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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

Olá, prezado (a) amigo (a) concursando (a)!

Bem-vindo (a) à aula demonstrativa do nosso Curso “3001


Questões de Direito Tributário da ESAF para Auditor Fiscal da
Receita Federal do Brasil – AFRFB/2014”.

Meu nome é EDVALDO NILO.

Sou Procurador do Distrito Federal, Advogado militante nas


áreas de direito autoral 1 e de direito tributário, Professor de
Direito e Legislação Tributária em cursos preparatórios para
concursos públicos, Doutorando em Direito, Mestre em Direito e
mais três pós em Direito Tributário.

Sem mais delongas e lero-lero, vamos trabalhar com base no


edital da matéria Direito Tributário para AFRFB.

Assim sendo, o nosso cronograma e conteúdo programático,


de acordo com o edital publicado no dia 10/03/2014, a saber:

Aula demonstrativa – Competência Tributária.


Limitações Constitucionais do Poder de Tributar.
Imunidades. Princípios Constitucionais Tributários
(PARTE 1) – 13/03;

Aula 1 – Competência Tributária.. Limitações


Constitucionais do Poder de Tributar. Imunidades.
Princípios Constitucionais Tributários (PARTE 2).
Conceito e Classificação dos Tributos – 20/03;

Aula 2 – Tributos de Competência da União. Imposto


sobre a Importação. Imposto sobre a Exportação.
Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural.
Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer
Natureza. Imposto sobre Produtos Industrializados.
Imposto sobre Operações Financeiras. Contribuições
Sociais. Contribuição para o Pis/Pasep. Contribuição
para o Financiamento da Seguridade Social – Cofins.
Contribuição Social sobre o Lucro Líquido.
Contribuições sociais previstas nas alíneas "a", "b" e
"c" do parágrafo único do art.11 da Lei n. 8.212, de
24 de julho de 1991, e as instituídas a título de

1
Destaca-se este material tem proteção da Lei de Direitos Autorais e do
Código Penal Brasileiro.

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substituição. Contribuições por lei devidas a terceiros


(art.3º, § 1º, da Lei n. 11.457, de 16 de março de
2007). Contribuições de Intervenção no Domínio
Econômico – 26/03;

Aula 3 – Tributos de Competência dos Estados.


Tributos de Competência dos Municípios – 31/03;

Aula 4 – Simples. Legislação Tributária.


Constituição Emendas à Constituição. Leis
Complementares. Leis Ordinárias. Leis Delegadas.
Medidas Provisórias. Tratados Internacionais.
Decretos. Resoluções Decretos Legislativos.
Convênios. Normas Complementares. Vigência da
Legislação Tributária. Aplicação da Legislação
Tributária. Interpretação e Integração da Legislação
Tributária. – 07/04;

Aula 5 – Obrigação Tributária Principal e Acessória.


Fato Gerador da Obrigação Tributária. Sujeição Ativa
e Passiva. Solidariedade. Capacidade Tributária.
Domicílio Tributário – 14/04;

Aula 6 – Responsabilidade Tributária. Conceito.


Responsabilidade dos Sucessores. Responsabilidade
de Terceiros. Responsabilidade por Infrações. Crédito
Tributário. Conceito. Constituição do Crédito
Tributário.. Lançamento. Modalidades de Lançamento.
Hipóteses de alteração do lançamento – 21/04;

Aula 7 – Suspensão da Exigibilidade do Crédito


Tributário. Modalidades. Extinção do Crédito
Tributário. Modalidades. Pagamento
Indevido. Exclusão do Crédito Tributário. Modalidades
– 24/04;

Aula 8 – Garantias e Privilégios do Crédito


Tributário. Administração Tributária. Fiscalização.
Dívida Ativa. Certidões Negativas – 30/04;

Simulado – Estilo ESAF com questões inéditas –


semana da prova.

Registra-se que as aulas possuem o escopo de proporcionar


ao candidato a possibilidade de responder as questões objetivas e
subjetivas da prova de Direito Tributário.

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Com esse objetivo, os temas serão tratados com a


profundidade necessária e teremos um limite máximo de 150
alunos na busca de um tratamento mais personalizado aos
matriculados.

Ademais, iremos sempre dar destaque em negrito as


novidades doutrinárias e jurisprudenciais ao comentar as
questões, uma vez que a ESAF no concurso para Auditor-Fiscal não
deixado escapar tais preciosidades.

Noutro ponto, o curso se encontra atualizado,


reformulado e ampliado em relação a cursos anteriores e
também em relação ao livro publicado em janeiro de 2012
pela editora juspodivm.

Em outras palavras, neste curso, além da atualização


legislativa, doutrinária e jurisprudencial, encontraremos
cerca 800 enunciados novos de questões que ocorreram
entre janeiro de 2012 e março de 2014.

Então, vamos nessa e rumo à aprovação!

Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da


ESAF

De início, colocaremos os exercícios sem comentários e depois


detalhadamente comentados, registrando-se que qualquer dúvida
pode ser enviada para o seguinte email:
contato@edvaldonilo.com.br e/ou
2
edvaldonalmeida@yahoo.com.br :

1. (ESAF/Analista Tributário da Receita Federal do


Brasil/2012/2013) Analise as proposições a seguir e assinale a
opção correta.
I. Se a Constituição atribuir à União a competência para instituir
certa taxa e determinar que 100% de sua arrecadação pertencerá
aos Estados ou ao Distrito Federal, caberá, segundo as regras de
competência previstas no Código Tributário Nacional, a essas
unidades federativas a competência para regular a arrecadação do
tributo.
II. Embora seja indelegável a competência tributária, uma pessoa
jurídica de direito público pode atribuir a outra as funções de
arrecadar e fiscalizar tributos.

2 Enviar a dúvida com o email cadastrado no site e informar o nome.


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III. É permitido, sem que tal seja considerado delegação de


competência, cometer a uma sociedade anônima privada o encargo
de arrecadar impostos.
a) As duas primeiras afirmações são corretas, e errada a outra.
b) A primeira é correta, sendo erradas as demais.
c) As três são corretas.
d) A primeira é errada, sendo corretas as demais.
e) As três são erradas.

2. (ESAF/MDIC/2012) Competência Tributária é a parcela de


poder fiscal que as pessoas políticas que compõem a Federação
recebem diretamente da Constituição para instituir, cobrar e
administrar os tributos a ela atribuídos. Sobre a Competência
Tributária, julgue os itens abaixo, e em seguida assinale a opção
correspondente.
I. Embora tal competência seja indelegável, a lei permite a
delegação das funções de arrecadar ou fiscalizar tributos a outras
pessoas jurídicas de direito público.
II. O produto da arrecadação do Imposto de Renda retido na fonte
dos servidores estaduais e municipais, embora pertença aos
respectivos Estados e Municípios, não retira da União sua
competência legislativa e regulamentadora em relação a este
tributo, tampouco as funções de fiscalizar e exigir o pagamento
quando não tenha havido retenção.
III. A mesma pessoa política detentora da competência de instituir,
arrecadar e administrar determinado tributo é também aquela
competente para conceder isenções dele, sem exceções.
IV. O não exercício da competência tributária por determinada
pessoa política autoriza a União a exercitar tal competência.
a) Há apenas um item correto.
b) Há apenas dois itens corretos.
c) Há apenas três itens corretos.
d) Todos os itens estão corretos.
e) Todos os itens estão incorretos.

3. (ESAF/MDIC/2012) A Constituição Federal prevê que as


entidades beneficentes de assistência social que atendam às
exigências estabelecidas em lei serão isentas das contribuições para
a seguridade social. Sobre os requisitos estabelecidos em lei para a
fruição deste benefício, julgue os itens abaixo. Em seguida, assinale
a opção que corresponde às respostas.
I. Trata-se de benefício a ser concedido a pessoas jurídicas de
direito privado, sem fins lucrativos, reconhecidas como entidades
beneficentes de assistência social com a finalidade de prestação de
serviços unicamente na área de assistência social.

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II. Tais entidades deverão obedecer ao princípio da universalidade


do atendimento, sendo vedado dirigir suas atividades
exclusivamente a seus associados ou a categoria profissional.
III. Tais entidades deverão prever em seus atos constitutivos, em
caso de dissolução ou extinção, a destinação do eventual patrimônio
remanescente a entidades sem fins lucrativos congêneres ou a
entidades públicas.
a) Apenas os itens I e II estão corretos.
b) Apenas os itens I e III estão corretos.
c) Apenas os itens II e III estão corretos.
d) Todos os itens estão corretos.
e) Nenhum item está correto.

4. (ESAF/MDIC/2012) Sobre a imunidade recíproca, que é a


vedação constitucional à instituição e cobrança, por parte das
pessoas políticas tributantes, de impostos sobre patrimônio, renda e
serviços uns dos outros, podemos afirmar que:
a) a imunidade tributária gozada pela Ordem dos Advogados do
Brasil não é da espécie recíproca, na medida em que a OAB
desempenha atividade própria de Estado.
b) no caso de sociedades de economia mista controladas pela
União, é relevante para definição da aplicabilidade da imunidade
tributária recíproca a circunstância de a atividade desempenhada
pela empresa estar ou não sujeita a monopólio estatal.
c) a imunidade tributária recíproca não é extensiva às autarquias,
no que se refere ao patrimônio, à renda e aos serviços vinculados a
suas finalidades essenciais ou às delas decorrentes.
d) as sociedades de economia mista prestadoras de ações e
serviços de saúde, cujo capital social seja majoritariamente estatal,
gozam da imunidade tributária recíproca.
e) a imunidade tributária recíproca aplica-se, inclusive, às taxas.

5. (ESAF/ Analista Tributário da Receita Federal do


Brasil/2010/2011) O art. 154, inciso I, da Constituição Federal,
outorga à União o que se costuma chamar de competência
tributária residual, permitindo que institua outros impostos que não
os previstos no art. 153. Sobre estes impostos, é incorreto afirmar
que:
a) Estados e Municípios não possuem competência tributária
residual.
b) Terão de ser, necessariamente, não-cumulativos.
c) Não poderão ter base de cálculo ou fato gerador próprios dos
impostos já discriminados na Constituição Federal.
d) Caso sejam instituídos por meio de medida provisória, esta
deverá ser convertida em lei até o último dia útil do exercício
financeiro anterior ao de início de sua cobrança.

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e) Para a instituição de tais impostos, há que se respeitar o


princípio da anterioridade.

6. (ESAF/PFN/2012/2013) Sobre o alcance da chamada


imunidade constitucional recíproca, de acordo com a jurisprudência
do Supremo Tribunal Federal, é correto afirmar que:
a) tanto os objetivos como os efeitos do reconhecimento da
aplicação da imunidade constitucional recíproca são passíveis de
submissão ao crivo jurisdicional, em um exame de ponderação, não
bastando a constatação objetiva da propriedade do bem.
b) sociedade de economia mista prestadora de serviço público de
água e esgoto não é abrangida pela imunidade tributária recíproca.
c) tal imunidade, em alguns casos, pode ter como efeito colateral
relevante a relativização dos princípios da livre concorrência e do
exercício de atividade profissional ou econômica lícita.
d) o reconhecimento da imunidade tributária às operações
financeiras não impede a autoridade fiscal de examinar a correção
do procedimento adotado pela entidade imune. Constatado desvio
de finalidade, a autoridade fiscal poderá, sendo o caso, constituir o
crédito tributário e tomar as demais medidas legais cabíveis.
e) é relevante para definição da aplicabilidade da imunidade
tributária recíproca a circunstância de a atividade desempenhada
estar ou não sujeita a monopólio estatal.

7. (ESAF/AFRFB/2005) Competência tributária é o poder que a


Constituição Federal atribui a determinado ente político para que
este institua um tributo, descrevendo-lhe a hipótese de incidência,
o sujeito ativo, o sujeito passivo, a base de cálculo e a alíquota.
Sobre a competência tributária, avalie o asserto das afirmações
adiante e marque com (V) as verdadeiras e com (F) as falsas; em
seguida, marque a opção correta.
( ) A competência tributária é indelegável, salvo atribuição das
funções de arrecadar ou fiscalizar tributos, ou de executar leis,
serviços, atos ou decisões administrativas em matéria tributária,
conferida por uma pessoa jurídica de direito público a outra.
( ) O não-exercício da competência tributária por determinada
pessoa política autoriza a União a exercitar tal competência, com
base no princípio da isonomia.
( ) A pessoa política que detém a competência tributária para
instituir o imposto também é competente para aumentá-lo, diminuí-
lo ou mesmo conceder isenções, observados os limites
constitucionais e legais.
a) F, V, F.
b) F, F, V.
c) F, V, V.
d) V, F, V.

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e) V, V, V.

8. (ESAF/PFN/2004) Considerados os temas competência


tributária e capacidade tributária ativa, marque com V a assertiva
verdadeira e com F a falsa, assinalando ao final a opção
correspondente.
( ) A competência tributária é delegável.
( ) A capacidade tributária ativa é indelegável.
( ) A União é quem detém a competência tributária no que toca às
contribuições sociais para o financiamento da Seguridade Social.
( ) Lei complementar pode delegar a qualquer pessoa jurídica de
direito público a competência tributária.
a) V, F, V, V.
b) F, V, F, V.
c) F, F, V, F.
d) V, V, V, F.
e) F, V, F, F.

9. (ESAF/Procurador do DF/2007.1) Assinale a opção correta.


O Distrito Federal, entidade integrante da República Federativa do
Brasil, pode instituir:
a) imposto sobre propriedade territorial rural; imposto sobre
transmissão causa mortis de quaisquer bens ou direitos,
contribuição de melhoria e contribuições sociais de quaisquer
espécies.
b) impostos extraordinários, taxas e empréstimos compulsórios.
c) imposto sobre doação de quaisquer bens ou direitos; taxas pela
utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e
divisíveis; contribuições de interesse de categorias econômicas.
d) contribuição para o custeio de sistemas de previdência e
assistência social de seus servidores; imposto sobre serviços de
qualquer natureza; taxas, em razão do exercício do poder de
polícia.
e) imposto sobre propriedade predial e territorial urbana;
contribuição de melhoria; contribuições sociais e contribuição de
intervenção no domínio econômico.

10. (ESAF/ATN/Recife/2003) Avalie as formulações seguintes,


observadas as disposições pertinentes ao tema "competência
tributária", constantes do Código Tributário Nacional, e, ao final,
assinale a opção que corresponde à resposta correta.
I - É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos
Municípios o cometimento, a pessoas de direito privado, do encargo
ou da função de arrecadar tributos.

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II - Os tributos cuja receita seja distribuída, no todo ou em parte, a


outras pessoas jurídicas de direito público pertencem à competência
legislativa daquela a que tenham sido atribuídos.
III - A atribuição das funções de arrecadar ou fiscalizar tributos,
conferida por uma pessoa jurídica de direito público a outra, pode
ser revogada, a qualquer tempo, por ato unilateral da pessoa
jurídica de direito público que a tenha conferido.
IV - A atribuição das funções de executar leis, serviços, atos ou
decisões administrativas em matéria tributária, conferida por uma
pessoa jurídica de direito público a outra, compreende as garantias
e os privilégios processuais que competem à pessoa jurídica de
direito público que a conferir.
a) Apenas as formulações I, II e III são corretas.
b) Apenas as formulações II, III e IV são corretas.
c) Apenas as formulações I, III e IV são corretas.
d) Apenas as formulações II e IV são corretas.
e) Todas as formulações são corretas.

11. (ESAF/ATN/Fortaleza/2003) A respeito do tema competência


para instituir impostos, é correto afirmar:
a) aos Estados e ao Distrito Federal compete instituir, entre outros
impostos que a Constituição Federal lhes atribui, o imposto sobre
propriedade de veículos automotores e o imposto sobre transmissão
inter vivos de bens imóveis situados em seus territórios.
b) o imposto sobre serviços de transportes intermunicipais é de
competência do Município em que se iniciarem as prestações dos
serviços.
c) os impostos sobre propriedade predial e territorial urbana e sobre
vendas a varejo de combustíveis líquidos e gasosos são de
competência dos Municípios.
d) compete ao Distrito Federal instituir os impostos que cabem aos
Municípios, sem prejuízo da competência que a Constituição Federal
lhe assegura para instituir outros impostos expressamente
indicados.
e) por força de emenda constitucional promulgada recentemente, a
competência para instituir o imposto sobre propriedade territorial
rural foi transferida da União para os Estados e o Distrito Federal.

12. (ESAF/ATE/MS/2001) Em tema de competência legislativa


sobre matéria de Direito Tributário, é correta a afirmação de que:
a) Os Estados têm competência para legislar suplementarmente
sobre normas gerais de Direito Tributário.
b) Mesmo na ausência de lei federal sobre normas gerais de Direito
Tributário, é vedado aos Estados exercer essa competência
legislativa.

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c) A eficácia de lei estadual sobre normas gerais de Direito


Tributário fica mantida ante a superveniência de lei federal da
mesma natureza, mesmo no que lhe for contrário.
d) No âmbito da competência concorrente para legislar sobre Direito
Tributário os Estados só podem legislar sobre normas gerais.
e) A legislação tributária dos Estados é aplicada nos respectivos
Municípios, em virtude de estes não terem competência para
legislar sobre Direito Tributário.

13. (ESAF/AFTN/94) A Constituição da República prevê que,


inexistindo lei federal sobre normas gerais, os Estados exercerão a
competência legislativa plena, para atender a suas peculiaridades
(art. 24, § 3º). Tendo em vista isto e, quando for o caso, o disposto
no Código Tributário Nacional, é razoável dizer que
a) o não-exercício, pela União, da competência para legislar sobre
normas gerais de direito tributário, a defere aos Estados, para
atender a suas peculiaridades.
b) o não-exercício da competência para instituir tributos a defere a
pessoa jurídica de direito público diversa daquela a que tal
competência cabia originalmente.
c) a competência da União para legislar sobre normas de direito
tributário exclui a competência suplementar dos Estados.
d) em matéria de direito tributário a competência da União, além de
legislar sobre seus próprios tributos e sobre normas gerais, poderá
fazê-lo em relação à competência não exercida pelos Estados e
Municípios.
e) faltando norma geral sobre o encargo ou a função de arrecadar
tributo municipal, o Estado poderá supletivamente cometer um e
outro a pessoas de direito privado.

14. (ESAF/AFTN/96) União, Estados, Municípios e Distrito Federal


a) podem delegar capacidade para instituir, arrecadar e fiscalizar
um tributo.
b) podem delegar capacidade para arrecadar e fiscalizar um tributo.
c) podem delegar capacidade para instituir e arrecadar um tributo.
d) podem delegar capacidade para instituir e fiscalizar um tributo.
e) não podem delegar capacidade tributária ativa.

15. (ESAF/AFTE/PI/2001/Adaptada) Assinale a opção correta.


a) A competência tributária consiste na faculdade de que dispõem
os entes políticos para instituir tributos em relação às pessoas
submetidas a sua soberania, e a capacidade tributária ativa consiste
na aptidão atribuída a uma pessoa para figurar no pólo ativo de
uma relação jurídico-tributária.

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b) A competência tributária é a aptidão para arrecadar tributos,


obedecidos os requisitos legais, e a capacidade tributária ativa é a
aptidão para instituí-los, sempre por meio de lei.
c) A competência tributária e a capacidade tributária ativa são
indelegáveis, ainda que por meio de lei.
d) A competência tributária é, em determinadas situações,
delegável, por meio de lei, mas a capacidade tributária ativa é
indelegável.
e) A atribuição da capacidade tributária ativa a pessoa diferente
daquela que dispõe da competência tributária só pode ser revogada
de comum acordo entre ao titular da competência tributária e a
pessoa jurídica a quem foi delegada a capacidade tributária ativa.

16. (ESAF/AFPS/2002) Em relação ao tema competência tributária,


é correto afirmar que:
a) a Constituição atribui à União competência residual para instituir
impostos, contribuições para a seguridade social e taxas.
b) a instituição de empréstimos compulsórios requer lei
complementar da União, dos Estados ou do Distrito Federal,
conforme competência que a Constituição confere a cada um desses
entes da Federação.
c) para instituir impostos com fundamento na competência residual,
é imprescindível, além da competência tributária, veiculação da
matéria por lei complementar e observância dos princípios
constitucionais da não-cumulatividade e da identidade plena com
outros impostos discriminados na Constituição, no que se refere a
fato gerador e base de cálculo.
d) somente a União tem competência residual para instituir
impostos.
e) os Estados, o Distrito Federal e os Municípios têm competência
para instituir impostos, taxas, contribuição de melhoria e
contribuição de intervenção no domínio econômico, que a
Constituição lhes reserva.

17. (ESAF/Analista/SUSEP/2010) A Constituição Federal, em


seu art. 154, inciso I, prevê a criação de impostos que não os
previstos no art. 153 (que enumera aqueles de competência da
União). Sobre esta competência, usualmente denominada na
doutrina “competência residual”, é incorreto afirmar-se que:
a) o exercício da competência residual é reservado ao legislador
ordinário, e não ao constituinte derivado.
b) consoante entendimento firmado no âmbito do Supremo Tribunal
Federal, a não-cumulatividade e o não bis-in-idem não precisam ser
observados quando da criação de um novo imposto por meio de
emenda constitucional.

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c) a exigência de lei complementar é inafastável e, diferentemente


do que ocorre para os impostos discriminados, que têm apenas os
seus fatos geradores, bases de cálculo e contribuintes previstos em
lei complementar, no caso da instituição de novo imposto pela
União, no exercício de sua competência residual, exige-se que
também a alíquota seja prevista em lei complementar.
d) admite-se, excepcionalmente, a instituição de novos impostos,
no exercício da competência residual, por meio de medida
provisória.
e) a criação de novo imposto, no exercício da competência residual,
fica sujeita ao princípio da anterioridade.

18. (ESAF/ISS/RJ/2010) Compete à União, aos estados e ao


Distrito Federal legislar concorrentemente sobre direito tributário.
Com base nessa afirmativa, julgue os itens a seguir:
I. lei que institui incentivo fiscal para as empresas que contratarem
apenados e egressos é de natureza tributária, sendo, portanto,
constitucional lei estadual com tal conteúdo;
II. lei estadual pode estabelecer alíquotas diferenciadas em razão
do tipo do veículo, já que os estados-membros estão legitimados a
editar normas gerais referentes ao IPVA, no exercício da
competência concorrente prevista no art. 24, § 3º, da Constituição;
III. é possível ao estado conceder, mediante lei, isenção de tributo
de sua competência, visto que está atuando nos limites de sua
autonomia.
Estão corretos:
a) apenas o item I.
b) apenas os itens I e II.
c) apenas os itens I e III.
d) apenas os itens II e III.
e) todos os itens estão corretos.

19. (ESAF/SEFAZ-MG/Auditor-Fiscal da Receita


Estadual/2005) Sobre a competência para legislar sobre Direito
Tributário, assinale a opção correta.
a) Somente a União pode legislar a respeito.
b) O Estado pode legislar a respeito, mas estará sujeito às regras
gerais que a União expedir sobre a matéria em lei federal.
c) Nessa matéria, o Estado goza de competência legislativa
exclusiva.
d) Tanto o Estado como a União podem legislar livremente a
respeito, mas, em caso de conflito entre as disposições normativas,
prevalecerá invariavelmente a legislação federal.
e) A competência para legislar, no caso, é concorrente, sendo que
somente a União pode legislar sobre normas gerais, estando vedada
a legislação suplementar por parte do Estado.

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20. (ESAF/Prefeitura de Natal/Auditor-Fiscal/2001) Em


matéria de competência para a instituição de impostos, é correto
afirmar-se que:
a) os Municípios dos Territórios Federais são competentes para
instituir seus próprios impostos, tal como nos Estados.
b) nos Territórios Federais compete aos Estados dos quais foram
desmembrados a instituição dos impostos estaduais.
c) compete aos Territórios Federais a instituição de seus impostos,
tanto estaduais quanto municipais.
d) os Estados podem instituir impostos extraordinários e
temporários, com arrecadação vinculada a fins específicos.
e) os Municípios podem instituir novos impostos, além daqueles
expressamente previstos na Constituição Federal.

21. (ESAF/Auditor-Fiscal da Receita Federal do


Brasil/2012/2013) No tocante à imunidade tributária recíproca,
assinale o único item que não corresponde ao entendimento do STF
acerca do tema.
a) Sociedade de economia mista prestadora de serviço público de
água e esgoto.
b) Sociedades de economia mista prestadoras de ações e serviços
de saúde, cujo capital social seja majoritariamente estatal.
c) Empresa pública a quem a União atribui a execução de serviços
de infraestrutura aeroportuária.
d) Empresa pública encarregada de manter o serviço postal.
e) Caixa de Assistência aos Advogados, vinculada à Ordem dos
Advogados do Brasil.

22. (ESAF/Analista Tributário da Receita Federal do


Brasil/2012/2013) O ouro, quando não for considerado como
simples metal, mas definido em lei como ativo financeiro ou
instrumento cambial, sujeita-se exclusivamente à incidência do
____________________________. Esse imposto é devido na
operação _____________. Está sujeito à
alíquota________________________, já estabelecida na
Constituição. O produto da arrecadação pertence
_________________________.
a) ICMS / de origem / máxima / ao Estado.
b) ICMS / de destino / máxima / ao Estado de destino.
c) IOF / de origem / mínima / ao Estado e ao Município de origem.
d) IOF / de origem / máxima / À União e, compartilhadamente, ao
Estado e Município de origem.
e) IOF / de destino / mínima / ao Estado e ao Município de destino.

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23. (ESAF/Analista Tributário da Receita Federal do


Brasil/2012/2013) Responda às perguntas abaixo e em seguida
assinale a opção correta.
I. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos
Municípios cobrar imposto sobre o patrimônio, a renda ou os
serviços uns dos outros. Isso, em tese, impede à lei de um
Município atribuir à União a condição de responsável pela retenção
na fonte do imposto sobre serviços?
II. Para combater o tráfego de gado infectado de uma região para
outra, pode o Estado impor tributos interestaduais ou
intermunicipais?
III. Atende ao princípio da anterioridade a majoração de um
imposto no dia 2 de dezembro de um ano, para ser cobrado no
exercício seguinte?
a) Sim, não e não.
b) Sim, sim e sim.
c) Não, não e sim.
d) Não, sim e não.
e) Não, não e não.

24. (ESAF/ISS/RJ/2010) Sobre a imunidade constitucional


recíproca, que veda a instituição e a cobrança de impostos pelos
entes tributantes sobre o patrimônio, a renda ou os serviços, uns
dos outros, é incorreto afirmar que:
a) a imunidade tributária recíproca alcança apenas as finalidades
essenciais da entidade protegida. O reconhecimento da imunidade
tributária às operações financeiras não impede a autoridade fiscal
de examinar a correção do procedimento adotado pela entidade
imune. Constatado desvio de finalidade, a autoridade fiscal tem o
poder-dever de constituir o crédito tributário e de tomar as demais
medidas legais cabíveis.
b) a imunidade tributária recíproca é extensiva às autarquias, no
que se refere ao patrimônio, à renda e aos serviços vinculados a
suas finalidades essenciais ou às delas decorrentes.
c) a imunidade constitucional recíproca alcança as empresas
públicas prestadoras de serviço público, bem como as empresas
públicas que exercem atividade econômica em sentido estrito.
d) a imunidade tributária recíproca diz respeito aos impostos, não
alcançando as contribuições.
e) a imunidade tributária recíproca aplica-se às operações de
importação de bens realizadas por municípios, quando o ente
público for o importador do bem (identidade entre o ‘contribuinte de
direito’ e o ‘contribuinte de fato’).

25. (ESAF/TRF/2005/Adaptada) Em relação às imunidades,


avalie as afirmações abaixo e, em seguida, marque a opção correta.

13
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

I. A diferença básica entre imunidade e isenção está em que a


primeira atua no plano da definição da competência, e a segunda no
plano do exercício da competência.
II. As imunidades podem ser definidas em função de condições
pessoais de quem venha a vincular-se às situações materiais que
ensejariam a tributação.
III. As imunidades podem ser definidas em função do objeto
suscetível de ser tributado.
IV. A Constituição, ao definir a competência, excepciona
determinadas situações que, não fosse a imunidade, estariam
dentro do campo da competência, mas por força da norma de
imunidade, permanecem fora do alcance do poder de tributar.
a) Todos os itens estão corretos.
b) Há apenas um item correto.
c) Há dois itens corretos.
d) Há três itens corretos.
e) Todos os itens estão errados.

26. (ESAF/AFRFB/2010) Diversos fatos podem resultar na


desoneração tributária. Assinale, entre as que se seguem, a forma
de desoneração tributária pela qual não nascem nem a obrigação
tributária, nem o respectivo crédito por força do não-exercício da
competência a que tem direito o poder tributante.
a) Imunidade.
b) Não-incidência.
c) Isenção.
d) Alíquota zero.
e) Remissão.

27. (ESAF/FTE/PA/2002) A não-incidência de impostos sobre as


autarquias e as fundações públicas, no que se refere ao patrimônio,
à renda e aos serviços vinculados às suas finalidades essenciais ou
delas decorrentes, resulta de:
a) remissão.
b) anistia.
c) isenção.
d) imunidade.
e) moratória.

28. (ESAF/SEFAZ/CE/2007) A norma que impede que a União,


os estados, o Distrito Federal e os municípios tributem,
reciprocamente, seus patrimônios, rendas ou serviços, denomina-se
a) imunidade.
b) isenção.
c) norma geral anti-elisiva.
d) anistia.

14
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

e) não-incidência.

29. (ESAF/SEFAZ/SP/2009) As imunidades tributárias são


classificadas em:
a) ontológicas e políticas.
b) proporcionais e progressivas.
c) diretas e indiretas.
d) cumulativas e não cumulativas.
e) vinculadas e não vinculadas.

30. (ESAF/AFTN/96) Quanto às imunidades tributárias, é


procedente afirmar que:
a) são reguladas exclusivamente mediante lei ordinária federal.
b) não se aplicam às taxas e contribuições sociais.
c) podem ser instituídas por intermédio de lei complementar.
d) são extensivas aos partidos políticos, no que se refere ao
patrimônio, à renda e aos serviços vinculados ou não às suas
atividades essenciais.
e) são normas constitucionais que colaboram no desenho das
competências impositivas.

31. (ESAF/AFTN/94) Sobre as imunidades tributárias, podemos


afirmar que
a) não se aplicam às taxas e aos impostos sobre o comércio
exterior.
b) podem ser instituídas por intermédio de lei complementar.
c) são extensivas às autarquias e às fundações instituídas e
mantidas pelo Poder Público, no que se refere ao patrimônio, à
renda e aos serviços, vinculados ou não a suas finalidades
essenciais.
d) impossibilitam sejam previstos fatos geradores da obrigação
tributária para os casos por ela abrangidos.
e) são hipóteses de não-incidência legalmente qualificada.

32. (ESAF/TRF/2002.2) Assinale a opção correta.


a) As empresas públicas, as sociedades de economia mista e suas
subsidiárias gozarão dos privilégios tributários estabelecidos em lei
complementar.
b) As empresas públicas, as sociedades de economia mista e suas
subsidiárias gozarão dos privilégios fiscais estabelecidos em lei
complementar.
c) As empresas públicas, as sociedades de economia mista e suas
subsidiárias gozarão dos privilégios tributários estabelecidos em lei,
desde que extensivos às do setor privado.

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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

d) As autarquias federais, municipais e estaduais gozam de


imunidade quanto aos tributos dos outros entes políticos em
decorrência da imunidade recíproca.
e) O regime jurídico tributário das empresas públicas e das
sociedades de economia mista que explorem atividade econômica
de produção ou de comercialização de bens é estabelecido em
norma complementar da legislação tributária.

33. (ESAF/Agente de Fazenda/ISS/RJ/2010) Analisando os


institutos da imunidade e da isenção, julgue os itens a seguir:
I. a isenção é uma limitação legal do âmbito de validade da norma
jurídica tributária, que impede que o tributo nasça ou faz com que
surja de modo mitigado (isenção parcial);
II. a imunidade é o obstáculo criado por uma norma da Constituição
que impede a incidência de lei ordinária de tributação sobre
determinado fato, ou em detrimento de determinada pessoa, ou
categoria de pessoas;
III. ambos os institutos, imunidade e isenção, levam ao mesmo
resultado: o não pagamento de tributo. Porém, os meios pelos
quais isso ocorre são totalmente diferentes. A imunidade dá-se por
meio da Constituição, a isenção por meio de lei (ordinária ou
complementar);
IV. a violação de dispositivo que contém isenção importa em
ilegalidade e não em inconstitucionalidade;
V. é incorreto afirmar-se que a imunidade é uma forma qualificada
de não incidência.
Estão corretos apenas os itens:
a) I e II.
b) I, II, III e IV.
c) II, IV e V.
d) I, II e IV.
e) III, IV e V.

34. (ESAF/Auditor-Fiscal da Receita Federal do


Brasil/2012/2013) Parte significativa da doutrina entende que os
princípios da legalidade e da anterioridade tributária constituem
regras concretizadoras da segurança jurídica. Sobre os conteúdos
desta, no direito tributário, analise os itens a seguir, classificando-
os como corretos ou incorretos, para, a seguir, assinalar a assertiva
que corresponda à sua opção.
I. Certeza do direito, segundo a qual a instituição e a majoração de
tributos obedecem aos postulados da legalidade, da irretroatividade
e das anterioridades de exercício e nonagesimais mínima e especial,
demonstrando a garantia adicional que representam para o
contribuinte se comparadas ao princípio geral da legalidade e às

16
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

garantias de proteção ao direito adquirido, ato jurídico perfeito e


coisa julgada.
II. Intangibilidade das posições jurídicas, o que se vislumbra, por
exemplo, com o estabelecimento de prazos decadenciais e
prescricionais a correrem contra o Fisco.
III. Estabilidade das relações jurídicas, por exemplo, no que diz
respeito à consideração da formalização de um parcelamento de
dívida como ato jurídico perfeito a vincular o contribuinte e o ente
tributante.
IV. Confiança no tráfego jurídico, segundo o qual o contribuinte não
pode ser penalizado se agir em obediência às normas
complementares das leis e dos decretos.
V. Tutela jurisdicional, que se materializa pela ampla gama de
instrumentos processuais colocados à disposição do contribuinte
para o questionamento de créditos tributários, tanto na esfera
administrativa como na esfera judicial.
Estão corretos apenas os itens:
a) I, III e IV.
b) II, III e IV.
c) I, IV e V.
d) III, IV e V.
e) todos os itens estão corretos.

35. (ESAF/CGU/2012) A princípio da carência veda cobrar


tributos antes de decorridos 90 dias da data em que haja sido
publicada a lei que os instituiu ou aumentou, porém ele só se aplica
a algumas espécies de tributos. Sobre o sistema tributário nacional,
assinale a opção correta.
I. A previsão constitucional de repartição das receitas tributárias
altera a distribuição de competência, tendo em vista que influi na
privatividade do ente federativo em instituir e cobrar seus próprios
tributos.
II. A vedação ao confisco é facilmente conceituada no direito pátrio,
vez que há definição objetiva, expressa em nosso ordenamento
jurídico, que possibilita aplicá-lo concretamente, sem a necessidade
de ser estudada com o sistema socioeconômico.
III. A princípio da carência veda cobrar tributos antes de decorridos
90 dias da data em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou
aumentou, porém ele só se aplica a algumas espécies de tributos.
IV. A orientação do Supremo Tribunal Federal inclina-se na linha de
que o empréstimo compulsório é identificado como uma típica
modalidade tributária que se sujeita, por isso mesmo, ao regime
jurídico constitucional inerente aos tributos em geral.
a) Somente II, III e IV estão corretas.
b) Somente I, II e III estão incorretas.
c) Somente III e IV estão corretas.

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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

d) Somente I, II e IV estão incorretas.


e) Somente II e III estão corretas.

36. (ESAF/MDIC/2012) Alguns tributos, de acordo com a


Constituição Federal, somente podem ser exigidos após decorridos
noventa dias da data da publicação da lei que os houver instituído
ou modificado. Doutrinariamente, este lapso temporal é chamado
de anterioridade especial, nonagesimal ou mitigada. Sobre ela, é
incorreto afirmar que:
a) a sua aplicação, como regra, afasta a aplicação da anterioridade
de exercício.
b) em que pese sua adjetivação "mitigada", constitui garantia mais
efetiva ao contribuinte que a do art. 150, III, b, da Constituição
Federal (anterioridade de exercício) isoladamente.
c) a alteração do prazo para recolhimento das Contribuições para o
PIS/Pasep e Cofins também se sujeita ao princípio da anterioridade
especial.
d) no caso de redução de alíquotas, é desnecessária a observância
da anterioridade especial.
e) o vocábulo "lei", termo a quo de contagem do prazo dos noventa
dias, deve ser entendido, no caso das Medidas Provisórias, como a
data da sua publicação, e não da sua conversão em lei.

37. (ESAF/PFN/2012/2013) Alguns tributos possuem, além da


função meramente arrecadatória ou fiscal, finalidade outra que se
destina a regular a economia, criando mecanismos que induzem, ou
incentivam, a conduta do potencial contribuinte numa ou noutra
direção. É o que se viu recentemente com a majoração das
alíquotas do IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados,
incidente sobre a importação de automóveis, já que, no período de
janeiro a agosto de 2011, a balança comercial do setor automotivo
atingiu um déficit de R$ 3 bilhões. Contudo, o STF entendeu que o
decreto que majorar as alíquotas aplicáveis às operações de
importação de veículos automotores
a) sujeita-se ao princípio da anterioridade, segundo o qual não se
poderá exigir, no mesmo exercício financeiro em que o decreto é
publicado, alíquotas maiores do que aquelas até então vigentes.
b) tem aplicabilidade imediata, por ser o IPI um tributo regulatório
e pelo fato de que o Decreto-Lei que o criou (DL n. 1.191/1971) ter
autorizado o Poder Executivo a reduzir suas alíquotas a zero;
majorá-las, acrescentando até 30 unidades ao percentual de
incidência fixado na lei, e, ainda, alterar a base de cálculo em
relação a determinados produtos, podendo, para esse fim, fixar-lhes
valor tributável mínimo.

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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

c) submete-se, dentre outros, ao princípio constitucional da


anterioridade nonagesimal, ou seja, fica suspenso até que tenha
transcorrido o prazo de noventa dias da sua publicação.
d) fica suspenso, por força da anterioridade nonagesimal, até que
tenha transcorrido o prazo de noventa dias da sua publicação.
Contudo, a suspensão somente opera efeitos ex tunc caso haja
pedido liminar formulado no sentido de reparar dano, e não para
prevenir risco ao contribuinte.
e) não se submete ao princípio constitucional da anterioridade
nonagesimal, eis que a Constituição Federal foi clara ao prever tal
comando para a lei (antes de decorridos 90 dias da data em que
haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou). Assim,
como o texto constitucional fala em “lei”, o aumento das alíquotas
por decreto não está sujeito à espera nonagesimal.

GABARITO PURO

1. D 2. B 3. C 4. D 5. D 6. A 7. D 8. C 9. D 10. B

11. D 12. A 13. A 14. B 15. A 16. D 17. D 18. E 19. B 20. A

21. E 22. C 23. C 24. C 25. A 26. B 27. D 28. A 29. A 30. E

31. D 32. C 33. B 34. C 35. C 36. C 37. C

Agora, vamos aos comentários e aos detalhes.

Então, vamos nessa!?

Começamos com uma questão muito boa do último concurso.

1. (ESAF/Analista Tributário da Receita Federal


do Brasil/2012/2013) Analise as proposições a
seguir e assinale a opção correta.
I. Se a Constituição atribuir à União a competência
para instituir certa taxa e determinar que 100% de
sua arrecadação pertencerá aos Estados ou ao Distrito
Federal, caberá, segundo as regras de competência
previstas no Código Tributário Nacional, a essas
unidades federativas a competência para regular a
arrecadação do tributo.
II. Embora seja indelegável a competência tributária,
uma pessoa jurídica de direito público pode atribuir a
outra as funções de arrecadar e fiscalizar tributos.

19
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

III. É permitido, sem que tal seja considerado


delegação de competência, cometer a uma sociedade
anônima privada o encargo de arrecadar impostos.
a) As duas primeiras afirmações são corretas, e
errada a outra.
b) A primeira é correta, sendo erradas as demais.
c) As três são corretas.
d) A primeira é errada, sendo corretas as demais.
e) As três são erradas.

Item I. O enunciado confundiu competência tributária com


capacidade tributária ativa e regulação da arrecadação
tributária. A competência tributária é indelegável e pertence
somente aos entes políticos, que são a União, os Estados-membros,
o Distrito Federal (DF) e os Municípios. É também uma competência
estabelecida no texto constitucional, sendo considerada uma
espécie de competência legislativa, isto é, para instituir os tributos.
Assim, não de confunde competência para regular a
arrecadação do tributo, que é uma competência
administrativa. Do mesmo modo, há que registrar o art. 6°,
parágrafo único, do CTN, que diz: “Os tributos cuja receita seja
distribuída, no todo ou em parte, a outras pessoas jurídicas de
direito público pertencerá à competência legislativa daquela
a que tenham sido atribuídos”. Nesse sentido, o examinador da
ESAF ao denegar os recursos dos candidatos afirmou
acertadamente sobre a interpretação desse dispositivo: “Observa-
se, porém, que o art. 6.º, parágrafo único, do CTN esclarece que
a competência, em tais casos, ‘pertencerá à competência
legislativa daquela a que tenham sido atribuídos’, e não
àquela a que a receita tenha sido distribuída. O próprio
número (plural) assumido pela palavra ‘atribuídos’ retira
qualquer dúvida a respeito do sentido dessa regra do
Código”. Logo, errado o enunciado ao afirmar que atribuir à
União a competência para instituir certa taxa e determinar que
100% de sua arrecadação pertencerá aos Estados ou ao Distrito
Federal caberá também a essas unidades federativas a competência
para regular a arrecadação do tributo. Assim sendo, a expressão
capacidade tributária ativa é sinônima de sujeito ativo da relação
tributária. Segundo o art. 119 do CTN, o sujeito ativo é a pessoa
jurídica de direito público, titular da competência para exigir o seu
cumprimento, ou seja, que possui competência para fiscalizar e
arrecadar o tributo. Em outros termos, podemos afirmar que indica
o sujeito ativo da obrigação tributária principal. Logo, é uma
espécie de competência estabelecida no texto infraconstitucional,
sendo caracterizada como uma espécie de competência
administrativa. Já a fiscalização tributária é delegável e, segundo a

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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

literalidade dos arts. 7° e 119 do CTN, apenas para pessoas


jurídicas de direito público, que são a União, os Estados-membros,
o DF, os Municípios, as Autarquias e as Fundações Públicas de
Direito Público. Por sua vez, a arrecadação tributária é delegável
também para pessoas jurídicas de direito privado, tais como os
bancos ou instituições financeiras, conforme §3°, do art. 7°, do
CTN.

Indelegável

Entes políticos (União, Estados, DF e


Competência Municípios)
tributária
Constitucional

Legislativa

Sujeito Ativo

Capacidade Competência para fiscalizar e arrecadar


tributária
ativa Administrativa

Pessoas jurídicas de direito público

Delegável

Fiscalização
Pessoas jurídicas de direito público (União,
tributária
Estados, DF, Municípios, Autarquias e
Fundações Públicas de Direito Público)

Delegável
Arrecadação
tributária Pessoas jurídicas de direito público e de
direito privado

Item II. O enunciado afirma que é indelegável a competência


tributária e que é delegável a capacidade tributária ativa, que são
as funções de arrecadar e fiscalizar tributos. Logo, correta.

Item III. A arrecadação tributária é delegável. Logo, é


correto dizer que é permitido, sem que tal seja considerado
delegação de competência, cometer a uma sociedade anônima
privada o encargo de arrecadar impostos. Por exemplo, a
arrecadação de tributos pelas instituições financeiras é tradição em
nosso País, não ensejando qualquer violação ao CTN. Logo, correta.

Portanto, a resposta é letra “d” (A primeira é errada, sendo


corretas as demais).

2. (ESAF/MDIC/2012) Competência Tributária é a


parcela de poder fiscal que as pessoas políticas que

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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

compõem a Federação recebem diretamente da


Constituição para instituir, cobrar e administrar os
tributos a ela atribuídos. Sobre a Competência
Tributária, julgue os itens abaixo, e em seguida
assinale a opção correspondente.
I. Embora tal competência seja indelegável, a lei
permite a delegação das funções de arrecadar ou
fiscalizar tributos a outras pessoas jurídicas de direito
público.
II. O produto da arrecadação do Imposto de Renda
retido na fonte dos servidores estaduais e municipais,
embora pertença aos respectivos Estados e
Municípios, não retira da União sua competência
legislativa e regulamentadora em relação a este
tributo, tampouco as funções de fiscalizar e exigir o
pagamento quando não tenha havido retenção.
III. A mesma pessoa política detentora da
competência de instituir, arrecadar e administrar
determinado tributo é também aquela competente
para conceder isenções dele, sem exceções.
IV. O não exercício da competência tributária por
determinada pessoa política autoriza a União a
exercitar tal competência.
a) Há apenas um item correto.
b) Há apenas dois itens corretos.
c) Há apenas três itens corretos.
d) Todos os itens estão corretos.
e) Todos os itens estão incorretos.

Item I. A competência para instituir tributos é


indelegável (art. 7°, caput, do CTN). Contudo, a lei permite a
delegação (outorga – por lei) das funções de arrecadar ou
fiscalizar tributos a outras pessoas jurídicas de direito público
(capacidade tributária ativa), conforme os art. 7° e 119 do CTN.
Logo, correta. Registra-se para conhecimento, porém, o
entendimento da Súmula 396 do STJ no sentido da Confederação
Nacional da Agricultura ter legitimidade ativa para a cobrança da
contribuição sindical rural.

Item II. O produto da arrecadação do Imposto de Renda


retido na fonte dos servidores estaduais e municipais, embora
pertença aos respectivos Estados e Municípios, não retira da União
sua competência legislativa e regulamentadora em relação a este
tributo, pois a competência tributária é indelegável e, em regra,
tampouco as funções de fiscalizar e exigir o pagamento quando não
tenha havido retenção. Logo, correta. Todavia, destaca-se que,

22
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

segundo o STJ, “os valores recolhidos a título de imposto de renda


na fonte, pelos Estados, de seus servidores, são de interesse
daqueles, consoante determinam os preceitos constitucionais
supraditos, e bem assim porque são os responsáveis pelos
descontos e destinatários finais da verba retida; não há falar em
interesse da União, porquanto a importância descontada não se
destina aos seus cofres, cabendo a ela, tão-somente, instituir o
tributo” (REsp 477.520⁄MG, DJU de 21.03.2005). Assim, o STJ
entende que nas demandas movidas por servidores públicos
estaduais questionando o imposto de renda que lhes é retido na
fonte, a legitimidade é dos Estados da Federação; pois, apesar de
instituído pela União, o produto de tal imposto é destinado aos
Estados (art. 157, I, CF). Logo, o STJ tem jurisprudência pacifica
em reconhecer “a ilegitimidade passiva da União e,
consequentemente, a legitimidade do Ente Federativo em ação
proposta por servidor público estadual, visando à restituição de
Imposto de Renda retido na fonte, bem como à competência da
Justiça Estadual para o julgamento do feito”. Destaca-se a Súmula
447: "Os Estados e o Distrito Federal são partes legítimas na
ação de restituição de imposto de renda retido na fonte
proposta por seus servidores".

Item III. Em regra, a mesma pessoa política detentora


da competência de instituir, arrecadar e administrar
determinado tributo é também aquela competente para conceder
isenções dele. Contudo, existem exceções nos casos de delegação
da capacidade tributária ativa e também nos casos em que a União
isenta tributos estaduais e municipais por meio de tratados ou
convenções internacionais. Logo, incorreta.

Item IV. O não-exercício da competência tributária não


a defere a pessoa jurídica de direito público diversa daquela a
que a Constituição a tenha atribuído (art. 8° do CTN). É a
característica da incaducabilidade da competência tributária, pois o
ente federativo pode utilizar a competência tributária a qualquer
tempo. Logo, incorreta.

Portanto, a resposta é letra “b” (Há apenas dois itens


corretos).

3. (ESAF/MDIC/2012) A Constituição Federal prevê


que as entidades beneficentes de assistência social
que atendam às exigências estabelecidas em lei serão
isentas das contribuições para a seguridade social.
Sobre os requisitos estabelecidos em lei para a fruição

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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

deste benefício, julgue os itens abaixo. Em seguida,


assinale a opção que corresponde às respostas.
I. Trata-se de benefício a ser concedido a pessoas
jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos,
reconhecidas como entidades beneficentes de
assistência social com a finalidade de prestação de
serviços unicamente na área de assistência social.
II. Tais entidades deverão obedecer ao princípio da
universalidade do atendimento, sendo vedado dirigir
suas atividades exclusivamente a seus associados ou
a categoria profissional.
III. Tais entidades deverão prever em seus atos
constitutivos, em caso de dissolução ou extinção, a
destinação do eventual patrimônio remanescente a
entidades sem fins lucrativos congêneres ou a
entidades públicas.
a) Apenas os itens I e II estão corretos.
b) Apenas os itens I e III estão corretos.
c) Apenas os itens II e III estão corretos.
d) Todos os itens estão corretos.
e) Nenhum item está correto.

A CF dispõe no art. 195, §7º, que são isentas de contribuição


para a seguridade social às entidades beneficentes de assistência
social que atendam às exigências estabelecidas em lei. Destaca-se,
porém, que o caso é de imunidade tributária e não de isenção fiscal,
pois a imunidade tem sede na CF/88, materializando uma dispensa
constitucional de pagamento de tributo. Sendo assim, há dispositivos
constitucionais que transmitem o teor de “falsas” isenções,
representando nítidas “imunidades”, existindo equívoco por parte do
legislador constitucional. Logo, o art. 195, §7°, da CF é uma
imunidade subjetiva, segundo entendimento do STF, que já afirmou
expressamente:

“A jurisprudência constitucional do STF já


identificou, na cláusula inscrita no art. 195, § 7º, da
CF, a existência de uma típica garantia de imunidade
(e não de simples isenção) estabelecida em favor
das entidades beneficentes de assistência social”.
(RMS 22.192, Rel. Min. Celso de Mello, DJ de 19-12-1996)

Por sua vez, a questão cobrou a literalidade da Lei nº


12.101/09 que dispõe sobre a certificação das entidades
beneficentes de assistência social e sobre os procedimentos desse
benefício fiscal das contribuições para a seguridade social.

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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

Item I. O art. 1º da Lei nº 12.101/09 estabelece que a


certificação das entidades beneficentes de assistência social e a
isenção de contribuições para a seguridade social serão concedidas
às pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos,
reconhecidas como entidades beneficentes de assistência social com
a finalidade de prestação de serviços nas áreas de assistência
social, saúde ou educação. Logo, incorreta.

Item II. O art. 2º da Lei nº 12.101/09 estatui que as


entidades beneficentes de assistência social deverão obedecer ao
princípio da universalidade do atendimento, sendo vedado dirigir
suas atividades exclusivamente a seus associados ou a categoria
profissional. Logo, correta.

Item III. O art. 3º, inc. II, da Lei nº 12.101/09, dispõe que a
certificação ou sua renovação será concedida à entidade beneficente
que demonstre, no exercício fiscal anterior ao do requerimento,
observado o período mínimo de 12 (doze) meses de constituição da
entidade, dentre outros, a previsão, em seus atos constitutivos, em
caso de dissolução ou extinção, da destinação do eventual
patrimônio remanescente a entidade sem fins lucrativos congêneres
ou a entidades públicas. Logo, correta.

Portanto, a resposta é letra “c” (Apenas os itens II e III estão


corretos).

Vamos nessa. A próxima questão cobra algumas decisões do


STF, o que é muito recorrente em provas da ESAF, a saber:

4. (ESAF/MDIC/2012) Sobre a imunidade


recíproca, que é a vedação constitucional à instituição
e cobrança, por parte das pessoas políticas
tributantes, de impostos sobre patrimônio, renda e
serviços uns dos outros, podemos afirmar que:
a) a imunidade tributária gozada pela Ordem dos
Advogados do Brasil não é da espécie recíproca, na
medida em que a OAB desempenha atividade própria
de Estado.
b) no caso de sociedades de economia mista
controladas pela União, é relevante para definição da
aplicabilidade da imunidade tributária recíproca a
circunstância de a atividade desempenhada pela
empresa estar ou não sujeita a monopólio estatal.
c) a imunidade tributária recíproca não é extensiva às
autarquias, no que se refere ao patrimônio, à renda e

25
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

aos serviços vinculados a suas finalidades essenciais


ou às delas decorrentes.
d) as sociedades de economia mista prestadoras de
ações e serviços de saúde, cujo capital social seja
majoritariamente estatal, gozam da imunidade
tributária recíproca.
e) a imunidade tributária recíproca aplica-se,
inclusive, às taxas.

Letra (A). A imunidade tributária gozada pela Ordem dos


Advogados do Brasil é da espécie recíproca, exatamente porque a
OAB desempenha atividade própria de Estado. Senão, vejamos o
que diz o STF: “a imunidade tributária gozada pela Ordem dos
Advogados do Brasil é da espécie recíproca (art. 150, VI, a, da
Constituição), na medida em que a OAB desempenha atividade
própria de Estado (defesa da Constituição, da ordem jurídica do
Estado democrático de direito, dos direitos humanos, da justiça
social, bem como a seleção e controle disciplinar dos advogados). A
imunidade tributária recíproca alcança apenas as finalidades
essenciais da entidade protegida” (RE 259.976-AgR, julgamento em
23-3-2010). Logo, incorreta.

Letra (B). Nos dias de hoje, o STF entende que não é mais
relevante para definição da aplicabilidade da imunidade tributária
recíproca a circunstância de a atividade desempenhada pela
empresa estar ou não sujeita a monopólio estatal. Vejamos: “é
irrelevante para definição da aplicabilidade da imunidade
tributária recíproca a circunstância de a atividade
desempenhada estar ou não sujeita a monopólio estatal. O
alcance da salvaguarda constitucional pressupõe o exame (i) da
caracterização econômica da atividade (lucrativa ou não), (ii) do
risco à concorrência e à livre-iniciativa e (iii) de riscos ao pacto
federativo pela pressão política ou econômica. A imunidade
tributária recíproca não se aplica à Petrobrás (...)” (RE 285.716-
AgR, julgamento em 2-3-2010). Logo, incorreta.

Letra (C). O enunciado cobra a literalidade da norma


constitucional, uma vez que texto dispõe que a imunidade tributária
recíproca é extensiva às autarquias, no que se refere ao
patrimônio, à renda e aos serviços vinculados a suas finalidades
essenciais ou às delas decorrentes (art. 150, §2°). Portanto,
incorreta.

Letra (D). Afirma o STF: “as sociedades de economia


mista prestadoras de ações e serviços de saúde, cujo capital
social seja majoritariamente estatal, gozam da imunidade

26
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

tributária prevista na alínea “a” do inciso VI do art. 150 da


Constituição Federal” (RE 580264 RS, 16/12/2010). Logo,
correta.

Letra (E). A imunidade tributária recíproca não se aplica às


taxas, pois essa imunidade proíbe a União, os Estados, o DF e os
Municípios a instituir impostos sobre patrimônio, renda ou serviços,
uns dos outros. Logo, incorreta.

5. (ESAF/ Analista Tributário da Receita Federal


do Brasil/2010/2011) O art. 154, inciso I, da
Constituição Federal, outorga à União o que se
costuma chamar de competência tributária residual,
permitindo que institua outros impostos que não os
previstos no art. 153. Sobre estes impostos, é
incorreto afirmar que:
a) Estados e Municípios não possuem competência
tributária residual.
b) Terão de ser, necessariamente, não-cumulativos.
c) Não poderão ter base de cálculo ou fato gerador
próprios dos impostos já discriminados na
Constituição Federal.
d) Caso sejam instituídos por meio de medida
provisória, esta deverá ser convertida em lei até o
último dia útil do exercício financeiro anterior ao de
início de sua cobrança.
e) Para a instituição de tais impostos, há que se
respeitar o princípio da anterioridade.

De início, destaca-se que o enunciado cita o art. 154, I, da


CF, que diz que a União poderá instituir mediante lei
complementar, impostos não previstos no artigo anterior, desde
que sejam não-cumulativos e não tenham fato gerador ou
base de cálculo próprios dos discriminados nesta Constituição.

Assim, o candidato deve seguir a linha da literalidade deste


dispositivo.

Letra (A). Somente a União possui a competência tributária


residual. Logo, correta.

Letra (B). O texto constitucional exige que os impostos


residuais sejam não-cumulativos. Logo, correta.

27
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

Letra (C). O texto constitucional exige que os impostos


residuais não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos
impostos discriminados na Constituição. Portanto, correta.

Letra (D). Os impostos residuais devem ser instituídos apenas


por lei complementar. Logo, incorreta.

Letra (E). Os impostos residuais devem respeitar os princípios


da anterioridade genérica e da anterioridade nonagesimal. Logo,
correta.
E aí?

Vamos acertar a próxima, que cobra apenas decisões do STF.

Verifica-se que é cada vez mais comum a ESAF cobra algumas


frases do julgado (que quer dizer “excerto” no juridiquês da vida
dos magistrados), sem qualquer tipo de contextualização.

Senão, vejamos:

6. (ESAF/PFN/2012/2013) Sobre o alcance da


chamada imunidade constitucional recíproca, de
acordo com a jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal, é correto afirmar que:
a) tanto os objetivos como os efeitos do
reconhecimento da aplicação da imunidade
constitucional recíproca são passíveis de submissão
ao crivo jurisdicional, em um exame de ponderação,
não bastando a constatação objetiva da propriedade
do bem.
b) sociedade de economia mista prestadora de serviço
público de água e esgoto não é abrangida pela
imunidade tributária recíproca.
c) tal imunidade, em alguns casos, pode ter como
efeito colateral relevante a relativização dos princípios
da livre concorrência e do exercício de atividade
profissional ou econômica lícita.
d) o reconhecimento da imunidade tributária às
operações financeiras não impede a autoridade fiscal
de examinar a correção do procedimento adotado
pela entidade imune. Constatado desvio de finalidade,
a autoridade fiscal poderá, sendo o caso, constituir o
crédito tributário e tomar as demais medidas legais
cabíveis.
e) é relevante para definição da aplicabilidade da
imunidade tributária recíproca a circunstância de a

28
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

atividade desempenhada estar ou não sujeita a


monopólio estatal.

Letra (A). O STF já afirmou que “a imunidade tributária


recíproca se aplica à propriedade, bens e serviços utilizados
na satisfação dos objetivos institucionais imanentes do ente
federado, cuja tributação poderia colocar em risco a
respectiva autonomia política. Em consequência, é incorreto ler
a cláusula de imunização de modo a reduzi-la a mero instrumento
destinado a dar ao ente federado condições de contratar em
circunstâncias mais vantajosas, independentemente do contexto.
Atividades de exploração econômica, destinadas primordialmente a
aumentar o patrimônio do Estado ou de particulares, devem ser
submetidas à tributação, por apresentarem-se como manifestações
de riqueza e deixarem a salvo a autonomia política. A
desoneração não deve ter como efeito colateral relevante a
quebra dos princípios da livre concorrência e do exercício de
atividade profissional ou econômica lícita. Em princípio, o
sucesso ou a desventura empresarial devem pautar-se por
virtudes e vícios próprios do mercado e da administração,
sem que a intervenção do Estado seja favor preponderante.
(...) Segundo se depreende dos autos, a Codesp é
instrumentalidade estatal, pois: Em uma série de precedentes, esta
Corte reconheceu que a exploração dos portos marítimos, fluviais e
lacustres caracteriza-se como serviço público. O controle acionário
da Codesp pertence em sua quase totalidade à União (99,97%).
Não há indicação de risco de quebra do equilíbrio concorrencial ou
de livre iniciativa, eis que ausente comprovação de que a Codesp
concorra com outras entidades no campo de sua atuação” (RE
253.472, DJE de 1º-2-2011). No caso, o STF examina tanto os
objetivos como os efeitos do reconhecimento da aplicação da
imunidade constitucional recíproca e, por conseguinte, deixa claro
que são passíveis de submissão ao crivo jurisdicional, em um
exame de ponderação, não bastando a constatação objetiva da
propriedade do bem. Logo, correto.

Letra (B). O STF entende que a sociedade de economia mista


prestadora de serviço público de água e esgoto é abrangida pela
imunidade tributária recíproca, nos termos da alínea “a”, do inciso
VI, do art. 150 da CF. (RE 631.309-AgR, DJE de 26-4-2012). Logo,
incorreto.

Letra (C). A imunidade recíproca não pode ter como efeito


colateral relevante a relativização dos princípios da livre
concorrência e do exercício de atividade profissional ou econômica
lícita. Diz o STF: “A desoneração não deve ter como efeito

29
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

colateral relevante a quebra dos princípios da livre


concorrência e do exercício de atividade profissional ou
econômica lícita. Em princípio, o sucesso ou a desventura
empresarial devem pautar-se por virtudes e vícios próprios do
mercado e da administração, sem que a intervenção do Estado seja
favor preponderante” (RE 253.472, DJE de 1º-2-2011). Logo,
incorreto.

Letra (D). Afirma o STF: “A imunidade tributária gozada pela


Ordem dos Advogados do Brasil é da espécie recíproca (art. 150,
VI, a, da Constituição), na medida em que a OAB desempenha
atividade própria de Estado (defesa da Constituição, da ordem
jurídica do Estado democrático de direito, dos direitos humanos, da
justiça social, bem como a seleção e controle disciplinar dos
advogados). A imunidade tributária recíproca alcança apenas as
finalidades essenciais da entidade protegida. O reconhecimento da
imunidade tributária às operações financeiras não impede a
autoridade fiscal de examinar a correção do procedimento adotado
pela entidade imune. Constatado desvio de finalidade, a
autoridade fiscal tem o poder-dever de constituir o crédito
tributário e de tomar as demais medidas legais cabíveis.
Natureza plenamente vinculada do lançamento tributário,
que não admite excesso de carga.” (RE 259.976-AgR, DJE de 30-4-
2010) Assim, a autoridade fiscal não poderá, sendo o caso,
constituir o crédito tributário e tomar as demais medidas legais
cabíveis, pois há um poder-dever e não uma faculdade. Logo,
incorreto.

Letra (E). Atualmente, o STF evoluiu a sua jurisprudência e


entende que é irrelevante para definição da aplicabilidade da
imunidade tributária recíproca a circunstância de a atividade
desempenhada estar ou não sujeita a monopólio estatal. Vejamos:
“é irrelevante para definição da aplicabilidade da imunidade
tributária recíproca a circunstância de a atividade
desempenhada estar ou não sujeita a monopólio estatal. O
alcance da salvaguarda constitucional pressupõe o exame (i) da
caracterização econômica da atividade (lucrativa ou não), (ii) do
risco à concorrência e à livre-iniciativa e (iii) de riscos ao pacto
federativo pela pressão política ou econômica. A imunidade
tributária recíproca não se aplica à Petrobrás (...)” (RE 285.716-
AgR, julgamento em 2-3-2010). Logo, incorreto.

7. (ESAF/AFRFB/2005) Competência tributária é o


poder que a Constituição Federal atribui a
determinado ente político para que este institua um
tributo, descrevendo-lhe a hipótese de incidência, o

30
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

sujeito ativo, o sujeito passivo, a base de cálculo e a


alíquota.
Sobre a competência tributária, avalie o asserto das
afirmações adiante e marque com (V) as verdadeiras
e com (F) as falsas; em seguida, marque a opção
correta.
( ) A competência tributária é indelegável, salvo
atribuição das funções de arrecadar ou fiscalizar
tributos, ou de executar leis, serviços, atos ou
decisões administrativas em matéria tributária,
conferida por uma pessoa jurídica de direito público a
outra.
( ) O não-exercício da competência tributária por
determinada pessoa política autoriza a União a
exercitar tal competência, com base no princípio da
isonomia.
( ) A pessoa política que detém a competência
tributária para instituir o imposto também é
competente para aumentá-lo, diminuí-lo ou mesmo
conceder isenções, observados os limites
constitucionais e legais.
a) F, V, F.
b) F, F, V.
c) F, V, V.
d) V, F, V.
e) V, V, V.

O primeiro item é verdadeiro, porque a competência tributária


é indelegável, salvo atribuição das funções de arrecadar ou
fiscalizar tributos, ou de executar leis, serviços, atos ou decisões
administrativas em matéria tributária, conferida por uma pessoa
jurídica de direito público a outra, conforme dispõe expressamente
o art. 7°, caput, do CTN.

O segundo item é falso, porque o não-exercício da


competência tributária por determinada pessoa política não
autoriza a União a exercitar tal competência, com base no princípio
da isonomia. O CTN dispõe expressamente no art. 8°, caput, que o
não-exercício da competência tributária não a defere a pessoa
jurídica de direito público diversa daquela a que a Constituição a
tenha atribuído.

O terceiro item é verdadeiro, pois, em princípio, a pessoa


política que detém a competência tributária para instituir o imposto
também é competente para aumentá-lo, diminuí-lo ou mesmo
conceder isenções, observados os limites constitucionais e legais.

31
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

Por exemplo, o Município de Salvador é competente para


estabelecer isenções referentes ao ISS de sua competência,
observadas as normas constitucionais (tal como o princípio da
igualdade) e as normas estabelecidas nos arts. 175 a 179 do CTN
(normas atinentes as isenções tributárias).

Portanto, a resposta é letra “d” (V, F, V).

8. (ESAF/PFN/2004) Considerados os temas


competência tributária e capacidade tributária ativa,
marque com V a assertiva verdadeira e com F a falsa,
assinalando ao final a opção correspondente.
( ) A competência tributária é delegável.
( ) A capacidade tributária ativa é indelegável.
( ) A União é quem detém a competência tributária no
que toca às contribuições sociais para o financiamento
da Seguridade Social.
( ) Lei complementar pode delegar a qualquer pessoa
jurídica de direito público a competência tributária.
a) V, F, V, V.
b) F, V, F, V.
c) F, F, V, F.
d) V, V, V, F.
e) F, V, F, F.

O primeiro e quarto itens são falsos, porque há competência


tributária é indelegável, conforme o art. 7°, caput, do CTN.

O segundo item é falso, porque a capacidade tributária ativa é


delegável. Por outro lado, de forma mais técnica, existem autores
que afirmam corretamente que a atribuição da capacidade tributária
dá-se por outorga, por lei. Decerto, a capacidade tributária ativa
significa a possibilidade de determinada pessoa figurar como sujeito
ativo (credor) da relação tributária, sendo a pessoa competente
para exigir o cumprimento da obrigação tributária. Assim, o próprio
art. 7° dispõe sobre esta possibilidade, quando dispõe que as
atribuições de fiscalizar tributos, ou de executar leis, serviços, atos
ou decisões administrativas em matéria tributária pode ser
conferida por uma pessoa jurídica de direito público a outra.

O terceiro item é verdadeiro, pois, segundo o art. 149, da CF,


em regra, compete exclusivamente à União instituir contribuições
sociais, de intervenção no domínio econômico e de interesse das
categorias profissionais ou econômicas, como instrumento de sua
atuação nas respectivas áreas. Contudo, registramos que a
possibilidade dos Estados, o Distrito Federal e os Municípios

32
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

instituírem contribuição, cobrada de seus servidores públicos de


carreira (estatutários), para o custeio, em benefício destes, do
regime previdenciário, cuja alíquota não será inferior à da
contribuição dos servidores titulares de cargos efetivos da União, de
acordo com o art. 149, §1°, da CF, que não se aplica aos servidores
comissionados ou celetistas.

Portanto, a resposta é letra “c” (F, F, V, F).

9. (ESAF/Procurador do DF/2007.1) Assinale a


opção correta. O Distrito Federal, entidade integrante
da República Federativa do Brasil, pode instituir:
a) imposto sobre propriedade territorial rural; imposto
sobre transmissão causa mortis de quaisquer bens ou
direitos, contribuição de melhoria e contribuições
sociais de quaisquer espécies.
b) impostos extraordinários, taxas e empréstimos
compulsórios.
c) imposto sobre doação de quaisquer bens ou
direitos; taxas pela utilização, efetiva ou potencial, de
serviços públicos específicos e divisíveis;
contribuições de interesse de categorias econômicas.
d) contribuição para o custeio de sistemas de
previdência e assistência social de seus servidores;
imposto sobre serviços de qualquer natureza; taxas,
em razão do exercício do poder de polícia.
e) imposto sobre propriedade predial e territorial
urbana; contribuição de melhoria; contribuições
sociais e contribuição de intervenção no domínio
econômico.

O Distrito Federal, entidade integrante da República


Federativa do Brasil, detêm competência estadual e municipal (arts.
147, 149, 155 e 156, CF). Desta forma, o DF pode instituir:
contribuição para o custeio de sistemas de previdência e assistência
social de seus servidores (art. 149, §1°, da CF/88); imposto sobre
serviços de qualquer natureza (art. 156, III, da CF/88); taxas, em
razão do exercício do poder de polícia (art. 145, II, da CF/88).

Vejamos os seguintes quadros para decorar as competências


tributárias:

Competência exclusiva ou privativa da União


(i) Impostos: a) imposto sobre importação de produtos
estrangeiros (II) – art. 153, I; b) imposto sobre exportação, para o
exterior, de produtos nacionais ou nacionalizados (IE) – art. 153,

33
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

II; c) imposto sobre renda e proventos de qualquer natureza (IR) –


art. 153, III; d) imposto sobre produtos industrializados (IPI) – art.
153, IV; e) imposto sobre operações de crédito, câmbio e seguro,
ou relativas a títulos ou valores mobiliários (IOF) – art. 153, V; f)
imposto sobre propriedade territorial rural (ITR) – art. 153, VI; g)
imposto sobre grandes fortunas (IGF) – art. 153, VII.
(ii) Empréstimos Compulsórios (art. 148): a) empréstimo por
calamidade ou guerra externa (art. 148, I); b) empréstimo por
investimento público urgente e de relevância nacional (art. 148, II);
(iii) Contribuições especiais ou parafiscais: a) contribuições de
seguridade social (art. 195, art. 239; ADCT, art. 74, 75, 84 e 90);
b) contribuições sociais (art. 212, § 5º e art. 240); c) contribuições
de interesse das categorias profissionais ou econômicas, também
denominadas de corporativas (art. 149); d) contribuições de
intervenção no domínio econômico (CIDE) – art. 149 e art. 177, §
4º.

Competência exclusiva ou privativa dos Estados e do Distrito


Federal
(i) Impostos (CF, art. 155): a) impostos sobre transmissão causa
mortis e doação, de quaisquer bens ou direitos (ITCMD) – art. 155,
I; b) impostos sobre operações relativas à circulação de
mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte
interestadual e intermunicipal e de comunicação (ICMS) – art. 155,
II; c) imposto sobre propriedade de veículos automotores (IPVA) –
art. 155, III.

Competência exclusiva ou privativa dos Municípios e do


Distrito Federal
(i) Impostos (CF, art. 156): a) imposto sobre propriedade predial
e territorial urbana (IPTU) art. 156, I; b) impostos sobre
transmissão inter vivos, por ato oneroso, de bens imóveis e de
direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como
cessão de direitos a sua aquisição (ITBI) – art. 156, II; c) imposto
sobre serviços de qualquer natureza (ISS), não compreendidos no
ICMS, definidos em lei complementar – art. 156, III;
(ii) Contribuição para o custeio do serviço de iluminação
pública (COSIP ou CIP) - art. 149-A.

Competência comum ou concorrente da União, Estados-


membros, DF e Municípios
(i) Taxas (art. 145, II): a) taxas de polícia; b) taxas de serviço.
(ii) Contribuições de Melhoria (art. 145, III. da CF/88)
(iii) Contribuição previdenciária (art. 149, §1º).

34
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

Portanto, a resposta é a letra “d”.

10. (ESAF/ATN/Recife/2003) Avalie as formulações


seguintes, observadas as disposições pertinentes ao
tema "competência tributária", constantes do Código
Tributário Nacional, e, ao final, assinale a opção que
corresponde à resposta correta.
I - É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal
e aos Municípios o cometimento, a pessoas de direito
privado, do encargo ou da função de arrecadar
tributos.
II - Os tributos cuja receita seja distribuída, no todo
ou em parte, a outras pessoas jurídicas de direito
público pertencem à competência legislativa daquela
a que tenham sido atribuídos.
III - A atribuição das funções de arrecadar ou
fiscalizar tributos, conferida por uma pessoa jurídica
de direito público a outra, pode ser revogada, a
qualquer tempo, por ato unilateral da pessoa jurídica
de direito público que a tenha conferido.
IV - A atribuição das funções de executar leis,
serviços, atos ou decisões administrativas em matéria
tributária, conferida por uma pessoa jurídica de
direito público a outra, compreende as garantias e os
privilégios processuais que competem à pessoa
jurídica de direito público que a conferir.
a) Apenas as formulações I, II e III são corretas.
b) Apenas as formulações II, III e IV são corretas.
c) Apenas as formulações I, III e IV são corretas.
d) Apenas as formulações II e IV são corretas.
e) Todas as formulações são corretas.

O primeiro item é incorreto, porque é permitido à União, aos


Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios o cometimento, a
pessoas de direito privado, do encargo ou da função de arrecadar
tributos (art. 7°, §3°, do CTN).

O segundo item é correto, porque Os tributos cuja receita seja


distribuída, no todo ou em parte, a outras pessoas jurídicas de
direito público pertencem à competência legislativa daquela a que
tenham sido atribuídos (parágrafo único, do art. 6°, do CTN).

O terceiro item é correto, eis que a atribuição das funções de


arrecadar ou fiscalizar tributos, conferida por uma pessoa jurídica
de direito público a outra, pode ser revogada, a qualquer tempo,
por ato unilateral da pessoa jurídica de direito público que a tenha

35
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

conferido, segundo o art. 7°, §2°, do CTN.

O quarto item é correto, uma vez que a atribuição das


funções de executar leis, serviços, atos ou decisões administrativas
em matéria tributária, conferida por uma pessoa jurídica de direito
público a outra, compreende as garantias e os privilégios
processuais que competem à pessoa jurídica de direito público que
a conferir, de acordo com o art. 7°, §1°, do CTN.

Decerto, a resposta é letra “b”. Apenas as formulações II, III


e IV são corretas.

11. (ESAF/ATN/Fortaleza/2003) A respeito do tema


competência para instituir impostos, é correto
afirmar:
a) aos Estados e ao Distrito Federal compete instituir,
entre outros impostos que a Constituição Federal lhes
atribui, o imposto sobre propriedade de veículos
automotores e o imposto sobre transmissão inter
vivos de bens imóveis situados em seus territórios.
b) o imposto sobre serviços de transportes
intermunicipais é de competência do Município em
que se iniciarem as prestações dos serviços.
c) os impostos sobre propriedade predial e territorial
urbana e sobre vendas a varejo de
combustíveis líquidos e gasosos são de competência
dos Municípios.
d) compete ao Distrito Federal instituir os impostos
que cabem aos Municípios, sem prejuízo da
competência que a Constituição Federal lhe assegura
para instituir outros impostos expressamente
indicados.
e) por força de emenda constitucional promulgada
recentemente, a competência para instituir o imposto
sobre propriedade territorial rural foi transferida da
União para os Estados e o Distrito Federal.

A competência tributária exclusiva se refere a competência da


União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios para instituir
os tributos que a Constituição prevê especificamente apenas para cada
ente federativo, a saber:

Competênci a) imposto sobre importação de produtos


a exclusiva estrangeiros (II) – art. 153, I;
Impostos
ou privativa b) imposto sobre exportação, para o
da União
exterior, de produtos nacionais ou

36
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

nacionalizados (IE) – art. 153, II;


c) imposto sobre renda e proventos de
qualquer natureza (IR) – art. 153, III;
d) imposto sobre produtos industrializados
(IPI) – art. 153, IV;
e) imposto sobre operações de
crédito, câmbio e seguro, ou relativas a
títulos ou valores mobiliários (IOF) – art.
153, V;
f) imposto sobre propriedade territorial
rural (ITR) – art. 153, VI;
g) imposto sobre grandes fortunas (IGF) –
art. 153, VII.

Empréstim a) empréstimo por calamidade ou guerra


os externa (art. 148, I);
Compulsór b) empréstimo por investimento público
ios urgente e de relevância nacional (art.
(art. 148) 148, II);

a) contribuições de seguridade social (art.


195, art. 239; ADCT, art. 74, 75, 84 e 90);
b) contribuições sociais (art. 212, § 5º e art.
Contribuiç
240);
ões
c) contribuições de interesse das categorias
especiais
profissionais ou econômicas, também
ou para
denominadas de corporativas (art. 149);
fiscais
d) contribuições de intervenção no domínio
econômico (CIDE) – art. 149 e art. 177, §
4º.

a) impostos sobre transmissão causa mortis


e doação, de quaisquer bens ou direitos
(ITCMD) – art. 155, I;
Competênci
a exclusiva b) impostos sobre operações relativas à
Impostos
ou privativa circulação de mercadorias e sobre
(CF, art.
dos Estados prestações de serviços de transporte
e do Distrito 155)
interestadual e intermunicipal e de
Federal
comunicação (ICMS) – art. 155, II;
c) imposto sobre propriedade de veículos
automotores (IPVA) – art. 155, III.

Competênci a) imposto sobre propriedade predial e


a exclusiva Impostos territorial urbana (IPTU) art. 156, I;
ou privativa (CF, art. b) impostos sobre transmissão inter vivos,
dos 156) por ato oneroso, de bens imóveis e de
Municípios
direitos reais sobre imóveis, exceto os de

37
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

e do Distrito garantia, bem como cessão de direitos a


Federal sua aquisição (ITBI) – art. 156, II;
c) imposto sobre serviços de qualquer
natureza (ISS), não compreendidos no
ICMS, definidos em lei complementar –
art. 156, III;

Contribuição para o custeio do serviço de iluminação


pública (COSIP ou CIP) – art. 149-A.

Nesse sentido, vejamos as letras dos respectivos enunciados.

