenação e livres pra uma vida de eterna felicidade com Deus.
Levar esta palavra de salvação é o papel da Igreja.

A Palavra de Deus: a Bíblia é nossa regra de fé e conduta superior. A Igreja deve medir suas ações
e doutrinas a luz da Palavra de Deus, e usar esta palavra para combater o mal e suas
manifestações neste mundo.

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Oração, súplicas e vigília em Deus: a Igreja deve estar sempre preparada para lutar contra a ação
de Satanás e consegue isso se mantendo firme em oração diante de Deus.

Cada pessoa deve agir segundo estes preceitos colocados em Efésios, que não são muitos
e nem de difícil entendimento, mas cuja prática demanda esforço de nossa parte. Cada pessoa
fazendo sua parte estará colaborando para que a Igreja vença o mal.

Objetivos da Igreja em relação às forças espirituais


Após discutirmos as ações das forças espirituais e a ação da Igreja em relação a estas
podemos colocar alguns objetivos para a Igreja neste sentido. De fato, estes objetivos são a própria
razão da Igreja.

Adorar e relacionar-se com Deus: Muitas vezes nos esquecemos de qual é o objetivo principal da
Igreja. Mais ele não é outro senão adorar a Deus. E nosso objetivo de vida deve ser adorar a Deus,
acima de todas as coisas. Nunca devemos esquecer isso. Aqui está um critério pelo qual podemos
pautar nossos planejamentos como Igreja: a adoração e relacionamento com Deus.

Resistir a Satanás: Sujeitar a Deus e resistir ao Diabo, que fugirá. Eis o que diz Tg 4.7. Mas como
resistir a Satanás: através da obediência a Deus e as suas palavras, vivendo de modo digno do
chamado que resistimos. Como Igreja somos um marco da resistência do homem ao mal e ao
pecado, através da graça de Cristo.

Promover o Evangelho: como combater o mal no mundo? Pregando o Evangelho, vivendo acima
de tudo de forma digna deste (Fp 1.27). Promover o Evangelho é levá-lo a todos. A Igreja tem feito
isso? Eis uma pergunta a ser respondida. Tomando a armadura de Deus, colocada no texto de
Efésios a Igreja tem que se levantar e levar o Evangelho transformador. Este é o padrão de todas as
ações da Igreja que comentamos neste texto.

Estes objetivos podem ser a primeira vista muitos gerais, abertos e abstratos. De fato,
espera-se que sejam um pouco desta forma, pois são ideais da Igreja. Porém, não os deixaremos
aqui jogados como palavras bonitas. Através das demais discussões aqui e no escopo do Projeto
Centenário colocaremos estes ideais em sugestões mais diretas e práticas, e mediremos nossas
ações por estes ideais.

Quanto ao objetivo no enfoque micro e macro, no enfoque micro a ação de cada um deve
ser pautada em viver uma vida cristã plena, combatendo o mal em todas nossas ações e em cada
momento. Como Igreja devemos pautar nossa existência em como vivemos neste mundo e como
temos feito nosso papel na luta que Ef 6.12 nos mostra que vemos lutar. A ação nos demais
sistemas é pautada nas missões aqui colocadas.

Tendo feito esta discussão sobre as forças espirituais passaremos a seguir a analisar o
segundo sistema que interage com a Igreja: o mundo.

Capítulo 3 O mundo e a Igreja


Definições
Por mundo entenda-se toda a humanidade juntamente com o ambiente no qual esta vive.
Enfim, todo o amplo ambiente em que vivem todas as pessoas. Esta é uma das formas que o termo
mundo é usado na Bíblia também. O outro uso para o termo na Bíblia é para se referir a Terra, ou
mesmo ao Universo criado. Mas aqui usaremos a definição acima, que considera a humanidade e
seu ambiente.

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O homem é o ápice da criação descrita em Gn 1, tendo recebido o mandato cultural para
dominar sobre toda a criação de Deus. Assim, a criação pode ser vista pelo ponto de vista da sua
relação com o homem. Desta forma, quando o homem caiu em pecado a criação também se viu
sujeita ao pecado. Sobre isto Paulo, em Rm 8.20-23, diz: “Pois a criação está sujeita a vaidade, não
voluntariamente, mas por causa daquele que a sujeitou, na esperança de que a própria criação será
redimida do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Porque sabemos
que toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora. E não somente ela, mas
também nós, que temos as primícias do Espírito, igualmente gememos em nosso intimo,
aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo”. Porém, enquanto não partimos deste
corpo carnal estamos sujeito a influência do mundo. Sobre estas influências falaremos a seguir.

A ação e influência do mundo na Igreja


Primeiramente, observaremos os aspectos micro. Todas as pessoas estão inseridas numa
sociedade, que de uma forma ou outra está interligada, principalmente em nosso tempo e tendendo
a se tornar cada vez mais desta forma. Portanto, inseridos no mundo não é de causar estranheza
que sejamos em alguma medida influenciados pelo mundo. Podemos dividir as formas pelas quais o
mundo interfere na vida e pensamentos das pessoas em:

Influências

Cultura: é o conjunto de manifestações artísticas, sociais, lingüísticas e comportamentais de um


povo ou civilização. Portanto, fazem parte da cultura de um povo as seguintes atividades e
manifestações: música, teatro, rituais religiosos, língua falada e escrita, mitos, hábitos alimentares,
danças, arquitetura, invenções, pensamentos, formas de organização social, etc. Geralmente se fala
em cultura restringindo a um povo, mas no mundo atual podemos falar de uma cultura global
também. A pessoa está inserida em uma cultura e muitas vezes aspectos culturais interferem na
forma como a pessoa se relaciona com a Igreja. Por exemplo, a cultura brasileira, marcada pelo
sincretismo e espiritualidade muitas vezes cria dificuldades para que as pessoas aceitem que exista
um único Evangelho e Verdade.

Modelos de comportamento: muitos “artistas”, esportistas, governantes e outras pessoas de


destaque têm seu comportamento seguido por outras pessoas e são, portanto, influências. No
momento em que estes têm comportamentos reprováveis servem como maus exemplos e não é
preciso pensar muito para encontrar exemplos. Existem também pessoas que servem como bons
exemplos, mas mesmo estes são sujeitos a falhas e as pessoas que as usavam como modelos
podem vir a se escandalizar. Por isso o ideal seria que todos tivéssemos como modelos de
comportamento a Cristo.

Meios de informação e entretenimento: estes, em nossos dias principalmente, são os grandes


responsáveis pela formação da cultura e por alçar pessoas a posição de ídolos populares. Além
disso, muitas vezes trazem versões distorcidas dos acontecimentos, beneficiando agendas ocultas e
interesses pessoais, e promovem perda de valores importantes. Por isso, embora não seja
recomendável a alienação é preciso ter senso crítico para as informações que recebemos. Quando
estas informações vêm disfarçadas de mero entretenimento a situação é ainda mais grave.

Exigências

Sucesso: cada vez mais as pessoas se vêem cobradas para alcançarem sucesso em sua vida. E
este sucesso não é o sucesso na vida cristã, mas sim aquele segundo os padrões do mundo:
riqueza, reconhecimento, status, etc. Esta exigência de sucesso cria frustração, competitividade e
diminui o tempo e forças que cada um tem para a Obra de Deus. Como poucas pessoas chegam até
o patamar de sucesso muitos se sentem pessoas inferiores e alguns até recorrem a meios escusos
para “subir” na vida. Deus nunca aprovou o ócio, mas, contudo, não promoveu os excessos que
muitas vezes vemos. É preciso pensar em qual é nossa motivação de vida e se esta tem algo a ver
com os caminhos do Senhor ou apenas a satisfação da busca pelo sucesso.

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Realização Profissional: uma das exigências do sucesso. A busca da chamada realização
profissional geralmente envolve grande esforço, pois cada vez mais o mercado de trabalho pede
formação eximia do profissional. Para subir postos no mercado de trabalho muitas vezes as pessoas
se submetem a jornadas de trabalho além do recomendável e fazem do seu trabalho sua única
atividade praticamente e até mesmo o universo no qual vivem. Com isto que tempo sobra para as
atividades da Igreja? Quando sobra algum é sempre gasto para o descanso e poucas forças
sobram. Todos precisamos de sustento e muitas vezes não há escolha senão entrar neste ritmo,
mas esta com certeza é uma das formas como o mundo influencia a Igreja negativamente. Devemos
tentar no meio da correria que o dia a dia nos impõe achar tempo para nossas devocionais e para
fazer a obra de Deus.

Status: embora nossa sociedade não seja mais dividida numa estrutura hierárquica rígida como a
de outros tempos, uma nova forma de classificar as pessoas existe. Ter status na sociedade é gozar
da admiração e facilidades na sociedade. Não ter status é ser excluído de alguns círculos sociais e
amizades. Na Igreja este tipo de diferenciação não deve entrar. Além disso, não devemos colocar
estas questões como centrais em nossa vida. Muitos, para manter seu status na sociedade, deixam
mesmo de fazer sua parte na Igreja para dedicar mais tempo a outras coisas menos importantes.
Outros se deixam abalar e vivem uma vida infeliz por conta de considerarem-se realmente párias na
sociedade, enquanto Cristo os amou e morreu por acreditar em cada um.

Beleza e Juventude: não basta ter realização profissional e riqueza para ser considerado bem-
sucedido por alguns. Principalmente as mulheres, mas também os homens, muitas vezes são
julgados por sua aparência e isto tem criado uma sociedade muitas vezes fútil. Mais e mais tempo e
recursos são gastos para parecer jovens ou alcançar padrões de belezas inalcançáveis. Exageros
são feitos por alguns nesta busca. Não é condenável cuidar de sua aparência, assim como não é
condenável trabalhar e estudar para conseguir uma vida melhor para si mesmo e seus familiares.
Condenável é colocar cada uma destas coisas como um ídolo moderno, tomando o lugar de Deus
em nossas vidas.

Riqueza: para alcançá-la muitos deixam seus valores de lado, usam de trapaças nos negócios,
deixam de contribuir com recursos para a Igreja. A Bíblia faz muitas advertências sobre a busca
desenfreada de riquezas. Não devemos deixar que o mundo nos influencie a colocar os recursos
materiais acima dAquele que criou todas as coisas.

Valores distorcidos

Sexualidade: Deus criou o homem e a mulher para que se complementassem e vivessem como um
só corpo, usufruindo deste convívio no casamento. Porém, o homem sempre distorceu estes valores
e em nosso tempo não é diferente. A visão da sexualidade imposta no mundo geralmente é a da
busca do prazer próprio, da desvalorização dos relacionamentos, da sexualidade generalizada e
permissiva a comportamentos reprováveis. Os meios de comunicação expõem até as crianças a
valores distorcidos e impõe uma enxurrada de referências diretas e indiretas a sexo, muito além do
necessário. O resultado disso é a proliferação de DSTs, o crescimento de gravidezes indesejadas e
a criação de problemas psicológicos em adolescentes, expostos ao sexo quando ainda não estão
preparados.

Família: a família, instituição base da sociedade, tem cada vez mais mudado. Perda da autoridade
paterna no lar, falta de tempo dos pais para a criação dos filhos, divórcios, casais homossexuais,
falta de diálogo... Esta lista pode ser aumentada a exaustão. Famílias saudáveis são importantes
para o crescimento da Igreja e uma pessoa que tem uma base familiar cristã tem mais facilidades
para conhecer e crescer nos caminhos do Senhor.

Religião: cada vez mais aparecem novas manifestações de espiritualidade, enquanto cria-se por
outro lado uma impressão de que toda religião é positiva. Vive-se um momento de religiosidade self-
service. Cada um pega o que gosta de uma religião e forma seu pacote. Por outro lado cresce o
número daqueles que se dizem ateus e agnósticos. Embora este último dado possa ser fruto de
maior liberdade de expressão e menor discriminação aos que se manifestam desta forma, não deixa

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de ser um dado preocupante. Embora o número de pessoas que se dizem evangélicas no Brasil
cresça, não se verifica igual crescimento do compromisso cristão verdadeiro.

Verdade: cada vez mais as pessoas desacreditam de conceitos como uma verdade absoluta. Crê-
se que cada um tenha seu próprio conjunto de verdades que lhe seja conveniente. Porém, isto não
se encaixa como Evangelho dAquele que disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém
vem ao Pai se não for por mim”.

Relação com a natureza: embora nenhum cristão devesse acreditar que nosso planeta pode vir a
sofrer um colapso, sendo o homem destruído por suas ações irresponsáveis (nenhum cristão devia
acreditar também na humanidade ser destruída por uma guerra nuclear, meteoro, etc. É claro na
Bíblia qual será a seqüência de eventos que antecede o fim do mundo como o conhecemos) as
ações irresponsáveis para com a criação já geram e gerarão dificuldades para as gerações futuras.
Deus colocou a criação para que o homem sobre ela governasse, mas o texto de Romanos citado
no início deste capítulo mostra que distorções ocorreram e ocorrem.

Valores perniciosos

Consumismo: prejudica o relacionamento com Cristo em pelo menos os seguintes sentidos: faz
com gastemos tempo para acumular bens que não precisamos verdadeiramente, faz com que
gastemos recursos que poderiam ser usados para ajudar a Igreja e os necessitados, gera frustração
por falta de coisas que não precisamos. Mt 6.24-34 fala melhor que qualquer palavra que
escrevêssemos aqui.

Individualismo: marca importante de nosso tempo, cria dificuldades para as pessoas entenderem o
sentido de povo de Deus que marca toda a Palavra de Deus. Gera dificuldades para negarmos
nossos desejos pessoais pelo bem da Igreja e do próximo. As pessoas fazem projetos pessoais,
mas às vezes não fazem planos para sua família e muito menos para sua Igreja.

Hedonismo: a busca pelo prazer acima de outros valores como a justiça, o respeito ao próximo e o
serviço na Obra de Deus é um valor que o mundo coloca em nossas vidas. O sacrifício por uma
causa, como os dos primeiros cristãos, não é mais valorizado. Tudo está bem quando se sente que
está bem. O coração do homem é duvidoso e o nosso bem-estar não deve ser parâmetro para medir
nossa vida cristã.

Relativismo: Jesus nunca relativizou suas Palavras. Embora ás vezes, como pecadores que
somos, não sejamos capazes de compreender todas as palavras da Bíblia podemos ter certeza que
existe uma única verdade nela e essa verdade é a única, não abrindo espaço para outras verdades
vindas de outros lugares. O mundo tenta colocar a idéia de que há mais de uma verdade ou que não
somos capazes de conhecer a verdade. Mas em relação à salvação para o homem só há uma única
Verdade: Cristo. O relativismo marca sua presença contra a Igreja fazendo com que os cristãos
pareçam radicais ignorantes aos olhos do mundo.

Todas estas influências negativas acima são presentes em nossas vidas. O mundo pode
influenciar de forma positiva a Igreja? Sim, mas esta é a exceção e não precisamos nos preocupar
com este caso. Com tudo que acima foi citado vemos como o mundo influencia a Igreja no enfoque
micro. Muitas pessoas deixam de freqüentar e crescer na Igreja sufocadas por estes espinhos do
mundo (Mt 13.7).

As influências do mundo mudam conforme o tempo, se não em seu objetivo pelo menos em
sua forma. Podemos identificar modismos, tendências e mega-tendências. Por que é importante que
a Igreja fique atenta a estas mudanças? Porque ela pode usar dessas mudanças em seu favor e
quando não é possível precisa pelo menos evitar que as novas influências do mundo não
prejudiquem a Igreja.

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Modismos são mudanças imprevisíveis, de curta duração, com pouco significado social,
econômico e político. No meio religioso também se verificam modismos. Não se deve fazer planos
de longo prazo para a Igreja em cima de modismos, mas às vezes é necessário se cuidar com
modismos perigosos para a Igreja.

Tendências são mudanças mais previsíveis e duradouras, que influenciam mais e ditam o
rumo de muitos acontecimentos futuros. Exemplos de tendências verificadas nos nossos dias e nos
últimos anos são:

Retorno ao passado: verifica-se no sucesso que ioga, meditação e as religiões orientais tem tido
nos últimos anos.

Busca de vida mais saudável: vegetarianismo, medicina alternativa, maior número de pessoas
praticando exercícios e fazendo check-ups na saúde cada vez mais cedo mostram que as pessoas
têm se preocupado cada vez mais em viver mais e de forma mais saudável.

Desejo de vida mais tranqüila: embora cada vez mais o ritmo da sociedade seja corrido, mais
pessoas expressam desejo de voltar a uma vida mais tranqüila. Exemplos podem ser vistos nos
executivos que abandonam seus postos e abrem uma pousada na praia.

Formação de clãs na sociedade: muitas pessoas procuram ficar próximas de outras que
compartilham dos mesmos valores ou hobbies.

Encasulamento: cada vez mais as pessoas, preocupadas com a violência e caos que reina nas
grandes cidades principalmente, fecham-se em suas casas, se relacionam através de meios virtuais
e evitam a socialização em lugares mais abertos.

Infantilização: uma tendência que tem se verificado no fato de adultos e pessoas da terceira idade
se esforçarem para parecerem mais jovens, praticarem atividades de pessoas mais jovens e muitas
vezes até compartilharem de valores adolescentes ou mesmo infantis. Vemos essa tendência nos
entretenimentos, por exemplo, com filmes de super-heróis infantis sendo feitos para adultos.

Quebra de estereótipos masculinos e femininos: o homem que chora, cuida da aparência, da


casa e dos filhos é cada vez mais presente em anúncios de televisão e visto com naturalidade pela
sociedade. Por outro lado as mulheres invadem campos outrora tipicamente masculinos.

Pessoas Multi-tarefas: essa tendência é mais forte principalmente entre a geração mais nova. Não
é incomum ver pessoas ao telefone, digitando no computador com um amigo, acompanhando o jogo
na TV e lendo um site de notícias. Resultado da inter-atividade e da hiper-atividade da vida moderna
essa é uma tendência forte.

Mega-tendências são grandes mudanças sociais, econômicas, políticas e tecnológicas que


se forma lentamente e estabelecidas influenciam um longo tempo da história. Exemplos de mega-
tendências são: a economia globalizada, ascensão da China no cenário mundial, uma revitalização
da religião (porém voltada mais ao misticismo que aos dogmas), o triunfo do individualismo e
algumas das influências que discutimos acima.

Já dissemos que a Igreja deve estar atenta as mudanças que se passam no mundo.
Algumas mega-tendências em especial a Igreja deveria ficar atenta:

O império da Internet: em todos os lugares a Internet se faz presente e muitas lideranças ainda
não acordaram para isso, deixando de usar esse meio para promover a evangelização. A
informatização traz facilidades gigantes, mas muitas Igrejas ainda têm todos seus arquivos escritos
a mão. É óbvio que muitas Igrejas não têm condições de acesso, mas essa é uma realidade em via
de extinção com o rápido avanço da internet. Muitos líderes, é verdade também, não tem nenhum
conhecimento nesta área, até por serem de uma geração que viveu a maior parte do tempo sem
nada disso. Porém isso não impede buscar auxilio de outras pessoas.

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A era da informação: ultimamente, mais do que os meios de produção ou o capital, o grande bem
que as pessoas possuem é a informação. A igreja é marcada por uma série de tradições e doutrinas
que não são alvo de mudanças, mas é preciso se manter informado sobre as questões em voga no
mundo, sob o perigo de a igreja se tornar algo ultrapassado aos olhos de muitas pessoas ou incapaz
de se posicionar no mundo. A informação também mostra novos caminhos para liderança e facilita a
vida das pessoas da Igreja.

Rapidez das transformações: cada vez mais o mundo muda em maior velocidade e a Igreja não
pode ficar para trás, mas deve ser uma das forças que influenciam as mudanças.

S.O.S. (Salve O Social): cada vez mais o interesse em ONGs voltadas ao meio-ambiente,
desenvolvimento sustentável, ética profissional, etc, mostra essa tendência. A Igreja precisa se
posicionar de forma firme nestas questões e com isso obterá bons resultados.

No enfoque macro, o mundo é um concorrente a Igreja. Enquanto a pessoa dedica tempo e


forças para trabalho, entretenimento, busca de sucesso, status, etc, deixa de usar seu tempo para a
Igreja. Não se pede que ninguém deixe o convívio com o mundo totalmente de lado, pois o próprio
Cristo não pediu para que Deus nos tirasse do mundo, mas sim que guardasse do mal (Jo 17.15).
Porém, quando o tempo deixado para freqüentar a Igreja e com ela colaborar tende a zero, vê-se
que o mundo é um concorrente importante. Como vencer esse concorrente? Se as pessoas
enxergassem que seu tempo neste mundo é mínimo frente à eternidade, talvez se preocupassem
mais com a Obra de Deus. Porém, a Igreja pode lutar contra o mundo mostrando que os valores
cristãos são melhores, que a vida em Cristo é mais realizada e feliz, que em Cristo nosso trabalho
não é em vão, que é uma comunidade diferente do mundo - onde a pessoa se sentirá melhor do que
nunca se sentiu antes. A Igreja devia ser capaz de mostrar isso, pois é exatamente o que se espera
do corpo de Cristo. A ação da Igreja no mundo é nosso próximo tópico.

A ação da Igreja no mundo


Os cristão são enviados para agir no mundo (Jo 17.18) dando testemunho de Cristo e de
seu Reino (Mt 24.44). Estar no mundo e interagir com ele não significa porém se dobrar aos seus
valores (Mt 6.19-24,32). Como mostra a parábola do rico insensato (Lc 12.13-21) viver apenas para
este mundo é loucura. “Não ameis o mundo, nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o
mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a
concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo. Ora, o
mundo passa, bem como sua concupiscência, aquele, porém, que faz a vontade de Deus
permanece para sempre” (1 Jo 1.15-17). Este deve ser o guia do cristão para sua relação com o
mundo.

A Bíblia não aprova nem a exclusão total das relações com o mundo (Jo 17.15), nem uma
vida mundana (Tt 2.12). Jesus diz que muitas vezes os do mundo são mais hábeis que os próprios
cristãos (ver a parábola do administrador infiel – Lc 16.1-13) em seus afazeres. Isto infelizmente é
muitas vezes verdade. Se cada um de nós tivesse a mesma disposição e uso de competências para
a Igreja que geralmente usamos para outras atividades a realidade seria outra.

A ação do cristão e, portanto, da Igreja em relação ao mundo deve ser pautada em 3


frentes:

Evangelismo: esta iniciativa fica bem clara quando lemos a Grande Comissão (Mt 28.19-20, Lc
24.46-48). Pregar a Palavra de Deus – a boa nova da salvação em Cristo Jesus – é tarefa dos
cristãos, bem como levar esta mesma Palavra através de uma vida exemplar (1 Pe 2.12).

Boas Obras: o amor ao próximo deve ser demonstrado através de obras que o demonstrem,
atendendo aos enfermos, necessitados, abandonados e carentes do amor de Cristo em tudo que for

31
possível. Agindo desta forma a Igreja será capaz de mudar a vida de muitos e servirá como exemplo
na sociedade.

Comunicar os valores cristãos: o cristão deve cumprir o mandato cultural e administrar a criação
de Deus, com o trabalho honesto e a promoção dos valores cristãos no mundo.

Agindo nestas 3 frentes a Igreja será o sal do mundo e luz da terra e será capaz de fazer
frente a todas influências negativas comentadas nestes trabalho. No enfoque micro, cada pessoa
tem que fazer seu papel como cristão na forma acima comentada. No enfoque macro, é função da
Igreja como um todo cumprir estes papéis e proporcionar o conhecimento, incentivo e
conscientização das pessoas que a integram.

Tendo falado do mundo, e de sua relação com a Igreja, enfocaremos de forma mais
específica uma parte dele: a sociedade local.

Capítulo 4 A sociedade local e a Igreja


A sociedade local é formada pelo ambiente no qual cada Igreja está situada, bem como as
pessoas e a cultura presente nestes locais.

Assim como a Igreja local é parte da Igreja, a sociedade local é parte do mundo. Cada
sociedade local tem suas próprias características e por isso podemos dizer que exista uma dupla
influência do mundo: aquela já comentada e a através da sociedade local. Podemos incluir no
conceito de sociedade local as pessoas com as quais as pessoas da Igreja têm maior convivência
diária, mesmo que isto extrapole os limites territoriais da cidade. A sociedade local seria, assim, a
cidade onde a Igreja se situa, mas também pessoas de outros lugares que convivem com as
pessoas da Igreja, e portanto com uma parte desta.

