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APLICAÇÃO DA NORMA PROCESSUAL NO TEMPO

- O art. 14 é mais completo, pois ressalva que a aplicação imediata da nova norma
processual deve respeitar "os atos processuais praticados e as situações jurídicas
consolidadas sob a vigência da norma revogada"
- O processo é uma espécie de ato jurídico. Trata-se de um ato jurídico complexo.
Enquadra-se o processo na categoria "ato-complexo de formação sucessiva": os
vários atos que compõem o tipo normativo sucedem-se no tempo, porquanto seja
um conjunto de atos jurídicos (atos processuais), relacionados entre si, que possuem
como objetivo comum, no caso do processo judicial, a prestação jurisdicional;
- Nesse sentido, processo é o conjunto das relações jurídicas que se estabelecem
entre os diversos sujeitos processuais (partes, juiz, auxiliares da justiça etc.). Essas
relações jurídicas processuais formam-se em diversas combinações: autor-juiz,
autor-réu, juiz-réu, autor-perito, juiz-órgão do Ministério Público etc;
- O direito processual é uma situação jurídica ativa. Uma vez adquirido pelo sujeito, o
direito processual ganha proteção constitucional e não poderá ser prejudicado por
lei. Lei nova não pode atingir direito adquirido (art. 52,XX.XVl, CF /1988), mesmo se
for um direito adquirido processual;
- Por isso o art. 14 do CPC determina que se respeitem "as situações jurídicas
consolidadas sob a vigência da norma revogada".
exemplo:
a) Publicada" a decisão, surge, para o vencido, o direito ao recurso. Se a decisão houver
sido publicada ao tempo do Código revogado e contra ela coubessem, por exemplo,
embargos infringentes (recurso que deixou de existir), a situação jurídica ativa "direito aos
embargos infringentes" se teria consolidado; essa situação jurídica tem de ser protegida.
Assim, mesmo que o novo CPC comece a viger durante a fluência do prazo para a parte
interpor os embargos infringentes, não há possibilidade de a parte perder o direito a esse
recurso, pois se trata de uma situação jurídica processual consolidada.
- A aplicação imediata da norma processual não escapa à determinação
constitucional que impede a retroatividade da lei para atingir ato jurídico perfeito e
direito adquirido;
PRINCÍPIOS DA JURISDIÇÃO
- Territorialidade​: Os magistrados só têm autoridade nos limites territoriais do seu
Estado; ou seja, nos limites do território da sua jurisdição. A jurisdição, como
manifestação da soberania, exerce-se sempre em um dado território;
- Surgem as cartas, como atos de comunicação entre órgãos jurisdicionais: a maior
parte dos atos de interesse ao processo, que devam ser praticados fora dos limites
territoriais em que o juiz exerce a jurisdição, dependerá da cooperação do juiz do
lugar. Eis as cartas precatórias (juízes de mesma hierarquia no mesmo país) e
rogatórias (juízes de países diversos), conforme o caso;
- O CPC mitigou o princípio da territorialidade da jurisdição em algumas hipóteses:
.No art. 60, o legislador diz que se o imóvel disputado estiver localizado em mais de um
Estado, comarca, seção ou subseção judiciárias, a competência do juízo que conhecer da
causa se estenderá sobre todo o imóvel mesmo em relação àquela parte que extrapola os
limites territoriais da sua jurisdição;
. No art. 255, permite-se a prática de atos de comunicação processual (citação, intimação e
notificação) e atos executivos (penhora, p. ex.) em comarcas contíguas (limítrofes) de fácil
comunicação ou da mesma região metropolitana, independentemente de carta precatória;
. O CPC prevê também a colheita de depoimento à distância (das partes e das
testemunhas), por meio de sistema de transmissão de imagem (art. 385, § 3°; art 453, §§ 1º
e 2º);
. Não se pode confundir a territorialidade da jurisdição com o lugar onde a decisão irá
produzir efeitos. A decisão judicial produzirá efeitos onde tiver de produzi-los: uma decisão
brasileira pode produzir efeitos no Japão, basta que se tomem as providências para a sua
homologação em território japonês; um divórcio feito em Salvador produzirá efeitos em todo
território nacional, pois o casal divorciado não deixa de sê-lo em Lauro de Freitas, comarca
contígua a Salvador, nem mesmo em território pernambucano, outro Estado da federação;
uma decisão que determine que a União tome determinadas providências em aeroportos
internacionais produzirá efeitos em todos os aeroportos internacionais do Brasil, e não
somente naquele que esteja no território do juiz prolator da decisão. Enfim, o lugar onde a
decisão tem de ser proferida não se confunde com o lugar;
COMPETÊNCIA
- A jurisdição é exercida em todo o território nacional. Por questão de conveniência,
especializam-se setores da função jurisdicional;
- Distribuem-se as causas pelos vários órgãos jurisdicionais, conforme as suas
atribuições, que têm seus limites definidos em lei. Limites que lhes permitem o
exercício da jurisdição. A jurisdição é una, porquanto manifestação do poder estatal.
