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Capítulo 4

Tfrlw, cre-nçfc 4 :
Deus é cimor, portanto ele nõo dará
importância ao que estou fazendo

“ P o r isso, receb en d o nós um reino in abalável,


reten h am o s a g raça, p ela q ual sirvam os a D eus de
m odo ag rad áv el, com rev erên cia e santo tem or;
p o rq u e o n o sso D eus é fogo co n su m id o r.”
H ebreus 12.28, 29

uas m oças cristãs solteiras fa la va m ao telefone num a


quinta à noite ..
“Então, M ila, você vai esquiar com Jorge no sábado?”
“N ão sei ainda, Nanei. Faz só três m eses que me divor­
ciei. Acho que não estou pronta para outro relacionamento.”
“Q uem falou em relacionam ento? Vá depois do trabalho
na sexta, suba a serra no sábado e volte tranqüilam ente no
domingo. Não se esqueça do aquecedor! Muito romântico! Você
vai se sentir melhor, logo.”
“E a igreja?”
Crendices de Crentes

“A igreja? Você pode faltar uma vez. Deus vai entender


que você precisa relaxar.”

Se essa cena lhe parecer forçada, posso assegurar que não


é. De acordo com estudos recentes feitas pelo Grupo de Pesquisa
Barna, quando comparamos o estilo de vida, os “hobbies”, os
com portam entos e as atitudes dos cristãos e dos não cristãos,
não há diferença considerável, exceto que os cristãos vão à igreja,
dão o dízim o, e tem mais Bíblias em suas casas. Surpreendente­
mente, 67% dos que se dizem nascidos de novo disseram que
não criam na verdade absoluta.1
Os cristãos não são mais como eram antigamente.
Com o pastor de uma grande igreja, fico aflito quanto à
pouca profundidade e falta de convicções morais de muitos cris­
tãos e tenho visto pessoas se destruírem e às suas famílias de
várias formas criativas. Os cristãos de hoje estão muito mais sinto­
nizados com o chamado incerto, mas atrativo, da nossa cultura
secular do que com os padrões imutáveis da Palavra de Deus.
Isto é o que eu chamo de Cristianismo sem Deus. Pessoas
professam sua crença em Jesus, mas tom am decisões e vivem
como se D eus não existisse. Quero dizer, não são pessoas ruins
ou maldosas. Simplesmente dificilmente se perguntariam: “O
que Jesus teria feito?”
Isto talvez seja mais evidente nos cursos de preparação para
o casam ento na igreja, onde mais da metade dos casais que nos
procuram (alguns são mais velhos, mas a maioria é jovem ) são
sexualm ente ativos. Sim, cristãos. Talvez cristãos que este­
ja m lendo este livro.
Se digo que não poderão participar do curso se não concor­
darem em se abster até o casamento, muitos concordam conosco.
Alguns ficam bravos. Outros simplesmente sorriem e vão em ­
bora. M as não vou me dobrar a isto. Tenho falado com muitas
pessoas, “N ão sou um juiz de paz religioso.”

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Falsa crença 4

Deus não me chamou para encobrir as violações de sua lei


desconsiderando seus mandamentos com uma pequena religião
boazinha. Não faço com ércio de casamentos. Fui cham ado para
consertar vidas quebradas e fortalecer casam entos e famílias.
M orar junto antes de se casar é como jogar sujeira no carro logo
após sair do lava-rápido. E totalm ente contra-producente.
E ninguém está fazendo nada.
Pessoas dizem coisas como “Deus entende. Deus é amor.
Deus não é juiz. Todos pecam de uma maneira ou de outra, e
Deus é com passivo e perdoador. Quem é você para me julgar?”