A sociedade local é a manifestação do mundo mais palpável para a Igreja e onde a Igreja
tem a sua ação mais direcionada. Os comentários feitos sobre o mundo são pertinentes a cada
sociedade local, mas alguns comentários adicionais sobre a sociedade local são pertinentes:

A Igreja precisa conhecer a sociedade onde vive: muitas vezes os líderes desconsideram o
contexto local em seu planejamento. Muitas vezes pessoas que mal conhecem a cidade são
colocadas em cargos de liderança na Igreja e pastores recém-chegados têm pouco conhecimento
da realidade local. Isto não é empecilho para que um trabalho de pesquisa seja feito para acumular
maiores conhecimentos sobre a realidade local. Alguns dados podem ser conseguidos nas
prefeituras, por exemplo. Muito se pode aprender com pessoas da própria Igreja, que tem boa
vivência na cidade.

A ação da Igreja deve ser dirigida acima de tudo para sua própria realidade: embora apoiar
trabalhos missionários em outros locais, investir nos projetos da denominação e outras atividades
como estas sejam importantes, a ação da Igreja deve ser acima de tudo local. Não se deve investir
todos os recursos e esquecer-se da necessidade de investir na própria realidade onde a Igreja está
situada. Cada Igreja local tem responsabilidade acima de tudo por sua própria cidade.

A Igreja deve saber se posicionar na sociedade local: isto implica em saber como ser conhecida
na cidade, como criar relacionamentos com as instituições locais, fazer projetos que sirvam de ponte
entre a Igreja e a sociedade. Enfim, não passar despercebida pela sociedade local.

32
Capítulo 5 O Sistema Religioso e a Igreja
O sistema religioso
Por sistema religioso entenda-se todas as atividades e instituições humanas envolvidas com
a veneração e culto ao sagrado, ao transcendental. Definir religião não é uma tarefa simples, mas o
façamos da seguinte forma: religião e a resposta dada pelo homem a sua necessidade de
relacionamento com Deus. Muitas vezes o homem, caído e nascido em pecado, não é capaz de ter
o relacionamento com Deus de acordo com sua vontade, mas busca em outros caminhos satisfazer
sua necessidade de relacionamento com o Criador. Todos estes caminhos juntos formam a religião.

Toda Igreja é uma instituição religiosa. Embora muitos cristãos vejam com desconfiança o
termo “religião”, por conta de algumas pessoas aplicarem este termo com preconceito ou mesmo de
parecer que todas as religiões sejam no fundo a mesma coisa, nada há errado com o uso do termo.

A Igreja, como instituição religiosa pode ser incluída, portanto, como parte do sistema
religioso. Porém, aqui observaremos a ação do restante do sistema religioso sobre cada Igreja e a
ação de cada Igreja em relação ao sistema religioso.

A ação do sistema religioso na Igreja


A ação do sistema religioso na Igreja pode ser vista como uma relação de concorrência. Se
uma pessoa está envolvida em outras religiões que não a cristã, ela terá maior dificuldade para se
tornar parte da Igreja. Assim, o crescimento de religiões não-cristãs é negativo para a Igreja. É
negativo, pois, desde que o cristão tem a certeza que existe apenas um caminho, todos os demais
são, portanto, falsos e as pessoas que por eles seguem estão indo para longe dos caminhos de
Deus. Assim, a Igreja não pode permanecer indiferente ao crescimento de outras religiões,
principalmente em sua realidade local. E porque estas outras religiões crescem? Porque tem falado
mais as pessoas do que muitas vezes a Igreja tem feito (a parte os modismos que se verificam de
tempos em tempos no campo religioso). Portanto, quando a Igreja deixa de fazer sua parte contribui
para o crescimento de outras religiões. É realmente um mecanismo de concorrência.

As outras religiões além de tirar pessoas da Igreja pregando seus pontos de vista também
podem prejudicar a Igreja criticando-a e assim causando dano a sua imagem. Como combater o
avanço de outras religiões? Pelo exemplo de vida cristã e pela pregação do Evangelho. Fazendo
isso o restante do processo é obra do Espírito de Deus e da determinação de Deus.

As outras religiões muitas vezes ganham adeptos pregando caminhos e soluções fáceis
para os problemas das pessoas. A Igreja não deve cair no erro de tentar ir pelo mesmo caminho e
propor um Evangelho fácil. Porém, nem tudo que existe em outras religiões é negativo, e mesmo
existem alguns projetos e ações destas que mereciam ser feitos em nossas Igrejas. Porém, no que
diz respeito às bases bíblicas e doutrinárias não há flexibilidade. O sincretismo religioso deve ser
evitado.

Poderíamos gastar tempo aqui falando sobre outras religiões e suas características, mas
existem bons livros sobre este assunto e recomendamos os interessados a proceder a pesquisa. No
desenvolvimento do Projeto Centenário voltaremos a comentar mais sobre aspectos pertinentes.

Falamos até aqui sobre outras religiões que não a cristã. Neste ponto é importante
pararmos e analisarmos a questão das próprias igrejas cristãs em relação à Igreja. Neste sentido,
aquelas Igrejas que não se enquadram na definição de Igreja que demos no Capítulo 1; ou seja, que
não seguem as doutrinas cristãs básicas e não adotam os sacramentos em seu sentido verdadeiro;

33
podem ser consideradas como pertencentes a outras religiões e para elas se aplicam o exposto
acima.

Quanto as Igrejas pertencentes a outras denominações, elas devem ser vistas como?
Tocaremos neste ponto a seguir.

Ecumenismo e a Igreja
O Ecumenismo, palavra que vem do grego e traz a idéia de unidade, é um tema polêmico
nas nossas Igrejas. A relação da Igreja com outras denominações cristãs não deve chegar a
nenhum dos extremos: nem a total e indiscriminada aceitação e convívio com quaisquer outras
denominações, mesmo aquelas que claramente negam pontos centrais de nossa fé; nem o caminho
contrário, do exclusivismo e da crença que apenas nossa denominação é aquela que tem as
palavras da salvação. Já colocamos nossa definição para Igreja e a relação entre as Igrejas,
segundo esta definição, deve ser saudável. Porém, novamente aqui haveria dificuldade, pois nossa
definição de Igreja é “um grupo de pessoas, salvas e não-salvas, que se reúne como comunidade e
que tem como diferenciais a pregação fiel da Palavra de Deus e o uso correto dos sacramentos
cristãos”. Mas que pontos doutrinários caracterizariam uma pregação não-fiel da Palavra? Ou o que
caracterizaria o uso incorreto dos sacramentos? Não pretendemos prolongar esta discussão, pois
iria além dos objetivos aqui. A interpretação de tudo baseado na Bíblia e na iluminação do Espírito
Santo é a resposta para essas dúvidas. È papel da liderança de cada Igreja julgar quais
denominações considerar como parte da Igreja de Cristo. Aquelas que forem desta Meira
reconhecidas a Igreja não deve considerar como concorrentes para a conversão daqueles que
necessitam da Palavra de Deus. Que projetos e relacionamento a Igreja deve ter com as demais?
Todos aqueles que forem considerados importantes para facilitar a comunicação do Evangelho. Não
pretendemos listar quais, pois este é um ponto que envolve particularidades e é discricionário para
cada liderança local.

Mas o que dizer das constantes trocas de Igreja, na mesma cidade, por algumas pessoas?
Não deveria a Igreja tentar evitar isso? Neste ponto, primeiramente pensemos se é boa ou ruim a
existência de muitas denominações cristãs. A existência de apenas uma denominação seria o ideal,
mas qualquer pessoa com conhecimento da história da Igreja cristã sabe o processo que passamos
até aqui e como esta unidade nunca existiu na prática. Mesmo na Igreja primitiva já começava a
surgir os primeiros sinais de dissidência entre cristãos judeus e gentios. Portanto, uma vez que o
homem tem idéias e valores diferentes e nem sempre consegue conviver com seu semelhante, é
necessário a existência de mais de uma denominação que permita o exercício da vida cristã de
formas diversas (mas nunca saindo dos pontos centrais da Bíblia). Porém, a existência do número
de denominações atuais (muitas existindo apenas em uma cidade) não pode ser visto com bons
olhos. Esta profunda divisão no meio cristão é, antes, motivo de vergonha para os cristãos,
enfraquecendo sua mensagem para os de fora. O ideal para o cristianismo seria menor
segmentação, mas para isso seria necessária uma nova Igreja capaz de unir as pessoas e derrubar
as divisões, esvaziar as Igrejas criadas sem sentido e unir todos sobre uma mesma meta. Talvez
seja algo muito além do que possamos fazer como Igreja local, ou um processo irreversível, mas
uma Igreja mais unificada é um ponto a ser sonhado. Mas, em que ponto a Igreja entra nisso tudo?
Primeiramente tendo sabedoria para que não caia ela própria em mais uma divisão. Muitas questões
que aparecem dentro de cada Igreja local são complexas, mas não ser capaz de resolvê-las e
chegar ao ponto da divisão é uma vergonha para a Igreja. Em segundo lugar, procurando evitar a
saída de seus membros. Quanto a isso, é negativo que uma pessoa troque por qualquer motivo de
Igreja. A Igreja é feita justamente para crescermos no meio das dificuldades e relacionamentos.
Quando no primeiro desgaste saímos da Igreja não estamos crescendo em nada. E como a Igreja
pode evitar a saída dos seus membros? Não pode. Pode, porém, diminuir o número de pessoas que
tomam esta decisão acompanhando de perto cada membro e criando o que podemos chamar de
“custo de substituição”.

Custo de substituição seriam dificuldades para que a pessoa troque a Igreja por outra Igreja.
Mas que tipos de dificuldades? Primeiro, aquelas impostas por bons relacionamentos na Igreja, que

34
teriam menos oportunidades de ser exercitados com a troca. Segundo, aquelas impostas pela
educação da pessoa nas doutrinas da Igreja, evitando assim que esta se adapte a outros sistemas
doutrinários. Esta segunda sugestão pode parecer imoral para alguns, mas pensemos melhor no
que se quer dizer. Se acreditamos que nossas doutrinas são as mais corretas (caso não
acreditamos porque não adotamos outras?) não há porque evitar ensiná-las em profundidade para
cada pessoa da Igreja. E, além disso, já dissemos que a troca de Igreja é algo negativo na maioria
das vezes e, portanto, a Igreja deve evitar isso. E quanto a conseguir que membros de outras
denominações venham para nossa Igreja? Nenhum esforço deve ser feito neste sentido e até
mesmo devemos incentivar a pessoa a tentar resolver-se e continuar em sua Igreja, a não ser que
esta expresse ser de cunho doutrinário o motivo da troca.

A ação da Igreja no sistema religioso


Primeiramente, em relação às outras religiões a Igreja deve agir buscando a conversão
destas pessoas a Cristo, como se nenhuma religião tivessem. A Igreja deve também ser exemplo no
mundo para mostrar seu diferencial em relação às outras religiões, e neste ponto temos certeza que
a prática cristã verdadeira é capaz disso, assim como os cristãos se diferenciavam dos judeus no
Século I.

Em relação às outras Igrejas a ação da Igreja deve ser de respeito e colaboração quando
for bom para a divulgação do Evangelho e para o crescimento do corpo de Cristo na cidade.
Alianças estratégicas em projetos sociais, por exemplo, deveriam ser mais freqüentes. Embora as
ações da Igreja nunca devam ser no sentido de buscar membros de outras Igrejas, ações devem ser
feitas para evitar a troca de membros dela própria para as outras Igrejas.

O sistema religioso influencia a Igreja pelas doutrinas e pensamentos que propaga, que de
uma forma ou de outra acabam chegando na Igreja e em seus membros. Neste ponto é papel da
Igreja combater as falsas doutrinas e evitar toda má influência em seu meio. A Igreja também pode
influenciar o restante do sistema religioso, e de fato devia fazer isso, mostrando a verdade da
Palavra de Deus e as transformações que esta provoca.

Além do que foi falado acima, é necessário se destacar mais um ponto. A Igreja também
deve fazer em relação a outras Igrejas e religiões o que é chamado no mundo empresarial de
benchmarking, ou seja, parar e analisar os pontos fortes e fracos que se vêem nestas e o que a
Igreja poderia aproveitar. É claro que não estamos falando aqui da prática do sincretismo religioso,
ou seja, assimilar elementos teológicos e cultuais de outras religiões, mas sim de observar quais
práticas no convívio de outras religiões, quais valores, etc, são positivos e poderiam ajudar no meio
cristão.

Falamos sobre a Igreja no enfoque macro até aqui, neste capítulo. No enfoque micro é
dever de cada cristão estudar a Palavra de Deus e ser capaz de defender sua fé contra outras
pessoas que possam atacar sua visão. Fazendo assim e mostrando conhecimento cristão
verdadeiro, que se converte em uma vida exemplar, a pessoa estará ajudando a Igreja a conseguir
seus objetivos.

Neste ponto terminamos de falar sobre as 4 forças que influenciam e interagem com a
Igreja. Já falamos sobre a Igreja e sua caracterização macro e micro. Estamos pronto para juntar
todas estas idéias e apresentar nosso modelo de Igreja local.

35
Capítulo 6 O Modelo de Igreja Local
Após caracterizarmos a Igreja pelos enfoques macro e micro e compreender os 4 sistemas
que com ela interagem, nos resta juntar tudo isso e assim temos nosso modelo de uma Igreja local.
Toda esta discussão está esquematizada na Figura 3.

Figura 3 – O Modelo de Igreja Local

Neste modelo temos cada sistema relacionado entre si. Isto reflete o fato do sistema
religioso ser influenciado pelas forças espirituais, pelo mundo, pela sociedade local e influenciar
cada um deles; a sociedade local ser influenciada pelo mundo e pelas forças espirituais e ter
relações com estes; o mundo ser influenciado pelas forças espirituais e influenciar estas em suas
ações. Além disso, cada sistema é uma força que influencia a Igreja local e na qual esta atua.

É este o modelo que propomos para o estudo da Igreja. Baseado nesta base teórica
desenvolveremos o Projeto Centenário da IPI de Cosmópolis. Que o texto até aqui seja útil para os
que o lerem para trabalhar melhor os projetos na Obra do Senhor. Antes de entrar no Projeto
Centenário propriamente faremos mais algumas considerações gerais na Parte 2 deste trabalho.

36
Segunda Parte Considerações Adicionais

Capítulo 7 Introdução
Nesta segunda parte apresentamos alguns tópicos adicionais, que esclarecem a forma de
caracterização que apresentamos na primeira parte.

No Capítulo 8 apresentamos a caracterização da IPI de Cosmópolis, que também servirá


para a elaboração do Projeto Centenário. Este capítulo será marcado pelo uso intensivo de dados,
seguindo muito do que foi feito no Planejamento 2007/2008.

No Capítulo 9 apresentamos uma breve discussão sobre os 4 sistemas apresentados na


primeira parte do trabalho em relação a IPI de Cosmópolis.

Por fim, no Capítulo10 apresentamos uma visão intermediária entre a visão macro e micro
já apresentada, focada nas estruturas que moldam a Igreja.

Além de esclarecer a teoria geral já apresentada este capítulo serve de desenvolvimento


para a parte final do Trabalho, onde apresentamos o Projeto Centenário.

Capítulo 8 Caracterização da Igreja


Enfoque Macro
Seguindo as idéias do Capítulo 1, primeiro caracterizaremos nossa Igreja segundo os
pontos ali colocados.

Tamanho

Nossa Igreja pode ser considerada uma Igreja média em Cosmópolis. Temos atualmente
124 membros professos e contando pessoas que vem até a Igreja pelo menos uma vez por mês em
média temos cerca de 200 pessoas (contando todas as faixas etárias). Em muitos sentidos tem
características de Igreja pequena, com muitas pessoas que se conhecem e um clima familiar entre
as pessoas e poucas pessoas realmente envolvidas diretamente nas atividades de liderança.
Porém, a Igreja tem caminhado para o crescimento e estas tendências podem mudar no longo
prazo.

Localização

Cosmópolis é uma cidade de média para pequena, tendo uma população estimada de
53.561 habitantes (segundo o Censo de 2007). O município possui a extensão territorial de 155
Km2. Localizada próxima a Replan e outras indústrias importantes, bem como próxima a cidade de
Campinas, a cidade conta com muitas pessoas vindas de outros lugares e tem apresentado
tendência de crescimento por conta disso.

Quanto à localização na cidade, a Igreja se situa próxima ao centro, não muito distante de
outras Igrejas. As figuras a seguir apresentam mais dados sobre a localização da Igreja.

37
Figura 4 – Visão Geral da Cidade (localização da Igreja em destaque)

Figura 5 – Localização de Igrejas próximas a IPI

A Igreja; dado que se mudou para o novo templo a pouco tempo e a capacidade suficiente
do templo para o crescimento nos próximos anos; não deve ser mudar do templo atual. Assim, não
há muito que pensar sobre a localização da sede da Igreja. Pode-se pensar em abrir congregações
no futuro, mas este assunto não esta em discussão no momento.

Denominação

A Igreja Presbiteriana Independente é uma denominação com uma história não tão recente,
tendo passado dos 100 anos. A denominação porém é de média para pequena, contando com cerca
de 70.000 membros e 500 Igrejas. A denominação presbiteriana, no geral, não é muito conhecida,
principalmente fora dos círculos evangélicos, mas, tem uma imagem positiva entre aqueles que a
conhecem. O sistema presbiteriano independente atual não é muito impositivo para as Igrejas locais,
que tem boa liberdade para trabalhar. A denominação não tem uma uniformidade cultural entre suas
Igrejas, com Igrejas muito diferentes dentro de um mesmo Presbitério até. A denominação tem um
bom número de pastores e uma formação razoável no Seminário de São Paulo. A comunicação

38
oficial é também razoável e o número de publicações para apoio das Igrejas locais não é muito alto.
O apoio as Igrejas locais é razoável, sendo forte em alguns projetos, como as campanhas
missionárias recentes.

Características da Denominação

Como já dissemos, a IPI não tem características uniformes entre suas Igrejas. Assim, temos
Igrejas mais “pentecostais” e mais “conservadoras” dentro de um mesmo Presbitério até. No geral
poucas características são marcantes em qualquer Igreja local que se visite. Algumas, como o
sistema de governo presbiteriano, a presença de ministros com formação própria e aprovados por
órgãos superiores são presentes em todas as Igrejas. Mas, no geral, não há muita uniformidade
quanto ao tipo de liturgia, as práticas da Igreja, a ênfase de projetos, etc. O fato da Igreja não ter
uma imagem muito forte na mente de muitas pessoas é tanto prejudicial pela desconfiança que as
pessoas têm com o desconhecido quanto positivo, por permitir que a Igreja não tenha que lutar
contra nenhuma imagem distorcida, podendo antes criar sua própria imagem. Quanto às doutrinas
da Igreja embora estas sejam definidas como calvinistas, não podemos afirmar que haja uma
uniformidade de pensamento entre a maioria dos pastores quanto a muitos pontos. Isto se deve
muito a formação dada nos Seminários, que muito difere dos pontos teológicos do Presbiterianismo
Histórico. Aqui fica uma crítica: se os pastores-professores do Seminário entendem que as doutrinas
devem ser mudadas, então que mostrem isso para as Igrejas e não fiquem discutindo isto em
círculos restritos e colocando dúvidas na cabeça dos seminaristas, muitos jovens sem
amadurecimento cristão suficiente para isto. Entendemos que haja necessidade de ampla discussão
teológica para a formação de nossos pastores, mas daí a apontar como verdadeiras questões
doutrinárias que a Igreja nunca pregou em seus cultos e os membros comuns da Igreja sequer têm
conhecimento é outra conversa. O Seminário devia ser um lugar de formação de líderes cristãos,
conscientes de seu papel na Obra de Cristo, e não um lugar que inspire preocupação aos líderes da
Igreja que envia seus jovens para estudar. Boa parte do caráter pouco uniforme entre as IPIs deve-
se a formação dada aos pastores. Este, porém, não é um ponto para ser discutido no Projeto da
Igreja Local, muito embora esta também dependa dos Seminários para a formação de seus líderes
principais.

Organização e Cultura da Igreja

Nossa Igreja se organiza segundo o sistema presbiteriano. Assim, a liderança principal é


exercida pelo Conselho, presidido pelo Pastor e composto atualmente de 3 Presbíteros e 2
Presbíteras. O Conselho aponta as lideranças do Ministério de Louvor, DEPEC, Coordenadoria da
Escola Dominical e Direção de Patrimônio. Outros órgãos, como o Ministério de Intercessão, o
Departamento de Missões, e as Coordenadorias de Adultos e Jovens são eleitas pelos membros. O
Ministério de Ação Social e Diaconia é fomado por pessoas eleitas, conforme a Constituição, e hoje
é composto por 1 Diácono e 5 Diaconisas.

A liderança da Igreja tem procurado dar liberdade aos membros para fazerem o que acham
mais adequado para o crescimento da Igreja e tem demonstrado abertura para sugestões.

Quanto à cultura da Igreja, podemos dizer que alguns pontos são marcantes, como o
comodismo de muitas pessoas, que freqüentam a Igreja apenas nos domingos a noite e mesmo
assim, nem todos eles. Existe uma cultura de transparência nos atos da Igreja, de pouca tolerância
com imposições e radicalismo por parte da liderança. A Igreja é no geral receptiva a novas pessoas,
mas com pouca cultura de discipulado.

História da Igreja

A história da IPI de Cosmópolis é até certo ponto rica. Não entraremos em detalhes aqui,
pois o fizemos no Planejamento 2007/2008. Em relação ao último ano, vimos um aumento no
número de membros e uma tendência a busca de organização e do crescimento da Igreja. Que
Deus abençoe para que nossa igreja continue com uma história cada vez mais rica e abençoada.

39
Condição Patrimonial

Discutiremos melhor a questão patrimonial no planejamento patrimonial, que será


apresentado em outro trabalho.

Imagem

Nossa Igreja tem uma imagem positiva das pessoas que a conhecem, mas ainda é muito
desconhecida em Cosmópolis. Tornar-se mais conhecida e manter essa imagem positiva e até
melhorá-la é um objetivo para a Igreja.

Relacionamentos

A Igreja no geral tem poucos relacionamentos com instituições da cidade, o que é algo a ser
pensado.

Condição Espiritual

Os cultos têm sido momentos abençoados, tem havido disposição de pessoas para cultos
durante a semana, mas ainda poderia ser melhor. Poucas pessoas participam da intercessão na
igreja, muitos deixam de freqüentar as escolas dominicais. Falta comprometimento de muitos para a
Obra de Deus. Campanhas de oração e incentivo ao sistema de grupos é um dos caminhos para o
crescimento do relacionamento da Igreja com Deus.

Enfoque Micro
No enfoque micro não pretendemos entrar em detalhes de cada pessoa da Igreja, mas
tentaremos oferecer dados interessantes sobre o conjunto de pessoas que freqüentam nossa Igreja.
Para isso usaremos os dados coletados desde o lançamento do Planejamento 07/08 e
compararemos e comentaremos, quando possível, as estatísticas deste ano e a do ano passado.
Analisaremos seguindo as idéias do Capítulo 1, mas usando o esquema do Planejamento 07/08, em
relação ao qual faremos comparações e observações, além de incluir novas análises. Não
entraremos em tantos detalhes neste enfoque quanto fizemos em 2007, mas pedimos aos
interessados para consultar o Planejamento 2007/2008.

Número de Membros Professos


O número atual de membros professos é 124, um aumento de 6% em relação ao mesmo
período em 2007.

Sexo
A distribuição dos membros entre homens e mulheres pode ser observada nas Tabelas 1 e
2, bem como nos Gráficos 1 e 2.