Entretanto, para que seja mais bem administrada, há de ser exercida por diversos
órgãos distintos;
- A competência jurisdicional é o poder de exercer a jurisdição nos limites
estabelecidos por lei. É o âmbito dentro do qual o juiz pode exercer a jurisdição; é a
medida da jurisdição,' a "quantidade de jurisdição cujo exercício é atribuído a cada
órgão ou grupo de órgãos";
DISTRIBUIÇÃO DA COMPETÊNCIA
- A distribuição da competência faz-se por meio de normas constitucionais (inclusive
de constituições estaduais), legais, regimentais (distribuição interna da competência
nos tribunais, feita pelos seus regimentos internos) e até mesmo negociais (no caso
de foro de eleição);
PRINCÍPIOS DA TIPICIDADE DA COMPETÊNCIA E DA INDISPONIBILIDADE DA
COMPETÊNCIA. REGRA DA INEXISTÊNCIA DE VÁCUO DE COMPETÊNCIA
- Canotilho identifica dois princípios relacionados à distribuição da competência:
indisponibilidade e tipicidade. Esses princípios compõem o conteúdo do princípio do
juiz natural. O desrespeito a tais princípios implica, consequentemente, o
desrespeito ao princípio do juiz natural.
- É fundamental perceber que não há vácuo de competência: sempre haverá um juízo
competente para processar e julgar determinada demanda.A existência de
competências implícitas é, portanto, indispensável para garantir a completude do
ordenamento jurídico.
A PERPETUAÇÃO DA JURISDIÇÃO
- Não basta que as regras de competência sejam fixadas por normas jurídicas gerais;
é necessário que se saiba qual, dentre os vários igualmente competentes, será o
juízo responsável concretamente pela demanda ajuizada. É necessário que se
determine, in concreto, qual o juízo que será o competente para o processamento e
o julgamento da causa. O modo de determinar-se essa competência é disciplinado
pelo art. 43 do CPC;
- O art. 43 do CPC prevê a perpetuatio jurisdictionis, que consiste na regra segundo a
qual a competência, fixada pelo registro ou pela distribuição da petição inicial,
permanecerá a mesma até a prolação da decisão. Se houver mais de uma vara, a
petição inicial há de ser distribuída; caso contrário, o seu registro é o fato que fixa a
competência;
- Neste exato momento (registro ou distribuição), firma-se e perpetua-se a
competência do juízo e nenhuma modificação do estado de fato (ex.: mudança de
domicílio do réu) ou de direito (ex.: ampliação do teto da competência do órgão em
razão do valor da causa) superveniente poderá alterá-la;
. ​há exceções​: Há fatos supervenientes à propositura da demanda que impõem a
redistribuição da causa, quebrando a perpetuação da jurisdição.
São duas hipóteses:
a) supressão do órgão judiciário -por exemplo, a extinção de uma vara ou de uma comarca;
b) alteração superveniente da competência absoluta, como alteração superveniente de
competência em razão da matéria, da função ou em razão da pessoa;
. O desmembramento de comarca só implicará a redistribuição da causa se alterar
competência absoluta,9 inclusive a competência territorial absoluta;
COMPETÊNCIA POR DISTRIBUIÇÃO
- De acordo com o art. 284 do CPC, onde houver "mais de um juiz" os processos
deverão ser distribuídos, de modo alternado e aleatório, entre os juízos
abstratamente competentes;
- As regras de distribuição servem para concretizar a competência onde há mais de
um juízo e foram criadas para fazer valer o princípio do juiz natural - que é,
sobretudo, o juiz legalmente competente;
CLASSIFICAÇÃO DA COMPETÊNCIA
- Competência do foro (territorial) e competência do juízo​: Foro é o local onde o órgão
jurisdicional exerce as suas funções; é a unidade territorial sobre a qual se exerce o
poder jurisdicional;
. Para uma mesma causa, verifica-se primeiro qual o foro competente, depois o juízo, que é
a vara, o cartório, a unidade administrativa;
- Competência originária e derivada​:
. A competência originária é aquela atribuída ao órgão jurisdicional para conhecer da causa
em primeiro lugar; pode ser atribuída tanto ao juízo singular, em primeiro grau, o que é a
regra, como ao tribunal, excepcionalmente;
. A competência derivada ou recursal é atribuída ao órgão jurisdicional destinado a rever a
decisão já proferida; normalmente, atribui-se a competência derivada ao tribunal, mas há
casos em que o próprio magistrado de primeira instância possui competência recursal,
como acontece com os embargos infringentes de alçada, que serão julgados pelo mesmo
juízo prolator da sentença;
- Competência relativa e competência absoluta:
. As regras de competência submetem-se a regimes jurídicos diversos, conforme se trate de
regra fixada para atender principalmente a interesse público, chamada de regra de
competência absoluta, ou para atender preponderantemente ao interesse particular, a regra
de competência relativa;
. A incompetência (absoluta ou relativa) é defeito processual que, em regra, não leva à
extinção do processo. A incompetência gera a remessa dos autos ao juízo competente. (art.