A letra “a” é incorreta, uma vez que aos Municípios e ao


Distrito Federal compete instituir, entre outros impostos que a
Constituição Federal lhes atribui, o imposto sobre transmissão inter
vivos de bens imóveis situados em seus territórios (ITBI).

A letra “b” é incorreta, uma vez que o imposto sobre serviços


de transportes intermunicipais é de competência dos Estados-
membros e do Distrito Federal. A competência dos Municípios e
também do DF é para instituir imposto sobre serviços de
transportes intramunicipais (dentro dos limites do seu próprio
território).

A letra “c” é incorreta, pois o imposto sobre propriedade


predial e territorial urbana (IPTU) é de competência dos Municípios
e do DF, mas o imposto sobre vendas a varejo de combustíveis
líquidos e gasosos foi extinto pela Emenda Constitucional n. 3/93.

A resposta é letra “d”, uma vez compete ao Distrito Federal


instituir os impostos que cabem aos Municípios (art. 147 da CF/88),
sem prejuízo da competência que a Constituição Federal lhe
assegura para instituir outros impostos expressamente indicados.

A letra “e” é incorreta, eis que a competência para instituir o


imposto sobre propriedade territorial rural (ITR) continua a ser da
União.

12. (ESAF/ATE/MS/2001) Em tema de competência


legislativa sobre matéria de Direito Tributário, é
correta a afirmação de que:
a) Os Estados têm competência para legislar
suplementarmente sobre normas gerais de Direito
Tributário.

38
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

b) Mesmo na ausência de lei federal sobre normas


gerais de Direito Tributário, é vedado aos Estados
exercer essa competência legislativa.
c) A eficácia de lei estadual sobre normas gerais de
Direito Tributário fica mantida ante a superveniência
de lei federal da mesma natureza, mesmo no que lhe
for contrário.
d) No âmbito da competência concorrente para
legislar sobre Direito Tributário os Estados só podem
legislar sobre normas gerais.
e) A legislação tributária dos Estados é aplicada nos
respectivos Municípios, em virtude de estes não terem
competência para legislar sobre Direito Tributário.

A resposta é letra “a”, porque, em tema de competência


legislativa sobre matéria de Direito Tributário, é correta a afirmação
de que os Estados têm competência para legislar suplementarmente
sobre normas gerais de Direito Tributário, de acordo com o §2°, do
art. 24, da CF/88.

A letra “b” é incorreta, uma vez que na ausência de lei federal


sobre normas gerais de Direito Tributário, não é proibido aos
Estados exercer a competência legislativa plena, para atender as
suas particularidades, segundo o §3°, do art. 24, da CF/88.

As letras “c” e “d” são incorretas, pois, no âmbito da


competência concorrente, o Estado legisla para tender as suas
particularidades (§3°, do art. 24, da CF/88) e a superveniência de
lei federal sobre normas gerais suspende a eficácia da lei estadual,
no que lhe for contrário, conforme art. 24, I e §4°, da CF/88.

A letra “e” é incorreta, eis que a doutrina e a jurisprudência


dominante entendem que os Municípios possuem competência para
legislar sobre Direito Tributário, conforme os arts. 30, III c/c 156, I
a III, da CF/88. Estabelece o art. 30, III, da CF/88: compete aos
Municípios instituir e arrecadar os tributos de sua competência.

13. (ESAF/AFTN/94) A Constituição da República


prevê que, inexistindo lei federal sobre normas gerais,
os Estados exercerão a competência legislativa plena,
para atender a suas peculiaridades (art. 24, § 3º).
Tendo em vista isto e, quando for o caso, o disposto
no Código Tributário Nacional, é razoável dizer que
a) o não-exercício, pela União, da competência para
legislar sobre normas gerais de direito tributário, a

39
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

defere aos Estados, para atender a suas


peculiaridades.
b) o não-exercício da competência para instituir
tributos a defere a pessoa jurídica de direito público
diversa daquela a que tal competência cabia
originalmente.
c) a competência da União para legislar sobre normas
de direito tributário exclui a competência suplementar
dos Estados.
d) em matéria de direito tributário a competência da
União, além de legislar sobre seus próprios tributos e
sobre normas gerais, poderá fazê-lo em relação à
competência não exercida pelos Estados e Municípios.
e) faltando norma geral sobre o encargo ou a função
de arrecadar tributo municipal, o Estado poderá
supletivamente cometer um e outro a pessoas de
direito privado.

A Constituição da República prevê que, inexistindo lei federal


sobre normas gerais, os Estados exercerão a competência
legislativa plena, para atender a suas peculiaridades (art. 24, § 3º).
Tendo em vista isto e, quando for o caso, o disposto no Código
Tributário Nacional (CTN), é razoável dizer que o não-exercício, pela
União, da competência para legislar sobre normas gerais de direito
tributário, a defere aos Estados, para atender a suas peculiaridades.
Portanto, a resposta correta é a letra “a”.

A letra “b” é incorreta, uma vez que o não-exercício da


competência tributária não a defere a pessoa jurídica de direito
público diversa daquela a que a Constituição a tenha atribuído (art.
8°, do CTN). É a característica da competência tributária
denominada de incaducabilidade ou imprescritibilidade ou, ainda,
não sujeita a decadência, que, significa, em outros termos, a
possibilidade da pessoa política exercer a competência tributária
estabelecida no texto constitucional a qualquer tempo.

A letra “c” é incorreta, uma vez que a competência da União


para legislar sobre normas de direito tributário não exclui a
competência suplementar dos Estados, segundo o §2°, do art. 24,
da CF/88.

A letra “d” é incorreta, pois, em matéria de direito tributário,


a competência da União é para legislar sobre seus próprios tributos
e sobre normas gerais (art. 24, I, da CF/88). Isto é, não pode, por
exemplo, a União instituir o IPTU de competência dos Municípios.
Ressalta-se novamente do art. 8° do CTN, dispondo que o não-

40
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

exercício da competência tributária não a defere a pessoa jurídica


de direito público diversa daquela a que a Constituição a tenha
atribuído.

A letra “e” é incorreta, eis que o Estado-membro não pode


legislar sobre matéria de competência dos Municípios.

14. (ESAF/AFTN/96) União, Estados, Municípios e


Distrito Federal
a) podem delegar capacidade para instituir, arrecadar
e fiscalizar um tributo.
b) podem delegar capacidade para arrecadar e
fiscalizar um tributo.
c) podem delegar capacidade para instituir e
arrecadar um tributo.
d) podem delegar capacidade para instituir e fiscalizar
um tributo.
e) não podem delegar capacidade tributária ativa.

A União, Estados, Municípios e Distrito Federal podem delegar


capacidade para arrecadar e fiscalizar um tributo (capacidade
ativa), de acordo com o art. 7°, do CTN. Portanto, a resposta é letra
“b”. Por outro lado, a competência tributária é indelegável, ou seja,
a competência para instituir o tributo.

15. (ESAF/AFTE/PI/2001/Adaptada) Assinale a opção


correta.
a) A competência tributária consiste na faculdade de
que dispõem os entes políticos para instituir tributos
em relação às pessoas submetidas a sua soberania, e
a capacidade tributária ativa consiste na aptidão
atribuída a uma pessoa para figurar no pólo ativo de
uma relação jurídico-tributária.
b) A competência tributária é a aptidão para
arrecadar tributos, obedecidos os requisitos legais, e
a capacidade tributária ativa é a aptidão para instituí-
los, sempre por meio de lei.
c) A competência tributária e a capacidade tributária
ativa são indelegáveis, ainda que por meio de lei.
d) A competência tributária é, em determinadas
situações, delegável, por meio de lei, mas a
capacidade tributária ativa é indelegável.
e) A atribuição da capacidade tributária ativa a pessoa
diferente daquela que dispõe da competência
tributária só pode ser revogada de comum acordo
entre ao titular da competência tributária e a pessoa

41
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

jurídica a quem foi delegada a capacidade tributária


ativa.

A resposta é letra “a”, que dispõe sobre as definições


adequadas de competência tributária e capacidade tributária ativa,
a saber: “A competência tributária consiste na faculdade de que
dispõem os entes políticos para instituir tributos em relação às
pessoas submetidas a sua soberania, e a capacidade tributária ativa
consiste na aptidão atribuída a uma pessoa para figurar no pólo
ativo de uma relação jurídico-tributária”.

A letra “b” é incorreta, uma vez que a competência tributária


é a aptidão para instituir (criar) e não arrecadar tributos.

As letras “c” e “d” são incorretas, uma vez que a competência


tributária é indelegável, ainda que por meio de lei e a capacidade
tributária ativa é delegável por meio de lei. Registra-se, todavia,
que a competência tributária pode ser alterada por meio de emenda
a Constitucional, desde que tal modificação pelo poder constituinte
derivada não seja tendente a abolir a autonomia financeira do ente
federado, o que acarretaria violação a forma federativa de Estado
(art. 60, §4°, I, da CF/88).

A letra “e” é incorreta, eis que a atribuição da capacidade


tributária ativa a pessoa diferente daquela que dispõe da
competência tributária pode ser revogada, a qualquer tempo, por
ato unilateral da pessoa jurídica de direito público que a tenha
conferido, conforme §2°, do art. 7°, do CTN.

16. (ESAF/AFPS/2002) Em relação ao tema


competência tributária, é correto afirmar que:
a) a Constituição atribui à União competência residual
para instituir impostos, contribuições para a
seguridade social e taxas.
b) a instituição de empréstimos compulsórios requer
lei complementar da União, dos Estados ou do Distrito
Federal, conforme competência que a Constituição
confere a cada um desses entes da Federação.
c) para instituir impostos com fundamento na
competência residual, é imprescindível, além da
competência tributária, veiculação da matéria por lei
complementar e observância dos princípios
constitucionais da não-cumulatividade e da identidade
plena com outros impostos discriminados na
Constituição, no que se refere a fato gerador e base
de cálculo.

42
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

d) somente a União tem competência residual para


instituir impostos.
e) os Estados, o Distrito Federal e os Municípios têm
competência para instituir impostos, taxas,
contribuição de melhoria e contribuição de
intervenção no domínio econômico, que a
Constituição lhes reserva.

A resposta certa é letra “d”, conforme o art. 154, I, da CF/88,


estabelecendo que a União poderá instituir, mediante lei
complementar, impostos não previstos no artigo anterior, desde
que sejam não-cumulativos e não tenham fato gerador ou base de
cálculo próprios dos discriminados nesta Constituição.

Destacamos também que União tem competência residual


para instituir contribuições para garantir a manutenção ou expansão
da seguridade social (§4°, do art. 195 da CF/88). Neste caso, a
contribuição residual ou nova contribuição social (art. 154, I, da
CF/88) não pode ter base de cálculo ou fato gerador igual à de
qualquer contribuição social já discriminada na CF/88 (por exemplo,
COFINS, CSLL etc.), mas pode ter base de cálculo igual ou fato
gerador semelhante à de imposto já descrito na CF/88(por exemplo,
IR, IPI, II, IE, IOF etc.), conforme interpretação do STF.

A letra “a” é incorreta, uma vez que a Constituição não atribui


à União competência residual para instituir taxas.

A letra “b” é incorreta, uma vez que os Estados e o Distrito


Federal não têm competência para a instituição de empréstimos
compulsórios.

A letra “c” é incorreta, pois na competência residual da União


para instituir impostos não deve existir identidade com outros
impostos discriminados na Constituição, no que se refere a fato
gerador e base de cálculo, mas sim o contrário.

A letra “e” é incorreta, eis que os Estados, o Distrito Federal e


os Municípios não têm competência para instituir contribuição de
intervenção no domínio econômico.

17. (ESAF/Analista/SUSEP/2010) A Constituição


Federal, em seu art. 154, inciso I, prevê a criação de
impostos que não os previstos no art. 153 (que
enumera aqueles de competência da União). Sobre
esta competência, usualmente denominada na

43
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

doutrina “competência residual”, é incorreto afirmar-


se que:
a) o exercício da competência residual é reservado ao
legislador ordinário, e não ao constituinte derivado.
b) consoante entendimento firmado no âmbito do
Supremo Tribunal Federal, a não-cumulatividade e o
não bis-in-idem não precisam ser observados quando
da criação de um novo imposto por meio de emenda
constitucional.
c) a exigência de lei complementar é inafastável e,
diferentemente do que ocorre para os impostos
discriminados, que têm apenas os seus fatos
geradores, bases de cálculo e contribuintes previstos
em lei complementar, no caso da instituição de novo
imposto pela União, no exercício de sua competência
residual, exige-se que também a alíquota seja
prevista em lei complementar.
d) admite-se, excepcionalmente, a instituição de
novos impostos, no exercício da competência residual,
por meio de medida provisória.
e) a criação de novo imposto, no exercício da
competência residual, fica sujeita ao princípio da
anterioridade.

Letra (A). O exercício da competência residual é reservado à


lei complementar, por conseguinte, ao legislador ordinário e não ao
constituinte derivado. Logo, correta.

Letra (B). Verifica-se que o examinador requer do candidato o


conhecimento do entendimento do STF na ADIN 939/DF. Neste
caso, o STF firmou posicionamento no sentido de que a “técnica da
competência residual é para o legislador ordinário e não para o
constituinte derivado e a não cumulatividade e o não bis in
idem não precisam ser observados quando da criação de um novo
imposto através de emenda constitucional”. Em síntese, o STF
entende que as restrições estabelecidas no art. 154, I, da CF, não
podem ser opostas a emenda a constituição, mas sim ao legislador
ordinário na criação do imposto por meio da lei complementar.
Logo, correta.

Letra (C). O texto constitucional exige lei complementar para


os impostos residuais e, por conseguinte, fato gerador, bases de
cálculo, contribuintes e alíquotas previstas em lei complementar,
conforme entendimento doutrinário amplamente dominante.
Portanto, correta.

44
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

Letra (D). Os impostos residuais devem ser instituídos por lei


complementar. Neste sentido, verifica-se a proibição constitucional
da edição de medidas provisórias sobre matéria reservada a lei
complementar (art. 62, §1°, III, CF). Logo, incorreta.

Letra (E). Os impostos residuais devem respeitar os princípios


da anterioridade genérica e da anterioridade nonagesimal, pois o
art. 150, §1°, da CF, não excepciona este imposto. Logo, correta.

18. (ESAF/ISS/RJ/2010) Compete à União, aos


estados e ao Distrito Federal legislar
concorrentemente sobre direito tributário. Com base
nessa afirmativa, julgue os itens a seguir:
I. lei que institui incentivo fiscal para as empresas que
contratarem apenados e egressos é de natureza
tributária, sendo, portanto, constitucional lei estadual
com tal conteúdo;
II. lei estadual pode estabelecer alíquotas
diferenciadas em razão do tipo do veículo, já que os
estados-membros estão legitimados a editar normas
gerais referentes ao IPVA, no exercício da
competência concorrente prevista no art. 24, § 3º, da
Constituição;
III. é possível ao estado conceder, mediante lei,
isenção de tributo de sua competência, visto que está
atuando nos limites de sua autonomia.
Estão corretos:
a) apenas o item I.
b) apenas os itens I e II.
c) apenas os itens I e III.
d) apenas os itens II e III.
e) todos os itens estão corretos.

A competência legislativa concorrente é aquela que pode


ser exercida por mais de uma pessoa política. Portanto, a
Constituição Federal estabelece, por exemplo, que compete à
União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente
sobre direito tributário (art. 24, I).

Deste modo, no âmbito da legislação concorrente no sistema


jurídico brasileiro, a competência da União limitar-se-á a
estabelecer normas gerais.

Assim, a competência da União para legislar sobre normas


gerais de direito tributário não exclui a competência suplementar
dos Estados e do Distrito Federal, eis que inexistindo lei federal

45
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

(União) sobre normas gerais de direito tributário, os Estados e o


Distrito Federal exercerão a competência legislativa plena, para
atender a suas peculiaridades. Por sua vez, a superveniência de lei
federal sobre normas gerais de direito tributário suspende a
eficácia da lei estadual, no que lhe for contrário, de acordo com o
que está estabelecido nos §§1° a 4°, do art. 24, da CF/88.

Item I. A questão cobra entendimento do STF. Nesse rumo, o


STF analisando a Lei 8.366/20006, do Estado do Espírito Santo,
compreendeu que a citada Lei que institui incentivo fiscal para as
empresas que contratarem apenados e egressos é matéria de índole
tributária e não orçamentária (ADI 3.809, Rel. Min. Eros Grau, DJ
de 14-9-2007). Logo, correta.

Item II. Este item copiou também decisão do STF, que se


equivocou, segundo a doutrina majoritária, ao afirmar que os
estados-membros estão legitimados a editar normas gerais
referentes ao IPVA. Na verdade, a União estabelece normas gerais
no exercício da competência concorrente e não os estados-
membros. Vejamos a decisão do STF: “IPVA. Lei estadual. Alíquotas
diferenciadas em razão do tipo do veículo. Os Estados-membros
estão legitimados a editar normas gerais referentes ao IPVA, no
exercício da competência concorrente prevista no art. 24, § 3º, da
Constituição do Brasil. Não há tributo progressivo quando as
alíquotas são diferenciadas segundo critérios que não levam em
consideração a capacidade contributiva” (RE 414.259-AgR, Rel. Min.
Eros Grau, Segunda Turma, DJE de 15-8-2008). Logo, correta.

Item III. A pessoa política que detém a competência tributária


para instituir o tributo também é competente para aumentá-lo,
diminuí-lo ou mesmo conceder isenções, observados os limites
constitucionais e legais. Deste modo, é correto afirmar que é
possível ao estado conceder, mediante lei, isenção de tributo de sua
competência, visto que está atuando nos limites de sua autonomia.
Logo, correta. Destaca-se, contudo, que na hipótese do ICMS, a
competência é exercida mediante a deliberação dos Estados e do
Distrito Federal, de acordo com os convênios interestaduais do
ICMS celebrados no âmbito do Conselho Nacional de Política
Fazendária (CONFAZ). O fundamento legal é o art. 155, §2°, XII,
“g”, e a Lei Complementar 24/75.

Assim, todos os itens estão corretos.

Logo, deve-se marcar a letra “e”.

46
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

19. (ESAF/SEFAZ-MG/Auditor-Fiscal da Receita


Estadual/2005) Sobre a competência para legislar
sobre Direito Tributário, assinale a opção correta.
a) Somente a União pode legislar a respeito.
b) O Estado pode legislar a respeito, mas estará
sujeito às regras gerais que a União expedir sobre a
matéria em lei federal.
c) Nessa matéria, o Estado goza de competência
legislativa exclusiva.
d) Tanto o Estado como a União podem legislar
livremente a respeito, mas, em caso de conflito entre
as disposições normativas, prevalecerá
invariavelmente a legislação federal.
e) A competência para legislar, no caso, é
concorrente, sendo que somente a União pode legislar
sobre normas gerais, estando vedada a legislação
suplementar por parte do Estado.

Letra (A). Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal


legislar concorrentemente sobre direito tributário (art. 24, I, da CF).
Porém, é necessário ressaltar que o Município tem competência
para instituir e arrecadar os tributos de sua competência (art. 30,
III, da CF). Logo, incorreta.

Letra (B). No direito tributário, compete a União a edição de


normas gerais por meio de lei complementar federal, nos termos do
art. 146, III, da CF/88. No caso, o Estado pode legislar a respeito,
mas estará sujeito às regras gerais que a União expedir sobre a
matéria em lei federal, uma vez que a superveniência de lei federal
sobre normas gerais suspende a eficácia da lei estadual, no que lhe
for contrário (art. 24, §4º, CF). Logo, correta.

Letra (C). O Estado não goza de competência legislativa


exclusiva, devendo observar as normas gerais de direito tributário
(art. 146, III, CF). Portanto, incorreta.

Letra (D). Não há hierarquia entre leis federais, estaduais e


municipais, pois são campos de atuação diferentes. Nesse rumo, a
jurisprudência atual do STF entende que só se exige lei
complementar para as matérias cuja disciplina a CF/88
expressamente faz tal determinação. Ou seja, existe invalidade da
legislação ordinária, quando dispõe sobre temas que o texto
constitucional reservou explicitamente à lei complementar. Decerto,
não existe hierarquia entre lei complementar e as outras espécies
de leis ordinárias presentes no processo legislativo, mas quando o
tema é constitucionalmente predeterminado e exige quorum de

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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

maioria absoluta (mais da metade dos membros da casa legislativa)


se entende que só a lei complementar pode disciplinar a matéria.
Deste modo, lei complementar só é exigida quando a CF/88 é
expressa nesse sentido, devendo ser aprovada no âmbito federal se
obtiver voto favorável da maioria absoluta dos membros das duas
Casas legislativas (257 deputados dos 513 e 41 senadores dos 81).
Já a lei ordinária é aprovada se obtiver a maioria relativa de votos
em cada Casa Legislativa federal, devendo estar presente na sessão
a maioria dos seus membros. Neste contexto, existem duas
diferenças entre a lei complementar e a lei ordinária: (i) formal,
que é o quorum de aprovação; (ii) material, que é o conteúdo da
norma, pois o conteúdo da lei complementar é expressamente
disposto no texto constitucional e a lei ordinária tem um campo de
atuação residual, tratando de temas não especificados para outras
espécies normativas. Destarte, destacamos que se o tema
disciplinado por lei complementar não seja daquele para que o texto
constitucional expressamente exija lei complementar, verificamos
que a norma aprovada é considerada como lei materialmente
ordinária. Por exemplo, a LC 70/91 é uma lei materialmente
ordinária, uma vez que os dispositivos referentes a COFINS não tratam
de matéria reservada por texto expresso da CF/88 à lei complementar.
Isto é, a norma formalmente aprovada como lei complementar
pode ser revogada por lei ordinária, uma vez que não é
materialmente complementar. Logo, incorreto, pois o Estado e a
União não podem legislar livremente a respeito e, em caso de
conflito entre as disposições normativas, nem sempre
prevalecerá invariavelmente a legislação federal. Logo, incorreta.

Letra (E). A competência da União para legislar sobre normas


gerais não exclui a competência suplementar dos Estados (art. 24,
§2°, CF). Logo, incorreta.

20. (ESAF/Prefeitura de Natal/Auditor-


Fiscal/2001) Em matéria de competência para a
instituição de impostos, é correto afirmar-se que:
a) os Municípios dos Territórios Federais são
competentes para instituir seus próprios impostos, tal
como nos Estados.
b) nos Territórios Federais compete aos Estados dos
quais foram desmembrados a instituição dos impostos
estaduais.
c) compete aos Territórios Federais a instituição de
seus impostos, tanto estaduais quanto municipais.
d) os Estados podem instituir impostos
extraordinários e temporários, com arrecadação
vinculada a fins específicos.

48
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

e) os Municípios podem instituir novos impostos, além


daqueles expressamente previstos na Constituição
Federal.

Letra (A). O art. 147 da CF dispõe que competem à União, em


Território Federal, os impostos estaduais e, se o Território não for
dividido em Municípios, cumulativamente, os impostos municipais;
ao Distrito Federal cabem os impostos municipais. Decerto, os
Municípios dos Territórios Federais são competentes para instituir
seus próprios impostos, tal como nos Estados, pois o Município tem
competência para instituir e arrecadar os tributos de sua
competência (art. 30, III, da CF). Logo, correta.

Letra (B). Competem à União, em Território Federal, os


impostos estaduais e, se o Território não for dividido em Municípios,
cumulativamente, os impostos municipais (art. 147, CF). Logo,
incorreta.

Letra (C). Competem à União, em Território Federal, os


impostos estaduais e, se o Território não for dividido em Municípios,
cumulativamente, os impostos municipais (art. 147, CF). Logo,
incorreta.

Letra (D). Cabe apenas à União a instituição de impostos


extraordinários de guerra externa (IEG - 154, II, CF). Não há a
previsão de impostos temporários no atual ordenamento jurídico
brasileiro. Logo, incorreta.

Letra (E). A competência tributária residual se refere à


competência da União para instituir, mediante lei complementar
(legislador ordinário), impostos não previstos na sua competência,
desde que sejam não-cumulativos e não tenham fato gerador ou
base de cálculo próprios dos discriminados nesta Constituição (art.
154, I, CF). Logo, incorreta.

A próxima questão é da última prova de Auditor-Fiscal da


Receita Federal do Brasil e cobra tão-somente a
jurisprudência do STF, comprovando a tendência “esafiana”
de exigir do candidato julgados da Corte Maior.

21. (ESAF/Auditor-Fiscal da Receita Federal do


Brasil/2012/2013) No tocante à imunidade
tributária recíproca, assinale o único item que não
corresponde ao entendimento do STF acerca do tema.
a) Sociedade de economia mista prestadora de
serviço público de água e esgoto.

49
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

b) Sociedades de economia mista prestadoras de


ações e serviços de saúde, cujo capital social seja
majoritariamente estatal.
c) Empresa pública a quem a União atribui a execução
de serviços de infraestrutura aeroportuária.
d) Empresa pública encarregada de manter o serviço
postal.
e) Caixa de Assistência aos Advogados, vinculada à
Ordem dos Advogados do Brasil.

Letra (A). O STF entende que a sociedade de economia mista


prestadora de serviço público de água e esgoto é abrangida pela
imunidade tributária recíproca, nos termos da alínea a do inciso VI
do art. 150 da CF (RE 631.309-AgR, DJE de 26-4-2012). Logo,
incorreto.

Letra (B). Conforme o STF, as sociedades de economia mista


prestadoras de ações e serviços de saúde, cujo capital social seja
majoritariamente estatal, gozam da imunidade tributária recíproca
(RE 580.264, DJE de 6-10-2011, com repercussão geral). Logo,
incorreto.

Letra (C). De acordo com o STF, a Infraero, empresa pública


prestadora de serviço público, está abrangida pela imunidade
tributária recíproca. Assim sendo, por exemplo, não incide ISS
sobre a atividade desempenhada pela Infraero na execução de
serviços de infraestrutura aeroportuária (RE 524.615-AgR, DJE de
3-10-2008; RE 542.454-AgR, DJE de 17-2-2012; ARE 638.315-RG,
DJE de 31-8-2011, com repercussão geral). Logo, incorreto.

Letra (D). De acordo com o STF, a “Empresa Brasileira de


Correios e Telégrafos é prestadora de serviço público de prestação
obrigatória e exclusiva do Estado, motivo por que está abrangida
pela imunidade tributária recíproca” (RE 407.099, DJ de 6-8-2004;
ACO 789, DJE de 15-10-2010; RE 443.648-AgR, DJE de 28-5-2010;
ACO 803-TAR-QO, DJE de 27-9-2011; ACO 811-AgR, DJ de 14-12-
2007). Logo, incorreto.

Letra (E). Segundo diversas decisões do STF, a Caixa de


Assistência dos Advogados não desempenha as atividades inerentes
à OAB (defesa da Constituição, da ordem jurídica do Estado
democrático de direito, dos direitos humanos, da justiça social.
Também não lhe compete privativamente promover a
representação, a defesa, a seleção e a disciplina dos advogados em
toda a República Federativa do Brasil). Logo, “trata-se de entidade
destinada a prover benefícios pecuniários e assistenciais a seus

50
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

associados. Por não se revelar instrumentalidade estatal, a Caixa de


Assistência dos Advogados não é protegida pela imunidade
tributária recíproca (art. 150, VI, a da Constituição). A circunstância
de a Caixa de Assistência integrar a estrutura maior da OAB não
implica na extensão da imunidade, dada a dissociação entre as
atividades inerentes à atuação da OAB e as atividades providas em
benefício individual dos associados” (RE 233.843, DJE de 18-12-
2009; RE 662.816-AgR, DJE de 27-3-2012; RE 259.976-AgR, DJE
de 30-4-2010; ADI 1.145, DJ de 8-11-2002). Logo, correto.

A próxima questão exige do candidato o conhecimento de uma


imunidade tópica ou específica muito cobrada em concurso público.

Então, vamos estudar e nunca mais errar!!!!

Então, vamos lá.

22. (ESAF/Analista Tributário da Receita Federal


do Brasil/2012/2013) O ouro, quando não for
considerado como simples metal, mas definido em lei
como ativo financeiro ou instrumento cambial,
sujeita-se exclusivamente à incidência do
____________________________. Esse imposto é
devido na operação _____________. Está sujeito à
alíquota________________________, já estabelecida
na Constituição. O produto da arrecadação pertence
_________________________.
a) ICMS / de origem / máxima / ao Estado.
b) ICMS / de destino / máxima / ao Estado de
destino.
c) IOF / de origem / mínima / ao Estado e ao
Município de origem.
d) IOF / de origem / máxima / À União e,
compartilhadamente, ao Estado e Município de
origem.
e) IOF / de destino / mínima / ao Estado e ao
Município de destino.

Como já se disse, a questão cobrou uma imunidade tópica,


referindo-se a dispositivo literal da Constituição Federal de 1988.
Nesse sentido, o art. 153, § 5º, I e II, da CF/88 dispõe que o ouro,
quando definido em lei como ativo financeiro ou instrumento
cambial, sujeita-se exclusivamente à incidência do IOF, devido na
operação de origem, com a alíquota mínima de um por cento (1%),
assegurada a transferência do montante da arrecadação de trinta
por cento (30%) para o Estado, o Distrito Federal ou o Território,

51
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

conforme a origem; setenta por cento (70%) para o Município de


origem.

Logo, correta a letra “c”.

23. (ESAF/Analista Tributário da Receita Federal


do Brasil/2012/2013) Responda às perguntas
abaixo e em seguida assinale a opção correta.
I. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal
e aos Municípios cobrar imposto sobre o patrimônio, a
renda ou os serviços uns dos outros. Isso, em tese,
impede à lei de um Município atribuir à União a
condição de responsável pela retenção na fonte do
imposto sobre serviços?
II. Para combater o tráfego de gado infectado de uma
região para outra, pode o Estado impor tributos
interestaduais ou intermunicipais?
III. Atende ao princípio da anterioridade a majoração
de um imposto no dia 2 de dezembro de um ano,
para ser cobrado no exercício seguinte?
a) Sim, não e não.
b) Sim, sim e sim.
c) Não, não e sim.
d) Não, sim e não.
e) Não, não e não.

ITEM I. A imunidade tributária não exclui a atribuição, por lei, às


entidades nele referidas, da condição de responsáveis pelos tributos
que lhes caiba reter na fonte, e não as dispensa da prática de atos,
previstos em lei, assecuratórios do cumprimento de obrigações
tributárias por terceiros, de acordo com o §1º, do art. 9º, do CTN. Isto
é, a imunidade tributária não dispensa a pessoa alcançada por ela de
ser responsável tributário (arts. 128 a 138 do CTN), bem como do
cumprimento das obrigações tributárias acessórias. Logo, não.

ITEM II. O princípio da liberdade de tráfego expresso no


art. 150, V, da CF/88, proíbe à União, aos Estados, ao Distrito
Federal e aos Municípios estabelecer limitações ao tráfego de
pessoas ou bens, por meio de tributos interestaduais ou
intermunicipais, salvo a cobrança de pedágios pela utilização de
vias conservadas pelo Poder Público. Decerto, o princípio em análise
confirma a proteção constitucional da liberdade de locomoção,
devendo-se entender que o fato gerador de qualquer tributo deve
ser distinto de transposição de Municípios e de transposição de
Estados. Caso contrário, prejudicar-se-ia o tráfego de pessoas e
bens no território nacional. Logo, não, pois para combater o tráfego

52
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

de gado infectado de uma região para outra, não pode o Estado


impor tributos interestaduais ou intermunicipais.

ITEM III. A questão não se referiu a um imposto específico.


Assim, atende ao princípio da anterioridade a majoração, por
exemplo, do imposto de renda no dia 2 de dezembro de um ano,
para ser cobrado no exercício seguinte. Logo, sim, pois como bem
afirmou o examinador da ESAF ao prover os recursos dos
candidatos: “Assiste razão aos requerentes. De fato, o princípio da
anterioridade nonagintidiária (nonagesimal) não se aplica ao
imposto de renda, fazendo com que a resposta certa seja a acima
indicada. Opino pela correção do gabarito. Resposta certa: ‘c’ e não
‘e’”.
O quadro das exceções ao princípio da anterioridade e à
noventena é o se que segue. Importante: se é exceção é porque não
deve observar o princípio. E todos os demais tributos devem observar
as duas anterioridades, porque a regra é a observância ao princípio.

ANTERIORIDADE
NOVENTENA
ANUAL

II II

IE IE

IPI IR

IOF IOF

IEG IEG

Empréstimo Empréstimo
compulsório por compulsório por
motivo de guerra motivo de guerra
externa ou de externa ou de
calamidade pública calamidade pública

Restabelecimento de
alíquotas do ICMS – Base de cálculo do
Combustíveis e da IPTU
CIDE – Combustíveis

Contribuições para a Base de cálculo do


seguridade social IPVA

Logo, correta a letra “c” (Não, não e sim).

24. (ESAF/ISS/RJ/2010) Sobre a imunidade


constitucional recíproca, que veda a instituição e a

53
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

cobrança de impostos pelos entes tributantes sobre o


patrimônio, a renda ou os serviços, uns dos outros, é
incorreto afirmar que:
a) a imunidade tributária recíproca alcança apenas as
finalidades essenciais da entidade protegida. O
reconhecimento da imunidade tributária às operações
financeiras não impede a autoridade fiscal de
examinar a correção do procedimento adotado pela
entidade imune. Constatado desvio de finalidade, a
autoridade fiscal tem o poder-dever de constituir o
crédito tributário e de tomar as demais medidas
legais cabíveis.
b) a imunidade tributária recíproca é extensiva às
autarquias, no que se refere ao patrimônio, à renda e
aos serviços vinculados a suas finalidades essenciais
ou às delas decorrentes.
c) a imunidade constitucional recíproca alcança as
empresas públicas prestadoras de serviço público,
bem como as empresas públicas que exercem
atividade econômica em sentido estrito.
d) a imunidade tributária recíproca diz respeito aos
impostos, não alcançando as contribuições.
e) a imunidade tributária recíproca aplica-se às
operações de importação de bens realizadas por
municípios, quando o ente público for o importador do
bem (identidade entre o ‘contribuinte de direito’ e o
‘contribuinte de fato’).

Letra (A). O enunciado cobrou entendimento literal do STF,


que afirmou: “A imunidade tributária gozada pela Ordem dos
Advogados do Brasil é da espécie recíproca (art. 150, VI, a, da
Constituição), na medida em que a OAB desempenha atividade
própria de Estado (defesa da Constituição, da ordem jurídica do
Estado democrático de direito, dos direitos humanos, da justiça
social, bem como a seleção e controle disciplinar dos advogados). A
imunidade tributária recíproca alcança apenas as finalidades
essenciais da entidade protegida. O reconhecimento da
imunidade tributária às operações financeiras não impede a
autoridade fiscal de examinar a correção do procedimento
adotado pela entidade imune. Constatado desvio de finalidade, a
autoridade fiscal tem o poder-dever de constituir o crédito tributário
e de tomar as demais medidas legais cabíveis. Natureza
plenamente vinculada do lançamento tributário, que não admite
excesso de carga.” (RE 259.976-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa,
Segunda Turma, DJE de 30-4-2010) Logo, correta.

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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

Letra (B). Segundo o art. 150, VI, “a” e §2°, da CF, a


imunidade recíproca, refere-se à proibição da União, dos Estados,
do Distrito Federal e dos Municípios de instituir impostos sobre
patrimônio, renda ou serviços, uns dos outros, bem como é
extensiva às autarquias e às fundações instituídas e mantidas pelo
Poder Público, no que se refere ao patrimônio, à renda e aos
serviços, vinculados a suas finalidades essenciais ou às delas
decorrentes. Logo, correta.

Letra (C). Segundo jurisprudência consolidada do STF, a


imunidade constitucional recíproca alcança as empresas públicas
prestadoras de serviço público, mas não as empresas públicas que
exercem atividade econômica em sentido estrito (ACO 959, Rel.
Min. Menezes Direito, Plenário, DJE de 16-5-2008; RE 552.736-AgR,
Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJE de 20-11-2009; AI
690.242-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJE
de 17-4-2009). Portanto, incorreta.

Letra (D). A imunidade tributária recíproca apenas alcança


aos impostos e não as contribuições, as taxas ou os empréstimos
compulsórios (art. 150, VI, “a”, CF). Logo, correta.

Letra (E). A questão cobrou entendimento recente do STF.


Senão, vejamos: “A imunidade tributária prevista no art. 150, VI, a,
da Constituição, aplica-se às operações de importação de bens
realizadas por municípios, quando o ente público for o importador
do bem (identidade entre o ‘contribuinte de direito’ e o ‘contribuinte
de fato’). Compete ao ente tributante provar que as operações de
importação desoneradas estão influindo negativamente no mercado,
a ponto de violar o art. 170 da Constituição. Impossibilidade de
presumir risco à livre-iniciativa e à concorrência” (AI 518.325-AgR,
Rel. Min. Joaquim Barbosa, julgamento em 6-4-2010, Segunda
Turma, DJE de 30-4-2010). Logo, correta.

25. (ESAF/TRF/2005/Adaptada) Em relação às


imunidades, avalie as afirmações abaixo e, em
seguida, marque a opção correta.
I. A diferença básica entre imunidade e isenção está
em que a primeira atua no plano da definição da
competência, e a segunda no plano do exercício da
competência.
II. As imunidades podem ser definidas em função de
condições pessoais de quem venha a vincular-se às
situações materiais que ensejariam a tributação.
III. As imunidades podem ser definidas em função do
objeto suscetível de ser tributado.

55
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

IV. A Constituição, ao definir a competência,


excepciona determinadas situações que, não fosse a
imunidade, estariam dentro do campo da
competência, mas por força da norma de imunidade,
permanecem fora do alcance do poder de tributar.
a) Todos os itens estão corretos.
b) Há apenas um item correto.
c) Há dois itens corretos.
d) Há três itens corretos.
e) Todos os itens estão errados.

Item I. A diferença básica ou principal entre imunidade e


isenção é realmente que a imunidade atua no plano da definição da
competência, e a isenção no plano do exercício da competência. A
imunidade pode ser conceituada como uma delimitação negativa de
competência tributária, ou seja, não há competência tributária. A
isenção é a dispensa legal de pagamento de um tributo devido, isto
é, a autoridade não pode cobrar o tributo, eis que, mesmo
acontecendo à incidência tributária (ocorre o fato gerador), está
impedido de realizar o lançamento tributário. Logo, correto.

Item II. As imunidades podem ser definidas em função de


condições pessoais de quem venha a vincular-se às situações
materiais que ensejariam a tributação. Este tipo de imunidade é a
denominada de subjetiva ou pessoal, pois leva em consideração o
sujeito imunizado. Por exemplo, a imunidade referente ao
patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos, inclusive suas
fundações (art. 150, VI, “c”, CF). Logo, correto.

Item III. As imunidades podem ser definidas em função do


objeto suscetível de ser tributado. Este tipo de imunidade é a
denominada de objetiva ou real, sendo concedida em virtude da
qualidade da coisa, do objeto ou da mercadoria. Por exemplo, a
imunidade dos livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua
impressão (art. 150, VI, “d”, CF). Logo, correto.

Item IV. A Constituição, ao definir a competência, excepciona


determinadas situações que, não fosse a imunidade, estariam
dentro do campo da competência, mas por força da norma de
imunidade, permanecem fora do alcance do poder de tributar. É
verdade, uma vez que a competência tributária é a aptidão para
determinado ente criar o tributo e a imunidade traduz um elemento
de incompetência tributária, sendo considerada uma “zona” na qual
não poderá haver tributação e consequentemente incidência
tributária. Portanto, a imunidade tem sede na CF/88, materializando
uma dispensa constitucional de pagamento de tributo. Logo,

56
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

correto.

Portanto, a questão é letra “a”. Todos os itens estão corretos.

26. (ESAF/AFRFB/2010) Diversos fatos podem


resultar na desoneração tributária. Assinale, entre as
que se seguem, a forma de desoneração tributária
pela qual não nascem nem a obrigação tributária,
nem o respectivo crédito por força do não-exercício
da competência a que tem direito o poder tributante.
a) Imunidade.
b) Não-incidência.
c) Isenção.
d) Alíquota zero.
e) Remissão.

Inicialmente, registra-se o seguinte quadro elucidativo:

Imunidade Não- Isenção Alíquota


incidência zero
Quanto à lei Constituição Em regra, Falta de Em regra,
criadora lei previsão. lei
ordinária. ordinária.
Quanto ao Não há. Existe. Não há. Existe.
exercício da
competência
tributária.
Quanto à Não há. Existe. Não há. Existe.
obrigação
tributária
Quanto ao Não há. Não há. Não há. Em regra,
crédito não há,
tributário salvo
dispositivo
de lei em
contrário.

Letra (A). Na imunidade tributária o ente federativo não tem o


direito de tributar. Logo, incorreta.

Letra (B). Na não-incidência não nasce a obrigação e nem o


crédito tributário por força do não-exercício da competência a que
tem direito o ente federativo. Logo, correta.

57
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

Letra (C). Na isenção (art. 175, CTN) nasce a obrigação


tributária. Contudo, o crédito tributário é excluído. Logo, incorreta.

Letra (D). Na alíquota zero há obrigação tributária.


Entretanto, o tributo não é recolhido porque o valor do tributo é
inexistente (aspecto quantitativo). Isto é, a multiplicação da base
de cálculo por zero é igual a zero (BC x AL = 0). Então, o valor do
tributo a ser pago é nulo. Logo, incorreta.

Letra (E). Na remissão (art. 172, CTN) há obrigação e crédito


tributário, que é extinto por força do perdão legal da dívida. Logo,
incorreta.

27. (ESAF/FTE/PA/2002) A não-incidência de


impostos sobre as autarquias e as fundações públicas,
no que se refere ao patrimônio, à renda e aos
serviços vinculados às suas finalidades essenciais ou
delas decorrentes, resulta de:
a) remissão.
b) anistia.
c) isenção.
d) imunidade.
e) moratória.

A questão diz respeito expressamente ao art. 150, §2°, da


CF/88. Portanto, sem sombra de dúvidas, refere-se a imunidade
tributária. Portanto, a resposta é a letra “d”.

A remissão, modalidade de extinção do crédito tributário, é o


perdão da dívida pelo credor, dependendo sempre de lei específica
(art. 150, §6º, da CF/88). Isto significa dizer que a remissão é a
liberação graciosa da dívida pelo Fisco, tal como o perdão de
resíduos ínfimos quanto ao pagamento de tributo (art. 172, III, do
CTN). Logo, incorreta a letra “a”.

A anistia e a isenção são as causas de exclusão do crédito


tributário. Exclusão do crédito tributário quer dizer impedir ou evitar
a sua constituição. Como a constituição do crédito tributário ocorre
com o lançamento, afirma-se que as hipóteses de anistia e de
isenção são situações ou causas inibitórias do lançamento tributário,
impedindo a sua existência. A anistia exclui a multa tributária (arts.
180 a 182 do CTN) e a isenção exclui o pagamento do tributo (arts.
175 a 179 do CTN). Logo, incorretas as letra “b” e “c”.

A moratória, modalidade de suspensão do crédito tributário, é


a dilação ou prorrogação do prazo legal para o pagamento do

58
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

tributo (arts. 152 a 155 do CTN). Com efeito, a moratória é um


favor legal ou benefício fiscal de prorrogação de pagamento, isto é,
o fisco estabelece novo prazo para pagamento do tributo. Logo,
incorreta a letra “e”.

28. (ESAF/SEFAZ/CE/2007) A norma que impede


que a União, os estados, o Distrito Federal e os
municípios tributem, reciprocamente, seus
patrimônios, rendas ou serviços, denomina-se
a) imunidade.
b) isenção.
c) norma geral anti-elisiva.
d) anistia.
e) não-incidência.

A questão diz respeito expressamente ao art. 150, VI, “a”, da


CF/88. Portanto, deve-se marcar a hipótese mais adequada, que é a
imunidade tributária. Portanto, a resposta é a letra “a”.

A norma geral anti-elisiva, segundo doutrina amplamente


dominante, está prevista no art. 116, parágrafo único, do CTN, que
dispõe que a autoridade administrativa poderá desconsiderar atos
ou negócios jurídicos praticados com a finalidade de dissimular a
ocorrência do fato gerador do tributo ou a natureza dos elementos
constitutivos da obrigação tributária, observados os procedimentos
a serem estabelecidos em lei ordinária

Neste sentido, tal regra é chamada de “norma antielisão” ou


“norma geral anti-elisiva”, pois busca combater os procedimentos
de planejamento tributário praticados pelo contribuinte com abuso
de forma ou/e abuso de direito. registra-se que a doutrina
minoritária denomina o art. 116, parágrafo único, do CTN, de
norma geral “antievasiva” ou “anti-simulação”. Logo, incorreta a
letra “c”.

A não-incidência é o acontecimento no mundo dos fatos que


não corresponde à descrição legal tributária. Assim, na não-
incidência faltam elementos para enquadrar determinado fato na
hipótese de incidência, ou seja, é a não previsão do fato na
hipótese de incidência.

Com efeito, não há obrigação tributária e, por conseguinte,


não há crédito tributário. Ressalta-se que a imunidade tributária
não deixa de ser uma hipótese de não-incidência estabelecida pela
CF. Contudo, como a questão na letra “a” se refere explicitamente a
imunidade, deve-se considerar inadequada a letra “e” no caso.

59
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

29. (ESAF/SEFAZ/SP/2009) As imunidades


tributárias são classificadas em:
a) ontológicas e políticas.
b) proporcionais e progressivas.
c) diretas e indiretas.
d) cumulativas e não cumulativas.
e) vinculadas e não vinculadas.

As imunidades tributárias podem ser classificadas nas


seguintes categorias: (i) subjetivas ou pessoais, objetivas ou reais
e mistas (subjetiva e objetiva); (ii) ontológicas e políticas; (iii)
gerais ou genéricas e tópicas ou especiais; (iv) condicionadas ou
incondicionadas; (v) explícitas ou implícitas.

Classificações das imunidades tributárias


(i) subjetivas, objetivas e mistas;
(ii) ontológicas e políticas;
(iii) gerais e tópicas;
(iv) condicionadas e incondicionadas;
(v) explícitas e implícitas.

Portanto, a resposta é a letra “a”.

Por sua vez, passamos a explicar cada uma das classificações.

A primeira classificação considera a forma de previsão da


norma imunizante. A imunidade subjetiva ou pessoal é aquela
que leva em consideração o sujeito. Por exemplo, a imunidade das
entidades sindicais dos trabalhadores (art. 150, VI, “c”). A
imunidade objetiva ou real é concedida em virtude da qualidade
da coisa, do objeto ou da mercadoria. Por exemplo, a imunidade
dos livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão
(art. 150, VI, “d”). Por sua vez, a imunidade mista (subjetiva e
objetiva) envolve aspectos pessoais e reais. Como exemplo, a
imunidade concernente ao ITR no que se refere às “pequenas
glebas rurais, definidas em lei, quando as explore o proprietário que
não possua outro imóvel”.

A segunda classificação considera o aspecto de a imunidade


tributária ser ou não ser consequência direta de princípio
constitucional fundamental. A imunidade ontológica é
consequência necessária do princípio da igualdade, sendo seu
exemplo clássico a imunidade recíproca disposta no art. 150, VI,
“a”, da CF/88. É característica básica da imunidade ontológica a

60
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

qualidade de ser clausula pétrea. Já a imunidade política deve ser


reconhecida expressamente pelo texto constitucional, eis que não
decorre necessariamente de princípio constitucional fundamental,
podendo, portanto, ser alterado pelo exercício do poder constituinte
derivado. Por exemplo, a imunidade referente aos impostos
incidentes sobre operações de transferência de imóveis
desapropriados para fins de reforma agrária (art. 184, §5°).

A terceira classificação considera o alcance das normas


constitucionais imunizantes. A imunidade geral é dirigida a todos os
entes federativos e alcançam os impostos de forma genérica,
estando prevista no art. 150, VI, da CF/88. A imunidade tópica ou
específica se dirige a um único tributo, podendo ser, por exemplo,
um imposto ou uma taxa, tais como o IPI que não pode incidir
sobre a exportação de produtos industrializados (art. 153, §3°, III,
da CF/88) e a taxa que não pode incidir na obtenção de certidões
em repartições públicas, para a defesa de direitos e esclarecimentos
de situações de interesse pessoal (art. 5°, XXXIV, “b”, da CF/88).

A quarta classificação considera a existência ou não de


autorização na norma constitucional imunizante para que as normas
infraconstitucionais fixem requisitos para a concessão da
imunidade. Neste sentido, a imunidade condicionada é aquela que
depende da observância de requisitos legais para a sua
implementação. Por exemplo, a imunidade estabelecida para as
instituições de educação e de assistência social, sem fins lucrativos,
que devem atender os requisitos da lei, de acordo com o art. 150,
VI, “c”, da CF/88. Por outro lado, a imunidade incondicionada
independe de qualquer condição estabelecida pela legislação
infraconstitucional para operar sua eficácia plena e aplicabilidade
imediata. Por exemplo, a imunidade recíproca (CF, art. 150, VI,
“a”).

A quinta classificação considera o texto expresso ou não da


norma constitucional. A imunidade explícita está expressamente
prevista no texto constitucional, tal como as dispostas nas alíneas
“a” a “d”, do inc. VI, do art. 150. A imunidade implícita decorre da
interpretação sistemática do texto constitucional, tal como a
imunidade que garante o mínimo existencial, que são as condições
mínimas para a sobrevivência digna do ser humano.

30. (ESAF/AFTN/96) Quanto às imunidades


tributárias, é procedente afirmar que:
a) são reguladas exclusivamente mediante lei
ordinária federal.
b) não se aplicam às taxas e contribuições sociais.

61
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

c) podem ser instituídas por intermédio de lei


complementar.
d) são extensivas aos partidos políticos, no que se
refere ao patrimônio, à renda e aos serviços
vinculados ou não às suas atividades essenciais.
e) são normas constitucionais que colaboram no
desenho das competências impositivas.

A letra “a” é incorreta, uma vez que as imunidades tributárias


são instituídas pela CF/88 e podem ser reguladas pela lei
complementar, que cabe regular as limitações constitucionais ao
poder de tributar (imunidades tributárias e princípios constitucionais
tributários), segundo o art. 146, II, da CF/88.

A letra “b” é incorreta, pois as imunidades tributárias também


se aplicam as taxas e contribuições sociais. São as chamadas
imunidades tópicas. Por exemplo, são a todos assegurados,
independentemente do pagamento de taxas: (a) o direito de
petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra
ilegalidade ou abuso de poder; (b) a obtenção de certidões em
repartições públicas, para defesa de direitos e esclarecimento de
situações de interesse pessoal (art. 5°, XXXIV, CF). Noutro
exemplo, a contribuição previdenciária não incide sobre
aposentadoria e pensão concedidas pelo regime geral de
previdência social (art. 195, II, CF).

A letra “c” é incorreta, eis que as imunidades tributárias são


instituídas pelo texto constitucional

A letra “d” é incorreta, uma vez que a imunidade tributária


concernente aos impostos é extensiva aos partidos políticos, no que
se refere ao patrimônio, à renda e aos serviços vinculados às suas
atividades essenciais, conforme §4° do art. 150 da CF/88.

Nesse rumo, a resposta é a letra “e”, pois realmente as


imunidades são normas constitucionais que colaboram no desenho
das competências impositivas, uma vez que impedem a incidência
tributária.

31. (ESAF/AFTN/94) Sobre as imunidades tributárias,


podemos afirmar que
a) não se aplicam às taxas e aos impostos sobre o
comércio exterior.
b) podem ser instituídas por intermédio de lei
complementar.

62
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

c) são extensivas às autarquias e às fundações


instituídas e mantidas pelo Poder Público, no que se
refere ao patrimônio, à renda e aos serviços,
vinculados ou não a suas finalidades essenciais.
d) impossibilitam sejam previstos fatos geradores da
obrigação tributária para os casos por ela abrangidos.
e) são hipóteses de não-incidência legalmente
qualificada.

A letra “a” é incorreta, uma vez que as imunidades tributárias


se aplicam também às taxas e aos impostos sobre o comércio
exterior (II e IE).

A letra “b” é incorreta, eis que as imunidades tributárias só


podem ser instituídas pelo texto constitucional.

A letra “c” é incorreta, uma vez que a imunidade tributária


concernente aos impostos é extensiva às autarquias e às fundações
instituídas e mantidas pelo Poder Público, no que se refere ao
patrimônio, à renda e aos serviços, vinculados a suas finalidades
essenciais ou às delas decorrentes, de acordo com o §2° do art.
150 da CF/88.

Por sua vez, as imunidades tributárias impossibilitam que


sejam previstos fatos geradores da obrigação tributária para os
casos por ela abrangidos, eis que falta competência tributária para
os entes federativos no caso. Logo, a resposta é a letra “d”.

A letra “e” é incorreta, pois a imunidade tributária é hipótese


de não-incidência constitucionalmente qualificada.

32. (ESAF/TRF/2002.2) Assinale a opção correta.


a) As empresas públicas, as sociedades de economia
mista e suas subsidiárias gozarão dos privilégios
tributários estabelecidos em lei complementar.
b) As empresas públicas, as sociedades de economia
mista e suas subsidiárias gozarão dos privilégios
fiscais estabelecidos em lei complementar.
c) As empresas públicas, as sociedades de economia
mista e suas subsidiárias gozarão dos privilégios
tributários estabelecidos em lei, desde que extensivos
às do setor privado.
d) As autarquias federais, municipais e estaduais
gozam de imunidade quanto aos tributos dos outros
entes políticos em decorrência da imunidade
recíproca.

63
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

e) O regime jurídico tributário das empresas públicas


e das sociedades de economia mista que explorem
atividade econômica de produção ou de
comercialização de bens é estabelecido em norma
complementar da legislação tributária.

A questão cobra o art. 173, §2°, da CF/88, dispondo que “as


empresas públicas e as sociedades de economia mista não
poderão gozar de privilégios fiscais não extensivos às do
setor privado”. Portanto, se as empresas do setor privado gozam
de privilégios fiscais, as empresas públicas e as sociedades de
economia mista também poderão gozar dos mesmos privilégios,
obedecendo-se o princípio da isonomia.

E também cobra o art. 173, §1°, II, afirmando que a lei (não
necessariamente lei complementar) estabelecerá o estatuto jurídico
da empresa pública, da sociedade de economia mista e de suas
subsidiárias que explorem atividade econômica de produção ou
comercialização de bens ou de prestação de serviços, dispondo
sobre a sujeição ao regime jurídico próprio das empresas
privadas, inclusive quanto aos direitos e obrigações civis,
comerciais, trabalhistas e tributários.

Portanto, a resposta é a letra “c”.

33. (ESAF/Agente de Fazenda/ISS/RJ/2010)


Analisando os institutos da imunidade e da isenção,
julgue os itens a seguir:
I. a isenção é uma limitação legal do âmbito de
validade da norma jurídica tributária, que impede que
o tributo nasça ou faz com que surja de modo
mitigado (isenção parcial);
II. a imunidade é o obstáculo criado por uma norma
da Constituição que impede a incidência de lei
ordinária de tributação sobre determinado fato, ou em
detrimento de determinada pessoa, ou categoria de
pessoas;
III. ambos os institutos, imunidade e isenção, levam
ao mesmo resultado: o não pagamento de tributo.
Porém, os meios pelos quais isso ocorre são
totalmente diferentes. A imunidade dá-se por meio da
Constituição, a isenção por meio de lei (ordinária ou
complementar);
IV. a violação de dispositivo que contém isenção
importa em ilegalidade e não em
inconstitucionalidade;

64
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

V. é incorreto afirmar-se que a imunidade é uma


forma qualificada de não incidência.
Estão corretos apenas os itens:
a) I e II.
b) I, II, III e IV.
c) II, IV e V.
d) I, II e IV.
e) III, IV e V.

E aí? O que vocês acham?

Item I. Primeira e ainda única vez que a ESAF compreendeu a


isenção como hipótese de não incidência. Ou seja, a banca adotou o
entendimento doutrinário contrário ao posicionamento ainda
dominante no STF. Segundo doutrina de José Souto Maior Borges e
de Roque Carrazza, dentre outros, a isenção é uma limitação legal
do âmbito de validade da norma jurídica tributária, que impede que
o tributo nasça ou faz com que surja de modo mitigado (isenção
parcial). Porém, o item I está incorreto, conforme entendimento
reiterado do Supremo Tribunal Federal (STF), da Escola de
Administração Fazendária (ESAF) e interpretação tradicional de
Rubens Gomes de Sousa. A isenção não limita ou delimita o
exercício da competência tributária. Na isenção surge a obrigação
tributária, mas não o crédito tributário. Em outras palavras, na
isenção ocorre o fato gerador do tributo, mas a autoridade
administrativa está impedida de efetuar o lançamento. Vejamos a
compreensão do STF: “A não incidência do tributo equivale a todas
as situações de fato não contempladas pela regra jurídica da
tributação e decorre da abrangência ditada pela própria norma. A
isenção é a dispensa do pagamento de um tributo devido em face
da ocorrência de seu fato gerador” (ADI 286, Plenário, DJ de 30-8-
2002). Assim, a ESAF considerou incorreto o seguinte enunciado na
última prova para Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil
(AFRFB): “A isenção é causa de não-incidência tributária”
(ESAF/AFRFB/2009/2010). Por sua vez, a ESAF já considerou como
corretos os seguintes enunciados: “A isenção outorgada depois do
fato gerador, mas antes do lançamento exclui o crédito tributário”
(ESAF/AFRFB/2005); “Segundo a letra do Código Tributário
Nacional, a isenção constitui mera dispensa legal do pagamento do
tributo” (ESAF/AFRFB/2005). Portanto, o item I deveria ser
considerado incorreto, segundo o STF, pois a isenção não impede
que o tributo nasça e sim que o lançamento tributário ocorra.

Item II. O item II está correto, de acordo com a doutrina


majoritária e o STF, uma vez que a imunidade exclui a competência
tributária, ou seja, é uma hipótese prevista na Lei das Leis que

65
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

bloqueia o uso da competência tributária. Por conseguinte, é um


obstáculo criado por uma norma da Constituição que impede a
incidência de lei ordinária de tributação sobre determinado fato, ou
em detrimento de determinada pessoa, ou categoria de pessoas.
Nesse sentido, por exemplo, Hugo de Brito Machado (Curso de
Direito Tributário, SP: Malheiros, 2009, pg. 231).

Item III. A imunidade é uma hipótese de não incidência


constitucionalmente qualificada, pois está prevista na Lei Maior, que
é a Constituição Federal. Por outro lado, a isenção, em regra, é
criada por meio de lei. Tanto na imunidade como na isenção não há
pagamentos de tributos. Entretanto, apenas se registra que o art.
155, § 2º, inciso XII, alínea "g", da CF, admite expressamente a
concessão de isenções, incentivos e benefícios fiscais do ICMS por
deliberação dos Estados e do Distrito Federal, mediante convênio
interestadual do CONFAZ.

Item IV. O item IV está de acordo com a doutrina de Aliomar


Baleeiro, com o fundamento de que a isenção é disposta na lei
infraconstitucional. O autor citado afirma que “Imunidades tornam
inconstitucionais as leis ordinárias que as desafiam. Não se
confundem com isenções derivadas da lei ordinárias ou da
complementar que, decretando o tributo, exclui expressamente
certos casos, pessoas ou bens, por motivos de política fiscal. A
violação do dispositivo onde se contém a isenção importa em
ilegalidade e não em inconstitucionalidade” (Direito Tributário
brasileiro, Rio de Janeiro: Forense, 11° edição, pgs. 113-114).

Item V. O item V não é incorreto, pois, em razão da previsão


da imunidade na Constituição, pode-se afirmar que a imunidade é
uma forma qualificada de não incidência, de acordo com a doutrina
majoritária e a jurisprudência.

Assim sendo, a banca adotou como gabarito definitivo a letra


“b” (Estão corretos apenas os itens I, II, III e IV).

34. (ESAF/Auditor Fiscal da Receita Federal do


Brasil/2012/2013) Parte significativa da doutrina
entende que os princípios da legalidade e da
anterioridade tributária constituem regras
concretizadoras da segurança jurídica. Sobre os
conteúdos desta, no direito tributário, analise os itens
a seguir, classificando-os como corretos ou incorretos,
para, a seguir, assinalar a assertiva que corresponda
à sua opção.

66
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

I. Certeza do direito, segundo a qual a instituição e a


majoração de tributos obedecem aos postulados da
legalidade, da irretroatividade e das anterioridades de
exercício e nonagesimais mínima e especial,
demonstrando a garantia adicional que representam
para o contribuinte se comparadas ao princípio geral
da legalidade e às garantias de proteção ao direito
adquirido, ato jurídico perfeito e coisa julgada.
II. Intangibilidade das posições jurídicas, o que se
vislumbra, por exemplo, com o estabelecimento de
prazos decadenciais e prescricionais a correrem
contra o Fisco.
III. Estabilidade das relações jurídicas, por exemplo,
no que diz respeito à consideração da formalização de
um parcelamento de dívida como ato jurídico perfeito
a vincular o contribuinte e o ente tributante.
IV. Confiança no tráfego jurídico, segundo o qual o
contribuinte não pode ser penalizado se agir em
obediência às normas complementares das leis e dos
decretos.
V. Tutela jurisdicional, que se materializa pela ampla
gama de instrumentos processuais colocados à
disposição do contribuinte para o questionamento de
créditos tributários, tanto na esfera administrativa
como na esfera judicial.
Estão corretos apenas os itens:
a) I, III e IV.
b) II, III e IV.
c) I, IV e V.
d) III, IV e V.
e) todos os itens estão corretos.

Esta questão foi potencialmente difícil para todos os


candidatos, uma vez que baseada puramente em doutrina isolada
de Leandro Paulsen, retirada do livro “Segurança Jurídica, Certeza
do Direito e Tributação. A concretização da certeza quanto à
instituição de tributos através das garantias da legalidade, da
irretroatividade e da anterioridade, Livraria do Advogado, 2006”.
Em outras palavras, o examinador fundamentou toda a questão no
referido livro. Assim, vamos aos comentários.

ITEM I. A certeza do direito é concretizadora do princípio da


segurança jurídica, sobretudo com a obediência das garantias da
legalidade, da irretroatividade e das anterioridades de exercício e
nonagesimais mínima e especial. Nessa medida, a certeza do direito
deve ser garantida a partir da instituição e a majoração de tributos

67
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

com observância da legalidade, da irretroatividade e das


anterioridades de exercício e nonagesimais mínima e especial,
demonstrando a garantia adicional que representam para o
contribuinte se comparadas ao princípio geral da legalidade e às
garantias de proteção ao direito adquirido, ato jurídico perfeito e
coisa julgada. Logo, correto.

ITEM II. A intangibilidade das posições jurídicas não se


vislumbra, por exemplo, com o estabelecimento de prazos
decadenciais e prescricionais a correrem contra o Fisco, mas sim no
que diz respeito à consideração da formalização de um
parcelamento de dívida como ato jurídico perfeito a vincular o
contribuinte e o ente tributante, gerando todos os efeitos previstos
no CTN, como a suspensão da exigibilidade do crédito tributário
(art. 151, VI) e o direito a certidão tributária positiva com efeitos de
negativa (art. 206). Logo, incorreto.

ITEM III. A garantia da estabilidade das relações jurídicas não


se vislumbra no que diz respeito à consideração da formalização de
um parcelamento de dívida como ato jurídico perfeito a vincular o
contribuinte e o ente tributante, mas sim com o estabelecimento de
prazos decadenciais e prescricionais a correrem contra o Fisco,
respectivamente, para a constituição e exigência compulsória do
crédito tributário. Percebe-se que o examinador inverteu as
proposições dos itens II e II. Do mesmo modo, destaca-se que a
garantia da estabilidade das relações jurídicas é assegurada com a
observância do art. 168 do CTN combinado com o art. 3° da LC
118/05, que estabelece prazo decadencial contra o contribuinte.
Logo, incorreto.

ITEM IV. A confiança no tráfego jurídico visa á proteção à


confiança do contribuinte, que, de acordo com o parágrafo único do
art. 100 do CTN, estabelece que o contribuinte não pode ser
penalizado se agir em obediência às normas complementares das
leis e dos decretos. Isto é, a observância das normas
complementares (atos normativos expedidos pelas autoridades
administrativas; decisões dos órgãos singulares ou coletivos de
jurisdição administrativa, a que a lei atribua eficácia normativa;
práticas reiteradamente observadas pelas autoridades
administrativas; convênios que entre si celebrem a União, os
Estados, o Distrito Federal e os Municípios) exclui a imposição de
penalidades, a cobrança de juros de mora e a atualização do valor
monetário da base de cálculo do tributo. Logo, correto.

ITEM V. O conteúdo da tutela jurisdicional, que se materializa


pela ampla gama de instrumentos processuais colocados à

68
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

disposição do contribuinte para o questionamento de créditos


tributários, tanto na esfera administrativa (na União, por exemplo,
com o Decreto 70.235/1972, assegurando direito à impugnação e
recursos administrativos) como na esfera judicial, com destaque
para o mandado de segurança em matéria tributária, ação
anulatória de débito fiscal, ação de consignação em pagamento,
ação de repetição do indébito tributário e ação declaratória de
inexistência de relação jurídica. Logo, correto.

Em face do exposto, deve-se marcar a letra “c”, pois são


corretos os itens I, IV e V.

35. (ESAF/CGU/2012) Sobre o sistema tributário


nacional, assinale a opção correta.
I. A previsão constitucional de repartição das receitas
tributárias altera a distribuição de competência, tendo
em vista que influi na privatividade do ente federativo
em instituir e cobrar seus próprios tributos.
II. A vedação ao confisco é facilmente conceituada no
direito pátrio, vez que há definição objetiva, expressa
em nosso ordenamento jurídico, que possibilita
aplicá-lo concretamente, sem a necessidade de ser
estudada com o sistema socioeconômico.
III. O princípio da carência veda cobrar tributos antes
de decorridos 90 dias da data em que haja sido
publicada a lei que os instituiu ou aumentou, porém
ele só se aplica a algumas espécies de tributos.
IV. A orientação do Supremo Tribunal Federal inclina-
se na linha de que o empréstimo compulsório é
identificado como uma típica modalidade tributária
que se sujeita, por isso mesmo, ao regime jurídico
constitucional inerente aos tributos em geral.
a) Somente II, III e IV estão corretas.
b) Somente I, II e III estão incorretas.
c) Somente III e IV estão corretas.
d) Somente I, II e IV estão incorretas.
e) Somente II e III estão corretas.

ITEM I. A previsão constitucional de repartição das receitas


tributárias não altera a distribuição de competência, tendo em vista
que não influi na privatividade do ente federativo em instituir e
cobrar seus próprios tributos, conforme também se depreende da
interpretação adequada do art. 6°, parágrafo único, do CTN. Logo,
incorreto.

69
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

ITEM II. Conforme bem afirmou o STF recentemente, “(...) a


norma inscrita no art. 150, IV, da Constituição encerra uma
cláusula aberta, veiculadora de conceito jurídico indeterminado,
reclamando, em consequência, que os Tribunais, na ausência de
‘uma diretriz objetiva e genérica, aplicável a todas as
circunstâncias’ (ANTÔNIO ROBERTO SAMPAIO DÓRIA, Direito
Constitucional Tributário e Due Process of Law, p. 196, item n. 62,
2 ed., 1986, Forense) -- e tendo em consideração as limitações que
derivam do princípio da proporcionalidade --, procedam à avaliação
dos excessos eventualmente praticados pelo Estado. (...) não há
uma definição constitucional de confisco em matéria
tributária. Trata-se, na realidade, de um conceito aberto, a
ser utilizado pelo juiz, com apoio em seu prudente critério,
quando chamado a resolver os conflitos entre o poder
público e os contribuintes.” (ARE 712.285-AgR, DJE de 28-6-
2013). Logo, incorreto.

ITEM III. O princípio da carência, também demoninado de


anterioridade nonagesimal, noventena, anterioridade especial ou
anterioridade mitigada, veda cobrar tributos antes de decorridos 90
dias da data em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou
aumentou, porém ele só se aplica a algumas espécies de tributos, pois
o art. 150, §1°, da CF, estabelece diversas exceções ao princípio, que
são o II, IE, IR, IOF, IEG e o empréstimo compulsório por motivo de
guerra externa ou de calamidade pública, bem como no que diz
respeito à fixação da base de cálculo do imposto sobre a propriedade
de veículos automotores (IPVA) e do imposto sobre propriedade
predial e territorial urbana (IPTU). Logo, correto.

ITEM IV. O STF entende o empréstimo compulsório como uma


típica modalidade tributária que se sujeita, por isso mesmo, ao
regime jurídico constitucional inerente aos tributos em geral. Afirma
o STF: “As diversas espécies tributárias, determinadas pela hipótese
de incidência ou pelo fato gerador da respectiva obrigação (CTN,
art. 4º) são as seguintes: a) os impostos (CF arts. 145, I, 153, 154,
155 e156); b) as taxas (CF, art. 145, II); c) as contribuições, que
podem ser assim classificadas: c.1. de melhoria (CF, art. 145, III);
c.2. parafiscais (CF, art. 149), que são: c.2.1. sociais, c.2.1.1. de
seguridade social (CF art. 195, I, II, III), C.2.1.2. outras de
seguridade social (CF, art. 195, § 4º), c.2.1.3. sociais gerais (o
FGTS, o salário-educação, CF, art. 212, § 5º, contribuições para o
SESI, SENAI, SENAC, CF art. 240); c.3. especiais; c.3.1. de
intervenção no domínio econômico (CF, art. 149) e c.3.2.
corporativas (CF, art.149). Constituem, ainda, espécie
tributária: d) os empréstimos compulsórios (CF, art. 148).”
(RE 138.284, DJ de 28-8-1992). Logo, correto.

70
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

Em face do exposto, deve-se marcar a letra “c” (Somente III


e IV estão corretas).

36. (ESAF/MDIC/2012) Alguns tributos, de acordo


com a Constituição Federal, somente podem ser
exigidos após decorridos noventa dias da data da
publicação da lei que os houver instituído ou
modificado. Doutrinariamente, este lapso temporal é
chamado de anterioridade especial, nonagesimal ou
mitigada. Sobre ela, é incorreto afirmar que:
a) a sua aplicação, como regra, afasta a aplicação da
anterioridade de exercício.
b) em que pese sua adjetivação "mitigada", constitui
garantia mais efetiva ao contribuinte que a do art.
150, III, b, da Constituição Federal (anterioridade de
exercício) isoladamente.
c) a alteração do prazo para recolhimento das
Contribuições para o PIS/Pasep e Cofins também se
sujeita ao princípio da anterioridade especial.
d) no caso de redução de alíquotas, é desnecessária a
observância da anterioridade especial.
e) o vocábulo "lei", termo a quo de contagem do
prazo dos noventa dias, deve ser entendido, no caso
das Medidas Provisórias, como a data da sua
publicação, e não da sua conversão em lei.

Perceba que a questão fala em doutrina. Isto é importante,


pois a letra “a” adotada como correta pelo gabarito definitivo adota
posição isolada e desatualizada da doutrina.

No meu entender, a letra “a” se mostra plenamente incorreta,


pois, em relação aos tributos, a aplicação da anterioridade especial,
como regra, não afasta a aplicação da anterioridade de exercício.
Em regra, as duas anterioridades são cumulativas, de acordo com
previsão literal do art. 150, III, "c", da CF, que foi acrescentado
com a Emenda Constitucional n° 42/2003.

Senão, vejamos: “Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias


asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao
Distrito Federal e aos Municípios: III - cobrar tributos: b) no mesmo
exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu
ou aumentou; c) antes de decorridos noventa dias da data em que
haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou, observado
o disposto na alínea b”.

71
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

Sendo assim, a regra é bem clara em relação aos tributos


(art. 150, III, "c"). A anterioridade nonagesimal é cumulativa com
anterioridade nonagesimal. Qualquer tributo deve obedecer as duas
anterioridades cumulativamente, salvo as exceções dispostas no
texto constitucional.

Letra (A). O enunciado diz que a aplicação da anterioridade


nonagesimal, como regra, afasta a aplicação da anterioridade de
exercício ou anual, o que não é verdade, conforme leitura simples
do art. 150, III, “c”, da CF. Porém, a banca equivocadamente no
gabarito definitivo entendeu que sim. Logo, correta.

Letra (B). O poder constituinte derivado através da EC n.


42/2003 revigorou a certeza e a segurança no direito tributário,
garantindo-se ainda mais o sujeito passivo da relação tributária
contra uma tributação inesperada ou surpresa, vedando a
cobrança de alguns tributos antes de decorridos 90 dias da
data em que tiver sido publicada a lei que os tenha instituído
ou aumentado (art. 150, inciso III, alínea “c”), consoante já era
igualmente fixado pelo poder constituinte originário para as
contribuições da seguridade social (art. 195, §6º, da CF/88). Logo,
correta, pois, muitas vezes, o tributo era aumentado no final do ano
e o contribuinte não tinha tempo para fazer qualquer planejamento
tributário.

Letra (C). Norma legal que altera o prazo de recolhimento da


obrigação tributária não se sujeita ao princípio da anterioridade
(Súmula 669 do STF). Logo, incorreta.

Letra (D). A anterioridade especial e a anterioridade geral são


aplicadas no caso de instituição ou majoração de tributos (art. 150,
III, “a” e “b”). Logo, correta.

Letra (E). O art. 62, §2º, da CF, dispõe que medida provisória
que implique instituição ou majoração de impostos só produzirá
efeitos no exercício financeiro seguinte (anterioridade genérica) se
houver sido convertida em lei até o último dia daquele em que foi
editada, exceto nos casos do imposto de importação (II), imposto de
exportação (IE), imposto sobre produtos industrializados (IPI),
imposto sobre operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a
títulos ou valores mobiliários (IOF) e o imposto extraordinário de
guerra (IEG). Decerto, salvo as exceções anteriores, a medida
provisória (MP) também deve atender a anterioridade nonagesimal ou
noventena, contada da publicação da medida provisória se esta for
convertida em lei sem alterações substanciais realizadas pelo Poder
Legislativo. Ao contrário, se a medida provisória for significativamente

72
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

modificada, a noventena é contada da data da conversão da MP em


lei. No caso, a questão adotou a regra que ocorre quando a MP é
convertida em lei sem alterações substanciais realizadas pelo Poder
Legislativo. Logo, correta.

37. (ESAF/PFN/2012) Alguns tributos possuem,


além da função meramente arrecadatória ou fiscal,
finalidade outra que se destina a regular a economia,
criando mecanismos que induzem, ou incentivam, a
conduta do potencial contribuinte numa ou noutra
direção. É o que se viu recentemente com a
majoração das alíquotas do IPI – Imposto sobre
Produtos Industrializados, incidente sobre a
importação de automóveis, já que, no período de
janeiro a agosto de 2011, a balança comercial do
setor automotivo atingiu um déficit de R$ 3 bilhões.
Contudo, o STF entendeu que o decreto que majorar
as alíquotas aplicáveis às operações de importação de
veículos automotores
a) sujeita-se ao princípio da anterioridade, segundo o
qual não se poderá exigir, no mesmo exercício
financeiro em que o decreto é publicado, alíquotas
maiores do que aquelas até então vigentes.
b) tem aplicabilidade imediata, por ser o IPI um
tributo regulatório e pelo fato de que o Decreto-Lei
que o criou (DL n. 1.191/1971) ter autorizado o Poder
Executivo a reduzir suas alíquotas a zero; majorá-las,
acrescentando até 30 unidades ao percentual de
incidência fixado na lei, e, ainda, alterar a base de
cálculo em relação a determinados produtos,
podendo, para esse fim, fixar-lhes valor tributável
mínimo.
c) submete-se, dentre outros, ao princípio
constitucional da anterioridade nonagesimal, ou seja,
fica suspenso até que tenha transcorrido o prazo de
noventa dias da sua publicação.
d) fica suspenso, por força da anterioridade
nonagesimal, até que tenha transcorrido o prazo de
noventa dias da sua publicação. Contudo, a
suspensão somente opera efeitos ex tunc caso haja
pedido liminar formulado no sentido de reparar dano,
e não para prevenir risco ao contribuinte.
e) não se submete ao princípio constitucional da
anterioridade nonagesimal, eis que a Constituição
Federal foi clara ao prever tal comando para a lei
(antes de decorridos 90 dias da data em que haja

73
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou).


Assim, como o texto constitucional fala em “lei”, o
aumento das alíquotas por decreto não está sujeito à
espera nonagesimal.

Letra (A). O IPI não se sujeita a anterioridade anual. Logo,


incorreta.

Letra (B). Existem vários erros nesse item. O Decreto-lei


referido é nº 1.199/1971 e não o DL n. 1.191/1971, que dispõe
sobre incentivos fiscais para o turismo. O IPI não tem aplicabilidade
imediata, pois deve observar a carência tributária. Além disso,
segundo a doutrina amplamente majoritária não se pode alterar a
base de cálculo do IPI por meio de ato do Poder Executivo. Logo,
incorreta.

Letra (C). O STF entendeu que o IPI submete-se, dentre


outros, ao princípio constitucional da anterioridade nonagesimal, ou
seja, fica suspenso até que tenha transcorrido o prazo de noventa
dias da sua publicação (ADI 4.661-MC, DJE de 23-3-2012; RE
671.927, DJE de 3-4-2012). Logo, correta.

Letra (D). O item a suspensão somente opera efeitos ex tunc


(retroativos) caso haja pedido liminar formulado no sentido de
reparar dano, e isto é incorreto. Independentemente do citado
pedido liminar, segundo o STF, não se pode cobrar o IPI antes de
transcorrido os noventa (90) dias da sua publicação. Logo,
incorreta.

Letra (E). O IPI se submete ao princípio constitucional da


anterioridade nonagesimal, eis que a Constituição Federal ao prever
tal comando para a lei (antes de decorridos 90 dias da data em que
haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou), também se
aplica ao aumento das alíquotas do IPI por decreto. Logo, incorreta.

Portanto, deve-se marcar a letra “c”.

