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MEDIUNIDADE, UMBANDA, SABEDORIA.

Em terras distantes, onde perdura a sabedoria maior, juramentos feitos,


conduzidos e plasmados na fonte segura do aprendizado, pautados e
alicerçados na luz, não poderão ser desmentidos e nem enganados.

O canto superior da melodia celeste ilumina, com sua harmonia, os


pensamentos voltados e encaminhados para o bem.

Quando prevalece a saudade da terra distante, olhamos para dentro de nós


mesmo e de imediato aflora o forte propósito de desbravar as terras virgens
ao conhecimento junto com a imensa força que nos eleva a Deus.

Algumas vezes, por costume, pegamos atalhos ocultando os verdadeiros


caminhos, fingindo que com eles se consegue alcançar o destino certo, mas
quando emerge a razão, certificamos que nos enganamos, então sofremos por
estar mais longe e sem a devida paz interior para se direcionar para as terras
distantes.

Um caminho é a mediunidade, árduo sim, mas é um bom caminho, todavia,


com atalhos nela também, o importante é estar vigilante, por que na falta de
atenção, ficarmos tentados à pega-los, e na imensa comodidade que estamos
sujeitos, não larga-los mais.

Fundamental estar ciente que a mediunidade verdadeira nos leva ao caminho


que nos indica a que distância estamos das terras da sabedoria.

Preta Velha diz: Não é preciso chegar primeiro que os outros, o importante é
chegar corretamente, honestamente. Um caminho seguro perdido pelo tempo
desperdiçado pela satisfação íntima egocêntrica, serão horas de muito tempo
e de muita luta para encontra-lo novamente.

Saber que o saber está a nossa frente, é ter força para encontrar a terra da
sabedoria, por isso, não se engane e nem engane, não se desoriente, sua
bússola é a mediunidade, cuidando dela com zelo, seu destino será a luz,
surgindo então à terra da sabedoria.

Para você médium umbandista: Seu melhor caminho é a mediunidade, ele é


seguro quando bem cuidado e direcionado.

Mediunidade bem cuidada significa sinônimo de saber ir e encontrar as terras


distantes: Umbanda com dedicação e fé

Vovó Maria Conga


Wilson T. Rivas
Apostila 1
Oferendas nas diversas culturas

A história nos mostra que as oferendas1 sempre foram usadas pelo


homem. Registros demonstram essa atividade no Egito Antigo,
através de pinturas desde a XVII Dinastia (1550 a 1319 A.C.).

Portador de Oferendas. Pintura


sobre gêsso. Detalhe da parede
sul, túmulo de Nakht, Shwikh-
abd-el-Qrnah, Tebas. Meados da
Décima-oitava Dinastia. Como
preparação para sua vida no outro
mundo, os mortos eram
abundantemente providos de
alimentos e bebidas, tanto
literalmente como em
representações pictóricas. Neste
detalhe, um portador de
oferendas (parte de uma série de
figuras análogas na parede sul do
túmulo) apresenta flores e frutas.

Seti II realizando uma


oferenda aos deuses em
Heliópolis, uma das cidades
mais importantes do ponto
do vista religioso e político
durante a época do Império
Antigo.
Seti II foi um faraó da XIX
dinastia egípcia que
governou entre cerca de
1200 e 1194 a.C..

1
Oferenda [Do lat. offerenda.] S.f. “Objeto ou coisa qualquer que se oferece;
presente, dádiva, oferta, oblata.”
Usadas por diferentes povos nos quatro cantos do mundo, as oferendas
variam na forma e no significado.
As oferendas no Budismo

No Budismo Vajrayano é comum a oferenda de mandalas de areia aos


buddhas.

Confeccionada por monges a mandala


irradia energias pacíficas e de
prosperidade. Na Cerimônia de
Oferenda de Mandala, a areia da
mandala é colocada em um recipiente
sagrado, levada ao rio e oferecida a
uma divindade, beneficiando os seres
vivos e o meio ambiente.

Na tradição do Budismo Tibetano, é costume oferecer taças com água,


flores, velas ou lamparinas, incensos, comida e música (simbolizada por
uma concha do mar).

É costume também, oferecer


parte de uma refeição antes de
comer e um pouco de chá ou
água, antes de beber, com o
desejo de que todos os seres não
sintam fome e não sintam sede.
O propósito dessas oferendas é
desenvolver e aumentar a mente
de generosidade e reduzir a
avareza.

As lamparinas ou velas
simbolizam a sabedoria, eliminando a escuridão da ignorância. Nos
monastérios tibetanos, as centenas das lamparinas são iluminadas
como oferendas.

As oferendas no Taoísmo

Nos rituais taoístas, as oferendas são compostas de: incenso, que


simboliza a transcendência; flores, que simbolizam a naturalidade;
água, símbolo da purificação; velas, que simbolizam a consciência;
frutas e alimentos que simbolizam o despojamento.

