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Hoje te proponho a vida e a felicidade, a

morte e a desgraça
Moisés falou ao povo dizendo: 15"Vê que eu hoje te proponho a
vida e a felicidade, a morte e a desgraça. 16Se obedecerdes aos
preceitos do Senhor teu Deus, que eu hoje te ordeno, amando
ao Senhor teu Deus, seguindo seus caminhos e guardando seus
mandamentos, suas leis e seus decretos, viverás e te
multiplicarás, e o Senhor teu Deus te abençoará na terra em
que te fiz entrar, para possuí-la. 17Se, porém, o teu coração se
desviar e não quiseres escutar, e se, deixando-te levar pelo erro,
adorares deuses estranhos e os servires, 18eu vos anuncio hoje
que certamente perecereis. Não vivereis muito tempo na terra
onde ides entrar, depois de atravessar o Jordão, para ocupá-lo.

19Tomo hoje o céu e a terra como testemunhas contra vós, de que vos
propus a vida e a morte, a bênção e a maldição. Escolhe, pois, a vida, para
que vivas, tu e teus descendentes, 20amando ao Senhor teu Deus,
obedecendo à sua voz e apegando-te a ele - pois ele é a tua vida e prolonga
os teus dias, a fim de que habites na terra que o Senhor jurou dar a teus
pais, Abraão, Isaac e Jacó" Palavra do Senhor!

Comentando a I Leitura

Hoje te proponho bênção e maldição


Não são muitos os caminhos a escolher, mas apenas dois: o da
vida e o da morte. Parece, pois, que não há escolha: nossa
sorte necessária, inelutável, é a morte. Ela vem, mesmo que
ninguém a queira. Por outro lado, também o nosso espírito, o
intimo de nós mesmos, parece não ter possibilidade de escolha:
opta pela bênção, a felicidade, a vida. Tratar-se-á, porém, de
possibilidade real de escolha, ou de ilusão? A proposta de Deus
ao homem para aceitar a aliança é propriamente a escolha entre
a vida e a morte. Não nos pertence definir a vida e a felicidade,
porque isto cabe a Deus; é-nos dada apenas a possibilidade de
aceitar o dom de Deus. Ninguém por si próprio escolhe a morte.
Mas quem recusa a obediência, quem não aceita aquele tipo de
morte que consiste em renunciar à vontade de definir a própria
felicidade e não entrega nas mãos de Deus a própria vida,
entra, de fato, no domínio da morte. É importante, portanto,
descobrir que Deus quer nossa felicidade, e aceitar-lhe a
proposta.

Salmo: 1, 1-2.3.4 e 6 (Sl 39[40],5a)

É feliz quem a Deus se confia!


1Feliz é todo aquele que não anda conforme os conselhos dos
perversos; que não entra no caminho dos malvados, nem juntos
aos zombadores vai sentar-se; 2mas encontra seu prazer na lei
de Deus e a medita, dia e noite, sem cessar.

3Eisque ele é semelhante a uma árvore, que à beira da torrente


está plantada; ela sempre dá seus frutos a seu tempo, e jamais
as suas folhas vão murchar. Eis que tudo o que ele faz vai
prosperar.

4Mas bem outra é a sorte dos perversos. Ao contrário, são iguais


à palha seca espalhada e dispersada pelo vento. 6Pois Deus
vigia o caminho dos eleitos, mas a estrada dos malvados leva à
morte.

O Salmo 1 é um salmo de instrução. Ele divide as pessoas em dois grupos: os


obedientes à vontade do Senhor (vv. 1-3), e os maldosamente desobedientes (vv 4-5).
Cada grupo experimentará as conseqüências de sua atividade: a vida e prosperidade
para os obedientes, ostracismo e perda das raízes para os maus.