74
Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

Aula 1 – Competência Tributária. Limitações Constitucionais do Poder


de Tributar. Imunidades. Princípios Constitucionais Tributários (PARTE
2). Conceito e Classificação dos Tributos – 20/03.

De início, colocaremos os exercícios sem comentários e depois


detalhadamente comentados, registrando-se que qualquer dúvida
pode ser enviada para os seguintes correios eletrônicos:
contato@edvaldonilo.com.br e/ou edvaldonalmeida@yahoo.com.br1:

1. (ESAF/MDIC/2012) A Constituição Federal, entre outras


limitações ao poder de tributar, veda o tratamento desigual entre
contribuintes que se encontrem em situação equivalente. Sobre esta
isonomia tributária, é correto afirmar que:
a) o STF entendeu inconstitucional, por ofensa a tal princípio, norma
que proibia a adoção do regime de admissão temporária para as
operações amparadas por arrendamento mercantil.
b) não há ofensa ao princípio da isonomia tributária se a lei, por
motivos extrafiscais, imprime tratamento desigual a microempresas e
empresas de pequeno porte de capacidade contributiva distinta,
afastando do regime do simples aquelas cujos sócios têm condição de
disputar o mercado de trabalho sem assistência do Estado.
c) viola o princípio da isonomia a instituição, por parte de lei
estadual, de incentivos fiscais a empresas que contratem empregados
com mais de quarenta anos.
d) para que um tratamento tributário diferenciado, como a isenção,
seja justificado, não é necessário haver correlação lógica entre este e
o elemento de discriminação tributária.
e) não se permite a distinção, para fins tributários, entre empresas
comerciais e prestadoras de serviços, bem como entre diferentes
ramos da economia.

2. (ESAF/MDIC/2012) O princípio da capacidade contributiva, que


informa o ordenamento jurídico tributário, estabelece que, sempre
que possível, os impostos terão caráter pessoal e serão graduados
segundo a capacidade econômica do contribuinte, facultado à
administração tributária, especialmente para conferir efetividade a
esses objetivos, identificar, respeitados os direitos individuais e nos
termos da lei, o patrimônio, os rendimentos e as atividades
econômicas do contribuinte. Sobre ele, assinale a opção incorreta.
a) Tal princípio aplica-se somente às pessoas físicas.
b) Constitui subprincípio do princípio da solidariedade.
c) Visa, entre outros objetivos, a assegurar o mínimo vital, ou mínimo
existencial.

1
Enviar a dúvida com o email cadastrado no site e informar o login e
usuário. Agradeço desde já, Edvaldo Nilo.
1
Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

d) Constitui subprincípio do princípio da igualdade.


e) É compatível com a progressividade de alíquotas.

3. (ESAF/MDIC/2012) Sobre as taxas, espécie tributária prevista


pelo art. 145, inciso II da Constituição Federal, julgue os itens abaixo
e a seguir assinale a opção correta.
I. O texto constitucional diferencia as taxas decorrentes do exercício
do poder de polícia daquelas de utilização de serviços específicos e
divisíveis, facultando apenas a estas a prestação potencial do serviço
público.
II. O Supremo Tribunal Federal entende como específicos e divisíveis,
e passíveis de tributação por meio de taxa, os serviços públicos de
coleta, remoção e tratamento ou destinação de lixo ou resíduos
provenientes de imóveis, desde que essas atividades sejam
completamente dissociadas de outros serviços públicos de limpeza
realizados em benefício da população em geral (uti universi) e de
forma indivisível.
III. Preços de serviços públicos e taxas não se confundem, porque
estas, diferentemente daqueles, são compulsórias e têm sua
cobrança condicionada à prévia autorização orçamentária, em relação
à lei que as instituiu.
IV. A taxa, enquanto contraprestação a uma atividade do Poder
Público, não pode superar a relação de razoável equivalência que
deve existir entre o custo real da atuação estatal referida ao
contribuinte e o valor que o Estado pode exigir de cada contribuinte,
considerados, para esse efeito, os elementos pertinentes às alíquotas
e à base de cálculo fixadas em lei.
a) Apenas I, II e IV estão corretos.
b) Apenas I, III e IV estão corretos.
c) Apenas II e IV estão corretos.
d) Apenas III e IV estão corretos.
e) Todos os itens estão corretos.

4. (AFRFB/2005) No tocante às imunidades tributárias conferidas


às instituições de assistência social sem fins lucrativos, só uma
afirmação não pode ser feita:
a) É subordinada, entre outros, ao requisito de que apliquem
integralmente no País os seus recursos na manutenção de seus
objetivos institucionais, ou de outros que com estes guardem
semelhança.
b) Somente alcançam as entidades fechadas de previdência social
privada se não houver contribuição dos beneficiários.
c) Não excluem a atribuição, por lei, às instituições de assistência
social, da condição de responsáveis pelos tributos que lhes caiba
reter na fonte.

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Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

d) Não dispensa tais entidades do cumprimento de obrigações


tributárias acessórias, como a de manterem escrituração de suas
receitas e despesas em livros revestidos de formalidades capazes de
assegurar sua exatidão.
e) Ainda quando alugado a terceiros, permanece imune ao IPTU o
imóvel pertencente a tais instituições, desde que o valor dos aluguéis
seja aplicado nas atividades essenciais de tais entidades.

5. (ATN/Recife/2003) É vedado à União, aos Estados, ao Distrito


Federal e aos Municípios instituir impostos sobre patrimônio, renda ou
serviços das instituições de educação e de assistência social, sem fins
lucrativos. No entanto, de acordo com o Código Tributário Nacional,
tal imunidade tributária é subordinada à observância, pelas referidas
instituições, do seguinte requisito, entre outros:
a) aplicarem integralmente, no Brasil ou em suas controladas no
exterior, os seus recursos na manutenção dos seus objetivos
institucionais.
b) não distribuírem qualquer parcela de seu patrimônio ou de suas
rendas, a qualquer título.
c) no caso de instituições de educação, oferecerem gratuitamente
pelo menos 50% das vagas de seus cursos regulares a alunos
carentes.
d) não remunerarem seus empregados com salários superiores aos
pagos por empresas públicas, em se tratando de cargos de iguais
atribuições.
e) não distribuírem qualquer parcela de seu patrimônio ou de suas
rendas, a título de lucro ou participação no seu resultado.

6. (AFTE/RN/2004) Avalie o acerto das afirmações adiante e marque


com V as verdadeiras e com F as falsas; em seguida, marque a
resposta correta.
( ) A imunidade tributária conferida pela Constituição Federal a
instituições de assistência social sem fins lucrativos somente alcança
as entidades fechadas de previdência social privada se não houver
contribuição dos beneficiários.
( ) É permitido à União exigir imposto sobre a renda auferida por
Municípios que provenha de aluguel de imóveis a eles pertencentes.
( ) O imóvel pertencente a entidade sindical de trabalhadores, ainda
quando alugado a terceiros, permanece imune ao imposto sobre
propriedade predial e territorial urbana (IPTU), desde que o valor dos
aluguéis seja aplicado nas atividades essenciais de tal entidade.
a) V, V, V.
b) V, V, F.
c) V, F, V.
d) F, F, V.
e) F, V, F.

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7. (Procurador do TCE/GO/2007) Entre as afirmativas abaixo,


relativas à imunidade e isenções tributárias, assinale a correta.
a) Os partidos políticos são entidades imunes, benefício que não se
estende às suas fundações.
b) A imunidade de entidade educacional sem fins lucrativos não é
extensiva aos aluguéis de apartamento de sua propriedade revertidos
às suas finalidades institucionais.
c) A imunidade tributária incidente sobre livros só é extensível ao
papel nele utilizado se a obra tiver fins didático-educacionais.
d) A isenção por prazo certo e em função de determinadas condições
atendidas pelo sujeito passivo gera direito adquirido.
e) A empresa pública Caixa Econômica Federal, que exerce atividade
econômica, é abrangida pela imunidade tributária recíproca, não se
sujeitando ao pagamento de imposto sobre propriedade de veículos
automotores incidentes sobre seus carros.

8. (AFRF/2003) · Entidade fechada de previdência privada, que só


confere benefícios aos seus filiados desde que eles recolham as
contribuições pactuadas, goza de imunidade tributária?
· Segundo entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal,
filmes fotográficos destinados à composição de livros, jornais e
periódicos estão abrangidos por imunidade tributária?
· A Constituição Federal veda a instituição de contribuição social para
a seguridade social sobre o lucro auferido por pessoas jurídicas, que
decorra de comercialização de livros, jornais, periódicos e papel
destinado a sua impressão?
a) Não, sim, não.
b) Não, não, sim.
c) Não, não, não.
d) Sim, sim, não.
e) Sim, não, sim.

9. (AFTN/94) A Constituição da República prevê que sobre a energia


elétrica podem incidir somente
a) dois impostos.
b) três impostos.
c) os impostos de importação e de exportação.
d) imposto único sobre energia elétrica.
e) impostos estaduais e municipais.

10. (AFTN/94) Quando atendam os requisitos estabelecidos na lei,


não podem ser cobrados impostos que incidam sobre a renda,
serviços e patrimônio, bem como a contribuição para a seguridade
social, das seguintes espécies de entidades:
a) partidos políticos.

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b) instituições beneficentes de educação.


c) fundações dos partidos políticos.
d) instituições beneficentes de assistência social.
e) entidades sindicais dos trabalhadores.

11. (ISS/RJ/2010) Sobre as limitações constitucionais ao poder de


tributar, é correto afirmar que:
a) apenas mediante lei é possível instituir ou aumentar tributo.
b) nos tributos de competência da União, não se admitem
discriminações regionais ou locais com relação aos mesmos fatos
geradores ou bases de cálculo.
c) as fundações públicas instituídas pela União são imunes de
impostos estaduais.
d) a imunidade recíproca de impostos entre os entes da federação
brasileira abrange todas as rendas de todos eles, salvo se
decorrentes de ganhos em aplicações financeiras.
e) inclusive conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal,
a imunidade dos “templos de qualquer culto” tem interpretação
ampla e finalística.

12. (ISS/RJ/2010) O princípio da isonomia tributária, previsto no


art. 150, inciso II, da Constituição, proíbe o tratamento desigual
entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente.
Entretanto, tal princípio exige a sua leitura em harmonia com os
demais princípios constitucionais. Destarte, pode-se concluir, exceto,
que:
a) em matéria tributária, as distinções podem se dar em função da
capacidade contributiva ou por razões extrafiscais que estejam
alicerçadas no interesse público.
b) relativamente às microempresas e empresas de pequeno porte, a
Constituição prevê que lhes seja dado tratamento diferenciado e
favorecido, por lei complementar, inclusive com regimes especiais ou
simplificados.
c) a sobrecarga imposta aos bancos comerciais e às entidades
financeiras, no tocante à contribuição previdenciária sobre a folha de
salários, não fere o princípio da isonomia tributária, ante a expressa
previsão constitucional.
d) determinado segmento econômico prejudicado por crise
internacional que tenha fortemente atingido o setor não permite
tratamento tributário diferenciado sem ofensa ao princípio da
isonomia.
e) a proibição de importação de veículos usados não configura
afronta ao princípio da isonomia.

13. (ESAF/APO/União/2010) De acordo com a Constituição


Federal, não se pode cobrar tributos em relação a fatos geradores

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ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou


aumentado. Trata-se do princípio da anterioridade tributária.
Entretanto, a própria Constituição estabelece que ato do Poder
Executivo pode elevar alíquotas de determinados tributos, como, por
exemplo:
a) Imposto sobre a renda, imposto sobre produtos industrializados e
contribuição social sobre o lucro líquido.
b) Imposto sobre produtos industrializados, contribuição de
intervenção no domínio econômico sobre combustíveis e imposto
sobre importações.
c) Imposto sobre importações, imposto sobre exportações e imposto
sobre a renda.
d) Imposto sobre importações, imposto sobre a renda e imposto
sobre produtos industrializados.
e) Contribuição de intervenção no domínio econômico sobre
combustíveis, imposto sobre a renda e imposto sobre exportações.

14. (ESAF/APO/União/2008) A competência tributária, assim


entendida como o poder que os entes políticos – União, Estados-
Membros, Distrito Federal e Municípios – têm para instituir tributos,
não é ilimitada. Ao contrário, encontra limites na Constituição
Federal, entre os quais destacamos o princípio da legalidade
tributária, segundo o qual nenhum tributo poderá ser instituído ou
majorado a não ser por lei. Porém, a própria Constituição Federal
excetua da obrigatoriedade de ser majorados por lei (podendo sê-lo
por ato do Poder Executivo) alguns tributos. São exemplos desses
tributos:
a) imposto sobre renda e proventos / imposto sobre importação de
produtos estrangeiros / contribuição para o PIS/PASEP.
b) imposto sobre produtos industrializados / CIDE combustível /
contribuição para o PIS/PASEP.
c) imposto sobre importação de produtos estrangeiros / imposto
sobre exportação de produtos nacionais ou nacionalizados / imposto
sobre renda e proventos.
d) CIDE combustível / imposto sobre produtos industrializados /
imposto sobre operações de crédito, câmbio e seguros.
e) contribuição para o PIS/PASEP / imposto sobre operações de
crédito, câmbio e seguros/ imposto sobre produtos industrializados.

15. (Analista Jurídico/2007/CE) O princípio constitucional da


legalidade preceitua que a instituição ou a majoração de tributos
deverá ser estabelecida por lei. Com relação à majoração de
alíquotas, porém, a própria Constituição Federal prevê que alguns
tributos poderão tê-la por meio de decreto presidencial. Entre estes,
não se inclui:
a) Imposto de Importação.

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b) Imposto Territorial Rural.


c) Imposto sobre Operações Financeiras.
d) Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico Sobre
Combustíveis.
e) Imposto Sobre Produtos Industrializados.

16. (AFRFB/2005) Ainda que atendidas as condições e os limites


estabelecidos em lei, é vedado ao Poder Executivo alterar as
alíquotas do imposto sobre
a) importação de produtos estrangeiros.
b) exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou
nacionalizados.
c) propriedade territorial rural.
d) operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou
valores mobiliários.
e) produtos industrializados.

17. (Analista Contábil-Financeiro/2007/CE) O princípio


constitucional da anterioridade, corolário da segurança jurídica,
estabelece que os entes tributantes – União, Estados, Distrito Federal
e Municípios – não poderão exigir tributo no mesmo exercício
financeiro em que tenha sido publicada a lei que o tenha instituído ou
aumentado. No tocante à possibilidade de majoração de tributos no
mesmo exercício financeiro em que tenha sido publicada a lei que os
tenha aumentado, porém, a própria Constituição Federal estabeleceu
algumas exceções. Entre os itens a seguir, assinale aquele que não
constitui exceção ao referido princípio.
a) Imposto sobre produtos industrializados.
b) Contribuição de intervenção no domínio econômico, cobrada sobre
combustíveis.
c) Imposto de exportação.
d) Empréstimo compulsório para despesas extraordinárias
decorrentes de calamidade pública.
e) Empréstimo compulsório para despesas de investimento público de
caráter urgente e relevante interesse nacional.

18. (Auditor Fiscal/Natal/2008) O Governador do Estado de


Minas Gerais fez publicar, em 6 de novembro de 2007, em atenção às
Constituições Estadual e Federal, medida provisória visando à
majoração de imposto estadual. A norma entrou em vigor na data de
sua publicação. O Poder Legislativo Estadual, porém, somente
converteu a medida provisória em lei no dia 20 de fevereiro de 2008.
Em face da situação hipotética e considerando os parâmetros de
vigência e aplicação da legislação tributária, aponte em que data o
aumento poderá ser efetivamente cobrado.
a) 1º de janeiro de 2008.

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b) 4 de fevereiro de 2008.
c) 20 de maio de 2008.
d) 1º de janeiro de 2009.
e) 31 de março de 2009.

19. (Auditor Fiscal/2005/MG) Assinale a opção correta. O


princípio segundo o qual é vedado cobrar tributos em relação a fatos
geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver
instituído ou aumentado (art. 150,III, ‘a’ da CRFB/88) é o da:
a) anterioridade.
b) irretroatividade.
c) anualidade.
d) imunidade recíproca.
e) legalidade.

O princípio da irretroatividade é que veda cobrar tributos em relação


a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os
houver instituído ou aumentado. Logo, a resposta é a letra “b”.

20. (ESAF/PFN/2007.2) Das formulações abaixo, assinale a que


não se inclui entre os conteúdos normativos que a Constituição
considera, relaciona e tipifica, na Seção II, do Capítulo I, do seu
Título VI, como “Limitações do Poder de Tributar”.
a) É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos
Municípios exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça.
b) É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos
Municípios instituir impostos sobre patrimônio, renda ou serviços, uns
dos outros.
c) É vedado aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios instituir
isenções de tributos da competência da União, bem como da
competência de uns e outros.
d) A lei determinará medidas para que os consumidores sejam
esclarecidos acerca dos impostos que incidam sobre mercadorias e
serviços.
e) É vedado aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios
estabelecer diferença tributária entre bens e serviços, de qualquer
natureza, em razão de sua procedência ou destino.

21. (ESAF/ATRFB/2010) A Constituição Federal, entre outras


limitações ao poder de tributar, estabelece a isonomia, vale dizer,
veda o tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em
situação equivalente. Sobre a isonomia, é correto afirmar que:
a) diante da regra mencionada, o tratamento tributário diferenciado
dado às microempresas e empresas de pequeno porte, por exemplo,
deve ser considerado inconstitucional.

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b) não se permite a distinção, para fins tributários, entre empresas


comerciais e prestadoras de serviços, bem como entre diferentes
ramos da economia.
c) para que um tratamento tributário diferenciado (isenção, por
exemplo) seja justificado, não é necessário haver correlação lógica
entre este e o elemento de discriminação tributária.
d) em razão do princípio constitucional da isonomia, não deve ser
diferenciado, por meio de isenções ou incidência tributária menos
gravosa, o tratamento de situações que não revelem capacidade
contributiva ou que mereçam um tratamento fiscal ajustado à sua
menor expressão econômica.
e) a isenção, como causa de exclusão do crédito tributário, é, por sua
própria natureza, fator de desigualação e discriminação entre
pessoas, coisas e situações. Nem por isso, no entanto, as isenções
são inconstitucionais, desde que reste demonstrado que se teve em
mira o interesse ou a conveniência pública na aplicação da regra da
capacidade contributiva ou no incentivo de determinadas atividades
de interesse do Estado.

22. (APOF/SP/2009) O princípio da capacidade contributiva:


a) não se aplica às penalidades tributárias.
b) aplica-se somente às contribuições.
c) aplica-se somente aos impostos.
d) aplica-se indistintamente a todas as espécies tributárias.
e) é atendido pela progressividade dos impostos reais.

23. (ESAF/AFRFB/2010) Entre as limitações constitucionais ao


poder de tributar, que constituem garantias dos contribuintes em
relação ao fisco, é incorreto afirmar que:
a) os impostos sobre o patrimônio podem ser confiscatórios, quando
considerados em sua perspectiva estática.
b) uma alíquota do imposto sobre produtos industrializados de 150%,
por exemplo, não significa necessariamente confisco.
c) o imposto de transmissão causa mortis, na sua perspectiva
dinâmica, pode ser confiscatório.
d) o princípio do não-confisco ajuda a dimensionar o alcance do
princípio da progressividade, já que exige equilíbrio, moderação e
medida na quantificação dos tributos.
e) a identificação do efeito confiscatório não deve ser feita em função
da totalidade da carga tributária, mas sim em cada tributo
isoladamente.

24. (ESAF/AFRFB/2010) Analise os itens a seguir, classificando-os


como verdadeiros (V) ou falsos (F). Em seguida, escolha a opção
adequada às suas respostas:

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Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

I. de acordo com a Constituição Federal, o imposto sobre a renda e


proventos de qualquer natureza será informado pela generalidade,
universalidade e progressividade, na forma da lei. Pode-se afirmar
que o critério da progressividade decorre dos princípios da igualdade
e da capacidade contributiva, na medida em que contribuintes com
maiores rendimentos sejam tributados de modo mais gravoso do que
aqueles com menores rendimentos;
II. a Constituição estabelece expressamente que o imposto sobre a
renda será progressivo, enquanto o imposto sobre a propriedade
imobiliária poderá ser progressivo;
III. a Constituição traça uma dupla progressividade para o IPTU,
quais sejam, progressividade em razão do imóvel e em razão do
tempo;
IV. o princípio da capacidade contributiva não possui significado
muito importante para o IPTU, visto que este tributo se caracteriza
por ser um imposto real, sem relação com as características pessoais
do sujeito passivo.
a) Estão corretos somente os itens I e III.
b) Estão corretos somente os itens I, II e IV.
c) Estão corretos somente os itens I e II.
d) Estão corretos somente os itens II e IV.
e) Todos os itens estão corretos.

25. (ESAF/ATRFB/2010) “A redução do Imposto sobre Produtos


Industrializados − IPI para geladeiras, fogões, máquinas de lavar e
tanquinhos, produtos da linha branca, que encerraria no próximo dia
31, foi prorrogada por mais três meses. A partir de 10 de novembro
entra em vigor uma nova tabela cujas alíquotas passam a ser
estabelecidas com base na eficiência energética dos produtos, de
acordo com a classificação do Programa Brasileiro de Etiquetagem,
coordenado pelo Inmetro. O anúncio foi feito nesta quinta-feira pelo
ministro da Fazenda Guido Mantega. “Nós estamos desonerando mais
os produtos que consomem menos energia”, explicou. A medida vale
até 31 de janeiro de 2010. Segundo ele, as geladeiras, que antes do
IPI baixo tinham uma alíquota de 15%, e recuou para 5%, poderão
manter essa mesma alíquota reduzida, mas somente para os
produtos da chamada classe “A”, ou seja, com menor consumo de
energia. As geladeiras da classe “B” passarão a ter uma alíquota de
10% e o restante voltará a ter um IPI de 15%.” (Extraído do site
www.fazenda.gov.br, notícia de 29.10.2009). Na notícia acima,
identificamos um importante aspecto do IPI – Imposto sobre
Produtos Industrializados. Assinale, entre as opções que se seguem,
aquela que explica e justifica tal aspecto, isto é, somente aquele que
a notícia mencionada destacou.
a) Por meio da seletividade, pode-se tributar com alíquotas
diferenciadas produtos de acordo com o seu grau de essencialidade.

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Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

b) A notícia demonstra a aplicabilidade do princípio constitucional da


capacidade tributária, pois estabelece alíquotas diferenciadas para as
diversas categorias de geladeiras existentes no mercado.
c) O IPI constitui uma exceção à regra geral da legalidade, já que o
Poder Executivo pode, a qualquer momento, baixar ou restabelecer
as suas alíquotas.
d) A não-cumulatividade, outra característica do IPI, visa impedir que
as incidências sucessivas nas diversas operações da cadeia
econômica de um produto impliquem um ônus tributário muito
elevado, decorrente da múltipla tributação da mesma base
econômica.
e) A extrafiscalidade consiste na possibilidade de, por meio de
alíquotas diferenciadas, estimular-se determinado comportamento
por parte da indústria e, consequentemente, dos consumidores.

26. (ESAF/AFTM/Natal/2008) Sobre o conceito de tributo e sua


natureza jurídica, assinale a única opção correta.
a) A Lei Complementar n. 104/2001, ao permitir a dação em
pagamento de bens imóveis, como forma de extinção do crédito
tributário, promoveu a derrogação do art. 3º do CTN, que confere ao
tributo uma prestação pecuniária em moeda ou cujo valor nela se
possa exprimir.
b) Tributo é toda prestação pecuniária compulsória instituída em lei.
Todavia, não há restrição para que o Município majore alíquotas de
tributos, sob sua competência, por meio de decreto.
c) Tendo em vista que o tributo não pode constituir uma sanção por
ato ilícito, não se faz possível a incidência de tributos sobre atividades
criminosas, pois assim agindo o Estado estaria obtendo recursos de
uma atividade por ele proibida.
d) A cobrança de impostos decorre de uma atividade administrativa
não-vinculada, haja vista os recursos poderem ser utilizados com
quaisquer despesas previstas no orçamento.
e) O que determina a natureza jurídica de um tributo é o fato gerador
da respectiva obrigação, independentemente de sua denominação e
da destinação legal do produto de sua arrecadação.

27. (ESAF/APO/UNIÃO/2010) É sabido que, de acordo com o art.


3° do Código Tributário Nacional, tributo é toda prestação pecuniária,
compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que
não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada
mediante atividade administrativa plenamente vinculada. Consoante
tal entendimento, é errado afirmar-se que:
a) as multas pelo descumprimento da obrigação tributária não são
tributos, mas consideradas pelo CTN como obrigação tributária, ao
lado do tributo, para que se submetam ao mesmo regime de

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Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

constituição, discussão administrativa, inscrição em dívida ativa e


execução dos tributos.
b) o poder de tributar é prerrogativa do Poder Público, que o faz para
custear suas ações no interesse da sociedade. A fiscalização tributária
implica exercício do poder de polícia, e somente mediante atividade
administrativa pode ser exigido o pagamento de tributo.
c) ocorrido o fato gerador da obrigação tributária, a autoridade
administrativa tem o dever de exigir o cumprimento da obrigação por
parte do contribuinte, havendo, no entanto, alguma margem de
discricionariedade nesta atividade.
d) a aquisição de renda e a promoção da circulação de mercadorias
com o produto de renda advinda do jogo do bicho, por exemplo,
apesar de fatos ilícitos, são passíveis de tributação.
e) nem toda prestação pecuniária prevista em lei constitui tributo,
mas sim toda prestação pecuniária que reúna o conjunto dos
requisitos constantes do art. 3° do CTN, como por exemplo o caráter
obrigatório.

28. (ESAF/Agente de Fazenda/ISS/RJ/2010) O conceito de


tributo, nos termos do Código Tributário Nacional, traz as seguintes
conclusões, exceto:
a) o poder de tributar é prerrogativa do Poder Público, que o faz para
custear suas ações no interesse da sociedade.
b) não constituindo sanção por ato ilícito, pouco importa para a
legislação do imposto sobre a circulação de mercadorias e serviços,
por exemplo, a origem lícita ou ilícita de determinadas mercadorias,
desde que reste configurada a hipótese de incidência do referido
tributo, qual seja, a circulação dessas mercadorias, para que possa
ele ser exigido.
c) nem toda prestação pecuniária prevista em lei constitui tributo,
mas somente aquelas que reúnam o conjunto dos requisitos previstos
na definição de tributo, consoante o Código Tributário Nacional.
d) o Estado exige os tributos compulsoriamente das pessoas,
portanto, a obrigação de pagar tributos não decorre da vontade do
contribuinte, sendo esta, aliás, irrelevante nessa matéria.
e) embora sendo uma obrigação de direito público, absolutamente
indisponível por parte da administração, admite-se, desde que haja a
respectiva previsão legal, a delegação dessa obrigação a outras
pessoas jurídicas, como empresas públicas e sociedades de economia
mista.

29. (ESAF/GESTOR/MG/2005) A natureza jurídica dos tributos é


determinada:
a) pela denominação legal.
b) pelo critério quantitativo da norma que o criou.
c) pela finalidade de sua arrecadação.

12
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d) pelo fato gerador.


e) pela previsão ou não de obrigações acessórias.

30. (ESAF/Ministério da Fazenda/2009) A determinação da


natureza jurídica específica do tributo, de acordo com o Código
Tributário Nacional, decorre, especificamente:
a) do fato gerador da respectiva obrigação.
b) da destinação legal do produto da arrecadação.
c) da denominação.
d) da fixação do agente arrecadador.
e) das peculiaridades dos sujeitos ativo e passivo da obrigação.

31. (ESAF/TTN/1997) A natureza jurídica específica do tributo é


determinada
a) pela denominação que lhe dá a lei.
b) pelas características formais adotadas pela lei.
c) pela destinação legal do produto da sua arrecadação.
d) pela competência da pessoa jurídica de direito público que o
instituir.
e) pelo fato gerador e base de cálculo da respectiva obrigação.

32. (ESAF/MPC/TCE/GO/2007) Em relação aos tributos e suas


espécies, assinale a opção correta.
a) O fato gerador de um tributo não pode decorrer de circunstância
ilícita.
b) Para determinação da natureza jurídica do tributo, é essencial a
destinação legal do produto da arrecadação.
c) Excepcionalmente é admitido no direito brasileiro o tributo in
labore nas contribuições de melhoria quando a obra pública for
realizada pelo próprio sujeito passivo tributário.
d) O tributo denominado taxa, quando cobrado em razão de serviço
público específico e divisível, pode receber a denominação de tarifa
pública.
e) O tributo tem função extrafiscal quando seu objetivo principal é a
interferência no domínio econômico, não se limitando apenas à
simples arrecadação de recursos financeiros.

33. (ESAF/GESTOR MG/2005) Assinale a opção correta.


a) Na atividade de cobrança do tributo a autoridade administrativa
pode, em determinadas circunstâncias, deixar de aplicar a lei.
b) Não é preciso lei para exigir um tributo.
c) O tributo se caracteriza também pelo fato de não resultar da
aplicação de uma sanção por um ato ilícito.
d) A prestação do tributo não é obrigatória.
e) A destinação da arrecadação com o tributo determina sua
natureza.

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34. (ESAF/AFPS/2002) Com referência a tributo e suas espécies, é


correto afirmar que:
a) empréstimo compulsório, contribuição de melhoria, contribuição de
intervenção no domínio econômico e compensação financeira aos
Estados pela exploração de petróleo por empresas privadas são
espécies tributárias.
b) tributo é um gravame cuja obrigação tem por fato gerador uma
situação independente de qualquer atividade estatal específica,
relativa ao contribuinte.
c) são espécies tributárias, entre outras, imposto, taxa, contribuição
em favor de categoria profissional, preço público e contribuição de
intervenção no domínio econômico.
d) tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda, ou
cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato
ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa
plenamente vinculada.
e) tributo é a prestação pecuniária compulsória, em moeda, ou cujo
valor nela se possa exprimir, instituída em lei e cobrada mediante
atividade administrativa plenamente vinculada, que não constitua
sanção de ato ilícito, ressalvado o caso de ato ilícito que requeira
reparação em virtude de guerra.

35. (AFTM-FORTALEZA/2003) Avalie as formulações seguintes,


relativas a tributo e suas espécies, consideradas as pertinentes
disposições da Constituição Federal e do Código Tributário Nacional,
e, ao final, assinale a opção que corresponde à resposta correta.
I. Imposto, taxa, preço público e contribuição de interesse de
categorias profissionais são espécies tributárias.
II. A natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato
gerador da respectiva obrigação, sendo irrelevantes para qualificá-la:
(a) a denominação e demais características formais adotadas pela lei;
(b) a destinação legal do produto da sua arrecadação.
III. Empréstimo compulsório, contribuição de melhoria, contribuição
de intervenção no domínio econômico e contribuição para a
seguridade social são espécies tributárias.
IV. Contribuição de interesse de categorias econômicas, taxa,
imposto e encargo de reparação de guerra são espécies tributárias.
a) Apenas as formulações II e III são corretas.
b) Apenas as formulações III e IV são corretas.
c) Apenas as formulações I e III são corretas.
d) Apenas a formulação II é correta.
e) Apenas as formulações I e II são corretas.

36. (ESAF/AUDITOR/TCE/GO/2007) Segundo definição contida


no art. 3º do Código Tributário Nacional, tributo é uma prestação

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Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

pecuniária que, entre outras características, é instituída em lei. A


partir daí, e considerando os dispositivos constitucionais sobre as
espécies normativas, podemos concluir
a) que, a fim de que se compatibilizem com as limitações
constitucionais ao poder de tributar, as medidas provisórias somente
poderão cuidar de normas gerais em matéria tributária, mas não da
instituição de tributos.
b) que as medidas provisórias, por veicularem necessariamente
matéria relevante e urgente, são incompatíveis com o princípio
constitucional da anterioridade, razão pela qual não podem cuidar de
matéria tributária.
c) que medidas provisórias são aptas a instituir, mas não a aumentar
tributos.
d) que as medidas provisórias podem, em determinadas situações,
versar sobre matéria tributária.
e) que as medidas provisórias, assim como as leis delegadas, não
podem cuidar de matéria tributária, em nenhuma situação.

37. (AFTE/RN/2005) Avalie as indagações abaixo e em seguida


assinale a resposta correta.
(i) Em caso de guerra externa, é vedado à União instituir impostos
extraordinários não compreendidos em sua competência tributária?
(ii) É permitido ao Distrito Federal e aos Municípios instituir
contribuição para o custeio do serviço de iluminação pública?
(iii) É permitido que o serviço de iluminação pública seja remunerado
mediante taxa?
a) Não, sim, não
b) Não, não, sim
c) Sim, sim, não
d) Sim, não, sim
e) Sim, sim, sim

38. (ESAF/AFRE/MG/2005) Assinale a opção correta. Quando a lei


atribui a capacidade tributária ativa a ente diverso daquele que
detém a competência tributária, estar-se-á diante do fenômeno da
a) solidariedade ativa.
b) parafiscalidade.
c) extrafiscalidade.
d) sujeição ativa.
e) inconstitucionalidade da lei tributária.

39. (ESAF/AFTE/MS/2001) As receitas compulsórias, cuja


arrecadação e utilização são conferidas, pelo Poder Público
competente, a uma entidade paraestatal dotada de autonomia
administrativa e financeira, são chamadas:
a) Acessórias.

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b) Complementares.
c) Extraordinárias.
d) Extrafiscais.
e) Parafiscais.

40. (ESAF/TTN/1997) A Constituição Federal permite a aplicação de


alíquotas progressivas para a cobrança dos seguintes impostos:
a) Renda e Proventos de Qualquer Natureza; Propriedade Territorial
Rural; Propriedade Predial e Territorial Urbana.
b) Renda e Proventos de Qualquer Natureza; Produtos
Industrializados; Propriedade Predial e Territorial Urbana.
c) Produtos Industrializados; Operações Relativas à Circulação de
Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte
Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS);
Propriedade de Veículos Automotores.
d) Propriedade Predial e Territorial Urbana; Propriedade Territorial
Rural; ICMS.
e) Renda e Proventos de Qualquer Natureza; Produtos
Industrializados; ICMS.

41. (ESAF/Analista/SP/2009) Constituem modalidade de receita


derivada, exceto:
a) tributos.
b) penalidades pecuniárias.
c) multas administrativas.
d) taxas.
e) preços públicos.

42. (ESAF/AFTE/RN/2005) Marque a opção correta.


a) Cabe aos Estados e ao Distrito Federal instituir e cobrar adicional
de até cinco por cento do que for pago à União por pessoas físicas ou
jurídicas domiciliadas nos respectivos territórios, a título de imposto
sobre a renda e proventos de qualquer natureza, incidente sobre
lucros, ganhos e rendimentos de capital.
b) Não é permitido instituir e cobrar taxa de conservação de estradas
de rodagem cuja base de cálculo seja idêntica à do imposto sobre
propriedade territorial rural.
c) O imposto sobre vendas a varejo de combustíveis líquidos e
gasosos é instituído e cobrado pelos Municípios.
d) É permitido à União continuar a exigir o imposto sobre
movimentação ou transmissão de valores e de créditos e direitos de
natureza financeira, que instituiu com base na Emenda Constitucional
nº 3, de 17 de março de 1993.
e) É permitido à União, aos Estados e ao Distrito Federal instituir, nos
respectivos âmbitos de atuação, contribuições de intervenção no
domínio econômico.

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Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

43. (MDIC/2002) O tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma
situação independente de qualquer atividade estatal específica,
relativa ao contribuinte, denomina-se:
a) taxa.
b) contribuição de melhoria.
c) imposto.
d) empréstimo compulsório.
e) preço público.

44. (ESAF/AFTE/PA/2002) Tem por fato gerador uma situação


independente de qualquer atividade estatal específica, relativa ao
contribuinte:
a) imposto.
b) taxa.
c) contribuição de melhoria.
d) pedágio.
e) preço público.

45. (ESAF/Analista/SP/2009) Assinale a opção que representa


uma taxa pública.
a) Serviço de água.
b) Serviço de energia.
c) Serviço de esgoto.
d) Pedágio explorado diretamente ou por concessão.
e) Serviço postal.

46. (GESTOR MG/2005) Julgue os itens a seguir e marque adiante


a opção correspondente.
I. A cobrança do imposto sobre a propriedade de veículo automotor
(IPVA) somente pode ser considerada legítima quando o Estado
custeia obras de infraestrutura rodoviária.
II. A taxa é a modalidade de tributo que tem como fato gerador o
exercício regular do poder de polícia, ou a utilização, efetiva ou
potencial, de serviço público específico ou divisível, prestado ao
contribuinte ou posto à sua disposição.
III. A obra pública de que resulte valorização de imóvel do particular
pode ser custeada mediante a instituição e cobrança da contribuição
de melhoria.
Está (ão) correto (s):
a) os itens I, II e III
b) apenas os itens II e III.
c) apenas os itens I e III
d) apenas os itens I e II
e) apenas o item II

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47. (ESAF/AFRFB/2003) Indique a opção que preenche corretamente


as lacunas, consideradas as pertinentes disposições do Código
Tributário Nacional. Para efeito de fato gerador e cobrança de taxa,
considera-se regular o exercício do poder de polícia quando
desempenhado _________________ nos limites da lei aplicável, com
observância ________________ e, tratando-se de atividade que a lei
tenha como _____________________, sem abuso ou desvio de
poder.
a) pelo Poder Público / das disposições regulamentares aplicáveis /
contrária aos bons costumes
b) por órgão de segurança pública / das normas administrativas
aplicáveis / perigosa
c) pelo órgão competente / de procedimentos administrativos /
vinculada
d) somente por órgão de segurança pública / do devido processo
legal / atentatória a direitos fundamentais
e) pelo órgão competente / do processo legal / discricionária

48. (AFTE/RN/2005) Preencha as lacunas do texto abaixo e


escolha, em seguida, a opção que contém a seqüência em que foram
preenchidas.
Para fins de instituição e cobrança de taxas, o Código Tributário
Nacional considera os serviços públicos: _______________, quando
suscetíveis de utilização, separadamente, por parte de cada um dos
seus usuários; _________________, quando possam ser destacados
em unidades autônomas de intervenção, de utilidade ou de
necessidade públicas; __________________ utilizados pelo
contribuinte, quando por ele usufruídos a qualquer título.
a) específicos / unitários / potencialmente
b) individuais / autônomos / virtualmente
c) utilizáveis / independentes / normalmente
d) potenciais / necessários / essencialmente
e) divisíveis / específicos / efetivamente

49. (ESAF/AFRFB/2006) Taxas, na dicção do artigo 145, inciso II,


da Constituição Federal, constituem a modalidade de tributo que se
podem cobrar em razão do exercício do poder de polícia ou pela
utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e
divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição.
Sobre a taxa, é errado afirmar que
a) é um tributo cuja base de cálculo ou fato gerador há de ser diversa
dos de imposto, e não pode ser calculada em função do capital das
empresas.
b) competente para instituir e cobrar a taxa é a pessoa política –
União, Estado, Distrito Federal ou Município – legitimada para a
realização da atividade que caracterize o fato gerador do tributo.

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c) os serviços públicos que ensejam sua cobrança consideram-se


utilizados pelo contribuinte, efetivamente, quando, sendo de
utilização compulsória, sejam postos à sua disposição mediante
atividade administrativa em efetivo funcionamento.
d) serviços públicos específicos são aqueles destacáveis em unidades
autônomas de intervenção, de utilidade ou de necessidade públicas.
e) serviços públicos divisíveis são aqueles suscetíveis de utilização,
separadamente, por parte de cada um dos seus usuários.

50. (PGDF/2007.2) A União, os Estados, o Distrito Federal e os


Municípios poderão instituir taxas, em razão do exercício do poder de
polícia ou pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos
específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos a sua
disposição. Em razão desse preceito constitucional e das demais
regras do nosso ordenamento jurídico positivo e jurisprudencial,
assinale a opção correta.
a) A instituição de taxas pelo Poder Público não está obrigada a
respeitar os princípios da anterioridade, da isonomia e da capacidade
contributiva, tendo em vista que a tributação envolve prestação de
serviços públicos ou exercício de poder de polícia.
b) É constitucional a taxa instituída para inspeção de importação e
exportação de produtos da indústria pesqueira, instituída por Portaria
assinada pelo Ministro do Meio Ambiente, com cobrança autorizada
pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente–IBAMA, haja vista tratar-
se de serviços prestados para proteger direitos fundamentais.
c) As custas judiciais e os emolumentos concernentes aos serviços
notariais e registrais são qualificadas como taxas remuneratórias de
serviços públicos e podem ter como base de cálculo o valor da
condenação, desde que obedeça ao princípio da razoabilidade.
d) É constitucional a escolha do valor do monte-mor (inventário)
como base de cálculo da taxa judiciária, por não afrontar o artigo
145, § 2º, da CF.
e) Não há possibilidade de, segundo os princípios que informam o
nosso ordenamento jurídico tributário, ser alocado o produto da
arrecadação de custas judiciais (taxas) ao Poder Judiciário, para
cobrir despesas com treinamento de pessoal que serve à Justiça.

51. (PGDF/2007.1) O Sistema Tributário Nacional é regido por


regras e princípios gerais que estão postos nos artigos 145 a 162 da
Constituição Federal. Com base no conteúdo das disposições acima
referidas, assinale, entre as opções abaixo apresentadas, a que está
correta.
a) É inconstitucional a taxa de fiscalização dos mercados de títulos e
valores mobiliários instituída pela Lei n. 7.940, de 1989, haja vista
não ser conferido, pelo ordenamento jurídico positivado, poder de
polícia à Comissão de Valores Mobiliários.

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b) O serviço de iluminação pública, pela sua natureza jurídica, deve


ser sempre remunerado mediante taxa.
c) Os serviços gerais prestados por órgãos de Segurança Pública não
podem ser sustentados por taxas. Essa atividade pública, por sua
natureza, deve ser retribuída, genericamente, por impostos.
d) É inconstitucional lei estadual que cria taxa destinando a
arrecadação de seu produto aos serviços de fiscalização da atividade
notarial e de registro a órgão público.
e) É constitucional a taxa municipal de conservação de estradas de
rodagem que tem como base de cálculo a adotada para o imposto
territorial rural.

52. (ESAF/AFRFB/2010) Sobre as taxas, podemos afirmar, exceto,


que:
a) o fato gerador da taxa não é um fato do contribuinte, mas um fato
do Estado; este exerce determinada atividade, e por isso cobra a taxa
das pessoas que dela se aproveitam.
b) a atuação estatal referível, que pode ensejar a cobrança de taxa,
pode consistir no exercício regular do poder de polícia.
c) a atuação estatal referível, que pode ensejar a cobrança de taxa,
pode consistir na prestação ao contribuinte, ou na colocação à
disposição deste, de serviço público específico, divisível ou não.
d) as atividades gerais do Estado devem ser financiadas com os
impostos, e não com as taxas.
e) o poder de polícia, que enseja a cobrança de taxa, considera-se
regular quando desempenhado pelo órgão competente e nos limites
da lei aplicável, com observância do processo legal e, tratando-se de
atividade que a lei tenha como discricionária, sem abuso ou desvio de
poder.

53. (ESAF/Agente de Fazenda/ISS/RJ/2010) As taxas, no


direito tributário, são espécies tributárias que decorrem, entre outros
fatos geradores, do exercício regular do poder de polícia. Sobre estes,
julgue os itens a seguir:
I. entende-se por regular o poder de polícia quando desempenhado
por órgão competente, nos limites da lei, observando devido processo
legal, e exercida sem desvio ou excesso de poder;
II. a exigência da taxa em decorrência do exercício do poder de
polícia não mais exige a concreta fiscalização por parte dos órgãos
competentes, ou seja, a simples regulação de certas atividades por
meio de atos normativos também caracteriza o exercício desse poder;
III. a atuação fiscalizadora do Estado, em rigor, visa ao interesse da
coletividade e não ao do contribuinte da taxa, isoladamente. É este,
porém, que provoca a atuação do Estado, sendo isso que justifica a
imposição da taxa;

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IV. exercendo o poder de polícia, o Estado impõe restrições aos


interesses individuais em favor do interesse público, conciliando esses
interesses.
Estão corretos:
a) apenas os itens I e III.
b) apenas os itens I, III e IV.
c) todos os itens estão corretos.
d) apenas os itens III e IV.
e) apenas os itens II, III e IV.

54. (ESAF/Ministério da Fazenda/2009) As taxas, no modelo


constitucional brasileiro:
a) terão caráter pessoal e serão graduadas de acordo com a
capacidade econômica do contribuinte.
b) terão alíquotas máximas estabelecidas por resolução do Senado
Federal.
c) serão seletivas e não cumulativas.
d) serão informadas pelos critérios de generalidade, universalidade e
progressividade.
e) não poderão ter base de cálculo própria de impostos.

55. (ESAF/Fiscal de Rendas/ISS/RJ/2010) - Sobre as taxas, é


incorreto afirmar que:
a) diferentemente dos impostos, cuja característica marcante é a
desvinculação da receita a uma finalidade determinada, a taxa é o
tributo vinculado por excelência, isto é, só é devido pelo contribuinte
se houver contraprestação por parte do ente estatal que a houver
instituído.
b) preços de serviços públicos e taxas não se confundem, porque
estas, diferentemente daqueles, são compulsórias, e têm sua
cobrança condicionada à prévia autorização orçamentária, em relação
à lei que as instituiu.
c) a Constituição Federal dá o conceito de taxa como sendo o tributo
instituído pela União, estados, Distrito Federal e municípios, em razão
do poder de polícia ou pela utilização, efetiva ou potencial, de
serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou
postos à sua disposição.
d) o serviço prestado ou posto à disposição, que permite a instituição
de uma taxa, é sempre estatal, podendo, excepcionalmente, ser
serviço prestado por empresa privada.
e) somente o poder de polícia específico é passível de estipêndio por
meio de taxas; e mesmo assim exige-se que seja divisível e
mensurável.

56. (AFTE/PA/2002) Identifique, nas opções abaixo, o tributo cujo


fundamento ético-jurídico é o não enriquecimento injusto.

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a) imposto.
b) taxa.
c) empréstimo compulsório.
d) contribuição social.
e) contribuição de melhoria.

57. (AFTE/MS 2001) Em matéria tributária, é correto afirmar-se que:


a) Somente a União pode instituir impostos com fundamento no
exercício regular do poder de polícia.
b) Os Estados e o Distrito Federal têm competência para instituir
empréstimo compulsório.
c) A contribuição de melhoria é devida em função da prestação de
serviços públicos divisíveis.
d) As taxas têm que ter bases de cálculo diferentes das dos impostos.
e) As contribuições sociais decorrem da realização de obras públicas
que promovam a valorização imobiliária privada.

58. (Analista/SUSEP/2010) Uma das espécies de tributos


elencada pela Constituição Federal é a Contribuição de Melhoria,
decorrente de obras públicas. Tal espécie visa a uma distribuição
mais justa dos ônus decorrentes de determinadas obras públicas, que
beneficiam a sociedade como um todo, mas acabam por beneficiar
particularmente determinadas pessoas, inclusive acarretando
valorização imobiliária. Sobre o tema Contribuição de Melhoria,
analise os itens a seguir, classificando-os como verdadeiros ou falsos.
Em seguida, escolha a opção adequada às suas respostas.
I. Seu objetivo principal é fazer com que pessoas diretamente
beneficiadas pela execução de uma obra pública participem com
maior intensidade de seu custeio, suportando-o total ou
parcialmente.
II. O princípio da vedação do enriquecimento sem causa justificativa,
para alguns doutrinadores, a instituição e a cobrança da contribuição
de melhoria.
III. Pode-se eleger como parâmetro da cobrança da contribuição de
melhoria, de modo geral, o custo total da obra (rateado entre os
principais beneficiados) ou a valorização imobiliária dela decorrente
(individualmente analisada).
a) Está correto apenas o item I.
b) Está correto apenas o item III.
c) Estão corretos apenas os itens I e III.
d) Estão corretos apenas os itens II e III.
e) Todos os itens estão corretos.

59. (ESAF/Fiscal de Rendas/ISS/RJ/2010) Sobre os


empréstimos compulsórios, é incorreto afirmar que:

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a) o produto de sua arrecadação só pode ser aplicado para atender à


despesa que tiver fundamentado a sua instituição.
b) sua instituição só pode ser feita por meio de lei complementar.
c) no caso de investimento público de relevante interesse nacional e
de caráter urgente, não se aplica o princípio da anterioridade.
d) a simples iminência de guerra externa pode justificar a instituição
de empréstimos compulsórios.
e) uma das hipóteses que autorizam sua instituição é a de
calamidade pública.

60. (ESAF/AFTE/MS/2001) Com referência à instituição de


empréstimos compulsórios, assinale abaixo a assertiva correta.
a) O empréstimo compulsório não é uma espécie de tributo, não
estando sujeito à exigência de prévia autorização orçamentária.
b) A União pode instituí-lo por meio de lei ordinária federal.
c) Cabe à lei complementar definir as hipóteses excepcionais para sua
instituição.
d) Aos empréstimos compulsórios aplicam-se as disposições
constitucionais relativas aos tributos e às normas gerais de Direito
Tributário.
e) A competência para instituir empréstimos compulsórios é da União,
podendo ser excepcionalmente atribuída ao Distrito Federal.

61. (ESAF/Analista/CE/2006) Sobre os empréstimos


compulsórios, espécie de tributo da competência da União, é
incorreto afirmar-se que
a) podem ser instituídos para atender a despesas extraordinárias
decorrentes de calamidade pública.
b) podem ser instituídos para o custeio de investimento público de
caráter urgente.
c) depende a sua instituição, em alguns casos, da edição de lei
complementar.
d) a aplicação dos recursos provenientes da sua arrecadação será
integralmente vinculada à despesa que tenha fundamentado a sua
instituição.
e) poderão, ou não, sujeitar-se ao princípio constitucional da
anterioridade (conforme a hipótese que tenha motivado a sua
instituição).

62. (ESAF/AFRF/2002) A assertiva errada, entre as constantes


abaixo, é a que afirma que
a) a instituição de empréstimos compulsórios só pode ser feita por lei
complementar.
b) um dos fundamentos possíveis do empréstimo compulsório é a
calamidade pública.
c) a simples iminência de guerra externa pode justificar a instituição

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de empréstimos compulsórios.
d) no caso de investimento público de relevante interesse nacional e
de caráter urgente não se aplica o princípio da anterioridade.
e) os recursos provenientes de empréstimo compulsório só podem
ser aplicados para atender à despesa que tiver fundamentado a sua
instituição.

63. (ESAF/AFTE/MS/2001) Para atender a despesas extraordinárias,


decorrentes de calamidade pública, a União pode instituir:
a) imposto extraordinário.
b) imposto seletivo.
c) taxa especial.
d) empréstimo compulsório.
e) imposto emergencial progressivo.

64. (ESAF/AFRFB/2010) Em relação aos empréstimos


compulsórios, é correto afirmar que:
a) é um tributo, pois atende às cláusulas que integram o art. 3° do
Código Tributário Nacional.
b) é espécie de confisco, como ocorreu com a retenção dos saldos de
depósitos a vista, cadernetas de poupança e outros ativos financeiros,
por ocasião do chamado “Plano Collor” (Lei n. 8.024/90).
c) o conceito de ‘despesa extraordinária’ a que alude o art. 148,
inciso I, da Constituição Federal, pode abranger inclusive aquelas
incorridas sem que tenham sido esgotados todos os fundos públicos
de contingência.
d) se conceitua como um contrato de direito público, com a
característica da obrigatoriedade de sua devolução ao final do prazo
estipulado na lei de sua criação.
e) se subordina, em todos os casos, ao princípio da anterioridade da
lei que o houver instituído.

65. (ESAF/IRB/2006). A Constituição Federal outorga competência


tributária, ou seja, aptidão para criar tributos, aos diversos entes da
Federação. Sobre essa afirmativa, podemos dizer que
a) a contribuição de melhoria, decorrente de obras públicas, poderá
ser cobrada pelo ente executor da obra da qual os contribuintes
tenham-se beneficiado, ou, no caso de omissão deste, pela União.
b) as taxas poderão ser instituídas em razão do exercício do poder de
polícia ou pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos
específicos e divisíveis, prestados ou postos à disposição do
contribuinte.
c) a aplicação dos recursos provenientes de empréstimos
compulsórios será preferencialmente vinculada à despesa que
fundamentou sua instituição.

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d) os impostos terão, sempre que possível, caráter pessoal e base de


cálculo diversa das taxas.
e) todos os tributos deverão respeitar a capacidade econômica dos
contribuintes.

66. (ESAF/Ministério da Fazenda/2009) A União, mediante lei


complementar, poderá instituir empréstimos compulsórios:
a) mediante lei ordinária ou medida provisória, no caso de guerra
externa ou sua iminência.
b) no caso de relevante interesse público, de caráter urgente e de
relevante interesse nacional, ainda que no mesmo exercício financeiro
em que haja sido publicada a regra que os criou.
c) nas duas hipóteses acima elencadas, conquanto que se destine a
aplicação dos recursos à despesa que fundamentou a instituição do
empréstimo compulsório.
d) para atender a despesas extraordinárias, decorrentes de
calamidade pública, de guerra externa ou sua iminência.
e) em face de conjuntura que exija a absorção temporária de poder
aquisitivo.

67. (ESAF/AFTE/MS 2001) A instituição de contribuições sociais, de


intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias
profissionais ou econômicas, inclui-se na competência impositiva
a) dos Estados e do Distrito Federal.
b) da União.
c) da União, dos Estados e do Distrito Federal.
d) da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.
e) dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.

68. (AUDITOR/TCE/GO/2007) Sobre o Sistema Constitucional


Tributário, é incorreto afirmar que
a) competem à União, em Território Federal, os impostos estaduais e,
se o Território não for dividido em Municípios, cumulativamente, os
impostos municipais; ao Distrito Federal cabem os impostos
municipais.
b) os Municípios e o Distrito Federal poderão instituir contribuição, na
forma das respectivas leis, para custeio do serviço de iluminação
pública, sendo facultada a cobrança na fatura de consumo de energia
elétrica.
c) cabe à lei complementar estabelecer normas gerais em matéria
tributária sobre o adequado tratamento tributário ao ato cooperativo
praticado pelas sociedades cooperativas.
d) a aplicação dos recursos provenientes de empréstimo compulsório
não será vinculada à despesa que fundamentou sua instituição.

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e) a Constituição Federal permite a edição de lei complementar que


defina tratamento diferenciado e favorecido para microempresas e
empresas de pequeno porte.

69. (ESAF/Agente de Fazenda/ISS/RJ/2010) A Constituição


Federal permite aos municípios a instituição e a cobrança, na forma
das respectivas leis, de tributo destinado ao custeio do serviço de
iluminação pública. Sobre este, é correto afirmar que:
a) os municípios somente poderão instituir tal tributo sob a forma de
contribuição, que observará as garantias da anterioridade e da
legalidade.
b) sua instituição deverá ser feita por meio de lei municipal, sem,
contudo, a necessidade da observância do princípio da anterioridade.
c) em face de sua finalidade específica, que é o custeio do serviço de
iluminação pública, sua natureza jurídica será de taxa.
d) a lei municipal que criar o referido tributo poderá delegar ao
Prefeito, por meio de decreto, a competência para a fixação de
critérios para o seu cálculo, tais como suas alíquotas e base de
cálculo.
e) O referido tributo será, obrigatoriamente, cobrado na fatura de
consumo de energia elétrica do contribuinte.

70. (ESAF/PFN/1998) ( ) Segundo o Código Tributário Nacional,


são tributos os impostos, as taxas e a contribuição de melhoria.
( ) Os impostos são chamados de ‘tributos não vinculados’ porque sua
cobrança independe de uma atividade estatal específica em relação
ao contribuinte.
( ) A Constituição de 1988 não estabelece que o limite total da
contribuição de melhoria seja o valor da despesa realizada pela obra
pública que lhe deu causa.
Marque com um V a afirmação (ou negação) verdadeira, e com F a
falsa. Em seguida, escolha, entre as cinco opções abaixo, aquela que
contem a seqüência correta.
a) V, V, V.
b) V, V, F.
c) V, F, F.
d) F, F, F.
e) F, V, V.

71. (CESPE/Juiz de Direito/TJ/PA/2012) É constitucional a


cobrança de taxa de matrícula em universidade pública federal.

72. (CESPE/Juiz de Direito/TJ/PA/2012) De acordo com


entendimento firmado em súmula do STJ, é ilegítima a cobrança, pelo
município, de taxa relativa à renovação de licença para a localização
de estabelecimento comercial ou industrial.

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73. (CESPE/Juiz de Direito/TJ/PA/2012) É permitida a criação


de taxa judiciária, sem limite, sobre o valor da causa.

74. (CESPE/Juiz de Direito/TJ/PA/2012) É constitucional a


adoção, no cálculo do valor de taxa, de um ou mais elementos da
base de cálculo própria de determinado imposto, desde que não haja
integral identidade entre uma base e outra.

75. (CESPE/Juiz de Direito/TJ/PA/2012) É vedada a cobrança


de taxa em razão do serviço público de coleta, remoção e tratamento
de lixo ou resíduos provenientes de imóveis.

76. (CESPE/Advogado/Correios/2011) Reputa-se


inconstitucional a adoção, no cálculo do valor de determinada taxa,
de um ou mais elementos da base de cálculo própria de determinado
imposto, mesmo que não haja integral identidade entre uma base de
cálculo e outra.

77. (CESPE/Advogado/Correios/2011) No caso de a União


instituir empréstimo compulsório em razão de investimento público
de caráter urgente e de relevante interesse nacional, deverá ser
observado o princípio da anterioridade tributária, e a aplicação dos
recursos provenientes do referido tributo deverá estar vinculada à
despesa que fundamentou sua instituição.

78. (CESPE/Juiz de Direito/TJ/ES/2012) O pedágio somente


será arrecadado e fiscalizado por entidades privadas sem fins
lucrativos, que assumam a condição de sujeitos ativos.

GABARITO PURO

1. B 2. A 3. E 4. A 5. B 6. C 7. D 8. A 9. B 10. D

11. E 12. D 13. B 14. D 15. B 16. C 17. E 18. D

19. E 20. C 21. E 22. A 23. E 24. E 25. E 26. E 27. C 28. E

29. D 30. A 31. E 32. E 33. C 34. D 35. A 36. D

37. A 38. E 39. E 40. A 41. E 42. B 43. C 44. A 45. E 46. B 47. E

48. E 49. C 50. C 51. C 52. C 53. C 54. E 55. D 56. E

57. D 58. E 59. C 60. D 61. C 62. D 63. E 64. A 65. B 66. D

27
Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

67.B 68.D 69. A 70. A 71. Incorreta 72. Incorreta

73. Incorreta 74. Correta 75. Incorreta 76. Incorreta

77. Correta 78. Incorreta

Agora, vamos aos comentários e aos detalhes.

Então, vamos nessa!?

1. (ESAF/MDIC/2012) A Constituição Federal, entre


outras limitações ao poder de tributar, veda o tratamento
desigual entre contribuintes que se encontrem em situação
equivalente. Sobre esta isonomia tributária, é correto
afirmar que:
a) o STF entendeu inconstitucional, por ofensa a tal
princípio, norma que proibia a adoção do regime de
admissão temporária para as operações amparadas por
arrendamento mercantil.
b) não há ofensa ao princípio da isonomia tributária se a lei,
por motivos extrafiscais, imprime tratamento desigual a
microempresas e empresas de pequeno porte de capacidade
contributiva distinta, afastando do regime do simples
aquelas cujos sócios têm condição de disputar o mercado de
trabalho sem assistência do Estado.
c) viola o princípio da isonomia a instituição, por parte de lei
estadual, de incentivos fiscais a empresas que contratem
empregados com mais de quarenta anos.
d) para que um tratamento tributário diferenciado, como a
isenção, seja justificado, não é necessário haver correlação
lógica entre este e o elemento de discriminação tributária.
e) não se permite a distinção, para fins tributários, entre
empresas comerciais e prestadoras de serviços, bem como
entre diferentes ramos da economia.

Letra (A). Não há violação do princípio da isonomia (art. 150,


II, da Constituição), na medida em que o art. 17 da Lei 6.099/1974
proíbe a adoção do regime de admissão temporária para as
operações amparadas por arrendamento mercantil. Segundo o STF,
“a exclusão do arrendamento mercantil do campo de aplicação do
regime de admissão temporária atende aos valores e objetivos já
antevistos no projeto de lei do arrendamento mercantil, para evitar
que o leasing se torne opção por excelência devido às virtudes
tributárias e não em razão da função social e do escopo empresarial
que a avença tem.” (RE 429.306, DJE de 16-3-2011.) Logo,
incorreta.

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Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

Letra (B). Segundo o STF, não há ofensa a isonomia tributária


se a lei, por motivos extrafiscais, imprime tratamento desigual a
microempresas e empresas de pequeno porte de capacidade
contributiva distinta, afastando, por exemplo, do regime do Simples
aquelas cujos sócios têm condição de disputar o mercado de trabalho
sem assistência do Estado (ADI 1.643). Logo, correta.

Letra (C). Segundo o STF, a instituição de incentivos fiscais a


empresas que contratam empregados com mais de quarenta anos,
utiliza-se do caráter extrafiscal dos tributos, sem violar o princípio da
isonomia (ADI 1.276). Logo, incorreta.

Letra (D). É necessário haver correlação lógica entre o


tratamento tributário diferenciado e o elemento de discriminação
tributária, para que se fundamente a isenção ou qualquer outro tipo
de discriminação tributária. Logo, incorreta.

Letra (E). O STF permite a distinção, para fins tributários, entre


empresas comerciais e prestadoras de serviços, bem como entre
diferentes ramos da economia. Por exemplo, a sobrecarga imposta
aos bancos comerciais e às entidades financeiras, no tocante à
contribuição previdenciária sobre a folha de salários, não fere o
princípio da isonomia tributária, ante a expressa previsão
constitucional (§ 9º do art. 195; AC 1.109-MC). Logo, incorreta.

2. (ESAF/MDIC/2012) O princípio da capacidade


contributiva, que informa o ordenamento jurídico tributário,
estabelece que, sempre que possível, os impostos terão
caráter pessoal e serão graduados segundo a capacidade
econômica do contribuinte, facultado à administração
tributária, especialmente para conferir efetividade a esses
objetivos, identificar, respeitados os direitos individuais e
nos termos da lei, o patrimônio, os rendimentos e as
atividades econômicas do contribuinte. Sobre ele, assinale a
opção incorreta.
a) Tal princípio aplica-se somente às pessoas físicas.
b) Constitui subprincípio do princípio da solidariedade.
c) Visa, entre outros objetivos, a assegurar o mínimo vital,
ou mínimo existencial.
d) Constitui subprincípio do princípio da igualdade.
e) É compatível com a progressividade de alíquotas.

A capacidade contributiva (subprincípio do princípio da


solidariedade e do princípio da igualdade) é aptidão para suportar e
pagar o tributo (conceito mais amplo) e a capacidade econômica é a

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Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

mera potencialidade de aquisição de riquezas (conceito mais restrito).


Tal distinção é relevante do ponto de vista de justiça fiscal, na
medida em que otimizar a pura capacidade econômica do sujeito
passivo é não tomar em conta a tributação isonômica e justa, que
deve buscar mensurar adequadamente a riqueza real dos indivíduos.
Ou seja, a tributação justa deve privilegiar a riqueza efetiva e real do
sujeito passivo e não só a riqueza presumida, tal como o simples
ganho de capital.

A doutrina entende que são modos de concretização do


princípio da capacidade contributiva a: (i) imunidades tributárias; (ii)
isenção; (iii) seletividade e (iv) progressividade.

Por sua vez, o mínimo existencial, também denominado de


mínimo indispensável ou mínimo vital, é corolário da capacidade
contributiva, sendo o direito à não tributação do rendimento necessário
a dignidade da pessoa humana, tendo como parâmetro o salário mínimo
previsto constitucionalmente (art. 7º, IV).

Isto é, o mínimo vital é um limite mínimo para a tributação


estatal, o que significa a eliminação da tributação sobre a renda
necessária para sobrevivência do indivíduo e de sua família. Por
exemplo, a isenção no imposto de renda (IR) no que diz respeito ao
limite mínimo de renda ou proventos adquiridos ou a isenção de
custas judiciais para os reconhecidamente pobres.

Dito isto, vamos responder a questão:

Letra (A). A capacidade contributiva se aplica às pessoas físicas


e às pessoas jurídicas. Logo, incorreta.

Letra (B). A capacidade contributiva constitui subprincípio do


princípio da solidariedade. Logo, correta.

Letra (C). A capacidade contributiva visa, entre outros


objetivos, a assegurar o mínimo vital, ou mínimo existencial. Logo,
correta.

Letra (D). A capacidade contributiva constitui subprincípio do


princípio da igualdade. Logo, correta.

Letra (E). A capacidade contributiva é compatível com a


progressividade de alíquotas Logo, correta.

3. (ESAF/MDIC/2012) Sobre as taxas, espécie tributária


prevista pelo art. 145, inciso II da Constituição Federal,
julgue os itens abaixo e a seguir assinale a opção correta.

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Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

I. O texto constitucional diferencia as taxas decorrentes do


exercício do poder de polícia daquelas de utilização de
serviços específicos e divisíveis, facultando apenas a estas a
prestação potencial do serviço público.
II. O Supremo Tribunal Federal entende como específicos e
divisíveis, e passíveis de tributação por meio de taxa, os
serviços públicos de coleta, remoção e tratamento ou
destinação de lixo ou resíduos provenientes de imóveis,
desde que essas atividades sejam completamente
dissociadas de outros serviços públicos de limpeza
realizados em benefício da população em geral (uti universi)
e de forma indivisível.
III. Preços de serviços públicos e taxas não se confundem,
porque estas, diferentemente daqueles, são compulsórias e
têm sua cobrança condicionada à prévia autorização
orçamentária, em relação à lei que as instituiu.
IV. A taxa, enquanto contraprestação a uma atividade do
Poder Público, não pode superar a relação de razoável
equivalência que deve existir entre o custo real da atuação
estatal referida ao contribuinte e o valor que o Estado pode
exigir de cada contribuinte, considerados, para esse efeito,
os elementos pertinentes às alíquotas e à base de cálculo
fixadas em lei.
a) Apenas I, II e IV estão corretos.
b) Apenas I, III e IV estão corretos.
c) Apenas II e IV estão corretos.
d) Apenas III e IV estão corretos.
e) Todos os itens estão corretos.

Item I. O texto constitucional diferencia as taxas decorrentes


do exercício do poder de polícia daquelas de utilização de serviços
específicos e divisíveis, facultando apenas a estas a prestação
potencial do serviço público (art. 145, II, da CF e arts. 77, caput, e
79, I, “b”, do CTN). Logo, correta.

Item II. O enunciado está de acordo com a Súmula Vinculante


19 e a interpretação atual do STF: “Com efeito, a Corte entende
como específicos e divisíveis os serviços públicos de coleta, remoção
e tratamento ou destinação de lixo ou resíduos provenientes de
imóveis, desde que essas atividades sejam completamente
dissociadas de outras serviços públicos de limpeza realizados em
benefício da população em geral (uti universi) e de forma indivisível,
tais como os de conservação e limpeza de logradouros e bens
públicos (praças, calçadas, vias, ruas, bueiros) (RE 576.321-QO-RG,
com repercussão geral.)
Logo, correta.

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Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

Item III. É a literalidade da Súmula 545 do STF: Preços de


serviços públicos e taxas não se confundem, porque estas,
diferentemente daqueles, são compulsórias e têm sua cobrança
condicionada à prévia autorização orçamentária, em relação à lei que
as instituiu. Logo, correta neste ponto de vista. Isto é, apesar da
literalidade da Súmula 545 do STF, não existe o princípio da
anualidade tributária no atual sistema constitucional tributário Isto é,
não é juridicamente necessário que o tributo tenha sua cobrança
condicionada à prévia autorização orçamentária. Registra-se, todavia,
que a Súmula 545 do STF se encontra plenamente desatualizada.
Neste sentido, atualmente, afirma o STF: “Não é constitucionalmente
indispensável que lei tributária preceda à lei orçamentária” (RMS-
1879–RN, RDA 47/26); “A lei que cria o tributo pode anteceder, ou
suceder, ao orçamento, sendo essencial, apenas, que venha, quando
sucedendo ao orçamento, em tempo hábil” (RE-31619-SP, RTJ
1/228). Do mesmo modo, dispõe a Súmula 66 do STF: “é legítima a
cobrança do tributo que houver sido aumentado após o orçamento,
mas antes do início do respectivo exercício financeiro”. Do mesmo
modo, a jurisprudência de hoje do STF também não diferencia taxa
de preço público se referindo a anulabilidade tributária, a saber:
"Taxa e preço público diferem quanto à compulsoriedade de seu
pagamento. A taxa é cobrada em razão de uma obrigação legal
enquanto o preço público é de pagamento facultativo por quem
pretende se beneficiar de um serviço prestado” (RE 556.854,
Plenário, DJE de 11-10-2011). Logo, o princípio da anualidade, que
exigia a prévia autorização orçamentária para que os tributos
pudessem ser cobrados em um determinado exercício não mais
vigora no atual panorama constitucional.

Item IV. O enunciado está de acordo com a interpretação atual


do STF: "Taxa: correspondência entre o valor exigido e o custo da
atividade estatal. A taxa, enquanto contraprestação a uma atividade
do Poder Público, não pode superar a relação de razoável
equivalência que deve existir entre o custo real da atuação estatal
referida ao contribuinte e o valor que o Estado pode exigir de cada
contribuinte, considerados, para esse efeito, os elementos pertinentes
às alíquotas e à base de cálculo fixadas em lei" (ADI 2.551-MC-QO,
DJ de 20-4-2006). Logo, correta.

4. (AFRFB/2005) No tocante às imunidades tributárias


conferidas às instituições de assistência social sem fins
lucrativos, só uma afirmação não pode ser feita:
a) É subordinada, entre outros, ao requisito de que
apliquem integralmente no País os seus recursos na

32
Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

manutenção de seus objetivos institucionais, ou de outros


que com estes guardem semelhança.
b) Somente alcançam as entidades fechadas de previdência
social privada se não houver contribuição dos beneficiários.
c) Não excluem a atribuição, por lei, às instituições de
assistência social, da condição de responsáveis pelos
tributos que lhes caiba reter na fonte.
d) Não dispensa tais entidades do cumprimento de
obrigações tributárias acessórias, como a de manterem
escrituração de suas receitas e despesas em livros
revestidos de formalidades capazes de assegurar sua
exatidão.
e) Ainda quando alugado a terceiros, permanece imune ao
IPTU o imóvel pertencente a tais instituições, desde que o
valor dos aluguéis seja aplicado nas atividades essenciais de
tais entidades.

É letra “a”, porque o CTN dispõe “aplicarem integralmente, no


País, os seus recursos na manutenção dos seus objetivos
institucionais” (art. 14, II) e não tem qualquer referência a parte final
do que está expresso nesta letra (“ou de outros que com estes
guardem semelhança”).

A letra “b” é correta, de acordo com a súmula 730 do STF.

As letras “c” e “d” são corretas, segundo o art. 9°, §1°, c/c art.
14, III, do CTN.

A letra “e” é correta, de acordo com a súmula 724 do STF.

5. (ATN/Recife/2003) É vedado à União, aos Estados, ao


Distrito Federal e aos Municípios instituir impostos sobre
patrimônio, renda ou serviços das instituições de educação e
de assistência social, sem fins lucrativos. No entanto, de
acordo com o Código Tributário Nacional, tal imunidade
tributária é subordinada à observância, pelas referidas
instituições, do seguinte requisito, entre outros:
a) aplicarem integralmente, no Brasil ou em suas
controladas no exterior, os seus recursos na manutenção
dos seus objetivos institucionais.
b) não distribuírem qualquer parcela de seu patrimônio ou
de suas rendas, a qualquer título.
c) no caso de instituições de educação, oferecerem
gratuitamente pelo menos 50% das vagas de seus cursos
regulares a alunos carentes.

33
Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

d) não remunerarem seus empregados com salários


superiores aos pagos por empresas públicas, em se tratando
de cargos de iguais atribuições.
e) não distribuírem qualquer parcela de seu patrimônio ou
de suas rendas, a título de lucro ou participação no seu
resultado.

O art. 14 do CTN estabelece os seguintes requisitos: (i) não


distribuir qualquer parcela de seu patrimônio ou de suas rendas, a
qualquer título; (ii) aplicar integralmente, no País, os seus recursos
na manutenção dos seus objetivos institucionais e (iii) manterem
escrituração de suas receitas e despesas em livros revestidos de
formalidades capazes de assegurar a sua exatidão.

Portanto, a resposta é a letra “b”.

6. (AFTE/RN/2004) Avalie o acerto das afirmações adiante e


marque com V as verdadeiras e com F as falsas; em
seguida, marque a resposta correta.
( ) A imunidade tributária conferida pela Constituição
Federal a instituições de assistência social sem fins
lucrativos somente alcança as entidades fechadas de
previdência social privada se não houver contribuição dos
beneficiários.
( ) É permitido à União exigir imposto sobre a renda
auferida por Municípios que provenha de aluguel de imóveis
a eles pertencentes.
( ) O imóvel pertencente a entidade sindical de
trabalhadores, ainda quando alugado a terceiros, permanece
imune ao imposto sobre propriedade predial e territorial
urbana (IPTU), desde que o valor dos aluguéis seja aplicado
nas atividades essenciais de tal entidade.
a) V, V, V.
b) V, V, F.
c) V, F, V.
d) F, F, V.
e) F, V, F.

A imunidade tributária conferida pela Constituição Federal a


instituições de assistência social sem fins lucrativos somente alcança
as entidades fechadas de previdência social privada se não houver
contribuição dos beneficiários, segundo a súmula 730 do STF.

Não é permitido à União exigir IR auferida por Municípios que


provenha de aluguel de imóveis a eles pertencentes, eis que esta

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Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

renda está abrangida pela imunidade recíproca disposta no art. 150,


VI, “a”, da CF/88.

O imóvel pertencente a entidade sindical de trabalhadores,


ainda quando alugado a terceiros, permanece imune ao imposto
sobre propriedade predial e territorial urbana (IPTU), desde que o
valor dos aluguéis seja aplicado nas atividades essenciais de tal
entidade, de acordo com a súmula 724 do STF.

Portanto, é a letra “c” (V, F, V).

7. (Procurador do TCE/GO/2007) Entre as afirmativas


abaixo, relativas à imunidade e isenções tributárias, assinale
a correta.
a) Os partidos políticos são entidades imunes, benefício que
não se estende às suas fundações.
b) A imunidade de entidade educacional sem fins lucrativos
não é extensiva aos aluguéis de apartamento de sua
propriedade revertidos às suas finalidades institucionais.
c) A imunidade tributária incidente sobre livros só é
extensível ao papel nele utilizado se a obra tiver fins
didático-educacionais.
d) A isenção por prazo certo e em função de determinadas
condições atendidas pelo sujeito passivo gera direito
adquirido.
e) A empresa pública Caixa Econômica Federal, que exerce
atividade econômica, é abrangida pela imunidade tributária
recíproca, não se sujeitando ao pagamento de imposto
sobre propriedade de veículos automotores incidentes sobre
seus carros.

A letra “a” é incorreta, pois os partidos políticos são entidades


imunes, benefício que se estende às suas fundações, conforme art.
150, VI, “c”, da CF/88.

A letra “b” é incorreta, pois a imunidade de entidade


educacional sem fins lucrativos é extensiva aos aluguéis de
apartamento de sua propriedade revertidos às suas finalidades
institucionais, de acordo com súmula 724 do STF.

A letra “c” é incorreta, pois segundo jurisprudência do STF o


poder constituinte, “ao instituir esta benesse, não fez ressalvas
quanto ao valor artístico ou didático, à relevância das
informações divulgadas ou à qualidade cultural de uma
publicação. Não cabe ao aplicador da norma constitucional em tela
afastar este benefício fiscal instituído para proteger direito tão

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Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

importante ao exercício da democracia, por força de um juízo


subjetivo acerca da qualidade cultural ou do valor pedagógico de uma
publicação destinada ao público infanto-juvenil.” (RE 221.239, Rel.
Min. Ellen Gracie, DJ de 6-8-04; RE 179.893, Rel. Min. Menezes
Direito, DJE de 30-5-08).

Por outro lado, a letra “d” é correta, uma vez que a isenção por
prazo certo e em função de determinadas condições atendidas pelo
sujeito passivo gera direito adquirido. De acordo com o art. 178 do
CTN, as isenções podem revogadas a qualquer tempo, salvo as
isenções condicionais (onerosas) e por prazo certo. Assim, conforme
o entendimento sumulado 544 do STF: “Isenção tributária concedida
sob condição onerosa não pode ser livremente suprimida”.

A letra “e” é incorreta, pois a empresa pública Caixa Econômica


Federal exerce atividade econômica, não estando abrangida pela
imunidade tributária recíproca, sujeitando-se ao pagamento de
imposto sobre propriedade de veículos automotores incidentes sobre
seus carros, conforme §3°, do art. 150, da CF/88.

8. (AFRF/2003) · Entidade fechada de previdência privada,


que só confere benefícios aos seus filiados desde que eles
recolham as contribuições pactuadas, goza de imunidade
tributária?
· Segundo entendimento firmado pelo Supremo Tribunal
Federal, filmes fotográficos destinados à composição de
livros, jornais e periódicos estão abrangidos por imunidade
tributária?
· A Constituição Federal veda a instituição de contribuição
social para a seguridade social sobre o lucro auferido por
pessoas jurídicas, que decorra de comercialização de livros,
jornais, periódicos e papel destinado a sua impressão?
a) Não, sim, não.
b) Não, não, sim.
c) Não, não, não.
d) Sim, sim, não.
e) Sim, não, sim.

Entidade fechada de previdência privada, que só confere


benefícios aos seus filiados desde que eles recolham as contribuições
pactuadas, não goza de imunidade tributária, segundo a súmula 730
do STF.