Converso fiada
“Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o prim eiro que
lhe atire p ed ra” (Jo 8.7). Você observou que a B íblia foi
m encionada algumas vezes quando a nação estava obcecada
com o problem a pessoal do Presidente Clinton?
Enquanto escrevo este capítulo, estamos ainda nos arrastando
por aquela situação desprezível, e exatamente nesta semana vi um
outro episódio de bobagens num programa de entrevistas. Uma
mulher se pronunciou em segredo: “Votei nele para presidente na
última eleição e, sem hesitação, eu votaria nele novamente.”
“Por quê?” perguntou a entrevistadora.
“Porque,” ela respondeu, “se o governo gastasse milhões
de dólares para investigar minha vida pessoal, descobriria muito
mais do que descobriram sobre o Presidente Clinton.”
A terrível lógica comum: todos somos pecadores, e não
im porta o que você faz de sua vida pessoal, enquanto estiver
fazendo sua parte. Esta opinião absurda é sustentada por dois
terços do público americano, e estou convencido que é porque
suas vidas pessoais são uma verdadeira bagunça. “Viva a vida
com o quiser” é o que todos dizem. Não vou julgá-lo se você
não me julgar.

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Crendices de Crentes

€ ogoro uma palavra de nosso patrocinador


Q uando as dizem falam que sua vida pessoal é assu n to p a r­
ticular, o que realmente querem dizer com isso? Em muitos
casos “privacidade” é outra palavra para “negligência proposi­
tal” . Negligência por outra pessoa. Negligência da verdade. Mais
im portante, negligência de Deus.
Eu fico angustiado com cristãos minuciosos e m esquinhos,
e profundam ente preocupado com cristãos não autênticos que
pensam que tudo é preto ou branco, que pensam ter respostas
simples para as questões mais difíceis da vida. Mas fico indigna­
do com cristãos “seculares”, tão imersos no relativism o moral
do mundo pós-Cristo. Suas atitudes, na realidade, negam a exis­
tência de Deus. Será que pensam realmente que Deus não sabe
o que está acontecendo? Ou pior, que ele não se im porta?
Jesus disse, “O u v istes que foi dito: N ão ad u lterarás.
Eu, porém , vos digo: q u alq u er que olh ar para um a m ulher
com in ten ção im pura, no coração já adulterou com e la ” (M t
5.27, 28).
D eixei de m encionar algum a coisa aqui? A frase “no
seu co ração ” não tem a ver com a vida particular de alguém ?
O apóstolo Paulo concordou com isto quando escreveu, “pelo
contrário, rejeitam os as coisas que, por vergonhosas, se o cu l­
tam, não andando com astúcia, nem adulterando a palavra
de D eus; antes, nos recom endam os à consciência de todo h o ­
mem, na presença de D eus, pela m anifestação da v erdade”
(2 Co 4.2).

Tolerando uma desprezível bagunço?


A referência diligente de Paulo com relação a assumir e dissemi­
nar a verdade está muito longe da abrangência dada por muitos
cristãos de hoje:

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Falsa crença 4

“Viva a sua própria vida.”


“Não vou julgar se você não me julgar.”
“Se algum de vocês não tiver pecado, que atire a prim eira
pedra.”
M uitos cristãos confundem tolerância com perdão. Mas
Deus não tolera o pecado. Ele o perdoa, mas no Novo Testa­
mento o “perdão” é uma palavra ativa, poderosa que significa
“libertação.”2 Quando Deus perdoa, ele nos liberta do jugo da
servidão do pecado.
Talvez possam os com parar Deus com um pai que está
com um bebê com a fralda suja. Você não ouve todos os tole­
rantes à sua volta? “Todos os bebês se sujam ! Encare os fa-
los! A m e-o da m esm a forma. Olhe para o outro lado e respire
pela boca!”
Penso que o que a maioria dos pais faria seria trocar a fral­
da, lavar e passar talco no bebê. E quando a hora certa chegar,
ensinará a criança a se controlar e evitar toda esta sujeira.

Sobre pecados e pedras


Da próxim a vez que você ouvir alguém falar de João 8.7 (o
versículo de “atirar a pedra”) como argumento para a tolerân­
cia, observe o que acontece na história original. Alguns líderes
religiosos levaram um a mulher para a praça central da cidade.
Tinham -na surpreendido em adultério, e o hom em não era seu
marido (Não sabemos o que aconteceu com ele. Talvez tenha
saído correndo).
Você pode im aginá-la tremendo de vergonha e hum ilha­
ção? E medo? De acordo com a lei do Antigo Testamento, esta
mulher deveria ser apedrejada até à morte. Quando a levaram a
Jesus, você consegue perceber a angústia nos seus olhos? Pode-
se quase adivinhar o que ele estava pensando: “A pedrejá-la?
Vocês querem apedrejá-la ?”

