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~~Clara e Vicente ~~

Era uma vez um casal de irmãos, bem pequenos, a menina era mais velha,
com 5 e o menino com 3, que foram deixados na porta de um orfanato na
região rural da França, há muito tempo atrás...

Esse orfanato era uma instituição de caridade, que sobrevivia graças a


doações recebidas de algumas damas da sociedade de Paris. Todo inverno,
em Paris, nevava muito. Quem tomava conta eram duas irmãs bondosas
que tinham dons muito sensíveis: uma cantava lindamente, com toda
beleza simples de sua alma, a outra, tocava piano de forma sublime e, todas
as crianças que moravam lá também cantavam em coro e encantavam a
todos que ouvissem.

Assim que entraram, os novatos Clara e Vicente, a quem chamavam de Vivi,


se enturmaram e Clara pela primeira vez soltou a voz e encantou a todos
com a delicadeza de sua voz.
Vicente era o xodó das meninas, era uma criança muito bonitinha e
sorridente.

Até que, depois de um ano, apareceu um casal que não podia ter filhos e
eles se encantaram com Vicente e estavam dispostos também a adotar
Clara, mas ela se encantou com as outras crianças, ela cuidava, dava banho,
cantava, e, a bem da verdade, é que o casal tinha muito dinheiro, e ela se
assustava com a vida de riqueza, ela preferia estar entre os simples, aonde
ela poderia ser mais útil, e mesmo com a imensa dor no coração de ter que
se afastar de seu irmãozinho.

Foi muito difícil a separação, até porque o irmãozinho, com pouca idade,
não entendia porque Clara não queria ir com ele, mas ela dizia firmemente,
olhando no fundo de seus olhos:

- Confia, que não existe separação. Eu te sentirei e você me sentirá. E a


canção que cantarmos juntos, aonde estivermos, nos dará a paz vinda
da certeza de sermos irmãos de alma!!!

Ele parou de chorar, respirou profundamente, e seguiu com o casal.


A partir desse dia, Clara todas as noites, cantava a canção que ela e seu
irmão adoravam e ela sentia que ele estava cantando também, naquele
exato momento, junto com ela:

E a permanência de Clara no Orfanato foi mesmo providencial. Seis meses


depois, as irmãs vieram a falecer e a instituição passou por sérios apuros. A
casa onde viviam era alugada e, como viviam tempos difíceis na Europa,
com muitas pestes, ninguém quase mais ajudava na caridade.

E já com pouco alimento, Clara tem uma ideia: vamos para as ruas de Paris,
cantar para as pessoas que passarem na rua. Quem sabe conseguimos
alguma ajuda.

E aquele grupo de meninos e meninas, foram a pé, durante mais de 5 horas


até chegar às ruas de Paris.

Assim que chegaram, fizeram uma oração e cantaram lindamente. Todos


que passavam se emocionavam e voltaram com dinheiro suficiente para
comprar comida para uma semana.

Na semana seguinte, fizeram a mesma coisa, e quando estavam justamente


cantavam a canção que Clara e seu irmão tanto gostavam, passam, pelo
grupo o casal e seu irmão querido que, de longe escuta a voz de Clara e sai
correndo a procurar. Quando, finalmente, os dois se encontram, que alegria,
que felicidade!!!! Os dois se abraçam profundamente e Vicente disse que
todas as noites cantava esta canção e só assim ia dormir em paz.

O casal se aproximou das crianças e perguntou o que elas estavam fazendo


ali nas ruas de Paris. Clara contou que as irmãs vieram a falecer e, desde
então, elas não recebiam recursos para sobreviver e também compartilhou
sua preocupação com o próprio local onde viviam, que era alugado e elas
não tinham mais o dinheiro do aluguel.

O casal teve muita compaixão pelas crianças e se lembrou que eles tinham
uma casa no campo, próximo ao orfanato aonde elas estavam que eles não
iam, que poderia servir para eles ficarem. Além disso, se lembraram que a
irmã de Alice, a mãe adotiva de Vicente, era professora de música e poderia
ensaiar com elas o coral.

Assim, as crianças se mudaram para a casa de campo do casal, um professor


muito querido ia dar aulas para as crianças todos os dias e uma vez por
semana ensaiavam com a Professora de Música. Clara e Vicente passaram
a se ver sempre e todas as vezes que se encontravam rendiam graças a Deus
pela benção do reencontro e de toda ajuda recebida.

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