Segundo entendimento firmado pelo STF, filmes fotográficos


destinados à composição de livros, jornais e periódicos estão

36
Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

abrangidos por imunidade tributária, de acordo com a súmula 657 do


STF.

A Constituição Federal não veda a instituição de contribuição


social para a seguridade social sobre o lucro auferido por pessoas
jurídicas, que decorra de comercialização de livros, jornais, periódicos
e papel destinado a sua impressão. Lembre que a imunidade cultural
(art. 150, VI, “d”) é objetiva ou real, referindo-se apenas aos
impostos sobre livros, jornais, periódicos e papel destinado a sua
impressão.

Logo, a questão é a letra “a” (Não, sim, não).

9. (AFTN/94) A Constituição da República prevê que sobre a


energia elétrica podem incidir somente
a) dois impostos.
b) três impostos.
c) os impostos de importação e de exportação.
d) imposto único sobre energia elétrica.
e) impostos estaduais e municipais.

A questão é letra “b”, porque à exceção do II, IE e ICMS,


nenhum outro imposto poderá incidir sobre operações relativas a
energia elétrica, serviços de telecomunicações, derivados de petróleo,
combustíveis e minerais do País, de acordo com o art. 155, §3°, da
CF/88.

10. (AFTN/94) Quando atendam os requisitos estabelecidos


na lei, não podem ser cobrados impostos que incidam sobre
a renda, serviços e patrimônio, bem como a contribuição
para a seguridade social, das seguintes espécies de
entidades:
a) partidos políticos.
b) instituições beneficentes de educação.
c) fundações dos partidos políticos.
d) instituições beneficentes de assistência social.
e) entidades sindicais dos trabalhadores.

A questão é letra “d”, segundo expressamente disposto no art.


150, VI, “c” c/c §7°, do art. 195 da CF/88, a saber: (i) é vedado
(proibição) criar impostos sobre patrimônio, renda ou serviços das
instituições de assistência social, sem fins lucrativos, atendidos os
requisitos da lei (art. 150, VI, “c”); (ii) são isentas (diga-se
tecnicamente imune) de contribuição para a seguridade social as
entidades beneficentes de assistência social que atendam às
exigências estabelecidas em lei (art. 195, §7°).

37
Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

Ressalta-se que a imunidade tem sede na CF/88,


materializando uma dispensa constitucional de pagamento de tributo.
Sendo assim, há dispositivos constitucionais que transmitem o teor
de “falsas” isenções, representando nítidas “imunidades”, existindo
equívoco por parte do legislador constitucional. Por exemplo, o citado
art. 195, §7°, da CF.

11. (ISS/RJ/2010) Sobre as limitações constitucionais ao


poder de tributar, é correto afirmar que:
a) apenas mediante lei é possível instituir ou aumentar
tributo.
b) nos tributos de competência da União, não se admitem
discriminações regionais ou locais com relação aos mesmos
fatos geradores ou bases de cálculo.
c) as fundações públicas instituídas pela União são imunes
de impostos estaduais.
d) a imunidade recíproca de impostos entre os entes da
federação brasileira abrange todas as rendas de todos eles,
salvo se decorrentes de ganhos em aplicações financeiras.
e) inclusive conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal, a imunidade dos “templos de qualquer culto” tem
interpretação ampla e finalística.

Letra (A). O art. 150, I, da CF, dispõe sobre o princípio da


legalidade tributária, que afirma que não pode exigir ou aumentar
tributo sem lei que o estabeleça. Todavia, há uma flexibilização, por
exemplo, com o art. 153, §1°, da CF, prescrevendo que é facultado
ao Poder Executivo, atendidas as condições e os limites estabelecidos
em lei, alterar as alíquotas do imposto de importação (II), imposto de
exportação (IE), imposto sobre produtos industrializados (IPI) e o
imposto sobre operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a
títulos ou valores mobiliários (IOF). Assim sendo, o termo “apenas”
torna a alternativa incorreta.

Letra (B). O art. 151, I, da CF, permite a União conceder


incentivos fiscais destinados a promover o equilíbrio do
desenvolvimento sócio-econômico entre as diferentes regiões do País.
Ou seja, a União pode tributar de forma diferente as diversas regiões
do Brasil, desde que seja para a promoção do equilíbrio do
desenvolvimento sócio-econômico do País. Por exemplo, em princípio,
a tributação dos impostos da União pode ser mais gravosa nas
regiões mais ricas e menos gravosas nas regiões mais pobres. Logo,
incorreta.

38
Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

Letra (C). Segundo os termos literais do § 2°, do art. 150, da


CF, a imunidade recíproca abarca as fundações instituídas e mantidas
pelo Poder Público, no que se refere ao patrimônio, à renda e aos
serviços, vinculados a suas finalidades essenciais ou às delas
decorrentes. Noutro ponto, segundo o entendimento dominante, a
imunidade recíproca não abrange o ICMS, ou seja, não são todos os
impostos estaduais. Neste sentido, a jurisprudência do STF firmou-se
no sentido de que a imunidade recíproca somente se aplica a imposto
incidente sobre serviço, patrimônio ou renda do próprio Município (AI
671.412-AgR, Rel. Min. Eros Grau, Segunda Turma, DJE de 25-4-
2008; AI 518.325-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma,
DJE de 30-4-2010; AI 634.050-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski,
Primeira Turma, DJE de 14-8-2009). Logo, incorreta.

Letra (D). A imunidade recíproca de impostos entre os entes da


federação brasileira alcança as rendas decorrentes de ganhos em
aplicações financeiras. Neste sentido, segundo o STF, a garantia
constitucional da imunidade recíproca impede a incidência de tributos
sobre o patrimônio e a renda dos entes federados, inclusive os
valores investidos e a renda auferida pelo membro da federação (AI
174.808-AgR, Rel. Min. Maurício Corrêa, Segunda Turma, DJ de 01-
07-1996). Logo, incorreta.

Letra (E). Segundo o STF, a imunidade dos “templos de


qualquer culto” tem interpretação ampla e finalística (RE 578.562,
Rel. Min. Eros Grau, Plenário, DJE de 12-9-2008; AI 690.712-AgR,
Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJE de 14-8-2009).
Logo, correta.

12. (ISS/RJ/2010) O princípio da isonomia tributária,


previsto no art. 150, inciso II, da Constituição, proíbe o
tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem
em situação equivalente. Entretanto, tal princípio exige a
sua leitura em harmonia com os demais princípios
constitucionais. Destarte, pode-se concluir, exceto, que:
a) em matéria tributária, as distinções podem se dar em
função da capacidade contributiva ou por razões extrafiscais
que estejam alicerçadas no interesse público.
b) relativamente às microempresas e empresas de pequeno
porte, a Constituição prevê que lhes seja dado tratamento
diferenciado e favorecido, por lei complementar, inclusive
com regimes especiais ou simplificados.
c) a sobrecarga imposta aos bancos comerciais e às
entidades financeiras, no tocante à contribuição
previdenciária sobre a folha de salários, não fere o princípio

39
Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

da isonomia tributária, ante a expressa previsão


constitucional.
d) determinado segmento econômico prejudicado por crise
internacional que tenha fortemente atingido o setor não
permite tratamento tributário diferenciado sem ofensa ao
princípio da isonomia.
e) a proibição de importação de veículos usados não
configura afronta ao princípio da isonomia.

Segundo a doutrina, pode-se distinguir em dois sentidos a


igualdade tributária: (a) igualdade no sentido jurídico, que exige
igual regime fiscal a contribuintes que estejam em idênticas
situações; (b) igualdade no sentido econômico, que significa dever
de contribuir em igual medida, com a graduação dos impostos de
acordo com a capacidade contributiva dos indivíduos.

Acrescenta-se, neste ponto, a relativização e a não ofensa da


igualdade tributária por motivos extrafiscais, no sentido de proteção
de interesse constitucionalmente protegido. Por exemplo, na
tributação ambiental, que visa a proteção dos recursos ambientais e a
diminuição da poluição ambiental, o que necessariamente não
desobedece ao princípio da igualdade.

Letra (A). Sem ferir a igualdade, é verdade dizer que as


distinções podem acontecer em função da capacidade contributiva ou
por razões extrafiscais que estejam alicerçadas no interesse público.
Neste sentido, por exemplo, o STF entende que não há ofensa ao
princípio da isonomia tributária se a lei, por motivos extrafiscais,
imprime tratamento desigual a contribuintes de capacidade
contributiva distinta (ADI 1.643, Rel. Min. Maurício Corrêa, Plenário,
DJ de 14-3-2003). Logo, correta.

Letra (B). O art. 146, “d”, parágrafo único, I a IV, da CF,


permite tratamento diferenciado e favorecido, por lei complementar,
às microempresas e empresas de pequeno porte, inclusive com
regimes especiais ou simplificados. Logo, correta.

Letra (C). O § 9º no art. 195 do texto constitucional autoriza a


sobrecarga imposta aos bancos comerciais e às entidades financeiras,
no tocante à contribuição previdenciária sobre a folha de salários.
Portanto, segundo interpretação do STF, não fere, à primeira vista, o
princípio da isonomia tributária, ante a expressa previsão
constitucional (AC 1.109-MC, Rel. p/ o ac. Min. Ayres Britto, Plenário,
DJ de 19-10-2007). Logo, correta.

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Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

Letra (D). Em face da proteção a igualdade tributária no sentido


econômico, é possível o tratamento tributário diferenciado de
determinado segmento econômico prejudicado por crise internacional
que tenha fortemente atingido o setor. Logo, incorreta.

Letra (E). Segundo o STF, a proibição de importação de veículos


usados não desobedece ao princípio da isonomia. Neste sentido, o
STF firmou o entendimento de que é “inaceitável a orientação no
sentido de que a vedação da importação de automóveis usados
afronte o princípio constitucional da isonomia, sob a alegação de
atuar contra as pessoas de menor capacidade econômica, porquanto,
além de não haver a propalada discriminação, a diferença de
tratamento é consentânea com os interesses fazendários nacionais
que o artigo 237 da Constituição Federal teve em mira proteger, ao
investir as autoridades do Ministério da Fazenda no poder de fiscalizar
e controlar o comércio exterior” (RE 221061/CE, DJ 29-05-1998; RE
215228/CE, DJ 19-12-1997). Logo, correta.

13. (ESAF/APO/União/2010) De acordo com a


Constituição Federal, não se pode cobrar tributos em relação
a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei
que os houver instituído ou aumentado. Trata-se do
princípio da anterioridade tributária. Entretanto, a própria
Constituição estabelece que ato do Poder Executivo pode
elevar alíquotas de determinados tributos, como, por
exemplo:
a) Imposto sobre a renda, imposto sobre produtos
industrializados e contribuição social sobre o lucro líquido.
b) Imposto sobre produtos industrializados, contribuição de
intervenção no domínio econômico sobre combustíveis e
imposto sobre importações.
c) Imposto sobre importações, imposto sobre exportações e
imposto sobre a renda.
d) Imposto sobre importações, imposto sobre a renda e
imposto sobre produtos industrializados.
e) Contribuição de intervenção no domínio econômico sobre
combustíveis, imposto sobre a renda e imposto sobre
exportações.

O enunciado da questão tem um erro “grotesco”, pois afirma


que o princípio da anterioridade estabelece que não se pode cobrar
tributos em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da
vigência da lei que os houver instituído ou aumentado (art. 150, III,
“a”, CF). Na verdade, trata-se do princípio da irretroatividade e não
da anterioridade tributária.

41
Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

Por sua vez, a questão cobra as exceções ou mitigações ao


princípio da legalidade tributária.

Decerto, esclarece-se que existem tributos que poderão ter


suas alíquotas majoradas ou reduzidas por ato do Poder Executivo
federal, por meio de decreto, atendidas as condições e os limites
estabelecidos em lei, a saber: imposto de importação (II); imposto
de exportação (IE); imposto sobre produtos industrializados (IPI);
impostos sobre operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a
títulos ou valores mobiliários (IOF). É o que dispõe o art. 153, §1º,
da CF.

Quanto a CIDE – Combustíveis (art. 177, §4°, I alínea “b”, da


CF) e o ICMS – Combustíveis e Lubrificantes (art. 155, §4°, IV, da
CF), as alíquotas poderão somente ser reduzidas e restabelecidas, ou
seja, o Poder Executivo reduz a alíquota e, uma vez reduzida, pode
restabelecê-la, tendo, como teto, a alíquota, prevista anteriormente
em lei.

Poder Executivo Federal (competência para alterar a alíquota)


Imposto de importação de produtos estrangeiros (II)
Imposto de importação de produtos estrangeiros (II)
Imposto de exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou
nacionalizados (IE)
Imposto sobre produtos industrializados (IPI)
Impostos sobre operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas
a títulos ou valores mobiliários (IOF)
Restabelecimento da alíquota da Contribuição de Intervenção no
Domínio Econômico - Petróleo e seus derivados, gás natural e seus
derivados e álcool combustível (CIDE – Combustíveis)

Poder Executivo (alíquotas definidas nacionalmente por


convênio)
ICMS – Combustíveis e Lubrificantes

Poder Executivo (benefícios fiscais definidos nacionalmente


por convênio)
ICMS

Deste modo, vamos analisar as alternativas.

Letra (A). O imposto sobre a renda (IR) e contribuição social


sobre o lucro líquido (CSLL) não são exceções ao princípio da
legalidade tributária. Logo, incorreta.

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Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

Letra (B). O imposto sobre produtos industrializados (IPI), a


contribuição de intervenção no domínio econômico sobre
combustíveis (CIDE – Combustíveis) e o imposto sobre importações
(II) são exemplos concretos de mitigação do princípio da legalidade
tributária. Logo, correta.

Letras (C), (D) e (E). O imposto sobre a renda (IR) não é


exceção ao princípio da legalidade tributária. Portanto, incorretas as
alternativas.

14. (ESAF/APO/União/2008) A competência tributária,


assim entendida como o poder que os entes políticos –
União, Estados-Membros, Distrito Federal e Municípios –
têm para instituir tributos, não é ilimitada. Ao contrário,
encontra limites na Constituição Federal, entre os quais
destacamos o princípio da legalidade tributária, segundo o
qual nenhum tributo poderá ser instituído ou majorado a
não ser por lei. Porém, a própria Constituição Federal
excetua da obrigatoriedade de ser majorados por lei
(podendo sê-lo por ato do Poder Executivo) alguns tributos.
São exemplos desses tributos:
a) imposto sobre renda e proventos / imposto sobre
importação de produtos estrangeiros / contribuição para o
PIS/PASEP.
b) imposto sobre produtos industrializados / CIDE
combustível / contribuição para o PIS/PASEP.
c) imposto sobre importação de produtos estrangeiros /
imposto sobre exportação de produtos nacionais ou
nacionalizados / imposto sobre renda e proventos.
d) CIDE combustível / imposto sobre produtos
industrializados / imposto sobre operações de crédito,
câmbio e seguros.
e) contribuição para o PIS/PASEP / imposto sobre operações
de crédito, câmbio e seguros/ imposto sobre produtos
industrializados.

Letra (A). O imposto sobre a renda (IR) e a contribuição para o


PIS/PASEP não são exceções ao princípio da legalidade tributária.
Logo, incorreta.

Letras (B) e (E). A contribuição para o PIS/PASEP não é


exemplo de mitigação do princípio da legalidade tributária. Logo,
incorretas.

Letra (C). O imposto sobre a renda não é exceção ao princípio


da legalidade tributária. Portanto, incorretas as alternativas.

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Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

Letra (D). A CIDE-combustível, o IPI e o IOF são exceções.


Logo, correta.

15. (Analista Jurídico/2007/CE) O princípio


constitucional da legalidade preceitua que a instituição ou a
majoração de tributos deverá ser estabelecida por lei. Com
relação à majoração de alíquotas, porém, a própria
Constituição Federal prevê que alguns tributos poderão tê-la
por meio de decreto presidencial. Entre estes, não se inclui:
a) Imposto de Importação.
b) Imposto Territorial Rural.
c) Imposto sobre Operações Financeiras.
d) Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico
Sobre Combustíveis.
e) Imposto Sobre Produtos Industrializados.

Segundo o art. 153, §1º, da CF, atendida as condições e os


limites legais, o decreto presidencial poderá majorar o imposto de
importação (II); imposto de exportação (IE); imposto sobre produtos
industrializados (IPI); impostos sobre operações de crédito, câmbio e
seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários (IOF). No que se
refere a CIDE – Combustíveis (art. 177, §4°, I alínea “b”, da CF), o
decreto presidencial poderá reduzir e restabelecer a alíquota.

Portanto, a resposta é a letra “b” (ITR).

16. (AFRFB/2005) Ainda que atendidas as condições e os


limites estabelecidos em lei, é vedado ao Poder Executivo
alterar as alíquotas do imposto sobre
a) importação de produtos estrangeiros.
b) exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou
nacionalizados.
c) propriedade territorial rural.
d) operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a
títulos ou valores mobiliários.
e) produtos industrializados.

Ainda que atendidas as condições e os limites estabelecidos em


lei, o Poder Executivo poderá alterar as alíquotas do II, IE, IPI e IOF
(art. 153, §1º, CF).

Portanto, a resposta é a letra “c” (ITR).

17. (Analista Contábil-Financeiro/2007/CE) O princípio


constitucional da anterioridade, corolário da segurança

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Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

jurídica, estabelece que os entes tributantes – União,


Estados, Distrito Federal e Municípios – não poderão exigir
tributo no mesmo exercício financeiro em que tenha sido
publicada a lei que o tenha instituído ou aumentado. No
tocante à possibilidade de majoração de tributos no mesmo
exercício financeiro em que tenha sido publicada a lei que os
tenha aumentado, porém, a própria Constituição Federal
estabeleceu algumas exceções. Entre os itens a seguir,
assinale aquele que não constitui exceção ao referido
princípio.
a) Imposto sobre produtos industrializados.
b) Contribuição de intervenção no domínio econômico,
cobrada sobre combustíveis.
c) Imposto de exportação.
d) Empréstimo compulsório para despesas extraordinárias
decorrentes de calamidade pública.
e) Empréstimo compulsório para despesas de investimento
público de caráter urgente e relevante interesse nacional.

A questão se refere a anterioridade genérica ou anual, que


é a proibição do poder estatal fiscal cobrar tributos no mesmo
exercício financeiro em que tenha sido publicada a lei que tenha
instituído ou majorado o tributo. Portanto, todos os tributos devem
observar a anterioridade, porque a regra é a observância ao princípio.

Entretanto, por motivos de política econômica ou de urgência, o


princípio da anterioridade anual, segundo a CF, não se aplica ao
empréstimo compulsório para atender despesas de calamidade
pública ou despesas decorrentes de guerra externa (art. 148, I), ao
imposto de importação de produtos estrangeiros (II – art. 153, I), ao
imposto de exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou
nacionalizados (IE – art. 153, II), ao imposto sobre produtos
industrializados (IPI – art. 153, IV), ao imposto sobre operações de
crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários
(IOF – art. 153, V), ao imposto extraordinário por motivo de guerra
externa (IEG – art. 154, II), e as contribuições para a seguridade
social (art. 195, §6°).

Do mesmo modo, existem mais duas importantes normas que


atenuam a aplicação da anterioridade anual, que são as seguintes:
(i) o imposto sobre circulação de mercadorias incidente em etapa
única sobre combustíveis e lubrificantes (ICMS – Combustíveis) que
pode ter suas alíquotas reduzidas e restabelecidas mediante
deliberação dos Estados e Distrito Federal; e a (ii) alíquota da
contribuição de intervenção no domínio econômico relativas à
importação ou comercialização de petróleo e seus derivados, gás

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Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

natural e seus derivados e álcool combustível (CIDE – Combustíveis)


que poderá ser reduzida e restabelecida por ato de competência do
Poder Executivo Federal.

Com efeito, nestes dois últimos casos criados pela EC n.°


33/2001, deve-se afirmar que a interpretação é que o Poder
Executivo poderá reduzir e restabelecer a alíquota do ICMS –
Combustíveis e da CIDE – Combustíveis, mas não poderá ultrapassar
o teto da alíquota prevista anteriormente a redução e que não se
deve observar o princípio da anterioridade.

Assim, a tabela das exceções ao princípio da anterioridade é a


que segue. Importante: se é exceção é porque não deve observar o
princípio.

Anterioridade
anual
II
IE
IPI
IOF
Imposto
extraordinário por
motivo de guerra
externa (IEG)
Empréstimo
compulsório por
motivo de guerra
externa ou de
calamidade pública
Restabelecimento
de alíquotas do
ICMS –
Combustíveis e da
CIDE –
Combustíveis
Contribuições para
a seguridade social

Portanto, a resposta é a letra “e”, que é o empréstimo


compulsório para despesas de investimento público de caráter
urgente e relevante interesse nacional.

18. (Auditor Fiscal/Natal/2008) O Governador do


Estado de Minas Gerais fez publicar, em 6 de novembro de

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Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

2007, em atenção às Constituições Estadual e Federal,


medida provisória visando à majoração de imposto estadual.
A norma entrou em vigor na data de sua publicação. O
Poder Legislativo Estadual, porém, somente converteu a
medida provisória em lei no dia 20 de fevereiro de 2008. Em
face da situação hipotética e considerando os parâmetros de
vigência e aplicação da legislação tributária, aponte em que
data o aumento poderá ser efetivamente cobrado.
a) 1º de janeiro de 2008.
b) 4 de fevereiro de 2008.
c) 20 de maio de 2008.
d) 1º de janeiro de 2009.
e) 31 de março de 2009.

De início, anota-se que, segundo entendimento do STF, é


possível a edição de medida provisória (MP) por Governador do
Estado desde que haja previsão na Constituição Estadual e haja
estrita observância dos princípios e limitações impostos pelo modelo
federal estabelecido no art. 62 da CF (ADI 2.391, DJ de 16-3-2007,
ADI 425, DJ de 19-12-2003).

Deste modo, o art. 62, §2°, da CF, dispõe que MP que implique
instituição ou majoração de impostos só produzirá efeitos no
exercício financeiro seguinte (anterioridade genérica) se
houver sido convertida em lei até o último dia daquele em que
foi editada, exceto nos casos do imposto de importação (II),
imposto de exportação (IE), imposto sobre produtos industrializados
(IPI), imposto sobre operações de crédito, câmbio e seguro, ou
relativas a títulos ou valores mobiliários (IOF) e o imposto
extraordinário de guerra (IEG).

Ou seja, não há qualquer exceção aos impostos de competência


estadual (ITCMD, ICMS e IPVA). Portanto, se a MP do Estado de
Minas Gerais majorou um imposto estadual, entrou em vigor em 6 de
novembro de 2007 e foi convertida em lei no dia 20 de fevereiro de
2008, apenas produzirá efeitos no exercício financeiro seguinte ao da
sua conversão (1º de janeiro de 2009).

Logo, a resposta é a letra “d”.

19. (Auditor Fiscal/2005/MG) Assinale a opção correta.


O princípio segundo o qual é vedado cobrar tributos em
relação a fatos geradores ocorridos antes do início da
vigência da lei que os houver instituído ou aumentado (art.
150,III, ‘a’ da CRFB/88) é o da:
a) anterioridade.

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Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

b) irretroatividade.
c) anualidade.
d) imunidade recíproca.
e) legalidade.

O princípio da irretroatividade é que veda cobrar tributos em


relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei
que os houver instituído ou aumentado. Logo, a resposta é a letra
“b”.

O princípio anterioridade genérica estabelece que a norma


jurídica criadora ou majoradora do tributo apenas irá incidir sobre os
fatos jurídicos ocorridos no exercício financeiro subseqüente ao de
sua publicação (art. 150, III, “b”, CF). Logo, incorreta a letra “a”.

O princípio da anualidade tributária estabelece que para criação


ou majoração de tributo é necessária a prévia autorização em lei
orçamentária. Tal princípio não é mais vigente no ordenamento
jurídico atual, segundo doutrina amplamente majoritário. Logo,
incorreta a letra “c”.

A imunidade recíproca é a proibição da União, dos Estados, do


Distrito Federal e dos Municípios de instituir impostos sobre
patrimônio, renda ou serviços, uns dos outros (art. 150, VI, “a”, CF).
Logo, incorreta a letra “d”.

O princípio da legalidade, segundo o art. 150, I, da CF, dispõe


que os tributos devem ser criados ou aumentados por lei prévia,
buscando excluir o arbítrio do poder estatal. Logo, incorreta a letra
“e”.

20. (ESAF/PFN/2007.2) Das formulações abaixo, assinale


a que não se inclui entre os conteúdos normativos que a
Constituição considera, relaciona e tipifica, na Seção II, do
Capítulo I, do seu Título VI, como “Limitações do Poder de
Tributar”.
a) É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos
Municípios exigir ou aumentar tributo sem lei que o
estabeleça.
b) É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos
Municípios instituir impostos sobre patrimônio, renda ou
serviços, uns dos outros.
c) É vedado aos Estados, ao Distrito Federal e aos
Municípios instituir isenções de tributos da competência da
União, bem como da competência de uns e outros.

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Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

d) A lei determinará medidas para que os consumidores


sejam esclarecidos acerca dos impostos que incidam sobre
mercadorias e serviços.
e) É vedado aos Estados, ao Distrito Federal e aos
Municípios estabelecer diferença tributária entre bens e
serviços, de qualquer natureza, em razão de sua
procedência ou destino.

De início, registra-se que o examinador requer do candidato o


conhecimento dos artigos constitucionais dispostos na Seção II, do
Capítulo I, do Título VI, da CF, estabelecido como “Limitações do
Poder de Tributar”. Ou seja, o examinador requer do candidato o
conhecimento do disposto explicitamente nos arts. 150 a 152 da CF.

Letra (A). Segundo o art. 150, I, da CF, é vedado à União, aos


Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios exigir ou aumentar
tributo sem lei que o estabeleça. Logo, correta.

Letra (B). Conforme o art. 150, VI, “a”, da CF, é vedado à


União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios instituir
impostos sobre patrimônio, renda ou serviços, uns dos outros. Logo,
correta.

Letra (C). Segundo o art. 151, III, da CF, é vedado à União


instituir isenções de tributos da competência dos Estados, do Distrito
Federal ou dos Municípios. Logo, incorreta, por falta de tipificação
expressa na Seção II, do Capítulo I, do Título VI, da CF.

Letra (D). De acordo com o art. 150, §5°, da CF, a lei


determinará medidas para que os consumidores sejam esclarecidos
acerca dos impostos que incidam sobre mercadorias e serviços. Logo,
correta.

Letra (E). Segundo o art. 152, da CF, é vedado aos Estados, ao


Distrito Federal e aos Municípios estabelecer diferença tributária entre
bens e serviços, de qualquer natureza, em razão de sua procedência
ou destino. Logo, correta.

21. (ESAF/ATRFB/2010) A Constituição Federal, entre


outras limitações ao poder de tributar, estabelece a
isonomia, vale dizer, veda o tratamento desigual entre
contribuintes que se encontrem em situação equivalente.
Sobre a isonomia, é correto afirmar que:
a) diante da regra mencionada, o tratamento tributário
diferenciado dado às microempresas e empresas de

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Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

pequeno porte, por exemplo, deve ser considerado


inconstitucional.
b) não se permite a distinção, para fins tributários, entre
empresas comerciais e prestadoras de serviços, bem como
entre diferentes ramos da economia.
c) para que um tratamento tributário diferenciado (isenção,
por exemplo) seja justificado, não é necessário haver
correlação lógica entre este e o elemento de discriminação
tributária.
d) em razão do princípio constitucional da isonomia, não
deve ser diferenciado, por meio de isenções ou incidência
tributária menos gravosa, o tratamento de situações que
não revelem capacidade contributiva ou que mereçam um
tratamento fiscal ajustado à sua menor expressão
econômica.
e) a isenção, como causa de exclusão do crédito tributário,
é, por sua própria natureza, fator de desigualação e
discriminação entre pessoas, coisas e situações. Nem por
isso, no entanto, as isenções são inconstitucionais, desde
que reste demonstrado que se teve em mira o interesse ou
a conveniência pública na aplicação da regra da capacidade
contributiva ou no incentivo de determinadas atividades de
interesse do Estado.

A questão exige conhecimento das decisões do Supremo


Tribunal Federal (STF) sobre o princípio da igualdade.

Letra (A). Segundo o STF, não há ofensa a isonomia tributária


se a lei, por motivos extrafiscais, imprime tratamento desigual a
microempresas e empresas de pequeno porte de capacidade
contributiva distinta, afastando, por exemplo, do regime do Simples
aquelas cujos sócios têm condição de disputar o mercado de trabalho
sem assistência do Estado (ADI 1.643). Logo, incorreta.

Letra (B). O STF permite a distinção, para fins tributários, entre


empresas comerciais e prestadoras de serviços, bem como entre
diferentes ramos da economia. Por exemplo, a sobrecarga imposta
aos bancos comerciais e às entidades financeiras, no tocante à
contribuição previdenciária sobre a folha de salários, não fere o
princípio da isonomia tributária, ante a expressa previsão
constitucional (§ 9º do art. 195; AC 1.109-MC). Logo, incorreta.

Letra (C). É necessário haver correlação lógica entre o


tratamento tributário diferenciado e o elemento de discriminação
tributária, para que se fundamente a isenção ou qualquer outro tipo
de discriminação tributária. Portanto, incorreta.

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Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

Letra (D). Em razão da isonomia, deve ser diferenciado, por


meio de isenções ou incidência tributária menos gravosa, o
tratamento de situações que não revelem capacidade contributiva ou
que mereçam um tratamento fiscal ajustado à sua menor expressão
econômica. É a concretização da isonomia com base na capacidade
contributiva. Por exemplo, obedece ao princípio da isonomia o
diploma legal que estabelece valores específicos para cada faixa de
contribuintes, sendo estes fixados segundo a capacidade contributiva
de cada profissional (ADI 453). Logo, incorreta.

Letra (E). Segundo o STF, a isenção traduz ato discricionário


que, fundado em juízo de conveniência e oportunidade do Poder
Público, destina-se, a partir de critérios racionais, lógicos e
impessoais estabelecidos de modo legítimo em norma legal, a
implementar objetivos estatais qualificados pela extrafiscalidade (AI
142.348-AgR). Logo, correta.

22. (APOF/SP/2009) O princípio da capacidade


contributiva:
a) não se aplica às penalidades tributárias.
b) aplica-se somente às contribuições.
c) aplica-se somente aos impostos.
d) aplica-se indistintamente a todas as espécies tributárias.
e) é atendido pela progressividade dos impostos reais.

Apesar da literalidade do art. 145, §1°, da CF, que dispõe


sobre a aplicação da capacidade contributiva apenas aos impostos, a
jurisprudência do STF firmou orientação no sentido da aplicação às
taxas, especialmente quando fato gerador é o exercício do poder de
polícia como fato gerador (RE 216.259-AgR, RE 177.835). Logo,
incorretas as letras “b” e “c”.

No que diz respeito a contribuição social do empregador, da


empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei (art. 195, I,
“a”, “b” e “c”), a CF também deixou caminho aberto para aplicação
da capacidade contributiva, pois tais contribuições poderão ter
alíquotas ou bases de cálculo diferenciadas, em razão da atividade
econômica, da utilização intensiva de mão-de-obra, do porte da
empresa ou da condição estrutural do mercado de trabalho.

Por outro lado, segundo interpretação STF anterior a EC n.°


29/2000, no sistema tributário nacional, não é admitida a
progressividade fiscal do IPTU, com base exclusivamente no artigo
145, § 1º, da CF, porque esse imposto tem caráter real que é
incompatível com a progressividade decorrente da capacidade

51
Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

econômica do contribuinte (RE 153.771, julgamento em 20/11/96).


Decerto, conforme tal entendimento antigo do STF, a capacidade
contributiva não possui relevante significado para o IPTU, podendo
ser atendida com a proporcionalidade da alíquota (percentual
constante). Logo, incorretas as letras “d” e “e”.

Assim sendo, o entendimento da ESAF nesta questão foi que a


capacidade contributiva não se aplica as multas tributárias, em face
da ausência explícita de previsão constitucional nesse sentido. Este é
um entendimento doutrinário. Logo, a resposta é a letra “a”.
Ressalta-se que segundo o STF o princípio do não-confisco se aplica
as multas tributárias. Portanto, não se confunda no momento da sua
prova.

23. (ESAF/AFRFB/2010) Entre as limitações


constitucionais ao poder de tributar, que constituem
garantias dos contribuintes em relação ao fisco, é incorreto
afirmar que:
a) os impostos sobre o patrimônio podem ser confiscatórios,
quando considerados em sua perspectiva estática.
b) uma alíquota do imposto sobre produtos industrializados
de 150%, por exemplo, não significa necessariamente
confisco.
c) o imposto de transmissão causa mortis, na sua
perspectiva dinâmica, pode ser confiscatório.
d) o princípio do não-confisco ajuda a dimensionar o alcance
do princípio da progressividade, já que exige equilíbrio,
moderação e medida na quantificação dos tributos.
e) a identificação do efeito confiscatório não deve ser feita
em função da totalidade da carga tributária, mas sim em
cada tributo isoladamente.

Letras (A e C). Segundo entendimento doutrinário (Aires F.


Barreto, ISS na Constituição e na Lei, São Paulo: Dialética, 2003, pp.
21-22), os impostos sobre o patrimônio podem ser confiscatórios,
quer considerados em sua perspectiva estática (propriedade
imobiliária– IPTU e ITR), quer em sua perspectiva dinâmica
(transmissão de propriedade imobiliária – ITCMD e ITBI). Logo,
corretas.

Assim, o imposto incide numa perspectiva estática quando


considera apenas o patrimônio em si mesmo, isto é, a pura
manutenção do patrimônio é adotada como índice de capacidade
contributiva. Assim, o ITR, o IPTU, o IGF e o IPVA são exemplos
característicos de impostos que tomam o patrimônio, a partir de uma
perspectiva estática.

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Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

Por sua vez, o imposto incide numa perspectiva dinâmica


quando considera possíveis modificações patrimoniais (riqueza
renovável), ou seja, as mutações dos elementos patrimoniais são
adotadas como índice de capacidade contributiva. Isto é, a saída e a
entrada (“movimentações”: ingresso, circulação, transferência,
transmissão e doação) de riqueza relevam a possibilidade de suportar
o ônus tributário. Decerto, o II, IE, IR, IPI, IOF, ITCMD, ICMS e ITBI
oneram o patrimônio, a partir de uma perspectiva dinâmica.

No mundo da realidade, os tributos podem ser confiscatórios


(mundo do ser). Contudo, de acordo com o nosso ordenamento
jurídico, sobretudo, em razão do art. 150, IV, da CF, os tributos não
devem ser confiscatórios (mundo do Direito).

Por outro lado, registramos o entendimento doutrinário de que


a perspectiva dinâmica e a perspectiva estática de incidência do
princípio do não confisco é uma distinção que analisa a aplicação da
proibição de tributo com efeito de confisco sob a ótica temporal das
normas tributárias.

Assim, conforme afirmamos em estudos publicados


periodicamente no www.facebook.com/edvaldonilo, a perspectiva
estática diz respeito à análise do princípio do não-confisco em razão
do valor dos tributos vigentes no ordenamento jurídico (“quantum do
tributo”) e a perspectiva dinâmica avalia o efeito do princípio do não-
confisco na alteração ou mutação ocorrida na legislação tributária
(“quantum do aumento dos tributos”).

Letra (B). A alíquota do IPI de 150% não significa


necessariamente confisco, eis que o IPI é um tributo extrafiscal, o
que possibilita um lastro maior para majoração deste tributo (v.g., II,
IE e IOF). Logo, correta.

Letra (D). O princípio da progressividade representa o aumento


da alíquota do tributo à medida que a base de cálculo do respectivo
tributo igualmente aumente. Assim, o princípio do não-confisco que é
um limite máximo a tributação contribui para estabelecer o alcance
da progressividade, eis que esta não pode tornar a exigência
tributária confiscatória. Logo, correta.

Letra (E). Segundo entendimento do STF (ADC 8-MC, ADI


2.551-MC-QO), a identificação do efeito confiscatório é feito em
função da totalidade da carga tributária e não em relação a cada
tributo isoladamente. Logo, incorreta.

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Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

24. (ESAF/AFRFB/2010) Analise os itens a seguir,


classificando-os como verdadeiros (V) ou falsos (F). Em
seguida, escolha a opção adequada às suas respostas:
I. de acordo com a Constituição Federal, o imposto sobre a
renda e proventos de qualquer natureza será informado pela
generalidade, universalidade e progressividade, na forma da
lei. Pode-se afirmar que o critério da progressividade
decorre dos princípios da igualdade e da capacidade
contributiva, na medida em que contribuintes com maiores
rendimentos sejam tributados de modo mais gravoso do que
aqueles com menores rendimentos;
II. a Constituição estabelece expressamente que o imposto
sobre a renda será progressivo, enquanto o imposto sobre a
propriedade imobiliária poderá ser progressivo;
III. a Constituição traça uma dupla progressividade para o
IPTU, quais sejam, progressividade em razão do imóvel e
em razão do tempo;
IV. o princípio da capacidade contributiva não possui
significado muito importante para o IPTU, visto que este
tributo se caracteriza por ser um imposto real, sem relação
com as características pessoais do sujeito passivo.
a) Estão corretos somente os itens I e III.
b) Estão corretos somente os itens I, II e IV.
c) Estão corretos somente os itens I e II.
d) Estão corretos somente os itens II e IV.
e) Todos os itens estão corretos.

Item I. O IR será informado pela generalidade, universalidade e


progressividade, na forma da lei (art. 153, §2°, I, CF). E segundo
doutrina majoritária, a progressividade decorre e harmoniza-se com
os princípios da igualdade tributária e da capacidade contributiva.
Logo, correta.

Item II. Segundo a CF/88, o IR será progressivo (art. 153, §2°,


I) e o imposto sobre propriedade imobiliária (considerado como IPTU
pelo examinador!) poderá ser progressivo em razão do valor do
imóvel (art. 156, §1°, I). Logo, correta.

Item III. Segundo a CF/88, há progressividade do IPTU em


razão do valor do imóvel (sinônimo de “razão do imóvel”, segundo o
examinador!) e em razão do tempo (art. 182, § 4º). Logo, correta.

Item IV. O IPTU é um imposto real e não um imposto pessoal.


Deste modo, segundo interpretação antiga do STF, no sistema
tributário nacional, não é admitida a progressividade fiscal do IPTU
(imposto real), com base exclusivamente no seu artigo 145, § 1º,

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Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

porque esse imposto tem caráter real que é incompatível com a


progressividade decorrente da capacidade econômica do contribuinte
(RE 153.771, julgamento em 20/11/96). Decerto, conforme tal
entendimento do STF, a capacidade contributiva não possui grande
significado para o IPTU. Logo, correta.

Os impostos reais incidem sobre a coisa (res), o bem ou a


operação realizada, desconsiderando as características pessoais do
contribuinte. São exemplos: o ITR, o IPTU, o ITCMD, o ITBI, IOF,
entre outros. Já os impostos pessoais consideram e valorizam as
características pessoais do contribuinte, de acordo com o postulado
da pessoalidade estabelecido no art. 145, §1º, da CF. Por exemplo, o
IR.

Portanto, a alternativa “e” deve ser marcada.

25. (ESAF/ATRFB/2010) “A redução do Imposto sobre


Produtos Industrializados − IPI para geladeiras, fogões,
máquinas de lavar e tanquinhos, produtos da linha branca,
que encerraria no próximo dia 31, foi prorrogada por mais
três meses. A partir de 10 de novembro entra em vigor uma
nova tabela cujas alíquotas passam a ser estabelecidas com
base na eficiência energética dos produtos, de acordo com a
classificação do Programa Brasileiro de Etiquetagem,
coordenado pelo Inmetro. O anúncio foi feito nesta quinta-
feira pelo ministro da Fazenda Guido Mantega. “Nós
estamos desonerando mais os produtos que consomem
menos energia”, explicou. A medida vale até 31 de janeiro
de 2010. Segundo ele, as geladeiras, que antes do IPI baixo
tinham uma alíquota de 15%, e recuou para 5%, poderão
manter essa mesma alíquota reduzida, mas somente para
os produtos da chamada classe “A”, ou seja, com menor
consumo de energia. As geladeiras da classe “B” passarão a
ter uma alíquota de 10% e o restante voltará a ter um IPI
de 15%.” (Extraído do site www.fazenda.gov.br, notícia de
29.10.2009). Na notícia acima, identificamos um importante
aspecto do IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados.
Assinale, entre as opções que se seguem, aquela que
explica e justifica tal aspecto, isto é, somente aquele que a
notícia mencionada destacou.
a) Por meio da seletividade, pode-se tributar com alíquotas
diferenciadas produtos de acordo com o seu grau de
essencialidade.
b) A notícia demonstra a aplicabilidade do princípio
constitucional da capacidade tributária, pois estabelece

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Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

alíquotas diferenciadas para as diversas categorias de


geladeiras existentes no mercado.
c) O IPI constitui uma exceção à regra geral da legalidade,
já que o Poder Executivo pode, a qualquer momento, baixar
ou restabelecer as suas alíquotas.
d) A não-cumulatividade, outra característica do IPI, visa
impedir que as incidências sucessivas nas diversas
operações da cadeia econômica de um produto impliquem
um ônus tributário muito elevado, decorrente da múltipla
tributação da mesma base econômica.
e) A extrafiscalidade consiste na possibilidade de, por meio
de alíquotas diferenciadas, estimular-se determinado
comportamento por parte da indústria e,
consequentemente, dos consumidores.

Letra (A). O IPI será seletivo, em função da essencialidade do


produto (art. 153, §3°, I, CF). Contudo, a notícia não traz exemplo de
seletividade, até porque explicitamente enuncia que a alíquota
reduzida de 5% abrange somente os produtos da chamada classe ‘A’.
Logo, incorreta.

Letra (B). A notícia não demonstra a aplicabilidade do princípio


da capacidade tributária (art. 145, §1°), pois examina situação em
que a tributação sobre produtos das classes mais pobres possuem
carga tributária maior. Logo, incorreta.

Letra (C). O IPI constitui uma exceção à regra geral da


legalidade, já que o Poder Executivo pode baixar ou restabelecer as
suas alíquotas. Contudo, esta flexibilidade não justifica a notícia.
Portanto, incorreta.

Letra (D). A não-cumulatividade é característica obrigatória do


IPI. Todavia, a notícia não diz respeito a não-cumulatividade. Logo,
incorreta.

Letra (E). A extrafiscalidade tributária interfere diretamente no


domínio econômico, buscando um efeito diverso da exclusiva
arrecadação de recursos financeiros, podendo ter como função o
desenvolvimento de determinadas atividades ou setores específicos
da economia. Desta forma, a extrafiscalidade explica e justifica a
notícia, pois o ministro da Fazenda Guido Mantega afirma literalmente
que pretende desonerar mais os produtos que consomem menos
energia, aumentando, por conseguinte, o consumo destes bens ou
produtos. Portanto, correta.

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26. (ESAF/AFTM/Natal/2008) Sobre o conceito de


tributo e sua natureza jurídica, assinale a única opção
correta.
a) A Lei Complementar n. 104/2001, ao permitir a dação em
pagamento de bens imóveis, como forma de extinção do
crédito tributário, promoveu a derrogação do art. 3º do
CTN, que confere ao tributo uma prestação pecuniária em
moeda ou cujo valor nela se possa exprimir.
b) Tributo é toda prestação pecuniária compulsória instituída
em lei. Todavia, não há restrição para que o Município
majore alíquotas de tributos, sob sua competência, por meio
de decreto.
c) Tendo em vista que o tributo não pode constituir uma
sanção por ato ilícito, não se faz possível a incidência de
tributos sobre atividades criminosas, pois assim agindo o
Estado estaria obtendo recursos de uma atividade por ele
proibida.
d) A cobrança de impostos decorre de uma atividade
administrativa não-vinculada, haja vista os recursos
poderem ser utilizados com quaisquer despesas previstas no
orçamento.
e) O que determina a natureza jurídica de um tributo é o
fato gerador da respectiva obrigação, independentemente
de sua denominação e da destinação legal do produto de
sua arrecadação.

Letra (A). Derrogação denota revogação parcial ou perda


parcial de vigência de determinada norma, quando uma norma
revogadora revoga apenas parte de outra norma. Já a vigência é o
tempo de validade da norma, sendo o período em que norma entra
em vigor até a ocasião em que é revogada. Na hipótese questionada,
afirma-se que a Lei Complementar n. 104/2001 derrogou o art. 3º,
do CTN, o que não aconteceu, uma vez que a dação em pagamento
de bens imóveis é compatível com o art. 3º, do CTN, sobretudo com
o enunciado “em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir”. Não
há derrogação, pois não existe incompatibilidade entre o tema
regulado (dação em pagamento de bens imóveis, como forma de
extinção do crédito tributário) e o dispositivo do art. 3°, do CTN.
Logo, incorreta.

Letra (B). O Município não tem competência para aumentar


alíquotas de tributos municipais por meio de decreto. Logo, incorreta.

Letra (C). A atividade criminosa (atividade ilícita) pode gerar a


obrigação de pagar tributo, porque a forma ou a validade dos atos
praticados pelo contribuinte não importam para incidência tributária

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Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

(art. 118, I, CTN), desde que o tributo não constitua sanção de ato
ilícito (art. 3°, CTN). Portanto, o que importa é que a atividade
criminosa não esteja prevista em lei como fato gerador de
determinado tributo. Logo, incorreta.

Letra (D). Segundo o art. 3°, do CTN, a cobrança de impostos


decorre de uma atividade administrativa plenamente vinculada. Logo,
incorreta.

Letra (E). Segundo o art. 4°, I e II, do CTN, a natureza jurídica


específica do tributo é determinada pelo fato gerador da respectiva
obrigação, sendo irrelevantes para qualificá-la a denominação e
demais características formais adotadas pela lei e a destinação legal
do produto da sua arrecadação. Logo, correta.

27. (ESAF/APO/UNIÃO/2010) É sabido que, de acordo


com o art. 3° do Código Tributário Nacional, tributo é toda
prestação pecuniária, compulsória, em moeda ou cujo valor
nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato
ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade
administrativa plenamente vinculada. Consoante tal
entendimento, é errado afirmar-se que:
a) as multas pelo descumprimento da obrigação tributária
não são tributos, mas consideradas pelo CTN como
obrigação tributária, ao lado do tributo, para que se
submetam ao mesmo regime de constituição, discussão
administrativa, inscrição em dívida ativa e execução dos
tributos.
b) o poder de tributar é prerrogativa do Poder Público, que o
faz para custear suas ações no interesse da sociedade. A
fiscalização tributária implica exercício do poder de polícia, e
somente mediante atividade administrativa pode ser exigido
o pagamento de tributo.
c) ocorrido o fato gerador da obrigação tributária, a
autoridade administrativa tem o dever de exigir o
cumprimento da obrigação por parte do contribuinte,
havendo, no entanto, alguma margem de discricionariedade
nesta atividade.
d) a aquisição de renda e a promoção da circulação de
mercadorias com o produto de renda advinda do jogo do
bicho, por exemplo, apesar de fatos ilícitos, são passíveis de
tributação.
e) nem toda prestação pecuniária prevista em lei constitui
tributo, mas sim toda prestação pecuniária que reúna o
conjunto dos requisitos constantes do art. 3° do CTN, como
por exemplo o caráter obrigatório.

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Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

Nesta questão o gabarito definitivo foi alterado da letra “D”


para letra “C” após recurso que também formulei no
www.facebook.com/edvaldonilo e em cursos presenciais que
ministrei.

Letra (A). A obrigação tributária principal nasce com a


ocorrência do fato gerador, tendo por objeto o pagamento de tributo
ou penalidade pecuniária e extingue-se juntamente com o crédito
dela decorrente (art. 113, §1º). Desta forma, a obrigação tributária
principal pode ter como objeto o pagamento de uma penalidade
pecuniária (multa), mas isto não significa que o tributo pode ser
equiparado a uma multa, uma vez que o art. 3°, do CTN estabelece
que tributo não constitui sanção de ato ilícito. Logo, correta.

Letra (B). A atividade de tributação é prerrogativa do Poder


Público e deve ser exercida mediante atividade administrativa
plenamente vinculada. Por sua vez, a fiscalização tributária implica
atividade do atividade do poder de polícia, que é necessariamente
exercida pelo Poder Público (art. 78 do CTN). Logo, correta.

Letra (C). Segundo o CTN, não há margem para a


discricionariedade no dever de exigir o tributo, pois o tributo é
cobrado mediante atividade administrativa plenamente vinculada
(art. 3°) e a atividade administrativa de lançamento é vinculada e
obrigatória (art. 142, parágrafo único). Portanto, incorreta.

Letra (D). De acordo com o art. 118 do CTN, a definição legal


do fato gerador é interpretada abstraindo-se: (a) da validade jurídica
dos atos efetivamente praticados pelos contribuintes, responsáveis,
ou terceiros, bem como da natureza do seu objeto ou dos seus
efeitos; (b) dos efeitos dos fatos efetivamente ocorridos. Deste modo,
é irrelevante a origem ilícita do fato para fins de tributação. Logo,
correta.

Letra (E). O tributo deve reunir todos os aspectos legais do art.


3° do CTN.

Tributo (art. 3°)


(i) prestação pecuniária compulsória (caráter obrigatório);
(ii) em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir;
(iii) não constitua sanção de ato ilícito;
(iv) instituída em lei;
(v) cobrada mediante atividade administrativa plenamente
vinculada.

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Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

Portanto, não basta ser prestação pecuniária prevista em lei.


Logo, correta.

28. (ESAF/Agente de Fazenda/ISS/RJ/2010) O


conceito de tributo, nos termos do Código Tributário
Nacional, traz as seguintes conclusões, exceto:
a) o poder de tributar é prerrogativa do Poder Público, que o
faz para custear suas ações no interesse da sociedade.
b) não constituindo sanção por ato ilícito, pouco importa
para a legislação do imposto sobre a circulação de
mercadorias e serviços, por exemplo, a origem lícita ou
ilícita de determinadas mercadorias, desde que reste
configurada a hipótese de incidência do referido tributo, qual
seja, a circulação dessas mercadorias, para que possa ele
ser exigido.
c) nem toda prestação pecuniária prevista em lei constitui
tributo, mas somente aquelas que reúnam o conjunto dos
requisitos previstos na definição de tributo, consoante o
Código Tributário Nacional.
d) o Estado exige os tributos compulsoriamente das
pessoas, portanto, a obrigação de pagar tributos não
decorre da vontade do contribuinte, sendo esta, aliás,
irrelevante nessa matéria.
e) embora sendo uma obrigação de direito público,
absolutamente indisponível por parte da administração,
admite-se, desde que haja a respectiva previsão legal, a
delegação dessa obrigação a outras pessoas jurídicas, como
empresas públicas e sociedades de economia mista.

Letra (A). A atividade de tributação é prerrogativa do Poder


Público, de acordo com os arts. 7° e 119 do CTN. Logo, correta.

Letra (B). Conforme o princípio do non olet (“dinheiro não


cheira”) e o art. 118, I, do CTN, a definição legal do fato gerador é
interpretada abstraindo-se a validade jurídica dos atos efetivamente
praticados pelos contribuintes, responsáveis, ou terceiros, bem como
da natureza do seu objeto ou dos seus efeitos. Ou seja, pouco
importa para o direito tributário a origem do fato tributado,
importando sim a legalidade da previsão normativa (hipótese de
incidência – “circulação de mercadorias”) e, por conseguinte, que a
previsão ocorra no mundo fatos. Logo, correta.

Letra (C). O tributo deve reunir todos os aspectos legais do art.


3° do CTN. Assim, deve ser (i) prestação pecuniária compulsória
(caráter obrigatório), (ii) em moeda ou cujo valor nela se possa
exprimir, que (iii) não constitua sanção de ato ilícito, (iv) instituída

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Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

em lei e (v) cobrada mediante atividade administrativa plenamente


vinculada. Logo, correta.

Letra (D). O tributo é prestação pecuniária compulsória. Isto é,


a obrigação de pagar tributos decorre da lei e independe diretamente
da vontade do contribuinte. Logo, correta.

Letra (E). O tributo é uma obrigação de direito público.


Contudo, o tributo é cobrado mediante atividade administrativa
plenamente vinculada e não se admite a delegação dessa obrigação a
outras pessoas jurídicas de direito privado (empresas públicas e
sociedades de economia mista), de acordo com o art. 7°, do CTN.
Este dispositivo afirma que competência tributária é indelegável,
salvo atribuição das funções de arrecadar ou fiscalizar tributos, ou de
executar leis, serviços, atos ou decisões administrativas em matéria
tributária, conferida por uma pessoa jurídica de direito público a
outra. Logo, incorreta.

29. (ESAF/GESTOR/MG/2005) A natureza jurídica dos


tributos é determinada:
a) pela denominação legal.
b) pelo critério quantitativo da norma que o criou.
c) pela finalidade de sua arrecadação.
d) pelo fato gerador.
e) pela previsão ou não de obrigações acessórias.

A ESAF adotou a literalidade do art. 4°, I e II, do CTN, que


dispõe que a natureza jurídica específica do tributo é determinada
pelo fato gerador da respectiva obrigação, sendo irrelevantes para
qualificá-la a denominação e demais características formais adotadas
pela lei e a destinação legal do produto da sua arrecadação.

Logo, correta a letra “d”.

30. (ESAF/Ministério da Fazenda/2009) A


determinação da natureza jurídica específica do tributo, de
acordo com o Código Tributário Nacional, decorre,
especificamente:
a) do fato gerador da respectiva obrigação.
b) da destinação legal do produto da arrecadação.
c) da denominação.
d) da fixação do agente arrecadador.
e) das peculiaridades dos sujeitos ativo e passivo da
obrigação.

61
Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

A natureza jurídica específica do tributo é verificada pelo fato


gerador da respectiva obrigação, sendo irrelevantes para qualificá-la
a denominação e demais características formais adotadas pela lei e a
destinação legal do produto da sua arrecadação, segundo o art. 4°,
inc. I e II, do CTN.

Portanto, correta é a letra “a”.

31. (ESAF/TTN/1997) A natureza jurídica específica do


tributo é determinada
a) pela denominação que lhe dá a lei.
b) pelas características formais adotadas pela lei.
c) pela destinação legal do produto da sua arrecadação.
d) pela competência da pessoa jurídica de direito público
que o instituir.
e) pelo fato gerador e base de cálculo da respectiva
obrigação.

O art. 4º, do CTN, estabelece que a natureza jurídica específica


do tributo deve ser verificada pelo fato gerador da respectiva
obrigação, sendo irrelevantes para qualificá-la a denominação e
demais características formais adotadas pela lei e a destinação legal
do produto da sua arrecadação.

Entretanto, deve-se salientar que parte da doutrina também


acrescenta a relevância da base de cálculo para identificação da
natureza jurídica do tributo.

Assim sendo, o valor da base de cálculo para identificação da


natureza jurídica do tributo tem fundamento jurídico na CF/88,
quando dispõe que as taxas não poderão ter base de cálculo própria
de impostos (art. 145, §1º) e que a União poderá instituir mediante
lei complementar, impostos residuais, desde que sejam não-
cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios
dos discriminados nesta Constituição (art. 154, I).

Portanto, afirma-se que a identificação da natureza jurídica do


tributo pode ser realizada pelo binômio: hipótese de incidência (fato
gerador in abstrato) e base de cálculo.

Logo, correta a letra “e”.

32. (ESAF/MPC/TCE/GO/2007) Em relação aos tributos


e suas espécies, assinale a opção correta.
a) O fato gerador de um tributo não pode decorrer de
circunstância ilícita.

62
Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

b) Para determinação da natureza jurídica do tributo, é


essencial a destinação legal do produto da arrecadação.
c) Excepcionalmente é admitido no direito brasileiro o
tributo in labore nas contribuições de melhoria quando a
obra pública for realizada pelo próprio sujeito passivo
tributário.
d) O tributo denominado taxa, quando cobrado em razão de
serviço público específico e divisível, pode receber a
denominação de tarifa pública.
e) O tributo tem função extrafiscal quando seu objetivo
principal é a interferência no domínio econômico, não se
limitando apenas à simples arrecadação de recursos
financeiros.

Letra (A). O fato gerador (in concreto) de um tributo pode


decorrer de circunstância ilícita, conforme art. 118, I, do CTN. Logo,
incorreta. Contudo, registramos que a hipótese de incidência (fato
gerador in abstrato) não pode decorrer de circunstância ilícita.
Portanto, a questão poderia ter sido anulada.

Letra (B). Segundo o art. 4°, II, do CTN, para a determinação


da natureza jurídica do tributo não é essencial a destinação legal do
produto da arrecadação. Logo, segundo o CTN, incorreta.

Letra (C). Não é admitido no direito brasileiro o tributo in labore


(trabalho), pois, conforme o art. 3º, do CTN, o tributo é toda
prestação pecuniária compulsória. Deste modo, não pode ser
considerado tributo o serviço militar obrigatório, a prestação de
serviço eleitoral e o serviço dos jurados no Tribunal do Júri. Ademais,
anota-se que a contribuição de melhoria é espécie tributária
decorrente da valorização imobiliária de uma obra realizada pelo
Estado (atividade estatal) e não pelo próprio sujeito passivo
(contribuinte ou responsável tributário). Portanto, incorreta.

Letra (D). A taxa (espécie de tributo) não se confunde com a


tarifa ou preço público, que não é tributo. Logo, incorreta.

Letra (E). O tributo extrafiscal tem como função principal a


interferência no domínio econômico, buscando um efeito diverso da
exclusiva arrecadação de recursos financeiros, podendo ter como
função o desenvolvimento de determinadas atividades ou setores
específicos da economia. Em outras palavras, a extrafiscalidade dos
tributos influi sobre a conjuntura econômica do Estado. São
exemplos: o II, o IE, o IPI, o IOF e a CIDE. Logo, correta.

33. (ESAF/GESTOR MG/2005) Assinale a opção correta.

63
Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

a) Na atividade de cobrança do tributo a autoridade


administrativa pode, em determinadas circunstâncias,
deixar de aplicar a lei.
b) Não é preciso lei para exigir um tributo.
c) O tributo se caracteriza também pelo fato de não resultar
da aplicação de uma sanção por um ato ilícito.
d) A prestação do tributo não é obrigatória.
e) A destinação da arrecadação com o tributo determina sua
natureza.

Letra (A). Segundo o art. 3°, do CTN, o tributo é cobrado


mediante atividade administrativa plenamente vinculada e não
discricionária, portanto, não há conveniência ou oportunidade na
cobrança do tributo. Ou seja, não pode a autoridade administrativa
deixar de aplicar a lei. Logo, incorreta.

Letra (B). Conforme o princípio da legalidade tributária é


vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios
exigir tributo sem lei que o estabeleça (art. 150, I, CF). Logo,
incorreta.

Letra (C). Segundo o CTN, o tributo não constitui sanção de ato


ilícito (art. 3°). Portanto, correta.

Letra (D). Segundo o art. 3° do CTN, o tributo é prestação


pecuniária de caráter obrigatório (compulsório). Logo, incorreta.

Letra (E). De acordo com a literalidade do art. 4°, II, do CTN, a


destinação legal do produto da arrecadação do tributo é irrelevante
para determinar a natureza jurídica específica do tributo. Logo,
incorreta.

34. (ESAF/AFPS/2002) Com referência a tributo e suas


espécies, é correto afirmar que:
a) empréstimo compulsório, contribuição de melhoria,
contribuição de intervenção no domínio econômico e
compensação financeira aos Estados pela exploração de
petróleo por empresas privadas são espécies tributárias.
b) tributo é um gravame cuja obrigação tem por fato
gerador uma situação independente de qualquer atividade
estatal específica, relativa ao contribuinte.
c) são espécies tributárias, entre outras, imposto, taxa,
contribuição em favor de categoria profissional, preço
público e contribuição de intervenção no domínio
econômico.

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Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

d) tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em


moeda, ou cujo valor nela se possa exprimir, que não
constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada
mediante atividade administrativa plenamente vinculada.
e) tributo é a prestação pecuniária compulsória, em moeda,
ou cujo valor nela se possa exprimir, instituída em lei e
cobrada mediante atividade administrativa plenamente
vinculada, que não constitua sanção de ato ilícito,
ressalvado o caso de ato ilícito que requeira reparação em
virtude de guerra.

Letra (A). Segundo o art. 3°, do CTN, o tributo é cobrado


mediante atividade administrativa plenamente vinculada e não
discricionária, portanto, não há conveniência ou oportunidade na
cobrança do tributo. Ou seja, não pode a autoridade administrativa
deixar de aplicar a lei. Logo, incorreta.

Letra (B). O enunciado coloca a definição legal de imposto


(espécie) como se fosse de tributo (gênero). Segundo o art. 16, do
CTN, o imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma
situação independente de qualquer atividade estatal específica,
relativa ao contribuinte.

Letra (C). O preço público não é tributo. Portanto, incorreta.

Letra (D). É a cópia literal do conceito de tributo disposto no


art. 3º, do CTN. Logo, correta.

Letra (E). O tributo não constitui sanção de ato ilícito e não há


exceção, de acordo com o art. 3° do CTN. Ademais, o ato ilícito que
requeira reparação em virtude de guerra não é tributo. Logo,
incorreta.

35. (AFTM-FORTALEZA/2003) Avalie as formulações


seguintes, relativas a tributo e suas espécies, consideradas
as pertinentes disposições da Constituição Federal e do
Código Tributário Nacional, e, ao final, assinale a opção que
corresponde à resposta correta.
I. Imposto, taxa, preço público e contribuição de interesse
de categorias profissionais são espécies tributárias.
II. A natureza jurídica específica do tributo é determinada
pelo fato gerador da respectiva obrigação, sendo
irrelevantes para qualificá-la: (a) a denominação e demais
características formais adotadas pela lei; (b) a destinação
legal do produto da sua arrecadação.

65
Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

III. Empréstimo compulsório, contribuição de melhoria,


contribuição de intervenção no domínio econômico e
contribuição para a seguridade social são espécies
tributárias.
IV. Contribuição de interesse de categorias econômicas,
taxa, imposto e encargo de reparação de guerra são
espécies tributárias.
a) Apenas as formulações II e III são corretas.
b) Apenas as formulações III e IV são corretas.
c) Apenas as formulações I e III são corretas.
d) Apenas a formulação II é correta.
e) Apenas as formulações I e II são corretas.

A questão cobra do candidato o conhecimento das espécies


tributárias.

Nesse rumo, a doutrina dominante e o STF entendem que são


cinco espécies tributárias, a saber: impostos, taxas, contribuições de
melhoria, empréstimo compulsório e as contribuições especiais ou
parafiscais. É a chamada classificação quinquipartite ou pentapartide
das espécies tributárias.

Ressaltamos que duas novas Emendas Constitucionais (EC)


criaram três novas subespécies de tributos, quais sejam:

 O art. 149-A, com redação determinada pela EC n. 39/2002,


autorizou apenas o Distrito Federal e os Municípios a instituírem
a contribuição para o custeio do serviço de iluminação
pública (COSIP ou CIP), sendo facultada (não é obrigatório) a
cobrança na fatura de consumo de energia elétrica;
 O art. 149, § 1º, com redação determinada pela EC nº
41/2003, autorizou os Estados, o Distrito Federal e os
Municípios a instituição da contribuição previdenciária,
cobrada de seus servidores, para o custeio, em beneficio
destes, do sistema previdenciário respectivo, cuja alíquota não
será inferior à da contribuição previdenciária dos servidores
titulares de cargos efetivos da União;
 O art. 195, IV, com redação determinada pela EC nº 41/2003,
autorizou a cobrança pela União de contribuição de
seguridade social sobre o importador de bens ou serviços
do exterior, ou de quem a lei infraconstitucional a ele
equiparar.

Nesse rumo, podemos visualizar o seguinte quadro geral das


espécies tributárias de competência da União estabelecidas pela CF:

66
Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

 Impostos (art. 153, incisos I a VII, art. 154, I e II): a)


imposto sobre importação de produtos estrangeiros (II) – art.
153, I; b) imposto sobre exportação, para o exterior, de
produtos nacionais ou nacionalizados (IE) – art. 153, II; c)
imposto sobre renda e proventos de qualquer natureza (IR) –
art. 153, III; d) imposto sobre produtos industrializados (IPI) –
art. 153, IV; e) imposto sobre operações de crédito, câmbio e
seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários (IOF) – art.
153, V; f) imposto sobre propriedade territorial rural (ITR) –
art. 153, VI; g) imposto sobre grandes fortunas (IGF) – art.
153, VII; h) impostos residuais – art. 154, I; i) impostos
extraordinários de guerra (IEG) – art. 154, II;
 Taxas (art. 145, II): a) taxas de polícia; b) taxas de serviço;
 Contribuições de Melhoria (art. 145, III);
 Empréstimos Compulsórios (art. 148): a) empréstimo por
calamidade ou guerra externa (art. 148, I); b) empréstimo por
investimento público urgente e de relevância nacional (art. 148,
II);
 Contribuições especiais ou parafiscais: a) contribuições de
seguridade social (art. 40, § 18, art. 195, art. 239; ADCT, art.
74, 75, 84 e 90); b) contribuições sociais (art. 212, § 5º e art.
240); c) contribuições de interesse das categorias profissionais
ou econômicas, também denominadas de corporativas (art.
149); d) contribuições de intervenção no domínio econômico
(CIDE) – art. 149 e art. 177, § 4º.

Destacamos também que competem à União, em Território


Federal, os impostos estaduais e, se o Território não for dividido em
Municípios, cumulativamente, os impostos municipais (art. 147, da
CF).

Ao Distrito Federal competem os impostos estaduais e


municipais (arts. 147, 155 e 156, da CF).

Neste contexto, as espécies tributárias de competência dos


Estados e do Distrito Federal fixadas pela CF são as seguintes:

 Impostos (CF, art. 155): a) impostos sobre transmissão causa


mortis e doação, de quaisquer bens ou direitos (ITCMD) – art.
155, I; b) impostos sobre operações relativas à circulação de
mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte
interestadual e intermunicipal e de comunicação (ICMS) – art.
155, II; c) imposto sobre propriedade de veículos automotores
(IPVA) – art. 155, III;
 Taxas (art. 145, II): a) taxas de polícia; b) taxas de serviço;
 Contribuições de Melhoria (art. 145, III);

67
Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

 Contribuição previdenciária (art. 40, § 18; 149, §1º).

No que concerne aos Municípios e ao Distrito Federal, a CF


dispõe:

 Impostos (art. 156): a) imposto sobre propriedade predial e


territorial urbana (IPTU) – art. 156, I; b) impostos sobre
transmissão inter vivos, por ato oneroso, de bens imóveis e de
direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como
cessão de direitos a sua aquisição (ITBI) – art. 156, II; c)
imposto sobre serviços de qualquer natureza (ISS), não
compreendidos no ICMS, definidos em lei complementar – art.
156, III;
 Taxas (art. 145, II): a) taxas de polícia; b) taxas de serviço;
 Contribuições de Melhoria (art. 145, III);
 Contribuições: a) contribuição previdenciária (art. 40, § 18;
149, §1º); b) contribuição para o custeio do serviço de
iluminação pública (COSIP ou CIP) - art. 149-A.

Decerto, os itens I e IV são incorretos, pois o preço público e o


encargo de reparação de guerra não são tributos.

Por sua vez, os itens II e III são corretos, registrando-se que o


item II é cópia do art. 4° do CTN.

Logo, correta a letra “a”.

36. (ESAF/AUDITOR/TCE/GO/2007) Segundo definição


contida no art. 3º do Código Tributário Nacional, tributo é
uma prestação pecuniária que, entre outras características,
é instituída em lei. A partir daí, e considerando os
dispositivos constitucionais sobre as espécies normativas,
podemos concluir
a) que, a fim de que se compatibilizem com as limitações
constitucionais ao poder de tributar, as medidas provisórias
somente poderão cuidar de normas gerais em matéria
tributária, mas não da instituição de tributos.
b) que as medidas provisórias, por veicularem
necessariamente matéria relevante e urgente, são
incompatíveis com o princípio constitucional da
anterioridade, razão pela qual não podem cuidar de matéria
tributária.
c) que medidas provisórias são aptas a instituir, mas não a
aumentar tributos.
d) que as medidas provisórias podem, em determinadas
situações, versar sobre matéria tributária.

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Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

e) que as medidas provisórias, assim como as leis


delegadas, não podem cuidar de matéria tributária, em
nenhuma situação.

A questão cobra basicamente o artigo 62 da CF/88.

Letra (A). As normas gerais de direito tributário são matéria de


lei complementar, de acordo com o art. 146 da CF. Por sua vez, as
medidas provisórias podem instituir tributos, mas não podem tratar
de tema de lei complementar (art. 62, §1°, III, da CF). A medida
provisória é ato normativo editado pelo Chefe do Poder Executivo,
com força de lei ordinária. Isto é, não pode a medida provisória
estabelecer normas gerais de direito tributário ou instituir apenas o
imposto sobre grandes fortunas (IGF), empréstimos compulsórios,
impostos residuais da União e contribuições sociais novas ou
residuais. Logo, incorreta.

Letra (B). As medidas provisórias não são incompatíveis com o


princípio constitucional da anterioridade e podem cuidar de matéria
tributária. Neste sentido, o art. 62, §2°, da CF, dispõe que a medida
provisória que implique instituição ou majoração de impostos só
produzirá efeitos no exercício financeiro seguinte se houver sido
convertida em lei até o último dia daquele em que foi editada,
exceto nos casos imposto de importação (II), imposto de exportação
(IE), imposto sobre produtos industrializados (IPI), imposto sobre
operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou
valores mobiliários (IOF) e o imposto extraordinário de guerra (IEG),
que não obedecem a anterioridade anual. Logo, incorreta.

Letra (C). As medidas provisórias são aptas a instituir e


aumentar tributos, conforme o art. 62, §2°, da CF. Portanto,
incorreta.

Letra (D). As medidas provisórias podem versar sobre matéria


tributária. Em regra, em temas de lei ordinária. Logo, correta.

Letra (E). As medidas provisórias, assim como as leis


delegadas, em regra, podem cuidar de matéria tributária. Logo,
incorreta.

É vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria (art. 62,


§1°, CF):
I - relativa a: a) nacionalidade, cidadania, direitos políticos, partidos
políticos e direito eleitoral; b) direito penal, processual penal e
processual civil; c) organização do Poder Judiciário e do Ministério
Público, a carreira e a garantia de seus membros; d) planos

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Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

plurianuais, diretrizes orçamentárias, orçamento e créditos adicionais


e suplementares, ressalvado o previsto no art. 167, § 3º;
II - que vise a detenção ou seqüestro de bens, de poupança popular
ou qualquer outro ativo financeiro;
III - reservada a lei complementar;
IV - já disciplinada em projeto de lei aprovado pelo Congresso
Nacional e pendente de sanção ou veto do Presidente da República.

É vedada a lei delegada sobre matéria reservada à lei complementar,


nem a legislação sobre (art. 68, §1°, CF):
I - organização do Poder Judiciário e do Ministério Público, a carreira
e a garantia de seus membros;
II - nacionalidade, cidadania, direitos individuais, políticos e
eleitorais;
III - planos plurianuais, diretrizes orçamentárias e orçamentos.

37. (AFTE/RN/2005) Avalie as indagações abaixo e em


seguida assinale a resposta correta.
(i) Em caso de guerra externa, é vedado à União instituir
impostos extraordinários não compreendidos em sua
competência tributária?
(ii) É permitido ao Distrito Federal e aos Municípios instituir
contribuição para o custeio do serviço de iluminação
pública?
(iii) É permitido que o serviço de iluminação pública seja
remunerado mediante taxa?
a) Não, sim, não
b) Não, não, sim
c) Sim, sim, não
d) Sim, não, sim
e) Sim, sim, sim

Item I. De acordo com o art. 154, II, da CF, a União poderá


instituir na iminência ou no caso de guerra externa, impostos
extraordinários, compreendidos ou não em sua competência
tributária, os quais serão suprimidos, gradativamente, cessadas as
causas de sua criação. Estes são os chamados impostos
extraordinários. Logo, a resposta é não.

Item II. Conforme o art. 149-A, os Municípios e o Distrito


Federal poderão instituir contribuição, na forma das respectivas leis,
para o custeio do serviço de iluminação pública. Logo, a resposta é
sim.

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Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

Item III. Segundo interpretação do STF, é inconstitucional a


remuneração do serviço de iluminação pública mediante taxa, uma
vez que a iluminação pública não é serviço público divisível e
específico (art. 145, II, da CF). Logo, a resposta é não.

Portanto, a resposta é a letra “a”.

38. (ESAF/AFRE/MG/2005) Assinale a opção correta.


Quando a lei atribui a capacidade tributária ativa a ente
diverso daquele que detém a competência tributária, estar-
se-á diante do fenômeno da
a) solidariedade ativa.
b) parafiscalidade.
c) extrafiscalidade.
d) sujeição ativa.
e) inconstitucionalidade da lei tributária.

O tributo parafiscal é aquele arrecadado e fiscalizado por


terceira pessoa, dotada de autonomia administrativa e financeira,
diferente do ente federativo competente para instituir o tributo
(União, Estados, Distrito Federal e Municípios), buscando uma
finalidade ou interesse público e esta terceira pessoa passa a dispor
da receita compulsória para atingir os seus objetivos.

Deste modo, o fenômeno da parafiscalidade tem como


característica a atribuição legal da capacidade tributária ativa a ente
diverso daquele que detém a competência tributária.

São exemplos as contribuições arrecadadas e fiscalizadas pelo


SESC, SENAI, SENAC, Conselhos Regionais de Medicina (CRM),
Conselhos Regionais de Odontologia etc. Logo, correta a letra “e”.

39. (ESAF/AFTE/MS/2001) As receitas compulsórias, cuja


arrecadação e utilização são conferidas, pelo Poder Público
competente, a uma entidade paraestatal dotada de
autonomia administrativa e financeira, são chamadas:
a) Acessórias.
b) Complementares.
c) Extraordinárias.
d) Extrafiscais.
e) Parafiscais.

As receitas compulsórias, cuja arrecadação e utilização são


conferidas, pelo Poder Público competente, a uma entidade
paraestatal dotada de autonomia administrativa e financeira, são
chamadas parafiscais.

71
Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

O tributo parafiscal é aquele arrecadado e fiscalizado por


terceira pessoa, dotada de autonomia administrativa e financeira,
diferente do ente federativo competente para instituir o tributo
(União, Estados, Distrito Federal e Municípios), buscando uma
finalidade ou interesse público e esta terceira pessoa passa a dispor
da receita compulsória para atingir os seus objetivos.

Logo, correta a letra “e”.

40. (ESAF/TTN/1997) A Constituição Federal permite a


aplicação de alíquotas progressivas para a cobrança dos
seguintes impostos:
a) Renda e Proventos de Qualquer Natureza; Propriedade
Territorial Rural; Propriedade Predial e Territorial Urbana.
b) Renda e Proventos de Qualquer Natureza; Produtos
Industrializados; Propriedade Predial e Territorial Urbana.
c) Produtos Industrializados; Operações Relativas à
Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de
Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação
(ICMS); Propriedade de Veículos Automotores.
d) Propriedade Predial e Territorial Urbana; Propriedade
Territorial Rural; ICMS.
e) Renda e Proventos de Qualquer Natureza; Produtos
Industrializados; ICMS.

Há dois tipos de progressividade, a saber: (i) progressividade


fiscal, com intuito puramente arrecadatório, em que a alíquota
cresce à medida que aumenta a respectiva base de cálculo do tributo;
(ii) progressividade extrafiscal, com a finalidade principal de
estimular ou desestimular determinada conduta do sujeito passivo,
em que o tributo aumenta de valor em face do comportamento do
sujeito passivo.

Exemplo de progressividade predominantemente fiscal ocorre


no IR. Outro exemplo de progressividade fiscal ocorre com o IPTU na
hipótese de progressividade em razão do valor do imóvel, que só
pode existir a partir da Emenda Constitucional (EC) n.° 29/2000
(Súmula 668 do STF).

Por sua vez, exemplo de progressividade extrafiscal é o caso do


ITR que deve ser progressivo e suas alíquotas devem ser fixadas de
forma a desestimular a manutenção de propriedades improdutivas
(art. 153, §4º, I, da CF/88). É a hipótese também da progressividade
extrafiscal do IPTU no caso de não aproveitamento do solo urbano
pelo seu proprietário em razão do tempo (descumprimento da função

72
Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

social da propriedade urbana). Logo, correta a letra “a”.

Letras (B), (C), (D) e (E). A Constituição não determina a


progressividade para o IPI e o ICMS. Portanto, incorretas.

Assim, a resposta é a letra “a”, pois o IR, o ITR e o IPTU são


impostos progressivos.

41. (ESAF/Analista/SP/2009) Constituem modalidade


de receita derivada, exceto:
a) tributos.
b) penalidades pecuniárias.
c) multas administrativas.
d) taxas.
e) preços públicos.

As receitas derivadas são todas aquelas decorrentes de


obrigações legais impostas pelo Estado (obrigação ex lege). Isto é, a
receita derivada é decorrente de uma obrigação legal, caracterizada
pelo poder de império do Estado, utilizando-se da coercibilidade. São
exemplos: tributos em geral (impostos, taxas, contribuições de
melhoria, empréstimos compulsórios e as contribuições especiais ou
parafiscais), penalidades pecuniárias, multas administrativas, dentre
outros.

Logo, correta a letra “e”, pois os preços públicos são receitas


originárias e não derivadas.

42. (ESAF/AFTE/RN/2005) Marque a opção correta.


a) Cabe aos Estados e ao Distrito Federal instituir e cobrar
adicional de até cinco por cento do que for pago à União por
pessoas físicas ou jurídicas domiciliadas nos respectivos
territórios, a título de imposto sobre a renda e proventos de
qualquer natureza, incidente sobre lucros, ganhos e
rendimentos de capital.
b) Não é permitido instituir e cobrar taxa de conservação de
estradas de rodagem cuja base de cálculo seja idêntica à do
imposto sobre propriedade territorial rural.
c) O imposto sobre vendas a varejo de combustíveis líquidos
e gasosos é instituído e cobrado pelos Municípios.
d) É permitido à União continuar a exigir o imposto sobre
movimentação ou transmissão de valores e de créditos e
direitos de natureza financeira, que instituiu com base na
Emenda Constitucional nº 3, de 17 de março de 1993.