Tabela 1 - Proporção de Homens e Mulheres


2007 2008 2007 (%) 2008 (%)
Homens 39 42 33,3% 33,9%
Mulheres 78 82 66,7% 66,1%

40
Gráfico 1 - Distribuição por Sexo

Homens
33%

Mulheres
67%

Tabela 2 - Proporção de Homens e Mulheres nas faixas etárias

Faixa Etária Homens % 2007 (%) Mulheres % 2007 (%)


Adolescentes (até 19 anos) 12 66,7% 37,5% 6 33,3% 62,5%
Jovens (20 a 30 anos) 9 37,5% 50,0% 15 62,5% 50,0%
Adultos (30 a 60 anos) 16 26,2% 26,7% 45 73,8% 73,3%
Terceira Idade (+61 anos) 5 23,8% 26,3% 16 76,2% 73,7%

Gráfico 2 - Distribuição por Sexo nas Faixas Etárias


50
45
40
35
30
25
20 F
15 M
10
5
0
Adolescentes Jovens (20 a 30 Adultos (30 a Terceira Idade
(até 19 anos) anos) 60 anos) (+61 anos)

Primeiramente, vemos que embora a proporção de homens em relação ao total de


membros professos da Igreja tenha aumentado, a diferença ainda é grande. Em relação ao mesmo
período em 2007, contando as exclusões do rol e as inclusões, o número de mulheres aumentou em
4 e o de homens em 3. Como a proporção é de quase 3:1 esse aumento quase igual de homens e
mulheres no rol diminui minimamente a desproporção de homens para mulheres, passando a
porcentagem de homens de 33,3% para 33,9%.

Em segundo lugar, embora nos números gerais a diferença tenha sido mínima, na
distribuição por faixa etária as diferenças são maiores em relação ao ano passado. No geral o efeito
das saídas e entradas de novos membros professos (e também a mudança de idade de alguns
membros) foi sentida em duas faixas etárias principalmente: nos adolescentes, onde pela primeira
vez o número de homens superou o de mulheres nos levantamentos realizados; e nos jovens, onde
a porcentagem de mulheres aumentou, passando de 1:1 em 2007 para 6:4 aproximadamente. Nos
adultos e terceira idade a diferença no número de mulheres ainda é gritante.

Já dissemos no Planejamento 2007/2008 que o ideal seria que a Igreja refletisse a


sociedade no número de mulheres e homens em cada idade, mas por conta de muitas mulheres que
freqüentam a Igreja sem seus esposos forma-se o quadro atual da Igreja. Novamente, trabalhos
com os homens da Igreja para vencer esse obstáculo seriam interessantes. Quanto ao maior
número de homens na faixa até 20 anos, é apenas resultado da última profissão de fé, não
representando tendência que gere preocupação.

41
Idade
A distribuição de idade dos membros pode ser vista na Tabela e Gráfico 3.

Tabela 3 - Distribuição Etária dos membros professos

Faixa Etária Membros % 2007 (%)


Até 18 anos 16 12,90% 6,84%
De 19 a 25 12 9,68% 12,82%
De 26 a 30 14 11,29% 12,82%
De 31 a 40 26 20,97% 21,37%
De 41 a 50 19 15,32% 17,95%
De 51 a 60 16 12,90% 11,97%
Mais de 60 21 16,94% 16,24%

Gráfico 3 - Distribuição Etária


30
25
20
15
10
5
0

A média de idade dos membros professos diminuiu de 42,58 anos em 2007 para 41,06
anos.

A principal mudança observável na Tabela 3 é o aumento de membros professos na faixa


até 18 anos (de 6,84% para 12,90%) e a diminuição na faixa de 19 a 25 anos (12,82% para 9,68%).
Nas demais faixas a porcentagem se manteve. O aumento de membros mais jovens é um dado
positivo, ainda para um planejamento de longo prazo.

Como fizemos no ano anterior, vamos novamente comparar a distribuição etária da Igreja
com a população brasileira, segundo o último Censo (acima de 13 anos, idade onde já é provável a
realização de profissão de fé). A comparação é dada no Gráfico 4.

42
Gráfico 4 - Comparação das Distribuições Etárias

25%

20%

15%

10% IPIC
Brasil
5%

0%
Até 18 De 19 a De 26 a De 31 a De 41 a De 51 a Mais
anos 25 30 40 50 60 de 60

Podemos ver que a distribuição etária é bem parecida entre 31 e 50 anos. Porém a Igreja
tem menor número de jovens como membros professos que a população no geral e mais pessoas
acima dos 50 anos que esta mesma população.

A faixa etária predominante entre os membros da Igreja ainda é dos 31 aos 40 anos,
seguida pela faixa acima dos 60 anos. A primeira faixa etária é composta por pessoas que estão no
auge da realização profissional e geralmente com filhos pequenos ou uma família em formação. São
pessoa muitas vezes bastante ocupadas (embora não muito mais do que entre os 18 e 30 anos, por
exemplo) mas também que possuem capacidades e contribuições importantes. Quanto a faixa
acima dos 60 anos é uma faixa etária cada vez mais importante também na população brasileira, e
que deve ser vista com carinho na Igreja, pois ainda possui muito a contribuir.

Uma curiosidade, que já apresentamos no último planejamento, é a lista dos 10 membros


mais jovens e mais velhos, que novamente apresentamos na Tabela 4.

Tabela 4 - Membros mais jovens e mais velhos da Igreja

Jovem Idade Velho Idade


1º 14,00 86,5
2º 14,41 86,4
3º 14,68 80,2
4º 14,93 79,8
5º 15,04 79,2
6º 15,07 77,7
7º 15,39 77,5
8º 15,52 75,0
9º 16,93 74,7
10º 16,99 73,9

O membro mais jovem agora é xxxxxxxxxxx, com 14 anos, e o mais idoso é xxxxxxxx, com
86 anos e meio.

Endereços
A distribuição aproximada de membros pela cidade é dada pela Figura 6.

43
Figura 6 – Distribuição Aproximada dos membros professos na cidade

Algumas casas ficaram fora do mapa e alguns endereços são aproximados, mas o objetivo
principal – fornecer uma idéia aproximada da presença dos membros na cidade foi atingida.
Podemos ver que boa parte dos membros está nos bairros mais ao centro da cidade, com alguns
bairros sem nenhum membro. Um estudo mais detalhado poderia ser feito, mas este não é o
objetivo aqui, até porque a cidade não é tão grande e a questão de localização não chega a ser
muito importante para a maioria das pessoas nos bairros mais próximos ao centro. Quanto aos
bairros mais distantes, temos pessoas do Bairro Beto Sphana que são buscadas por outros
membros para as atividades. Uma expansão para bairros mais distantes não seria interessante a
curto prazo. A rua com maior número de membros é a Rua Marcelo Lugli, com 7 pessoas.

Estado Civil
O estado civil dos membros de ambos os sexos é mostrado na Tabela 5.

Tabela 5 - Estado Civil

Estado Civil Homens Mulheres


Solteiro(a) 19 17
Casado(a) 20 44
Viúvo(a) 2 9
Separado(a) 1 8
Amasiado(a) 0 4

44
Número de Filhos
A distribuição de números de filhos é dada na Tabela 6.

Tabela 6 - Número de Filhos


Filhos Pessoas %
0 42 33,9%
1 20 16,1%
2 38 30,6%
3 11 8,9%
4 6 4,8%
5 4 3,2%
Mais de 5 3 2,4%

Tempo como membro


A distribuição de tempo como membro professo na Igreja é dada na Tabela 7.

Tabela 7 - Tempo como Membro


Anos Pessoas %
0a1 15 12,2%
1a2 15 12,2%
3a5 12 9,8%
5 a 10 34 27,6%
10 a 20 20 16,3%
20 a 30 17 13,8%
Mais de 30 10 8,1%

Podemos ver que existe um número significativo de novos membros professos (cerca de
25% com menos de 2 anos) e a maior porcentagem é de membros com entre 5 e 10 anos de
profissão de fé.

Igreja Anterior
A distribuição de onde vieram nossos membros professos é dada na Tabela 8.

Tabela 8 - Igreja ou Religião anterior dos Membros


Igreja ou Religião Anterior Pessoas %
IPI 58 46,8%
Católica 20 16,1%
Nenhuma 13 10,5%
Quadrangular 9 7,3%
IPB 7 5,6%
IPC 1 0,8%
Luterana 2 1,6%
Batista 3 2,4%
Metodista 3 2,4%
Demais 8 6,5%

Como podemos observar, a maioria dos membros é criado na própria Igreja, embora mais
da metade tenha vindo de outra denominação ou não freqüentasse nenhuma.

45
Como passou a freqüentar a Igreja
A Tabela 9 nos dá uma idéia de como os membros passaram a freqüentar nossa Igreja.

Tabela 9 - Forma de contato com a Igreja


Pessoas %
Casamento/Namoro 16 12,9%
Amigos 13 10,5%
Pais 53 42,7%
Familiares 22 17,7%
Mudança para cidade 8 6,5%
Iniciativa Própria 7 5,6%
Demais 5 4,0%

Vemos que, significativamente, a principal forma como nossa Igreja cresce é através dos
próprios “filhos” da Igreja. Isto nos mostra que é necessário ainda muito trabalho para buscar
converter e firmar na Igreja pessoas de fora e, por outro lado, manter a educação cristã visando a
manter as crianças da Igreja firmes nos caminhos do Senhor.

Cargos
A distribuição de pessoas ocupadas em algum trabalho na Igreja é dada na Tabela 10.

Tabela 10 - Número de Cargos


Cargos Pessoas 2008 2007
0 73 58,9% 66,7%
1 26 21,0% 15,4%
2 14 11,3% 12,0%
3 ou mais 11 8,9% 6,0%

Vemos que em relação a 2007 temos mais pessoas envolvidas em atividades agora, sendo
que ainda restam 73 pessoas sem nenhuma atividade designada porém. Este é um ponto a
continuar sendo melhorado. Temos hoje 61 pessoas envolvidas em alguma atividade, contra 39 em
2007, o que já é um bom avanço. O número de “cargos” hoje é de 89, contra 69 em 2007. Vemos
que novas atividades foram criadas e houve melhor distribuição de atividades também. Estes dois
pontos são favoráveis e devem ser ainda mais melhorados.

Freqüência nas atividades


Chegamos a um ponto que podemos detalhar melhor este ano, haja vista ter sido a
freqüência um dos pontos colocados como meta a ser buscada em 2007/2008 e por isso temos
dados que nunca tivemos na história da Igreja disponíveis para análise.

Primeiramente, vamos apresentar a média de participação em ordem decrescente dos


membros professos. Estes dados referem-se a todos os cultos entre 30 de Junho de 2007 e 24 de
Agosto de 2008. Mais de um ano, portanto. Refere-se também a todas as programações realizadas:
sábados, domingos a noite, escolas dominicais, quartas-feiras (não se refere porém aos cultos
realizados nas casas dentro dos grupos e nem outras atividades nos lares). Os dados são
apresentados na Tabela 11.

46
Tabela 11 - Porcentagem de participação dos membros

Atividades
Membro % Presente
1 75,0% 15
2 74,6% 156
3 74,2% 155
4 73,2% 153
5 72,7% 152
6 72,2% 151
7 70,0% 14
8 69,5% 73
9 66,0% 138
10 64,1% 134
11 59,8% 125
12 59,7% 46
13 58,9% 123
14 56,9% 119
15 55,0% 115
16 55,0% 11
17 55,0% 11
18 55,0% 11
19 55,0% 11
20 54,1% 113
21 54,1% 113
22 51,2% 107
23 50,7% 106
24 50,7% 106
25 50,2% 105
26 49,3% 103
27 49,3% 103
28 45,9% 96
29 45,9% 96
30 44,5% 93
31 44,5% 93
32 44,0% 92
33 44,0% 92
34 43,5% 91
35 43,5% 91
36 42,1% 88
37 42,1% 88
38 41,1% 86
39 41,1% 86
40 40,7% 85
41 40,0% 8
42 38,3% 80
43 37,3% 78
44 36,8% 77
45 36,8% 77
46 36,4% 76
47 35,4% 74
48 35,0% 7
49 34,4% 72

47
50 34,0% 71
51 33,0% 69
52 32,1% 67
53 30,6% 64
54 30,0% 6
55 30,0% 6
56 30,0% 6
57 30,0% 6
58 27,8% 58
59 27,3% 57
60 26,8% 56
61 26,8% 56
62 26,3% 55
63 25,8% 54
64 24,9% 52
65 24,9% 52
66 24,9% 52
67 24,4% 51
68 23,9% 50
69 23,7% 41
70 23,4% 49
71 21,5% 45
72 18,7% 39
73 18,2% 38
74 17,7% 37
75 16,7% 35
76 16,3% 34
77 15,3% 32
78 15,3% 32
79 15,0% 3
80 14,8% 31
81 14,8% 31
82 14,4% 30
83 13,9% 29
84 13,4% 28
85 13,4% 28
86 13,4% 28
87 13,4% 28
88 13,4% 28
89 12,9% 27
90 12,4% 26
91 11,5% 24
92 11,0% 23
93 10,0% 21
94 9,6% 20
95 9,1% 19
96 9,1% 19
97 8,6% 18
98 8,1% 17
99 7,7% 16
100 7,2% 15
101 6,7% 14

48
102 6,2% 13
103 5,7% 12
104 4,8% 10
105 4,8% 10
106 4,8% 10
107 4,3% 9
108 3,8% 8
109 2,9% 6
110 1,9% 4
111 1,9% 4
112 1,4% 3
113 1,0% 2
114 1,0% 2
115 1,0% 2
116 1,0% 2
117 0,5% 1
118 0,5% 1
119 0,5% 1
120 0,0% 0
121 0,0% 0
122 0,0% 0
123 0,0% 0
124 0,0% 0
125 0,0% 0

Um esclarecimento sobre os dados da Tabela. Como algumas pessoas se tornaram


membros professos durante o período, estas tem menor número de participações e alta
porcentagem de presença, pois foi considerada a porcentagem de presença nos cultos do período
em que a pessoa era membro professo. Os 10 primeiros estão marcados em azul e os 10 últimos
em vermelho. Entre as pessoas com menor participação 6 não vieram em nenhuma atividade
durante todo o período. Com exceção da irmã xxxxx e do irmão xxxxx, que não podem vir por causa
da saúde, e da irmã xxxxx, que explicou ao Conselho suas dificuldades para comparecer; todos os
demais poderiam ser excluídos do rol de membros e todos foram visitados, avisados por carta e
convidados para muitas programações durante todo este tempo. Xxxxx (última presença em
28/10/07) e xxxxxx (última presença em 01/07/07) também estão a muito tempo sem freqüentarem
as atividades.

A média de participação dos membros é de 28,5% (em 2007 com dados ainda imprecisos
estimamos esse valor em 37,5%), ou seja, no geral em média as pessoas apareceram em 60 das
209 atividades marcadas no período. Com certeza um valor ainda baixo.

Podemos expandir nossa análise observando as participações em cada atividade em


específico. Primeiro, em relação aos cultos de domingo temos:

49
Tabela 12 - Porcentagem de participação dos membros (Domingos)

Atividades
Membro % Presente
1 100,0% 8
2 96,6% 57
3 94,9% 56
4 94,9% 56
5 94,9% 56
6 94,9% 56
7 93,9% 31
8 93,2% 55
9 91,5% 54
10 88,1% 52
11 88,1% 52
12 88,1% 52
13 87,5% 7
14 86,4% 51
15 86,4% 51
16 86,4% 51
17 84,7% 50
18 84,7% 50
19 84,0% 21
20 83,1% 49
21 83,1% 49
22 83,1% 49
23 81,4% 48
24 79,7% 47
25 75,0% 6
26 75,0% 6
27 75,0% 6
28 75,0% 6
29 75,0% 6
30 75,0% 6
31 75,0% 6
32 75,0% 6
33 74,6% 44
34 74,6% 44
35 74,6% 44
36 74,6% 44
37 74,6% 44
38 72,9% 43
39 72,9% 43
40 72,9% 43
41 72,9% 43
42 71,2% 42
43 71,2% 42
44 71,2% 42
45 69,5% 41
46 69,5% 41
47 69,5% 41
48 67,8% 40
49 66,7% 34

50
50 66,1% 39
51 66,1% 39
52 66,1% 39
53 66,1% 39
54 66,1% 39
55 64,4% 38
56 64,4% 38
57 62,7% 37
58 62,7% 37
59 61,0% 36
60 61,0% 36
61 55,9% 33
62 54,2% 32
63 52,5% 31
64 52,5% 31
65 50,8% 30
66 50,0% 4
67 49,2% 29
68 49,2% 29
69 45,8% 27
70 44,1% 26
71 44,1% 26
72 42,4% 25
73 37,3% 22
74 37,3% 22
75 35,6% 21
76 33,9% 20
77 32,2% 19
78 32,2% 19
79 32,2% 19
80 30,5% 18
81 28,8% 17
82 27,1% 16
83 27,1% 16
84 25,4% 15
85 25,4% 15
86 25,4% 15
87 25,4% 15
88 25,4% 15
89 25,0% 2
90 23,7% 14
91 23,7% 14
92 20,3% 12
93 16,9% 10
94 16,9% 10
95 16,9% 10
96 15,3% 9
97 13,6% 8
98 13,6% 8
99 12,5% 1
100 11,9% 7
101 10,2% 6

51
102 8,5% 5
103 6,8% 4
104 5,1% 3
105 5,1% 3
106 5,1% 3
107 5,1% 3
108 5,1% 3
109 5,1% 3
110 5,1% 3
111 3,4% 2
112 3,4% 2
113 3,4% 2
114 1,7% 1
115 1,7% 1
116 1,7% 1
117 1,7% 1
118 0,0% 0
119 0,0% 0
120 0,0% 0
121 0,0% 0
122 0,0% 0
123 0,0% 0
124 0,0% 0
125 0,0% 0

A média de participação dos membros, contando apenas os cultos de domingo a noite é de


48,1%, ou seja, em média as pessoas vão um domingo sim e outro não. Foram contabilizados os 59
domingos do período.

Quanto as Escolas Dominicais, os dados estão na Tabela 13.

Tabela 13 - Porcentagem de participação dos membros (Escolas Dominicais)

Atividades
Membro % Presente
1 94,3% 50
2 94,3% 50
3 92,5% 49
4 90,6% 48
5 88,7% 47
6 86,8% 46
7 83,0% 44
8 83,0% 44
9 82,8% 24
10 81,1% 43
11 79,2% 42
12 79,2% 42
13 77,4% 41
14 77,4% 41
15 77,4% 41
16 75,5% 40
17 73,6% 39
18 73,6% 39

52
19 71,7% 38
20 71,7% 38
21 71,7% 38
22 71,7% 38
23 71,7% 38
24 69,8% 37
25 69,8% 37
26 69,8% 37
27 67,9% 36
28 66,0% 35
29 66,0% 35
30 62,5% 5
31 62,5% 5
32 62,3% 33
33 60,4% 32
34 60,4% 32
35 60,4% 32
36 58,5% 31
37 58,5% 31
38 58,5% 31
39 56,6% 30
40 56,6% 30
41 54,7% 29
42 54,7% 29
43 50,9% 27
44 50,0% 11
45 50,0% 4
46 50,0% 4
47 50,0% 4
48 45,3% 24
49 45,3% 24
50 39,6% 21
51 39,6% 21
52 37,7% 20
53 37,7% 20
54 37,5% 3
55 37,5% 3
56 32,1% 17
57 32,1% 17
58 32,1% 17
59 30,2% 16
60 30,2% 16
61 28,3% 15
62 28,3% 15
63 22,6% 12
64 22,6% 12
65 17,0% 9
66 13,2% 7
67 13,2% 7
68 13,2% 7
69 12,5% 1
70 12,5% 1

53
71 11,3% 6
72 9,4% 5
73 9,4% 5
74 9,4% 5
75 7,5% 4
76 7,5% 4
77 5,7% 3
78 4,5% 2
79 3,8% 2
80 3,8% 2
81 3,8% 2
82 3,8% 2
83 3,8% 2
84 1,9% 1
85 1,9% 1
86 1,9% 1
87 1,9% 1
88 1,9% 1
89 1,9% 1
90 1,9% 1
91 1,9% 1
92 1,9% 1
93 1,9% 1
94 1,9% 1
95 1,9% 1
96 1,9% 1
97 0,0% 0
98 0,0% 0
99 0,0% 0
100 0,0% 0
101 0,0% 0
102 0,0% 0
103 0,0% 0
104 0,0% 0
105 0,0% 0
106 0,0% 0
107 0,0% 0
108 0,0% 0
109 0,0% 0
110 0,0% 0
111 0,0% 0
112 0,0% 0
113 0,0% 0
114 0,0% 0
115 0,0% 0
116 0,0% 0
117 0,0% 0
118 0,0% 0
119 0,0% 0
120 0,0% 0
121 0,0% 0
122 0,0% 0

54
123 0,0% 0
124 0,0% 0
125 0,0% 0

Como podemos ver muitas pessoas nunca vieram na Escola Dominical. A média de
participação dos membros professos na Escola Dominical, nos 53 cultos pesquisados, é de 32,4%.
Isso significa que em média os membros vem em uma escola dominical e faltam em duas.

Em relação aos cultos de sábado os dados estão presentes na Tabela 14.

Tabela 14 - Porcentagem de participação dos membros (Sábados)

Atividades
Membro % Presente
1 92,1% 35
2 78,9% 30
3 76,3% 29
4 66,7% 2
5 66,7% 2
6 63,2% 24
7 63,2% 24
8 63,2% 24
9 60,5% 23
10 57,1% 8
11 55,3% 21
12 52,6% 20
13 47,4% 18
14 44,7% 17
15 33,3% 1
16 33,3% 1
17 31,6% 12
18 31,6% 12
19 28,9% 11
20 13,2% 5
21 13,2% 5
22 11,1% 2
23 10,5% 4
24 7,9% 3
25 7,9% 3
26 7,9% 3
27 7,9% 3
28 7,9% 3
29 5,3% 2
30 5,3% 2
31 5,3% 2
32 5,3% 2
33 5,3% 2
34 5,3% 2
35 5,3% 2
36 2,6% 1
37 2,6% 1
38 2,6% 1

55
39 2,6% 1
40 2,6% 1
41 2,6% 1
42 2,6% 1
43 2,6% 1
44 2,6% 1
45 2,6% 1
46 2,6% 1
47 2,6% 1
48 2,6% 1
49 2,6% 1
50 2,6% 1
51 2,6% 1
52 2,6% 1
53 2,6% 1
54 2,6% 1
55 2,6% 1
56 0,0% 0
57 0,0% 0
58 0,0% 0
59 0,0% 0
60 0,0% 0
61 0,0% 0
62 0,0% 0
63 0,0% 0
64 0,0% 0
65 0,0% 0
66 0,0% 0
67 0,0% 0
68 0,0% 0
69 0,0% 0
70 0,0% 0
71 0,0% 0
72 0,0% 0
73 0,0% 0
74 0,0% 0
75 0,0% 0
76 0,0% 0
77 0,0% 0
78 0,0% 0
79 0,0% 0
80 0,0% 0
81 0,0% 0
82 0,0% 0
83 0,0% 0
84 0,0% 0
85 0,0% 0
86 0,0% 0
87 0,0% 0
88 0,0% 0
89 0,0% 0
90 0,0% 0

56
91 0,0% 0
92 0,0% 0
93 0,0% 0
94 0,0% 0
95 0,0% 0
96 0,0% 0
97 0,0% 0
98 0,0% 0
99 0,0% 0
100 0,0% 0
101 0,0% 0
102 0,0% 0
103 0,0% 0
104 0,0% 0
105 0,0% 0
106 0,0% 0
107 0,0% 0
108 0,0% 0
109 0,0% 0
110 0,0% 0
111 0,0% 0
112 0,0% 0
113 0,0% 0
114 0,0% 0
115 0,0% 0
116 0,0% 0
117 0,0% 0
118 0,0% 0
119 0,0% 0
120 0,0% 0
121 0,0% 0
122 0,0% 0
123 0,0% 0
124 0,0% 0
125 0,0% 0

Como se pode ver, a participação nos sábados, atividade voltada para os jovens
principalmente, é bem baixa. A média de participação dos membros é de 9,8%.

Em relação às demais programações (quartas-feiras, reuniões de oração, cultos especiais)


temos a Tabela 15.

