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XXIII Simpósio Nacional de Ensino de Física – SNEF 2019 1

CONTRIBUIÇÃO DA EPISTOMOLOGIA DE MARIO BUNGE: UMA ABORDAGEM


SISTÊMICA DO ANALISE DE CIRCUITOS ELÉTRICOS E SUA PRÁTICA

Marcelo Ignácio Goulart


Prof.marcelo.i.goulart@gmail.com
UFSC/Pró - Reitoria de Pós Graduação/Polo Araranguá, gr@contato.ufsc.br.

1. INTRODUÇÃO

Após algum tempo lecionando em cursos técnicos subsequentes se tem a clareza da


diferenciação entre Física teórica, como disciplina regular, e Física aplicada, experimentações. No
entanto, se alguém questionar pedindo uma explicação sobre essa diferenciação à resposta não será
tão clara e nem fácil. Portanto, para os fins desse trabalho a definição de Física é os estudos dos
fenômenos naturais e suas propriedades, sendo modelados por expressões matemática e por
argumentações fundamentadas sobre os princípios, postulados, etc., que regem esses fenômenos.
Por outro lado, física aplicada será tratada como a experimentação direta dos princípios abordados
na teoria ou a comprovação através de experimentos com procedimentos de execução em
laboratório físico ou em simuladores computacionais.

Este artigo trata-se essencialmente da aplicação de simuladores de circuitos eletrônico para


experimentações na disciplina de Física no ensino regular, integrado e técnico pós-médio. Visa
potencializar as aulas teóricas e concomitantes as aulas práticas. No entanto, substancialmente
focará no terceiro ano do ensino médio e integrado, nesse período relaciona-se exclusivamente
sobre Eletricidade e no técnico pode-se aplicar desde a primeira fase nas disciplinas de Eletricidade,
Eletrônica e Medidas Elétricas, nos cursos de Eletrotécnica, Eletromecânica, Eletrônica. Os tempos
de duração de aula para disciplinas de natureza das exatas, como matemática, física vinculada ao
ensino regular, com isso, os métodos de ensino/aprendizagem adotados anteriormente devem ser
adequadas para novos tempos. Devemos claramente aprimorar os métodos didático, forçando mais
o raciocínio lógico para que o aluno melhore sua cognição e evitando ou reduzindo a complexidade
das formulas intermináveis utilizadas para analisar circuitos elétricos.

Queira-se ou não as instituições escolares, na sua maioria, são voltadas para o mundo do
trabalho, sendo mais mecanicista, decorar para apreender. Sabe-se que o modelo de ensino precisa
modificar para que a aprendizagem se altere de forma generalizada, a fim de que não dependa tanto
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da maneira como cada aluno(a) aprende. Para ter-se êxito nessa concepção se utilizará do conceito
de aprendizagem significativa e estrutura cognitiva, que segundo Moreira e Masini (1982, p. 3), “o
cognitivismo procura descrever, em linhas gerais, o que sucede quando o ser humano se situa,
organizando o seu mundo, de forma a distinguir sistematicamente o igual do diferente”. Completa
SUHR (2012, p. 212), “Em outras palavras, a cognição ‘é o processo através do qual o mundo de
significados tem origem’”. Então convém salientar que, de acordo com a teoria cognitiva, a
aprendizagem é considerada, conforme Moreira e Masini (1982, p.3-4).

Um processo de armazenamento de informações, condensação em classes mais genéricas


de conhecimentos, que são incorporados a uma estrutura no cérebro do individuo, de modo
que esta possa ser manipulada e utilizada no futuro. É a habilidade de organização das
informações que deve ser desenvolvidas.
As pessoas têm de transformar a maneira como estudando e aprendem, pois, se vive em uma
politica totalmente capitalista em que elas devem ser preparadas para o mundo do trabalho.
Segundo SUHR(2012), mundo do trabalho e seus vínculos também se modificam, as empresas
precisam cada vez mais de especialistas versáteis, capazes de se adaptarem às mudanças e de
apresentarem soluções inovadoras, que tragam mais produtividade às empresas. No mundo do
trabalho tudo é muito rápido, é pra ontem. As escolas não devem ser gargalos, porque apresenta a
sociedade um ensino sistemático no qual a educação brasileira é apoiada. Segundo SUHR(2012) o
papel da escola é assim, trabalhar com o saber sistematizado, já que este por natureza, não é
possível de ser assimilado por vias assistemáticas, no dia a dia, promovendo a humanização. Ainda
Suhr (2012, p. 23).