73
Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

e) É permitido à União, aos Estados e ao Distrito Federal


instituir, nos respectivos âmbitos de atuação, contribuições
de intervenção no domínio econômico.

Letra (A). A Emenda Constitucional n° 3/1993 revogou a


competência dos Estados e do Distrito Federal para instituir e cobrar
adicional de até cinco por cento do que for pago à União por pessoas
físicas ou jurídicas domiciliadas nos respectivos territórios, a título de
imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza, incidente
sobre lucros, ganhos e rendimentos de capital. Logo, incorreta.

Letra (B). As taxas não poderão ter base de cálculo própria de


impostos, de acordo com o §2°, do art. 145, da CF. Assim, não é
permitido instituir e cobrar taxa de conservação de estradas de
rodagem cuja base de cálculo seja idêntica à do imposto sobre
propriedade territorial rural. É também o que afirma súmula 595 do
STF. Logo, correta.

Letra (C). A Emenda Constitucional n° 3/1993 revogou a


competência dos Municípios para criar e cobrar o imposto sobre
vendas a varejo de combustíveis líquidos e gasosos. Portanto,
incorreta.

Letra (D). Segundo a Emenda Constitucional n° 3/1993, a


União poderia instituir, nos termos de lei complementar, com vigência
até 31 de dezembro de 1994, imposto sobre movimentação ou
transmissão de valores e de créditos e direitos de natureza financeira.
Logo, incorreta a alternativa. Registra-se que a partir da Emenda
Constitucional n° 12/1996, a União poderia instituir contribuição
provisória sobre movimentação ou transmissão de valores e de
créditos e direitos de natureza financeira. Esta competência
atualmente também não mais existe.

Letra (E). A instituição de contribuições de intervenção no


domínio econômico é de competência exclusiva da união (art. 149,
caput, da CF). Portanto, incorreta.

43. (MDIC/2002) O tributo cuja obrigação tem por fato


gerador uma situação independente de qualquer atividade
estatal específica, relativa ao contribuinte, denomina-se:
a) taxa.
b) contribuição de melhoria.
c) imposto.
d) empréstimo compulsório.
e) preço público.

74
Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

Segundo o art. 16, do CTN, o imposto é o tributo cuja obrigação


tem por fato gerador uma situação independente de qualquer
atividade estatal específica, relativa ao contribuinte. Logo, correta a
letra “c”.

44. (ESAF/AFTE/PA/2002) Tem por fato gerador uma


situação independente de qualquer atividade estatal
específica, relativa ao contribuinte:
a) imposto.
b) taxa.
c) contribuição de melhoria.
d) pedágio.
e) preço público.

A letra “a” é a correta, conforme já examinamos no art. 16, do


CTN: “Imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma
situação independente de qualquer atividade estatal específica,
relativa ao contribuinte”.

45. (ESAF/Analista/SP/2009) Assinale a opção que


representa uma taxa pública.
a) Serviço de água.
b) Serviço de energia.
c) Serviço de esgoto.
d) Pedágio explorado diretamente ou por concessão.
e) Serviço postal.

De início, registramos a súmula 545 do STF: “preços de


serviços públicos e taxas não se confundem, porque estas,
diferentemente daquelas, são compulsórias e têm sua cobrança
condicionada à previa autorização orçamentária, em relação à lei que
as instituiu”.

O problema interpretativo desta súmula se refere ao emprego


do critério da “compulsoriedade” (obrigatoriedade) para apartar a
taxa do preço público, uma vez que a segunda parte da súmula diz
respeito à anualidade tributária, que não está mais de acordo com o
atual panorama constitucional brasileiro.

Decerto, com fundamento na doutrina de Caio Tácito, tal


súmula compreende que os serviços tipicamente estatais, prestados
privativamente pelo Estado (taxas judiciárias, de polícia e de
registro), devem se remunerados por taxa; enquanto os serviços não
tipicamente estatais (serviços ferroviários, telefônicos, de transporte
e de energia) devem ser remunerados por preço público, pois,
embora possam ser prestados pelo Estado, não lhes são privativos.

75
Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

Por sua vez, a atual jurisprudência do STF é pacífica no sentido


de que, a despeito de sua “compulsoriedade”, a contraprestação dos
serviços de coleta, tratamento e destino final de esgotos sanitários
não se submete aos princípios e regras jurídico-tributárias (RE-ED
456.048, DJ de 30.09.2005; RE 471119, DJ de 24.02.2006; RE
330.353, DJ de 10.5.2005).

Por conseguinte, enfatizamos que o STF e o STJ consolidaram o


entendimento de que a contraprestação pelos serviços de água e
esgoto por concessionária de serviço público não possui
caráter tributário por ter natureza jurídica de tarifa ou preço
público e que sua prescrição é regida pelo Código Civil. O mesmo
raciocínio é aplicado pelo STF ao fornecimento de energia elétrica, ou
seja, é custeado por meio de tarifa (RE n° 96.590). Portanto,
incorretas as letras “a”, “b” e “c”.

Por outro lado, segundo o STF (ADPF 46, DJE de 26-2-2010), a


exploração do serviço postal e o correio aéreo nacional é de
competência exclusiva e indelegável da União, ou seja, é atividade
privativa do Estado. Deste modo, segundo entendimento da ESAF, o
serviço postal deve ser custeado por meio de taxa. Logo, correta a
letra “e”.

Noutro ponto, a natureza jurídica do pedágio não é sempre


a mesma da taxa.

A CF/88 proibiu os entes federativos (União, Estados-membros,


Distrito Federal e Municípios) de estabelecer limitações ao tráfego de
pessoas ou bens, por meio de tributos interestaduais ou
intermunicipais, ressalvada a cobrança de pedágio pela
utilização de vias conservadas pelo Poder Público.

Assim, o pedágio tem natureza jurídica de taxa (espécie


tributária) quando explorado diretamente por pessoa jurídica de
direito público. Neste sentido, já admitiu o STF no julgamento do
extinto selo-pedágio (RE 181.475/RS).

Todavia, quando o pedágio for cobrado por concessionária ou


permissionária de serviço público, afirma-se que o pedágio tem
natureza de preço público ou tarifa. Logo, incorreta a letra “d”.

46. (GESTOR MG/2005) Julgue os itens a seguir e marque


adiante a opção correspondente.

76
Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

I. A cobrança do imposto sobre a propriedade de veículo


automotor (IPVA) somente pode ser considerada legítima
quando o Estado custeia obras de infraestrutura rodoviária.
II. A taxa é a modalidade de tributo que tem como fato
gerador o exercício regular do poder de polícia, ou a
utilização, efetiva ou potencial, de serviço público específico
ou divisível, prestado ao contribuinte ou posto à sua
disposição.
III. A obra pública de que resulte valorização de imóvel do
particular pode ser custeada mediante a instituição e
cobrança da contribuição de melhoria.
Está (ão) correto (s):
a) os itens I, II e III
b) apenas os itens II e III.
c) apenas os itens I e III
d) apenas os itens I e II
e) apenas o item II

Item I. O imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato


gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal
específica, relativa ao contribuinte (art. 16, do CTN). Deste modo, a
cobrança do IPVA independe do custeio obras de infraestrutura
rodoviária pelo Estado, uma vez que o imposto é um tributo não-
vinculado a uma atividade estatal e a sua lei instituidora do IPVA
leva em consideração fatos e situações vinculadas ao contribuinte
(propriedade de veículo automotor), estranhos a qualquer atuação do
Estado direcionado especificadamente ao próprio contribuinte. Logo,
incorreta.

Item II. A taxa é a modalidade de tributo que tem como fato


gerador o exercício regular do poder de polícia, ou a utilização,
efetiva ou potencial, de serviço público específico ou divisível,
prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição, conforme art.
145, II, da CF/88. Logo, correta.

Item III. A hipótese de incidência da contribuição de melhoria


consiste em obter (auferir) valorização imobiliária, decorrente de obra
pública. Logo, correta.

Deste modo, a letra correta é a “b”.

47. (ESAF/AFRFB/2003) Indique a opção que preenche


corretamente as lacunas, consideradas as pertinentes
disposições do Código Tributário Nacional. Para efeito de
fato gerador e cobrança de taxa, considera-se regular o
exercício do poder de polícia quando desempenhado

77
Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

_________________ nos limites da lei aplicável, com


observância ________________ e, tratando-se de atividade
que a lei tenha como _____________________, sem abuso
ou desvio de poder.
a) pelo Poder Público / das disposições regulamentares
aplicáveis / contrária aos bons costumes
b) por órgão de segurança pública / das normas
administrativas aplicáveis / perigosa
c) pelo órgão competente / de procedimentos
administrativos / vinculada
d) somente por órgão de segurança pública / do devido
processo legal / atentatória a direitos fundamentais
e) pelo órgão competente / do processo legal / discricionária

De acordo com o art. 78, parágrafo único, do CTN, considera-se


regular o exercício do poder de polícia quando desempenhado pelo
órgão competente nos limites da lei aplicável, com observância do
processo legal e, tratando-se de atividade que a lei tenha como
discricionária, sem abuso ou desvio de poder. Logo, correta é a
letra “e”.

48. (AFTE/RN/2005) Preencha as lacunas do texto abaixo


e escolha, em seguida, a opção que contém a seqüência em
que foram preenchidas.
Para fins de instituição e cobrança de taxas, o Código
Tributário Nacional considera os serviços públicos:
_______________, quando suscetíveis de utilização,
separadamente, por parte de cada um dos seus usuários;
_________________, quando possam ser destacados em
unidades autônomas de intervenção, de utilidade ou de
necessidade públicas; __________________ utilizados pelo
contribuinte, quando por ele usufruídos a qualquer título.
a) específicos / unitários / potencialmente
b) individuais / autônomos / virtualmente
c) utilizáveis / independentes / normalmente
d) potenciais / necessários / essencialmente
e) divisíveis / específicos / efetivamente

O CTN considera os serviços públicos: divisíveis, quando


suscetíveis de utilização, separadamente, por parte de cada um dos
seus usuários; específicos, quando possam ser destacados em
unidades autônomas de intervenção, de utilidade ou de necessidade
públicas; efetivamente utilizados pelo contribuinte, quando por ele
usufruídos a qualquer título (art. 79). Logo, correta é a letra “e”.

49. (ESAF/AFRFB/2006) Taxas, na dicção do artigo 145,

78
Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

inciso II, da Constituição Federal, constituem a modalidade


de tributo que se podem cobrar em razão do exercício do
poder de polícia ou pela utilização, efetiva ou potencial, de
serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao
contribuinte ou postos à sua disposição. Sobre a taxa, é
errado afirmar que
a) é um tributo cuja base de cálculo ou fato gerador há de
ser diversa dos de imposto, e não pode ser calculada em
função do capital das empresas.
b) competente para instituir e cobrar a taxa é a pessoa
política – União, Estado, Distrito Federal ou Município –
legitimada para a realização da atividade que caracterize o
fato gerador do tributo.
c) os serviços públicos que ensejam sua cobrança
consideram-se utilizados pelo contribuinte, efetivamente,
quando, sendo de utilização compulsória, sejam postos à
sua disposição mediante atividade administrativa em efetivo
funcionamento.
d) serviços públicos específicos são aqueles destacáveis em
unidades autônomas de intervenção, de utilidade ou de
necessidade públicas.
e) serviços públicos divisíveis são aqueles suscetíveis de
utilização, separadamente, por parte de cada um dos seus
usuários.

Letra (A). A taxa não pode ter base de cálculo ou fato gerador
idênticos aos que correspondam a imposto e nem ser calculada em
função do capital das empresas (art. 145, §2º, da CF/88, c/c art. 77,
par. único, do CTN). Logo, correta.

Letra (B). Para efeito de instituição e cobrança de taxas,


consideram-se compreendidas no âmbito das atribuições da União,
dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios, aquelas que,
segundo a Constituição Federal, as Constituições dos Estados, as Leis
Orgânicas do Distrito Federal e dos Municípios e a legislação com elas
compatível, competem a cada uma dessas pessoas de direito público
(art. 80, do CTN). Logo, correta.

Letra (C). Os serviços públicos que ensejam sua cobrança


consideram-se utilizados pelo contribuinte, efetivamente, quando por
ele usufruídos a qualquer título (art. 79, I, “a”, do CTN). O enunciado
confundiu serviços potencialmente utilizados com serviços
efetivamente utilizados. Logo, incorreta.

Letra (D). Os serviços públicos específicos são aqueles


destacáveis em unidades autônomas de intervenção, de utilidade ou

79
Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

de necessidade públicas (art. 79, II, do CTN). Logo, correta.

Letra (E). Os serviços públicos divisíveis são aqueles suscetíveis


de utilização, separadamente, por parte de cada um dos seus
usuários (art. 79, III, do CTN). Logo, correta.

50. (PGDF/2007.2) A União, os Estados, o Distrito Federal


e os Municípios poderão instituir taxas, em razão do
exercício do poder de polícia ou pela utilização, efetiva ou
potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis,
prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição. Em
razão desse preceito constitucional e das demais regras do
nosso ordenamento jurídico positivo e jurisprudencial,
assinale a opção correta.
a) A instituição de taxas pelo Poder Público não está
obrigada a respeitar os princípios da anterioridade, da
isonomia e da capacidade contributiva, tendo em vista que a
tributação envolve prestação de serviços públicos ou
exercício de poder de polícia.
b) É constitucional a taxa instituída para inspeção de
importação e exportação de produtos da indústria
pesqueira, instituída por Portaria assinada pelo Ministro do
Meio Ambiente, com cobrança autorizada pelo Instituto
Brasileiro de Meio Ambiente–IBAMA, haja vista tratar-se de
serviços prestados para proteger direitos fundamentais.
c) As custas judiciais e os emolumentos concernentes aos
serviços notariais e registrais são qualificadas como taxas
remuneratórias de serviços públicos e podem ter como base
de cálculo o valor da condenação, desde que obedeça ao
princípio da razoabilidade.
d) É constitucional a escolha do valor do monte-mor
(inventário) como base de cálculo da taxa judiciária, por não
afrontar o artigo 145, § 2º, da CF.
e) Não há possibilidade de, segundo os princípios que
informam o nosso ordenamento jurídico tributário, ser
alocado o produto da arrecadação de custas judiciais (taxas)
ao Poder Judiciário, para cobrir despesas com treinamento
de pessoal que serve à Justiça.

Letra (A). A instituição de taxas pelo Poder Público está


obrigada a respeitar os princípios constitucionais tributários, inclusive
os princípios da anterioridade, da isonomia e da capacidade
contributiva. Logo, incorreta.

80
Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

Letra (B). É inconstitucional a taxa instituída por Portaria, em


razão do princípio da legalidade tributária (art. 150, I, da CF). Logo,
incorreta.

Letra (C). As custas judiciais e os emolumentos concernentes


aos serviços notariais e registrais são qualificadas como taxas
remuneratórias de serviços públicos e podem ter como base de
cálculo o valor da condenação, desde que obedeça ao princípio da
razoabilidade. Neste sentido, o STF admite que a taxa judiciária seja
calculada em função do valor da causa ou da condenação, desde que
se obedeça ao princípio da razoabilidade e que se determine um
limite para este valor, pois o valor excessivo da taxa pode ferir o
princípio constitucional do livre acesso à jurisdição. Registra-se a
súmula 667 do STF: “viola a garantia constitucional de acesso à
jurisdição a taxa judiciária calculada sem limite sobre o valor da
causa”. Logo, correta.

Letra (D). Segundo o STF, “a escolha do valor do monte-mor


como base de cálculo da taxa judiciária encontra óbice no art. 145, §
2º, da CF, visto que o monte-mor que contenha bens imóveis é
também base de cálculo do imposto de transmissão causa mortis e
inter vivos (ITCMD)” (ADI 2.040-MC, DJ de 25-2-2000). Ou seja, é
inconstitucional, de acordo com o art. 145, § 2º, da CF. Logo,
incorreta.

Letra (E). Conforme o art. 98, §2°, da CF, há possibilidade de


ser alocado o produto da arrecadação de custas judiciais (taxas) ao
Poder Judiciário, para cobrir despesas com treinamento de pessoal
que serve à Justiça. Logo, incorreta.

51. (PGDF/2007.1) O Sistema Tributário Nacional é regido


por regras e princípios gerais que estão postos nos artigos
145 a 162 da Constituição Federal. Com base no conteúdo
das disposições acima referidas, assinale, entre as opções
abaixo apresentadas, a que está correta.
a) É inconstitucional a taxa de fiscalização dos mercados de
títulos e valores mobiliários instituída pela Lei n. 7.940, de
1989, haja vista não ser conferido, pelo ordenamento
jurídico positivado, poder de polícia à Comissão de Valores
Mobiliários.
b) O serviço de iluminação pública, pela sua natureza
jurídica, deve ser sempre remunerado mediante taxa.
c) Os serviços gerais prestados por órgãos de Segurança
Pública não podem ser sustentados por taxas. Essa
atividade pública, por sua natureza, deve ser retribuída,
genericamente, por impostos.

81
Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

d) É inconstitucional lei estadual que cria taxa destinando a


arrecadação de seu produto aos serviços de fiscalização da
atividade notarial e de registro a órgão público.
e) É constitucional a taxa municipal de conservação de
estradas de rodagem que tem como base de cálculo a
adotada para o imposto territorial rural.

Letra (A). É constitucional a taxa de fiscalização dos mercados


de títulos e valores mobiliários instituída pela Lei n. 7.940, de 1989
(Súmula 665 do STF), pois foi conferido, pelo ordenamento jurídico
positivado, poder de polícia à Comissão de Valores Mobiliários. Logo,
incorreta.

Letra (B). Segundo a Súmula 670 do STF, “o serviço de


iluminação pública não pode ser remunerado mediante taxa”, em
razão do não preenchimento da condição constitucional de serviço
público específico e divisível para serviço de iluminação pública, que
só pode ser custeado pela contribuição de iluminação pública de
competência dos Municípios e do Distrito Federal (art. 149-A). Logo,
incorreta.

Letra (C). Segundo entendimento consagrado no STF (ADI


1.942-MC, ADI 2.424), as atividades ou serviços gerais do Estado
(por exemplo, prestados por órgãos de Segurança Pública) devem ser
financiadas com os impostos, e não com as taxas, pois não são
serviços públicos específicos e divisíveis. Logo, correta.

Letra (D). Em face do art. 98, §2°, da CF, e da interpretação do


STF, é constitucional lei estadual que cria taxa destinando a
arrecadação de seu produto aos serviços de fiscalização da atividade
notarial e de registro a órgão público. Logo, incorreta.

Letra (E). Conforme súmula 595 do STF, é inconstitucional a


taxa municipal de conservação de estradas de rodagem cuja base de
cálculo seja idêntica a do imposto territorial rural (ITR). Isto é, a base
de cálculo desta taxa é própria de imposto (ITR) e não de taxa por
serviços específicos e divisíveis postos à disposição do seu
contribuinte. Logo, incorreta.

52. (ESAF/AFRFB/2010) Sobre as taxas, podemos


afirmar, exceto, que:
a) o fato gerador da taxa não é um fato do contribuinte,
mas um fato do Estado; este exerce determinada atividade,
e por isso cobra a taxa das pessoas que dela se aproveitam.

82
Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

b) a atuação estatal referível, que pode ensejar a cobrança


de taxa, pode consistir no exercício regular do poder de
polícia.
c) a atuação estatal referível, que pode ensejar a cobrança
de taxa, pode consistir na prestação ao contribuinte, ou na
colocação à disposição deste, de serviço público específico,
divisível ou não.
d) as atividades gerais do Estado devem ser financiadas
com os impostos, e não com as taxas.
e) o poder de polícia, que enseja a cobrança de taxa,
considera-se regular quando desempenhado pelo órgão
competente e nos limites da lei aplicável, com observância
do processo legal e, tratando-se de atividade que a lei tenha
como discricionária, sem abuso ou desvio de poder.

Letra (A). O fato gerador da taxa não é um fato do contribuinte


(por exemplo, auferir renda ou possuir propriedade imobiliária rural),
mas um fato do Estado, que é o exercício do poder de polícia ou a
prestação de serviço público específico e divisível. Logo, correta.

Letra (B). O fato gerador da taxa pode ser o exercício do poder


de polícia (art. 145, II, CF). Logo, correta.

Letra (C). A cobrança de taxas pressupõe, no caso de serviços


públicos, sua utilização, potencial ou efetiva. E que os serviços sejam
sempre específicos e divisíveis, sendo prestados ao contribuinte ou
postos a sua disposição (art. 145, II, CF). Logo, incorreta.

Letra (D). Segundo entendimento consagrado no STF (ADI


1.942-MC, ADI 2.424), as atividades ou serviços gerais do Estado
(por exemplo, prestados por órgãos de Segurança Pública) devem ser
financiadas com os impostos, e não com as taxas, pois não são
serviços públicos específicos e divisíveis. Logo, correta.

Letra (E). De acordo com o parágrafo único do art. 78 do CTN,


considera-se regular o exercício do poder de polícia quando
desempenhado pelo órgão competente nos limites da lei aplicável,
com observância do processo legal e, tratando-se de atividade que a
lei tenha como discricionária, sem abuso ou desvio de poder. Logo,
correta.

53. (ESAF/Agente de Fazenda/ISS/RJ/2010) As


taxas, no direito tributário, são espécies tributárias que
decorrem, entre outros fatos geradores, do exercício
regular do poder de polícia. Sobre estes, julgue os itens a
seguir:

83
Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

I. entende-se por regular o poder de polícia quando


desempenhado por órgão competente, nos limites da lei,
observando devido processo legal, e exercida sem desvio
ou excesso de poder;
II. a exigência da taxa em decorrência do exercício do
poder de polícia não mais exige a concreta fiscalização por
parte dos órgãos competentes, ou seja, a simples regulação
de certas atividades por meio de atos normativos também
caracteriza o exercício desse poder;
III. a atuação fiscalizadora do Estado, em rigor, visa ao
interesse da coletividade e não ao do contribuinte da taxa,
isoladamente. É este,
porém, que provoca a atuação do Estado, sendo isso que
justifica a imposição da taxa;
IV. exercendo o poder de polícia, o Estado impõe restrições
aos interesses individuais em favor do interesse público,
conciliando esses interesses.
Estão corretos:
a) apenas os itens I e III.
b) apenas os itens I, III e IV.
c) todos os itens estão corretos.
d) apenas os itens III e IV.
e) apenas os itens II, III e IV.

Item I. Considera-se regular o exercício do poder de polícia


quando desempenhado pelo órgão competente nos limites da lei
aplicável, com observância do processo legal e, tratando-se de
atividade que a lei tenha como discricionária, sem abuso ou desvio de
poder (art. 78, parágrafo único, CTN). Logo, correta.

Item II. Segundo interpretação do STF (RE 396.846, DJ


28/08/08; AI 553.880-AgR, DJE de 17-4-2009; RE 549.221–ED, DJE
de 20-3-2009), a exigência da taxa em decorrência do exercício do
poder de polícia não exige a concreta fiscalização por parte dos
órgãos competentes. Neste sentido, a simples regulação de certas
atividades por meio de atos normativos também caracteriza o
exercício do poder de polícia. Logo, correta.

Item III. A atuação fiscalizadora do Estado visa realmente ao


interesse da coletividade ou interesse público e não ao do
contribuinte da taxa, isoladamente. Contudo, a taxa é considerada
um tributo vinculado, pois a obrigação tributária da taxa tem por fato
gerador uma situação dependente de atividade estatal específica,
relativa ao contribuinte. Logo, correta.

Item IV. O poder de polícia estatal impõe restrições aos

84
Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

interesses individuais em favor do interesse público. O art. 78 do CTN


cita como exemplos à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes,
à disciplina da produção e do mercado, ao exercício de atividades
econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder
Público, à tranqüilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos
direitos individuais ou coletivos. Portanto, na defesa do interesse
público, apesar das restrições aos interesses individuais, há uma
conciliação entre o interesse público e o interesse privado.

Deste modo, a letra correta é a “c”.

54. (ESAF/Ministério da Fazenda/2009) As taxas, no


modelo constitucional brasileiro:
a) terão caráter pessoal e serão graduadas de acordo com a
capacidade econômica do contribuinte.
b) terão alíquotas máximas estabelecidas por resolução do
Senado Federal.
c) serão seletivas e não cumulativas.
d) serão informadas pelos critérios de generalidade,
universalidade e progressividade.
e) não poderão ter base de cálculo própria de impostos.

A resposta é a letra “e”, eis que a taxas, no modelo


constitucional brasileiro, não poderão ter base de cálculo própria de
impostos, conforme art. 145, §2º, da CF/88.

A letra “a” é falsa, porque de acordo com o art. 145, §1°, da


CF/88, sempre que possível, os impostos terão caráter pessoal e
serão graduados segundo a capacidade econômica do contribuinte.

A letra “b” é falsa. Não há qualquer previsão na CF/88 de que


as taxas terão alíquotas máximas estabelecidas por resolução do
Senado Federal. Existe previsão no caso do ICMS em que é
facultado ao Senado Federal fixar alíquotas máximas nas operações
internas para resolver conflito específico que envolva interesse de
Estados, mediante resolução de iniciativa da maioria absoluta e
aprovada por dois terços de seus membros (art. 155, §2°, inc. V,
alínea “b”, da CF/88).

A letra “c” é falsa, uma vez que a não-cumulatividade e a


seletividade são características essenciais do IPI (art. 153, §3°, incs.
I e II, da CF/88) e não das taxas.

Já no ICMS é obrigatória a obediência a não-cumulatividade


e uma faculdade (pode) a seletividade (art. 155, §2°, incs. I a III, da
CF/88).

85
Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

A letra “d” é falsa, pois o imposto de renda (IR) deve ser


informado pelos critérios da universalidade, da progressividade e da
generalidade (art. 153, §2º, da CF/88) e não as taxas.

55. (ESAF/Fiscal de Rendas/ISS/RJ/2010) - Sobre as


taxas, é incorreto afirmar que:
a) diferentemente dos impostos, cuja característica
marcante é a desvinculação da receita a uma finalidade
determinada, a taxa é o tributo vinculado por excelência,
isto é, só é devido pelo contribuinte se houver
contraprestação por parte do ente estatal que a houver
instituído.
b) preços de serviços públicos e taxas não se confundem,
porque estas, diferentemente daqueles, são compulsórias, e
têm sua cobrança condicionada à prévia autorização
orçamentária, em relação à lei que as instituiu.
c) a Constituição Federal dá o conceito de taxa como sendo
o tributo instituído pela União, estados, Distrito Federal e
municípios, em razão do poder de polícia ou pela utilização,
efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e
divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos à sua
disposição.
d) o serviço prestado ou posto à disposição, que permite a
instituição de uma taxa, é sempre estatal, podendo,
excepcionalmente, ser serviço prestado por empresa
privada.
e) somente o poder de polícia específico é passível de
estipêndio por meio de taxas; e mesmo assim exige-se que
seja divisível e mensurável.

A alternativa “a” é correta, em face dos arts. 145, II e 167, IV


da CF.

A alternativa “b” é incorreta, uma vez que não existe o princípio


da anualidade tributária no atual sistema constitucional tributário. É
sabido de todos que a súmula 545 do STF não está de acordo com a
atual Constituição Federal de 1988, pois não é juridicamente
necessário que a taxa tenha sua cobrança condicionada à prévia
autorização orçamentária.

Neste sentido, atualmente, afirma o Supremo Tribunal


Federal (STF): “Não é constitucionalmente indispensável
que lei tributária preceda à lei orçamentária” (RMS -1879–
RN, RDA 47/26); “A lei que cria o tributo pode anteceder,
ou suceder, ao orçamento, sendo essencial, apenas, que

86
Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

venha, quando sucedendo ao orçamento, em tempo hábil”


(RE-31619-SP, RTJ 1/228).

Do mesmo modo, dispõe a Súmula 66 do STF: “é legítima a


cobrança do tributo que houver sido aumentado após o orçamento,
mas antes do início do respectivo exercício financeiro”. Portanto, é
incorreta a alternativa “b”.

A alternativa “c” é correta, de acordo com o art. art. 145, II, da


CF.

A alternativa “d” é incorreta, pois o serviço prestado ou posto à


disposição, que permite a instituição de uma taxa, é sempre estatal.

A alternativa “e” é incorreta, em face da jurisprudência


predominante do STF e da ausência de regra jurídica que exija que o
poder de polícia seja específico e divisível. O art. 145, II, da CF, exige
que as taxas remunerem serviços públicos específicos e divisíveis e
não poder de polícia específico e divisível.

Senão, vejamos: “A hipótese de incidência da taxa é a


fiscalização de atividades poluidoras e utilizadoras de recursos
ambientais, exercida pelo IBAMA (Lei 6.938/1981, art. 17-B, com a
redação da Lei 10.165/2000). Tem-se, pois, taxa que remunera o
exercício do poder de polícia do Estado. Não há invocar o argumento
no sentido de que a taxa decorrente do poder de polícia fica ‘restrita
aos contribuintes cujos estabelecimentos tivessem sido efetivamente
visitados pela fiscalização’, por isso que, registra Sacha Calmon
parecer, fl. 377 essa questão já foi resolvida, pela negativa, pelo STF,
que deixou assentada em diversos julgados a suficiência da
manutenção, pelo sujeito ativo, de órgão de controle em
funcionamento. Andou bem a Suprema Corte brasileira em não
aferrar-se ao método antiquado da vistoria porta a porta,
abrindo as portas do Direito às inovações tecnológicas que
caracterizam a nossa era’. Destarte, os que exercem
atividades de impacto ambiental tipificadas na lei sujeitam-se
à fiscalização do IBAMA, pelo que são contribuintes da taxa
decorrente dessa fiscalização, fiscalização que consubstancia,
vale repetir, o poder de polícia estatal.” (RE 416.601, voto do
Rel. Min. Carlos Velloso, julgamento em 10-8-2005, Plenário, DJ de
30-9-2005; AI 638.092-AGR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski,
julgamento em 17-3-2009, Primeira Turma, DJE de 17-4-2009).

Em face do exposto, entendo que esta questão deveria ser


anulada, pois estão incorretas as letras “b”, “d” e “e”. Todavia, a
banca considerou que se deveria marcar a letra “d”.

87
Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

56. (AFTE/PA/2002) Identifique, nas opções abaixo, o


tributo cujo fundamento ético-jurídico é o não
enriquecimento injusto.
a) imposto.
b) taxa.
c) empréstimo compulsório.
d) contribuição social.
e) contribuição de melhoria.

As contribuições de melhoria estão vinculadas a uma atuação


estatal, referida ao contribuinte, que é a realização de obra pública
que motive a valorização do imóvel. Portanto, a contribuição de
melhoria é um tributo vinculado.

Com base neste fundamento, a doutrina entende que a


contribuição de melhoria observa o postulado da vedação (proibição)
ao enriquecimento sem causa, uma vez que apenas determinado
grupo de proprietários são beneficiados com a valorização imobiliária
decorrente da obra pública.

Por exemplo, sem a cobrança de contribuição de melhoria, pode


se observar a desobediência ao fundamento ético-jurídico da
proibição ao enriquecimento injusto ou sem causa, uma vez que
determinado e limitado grupo enriquece com a valorização imobiliária
decorrente da realização de obra pública, que, na verdade, foi
custeada por toda a sociedade.

Logo, a correta é a letra “e”.

57. (AFTE/MS 2001) Em matéria tributária, é correto


afirmar-se que:
a) Somente a União pode instituir impostos com
fundamento no exercício regular do poder de polícia.
b) Os Estados e o Distrito Federal têm competência para
instituir empréstimo compulsório.
c) A contribuição de melhoria é devida em função da
prestação de serviços públicos divisíveis.
d) As taxas têm que ter bases de cálculo diferentes das dos
impostos.
e) As contribuições sociais decorrem da realização de obras
públicas que promovam a valorização imobiliária privada.

Letra (A). Não é possível instituir imposto com fundamento no


exercício regular do poder de polícia, que é hipótese de incidência da
taxa. Logo, incorreta.

88
Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

Letra (B). Somente a União pode instituir empréstimo


compulsório (art. 148, da CF). Logo, incorreta.

Letra (C). A contribuição de melhoria é devida em função de


realização de obra pública que motive a valorização do imóvel do
particular (art. 81 do CTN) e não por prestação de serviço público
divisível. Logo, incorreta.

Letra (D). Em face do art. 145, §2°, da CF, as taxas têm que
ter bases de cálculo diferentes das dos impostos. Logo, correta.

Letra (E). As contribuições de melhoria e não as contribuições


sociais decorrem da realização de obras públicas que promovam a
valorização imobiliária privada. Logo, incorreta.

58. (Analista/SUSEP/2010) Uma das espécies de


tributos elencada pela Constituição Federal é a Contribuição
de Melhoria, decorrente de obras públicas. Tal espécie visa
a uma distribuição mais justa dos ônus decorrentes de
determinadas obras públicas, que beneficiam a sociedade
como um todo, mas acabam por beneficiar particularmente
determinadas pessoas, inclusive acarretando valorização
imobiliária. Sobre o tema Contribuição de Melhoria, analise
os itens a seguir, classificando-os como verdadeiros ou
falsos. Em seguida, escolha a opção adequada às suas
respostas.
I. Seu objetivo principal é fazer com que pessoas
diretamente beneficiadas pela execução de uma obra
pública participem com maior intensidade de seu custeio,
suportando-o total ou parcialmente.
II. O princípio da vedação do enriquecimento sem causa
justificativa, para alguns doutrinadores, a instituição e a
cobrança da contribuição de melhoria.
III. Pode-se eleger como parâmetro da cobrança da
contribuição de melhoria, de modo geral, o custo total da
obra (rateado entre os principais beneficiados) ou a
valorização imobiliária dela decorrente (individualmente
analisada).
a) Está correto apenas o item I.
b) Está correto apenas o item III.
c) Estão corretos apenas os itens I e III.
d) Estão corretos apenas os itens II e III.
e) Todos os itens estão corretos.

Item I. Entende-se que executada a obra de melhoramento na


sua totalidade ou em parte suficiente para beneficiar

89
Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

determinados imóveis, pode a contribuição de melhoria ser


cobrada. Deste modo, a cobrança ou a arrecadação da contribuição
de melhoria deve ser feita depois da realização da obra pública (na
sua totalidade ou em parte). Assim, a contribuição relativa a cada
imóvel será determinada pelo rateio da parcela do custo da obra a ser
financiada pela contribuição, pelos imóveis situados na zona
beneficiada em função dos respectivos fatores individuais de
valorização. Logo, correta.

Item II. A hipótese de incidência da contribuição de melhoria é


o acréscimo do valor do imóvel (mais valia) em consequência da obra
pública. Por certo, o imóvel do contribuinte está localizado nas áreas
beneficiadas direta ou indiretamente pela obra pública. Deste modo,
parte da doutrina entende que o princípio da vedação do
enriquecimento sem causa justifica a instituição e a cobrança da
contribuição de melhoria. Logo, correta.

Item III. A contribuição de melhoria tem como limite total a


despesa realizada e como limite individual o acréscimo de valor que
da obra resultar para cada imóvel beneficiado, conforme disciplinado
no art. 81, do CTN. Logo, correta.

Deste modo, a letra correta é a “e”.

59. (ESAF/Fiscal de Rendas/ISS/RJ/2010) Sobre os


empréstimos compulsórios, é incorreto afirmar que:
a) o produto de sua arrecadação só pode ser aplicado para
atender à despesa que tiver fundamentado a sua instituição.
b) sua instituição só pode ser feita por meio de lei
complementar.
c) no caso de investimento público de relevante interesse
nacional e de caráter urgente, não se aplica o princípio da
anterioridade.
d) a simples iminência de guerra externa pode justificar a
instituição de empréstimos compulsórios.
e) uma das hipóteses que autorizam sua instituição é a de
calamidade pública.

Letra (A). O produto da arrecadação do empréstimo


compulsório só pode ser aplicado para atender à despesa que tiver
fundamentado a sua instituição (art. 148, parágrafo único, CF). Logo,
correta.

Letra (B). Somente lei complementar da União pode instituir


empréstimo compulsório (art. 148, da CF). Logo, correta.

90
Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

Letra (C). Conforme o art. 148, II, da CF, no caso de


investimento público de caráter urgente e de relevante interesse
nacional, o empréstimo compulsório deve observar o princípio da
anterioridade. Logo, incorreta.

Letra (D). Em face do art. 148, I, da CF, a simples iminência de


guerra externa pode justificar a instituição de empréstimos
compulsórios. Logo, correta.

Letra (E). Conforme o art. 148, I, da CF, uma das hipóteses que
autorizam a instituição do empréstimo compulsório é a calamidade
pública. Logo, correta.

60. (ESAF/AFTE/MS/2001) Com referência à instituição de


empréstimos compulsórios, assinale abaixo a assertiva
correta.
a) O empréstimo compulsório não é uma espécie de tributo,
não estando sujeito à exigência de prévia autorização
orçamentária.
b) A União pode instituí-lo por meio de lei ordinária federal.
c) Cabe à lei complementar definir as hipóteses excepcionais
para sua instituição.
d) Aos empréstimos compulsórios aplicam-se as disposições
constitucionais relativas aos tributos e às normas gerais de
Direito Tributário.
e) A competência para instituir empréstimos compulsórios é
da União, podendo ser excepcionalmente atribuída ao
Distrito Federal.

A resposta é letra “d”.

A letra “a” é incorreta, porque o empréstimo compulsório é uma


espécie de tributo.

A letra “b” é incorreta, porque a União apenas pode instituí-lo


por meio de lei complementar.

A letra “c” é incorreta, porque cabe a CF/88 definir as hipóteses


(pressupostos) excepcionais para sua instituição, quais sejam: (i)
calamidade pública; (ii) a guerra externa ou sua iminência e o (iii)
investimento público de caráter urgente e de relevante interesse
nacional. Por isso, não pode ser mais considerado como pressuposto
para a criação de empréstimo compulsório a conjuntura que exija a
absorção temporária de poder aquisitivo, disposto no art. 15, III, do
CTN, que é lei complementar.

91
Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

A letra “e” também é incorreta, porque a competência para


instituir empréstimos compulsórios é apenas da União.

61. (ESAF/Analista/CE/2006) Sobre os empréstimos


compulsórios, espécie de tributo da competência da União,
é incorreto afirmar-se que
a) podem ser instituídos para atender a despesas
extraordinárias decorrentes de calamidade pública.
b) podem ser instituídos para o custeio de investimento
público de caráter urgente.
c) depende a sua instituição, em alguns casos, da edição de
lei complementar.
d) a aplicação dos recursos provenientes da sua
arrecadação será integralmente vinculada à despesa que
tenha fundamentado a sua instituição.
e) poderão, ou não, sujeitar-se ao princípio constitucional
da anterioridade (conforme a hipótese que tenha motivado
a sua instituição).

A resposta é letra “c”, pois depende a instituição do empréstimo


compulsório, em todos os casos, da edição de lei complementar da
União.

62. (ESAF/AFRF/2002) A assertiva errada, entre as


constantes abaixo, é a que afirma que
a) a instituição de empréstimos compulsórios só pode ser
feita por lei complementar.
b) um dos fundamentos possíveis do empréstimo
compulsório é a calamidade pública.
c) a simples iminência de guerra externa pode justificar a
instituição de empréstimos compulsórios.
d) no caso de investimento público de relevante interesse
nacional e de caráter urgente não se aplica o princípio da
anterioridade.
e) os recursos provenientes de empréstimo compulsório só
podem ser aplicados para atender à despesa que tiver
fundamentado a sua instituição.

A resposta é letra “d”, porque no caso de investimento público


de caráter urgente e de relevante interesse nacional se aplica o
princípio da anterioridade.

63. (ESAF/AFTE/MS/2001) Para atender a despesas


extraordinárias, decorrentes de calamidade pública, a União
pode instituir:
a) imposto extraordinário.

92
Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

b) imposto seletivo.
c) taxa especial.
d) empréstimo compulsório.
e) imposto emergencial progressivo.

Para atender a despesas extraordinárias, decorrentes de


calamidade pública, a União pode instituir empréstimo compulsório
(art. 148, I, da CF). Deste modo, a letra correta é a “e”.

64. (ESAF/AFRFB/2010) Em relação aos empréstimos


compulsórios, é correto afirmar que:
a) é um tributo, pois atende às cláusulas que integram o
art. 3° do Código Tributário Nacional.
b) é espécie de confisco, como ocorreu com a retenção dos
saldos de depósitos a vista, cadernetas de poupança e
outros ativos financeiros, por ocasião do chamado “Plano
Collor” (Lei n. 8.024/90).
c) o conceito de ‘despesa extraordinária’ a que alude o art.
148, inciso I, da Constituição Federal, pode abranger
inclusive aquelas incorridas sem que tenham sido esgotados
todos os fundos públicos de contingência.
d) se conceitua como um contrato de direito público, com a
característica da obrigatoriedade de sua devolução ao final
do prazo estipulado na lei de sua criação.
e) se subordina, em todos os casos, ao princípio da
anterioridade da lei que o houver instituído.

Letra (A). O empréstimo compulsório é tributo, segundo


doutrina majoritária e jurisprudência do STF. Ou seja, o empréstimo
compulsório não se enquadra no art. 4° do CTN, mas se encaixa
perfeitamente no art. 3° do CTN. Logo, correta.

Letra (B). O empréstimo compulsório é espécie de tributo e não


de confisco. Logo, incorreta.

Letra (C). Conforme doutrina dominante, o conceito de ‘despesa


extraordinária’ abrange apenas despesas quando tenham sido
esgotados todos os fundos públicos de contingência. Logo, incorreta.

Letra (D). O empréstimo compulsório é espécie de tributo e não


contrato de direito público. Logo, incorreta.

Letra (E). Conforme interpretação dos arts. 148, I, e 150, § 1°,


da CF, o empréstimo compulsório para atender a despesas
extraordinárias, decorrentes de calamidade pública, de guerra

93
Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

externa ou sua iminência, não se subordina ao princípio da


anterioridade. Logo, incorreta.

65. (ESAF/IRB/2006). A Constituição Federal outorga


competência tributária, ou seja, aptidão para criar tributos,
aos diversos entes da Federação. Sobre essa afirmativa,
podemos dizer que
a) a contribuição de melhoria, decorrente de obras públicas,
poderá ser cobrada pelo ente executor da obra da qual os
contribuintes tenham-se beneficiado, ou, no caso de
omissão deste, pela União.
b) as taxas poderão ser instituídas em razão do exercício do
poder de polícia ou pela utilização, efetiva ou potencial, de
serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ou
postos à disposição do contribuinte.
c) a aplicação dos recursos provenientes de empréstimos
compulsórios será preferencialmente vinculada à despesa
que fundamentou sua instituição.
d) os impostos terão, sempre que possível, caráter pessoal
e base de cálculo diversa das taxas.
e) todos os tributos deverão respeitar a capacidade
econômica dos contribuintes.

Letra (A). A contribuição de melhoria não pode ser cobrada pela


União na hipótese de omissão por parte do executor estatal da obra.
Logo, incorreta.

Letra (B). As taxas poderão ser instituídas em razão do


exercício do poder de polícia ou pela utilização, efetiva ou potencial,
de serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ou postos à
disposição do contribuinte (art. 145, II, da CF). Logo, correta.

Letra (C). A aplicação dos recursos provenientes de


empréstimos compulsórios será obrigatoriamente vinculada à despesa
que fundamentou sua instituição (art. 148, parágrafo único, CF).
Logo, incorreta.

Letra (D). Os impostos terão, sempre que possível, caráter


pessoal, conforme art. 145, §1°, da CF. Porém, deverão os impostos
ter base de cálculo diversa das taxas e não sempre que possível
neste último caso. Logo, incorreta.

Letra (E). Segundo interpretação literal do art. 145, §1°, da


CF/88 apenas os impostos devem respeitar a capacidade contributiva.
Logo, incorreta segunda a banca. Registra-se que este não é o
posicionamento atual do STF.

94
Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

66. (ESAF/Ministério da Fazenda/2009) A União,


mediante lei complementar, poderá instituir empréstimos
compulsórios:
a) mediante lei ordinária ou medida provisória, no caso de
guerra externa ou sua iminência.
b) no caso de relevante interesse público, de caráter
urgente e de relevante interesse nacional, ainda que no
mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a
regra que os criou.
c) nas duas hipóteses acima elencadas, conquanto que se
destine a aplicação dos recursos à despesa que
fundamentou a instituição do empréstimo compulsório.
d) para atender a despesas extraordinárias, decorrentes de
calamidade pública, de guerra externa ou sua iminência.
e) em face de conjuntura que exija a absorção temporária
de poder aquisitivo.

A resposta é a letra “d”, eis que a União, mediante lei


complementar, poderá instituir empréstimos compulsórios nas
seguintes hipóteses: a) para atender a despesas extraordinárias,
decorrentes de calamidade pública, de guerra externa ou sua
iminência; ou b) no caso de investimento público de caráter urgente
e de relevante interesse nacional, observando, neste caso, o princípio
da anterioridade. (art. 148, inc. I e II, da CF/88).

E a aplicação dos recursos provenientes de empréstimo


compulsório será vinculada à despesa que fundamentou sua
instituição (art. 148, parágrafo único, da CF/88). Destacamos com
veemência que não pode ser mais considerado como pressuposto
para a criação de empréstimo compulsório a conjuntura que exija a
absorção temporária de poder aquisitivo (art. 15, III, do CTN), uma
vez que tal pressuposto não foi recepcionado pela CF/88.

Isto é, não pode existir a criação de empréstimo compulsório


para atender a hipótese de conjuntura que exija a absorção
temporária de poder aquisitivo, mas somente nos casos
constitucionalmente especificados de calamidade pública, ou de
guerra externa (ou sua iminência) ou de investimento público de
caráter urgente e de relevante interesse nacional. Portanto, são
falsas as demais alternativas.

A letra “c” gerou certa agonia na cabeça de alguns candidatos,


porque afirma que a União, mediante lei complementar, poderá
instituir empréstimos compulsórios, nas duas hipóteses acima

95
Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

elencadas, conquanto que se destine a aplicação dos recursos à


despesa que fundamentou a instituição do empréstimo compulsório.

Entretanto, as duas hipóteses acima elencadas só podem se


referir a letra “a” e letra “b”, que são incorretas.

Neste sentido, a letra “c” deve ser considerada


automaticamente incorreta.

67. (ESAF/AFTE/MS 2001) A instituição de contribuições


sociais, de intervenção no domínio econômico e de interesse
das categorias profissionais ou econômicas, inclui-se na
competência impositiva
a) dos Estados e do Distrito Federal.
b) da União.
c) da União, dos Estados e do Distrito Federal.
d) da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios.
e) dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.

A instituição de contribuições sociais, de intervenção no domínio


econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas,
inclui-se na competência impositiva da união, de acordo com art.
149, da CF. Portanto, correta a letra “b”.

68. (AUDITOR/TCE/GO/2007) Sobre o Sistema


Constitucional Tributário, é incorreto afirmar que
a) competem à União, em Território Federal, os impostos
estaduais e, se o Território não for dividido em Municípios,
cumulativamente, os impostos municipais; ao Distrito
Federal cabem os impostos municipais.
b) os Municípios e o Distrito Federal poderão instituir
contribuição, na forma das respectivas leis, para custeio do
serviço de iluminação pública, sendo facultada a cobrança
na fatura de consumo de energia elétrica.
c) cabe à lei complementar estabelecer normas gerais em
matéria tributária sobre o adequado tratamento tributário
ao ato cooperativo praticado pelas sociedades cooperativas.
d) a aplicação dos recursos provenientes de empréstimo
compulsório não será vinculada à despesa que fundamentou
sua instituição.
e) a Constituição Federal permite a edição de lei
complementar que defina tratamento diferenciado e
favorecido para microempresas e empresas de pequeno
porte.

96
Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

Letra (A). Competem à União, em Território Federal, os


impostos estaduais e, se o Território não for dividido em Municípios,
cumulativamente, os impostos municipais; ao Distrito Federal cabem
os impostos municipais (art. 147, CF). Logo, correta.

Letra (B). Os Municípios e o Distrito Federal poderão instituir


contribuição, na forma das respectivas leis, para custeio do serviço de
iluminação pública, sendo facultada a cobrança na fatura de consumo
de energia elétrica. (art. 149-A, da CF). Logo, correta.

Letra (C). Cabe à lei complementar estabelecer normas gerais


em matéria tributária sobre o adequado tratamento tributário ao ato
cooperativo praticado pelas sociedades cooperativas (art. 146, III,
“c”, CF). Logo, correta.

Letra (D). O produto da arrecadação do empréstimo


compulsório será vinculado à despesa que tiver fundamentado a sua
instituição (art. 148, parágrafo único, CF). Logo, incorreta.

Letra (E). O art. 146, III, “d”, da Constituição Federal permite a


edição de lei complementar que defina tratamento diferenciado e
favorecido para microempresas e empresas de pequeno porte. Logo,
correta.

69. (ESAF/Agente de Fazenda/ISS/RJ/2010) A


Constituição Federal permite aos municípios a instituição e a
cobrança, na forma das respectivas leis, de tributo
destinado ao custeio do serviço de iluminação pública. Sobre
este, é correto afirmar que:
a) os municípios somente poderão instituir tal tributo sob a
forma de contribuição, que observará as garantias da
anterioridade e da legalidade.
b) sua instituição deverá ser feita por meio de lei municipal,
sem, contudo, a necessidade da observância do princípio da
anterioridade.
c) em face de sua finalidade específica, que é o custeio do
serviço de iluminação pública, sua natureza jurídica será de
taxa.
d) a lei municipal que criar o referido tributo poderá delegar
ao Prefeito, por meio de decreto, a competência para a
fixação de critérios para o seu cálculo, tais como suas
alíquotas e base de cálculo.
e) O referido tributo será, obrigatoriamente, cobrado na
fatura de consumo de energia elétrica do contribuinte.

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Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

Segundo o art. 149-A, da CF/88, os Municípios e o Distrito


Federal poderão instituir contribuição, na forma das respectivas leis,
para o custeio do serviço de iluminação pública, observado os
princípios da legalidade e da anterioridade, sendo ainda facultada a
cobrança da contribuição na fatura de consumo de energia elétrica.

Portanto, correta a letra “a”.

70. (ESAF/PFN/1998) ( ) Segundo o Código Tributário


Nacional, são tributos os impostos, as taxas e a contribuição
de melhoria.
( ) Os impostos são chamados de ‘tributos não vinculados’
porque sua cobrança independe de uma atividade estatal
específica em relação ao contribuinte.
( ) A Constituição de 1988 não estabelece que o limite total
da contribuição de melhoria seja o valor da despesa
realizada pela obra pública que lhe deu causa.
Marque com um V a afirmação (ou negação) verdadeira, e
com F a falsa. Em seguida, escolha, entre as cinco opções
abaixo, aquela que contem a seqüência correta.
a) V, V, V.
b) V, V, F.
c) V, F, F.
d) F, F, F.
e) F, V, V.

Item I. Conforme o art. 5° do CTN, os tributos são impostos,


taxas e contribuições de melhoria. Logo, verdadeiro.

Item II. Na classificação quanto ao fato gerador, os impostos


são ‘tributos não vinculados’, uma vez que é um tributo cuja
obrigação tem por fato gerador uma situação independente de
qualquer atividade estatal específica, relativa ao contribuinte (art. 16,
CTN). Logo, verdadeiro.

Item III. A Constituição Federal de 1988 apenas estabelece


que a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão
instituir contribuição de melhoria, decorrente de obras públicas.
Nesse rumo, o CTN é que dispõe que o limite total da contribuição de
melhoria seja o valor da despesa realizada pela obra pública que lhe
deu causa (art. 81, CTN). Logo, verdadeiro.

Portanto, a letra correta é a “a” (V, V, V).

71. (CESPE/Juiz de Direito/TJ/PA/2012) É constitucional a


cobrança de taxa de matrícula em universidade pública federal.

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Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

É inconstitucional a cobrança de taxa de matrícula em


universidade pública federal (Súmula Vinculante 12).

Logo, incorreta.

72. (CESPE/Juiz de Direito/TJ/PA/2012) De acordo com


entendimento firmado em súmula do STJ, é ilegítima a cobrança, pelo
município, de taxa relativa à renovação de licença para a localização
de estabelecimento comercial ou industrial.

De acordo com entendimento firmado na Súmula 157 do STJ


(DJ 15/04/1996), é ilegítima a cobrança, pelo município, de taxa
relativa à renovação de licença para a localização de estabelecimento
comercial ou industrial.

Porém, julgando o RESP 261.571-SP, na sessão de 24/04/2002,


a Primeira Seção do STJ deliberou pelo cancelamento da referida
Súmula. Ademais, o STF possui entendimento no sentido de que “é
constitucional taxa de renovação de funcionamento e localização
municipal, desde que efetivo o exercício do poder de polícia,
demonstrado pela existência de órgão e estrutura competentes para
o respectivo exercício (RE 588.322, DJE de 3-9-2010)”.

Logo, incorreta.

73. (CESPE/Juiz de Direito/TJ/PA/2012) É permitida a criação


de taxa judiciária, sem limite, sobre o valor da causa.

Conforme a Súmula 667 do STF, viola a garantia constitucional


de acesso à jurisdição a taxa judiciária calculada sem limite sobre o
valor da causa. Logo, incorreta.

74. (CESPE/Juiz de Direito/TJ/PA/2012) É constitucional a


adoção, no cálculo do valor de taxa, de um ou mais elementos da
base de cálculo própria de determinado imposto, desde que não haja
integral identidade entre uma base e outra.

À luz da Súmula Vinculante 29, é constitucional a adoção, no


cálculo do valor de taxa, de um ou mais elementos da base de cálculo
própria de determinado imposto, desde que não haja integral
identidade entre uma base e outra. Logo, correta.

75. (CESPE/Juiz de Direito/TJ/PA/2012) É vedada a cobrança


de taxa em razão do serviço público de coleta, remoção e tratamento
de lixo ou resíduos provenientes de imóveis.

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Curso de 3001 Questões de Legislação Tributária e Legislação Aduaneira Edvaldo Nilo

À luz da Súmula Vinculante 19, é constitucional a taxa cobrada


exclusivamente em razão dos serviços públicos de coleta, remoção e
tratamento ou destinação de lixo ou resíduos provenientes de
imóveis.

Logo, incorreta.

76. (CESPE/Advogado/Correios/2011) Reputa-se


inconstitucional a adoção, no cálculo do valor de determinada taxa,
de um ou mais elementos da base de cálculo própria de determinado
imposto, mesmo que não haja integral identidade entre uma base de
cálculo e outra.

À luz da Súmula Vinculante 19, é constitucional a taxa cobrada


exclusivamente em razão dos serviços públicos de coleta, remoção e
tratamento ou destinação de lixo ou resíduos provenientes de
imóveis.

Logo, incorreta.

77. (CESPE/Advogado/Correios/2011) No caso de a União


instituir empréstimo compulsório em razão de investimento público
de caráter urgente e de relevante interesse nacional, deverá ser
observado o princípio da anterioridade tributária, e a aplicação dos
recursos provenientes do referido tributo deverá estar vinculada à
despesa que fundamentou sua instituição.

A Constituição determina que o empréstimo compulsório tenha


a receita vinculada à despesa que fundamentou sua instituição (art.
148, parágrafo único). Por sua vez, segundo o mesmo texto
constitucional e a doutrina predominante, o empréstimo compulsório
em razão de investimento público de caráter urgente e de relevante
interesse nacional deve obedecer a anterioridade anual e
nonagesimal, conforme interpretação sistemática dos arts. 148, II e
150, §1°, da CF. Logo, correta.

78. (CESPE/Juiz de Direito/TJ/ES/2012) O pedágio somente


será arrecadado e fiscalizado por entidades privadas sem fins
lucrativos, que assumam a condição de sujeitos ativos.

Não há empecilho constitucional para que o pedágio seja


arrecadado e fiscalizado por entes públicos (art. 150, V, CF/88).

Logo, incorreta.

100
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

Aula 2

Antes de começar a aula de hoje gostaríamos de divulgar o


nosso mais novo lançamento em coautoria com o Prof. Daniel
Mesquita, com coordenação de Alexandre Meirelles. É o Direito
Constitucional - 4001 questões comentadas, que se encontra a
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É o Direito Constitucional atualizadíssimo!!! Além das 4001


Questões Comentadas, o livro possui 915 decisões atuais do STF
organizadas por capítulo. Destaca-se que a jurisprudência do STF é o
tema mais cobrado nas provas de concurso público do país!!!

Então, vamos a nossa aula importantíssima de hoje que tratará


sobre os tributos federais.

1
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

Curso de 3001 Questões de Direito Tributário

De início, colocaremos os exercícios sem comentários e depois


detalhadamente comentados, registrando-se que qualquer dúvida
pode ser enviada para os seguintes correios eletrônicos:
contato@edvaldonilo.com.br e/ou edvaldonalmeida@yahoo.com.br1:

1. (ESAF/Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil/1996) O


momento de incidência do Imposto de Importação sobre uma
mercadoria estrangeira associa-se à (ao):
a) Entrada da mercadoria no território nacional por via aérea,
terrestre ou marítima.
b) Registro da Declaração de Importação
c) Emissão do Conhecimento de Embarque
d) Liquidação do Contrato de Câmbio
e) Expedição da Guia de Importação

2. (ESAF/MDIC/2012) A respeito do Imposto sobre Exportações, é


correto afirmar que:
a) incide sobre mercadoria nacional ou nacionalizada destinada ao
exterior e tem como fato gerador sua saída do território nacional.
b) incide sobre bens não essenciais exportados para consumo final e
tem como fato gerador o registro de exportação no Sistema
Integrado de Comércio Exterior.
c) incide sobre mercadoria nacional destinada ao exterior e tem como
base de cálculo o valor aduaneiro do bem exportado.
d) sua alíquota está fixada em 30%, sem possibilidades de redução
ou majoração, e tem como base de cálculo o preço normal que a
mercadoria alcançaria em uma venda em condições livre de
concorrência no mercado internacional.
e) incide sobre toda mercadoria destinada ao exterior a partir do
território nacional e tem como fato gerador a emissão da Declaração
de Exportação (DE).

3. (ESAF/MDIC/2012) O Imposto sobre a Exportação – IE, cuja


competência pertence à União, incide na exportação, para o exterior,
de produtos nacionais ou nacionalizados. Sobre ele é incorreto
afirmar que:
a) nacionais são os produtos produzidos no próprio país.
b) nacionalizados são os produtos que tenham ingressado
regularmente para incorporação à economia nacional, submetendo-se

1
Enviar a dúvida com o email cadastrado no site e informar o login e
usuário. Agradeço desde já, Edvaldo Nilo.
2
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

ao desembaraço aduaneiro, vale dizer, com a respectiva tributação,


sendo o caso.
c) incide também sobre operações relativas a energia elétrica,
serviços de telecomunicações, derivados de petróleo, combustíveis e
minerais do país.
d) a exportação temporária, quando amparada em regime especial de
suspensão de impostos, em que não se tenha a incorporação à
economia de outro país, não se sujeita à sua incidência.
e) o fato gerador ocorre com a saída física do produto do país, pouco
importando, portanto, a data do registro da operação no Sistema
Integrado de Comércio Exterior – SISCOMEX.

4. (ESAF/Analista Tributário da Receita Federal do


Brasil/2012/2013) São tributos incidentes sobre o comércio
exterior, exceto:
a) Imposto de Importação.
b) Imposto sobre Produtos Industrializados.
c) Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e
sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e
Intermunicipal e de Comunicação.
d) Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico –
Combustíveis.
e) Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e
sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e
Intermunicipal e de Comunicação sobre operações que destinem
mercadorias para o exterior.

5. (ESAF/MDIC/1998) Além do Imposto de Importação, sobre o


produto importado incidem também:
a) IOF - Imposto sobre Operações Financeiras e IPI - Imposto sobre
Produtos Industrializados.
b) IOF e ICMS - Imposto sobre Operações relativas à Circulação de
Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte
Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação.
c) IPI e ICMS.
d) IOF e ISS - Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza.
e) ICMS e ISS.

6. (ESAF/Analista Tributário da Receita Federal do


Brasil/2012/2013) Ao dispor sobre o Imposto de Importação, o
art. 153, I, da Constituição Federal, reza que compete à União
instituir impostos sobre importação de bens estrangeiros.

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7. (ESAF/Analista Tributário da Receita Federal do


Brasil/2012/2013) O Imposto sobre Produtos Industrializados
incide sobre mercadorias industrializadas destinadas ao exterior.

8. (ESAF/Analista Tributário da Receita Federal do


Brasil/2012/2013) Com o objetivo de fomentar as exportações, a
Constituição Federal atribui, excepcionalmente, aos Estados e ao
Distrito Federal a competência para exonerar os contribuintes do
Imposto de Exportação.

9. (ESAF/PFN/2012/2013) Sobre o Imposto sobre a Renda e


Proventos de qualquer Natureza, julgue os itens a seguir, para então
assinalar a opção que corresponda às suas respostas.
I. Como renda deve-se entender a aquisição de disponibilidade de
riqueza nova, na forma de um acréscimo patrimonial, ao longo de um
determinado período de tempo.
II. Tanto a renda quanto os proventos de qualquer natureza
pressupõem ações que revelem mais-valias, isto é, incrementos na
capacidade contributiva.
III. Limitações temporais ou quantitativas com relação às despesas e
provisões não necessariamente guardam estrita compatibilidade com
a teoria do acréscimo patrimonial e com a atividade do contribuinte.
IV. Embora haja diversas teorias que se destinem a delinear o
conceito de renda, em todas prevalece a ideia de que haja a
necessidade de seu confronto com o conjunto de desembolsos
efetivados relativamente ao conjunto das receitas.
V. Pode-se afirmar, a partir de alguns julgados do Supremo Tribunal
Federal, que o conceito legalista/fiscalista de renda, assim
considerado aquilo que a legislação do imposto de renda estabelecer
que é, está ultrapassado.
Estão corretos apenas os itens:
a) II, IV e V.
b) I, II e III.
c) II, III, IV e V.
d) I, II, IV e V.
e) todos os itens estão corretos.

10. (ESAF/PFN/2012/2013) Alguns tributos possuem, além da


função meramente arrecadatória ou fiscal, finalidade outra que se
destina a regular a economia, criando mecanismos que induzem, ou
incentivam, a conduta do potencial contribuinte numa ou noutra
direção. É o que se viu recentemente com a majoração das alíquotas
do IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados, incidente sobre a
importação de automóveis, já que, no período de janeiro a agosto de
2011, a balança comercial do setor automotivo atingiu um déficit de
4
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

R$ 3 bilhões. Contudo, o STF entendeu que o decreto que majorar as


alíquotas aplicáveis às operações de importação de veículos
automotores
a) sujeita-se ao princípio da anterioridade, segundo o qual não se
poderá exigir, no mesmo exercício financeiro em que o decreto é
publicado, alíquotas maiores do que aquelas até então vigentes.
b) tem aplicabilidade imediata, por ser o IPI um tributo regulatório e
pelo fato de que o Decreto-Lei que o criou (DL n. 1.191/1971) ter
autorizado o Poder Executivo a reduzir suas alíquotas a zero; majorá-
las, acrescentando até 30 unidades ao percentual de incidência fixado
na lei, e, ainda, alterar a base de cálculo em relação a determinados
produtos, podendo, para esse fim, fixar-lhes valor tributável mínimo.
c) submete-se, dentre outros, ao princípio constitucional da
anterioridade nonagesimal, ou seja, fica suspenso até que tenha
transcorrido o prazo de noventa dias da sua publicação.
d) fica suspenso, por força da anterioridade nonagesimal, até que
tenha transcorrido o prazo de noventa dias da sua publicação.
Contudo, a suspensão somente opera efeitos ex tunc caso haja
pedido liminar formulado no sentido de reparar dano, e não para
prevenir risco ao contribuinte.
e) não se submete ao princípio constitucional da anterioridade
nonagesimal, eis que a Constituição Federal foi clara ao prever tal
comando para a lei (antes de decorridos 90 dias da data em que haja
sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou). Assim, como o
texto constitucional fala em “lei”, o aumento das alíquotas por
decreto não está sujeito à espera nonagesimal.

11. (ESAF/MDIC/2002) O cálculo do valor do Imposto sobre


Produtos Industrializados (IPI), quando vinculado à importação, toma
por base:
a) o valor que serve de base para o cálculo do Imposto de
Importação, acrescido do montante deste tributo e dos encargos
cambiais efetivamente pagos pelo importador ou deste exigíveis.
b) o valor da mercadoria, convertido em Reais, quando de sua saída
do estabelecimento industrial em que tenha sido processada.
c) o preço da mercadoria importada quando de sua saída do
estabelecimento industrial em que tenha sido processada acrescido
dos custos de frete e seguro e dos encargos cambiais incorridos pelo
importador.
d) o valor FOB (Free on Board) da mercadoria importada.
e) o valor que servir de base para o cálculo do Imposto de
Importação somado aos encargos cambiais incorridos pelo
importador.

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12. (ESAF/Curso de Formação/2010) Sobre o IPI, assinale a


alternativa INCORRETA.
A ( ) O imposto é devido não apenas por pessoas jurídicas que sejam
constituídas como estabelecimentos industriais ou equiparados.
B ( ) As mercadorias destinadas ao exterior são imunes ao imposto.
C () O imposto não está sujeito aos princípios constitucionais da
legalidade estrita e da anterioridade.
D ( ) O imposto só incide sobre mercadorias cujo processo de
industrialização tenha ocorrido dentro das fronteiras do País.
E ( ) As alíquotas ad valorem estão definidas na TIPI, e são as
mesmas para os produtos nacionais e estrangeiros.

13. (ESAF/Auditor-Fiscal da Receita Federal do


Brasil/2012/2013/adaptada) Sobre o aspecto quantitativo do
Imposto de Importação, marque a alternativa correta:
a) A base de cálculo do Imposto de Importação, quando a alíquota for
específica, é o valor aduaneiro apurado segundo as normas do artigo
VII do Acordo Geral sobre Tarifas Aduaneiras e Comércio (GATT
1994).
b) A base de cálculo do imposto de importação é a quantidade de
mercadoria expressa na unidade de medida estabelecida, quando a
alíquota for específica.
c) Bens sujeitos à alíquota zero de imposto de importação implicam a
adoção de alíquota zero no imposto de produtos industrializados.
d) Caso a alíquota incidente seja “ad valorem”, o imposto de
importação será calculado pela aplicação das alíquotas fixadas na
Tarifa Externa Comum (TEC) sobre a quantidade ou o peso da
mercadoria importada.
e) No caso de Declaração de Importação (DI) registrada no
Siscomex, é calculado pelo sistema, de acordo com a alíquota vigente
na data do fato gerador do imposto, ou seja, na data da entrada da
mercadoria no país.

14. (ESAF/ISS/RJ/2010) Sobre os tributos de competência da


União, é incorreto afirmar que:
a) relativamente ao imposto sobre produtos industrializados,é
facultado ao Poder Executivo, atendidas as condições e os limites
estabelecidos em decreto, alterar as respectivas alíquotas.
b) o imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza será
informado pelos critérios de generalidade, universalidade e
progressividade, na forma da lei.
c) o imposto sobre propriedade territorial rural não incidirá sobre
pequenas glebas rurais, definidas em lei, quando as explore o
proprietário que não possua outro imóvel.

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d) compete exclusivamente à União instituir contribuições sociais e de


intervenção no domínio econômico.
e) compete à União instituir contribuição, cobrada de seus servidores,
para o custeio, em benefício destes, do regime previdenciário próprio
a eles.

15. (ESAF/AFRFB/2005/adaptada) (i) A alíquota incidente sobre as


importações de mercadorias entradas em território nacional é
definida pela norma vigente no momento em que se efetivou o
registro da declaração apresentada pelo importador à repartição
alfandegária competente?
(ii) O fato gerador do imposto de importaçãoé a data da celebração,
no Brasil ou no exterior, do contrato de compra e venda relativo aos
produtos importados, ou, se conhecido, o instante em que são
embarcadas as mercadorias adquiridas no estrangeiro?
(iii) Quando se tratar de mercadoria despachada para consumo, a
norma legal considera como ocorrido o fato gerador do imposto de
importação não na data do ingresso nas águas territoriais brasileiras,
mas na do registro, na repartição aduaneira, da declaração de
importação.
a) Sim, sim, sim.
b) Sim, não, sim.
c) Não, sim, não.
d) Não, sim, sim.
e) Não, não, sim.

16. (ESAF/AFRFB/2005) Segundo a legislação própria, considera-se


estrangeira(o) e, salvo disposição em contrário, pode, sobre ela(e),
incidir o imposto de importação (salvo se por outra razão seja
verificada sua não-incidência) :
a) mercadoria restituída pelo importador estrangeiro, por motivo de
modificações na sistemática de importação por parte do país
importador.
b) mercadoria enviada em consignação e não vendida no exterior no
prazo autorizado, quando retorna ao País.
c) produto devolvido do exterior por motivo de defeito técnico, para
reparo ou substituição.
d) mercadoria nacional que retornar ao País.
e) produto estrangeiro em trânsito aduaneiro de passagem
acidentalmente destruído no País.

17. (ESAF/AFRFB/2010) Com relação ao imposto sobre


importação de produtos estrangeiros, assinale a opção incorreta.
a) Somente se deve considerar entrada e importada aquela
mercadoria estrangeira que ingressa no território nacional para uso
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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

comercial ou industrial e consumo, não aquela em trânsito, destinada


a outro país.
b) A Constituição Federal outorga à União a competência para
instituí-lo, vale dizer, concede a este ente político a possibilidade de
instituir imposto sobre a entrada no território nacional, para
incorporação à economia interna, de bem destinado ou não ao
comércio, produzido pela natureza ou pela ação humana, fora do
território nacional.
c) A simples entrada em território nacional de um quadro para
exposição temporária num museu ou de uma máquina para exposição
em feira, destinados a retornar ao país de origem, não configuram
importação, e, por conseguinte não constituem fato gerador.
d) Terá suas alíquotas graduadas de acordo com o grau de
essencialidade do produto, de modo a se tributar com alíquotas mais
elevadas os produtos considerados supérfluos, e com alíquotas
inferiores os produtos tidos como essenciais.
e) Possui caráter nitidamente extrafiscal, tanto que a Constituição
Federal faculta ao Poder Executivo, atendidas as condições e os
limites estabelecidos em lei, alterar suas alíquotas, já que sua
arrecadação não possui objetivo exclusivo de abastecer os cofres
públicos, mas também a conjugação de outros interesses que
interferem no direcionamento da atividade impositiva – políticos,
sociais e econômicos, por exemplo.

18. (ESAF/AFRFB/2002.2) Quanto ao imposto de exportação (IE),


avalie o acerto das afirmações adiante e marque com V as
verdadeiras e com F as falsas; em seguida, marque a opção correta.
( ) O imposto incide sobre mercadoria nacional ou nacionalizada
destinada ao exterior.
( ) Pelas regras vigentes, o imposto é excepcional, pois somente os
produtos relacionados estão a ele sujeitos.
( ) O preço, a vista, da mercadoria, FOB ou colocada na fronteira, é
indicativo do preço normal, que é a base de cálculo do imposto.
a) V, V, V.
b) V, V, F.
c) V, F, F.
d) F, F, F.
e) F, V, F.

19. (ESAF/TRF/2003/adaptada) Assinale a opção correta.


a) O Imposto de Exportação incide sobre mercadorias nacionais ou
nacionalizadas, relacionadas em lei complementar, tendo como fato
gerador sua saída do território aduaneiro, que se considera ocorrida
na data de registro da exportação no Siscomex; sua base de cálculo é
o preço normal ou o preço apurado segundo critérios específicos
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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

fixados ou pauta de valor mínimo estabelecida pela CAMEX (Câmara


de Comércio Exterior); a alíquota é de 30%, podendo ser elevada,
pela CAMEX, para até 150%; o prazo de pagamento é fixado pelo
Ministro da Fazenda.
b) O Imposto de Exportação incide sobre mercadorias nacionais ou
nacionalizadas, relacionadas pelo Poder Executivo, tendo como fato
gerador sua saída do território aduaneiro, que se considera ocorrida
na data de registro da exportação no Siscomex; sua base de cálculo é
o preço normal ou o preço apurado segundo critérios específicos
fixados ou pauta de valor mínimo estabelecida pela CAMEX; a
alíquota é de 30%, podendo ser elevada, pela CAMEX, para até
150%; o prazo de pagamento é fixado pela CAMEX.
c) O Imposto de Exportação incide sobre mercadorias nacionais ou
nacionalizadas, relacionadas pelo Poder Executivo, tendo como fato
gerador sua saída do território aduaneiro, que se considera ocorrida
na data de registro da exportação no Siscomex; sua base de cálculo é
o preço normal ou o preço apurado segundo critérios específicos
fixados ou pauta de valor mínimo estabelecida pela CAMEX; a
alíquota é de 30%, podendo ser elevada, pelo Ministro da Fazenda,
para até 150%; o prazo de pagamento é fixado pela CAMEX.
d) O Imposto de Exportação incide sobre mercadorias nacionais ou
nacionalizadas, relacionadas pelo Poder Executivo, tendo como fato
gerador sua saída do território aduaneiro, que se considera ocorrida
na data de registro da exportação no Siscomex; sua base de cálculo é
o preço normal ou o preço apurado segundo critérios específicos
fixados ou pauta de valor mínimo estabelecida pela CAMEX; a
alíquota é de 30%, podendo ser elevada, pela CAMEX, para até
150%; o prazo de pagamento é fixado pelo Ministro da Fazenda.
e) O Imposto de Exportação incide sobre mercadorias nacionais ou
nacionalizadas, relacionadas em lei complementar, tendo como fato
gerador sua saída do território aduaneiro, que se considera ocorrida
na data de registro da exportação no Siscomex; sua base de cálculo é
o preço normal ou o preço apurado segundo critérios específicos
fixados ou pauta de valor mínimo estabelecida pela CAMEX; a
alíquota é de 30%, podendo ser elevada, pela CAMEX, para até
150%; o prazo de pagamento é fixado pelo Ministro da Fazenda, ad
referendum da CAMEX.

20. (ESAF/TRF/2002.1) As normas legais e regulamentares que


dispõem sobre o Imposto de Exportação prescrevem que:
a) o Imposto de Exportação incide sobre mercadoria nacional ou
nacionalizada destinada ao exterior.
b) a base de cálculo do Imposto de Exportação é o preço normal que
a mercadoria, ou seu similar, alcançaria ao tempo de uma
exportação, em uma venda em condições de livre concorrência no
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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

mercado internacional, observadas as normas expedidas pelo


Conselho de Política Aduaneira do Ministério da Fazenda.
c) poderá o Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Exterior reduzir ou elevar a alíquota para atender aos objetivos da
política cambial e do comércio exterior.
d) considera-se ocorrido o fato gerador do Imposto de Exportação na
data do efetivo embarque, devidamente comprovada pela exibição do
conhecimento de transporte.
e) Na administração do Imposto de Exportação aplicar-se-ão
supletivamente as normas que regulam a administração do Imposto
sobre Produtos Industrializados.

21. (ESAF/TRF/2002.1) O pagamento do Imposto de Exportação será


realizado na forma e momento fixados pelo
a) Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, que
poderá determinar sua exigibilidade antes da efetiva saída do
território aduaneiro da mercadoria a ser exportada.
b) Ministro da Fazenda, que poderá determinar sua exigibilidade
antes da efetiva saída do território aduaneiro da mercadoria a ser
exportada.
c) Secretário-Executivo da Câmara de Comércio Exterior-CAMEX, que
poderá determinar sua exigibilidade antes da efetiva saída do
território aduaneiro da mercadoria a ser exportada.
d) Diretor do Departamento de Comércio Exterior, da Secretaria do
Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e
Comércio Exterior, que poderá determinar sua exigibilidade antes da
efetiva saída do território aduaneiro da mercadoria a ser exportada.
e) Presidente do Banco Central do Brasil, que poderá determinar sua
exigibilidade antes da efetiva saída do território aduaneiro da
mercadoria a ser exportada.

22. (ESAF/TRF/2005) No Brasil, a formulação das diretrizes básicas


da política tarifária na importação e exportação é de competência
do(a)
a) Ministério das Relações Exteriores.
b) Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
c) Ministério da Fazenda.
d) Câmara de Comércio Exterior.
e) Casa Civil da Presidência da República.

23. (ESAF/TRF/2000) Consideram-se nacionalizadas


a) as mercadorias estrangeiras importadas a título não definitivo em
regime comum de importação, somente após o regular despacho para
consumo, tributadas, ou isentas do imposto de importação.

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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

b) as mercadorias estrangeiras importadas a título definitivo, desde


que tenham sido despachadas para consumo.
c) as mercadorias estrangeiras adquiridas no exterior, excluídas as
doações, e tributadas pelo imposto de importação.
d) somente as mercadorias estrangeiras despachadas para consumo,
tenham ou não sido pagas ao exportador estrangeiro.
e) as mercadorias estrangeiras importadas a título definitivo,
independentemente de serem despachadas para consumo.

24. (ESAF/AFRFB/2002) Relativamente ao imposto de renda, assinale


a afirmação correta.
a) A Constituição determina que o imposto de renda seja informado
pelo critério de que aquele que ganhe mais deverá pagar de imposto
uma proporção maior do que aquele que ganhe menos.
b) A renda e os proventos de qualquer natureza percebidos no País
por residentes ou domiciliados no exterior ou a eles equiparados não
estão sujeitos ao imposto em razão do princípio da
extraterritorialidade.
c) No caso de rendimentos percebidos em dinheiro a título de
alimentos ou pensões em cumprimento de acordo homologado
judicialmente ou decisão judicial, inclusive alimentos provisionais ou
provisórios, verificando-se a incapacidade civil do alimentado, não há
incidência do imposto.
d) Em razão do princípio da universalidade da tributação, a ajuda de
custo destinada a atender às despesas com transporte, frete e
locomoção do beneficiado e seus familiares, em caso de remoção de
um município para outro, está sujeita ao imposto.
e) A tributação dos rendimentos recebidos por residentes ou
domiciliados no Brasil que prestem serviços a embaixadas,
repartições consulares, missões diplomáticas ou técnicas não está
sujeita à legislação brasileira, por força da Convenção de Viena sobre
Relações Diplomáticas.