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Crendices de Crentes

Talvez de forma deliberadam ente gentil, ele disse: “Aque­


le que dentre vós estiver sem pecado seja o prim eiro que lhe
atire pedra.” E, tornando a inclinar-se, continuou a escrever no
chão. E João continua: “Mas, ouvindo eles esta resposta e acusa­
dos pela própria consciência, foram-se retirando um por um, a
começar pelos mais velhos até aos últimos, ficando só Jesus e a
mulher no meio onde estava” (v.9). Alguns acham que Jesus estava
escrevendo os pecados secretos de cada um que tentava acusá-la.
Jesus se levantou e perguntou à mulher: “M ulher, onde
estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou?
Respondeu ela: Ninguém, Senhor.
Então, lhe disse Jesus: Nem eu tampouco te condeno’’ (v. 10,11).
Ah, se a história terminasse aqui. Ah, se o Deus de amor ilimi­
tado negligenciasse nossas faltas e perdoasse nossos pecados.
M as não.
“Vai e não peques mais, ” Jesus declarou (v. 11).
Troque a fralda suja.
M as, por que ele disse isso? Tinha Jesus condenado a m u­
lher, afinal? Temos novamente Jesus mais alguma co isa l Claro
que não! M as ele sabia m uito bem as terríveis conseqüências de
alguém que continuasse a ter uma vida de pecado, um a vida
sem os limites da Palavra de Deus.
“Agora, pois, já nenhum a condenação há para os que estão
em Cristo Jesus” (Rm 8.1), que significa que fomos “justifica­
dos,” livres da pena do nosso pecado. Aqueles que tiverem seu
nome escrito no Livro da Vida não passarão pela segunda morte,
o temido “lago de fogo” (Ap 20.14,15). Se você estiver em Cristo
e Cristo estiver em você, Deus não o julgará no sentido eterno.
É verdade, Deus também não é “legalista” . Ele não é irritá­
vel nem m eio-espiritual. Mas isso não significa que você possa
fazer o que quiser, que Deus seja tão amoroso que não faria
nada. Deus não é assim. Amor sem limites não é amor; é obsessão.
O amor real tem limites reais.

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Falsa crença 4

A Bíblia diz: “e estais esquecidos da exortação que, com o


a filhos, discorre convosco: Filho meu, não m enosprezes a
correção que vem do Senhor, nem desmaies quando por ele és
reprovado; porque o Senhor corrige a quem am a e açoita a todo
filho a quem recebe. É para disciplina que perseverais (Deus
vos trata como filhos); pois que filho há que o pai não corrige?
Mas, se estais sem correção, de que todos se têm tornado parti­
cipantes, logo, sois bastardos e não filhos” (Hb 12.5-8).

Deslizando calmamente paro o mar gelado


Algumas vezes fico desesperado quando estou pregando. É como
se o povo de Deus estivesse entrando no convés inclinado do
Titanic, deslizando calmamente para o mar gelado. “Para a maio­
ria de vocês,” alertei, “esta é a única hora da semana que ouvem
sobre a visão cristã do mundo. De agora até o próxim o dom in­
go, m ilhões de vozes do rádio e da televisão e no seu trabalho
estarão invadindo seus ouvidos. Pelo amor de Deus, não dei­
xem que isto aconteça!”
N ão que os cristãos não saibam o que a B íblia diz. So­
mente que estão sendo afogados na visão do m undo que dom i­
na a mídia, o governo, as escolas e as empresas. Salm o 1 diz:
“ B em -aventurado o hom em que não anda no conselho dos
ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assen­
ta na roda dos escarnecedores.” Observe a variação entre andar,
deter e sentar:

• A ndar no conselho dos ímpios;


• Deter, refere-se a uma posição baseada em conse­
lhos dos pecadores e participando de atos pecaminosos;
• A ssentar, totalm ente com prom etido com o pensa­
mento do m undo e zombando dos que crêem na fé
ou suas conseqüências.