57
Tabela 15 - Porcentagem de participação dos membros (Demais Cultos)

Atividades
Membro % Presente
1 100,0% 1
2 100,0% 1
3 100,0% 1
4 100,0% 1
5 100,0% 1
6 100,0% 1
7 100,0% 1
8 100,0% 1
9 100,0% 1
10 82,5% 47
11 80,7% 46
12 75,4% 43
13 70,2% 40
14 60,9% 14
15 59,6% 34
16 43,9% 25
17 40,4% 23
18 36,8% 21
19 36,8% 21
20 36,8% 21
21 33,3% 19
22 33,3% 19
23 28,6% 4
24 26,3% 15
25 24,6% 14
26 24,6% 14
27 22,8% 13
28 22,8% 13
29 22,8% 13
30 22,8% 13
31 21,1% 12
32 21,1% 12
33 19,3% 11
34 19,3% 11
35 19,3% 11
36 17,5% 10
37 17,5% 10
38 15,8% 9
39 15,8% 9
40 15,8% 9
41 14,0% 8
42 14,0% 8
43 14,0% 8
44 14,0% 8
45 10,9% 5
46 10,5% 6
47 8,8% 5
48 8,8% 5
49 7,0% 4

58
50 7,0% 4
51 7,0% 4
52 7,0% 4
53 5,3% 3
54 5,3% 3
55 5,3% 3
56 5,3% 3
57 5,3% 3
58 5,3% 3
59 5,3% 3
60 5,3% 3
61 5,3% 3
62 3,5% 2
63 3,5% 2
64 3,5% 2
65 3,5% 2
66 3,5% 2
67 3,5% 2
68 3,5% 2
69 3,5% 2
70 3,5% 2
71 3,5% 2
72 1,8% 1
73 1,8% 1
74 1,8% 1
75 1,8% 1
76 1,8% 1
77 1,8% 1
78 1,8% 1
79 1,8% 1
80 1,8% 1
81 1,8% 1
82 1,8% 1
83 1,8% 1
84 1,8% 1
85 1,8% 1
86 1,8% 1
87 1,8% 1
88 1,8% 1
89 1,8% 1
90 1,8% 1
91 0,0% 0
92 0,0% 0
93 0,0% 0
94 0,0% 0
95 0,0% 0
96 0,0% 0
97 0,0% 0
98 0,0% 0
99 0,0% 0
100 0,0% 0
101 0,0% 0

59
102 0,0% 0
103 0,0% 0
104 0,0% 0
105 0,0% 0
106 0,0% 0
107 0,0% 0
108 0,0% 0
109 0,0% 0
110 0,0% 0
111 0,0% 0
112 0,0% 0
113 0,0% 0
114 0,0% 0
115 0,0% 0
116 0,0% 0
117 0,0% 0
118 0,0% 0
119 0,0% 0
120 0,0% 0
121 0,0% 0
122 0,0% 0
123 0,0% 0
124 0,0% 0
125 0,0% 0

A média de participação dos membros nestas outras atividades é de 17,7%.

Já passamos os dados brutos das participações dos membros nas atividades.


Procederemos agora a uma análise mais profunda destes dados.

Primeiramente vamos agrupar os dados para facilitar a visão dos dados acima.

Em relação à participação geral temos o Gráfico 5. Os números sobre as colunas


representam as pessoas que se enquadram na faixa de porcentagem colocada abaixo.

Gráfico 5 - Distribuição de Presenças Geral


32

22
16 16 15
14
7
3
0 0

0-10 10-20 20-30 30-40 40-50 50-60 60-70 70-80 80-90 90-100

60
Em relação à participação apenas nos domingos temos o Gráfico 6.

Gráfico 6 - Distribuição de Presenças nos Domingos

24
21
16
14
12
9 8 8
6 6

0-10 10-20 20-30 30-40 40-50 50-60 60-70 70-80 80-90 90-100

Em relação às Escolas Dominicais temos o Gráfico 7.

Gráfico 7 - Distribuição de Presenças nas Escolas Dominicais

54

11 12 12 13
7 6
4 2 4

0-10 10-20 20-30 30-40 40-50 50-60 60-70 70-80 80-90 90-100

Quanto aos sábados temos o Gráfico 8.

Gráfico 8 - Distribuição de Presenças nos sábados

54

11 12 12 13
7 6
4 2 4

0-10 10-20 20-30 30-40 40-50 50-60 60-70 70-80 80-90 90-100

61
E por último, em relação as demais programações temos o Gráfico 9.

Gráfico 8 - Distribuição de Presenças nas demais atividades

54

11 12 12 13
7 6
4 2 4

0-10 10-20 20-30 30-40 40-50 50-60 60-70 70-80 80-90 90-100

Observando todos estes gráficos podemos perceber uma tendência. Ao invés de uma
distribuição normal (gaussiana), como talvez se esperasse, temos outra tendência, que pode ser
expressa pela Figura 7.

Figura 7 – Tendência observada nos Gráficos

A tendência assemelha-se a duas normais e um valor alto em zero. Podemos entender


então que a participação dos membros professos na Igreja possa ser modelada em 3 grandes
grupos: o dos membros afastados, responsável pelos valores de participação próximo a zero; o dos
membros pouco freqüentes, que apresenta a distribuição dada pela primeira normal; e o dos
membros mais compromissados, que apresenta a distribuição da segunda normal. Esta constatação
gráfica é interessante.

Após esta análise vamos relacionar a presença com outras variáveis e ver as conclusões
que podemos chegar.

Primeiro, a Tabela 16 relaciona participação e sexo dos membros professos.

Tabela 16 - Relação entre sexos e participação nas atividades


Geral Domingos EBD Sábado Outros
Feminino 25,0% 44,8% 29,2% 7,5% 10,3%
Masculino 33,1% 52,9% 36,5% 12,8% 28,8%

62
Quem vê estes dados e acompanha os cultos pode achar surpreendente que os homens
tenham maior porcentagem de participação em todas as atividades. Porém é necessário atenção
para o que os números dizem. Esta média de participação é contando todos membros professos,
logo, uma mulher ou homem que não freqüenta as atividades derruba as porcentagens de seu sexo.
Se voltarmos a Tabela 11 veremos que entre os 10 membros com maior porcentagem de
participação 6 são homens e entre os 20 primeiros 10 são homens. Levando em consideração o fato
que a média é de 2 mulheres por homem vemos que entre os membros com mais participações a
porcentagem de homens supera a das mulheres e isso justifica os números que temos na Tabela
16. Portanto, embora os homens estejam em desvantagem no número de membros professos, no
geral existe um maior número de homens com alta participação. Em favor das mulheres é bom que
se diga que estes números referem-se apenas as programações no templo, pois a participação das
mulheres em cultos nas casas, visitas, etc, é muito maior que a dos homens.

A próxima relação que apresentamos é entre idade e participação nas atividades. Vejam a
Tabela 17.

Tabela 17 - Relação entre idade e participação nas atividades


Geral Domingos EBD Sábado Outros
Até 18 anos 46,0% 63,6% 43,8% 27,3% 60,2%
De 19 a 25 45,5% 66,0% 55,0% 39,7% 18,9%
De 26 a 30 19,3% 32,5% 26,8% 5,4% 5,5%
De 31 a 40 25,7% 41,9% 35,1% 5,5% 11,5%
De 41 a 50 24,7% 48,3% 28,4% 1,4% 11,4%
De 51 a 60 25,2% 50,6% 24,2% 2,1% 13,3%
Mais de 60 18,7% 40,8% 17,6% 1,0% 6,9%

Vemos que a faixa etária com maior participação é a dos adolescentes. Cuidado deve ser
tomado com este dado, porém, pois muitos dos membros professos dessa faixa etária têm pouco
tempo como membro professo e isso pode prejudicar a análise dos dados. Se observamos a
participação por atividades, os adolescentes só superam a faixa etária de 19 a 25 nas atividades
extras (onde se incluem alguns cultos com o Grupo KK dos adolescentes). A faixa etária com menor
participação é a de mais de 60 anos. Alguns comentários adicionais fazem-se necessários. As faixas
etárias com menor idade são favorecidas pela contagem dos cultos de sábado, que são mais para
os jovens. Para descontar esse fator podemos olhar a atividade principal, que é o culto de domingo,
apenas. Nesta caso, a faixa etária com menor participação é a de 26 a 30 anos, vindo depois as de
mais de 60 e de 31 a 40 anos. Muitos desses dados são influenciados pela presença de membros
com participação muito baixa. Aquelas faixas etárias onde se situam os membros com participação
zero, obviamente são prejudicadas no computo final.

Podemos relacionar tanto idade quanto sexos com a participação, e fazemos isso na Tabela
18.

63
Tabela 18 - Relação entre idade/sexos e participação
Geral Domingos EBD Sábado Outros
Até 18 anos F 43,7% 58,0% 53,8% 40,1% 24,9%
M 47,4% 67,0% 37,9% 19,6% 81,4%
De 19 a 25 F 38,4% 55,6% 50,0% 31,6% 14,3%
M 61,2% 84,7% 72,1% 57,4% 28,1%
De 26 a 30 F 24,9% 38,0% 37,6% 8,5% 6,6%
M 11,9% 25,1% 12,3% 1,3% 4,1%
De 31 a 40 F 25,1% 41,0% 32,5% 6,4% 11,8%
M 27,2% 44,3% 42,0% 3,0% 10,5%
De 41 a 50 F 25,6% 50,1% 28,4% 0,9% 13,3%
M 22,0% 43,1% 28,3% 2,6% 6,0%
De 51 a 60 F 21,9% 45,8% 18,9% 2,2% 10,5%
M 36,8% 63,1% 44,8% 2,6% 24,1%
Mais de 60 F 19,0% 40,4% 17,7% 1,3% 7,7%
M 15,5% 33,3% 17,3% 0,0% 5,0%

Vemos que a maior participação fica com os homens de 19 a 25 anos (61,2%) e o segundo
lugar com os homens de até 18 anos (47,4%). Já entre as mulheres a maior participação é das
mulheres até 18 anos. As menores participações são dos homens de 26 a 30 anos (11,9%) e dos de
mais de 60 anos (15,5%). Como já dissemos acima, as atividades do sábado favorecem as faixas
etárias mais jovens, mas observando somente o culto de domingo, por exemplo, vemos que a
liderança ainda fica com as mesmas faixas etárias. Como o número de membros professos não é
tão alto, numa análise como esta a presença de poucas pessoas muda muito os dados. Se tirarmos
os 3 membros com mais participação da análise, por exemplo, a média dos homens de 19 a 25 anos
cai de 61,2% para 52,5% e a dos homens de até 18 anos de 47,4% para 44,3%. Há grandes
mudanças quando tiramos os membros com zero de participação também.

Continuando a análise vejamos a relação entre estado civil e participação, dada pela Tabela
19.

Tabela 19 - Relação entre estado civil e participação


Geral Domingos EBD Sábado Outros
Amasiados (ou Relação Estável) 10,3% 5,5% 29,2% 3,9% 0,9%
Casados 24,4% 48,2% 27,6% 1,6% 10,9%
Divorciados 20,3% 33,7% 24,1% 7,0% 11,5%
Solteiros 41,6% 58,6% 46,1% 27,6% 35,4%
Viúvos 18,4% 36,9% 18,2% 3,3% 6,4%

Vemos que a maior participação é dos solteiros (41,6%) bem acima dos casados (24,4%)
que ocupam a segunda posição. A menor participação é dos membros amasiados (ou em relação
estável no caso daqueles que estão assim a mais de 5 anos).

Na Tabela 20 relacionamos a participação ao número de filhos.

Tabela 20 - Relação entre número de filhos e participação


Geral Domingos EBD Sábado Outros
0 37,1% 53,6% 41,0% 23,5% 30,7%
1 20,8% 38,0% 25,8% 4,5% 7,1%
2 27,9% 54,9% 30,7% 1,9% 13,8%
3 16,9% 36,5% 15,3% 4,1% 6,9%
Mais de 3 20,6% 32,6% 29,9% 1,4% 8,9%

64
As pessoas sem filhos tem maior participação dos que as com filhos e entre as com filhos a
maior participação fica com aqueles que têm 2 filhos apenas.

Na Tabela 21 relacionamos a participação ao tempo como membro.

Tabela 21 - Relação entre tempo como membro e participação


Anos Geral Domingos EBD Sábado Outros
0 43,9% 68,4% 28,6% 17,1% 62,6%
1a2 26,6% 41,2% 43,5% 7,1% 6,9%
3a5 34,6% 55,9% 44,7% 20,6% 11,6%
6 a 10 31,1% 47,6% 41,4% 10,3% 17,5%
11 a 15 15,4% 36,3% 10,9% 0,5% 7,4%
16 a 20 17,0% 40,9% 17,5% 1,9% 2,3%
21 a 30 21,1% 38,0% 22,6% 2,2% 13,9%
Mais de 30 16,3% 40,2% 10,2% 1,6% 7,7%

Vemos que estes dados no geral concordam com o que discutimos na Figura 3. As pessoas
no início tendem a ter maior participação e isso se reflete, no geral, nos números apresentados.

Na Tabela 22 relaciona-se a participação com a religião anterior.

Tabela 22 - Relação entre Religião anterior e participação


Geral Domingos EBD Sábado Outros
Católica 22,7% 35,8% 32,7% 1,8% 13,1%
IPI 32,0% 53,1% 36,9% 13,5% 19,2%
Outras Presbiterianas 19,2% 43,2% 21,1% 0,3% 3,9%
Nenhuma 24,5% 41,5% 28,3% 12,6% 10,8%
Outras Denominações 28,6% 50,0% 25,4% 9,5% 24,8%

A maior participação é dos chamados “filhos da IPI” e depois das pessoas que vieram de
denominações não-presbiterianas.

Na Tabela 23 relaciona-se a forma como a pessoa passou a freqüentar a Igreja com sua
participação.

Tabela 23 - Relação entre forma de inclusão e participação


Geral Domingos EBD Sábado Outros
Amigos 18,9% 32,3% 25,5% 5,3% 7,2%
Casamento/Namoro 19,0% 37,1% 16,7% 5,5% 15,4%
Familiares 25,3% 37,5% 35,2% 7,1% 15,1%
Iniciativa Própria 30,7% 59,8% 26,7% 8,3% 20,1%
Mudança para cidade 36,7% 64,6% 45,8% 2,3% 19,7%
Pais 32,7% 54,2% 36,1% 15,1% 21,2%

Percebe-se que a menor participação fica por conta dos membros que iniciaram na Igreja
através de amigos ou relacionamentos amorosos e a maior participação com os membros que já
eram de uma Igreja e se mudaram para nossa cidade.

Na Tabela 24 relaciona-se o número de cargos ou funções desempenhadas e a


participação.

65
Tabela 24 - Relação entre cargos e participação
Geral Domingos EBD Sábado Outros
0 16,0% 30,6% 17,8% 4,4% 6,3%
1 42,3% 66,3% 47,3% 12,6% 39,9%
2 42,4% 73,6% 46,4% 24,4% 17,4%
3 ou mais 56,9% 84,9% 71,0% 20,3% 36,7%

Podemos ver que, conforme já tínhamos suposto no Planejamento 2007/2008, a relação


entre número de cargos e participação é direta. Usando uma correlação entre as duas estatísticas
chegamos a um valor de 0,93. Sendo que o valor para uma correlação perfeita é de 1, vemos que a
relação entre o número de atividades desempenhadas e a participação é diretamente proporcional.
Portanto, todos os esforços no sentido de aumentar o número de pessoas envolvidas com as
atividades é importante.

Caracterização das programações


Este tópico que agora apresentamos poderia ser incluído como parte da análise macro, mas
o deixamos aqui por estar diretamente ligado ao tópico anterior das freqüências nas atividades.

Primeiramente apresentamos nos Gráficos de 9 a 12 o número de pessoas e membros


professos presentes em cada programação em todo período considerado.

Gráfico 9 - Número de pessoas e membros nos domingos


250 205

200
152
127
150 105 106 113 112 107
109 113 121
110 115
106 108
98 10094 95
104 99106 105 96 105 104
95
89 91 86 8889 88 91 85 89 88 9385 81 8080 8490
100 57 62
75 67
58
7265 6068 60
75
63

50
0
02/dez
09/dez
16/dez
23/dez
30/dez

03/fev
10/fev
17/fev
24/fev
02/set
08/set
16/set
23/set
30/set
07/out
14/out
21/out
28/out
04/nov
11/nov
18/nov
25/nov

02/mar
09/mar
16/mar
23/mar
30/mar

04/mai
18/mai
25/mai
01/jul
08/jul
15/jul
22/jul
29/jul

06/abr
13/abr
20/abr
26/abr

06/jul
13/jul
20/jul
27/abr
05/ago
12/ago
19/ago
26/ago

06/jan
13/jan
20/jan
27/jan

01/jun
08/jun
15/jun
22/jun
29/jun

Gráfico 10 - Número de Pessoas e Membros nas Escolas Dominicais


140 117
112
120 106
95 96
90 90
100 74 757772
84 81 82
757077 78 81
75 7572 74
85
68 71 7172 68 7070
80 62 58 63 60 63 66 65 6267 62
57
525551 50 4854 54
60 44 4543

40
20
0
05/ago
12/ago
19/ago
26/ago

02/dez
09/dez
16/dez

06/jan
13/jan
20/jan
27/jan

02/mar
09/mar
16/mar
30/mar
07/out
14/out
21/out
28/out

10/fev
17/fev
24/fev

06/abr
13/abr
20/abr
26/abr

01/jun
08/jun
15/jun
22/jun
29/jun
02/set
08/set
16/set
23/set
30/set
01/jul
08/jul
15/jul
22/jul
29/jul

04/nov
11/nov
18/nov

04/mai
11/mai
18/mai
25/mai

06/jul
13/jul
20/jul
27/jul

66
Gráfico 11 - Número de pessoas e membros nos sábados
90
77
80
70
60 53

50
35
40
28 27
2526 2525 25 25 26
30 23 24 23
20 20 20 19
17 18 1716
15 15 16
20 13
11
14
11
9 10
7 8
10
0

Gráfico 12 - Número de pessoas e membros nas demais programações


380
400
350
300
250
163
200
123 121
150 100
82
67
100 33 37
16 7 7 18 131417 1915252114 121213 9 1215 111311 13231212 21 8 8
50 10 6 9 9 7 6

Estes gráficos mostram o padrão de presença em cada uma das programações. Vemos que
o maior número de pessoas em todo período foi 380 no Culto de 28/7, onde foi comemorado o
aniversário da IPI pelo Presbitério, em nossa Igreja. Tirando essa programação a maior participação
foi de 205, também na comemoração do aniversário da Igreja este ano. Excetuando-se essas
comemorações tivemos 152 pessoas no culto de natal de 2007 e 127 pessoas no culto de 16/12/07.

Para ter uma idéia melhor dos dados agrupamos por mês e apresentamos os dados médios
na Tabela 25 e Gráfico 13.

67
Tabela 25 - Participações Médias por mês
jul/07 ago/07 set/07 out/07 nov/07 dez/07 jan/08 fev/08 mar/08 abr/08 mai/08 jun/08 jul/08
Domingos Pessoas 84 101 98 99 93 107 78 83 99 86 107 107 94
Membros 47 53 51 51 49 50 43 42 56 49 54 54 59
Escolas Dominicais Pessoas 52 89 82 85 78 74 53 67 72 72 71 71 51
Membros 32 43 38 41 39 37 28 37 37 37 35 35 30
Sábados Pessoas 19 29 24 21 17 14 9 16 19 18
Membros 10 14 11 11 9 6 5 8 10 7
Outros Pessoas 86 33 19 12 68 22 12 17 37 7 121
Membros 19 15 14 9 34 13 11 15 19 5 36
Média Pessoas 68 95 90 92 85 91 65 75 85 79 89 89 73
Membros 40 48 44 46 44 43 36 40 46 43 44 44 45

Gráfico 13 - Participação por mês

Domingos Escolas Dominicais


101 98 99 93 107 99 107 107
86 94
84 Escolas 78 83
Escolas
Escolas Escolas
Dominicais Escolas Escolas Escolas
Escolas Escolas
Escolas
Dominicais
DominicaisDominicais
Escolas Escolas
DominicaisDominicaisDominicais
Dominicais Escolas
Dominicais
Dominicais
Dominicais Dominicais Dominicais

No geral a média de pessoas nos domingos foi de 95 pessoas e 51 delas membros


professos. Para as Escolas Dominicais tivemos uma média de 70 pessoas e 36 membros professos.
Nas demais programações a média em si não é significativa pois houve muitas programações
diferentes dentro do mesmo dia da semana no período.

Vemos que a participação parece seguir um padrão, diminuindo nos meses de férias e
aumentando no período entre férias. Os meses com maior participação foram Agosto e depois
Outubro em 2007. Só temos o mês de Julho por enquanto para comparar 2007 e 2008. Neste mês
pelo menos 2008 mostrou um aumento de 5 pessoas em média por programação. No
acompanhamento de 2009 poderemos dizer mais a respeito disso.

Outro dado interessante que vemos observando os gráficos 9 a 12 é que existe uma relação
direta entre o número de pessoas e de membros professos nas programações em geral. Isto mostra
que as pessoas que freqüentam a Igreja seguem o mesmo padrão de comportamento, sendo
membro professo ou não.

Podemos equacionar estas relações e juntar com os valores médios de participação dos
membros e teremos uma fórmula para calcular o número de pessoas em cada programação
baseado no número de membros professos da Igreja (os dados que temos sugerem que quando a
lista de membros professos é atualizada corretamente esta relação é válida).

Para os cultos de domingos temos então as seguintes fórmulas para a participação média:

Número de pessoas no domingo = 0,85 x número de membros professos

Já para as Escolas Dominicais temos:

Número de pessoas na EBD = 0,60 x número de membros professos

68
Usaremos estas fórmulas ainda neste trabalho.

Outros dados interessantes são dados na Tabela 26.

Tabela 26 - Dados gerais sobre participações por meses

jul/07 ago/07 set/07 out/07 nov/07 dez/07 jan/08


Cultos 18 18 18 15 20 15 12
Pessoas Total 1164 1033 875 412 910 825 567
Média de pessoas por culto 65 57 49 27 46 55 47
Membros presentes 89 84 87 87 86 93 83

fev/08 mar/08 abr/08 mai/08 jun/08 jul/08


Cultos 16 20 15 12 10 9
Pessoas Total 643 1017 716 800 888 702
Média de pessoas por culto 40 51 48 67 89 78
Membros presentes 83 92 88 84 92 101

No total tivemos um total de 10552 presenças em todas as 189 programações que


marcamos as presenças, com uma média de 54 pessoas por programação. No geral dos 124
membros presentes cerca de 100 vêm em uma programação por mês pelo menos.

Terminando de fazer as considerações sobre presença e atividades, terminaremos aqui a


parte da caracterização micro da igreja. Analisar aspectos como experiência cristã e espírito
evangelístico envolve muita subjetividade e não pretendemos fazê-lo aqui.

Capítulo 9 IPI de Cosmópolis e os 4 sistemas


Da teoria geral para o local
Nos capítulos anteriores desenvolvemos a base teórica das forças que interagem e nas
quais a Igreja atua. Agora pretendemos aplicar estas idéias a nossa Igreja local. Terminada esta
análise passaremos a parte final, fixando as metas e objetivos para o Projeto Centenário.

As forças espirituais e a IPI de Cosmópolis


Comecemos pela ação das forças espirituais. A interação entre a Igreja e as forças
espirituais foi discutida no Capítulo 2. Aqui trataremos com mais detalhes das ações que a IPI de
Cosmópolis deve fazer.

No geral nossa Igreja tem como pontos positivos a pregação do Evangelho de acordo com a
Palavra de Deus, sem distorções de conveniência.

Porém alguns pontos poderiam ser melhorados no relacionamento com Deus pela parte da
Igreja:

Se envolver mais em Evangelismo: a Igreja ainda tem uma cultura de pouca ação e dessa forma
poderia desenvolver mais ações de Evangelismo, que é a forma pela qual a Igreja luta contra as
forças do mal neste mundo. A Igreja tem pessoas e talentos suficientes para fazer muito mais do
que tem feito.

69
Trabalhar mais a vida devocional: muitas pessoas ainda não vivem uma vida devocional diária,
deixando para lembrar-se de Deus nas poucas vezes que vem na Igreja. A liderança da Igreja tem
procurado incentivar a vida devocional e a comunhão durante a semana através dos grupos de
acompanhamento e oração, dos quais trataremos melhor na parte final deste trabalho. Poderiam ser
realizadas mais campanhas de oração (e jejum) para o fortalecimento da Igreja e de seus membros.

Estes dois pontos são os principais a serem discutidos nesta parte.

O mundo e a IPI de Cosmópolis


Neste ponto podemos dizer que a nossa Igreja é influenciada pelos valores já discutidos no
Capítulo 3 e sua atuação deve se pautar pelos princípios ali discutidos.

Acrescentemos aqui que a Igreja pode atuar em relação ao mundo sendo um modelo de
Igreja compromissada e espalhando suas idéias para outras igrejas e pessoas. A IPI de Cosmópolis
e a IPIB no geral tem muito a ensinar as pessoas deste mundo e precisa se posicionar neste
sentido. A igreja deve também envolver-se mais nas questões importantes do mundo, enviando
pessoas e apoiando aqueles que estão no campo missionário.