Exatamente por pode se constituir em ferramenta em prol da humanização é que a educação


escolar é tão importante, principalmente para as crianças oriundas das classes que vivem do
trabalho. Para estas, a escola é muitas vezes o único espaço de acesso ao conhecimento
sistematizado, necessário não apenas para que se adaptem ao que a sociedade espera delas,
como também para torná-las mais justas, igualitárias e preocupada com a solução dos
problemas que põem em risco, a médio prazo a própria sobrevivência do ser humano [...]
Por esse motivo, existe a pluralidade das disciplinas e dentro desse contexto tem-se a física.
Esta disciplina possui dentro de seu mundo uma série de divisões, em que normalmente são pré-
definidos. De maneira geral, são três eixos, no primeiro ano à mecânica newtoniana, segundo
Termologia e Óptica e terceiro ano é a Eletricidade. No entanto este artigo focará na Física do
ensino médio o conteúdo de Eletricidade, que se costuma denomina físicas três, sendo no ensino
técnico Eletricidade é uma disciplina.

No ensino técnico trabalha-se a física de forma a enfatizar a experimentação concomitante


a teoria. A Disciplina de Eletricidade igualmente em Física no ensino médio é dividida em três
módulos. Eletrostática, Eletrodinâmica e Eletromagnetismo. Em que, no conteúdo de Eletrostática,
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fundamentará o entendimento dos capacitores, conceitos e aplicação. Para tanto, neste caso usa-se
os simuladores PHET da University of Colorado Boulder e simuladores de circuitos eletrônicos
como o MLTISSIM para as montagens práticas, figura 1.

Figura 1: Circuito exemplo

Fonte: Autor, 2019.

No entanto para as explicações da teoria, por exemplo, a simulando-se o principio de


funcionamento do capacitor, figura 2, Simulador PHET. Os capacitores são componentes passivos
utilizados em diversos circuitos como osciladores, filtros, acoplamentos e desacoplamentos de
componentes ativos, como transistores, em circuitos de transmissão e recepção de sinais, em
correção de fator de potência, etc. Os alunos através dos simuladores PHET conseguem ter, de certa
maneira, um entendimento claro das propriedades do capacitor e que seriam difíceis de fazer a
experimentação em laboratório. Estes laboratórios que muita das vezes em escolas estaduais não
possui, porém, bastando ter um notebook é suficiente para se trabalhar esse conteúdo com software
free supracitados. Uma vez que, como referenciado diminui-se o tempo horas ensino/aprendizagem
no ensino técnico, ou seja, de 1600 h com 400 h estágio, passou-se de 1200 h sendo que o aluno
deverá realizar o estágio simultaneamente ao curso com 300 h.

Figura 2: Simulador PHET - Capacitor

Fonte: PERKINS, 2019.


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Este simulador ajuda entender o principio de funcionamento do capacitor. Esse


componente na eletrônica é definido como passivo e é bastante usado em circuitos eletrônicos.

Dentro do ensino médio como no técnico, trabalha-se o conteúdo sobre eletromagnetismo,


em que, também se apropria do simulador PHET e o SOFTWARE MULTISSIM para desenvolver a
percepção do aluno diante a essa complexa disciplina. Este conteúdo dará ao aluno um suporte
importantíssimo no desenvolvimento de projetos de transformadores, motores elétricos e o
componente indutor. Conforme a figura 2. O simulador PHET é essencialmente utilizado para
melhorar cognitivamente o entendimento do aluno em referencia aos fenômenos eletromagnéticos.
No entanto alguns dispositivos eletroeletrônicos, como transformadores e indutores são
componentes provenientes dessas teorias e podem ser trabalhados em circuitos elétricos simulados
no software. A utilização desse simulador ajuda o aluno visualizar durante a explicação a ideia
intuitiva de campo magnético

Figura 2: Cargas Elétricas e Campos

Fonte: Fonte: PERKINS, 2019.


No entanto, para desenvolver a ideia de campo magnético, suas propriedades o professor poderá
abusar desse simulador, na figura 3.

Figura 3: Imã e bússola


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Fonte: Fonte: PERKINS, 2019.