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Crendices de Crentes

O conselho dos ímpios


O “conselho dos ím pios” é qualquer fonte de conselho sobre a
vida que não se refere nem está relacionada com Deus. ím pios
não são necessariam ente pessoas “m ás”, no sentido de serem
perversos. A contece que D eus não faz diferença para eles.
“Secularism o” é um sinônim o de “ím pio” , e identifica uma
visão geral que marginaliza Deus. Eis aqui outra forma de dizer
isso:

• A visão geral para o cristão: “No princípio criou


Deus ...”
• A visão do mundo secular: Não houve princípio, e
tudo aconteceu por acaso.

De acordo com as prim eiras quatro palavras da Bíblia,


aprendemos que tudo começou com Deus. Em total contraste, a
visão do m undo secular é sem Deus. Isso significa que Deus
não criou o ser humano de acordo com sua imagem. Ao contrá­
rio, a vida hum ana é o resultado de puro acaso.

No princípio criou Deus...


Gênesis 1.1 é o ponto de partida de toda fé cristã. Representa a
diferença básica entre “valores tradicionais” e o que pode ser cha­
mado de “a nova ordem mundial”, que é nada mais que o renasci­
mento do antigo paganismo.
A s r e lig iõ e s p rim itiv a s viam um m u n d o c a ó tic o ,
desordenado, ao acaso, acidental. M as a religião hebraica via
um mundo organizado. Tudo tinha lugar e propósito porque toda
a criação vinha do coração de um Deus sábio.
O criacionism o (que tem muitas formas) começa com Deus
e crê que tudo no universo está relacionado com Deus, que dá

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Falsa crença 4

significado, propósito e ligação a tudo. Gênesis 1.1 nos diz que o


mundo ao nosso redor não poderia ser compreendido se Deus não
o tivesse criado. É assim então como tudo funciona.

Os proFetas som moral


Somos uma nação secular sem Deus. Um artigo interessante do
grande escritor cristão Philip Yancey num a recente reportagem
da revista Christionity Today (Cristianismo Hoje) traça nosso
perfil.
“A nova ciência da psicologia da evolução tenta explicar o
pensam ento e o com portam ento hum anos com o o resultado
aleatório da seleção natural [forças aleatórias]. Como produto
da evolução cega, dizem estes pensadores, [os “profetas sem
moral” ], nós nos enganamos ao procurarmos alguma teologia
[significado para a vida] diferente do que está escrito no nosso
DNA. Devemos olhar para baixo, não para cima: para a nature­
za, não para seu Criador.
“Novas revistas, como a Time, contratam estes escritores
para tentar entender o com portamento das gangs dos centros
decadentes, ou particularidades sexuais das cidades grandes, e
os resultados são tão agradáveis que os psicólogos evolucionistas
tem se tornado os novos cosmologistas, proporcionando-nos
com preensão de nós mesmos e de nosso papel no universo.”3
De acordo com a psicologia da evolução, sou guiado pela
necessidade de m inha parte genética para perpetuar a espécie.
A moralidade, então, vem totalm ente de meus genes. O que for
certo para meus genes estará certo para mim. “Pense bem pelo
lado lógico, e a noção de bom e mau desaparece,” escreve
Yancey. “Acorrentado pelo egoísmo, não temos potencial para
mais nada.”4
Como o psicólogo evolucionista Richard Dawkins afirmou,
“Preservamos as moléculas egoístas chamadas genes. Esta é uma

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Crendices de Crentes

verdade que ainda me deixa atônito. Sei disto há muito tempo, mas
parece que ainda não me acostumei a esta idéia.”5
Como cristão, nunca me acostumarei com isto.