Falamos no Capítulo 3 sobre o mundo como concorrente da Igreja. Como nossa Igreja pode
atuar contra essa concorrência? Mostrando as vantagens de servir a Deus e não ao mundo as
pessoas e educando desde as crianças para enxergar isso. Este é um dos pontos principais que
colocaremos nas metas do Projeto Centenário.

A sociedade local e a IPI de Cosmópolis


Dissemos no Capítulo 4 que a ação da Igreja deve ser voltada para sua realidade local. Isto
pretendemos discutir melhor agora.

De que forma nossa Igreja deve atuar em nossa sociedade? As respostas são muitas
possíveis. Cosmópolis tem muitas pessoas que estão envolvidas com drogas, muitas crianças
carentes inclusive de carinho e atenção, muitas pessoas precisando de educação, apoio, emprego,
mas acima de tudo, precisando de Cristo.

O primeiro passo é as pessoas da Igreja se conscientizarem da necessidade de freqüentar


mais a Igreja e mostrar comprometimento para com a Obra de Cristo. Depois disto é hora de
começar a pensarmos em mais projetos sociais e em como interagir mais com nossa sociedade. As
pontes estão colocadas para isso. Precisamos começar a usá-las. Novamente, deixamos os
detalhes para a parte final do trabalho.

O sistema religioso e a IPI de Cosmópolis


No geral nossa Igreja não sofre grande concorrência de outras religiões não-cristãs e tem
um bom ambiente na cidade para levar o Evangelho. Novamente, só falta mais atitude para fazer o
nome de Jesus conhecido na cidade.

Quanto a evitar a saída dos membros da Igreja é necessário fortalecer o ensino dos pontos
teológicos importantes de nosso sistema e também motivar mais as pessoas para as atividades da
Igreja. É preciso também tentar fortalecer os laços de amizade e espírito de grupo dentro da Igreja.
Esta é a forma de aumentar o que chamamos de custos de substituição anteriormente.

Tratamos de forma rápida do relacionamento entre os 4 sistemas e a IPI de Cosmópolis


aqui, para relembrar o desenvolvimento anterior e servir de gancho para a última parte deste
trabalho: as metas e considerações do Projeto Centenário em si. Antes de passar, porém, para
estas metas, vamos fazer um capítulo extra falando sobre a estrutura intermediária da Igreja, entre o
macro e o micro.

70
Capítulo 10 Entre o macro e o micro
Uma ponte entre o macro e o micro: a estrutura organizacional
Até este ponto temos trabalhado a dualidade existente entre o aspecto micro e macro no
entendimento da estrutura da Igreja. Neste décimo capítulo trataremos de uma visão intermediária
entre essas duas visões: a estrutura organizacional da Igreja local.

Entre diferentes denominações podemos ver diferenças entre a forma como a Igreja se
estrutura. Porém, dentro da própria IPI onde as Igrejas são todas regidas pelo sistema de governo
presbiteriano podemos encontrar diferenças. A discussão de que forma as estruturas
organizacionais podem ser feitas e os melhores resultados obtidos é o que propomos iniciar aqui.

As partes que compõe a estrutura organizacional


Podemos focar a estrutura de uma Igreja por duas óticas diversas: olhando as divisões em
Departamentos, Ministérios, etc.; e olhando para as estruturas de decisão e autoridade dentro da
Igreja.

Olhando pela divisão de Departamentos, Ministérios e outros órgãos internos, toda Igreja
Presbiteriana Independente tem pelo menos três órgãos presentes em sua estrutura: o Conselho,
liderado pelo Pastor titular, o Ministério de Ação Social e o grupo responsável pela condução do
louvor (que pode receber nomes diversos como Ministério de Louvor e Adoração, Grupo de Louvor,
etc). Estes dois primeiros são regulados pela Constituição da Igreja e obrigatórios na estrutura da
Igreja. Além destes grupos, outros órgãos podem, e geralmente são, ser criados dentro da estrutura
da Igreja. Neste ponto é importante sabedoria para que a liderança do Conselho seja bem dosada,
não deixando a Igreja sem a presença de uma autoridade que a represente e nem, por outro lado,
sufocando as demais pessoas e órgãos da Igreja com excesso centralismo. Equilibrar-se entre estes
dois extremos é tarefa essencial do Conselho. Saber delegar tarefas e constituir novos órgãos para
que mais pessoas se integrem a estrutura ativa da Igreja é importante.

Sobre esta primeira visão, em relação a IPI de Cosmópolis, temos atualmente os seguintes
órgãos dentro da Igreja (seguem a composição dos mesmos e alguns comentários):

Conselho: presidido pelo Reverendo Emerson, tendo como composição o vice-presidente Presb.
Robson, secretário Presb. Éder e os Presbíteros Cloudeslei, Fátima e Isabel. Esta composição se
manterá até pelo menos o fim deste ano, sendo as novas eleições provavelmente feitas no fim deste
ano de 2008. O Conselho tem trabalhado pela modernização e sistematização da administração da
Igreja, além do desenvolvimento de uma visão de busca do crescimento da Igreja, do qual este
trabalho é parte. Há um longo caminho pela frente e a necessidade de que a visão agora colocada
seja comprada por todas pessoas da Igreja, sendo então um desafio para este Conselho estruturar o
projeto para o futuro da Igreja e fazer com que estas idéias não morram na alta liderança, mas
possam ser parte da mentalidade de todas pessoas da Igreja. O Conselho tem apostado no
investimento na formação de novas lideranças e em deixar uma base para que estas possam
continuar o trabalho e melhorá-lo cada vez mais. Neste sentido, será importante a transição para a
nova composição do Conselho para o próximo mandato. Idéias já testadas com sucesso devem ser
mantidas e idéias já verificadas como inviáveis devem ser evitadas. Por isso, uma transição suave e
com tom de continuidade, independente da nova composição do Conselho se faz importante.
Voltaremos a tocar nestes pontos mais a frente.

Ministério de Ação Social e Diaconia: presidido pela Diaconisa Doroti, tendo como vice-presidente
o Diácono Gaspar, secretária Diaconisa Rose, tesoureira Diaconisa Laudicéia, e composto ainda
pelas Diaconisas Lia e Jana. A composição atual não foi eleita na mesma oportunidade e tem

71
portanto membros como tempo de mandato diferente. O Ministério tem feito um trabalho competente
no apoio as atividades da Igreja. Talvez falte uma maior iniciativa para o desenvolvimento de
trabalhos sociais mais amplos, mas isso não pode ser cobrado apenas dos integrantes do Ministério.
A ação do Ministério de Ação Social e Diaconia será importante no Projeto Centenário.

Órgãos administrativos: compõe os órgãos administrativos da Igreja a Tesouraria, a Direção de


Patrimônio, a Comissão de Obras, a Comissão de Exame de Contas, a Secretaria da Igreja e a
Zeladoria. Alguns comentários sobre estes órgãos. A Tesouraria está passando por uma fase de
transição com a provável da tesoureira Eliana no próximo ano, após longos anos de excelentes
trabalhos prestados. A irmã Thais está sendo treinada para continuar o trabalho com a Tesouraria,
mas esta questão deve ser decidida pelo novo Conselho eleito. A Direção de Patrimônio foi um novo
órgão criado pelo Conselho para tomar a frente nas questões referentes à manutenção do
patrimônio físico da Igreja. A direção hoje está com o irmão Edélcio. A comissão de Obras foi criada
para a construção do templo atual e agora está cuidando dos detalhes finais da conclusão do
templo, sendo constituída pelos irmãos Lelei, Marcos, Edélcio, Milton, Lélio e Zico. A comissão de
Exame de contas é eleita anualmente e neste momento é constituída pelos irmãos Gabriel, Tarlei e
Marlene. Sobre esta comissão, um comentário adicional. Para maior transparência seria
interessante que se formulasse um padrão de ação no exame das contas, para que a Comissão não
precisasse ser orientada pelo Conselho ou pelo próprio Tesoureiro. A Secretaria da igreja esta hoje
com a irmã Débora, que recebe remuneração para esta função. A Secretaria deve ser melhor
aproveitada para a organização e manutenção dos registros, planejamentos e dados da Igreja. A
Zeladoria mantém-se com a irmã Fátima e pelo menos neste momento não há nenhum motivo para
discussão de mudanças neste sentido, embora talvez haja mudanças já no próximo ano. Sobre os
órgãos administrativos em geral é necessário que se mantenha cada vez mais uma visão de
excelência nas atividades, se possível através de melhoramento dos procedimentos e de
acompanhamento e treinamento das pessoas que venham a assumir estas atividades futuramente.

Departamento de Estatísticas, Planejamento Estratégico e Comunicação – DEPEC – O


DEPEC, criado há um ano para cuidar do planejamento na Igreja completou um ano sobre a
responsabilidade do Presb. Robson, no qual foram produzidos dois trabalhos principais: o
Planejamento 2007/2008 e este trabalho atual. O Departamento, que foi criado pelo Conselho, não
se destina a ser uma iniciativa pessoal e nem uma iniciativa deste mandato atual do Conselho, e
diante disso se faz necessária a formação de novas lideranças para continuidade do Departamento
(bem como dos planejamentos realizados). Não continuar os trabalhos iniciados seria um retrocesso
e buscando evitar isso, novas pessoas serão convocadas após o término deste trabalho para a
composição do DEPEC.

Secretaria de Missões – Composta para o ano de 2008/2009 pela Pres. Marlene, Secret. Lucianne
e Tes. Marli a Secretaria tem o desafio de continuar o trabalho iniciado nos últimos anos. A criação
da Secretaria de Missões foi também uma iniciativa lançada durante os últimos 3 anos e tem
frutificado. Tivemos no ano de 2007 uma Consulta Missionária muito frutífera. Desde então a Igreja
tem recolhido ofertas mensais para ajuda a missionários. Manter essa ajuda, mas se envolver em
trabalhos mais amplos e até com a participação dos próprios membros da Igreja é o objetivo agora.
Uma nova consulta missionária deve ser realizada logo.

Ministério de Louvor – Tendo como líderes os irmãos Diogo e Jemima e composto pelos irmãos
Gabriel, Isabela, Fábio e Fernando, além dos irmãos que colaboram na mesa de som e outros
serviços necessários; o Ministério tem mostrado crescimento no número de pessoas interessadas
em estar colaborando. È sempre um desafio para os integrantes servir de exemplo para outras
pessoas e manter a consciência de seu papel de estar colocando em primeiro lugar o nome de Deus
durantes as ministrações. Neste sentido temos pessoas que tem cumprido seu papel. Treinamento e
busca de mais conhecimento para a execução do louvor são sempre bem-vindos.

Ministério de Intercessão – um ministério vital para a Igreja, hoje tem a liderança da irmã Cecília,
com o apoio da irmã Maria Batista. O Ministério de Intercessão se reúne semanalmente as sextas-
feiras e tem sido suporte para toda a Igreja com sua constante oração para as lideranças, famílias e

72
principalmente para aqueles que tem passado por dificuldades. Neste sentido foi realizada uma
campanha para oração pelas irmãs Berenice e Mara em 2007. Em relação a intercessão só falta
mais pessoas se envolverem e entenderem a importância da oração para o crescimento pessoal e
da Igreja.

Coordenadoria da Escola Dominical – composta pelos irmãos Lélio e Éder, tem feito um bom
trabalho frente a Escola Dominical. Porém, os números da freqüência na Escola Dominical foram
maiores em outros meses. Isto, entretanto, não é resultado de falta de empenho da coordenadoria,
mas sim falta de continuidade do trabalho com as crianças do bairro Paineiras principalmente. A
Escola Dominical é parte importante do Projeto Centenário, como explicaremos mais a frente.
Necessário destacar-se também o comprometimento dos professores da Escola Dominical e
qualidade das aulas preparadas.

Coordenadoria de Adultos – formada pelo casal Eduardo e Joseli, que tem demonstrado grande
vontade de trabalhar para iniciar uma nova fase no trabalho com os adultos da Igreja. Esperamos
que assim seja, e que possa estar havendo maior união nesta faixa etária e se possível a inclusão
maior de alguns casais ao convívio da Igreja.

Coordenadoria de Jovens – atualmente formado pela Pres. Isabela e pelos irmãos Fernando e
Juliane a Coordenadoria tem feito bom trabalho juntamente com o Sem. Marcelo, que está
acompanhando a dois anos os jovens. O desafio é integrar cada vez mais a Igreja os novos jovens
que tem freqüentado e buscar atrair cada vez mais jovens. É preciso também que a liderança se
firme sem o apoio do Seminarista Marcelo caso esse venha a arrumar um novo projeto no próximo
ano.

Ministério LouvArt – filiado ao King´s Kids, e tendo como líder a irmã Débora, este ministério dos
adolescentes tem sido muito importante para a integração e despertar de nossos adolescentes para
o trabalho do Senhor. O desafio aqui é buscar a realização do Evangelismo cada vez mais e trazer
novos adolescentes para a Igreja, fortalecendo a visão de Reino dos integrantes do grupo. Neste
último sentido temos visto que o trabalho tem sido bem feito, e nas entrevistas realizadas com os
adolescentes que fizeram profissão de fé este ano sentimos grande amadurecimento e disposição
para com a Igreja.

Com relação aos departamentos e ministérios vemos amadurecimento em todos os


trabalhos. Precisamos cada vez mais integrar pessoas a estes órgãos e também estar abertos para
sugestões para novos trabalhos para o crescimento da Igreja. Esboçaremos algumas sugestões na
parte final deste trabalho. A outra visão em relação a estrutura da Igreja que podemos ter é baseada
nas estruturas de decisão e liderança. Esboçamos o padrão das idéias que discutiremos na Figura
8.

Figura 8 – Estrutura de ação e decisões na Igreja

73
Delimitamos 4 sub-estruturas: cúpula decisória, apoiadores, lideranças e freqüentadores.
Explicaremos o significado de cada um destes termos a seguir.

A cúpula decisória é o termo que usamos para designar as pessoas (ou mesmo a pessoa)
responsáveis pelas decisões estratégicas mais importantes da Igreja. É na cúpula decisória que
reside o poder maior de dita os rumos da Igreja e estabelecer as metas, criar projetos, etc. Em
algumas Igrejas a cúpula decisória é o próprio pastor, que toma as decisões e guia a igreja, sendo o
Conselho mero agente administrativo para estas decisões. Em outras Igrejas os presbíteros são a
cúpula decisória, escolhendo o pastor apenas para cumprir seus desejos para a Igreja e tirando este
caso não siga o padrão desejado. Em alguns casos a cúpula decisória é a família pioneira da Igreja,
que por sua representatividade acaba ditando o ritmo da Igreja. Algumas igrejas propõe um sistema
onde a cúpula decisória é a Assembléia da Igreja, formada por todos os membros. Entendemos que
no sistema presbiteriano a cúpula decisória deve ser o Conselho – Pastor e Presbíteros – mas
nunca desrespeitando o desejo das pessoas da Igreja, das quais o Conselho é o representante.
Este é o modelo mais democrático e mais eficiente que enxergamos. É necessário para seu
funcionamento ideal que o Conselho, como cúpula decisória, saiba ditar o rumo para a Igreja, mas
também ouvir o desejo da Igreja (e leia-se bem, da Igreja, e não de algumas pessoas apenas) para
que rumos tomar. Neste sentido o Conselho de nossa Igreja tem procurado ouvir as pessoas e
manter comunicação com estas, para tentar não impor nada que não seja o próprio desejo da Igreja.
O ideal é saber agir de forma firme, com autoridade, mas sem ser autoritário. A boa cúpula decisória
é aquela que fortalece a base da igreja e não se preocupa com seus interesses mais do que com os
da Igreja. É interessante que a cúpula decisória saiba ser indispensável e ao mesmo tempo
dispensável. Indispensável no sentido que cumpre seu papel da melhor forma e atua como elemento
de união entre os trabalhos da Igreja, não deixando que os apoiadores e outras lideranças se
confrontem, mas sim que trabalhem no mesmo sentido. Dispensável no sentido de que saiba
cumprir seu papel, mas não se torne o único meio de ação dentro da Igreja. É necessário saber
delegar tarefas, construir lideranças para o futuro e preparar a Igreja para seu amadurecimento.
Quantas de nossas Igrejas não ficam reféns do trabalho de poucas pessoas (ou as vezes do pastor)
e depois na falta destas demoram muito para encontrar seu rumo novamente. Por isso a cúpula
decisória deve fortalecer as lideranças e apoiadores da Igreja.

As lideranças são as pessoas que, embora não sejam diretamente parte da cúpula
decisória, são pessoas que por seu comprometimento, experiência, conhecimentos, enfim, são
sempre ouvidos e tem papel importante como exemplos para as outras pessoas dentro da Igreja. A
cúpula decisória geralmente não é composta por muitas pessoas e a presença de mais lideranças
dentro da Igreja é importante. As lideranças nem sempre estão envolvidas em algum trabalho
diretamente ou com algum cargo oficial, mas gozam de respeito e amizade de outras pessoas na
Igreja, sendo peças importantes para o crescimento da Igreja. É importante que as lideranças
tenham o mesmo objetivo da cúpula decisória, pois muitas vezes crises são geradas dentro da
Igreja por disputas entre a cúpula decisória e lideranças, ou mesmo entre lideranças com idéias
diversas entre si. É papel da cúpula decisória criar lideranças fortes na Igreja e dividir com elas o
mesmo projeto. É papel da liderança apoiar os trabalhos na Igreja, discipular os mais inexperientes
no caminho de Deus e buscar o bem da Igreja.

Os apoiadores são pessoas que talvez não tenham o mesmo poder e influência nas
decisões na Igreja, mas são importantíssimas no sentido que são elas quem ajudam para que as
atividades da Igreja possam ser realizadas, trabalhando ou mesmo dando sustento financeiro. São
pessoas que vestiram a camisa da Igreja e tem o desejo de colaborar. Estas pessoas com o tempo
costumam também se tornar lideranças. É papel da cúpula decisória criar mais e mais apoiadores,
incentivando as pessoas com motivação para a Obra de Deus e delegando tarefas e
responsabilidades. É papel dos membros da Igreja serem apoiadores e não apenas freqüentadores.

Os freqüentadores são aqueles que não exercem nenhuma tarefa na Igreja e nem apóiam
financeiramente, mas vem até as programações da Igreja. Não devemos desmerecer estas pessoas
ou considerá-las como pessoas sem compromisso com Deus. A presença de muitos freqüentadores
é um ânimo para a cúpula decisória pelo menos no sentido numérico e também faz com que exista

74
maior chance de encontrar lideranças e apoiadores. É o papel da cúpula decisória estimular os
freqüentadores a se tornarem mais assíduos e com o tempo se tornarem apoiadores. Numa
analogia, talvez não muito adequada mas útil aqui, os freqüentadores seriam os “clientes” da Igreja.

Podemos ver que os papéis dentro desta estrutura são graduais. Espera-se que os
membros da cúpula decisória sejam líderes, que atuem como apoiadores das atividades e que as
freqüentem. Da mesma forma espera-se que os líderes atuem dentro da igreja e sejam freqüentes e
que os apoiadores também apóiem com sua presença.

Tendo exposto a visão estrutural, passemos a discutir a forma de relacionamento entre


estas estruturas. Primeiramente como as estruturas se relacionam internamente.

A cúpula decisória é a responsável pelo processo decisório, que constitui a tomada de


decisões centrais para a Igreja. O processo decisório ás vezes envolve discussões polêmicas e a
tomada de atitudes nem sempre populares com todas as pessoas da Igreja. Ele deve, porém, ser
guiado acima de tudo pela Palavra de Deus e pela busca do discernimento nEle. Como dissemos
anteriormente, a cúpula decisória em nossas igrejas deve ser o Conselho. É necessário que dentro
do Conselho as decisões sejam tomadas através de discussões compromissadas e sérias de todos
membros, mas que estas discussões nem gerem atritos pessoais e nem saiam da sala do Conselho.
Se o Conselho é o único Concílio com reuniões reservadas, o é em parte pela necessidade de não
se mostrar desunião de seus membros nas decisões. Assim, quem foi voto vencido deve comprar a
idéia vencedora e defendê-la ao invés de gerar partidarismos na Igreja. O processo decisório deve
ser motivado pelo desejo das pessoas da Igreja e estas devem ser ouvidas nas decisões mais
importantes. Porém o processo decisório não deve ser influenciado por pressões de algumas
pessoas apenas.

A principal forma de relacionamento dentro da liderança é a discussão. Discussão não no


sentido negativo de discórdia, mas sim no sentido de conversar e debater a respeito de tudo que se
passa na Igreja. Líderes têm idéias próprias e discutem estas idéias entre si. Esta discussão é algo
sadio para a Igreja quando feita em tons construtivos. Neste sentido é que surgem idéias para o
aprimoramento dos trabalhos. As discussões negativas, movidas por mero espírito competitivo,
desmerecendo os trabalhos e pessoas devem ser evitadas. É papel do cristão não fazer esse tipo
de coisa e mostrar aqueles que fazem o erro que tem cometido.

A forma de relacionamento entre os apoiadores é a colaboração. Trabalhar junto é uma


experiência importante para o crescimento cristão. A colaboração muitas vezes implica em dividir
tarefas e isso implica em comunhão. É importante para muitas pessoas se sentirem úteis e receber
elogios por sua colaboração. É importante estar atento para isso. Muitas vezes pessoas se magoam
por terem sua colaboração desprezada na Igreja. É preciso cuidado com isso. Porém, é da
colaboração que vem a força que move a Igreja.

A forma que se relacionam os freqüentadores é acima de tudo a socialização. É claro que


o objetivo de vir a Igreja não deve ser meramente convívio social, mas sendo pragmáticos veremos
que este também é um fator importante. As amizades, o espírito de grupo, o bom convívio são todos
fatores que fazem as pessoas se interessarem em vir mais a Igreja e fazem parte de uma Igreja
saudável. Pessoas que tem bom convívio social apenas não entenderam o motivo pelo qual a Igreja
existe, mas pessoas que além de bom relacionamento com Deus tem bom relacionamento na Igreja
são mais propensas a se tornarem mais participativas.

Além do relacionamento interno nas estruturas existe o relacionamento inter-estrutural.

O relacionamento da cúpula decisória para com a liderança é principalmente de


focalização, ou seja, de criar um mesmo foco. Os líderes fora da cúpula decisória têm suas próprias
visões do que é melhor para a Igreja, mas é necessário que estas visões diversas não se tornem
empecilhos para o entendimento que todos precisam buscar o mesmo objetivo: o crescimento da
Igreja. Se a cúpula decisória conseguir fazer que toda liderança tenha a mesma visão será um
grande passo para realizar qualquer projeto. O relacionamento da cúpula decisória para com os

75
apoiadores é principalmente de direcionamento. A cúpula decisória precisa mostrar como cada
apoiador pode agir para o crescimento da Igreja na área que está, como melhorar, dar base para
que o apoiador coloque em prática suas idéias, etc. Para com os freqüentadores a ação da cúpula
decisória é de motivação e acompanhamento. A cúpula decisória precisa “sentir” a Igreja,
perceber que pessoas estão ficando desmotivadas, quais os motivos para a baixa freqüência nas
atividades e agir para motivar as pessoas, acompanhando o crescimento da Igreja através de seus
membros. Muito do que falamos neste trabalho diz respeito a acompanhamento e a motivação deve
ser parte importante de qualquer projeto.

O relacionamento da liderança para com a cúpula decisória, por sua vez, é principalmente
sugestão. Os líderes devem mostrar suas idéias e como executá-las, fazer críticas construtivas aos
projetos da cúpula decisória, etc. Para com os apoiadores o relacionamento da liderança é
principalmente de divisão de experiências. Os líderes têm muito a compartilhar, porque muitas
vezes já fizeram parte do ministério ao qual a pessoa ajuda agora, ou sabem de experiências de
sucesso (e de fracasso) do passado. Para com os freqüentadores o relacionamento é
principalmente de influência. Os líderes geralmente têm bastante influência com outras pessoas e
por isso suas ações são importantes. Os líderes devem mostrar um bom exemplo para as pessoas
da Igreja e para as de fora.