Estes simuladores dão um suporte para que se possa aplicar qualitativamente e quantitativamente os
conceitos sobre o eletromagnetismo de forma a potencializar a cognição do aluno. Entretanto, essas
ferramentas possibilita ao professor planejar suas aulas de forma abrangente, conforme Nogueira e
Leal (2018, p. 215).

Um dos maiores desafios dentro das escolas é que cada professor consiga identificar em sua
disciplina os conceitos mais abrangentes e que tenham o maior poder de inclusividade, para
depois chegar aos menos abrangentes. [...], pautado em Ausubel, uma das variáveis que
mais influenciam a aquisição de uma estrutura cognitiva adequada é o uso daqueles
conceitos e princípios essenciais que, numa dada disciplina, tenham o mais amplo poder de
‘inclusibilidade’ e generalidade.
Esta inclusão refere-se a ter o máximo de aluno sintonizado no conteúdo sendo ministrado no
momento, ou seja, fazer com que todos consigam compreender o que se pretende ensinar. Ainda
segundo Moreira e Leal (2018, p. 215).

Ao adotar essa prática durante o planejamento das aulas, o professor conseguirá, além de
identificar a estrutura básica de sua disciplina, facilitar o sistema de processamento de
informações por parte do aluno, para que ele possa aprender de forma significativa,
assimilando as informações em sua estrutura cognitiva.
Esta é uma configuração útil e eficiente para que o aluno consiga criar uma estrutura
cognitiva sobre o conteúdo e obtenha êxito no entendimento geral. Contudo, existe outras maneiras
de se atingir este objetivo, segundo Nogueira e Leal (2018, p. 215).

Outra forma de organizar esse tipo de ensino é utilizando-se do que Ausubel denomina
mapas conceituais, os quais se constituem em diagramas que indicam a relação entre
conceitos. Em outras palavras, mapas conceituais “podem ser vistos como diagramas
hierárquicos que procuram refletir a organização conceitual de uma disciplina ou parte de
uma disciplina” [...].
Então para dar vida a essas ideias utilizando os conceitos de estrutura cognitiva e
aprendizagem significativa que é a proposta de ensino descrita por Ausubel, aqui fundamentada por
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NOGUEIRA e LEAL. Neste artigo anteriormente mencionou-se sobre o conteúdo de Eletrostática


que faz a introdução da eletricidade, por assim dizer, generaliza os conceitos que posteriormente
serão empregados em Eletromagnetismo e Eletrodinâmica. No entanto a proposta desse artigo é
apresentar um pré – projeto relativamente ao conteúdo de Eletrodinâmica, ou seja, promover uma
proposta de ensino em que o professor poderá criar uma estrutura cognitiva tendo uma
aprendizagem significativa na percepção de Ausubel.

Portanto, pretende-se de forma sistemática fazer um comparativo entre a metodologia


aplicada no ensino regular em relação ao ensino profissionalizante. A ideia principal é sair da
estrutura criada pelos livros didáticos e criar um caminho que seja compreendido pelo aluno, mas
também, possa criar seus próprios circuitos.

2. COMPARATIVO ENTRE A METODOLOGIA APLICADA NO ENSINO REGULAR


EM RELAÇÃO AO ENSINO PROFISSIONALIZANTE.

Atualmente estamos em um cenário desenhado pelo avanço da ciência e da tecnologia, a


física, dentro desse contexto tem uma grande parcela de responsabilidade por esse desenvolvimento.
Visto que, a origem desse crescimento da tecnologia parte dos conhecimentos constituintes da
Educação de modo geral. O ensino sistemático dá a base fundamental para que o indivíduo possa
traçar seu destino. No entanto, A Física e as demais disciplinas não constrói por si só em um
individuo sua estrutura cognitiva, é necessário que se busque ferramenta, matemática, de menor
complexidade, e este, é propósito fim do pré-projeto.

A filosofia da ciência do século XXI pode-se assim dizer que promoveu vários cientistas,
porém destacam-se cincos, nos quais, Popper, Kunh, Lakatos, Feyerabend e Bunge. No entanto far-
se-á uma breve reflexão sobre esses filósofos no ponto de vista do autor. Sendo que, escolher-se-á
somente um que no seu entendimento, fundamentará epistemologicamente este artigo e que
contribuirá para aplicação das teorias dos fenômenos físicos na prática.