Padrões morais inconsistentes


Sem Deus, as pessoas no mundo de hoje não têm padrões m o­
rais consistentes, não tem uma com pleta com preensão do que é
certo nem errado. A verdade é relativa, quer dizer, é somente
uma questão de como você encara as coisas. O que é certo para
uns pode não ser certo para outros.
“Sem um Deus, você acaba se prendendo a uma moralidade
subjetiva. N ão há saída em lugar nenhum ,” disse Rabbi Stewart
Vogel num a entrevista recente. Co-autor com a estrela do rádio
Laura S chlessinger do livro: The Ten Com mandm ents. The
significance o f G o d ’s Laws in Everyday Life (Os Dez M anda­
mentos: O Significado da Lei de Deus no nosso Dia-a-Dia), Vogel
acrescentou, “Crer em Deus é acreditar que o ser humano não é
mero acidente da natureza. Sem Deus, não há um significado
objetivo para a vida, e não há objetivo na moralidade. Não que­
ro viver num mundo onde certo e errado são subjetivos” .6

Declínio do Sistema Legal


Os seres humanos não podem viver num vácuo moral, portanto
alguma form a de lei é necessária para m anter a ordem na nossa
sociedade. A lguém tem que nos dizer o que é certo e errado. E
quem vai fazer isso? Um sistema legal, mais guiado pelo lado
técnico do que pela verdade.
Qual m elhor exemplo do que o do Presidente Clinton em
sua transm issão do interrogatório, dizendo: “Depende do senti­
do da palavra “estar”.” E mais, a maior parte da investigação

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Falsa crença 4

de Kenneth Starr sobre o presidente foi em tomo de definições téc­


nicas sobre o sexo, e a definição de sexo feita pela corte.
Você ouviu sobre o incidente do “rapaz nu” da U niversida­
de da Califórnia, Berkeley? James Dobson escreveu sobre isto
alguns anos atrás no artigo “Focus on the Fam ily” (Foco na
Família). Os adm inistradores ficaram meses sem ação em rela­
ção ao estudante Andrew M artinez, quanto à prática de andar
totalm ente nu ao redor do campus.
“Ele corria, com ia no restaurante e assistia às aulas total­
mente nu,” escreveu Dobson. “Quando perguntado porque não
usava roupas, disse que estava protestando contra as tradições
de repressão sexual da sociedade ocidental... É inacreditável
como os adm inistradores passaram todo o outono e inverno ten­
tando lidar com este assunto ultrajante. Não havia uma descul­
pa legal ou lei na escola para que conseguisse obrigar o “rapaz
nu” a se vestir ou que pudessem expulsá-lo.7
Abordagem técnica, não a verdade.

fi cinorquici nõo Gstá tão distante


Se não houvesse padrões morais, então a princípio eu não seria
responsável por ninguém. Somente sou responsável por mim
mesmo e por aquilo que acredito. Uma afirmação incomum sobre
este assunto apareceu num artigo da revista Time intitulado: “The
New Russia Culture: A M ind of Their Own” (A Cultura da Nova
Russia: Uma M ente Própria). O correspondente John Kohan es­
creveu, “Quando alguma coisa vai mal na Rússia, ninguém pensa
(|iie ele pessoalm ente seja culpado. Ao contrário de cristãos do
ocidente, a Igreja R ussa O rtodoxa dá pouca ênfase à co n cep ­
ção da culpa pessoal... Os russos utilizam norm alm ente a des­
culpa de que são vítim as inocentes de forças que estão fora
dc seu controle para explicar as falhas p esso ais” (os itálicos
são m eus).8

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Crendices de Crentes

Os russos normalmente utilizam esta desculpa? Que são “víti­


mas inocentes de forças que estão fora de seu alcance” ? Porque o
autor acha que os americanos são diferentes? Por causa da influên­
cia do Cristianismo do ocidente? O escritor está na realidade admi­
tindo que nossas raízes espirituais determinam o que é certo e o que
é errado.
Num artigo mais recente, escrito durante a crise econôm i­
ca russa de 1998, um com entarista russo escreveu na Revista
Time, “A m aioria dos russos nunca im aginou que a liberdade
requer responsabilidade, e exige uma disciplina visceral e espi­
ritual... Este é um erro histórico da Rússia, remonta ao tempo
de Pedro, o Grande. Ele admirava as fábricas e navios do ocidente,
mas nunca via as tradições espirituais e culturais que estavam
por trás disto.”9Estaria ele se referindo às “tradições culturais”
dos judeus e cristãos? Estaria ele falando da Bíblia?

