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6 MALCO

Malco ou Malchus, é a forma helênica do hebraico Meleque, que significa “rei”.


Na Bíblia ele é identificado por João como aquele servo do Sumo Sacerdote Caifás
que tinha liderado a legião de soldados romanos que foi prender Jesus no Getsêmani.
Sua meta principal era tornar-se sacerdote, pois conforme historiadores, Malco
aprofundou-se no conhecimento das leis judaicas, da qual era necessário dedicar uma
parte da vida de 5 a 8 anos ao estudo da Toráh, e do trabalho no Templo (12 em 12
horas colocando lenha no altar para o fogo não apagar; etc…), sempre obedecendo
às regras, Malco estava prestes a concluir seu aprendizado e formar-se um sacerdote.
Todo aquele que almejava algum dia tornar-se um sacerdote, no período final de seu
estágio, quando faltava um ano para ser consagrado ao Sacerdócio, o mesmo se
tornava SERVO DO SUMO-SACERDOTE. Acompanhava o sumo-sacerdote o tempo
inteiro, na condição não só de aprendiz (discípulo), mas de servo.
Essa era a posição de Malco, que a um passo de tornar-se um sacerdote, por
ordem do seu superior foi ao encontro de Jesus para prendê-lo. Acreditando mesmo
estar cumprindo com a vontade de Deus, chegou juntamente com a sua comitiva para
prender a Cristo e levá-lo ao seu superior, quando inesperadamente foi atingido por
um golpe de uns dos discípulos de Cristo; e percebe que sua orelha direita fora
decepada.
Nesse momento Malco encontra-se diante de uma situação crítica em que ele
sente a ponta da lâmina da espada de Pedro cortando-lhe a orelha. Mas por que para
Malco ainda era importante a “orelha direita? Eis a resposta:
Mesmo sendo um cargo de confiança do Sumo Sacerdote, portanto de sua livre
escolha, no entanto, o servo dele, que podia, inclusive, substitui-lo, precisava ser
sabatinado pelo Sinédrio e para isso precisava preencher os requisitos que a Lei de
Moisés apresentava. Entre esses requisitos estava o da perfeição no corpo.
“Fala a Arão, dizendo: Ninguém da tua descendência, nas suas gerações, em
que houver algum defeito, se chegará a oferecer o pão do seu Deus” (Levítico 21:17).
“Nenhum homem da descendência de Arão, o sacerdote, em quem houver
alguma deformidade, se chegará para oferecer as ofertas queimadas do SENHOR;
defeito nele há; não se chegará para oferecer o pão do seu Deus” (Levítico 21:21).
“E o sacerdote tomará do sangue da expiação da culpa, e o porá sobre a ponta
da orelha direita daquele que tem de purificar-se e sobre o dedo polegar da sua mão
direita, e no dedo polegar do seu pé direito” (Levítico 14:14).
E de acordo com essa lei vigente na época, para ser sacerdote não poderia ser
gago, surdo ou ter qualquer defeito no corpo. Poderia até ter um problema na orelha
esquerda, mas a direita tinha que estar em perfeito estado. Nessas Leis Cerimoniais
estava expresso que todas as vezes que o sacrifício se iniciasse, era necessário que
o sacerdote fosse ungido antes de se apresentar perante o altar do Senhor. Porém
para Malco o inesperado acontece, acaba por perder a sua orelha direita a qual era
uma das partes principais para a consagração sacerdotal.
“Simão Pedro, que trazia uma espada, tirou-a e feriu o servo do sumo
sacerdote, decepando-lhe a orelha direita. O nome daquele servo era Malco” (João
18:10).