25. (ESAF/Auditor do TCE/PR/2003) Em relação ao imposto sobre a


renda e proventos de qualquer natureza, é incorreto afirmar que, nos
termos do Código Tributário Nacional:
a) A incidência do imposto independe da denominação da receita ou
do rendimento, da localização, condição jurídica ou nacionalidade da
fonte, da origem e da forma de percepção.
b) Na hipótese de receitas ou rendimentos tributáveis, oriundos do
exterior, é facultado ao Poder Executivo estabelecer, mediante
decreto, as condições e o momento em que se dará sua
disponibilidade, para fins de incidência do imposto.
c) A base de cálculo do imposto é o montante, real, arbitrado ou
presumido, da renda ou dos proventos tributáveis.
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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

d) Contribuinte do imposto é o titular de disponibilidade econômica


ou jurídica de renda ou de proventos de qualquer natureza, sem
prejuízo de a lei atribuir essa condição ao possuidor, a qualquer
título, dos bens produtores de renda ou dos proventos tributáveis.
e) A lei pode atribuir à fonte pagadora da renda ou dos proventos
tributáveis a condição de responsável pelo imposto cuja retenção e
recolhimento lhe caibam.

26. (ESAF/TRF/2003/adaptada) Assinale a opção correta.


a) Em atendimento às normas constitucionais relativas aos impostos
de competência da União, para fins de incidência do imposto de
renda, devem ser deduzidos da renda recebida todos os valores
pagos, necessários à sua percepção, atendendo-se, assim, o princípio
da não-cumulatividade.
b) O critério da progressividade do imposto de renda está sintonizado
com a capacidade econômica do contribuinte e observa o caráter
pessoal previsto na Constituição.
c) O imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza, de
competência da União, deve ser informado pelos critérios da
progressividade e da especialidade.
d) O Imposto sobre a Renda e proventos de qualquer natureza não
pode incidir sobre receita ou rendimento oriundo do exterior, cabendo
à lei estabelecer as condições e o momento em que se dará sua
disponibilidade
e) O fato gerador do imposto sobre a renda é a aquisição, de fonte
situada no Brasil, da disponibilidade econômica ou jurídica de renda
ou de proventos de qualquer natureza.

27. (ESAF/TRF/2002.1) A base de cálculo do imposto,


correspondente ao período de apuração, é determinada segundo a lei
vigente na data da ocorrência do fato gerador, pelo:
a) lucro real; lucro diferido; lucro determinado.
b) lucro real; lucro presumido; lucro efetivo.
c) lucro real; lucro diferido; lucro efetivo.
d) lucro real; lucro presumido; lucro arbitrado.
e) lucro real; lucro presumido; lucro diferido.

28. (ESAF/TRF/2000/adaptada) Quando o contribuinte não mantiver


escrituração na forma das leis comerciais e fiscais, a que estiver
obrigado, e deixar de elaborar as demonstrações financeiras exigidas
pela legislação fiscal, será ele tributado obrigatoriamente pelo lucro
_______________. A lacuna acima é corretamente preenchida,
respectivamente, com a seguinte expressão:
a) real.
b) arbitrado.
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c) presumido.
d) apurado.
e) real.

29, 30, e 31. (ESAF/TRF/2000) Para a resposta às questões 6, 7 e 8,


correlacione cada uma das letras da coluna da esquerda com o
número que melhor lhe corresponda na coluna da direita.

v) 1. Imunidade revogada.
Progressividade.
w) Fato gerador. 2. Rendimentos tributáveis
menos deduções e abatimento
por dependente.
x) Proventos de 3. Aquisição de disponibilidade de
aposentadoria de acréscimo patrimonial.
idoso.
y) Base de cálculo. 4. Banco comercial.
z) Obrigado a 5. Critério constitucional de
tributar-se pelo observância obrigatória para o
lucro real. legislador do imposto de renda.

29. É correta a seguinte correlação:


a) v1
b) v2
c) v3
d) v5
e) v4

30. É correta a seguinte correlação:


a) x5
b) x2
c) x3
d) x4
e) x1

31. É correta a seguinte correlação:


a) z1
b) z2
c) z4
d) z3
e) z5

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32. (ESAF/TRF/2002.2/adaptada) Entre as formas de tributação pelo


Imposto de Renda Pessoa Jurídica previstas na legislação, não se
inclui:
a) a tributação pelo lucro presumido.
b) a tributação pelo lucro arbitrado.
c) a tributação pelo lucro bruto.
d) a tributação pelo lucro real.

33. (ESAF/TRF/2003/adaptada) Assinale as proposições abaixo com F


para falsa ou V para verdadeira e, a seguir, indique a opção que
contém a seqüência correta.
( ) O imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza, de
competência da União, deve ser informado pelos critérios da
progressividade e da especialidade.
( ) São contribuintes do imposto de renda todas as pessoas jurídicas
domiciliadas no País, sejam quais forem seus fins, nacionalidade ou
participantes no capital.
( ) A fonte pagadora da renda ou dos proventos tributáveis pode ser
contribuinte do imposto sobre as importâncias que a esse título
pagar, desde que a lei assim o determine.
( ) De acordo com a legislação em vigor, são formas de tributação
pelo imposto de renda das pessoas jurídicas, a tributação pelo lucro
real, a tributação pelo lucro presumido e a tributação pelo lucro
arbitrado, podendo o contribuinte livremente optar por uma das duas
primeiras, sendo a tributação pelo lucro arbitrado privativa do fisco.
a) V, V, F, F.
b) F, F, F, F.
c) V, F, F, F.
d) V, V, V, F.
e) F, V, V, F.

34. (TTN/98 – ESAF/Adaptada) Assinale a opção incorreta. No que


diz respeito ao Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer
Natureza, pode-se afirmar que
a) deve ser progressivo, aumentando a alíquota à medida que se
eleva a base de cálculo.
b) deve obedecer aos critérios da universalidade e da generalidade.
c) deve obedecer aos princípios da capacidade contributiva e
irretroatividade da lei tributária.
d) não pode ter suas alíquotas alteradas pelo Poder Executivo.
e) não pode prever hipóteses de isenção, sob pena de violar-se o
princípio da igualdade.

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35. (ESAF/Auditor Natal/2001) Indique, nas opções abaixo, o


imposto que deverá, obrigatoriamente, ter as características de
seletividade, em função da essencialidade e de não-cumulatividade.
a) Imposto sobre a renda e proventos.
b) Imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e
sobre prestações de serviços de transporte interestadual e
intermunicipal e de comunicação.
c) Imposto sobre a propriedade de veículos automotores.
d) Imposto sobre produtos industrializados.
e) Imposto sobre transmissão causa mortis e doação.

36. (ESAF/AFRFB/2003) Avalie o acerto das afirmações adiante e


marque com V as verdadeiras e com F as falsas; em seguida, marque
a opção correta.
( ) Os encargos cambiais pagos pelo importador ou dele exigíveis não
se incluem na base de cálculo do imposto sobre produtos
industrializados, no caso de importação de produto de procedência
estrangeira.
( ) A base de cálculo do imposto sobre produtos industrializados, em
se tratando de produto de procedência estrangeira apreendido ou
abandonado e levado a leilão, é o preço da arrematação, acrescido do
valor dos demais tributos exigíveis na importação regular do produto.
( ) O imposto de importação não integra a base de cálculo do imposto
sobre produtos industrializados, no caso de importação de produto de
procedência estrangeira.
a) V, V, F.
b) V, F, V.
c) V, V, V.
d) F, V, F.
e) F, F, F.

37. (ESAF/AFRF/2005) O Imposto sobre Produtos Industrializados


(IPI), de competência da União,
a) terá reduzido seu impacto sobre a aquisição de bens de capital
pelo contribuinte do imposto, mediante ato do Poder Executivo.
b) poderá incidir sobre produtos industrializados destinados ao
exterior.
c) poderá ser seletivo, em função da essencialidade do produto.
d) constitui exceção ao princípio da legalidade, eis que é facultado ao
Poder Executivo, atendidas as condições e os limites da lei, alterar
suas alíquotas.
e) poderá ser não-cumulativo, compensando-se o que for devido em
cada operação com o montante cobrado nas anteriores.

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38. (ESAF/AFRFB/2005) O campo de incidência do Imposto sobre


Produtos Industrializados abrange:
a) todos os produtos relacionados na TIPI.
b) todos os produtos relacionados na TIPI, com alíquota, mesmo os
com alíquota zero.
c) todos os produtos, exceto aqueles a que corresponde a notação
“Zero”.
d) todos os produtos com alíquota.
e) todos os produtos, mesmo os com alíquota zero ou com a notação
NT, ainda que não relacionados na TIPI.

39. (ESAF/TRF/2003) Para ser caracterizado como tal, o


estabelecimento industrial deve
a) estar estabelecido em local apropriado, ou seja, na área industrial
do município.
b) exercer uma, ou mais, das operações a seguir: transformação,
beneficiamento, montagem, acondicionamento ou recondicionamento
e renovação ou restauração, e que destas operações resulte produto
tributado, ainda que de alíquota zero.
c) revender produtos industrializados por terceiros, na condição de
estabelecimento atacadista.
d) somente elaborar produtos com alíquota do IPI superior a 0%
(zero por cento).
e) importar produtos industrializados diretamente do exterior e dê
saída a tais produtos.

40. (ESAF/TRF/2003) O IPI, de acordo com a Constituição Federal,


deve atender a dois princípios:
a) não-cumulatividade e progressividade, em função de o produto ser
considerado supérfluo.
b) diferenciação de alíquotas, em função dos títulos dos capítulos e
posição, e a não-cumulatividade.
c) não-cumulatividade e superficialidade.
d) seletividade, em função da essencialidade do produto, e a
cumulatividade.
e) seletividade, em função da essencialidade do produto, e a não-
cumulatividade.

41. (ESAF/AFRFB/2002) Assinale a resposta correta.


(i) O imposto sobre produtos industrializados (IPI) incide sobre
produtos industrializados estrangeiros?
(ii) O campo de incidência do IPI abrange os produtos com alíquota
zero?

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a) (i) Sim, porque para efeito de IPI não há distinção em relação à


procedência dos bens. (ii) Não, porque alíquota zero equivale à
ausência de alíquota.
b) (i) Sim, porque se o produto é industrializado esse imposto
substitui o de importação. (ii) Sim, porque alíquota zero não impede
que o produto siga o regime geral do imposto.
c) (i) Sim. A lei assim o diz. (ii) Sim, porque a lei determina que seu
campo de incidência abrange todos os produtos com alíquota.
d) (i) Não, porque haveria bis in idem, já que sobre eles incide o
imposto de importação. (ii) Sim, porque o campo de incidência desse
imposto abrange todos os produtos industrializados.
e) (i) Não, porque o IPI não é um tributo aduaneiro. (ii) Não, porque
o campo de incidência advém da Constituição e esta não previu a
hipótese.

42. (ESAF/TRF/2002.2) A notação NT (não-tributado) aposta diante


do código TIPI, constante da Tabela de Incidência do IPI, implica
considerar-se que o produto está:
a) imune.
b) isento.
c) sujeito a pauta de valores.
d) fora do campo de incidência.
e) sujeito à tributação pelo preço da operação.

43. (ESAF/TRF/2002.1) Constituição Federal, artigo 153, § 3º - O


imposto previsto no inciso IV: (Imposto Sobre Produtos
Industrializados)
I - será seletivo, em função da essencialidade do produto;
II - .....................................
Em face do enunciado, assinale a opção correta.
a) Seletividade quer dizer discriminação ou sistema de alíquotas
diferenciais por espécies de mercadorias. Trata-se de dispositivo
programático endereçado ao legislador ordinário, recomendando-lhe
que estabeleça as alíquotas em razão inversa da imprescindibilidade
das mercadorias de consumo generalizado. Quanto mais sejam elas
necessárias à alimentação, ao vestuário, à moradia, ao tratamento
médico e higiênico das classes mais numerosas, tanto menores
devem ser.
b) Seletividade quer dizer discriminação ou sistema de alíquotas
diferenciais por espécies de mercadorias. Trata-se de dispositivo
programático endereçado ao legislador ordinário, recomendando-lhe
que estabeleça as alíquotas em razão direta da imprescindibilidade
das mercadorias de consumo generalizado. Quanto menos sejam elas
necessárias à alimentação, ao vestuário, à moradia, ao tratamento

17
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

médico e higiênico das classes mais numerosas, tanto menores


devem ser.
c) Seletividade quer dizer discriminação ou sistema de alíquotas
homogêneas por espécies de mercadorias. Trata-se de dispositivo
programático endereçado ao legislador ordinário, recomendando-lhe
que estabeleça as alíquotas em razão direta da imprescindibilidade
das mercadorias de consumo supérfluo. Quanto mais sejam elas
necessárias à alimentação, ao vestuário, à moradia, ao tratamento
médico e higiênico das classes mais numerosas, tanto maiores devem
ser.
d) Seletividade quer dizer não-discriminação ou sistema de alíquotas
homogêneas por espécies de mercadorias. Trata-se de dispositivo
programático endereçado ao legislador ordinário, recomendando-lhe
que estabeleça as alíquotas em razão inversa da imprescindibilidade
das mercadorias de consumo generalizado. Quanto mais sejam elas
necessárias à alimentação, ao vestuário, à moradia, ao tratamento
médico e higiênico das classes mais numerosas, tanto menores
devem ser.
e) Seletividade quer dizer discriminação ou sistema de alíquotas
diferenciais por espécies de mercadorias. Trata-se de dispositivo
programático endereçado ao legislador constitucional, recomendando-
lhe que estabeleça as alíquotas em razão inversa da
imprescindibilidade das mercadorias de consumo supérfluo. Quanto
mais sejam elas necessárias à alimentação, ao vestuário, à moradia,
ao tratamento médico e higiênico das classes menos numerosas,
tanto menores devem ser.

44. (ESAF/PFN/98) Inexiste vedação constitucional à incidência do


Imposto sobre Produtos Industrializados, nas operações relativas a
a) derivados de petróleo.
b) cinescópios.
c) minerais do País.
d) combustíveis.
e) energia elétrica.

45. (ESAF/PFN/2003) Nos termos do Código Tributário Nacional,


constitui base de cálculo do imposto, de competência da União, sobre
operações de crédito, câmbio e seguro, e sobre operações relativas a
títulos e valores mobiliários, entre outras hipóteses:
a) Quanto às operações de seguro, o montante do valor contratado
que a seguradora deverá pagar ao segurado na hipótese de
ocorrência de sinistro.
b) Quanto às operações relativas a títulos e valores mobiliários, na
emissão, o valor nominal do título menos o deságio, se houver.

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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

c) Quanto às operações relativas a títulos e valores mobiliários, na


transmissão, o preço ou o valor nominal, ou o valor da cotação em
Bolsa, conforme determinar decreto do Poder Executivo.
d) Quanto às operações de câmbio, o respectivo montante em moeda
nacional, recebido, entregue ou posto à disposição.
e) Quanto às operações de crédito, o montante da obrigação,
exclusive os juros.

46. (ESAF/AFRFB/2010) Analise os itens a seguir, classificando-os


como verdadeiros (V) ou falsos (F). Em seguida, escolha a opção
adequada às suas respostas:
I. as operações de câmbio constituem fato gerador do IOF – imposto
sobre operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou
valores mobiliários;
II. o câmbio traz um comércio de dinheiro, no qual este se torne
mercadoria e, como tal, tem custo e preço;
III. operações de câmbio são negócios jurídicos de compra e venda
de moeda estrangeira ou nacional, ou, ainda, os negócios jurídicos
consistentes na entrega de uma determinada moeda a alguém em
contrapartida de outra moeda recebida.
a) Somente o item I está correto.
b) Estão corretos somente os itens I e II.
c) Estão corretos somente os itens I e III.
d) Todos os itens estão corretos.
e) Todos os itens estão errados.

47. (ESAF/PFN/2003) Estabelece a Constituição Federal que ao ouro,


quando definido em lei como ativo financeiro ou instrumento cambial,
é aplicável o seguinte tratamento quanto à sua tributação e à
transferência da correspondente arrecadação:
a) sem prejuízo da incidência de outros impostos discriminados na
Constituição, sujeita-se à incidência do imposto, de competência da
União, sobre a renda e proventos de qualquer natureza,
relativamente aos ganhos obtidos em operações tributáveis,
assegurada a transferência de vinte e três e meio por cento do
produto da arrecadação do tributo para os Estados e o Distrito
Federal e de igual percentual para os Municípios.
b) sujeita-se exclusivamente à incidência do imposto, de competência
da União, sobre operações de crédito, câmbio e seguro, e sobre
operações relativas a títulos e valores mobiliários, devido na operação
de origem, e a alíquota mínima do tributo será de um por cento,
assegurada a transferência de trinta por cento do montante da
arrecadação para o Estado, o Distrito Federal ou o Território,
conforme a origem, e de setenta por cento do montante da
arrecadação para o Município de origem.
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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

c) sujeita-se exclusivamente à incidência do imposto, de competência


da União, sobre operações de crédito, câmbio e seguro, e sobre
operações relativas a títulos e valores mobiliários, devido na operação
de origem, e a alíquota máxima do tributo será de um por cento,
assegurada a transferência de trinta por cento do montante da
arrecadação para o Estado, o Distrito Federal ou o Território,
conforme a origem, e de setenta por cento do montante da
arrecadação para o Município de origem.
d) sujeita-se exclusivamente à incidência do imposto, de competência
da União, sobre operações de crédito, câmbio e seguro, e sobre
operações relativas a títulos e valores mobiliários, devido na operação
de destino, não podendo a alíquota mínima ser inferior a um por
cento, assegurada a transferência de trinta por cento do montante da
arrecadação para o Estado, o Distrito Federal ou o Território,
conforme o destino, e de setenta por cento do montante da
arrecadação para o Município de destino.
e) sujeita-se à incidência dos impostos discriminados na Constituição,
de competência da União, dos Estados e do Distrito Federal,
observados os correspondentes fatos geradores, bases de cálculo e
contribuintes definidos em normas infraconstitucionais apropriadas,
assegurada a transferência, nos termos e percentuais estabelecidos
na Constituição, de parte do produto da arrecadação dos impostos
federais para os Estados, o Distrito Federal e os Municípios e, de
parte do produto da arrecadação do correspondente imposto
estadual, para os Municípios.

48. (ESAF/AFRF/2002.1) Avalie as afirmações abaixo e marque a


opção que corresponda, na devida ordem, ao acerto ou erro de cada
uma (V ou F, respectivamente).
(i) Sobre o imóvel declarado de interesse social para fins de reforma
agrária deixa ipso facto de incidir o imposto territorial rural (ITR).
(ii) Um imóvel de 100 hectares, localizado na Amazônia Ocidental, é
considerado “pequena gleba rural” para fins de não-incidência
(imunidade) do ITR, se presentes as demais condições.
(iii) Competem ao INCRA às atividades de arrecadação, tributação e
fiscalização do ITR.
a) V, V, V.
b) V, V, F.
c) F, V, F.
d) F, F, F.
e) F, F, V.

49. (ESAF/AFRF/2002) Relativamente ao Imposto Territorial Rural


(ITR), avalie o acerto das afirmações adiante e marque com V as
verdadeiras e com F as falsas; em seguida, marque a opção correta.
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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

( )Como regra, o ITR incide inclusive sobre o imóvel declarado de


interesse social para fins de reforma agrária.
( )Segundo a interpretação legal, imóvel rural de área inferior a 30
hectares, independentemente do local onde se encontre, é
considerada pequena propriedade, imune ao imposto.
( ) O “posseiro” do imóvel é estranho à relação jurídica relativa ao
ITR, pois o contribuinte do imposto é o titular do domínio útil ou o
proprietário.
a) V, V, V.
b) V, V, F.
c) V, F, F.
d) F, F, F.
e) F, V, F.

O primeiro item é verdadeiro, eis que, como regra, o ITR incide


inclusive sobre o imóvel declarado de interesse social para fins de
reforma agrária, enquanto não transferida a propriedade, e exceto se
houver imissão prévia na posse (art. 1°, §1°, da Lei 9.393/1996).

O segundo item foi considerado verdadeiro pela ESAF, eis que,


conforme a interpretação legal, o imóvel rural de área inferior a 30
hectares, independentemente do local onde se encontre, é
considerada pequena propriedade, imune ao imposto. O ITR não
incidirá (imunidade) sobre pequenas glebas rurais, definidas em lei,
quando as explore o proprietário que não possua outro imóvel,
de acordo com o art. 153, § 4°, inc. II, da CF/88. E a Lei 9.393/1996
define pequenas glebas rurais como imóveis com área igual ou
inferior a: (iii) 30 hectares (ha), se localizado em qualquer outro
município.

Assim, decidir por V ou F em alternativas incompletas como este item


dependerá do caso concreto e das pistas dadas pelo examinador.
Neste caso, o examinador fala em interpretação legal e do conceito
de imóvel rural. O foco da questão aqui está no conceito de imóvel
rural e não no seu respectivo proprietário. Infelizmente às vezes a
prova não é tão bem feita e acaba virando um exercício de
adivinhação para o candidato.

50. (ESAF/TRF/2002.2) Assinale a opção correta.


a) A generalidade, a universalidade e progressividade são
características constitucionais dos impostos da União.
b) O Imposto sobre Produtos Industrializados deve ser não-
cumulativo em função da essencialidade dos produtos.

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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

c) O Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural deve ter sua base


de cálculo e alíquotas fixadas de forma a desestimular a manutenção
de propriedades improdutivas.
d) A instituição do Imposto sobre grandes fortunas dependerá de lei
complementar e de resolução do Senado, fixando as alíquotas mínima
e máxima.
e) O ouro, quando definido em lei como ativo financeiro ou ativo
cambial, sujeita-se apenas a um imposto de competência da União,
devido na operação de origem.

51. (ESAF/AFTN/94) Os impostos criados no uso da competência


residual, somente podem ser instituídos
a) pelos Estados não divididos em Municípios.
b) no Territórios federais, e pela União.
c) mediante lei complementar federal, estadual ou municipal.
d) se houver inovação na definição do fato gerador e da base de
cálculo, e desde que se possa abater numa operação o valor do
mesmo imposto pago nas operações anteriores.
e) em lei complementar federal, e desde que se trate dos chamados
“impostos em cascata”, isto é, em que seja possível o cúmulo de
bases de cálculo.

52. (ESAF/ATRFB/2010) O art. 154, inciso I, da Constituição


Federal, outorga à União o que se costuma chamar de competência
tributária residual, permitindo que institua outros impostos que não
os previstos no art. 153. Sobre estes impostos, é incorreto afirmar
que:
a) Estados e Municípios não possuem competência tributária residual.
b) Terão de ser, necessariamente, não-cumulativos.
c) Não poderão ter base de cálculo ou fato gerador próprios dos
impostos já discriminados na Constituição Federal.
d) Caso sejam instituídos por meio de medida provisória, esta deverá
ser convertida em lei até o último dia útil do exercício financeiro
anterior ao de início de sua cobrança.
e) Para a instituição de tais impostos, há que se respeitar o princípio
da anterioridade.

53. (ESAF/PFN/2007) Para os fins de limitar a dedutibilidade dos


custos, despesas e encargos, que reduzia a base de cálculo do
imposto de renda, a Lei n. 9.430, de 1996, estabeleceu regras para
determinação dos “preços de transferência Lei n. 9.430, de 1996”.
Relativamente ao assunto, examine as afirmações abaixo, julgue se
elas são verdadeiras ou falsas e assinale a opção correta.
1. A regra concernente ao Método dos Preços Independentes
Comparados (PIC) determina que se levem em consideração os
22
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

descontos incondicionais concedidos em operações de compra e


venda, em condições de pagamento semelhantes.
2. Para o Método do Preço de Revenda menos Lucro (PRL) a lei
determina seja diminuída a metade do preço de revenda após
deduzidos certos valores (que a lei indica), na hipótese de bens
importados aplicados à produção.
3. O Método do Custo de Produção mais Lucro – CPL é o custo médio
de produção de bens, serviços ou direitos, idênticos ou similares,
durante o último mês a que se referirem os custos.
a) As três afirmações são verdadeiras.
b) Só é verdadeira a primeira asserção.
c) Só é falsa a terceira afirmação.
d) Só são verdadeiras as duas últimas.
e) São todas falsas.

54. (ESAF/PFN/2007) O Código Tributário Nacional dispõe que o


fato gerador do imposto de importação é a entrada do produto
estrangeiro no território nacional, não esclarecendo exatamente
quando se considera ocorrida essa entrada. Quanto à tributação de
produtos alienígenas, observe as asserções seguintes e avalie se elas
são verdadeiras ou falsas.
1. A legislação do IPI esclarece que o fato gerador desse imposto
(sobre produtos industrializados) é o desembaraço aduaneiro, quando
de procedência
estrangeira, considerando-se ocorrido esse desembaraço
relativamente à mercadoria que constar como tendo sido importada e
cujo extravio seja verificado pela autoridade fiscal.
2. É na data do registro da declaração de importação de mercadoria
submetida a despacho para consumo que se considera ocorrido o fato
gerador do imposto de importação.
3. Como o CTN dispõe que, quando o valor tributário esteja expresso
em moeda estrangeira, no lançamento far-se-á sua conversão em
moeda nacional ao câmbio do dia da ocorrência do fato gerador da
obrigação, para efeito de cálculo do imposto os valores expressos em
moeda estrangeira deverão ser convertidos em moeda nacional à
taxa de câmbio vigente na data da entrada do bem em águas
territoriais nacionais.
a) As três afirmações são verdadeiras.
b) Só é verdadeira a primeira asserção.
c) Só é falsa a terceira afirmação.
d) Só são verdadeiras as duas últimas.
e) São todas falsas.

55. (ESAF/PFN/2008) A aquisição de disponibilidade jurídica de


acréscimos patrimoniais corresponde ao fato gerador
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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

a) do imposto sobre heranças e doações.


b) da contribuição social de interesse das categorias econômicas.
c) do imposto sobre a renda e proventos.
d) do imposto territorial rural, no caso de acessão ou avulsão.
e) do imposto sobre a transmissão causa mortis ou inter vivos, nos
territórios federais.

56. (ESAF/AFRF/2002) Assinale a opção correta.


a) Compete supletivamente à União instituir contribuições sociais, de
intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias
profissionais ou econômicas, como instrumento de sua atuação nas
respectivas áreas.
b) As contribuições de intervenção no domínio econômico e de
interesse das categorias profissionais ou econômicas podem ser
instituídas por lei ordinária e só podem ser cobradas a partir do
primeiro dia do exercício seguinte ao da sua publicação.
c) Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão reter a
contribuição federal, cobrada de seus servidores, para o custeio, em
benefício desses, de sistemas de previdência e assistência social.
d) Os rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título,
a pessoa física que preste serviços à empresa não pode ser objeto da
contribuição para a seguridade social por constituírem base de cálculo
de outra exação, o imposto de renda.
e) As contribuições para a seguridade podem ser exigidas
imediatamente, por não se lhe aplicar a anterioridade da data da
publicação da lei que as houver instituído ou modificado em relação
ao exercício financeiro da cobrança.

57. (ESAF/AFRF/2005/adaptada)
· Aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios compete instituir
contribuições de intervenção no domínio econômico e de interesse
das categorias profissionais ou econômicas, desde que para o custeio,
em benefício dos respectivos sujeitos passivos, e no âmbito territorial
do ente tributante?
· A Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico incidente
sobre a importação e a comercialização de petróleo e seus derivados,
gás natural e seus derivados, e álcool etílico combustível (CIDE) foi
instituída pela União com a finalidade de financiamento de projetos
de proteção ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de
valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico?
a) Não, não.
b) Não, sim.
c) Sim, sim.
d) Sim, não.

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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

58. (AFRF/2003/ESAF) Responda com base na Constituição Federal.


· É vedado que as contribuições sociais para a seguridade social
tenham base de cálculo própria de impostos?
· Incide contribuição social para a seguridade social sobre
aposentadoria e pensão concedidas pelo regime geral de previdência
social?
· As contribuições sociais para a seguridade social sobre a folha de
salários, a receita ou o faturamento de pessoas jurídicas poderão ter
alíquotas ou bases de cálculo diferenciadas, em razão da atividade
econômica ou da utilização intensiva de mão-de-obra?
a) Sim, não, não.
b) Sim, sim, sim.
c) Sim, sim, não.
d) Não, não, sim.
e) Não, sim, sim.

59. (AFE/MS/2001/ESAF) Com base no disposto na Constituição


Federal e no Código Tributário Nacional, pode-se afirmar que:
a) Compete tanto à União quanto aos Estados, DF e Municípios a
instituição de taxas em razão do exercício do poder de polícia.
b) Somente a União e os Estados podem instituir contribuições de
melhoria.
c) As contribuições especiais, com fins econômicos ou sociais, são
privativas dos Estados e DF.
d) A União pode transferir aos Estados o exercício regular de sua
competência tributária.
e) A cumulatividade e a seletividade são características essenciais do
Imposto sobre Produtos Industrializados.

60. (AFE/PI/2001/ESAF) Marque com V a assertiva verdadeira e com


F a falsa, assinalando em seguida a opção correspondente.
( ) Imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma
situação independente de qualquer atividade estatal específica,
relativa ao contribuinte.
( ) A contribuição de melhoria é instituída em face de obras públicas
ou privadas, que valorizem ou depreciem o imóvel do administrado.
( ) As taxas têm como fato gerador o exercício do poder de polícia ou
a utilização efetiva ou potencial de serviço público prestado ao
contribuinte ou posto à sua disposição.
( ) O que caracteriza as contribuições especiais é que o produto de
suas arrecadações deve ser carreado para financiar atividades de
interesse público, beneficiando certo grupo, e direta ou indiretamente
o contribuinte.
a) V, V, V, V.
b) V, F, F, V.
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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

c) V, F, V, V.
d) F, V, V, F.
e) F, F, F, F.

61. (ESAF/AFRF/2005)
· Podem os Municípios instituir contribuição para o custeio do serviço
de iluminação pública, cobrando-a na fatura de consumo de energia
elétrica?
· Podem os Estados cobrar contribuição previdenciária de seus
servidores, para o custeio, em benefício destes, de regime
previdenciário, com alíquota inferior à da contribuição dos servidores
titulares de cargos efetivos da União?
· As contribuições sociais de intervenção no domínio econômico e de
interesse das categorias profissionais ou econômicas, como
instrumento de sua atuação nas respectivas áreas, poderão incidir
sobre as receitas decorrentes de exportação?
a) Não, sim, não.
b) Sim, não, sim.
c) Sim, não, não.
d) Não, não, sim.
e) Sim, sim, não.

62. (ESAF/AFPS/2002) Em relação às contribuições sociais, inclusive


às destinadas à seguridade social, a Constituição estabelece
limitações que devem ser respeitadas pela legislação
infraconstitucional. Isto posto, avalie as formulações seguintes e, ao
final, assinale a opção que corresponde à resposta correta.
I. É vedada a concessão de remissão ou anistia da contribuição social
destinada à seguridade social, para débitos em montante superior ao
fixado em lei complementar, do empregador, da empresa e da
entidade equiparada a empresa na forma da lei, incidente sobre a
folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou
creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço,
mesmo sem vínculo empregatício. Igual vedação se aplica, para
débitos em montante superior ao fixado em lei complementar, à
contribuição social de seguridade social, a que se sujeitam o
trabalhador e os demais segurados da previdência social.
II. É vedada a incidência de contribuições sociais sobre as receitas
decorrentes de exportação e sobre a importação de petróleo e seus
derivados. Vedada também é a incidência de contribuição para a
seguridade social sobre o valor das aposentadorias e pensões
concedidas pelo regime geral de previdência social.
III. É vedada a concessão de isenção ou anistia da contribuição social
destinada à seguridade social, incidente sobre a receita de concursos

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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

de prognósticos, para débitos em montante superior ao fixado em lei


complementar.
a) Somente I é verdadeira.
b) I e II são verdadeiras.
c) I e III são verdadeiras.
d) II e III são verdadeiras.
e) Todas são falsas.

63. (ESAF/AFRF/2005/adaptada) Sobre as contribuições sociais


(art. 149 da Constituição Federal), é errôneo afirmar-se, haver
previsão de que
a) poderão ter alíquotas ad valorem ou específicas.
b) incidirão, também sobre a importação de produtos estrangeiros ou
serviços.
c) incidirão, em todos os casos, uma única vez.
d) poderão ter por base, entre outras, o faturamento e a receita
bruta.
e) não incidirão sobre as receitas decorrentes de exportação.

64. (ESAF/AFRF/2005) Sobre as contribuições para a seguridade


social (art. 195 da Constituição), podemos afirmar que
a) nenhum benefício ou serviço da seguridade social poderá ser
criado, majorado ou estendido sem a correspondente fonte de
custeio, parcial ou total.
b) as contribuições do empregador sobre a folha de salários não
poderão ter alíquotas ou bases de cálculo diferenciadas em razão da
atividade econômica a que se dedique a empresa.
c) as receitas dos estados, do Distrito Federal e dos municípios
destinadas à seguridade social integrarão o orçamento da União.
d) são isentas de contribuição para a seguridade social as entidades
beneficentes de assistência social que atendam às exigências
estabelecidas pelo Poder Executivo.
e) somente poderão ser exigidas após decorridos noventa dias da
data da publicação da lei que as houver instituído ou modificado.

65. (ESAF/AFRF/2003) Indique a opção que preenche corretamente


as lacunas, consideradas as pertinentes disposições constitucionais.
· As contribuições sociais e de intervenção no domínio econômico
previstas no caput do art. 149 da Constituição Federal
_____________ sobre as receitas decorrentes de exportação,
_______________ sobre a importação de petróleo e seus derivados,
gás natural e seus derivados e álcool combustível.
· As contribuições de intervenção no domínio econômico, previstas no
art. 149 da Constituição Federal, estão submetidas ao princípio da
__________________.
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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

a) incidirão / podendo incidir também / anterioridade.


b) não incidirão / mas poderão incidir / anterioridade.
c) não incidirão / mas poderão incidir / anterioridade mitigada ou
nonagesimal.
d) incidirão / não podendo incidir / anterioridade.
e) não incidirão / não podendo incidir também / anterioridade
mitigada ou nonagesimal.

66. (ESAF/AFRF/2003) O Supremo Tribunal Federal julgou importante


questão sobre a exigibilidade da contribuição para o Programa de
Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP), pela União
Federal, ao Estado do Paraná. Aponte a opção que preenche
corretamente as lacunas do texto abaixo.
“... o Estado do Paraná, que, durante a vigência da Lei Complementar
nº 8, de 3 de dezembro de 1970, _______ [I]________, por força da
Lei nº 6.278, de 23/05/1972, a contribuir para o PROGRAMA DE
FORMAÇÃO DO PATRIMÔNIO DO SERVIDOR PÚBLICO, ________
[II]__________ da contribuição, _______[III]_______ nº 10.533, de
30/11/1993, pois, com o advento da Constituição Federal de 1988, a
contribuição deixou de ser ______ [IV]_______, para ser ______
[V]____ , nos termos do art. 239.”
a) [I] já não se comprometera... [II] não pode sofrer a incidência...
[III] mesmo diante da Lei Federal... [IV] compulsória... [V]
facultativa
b) [I] se desobrigara... [II] pôde-se eximir... [III] em face de sua
Lei... [IV] obrigatória... [V] voluntária.
c) [I] se prontificara... [II] tem o direito de eximir-se... [III] por meio
de sua Lei... [IV] obrigatória...[V] voluntária.
d) [I] se obrigara... [II] já não poderia se eximir... [III] mediante sua
Lei... [IV] facultativa... [V] obrigatória.
e) [I] se comprometera... [II] já se liberou... [III] diante da Lei...
[IV] fonte de estímulo ao servidor público... [V] instrumento
financiador do seguro-desemprego.

67. (ESAF/AFRFB/2005) Leia cada um dos assertos abaixo e


assinale (V) ou (F), conforme seja verdadeiro ou falso. Depois,
marque a opção que contenha a exata seqüência.
( ) É legítima a cobrança da COFINS e do PIS sobre as operações
relativas à energia elétrica, serviços de telecomunicações, derivados
de petróleo, combustíveis e minerais do País.
( ) A Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social -
COFINS, com a incidência não-cumulativa, tem como fato gerador o
faturamento mensal, assim entendido o total das receitas auferidas
pela pessoa jurídica, independentemente de sua denominação ou
classificação contábil.
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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

( ) Foram instituídas a Contribuição para o PIS/PASEP Importação e a


Contribuição para a COFINS, devida pelo importador de bens
estrangeiros ou serviços do exterior.
a) V, V, F.
b) F, V, F.
c) V, F, F.
d) F, F, F.
e) V, V, V.

68. (ESAF/ATA/MF/2009) Além das inúmeras contribuições sociais


instituídas no texto da Constituição Federal, há possibilidade de
instituição de novas espécies de contribuição social? Assinale a
assertiva que responde incorretamente à pergunta formulada.
a) Pode haver contribuição social com o mesmo fato gerador de outra
já existente.
b) O rol de contribuições sociais não é taxativo.
c) Há previsão constitucional de competência residual.
d) A diversidade da base de financiamento permite outras
contribuições sociais.
e) A União pode instituir outras contribuições sociais.

69. (ESAF/ATA/MF/2009) A respeito da natureza jurídica da


contribuição social, analise as assertivas abaixo relativas às espécies
tributárias, indicando a correta.
a) Imposto.
b) Taxa.
c) Contribuição Parafiscal.
d) Empréstimo Compulsório.
e) Contribuição de Melhoria.

70. (ESAF/ATA/MF/2009) A respeito das contribuições sociais, é


correto afirmar que:
a) a contribuição do empregador incide só sobre a folha de salários.
b) a contribuição da empresa pode ser feita em função do tipo de
produto que ela vende.
c) o trabalhador não contribui para a Seguridade Social.
d) os concursos de prognósticos não estão sujeitos à incidência de
contribuições sociais.
e) pode haver incidência de contribuição social sobre a importação de
bens do exterior.

71. (ESAF/ATA/MF/2009) A respeito da base de cálculo e


contribuintes das contribuições sociais, analise as assertivas abaixo,
assinalando a incorreta.

29
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

a) Remuneração paga, devida ou creditada aos segurados e demais


pessoas físicas a seu serviço, mesmo sem vínculo empregatício –
EMPRESA.
b) Receita bruta decorrente dos espetáculos desportivos de que
participem em todo território nacional – PRODUTOR RURAL PESSOA
JURÍDICA.
c) Incidentes sobre a receita bruta proveniente da comercialização da
produção rural – SEGURADO ESPECIAL.
d) Salário de contribuição dos empregados domésticos a seu serviço
– EMPREGADORES DOMÉSTICOS.
e) Incidentes sobre seu salário de contribuição – TRABALHADORES.

72. (ESAF/PFN/2007) Contribuição previdenciária classifica-se


como
a) contribuição de intervenção no domínio econômico.
b) taxa vinculada à prestação de benefícios previdenciários de
natureza continuada.
c) contribuição corporativa.
d) contribuição social.
e) contribuição de seguridade vinculada ao tesouro da União, em
razão da universalidade de cobertura e de atendimento.

73. (ESAF/PFN/2004) Considerado o entendimento atualmente


dominante no Supremo Tribunal Federal, assinale a resposta que
completa corretamente a assertiva.
“A alíquota de contribuição social destinada ao financiamento da
Seguridade Social, majorada por medida provisória que tenha sido
editada na primeira metade do exercício financeiro, objeto de
reedição e conversão em Lei, poderá ser exigida ...”
a) depois de decorridos noventa dias da data da publicação da Lei
resultante da conversão.
b) depois de decorridos noventa dias da data da publicação da
medida provisória originária.
c) depois de decorridos noventa dias da data da reedição da medida
provisória.
d) no próximo exercício financeiro.
e) depois de decorridos noventa dias do início do próximo exercício
financeiro.

74. (ESAF/PFN/1998) Alíquota da contribuição sobre lucro líquido,


majorado por medida provisória convertida em lei posteriormente,
pode ser aplicada
a) após decorridos noventa dias da publicação da lei.
b) a partir de 10 de janeiro do ano subseqüente ao da publicação da
lei.
30
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

c) após decorridos noventa dias da publicação da medida provisória.


d) a partir de 10 de janeiro do ano subseqüente ao da publicação da
medida provisória.
e) após decorridos noventa dias da sanção da lei.

75. (ESAF/PFN/1998)
(i) Entidades não estatais, como o SENAI e o SENAC, podem ter o
poder de tributar, desde que a lei lho conceda?
(ii) A COFINS – contribuição para o financiamento da seguridade
social –, segundo o entendimento do Supremo Tribunal Federal, é um
tributo?
(iii) A contribuição social sobre o lucro é uma contribuição para a
seguridade social?
Marque, entre as opções abaixo, a que responde corretamente, e na
devida seqüência, aos três quesitos acima.
a) Sim, sim, sim.
b) Sim, não, sim.
c) Não, sim, sim.
d) Não, não, sim
e) Não, não, não.

76. (ESAF/AFRFB/2010) Segundo o art. 195, caput, da


Constituição Federal, a seguridade social será financiada por toda a
sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante
recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do
Distrito Federal e dos Municípios, e das contribuições sociais que
enumera. Sobre estas, é incorreto afirmar que:
a) ao afirmar que o financiamento da seguridade social se dará por
toda a sociedade, revela-se o caráter solidário de tal financiamento.
Todavia, as pessoas físicas e jurídicas somente podem ser chamadas
ao custeio em razão da relevância social da seguridade se tiverem
relação direta com os segurados ou se forem, necessariamente,
destinatárias de benefícios.
b) a solidariedade não autoriza a cobrança de tributo sem lei, não
autoriza exigência de quem não tenha sido indicado por lei como
sujeito passivo de obrigação tributária, e não autoriza que seja
desconsiderada a legalidade estrita que condiciona o exercício válido
da competência relativamente a quaisquer tributos.
c) as contribuições de seguridade social, sendo tributos, submetem-
se às normas referentes às limitações do poder de tributar, contidas
no art. 150 da Constituição Federal, com exceção da anterioridade
geral, em face da norma especial contida no art. 195, § 6°
(anterioridade nonagesimal), especialmente concebida para o
condicionamento da instituição de contribuições de seguridade social.

31
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

d) para a instituição de contribuições ordinárias (nominadas) de


seguridade social, quais sejam, as já previstas nos incisos I a IV do
art. 195 da Constituição, basta a via legislativa da lei ordinária,
consoante o entendimento pacificado do Supremo Tribunal Federal.
e) as entidades beneficentes de assistência social gozam de
imunidade das contribuições para a seguridade social.

77. (ESAF/AFRFB/2010) Sobre a Contribuição Social para o Lucro


Líquido (CSLL), instituída pela Lei n. 7.689/88, julgue os itens abaixo,
classificando-os como verdadeiros (V) ou falsos (F). Em seguida,
escolha a opção adequada às suas respostas:
I. a sua base de cálculo é a mesma do imposto de renda das pessoas
físicas, sendo que as deduções e compensações admissíveis para a
apuração de um correspondem àquelas admitidas para fins de
apuração da base de cálculo do outro;
II. a sua base de cálculo é o valor do resultado do exercício antes da
provisão para o imposto de renda;
III. a CSLL poderá incidir sobre o resultado presumido ou arbitrado,
quando tal seja o regime de apuração a que a pessoa jurídica se
submete relativamente ao imposto de renda.
a) Estão corretos os itens I e II.
b) Estão corretos os itens I e III.
c) Estão corretos os itens II e III.
d) Todos os itens estão corretos.
e) Todos os itens estão errados.

78. (ESAF/PFN/2008) Responda às questões abaixo, com Sim ou


Não. Em seguida, indique a opção que contenha a seqüência correta.
1. Segundo a Constituição da República, é vedado à lei que instituir
contribuição de intervenção no domínio econômico relativa às
atividades de importação ou comercialização de petróleo destinar o
produto de sua arrecadação a órgão, fundo, despesa ou qualquer
outra finalidade determinada?
2. A lei brasileira prevê a cobrança de contribuição de intervenção no
domínio econômico, devida por pessoa jurídica adquirente de
conhecimentos tecnológicos?
3. Entre os métodos de cálculo dos chamados “preços de
transferência” está o Método dos Preços Independentes Comparados,
definido como a média aritmética dos preços de bens, serviços ou
direitos, idênticos ou similares, apurados no mercado brasileiro ou de
outros países, em operações de compra e venda, em condições de
pagamento semelhantes?
a) Sim, Sim, Sim
b) Não, Não, Não
c) Sim, Não, Sim
32
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

d) Sim, Sim, Não


e) Não, Sim, Sim

79. (ESAF/Curso de Formação/2010) No tocante às contribuições


para a seguridade social no texto constitucional é INCORRETO afirmar
que:
A () Não incidem sobre a importação de produtos estrangeiros ou
serviços.
B ( ) A pessoa natural destinatária das operações de importação
poderá ser equiparada a pessoa jurídica, na forma da lei.
C ( ) Não incidirão sobre as receitas decorrentes de exportação.
D ( ) Só podem ser exigidas após decorridos noventa dias da data da
publicação da lei que as houver instituído ou modificado, não se lhes
aplicando o Princípio da Anterioridade disposto no art. 150, inciso III,
alínea “b”.
E ( ) Poderão ter alíquota específica, tendo por base a unidade de
medida adotada.

80. (ESAF/Curso de Formação/2010) A Contribuição para o


Financiamento da Seguridade Social – Cofins e a Contribuição para o
PIS/Pasep sujeitam-se aos seguintes limites e preceitos
constitucionais:
A ( ) não incidem sobre as receitas decorrentes de exportação e de
importação.
B ( ) somente lei complementar pode definir as hipóteses de
incidência concentrada (monofásica).
C ( ) podem ter alíquotas ad valorem, tendo por base o lucro.
D ( ) podem ter alíquotas ad valorem, tendo por base o valor da
operação, e específica, tendo por base a unidade de medida adotada.
E () são isentas de contribuição para a seguridade social as entidades
beneficentes de assistência social que atendam às exigências
estabelecidas em lei.

81. (ESAF/Curso de Formação/2010) O destinatário de remessa


postal internacional indicado pelo respectivo remetente não pode ser
equiparado ao contribuinte para o PIS/Pasep Importação e a Cofins
Importação.

82. (ESAF/MDIC/2012/adaptada à realidade atual do STF)


Considerando a incidência da contribuição para os Programas de
Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público
(PIS/PASEP-Importação) e Contribuição para o Financiamento da
Seguridade Social (COFINS-Importação), é correto afirmar que:

33
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

a) tem como fato gerador o registro da Declaração de Importação e


sua base de cálculo é o valor de transação da mercadoria acrescido
dos encargos cambiais correspondentes.
b) tem como fato gerador o desembaraço aduaneiro do bem
importado e como base de cálculo o valor aduaneiro acrescido do
imposto de importação e dos encargos cambiais pagos pelo
importador ou dele exigíveis.
c) tem como fato gerador o ingresso do bem no território aduaneiro
do país, e a base de cálculo é o valor aduaneiro.
d) tem como fato gerador o desembaraço aduaneiro de produto de
procedência estrangeira, e sua base de cálculo é o valor aduaneiro
acrescido do ICMS e dos encargos cambiais.
e) tem como fato gerador o registro da Declaração de Importação, e
sua base de cálculo é o valor aduaneiro acrescido do imposto de
importação e dos encargos cambiais efetivamente pagos pelo
importador.

83. (ESAF/Curso de Formação/2010) Na importação de bens ou


mercadorias sujeitas a alíquota ad valorem, a base de cálculo da
contribuição para o PIS/Pasep–Importação e da Cofins–Importação é:
A ( ) O valor aduaneiro.
B ( ) O valor aduaneiro acrescido do valor do ICMS e do IPI, quando
não recuperável.
C () O valor aduaneiro acrescido do valor do ICMS e das próprias
contribuições.
D ( ) O valor remetido para o exterior.
E ( ) O peso ou volume do produto importado.

GABARITO PURO

1. B 2. A 3. E 4. E 5. C 6. Correta. 7. Incorreta. 8. Incorreta

9. D 10. C 11. A 12. D 13. B 14. A 15. B 16. D 17. D 18. A

19. D 20. A 21. B 22. D 23. E 24. A 25. B 26. B 27. D 28. B

29. D 30. E 31. C 32. C 33. B 34. E 35. D 36. E 37. D 38. B

39. B 40. E 41. C 42. D 43. A 44. B 45. D 46. D 47. B 48. C

49. B 50. E 51. D 52. D 53. E 54. C 55. C 56. B 57. A 58. D

59. A 60. C 61. C 62. A 63. C 64. E 65. B 66. D 67. E 68. A
34
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

69. C 70. E 71. B 72. D 73. B 74. C 75. C 76. A 77. C

78. E 79. A 80. E 81. Incorreta 82. C 83. A

Agora, vamos aos comentários e aos detalhes.

Então, vamos nessa!?

1. (ESAF/Auditor-Fiscal da Receita Federal do


Brasil/1996) O momento de incidência do Imposto
de Importação sobre uma mercadoria estrangeira
associa-se à (ao):
a) Entrada da mercadoria no território nacional por via
aérea, terrestre ou marítima.
b) Registro da Declaração de Importação
c) Emissão do Conhecimento de Embarque
d) Liquidação do Contrato de Câmbio
e) Expedição da Guia de Importação

Conforme dispositivo literal do RA, o fato gerador ocorre na


data do registro da declaração de importação de mercadoria
submetida a despacho para consumo (art. 73, inc. I, Decreto
6.759/2009), inclusive, no caso de despacho para consumo de
mercadoria sob regime suspensivo de tributação, e de mercadoria
contida em remessa postal internacional ou conduzida por viajante,
sujeita ao regime de importação comum.

Nesse sentido, destacamos que o Superior Tribunal de Justiça


(STJ) consolidou a sua jurisprudência e decidiu mais uma vez na
semana passada (REsp 1.220.979/RJ, DJe 15/04/2011) no sentido de
que o aspecto temporal do imposto de importação (II) de
mercadoria despachada para consumo ocorre na data do registro
da declaração de importação do bem. Por conseguinte, a alíquota
vigente nessa data é a que deve ser aplicada para o cálculo do II.

Registramos os dispositivos legais válidos sobre o tema:

Art. 19 do Código Tributário Nacional (CTN): “O imposto, de


competência da União, sobre a importação de produtos
estrangeiros tem como fato gerador a entrada destes no
território nacional”.

35
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

Arts. 23 e 44 do Decreto-Lei n. 37/1966: “Quando se tratar


de mercadoria despachada para consumo, considera-se
ocorrido o fato gerador na data do registro, na repartição
aduaneira, da declaração a que se refere o artigo 44”; “Toda
mercadoria procedente do exterior por qualquer via,
destinada a consumo ou a outro regime, sujeita ou não ao
pagamento do imposto, deverá ser submetida a despacho
aduaneiro, que será processado com base em declaração
apresentada à repartição aduaneira no prazo e na forma
prescritos em regulamento”.

Assim, destacamos que o STJ já pacificou o entendimento de


que não há incompatibilidade entre o art. 19 do CTN e o art. 23 do DL
n. 37/1966, pois o “desembaraço aduaneiro completaria a
importação e, consequentemente, representaria, para efeitos
fiscais, a entrada de mercadoria no território nacional” (EDcl no
REsp 1.000.829-ES, DJe 17/6/2010; AgRg no Ag 1.155.843-RJ, DJe
30/9/2009; REsp 1.046.361-RJ, DJe 5/3/2009).

Logo, correta a letra “B”.

2. (ESAF/MDIC/2012) A respeito do Imposto sobre


Exportações, é correto afirmar que:
a) incide sobre mercadoria nacional ou nacionalizada
destinada ao exterior e tem como fato gerador sua saída
do território nacional.
b) incide sobre bens não essenciais exportados para
consumo final e tem como fato gerador o registro de
exportação no Sistema Integrado de Comércio Exterior.
c) incide sobre mercadoria nacional destinada ao exterior
e tem como base de cálculo o valor aduaneiro do bem
exportado.
d) sua alíquota está fixada em 30%, sem possibilidades
de redução ou majoração, e tem como base de cálculo o
preço normal que a mercadoria alcançaria em uma venda
em condições livre de concorrência no mercado
internacional.
e) incide sobre toda mercadoria destinada ao exterior a
partir do território nacional e tem como fato gerador a
emissão da Declaração de Exportação (DE).

Letra (A). O IE incide sobre mercadoria nacional ou


nacionalizada destinada ao exterior e tem como fato gerador sua
saída do território nacional. Logo, correto.

36
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

Letra (B). Não há norma jurídica especial sobre a incidência do


IE sobre bens não essenciais. Por sua vez, o fato gerador do IE é a
saída da mercadoria do território nacional e não o registro de
exportação no SISCOMEX. Este é o momento da ocorrência do fato
gerador. Logo, incorreto.

Letra (C). O IE não tem como base de cálculo o valor


aduaneiro do bem exportado, mas sim o preço normal da mercadoria
que a mercadoria alcançaria em uma venda em condições livre de
concorrência no mercado internacional. Logo, incorreto.

Letra (D). A alíquota mínima do IE é de 30%, com


possibilidades de redução ou majoração pelo CAMEX. Logo, incorreto.

Letra (E). O IE incide sobre as mercadorias nacionais ou


nacionalizadas destinadas ao exterior a partir do território nacional e
tem como fato gerador a saída da respectiva mercadoria do território
nacional e o registro de exportação no SISCOMEX como momento da
ocorrência do fato gerador e não a emissão da Declaração de
Exportação (DE). Logo, incorreto.

3. (ESAF/MDIC/2012) O Imposto sobre a Exportação


– IE, cuja competência pertence à União, incide na
exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou
nacionalizados. Sobre ele é incorreto afirmar que:
a) nacionais são os produtos produzidos no próprio
país.
b) nacionalizados são os produtos que tenham
ingressado regularmente para incorporação à economia
nacional, submetendo-se ao desembaraço aduaneiro,
vale dizer, com a respectiva tributação, sendo o caso.
c) incide também sobre operações relativas a energia
elétrica, serviços de telecomunicações, derivados de
petróleo, combustíveis e minerais do país.
d) a exportação temporária, quando amparada em
regime especial de suspensão de impostos, em que não
se tenha a incorporação à economia de outro país, não
se sujeita à sua incidência.
e) o fato gerador ocorre com a saída física do produto
do país, pouco importando, portanto, a data do registro
da operação no Sistema Integrado de Comércio Exterior
– SISCOMEX.

Letra (A) Doutrinariamente, produtos nacionais são os


produzidos no próprio país. Logo, correta.
37
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

Letra (B) Nacionalizados são os produtos estrangeiros


importados a título definitivo, independentemente de qualquer
outro fator, ou, trocando as palavras, os produtos que tenham
ingressado regularmente para incorporação à economia nacional,
submetendo-se ao desembaraço aduaneiro, vale dizer, com a
respectiva tributação, sendo o caso. Logo, correta.

Letra (C). Conforme estudamos em aula, nenhum outro


imposto poderá incidir sobre operações relativas à energia elétrica,
serviços de telecomunicações, derivados de petróleo, combustíveis e
minerais do País, exceto o ICMS, o II e o IE. Logo, correta.

Letra (D). A exportação temporária é “o regime de


exportação temporária é o que permite a saída, do País, com
suspensão do pagamento do imposto de exportação, de
mercadoria nacional ou nacionalizada, condicionada à
reimportação em prazo determinado, no mesmo estado em que
foi exportada” (art. 431, do RA). Conforme estudamos, nesse regime
não há incidência do IE, que incide apenas no caso da transação ser
de caráter permanente. Logo, correta.

Letra (E). Considera-se ocorrido o fato gerador do II no


momento da expedição da Guia de Exportação ou documento
equivalente e não na saída jurídica do bem, e não com a saída
física. Logo, incorreta.

4. (ESAF/Analista Tributário da Receita Federal


do Brasil/2012/2013) São tributos incidentes
sobre o comércio exterior, exceto:
a) Imposto de Importação.
b) Imposto sobre Produtos Industrializados.
c) Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de
Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de
Transporte Interestadual e Intermunicipal e de
Comunicação.
d) Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico
– Combustíveis.
e) Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de
Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de
Transporte Interestadual e Intermunicipal e de
Comunicação sobre operações que destinem
mercadorias para o exterior.

38
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

Os tributos incidentes sobre o comércio exterior são o Imposto


de Importação (II), o Imposto de Exportação (IE), o Imposto sobre
Produtos Industrializados (IPI), o PIS/PASEP-Importação, a COFINS-
Importação, a Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico
(CIDE) e o ICMS.

Porém, existe imunidade tributária do ICMS sobre operações


que destinem mercadorias para o exterior e sobre serviços prestados
a destinatários no exterior, assegurada a manutenção e o
aproveitamento do montante do imposto cobrado nas operações e
prestações anteriores (art. 155, §2°, IX, “b”, CF).

Logo, deve-marcar a letra “E”.

5. (ESAF/MDIC/1998) Além do Imposto de Importação,


sobre o produto importado incidem também:
a) IOF - Imposto sobre Operações Financeiras e IPI -
Imposto sobre Produtos Industrializados.
b) IOF e ICMS - Imposto sobre Operações relativas à
Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de
Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e
de Comunicação.
c) IPI e ICMS.
d) IOF e ISS - Imposto sobre Serviços de Qualquer
Natureza.
e) ICMS e ISS.

Além do II, incide o IPI, o ICMS, a CIDE e as contribuições para


o PIS/PASEP-Importação e COFINS-Importação.

Logo, correta a letra “c”.

6. (ESAF/Analista Tributário da Receita Federal


do Brasil/2012/2013) Ao dispor sobre o Imposto de
Importação, o art. 153, I, da Constituição Federal, reza
que compete à União instituir impostos sobre
importação de bens estrangeiros.

Compete à União instituir impostos sobre a importação de


produtos estrangeiros.

Logo, correta.

7. (ESAF/Analista Tributário da Receita Federal


do Brasil/2012/2013) O Imposto sobre Produtos
39
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

Industrializados incide sobre mercadorias


industrializadas destinadas ao exterior.

O IPI não incide sobre mercadorias industrializadas destinadas


ao exterior, uma vez que há imunidade de IPI nas exportações.

Logo, incorreta.

8. (ESAF/Analista Tributário da Receita Federal


do Brasil/2012/2013) Com o objetivo de fomentar
as exportações, a Constituição Federal atribui,
excepcionalmente, aos Estados e ao Distrito Federal a
competência para exonerar os contribuintes do Imposto
de Exportação.

O imposto de exportação é tributo da competência da União,


não tendo sido atribuída pela CF/88 qualquer competência aos
Estados e DF no que diz respeito a esse imposto.

Logo, incorreta.

9. (ESAF/PFN/2012/2013) Sobre o Imposto sobre a


Renda e Proventos de qualquer Natureza, julgue os itens
a seguir, para então assinalar a opção que corresponda às
suas respostas.
I. Como renda deve-se entender a aquisição de
disponibilidade de riqueza nova, na forma de um
acréscimo patrimonial, ao longo de um determinado
período de tempo.
II. Tanto a renda quanto os proventos de qualquer
natureza pressupõem ações que revelem mais-valias, isto
é, incrementos na capacidade contributiva.
III. Limitações temporais ou quantitativas com relação às
despesas e provisões não necessariamente guardam
estrita compatibilidade com a teoria do acréscimo
patrimonial e com a atividade do contribuinte.
IV. Embora haja diversas teorias que se destinem a
delinear o conceito de renda, em todas prevalece a ideia
de que haja a necessidade de seu confronto com o
conjunto de desembolsos efetivados relativamente ao
conjunto das receitas.
V. Pode-se afirmar, a partir de alguns julgados do
Supremo Tribunal Federal, que o conceito
legalista/fiscalista de renda, assim considerado aquilo que

40
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

a legislação do imposto de renda estabelecer que é, está


ultrapassado.
Estão corretos apenas os itens:
a) II, IV e V.
b) I, II e III.
c) II, III, IV e V.
d) I, II, IV e V.
e) todos os itens estão corretos.

De início, ressalta-se que o IR tem como fato gerador a


aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica: a) de
renda, assim entendido o produto do capital, do trabalho ou da
combinação de ambos; b) de proventos de qualquer natureza,
assim entendidos os acréscimos patrimoniais não compreendidos
como renda (art. 43, do CTN).

Desse modo, o fato gerador do IR é a aquisição de renda ou


proventos, que se caracterizem como riqueza nova (acréscimo
patrimonial), podendo o contribuinte dispor livremente dessa renda
ou provento.

Nessa esteira, o conceito de “renda” deve ser extraído da


CF/88, principalmente das normas jurídicas dispostas no art. 145,
§1º (capacidade contributiva), c/c art.153, inciso III, e o seu §2º,
inciso I, mas é preciso afirmar que as suas características não se
encontram totalmente definidas pela CF/88, precisando o
intérprete prestar atenção também nas leis infraconstitucionais para
dissecar toda a extensão do seu conceito.

O legislador ordinário tem a seu talante o âmbito de


competência outorgado pela CF/88, podendo claramente não utilizar
toda amplitude de sua competência normativa.

Primeiramente, anotamos que da definição de renda e


proventos de qualquer natureza devem ser excluídos os fatos
geradores dos demais impostos dispostos na CF/88, tais como
propriedade territorial rural (ITR), produto industrializado (IPI),
propriedade territorial urbana (IPTU), propriedade de veículo
automotor (IPVA) etc.

Segundo, é que os proventos de qualquer natureza devem ser


considerados como espécie de renda.

Terceiro, é que a ideia de renda traz consigo a ideia de


acréscimo patrimonial, que deve ser entendido como disponibilidade

41
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

de riqueza nova adquirida em certo intervalo de tempo ou até mesmo


de forma isolada (ex.: contribuinte que ganha um prêmio de loteria).

É exemplar a respeito do assunto a seguinte decisão do STF: “a


renda pressupõe ganho, lucro, receita, crédito, acréscimo
patrimonial, ou, como diz o processo transcrito, aquisição de
disponibilidade econômica ou jurídica. Concordo em que a lei
pode, casuisticamente, dizer o que é ou o que não é renda tributável.
Mas não deve ir além dos limites semânticos, que são
intransponíveis. Entendo, por isso, que ela não pode considerar
renda, para efeito de taxação, o que é, de maneira
incontestável, ônus, dispêndio, encargo ou diminuição
patrimonial, resultante do pagamento de um débito” (RE nº
71.758). Isto é, o conceito de renda decorre da Constituição e não
pode a legislação infraconstitucional definir como renda o que não o
é.

Assim, podemos dizer que renda é o acréscimo patrimonial,


riqueza nova, devendo ser realizado, em princípio, o confronto entre
certas entradas e certas saídas ao longo de um determinado período
de tempo para a verificação do saldo positivo (valor da aquisição de
disponibilidade de renda ou provento).

A partir do que foi comentado, passamos a resolver os itens:

Item I. De acordo com a jurisprudência do STF, renda


pressupõe a aquisição de disponibilidade de riqueza nova, ou seja, de
valores que resultem em acréscimo patrimonial. Logo, correta.

Item II. Sim, conforme exposto, é necessário que haja um


acréscimo patrimonial. Logo, correta.

Item III. De acordo com a doutrina, quaisquer limitações


temporais ou quantitativas com relação às despesas e provisões
devem guardar estrita compatibilidade com o conceito de renda e a
capacidade contributiva do sujeito passivo, sob pena de serem
inconstitucionais (tributação do patrimônio ou ofensa à capacidade
contributiva). Logo, incorreta.

Item IV. De acordo com a doutrina, a base de cálculo é o total


dos rendimentos percebidos, menos as despesas necessárias à
produção dos rendimentos e à manutenção da fonte produtora, bem
assim, as deduções pertinentes. Logo, correta.

Item V. O conceito legalista de renda (renda é o que a lei


dispõe) não pode ser admitido e não o é pelo STF e pelo STJ. A lei
42
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

deve adequar-se à Constituição e não o contrário. Assim pode-se


afirmar que o STF entende que o conceito legalista/fiscalista de
renda, assim considerado aquilo que a legislação do imposto de renda
estabelecer que é, está ultrapassado. Logo, correta.

Portanto, deve marcar a letra “d” (Estão corretos apenas os


itens I, II, IV e V).

10. (ESAF/PFN/2012/2013) Alguns tributos possuem,


além da função meramente arrecadatória ou fiscal,
finalidade outra que se destina a regular a economia,
criando mecanismos que induzem, ou incentivam, a
conduta do potencial contribuinte numa ou noutra
direção. É o que se viu recentemente com a majoração
das alíquotas do IPI – Imposto sobre Produtos
Industrializados, incidente sobre a importação de
automóveis, já que, no período de janeiro a agosto de
2011, a balança comercial do setor automotivo atingiu um
déficit de R$ 3 bilhões. Contudo, o STF entendeu que o
decreto que majorar as alíquotas aplicáveis às operações
de importação de veículos automotores
a) sujeita-se ao princípio da anterioridade, segundo o qual
não se poderá exigir, no mesmo exercício financeiro em
que o decreto é publicado, alíquotas maiores do que
aquelas até então vigentes.
b) tem aplicabilidade imediata, por ser o IPI um tributo
regulatório e pelo fato de que o Decreto-Lei que o criou
(DL n. 1.191/1971) ter autorizado o Poder Executivo a
reduzir suas alíquotas a zero; majorá-las, acrescentando
até 30 unidades ao percentual de incidência fixado na lei,
e, ainda, alterar a base de cálculo em relação a
determinados produtos, podendo, para esse fim, fixar-
lhes valor tributável mínimo.
c) submete-se, dentre outros, ao princípio constitucional
da anterioridade nonagesimal, ou seja, fica suspenso até
que tenha transcorrido o prazo de noventa dias da sua
publicação.
d) fica suspenso, por força da anterioridade nonagesimal,
até que tenha transcorrido o prazo de noventa dias da
sua publicação. Contudo, a suspensão somente opera
efeitos ex tunc caso haja pedido liminar formulado no
sentido de reparar dano, e não para prevenir risco ao
contribuinte.
e) não se submete ao princípio constitucional da
anterioridade nonagesimal, eis que a Constituição Federal
43
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

foi clara ao prever tal comando para a lei (antes de


decorridos 90 dias da data em que haja sido publicada a
lei que os instituiu ou aumentou). Assim, como o texto
constitucional fala em “lei”, o aumento das alíquotas por
decreto não está sujeito à espera nonagesimal.

O IPI se sujeita apenas a carência tributária, sendo exceção a


anterioridade anual.

Logo, a norma criadora ou majoradora do IPI apenas irá incidir


noventas dias após a sua publicação (art. 150, III, “c”, CF).

Registra-se que a Administração Tributária estava entendendo


que a carência tributária não se aplicava às alterações de alíquota
promovida por Decreto do Poder Executivo (Parecer PGFN/CAT Nº
690/2006).

Contudo, o STF superou esse entendimento, afirmando que a


majoração da alíquota do IPI, passível de ocorrer mediante ato do
Poder Executivo se submete ao princípio da anterioridade, afastando
a exigibilidade da majoração do IPI, promovida mediante decreto,
antes de decorrido o prazo de noventena (ADI 4.661-MC, DJE de
23-3-2012; RE 671.927, DJE de 3-4-2012).

No que diz respeito à medida provisória e anterioridade


anual, o art. 62, §2°, da CF, dispõe que MP que implique
instituição ou majoração de impostos só produzirá efeitos no
exercício financeiro seguinte (anterioridade genérica) se houver sido
convertida em lei até o último dia daquele em que foi editada.

Todavia, essa regra geral acima não é aplicada ao IPI, que deve
observar apenas anterioridade nonagesimal.

Assim, em regra, a carência tributária (noventa dias) é contada


da publicação da MP. Ao contrário, se a MP for significativamente
modificada, a anterioridade nonagesimal é contada da data da
conversão da MP em lei.

Ademais, salienta-se que no caso de MP se devem observar os


requisitos de relevância e urgência, bem como a definição de produto
industrializado estabelecida na legislação tributária e estudada ainda
hoje.

Assim, vejamos os itens da questão:

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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

Letra (A). O IPI não se sujeita a anterioridade anual. Logo,


incorreta.

Letra (B). Existem vários erros nesse item. O Decreto-lei


referido é nº 1.199/1971 e não o DL n. 1.191/1971, que dispõe sobre
incentivos fiscais para o turismo. O IPI não tem aplicabilidade
imediata, pois deve observar a carência tributária. Além disso,
segundo a doutrina amplamente majoritária não se pode alterar a
base de cálculo do IPI por meio de ato do Poder Executivo. Logo,
incorreta.

Letra (C). O STF entendeu que o IPI submete-se, dentre outros,


ao princípio constitucional da anterioridade nonagesimal, ou seja, fica
suspenso até que tenha transcorrido o prazo de noventa dias da sua
publicação (ADI 4.661-MC, DJE de 23-3-2012; RE 671.927, DJE de
3-4-2012). Logo, correta.

Letra (D). O item a suspensão somente opera efeitos ex tunc


(retroativos) caso haja pedido liminar formulado no sentido de
reparar dano, e isto é incorreto. Independentemente do citado pedido
liminar, segundo o STF, não se pode cobrar o IPI antes de
transcorrido os noventa (90) dias da sua publicação. Logo, incorreta.

Letra (E). O IPI se submete ao princípio constitucional da


anterioridade nonagesimal, eis que a Constituição Federal ao prever
tal comando para a lei (antes de decorridos 90 dias da data em que
haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou), também se
aplica ao aumento das alíquotas do IPI por decreto. Logo, incorreta.

11. (ESAF/MDIC/2002) O cálculo do valor do


Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), quando
vinculado à importação, toma por base:
a) o valor que serve de base para o cálculo do Imposto
de Importação, acrescido do montante deste tributo e
dos encargos cambiais efetivamente pagos pelo
importador ou deste exigíveis.
b) o valor da mercadoria, convertido em Reais, quando
de sua saída do estabelecimento industrial em que
tenha sido processada.
c) o preço da mercadoria importada quando de sua
saída do estabelecimento industrial em que tenha sido
processada acrescido dos custos de frete e seguro e
dos encargos cambiais incorridos pelo importador.
d) o valor FOB (Free on Board) da mercadoria
importada.
45
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

e) o valor que servir de base para o cálculo do Imposto


de Importação somado aos encargos cambiais
incorridos pelo importador.

A base de cálculo do IPI importação é o valor que servir ou


que serviria de base para cálculo do II, por ocasião do despacho
aduaneiro, acrescido do montante desse imposto e dos
encargos cambiais efetivamente pagos pelo importador ou
dele exigíveis.

Logo, a base de cálculo do IPI importação é a base de


cálculo do II + valor do II + encargos cambiais (ágios +
sobretaxas internacionais pagas pelo importador).

IMPORTANTE: Fique atento, pois, apesar de alguns autores


chamarem atenção de forma equivocada que na prática não existem
mais os encargos cambiais, o que é um erro, ainda existe a figura do
ágio na importação. Por exemplo, em 2012, o Prof. Luís Eduardo
Schoueri, lançou um livro que trata especificadamente do assunto:
“Ágio em Reorganizações Societárias - Aspectos Tributários”,
estudando o tema de forma detida na esfera internacional e nas
decisões do CARF. O importante é você saber aqui que para o dia 16
de setembro aparecerá na sua prova que a base de cálculo do IPI
importação é a base de cálculo do II + valor do II + encargos
cambiais.

Sim, Nilo? Mas o que é ágio? De forma bem simples, é uma


espécie de lucro, que pode decorrer de uma operação financeira ou
da compra de um produto acima do preço normal de mercado. Por
exemplo, os juros que se pode pagar numa compra a prazo é uma
espécie de ágio ou, noutro exemplo, qualquer espécie de despesa que
onere uma operação bancária.

Mas, independentemente de qualquer discussão sobre o


assunto, para fins de prova o relevante é que a base de cálculo do IPI
importação é a base de cálculo do II + valor do II + encargos
cambiais.

Relembrando que a base de cálculo do II é:

• Quando a alíquota seja específica, a unidade de medida


adotada pela lei tributária, que é a quantidade de
mercadoria expressa na unidade de medida
estabelecida;

46
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

• Quando a alíquota seja ad valorem, o preço normal que


o produto, ou seu similar, alcançaria, ao tempo da
importação, em uma venda em condições de livre
concorrência, para entrega no porto ou lugar de entrada do
produto no País: neste caso, existe previsão normativa
relevante afirmando que a base de cálculo é o valor
aduaneiro do produto ou mercadoria definido no
artigo VII (7º) do Acordo Geral sobre Tarifas
Aduaneiras e Comércio (Acordo de Valoração Aduaneira
de 1994), no qual o Brasil é parte (art. 20, incs. I e II, do
CTN c/c art. 2º, incs. I e II, do Decreto-Lei 37/66);
• Quando se trate de produto apreendido ou
abandonado, levado a leilão, o preço da arrematação (art.
20, incs. III, do CTN).

IMPORTANTE: alíquota específica incide sobre a quantidade de


mercadoria expressa na unidade de medida indicada na lei
tributária, que pode ser o peso, o volume, o número de peças etc.
Por exemplo, R$ 30,00 por 100 gramas de determinada mercadoria.
A alíquota ad valorem é uma percentagem que incide sobre o
preço da mercadoria. Por exemplo, 10% (alíquota ad valorem) de
R$ 8.000,00 (suposto preço de um computador portátil da marca
Sony).

Por sua vez, ressalta-se que as alíquotas do IPI importação são


as previstas na TIPI. Portanto, são as mesmas para produtos
nacionais ou estrangeiros. Sendo assim, o IPI importação será
calculado mediante aplicação das alíquotas, constantes da TIPI, sobre
a base de cálculo.

Por fim, é relevante afirmar que na hipótese de tributação das


mercadorias não identificadas, a alíquota para o cálculo do IPI
importação será de 50%.

Em face do exposto, a resposta é bem simples e, como


estudamos, a base de cálculo do IPI importação é o valor que
servir ou que serviria de base para cálculo do II, por ocasião do
despacho aduaneiro, acrescido do montante desse imposto e dos
encargos cambiais efetivamente pagos pelo importador ou
dele exigíveis (art. 239 do RA).

Logo, correta a letra “a”.

12. (ESAF/Curso de Formação/2010) Sobre o IPI,


assinale a alternativa INCORRETA.

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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

A ( ) O imposto é devido não apenas por pessoas


jurídicas que sejam constituídas como estabelecimentos
industriais ou equiparados.
B ( ) As mercadorias destinadas ao exterior são imunes
ao imposto.
C () O imposto não está sujeito aos princípios
constitucionais da legalidade estrita e da anterioridade.
D ( ) O imposto só incide sobre mercadorias cujo
processo de industrialização tenha ocorrido dentro das
fronteiras do País.
E ( ) As alíquotas ad valorem estão definidas na TIPI, e
são as mesmas para os produtos nacionais e
estrangeiros.

Letra (A). Basta importar a mercadoria, não sendo necessário


que o contribuinte seja um estabelecimento industrial ou equiparado.
Logo, correta.

Letra (B). As mercadorias destinadas ao exterior são imunes ao


imposto (art. 153, §3°, III, CF). Logo, correta.

Letra (C). O imposto não está sujeito aos princípios


constitucionais da legalidade estrita e da anterioridade. Veja
que pode ocorrer a atenuação em relação à legalidade tributária, bem
como não é necessária a observância da anterioridade anual. Sempre
que na prova esteja escrita anterioridade sem qualquer tipo de
adjetivação é a anual. Logo, correta.

Letra (D). O IPI importação incide sobre produtos


industrializados de procedência estrangeira. Logo, incorreta.

Letra (E). As alíquotas ad valorem ou específicas definidas na


TIPI são as mesmas para os produtos nacionais e estrangeiros.
Logo, correta.

13. (ESAF/Auditor-Fiscal da Receita Federal do


Brasil/2012/2013/adaptada) Sobre o aspecto
quantitativo do Imposto de Importação, marque a
alternativa correta:
a) A base de cálculo do Imposto de Importação, quando a
alíquota for específica, é o valor aduaneiro apurado
segundo as normas do artigo VII do Acordo Geral sobre
Tarifas Aduaneiras e Comércio (GATT 1994).

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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

b) A base de cálculo do imposto de importação é a


quantidade de mercadoria expressa na unidade de
medida estabelecida, quando a alíquota for específica.
c) Bens sujeitos à alíquota zero de imposto de importação
implicam a adoção de alíquota zero no imposto de
produtos industrializados.
d) Caso a alíquota incidente seja “ad valorem”, o imposto
de importação será calculado pela aplicação das alíquotas
fixadas na Tarifa Externa Comum (TEC) sobre a
quantidade ou o peso da mercadoria importada.
e) No caso de Declaração de Importação (DI) registrada
no Siscomex, é calculado pelo sistema, de acordo com a
alíquota vigente na data do fato gerador do imposto, ou
seja, na data da entrada da mercadoria no país.

A base de cálculo do II (art. 20 do CTN e art. 75 do RA) é:

(i) Quando a alíquota seja específica, a unidade de


medida adotada pela lei tributária, que é a quantidade de
mercadoria expressa na unidade de medida
estabelecida (art. 20, inc. I, do CTN c/c art. 75, II do RA);

(ii) Quando a alíquota seja ad valorem, o preço normal


que o produto, ou seu similar, alcançaria, ao tempo da
importação, em uma venda em condições de livre
concorrência, para entrega no porto ou lugar de entrada do
produto no País: neste caso, existe previsão normativa
relevante afirmando que a base de cálculo é o valor
aduaneiro do produto ou mercadoria definido no
artigo VII (7º) do Acordo Geral sobre Tarifas
Aduaneiras e Comércio (Acordo de Valoração Aduaneira
de 1994), no qual o Brasil é parte (art. 20, incs. I e II, do
CTN c/c art. 2º, incs. I e II, do Decreto-Lei 37/66; art. 75, I
do RA);

(iii) Quando se trate de produto apreendido ou


abandonado, levado a leilão, o preço da arrematação (art.
20, incs. III, do CTN). Esta hipótese não tem previsão no
RA.

