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O estudo sobre as “Siluae 2.

1” Públio Panínio Estácio e morte na


Antiguidade romana: considerações iniciais

Murilo Tavares Modesto


(PIBIC-UEM/DHI; STVDIA)
Renata Lopes Biazotto Venturini
(UEM/DHI; STVDIA)

Resumo. O resumo deverá ser constituído de 200 a 250 palavras, contando


com os seguintes itens: Introdução, objetivo e metodologia, discussão e
conclusões, em um único texto. Deverá estar situado a duas linhas (ou 24
pontos) abaixo do nome dos/as autores/as, em língua portuguesa, em fonte
Arial, tamanho 12, justificado, espaçamento entre linhas simples.

O presente artigo trata a respeito das primeiras considerações do


projeto de iniciação científica intitulado “A representação de um rito funerário
em Estácio, Siluae 2.1”, em desenvolvimento. Contextualizamos Públio Panínio
Estácio (45-96) e sua obra, as Siluae, para entendermos a relação deste autor
napolitano com seu contexto cultural e de patronato. Indicamos, então, a partir
de uma análise documental, o que a narrativa do funeral de Gláucias,
possivelmente um libertus (liberto), no primeiro poema do segundo livro das
Siluae (c. 90 EC), pode nos apresentar sobre o cerimonial fúnebre no primeiro
século do Principado romano. Examinamos, também, quais as intenções de
Estácio em escrever essa consolação (epicedion) para Atédio Mélior, o
dominus (senhor) de Gláucias, e como os pesquisadores desse poema avaliam
a descrição poética do relacionamento entre este dominus e seu libertus,
caracterizada como um amor fraternal de pai-filho adotivos, mas também
fazendo alusões a relações homoeróticas. A questão da morte e a cultura
funerária na Antiguidade romana, por vez, foram tratadas por nós como
manifestações socioculturais, com símbolos e espaços produzidos e retratados
por aspectos relacionados e dependentes do status social do falecido.
Apresentamos, também, como os estudos de tanatologia estão cada vez mais
presentes nas revistas brasileiras de estudos clássicos.

Apontaremos neste artigo, então, os que pesquisadores sabem sobre este


poeta de Nápoles, como vêm estudando sua obra, as Siluae, e como nossa
pesquisa pretende compreender as representações da morte e do fúnebre na
poesia de Estácio.
A respeito dos trabalhos acadêmicos desenvolvidos sobre Estácio e
suas obras, Thebais (“Tebaida”), Achilleis (“Aquileida”) e Siluae, podemos
sumarizar as principais temáticas que os estudiosos deste poeta abordam em
suas pesquisas: os recursos retóricos e literários de suas obras; as concepções
de mundo, de sociedade e de relacionamentos indicadas por seus versos; a
recepção de suas produções na Antiguidade até a contemporaneidade; e,
principalmente, a relação de patronato no contexto de produção literária. Este
último tópico, inclusive, abriu uma perspectiva de revisionismo historiográfica
ao patronato artístico promovido pelo imperador Domiciano, que por muito
tempo foi considerado um governante que enfraqueceu os projetos artísticos
em sua administração imperial.
As Siluae de Estácio, por vez, são cinco livros de poesia lírica, cujas
composições são escritas com maior rapidez para serem recitadas nas mais
diversas ocasiões sociais, como em um casamento, na uma inauguração de
uma estrada e em um funeral, como é o caso trabalhado em nossa pesquisa.
Como cada um dos volumes das Siluae foi dedicado à algum patrono da arte
de Estácio e sua a principal fonte de renda advinha do mecenato, é
fundamental, para a pesquisa sobre esse autor, que se compreenda o contexto
de patronato literário no Principado Romano para avaliar as relações sociais de
Estácio, como amicus (“amigo”) e como poeta de louvor, com o círculo social
que estava inserido.
A diversidade temática na lírica de Estácio apresenta diversos indícios
sobre a vida e a sociedade romana, mas são suas as obras épicas que
recebem maior atenção dos estudiosos. É possível que as Siluae sejam menos
trabalhadas por conta da sua falta de definição poética, sua caracterização de
poética menor e seu conteúdo elogioso, do qual o gosto moderno tem certa
rejeição.
O livro II das Siluae, e, sobretudo, o primeiro poema deste volume, são
as fontes principais para a nossa pesquisa sobre a ritualística mortuária no
Principado Romano. A consolação nesta composição trata a morte de Gláucias,
um menino liberto. Gláucias era considerado como um filho pelo seu senhor,
Atédio Mélior, que parou o ritual em honra do menino por ter por ele um apreço
tutelar e afetivo.
As representações fúnebres, assim, são tratadas por nós como
contextualizadas em suas manifestações socioculturais, seus símbolos e seus
espaços socialmente destinados. Entendemos, então, que a morte deve ser
pensada em relação com aspectos sociais, culturais e econômicos. E são
poucos trabalhos que analisam as representações de ritos fúnebres nos
poemas das Siluae, sendo, em geral, uma temática apenas brevemente
comentadas nos capítulos sobre outras problemáticas. Nossa pesquisa, assim,
pode contribuir à lacuna nos estudos sobre as representações literárias de
rituais no período imperial flaviano, trazendo uma análise mais aprofundada
sobre a imagem funerária no poema 2.1 das Siluae.

Palavras-chave: Avaliação historiográfica; Estácio; Siluae; representação


fúnebre.

Inscrição: 209332