O relacionamento dos apoiadores para com a cúpula decisória é principalmente de


colaboração. Sem a ajuda dos apoiadores os planos da igreja ficam no papel. Para com a liderança
o relacionamento é principalmente companheirismo. Os apoiadores trabalham junto com as
pessoas da cúpula decisória e com a liderança e juntos eles são os responsáveis pela realização
dos trabalhos. Para com os freqüentadores a relação dos apoiadores é de testemunho. A ação é
comprometimento dos apoiadores para as novas pessoas e aquelas que ainda não colaboram com
a Igreja é um exemplo.

O relacionamento dos freqüentadores para com a cúpula decisória, liderança e apoiadores


é um feedback das ações tomadas por estes. Embora geralmente não sejam feitos comentários
diretos as ações e a freqüência das pessoas é um sinal de como as coisas tem caminhado. Embora
o motivo de todas ações na Igreja seja o louvor a Deus, a Igreja é também um lugar de pessoas e a
participação das pessoas dá sentido para o que é feito e alegria para os idealizadores das
programações.

Numa estrutura ideal de Igreja todos estes relacionamentos descritos acima são saudáveis
e eficientes. Além disso, na estrutura ideal a Igreja terá na sua estrutura vários apoiadores e líderes
para colaborar com as metas da cúpula decisória, que por sua vez agirá pela vontade de todos,
motivando os freqüentadores a passar para outros níveis e atraindo novos freqüentadores. A
estrutura ideal pode ser esboçada conforme a figura 9.

Figura 9 – Esboço da estrutura ideal de Igreja

76
O que queremos esboçar na Figura é o relacionamento próximo entre cada estrutura dentro
da Igreja e a entrada para esta estrutura de pessoas vindas do mundo. Este é o objetivo a ser
buscado.

Terminado este capítulo terminamos também a segunda parte deste trabalho e podemos
iniciar a terceira parte, onde apresentamos o Projeto Centenário em si.

77
Terceira Parte O Projeto Centenário
Capítulo 11 Projeto Centenário: Introdução
A idéia atrás do Projeto Centenário
O lançamento do Projeto Centenário foi uma idéia do Conselho da IPI de Cosmópolis e
seus detalhes ficaram por conta do Departamento de Estatísticas, Planejamento Estratégico e
Comunicação – DEPEC. Os objetivos do Projeto são:

 Traçar metas, objetivos e planos para o crescimento da Igreja em diversos pontos-chave


até o ano de 2020, trabalhando no curto, médio e longo prazo.
 Expandir a idéia de planejamento estratégico, iniciada no ano de 2007, com o Planejamento
2007/2008, registrado junto ao Livro de Atas de 2007, e acompanhar as metas traçadas
naquela oportunidade.
 Preparar a base teórica e apontar o caminho para as lideranças futuras da Igreja.
 Montar um plano de acompanhamento das metas e de correção de ações para alcançar as
metas propostas.

A idéia do Projeto Centenário é responder a direção nacional da Igreja, que vê no planejamento


de longo prazo a chave para o crescimento de nossas Igrejas locais, com este projeto de longo
prazo que continua a tendência de planejamento já demonstrada na Igreja nos últimos anos.
Pretendemos criar uma cultura local para o planejamento e motivação para buscar o crescimento
integral de nossa Igreja. O Centenário da Igreja é uma data importante e não podemos deixar de
fazer nosso melhor até lá.

Este projeto será apresentado da seguinte forma: neste capítulo discutiremos a respeito da
importância do planejamento na Igreja e a forma como este deve ser traçado. No capítulo seguinte
construiremos o Projeto Centenário sobre a base teórica colocada nos primeiros capítulos.

Planejamento: curto, médio e longo prazo


No último ano, em idéia revolucionária para nossa Igreja Local, foi lançado o Planejamento
2007/2008. O Planejamento 2007/2008, cujos resultados e idéias retomaremos algumas vezes, foi
inovador no sentido de despertar a liderança da Igreja para a importância do planejamento. Algumas
das idéias lançadas naquele planejamento renderam bons frutos e graças ao que foi realizado no
último ano temos informações importantes para o lançamento desse novo projeto. O planejamento
2007/2008, porém, pelo seu caráter de uma nova experiência falhou em alguns pontos, em especial
por ficar muito restrito apenas a poucas pessoas. Mas suas idéias foram válidas e no esteio dele
lançamos este novo Planejamento: o Projeto Centenário.

O Projeto Centenário é a continuação do Planejamento 2007/2008, mas é muito mais do


que isso. Ele tem um caráter de Planejamento de curto, médio e longo prazo.

Como um planejamento de curto prazo, daremos continuidade ao Planejamento 2007/2008.


Como planejamento de médio prazo, entendemos que algumas metas precisam ser traçadas para
além de 1 ano apenas para não ficarmos a mercê de variações inesperadas em um ano ou outro.
Como planejamento de longo prazo, entendemos que algumas medidas precisam ser tomadas já se
queremos chegar com toda força ao Centenário daqui a 12 anos.

78
Neste sentido, o Projeto Centenário apresentará metas e sugestões para o curto, médio e
longo prazo.

O ponto inicial do Projeto Centenário


A primeira medida que o DEPEC tomou para a elaboração deste Projeto foi enviar uma
pesquisa de opinião para algumas pessoas na Igreja. Estas pesquisas estão anexas a este trabalho
e foram muito elucidativas. Terminada a leitura destas pesquisas passamos a elaboração teórica do
Projeto, que será apresentada ao Conselho e transformada em ações.

Antes de apresentar o Projeto Centenário vamos colocar um capítulo para os resultados


referentes ao Planejamento 2007/2008.

Capítulo 12 Planejamento 2007/2008: resultados


Acompanhamento das metas do Planejamento 2007/2008
Dando continuidade ao trabalho apresentado há um ano atrás segue-se cada meta e os
resultados alcançados.

Meta 1: Acertar em 120 o número de membros professos no rol de membros

Esta meta foi atingida. Embora mais de 10 membros tenham sido tirados do rol de membros
por não comparecerem as atividades a mais de um ano, as inclusões de novos membros
compensaram as saídas e agora temos 124 membros no rol. Portanto, esta meta foi superada.

Meta 2: Conseguir uma freqüência de 35% nas atividades

Esta meta não foi alcançada, uma vez que a freqüência ficou em 28,5%. Houve um
aumento em relação a 2007, mas não tão grande. Deve-se considerar que em 2007 não tínhamos
dados precisos e portanto a estimativa de 35% talvez fosse muito alta para uma mudança em tempo
tão curto. Porém, voltaremos a tratar da questão do aumento da participação no novo projeto.

Meta 3: Aumentar a média de pessoas nos domingos a noite para 100 pessoas e a freqüência
dos membros para 50% nessa atividade

A média de pessoas ficou em 95 e não 100 pessoas. Dos 13 meses, 4 ficaram com média
acima de 100 pessoas apenas. Quanto à freqüência dos membros, esta ficou em 48,1%. Quase
alcançamos as metas, mas faltou um pouco mais de compromisso de alguns.

Meta 4: Aumentar a média nas Escolas Dominicais para 80 pessoas e a freqüência dos
membros para 35%

Chegamos a superar essa meta nos primeiros meses, mas por conta da queda na
participação em 2008 a média ficou em 70 pessoas. A média de freqüência dos membros ficou em
32,4%.

Meta 5: Aumentar a média de participação nos sábados para 25 pessoas e 15% de freqüência
dos membros

A média de pessoas ficou em 19 e a freqüência dos membros em 9,8%. Somente em


Agosto foi atingida a média estabelecida pela meta.

79
Meta 6: Aumentar a média de pessoas nas quartas-feiras para 20 pessoas

A princípio esta meta não foi atingida, pois a participação nas quartas-feiras não aumentou
e esta programação foi retirada da programação semanal da Igreja. Porém, com a criação de novas
programações semanais com cultos nas casas e reuniões de grupos de oração e acompanhamento
a média passou de 20 pessoas e assim superou-se a meta.

Meta 7: Aumentar para 50 o número de pessoas envolvidas em alguma atividade

Esta meta foi alcançada, pois temos agora 61 pessoas envolvidas com alguma atividade.

Meta 8: Aumentar para 8 o número de pessoas atendidas pela Igreja

Não houve mudanças neste ponto. É preciso repensar a questão social em nossa Igreja.

Meta 9: Aumentar a média de arrecadação para 7000 reais mensais

A média aumentou um pouco mas ainda não alcançou o valor de 7000 reais.
Comentaremos mais sobre a questão dos dízimos em um trabalho futuro.

Meta 10: Aumentar a porcentagem de contribuição dos membros para 50%

A porcentagem de membros contribuintes aumentou pouco, mas na alcançou ainda os 50%.

Meta 11: Fortalecimento de uma cultura da Igreja e ensino para as crianças

Pode-se dizer que esta meta tenha sido alcançada, pois uma cultura de mais envolvimento,
planejamento e dedicação começa a tomar corpo. O ensino para as crianças também tem sido
aprimorado e tem havido dedicação de muitas pessoas para isso.

Vemos, portanto, que das 11 metas colocadas no Planejamento 2007/2008 tivemos


sucesso em 4 e nas demais estivemos próximo do objetivo. Este é um bom resultado para o
primeiro ano de planejamento.

Quanto aos 4 novos projetos lançados em 2007, tivemos os seguintes resultados:

Comunicação aos membros uma vez ao ano: foi realizada. Parece que não houve muito efeito,
mas pelo menos o Conselho se exime de culpa em não manter informados os membros e também
em manter contato com os membros ausentes.

Sistema de aviso, oração e acompanhamento: este sistema obteve sucesso e muitas pessoas
tem tido mais comunhão e motivação. Fizemos ajustes e ainda há o que melhorar, mas este projeto
deve ser mantido.

Divulgação da Igreja: pouco foi feito neste sentido, mas surgiram novas oportunidades que serão
trabalhadas no Projeto Centenário.

Avaliações: foram realizadas e permitiram reflexões. Porém não foram muito bem compreendidas
pela Diaconia. Precisamos pensar melhor neste projeto.

Em relação ao Planejamento 2007/2008 estes são os comentários. O Planejamento foi


importante e uma época de reflexão que nos permite dar prosseguimento agora e produzir este
trabalho.

Após estas reflexões passaremos a apresentar o resultado das pesquisas realizadas com
os membros da Igreja com relação ao Projeto Centenário.

80
Capítulo 13 Pesquisas de Opinião
Apresentamos a seguir as respostas dadas por diversas pessoas da Igreja a algumas
perguntas sobre questões relacionadas a Igreja e os planos futuros. Um comentário: esta pesquisa
foi enviada para mais de 20 pessoas, mas muitos não responderam. É uma pena, pois a opinião de
cada um era importante. Fizemos a escolha das pessoas que deveriam responder a pergunta de
forma a ser representativo da totalidade da igreja. Paciência. Com o empenho das pessoas que
responderam podemos deixar registradas sugestões interessantes. Segue as perguntas feitas, as
respostas e comentários sobre cada questão.

Observação: a irmã Leda apresentou suas respostas a pesquisa após a conclusão do trabalho.
Como já tínhamos concluído o texto não consta aqui suas respostas (bem como de outras pessoas
que depois deste dia responderam) mas estas vão ser levadas em consideração pelo Conselho.

Texto inicial da Pesquisa


A iniciativa dessa pesquisa partiu do Conselho da Igreja dentro de um projeto que foi recentemente
aprovado. Nossa Igreja está hoje com 88 anos e esse é o tempo apropriado para começarmos a
pensar na Igreja que queremos ser em nosso centenário. Como parte desse planejamento, que será
liderado pelo Conselho, e como ponto de partida para este planejamento estamos realizando esta
pesquisa. Escolhemos algumas pessoas e grupos de pessoas para responder esse questionário
para embasar nosso planejamento, e na certeza que a opinião de todos da Igreja é importante.
Escolhemos uma amostra de pessoas que é significativa para nossos objetivos, entre membros e
não-membros, jovens e adultos, oficiais e pessoas sem cargo atualmente, enfim, representado a
igreja em sua totalidade. A escolha das pessoas foi motivada para ter uma amostra de tamanho
razoável para análise e quem não participou dessa pesquisa nem por isso tem sua opinião
diminuída. O Conselho entende que este planejamento é de todos e que juntos devemos buscar ser
uma Igreja cada vez mais conforme o coração de Deus! Contamos com todos e pedimos a resposta
sincera em cada pergunta abaixo. O que não for possível responder pode ser deixado em branco.
Agradecemos pela atenção. As bênçãos de Deus na vida de cada um!

Pergunta 1 ______________________________________________________________________

Nossa Igreja tem hoje 124 membros professos e uma média de participação nos cultos de domingo
à noite de aproximadamente 105 pessoas. Em sua opinião qual deve ser a meta a ser buscada para
número de membros e pessoas nos domingos à noite no ano de 2010 e no centenário em 2020?

Gabriel, Fernando e Diogo: Membros: 2010 – 160, 2020 – 450. Pessoas nos domingos: 2010 -150,
2020 – 420.

Éder e Jana: 2010 – 170, 2020 – 400.

Ministério LouvArt: Membros: 2010 – 140, 2020 – 300. Pessoas nos domingos: 2010 – 170, 2020 –
350.

Pr. Emerson e Débora: 2010 – 130, 2020 – 255.

Lélio e Isabel: 2010 – 120, 2020 – 200.

Eveline: 2020 – o dobro pelo menos. Entre 200 e 300 membros.

Milton: 2010 – 150, 2020 – 250.

Marcelo: 2010 – 160, 2020 – 300.

81
Comentário: vemos que as pessoas todas acreditam em crescimento para nossa Igreja, tanto nos
anos mais próximos quanto para os anos até o centenário. Em média as pessoas acreditam que a
Igreja deve buscar em torno de 150 membros até 2010 e para o centenário em torno de 300
membros.

Pergunta 2 _____________________________________________________________________

Em sua opinião quais os pontos fortes de nossa Igreja e quais pontos devem melhorados nos
próximos anos?

Gabriel, Fernando e Diogo: Pontos fortes: União e comunhão dos membros, disciplina e respeito às
doutrinas, Templo e estrutura física para cultos e aulas. Pontos a serem melhorados: Priorizar
estratégias relacionadas às missões e evangelismo visando uma Identidade Missionária, recepção e
discipulado de visitantes, busca de maior presença e participação em ações sociais no município e
na sociedade como um todo, orientação ministerial e discipulado para membros que demonstram
interesse em desempenhar alguns de seus dons espirituais revelados por Deus.

Éder e Jana: Pontos fortes: boa administração e transparência, ensino sadio da palavra sem apelos
forçados como em outras Igrejas. Pontos a serem melhorados: maior envolvimento de muitos
membros, pois poucos fazem muitas coisas.

Ministério LouvArt: Pontos fortes: Boletim, Igreja Acolhedora, Louvor, LouvArt, Diaconia. Pontos a
serem melhorados: Escola Dominical, interação entre os ministérios, envolvimento dos membros.

Pr. Emerson e Débora: Pontos fortes: carisma / igreja acolhedora. Pontos a serem melhorados: mais
envolvimento dos membros nos ministérios.

Lélio e Isabel: Pontos fortes: comunhão entre os membros. Pontos a serem melhorados:
compromisso maior dos membros em vários sentidos: espiritual, trabalhos, financeiros, participação
efetiva nas atividades.

Eveline: Pontos fortes:a humildade, o companheirismo, a solidariedade, a alegria dos membros, as


aulas da Escola Dominical, Grupo LouvArt, cuidado do Pastor para com os membros. Pontos a
serem melhorados: maior participação dos jovens nas datas comemorativas, criação de coral, maior
estrutura para cânticos novos na Escola Dominical.

Milton: Pontos fortes: liderança comprometida. Pontos a serem melhorados: evangelismo.

Marcelo: Pontos Fortes: estrutura física, acolhedora, pessoas com capacitação. Pontos a serem
melhorados: Pouca contextualização do ensino, alta fadiga, pouco reconhecimento do papel como
Igreja.

Comentário: o principal ponto forte segundo as pessoas pesquisadas é o fato de a Igreja ser
acolhedora e o principal ponto negativo é o pouco compromisso de algumas pessoas. As sugestões
colocadas são interessantes e ajudam a formar um perfil do que pensam nossos membros.

Pergunta 3 ______________________________________________________________________

Liste quais pontos, na sua opinião, são mais importantes para a Igreja (colocar 1 no mais
importante, 2 no segundo mais importante, e assim até o 5):

( ) Evangelismo e busca de novas pessoas pra Cristo

( ) Acompanhamento e mudança na vida dos membros e pessoas que já freqüentam a Igreja

( ) Busca de conhecimento e defesa da Palavra de Deus contra falsas doutrinas.

( ) Comunhão entre os irmãos e fortalecimento de uma visão de Igreja como um só corpo

( ) Ação social e maior participação da Igreja nos problemas da sociedade

82
Tabela com os resultados:

Gabriel... Éder ... LouvArt Emerson... Lélio... Eveline Milton Marcelo Média
Evangelismo ... 1 3 4 3 2 4 1 5 2,88
Acompanhamento ... 3 1 2 2 3 2 3 4 2,50
Conhecimento ... 5 4 3 5 4 3 5 1 3,75
Comunhão ... 4 2 1 1 1 1 2 3 1,88
Ação Social 2 5 5 4 5 5 4 2 4,00

Comentários: vemos que a comunhão e o fortalecimento do espírito de união são vistos como o
fator mais importante para a Igreja. Em seguida vem próximos Evangelismo e Acompanhamento e
crescimento dos membros. Conhecimento da Palavra e defesa contra falsas doutrinas e ação Social
aparecem em último lugar.

Pergunta 4 ______________________________________________________________________

Das melhorias que podem ser feitas no patrimônio da Igreja, liste de 1 (mais importante) para 5
(menos importante) a importância e urgência destas:

( ) Compra de aparelho de ar condicionado

( ) Construção de casa pastoral

( ) Melhoria nos equipamentos para Louvor e Escola Dominical

( ) Aumento no conforto e estética do templo

( ) Compra de imóvel ou aumento do espaço na Igreja para criação de projeto social

Tabela com os resultados:

Gabriel... Éder .. LouvArt Emerson... Lélio... Eveline Milton Marcelo Média


Ar Condicionado 5 5 5 3 3 1 5 5 4,00
Casa Pastoral 2 1 1 1 1 5 1 3 1,88
Equipamentos e EBD 4 2 3 4 4 4 3 2 3,25
Conforto e Estética 3 3 4 5 5 3 4 4 3,88
Projeto Social 1 4 2 2 2 2 2 1 2,00

Comentários: o item considerado mais importante foi a construção da Casa Pastoral e o menos
importante foi a compra de aparelhos de ar condicionado. Também foram citadas as seguintes
melhorias: investimento em EBF, prioridade a conclusão do templo e criação de projeto social dentro
do espaço atual do templo.

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Pergunta 5 ______________________________________________________________________

Na sua opinião porque as pessoas muitas vezes não têm compromisso com a Igreja e nem sonham
/ contribuem para o crescimento da Obra de Deus?

Gabriel, Fernando e Diogo: Pela falta de convivência e orientação de pessoas experientes com a
Obra de Deus.Pelo fato de muitas vezes a pessoa ainda não ter descoberto o seu verdadeiro dom
espiritual ou, pela falta de oportunidade de desenvolvê-los ou de mostrar que possuem tais dons.
Também pela falta de intimidade com as pessoas que estão presentes em algum ministério e,
também, pela falta de intimidade com Deus.

Éder e Jana: Acomodação, freqüência apenas por hábito.

Ministério LouvArt: Comodismo

Pr. Emerson e Débora: falta de incentivo e de visão de reino

Lélio e Isabel: É da formação cultural falta de ensino dos pais às crianças e aos adolescentes, além
de falta de formação cristã e doutrinária mais sólida.

Eveline: Comodismo, falta de convite e incentivo, ou por se achar incapaz

Milton: Porque muitas vezes não são estimuladas a isso

Marcelo: Acredito que os dias atuais têm sido de grandes exigências. As empresas exigem
dedicações cada vez maiores, como cursos, pós-graduações, entre outras que precisam ser
adaptadas durante as semanas. As famílias têm pouco tempo para dedicarem para si, tendo
principalmente os finais de semana para isso. Os trabalhos da igreja seriam para os membros mais
um acumulo de atividades, que roubariam os últimos tempos livres de cada um.Vejo que é neste
ponto que o evangelho trabalha. Creio que o principio do evangelho é contrário a essa rotina que as
pessoas da atualidade vivem. O primeiro é o Reino de Deus e as outras coisas serão
acrescentadas. O evangelho não é deste mundo, é outra dinâmica, é outro sistema.Nessas
perspectivas o que falta, na minha opinião, é que a cada um desenvolva suas atividades sobre suas
vocações. É muito importante que cada um saiba a que veio a existir, sua identidade, e tome sua
decisão pelo Reino de Deus. Para que assim, suas rotinas, trabalhos e vida seja toda em
compromisso com o Reino, o que permitiria o crescimento da Obra de Deus.Porém sabemos que
essa é uma decisão pessoal. Questões práticas que a igreja pode realizar são na área de Educação
Cristã. Ter em seu planejamento ensinos bíblicos que contemple de maneira eficaz essa área,
auxiliando as pessoas em suas tomadas de decisão.

Comentário: vemos que considerações interessantes foram feitas. O motivo mais apontado foi
comodismo.

Pergunta 6 ______________________________________________________________________

Se você fosse Pastor da Igreja e tivesse oportunidade de pregar nos próximos domingos que tema
falaria?

Gabriel, Fernando e Diogo: Caminhada de Jesus como exemplo para nossas vidas, amor e perdão,
orientação de Deus para nós em como proceder em situações como: Relacionamento amoroso,
relacionamento familiar, vícios, conduta e ética e outros temas ligados ao nosso convício econômico
e social.

Éder e Jana: Família e chamado (despertar) para o serviço cristão.

Ministério LouvArt: Falta de Compromisso e comodismo

Pr. Emerson e Débora: Compromisso com o reino / Ministério e Paixão

Lélio e Isabel: A volta de Jesus Cristo e vida cristã

84
Eveline: Continuaria mostrando lições da Bíblia de compromisso com Deus e com a Igreja local

Milton: Evangelismo, Fortalecimento Ministerial

Marcelo: O Evangelho e Vida na Atualidade – Perspectivas para os Cristãos deste século

Comentário: Temos aqui sugestões interessantes e que permitem uma análise do pensamento dos
membros sobre a própria Igreja.

Pergunta 7 ______________________________________________________________________

Se você fosse planejar os próximos 12 anos de nossa Igreja que ponto destacaria como mais
importante?

Gabriel, Fernando e Diogo: Voltar a Igreja para uma visão e participação missionária

Éder e Jana: Compromisso, pois sem ele não adianta planejar, pois não execução

Ministério LouvArt: Comunhão, Crescimento Espiritual e Numérico

Pr. Emerson e Débora: Relacionamento, comunhão e evangelismo (grupos de acompanhamento e


oração)

Lélio e Isabel: Ensino da doutrina

Eveline: Maior envolvimento com a causa social

Milton: Evangelismo

Marcelo: Missão: Identidade dos discípulos de Cristo, comunhão entre os de Cristo, relacionamento
com os não alcançados, relacionamento com a criação (meio ambiente, questões sociais, de
desenvolvimento, etc.); Família: Trabalhos com casados, com pais, com namorados, com solteiros,
com jovens, com adolescentes e com crianças.
Comentário: estes pontos são parte integrante do que apresentamos a seguir.

Pergunta 8 ______________________________________________________________________

Liste de 1 (mais importante) a 5 (menos importante) a importância das atitudes que deve ter um
cristão compromissado com a Igreja de Cristo:

( ) Freqüência e apoio às atividades da Igreja

( ) Contribuição financeira (dízimos, ofertas)

( ) Vida que sirva de testemunho aos não-cristãos

( ) Vida devocional: leitura da Palavra, oração, busca de comunhão com Deus

( ) Realizar evangelismo e ter uma visão missionária

Tabela com resultados:

Gabriel... Éder .. LouvArt Emerson... Lélio... Eveline Milton Marcelo Média


Frequência 5 4 2 2 1 4 1 2,71
Contribuição Financ. 4 3 5 3 3 5 2 3,57
Testemunho 3 2 4 5 2 2 5 3,29
Vida Devocional 1 1 1 1 5 1 4 2,00
Evangelismo 2 5 3 4 4 3 3 3,43

85
Comentário: Vida Devocional foi o item melhor situado, vindo depois a freqüência e contribuição
com as atividades da Igreja. A resposta a esta pergunta diz muito sobre a própria visão de vida
cristã.