Para melhor compreensão do que seja alíquota específica e


alíquota ad valorem, destacamos que a alíquota específica incide
sobre a quantidade de mercadoria expressa na unidade de
medida indicada na lei tributária, que pode ser o peso, o volume, o
número de peças etc. Por exemplo, R$ 30,00 por 100 gramas de
determinada mercadoria.
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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

Já a alíquota ad valorem é uma percentagem que incide


sobre o preço da mercadoria. Por exemplo, 10% (alíquota ad
valorem) de R$ 8.000,00 (suposto preço de um computador portátil
da marca Sony).

É essencial decorar as bases de cálculo dos impostos! Decorar


mesmo! É assunto dos mais cobrados em provas da ESAF. Em razão
da sua relevância para concursos, registramos que o artigo 7º do
Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio – GATT estabelece o
seguinte: (i) O valor para fins alfandegários das mercadorias
importadas deverá ser estabelecido sobre o valor real da
mercadoria importada à qual se aplica o direito ou de uma
mercadoria similar, e não sobre o valor do produto de origem
nacional ou sobre valores arbitrários ou fictícios; (ii) O “valor real”
deverá ser o preço pelo qual, em épocas e lugares determinados
pela legislação do país importador, essas mercadorias ou
mercadorias similares são vendidas ou oferecidas à venda em
condições de plena concorrência e através de operações comerciais
normais; (iii) Na medida em que o preço dessas mercadorias ou de
mercadorias similares dependa da quantidade sobre a qual recai
uma transação determinada, o preço considerado deverá guardar
relação na conformidade da escolha efetuada em definitivo pelo país
importador, quer com quantidades comparáveis, quer com
quantidades fixadas de forma não menos favorável ao importador do
que se fosse tomado o maior volume entre o país exportador e o
país importador; (iv) No caso em que for impossível determinar o
valor real, o valor para fins alfandegários deverá ser baseado na
equivalência comprovável, mais próxima desse valor; (v) O valor
para fins alfandegários de qualquer mercadoria importada não
deverá compreender nenhuma taxa interna exigível no pais de
origem ou de proveniência, da qual a mercadoria importada tenha
sido exonerada ou cuja importância tenha sido ou seja destinada a
um reembolso.

Sendo assim, passamos a responder as alternativas:

A alíquota aplicada é a vigente na data da ocorrência do fato


gerador do imposto de importação. O fato gerador considera-se
ocorrido na data do registro da DI (e não na data da entrada da
mercadoria!).

Letra (A). Quando a alíquota seja ad valorem, base de cálculo


é o valor aduaneiro do produto ou mercadoria definido no artigo VII
(7º) do Acordo Geral sobre Tarifas Aduaneiras e Comércio (art. 75, I,
RA). Logo, incorreta.
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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

Letra (B). A base de cálculo do imposto de importação é a


quantidade de mercadoria expressa na unidade de medida
estabelecida, quando a alíquota for específica (art. 75, II, RA). Logo,
correta.

Letra (C). Em face do princípio da legalidade tributária, bens


sujeitos à alíquota zero de determinado imposto não implicam a
adoção de alíquota zero por outro imposto. Logo, incorreta.

Letra (D). Caso a alíquota incidente seja “ad valorem”, o


imposto de importação será calculado pela aplicação das alíquotas
fixadas na Tarifa Externa Comum (TEC) sobre o valor aduaneiro (art.
75, I, RA) e não sobre a quantidade ou o peso da mercadoria
importada. Logo, incorreta.

Letra (E). O II será calculado pela aplicação das alíquotas


fixadas na data da ocorrência do fato gerador (art. 144 do CTN),
que acontece, em regra, na data do registro, na repartição
aduaneira, da declaração de importação. Ou conforme dispositivo
literal, o fato gerador ocorre na data do registro da declaração de
importação de mercadoria submetida a despacho para
consumo (art. 73, inc. I, RA), inclusive, no caso de despacho para
consumo de mercadoria sob regime suspensivo de tributação, e de
mercadoria contida em remessa postal internacional ou conduzida por
viajante, sujeita ao regime de importação comum. Logo, incorreta.

14. (ESAF/ISS/RJ/2010) Sobre os tributos de


competência da União, é incorreto afirmar que:
a) relativamente ao imposto sobre produtos
industrializados,é facultado ao Poder Executivo, atendidas
as condições e os limites estabelecidos em decreto, alterar
as respectivas alíquotas.
b) o imposto sobre a renda e proventos de qualquer
natureza será informado pelos critérios de generalidade,
universalidade e progressividade, na forma da lei.
c) o imposto sobre propriedade territorial rural não incidirá
sobre pequenas glebas rurais, definidas em lei, quando as
explore o proprietário que não possua outro imóvel.
d) compete exclusivamente à União instituir contribuições
sociais e de intervenção no domínio econômico.
e) compete à União instituir contribuição, cobrada de seus
servidores, para o custeio, em benefício destes, do regime
previdenciário próprio a eles.

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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

Segundo a o art. 153, §1°, da CF, é facultado ao Poder


Executivo, atendidas as condições e os limites estabelecidos em
lei, alterar as alíquotas do imposto sobre produtos industrializados
(IPI). Em outras palavras, é incorreto afirmar que devem ser
“atendidas as condições e os limites estabelecidos em decreto”.
Portanto, deve-se marcar a letra “a”.

A alternativa “b” é correta, de acordo com a literalidade do art.


art. 153, §2°, I, da CF.

A alternativa “c” é correta, de acordo com a literalidade do art.


art. 153, §4°, II, da CF.

A alternativa “d” está de acordo com a literalidade do art. 149,


caput, da CF.

Contudo, ressalta-se que em face dos arts. 40, §18° e 149,


§1°, da CF, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios podem
instituir contribuições sociais.

Vejamos os dispositivos citados:

Art. 40. “Aos servidores titulares de cargos efetivos da


União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios,
incluídas suas autarquias e fundações, é assegurado
regime de previdência de caráter contributivo e
solidário, mediante contribuição do respectivo ente
público, dos servidores ativos e inativos e dos
pensionistas, observados critérios que preservem o
equilíbrio financeiro e atuarial e o disposto neste artigo”.
§ 18. “Incidirá contribuição sobre os proventos de
aposentadorias e pensões concedidas pelo regime de que
trata este artigo que superem o limite máximo estabelecido
para os benefícios do regime geral de previdência social de
que trata o art. 201, com percentual igual ao estabelecido
para os servidores titulares de cargos efetivos”.

Art. 149, §1°. “Os Estados, o Distrito Federal e os


Municípios instituirão contribuição, cobrada de seus
servidores, para o custeio, em benefício destes, do
regime previdenciário de que trata o art. 40, cuja
alíquota não será inferior à da contribuição dos servidores
titulares de cargos efetivos da União”.

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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

Deste modo, apesar da literalidade do art. 149, caput,


CF, estaria incorreto afirmar que compete exclusivamente à União
instituir contribuições sociais. Todavia, o gabarito definitivo adotou a
letra “d” como correta. É a velha história de concursos públicos:
devemos marcar a mais certa ou errada.

A alternativa “e” é correta, de acordo com a literalidade do art.


149, §1°, da CF.

15. (ESAF/AFRFB/2005/adaptada) (i) A alíquota incidente


sobre as importações de mercadorias entradas em território
nacional é definida pela norma vigente no momento em que
se efetivou o registro da declaração apresentada pelo
importador à repartição alfandegária competente?
(ii) O fato gerador do imposto de importaçãoé a data da
celebração, no Brasil ou no exterior, do contrato de compra
e venda relativo aos produtos importados, ou, se conhecido,
o instante em que são embarcadas as mercadorias
adquiridas no estrangeiro?
(iii) Quando se tratar de mercadoria despachada para
consumo, a norma legal considera como ocorrido o fato
gerador do imposto de importação não na data do ingresso
nas águas territoriais brasileiras, mas na do registro, na
repartição aduaneira, da declaração de importação.
a) Sim, sim, sim.
b) Sim, não, sim.
c) Não, sim, não.
d) Não, sim, sim.
e) Não, não, sim.

(i) Sim. A alíquota incidente sobre as importações de


mercadorias entradas em território nacional é definida pela norma
vigente no momento em que se efetivou o registro da declaração
apresentada pelo importador à repartição alfandegária competente,
isto é, a data do registro, na repartição aduaneira, da
declaração de importação.

(ii) Não. O fato gerador do imposto de importaçãonão ocorre


na data da celebração, no Brasil ou no exterior, do contrato de
compra e venda relativo aos produtos importados, ou, se conhecido,
também não é o instante em que são embarcadas as mercadorias
adquiridas no estrangeiro, mas sim momento do registro, na
repartição aduaneira, da declaração de importação.

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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

(iii) Sim. Quando se tratar de mercadoria despachada para


consumo, a norma legal considera como ocorrido o fato gerador do
imposto de importação não na data do ingresso nas águas territoriais
brasileiras, mas na data do registro, na repartição aduaneira, da
declaração de importação.

Portanto, a resposta é letra “b”.

16. (ESAF/AFRFB/2005) Segundo a legislação própria,


considera-se estrangeira(o) e, salvo disposição em
contrário, pode, sobre ela(e), incidir o imposto de
importação (salvo se por outra razão seja verificada sua
não-incidência) :
a) mercadoria restituída pelo importador estrangeiro, por
motivo de modificações na sistemática de importação por
parte do país importador.
b) mercadoria enviada em consignação e não vendida no
exterior no prazo autorizado, quando retorna ao País.
c) produto devolvido do exterior por motivo de defeito
técnico, para reparo ou substituição.
d) mercadoria nacional que retornar ao País.
e) produto estrangeiro em trânsito aduaneiro de passagem
acidentalmente destruído no País.

Considera-se estrangeira a mercadoria nacional ou


nacionalizada exportada, que retornar ao País, salvo se: (a) enviada
em consignação e não vendida no prazo autorizado; (b) devolvida
por motivo de defeito técnico, para reparo ou substituição; (c) por
motivo de modificações na sistemática de importação por parte do
país importador; (d) por motivo de guerra ou calamidade pública;
(e) por outros fatores alheios à vontade do exportador (art. 1º, §1º,
do Decreto-Lei 37/66).

Por sua vez, o II não incide sobre mercadoria estrangeira: (a)


avariada ou que se revele imprestável para os fins a que se
destinava, desde que seja destruída sob controle aduaneiro, antes de
despachada para consumo, sem ônus para a Fazenda Nacional; (b)
em trânsito aduaneiro de passagem, acidentalmente destruída; ou
(c) que tenha sido objeto de pena de perdimento, exceto na hipótese
em que não seja localizada, tenha sido consumida ou revendida (art.
1º, §4º, do Decreto-Lei 37/66).

Portanto, a resposta é a letra “d”, de acordo com os §§1º e 4°,


do art. 1º, do Decreto-Lei 37/66.

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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

17. (ESAF/AFRFB/2010) Com relação ao imposto sobre


importação de produtos estrangeiros, assinale a opção
incorreta.
a) Somente se deve considerar entrada e importada aquela
mercadoria estrangeira que ingressa no território nacional
para uso comercial ou industrial e consumo, não aquela em
trânsito, destinada a outro país.
b) A Constituição Federal outorga à União a competência
para instituí-lo, vale dizer, concede a este ente político a
possibilidade de instituir imposto sobre a entrada no
território nacional, para incorporação à economia interna, de
bem destinado ou não ao comércio, produzido pela natureza
ou pela ação humana, fora do território nacional.
c) A simples entrada em território nacional de um quadro
para exposição temporária num museu ou de uma máquina
para exposição em feira, destinados a retornar ao país de
origem, não configuram importação, e, por conseguinte não
constituem fato gerador.
d) Terá suas alíquotas graduadas de acordo com o grau de
essencialidade do produto, de modo a se tributar com
alíquotas mais elevadas os produtos considerados
supérfluos, e com alíquotas inferiores os produtos tidos
como essenciais.
e) Possui caráter nitidamente extrafiscal, tanto que a
Constituição Federal faculta ao Poder Executivo, atendidas
as condições e os limites estabelecidos em lei, alterar suas
alíquotas, já que sua arrecadação não possui objetivo
exclusivo de abastecer os cofres públicos, mas também a
conjugação de outros interesses que interferem no
direcionamento da atividade impositiva – políticos, sociais e
econômicos, por exemplo.

Letras (A e C). Segundo entendimento doutrinário e


jurisprudencial, não incide o imposto de importação nas hipóteses
que mercadorias estrangeiras ingressam no território nacional, com
finalidades esporádicas, tais como exposições, palestras, cursos,
feiras etc. A importação deve ser feita a título definitivo e não a título
temporário ou transitório.

Assim, já decidiu o TRF - 3ª Região: “O fato gerador do imposto


de importação reside na entrada de produtos estrangeiros no
território nacional (CTN, art. 19), não bastando a simples entrada
física como ocorre com os bens existentes em navios ou aeronaves
que apenas estejam de passagem pelo Brasil, mas sim com a

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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

internação que encontra aqui o seu destino final (AMS 92.03.072004-


9/SP, DJ de 09/09/05, p. 620). Logo, corretas.

Letra (B). É competência da União a instituição do imposto de


importação, que, em regra, tem como fato gerador a entrada de
mercadoria ou bem estrangeiro no Território Nacional, devendo
ocorrer a incorporação do bem ou da mercadoria à economia interna.
Logo, correta.

Letra (D). Segundo o texto constitucional, não se aplica a


seletividade ao imposto de importação. Logo, incorreta.

Letra (E). A letra “e” é verdadeira, conforme doutrina e art.


153, §1°, da CF. Logo, correta.

18. (ESAF/AFRFB/2002.2) Quanto ao imposto de exportação


(IE), avalie o acerto das afirmações adiante e marque com V
as verdadeiras e com F as falsas; em seguida, marque a
opção correta.
( ) O imposto incide sobre mercadoria nacional ou
nacionalizada destinada ao exterior.
( ) Pelas regras vigentes, o imposto é excepcional, pois
somente os produtos relacionados estão a ele sujeitos.
( ) O preço, a vista, da mercadoria, FOB ou colocada na
fronteira, é indicativo do preço normal, que é a base de
cálculo do imposto.
a) V, V, V.
b) V, V, F.
c) V, F, F.
d) F, F, F.
e) F, V, F.

A primeira afirmativa é verdadeira, pois o fato gerador do IE é à


saída do território nacional para o estrangeiro de produtos nacionais
ou nacionalizados. Assim sendo, o IE realmente incide sobre
mercadoria nacional ou nacionalizada destinada ao exterior.

A segunda afirmativa é verdadeira, uma vez que no IE cabe ao


Poder Executivo relacionar os produtos sujeitos a sua incidência,
sendo que, em princípio, não incide o IE, salvo se estiver disposto na
norma fixada pelo Poder Executivo.

A terceira afirmativa é verdadeira, pois o preço, a vista, da


mercadoria, FOB ou colocada na fronteira, é indicativo do preço

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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

normal, que é à base de cálculo do imposto, de acordo com o §1ª, do


art. 2º, do Decreto-Lei 1.578/77.

Todas as afirmativas estão corretas. Portanto, deve-se marcar a


letra “a”.

19. (ESAF/TRF/2003/adaptada) Assinale a opção correta.


a) O Imposto de Exportação incide sobre mercadorias
nacionais ou nacionalizadas, relacionadas em lei
complementar, tendo como fato gerador sua saída do
território aduaneiro, que se considera ocorrida na data de
registro da exportação no Siscomex; sua base de cálculo é o
preço normal ou o preço apurado segundo critérios
específicos fixados ou pauta de valor mínimo estabelecida
pela CAMEX (Câmara de Comércio Exterior); a alíquota é de
30%, podendo ser elevada, pela CAMEX, para até 150%; o
prazo de pagamento é fixado pelo Ministro da Fazenda.
b) O Imposto de Exportação incide sobre mercadorias
nacionais ou nacionalizadas, relacionadas pelo Poder
Executivo, tendo como fato gerador sua saída do território
aduaneiro, que se considera ocorrida na data de registro da
exportação no Siscomex; sua base de cálculo é o preço
normal ou o preço apurado segundo critérios específicos
fixados ou pauta de valor mínimo estabelecida pela CAMEX;
a alíquota é de 30%, podendo ser elevada, pela CAMEX,
para até 150%; o prazo de pagamento é fixado pela CAMEX.
c) O Imposto de Exportação incide sobre mercadorias
nacionais ou nacionalizadas, relacionadas pelo Poder
Executivo, tendo como fato gerador sua saída do território
aduaneiro, que se considera ocorrida na data de registro da
exportação no Siscomex; sua base de cálculo é o preço
normal ou o preço apurado segundo critérios específicos
fixados ou pauta de valor mínimo estabelecida pela CAMEX;
a alíquota é de 30%, podendo ser elevada, pelo Ministro da
Fazenda, para até 150%; o prazo de pagamento é fixado
pela CAMEX.
d) O Imposto de Exportação incide sobre mercadorias
nacionais ou nacionalizadas, relacionadas pelo Poder
Executivo, tendo como fato gerador sua saída do território
aduaneiro, que se considera ocorrida na data de registro da
exportação no Siscomex; sua base de cálculo é o preço
normal ou o preço apurado segundo critérios específicos
fixados ou pauta de valor mínimo estabelecida pela CAMEX;
a alíquota é de 30%, podendo ser elevada, pela CAMEX,

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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

para até 150%; o prazo de pagamento é fixado pelo


Ministro da Fazenda.
e) O Imposto de Exportação incide sobre mercadorias
nacionais ou nacionalizadas, relacionadas em lei
complementar, tendo como fato gerador sua saída do
território aduaneiro, que se considera ocorrida na data de
registro da exportação no Siscomex; sua base de cálculo é o
preço normal ou o preço apurado segundo critérios
específicos fixados ou pauta de valor mínimo estabelecida
pela CAMEX; a alíquota é de 30%, podendo ser elevada,
pela CAMEX, para até 150%; o prazo de pagamento é fixado
pelo Ministro da Fazenda, ad referendum da CAMEX.

Nesta questão (bem completa e difícil), deve-se marcar a letra


“d”. A questão demanda do candidato o conhecimento de quase todos
os aspectos estudados do imposto de exportação (IE).

A letra “a” é falsa.

O imposto de exportação incide sobre mercadorias nacionais ou


nacionalizadas, cabendo ao Poder Executivo relacionar os
produtos sujeitos a sua tributação (art. 1º, §3º, do Decreto-Lei
1.578/77).

Ou seja, se o produto não constar na lista de produtos


disciplinados pelo Poder Executivo é caso de não-incidência do IE.
Assim, cabe a Câmara de Comércio Exterior (CAMEX – órgão
pertencente ao Poder Executivo), observada a legislação específica,
relacionar as mercadorias sujeitas ao IE.

Decerto, o erro está quando se coloca mercadorias nacionais ou


nacionalizadas, “relacionadas em lei complementar”.

A letra “b” é falsa, pois cabe ao Ministro da Fazenda e não ao


CAMEX a competência para editar normas estabelecendo o prazo de
pagamento do IE.

A letra “c” é falsa, uma vez que a alíquota do IE é de 30%,


podendo ser elevada, pela CAMEX, para até 150%; e o prazo de
pagamento é fixado pelo Ministro da Fazenda.

A letra “d” é verdadeira, pois o Imposto de Exportação incide


sobre mercadorias nacionais ou nacionalizadas, relacionadas pelo
Poder Executivo, tendo como fato gerador sua saída do território
aduaneiro, que se considera ocorrida na data de registro da
58
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

exportação no Siscomex; sua base de cálculo é o preço normal ou o


preço apurado segundo critérios específicos fixados ou pauta de valor
mínimo estabelecida pela CAMEX; a alíquota é de 30%, podendo ser
elevada, pela CAMEX, para até 150%; o prazo de pagamento é fixado
pelo Ministro da Fazenda.

A letra “e” é falsa, pois o IE incide sobre mercadorias nacionais


ou nacionalizadas, cabendo ao Poder Executivo relacionar os
produtos sujeitos a sua tributação (art. 1º, §3º, do Decreto-Lei
1.578/77), sendo que o prazo de pagamento é fixado pelo Ministro da
Fazenda.

20. (ESAF/TRF/2002.1) As normas legais e regulamentares


que dispõem sobre o Imposto de Exportação prescrevem
que:
a) o Imposto de Exportação incide sobre mercadoria
nacional ou nacionalizada destinada ao exterior.
b) a base de cálculo do Imposto de Exportação é o preço
normal que a mercadoria, ou seu similar, alcançaria ao
tempo de uma exportação, em uma venda em condições de
livre concorrência no mercado internacional, observadas as
normas expedidas pelo Conselho de Política Aduaneira do
Ministério da Fazenda.
c) poderá o Ministro do Desenvolvimento, Indústria e
Comércio Exterior reduzir ou elevar a alíquota para atender
aos objetivos da política cambial e do comércio exterior.
d) considera-se ocorrido o fato gerador do Imposto de
Exportação na data do efetivo embarque, devidamente
comprovada pela exibição do conhecimento de transporte.
e) Na administração do Imposto de Exportação aplicar-se-ão
supletivamente as normas que regulam a administração do
Imposto sobre Produtos Industrializados.

A alternativa correta é a letra “a”, pois o Imposto de Exportação


incide sobre mercadoria nacional ou nacionalizada destinada ao
exterior

A letra “b” é falsa, pois, quando a alíquota seja ad valorem, a


base de cálculo do IE é o preço normal que o produto, ou seu
similar, alcançaria, ao tempo da exportação, em uma venda em
condições de livre concorrência no mercado internacional, devendo-se
observar as normas expedidas pelo Poder Executivo, mediante
ato da CAMEX - Câmara de Comércio Exterior (art. 2º, do
Decreto-Lei 1.578/77).

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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

A letra “c” é falsa, uma vez que à alíquota do IE é de trinta por


cento (30%), sendo facultado ao Poder Executivo reduzi-la ou
aumentá-la, para atender aos objetivos da política cambial e do
comércio exterior.

Todavia, em caso de elevação, a alíquota não poderá ser


superior a cento e cinquenta por cento (150%), conforme o art. 3º,
do Decreto-Lei 1.578/77.

Neste rumo, o art. 2º, inc. XIII, do Decreto do Poder Executivo


n° 4.732/03, autoriza a Câmara de Comércio Exterior – CAMEX,
e não o Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior,
a fixar as alíquotas do imposto de exportação, respeitadas as
condições de trinta por cento (30%) a cento e cinquenta por cento
(150%).

A letra “d” é falsa, pois o Imposto de Exportação incide sobre


mercadorias nacionais ou nacionalizadas, relacionadas pelo Poder
Executivo, tendo como fato gerador sua saída do território aduaneiro,
que se considera ocorrida na data de registro da exportação
no Siscomex.

Nesse contexto, considera-se ocorrido o fato gerador no


momento da expedição da Guia de Exportação ou documento
equivalente (art. 1º, §1º, do Decreto-Lei 1.578/77).

A letra “e” é falsa, pois no que couber, aplicar-se-á,


subsidiariamente, ao imposto de exportação (IE) a legislação relativa
ao imposto de importação (II). Isto é, não existindo norma do IE para
aplicar em determinada situação, pode-se aplicar norma referente à
legislação do II e não do imposto sobre produtos industrializados
(IPI).

21. (ESAF/TRF/2002.1) O pagamento do Imposto de


Exportação será realizado na forma e momento fixados pelo
a) Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Exterior, que poderá determinar sua exigibilidade antes da
efetiva saída do território aduaneiro da mercadoria a ser
exportada.
b) Ministro da Fazenda, que poderá determinar sua
exigibilidade antes da efetiva saída do território aduaneiro
da mercadoria a ser exportada.
c) Secretário-Executivo da Câmara de Comércio Exterior-
CAMEX, que poderá determinar sua exigibilidade antes da

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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

efetiva saída do território aduaneiro da mercadoria a ser


exportada.
d) Diretor do Departamento de Comércio Exterior, da
Secretaria do Comércio Exterior do Ministério do
Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, que poderá
determinar sua exigibilidade antes da efetiva saída do
território aduaneiro da mercadoria a ser exportada.
e) Presidente do Banco Central do Brasil, que poderá
determinar sua exigibilidade antes da efetiva saída do
território aduaneiro da mercadoria a ser exportada.

A alternativa correta é a letra “b”, eis que a doutrina entende


que o IE é um imposto excepcional, pois cabe ao Poder
Executivo relacionar os produtos sujeitos a sua tributação (art.
1º, §3º, do Decreto-Lei 1.578/77).

Ou seja, se o produto não constar na lista de produtos


disciplinados pelo Poder Executivo é caso de não-incidência do IE.
Assim, cabe a Câmara de Comércio Exterior (CAMEX – órgão
pertencente ao Poder Executivo), observada a legislação específica,
relacionar as mercadorias sujeitas ao IE.

22. (ESAF/TRF/2005) No Brasil, a formulação das diretrizes


básicas da política tarifária na importação e exportação é de
competência do(a)
a) Ministério das Relações Exteriores.
b) Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Exterior.
c) Ministério da Fazenda.
d) Câmara de Comércio Exterior.
e) Casa Civil da Presidência da República.

Dentre outras competências da Câmara de Comércio Exterior -


CAMEX, cabe a de formular ou definir as diretrizes básicas da política
tarifária na importação e exportação.

Decerto, é competência da Câmara de Comércio Exterior-


CAMEX, dentre outras competências relevantes, definir, no âmbito
das atividades de exportação e importação, diretrizes básicas
sobre a política tarifária e orientações sobre normas e
procedimentos, para os seguintes temas, observada a reserva legal:
a) racionalização e simplificação do sistema administrativo;
b) habilitação e credenciamento de empresas para a prática de
comércio exterior; c) nomenclatura de mercadoria; d) conceituação
de exportação e importação; e) classificação e padronização de
61
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

produtos; f) marcação e rotulagem de mercadorias; g) regras de


origem e procedência de mercadorias.

Portanto, a letra é “d”.

23. (ESAF/TRF/2000) Consideram-se nacionalizadas


a) as mercadorias estrangeiras importadas a título não
definitivo em regime comum de importação, somente após o
regular despacho para consumo, tributadas, ou isentas do
imposto de importação.
b) as mercadorias estrangeiras importadas a título
definitivo, desde que tenham sido despachadas para
consumo.
c) as mercadorias estrangeiras adquiridas no exterior,
excluídas as doações, e tributadas pelo imposto de
importação.
d) somente as mercadorias estrangeiras despachadas para
consumo, tenham ou não sido pagas ao exportador
estrangeiro.
e) as mercadorias estrangeiras importadas a título
definitivo, independentemente de serem despachadas para
consumo.

É a letra “e”, uma vez que se considerada nacionalizada a


mercadoria ou produto estrangeiro importado a título definitivo,
independentemente de qualquer outro fator.

24. (ESAF/AFRFB/2002) Relativamente ao imposto de


renda, assinale a afirmação correta.
a) A Constituição determina que o imposto de renda seja
informado pelo critério de que aquele que ganhe mais
deverá pagar de imposto uma proporção maior do que
aquele que ganhe menos.
b) A renda e os proventos de qualquer natureza percebidos
no País por residentes ou domiciliados no exterior ou a eles
equiparados não estão sujeitos ao imposto em razão do
princípio da extraterritorialidade.
c) No caso de rendimentos percebidos em dinheiro a título
de alimentos ou pensões em cumprimento de acordo
homologado judicialmente ou decisão judicial, inclusive
alimentos provisionais ou provisórios, verificando-se a
incapacidade civil do alimentado, não há incidência do
imposto.
d) Em razão do princípio da universalidade da tributação, a
ajuda de custo destinada a atender às despesas com
62
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

transporte, frete e locomoção do beneficiado e seus


familiares, em caso de remoção de um município para outro,
está sujeita ao imposto.
e) A tributação dos rendimentos recebidos por residentes ou
domiciliados no Brasil que prestem serviços a embaixadas,
repartições consulares, missões diplomáticas ou técnicas
não está sujeita à legislação brasileira, por força da
Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas.

De acordo com o critério da progressividade aquele que ganhe


mais deverá pagar de IR uma proporção maior do que aquele que
ganhe menos. Logo, correta é a letra “a”.

A letra “b” é incorreta, uma vez que a renda e os proventos de


qualquer natureza percebidos no País por residentes ou domiciliados
no exterior ou a eles equiparados estão sujeitos ao IR.

A letra “c” é incorreta, uma vez que a capacidade tributária


passiva independe da capacidade civil das pessoas naturais (art. 126,
inc. I, do CTN), isto é, o fato da incapacidade civil do alimentado não
impede a tributação.

A letra “d” é incorreta, pois a ajuda de custo destinada a


atender às despesas com transporte, frete e locomoção do
beneficiado e seus familiares, em caso de remoção de um município
para outro, não está sujeita ao IR, sendo considerada indenização
não tributável pelo IR. Já o princípio da universalidade dispõe que
os acréscimos patrimoniais de todas as espécies e gêneros,
independentemente da denominação, localização, condição jurídica,
nacionalidade da fonte ou origem estão sujeitos a incidência do IR,
salvo os excluídos pelas próprias normas jurídicas (imunidade e
isenção). Entretanto, no caso da questão discutida, tal tipo de ajuda
de custo não pode nem ser considerado acréscimo patrimonial.

A letra “e” é incorreta igualmente, pois a tributação dos


rendimentos recebidos por residentes ou domiciliados no Brasil
que prestem serviços a embaixadas, repartições consulares, missões
diplomáticas ou técnicas está sujeita às leis brasileiras.

25. (ESAF/Auditor do TCE/PR/2003) Em relação ao imposto


sobre a renda e proventos de qualquer natureza, é incorreto
afirmar que, nos termos do Código Tributário Nacional:
a) A incidência do imposto independe da denominação da
receita ou do rendimento, da localização, condição jurídica

63
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

ou nacionalidade da fonte, da origem e da forma de


percepção.
b) Na hipótese de receitas ou rendimentos tributáveis,
oriundos do exterior, é facultado ao Poder Executivo
estabelecer, mediante decreto, as condições e o momento
em que se dará sua disponibilidade, para fins de incidência
do imposto.
c) A base de cálculo do imposto é o montante, real,
arbitrado ou presumido, da renda ou dos proventos
tributáveis.
d) Contribuinte do imposto é o titular de disponibilidade
econômica ou jurídica de renda ou de proventos de qualquer
natureza, sem prejuízo de a lei atribuir essa condição ao
possuidor, a qualquer título, dos bens produtores de renda
ou dos proventos tributáveis.
e) A lei pode atribuir à fonte pagadora da renda ou dos
proventos tributáveis a condição de responsável pelo
imposto cuja retenção e recolhimento lhe caibam.

A letra “a” é correta, eis que a incidência do IR independe da


denominação da receita ou do rendimento, da localização, condição
jurídica ou nacionalidade da fonte, da origem e da forma de
percepção (art. 43, §1º, do CTN).

Na hipótese de receitas ou rendimentos tributáveis, oriundos do


exterior, não é facultado ao Poder Executivo estabelecer, mediante
decreto, as condições e o momento em que se dará sua
disponibilidade, para fins de incidência do imposto, mas sim a lei é
que estabelecerá as condições e o momento em que se dará sua
disponibilidade, para fins de incidência do IR (art. 43, §2º, do CTN).
Logo, incorreta a letra “b”.

A letra “c” é correta, eis que a base de cálculo do IR é o


montante, real, arbitrado ou presumido, da renda ou dos proventos
tributáveis (art. 44, do CTN).

A letra “d” é correta, eis que a o contribuinte do IR é o titular


de disponibilidade econômica ou jurídica de renda ou de proventos de
qualquer natureza, sem prejuízo de a lei atribuir essa condição ao
possuidor, a qualquer título, dos bens produtores de renda ou dos
proventos tributáveis (art. 45, do CTN).

A letra “e” é correta, eis que a lei pode atribuir à fonte


pagadora da renda ou dos proventos tributáveis a condição de

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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

responsável pelo IR cuja retenção e recolhimento lhe caibam (art. 45,


parágrafo único, do CTN).

26. (ESAF/TRF/2003/adaptada) Assinale a opção correta.


a) Em atendimento às normas constitucionais relativas aos
impostos de competência da União, para fins de incidência
do imposto de renda, devem ser deduzidos da renda
recebida todos os valores pagos, necessários à sua
percepção, atendendo-se, assim, o princípio da não-
cumulatividade.
b) O critério da progressividade do imposto de renda está
sintonizado com a capacidade econômica do contribuinte e
observa o caráter pessoal previsto na Constituição.
c) O imposto sobre a renda e proventos de qualquer
natureza, de competência da União, deve ser informado
pelos critérios da progressividade e da especialidade.
d) O Imposto sobre a Renda e proventos de qualquer
natureza não pode incidir sobre receita ou rendimento
oriundo do exterior, cabendo à lei estabelecer as condições
e o momento em que se dará sua disponibilidade
e) O fato gerador do imposto sobre a renda é a aquisição,
de fonte situada no Brasil, da disponibilidade econômica ou
jurídica de renda ou de proventos de qualquer natureza.

A letra “a” é incorreta, uma vez que o IR não tem qualquer


relação com o princípio da não-cumulatividade.

O postulado da progressividade do imposto de renda é


plenamente identificado com o princípio da capacidade econômica do
contribuinte e observa o caráter pessoal previsto na Constituição,
pois este último prega que quem ganha mais deve pagar mais de
forma que se concretize a justiça fiscal.

Ou seja, a progressividade dispõe que as alíquotas devem ser


tanto maiores ou crescentes quanto o aumento das respectivas bases
de cálculo, isto é, a incidência do IR aumenta em percentuais à
medida que se elevam as grandezas de valores que compõem a base
de cálculo, estando de acordo com a capacidade econômica do
contribuinte e o caráter pessoal previsto no 1º, do art. 145, da CF/88.
Logo, correta a letra “b”.

A letra “c” é incorreta, uma vez que o imposto sobre a renda e


proventos de qualquer natureza, de competência da União, deve ser
informado pelos critérios da progressividade, generalidade e
universalidade, mas não pelo critério da especialidade.
65
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

A letra “d” é incorreta, uma vez que o imposto sobre a renda e


proventos de qualquer natureza pode incidir sobre receita ou
rendimento oriundo do exterior, cabendo à lei estabelecer as
condições e o momento em que se dará sua disponibilidade (art. 43,
§2º, do CTN).

A letra “e” é incorreta, pois restringe o aspecto espacial de


incidência do IR, afirmando que só pode ser de fonte no Brasil.

27. (ESAF/TRF/2002.1) A base de cálculo do imposto,


correspondente ao período de apuração, é determinada
segundo a lei vigente na data da ocorrência do fato gerador,
pelo:
a) lucro real; lucro diferido; lucro determinado.
b) lucro real; lucro presumido; lucro efetivo.
c) lucro real; lucro diferido; lucro efetivo.
d) lucro real; lucro presumido; lucro arbitrado.
e) lucro real; lucro presumido; lucro diferido.

É a letra “d” (lucro real, lucro presumido e lucro


arbitrado).

A base de cálculo do IR, de forma geral, considera-se o


montante, real, arbitrado ou presumido, da renda ou dos proventos
tributáveis (art. 44, do CTN).

No que tange especificadamente ao imposto de renda da


pessoa física (IRPF), a base de cálculo é o seu rendimento bruto,
que é todo o produto do capital, do trabalho ou da combinação de
ambos, os alimentos e pensões percebidas em dinheiro, e ainda os
proventos de qualquer natureza, assim também entendidos os
acréscimos patrimoniais não correspondentes aos rendimentos
declarados (art. 3°, §1°, da Lei 7.713/88).

Em relação ao imposto de renda da pessoa jurídica (IRPJ), a


base de cálculo pode ser o lucro real ou lucro presumido,
ordinariamente, e, excepcionalmente, o lucro arbitrado.

O lucro real é apurado com base em contabilidade rigorosa e


bem formal, resultando da diferença entre a receita bruta menos as
despesas operacionais.

O lucro real não se confunde com o lucro líquido, que precede a


determinação do lucro real. Alcançado o lucro líquido, realizam-se
66
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

exclusões, compensações e adições determinadas em lei para a


apuração do lucro real.

A lei obriga determinadas pessoas jurídicas a utilizarem como


base de cálculo o lucro real e afirma que é opcional para outras
empresas.

Por exemplo, estão obrigadas à apuração do lucro real as


pessoas jurídicas: (a) cuja receita total, no ano-calendário anterior
seja superior ao limite de R$ 48.000.000,00 (quarenta e oito milhões
de reais), ou proporcional ao número de meses do período, quando
inferior a 12 (doze) meses; (b) cujas atividades sejam de bancos
comerciais, bancos de investimentos, bancos de desenvolvimento,
caixas econômicas, sociedades de crédito, financiamento e
investimento, sociedades de crédito imobiliário, sociedades corretoras
de títulos, valores mobiliários e câmbio, distribuidoras de títulos e
valores mobiliários, empresas de arrendamento mercantil,
cooperativas de crédito, empresas de seguros privados e de
capitalização e entidades de previdência privada aberta; (c) que
tiverem lucros, rendimentos ou ganhos de capital oriundos do
exterior; (d) que explorem as atividades de prestação cumulativa e
contínua de serviços de assessoria creditícia, mercadológica, gestão
de crédito, seleção e riscos, administração de contas a pagar e a
receber, compras de direitos creditórios resultantes de vendas
mercantis a prazo ou de prestação de serviços (factoring).

O lucro presumido é base de cálculo opcional para as


empresas que não estão obrigadas legalmente à utilização do lucro
real.

O lucro presumido é feito por estimativa. Decerto, a lei fixa o


lucro presumido com base na aplicação de determinada percentagem
sobre a receita bruta da pessoa jurídica.

Por exemplo, a percentagem de 8% para a prestação de


serviços de transporte de carga ou de 32% para a prestação de
serviços em geral, exceto a de serviços hospitalares.

O lucro arbitrado é base de cálculo excepcional, uma vez que


decorre da impossibilidade de se apurar o lucro pelo critério do lucro
real ou lucro presumido.

A utilização pelo fisco do lucro arbitrado ocorre em virtude do


sujeito passivo (contribuinte ou responsável tributário) não cumprir
com as suas obrigações tributárias acessórias ou deveres
67
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

instrumentais, tais como elaboração das demonstrações financeiras


exigidas legalmente, apresentação dos livros fiscais ou do sistema de
escrituração contábil estabelecido na lei etc.

28. (ESAF/TRF/2000/adaptada) Quando o contribuinte não


mantiver escrituração na forma das leis comerciais e fiscais,
a que estiver obrigado, e deixar de elaborar as
demonstrações financeiras exigidas pela legislação fiscal,
será ele tributado obrigatoriamente pelo lucro
_______________. A lacuna acima é corretamente
preenchida, respectivamente, com a seguinte expressão:
a) real.
b) arbitrado.
c) presumido.
d) apurado.
e) real.

É a letra “b”. Quando o contribuinte não mantiver escrituração


na forma das leis comerciais e fiscais, a que estiver obrigado, e
deixar de elaborar as demonstrações financeiras exigidas pela
legislação fiscal, será ele tributado obrigatoriamente pelo lucro
arbitrado.

29, 30, e 31. (ESAF/TRF/2000) Para a resposta às questões


6, 7 e 8, correlacione cada uma das letras da coluna da
esquerda com o número que melhor lhe corresponda na
coluna da direita.

v) 1. Imunidade revogada.
Progressividade.
w) Fato gerador. 2. Rendimentos tributáveis
menos deduções e abatimento
por dependente.
x) Proventos de 3. Aquisição de disponibilidade de
aposentadoria de acréscimo patrimonial.
idoso.
y) Base de cálculo. 4. Banco comercial.
z) Obrigado a 5. Critério constitucional de
tributar-se pelo observância obrigatória para o
lucro real. legislador do imposto de renda.

29. É correta a seguinte correlação:


a) v1
b) v2
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c) v3
d) v5
e) v4

É letra “d”. A progressividade é critério constitucional de


observância obrigatória para o legislador do imposto de renda.

30. É correta a seguinte correlação:


a) x5
b) x2
c) x3
d) x4
e) x1

É letra “e”. Os proventos de aposentadoria de idoso e a


imunidade revogada têm correlação, pois, com o advento da EC
20/98, foi revogada a imunidade de proventos de
aposentadoria e pensão de idoso, que era considerado pessoa
com idade superior a sessenta e cinco anos, cuja renda total fosse
constituída, exclusivamente, de rendimentos do trabalho.

31. É correta a seguinte correlação:


a) z1
b) z2
c) z4
d) z3
e) z5

É letra “c”. Como já estudado, o banco comercial é obrigado à


utilização da apuração do IR pelo lucro real.

32. (ESAF/TRF/2002.2/adaptada) Entre as formas de


tributação pelo Imposto de Renda Pessoa Jurídica previstas
na legislação, não se inclui:
a) a tributação pelo lucro presumido.
b) a tributação pelo lucro arbitrado.
c) a tributação pelo lucro bruto.
d) a tributação pelo lucro real.

É a letra “c”, pois entre as formas de tributação pelo imposto de


renda pessoa jurídica (IRPJ) previstas na legislação, não se inclui a
tributação pelo lucro bruto, mas apenas pelo lucro real, lucro
presumido e lucro arbitrado.

No imposto de renda da pessoa física (IRPF) é que a base de


69
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

cálculo é o seu rendimento bruto e não o lucro bruto.

33. (ESAF/TRF/2003/adaptada) Assinale as proposições


abaixo com F para falsa ou V para verdadeira e, a seguir,
indique a opção que contém a seqüência correta.
( ) O imposto sobre a renda e proventos de qualquer
natureza, de competência da União, deve ser informado
pelos critérios da progressividade e da especialidade.
( ) São contribuintes do imposto de renda todas as pessoas
jurídicas domiciliadas no País, sejam quais forem seus fins,
nacionalidade ou participantes no capital.
( ) A fonte pagadora da renda ou dos proventos tributáveis
pode ser contribuinte do imposto sobre as importâncias que
a esse título pagar, desde que a lei assim o determine.
( ) De acordo com a legislação em vigor, são formas de
tributação pelo imposto de renda das pessoas jurídicas, a
tributação pelo lucro real, a tributação pelo lucro presumido
e a tributação pelo lucro arbitrado, podendo o contribuinte
livremente optar por uma das duas primeiras, sendo a
tributação pelo lucro arbitrado privativa do fisco.
a) V, V, F, F.
b) F, F, F, F.
c) V, F, F, F.
d) V, V, V, F.
e) F, V, V, F.

O primeiro item é incorreto, porque o IR não é informado pelo


critério da especialidade.

O segundo item é incorreto, porque não são contribuintes do


imposto de renda todas as pessoas jurídicas domiciliadas no País,
uma vez que diversas pessoas jurídicas são isentas ou imunes ao IR,
tais como as pessoas jurídicas de direito público (imunidade tributária
recíproca).

O terceiro item é incorreto, porque a fonte pagadora da renda


ou dos proventos tributáveis é responsável tributária e não
contribuinte do imposto sobre as importâncias que a esse título
pagar, desde que a lei assim o determine.

O quarto item é incorreto, porque as pessoas jurídicas não


podem livremente optar pelo lucro real ou presumido, pois a lei
obriga determinadas pessoas jurídicas a utilizarem como base de
cálculo o lucro real e afirma que é opcional para outras pessoas

70
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

jurídicas, podendo estas últimas utilizar como base de cálculo o lucro


presumido.

Portanto, é letra “b”. Todos os itens estão incorretos.

34. (TTN/98 – ESAF/Adaptada) Assinale a opção incorreta. No


que diz respeito ao Imposto sobre a Renda e Proventos de
Qualquer Natureza, pode-se afirmar que
a) deve ser progressivo, aumentando a alíquota à medida que
se eleva a base de cálculo.
b) deve obedecer aos critérios da universalidade e da
generalidade.
c) deve obedecer aos princípios da capacidade contributiva e
irretroatividade da lei tributária.
d) não pode ter suas alíquotas alteradas pelo Poder Executivo.
e) não pode prever hipóteses de isenção, sob pena de violar-
se o princípio da igualdade.

No que diz respeito ao IR, pode-se afirmar que (i) deve ser
progressivo, aumentando a alíquota à medida que se eleva a base de
cálculo; (ii) deve obedecer aos critérios da universalidade e da
generalidade; (iii) deve obedecer aos princípios da capacidade
contributiva e irretroatividade da lei tributária; (iv) não pode ter suas
alíquotas alteradas pelo Poder Executivo.

Entretanto, não é correto dizer que não se pode prever hipótese


de isenção, sob pena de violar-se o princípio da igualdade, uma vez
que existem hipóteses de isenção do IR exatamente para preservar
os princípios da isonomia ou igualdade e da capacidade contributiva.
Por exemplo, os portadores de doenças graves são isentos do
Imposto de Renda desde que se enquadrem cumulativamente nas
seguintes situações: (i) os rendimentos sejam relativos a
aposentadoria, pensão ou reforma (outros rendimentos não são
isentos), incluindo a complementação recebida de entidade privada e
a pensão alimentícia; e (ii) seja portador de uma das seguintes
doenças: AIDS; alienação mental; cardiopatia grave; cegueira;
contaminação por radiação, dentre outras doenças graves.

Portanto, é a letra “e”.

35. (ESAF/Auditor Natal/2001) Indique, nas opções abaixo,


o imposto que deverá, obrigatoriamente, ter as
características de seletividade, em função da essencialidade
e de não-cumulatividade.
a) Imposto sobre a renda e proventos.
71
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

b) Imposto sobre operações relativas à circulação de


mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte
interestadual e intermunicipal e de comunicação.
c) Imposto sobre a propriedade de veículos automotores.
d) Imposto sobre produtos industrializados.
e) Imposto sobre transmissão causa mortis e doação.

É o IPI o imposto que deverá ter as características de


seletividade, em função da essencialidade do produto, e a
característica da não-cumulatividade, compensando-se o que for
devido em cada operação com o montante cobrado nas anteriores
(art. 153, §3°, inc. I e II). Portanto, a resposta é a letra “d”.

36. (ESAF/AFRFB/2003) Avalie o acerto das afirmações


adiante e marque com V as verdadeiras e com F as falsas;
em seguida, marque a opção correta.
( ) Os encargos cambiais pagos pelo importador ou dele
exigíveis não se incluem na base de cálculo do imposto
sobre produtos industrializados, no caso de importação de
produto de procedência estrangeira.
( ) A base de cálculo do imposto sobre produtos
industrializados, em se tratando de produto de procedência
estrangeira apreendido ou abandonado e levado a leilão, é o
preço da arrematação, acrescido do valor dos demais
tributos exigíveis na importação regular do produto.
( ) O imposto de importação não integra a base de cálculo
do imposto sobre produtos industrializados, no caso de
importação de produto de procedência estrangeira.
a) V, V, F.
b) V, F, V.
c) V, V, V.
d) F, V, F.
e) F, F, F.

A primeira alternativa é incorreta, pois a base de cálculo do


IPI no caso do fato gerador ser o desembaraço aduaneiro, quando
for importação de produto industrializado de procedência estrangeira,
é o preço normal que o produto, ou seu similar, alcançaria, ao tempo
da importação, em uma venda em condições de livre concorrência,
para entrega no porto ou lugar de entrada do produto no País
acrescido do montante do imposto sobre a importação (II), das
taxas exigidas para entrada do produto no País e dos encargos
cambiais efetivamente pagos pelo importador ou dele exigíveis
(art. 47, I, do CTN). E a alternativa dispõe que os encargos cambiais

72
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

pagos pelo importador ou dele exigíveis não se incluem nesta base de


cálculo do IPI.

A segunda é falsa, pois a base de cálculo do IPI, em se tratando


de produto de procedência estrangeira apreendido ou abandonado e
levado a leilão, é o preço da arrematação (art. 47, III, do CTN),
sem qualquer tipo de acréscimo.

A terceira também falsa, porque imposto de importação (II)


integra a base de cálculo do IPI, no caso de importação de produto de
procedência estrangeira (art. 47, inc. I, do CTN).

Portanto, a resposta é a letra “e”. Todas as alternativas estão


incorretas.

37. (ESAF/AFRF/2005) O Imposto sobre Produtos


Industrializados (IPI), de competência da União,
a) terá reduzido seu impacto sobre a aquisição de bens de
capital pelo contribuinte do imposto, mediante ato do Poder
Executivo.
b) poderá incidir sobre produtos industrializados destinados
ao exterior.
c) poderá ser seletivo, em função da essencialidade do
produto.
d) constitui exceção ao princípio da legalidade, eis que é
facultado ao Poder Executivo, atendidas as condições e os
limites da lei, alterar suas alíquotas.
e) poderá ser não-cumulativo, compensando-se o que for
devido em cada operação com o montante cobrado nas
anteriores.

A letra “a” é incorreta, uma vez que o IPI terá reduzido seu
impacto sobre a aquisição de bens de capital pelo contribuinte do
imposto, na forma da lei e não mediante ato do Poder Executivo
(art. 153, §3°, inc. IV, da CF/88).

A letra “b” é incorreta, pois o IPI não poderá incidir sobre


produtos industrializados destinados ao exterior (art. 153, §3°, inc.
III, da CF/88).

A letra “c” é incorreta, uma vez que o IPI será seletivo, em


função da essencialidade do produto (art. 153, §3°, inc. I, da CF/88).

O IPI constitui exceção ao princípio da legalidade, eis que é


facultado ao Poder Executivo, atendidas as condições e os limites da
73
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

lei, alterar suas alíquotas. Logo, correta a letra “d”.

A letra “e” é incorreta, porque o IPI será não-cumulativo,


compensando-se o que for devido em cada operação com o montante
cobrado nas anteriores (art. 153, §3°, inc. II, da CF/88).

38. (ESAF/AFRFB/2005) O campo de incidência do Imposto


sobre Produtos Industrializados abrange:
a) todos os produtos relacionados na TIPI.
b) todos os produtos relacionados na TIPI, com alíquota,
mesmo os com alíquota zero.
c) todos os produtos, exceto aqueles a que corresponde a
notação “Zero”.
d) todos os produtos com alíquota.
e) todos os produtos, mesmo os com alíquota zero ou com a
notação NT, ainda que não relacionados na TIPI.

O campo de incidência do IPI abrange todos os produtos com


alíquota, ainda que zero, relacionados na Tabela de Incidência do IPI
– TIPI, excluídos aqueles a que corresponde a notação "NT" (não-
tributado), conforme dispõe o art. 2°, do Decreto 4.544/2002.

Nesse rumo, observo que o IPI incide sobre produtos


industrializados, nacionais e estrangeiros, obedecidas as
especificações constantes da Tabela de Incidência do Imposto sobre
Produtos Industrializados – TIPI.

Logo, correta a letra “b”.

39. (ESAF/TRF/2003) Para ser caracterizado como tal, o


estabelecimento industrial deve
a) estar estabelecido em local apropriado, ou seja, na área
industrial do município.
b) exercer uma, ou mais, das operações a seguir:
transformação, beneficiamento, montagem,
acondicionamento ou recondicionamento e renovação ou
restauração, e que destas operações resulte produto
tributado, ainda que de alíquota zero.
c) revender produtos industrializados por terceiros, na
condição de estabelecimento atacadista.
d) somente elaborar produtos com alíquota do IPI superior a
0% (zero por cento).
e) importar produtos industrializados diretamente do
exterior e dê saída a tais produtos.

74
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

Considera-se estabelecimento industrial todo aquele que


industrializar produtos sujeitos ao IPI (art. 3º, da Lei 4.502/64), o
que condiz tranquilamente com a transformação, beneficiamento,
montagem, acondicionamento ou recondicionamento e renovação ou
restauração, e que destas operações resulte produto tributado, ainda
que de alíquota zero.

E equiparam-se a estabelecimento produtor ou industrial: (a)


os importadores e os arrematantes de produtos de procedência
estrangeira; (b) as filiais e demais estabelecimentos que exercerem o
comércio de produtos importados, industrializados ou mandados
industrializar por outro estabelecimento do mesmo contribuinte; (c)
os que enviarem a estabelecimento de terceiro, matéria-prima,
produto intermediário, moldes, matrizes ou modelos destinados à
industrialização de produtos de seu comércio; (d) os que efetuem
vendas por atacado de matérias-primas, produtos intermediários,
embalagens, equipamentos e outros bens de produção (art. 4°, da
Lei 4.502/64).

Excluem-se do disposto na letra (b) acima citada os


estabelecimentos que operem exclusivamente na venda a varejo
(art. 4°, §2°, da Lei 4.502/64).

Logo, correta a letra “b”.

40. (ESAF/TRF/2003) O IPI, de acordo com a Constituição


Federal, deve atender a dois princípios:
a) não-cumulatividade e progressividade, em função de o
produto ser considerado supérfluo.
b) diferenciação de alíquotas, em função dos títulos dos
capítulos e posição, e a não-cumulatividade.
c) não-cumulatividade e superficialidade.
d) seletividade, em função da essencialidade do produto, e a
cumulatividade.
e) seletividade, em função da essencialidade do produto, e a
não-cumulatividade.

O IPI, de acordo com a CF/88, deve atender obrigatoriamente


ao princípio da seletividade, em função da essencialidade do produto,
e ao princípio da não-cumulatividade.

Decerto, o IPI será seletivo, em função da essencialidade do


produto.

75
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

Preste atenção: a CF/88 dispõe que o IPI será seletivo (é


obrigatório) e não que o IPI poderá ser seletivo (facultativo), tal
como o ICMS.

Segundo apropriada definição da ESAF, a seletividade quer


dizer discriminação ou sistema de alíquotas diferenciadas por
espécies de mercadorias. A seletividade é dirigida ao legislador
ordinário, recomendando- lhe que estabeleça as alíquotas em razão
inversa da imprescindibilidade das mercadorias de consumo
generalizado. Assim, quanto mais sejam os produtos necessários à
alimentação, ao vestuário, à moradia, ao tratamento médico e
higiênico das classes mais numerosas, tanto menores devem ser as
alíquotas.

Simplificando, pode-se dizer que a seletividade do IPI impõe


que as suas alíquotas sejam estabelecidas conforme a essencialidade
do produto industrializado.

Portanto, as alíquotas devem ser maiores para os produtos


supérfluos (exs.: caviar, cigarro etc.) e menores para os produtos
considerados essenciais (ex.: produtos da cesta básica).

Noutro ponto, o IPI será não-cumulativo, compensando-se o


que for devido em cada operação com o montante cobrado nas
anteriores.

A compensação, neste caso, não significa forma de extinção do


crédito tributário estabelecido nos arts. 156, inc. II, e 170 do CTN
(assunto de aula futura), mas sim dedução do tributo já cobrado na
cadeia produtiva.

Desse modo, o IPI é não-cumulativo, dispondo a lei de forma


que o montante devido resulte da diferença a maior, em determinado
período, entre o imposto referente aos produtos saídos do
estabelecimento e o pago relativamente aos produtos nele entrados.

Ressalta-se que o saldo verificado, em determinado período,


em favor do contribuinte transfere-se para o período ou períodos
seguintes (art. 49 do CTN).

Veja o seguinte exemplo da doutrina:

“Imagine uma ‘Indústria 1’ que venda uma chapa de aço pelo


valor de R$ 1.000,00 (mil reais), acrescido de IPI calculado pela
alíquota de 10%, ou seja, R$ 100,00 (cem reais = 10% do valor da
76
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

operação). O valor total da venda foi de R$ 1.100,00 (mil e cem


reais).

A ‘Indústria 2’, adquirente desta chapa, credita-se do valor de


IPI recolhido pela ‘Indústria 1’, que foi de R$ 100,00 (cem reais).

Imagine agora que a ‘Indústria 2’, transforme a chapa em uma


caldeira (industrialização) e venda-a por R$ 1.500,00 (mil e
quinhentos reais) e que o IPI incidente nesta operação seja de 10%.

O tributo devido pela venda da caldeira seria de R$ 150,00


(cento e cinquenta reais). No entanto, como a ‘Indústria 2’ creditou-
se no valor de R$ 100,00 (cem reais), o IPI a ser pago pela ‘Indústria
2’ é de R$ 50,00 (cinquenta reais).

Neste exemplo, simplificado, verificamos que o IPI a ser


recolhido para União é de R$ 150,00 (cento e cinquenta reais) – R$
100,00 cobrado da ‘Indústria 1’e R$ 50,00 cobrado da ‘Indústria 2’, o
que corresponde exatamente a 10% do valor da venda do produto
final, que foi de R$ 1.500,00 (mil e quinhentos reais)”.

Neste sentido, a não-cumulatividade se refere a uma técnica de


tributação que busca evitar a cobrança do imposto em “cascata”,
funcionando mediante o sistema de créditos e débitos.

Isto é, compensa-se o valor devido em cada operação de


industrialização com o valor cobrado na operação de industrialização
anterior.

Logo, correta a letra “e”.

41. (ESAF/AFRFB/2002) Assinale a resposta correta.


(i) O imposto sobre produtos industrializados (IPI) incide
sobre produtos industrializados estrangeiros?
(ii) O campo de incidência do IPI abrange os produtos com
alíquota zero?
a) (i) Sim, porque para efeito de IPI não há distinção em
relação à procedência dos bens. (ii) Não, porque alíquota
zero equivale à ausência de alíquota.
b) (i) Sim, porque se o produto é industrializado esse
imposto substitui o de importação. (ii) Sim, porque alíquota
zero não impede que o produto siga o regime geral do
imposto.

77
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

c) (i) Sim. A lei assim o diz. (ii) Sim, porque a lei determina
que seu campo de incidência abrange todos os produtos
com alíquota.
d) (i) Não, porque haveria bis in idem, já que sobre eles
incide o imposto de importação. (ii) Sim, porque o campo de
incidência desse imposto abrange todos os produtos
industrializados.
e) (i) Não, porque o IPI não é um tributo aduaneiro. (ii)
Não, porque o campo de incidência advém da Constituição e
esta não previu a hipótese.

O IPI incide sobre produtos industrializados estrangeiros, uma


vez que a lei assim determina. O art. 46 do CTN dispõe que o IPI tem
como fato gerador o seu desembaraço aduaneiro, quando de
procedência estrangeira.

O campo de incidência do IPI abrange os produtos com alíquota


zero, porque a lei dispõe que o campo de incidência do IPI abrange
todos os produtos com alíquota, ainda que zero, relacionados na
Tabela de Incidência do IPI – TIPI, excluídos aqueles a que
corresponde a notação "NT" (não-tributado).

Logo, correta a letra “c”.

42. (ESAF/TRF/2002.2) A notação NT (não-tributado)


aposta diante do código TIPI, constante da Tabela de
Incidência do IPI, implica considerar-se que o produto está:
a) imune.
b) isento.
c) sujeito a pauta de valores.
d) fora do campo de incidência.
e) sujeito à tributação pelo preço da operação.

A notação NT (não-tributado) aposta diante do código TIPI,


constante da Tabela de Incidência do IPI, implica considerar-se que o
produto está fora do campo de incidência do IPI.

Logo, correta a letra “d”.

43. (ESAF/TRF/2002.1) Constituição Federal, artigo 153, §


3º - O imposto previsto no inciso IV: (Imposto Sobre
Produtos Industrializados)
I - será seletivo, em função da essencialidade do produto;
II - .....................................
Em face do enunciado, assinale a opção correta.
78
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

a) Seletividade quer dizer discriminação ou sistema de


alíquotas diferenciais por espécies de mercadorias. Trata-se
de dispositivo programático endereçado ao legislador
ordinário, recomendando-lhe que estabeleça as alíquotas
em razão inversa da imprescindibilidade das mercadorias de
consumo generalizado. Quanto mais sejam elas necessárias
à alimentação, ao vestuário, à moradia, ao tratamento
médico e higiênico das classes mais numerosas, tanto
menores devem ser.
b) Seletividade quer dizer discriminação ou sistema de
alíquotas diferenciais por espécies de mercadorias. Trata-se
de dispositivo programático endereçado ao legislador
ordinário, recomendando-lhe que estabeleça as alíquotas
em razão direta da imprescindibilidade das mercadorias de
consumo generalizado. Quanto menos sejam elas
necessárias à alimentação, ao vestuário, à moradia, ao
tratamento médico e higiênico das classes mais numerosas,
tanto menores devem ser.
c) Seletividade quer dizer discriminação ou sistema de
alíquotas homogêneas por espécies de mercadorias. Trata-
se de dispositivo programático endereçado ao legislador
ordinário, recomendando-lhe que estabeleça as alíquotas
em razão direta da imprescindibilidade das mercadorias de
consumo supérfluo. Quanto mais sejam elas necessárias à
alimentação, ao vestuário, à moradia, ao tratamento médico
e higiênico das classes mais numerosas, tanto maiores
devem ser.
d) Seletividade quer dizer não-discriminação ou sistema de
alíquotas homogêneas por espécies de mercadorias. Trata-
se de dispositivo programático endereçado ao legislador
ordinário, recomendando-lhe que estabeleça as alíquotas
em razão inversa da imprescindibilidade das mercadorias de
consumo generalizado. Quanto mais sejam elas necessárias
à alimentação, ao vestuário, à moradia, ao tratamento
médico e higiênico das classes mais numerosas, tanto
menores devem ser.
e) Seletividade quer dizer discriminação ou sistema de
alíquotas diferenciais por espécies de mercadorias. Trata-se
de dispositivo programático endereçado ao legislador
constitucional, recomendando-lhe que estabeleça as
alíquotas em razão inversa da imprescindibilidade das
mercadorias de consumo supérfluo. Quanto mais sejam elas
necessárias à alimentação, ao vestuário, à moradia, ao
tratamento médico e higiênico das classes menos
numerosas, tanto menores devem ser.
79
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

A seletividade quer dizer exatamente discriminação ou sistema


de alíquotas diferenciais por espécies de mercadorias. Trata-se de
dispositivo programático endereçado ao legislador ordinário,
recomendando-lhe que estabeleça as alíquotas em razão inversa da
imprescindibilidade das mercadorias de consumo generalizado.
Quanto mais sejam elas necessárias à alimentação, ao vestuário, à
moradia, ao tratamento médico e higiênico das classes mais
numerosas, tanto menores devem ser.

Logo, correta a letra “a”.

44. (ESAF/PFN/98) Inexiste vedação constitucional à


incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados, nas
operações relativas a
a) derivados de petróleo.
b) cinescópios.
c) minerais do País.
d) combustíveis.
e) energia elétrica.

A questão cobra do candidato o conhecimento do art. 155, §3°,


da CF/88, que dispõe que à exceção dos II, IE e do ICMS,
nenhum outro imposto poderá incidir sobre operações relativas à
energia elétrica, serviços de telecomunicações, derivados de petróleo,
combustíveis e minerais do País.

Logo, correta a letra “b”.

45. (ESAF/PFN/2003) Nos termos do Código Tributário


Nacional, constitui base de cálculo do imposto, de
competência da União, sobre operações de crédito, câmbio e
seguro, e sobre operações relativas a títulos e valores
mobiliários, entre outras hipóteses:
a) Quanto às operações de seguro, o montante do valor
contratado que a seguradora deverá pagar ao segurado na
hipótese de ocorrência de sinistro.
b) Quanto às operações relativas a títulos e valores
mobiliários, na emissão, o valor nominal do título menos o
deságio, se houver.
c) Quanto às operações relativas a títulos e valores
mobiliários, na transmissão, o preço ou o valor nominal, ou
o valor da cotação em Bolsa, conforme determinar decreto
do Poder Executivo.

80
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

d) Quanto às operações de câmbio, o respectivo montante


em moeda nacional, recebido, entregue ou posto à
disposição.
e) Quanto às operações de crédito, o montante da
obrigação, exclusive os juros.

A questão cobra do candidato o conhecimento do art. 64 do


CTN.

A letra “a” é incorreta, pois a base de cálculo do IOF no caso


das operações de seguro é o montante do prêmio e não o
montante do valor contratado que a seguradora deverá pagar ao
segurado na hipótese de ocorrência de sinistro, uma vez que a base
de cálculo o IOF é o valor do prêmio pago (art. 64, inc. III, do CTN) e
não o valor contratado com a seguradora.

A letra “b” é incorreta, pois a base de cálculo do IOF no caso


das operações relativas a títulos e valores mobiliários, na
emissão, é o valor nominal do título mais o ágio, se houver (art.
64, IV, “a”, do CTN).

A letra “c” é incorreta, pois a base de cálculo do IOF no caso


das operações relativas a títulos e valores mobiliários, na
transmissão, é o preço ou o valor nominal, ou o valor da cotação
em Bolsa, conforme determinar a lei e não decreto do Poder
Executivo (art. 64, IV, “b”, do CTN).

A base cálculo quanto às operações de câmbio, o respectivo


montante em moeda nacional, recebido, entregue ou posto à
disposição (art. 64, inc. II, do CTN). Logo, correta a letra “d”.

A letra “e” é incorreta também, porque a base de cálculo do


IOF na hipótese das operações de crédito é o montante da obrigação,
compreendendo o principal e os juros (art. 64, inc. I, do CTN).

46. (ESAF/AFRFB/2010) Analise os itens a seguir,


classificando-os como verdadeiros (V) ou falsos (F). Em
seguida, escolha a opção adequada às suas respostas:
I. as operações de câmbio constituem fato gerador do IOF –
imposto sobre operações de crédito, câmbio e seguro, ou
relativas a títulos ou valores mobiliários;
II. o câmbio traz um comércio de dinheiro, no qual este se
torne mercadoria e, como tal, tem custo e preço;
III. operações de câmbio são negócios jurídicos de compra e
venda de moeda estrangeira ou nacional, ou, ainda, os
81
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

negócios jurídicos consistentes na entrega de uma


determinada moeda a alguém em contrapartida de outra
moeda recebida.
a) Somente o item I está correto.
b) Estão corretos somente os itens I e II.
c) Estão corretos somente os itens I e III.
d) Todos os itens estão corretos.
e) Todos os itens estão errados.

Item I. As operações de câmbio constituem fato gerador do IOF


(art. 63 do CTN). Decerto, o IOF pode incidir sobre operações de
crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários,
de acordo com o art. 153, V, da CF/88, bem como sobre operações
com o ouro, quando definido em lei como ativo financeiro ou
instrumento cambial (art. 153, §5°, da CF/88). Logo, correta.

Itens II e III. Segundo o art. 63, inc. II, do CTN, é fato gerador
do IOF a efetivação da operação de câmbio pela “entrega de moeda
nacional ou estrangeira, ou de documento que a represente, ou sua
colocação à disposição do interessado, em montante equivalente à
moeda estrangeira ou nacional entregue ou posta à disposição por
este” (CTN, art. 63, inciso II). Ou seja, o câmbio traz sim um comércio
em dinheiro, sendo um contrato de compra e venda de moeda
estrangeira ou nacional, tendo como contribuintes os compradores ou
vendedores destas operações. Logo, corretas.

Portanto, a alternativa “d” deve ser marcada.

47. (ESAF/PFN/2003) Estabelece a Constituição Federal que


ao ouro, quando definido em lei como ativo financeiro ou
instrumento cambial, é aplicável o seguinte tratamento
quanto à sua tributação e à transferência da correspondente
arrecadação:
a) sem prejuízo da incidência de outros impostos
discriminados na Constituição, sujeita-se à incidência do
imposto, de competência da União, sobre a renda e
proventos de qualquer natureza, relativamente aos ganhos
obtidos em operações tributáveis, assegurada a
transferência de vinte e três e meio por cento do produto da
arrecadação do tributo para os Estados e o Distrito Federal e
de igual percentual para os Municípios.
b) sujeita-se exclusivamente à incidência do imposto, de
competência da União, sobre operações de crédito, câmbio e
seguro, e sobre operações relativas a títulos e valores
mobiliários, devido na operação de origem, e a alíquota
82
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

mínima do tributo será de um por cento, assegurada a


transferência de trinta por cento do montante da
arrecadação para o Estado, o Distrito Federal ou o Território,
conforme a origem, e de setenta por cento do montante da
arrecadação para o Município de origem.
c) sujeita-se exclusivamente à incidência do imposto, de
competência da União, sobre operações de crédito, câmbio e
seguro, e sobre operações relativas a títulos e valores
mobiliários, devido na operação de origem, e a alíquota
máxima do tributo será de um por cento, assegurada a
transferência de trinta por cento do montante da
arrecadação para o Estado, o Distrito Federal ou o Território,
conforme a origem, e de setenta por cento do montante da
arrecadação para o Município de origem.
d) sujeita-se exclusivamente à incidência do imposto, de
competência da União, sobre operações de crédito, câmbio e
seguro, e sobre operações relativas a títulos e valores
mobiliários, devido na operação de destino, não podendo a
alíquota mínima ser inferior a um por cento, assegurada a
transferência de trinta por cento do montante da
arrecadação para o Estado, o Distrito Federal ou o Território,
conforme o destino, e de setenta por cento do montante da
arrecadação para o Município de destino.
e) sujeita-se à incidência dos impostos discriminados na
Constituição, de competência da União, dos Estados e do
Distrito Federal, observados os correspondentes fatos
geradores, bases de cálculo e contribuintes definidos em
normas infraconstitucionais apropriadas, assegurada a
transferência, nos termos e percentuais estabelecidos na
Constituição, de parte do produto da arrecadação dos
impostos federais para os Estados, o Distrito Federal e os
Municípios e, de parte do produto da arrecadação do
correspondente imposto estadual, para os Municípios.

O art. 153, § 5°, da Constituição Federal dispõe que ao ouro,


quando definido em lei como ativo financeiro ou instrumento cambial,
sujeita-se exclusivamente à incidência do IOF, de competência da
União, sobre operações de crédito, câmbio e seguro, e sobre
operações relativas a títulos e valores mobiliários, devido na operação
de origem, e a alíquota mínima do tributo será de um por cento (1%)
, assegurada a transferência de trinta por cento (30%) do montante
da arrecadação para o Estado, o Distrito Federal ou o Território,
conforme a origem, e de setenta por cento (70%) do montante da
arrecadação para o Município de origem.

83
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

Com efeito, atualmente, o IOF é o único tributo que incide sobre


o ouro como ativo financeiro ou instrumento cambial (meio de
pagamento), sendo devido na operação de origem.

É relevante afirmar que essa questão foi cobrada em 2003 na


prova da Procuradoria da Fazenda Nacional (PFN) e foi anulada,
porque à época também incidia sobre o ouro, como ativo financeiro
ou instrumento cambia, a famosa Contribuição Provisória sobre
Movimentação Financeira (CPMF).

Atualmente, como foi extinta a CPMF, a letra “b” está


rigorosamente correta.

48. (ESAF/AFRF/2002.1) Avalie as afirmações abaixo e


marque a opção que corresponda, na devida ordem, ao
acerto ou erro de cada uma (V ou F, respectivamente).
(i) Sobre o imóvel declarado de interesse social para fins de
reforma agrária deixa ipso facto de incidir o imposto
territorial rural (ITR).
(ii) Um imóvel de 100 hectares, localizado na Amazônia
Ocidental, é considerado “pequena gleba rural” para fins de
não-incidência (imunidade) do ITR, se presentes as demais
condições.
(iii) Competem ao INCRA às atividades de arrecadação,
tributação e fiscalização do ITR.
a) V, V, V.
b) V, V, F.
c) F, V, F.
d) F, F, F.
e) F, F, V.

O primeiro item é falso, porque fala que sobre o imóvel


declarado de interesse social para fins de reforma agrária deixa ipso
facto (significa por essa razão) de incidir o imposto territorial rural
(ITR). Entretanto, o ITR incide inclusive sobre o imóvel declarado de
interesse social para fins de reforma agrária, enquanto não
transferida a propriedade, exceto se houver imissão prévia na posse
(art. 1°, §1°, da Lei 9.393/1996).

O segundo item é verdadeiro, uma vez que um imóvel de 100


hectares, localizado na Amazônia Ocidental, é considerado “pequena
gleba rural” para fins de não-incidência (imunidade) do ITR, se
presentes as demais condições. O ITR não incidirá sobre pequenas
glebas rurais, definidas em lei, quando as explore o proprietário que
não possua outro imóvel, de acordo com o art. 153, § 4°, inc. II, da
84
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

CF/88. E a Lei 9.393/1996 define pequenas glebas rurais como


imóveis com área igual ou inferior a: (i) 100 hectares (ha), se
localizado em município compreendido na Amazônia Ocidental ou no
Pantanal mato-grossense e sul-mato-grossense; (ii) 50 hectares
(ha), se localizado em município compreendido no Polígono das Secas
ou na Amazônia Oriental; (iii) 30 hectares (ha), se localizado em
qualquer outro município.

O terceiro item é falso, porque não competem ao INCRA às


atividades de arrecadação, tributação e fiscalização do ITR. Compete
à Secretaria da Receita Federal a administração do ITR, incluídas as
atividades de arrecadação, tributação e fiscalização (art. 15, da Lei
9.393/1996).

Logo, correta a letra “c” (F, V, F).

49. (ESAF/AFRF/2002) Relativamente ao Imposto Territorial


Rural (ITR), avalie o acerto das afirmações adiante e
marque com V as verdadeiras e com F as falsas; em
seguida, marque a opção correta.
( )Como regra, o ITR incide inclusive sobre o imóvel
declarado de interesse social para fins de reforma agrária.
( )Segundo a interpretação legal, imóvel rural de área
inferior a 30 hectares, independentemente do local onde se
encontre, é considerada pequena propriedade, imune ao
imposto.
( ) O “posseiro” do imóvel é estranho à relação jurídica
relativa ao ITR, pois o contribuinte do imposto é o titular do
domínio útil ou o proprietário.
a) V, V, V.
b) V, V, F.
c) V, F, F.
d) F, F, F.
e) F, V, F.

O primeiro item é verdadeiro, eis que, como regra, o ITR incide


inclusive sobre o imóvel declarado de interesse social para fins de
reforma agrária, enquanto não transferida a propriedade, e exceto se
houver imissão prévia na posse (art. 1°, §1°, da Lei 9.393/1996).

O segundo item foi considerado verdadeiro pela ESAF, eis que,


conforme a interpretação legal, o imóvel rural de área inferior a 30
hectares, independentemente do local onde se encontre, é
considerada pequena propriedade, imune ao imposto. O ITR não
incidirá (imunidade) sobre pequenas glebas rurais, definidas em lei,
85
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

quando as explore o proprietário que não possua outro imóvel,


de acordo com o art. 153, § 4°, inc. II, da CF/88. E a Lei 9.393/1996
define pequenas glebas rurais como imóveis com área igual ou
inferior a: (iii) 30 hectares (ha), se localizado em qualquer outro
município.

Assim, decidir por V ou F em alternativas incompletas como


este item dependerá do caso concreto e das pistas dadas pelo
examinador. Neste caso, o examinador fala em interpretação legal e
do conceito de imóvel rural. O foco da questão aqui está no conceito
de imóvel rural e não no seu respectivo proprietário. Infelizmente às
vezes a prova não é tão bem feita e acaba virando um exercício de
adivinhação para o candidato.

O terceiro item é falso, uma vez que o “posseiro” do imóvel


não é estranho à relação jurídica relativa ao ITR. O contribuinte do
ITR é o proprietário do imóvel, o titular de seu domínio útil, ou o seu
possuidor a qualquer título (art. 31, do CTN).

Logo, correta a letra “b” (V, V, F).

50. (ESAF/TRF/2002.2) Assinale a opção correta.


a) A generalidade, a universalidade e progressividade são
características constitucionais dos impostos da União.
b) O Imposto sobre Produtos Industrializados deve ser não-
cumulativo em função da essencialidade dos produtos.
c) O Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural deve ter
sua base de cálculo e alíquotas fixadas de forma a
desestimular a manutenção de propriedades improdutivas.
d) A instituição do Imposto sobre grandes fortunas
dependerá de lei complementar e de resolução do Senado,
fixando as alíquotas mínima e máxima.
e) O ouro, quando definido em lei como ativo financeiro ou
ativo cambial, sujeita-se apenas a um imposto de
competência da União, devido na operação de origem.

O ouro, quando definido em lei como ativo financeiro ou ativo


cambial, sujeita-se apenas a um imposto (IOF) de competência da
União, devido na operação de origem. É relevante dizer que esta
questão foi anulada pela ESAF, porque à época (2002) incidia sobre o
ouro, como ativo financeiro ou instrumento cambial (meio de
pagamento), a famosa Contribuição Provisória sobre Movimentação
Financeira (CPMF). Atualmente, como foi extinta a CPMF, a letra “e”
está rigorosamente correta.

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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

A letra “a” é falsa, porque a generalidade, a universalidade e


progressividade são características constitucionais do imposto sobre a
renda (IR) e não de todos os impostos da União.

A letra “b” é falsa, porque o IPI será não-cumulativo,


compensando-se o que for devido em cada operação com o montante
cobrado nas anteriores. E o IPI será seletivo, em função da
essencialidade dos produtos.

A letra “c” é falsa, porque o Imposto sobre a Propriedade


Territorial Rural (ITR) deve ter suas alíquotas fixadas de forma a
desestimular a manutenção de propriedades improdutivas, mas não
sua base de cálculo.

A letra “d” é falsa, porque a instituição do imposto sobre grandes


fortunas (IGF) dependerá de lei complementar, mas não de resolução
do Senado, fixando as alíquotas mínima e máxima.

51. (ESAF/AFTN/94) Os impostos criados no uso da


competência residual, somente podem ser instituídos
a) pelos Estados não divididos em Municípios.
b) no Territórios federais, e pela União.
c) mediante lei complementar federal, estadual ou
municipal.
d) se houver inovação na definição do fato gerador e da
base de cálculo, e desde que se possa abater numa
operação o valor do mesmo imposto pago nas operações
anteriores.
e) em lei complementar federal, e desde que se trate dos
chamados “impostos em cascata”, isto é, em que seja
possível o cúmulo de bases de cálculo.