Primeiramente Popper defendem o falsificanismo para ciência, Thomas Kuhn fala da


mudança de paradigmas e das revoluções cientificas por meio de substituição de paradigmas. Para
tanto, Lakatos, fala dos programas de pesquisa das heurísticas positiva e negativa e Feyerabend
defende o anarquismo metodológico, estes estudiosos do conhecimento da ciência foram
amplamente discutidos em sala de aula. No entanto dentre os cientistas relacionados e que se deixou
propositalmente por último, BUNGE, porque, fora a partir do conhecimento deste epistemólogo que
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se percebeu a ressonância das ideias dele, sobre a teoria do conhecimento cientifica, com a proposta
desse artigo.

Sobre Bunge este artigo baseou-se numa entrevista de PERUZZO(2017) pela Revista
Filosofia Aurora, que faz o seguinte questionamento, [...] como podemos entender a natureza
teórica do conhecimento científico se converte na medida do processo científico, mais que o volume
de dados empíricos acumulados? Nas palavras de BUNGE(2017) que responde: Desde o início da
atividade clássica, a física foi teórica e experimental. Mas uma não funciona sem a outra, o que
basta para entender o que é exato para explicar os eventos e processos físicos. Preocupa-me que
há formulas que usamos para explicar se entra a dúvida dessa maneira fantástica. Para saber se
uma formula é verdadeira é preciso submetê-la à prova empírica, isto é, observações e
experimentos, e ao desenhar experimentos o fazemos levando em conta a física teórica e, além
disso, usamos uma quantidade de hipóteses filosóficas, por exemplo, as hipóteses de que as fontes
materiais existem por si mesmas, não são criações dos teóricos, como pretendem muitos cientistas
quânticos, é o que existem por si mesmo, só é necessário aplicá-lo.

Tendo como base nas palavras de Bunge, na entrevista mencionada, podemos afirmar na
qual a física aplicada pela disciplina Eletricidade do curso de Eletrotécnica, Eletromecânica ou
Eletrônica é essencialmente, a teorização com formulação através de expressões matemática que
modelam um circuito elétrico e/ou eletrônico. E após é experimentada para comprovação deste
modelamento matemático. Parafraseando Cupani & Pietrocola(2002), que aborda em seu trabalho a
epistemologia de Mario Bunge e mostrará a sua relevância para se enfrentar alguns problemas
presentes no contexto do ensino das ciências. Em particular, apresenta a forma como Bunge
concebe as ligações do conhecimento científico com o mundo real através da produção de leis,
teorias e modelos. As explicações têm um lugar de destaque na sua obra e mostra como sua
maneira de concebê-las no contexto da produção científica traz implicações importantes para o
ensino das ciências.

Usa-se aqui a ideia de Cupani & Pietrocola(2002) na qual afirma que, Bunge é, todavia,
pouco conhecido de modo geral. Isso faz com ele não seja notada a utilidade das suas ideias para
confrontar problemas de outras áreas, por exemplo, as questões didáticas - pedagógicos presentes
no ensino de ciências em geral [...]. Um dos maiores problemas didático – pedagógico pode-se
argumentar, está na maneira como fazer para ser entendido, ser claro na explicação ao mesmo
tempo, simples.
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Neste pré-projeto busca tratar os conteúdos logicamente através de modelamento


matemático, para Bunge, segundo CUPANI & PIETROCOLA (2002, p. 6 ).

Uma teoria, explica Bunge, é um sistema de hipóteses referente a um determinado âmbito


de objetos. Trata-se de conjuntos articulados de suposições cujos enunciados são, ou bem
afirmações primitivas (axiomas, definições, dados), ou bem afirmações demonstráveis
dentro desse sistema (teoremas). As teorias são assim sistemas hipotéticos dedutivos.
Trazendo-se isso para a disciplina de Eletricidade o método resumido é apresentado neste
artigo já é aplicável no ensino profissionalizante, e o que se pretende é adaptá-lo ao ensino regular
na disciplina de Física. Pois a logica matemática empregada no contexto da disciplina que
fundamentará todo curso ao longo de três semestres, se afirmar nas palavras de CUPANI &
PIETROCOLA (2002, p7),

A formulação (em particular, matemática) de teorias representa a culminação da


maturação de uma disciplina, e cumpre as seguintes funções: As teorias sistematizam o
conhecimento, oferecem representação, aumentam o conhecimento, orientam a pesquisa,
além disso, reorientam completamente o curso da ciência (teorias revolucionárias).
Portanto, para a matematização no ensino da física aplicada se apropria do histórico de
aprendizagem do estudante do ensino básico e a partir disso constrói-se com o aluno uma nova
linguagem, uma aprendizagem significativa sistemática que dará ao aluno uma estrutura cognitiva.