Pergunta 9 ______________________________________________________________________

Liste de 1 (mais importante) a 5 (menos importante) a importância das atitudes que o Conselho da
deve realizar para o futuro da Igreja, em sua opinião:

( ) Planejamento,estabelecimento e acompanhamento de metas p/ o Crescimento da Igreja.

( ) Acompanhamento e apoio para a vida dos membros da Igreja

( ) Escolha e apoio ao surgimento de novas lideranças para a Igreja

( ) Administração do patrimônio, investimentos e parte burocrática da Igreja

( ) Liderar e incentivar o crescimento de talentos e dons na Igreja

Tabela com os resultados:

Gabriel... Éder .. LouvArt Emerson... Lélio... Eveline Milton Marcelo Média


Planejamento 1 2 3 3 1 1 1 2 1,75
Apoio a membros 2 3 1 1 3 2 2 4 2,25
Apoio a lideranças 3 4 2 2 5 4 5 3 3,50
Patrimônio 5 1 4 5 2 5 4 5 3,88
Dons e Talentos 4 5 5 4 4 3 3 1 3,63

Comentários: o planejamento para o crescimento da Igreja foi considerado o item mais importante
e mostra uma confluência de objetivos com este Projeto.

Pergunta 10 _____________________________________________________________________

Escreva qualquer sugestão, crítica, idéia, projeto que deveria ser realizado, enfim, algo que tenha
para dizer ao Conselho da Igreja e sobre o planejamento para o futuro de nossa Igreja.

Gabriel, Fernando e Diogo: Entendemos que o principal projeto à ser realizado na igreja é o de
enfatizar à visão e participação missionária na sociedade como um todo, que incluem atividades
evangelísticas como preparação e envio de missionários bem como manutenção e apoio à estes e
atividades sociais dentro do município obtendo assim a propagação do evangelho dentro e fora da
igreja.

Éder e Jana: Contem conosco! Q ueremos fazer parte desta história

Ministério LouvArt:

Pr. Emerson e Débora:

Lélio e Isabel: Reuniões com toda liderança da igreja, para avaliarmos os projetos existentes, no
sentido de sempre aprimorar. Delegar responsabilidades para mais membros sentirem-se
importantes e essenciais no corpo de Cristo.

Eveline:

Milton: Um projeto evangelístico

Marcelo: Missão: Realização das consultas missionárias – Forte envolvimento do conselho para
definições dos rumos que a igreja quer para a área de missão da igreja. Pois os dias de Consulta
Missionária podem ser de definições dos rumos da Igreja anualmente. Existe pouco apoio, pouco

86
envolvimento, e falta de dizer à igreja o que pensa a respeito. Família:Trabalhos específicos com
Homens – Palestrantes convidados, encontros, programações específicas, com temas motivacionais
e atuais, Trabalhos específicos com Pais - Palestrantes convidados, encontros, programações
específicas, com temas motivacionais e atuais.

Pergunta 11 _____________________________________________________________________

Dê uma nota de 1 (irrelevante) a 10 (muito importante) para a iniciativa de promover este


planejamento para a Igreja:

Gabriel, Fernando e Diogo: 10

Éder e Jana: 10

Ministério LouvArt: 10

Pr. Emerson e Débora: 10

Lélio e Isabel: 8

Eveline: 10

Milton: 10

Marcelo: 10

Comentário: pelas altas notas obtidas vemos que o projeto é visto com bons olhos.

Comentário Geral: é interessante se ter mais opiniões sobre a Igreja e o que fazer. A idéia destas
pesquisas deve ser mantida para os próximos anos. Após apresentar o acompanhamento do ano
passado e as respostas dos membros, vamos passar as metas do Projeto Centenário.

87
Capítulo 14 O Projeto Centenário
Apresentação
Após desenvolver a teoria geral sobre a Igreja, aplicar a IPI de Cosmópolis e discutir a
situação atual do Planejamento na Igreja, chegou o momento de finalmente colocar as metas do
Projeto Centenário. Este Capítulo pode ser considerado o mais importante de todo o trabalho, mas
sem a base dos outros capítulos ele perderia um pouco de seu embasamento e de sua localização
em uma discussão mais ampla. O Projeto Centenário será estruturado da seguinte forma: Resumo,
Análise da Situação Atual, Valores Centrais e Slogan do Projeto, Objetivos, Metas do Projeto,
Primeiras Medidas para Implementação, Forma de Acompanhamento e Controle e Conclusão.

Resumo
O Projeto Centenário é um projeto elaborado pelo Conselho para o crescimento integral da
IPI de Cosmópolis em cada ano até o Centenário da Igreja, que acontecerá no ano de 2020. É um
projeto de curto, médio e longo prazo, que parte de uma discussão geral sobre Igreja, para
particularizar em metas diretas e sugestões para a Igreja. O Projeto destina-se a ser muito mais do
que meras palavras deste Conselho atual, sendo um projeto para o futuro e os líderes que ainda se
levantarão ou já se levantaram em nossa Igreja.

Análise da Situação Atual


A IPI de Cosmópolis, hoje com 88 anos, vive um momento onde desfruta de considerável
comunhão e estabilidade, permitindo pensar em seu futuro e começar a trabalhar para seu
crescimento. A Igreja tem crescido em ritmo razoavelmente bom, mas ainda sente a necessidade de
um trabalho melhor realizado para passar para um novo estágio de desenvolvimento nos caminhos
do Senhor. Mais dados sobre a situação atual da Igreja já foram dados nos capítulos anteriores.

Valores Centrais e Slogan do Projeto


Antes de passar as metas e a discussão sobre como alcançá-las é interessante se definir os
valores que norteiam esse Projeto e, em última análise, a própria Igreja. Estes valores são o que
consideramos mais importante, acima de qualquer questão ou planejamento. Nossos valores
centrais neste projeto são apresentados como o ABCDE abaixo:

Amor: a própria Palavra nos mostra em 1 Co 13 a importância do amor. Amor à obra de Deus, às
almas que dEle precisam, ao caminho de nosso Senhor Jesus. Que tudo que façamos seja por amor
e não por motivo de glória ou reconhecimento pessoal.

Bíblia: somente a Palavra de Deus – as Sagradas Escrituras – devem ser a última base para
nossos planos. Tudo que esteja fora da Palavra, mesmo que possa fazer sucesso com os homens a
principio, está fora de nossos projetos e Igreja. A pregação fiel da Palavra ou não há significado para
nada que fizermos.

Crescimento: Crescimento é a vontade de Deus para a Igreja - não devemos ter medo de falar,
discutir, sonhar e planejar o crescimento numérico da Igreja. Como nos mostra o livro de Atos o
desejo de Deus para sua Igreja é o crescimento. Que sejamos o grão de mostarda, crescendo para
nos tornamos um lugar capaz de abrigar mais e mais pessoas em sua busca por Deus.

Deus: Deus deve estar acima de tudo. Talvez seja óbvio em se tratando de uma Igreja, mas em
nossos dias nunca é demais se colocar. Tudo que planejamos ou que já fizemos é para o nome de

88
Deus e de nosso Senhor Jesus Cristo. Se pretendemos crescer é para o seu louvor. Se
pretendemos trazer mais pessoas é para seu louvor. Se pretendemos sucesso é o sucesso em fazer
sua vontade. Convém que as lideranças e a glória pessoa diminua e que Jesus cresça.

Esforço: sem o esforço de um grande número de pessoas não conseguiremos tirar as idéias do
papel e transformar em mudança de vida. Não deveríamos nos perguntar o que a Igreja pode fazer
por nós, mas sim o que podemos fazer pela Igreja.

Estes valores acima são a base de tudo que planejamos a seguir. Tendo colocado os
valores, apresentamos também o slogan para o Projeto Centenário.

Semear o Evangelho, sem recuar, crescendo rumo ao Centenário!

Objetivos
Os objetivos são a definição geral do que desejamos para a Igreja, sendo as metas o plano
para atingir esses objetivos. Nossos objetivos são, sem mais delongas:

Crescimento Integral: buscamos tanto o crescimento numérico (o enfoque macro) quanto o


crescimento pessoal das pessoas que com nossa Igreja convivem (o enfoque micro). Crescimento
não é mero inchaço, provocado por campanhas meramente demagógicas para atingir as pessoas
em sua busca por riqueza, prosperidade, etc. Porém, o sentimento que permeia nossa Igreja e
também nossa denominação é que não podemos mais nos esconder atrás do discurso que “o mais
importante é a qualidade e não a quantidade”. É hora das IPIs reagirem e agirem mais neste mundo.

Presença na sociedade: buscamos marcar presença e mudar nossa sociedade, onde tantas
pessoas estão reféns do mundo e seus valores, das necessidades e misérias. É chegada a hora de
nos tornamos conhecidos, mas não para a honra pessoal de quem quer que seja, mas sim para
sermos luz do mundo. Não se deixa a luz escondida, longe da visão daqueles que andam nas
trevas. É necessário que a Igreja influencie o mundo e seus valores e não apenas seja influenciada
por ele. É hora de agirmos nos 4 sistemas que tanto discutimos neste trabalho. Evangelismo,
Trabalhos Sociais, Campanhas para os necessitados... seja qual for o meio, é hora de fazer algo!

Como atingir esses objetivos? Somente o Espírito de Deus poderá nos guiar e iluminar as
mentes e corações para conseguir. É a ajuda de Deus que buscamos , enquanto apresentamos as 7
metas, que cremos ser o caminho para alcançar esses objetivos: crescimento numérico,
fortalecimento da imagem da Igreja, promover uma vida melhor as pessoas, crescimento e
amadurecimento espiritual, unidade, maior participação e construção de patrimônio.

As metas para o centenário estão destacadas com a cor vermelha. Já as metas para o
próximo ano estão destacadas com a cor azul. Por fim, as metas de médio prazo, para entre 2010 e
2011, estão destacadas em verde.

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As 7 metas do Projeto Centenário
Meta 1: Crescimento Numérico ____________________________________
Crescimento numérico: onde queremos chegar?

Como vimos nas pesquisas colocadas no Capítulo 12, as pessoas esperam crescimento no
número de pessoas. A liderança da Igreja também tinha fé neste crescimento, quando construiu um
templo com capacidade muito maior do que o número de membros que sempre tivemos em nossa
história. E é esse o padrão que temos para o crescimento numérico para os próximos anos. Deus já
trouxe essa mensagem através de muitas pessoas: se recebemos a graça de ter um templo com
capacidade para mais de 300 pessoas é porque recebemos também a missão de enchê-lo. Assim, a
meta para o Centenário deve ser essa: ter os cultos semanais principais (na programação atual, os
cultos de domingo à noite) com a Igreja cheia. Já tivemos cultos com a capacidade de espaço
praticamente ocupada e somos capazes de precisar quanto significa isso em número de pessoas.
No piso do templo a capacidade com os bancos que temos hoje todos ocupados é de 130/150
pessoas. Porém ainda sobra espaço. Em um culto este ano com o uso das cadeiras chegamos a
acomodar 210 pessoas no piso. Se levarmos em consideração um melhor uso dos espaços e o uso
do mezanino a capacidade da Igreja seria de cerca de 350 pessoas com folga (a capacidade
máxima chega a mais de 400 pessoas). Eis então a meta: alcançar uma participação de 350
pessoas em média na programação principal de cada semana. Atualmente a média de participação
é de 95 pessoas. Seria necessário, portanto, um aumento de 150 pessoas na média de participação
nos cultos. Isso significa aumentar em cada ano até o centenário a participação em 12 pessoas
aproximadamente. Convenhamos que este não é um número impossível de ser atingido.

È preciso levar em conta que o crescimento não é algo linear. Ou seja, às vezes é mais
difícil atingir um número de pessoas, sendo depois disso mais fácil continuar crescendo, ou por
outro lado, talvez exista um limite do qual é difícil passar. Por outro lado é preciso números para
acompanharmos se as metas estão sendo alcançadas. Com que números trabalharemos? Existem
alguns indicadores do crescimento numérico: número de membros professos, números de pessoas
que freqüentam a Igreja regularmente, número de pessoas em média em cada programação.
Acreditamos que o melhor indicador seja a o número de pessoas na programação principal da
Igreja. O número de membros professos pode ser um indicador enganoso, pois muitas pessoas sem
nenhum compromisso constam na lista de membros professos, enquanto pessoas com
compromisso muitas vezes não colocam seu nome no rol de membros. O número de pessoas que
freqüenta a Igreja regularmente é um indicador difícil de ser mensurado, pois temos um padrão onde
muitas pessoas não vem em todas programações, mas alternam uma semana sim outra não por
exemplo. O número de pessoas em todas programações pode também ser um indicador viesado,
pois algumas programações podem ter realmente uma participação baixa. O indicador mais
consistente e fácil de medir para a meta de crescimento numérico é a participação das pessoas nos
cultos principais da Igreja. Assim, usaremos este como indicador principal e o número de membros
professos como indicador secundário.

Definindo o indicador principal desta primeira meta, portanto: conseguir até o centenário
uma participação de 350 pessoas em média na programação principal da Igreja. Essa é a meta de
longo prazo. Para atingi-la será necessário conseguir progresso em cada ano. Não faz sentido falar
em metas para cada um dos 12 anos do Projeto, pois é necessário alterações ano a ano nas
projeções com base nos resultados. Porém, no curto prazo, ou seja, até agosto de 2009 precisamos
fazer o primeiro progresso. Uma meta seria, para este primeiro ano do Projeto, alcançar a
participação de 107 pessoas em média nos cultos de domingo, portanto cumprindo a meta anual
para alcançar a meta final para o centenário. No médio prazo, que no caso será até o ano de 2010
(conforme perguntamos na pesquisa de opinião apresentada no capítulo 12), a meta será alcançar
130 pessoas. Algumas pessoas colocaram números maiores na pesquisa, o que mostra confiança e
é algo positivo. Porém, devemos evitar metas muito ousadas a principio, pois não atingi-las pode
causar frustração. Nosso desejo seria conseguir 350 pessoas ainda este ano, mas é preciso agir
como o semeador realmente, semeando dia a dia e confiando em Deus para dar o crescimento.

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Colocamos as metas de longo, médio e curto prazo. Agora é hora de discutirmos como
alcançá-las.

A relação entre freqüência e número de membros professos

Já dissemos que usaremos o número de membros professos como um indicador


secundário. No Capítulo 8 deduzimos a seguinte fórmula:

Número de pessoas no domingo = 0,85 x número de membros professos

Esta fórmula nos diz que a principio o número de membros professos necessário para
atingir as metas de pessoas nos domingos seria no curto prazo de 125 pessoas, no médio prazo de
152 pessoas e no longo prazo de 412 pessoas (obtêm-se esses números colocando as metas na
fórmula acima e calculando para o número de membros professos). Estes números parecem
razoáveis. Para 2009, por exemplo, a tendência é que atinjamos a meta, pois nosso número atual de
membros é de 124. Deve-se levar em conta que a fórmula que apresentamos é empírica (ou seja,
resultado da observação prática do último ano) e o fator que usamos pode mudar. Por exemplo,
demonstramos que existe uma forte correlação entre o número de cargos e a freqüência. Se
conseguirmos aumentar o número de pessoas com cargos aumentaremos a freqüência dos
membros e o valor do fator na fórmula aumentará. Embora nosso foco do Projeto Centenário seja o
número de pessoas na programação principal usaremos também o número de membros professos
como uma medida útil de progresso.

Pessoas atraem pessoas

É preciso conscientizar as pessoas da Igreja que sua presença é importante. O efeito


psicológico de programações com alta participação não pode ser desprezado. As pessoas se
animam mais para vir quando a participação das outras pessoas é alta. Assim, cada pessoa que
participa mais já está contribuindo para o crescimento da Igreja. É preciso promover esta idéia na
cultura da Igreja, desde as crianças. Muitos não pensam desta forma e esta é uma lição que precisa
ser ensinada.

Por muitos anos temos ouvido pregações e pessoas dizendo contra pessoas que
esquentam os bancos da Igreja apenas. Entendemos o motivo dessas pregações, que é de
promover maior participação direta das pessoas. Porém, existe um efeito negativo por trás desse
discurso. Algumas pessoas entendem que somente freqüentar as programações não tem efeito
nenhum e, portanto, não enxergam valor nesta prática. É melhor esquentar o banco da igreja do que
o sofá da casa. Mudemos nossos discursos, nossas aulas de Escola Dominical. É hora de valorizar
a participação semanal na Igreja como sendo o primeiro passo no serviço do Reino de Deus.

Muitas pensam em projetos de Igreja sempre em termos revolucionários, grandes


campanhas missionárias. Porém, esquecem do básico. Se em nossos cultos tivermos muitas
pessoas isso atrairá mais pessoas que não conhecem a Cristo e promoverá grandes chances para
novas pessoas aprendam do Evangelho. Antes de pensar em coisas longe da realidade que
vivemos nos lembremos dos princípios básicos.

Assim a primeira sugestão para atingir a meta é começar a mudar a forma como a
participação nos cultos é enxergada na Igreja.

Colocando-se no lugar dos outros

O segundo ponto que gostaríamos de estar pensando é um exercício de imaginação.


Sempre os planejamentos são feitos pelas pessoas mais ativas nas programações e isso esconde
uma armadilha. É preciso pensar com a mesma mente das pessoas que pouco freqüentam a Igreja
para tentar entender porque elas não fazem isso e então combater justamente nestes pontos.
Chega de nos reunirmos como liderança para ficar lamentando que as pessoas não tem
compromisso, não respondem aos chamados da liderança. Às vezes pensar com a mente daqueles
que não tem compromisso seja mais frutífero que apenas lamentar.

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Vamos ao exercício de imaginação então.

O primeiro motivo pelo qual as pessoas não vêm até os cultos já foi discutido no parágrafo
anterior. Essa mera participação nos cultos nunca foi muito valorizada em nossa cultura de Igreja. É
preciso sempre estar envolvido em algum trabalho para ser valorizado. Este é o primeiro ponto a ser
atacado para conseguirmos nossa meta.

Além do primeiro motivo podemos pensar na concorrência dos cultos. Afinal, se a pessoa
não veio até o culto ela está em outro lugar. Que lugar é esse? A resposta a esta pergunta ilumina
mais nossa visão para a questão. A principal resposta a esta pergunta é o principal concorrente do
culto e aquele que precisa ser atacado. Como numa campanha de marketing precisamos atacar
nossos concorrentes e mostrar nossos pontos fortes (ou até melhorá-los). Quanto aos concorrentes,
em nossa realidade atual, olhando para a Tabela 12 e pensando na participação das pessoas ali,
podemos dizer que as pessoas geralmente deixam de vir aos cultos por um dos 3 motivos seguintes
principalmente:

Querem ficar em casa e descansar para o começo da semana de trabalho: provavelmente, se


formos procurar as pessoas que não estão nos cultos encontraremos a maioria em suas próprias
casas. Na vida corrida que levamos hoje em dia as pessoas chegam ao fim de semana muitas
vezes esgotadas e pensam muito na hora de se arrumar para ir até a Igreja nas últimas horas de
descanso que tem. A melhor forma de atacar este hábito é promover a participação nos cultos de
domingo como uma tarefa importante para as pessoas, conforme já discutimos. Além disso,
devemos tentar passar a idéia de que vindo a Igreja as pessoas estarão mais preparadas para
enfrentar as dificuldades da semana e portanto compensa deixar de lado o descanso em suas
casas, pois a semana será muito mais fácil se for começada na presença de Deus.

Não querem deixar seus familiares em casa e vir sozinhos: este efeito é sentido tanto no caso
daquelas pessoas que não tem sua família na Igreja quanto no caso daqueles que tem. Se alguém
da família demonstra desânimo em vir, é muito provável que os outros da família tendam a também
não querer participar. Outras pessoas trabalham muito e vêem nos domingos única chance de estar
mais com a família. Podemos atacar isto em duas frentes: promovendo para os pais a idéia de que
eles são responsáveis em vir e trazer seus filhos como parte da educação destes e promovendo a
idéia de que as pessoas devem ser exemplo em sua família, portanto, quando alguém está
desanimado em participar a pessoa deve incentivá-la em vir ao invés de ficar em casa junto. Quanto
aqueles que não tem a família na Igreja devemos incentivá-los a tentar trazer seus familiares, e
quando isto não é possível a vir sem estes, servindo como exemplo.

Tem dificuldade de locomoção: poderíamos juntar estes motivos todos já citados como o
comodismo tão citado nas pesquisas. De qualquer forma podemos atacar este motivo em especial
tentando fazer com que as pessoas venham mais vezes junto à igreja, vindo os que não têm carro
com aqueles que têm. Esta é uma forma também de aumentar a participação, pois de certa forma
cria uma responsabilidade a mais.

Além destes pontos podemos pensar no que faz com que as pessoas venham mais e
fortalecer estes pontos:

Bons relacionamentos: não que a Igreja deva ser um local de convívio social, mas este colabora
para maior participação. Promover relacionamentos saudáveis, portanto, é um ponto a ser estudado.
Como? Os grupos de acompanhamento e oração são um caminho. Programações para maior
convívio entre as pessoas é outra resposta. Evitar brigas, discussões, maus relacionamentos na
igreja é outro ponto. Uma Igreja que consegue passar longos anos sem desgastes entre seus
membros tem tudo para crescer muito. Por isso as crises devem ser evitadas a todo custo. Olhar
atento da liderança e sabedoria para extinguir os focos de discórdia desde o início é vital.

Compromisso: pessoas que tem responsabilidades na Igreja freqüentam mais esta. Portanto
precisamos oferecer mais responsabilidade às pessoas.

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Motivação: a tão falada motivação é sempre um ponto a ser considerado. Precisamos criar na
mente das pessoas um sentimento de que vindo nos cultos estão fazendo parte de algo maior. Se
as pessoas sentirem que pelo fato de estarem no culto estarão contribuindo para o sucesso da obra
de Deus estaremos caminhando bem em nossas metas.

Significado: precisamos estar atento para fazer com que as pessoas vejam nos cultos um momento
para estarem pensando e melhorando sua vida. È preciso sentir a resposta da Igreja as pregações,
a forma de liturgia, enfim.

A sazonalidade das programações

Já vimos que as freqüências em alguns meses são muito baixas e isso atrapalhará em
conseguir a meta se não for pensado. Janeiro e Julho em especial costumam ter baixa participação
e é preciso compensar esses meses com maior participação em outros meses. Outro fato
perceptível é o fato que geralmente os domingos com ceia do Senhor tem maior freqüência. Para
compensar este efeito podemos colocar mais cultos que atraem grande participação em cada mês.
Cultos como de aniversário da Igreja, profissão de fé, batismos, etc, sempre atraem mais pessoas.
Isto está ligado ao efeito que os momentos simbólicos têm sobre as pessoas. Assim, promover mais
momentos com significados especiais é um caminho para impulsionar a freqüência rumo ao
cumprimento das metas.

Meta 2: Fortalecimento da Imagem da Igreja _________________________


O poder da imagem

O valor da imagem que as pessoas fazem de empresas, produtos e umas das outras tem
sido debatido sempre em meios como cursos de administração, marketing, psicologia, etc. No meio
das Igrejas este debate também deve ser realizado. Qual a imagem que as pessoas de fora da
Igreja têm da Igreja? Qual a imagem que as próprias pessoas da Igreja têm desta?

É preciso formar uma imagem positiva da Igreja, primeiro entre as próprias pessoas que a
freqüentam e depois para os de fora. Muitas vezes as pessoas se mostram pessimistas e
desanimadas com a Igreja e este sentimento se espalha, contribuindo para o enfraquecimento da
Igreja. É preciso criar um clima positivo na igreja, uma sensação de progresso, de que a Igreja está
caminhando. Neste sentido é necessário que a liderança se ponha em primeiro lugar para destacar
os pontos positivos para as pessoas que não tem participado muito.

A imagem do templo

Um primeiro ponto que podemos analisar é se a imagem física do templo está adequada ao
que queremos que as pessoas pensem. O templo se parece com um lugar de celebração ou com
um lugar de atendimento social? O letreiro e a fachada são convidativos, criam curiosidade para
quem não conhece a Igreja? A imagem passada é de sobriedade, alegria, seriedade, ostentação,
etc? Além disso, o próprio espaço interno do templo e os informativos/boletins são um importante
canal de comunicação.