Os impostos criados no uso da competência residual exclusiva da


União, somente podem ser instituídos se houver inovação na
definição do fato gerador e da base de cálculo, e desde que se possa
abater numa operação o valor do mesmo imposto pago nas
operações anteriores (não-cumulatividade).

Isto é, a União poderá instituir, mediante lei complementar,


impostos residuais, desde que sejam não-cumulativos e não
tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos discriminados na
Constituição (art. 154, inc. I, da CF/88).

Logo, correta a letra “d”.

87
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

52. (ESAF/ATRFB/2010) O art. 154, inciso I, da


Constituição Federal, outorga à União o que se costuma
chamar de competência tributária residual, permitindo que
institua outros impostos que não os previstos no art. 153.
Sobre estes impostos, é incorreto afirmar que:
a) Estados e Municípios não possuem competência tributária
residual.
b) Terão de ser, necessariamente, não-cumulativos.
c) Não poderão ter base de cálculo ou fato gerador próprios
dos impostos já discriminados na Constituição Federal.
d) Caso sejam instituídos por meio de medida provisória,
esta deverá ser convertida em lei até o último dia útil do
exercício financeiro anterior ao de início de sua cobrança.
e) Para a instituição de tais impostos, há que se respeitar o
princípio da anterioridade.

Letra (A). Somente a União possui a competência tributária


residual. Logo, correta.

Letra (B). O texto constitucional exige que os impostos


residuais sejam não-cumulativos (art. 154, I). Logo, correta.

Letra (C). O texto constitucional exige que os impostos


residuais não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos
impostos discriminados na Constituição (art. 154, I). Portanto,
correta.

Letra (D). Os impostos residuais devem ser instituídos apenas


por lei complementar. Logo, incorreta.

Letra (E). Os impostos residuais devem respeitar os princípios


da anterioridade genérica e da anterioridade nonagesimal. Logo,
correta.

53. (ESAF/PFN/2007) Para os fins de limitar a


dedutibilidade dos custos, despesas e encargos, que reduzia
a base de cálculo do imposto de renda, a Lei n. 9.430, de
1996, estabeleceu regras para determinação dos “preços de
transferência Lei n. 9.430, de 1996”. Relativamente ao
assunto, examine as afirmações abaixo, julgue se elas são
verdadeiras ou falsas e assinale a opção correta.
1. A regra concernente ao Método dos Preços
Independentes Comparados (PIC) determina que se levem
em consideração os descontos incondicionais concedidos em

88
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

operações de compra e venda, em condições de pagamento


semelhantes.
2. Para o Método do Preço de Revenda menos Lucro (PRL) a
lei determina seja diminuída a metade do preço de revenda
após deduzidos certos valores (que a lei indica), na hipótese
de bens importados aplicados à produção.
3. O Método do Custo de Produção mais Lucro – CPL é o
custo médio de produção de bens, serviços ou direitos,
idênticos ou similares, durante o último mês a que se
referirem os custos.
a) As três afirmações são verdadeiras.
b) Só é verdadeira a primeira asserção.
c) Só é falsa a terceira afirmação.
d) Só são verdadeiras as duas últimas.
e) São todas falsas.

O tema “preços de transferência” é disciplinado no Capítulo


1 (Imposto de Renda de Pessoas Jurídicas - IRPJ), Seção V,
arts. 18 a 24-B, da atual Lei n. 9.430/1996. Vale e muito a
pena a leitura para os concursos públicos da área federal,
pois é assunto da moda. A cobrança tem sido literal.

Item I. O Método dos Preços Independentes Comparados (PIC)


é definido como a média aritmética dos preços de bens, serviços ou
direitos, idênticos ou similares, apurados no mercado brasileiro ou de
outros países, em operações de compra e venda, em condições de
pagamento semelhantes. Ou seja, não se leva em consideração os
descontos incondicionais concedidos em operações de compra e
venda, de acordo com o art. 18, inc. I, da Lei n. 9.430/1996. Logo,
falsa.

Item II. O Método do Preço de Revenda menos Lucro – PRL é


definido como a média aritmética dos preços de revenda dos bens ou
direitos, diminuídos dos seguintes valores: “a” descontos
incondicionais concedidos; “b” dos impostos e contribuições
incidentes sobre as vendas; “c” das comissões e corretagens pagas;
“d” da margem de lucro de: 1. sessenta por cento, calculada
sobre o preço de revenda após deduzidos os valores referidos
nas alíneas anteriores e do valor agregado no País, na
hipótese de bens importados aplicados à produção; 2. vinte por
cento, calculada sobre o preço de revenda, nas demais hipóteses. Ou
seja, é 60% e não metade do preço de revenda, de acordo o art. 18,
inc. II, da Lei n. 9.430/1996. Logo, falsa.

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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

Item III. O Método do Custo de Produção mais Lucro (CPL) é


definido como o custo médio de produção de bens, serviços ou
direitos, idênticos ou similares, no país onde tiverem sido
originariamente produzidos, acrescido dos impostos e taxas
cobrados pelo referido país na exportação e de margem de
lucro de vinte por cento, calculada sobre o custo apurado.
Ademais, o custo médio de produção será calculado considerando os
preços praticados e os custos incorridos durante todo o período de
apuração da base de cálculo do imposto de renda a que se referirem
os custos, despesas ou encargos, de acordo com interpretação do art.
18, inc. III e §1°, da Lei n. 9.430/1996. Logo, falsa.

Portanto, a letra correta é a “e” (são todas falsas).

54. (ESAF/PFN/2007) O Código Tributário Nacional


dispõe que o fato gerador do imposto de importação é a
entrada do produto estrangeiro no território nacional, não
esclarecendo exatamente quando se considera ocorrida essa
entrada. Quanto à tributação de produtos alienígenas,
observe as asserções seguintes e avalie se elas são
verdadeiras ou falsas.
1. A legislação do IPI esclarece que o fato gerador desse
imposto (sobre produtos industrializados) é o desembaraço
aduaneiro, quando de procedência
estrangeira, considerando-se ocorrido esse desembaraço
relativamente à mercadoria que constar como tendo sido
importada e cujo extravio seja verificado pela autoridade
fiscal.
2. É na data do registro da declaração de importação de
mercadoria submetida a despacho para consumo que se
considera ocorrido o fato gerador do imposto de importação.
3. Como o CTN dispõe que, quando o valor tributário esteja
expresso em moeda estrangeira, no lançamento far-se-á
sua conversão em moeda nacional ao câmbio do dia da
ocorrência do fato gerador da obrigação, para efeito de
cálculo do imposto os valores expressos em moeda
estrangeira deverão ser convertidos em moeda nacional à
taxa de câmbio vigente na data da entrada do bem em
águas territoriais nacionais.
a) As três afirmações são verdadeiras.
b) Só é verdadeira a primeira asserção.
c) Só é falsa a terceira afirmação.
d) Só são verdadeiras as duas últimas.
e) São todas falsas.

90
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

Item I. De acordo com o art. 2º, inc. I, da Lei 4.502/64 c/c art.
46, inc. I, do CTN, constitui fato gerador do IPI, quanto aos produtos
de procedência estrangeira, o respectivo desembaraço aduaneiro.
Ademais, segundo o § 3°, do art. 2º, da Lei 4.502/64, considerar-se-
á ocorrido o respectivo desembaraço aduaneiro da mercadoria que
constar como tendo sido importada e cujo extravio ou avaria venham
a ser apurados pela autoridade fiscal, inclusive na hipótese de
mercadoria sob regime suspensivo de tributação. Logo, verdadeira.

Item II. De acordo com a interpretação sistemática dos arts.


19 do CTN e 23 do Decreto-Lei 37/1966, o STJ consolidou a sua
jurisprudência (REsp 1.220.979/RJ, DJe 15/04/2011) no sentido de
que o aspecto temporal do imposto de importação (II) de
mercadoria despachada para consumo ocorre na data do registro
da declaração de importação do bem. Logo, verdadeira.

Item III. De acordo com o art. 143 do CTN, salvo disposição


de lei em contrário, quando o valor tributário esteja expresso em
moeda estrangeira, no lançamento far-se-á sua conversão em moeda
nacional ao câmbio do dia da ocorrência do fato gerador da
obrigação. Nesse rumo, não se considera a data da entrada do bem
em águas territoriais nacionais, mas sim data ocorrência do fato
gerador. No IPI importação e no II, em regra, acontece no
desembaraço aduaneiro. Conforme já destacamos, na hipótese do II,
o STJ já pacificou o entendimento de que não há incompatibilidade
entre o art. 19 do CTN e o art. 23 do DL n. 37/1966, pois o
“desembaraço aduaneiro completaria a importação e,
consequentemente, representaria, para efeitos fiscais, a
entrada de mercadoria no território nacional” (EDcl no REsp
1.000.829-ES, DJe 17/6/2010; AgRg no Ag 1.155.843-RJ, DJe
30/9/2009; REsp 1.046.361-RJ, DJe 5/3/2009). Logo, falsa.

Portanto, a letra correta é a “c” (Só é falsa a terceira


afirmação).

55. (ESAF/PFN/2008) A aquisição de disponibilidade


jurídica de acréscimos patrimoniais corresponde ao fato
gerador
a) do imposto sobre heranças e doações.
b) da contribuição social de interesse das categorias
econômicas.
c) do imposto sobre a renda e proventos.
d) do imposto territorial rural, no caso de acessão ou
avulsão.

91
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

e) do imposto sobre a transmissão causa mortis ou inter


vivos, nos territórios federais.

O imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza tem


como fato gerador a aquisição da disponibilidade econômica ou
jurídica de renda, assim entendido o produto do capital, do trabalho
ou da combinação de ambos; ou de proventos de qualquer
natureza, assim entendidos os acréscimos patrimoniais não
compreendidos na definição anterior de renda (art. 43, incs. I e II, do
CTN). Logo, correta a letra “c”.

56. (ESAF/AFRF/2002) Assinale a opção correta.


a) Compete supletivamente à União instituir contribuições
sociais, de intervenção no domínio econômico e de interesse
das categorias profissionais ou econômicas, como
instrumento de sua atuação nas respectivas áreas.
b) As contribuições de intervenção no domínio econômico e
de interesse das categorias profissionais ou econômicas
podem ser instituídas por lei ordinária e só podem ser
cobradas a partir do primeiro dia do exercício seguinte ao da
sua publicação.
c) Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão
reter a contribuição federal, cobrada de seus servidores,
para o custeio, em benefício desses, de sistemas de
previdência e assistência social.
d) Os rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a
qualquer título, a pessoa física que preste serviços à
empresa não pode ser objeto da contribuição para a
seguridade social por constituírem base de cálculo de outra
exação, o imposto de renda.
e) As contribuições para a seguridade podem ser exigidas
imediatamente, por não se lhe aplicar a anterioridade da
data da publicação da lei que as houver instituído ou
modificado em relação ao exercício financeiro da cobrança.

A letra “a” é incorreta, uma vez que compete exclusivamente à


União instituir contribuições sociais, de intervenção no domínio
econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas,
como instrumento de sua atuação nas respectivas áreas (art. 149,
caput, da CF/88).

E esta letra fala em competência supletiva, que é a


competência em que determinado ente federativo atua no caso da
omissão do ente originariamente competente, o que não é o caso,
pois a CF/88 dispõe competência exclusiva e não supletiva.
92
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

A letra “c” é incorreta, uma vez que os Estados, os Municípios e


o DF possuem competência para a instituição de contribuição,
cobrada de seus servidores, para o custeio, em benefício destes, do
regime previdenciário de que dispõe o art. 40 da CF/88, cuja alíquota
não será inferior à da contribuição dos servidores titulares de cargos
efetivos da União (art. 149, §1º, da CF/88).

Assim, é certo falar que, salvo a contribuição previdenciária, as


contribuições sociais são de competência da União. Portanto,
a CF/88 autoriza a União à criação das contribuições sociais, da CIDE
e das contribuições corporativas (de interesses de categorias
profissionais ou econômicas), conforme o art. 149, da CF/88.

Com base nestes argumentos, a alternativa “c” é errada, eis


que o termo federal não é pertinente ao art. 149, §1°, da CF/88.

A letra “d” é incorreta, uma vez que os rendimentos do trabalho


pagos ou creditados, a qualquer título, a pessoa física que preste
serviços à empresa pode ser objeto da contribuição para a
seguridade social, mesmo constituindo a base de cálculo de outra
exação, tal como o imposto de renda.

A letra “e” é incorreta, pois as contribuições para a seguridade


social não podem ser exigidas imediatamente, apesar de não se lhe
aplicar a anterioridade anual disposta no art. 150, inc. III, alínea “b”,
uma vez que o art. 195, § 6º, dispõe que as contribuições para a
seguridade social só poderão ser exigidas após decorridos noventa
dias da data da publicação da lei que as houver instituído ou
modificado.

Portanto, a resposta é a letra “b”, pois as contribuições de


intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias
profissionais ou econômicas podem ser instituídas (criadas) por
lei ordinária (entendimento do STF citado em aula).

As contribuições de intervenção no domínio econômico e de


interesse das categorias profissionais só podem ser cobradas a
partir do primeiro dia do exercício seguinte ao da sua
publicação, uma vez que devem observar o princípio da
anterioridade anual.

O art. 149, caput, da CF/88 estabelece que é a competência


exclusiva da União instituir contribuições sociais, de intervenção no
domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou
93
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

econômicas, como instrumento de sua atuação nas respectivas áreas,


observado o disposto nos arts. 146, III, e 150, I e III, e sem
prejuízo do previsto no art. 195, § 6º, relativamente às
contribuições a que alude o dispositivo.

E o art. 195, § 6º, dispõe que as contribuições sociais de que


trata este artigo só poderão ser exigidas após decorridos noventa
dias da data da publicação da lei que as houver instituído ou
modificado, não se lhes aplicando o disposto no art. 150, III, “b”
(anterioridade anual).

Isto é, as contribuições da seguridade social não devem


observar o princípio da anterioridade anual, mas as contribuições de
intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias
profissionais ou econômicas devem obedecer a anterioridade anual.

57. (ESAF/AFRF/2005/adaptada)
· Aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios compete
instituir contribuições de intervenção no domínio econômico
e de interesse das categorias profissionais ou econômicas,
desde que para o custeio, em benefício dos respectivos
sujeitos passivos, e no âmbito territorial do ente tributante?
· A Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico
incidente sobre a importação e a comercialização de
petróleo e seus derivados, gás natural e seus derivados, e
álcool etílico combustível (CIDE) foi instituída pela União
com a finalidade de financiamento de projetos de proteção
ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor
artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico?
a) Não, não.
b) Não, sim.
c) Sim, sim.
d) Sim, não.

O primeiro item é não, porque é competência apenas da União


instituir contribuições de intervenção no domínio econômico e de
interesse das categorias profissionais ou econômicas.

O segundo item é não, porque a Contribuição de Intervenção no


Domínio Econômico incidente sobre a importação e a comercialização
de petróleo e seus derivados, gás natural e seus derivados, e álcool
etílico combustível (CIDE) foi instituída pela União com a finalidade
de (i) pagamento de subsídios a preços ou transporte de álcool
combustível, gás natural e seus derivados e derivados de petróleo;
(ii) ao financiamento de projetos ambientais relacionados com a
94
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

indústria do petróleo e do gás; (iii) ao financiamento de programas


de infra-estrutura de transportes (art. 177, § 4°, inc. II, “a”, “b” e
“c”, da CF/88).

Portanto, a resposta é letra “a” (Não, não).

58. (AFRF/2003/ESAF) Responda com base na Constituição


Federal.
· É vedado que as contribuições sociais para a seguridade
social tenham base de cálculo própria de impostos?
· Incide contribuição social para a seguridade social sobre
aposentadoria e pensão concedidas pelo regime geral de
previdência social?
· As contribuições sociais para a seguridade social sobre a
folha de salários, a receita ou o faturamento de pessoas
jurídicas poderão ter alíquotas ou bases de cálculo
diferenciadas, em razão da atividade econômica ou da
utilização intensiva de mão-de-obra?
a) Sim, não, não.
b) Sim, sim, sim.
c) Sim, sim, não.
d) Não, não, sim.
e) Não, sim, sim.

O primeiro item é não, porque não há qualquer proibição


constitucional de que contribuições sociais para a seguridade social
tenham base de cálculo própria de impostos.

O segundo item é não, porque não pode incidir contribuição


social para a seguridade social sobre aposentadoria e pensão
concedidas pelo regime geral de previdência social.

Dispõe o art. 195, inc. II, da CF/88: “A seguridade social será


financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos
termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das
seguintes contribuições sociais: do trabalhador e dos demais
segurados da previdência social, não incidindo contribuição sobre
aposentadoria e pensão concedidas pelo regime geral de
previdência social de que trata o art. 201”. Esta não-incidência é
uma espécie de imunidade tributária.

O terceiro item é sim, pois, de acordo §9°, do art. 195, da


CF/88, as contribuições sociais para a seguridade social sobre a folha
de salários, a receita ou o faturamento de pessoas jurídicas poderão
95
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

ter alíquotas ou bases de cálculo diferenciadas, em razão da


atividade econômica ou da utilização intensiva de mão-de-
obra, do porte da empresa ou da condição estrutural do
mercado de trabalho.

Portanto, a resposta é a letra “d” (Não, não, sim).

59. (AFE/MS/2001/ESAF) Com base no disposto na


Constituição Federal e no Código Tributário Nacional, pode-
se afirmar que:
a) Compete tanto à União quanto aos Estados, DF e
Municípios a instituição de taxas em razão do exercício do
poder de polícia.
b) Somente a União e os Estados podem instituir
contribuições de melhoria.
c) As contribuições especiais, com fins econômicos ou
sociais, são privativas dos Estados e DF.
d) A União pode transferir aos Estados o exercício regular de
sua competência tributária.
e) A cumulatividade e a seletividade são características
essenciais do Imposto sobre Produtos Industrializados.

A letra “a” é correta, uma vez que é competência comum dos


entes federativos (União, Estados, DF e Municípios) a instituição de
taxas em razão do exercício do poder de polícia.

A letra “b” é incorreta, uma vez que a União, Estados, DF e


Municípios podem instituir contribuições de melhoria.

A letra “c” é incorreta, uma vez que as contribuições especiais,


com fins econômicos é competência da União.

Enquanto os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, apenas


têm competência para a instituição da contribuição previdenciária,
cobrada de seus servidores, para o custeio, em beneficio destes, do
sistema previdenciário respectivo, cuja alíquota não será inferior à
da contribuição previdenciária dos servidores titulares de cargos
efetivos da União.

A letra “d” é incorreta, pois União não pode transferir aos


Estados o exercício regular de sua competência tributária, uma que a
competência para instituir tributo é indelegável. Não pode, por
exemplo, a União transferir competência para qualquer Assembléia
Legislativa de Estado instituir imposto de renda, o que, de fato, seria
uma aberração no sistema federativo brasileiro.
96
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

A letra “e” é incorreta, eis que a não-cumulatividade e a


seletividade são características essenciais do Imposto sobre Produtos
Industrializados (IPI).

60. (AFE/PI/2001/ESAF) Marque com V a assertiva


verdadeira e com F a falsa, assinalando em seguida a opção
correspondente.
( ) Imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador
uma situação independente de qualquer atividade estatal
específica, relativa ao contribuinte.
( ) A contribuição de melhoria é instituída em face de obras
públicas ou privadas, que valorizem ou depreciem o imóvel
do administrado.
( ) As taxas têm como fato gerador o exercício do poder de
polícia ou a utilização efetiva ou potencial de serviço público
prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição.
( ) O que caracteriza as contribuições especiais é que o
produto de suas arrecadações deve ser carreado para
financiar atividades de interesse público, beneficiando certo
grupo, e direta ou indiretamente o contribuinte.
a) V, V, V, V.
b) V, F, F, V.
c) V, F, V, V.
d) F, V, V, F.
e) F, F, F, F.

O primeiro item é verdadeiro, porque imposto é o tributo cuja


obrigação tem por fato gerador uma situação independente de
qualquer atividade estatal específica, relativa ao contribuinte (art. 16,
do CTN).

O segundo item é falso, porque a contribuição de melhoria é


instituída em face de obras públicas e não privadas, que valorizem o
imóvel do administrado e não o depreciem.

Dispõe o art. 81 do CTN, a saber: “A contribuição de melhoria


cobrada pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos
Municípios, no âmbito de suas respectivas atribuições, é instituída
para fazer face ao custo de obras públicas de que decorra
valorização imobiliária, tendo como limite total a despesa realizada
e como limite individual o acréscimo de valor que da obra resultar
para cada imóvel beneficiado”.

O terceiro item é verdadeiro, porque as taxas têm como fato


97
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

gerador o exercício do poder de polícia ou a utilização efetiva ou


potencial de serviço público prestado ao contribuinte ou posto à sua
disposição, de acordo com o art. 77, do CTN.

O quarto item é verdadeiro, uma vez que uma das


características das contribuições especiais é que o produto de suas
arrecadações deve ser carreado para financiar atividades de interesse
público, beneficiando certo grupo, e direta ou indiretamente o
contribuinte.

Portanto, a resposta é a letra “c” (V, F, V, V).

61. (ESAF/AFRF/2005)
· Podem os Municípios instituir contribuição para o custeio
do serviço de iluminação pública, cobrando-a na fatura de
consumo de energia elétrica?
· Podem os Estados cobrar contribuição previdenciária de
seus servidores, para o custeio, em benefício destes, de
regime previdenciário, com alíquota inferior à da
contribuição dos servidores titulares de cargos efetivos da
União?
· As contribuições sociais de intervenção no domínio
econômico e de interesse das categorias profissionais ou
econômicas, como instrumento de sua atuação nas
respectivas áreas, poderão incidir sobre as receitas
decorrentes de exportação?
a) Não, sim, não.
b) Sim, não, sim.
c) Sim, não, não.
d) Não, não, sim.
e) Sim, sim, não.

O primeiro item é sim, porque podem os Municípios e o Distrito


Federal instituir contribuição para o custeio do serviço de iluminação
pública, cobrando-a na fatura de consumo de energia elétrica (art.
149-A, da CF/88).

O segundo item é não, porque os Estados, o Distrito Federal e


os Municípios só podem cobrar contribuição previdenciária de seus
servidores, para o custeio, em benefício destes, de regime
previdenciário, cuja alíquota não será inferior à da contribuição dos
servidores titulares de cargos efetivos da União (art. 149-A, da
CF/88).

98
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

O terceiro item é não, pois as contribuições sociais e de


intervenção no domínio econômico, como instrumento de sua atuação
nas respectivas áreas, não poderão incidir sobre as receitas
decorrentes de exportação, conforme estabelece o art. 149, §2°, inc.
I, da CF/88.

Portanto, a resposta é a letra “c” (Sim, não, não).

62. (ESAF/AFPS/2002) Em relação às contribuições sociais,


inclusive às destinadas à seguridade social, a Constituição
estabelece limitações que devem ser respeitadas pela
legislação infraconstitucional. Isto posto, avalie as
formulações seguintes e, ao final, assinale a opção que
corresponde à resposta correta.
I. É vedada a concessão de remissão ou anistia da
contribuição social destinada à seguridade social, para
débitos em montante superior ao fixado em lei
complementar, do empregador, da empresa e da entidade
equiparada a empresa na forma da lei, incidente sobre a
folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos
ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe
preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício. Igual
vedação se aplica, para débitos em montante superior ao
fixado em lei complementar, à contribuição social de
seguridade social, a que se sujeitam o trabalhador e os
demais segurados da previdência social.
II. É vedada a incidência de contribuições sociais sobre as
receitas decorrentes de exportação e sobre a importação de
petróleo e seus derivados. Vedada também é a incidência de
contribuição para a seguridade social sobre o valor das
aposentadorias e pensões concedidas pelo regime geral de
previdência social.
III. É vedada a concessão de isenção ou anistia da
contribuição social destinada à seguridade social, incidente
sobre a receita de concursos de prognósticos, para débitos
em montante superior ao fixado em lei complementar.
a) Somente I é verdadeira.
b) I e II são verdadeiras.
c) I e III são verdadeiras.
d) II e III são verdadeiras.
e) Todas são falsas.

O primeiro item é verdadeiro, porque é vedada a concessão de


remissão ou anistia da contribuição social destinada à seguridade
social, para débitos em montante superior ao fixado em lei
99
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

complementar, do empregador, da empresa e da entidade equiparada


a empresa na forma da lei, incidente sobre a folha de salários e
demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer
título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo
empregatício (art. 195, §11, da CF/88).

Igual vedação se aplica, para débitos em montante superior ao


fixado em lei complementar, à contribuição social de seguridade
social, a que se sujeitam o trabalhador e os demais segurados da
previdência social, de acordo, de acordo com o mesmo art. 195, §11,
da CF/88.

O segundo item é falso, porquanto não é vedada a incidência de


contribuições sociais sobre a importação de petróleo e seus
derivados, conforme o art. 149, §2°, inc. II, da CF/88, dispondo que
as contribuições sociais e de intervenção no domínio econômico
incidirão também sobre a importação de produtos estrangeiros ou
serviços.

O terceiro item é falso, porque não é vedada a concessão de


isenção ou anistia da contribuição social destinada à seguridade
social, incidente sobre a receita de concursos de prognósticos (art.
195, inc. III), para débitos em montante superior ao fixado em lei
complementar. Neste sentido, a vedação para os tributos previstos
nos incisos I, a, e II, do art. 195, da CF/88.

Logo, a resposta é a letra “a”. Somente o item I é verdadeiro.

63. (ESAF/AFRF/2005/adaptada) Sobre as


contribuições sociais (art. 149 da Constituição Federal), é
errôneo afirmar-se, haver previsão de que
a) poderão ter alíquotas ad valorem ou específicas.
b) incidirão, também sobre a importação de produtos
estrangeiros ou serviços.
c) incidirão, em todos os casos, uma única vez.
d) poderão ter por base, entre outras, o faturamento e a
receita bruta.
e) não incidirão sobre as receitas decorrentes de
exportação.

De acordo com a literalidade dos §§ 2° a 4°, do art. 149, da


CF:

Art. 149. Compete exclusivamente à União instituir


contribuições sociais, de intervenção no domínio
100
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

econômico e de interesse das categorias profissionais ou


econômicas, como instrumento de sua atuação nas
respectivas áreas, observado o disposto nos arts. 146, III,
e 150, I e III, e sem prejuízo do previsto no art. 195, §
6º, relativamente às contribuições a que alude o
dispositivo.
2º As contribuições sociais e de intervenção no domínio
econômico de que trata o caput deste artigo: I - não
incidirão sobre as receitas decorrentes de exportação; II -
incidirão também sobre a importação de produtos
estrangeiros ou serviços; III - poderão ter alíquotas: a)
ad valorem, tendo por base o faturamento, a receita
bruta ou o valor da operação e, no caso de importação, o
valor aduaneiro; b) específica, tendo por base a unidade
de medida adotada.
§ 3º A pessoa natural destinatária das operações de
importação poderá ser equiparada a pessoa jurídica, na
forma da lei.
§ 4º A lei definirá as hipóteses em que as contribuições
incidirão uma única vez.

Portanto, a resposta é a letra “c”, porque a lei definirá as


hipóteses em que as contribuições incidirão uma única vez
(art. 149, §4°, da CF/88), sendo errado dizer que as contribuições
sociais gerais incidirão, em todos os casos, uma única vez.

64. (ESAF/AFRF/2005) Sobre as contribuições para a


seguridade social (art. 195 da Constituição), podemos
afirmar que
a) nenhum benefício ou serviço da seguridade social poderá
ser criado, majorado ou estendido sem a correspondente
fonte de custeio, parcial ou total.
b) as contribuições do empregador sobre a folha de salários
não poderão ter alíquotas ou bases de cálculo diferenciadas
em razão da atividade econômica a que se dedique a
empresa.
c) as receitas dos estados, do Distrito Federal e dos
municípios destinadas à seguridade social integrarão o
orçamento da União.
d) são isentas de contribuição para a seguridade social as
entidades beneficentes de assistência social que atendam às
exigências estabelecidas pelo Poder Executivo.
e) somente poderão ser exigidas após decorridos noventa
dias da data da publicação da lei que as houver instituído ou
modificado.
101
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

A letra “a” é incorreta, uma vez que nenhum benefício ou


serviço da seguridade social poderá ser criado, majorado ou
estendido sem a correspondente fonte de custeio total (art. 195,
§5°, da CF/88). O erro da questão está em falar em fonte de custeio
parcial.

A letra “b” é incorreta, uma vez que as contribuições do


empregador sobre a folha de salários poderão ter alíquotas ou
bases de cálculo diferenciadas em razão da atividade
econômica a que se dedique a empresa, segundo o §9°, do art.
195, da CF/88.

A letra “c” é incorreta, pois as receitas dos Estados, do Distrito


Federal e dos Municípios destinadas à seguridade social constarão
dos respectivos orçamentos, não integrando o orçamento da
União, segundo o §1°, do art. 195, da CF/88.

A letra “d” é incorreta, eis que são isentas de contribuição para


a seguridade social as entidades beneficentes de assistência social
que atendam às exigências estabelecidas em lei (§7°, do art.
195, da CF/88)

Nesse rumo, a resposta é a letra “e”, pois, a respeito das


contribuições para a seguridade social (art. 195 da Constituição),
podemos afirmar que somente poderão ser exigidas após decorridos
noventa dias da data da publicação da lei que as houver instituído ou
modificado, de acordo com §6°, do art. 195, da CF/88.

65. (ESAF/AFRF/2003) Indique a opção que preenche


corretamente as lacunas, consideradas as pertinentes
disposições constitucionais.
· As contribuições sociais e de intervenção no domínio
econômico previstas no caput do art. 149 da Constituição
Federal _____________ sobre as receitas decorrentes de
exportação, _______________ sobre a importação de
petróleo e seus derivados, gás natural e seus derivados e
álcool combustível.
· As contribuições de intervenção no domínio econômico,
previstas no art. 149 da Constituição Federal, estão
submetidas ao princípio da __________________.
a) incidirão / podendo incidir também / anterioridade.
b) não incidirão / mas poderão incidir / anterioridade.
c) não incidirão / mas poderão incidir / anterioridade
mitigada ou nonagesimal.
102
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

d) incidirão / não podendo incidir / anterioridade.


e) não incidirão / não podendo incidir também /
anterioridade mitigada ou nonagesimal.

As contribuições sociais e de intervenção no domínio econômico


previstas no caput do art. 149 da Constituição Federal não incidirão
sobre as receitas decorrentes de exportação, mas poderão incidir
sobre a importação de petróleo e seus derivados, gás natural e seus
derivados e álcool combustível, de acordo com o art. 149, §2°, incs. I
e II, da CF/88.

As contribuições de intervenção no domínio econômico,


previstas no art. 149 da Constituição Federal, estão submetidas ao
princípio da anterioridade.

O art. 149, caput, da CF/88 estabelece que é a competência


exclusiva da União instituir contribuições sociais, de intervenção no
domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou
econômicas, como instrumento de sua atuação nas respectivas áreas,
observado o disposto nos arts. 146, III, e 150, I e III, e sem
prejuízo do previsto no art. 195, § 6º, relativamente às
contribuições a que alude o dispositivo.

E o art. 195, § 6º, dispõe que as contribuições sociais de que


trata este artigo só poderão ser exigidas após decorridos noventa
dias da data da publicação da lei que as houver instituído ou
modificado, não se lhes aplicando o disposto no art. 150, III, “b”
(anterioridade anual).

Assim, as contribuições sociais ou as contribuições da


seguridade social não devem observar o princípio da anterioridade
anual, mas as contribuições de intervenção no domínio econômico e
de interesse das categorias profissionais ou econômicas devem
obedecer a anterioridade anual.

Logo, a resposta é a letra “b”.

66. (ESAF/AFRF/2003) O Supremo Tribunal Federal julgou


importante questão sobre a exigibilidade da contribuição
para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor
Público (PASEP), pela União Federal, ao Estado do Paraná.
Aponte a opção que preenche corretamente as lacunas do
texto abaixo.
“... o Estado do Paraná, que, durante a vigência da Lei
Complementar nº 8, de 3 de dezembro de 1970, _______
103
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

[I]________, por força da Lei nº 6.278, de 23/05/1972, a


contribuir para o PROGRAMA DE FORMAÇÃO DO
PATRIMÔNIO DO SERVIDOR PÚBLICO, ________
[II]__________ da contribuição, _______[III]_______ nº
10.533, de 30/11/1993, pois, com o advento da
Constituição Federal de 1988, a contribuição deixou de ser
______ [IV]_______, para ser ______ [V]____ , nos
termos do art. 239.”
a) [I] já não se comprometera... [II] não pode sofrer a
incidência... [III] mesmo diante da Lei Federal... [IV]
compulsória... [V] facultativa
b) [I] se desobrigara... [II] pôde-se eximir... [III] em face
de sua Lei... [IV] obrigatória... [V] voluntária.
c) [I] se prontificara... [II] tem o direito de eximir-se... [III]
por meio de sua Lei... [IV] obrigatória...[V] voluntária.
d) [I] se obrigara... [II] já não poderia se eximir... [III]
mediante sua Lei... [IV] facultativa... [V] obrigatória.
e) [I] se comprometera... [II] já se liberou... [III] diante da
Lei... [IV] fonte de estímulo ao servidor público... [V]
instrumento financiador do seguro-desemprego.

Esta questão cobra entendimento literal do STF sobre


determinada decisão a respeito do PIS/PASEP, a saber:

“O artigo 239 da Constituição Federal de 1988


constitucionalizou o PASEP, criado pela Lei Complementar
n. 8, de 3 de dezembro de 1970, dando-lhe caráter
eminentemente nacional, com as alterações nele
enunciadas (§§ 1º, 2º, 3º e 4º). O mais foi objeto da Lei,
que encomendou, ou seja, a de n. 7.998, de 11-1-1990.
Sendo assim, o Estado do Paraná, que, durante a vigência
da Lei Complementar n. 8, de 3 de dezembro de 1970, se
obrigara, por força da Lei n. 6.278, de 23-5-1972, a
contribuir para o Programa de Formação do Patrimônio do
Servidor Público, já não poderia se eximir da
contribuição, mediante sua Lei nº 10.533, de
30/11/1993, pois, com o advento da Constituição Federal
de 1988, a contribuição deixou de ser facultativa, para
ser obrigatória, nos termos do art. 239”.

Logo, a resposta é a letra “d”.

67. (ESAF/AFRFB/2005) Leia cada um dos assertos


abaixo e assinale (V) ou (F), conforme seja verdadeiro ou

104
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

falso. Depois, marque a opção que contenha a exata


seqüência.
( ) É legítima a cobrança da COFINS e do PIS sobre as
operações relativas à energia elétrica, serviços de
telecomunicações, derivados de petróleo, combustíveis e
minerais do País.
( ) A Contribuição para o Financiamento da Seguridade
Social - COFINS, com a incidência não-cumulativa, tem
como fato gerador o faturamento mensal, assim entendido o
total das receitas auferidas pela pessoa jurídica,
independentemente de sua denominação ou classificação
contábil.
( ) Foram instituídas a Contribuição para o PIS/PASEP
Importação e a Contribuição para a COFINS, devida pelo
importador de bens estrangeiros ou serviços do exterior.
a) V, V, F.
b) F, V, F.
c) V, F, F.
d) F, F, F.
e) V, V, V.

O primeiro item é verdadeiro, de acordo com a súmula 659 do


STF: “É legítima a cobrança da COFINS, do PIS e do FINSOCIAL sobre
as operações relativas a energia elétrica, serviços de
telecomunicações, derivados de petróleo, combustíveis e minerais do
País”, que é explicada na vigésima segunda questão (22).

O segundo item é verdadeiro, eis que a COFINS, com a


incidência não-cumulativa, tem como fato gerador o faturamento
mensal, assim entendido o total das receitas auferidas pela pessoa
jurídica, independentemente de sua denominação ou classificação
contábil, de acordo com o art. 1°, da lei 10.8333/2003.

O terceiro item também é verdadeiro, pois, a Emenda


Constitucional n° 42/03, estabeleceu no art. 195, IV, da CF/88, a
competência da União para criação da Contribuição para o PIS/PASEP
Importação e a Contribuição para a COFINS, devida pelo importador
de bens estrangeiros ou serviços do exterior, que foi instituída pela
Lei 10.865/2004.

Portanto, a resposta é a letra “e”, pois todos os itens são


verdadeiros.

68. (ESAF/ATA/MF/2009) Além das inúmeras


contribuições sociais instituídas no texto da Constituição
105
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

Federal, há possibilidade de instituição de novas espécies de


contribuição social? Assinale a assertiva que responde
incorretamente à pergunta formulada.
a) Pode haver contribuição social com o mesmo fato gerador
de outra já existente.
b) O rol de contribuições sociais não é taxativo.
c) Há previsão constitucional de competência residual.
d) A diversidade da base de financiamento permite outras
contribuições sociais.
e) A União pode instituir outras contribuições sociais.

Segundo o STF, para a criação das contribuições residuais da


seguridade social é necessário lei complementar, além de
obediência ao princípio da não-cumulatividade e base de cálculo
ou fato gerador diferentes das contribuições especiais já
referidas na CF/88.

Em outras palavras, a contribuição residual ou nova


contribuição social (art. 154, I, da CF/88) não pode ter base de
cálculo ou fato gerador igual à de qualquer contribuição social
já existente na CF/88 (por exemplo, COFINS, CSLL etc.), mas pode
ter base de cálculo igual ou fato gerador semelhante à de imposto já
descrito na CF/88 (por exemplo, IR, IPI, II, IE, IOF etc.).

Portanto, a resposta é a letra “a”.

69. (ESAF/ATA/MF/2009) A respeito da natureza jurídica


da contribuição social, analise as assertivas abaixo relativas
às espécies tributárias, indicando a correta.
a) Imposto.
b) Taxa.
c) Contribuição Parafiscal.
d) Empréstimo Compulsório.
e) Contribuição de Melhoria.

Foi considerada correta no gabarito definitivo a letra “c”. As


demais alternativas são certamente incorretas.

Assim, realça-se que determinada doutrina minoritária ainda


denomina as contribuições sociais de parafiscais. Entretanto, entendo
que a letra “c” também deve ser considerada incorreta.

Todas as contribuições sociais não podem ser consideradas


contribuições parafiscais, pois, a partir do advento da Lei nº
11.457/07, a atribuição de arrecadar e fiscalizar até mesmo as
106
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

contribuições sociais previdenciárias passou a ser da Secretaria da


Receita Federal do Brasil, órgão da administração direta da União.

Decerto, as contribuições previdenciárias antigamente eram


arrecadadas e fiscalizadas pelo INSS (autarquia), podendo-se
enquadrar no conceito de tributo parafiscal, mas, atualmente, não se
pode falar que estas contribuições sociais são parafiscais.

A questão fala em “contribuição social”, que se divide em: (a1)


contribuições da seguridade social (arts. 195, incs. I a IV, e 239,
da CF/88); (a2) outras contribuições de seguridade social (art.
195, §4º, da CF/88); (a3) contribuições sociais gerais (arts. 212,
§ 5º, 240, da CF/88, e 62 do ADCT);

Portanto, o tributo parafiscal é aquele arrecadado e fiscalizado


por terceira pessoa, dotada de autonomia administrativa e financeira,
diferente do ente federativo competente para instituir o tributo
(União, Estados, Distrito Federal e Municípios), buscando uma
finalidade ou interesse público e esta terceira pessoa passa a dispor
da receita compulsória para atingir os seus objetivos. São exemplos
as contribuições arrecadadas e fiscalizadas pelo SESC, SENAI,
SENAC, Conselhos Regionais de Medicina (CRM), Conselhos Regionais
de Odontologia etc.

Com efeito, pode ser considerada contribuição social


“parafiscal” as contribuições sociais gerais com base no art. 240, da
CF/88 (contribuições arrecadadas e fiscalizadas pelo SESC, SENAI,
SENAC, SEST, SENAT), e no art. 62 do ADCT (contribuição ao
SENAR), mas não as contribuições sociais (gênero).

70. (ESAF/ATA/MF/2009) A respeito das contribuições


sociais, é correto afirmar que:
a) a contribuição do empregador incide só sobre a folha de
salários.
b) a contribuição da empresa pode ser feita em função do
tipo de produto que ela vende.
c) o trabalhador não contribui para a Seguridade Social.
d) os concursos de prognósticos não estão sujeitos à
incidência de contribuições sociais.
e) pode haver incidência de contribuição social sobre a
importação de bens do exterior.

De acordo com a literalidade de algumas regras do art. 195, da


CF:

107
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a


sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei,
mediante recursos provenientes dos orçamentos da
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e
das seguintes contribuições sociais:
I - do empregador, da empresa e da entidade a ela
equiparada na forma da lei, incidentes sobre:
a) a folha de salários e demais rendimentos do
trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à
pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo
empregatício;
b) a receita ou o faturamento;
c) o lucro;
II - do trabalhador e dos demais segurados da
previdência social, não incidindo contribuição sobre
aposentadoria e pensão concedidas pelo regime geral de
previdência social de que trata o art. 201;
III - sobre a receita de concursos de prognósticos.
IV - do importador de bens ou serviços do exterior,
ou de quem a lei a ele equiparar.
§ 9º As contribuições sociais previstas no inciso I do
caput deste artigo poderão ter alíquotas ou bases de
cálculo diferenciadas, em razão da atividade
econômica, da utilização intensiva de mão-de-obra, do
porte da empresa ou da condição estrutural do mercado
de trabalho.

Logo, a resposta é a letra “e”, pois, a Emenda Constitucional n°


42/03, estabeleceu no art. 195, IV, da CF/88, a competência da
União para criação da Contribuição para o PIS/PASEP Importação e a
Contribuição para a COFINS, devida pelo importador de bens
estrangeiros ou serviços do exterior, que foi instituída pela Lei
10.865/2004.

71. (ESAF/ATA/MF/2009) A respeito da base de cálculo


e contribuintes das contribuições sociais, analise as
assertivas abaixo, assinalando a incorreta.
a) Remuneração paga, devida ou creditada aos segurados e
demais pessoas físicas a seu serviço, mesmo sem vínculo
empregatício – EMPRESA.
b) Receita bruta decorrente dos espetáculos desportivos de
que participem em todo território nacional – PRODUTOR
RURAL PESSOA JURÍDICA.
c) Incidentes sobre a receita bruta proveniente da
comercialização da produção rural – SEGURADO ESPECIAL.
108
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

d) Salário de contribuição dos empregados domésticos a seu


serviço – EMPREGADORES DOMÉSTICOS.
e) Incidentes sobre seu salário de contribuição –
TRABALHADORES.

Letra A. Segundo o art. 195, I, da CF, a contribuição social da


empresa incide, na forma da lei, sobre a folha de salários e demais
rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à
pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo
empregatício. Logo, correta.

Letras B e C. A receita bruta decorrente dos espetáculos


desportivos de que participem em todo território nacional é base
cálculo da contribuição social incidente sobre a associação desportiva
que mantém equipe de futebol profissional, segundo o §6°, do art.
22, da Lei 8.212/91. Logo, incorreta a letra “b”.

Nesse rumo, segundo o art. 25 da Lei 8.212/91, a contribuição


do empregador rural pessoa física, e a do segurado especial,
destinada à Seguridade Social, respectivamente, é de: I - 2% da
receita bruta proveniente da comercialização da sua produção; II -
0,1% da receita bruta proveniente da comercialização da sua
produção para financiamento das prestações por acidente do
trabalho.

Letra D. Em relação a contribuição do empregador doméstico,


disciplinada no art. 24 da Lei 8.212/91, é de doze por cento (12%) do
salário-de-contribuição do empregado doméstico a seu serviço (base
de cálculo). Logo, correta.

72. (ESAF/PFN/2007) Contribuição previdenciária


classifica-se como
a) contribuição de intervenção no domínio econômico.
b) taxa vinculada à prestação de benefícios previdenciários
de natureza continuada.
c) contribuição corporativa.
d) contribuição social.
e) contribuição de seguridade vinculada ao tesouro da
União, em razão da universalidade de cobertura e de
atendimento.

A partir da interpretação da CF/88, a doutrina e a


jurisprudência dominantes estabelecem a seguinte classificação das
contribuições especiais tributárias de competência da União:

109
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

 (i) Contribuições sociais (art. 149 da CF/88), que


se dividem em: (ia) contribuições ordinárias para a
seguridade social (arts. 195, incs. I a IV, e 239, da
CF/88); (ib) contribuições residuais para a seguridade
social (art. 195, §4º, da CF/88); (ic) contribuições sociais
gerais (arts. 212, § 5º, 240, da CF/88, e 62 do ADCT);
 (ii) Contribuição de intervenção no domínio
econômico (CIDE), que é prevista constitucionalmente
nos arts. 149 e 177, §4°;
 (iii) Contribuição de interesse das categorias
profissionais ou econômicas, também denominadas de
contribuições corporativas (arts. 8°, inc. IV, 149 da
CF/88).

Contribuições especiais da União


Contribuições sociais: contribuições ordinárias da seguridade
social; contribuições residuais da seguridade social; contribuições
sociais gerais;
CIDE;
Contribuição de interesse das categorias profissionais ou
econômicas.

Por sua vez, segundo entendimento dominante, classific-se as


contribuições sociais em:

 (i) Contribuições sociais ordinárias ou


nominadas da seguridade social (arts. 195, incs. I a
IV, e 239, da CF/88): (ia) contribuição social do
empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada
na forma da lei (art. 195, I, “a”, “b” e “c”); (ib)
contribuição social do trabalhador e dos demais segurados
da Previdência Social (art. 195, II); (ic) contribuição
social sobre a receita de concursos de prognósticos (art.
195, III); (id) contribuição social do importador de bens
ou serviços do exterior, ou de quem a lei a ele equiparar
(art. 195, IV); (ie) contribuição social para os Programas
de Integração Social e de Formação do Patrimônio do
Servidor Público - PIS/PASEP (art. 239);
 (ii) Contribuições sociais residuais ou
inominadas para a seguridade social (art. 195, §4º,
da CF/88);
 (iii) Contribuições sociais gerais (arts. 212, §
5º, 240, da CF/88, e 62 do ADCT).

Contribuições sociais da União


110
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

Contribuições ordinárias da seguridade social: contribuição


social do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada;
contribuição social do trabalhador e dos demais segurados da
Previdência Social; contribuição social sobre a receita de concursos
de prognósticos; contribuição social do importador de bens ou
serviços do exterior; PIS/PASEP.
Contribuições residuais da seguridade social;
Contribuições sociais gerais.

Em face do exposto, as contribuições previdenciárias são


consideradas contribuições sociais. Logo, correta a letra “d”.

73. (ESAF/PFN/2004) Considerado o entendimento


atualmente dominante no Supremo Tribunal Federal,
assinale a resposta que completa corretamente a assertiva.
“A alíquota de contribuição social destinada ao
financiamento da Seguridade Social, majorada por medida
provisória que tenha sido editada na primeira metade do
exercício financeiro, objeto de reedição e conversão em Lei,
poderá ser exigida ...”
a) depois de decorridos noventa dias da data da publicação
da Lei resultante da conversão.
b) depois de decorridos noventa dias da data da publicação
da medida provisória originária.
c) depois de decorridos noventa dias da data da reedição da
medida provisória.
d) no próximo exercício financeiro.
e) depois de decorridos noventa dias do início do próximo
exercício financeiro.

No caso das medidas provisórias, o STF compreende que o


prazo da anterioridade nonagesimal ou noventena, previsto no art.
195, §6°, da CF, começa a ser contado da publicação (edição)
da medida provisória que instituiu ou majorou contribuição e não
da publicação da lei que resultou de sua conversão (RE 487.475-AgR,
DJE de 6-8-2010).

Logo, correta a letra “b”.

Contudo, registramos para conhecimento que o prazo da


anterioridade deve ter como termo a quo a edição da medida
provisória somente em relação àqueles dispositivos que foram
repetidos no momento de sua conversão. No caso de mudança ou
introdução de novos dispositivos no momento da conversão, a
contagem do termo da noventena deve ter início com a edição desta
111
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

nova lei (RE 199.198, DJ de 28-6-2002; RE 598.268-AgR, DJE de 7-


8-2009; AI 533.244-AgR, DJE de 19-6-2009).

Ademais, na hipótese de mera reedição de medida provisória,


conta-se o prazo de noventa dias a partir da veiculação da primeira
medida provisória (AI 533.060-AgR, DJE de 20-11-2009; AI 623.157-
AgR, DJE de 9-10-2009; RE 595.673-AgR, DJE de 7-8-2009).

74. (ESAF/PFN/1998) Alíquota da contribuição sobre


lucro líquido, majorado por medida provisória convertida em
lei posteriormente, pode ser aplicada
a) após decorridos noventa dias da publicação da lei.
b) a partir de 10 de janeiro do ano subseqüente ao da
publicação da lei.
c) após decorridos noventa dias da publicação da medida
provisória.
d) a partir de 10 de janeiro do ano subseqüente ao da
publicação da medida provisória.
e) após decorridos noventa dias da sanção da lei.

Na hipótese das medidas provisórias, o STF compreende que o


prazo da anterioridade nonagesimal ou noventena, previsto no art.
195, §6°, da CF, começa a ser contado da publicação (edição)
da medida provisória que instituiu ou majorou contribuição e não
da publicação da lei que resultou de sua conversão (RE 487.475-AgR,
DJE de 6-8-2010).

Logo, correta a letra “c”.

75. (ESAF/PFN/1998)
(i) Entidades não estatais, como o SENAI e o SENAC,
podem ter o poder de tributar, desde que a lei lho conceda?
(ii) A COFINS – contribuição para o financiamento da
seguridade social –, segundo o entendimento do Supremo
Tribunal Federal, é um tributo?
(iii) A contribuição social sobre o lucro é uma contribuição
para a seguridade social?
Marque, entre as opções abaixo, a que responde
corretamente, e na devida seqüência, aos três quesitos
acima.
a) Sim, sim, sim.
b) Sim, não, sim.
c) Não, sim, sim.
d) Não, não, sim
e) Não, não, não.
112
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

Item I. O poder de tributar é apenas pertencente aos entes


federativos, a saber: União, Estados-membros, Distrito Federal e
Municípios. Logo, a resposta é não.

Item II. A COFINS – contribuição para o financiamento da


seguridade social – é um tributo, segundo o entendimento do STF e
interpretação do art. 195 da CF. Logo, a resposta é sim.

Item III. A contribuição social sobre o lucro é uma contribuição


para a seguridade social, conforme art. 195, I, “c”, da CF/88. Logo, a
resposta é sim.

Portanto, a resposta é a letra “c” (não, sim, sim).

76. (ESAF/AFRFB/2010) Segundo o art. 195, caput, da


Constituição Federal, a seguridade social será financiada por
toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da
lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e
das contribuições sociais que enumera. Sobre estas, é
incorreto afirmar que:
a) ao afirmar que o financiamento da seguridade social se
dará por toda a sociedade, revela-se o caráter solidário de
tal financiamento. Todavia, as pessoas físicas e jurídicas
somente podem ser chamadas ao custeio em razão da
relevância social da seguridade se tiverem relação direta
com os segurados ou se forem, necessariamente,
destinatárias de benefícios.
b) a solidariedade não autoriza a cobrança de tributo sem
lei, não autoriza exigência de quem não tenha sido indicado
por lei como sujeito passivo de obrigação tributária, e não
autoriza que seja desconsiderada a legalidade estrita que
condiciona o exercício válido da competência relativamente
a quaisquer tributos.
c) as contribuições de seguridade social, sendo tributos,
submetem-se às normas referentes às limitações do poder
de tributar, contidas no art. 150 da Constituição Federal,
com exceção da anterioridade geral, em face da norma
especial contida no art. 195, § 6° (anterioridade
nonagesimal), especialmente concebida para o
condicionamento da instituição de contribuições de
seguridade social.
d) para a instituição de contribuições ordinárias
(nominadas) de seguridade social, quais sejam, as já
113
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

previstas nos incisos I a IV do art. 195 da Constituição,


basta a via legislativa da lei ordinária, consoante o
entendimento pacificado do Supremo Tribunal Federal.
e) as entidades beneficentes de assistência social gozam de
imunidade das contribuições para a seguridade social.

Letra (A). A CF determina que o financiamento da seguridade


social se dê por toda a sociedade, o que revela o caráter solidário de
tal financiamento. Assim, em face da solidariedade social, todos são
chamados ao custeio em razão da sua relevância, não importando
terem ou não relação direta com os segurados, nem tampouco
serem, necessariamente, destinatárias de benefícios da Seguridade
Social. Por exemplo, a incidência da contribuição previdência sobre
os proventos da aposentadoria e pensões dos servidores públicos.
Logo, incorreta.

Letra (B). A solidariedade não autoriza a desobediência ao


princípio da legalidade e da tipicidade tributária. Logo, correta.

Letra (C). De acordo com o art. 149 e 195 do texto


constitucional. Logo, correta.

Letra (D). Segundo entendimento consagrado no STF, não é


necessária lei complementar para instituir contribuições ordinárias
(nominadas) de seguridade social previstas nos incisos I a IV do art.
195, bastando para tanto lei ordinária. Logo, correta.

Letra (E). Dispõe o art. 195, §7°, da CF, que são “isentas de
contribuição para a seguridade social as entidades beneficentes de
assistência social que atendam às exigências estabelecidas em lei”.
Neste sentido, a doutrina majoritária entende que o caso é de
imunidade condicionada, pois depende da observância de requisitos
legais para a sua implementação. Contudo, o examinador
compreendeu que o comando da questão parte do pressuposto de
que se está tratando de uma entidade beneficente de assistência
social que já preencheu todos os requisitos legais para fazer jus a
imunidade. Logo, correta.

77. (ESAF/AFRFB/2010) Sobre a Contribuição Social para


o Lucro Líquido (CSLL), instituída pela Lei n. 7.689/88,
julgue os itens abaixo, classificando-os como verdadeiros
(V) ou falsos (F). Em seguida, escolha a opção adequada às
suas respostas:
I. a sua base de cálculo é a mesma do imposto de renda das
pessoas físicas, sendo que as deduções e compensações
114
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

admissíveis para a apuração de um correspondem àquelas


admitidas para fins de apuração da base de cálculo do
outro;
II. a sua base de cálculo é o valor do resultado do exercício
antes da provisão para o imposto de renda;
III. a CSLL poderá incidir sobre o resultado presumido ou
arbitrado, quando tal seja o regime de apuração a que a
pessoa jurídica se submete relativamente ao imposto de
renda.
a) Estão corretos os itens I e II.
b) Estão corretos os itens I e III.
c) Estão corretos os itens II e III.
d) Todos os itens estão corretos.
e) Todos os itens estão errados.

Item I e II. A base de cálculo da contribuição social sobre o


lucro das pessoas jurídicas (CSLL) é o valor do resultado do exercício,
antes da provisão para o imposto de renda (art. 2° da Lei 7.689/88).
Por conseguinte, as deduções e compensações para a apuração da
base de cálculo da CSLL, em regra, não são as mesmas para
apuração da base de cálculo do IR. Logo, o item I é incorreto e o
item II é correto. Por sua vez, devemos atentar também que o item I
fala em imposto de renda das pessoas físicas.

Item III. Segundo o parágrafo único do art. 6° da Lei 7.689/88,


aplicam-se à CSLL, no que couber, as disposições da legislação do
imposto de renda referente à administração, ao lançamento, à
consulta, à cobrança, às penalidades, às garantias e ao processo
administrativo. Deste modo, a CSLL poderá incidir sobre o resultado
presumido ou arbitrado, quando tal seja o regime de apuração a que
a pessoa jurídica se submete relativamente ao IR.

Portanto, a alternativa “c” deve ser marcada.

78. (ESAF/PFN/2008) Responda às questões abaixo, com


Sim ou Não. Em seguida, indique a opção que contenha a
seqüência correta.
1. Segundo a Constituição da República, é vedado à lei que
instituir contribuição de intervenção no domínio econômico
relativa às atividades de importação ou comercialização de
petróleo destinar o produto de sua arrecadação a órgão,
fundo, despesa ou qualquer outra finalidade determinada?
2. A lei brasileira prevê a cobrança de contribuição de
intervenção no domínio econômico, devida por pessoa
jurídica adquirente de conhecimentos tecnológicos?
115
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

3. Entre os métodos de cálculo dos chamados “preços de


transferência” está o Método dos Preços Independentes
Comparados, definido como a média aritmética dos preços
de bens, serviços ou direitos, idênticos ou similares,
apurados no mercado brasileiro ou de outros países, em
operações de compra e venda, em condições de pagamento
semelhantes?
a) Sim, Sim, Sim
b) Não, Não, Não
c) Sim, Não, Sim
d) Sim, Sim, Não
e) Não, Sim, Sim

Item I. Segundo as alíneas “a” a “c”, do inc. II, do §4°, do art.


177, da Constituição da República, à lei que instituir contribuição de
intervenção no domínio econômico relativa às atividades de
importação ou comercialização de petróleo deverá destinar o produto
de sua arrecadação ao pagamento de subsídios a preços ou
transporte de álcool combustível, gás natural e seus derivados e
derivados de petróleo; ao financiamento de projetos ambientais
relacionados com a indústria do petróleo e do gás e ao financiamento
de programas de infra-estrutura de transportes. Logo, não.

Item II. A Lei 10.168/2000 institui a CIDE destinada a


financiar o Programa de Estímulo à Interação Universidade-Empresa
para o Apoio à Inovação (CIDE Tecnologia). Nesse rumo, o caput do
art. 2° da Lei 10.168/2000 dispõe que a CIDE Tecnologia é devida
pela pessoa jurídica detentora de licença de uso ou adquirente de
conhecimentos tecnológicos, bem como aquela signatária de
contratos que impliquem transferência de tecnologia, firmados com
residentes ou domiciliados no exterior. Logo, sim.

Item III. O Método dos Preços Independentes Comparados


(PIC) é definido como a média aritmética dos preços de bens,
serviços ou direitos, idênticos ou similares, apurados no mercado
brasileiro ou de outros países, em operações de compra e venda, em
condições de pagamento semelhantes, conforme o art. 18, inc. I, da
Lei n. 9.430/1996. Logo, sim.

Portanto, correta a letra “e” (Não, Sim, Sim).

79. (ESAF/Curso de Formação/2010) No tocante às


contribuições para a seguridade social no texto
constitucional é INCORRETO afirmar que:

116
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

A () Não incidem sobre a importação de produtos


estrangeiros ou serviços.
B ( ) A pessoa natural destinatária das operações de
importação poderá ser equiparada a pessoa jurídica, na
forma da lei.
C ( ) Não incidirão sobre as receitas decorrentes de
exportação.
D ( ) Só podem ser exigidas após decorridos noventa
dias da data da publicação da lei que as houver
instituído ou modificado, não se lhes aplicando o
Princípio da Anterioridade disposto no art. 150, inciso
III, alínea “b”.
E ( ) Poderão ter alíquota específica, tendo por base a
unidade de medida adotada.

Letra (A). O PIS/PASEP-Importação e COFINS-Importação


incidem sobre a importação de produtos estrangeiros. Logo,
incorreta.

Letra (B). A pessoa natural destinatária das operações de


importação poderá ser equiparada a pessoa jurídica, na forma da lei
(art. 149, §3°, CF). Logo, correta.

Letra (C). As contribuições para a seguridade social não


incidirão sobre as receitas decorrentes de exportação (art. 149,
§2°, I, CF). Logo, correta.

Letra (D). As contribuições para a seguridade social só podem


ser exigidas após decorridos noventa dias da data da publicação da
lei que as houver instituído ou modificado, não se lhes aplicando o
Princípio da Anterioridade disposto no art. 150, inciso III, alínea “b”
(art. 195, §6°, CF). Logo, correta.

Letra (E). As contribuições para a seguridade social poderão ter


alíquota específica, tendo por base a unidade de medida adotada (art.
149, §2°, III, “b”, CF). Logo, correta.

80. (ESAF/Curso de Formação/2010) A


Contribuição para o Financiamento da Seguridade
Social – Cofins e a Contribuição para o PIS/Pasep
sujeitam-se aos seguintes limites e preceitos
constitucionais:
A ( ) não incidem sobre as receitas decorrentes de
exportação e de importação.

117
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

B ( ) somente lei complementar pode definir as


hipóteses de incidência concentrada (monofásica).
C ( ) podem ter alíquotas ad valorem, tendo por base o
lucro.
D ( ) podem ter alíquotas ad valorem, tendo por base o
valor da operação, e específica, tendo por base a
unidade de medida adotada.
E () são isentas de contribuição para a seguridade
social as entidades beneficentes de assistência social
que atendam às exigências estabelecidas em lei.

Letra (A). A Contribuição para o Financiamento da Seguridade


Social – Cofins e a Contribuição para o PIS/Pasep incidem sobre a
importação. Logo, incorreta.

Letra (B). Pode lei ordinária definir as hipóteses de incidência


concentrada (art. 149, §4°, CF). Logo, incorreta.

Letras (C) e (D). Segundo os termos da CF/88 (art. 149, §2°,


III), as contribuições sociais poderão ter alíquotas: (i) ad valorem,
tendo por base o faturamento, a receita bruta ou o valor da
operação e, no caso de importação, o valor aduaneiro; (ii)
específica, tendo por base a unidade de medida adotada. Logo,
incorreta.

Letra (E). Segundo os termos da CF/88 (art. 195, §7°), são


isentas de contribuição para a seguridade social as entidades
beneficentes de assistência social que atendam às exigências
estabelecidas em lei. Registra-se que o STF entende o caso como
imunidade, pois prevista no texto constitucional. Logo, correta.

81. (ESAF/Curso de Formação/2010) O


destinatário de remessa postal internacional indicado
pelo respectivo remetente não pode ser equiparado ao
contribuinte para o PIS/Pasep Importação e a Cofins
Importação.

São contribuintes do PIS/Pasep-Importação e da Cofins-


Importação o (a):

 importador, assim considerada a pessoa física ou


jurídica que promova a entrada de bens estrangeiros no
território nacional, equiparando-se a este o
destinatário de remessa postal internacional indicado

118
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

pelo respectivo remetente e o adquirente de


mercadoria entrepostada;
 pessoa física ou jurídica contratante de serviços de
residente ou domiciliado no exterior; e
 beneficiário do serviço, na hipótese em que o
contratante também seja residente ou domiciliado no
exterior.

Logo, verifica-se que é importante você saber que a lei


equipara ainda ao importador o destinatário de remessa postal
internacional indicado pelo respectivo remetente e o
adquirente de mercadoria entrepostada.

De mais a mais, verificamos que a legislação não elege


responsáveis pessoais, mas somente responsáveis solidários, que
são o:
 depositário, assim considerada qualquer pessoa
incumbida da custódia de bem sob controle aduaneiro; e
 transportador, quando transportar bens procedentes do
exterior ou sob controle aduaneiro, inclusive em percurso
interno;
 representante, no País, do transportador
estrangeiro;
 expedidor, o operador de transporte multimodal ou
qualquer subcontratado para a realização do transporte
multimodal; e
 adquirente de bens estrangeiros, no caso de
importação realizada por sua conta e ordem, por intermédio
de pessoa jurídica importadora.

O transporte multimodal é a junção de dois ou mais tipos de


transporte, com o objetivo de levar a mercadoria até ao seu destino
final, tais como aviões, navios, caminhões, carretas, ônibus, dentre
outros. Desse modo, no transporte multimodal, qualquer
subcontratado ou o próprio expedidor (pessoa que celebra o contrato
com o operador de transporte) será responsavel solidário pelo
pagamento do PIS/Pasep-Importação e da Cofins-Importação.

Em face do exposto, o destinatário de remessa postal


internacional indicado pelo respectivo remetente pode ser
equiparado ao contribuinte para o PIS/Pasep Importação e a
Cofins-Importação.

Logo, incorreta.

119
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

82. (ESAF/MDIC/2012/adaptada à realidade


atual do STF) Considerando a incidência da
contribuição para os Programas de Integração Social e
de Formação do Patrimônio do Servidor Público
(PIS/PASEP-Importação) e Contribuição para o
Financiamento da Seguridade Social (COFINS-
Importação), é correto afirmar que:
a) tem como fato gerador o registro da Declaração de
Importação e sua base de cálculo é o valor de
transação da mercadoria acrescido dos encargos
cambiais correspondentes.
b) tem como fato gerador o desembaraço aduaneiro do
bem importado e como base de cálculo o valor
aduaneiro acrescido do imposto de importação e dos
encargos cambiais pagos pelo importador ou dele
exigíveis.
c) tem como fato gerador o ingresso do bem no
território aduaneiro do país, e a base de cálculo é o
valor aduaneiro.
d) tem como fato gerador o desembaraço aduaneiro de
produto de procedência estrangeira, e sua base de
cálculo é o valor aduaneiro acrescido do ICMS e dos
encargos cambiais.
e) tem como fato gerador o registro da Declaração de
Importação, e sua base de cálculo é o valor aduaneiro
acrescido do imposto de importação e dos encargos
cambiais efetivamente pagos pelo importador.

A base de cálculo do PIS/Pasep-Importação e a Cofins-


Importação, segundo a gramaticalidade da lei, é: (a) o valor
aduaneiro, assim entendido o valor que servir ou que serviria de
base para o cálculo do imposto de importação, acrescido do
valor ICMS incidente no desembaraço aduaneiro e do valor
das próprias contribuições, na hipótese de entrada de bens
no território naciona2; ou (b) o valor pago, creditado,
entregue, empregado ou remetido para o exterior, antes da
retenção do imposto de renda, acrescido do ISS e do valor das
próprias contribuições, na hipótese de prestação de serviço;
(c) o peso ou o volume do produto importado, no caso das
contribuições sobre a importação tributadas por unidade de medida
(combustíveis derivados do petróleo, bebidas e embalagens e álcool).

2
Prestar atenção na decisão STF discutida logo em seguida (RE 559.937,
DJE 04-4-2013).

120
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

Verifica-se, assim, que nas letras “a” (entrada de bens no


território nacional) e “b” (hipótese de prestação de serviços)
se aplica a alíquota ad valorem (percentagem) e na letra “c” a
alíquota específica (mercadoria expressa em unidade de
medida).

Decerto, segundo a literalidade do RA, anotamos que o ICMS


quando incidente comporá a base de cálculo das contribuições,
mesmo que tenha seu recolhimento diferido.

Porém, para fins de prova, registra-se que o item “a” foi


parar no STF que, sob o fundamento de bitributação
inconstitucional, declarou inconstitucional o acréscimo do
valor ICMS incidente no desembaraço aduaneiro e do valor
das próprias contribuições, na hipótese de entrada de bens
no território nacional na base de cálculo do ICMS.

Vejamos o resumo da relevantíssima decisão para a


sua prova de Legislação Aduaneira para Auditor-
Fiscal: o STF considerou inconstitucional o art. 7º, I, da
Lei 10.865/2004, que determina que a base de cálculo do
PIS e da Cofins incidentes sobre a importação ‘será o
valor aduaneiro, assim entendido, para os efeitos desta
lei, o valor que servir ou que serviria de base para o
cálculo do Imposto de Importação, acrescido do valor do
ICMS incidente no desembaraço aduaneiro e do valor das
próprias contribuições, na hipótese do inciso I do caput do
art. 3º desta lei’. Verificada afronta ao art. 149, § 2º,
III, a, da CF, introduzido pela EC 33/2001,
reconheceu-se a inconstitucionalidade da expressão
‘acrescido do valor do ICMS incidente no
desembaraço aduaneiro e do valor das próprias
contribuições’, contida no citado art. 7º, I, da Lei
10.865/2004. (...) No que respeita à contribuição
de seguridade social do importador, ela teria como
suportes diretos os arts. 149, II, e 195, IV, da CF, e
se submeteria, ainda, ao art. 149, § 2º, III, da CF,
acrescido pela EC 33/2001. Com a combinação
desses dispositivos, ter-se-ia que a União seria
competente para instituir contribuição do
importador ou equiparado, para fins de custeio da
seguridade social (art. 195, IV), com alíquota
específica (art. 149, § 2º, III, b) ou ad valorem.
Esta teria por base o valor aduaneiro (art. 149, §
2º, III, a). (...) Daí, no que tange à importação, ter-se-

121
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

ia estabelecido que a contribuição poderia possuir


alíquota ad valorem, tendo por base o valor
aduaneiro, ou específica, tendo por base a unidade de
medida adotada. Dessa forma, a redação do art. 149,
§ 2º, III, a, da CF, ao circunscrever a tributação ao
faturamento, à receita bruta e ao valor da operação
ou, no caso de importação, ao valor aduaneiro,
possuiria o efeito de impedir a pulverização de
contribuições sobre bases de cálculo não previstas.
(...) Destacou-se que o constituinte derivado, ao
estabelecer que as contribuições sociais e
interventivas poderiam ter alíquotas ad valorem,
com base no faturamento, na receita bruta ou no
valor da operação e – no caso de importação – no
valor aduaneiro, teria inovado. Ele circunscrevera
às bases a respectiva competência, sem prejuízo do
já previsto no art. 195 da CF. Assentou-se que as
contribuições sobre a importação, portanto, não
poderiam extrapolar a base do valor aduaneiro, sob
pena de inconstitucionalidade por violação à norma
de competência no ponto constante do art. 149, §
2º, III, a, da CF. Asseverou-se que a Lei 10.865/2004,
ao instituir o PIS/Pasep-Importação e a Cofins-
Importação, teria desconsiderado a imposição
constitucional no sentido de que as contribuições
sociais sobre a importação, quando tivessem
alíquota ad valorem, deveriam ser calculadas com
base apenas no valor aduaneiro. A lei impugnada
teria determinado que as contribuições fossem
calculadas sobre esse valor e também sobre o valor
do ICMS-Importação e o das próprias contribuições
instituídas." (RE 559.937, DJE 04-4-2013)

Veja que a questão é anterior a decisão do STF e adotou que o


fato gerador do PIS/PASEP-Importação e COFINS-Importação é a
entrada de bens estrangeiros no território aduaneiro e a sua
respectiva base de cálculo é o valor aduaneiro.

Logo, correta a letra “c”.

83. (ESAF/Curso de Formação/2010) Na


importação de bens ou mercadorias sujeitas a alíquota
ad valorem, a base de cálculo da contribuição para o
PIS/Pasep–Importação e da Cofins–Importação é:
A ( ) O valor aduaneiro.
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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

B ( ) O valor aduaneiro acrescido do valor do ICMS e do


IPI, quando não recuperável.
C () O valor aduaneiro acrescido do valor do ICMS e
das próprias contribuições.
D ( ) O valor remetido para o exterior.
E ( ) O peso ou volume do produto importado.

Veja que a questão é anterior a decisão do STF e, no caso, a


base de cálculo adotou que é o valor aduaneiro, assim entendido
o valor que servir ou que serviria de base para o cálculo do imposto
de importação, acrescido do valor ICMS incidente no
desembaraço aduaneiro e do valor das próprias
contribuições, na hipótese de entrada de bens no território
nacional.

Logo, seria correta a letra “c”.

Porém, nos dias de hoje, em razão da decisão do STF, a


correta é a letra “a”.

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Aula 3

Antes de iniciar gostaríamos de agradecer a acolhida do livro


Direito Constitucional - 4001 questões comentadas, que já se
encontra entre os mais vendidos e ao site Buscapé que colobara e
muito com essa vitória. Atualmente, o livro já consta com descontos
de até 35% (http://www.buscape.com.br/direito-constitucional-4001-
questoes-comentadas-cespe-esaf-fcc-fgv-e-vunesp-daniel-mesquita-
edvaldo-nilo-8530952529.html#precos)

Então, vamos a nossa aula de hoje que tratará sobre das


contribuições e dos tributos estaduais e municipais.

Curso de 3001 Questões de Direito Tributário

De início, colocaremos os exercícios sem comentários e depois


detalhadamente comentados, registrando-se que qualquer dúvida
1
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pode ser enviada para o seguinte correio eletrônico:


1
edvaldonalmeida@yahoo.com.br :

1. (ESAF/AFRF/2002) Assinale a opção correta.


a) Compete supletivamente à União instituir contribuições sociais, de
intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias
profissionais ou econômicas, como instrumento de sua atuação nas
respectivas áreas.
b) As contribuições de intervenção no domínio econômico e de
interesse das categorias profissionais ou econômicas podem ser
instituídas por lei ordinária e só podem ser cobradas a partir do
primeiro dia do exercício seguinte ao da sua publicação.
c) Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão reter a
contribuição federal, cobrada de seus servidores, para o custeio, em
benefício desses, de sistemas de previdência e assistência social.
d) Os rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título,
a pessoa física que preste serviços à empresa não pode ser objeto da
contribuição para a seguridade social por constituírem base de cálculo
de outra exação, o imposto de renda.
e) As contribuições para a seguridade podem ser exigidas
imediatamente, por não se lhe aplicar a anterioridade da data da
publicação da lei que as houver instituído ou modificado em relação
ao exercício financeiro da cobrança.

2. (ESAF/AFRF/2005/adaptada)
· Aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios compete instituir
contribuições de intervenção no domínio econômico e de interesse
das categorias profissionais ou econômicas, desde que para o custeio,
em benefício dos respectivos sujeitos passivos, e no âmbito territorial
do ente tributante?
· A Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico incidente
sobre a importação e a comercialização de petróleo e seus derivados,
gás natural e seus derivados, e álcool etílico combustível (CIDE) foi
instituída pela União com a finalidade de financiamento de projetos
de proteção ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de
valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico?
a) Não, não.
b) Não, sim.
c) Sim, sim.
d) Sim, não.

3. (AFRF/2003/ESAF) Responda com base na Constituição Federal.

1
Enviar a dúvida com o email cadastrado no site e informar o login e
usuário. Agradeço desde já, Edvaldo Nilo.
2
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· É vedado que as contribuições sociais para a seguridade social


tenham base de cálculo própria de impostos?
· Incide contribuição social para a seguridade social sobre
aposentadoria e pensão concedidas pelo regime geral de previdência
social?
· As contribuições sociais para a seguridade social sobre a folha de
salários, a receita ou o faturamento de pessoas jurídicas poderão ter
alíquotas ou bases de cálculo diferenciadas, em razão da atividade
econômica ou da utilização intensiva de mão-de-obra?
a) Sim, não, não.
b) Sim, sim, sim.
c) Sim, sim, não.
d) Não, não, sim.
e) Não, sim, sim.

4. (AFE/MS/2001/ESAF) Com base no disposto na Constituição


Federal e no Código Tributário Nacional, pode-se afirmar que:
a) Compete tanto à União quanto aos Estados, DF e Municípios a
instituição de taxas em razão do exercício do poder de polícia.
b) Somente a União e os Estados podem instituir contribuições de
melhoria.
c) As contribuições especiais, com fins econômicos ou sociais, são
privativas dos Estados e DF.
d) A União pode transferir aos Estados o exercício regular de sua
competência tributária.
e) A cumulatividade e a seletividade são características essenciais do
Imposto sobre Produtos Industrializados.

5. (AFE/PI/2001/ESAF) Marque com V a assertiva verdadeira e com F


a falsa, assinalando em seguida a opção correspondente.
( ) Imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma
situação independente de qualquer atividade estatal específica,
relativa ao contribuinte.
( ) A contribuição de melhoria é instituída em face de obras públicas
ou privadas, que valorizem ou depreciem o imóvel do administrado.
( ) As taxas têm como fato gerador o exercício do poder de polícia ou
a utilização efetiva ou potencial de serviço público prestado ao
contribuinte ou posto à sua disposição.
( ) O que caracteriza as contribuições especiais é que o produto de
suas arrecadações deve ser carreado para financiar atividades de
interesse público, beneficiando certo grupo, e direta ou indiretamente
o contribuinte.
a) V, V, V, V.
b) V, F, F, V.
c) V, F, V, V.
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d) F, V, V, F.
e) F, F, F, F.

6. (ESAF/AFRF/2005)
· Podem os Municípios instituir contribuição para o custeio do serviço
de iluminação pública, cobrando-a na fatura de consumo de energia
elétrica?
· Podem os Estados cobrar contribuição previdenciária de seus
servidores, para o custeio, em benefício destes, de regime
previdenciário, com alíquota inferior à da contribuição dos servidores
titulares de cargos efetivos da União?
· As contribuições sociais de intervenção no domínio econômico e de
interesse das categorias profissionais ou econômicas, como
instrumento de sua atuação nas respectivas áreas, poderão incidir
sobre as receitas decorrentes de exportação?
a) Não, sim, não.
b) Sim, não, sim.
c) Sim, não, não.
d) Não, não, sim.
e) Sim, sim, não.

7. (ESAF/AFPS/2002) Em relação às contribuições sociais, inclusive


às destinadas à seguridade social, a Constituição estabelece
limitações que devem ser respeitadas pela legislação
infraconstitucional. Isto posto, avalie as formulações seguintes e, ao
final, assinale a opção que corresponde à resposta correta.
I. É vedada a concessão de remissão ou anistia da contribuição social
destinada à seguridade social, para débitos em montante superior ao
fixado em lei complementar, do empregador, da empresa e da
entidade equiparada a empresa na forma da lei, incidente sobre a
folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou
creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço,
mesmo sem vínculo empregatício. Igual vedação se aplica, para
débitos em montante superior ao fixado em lei complementar, à
contribuição social de seguridade social, a que se sujeitam o
trabalhador e os demais segurados da previdência social.
II. É vedada a incidência de contribuições sociais sobre as receitas
decorrentes de exportação e sobre a importação de petróleo e seus
derivados. Vedada também é a incidência de contribuição para a
seguridade social sobre o valor das aposentadorias e pensões
concedidas pelo regime geral de previdência social.
III. É vedada a concessão de isenção ou anistia da contribuição social
destinada à seguridade social, incidente sobre a receita de concursos
de prognósticos, para débitos em montante superior ao fixado em lei
complementar.
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a) Somente I é verdadeira.
b) I e II são verdadeiras.
c) I e III são verdadeiras.
d) II e III são verdadeiras.
e) Todas são falsas.

8. (ESAF/AFRF/2005/adaptada) Sobre as contribui