Para ilustrar o que se pretende com esse comparativo e para exemplificar, se usará o curso
Técnico em Eletrônica na disciplina de Eletricidade, para uma rápida abordagem da técnica em usar
lógica de análise de circuitos eletrônicos. Resgatando com o aluno o cálculo de circuitos série,
conforme figura 4, se fará uma análise usando-se três métodos para chegar num mesmo resultado,
dois abordados em livros didáticos e um terceiro mais simplificado. No circuito da figura 4,
pretende-se obter a tensão elétrica, d.d.p, nos pontos “A” e “B”.

Na metodologia aprendida dos livros didáticos, primeiramente, devera-se calcular a


resistência equivalente no circuito com a seguinte expressão, 𝑅𝑇 = 𝑅1 + 𝑅2 + 𝑅3 . Após calcular a
𝑉
intensidade de corrente elétrica total através da expressão, 𝐼𝑇 = 𝑅𝑇 . Com resultado obtido dessa
𝑇

expressão, pode-se obter a queda de tensão proporcional, de cada resistor, a sua resistência ôhmica.
Através da expressão 𝑉1 = 𝑅1 ∗ 𝐼𝑇 , 𝑉2 = 𝑅2 ∗ 𝐼𝑇 𝑒 𝑉3 = 𝑅3 ∗ 𝐼𝑇 . Portanto para obter a tensão no
ponto “A” e no ponto “B”, respectivamente, subtrai-se, 𝑉𝐴 = (𝑉𝑇 − 𝑉1 ) 𝑒 𝑉𝐵 = (𝑉𝐴 −
𝑉2 ).

Figura 1- Circuito Série

Outra metodologia de análise de circuito série é considerá-lo como um divisor


de tensão sem carga. Para chegar a tal análise é necessário antes deduzir a expressão que
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definirá a queda de tensão provocada por cada resistor. Logo, sabendo-se que ((𝑉1 = 𝑅1 ∗
𝑉
𝐼𝑇 ), (𝑉2 = 𝑅2 ∗ 𝐼𝑇 ) 𝑒 (𝑉3 = 𝑅3 ∗ 𝐼𝑇 ). Assim, substituindo 𝐼𝑇 = 𝑅𝑇 em cada expressão, têm-se,
𝑇

𝑅 𝑅 𝑅
(𝑉1 = 𝑅 1 ∗ 𝑉𝑇 ), (𝑉2 = 𝑅2 ∗ 𝑉𝑇 ) 𝑒 (𝑉3 = 𝑅3 ∗ 𝑉𝑇 ). Consequentemente para encontrar os valores de
𝑇 𝑇 𝑇

“A” e “B”, procede-se da mesma forma usando-se a expressão, supracitada, 𝑉𝐴 = (𝑉𝑇 − 𝑉1 ) 𝑒 𝑉𝐵 =


(𝑉𝐴 − 𝑉2 ).

Fonte: Autor (2019).

O método que o autor sugere, emprega-se a proporcionalidade que existe entre os resistores
em relação as suas resistências ôhmicas. Este método na prática é comumente utilizado, em análise
de defeitos em placas de circuitos impressos reais, para o técnico ter um rápido diagnóstico de
defeito. Consequentemente, considerar-se como principio fundamental que qualquer componente
eletrônico poderá comportar-se como uma resistência.

Para fins de análise primeiramente observa-se o circuito e verifica-se qual dos


componentes possui a menor resistência. No exemplo da figura 4, R1 e R3, ambos de 1KΩ, então se
atribuem a eles “1x” (lê-se 1 vez), pois esse será a o resistor de referencia. O segundo passo, o aluno
fará a seguinte pergunta: Quantos resistores de 1KΩ cabem no resistor de 3,9KΩ. Obviamente
responderá 3,9x, porém, objetivo nesse método é fazer aproximação e assim facilitar a análise do
circuito, logo, arredonda-se para 4x. Visto que os componentes eletrônicos em sua maioria possuem
tolerâncias entorno de 5%. Dito isso podemos efetuar os cálculos, se possível mentalmente. O
procedimento seria somar todas as proporcionalidades 1x + 4x + 1x = 6x. Como queremos saber
quantos volts que cada resistor receberá, portanto, basta pegar a tensão da fonte e dividi-la pela
proporção total, assim, o resultado obtido refere-se à tensão do resistor de menor valor de
resistência. No caso do circuito em questão, (V1 = 2 V), (V2 = 8 V) e (V3 = 2 V), assim, (VA = 10
V) e (VB = 2 V).