Pensamento sujo
Um antigo filósofo grego escreveu uma vez, “Com eços ruins
sem pre levam a finais ruins.” Talvez possam os dizer que não
é com o se term ina, mas com o se começa. Começo bom, final
bom.
“No princípio criou D eus...” Esta é somente uma das for­
mas de ver radicalm ente diferente, cada uma tendo um ponto
inicial diferente e aplicações e conseqüências radicalm ente di­
ferentes.
O apóstolo Paulo colocou da seguinte forma: “Isto, portanto,
digo e no Senhor testifico que não mais andeis como também
andam os gentios, na vaidade dos seus próprios pensamentos,
obscurecidos de entendimento, alheios à vida de Deus por cau­
sa da ignorância em que vivem, pela dureza do seu coração”
(Ef 4.17, 18).

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Falsa crença 4

Mostramos abaixo um pequeno exemplo da “vaidade dos seus


próprios pensamentos,” dos mitos populares dos ímpios que na rea-
1idade são falsos, não somente porque a Bíblia o diz, mas porque há
comprovação científica dos fatos.

Mito: As pessoas precisam ser liberadas sexualmente.


Quanto mais liberado você for, mais satisfeito
será na sua vida sexual.
Fato: De acordo com estudos recentes, quanto mais
tradicional for a visão de uma pessoa sobre o
sexo, mais satisfeito será na sua vida sexual.
Ao contrário, quanto m enos tradicional (ou
menos puritano?) for a visão do sexo, menos
satisfação terá na área sexual.10
Fato: Q uanto mais forte for a crença religiosa da
m ulher casada, m aior será a probabilidade de
se sentir satisfeita com sua vida sexual.11
Fato: De acordo com um am igo pessoal, chefe de
g in e c o lo g ia do D esert S am aritan M edicai
Center (Centro M édico Samaritano do Deserto)
de M esa, A rizona, estudos clínicos recentes
revelam que quanto mais parceiros sexuais uma
m ulher tiver, maior a probabilidade de adqui­
rir câncer cervical.

Mito: Seria m elhor que as pessoas se divorciassem ,


porque assim as crianças não m ais p resen ­
ciariam as brigas. As crianças se recu p eram
facilm en te.
Fato: P esquisas tem m ostrado que filhos de pais
divorciados são mais propensos a terem sérios
problem as sociais e educacionais.12
Mito: De acordo com o relatório Kinsey, de cada dez
pessoas, uma é gay ou lésbica.

81
Crendices de Crentes

Fato: Pesquisas recentes revelam que o número mais


correto seria um em cada cem pessoas, e os
relacionam entos m onogâm icos entre os gays,
persistentem ente assegurado com o prova de
que o estilo de vida dos gays é sim plesm ente
um a forma de vida alternativa, inexistem esta­
tisticamente. 13

M ito: Pessoas religiosas são mentalmente doentes.


F ato : O p esq u isad o r m édico e p siq u iatra D av id
Larson examinou a relação entre religião e boa
saúde por dez anos no National Institute of
Health (Instituto Nacional da Saúde). Em 1992
ele publicou um relatório no Am erican Journal
o f Psychiatry (Jornal A m ericano de Psiquia­
tria) resumindo doze anos de literatura psiquiá­
trica. Ele descobriu que quando m edia o com ­
prom etim ento religioso (com um relaciona­
mento com Deus e participação nos cultos),
mais de 90% dos estudos com provaram que a
religião beneficia a saúde m ental.14
F ato : Um artigo na Revista Am erican Psychological
Association M onitor (M onitoramento da A sso­
ciação da Psicologia Americana) relatou que a
fé melhora a saúde m ental.15
F ato : N um estudo recente com 1.473 pessoas, o
s o c io lo g is ta K en n eth F a rra ro da P u rd u e
University (U niversidade Purdue) descobriu
que a prática da religião m elhora a saúde.

M ito: Devemos morar juntos antes de nos casarem


para ver se dará certo.
F ato : Num a edição recente de N ew Woman (Nova
M ulher), um a publicação fem inista, a Dra.