A imagem nas programações

Os cultos passam que idéia a quem os freqüenta pela primeira vez ou para os que passam
na rua? As pessoas parecem estar felizes por participar das programações ou apenas entediadas?

A imagem da Igreja frente a sociedade

Qual a imagem que as pessoas fazem da Igreja? De uma organização preocupada com o
bem-estar de todos ou apenas de um bando de fanáticos barulhentos que atrapalham a vizinhança?
De um lugar onde se valoriza a verdade ou apenas onde se é manipulado por pastores ávidos por
dinheiro?

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A imagem que pretendemos ter

Responderemos estas perguntas não baseado no que vivemos agora, mas sim no que
pretendemos. Esta é a segunda meta do Projeto Centenário: fortalecer a imagem da Igreja
Presbiteriana Independente de Cosmópolis na cidade.

Esperamos chegar até o Centenário tendo uma imagem na cidade de uma Igreja séria,
compromissada com a Verdade e com a melhora integral de vida das pessoas. Para isso
precisamos nos envolver mais com trabalhos sociais amplos e contar com todos meios de
divulgação (em especial as próprias pessoas da Igreja) para tornar a Igreja mais conhecida. No
geral a idéia que as pessoas têm de Igreja é aquela passada pelos grupos neo-pentecostais
televisivos ou das igrejas mais radicais. O presbiterianismo, assim como outros grupos reformados
tradicionais, não tem uma imagem muito forte na mente das pessoas e isso é antes de tudo uma
oportunidade. Temos que fortalecer a imagem da Igreja como diferente dos modelos negativos que
muitas vezes as pessoas têm em mente. O próprio nome que devemos destacar é algo que deve
ser discutido. Devemos destacar o nome Presbiteriano ou o nome Independente em nossa imagem.
O primeiro recorda nossa origem na reforma protestante e nosso sistema de governo, pautado pela
democracia e seriedade nas escolhas dos líderes. O segundo recorda o surgimento da igreja como
uma Igreja nacional e para nosso povo. Precisamos valorizar os dois nomes e isso começa fazendo
com que as próprias pessoas da Igreja compreendam que nossa igreja tem uma história e
características diferentes da maioria deste sistema religioso que ai está. Não somos perfeitos, mas
temos compromisso verdadeiro com a Verdade do Evangelho.

Mas como conseguir essa mudança? No curto prazo vamos apoiar a divulgação da Igreja
através da internet e das próprias pessoas. Temos de criar em cada um o desejo de falar sobre o
Evangelho e sobre a mudança de vida que se pode ter no convívio com as pessoas que servem a
Deus.

No médio prazo precisamos criar projetos que ajudem a divulgar o nome da Igreja como
uma instituição séria e voltada ao bem-estar da sociedade e a edificação de vidas.

No longo prazo conseguiremos atrair mais pessoas e tornar mais fácil a tarefa de divulgar o
Evangelho e assim fortalecer a imagem da Igreja.

Alguns pontos da característica de nosso tempo podem ser usados a nosso favor.
Primeiramente, vivemos numa época de incertezas e devemos trabalhar a imagem da Igreja como
um lugar de certezas, de respostas, onde a Palavra de Deus é estudada de forma séria e pode
trazer rumo a vida das pessoas. Segundo, nossa época é de insegurança e a Igreja precisa se
colocar como um lugar onde as pessoas podem encontrar segurança em Cristo. Além disso, nesta
época de individualismo é preciso mostrar que a Igreja também é um lugar de trabalho coletivo, um
corpo onde as pessoas se preocupam umas com as outras.

Meta 3: Promover uma vida melhor para as pessoas __________________


O que seria uma vida melhor?

Uma vida melhor é aquela onde a pessoa se sente realizada em todas suas necessidades
(acima de tudo realizada na sua necessidade de relacionamento com Deus). Apontando para a
Figura 2, onde colocamos a hierarquia das necessidades de Maslow, podemos pensar no que isto
significa. Significa primeiramente tratar das necessidades fisiológicas. Neste sentido é necessário
conseguir levar atendimento aos que vivem na miséria. Depois, um nível acima, temos as
necessidades de segurança. Isto envolve combater a injustiça em nossa sociedade e pregar contra
a violência física e moral a qual estamos sujeitos. Acima, temos a necessidade amor e
relacionamentos e aqui entra levar o amor de Jesus e o relacionamento saudável no meio cristão as
pessoas. Depois temos a necessidade de estima, onde entra mostrar que cada pessoa é parte
importante no Reino de Cristo. No último nível temos a necessidade de realização, e a verdadeira
realização só é atingida em Cristo.

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Colocando em termos de meta

Em termos de meta, nosso objetivo é até nosso centenário promover uma mudança positiva
na vida do maior número possível de pessoas. Para tanto precisamos pensar além do plano
meramente religioso, enxergando a pessoa como um ser único e buscando contribuir para que esta
tenha uma vida completa em Cristo.

Isto envolve evangelismo, projetos sociais e orientação e acompanhamento as pessoas da


Igreja.

Evangelismo

Precisamos ser mais ousados e promover o Evangelho de forma mais direta. Distribuição
de folhetos, campanhas com missionários ou com os próprios membros, enfim. No curto prazo o
principal objetivo deve ser o aumento da participação missionária da Igreja. Para tanto
promoveremos com a Igreja (em especial a liderança da Secretaria de Missões formas de criar um
espírito evangelístico maior na Igreja). No longo prazo o evangelismo nos ajudará a alcançar não
apenas a melhora de vida das pessoas, mas todas as outras metas deste Projeto Centenário.
Alguns que lêem este trabalho poderão pensar que gastamos pouco tempo debatendo a questão
evangelística aqui. O motivo para isto é que este assunto deve ser discutido com todas as pessoas
da Igreja. Isto já foi feito na 1ª Consulta Missionária da IPIC e será novamente feito numa nova
consulta a ser realizada ainda este ano provavelmente.

Projetos Sociais

Eis o principal ponto do Projeto Centenário no médio e longo prazo: realizar projetos sociais
mais amplos. Em mais amplos colocamos não apenas atendimento a maior número de pessoas
como também atendimento mais amplo as pessoas. Isto significa sair do mero assistencialismo com
cestas básicas, para projetos que visem dar condições para que as pessoas possam escapar da
pobreza por conta própria. Idéias e oportunidades não faltam: ministrar cursos de formação, investir
em aconselhamento profissional as pessoas, etc. Precisamos usar os talentos e capacidades das
pessoas da Igreja, bem como a estrutura do templo, para promover esses projetos sociais. É uma
discussão para ser começada e colocada em prática logo.

Acompanhamento (discipulado) das pessoas

Aqui entra criar condições para que haja maior intimidade entre as pessoas na Igreja no
sentido de divisão de anseios, dificuldades e de caminhar juntos neste mundo. Muitas novas
pessoas têm freqüentado a Igreja e é preciso um acompanhamento mais de perto com estas. Para
escaparmos da característica de ser uma igreja que cresce apenas pelas próprias famílias é
necessário que a Igreja seja uma família para todos. É preciso fortalecer os grupos de oração e
acompanhamento para que mais pessoas participem e assim este discipulado seja mais efetivo.
Trabalho interessante tem sido feito as terças-feiras na casa do Presb. Cloudeslei e nas quartas-
feiras na casa dos irmãos Gilson e Eliana. Mais trabalhos como estes devem ser feitos. Também
entre os jovens deve ser feito um trabalho de discipulado com as novas pessoas que tem vindo até
a Igreja.

Meta 4: Crescimento e amadurecimento espiritual ____________________


Aqui a meta é chegar até o Centenário com mais pessoas desfrutando de um
relacionamento verdadeiro com Deus. Para tanto devemos agir em 3 frentes principais: estimular a
vida devocional diária, promover o conhecimento da Palavra e campanhas visando o crescimento e
amadurecimento.

A importância da vida devocional

Nesta meta, no curto prazo, precisamos promover a conscientização das pessoas quanto a
vida devocional, tanto pessoal quanto familiar. Se as pessoas restringirem seu relacionamento com

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Deus as programações da igreja será difícil dizer que temos tido crescimento e amadurecimento
espiritual. Precisamos trabalhar com as pessoas os diversos textos que mostram a importância da
vida devocional e como as pessoas terão sua vida melhorada quando adotarem essa postura.

Promover o conhecimento da Palavra de Deus

Precisamos usar principalmente as Escolas Dominicais para proporcionar um ensino mais


sólido da Palavra. É preciso construir desde as crianças o desejo de aprender mais da Palavra de
Deus. Se conseguirmos diferenciação na qualidade do ensino da Palavra de Deus isto criará custos
de mudança para as pessoas e fará que tenhamos maior fidelidade dos membros a Igreja. Promover
os pontos principais da doutrina presbiteriana: predestinação, salvação apenas pela fé, batismo
infantil, o significado dos sacramentos, etc, também é importante e deve ser feito desde as crianças.
Isto também cria custos de mudança. Além disto, pessoas que tem maior conhecimento são mais
aptas para defender a sua fé para os que não crêem em Jesus e para proteger-se das falsas
doutrinas.

Campanhas

Aqui entram campanhas de oração, jejum, etc. Estas precisam ser programadas com mais
freqüência, mostrando a necessidade de a Igreja se unir na busca de um relacionamento mais
próximo com Deus.

Curto prazo

No curto prazo precisamos pensar a forma como podemos melhorar o ensino na Igreja,
principalmente para as crianças e promover uma campanha de oração pelo Projeto Centenário.

Meta 5: Unidade _________________________________________________


Unidade em que?

A importância da unidade dentro da Igreja é destacada em muitos textos bíblicos. Mas


unidade em que? Nossa meta é obter unidade em relacionamentos, valores, objetivos e visão. Isso
significa obter um espírito de Igreja, tendo todos os membros voltados para um mesmo rumo. Não
significa impor nada, mas sim trabalhar junto para chegar numa visão comum.

Unidade nos relacionamentos

Unidade nos relacionamentos não significa que deixará de existir diferença de afinidade
dentro da Igreja, mas significa que apesar de diferenças de afinidade todos tenham consideração e
apreço pelos outros e saibam conviver com as diferenças de forma construtiva. De que forma obter
isso? Através do estimulo a um maior convívio, através de trabalhos que promovam a unidade na
Igreja. Unidade nos relacionamentos significa também acolher cada vez melhor as novas pessoas
que passam a conviver com a Igreja.

Unidade nos valores

Unidade nos valores é desenvolver o que é importante para todo cristão, de forma que
todos tenhamos algo que nos una. Valores como os que já discutimos antes aqui - amor, ensino
verdadeiro da Palavra, valorização da família, etc. - são pertencentes a todos da Igreja e devemos
fortalecer outros valores na Igreja: a importância do Evangelismo e dos projetos sociais, a
importância de participar das programações, etc. é necessário trabalhar desde as classes infantis os
valores da Igreja.

Unidade nos objetivos

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Como Igreja precisamos ter todos um objetivo comum. É preciso mostrar a todas as
pessoas que como Igreja temos uma missão nesta terra e que devemos nos esforçar todos por
consegui-lo.

Unidade na visão

Embora alguns achem que o certo é investir mais em missões, outros em desenvolver
células na igreja, outros ainda em escola dominical, etc., o importante é que todos apóiem o que
vem sendo feito e tenham a mesma visão sobre onde pretendemos chegar. Neste sentido é que a
primeira ação deste planejamento será a de promover discussões e avisos quanto a ele, para que
todos tenham uma mesma visão.

Unidade no curto e médio prazo

No curto prazo a principal ação é promover união de todos em torno dos objetivos deste
projeto Centenário. No médio prazo a idéia é começar a fortalecer os valores principais para o
crescimento da Igreja no coração das pessoas, valores estes que discutimos neste capítulo.

Unidade significa falta de diversidade?

Eis uma questão a ser considerada. Nossa Igreja, assim como boa parte das igrejas de
nossa denominação, é formada por pessoas com perfil muito parecido: classe média geralmente,
maior número de brancos, etc. Ai está uma questão interessante. Será que não temos falhado em
falar a um maior número de pessoas?

Sabemos que com as classes sociais existe divergência nos valores e padrões de vida.
Pessoas de classe mais baixa tendem a ter maior dificuldade com mensagens muito elaboradas,
preferindo mensagens mais simples e cheias de simbolismo. Pessoas de classe mais alta gostam
de circular em meios onde estejam os da mesma classe social. É preciso pensar forma de atingir
pessoas de perfis diferentes e também de fazer com que as pessoas diferentes de nós encontrem
lugar na Igreja.

Meta 6: Maior participação ________________________________________


A importância da participação de todos

Esta meta é importante para a realização das demais, pois o sucesso nas outras metas
passa pela participação das pessoas da Igreja. Com poucas pessoas participando há cansaço e
frustração. Com a participação de muitos temos o caminho para o sucesso. É importante maior
participação das pessoas com idéias, talentos, presença nas programações, apoio financeiro, etc.
Nossa meta para o centenário é ter maior porcentagem dos membros realmente compromissada
com a Igreja.

Distribuindo responsabilidades

O primeiro passo nesta meta é sentar, olhar a lista de pessoas da igreja e atribuir o maior
número de responsabilidades possíveis. Para isto a liderança precisa estudar o perfil dos membros
que não tem nenhuma atividade própria na Igreja e pensar onde eles podem ajudar melhor, fazendo
depois o convite.

Criando novas responsabilidades

Após o primeiro momento é hora de criar novos departamentos, ministérios, etc., visando
usar melhor o potencial das pessoas da Igreja. Algumas pessoas talvez ainda não vejam onde
podem ajudar na igreja, mas é possível criar novas atividades, de forma que ninguém fique de fora
do trabalho na igreja. Com a criação de projetos sociais aumenta a necessidade pessoas
trabalhando.

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Meta 7: Construção de Patrimônio __________________________________
Construir patrimônio na Igreja não é uma meta materialista, buscando ostentação. Significa
aumentar os recursos e poder aplicá-los na obra de Deus. Construindo uma casa pastoral
diminuímos os gastos com aluguel. Tendo maior entrada de caixa podemos aplicar em projetos
sociais. Se tivéssemos mais recursos poderíamos deixar o templo mais atrativo para as pessoas.
Poderíamos construir uma chácara espaçosa para programações como acampamentos e nestes ter
mais chances para conversão de jovens. As possibilidades são muitas. Para isso, porém, é
necessário aumentar a arrecadação e cuidar melhor dos valores arrecadados.

Nesta meta nosso objetivo para o Centenário é construir um patrimônio sólido, com
estrutura em projetos sociais, casa pastoral e começar a reunir recursos para novas aquisições
estratégicas, como construção de congregação ou um espaço para acampamentos. No curto prazo
a meta principal é concluir o templo atual de vez. No médio prazo teremos que começar a estudar a
compra de uma casa pastoral.

Pode ser que no período até o Centenário tenhamos que contar com mais de um pastor e
isso gerará mais custos. Todas estas questões devem ser pensadas com cuidado. A questão
patrimonial é importante e dedicaremos um novo trabalho para esta questão em especial. Fazemos
isso para não atrasar o lançamento do Projeto Centenário e nem sobrecarregá-lo ainda mais de
informações.

Primeiras Medidas para Implantação do Projeto


O ponto inicial: discussão no Conselho

Apresentaremos todo este trabalho para discussão e ajustes pelo Conselho, em primeiro
lugar. A idéia é que o conselho deve ser o primeiro a estar informado do que se passa na Igreja e o
primeiro a defender a idéia. Aliás, a idéia do Projeto Centenário foi uma iniciativa do próprio
Conselho e este trabalho é uma resposta a sugestão do Conselho. Como Conselho corrigiremos os
pontos a serem melhorados e passaremos a próxima etapa: a divulgação do Projeto.

Segunda Etapa: divulgação ampla para Igreja

Após ajustes e discussão no Conselho, será hora de divulgar o Projeto para a Igreja. Isso
envolverá muito trabalho para que todas entendam bem o que está sendo proposto e se motivem
para participar. Um resumo dos principais pontos deste projeto, em especial suas metas, deve ser
feito e passado nas programações da Igreja. Reuniões com as diversas lideranças devem ser
realizadas. Além disso, é importante a divulgação pessoal entre as pessoas. O Projeto para ser
sucesso precisa ser comprado pelas pessoas da Igreja. O boletim e o quadro de avisos precisam
ser usados também.

Terceira Etapa: reuniões e ações estratégicas

Após esta divulgação é hora de colocar a mão na massa. O Projeto Centenário deve ser
objeto de discussão em todas reuniões do Conselho e além disso devem ser convocadas reuniões
com pessoas estratégicas para a realização do Projeto. As primeiras medidas devem ser tomadas
se possível já neste mês.

A importância da continuidade

Muitos projetos interessantes foram feitos na Igreja em toda sua história e se perderam por
falta de continuidade. Por esta razão precisamos cuidar de dois pontos importantes no desenvolver
do Projeto, iniciando nos seus primeiros dias e indo até sua data final: a continuidade da motivação
para o projeto e a estabilidade na Igreja.

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A continuidade da motivação envolve comprometimento do Conselho sempre. E nesse
ponto temos uma sugestão interessante para a transição para um novo mandato. O Conselho atual
terá seu mandato vencido no final deste ano. Tradicionalmente as eleições para presbítero são
feitas em Dezembro, mas sugerimos uma mudança para Outubro, no mesmo dia em que se
realizaram as eleições municipais. A razão para data é que neste dia as pessoas provavelmente
ficarão na cidade, pela obrigatoriedade do voto na eleição municipal e, portanto, a tendência é que
haja maior participação dos membros na eleição dos oficiais da Igreja. Além disso, sugerimos o mês
de Outubro para permitir uma transição entre os presbíteros atuais e os que possam vir a ser eleitos.
Com 3 meses até a posse seria possível que os novos presbíteros ficassem a par do que está
acontecendo na Igreja e já entrassem prontos para levar os projetos adiante.

Quanto a estabilidade na igreja, é um ponto fundamental, que precisa ser buscado a todo
custo. Evitar crises na Igreja já garante boa parte do crescimento. Por isso deve ser tomado cuidado
com qualquer sinal de crise para evitar maiores conseqüências. Além disso, momentos cruciais
como troca de pastor devem ser estudados com muita calma.

Formas de acompanhamento e controle no Projeto


Apresentamos uma teoria, discussões e 7 metas principais. De que forma podemos ter
certeza que isto está resultando em resultados? Acompanhando de perto e colocando alguns
indicadores sob cuidado.

Quanto ao acompanhamento, já dissemos que o Projeto e suas metas devem ser objeto de
discussão contínua no Conselho. Mais do que isso, porém, reuniões pelo menos semestrais devem
ser feitas com intuito único de debater o andamento do Projeto. Colocamos as metas de curto prazo
e um novo relatório deve ser feito daqui um ano relatando o resultado destas metas e novas metas
de curto prazo para 2010.

Quanto aos indicadores, estes são números que acompanhados de perto podem dar uma
indicação do andamento da Igreja. Temos uma planilha feita para estes indicadores e já mostramos
muitos desses indicadores, principalmente no Capítulo 8. Os principais indicadores são: número de
membros professos, número de pessoas nas programações semanais, número de pessoas
envolvidas em alguma atividade, arrecadação de dízimos e porcentagem de participação dos
membros professos nas programações. Algumas das metas que colocamos podem ser medidas por
estes dados e outras envolvem análises mais subjetivas.

Além destes indicadores numéricos precisamos de indicações (feedback) da Igreja. Para


isso será importante a realização de pesquisas de tempos em tempos e abertura para debate do
Projeto pela Igreja. Algumas idéias, como uma caixa de sugestões, poderiam ser colocadas em
prática. Além disso é preciso fazer duas análises importantes: como os membros no geral se sentem
em relação ao que está sendo proposto e porque os membros que saíram da Igreja o fizeram. Além
disso, o benchmarking, que já comentamos antes, é uma prática a ser mantida.

Cenários para o futuro


Antes de concluir este capítulo vamos fazer um exercício de imaginação sobre os cenários
que podem seguir-se nos próximos anos.

No cenário pessimista este projeto não sairá do papel. Falta de comprometimento,


mudança nas lideranças, crises na Igreja, sepultarão estas idéias e a Igreja perderá o
comprometimento com o planejamento. Neste cenário é possível que a Igreja cresça, mas isso não
significa que o planejamento não era importante. O mais provável porém é que sem um trabalho
mais direcionado a Igreja acabe chegando ao Centenário com poucos membros e pessoas
freqüentando a mais do que hoje. Se olharmos para 12 anos atrás veremos que o número de
membros era de 81 membros. Isto mostra que o trabalho realizado nos últimos anos foi frutífero,
mas poderia ter sido maior. Se olharmos para o ano de 2003 veremos que o número de membros

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era 135. Isso mostra que a Igreja somente agora está se recuperando de crises que se seguiram
depois deste ano. Portanto atenção e planejamento anual são importantes. Este cenário pessimista
deve ser evitado.

No cenário médio o projeto será lançado e terá sucesso, principalmente no início. Trocas
de liderança ocorrerão de forma saudável, mas nem todas as idéias serão mantidas, embora os
pontos principais acabem entrando para a cultura da Igreja. A Igreja chegará ao Centenário e se
lembrará deste projeto e no balanço geral terá conquistado sucesso.

No cenário otimista o Projeto será aceito de forma total e as pessoas se sentirão muito
motivadas para alcançar as metas. A Igreja conseguirá assim cumprir todas as metas ou boa parte
delas, inclusive superando algumas delas.

O cenário verdadeiro será aquele ditado por Deus. Oramos para que este seja além do que
podemos planejar hoje e que sejamos no Centenário uma Igreja muito mais comprometida do que
somos hoje. Trabalhemos para que o cenário real seja além do que o mais otimista hoje possa
pensar.

Conclusão
Apresentamos o Projeto Centenário com 7 metas principais: Crescimento numérico,
Fortalecimento da imagem da Igreja, Promover uma vida melhor para as pessoas,
Crescimento e amadurecimento espiritual, Unidade, Maior participação e Construção de
Patrimônio

Expomos cada uma destas metas e sugerimos caminhos para conseguir atingi-las. A
primeira etapa, o primeiro ano do Projeto, será árdua e envolverá a divulgação do Projeto e
discussões amplas na Igreja para colocá-lo em prática. O resultado final dependerá de continuidade
e muito trabalho. Pedimos a Deus forças para nós os que vierem para levar adiante esse projeto.

Capítulo 15 Conclusão Geral e Comentários Finais


Apresentamos nestes 15 capítulos diversas sugestões e comentários, tanto gerais quanto
específicos para a IPI de Cosmópolis. Esperamos que este trabalho resulte em frutos para nossa
Igreja e para outras pessoas que por acaso o leiam. Este trabalho poderia ter sido mais específico
em alguns pontos, mas deixamos algumas questões propositalmente mais abertas para gerar
discussão e aplicações em diversos contextos. Não entramos em detalhes nas questões
patrimoniais e em relação a dízimos pois pretendemos fazer isso em outro trabalho. Este trabalho e
as planilhas e documentos criados para o planejamento da Igreja estão disponíveis no e-mail criado
para o DEPEC: IPICosmopolis@gmail.com.

Terminamos este trabalho com uma citação do livro de Macabeus:

“Aqui encerro o meu texto. Se ficou bom e literariamente agradável, era o que eu queria. Se está
fraca e medíocre, é o que fui capaz de fazer. É desagradável beber só vinho ou só água, ao passo
que vinho misturado com água é agradável e gostoso. O mesmo acontece numa obra literária, onde
o tempero do estilo é um prazer para o ouvido do leitor. E assim termino.” (2 Macabeus 15.37-39)

Assim como o livro de Macabeus não foi divinamente inspirado também não o foi este
trabalho, sendo ambos obras de homens. Que este trabalho, porém, seja usado por Deus para
iniciar discussões que levem ao crescimento da obra do Senhor. Pela Coroa Real do Salvador!

Cosmópolis, 7 de Setembro de 2008

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Assinam este trabalho o Conselho da IPI de Cosmópolis, após discutir o seu conteúdo, propor
sugestões e determinar o alvo de transformá-lo em ações.

Semear o Evangelho, sem recuar, crescendo rumo ao Centenário!

Rev. Emerson Orenha ________________________________________

Presb. Cloudeslei José Perucci ________________________________________

Presb. Éder Marcos Cardoso da Silva ________________________________________

Presba. Isabel Cristina da Costa Málaque ________________________________________

Presba. Maria de Fatima Damasceno ________________________________________

Presb. Robson Timoteo Damasceno ________________________________________

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