64, § 3º, CPC);
. A decisão sobre a alegação de incompetência deverá ser proferida imediatamente após a
manifestação da outra parte [art. 64, § 2º, CPC);
. A incompetência (absoluta ou relativa) não gera a automática invalidação dos atos
decisórios praticados. Nada obstante reconhecida a incompetência, preserva-se a eficácia
da decisão proferida pelo juízo incompetente, até ulterior determinação do juízo
competente;
- A existência de ​foros concorrentes​ significa que todos eles são igualmente
competentes para, em tese, julgar um determinado tipo de demanda. Essa
circunstância, porém, não impede que se controle in concreto o exercício do direito
de escolha do foro que, se se revelar abusivo, deverá ser rechaçado pelo órgão
jurisdicional, que sempre tem a competência de julgar a própria competência;
MÉTODOS PARA IDENTIFICAR O JUÍZO COMPETENTE
- Nelson Nery Jr. e Rosa Nery:" ​a)​ verificar se a justiça brasileira é competente para
julgar a causa (arts. 21-23 do CPC); ​b)​ se o for, é preciso investigar se é o caso de
competência originária de Tribunal ou de órgão jurisdicional atípico (Senado Federal:
art. 52, I e 11, CF /1988; Câmara dos Deputados: art. 51, I, CF /1988; Assembleia
Legislativa estadual para julgar governador de Estado); ​c)​ não sendo o caso,
verificar se é afeto à justiça especial (eleitoral, trabalhista ou militar) ou justiça
comum; ​d)​ sendo competência da justiça comum, verificar se é da justiça federal
(arts. 108-109, CF /1988), pois, não sendo, será residualmente da estadual; ​e)
sendo da justiça estadual, deve-se buscar o foro competente, segundo os critérios
do CPC (competência absoluta e relativa, material, funcional, valor da causa e
territorial); ​f)​ determinado o foro competente, verifica-se o juízo competente, de
acordo com o sistema do CPC (prevenção, p. ex.) e das normas de organização
judiciária;
CRITÉRIOS DETERMINATIVOS DE DISTRIBUIÇÃO DA COMPETÊNCIA
- A competência é distribuída de acordo com vários critérios. A doutrina procurou
sistematizá-los, dividindo-os em três espécies: o critério objetivo, o critério funcional
e o critério territorial;
. Por exemplo: em uma ação de alimentos proposta em Salvador, observa-se o critério
territorial (Salvador), o objetivo (Vara de Família) e o funcional (competência originária do
juízo monocrático de primeira instância);
- Objetivo: em razão da matéria, em razão da pessoa e em razão do valor da causa:
. É fundamental o conhecimento dos elementos da demanda para a correta compreensão
deste critério: partes, pedido e causa de pedir. Com base nos elementos da demanda,
distribui-se a competência;
. ​a)​ Competência em razão da pessoa: a fixação da competência tendo em conta as partes
envolvidas (rationae personae). O principal exemplo de competência em razão da pessoa é
o da vara privativa da Fazenda Pública, criada para processar e julgar causas que envolvam
entes públicos;
b)​ Competência em razão da matéria: a competência em razão da matéria é determinada
pela natureza da relação jurídica controvertida, definida pelo fato jurídico que lhe dá causa;
é com base neste critério que as varas de família, cível, penal etc. são criadas;
{As competências material e pessoal são exemplos de competência absoluta.}
c)​ Competência em razão do valor da causa: há regras de competência que são criadas a
partir do valor da causa. O valor da causa é definido a partir do valor do pedido, um dos
elementos da demanda. Um bom exemplo de competência em razão do valor da causa é a
competência dos juizados Especiais;
- Territorial:
. Os órgãos jurisdicionais exercem jurisdição nos limites das suas circunscrições territoriais.