6.1 DEFENDENDO A CAUSA ERRADA

Ainda que estivesse a serviço da maldade do sacerdócio; ainda que sua


motivação naquele momento fosse a pior possível; ainda que seu coração estivesse
se corrompido levando-o a aceitar esta baixa condição de executar missões
reprováveis em nome do Sumo Sacerdote, Malco, todavia, acreditava estar a serviço
da Obra de Deus. Ele havia dedicado toda à sua vida em função deste sonho, o de
ser um sacerdote. Na verdade, Malco era um homem que se achava na multidão
errada, defendendo a causa errada, envolvendo-se com pessoas erradas. Ele merecia
perder a cabeça, e não apenas a orelha. Antes tivesse deixado a cabeça para ser
rachada ao meio do que perder a orelha direita. Sem ela o sonho estava morto e ser
sacerdote, certamente era a sua vida, a razão de sua existência.
Não é difícil imaginar aquela situação: Malco sentindo uma dor insuportável,
tentando encontrar a sua orelha caída no chão e certamente sem poder enxergar pois
naquele momento era noite. Para aumentar ainda mais a sua dor, cumprir aquela
ordem de levar Cristo preso ao sumo sacerdote estava fracassada... No momento
queria estancar o ferimento. Não havia mais esperanças, pensava que o seu sonho
sacerdotal já estava perdido.
Mas ele não contava com a Misericórdia de Cristo que, vendo Malco caído ao
chão, atribulado pela ideia de tudo ter acabado ali... Em instantes um filme se passou
na mente de Malco, e Jesus assistiu ao filme... Foi nesse momento que Sua graça se
manifestou: abaixando-se Jesus pegou a orelha de Malco, posicionou-a em sua mão
e à vista de todos colocou-a no devido lugar, realizando aquele implante instantâneo,
proporcionou a Malco o alívio da dor e no mesmo instante o sangue que escorria
foi estancado, deixando a sua orelha totalmente restaurada, um verdadeiro milagre.
Esse fato foi apenas o início do processo do seu encontro com Cristo, porque
aquele que por Ele é tocado passa a mudar da noite para o dia, muda os seus
conceitos, os seus maus hábitos e pensamentos, começa um relacionamento com
Cristo que o faz perceber que somente Nele existe a cura que não deixa cicatrizes.
Jesus não restituiu apenas a orelha direita de um homem, Jesus restituiu os sonhos.
Jesus devolveu a Malco o direito de permanecer no seu posto e tentar chegar aonde
ele pretendia e realizar o serviço que ele considerava como uma missão perante o
Deus de Israel.

6.2 IDENTIFICANDO O AGRESSOR DE MALCO

Mas como pode ser comprovada a identidade do agressor de Malco? Em


Mateus, Marcos e Lucas nada é relatado a respeito do indivíduo que feriu Malco e; ao
serem consultados os livros sinóticos à procura desse assunto, os textos deixam as
seguintes declarações: “Senhor, atacaremos com espada?”
“E um deles feriu o servo do sumo sacerdote, decepando a orelha direita”
(Lucas 22:49).
O livro que dá uma ideia clara e coerente acerca do indivíduo que agrediu
Malco, é o Evangelho de João que diz que seu nome era Simão Pedro; um dos
discípulos do Senhor. O fato de João mencionar o nome do servo e especificar a
orelha é uma indicação de que ele foi testemunha ocular.
Mas por que Pedro feriu justamente a Malco? Será que ele conhecia tal
homem? Pois sendo que a maioria que foi prender Jesus estava armada com espadas
e porretes prestes a, quem sabe, feri-los?
“Estou eu chefiando alguma rebelião, para que vocês tenham vindo com
espada e varas?” (Lc 22:52).
A atitude de Pedro em recorrer ao uso da espada é compreensível à vista de
sua declaração de lealdade em João 13:37. A posse da espada explica-se pelo
conselho de Cristo em Lucas 22:35-38. A espada era um símbolo dos dias de luta que
estavam à frente, mas não era destinada ao uso literal. Eis aí o porquê da repreensão
de Jesus.
Pedro poderia agredir outros, ou seja, ferir no braço ou no corpo de outros
homens que ali estavam, mas Pedro feriu Malco a orelha direita com uma razão.
Razão pela qual Cristo interveio a ajudar, restaurando a orelha de Malco, que não era
um dos oficiais, mas um escravo pessoal do sumo sacerdote, sendo ele estava prestes
a entregá-lo, primeiro a Anás, que era o sogro do sumo sacerdote Caifás e, depois,
ao próprio Caifás.