Evangelho do dia: Lucas (Lc 9, 22-25)

Quem perder a sua vida por causa de


mim, esse a salvará
Naquele tempo disse Jesus aos seus discípulos: 22"O Filho do
homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos
sumos sacerdotes e doutores da lei, deve ser morto e
ressuscitar no terceiro dia". 23Depois Jesus disse a todos: "Se
alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz
cada dia, e siga-me. 24Pois quem quiser salvar sua vida, vai
perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, esse a
salvará. 25Com efeito, de que adianta a um homem ganhar o
mundo inteiro, se se perde e se destrói a si mesmo?" Palavra
da Salvação!

Contexto: Ministério de Jesus na Galiléia. Leituras paralelas: Mc 16, 21;


Lc 8,31 (Primeiro Anúncio da Paixão); Mt 16, 20-25; Mc 8, 30-9,1
(Prediz a morte e ressurreição); Mt 16, 24-27; Mt 10, 28; Mc 8, 34-38
(condições para seguir a Jesus).

Comentando o Evangelho

A perda é salvação
A conclusão da caminhada terrena de Jesus escondia um
sentido dificilmente compreensível para os discípulos. O
horizonte messiânico no qual se moviam e com o qual
interpretavam a pessoa do Mestre os impedia de compreender,
em profundidade, o que o fato requeria. Para ser entendida, em
sintonia com o pensar de Jesus, era preciso fazer uma violenta
inversão de valores. O esquema tradicional era insuficiente para
explicá-la.

Na lógica de Jesus, ou seja, na lógica do Reino, a perda é


penhor de salvação, ao passo que a salvação, entendida à
maneira do mundo, é fator de perda. Daí ser possível esperar
que, da humilhação de Jesus resulte exaltação, do abandono
por parte dos amigos e conhecidos provenha a solidariedade do
Pai, do sofrimento redunde a mais plena alegria, e a morte seja
superada pela ressurreição.

O contraste entre o projeto de Jesus e a mentalidade de seus


discípulos era flagrante. Não lhes passava pela cabeça a
possibilidade de existir um Messias cuja glória fosse alcançada
em meio a sofrimentos e, muito menos, num contexto de morte
violenta.

Só a fé na ressurreição pode nos levar a dar crédito às palavras


de Jesus. Com ela, o Pai deu seu aval às palavras do Filho,
assegurando-lhe sua veracidade. Jesus provou ser impossível
experimentar a misericórdia do Pai sem abrir mão das ambições
mundanas. Só quem é capaz de renunciar-se a si mesmo como
ele, experimentará a salvação. (O EVANGELHO DO DIA, Ano
“A”. Jaldemir Vitório. ©Paulinas, 1996)

A história da Quaresma
Pe. Lucas

Quaresma, uma vez mais. Tempo forte na caminhada do ano eclesiástico. Convite e
apelo para. o silêncio, a prece, a conversão. E quando se fala em quaresma,
geralmente a gente tem uma idéia de uma coisa negativa, como antigamente. Tempo
de medo, de cachorro zangado, de mula sem cabeça e outras coisas mais.

Para outros a quaresma parece superada pelo modernismo e é hoje apenas uma
recordação negativa do passado ou um retrato na parede, simplesmente.

Penso, para nós cristãos é o tempo de conversão, de mudança de vida, de acolher


com mais amor a misericórdia de Deus que nos quer perdoar. E é também o tempo
onde as comunidades se preparam para viver o mistério da páscoa. Isto é, tempo da
hora de Jesus Cristo do seu seguimento em que ele caminha em direção da sua hora
que é a entrega total da sua vida a Deus pelos homens, seus irmãos.

A quaresma é para cada um de nós um tempo de oração e de conversão. Tempo de


crescer em comunhão com todos os homens, principalmente com os mais pobres e
necessitados. Eles nos lembram o rosto sofrido de Jesus e nos convidam a viver com
mais fidelidade a caridade, o amor fraterno, que o Evangelho exige de nós.