A competência territorial é a regra que determina em que território a causa deve ser
processada. É o critério que distribui a competência em razão do lugar. Trata-se de
competência, em regra, relativa, derrogável pela vontade das partes;
- Funcional:
. A competência funcional - ou critério funcional de determinação da competência -
relaciona-se com a distribuição das funções que devem ser exercidas em um mesmo
processo;
. Vicente Greco Filho sistematizou a competência funcional de maneira bem interessante: ​a​)
por graus de jurisdição (originária ou recursal);" ​b​) por fases do processo (cognição e
execução, p. ex.); ​c​) por objeto do juízo: assunção de competência (art. 947 do CPC),
arguição de inconstitucionalidade em tribunal (art. 948 do CPC) etc;
- Competência funcional x competência territorial absoluta:
. A incompetência territorial é considerada como um defeito que somente pode ser invocado
pelo réu, que deve fazê-lo no primeiro momento possível, sob pena de preclusão;
. Já a incompetência funcional é considerada como absoluta, portanto pode ser conhecida
de ofício pelo órgão jurisdicional, enquanto o processo estiver pendente;
PRINCIPAIS REGRAS DE COMPETÊNCIA TERRITORIAL
. A regra geral de competência territorial é o domicílio do réu, para as demandas pessoais e
para as demandas reais mobiliárias (art. 46, CPC). o réu tiver mais de um domicílio, fica a
critério do autor demandar em qualquer deles - art. 46, § 1 º· do CPC, e art. 71 do Código
Civil. Se o réu tiver domicílio incerto ou desconhecido, poderá ser demandado no foro do
domicílio onde for encontrado ou no foro do domicílio do autor (art. 46, § 2º, do CPC);
. Se o réu estiver domiciliado no exterior, a ação será proposta no foro do domicílio do autor.
Se este também residir fora do Brasil, poderá ser proposta em qualquer lugar (art. 46, § 32,
do CPC).55 Se houver vários réus com domicílios diferentes, serão demandados no foro de
qualquer deles, à escolha do autor (art. 46, § 42, do CPC);
. Do art. 4 7 do CPC decorre a regra geral para as ações reais imobiliárias: competente será
o juízo da situação da coisa.forum rei sita;A regra geral é a de que o foro de domicílio do
autor da herança, no Brasil; Se o de cujus não tinha domicílio certo, o foro competente será
o da situação dos bens imóveis; havendo bens imóveis em foros diferentes, será
competente qualquer destes; não havendo bens imóveis, será competente o foro do local de
qualquer dos bens do espólio (art. 48, parágrafo único, CPC);
. Nas ações contra incapaz, competente será o foro do domicílio do seu representante (art.
50, CPC; art. 76, par. ún., Código Civil);
. O art. 53, I, CPC, estabelece o foro para as causas que envolvam casamento e união
estável. Determina-se o foro de domicílio do guardião de filho incapaz, para a ação de
divórcio, separação, anulação de casamento, reconhecimento ou dissolução de união
estável [art. 53, I, "a"); caso não haja filho incapaz, a competência será do foro de último
domicílio do casal [art. 53, I, "b"); se nenhuma das partes residir no antigo domicílio do
casal, será competente o foro de domicílio do réu [art. 53, I, "c");
. No caso de a guarda do filho ter sido atribuída a terceiro (alguém que não seja o pai ou a
mãe, nos termos do § 5º do art. 1.584 do Código Civil), competente será o foro do último
domicílio do casal;
. As demandas cíveis em cuja causa de pedir se afirme a ocorrência de violência doméstica
e familiar contra a mulher:poderão tramitar, à escolha da autora, no foro a) do seu domicílio
ou residência, b) do lugar do fato em que se baseia a demanda, c) do domicílio do suposto
agressor [art. 15, Lei n. 11.340/2006);
. Nas ações em que se pedem alimentos, será o foro do domicílio ou residência do
alimentando o competente para apreciá-las [art. 53, 11, CPC);
. Quando a pessoa jurídica é demandada, competente é o juízo do lugar onde está a sua
sede [art. 53, lll, "a", CPC). Se se tratar de demanda proposta contra pessoa jurídica em
razão de obrigação contraída por sua agência ou sucursal, será proposta em suas
respectivas sedes [art. 53, III, "b", CPC). Se a ré for sociedade ou associação sem