Então ao examinar os três métodos de análise de circuito, verifica-se que o método


utilizando pela proporcionalidade das resistências, apresentou cálculo mais rápido, com menos
expressões matemáticas possíveis, e se chegou a valores iguais aos métodos da regra de ohm ou
pelo divisor de tensão sem carga. Este tipo de análise poderá se estender em análise de defeitos dos
diversos componentes eletrônicos. Porém, no ensino médio os estudantes tem uma noção superficial
sobre a teoria que envolve estes componentes.
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O método através da proporcionalidade das resistências sugere um rigor cientifico


sem perder a simplicidade do seu entendimento. Por fim, segundo FREIRE (1996, p.145).

É esta percepção do homem e da mulher como seres “programados, mas para aprender” e,
portanto, ensinar, conhecer, intervir, que se faz entender a prática educativa como exercício
constante em favor da produção e do desenvolvimento da autonomia de educadores e
educando.
Por isso, para FREIRE (1996), um dos saberes fundamental da prática docente é a
consciência que toda a educação é ideológica e que a força dessa ideologia e mais intensa quando
ela fica oculta, sobre à mascara da neutralidade. Reconhecer isso significa não cair nas armadilhas
da ideologia.

3. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Por fim, tentou-se apresentar em um curto espaço uma metodologia de


ensino/aprendizagem apoiada às ideias AUSUBEL e na concepção de BUNGE. Através de
Ausubel, criar uma estrutura cognitiva organizada e uma aprendizagem significativa. Bunge
fundamentou a maneira didática – pedagógica que será apresentada ao aluno uma estrutura
organizada referentes a disciplina Eletricidade. Com esse embasamento teórico propôs-se em
construir um método de simplificação para análise de circuitos série. Que naturalmente poderá
usado no ensino sistemático, ensino médio, na disciplina de Física.

Pois no ensino da física, no entender do autor, o estudante terá o primeiro contato ao


conhecimento sobre eletricidade, assim fundamentando seus conceitos. Estes conceitos, por sua vez,
alicerçará o ensino da Eletrônica, no qual, no senso comum, a eletrônica é uma ramificação da
eletricidade, portanto estudar a eletricidade se está esteiando o estudante para que tenha a noção o
que é tecnologia.
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4. REFERÊNCIA

CUPANI, A. & PIETROCOLA, M. Acessado em 5/jul/2019, Disponível em:


http://www.hu.usp.br/wp-
content/uploads/sites/293/2016/05/Cupani_AlbertoRELEVANCIA_DA_EPISTEMOLOGIA_DE_
MARIO_BUNGE_PARA_O_ENSINO-_DE_CIENCIAS.pdf

KATHY, Perkins, at al. Diretora responsável pelo projeto. Disponível em:


https://phet.colorado.edu/pt_BR/simulations/category/by-level/high-school. Acessado em
20/jun/2019.

PERUZZO JÚNIOR, L. O Realismo Científico de Mario Bunge. Disponível em:


https://www.researchgate.net/publication/317107249_O_Realismo_Cientifico_de_Mario_Bunge.

Rev. Filos., Aurora, Curitiba, v. 29, n. 46, p. 353-361, jan./abr.2017 – ISSN 1980-5934. Acessado
em 8/jul/2019.

MOREIRA, M. A.; MASINI, E. F. S. Aprendizagem significativa: a teoria de David Ausubel. São


Paulo: Moraes, 1982.

NOGUEIRA. Makeliny Oliveira Gomes; LEAL, Daniela. Teorias de Aprendizagem: Um


encontro entre os pensamentos Filosóficos, Pedagógicos e Psicológicos. 3ª. Edição. Ver., ampl. E
atual. Curitiba: Editora: InterSaberes, 2018. (Série Construção Histórica da Educação).

SUHR, Inge R. F. Teorias do Conhecimento Pedagógico: 1ª. Edição - Curitiba – PR. Editora:
InterSaberes, 2012 – (Séries Fundamentos da Educação).