A prática da oferenda, para o Taoísmo, tem um sentido muito amplo,


profundo e transformador. O taoísta realiza sua oferenda como um
exercício de consciência. Para ele, a doação é muito mais do que uma
simples caridade. É uma prática que estabelece a correspondência entre
um sentimento e uma ação concreta que demonstra este sentimento. É
um exercício de união entre visível e invisível.
As oferendas no Hinduismo

No Ganges, o rio mais sagrado da Índia, pessoas de todas as idades e


castas se banham e fazem suas oferendas aos deuses hindus. Eles
acreditam que os deuses vedas, distribuídos para as diversas funções
no céu e na terra, são favoráveis aos homens, quando invocados e
acumulados de oferendas; caso contrário, eles criam dificuldades.

As oferendas no Xintoísmo

No Xintoísmo, os espíritos dos mortos


continuam a circular entre os vivos;
participam das alegrias e das dores de seus
filhos e netos; vigiam-lhes a conduta.
Adquirem, pela morte, poderes
sobrenaturais, pois todos os mortos tornam-
se deuses. São eles que determinam os
acontecimentos naturais: povoam o mundo,
fecundam os campos, trazem a volta das
estações, provocam as catástrofes e as fomes. Poderosos tanto para o
bem como para o mal, são bondosos quando os vivos guardam sua
lembrança e lhes dirigem oferendas, e malévolos se são esquecidos ou
negligenciados. É um crime magoá-los com a conduta desonrosa.

Nas casas xintoístas existe em geral um pequeno altar onde se colocam


oferendas (saquê, arroz, sal) e recitam-se orações.

As oferendas no Candomblé

No Candomblé as oferendas através de comidas oferecidas aos Orixás


são sagradas e imprescindíveis.

As oferendas quando devolvidas à terra ou à água transformam-se no


húmus fertilizante que auxiliará na geração de novas vidas. Quando os
pássaros, por exemplo, carregam esta alimentação para outros lugares,
estão realocando as sementes que germinarão em outras paragens.
Nesse momento está se concretizando uma das formas de transferência
de Axé.

Comer desses alimentos também constitui uma forma de receber o Axé.


Durante o oferecimento das comidas são realizadas saudações e
entoados cânticos, invocando a força dos Orixás e pedindo que eles
aceitem o que lhes é entregue. Essa oferenda, então, passa a estar
impregnada de toda força invocada, que também é Axé. Deve-se comê-
la com concentração e em silêncio, pois é um ato sagrado.

As oferendas na Indonésia

Na Indonésia, pela manhã, as balinesas espalham pequenas oferendas


(com flores, incensos e arroz cozido sobre pedaços de folha de
bananeira) pelas casas e ruas de Ubud, ilha de Bali, e salpicam água,
supostamente abençoada, pelo chão. Um ritual repetido todos os dias,
sem exceção. A comida é para alimentar os diabos maus e as flores
para os espíritos bondosos.

As oferendas na Civilização Maia

A civilização dos Maias fazia oferendas e sacrifícios aos deuses,


buscando sua proteção e graça. As oferendas continham alimentos,
pratos elaborados com bolachas, pozol (tipo de polenta), grãos de
milho, de abóbora e de feijão, um peixe, uma tartaruga, um peru ou um
cervo e muitas flores. Os mais afortunados ofertavam penas de quetzal,
peças de jade, lâminas de obsidiana ou de sílex talhadas.

Também praticavam oferenda do próprio sangue, considerada a


suprema oferta. Feriam-se por intermédio de espinhos, cacos ou com
um aguilhão de arraia que enfiavam na língua, nos lóbulos das orelhas,
no septo nasal, nos lábios, nas faces, nos membros e mesmo no pênis.
Uma vez feito o ferimento, deixava-se correr o sangue sobre folhas ou
tiras de papel de cascas de árvores, dispostas num cesto, que eram
depois oferecidos aos deuses.

As oferendas no Xamanismo

Para os adeptos do Xamanismo é a Mãe Terra a geradora de


abundância e de tudo que na terra existe. É a vida, as estações, a
fecundidade, é o ciclo da vida, da morte, do renascimento.

Agosto é o mês de oferendas à Mãe Terra, quando fazem suas


oferendas, normalmente compostas de comida cozida e enterradas
próximo à casa, em um buraco feito na terra. Oferenda-se também
tabaco, cerveja, vinho, doces para alimentar e agradecer à Mãe Terra.

Cada item deve ser carregado na palma da mão e soprados com o


hálito de quem está ofertando, impregnando com sua energia e
intenção.

Conectar-se com a grande mãe, é conectar-se com a abundância e


alegria da vida, por isso é importante “dar de comer à Terra” com o
agradecimento no coração, por tudo que se recebe e por tudo o que se
doa. É um ato de conexão, de amor, de doação e de recebimento, bem
como, é uma arte, uma mandala de cura.