Quaresma: "Converter-se e crer no Evangelho"


Mais uma vez estamos começando a quaresma. Vamos apenas repeti-la e ficar onde
estamos? Ou vamos descobrir algo novo e progredir na vida? Desde antigamente, a
Igreja nos prepara para a Páscoa com esse período de 40 dias.
O número não foi escolhido à-toa. Desde a tradição do livro do Êxodo (Ex 16,35),
considera-se que o povo de Deus passou 40 anos no deserto antes de chegar à terra
prometida, à liberdade.

No Evangelho de São Marcos 1-13 Jesus passa 40 dias no deserto. E aí supera a


tentação de satanás, aquela que Adão, o Homem, não conseguiu superar. Isso
significa que Jesus passou pela aprovação e saiu vitorioso. Mas o que tem isso a ver
conosco hoje? Que luz isso trás para nossa luta de todos os dias?
O Destino ou o Paraíso?

Jesus nos indica o ponto de chegada, a direção em que devemos caminhar. Ele que,
no deserto, vencido Satanás, "vivia entre as feras e os anjos o serviam" é o novo
Adão. É o homem no paraíso. É a nova humanidade, realizada, em paz com Deus e
com a natureza. Essa mensagem de paz diga-se de passagem, aparece também no
livro do Gênese 9,8-15, quando se diz que Deus pendurou o seu arco de guerra e fez a
paz com os homens. E o arco de Deus se tornou o arco Íris, que pôs fim ao dilúvio, ao
castigo.

Como chegar lá?


Uma pista nos vem do antigo povo de Deus, aquele que caminhou por 40 anos no
deserto. À sua frente ia Moisés. Este povo é parecido conosco. Nossas provações,
nossa luta, não duram 40 dias, mas 40 anos ou mais!

Nós estamos sempre a caminho, no deserto, na esperança de chegar. De Moisés, os


rabinos contavam uma história curiosa. Diziam que ele viveu 120 anos, e teve 3
longas provações de 40 anos na vida. A 1ª foi no Egito: 40 anos de aprendizagem, de
experiência, de educação. Aprendeu a viver, a sentir os dramas do povo, a descobrir a
solidariedade. Achou que deveria lutar pelo seu povo. Revoltou-se contra a opressão
dos egípcios. Mas... Ninguém o seguiu. Aí a decepção, a fuga para Madiã, outros 40
anos curtindo sua decepção e reconquistando aos poucos a confiança, as forças, a
maturidade. Enfim, superada também esta 2ª provação, Deus o chamou para guiar o
seu povo, durante 40 anos, na saída do Egito, no caminho da libertação.

A história de Moisés nos diz que há etapas e provações diferentes na vida. Cada um, -
jovem, adulto, mais velho - tem a sua etapa a vencer, a sua caminhada. Nesta
quaresma, qual é o passo que eu devo dar?

Os próximos passos
Não devemos, porém, olhar só para a nossa situação pessoal. O amadurecimento de
Moisés é exatamente esse: Passar de sua percepção ainda ingênua das coisas para
uma visão lúcida da vontade de Deus e das necessidades de seu povo.

Viver a quaresma, é antes de tudo lutar contra tudo que nos separa. A tentação é
sossegar diante dos problemas. Superar a provação, vencer a batalha contra o mal.
Não é "apenas isso", mas nesta luta é que estamos continuando a luta contra satanás,
continuando a caminhada do povo junto à libertação, realizando a nova humanidade.
Certamente, a outros passos a dar.

Caminhada ou travessia?
A primeira carta de São Pedro 3,18-22 compara a nossa provação a uma passagem
pelas águas. Não uma caminhada, mas uma travessia! Algo como aconteceu a Noé,
que foi salvo pela arca. Mas agora o nosso barco é outro. É a cruz de Cristo. Nele
embarcamos com o batismo. O batismo não é um ponto de chegada. É um
compromisso de seguir o Evangelho, a cruz de Jesus. E é ao mesmo tempo a garantia
de que esse barco realmente pode nos conduzir ao porto seguro, ao lugar certo.