personalidade jurídica, a causa deve ser ajuizada no lugar em que exerce as suas
atividades (art. 53, lll, "c", CPC):
MODIFICAÇÕES DA COMPETÊNCIA
. ​ Dar-se-á a modificação ou prorrogação de competência quando se amplia a esfera
de competência de um órgão judiciário para conhecer certas causas que não estariam,
ordinariamente, compreendidas em suas atribuições jurisdicionais. Só há modificação da
competência relativa;
CONFLITO DE COMPETÊNCIA
. É o fato de dois ou mais juízes se darem por competentes (​conflito​ ​positivo​, art. 66, I,
CPC) ou incompetentes (​conflito​ ​negativo​, art. 66, II, CPC) para o julgamento da mesma
causa ou de mais de uma causa (em caso de reunião por conexão, art. 66, III, CPC);
. O conflito positivo diz respeito à reunião de causas conexas, em que se discute qual é o
juízo prevento. Barbosa Moreira explica, porém, um caso de conflito positivo que envol-
ve apenas urna causa. Trata-se de situação relacionada à litispendência: é preciso saber
em que juízo a causa deve tramitar. Uma parte suscita a litispendência (existência de outro
processo em que se discute demanda idêntica); é preciso definir em qual dos dois juízos a
causa será processada. Se ambos os juízos recusarem-se a extinguir o processo em razão
da litispendência, há conflito positivo, pois ambos se reputam competentes para julgar
aquela demanda;
. Também não há conflito se entre os juízos houver diferença hierárquica, prevalecendo o
posicionamento do juízo hierarquicamente superior;
- Incompetência, remessa dos autos e conflito de competência:
. Se esse juízo não aceitar a competência que lhe foi declinada, deverá suscitar conflito,
salvo se a atribuir a outro juízo (art. 66, par. ún., CPC);
Competência
. A competência para julgar o conflito de competência será sempre de um tribunal;
. O STF tem competência sempre que, no conflito, estiver envolvido um tribunal superior;
. Os Tribunais de justiça e os Tribunais Regionais Federais devem processar e julgar os
conflitos de competência entre juízes a eles vinculados. Se o conflito envolver juízes
vinculados a tribunais diversos, a competência será do STj;
. As demais hipóteses de conflito são da competência do STj, de acordo com o art. 105, I,
"d", da CF /1988: os conflitos de competência entre tribunais, ressalvado o disposto no art.
102, I, "o", bem como entre tribunal e juízes a ele não vinculados e entre juízes vinculados a
tribunais diversos. ​Note-se que se a discussão envolver tribunal e juiz a ele vinculado, não
se pode falar propriamente de conflito, pois deve prevalecer a orientação determinada pelo
mesmo tribunal;
- Procedimento:
.Após a distribuição da petição ou do ofício, o relator, no tribunal, determinará a oitiva dos
juízes em conflito ou, se um deles for suscitante, apenas do suscitado; no prazo designado
pelo relator, incumbirá ao juiz ou juízes prestar as informações (art. 954, CPC);
. O relator poderá, de ofício ou a requerimento de qualquer das partes, determinar, quando
o conflito for positivo, seja sobrestado o processo; nesse caso, bem como no de conflito
negativo, designará um dos juízes para resolver, em caráter provisório, as medidas
urgentes (art. 955, CPC);
. O relator poderá julgar, monocraticamente, o conflito de competência quando sua decisão
se fundar em: l - súmula do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de justiça ou do
próprio tribunal; Il-tese firmada em julgamento de casos repetitivos ou em incidente de
assunção de competência (art. 955, par. ún., CPC).Contra a decisão do relator que julgar
monocraticamente o conflito de competência cabe agravo interno [art 1.021, CPC);
. Ao decidir o conflito, o tribunal declarará qual o juízo competente, pronunciando-se
também sobre a validade dos atos do juízo incompetente. Os autos do processo em que se
manifestou o conflito serão remetidos ao juiz declarado competente [art. 957, CPC);
. De acordo com o sistema da translatio iudicii, as decisões proferidas pelo juízo tido como
incompetente ficam, a princípio, preservadas; daí a necessidade de o tribunal manifestar-se
expressamente sobre a validade dos atos praticados pelo juízo incompetente;