82
Falsa crença 4

Joyce Brothers publicou uma ótima lista com ra­


zões pelas quais os casais não devem morar ju n ­
tos antes do casamento, incluindo aumento alar­
mante de casos de divórcio, doenças sexualmente
transmissíveis e abuso físico feminino.16

M ito: Você será feliz se tiver uma carreira de sucesso


e muitas coisas boas.
F ato : “Q uem quer am ar a vida e ver dias felizes
refreie a língua do mal e evite que os seus lábios
falem dolosam ente; aparte-se do mal, pratique
o que é bom, busque a paz e em penhe-se por
alcançá-la.” (1 Pe 3.10, 11)

Rdivinho quem está batendo à sua porta?


No caso de você estar im aginando como me sinto sobre
isto, bem, a Bíblia é mais do que um livro de virtudes - é a
Palavra de Deus! E se você ignorar isto ou a desobedecer, have­
rá conseqüências terríveis.
“Não vos enganeis”, Paulo escreveu: “de Deus não se zom ­
ba; pois aquilo que o homem semear, isso tam bém ceifará. Por­
que o que semeia para a sua própria carne da carne colherá
corrupção; mas o que semeia para o Espírito do Espírito colhe­
rá vida eterna” (G1 6.7, 8). E este aviso terrível é da carta aos
Gálatas, que, como vimos no último capítulo, é a defesa mais
abrangente e apaixonada de Paulo que vemos no Novo Testa­
mento sobre a salvação somente pela graça!
“Salvo pela graça” significa que não há nada que eu possa
fazer para ganhar m inha salvação. E um presente de Deus, e
Jesus é o autor e consum ador da m inha fé (ver E f 2.8; Hb 12.2).
Mas “salvo pela graça” não significa que esteja salvo das con­
seqüências temporais do meu pecado.

83
Crendices de Crentes

Devo confessar, que tenho sido pressionado algumas vezes a


conciliar isto com minha proposta baseada na graça. Por isso, che­
guei à seguinte conclusão:

1. As conseqüências do pecado nem sem p re são c laram en te


vistas

Se você dorm ir com várias pessoas, usar drogas ou m entir um


pouco ou seja lá o que fizer, Deus não irá m atá-lo im ediatam en­
te com um raio. Você peca um pouquinho e, bem, nada lhe acon­
tece. N inguém descobre. Você não ficou grávida nem pegou
nenhum a doença contagiosa.
Na realidade, você pensa consigo mesmo: Puxa, fo i tão
fá c il! Talvez não tenha m esm o im portância o que eu fiz. A
Bíblia refere-se a isto com o sendo “prazeres transitórios do
pecado” (Hb 11.25). Mas não acaba aqui.

2. D eus p e rd o a q u a lq u e r pecado, m as n ão deixa p a s s a r


nenhum

Quando um crim inoso com remorsos se tom a um religioso real


e genuíno, e apela por indulgência, o juiz pode ou não dar o
perdão. N a m aioria dos casos não dá.
Seu relacionam ento com Deus lhe garante um lugar no céu
e uma boa dose do céu na terra, não im porta o que você faça,
mas não lhe garante que se livrará da prisão se m atar alguém,
ou que todas as conseqüências do seu comportamento destrutivo
desaparecerão como num passe de mágica.
É como comprar um carro novo. Não precisa trocar o óleo.
Você pode tirá-lo e dirigir como um louco. Não existe lei contra
isto! Faça o que quiser, mas se não seguir o manual do proprietário,
haverá um preço terrível a pagar. A Bíblia é o seu manual. Se
desconsiderar suas instruções, haverá conseqüências. É inevitável.

84
Falsa crença 4

3. Q u a n to m ais coisas e rra d a s você fizer, m ais fácil será


fazê-las n o v am en te (e m a io r se rá o risco)

A carta de Tiago diz assim, “Cada um é tentado pela sua pró­


pria cobiça, quando esta o atrai e seduz.” 17
Somos todos humanos e nossa humanidade está enredada
por paixões e repleta de desejos. Deus nos fez desta forma. Mas
você vai deixar que seus desejos tirem o m elhor de você? Tiago
explica, “Então, a cobiça, depois de haver concebido [quando a
sua paixão se une à sua vontade], dá à luz o pecado.” Talvez
somente um pecado. Um pecado controlado. Ainda não tão mal.
M as pecado. Tiago continua, “e o pecado, uma vez consumado
[pecando cada vez mais, padrão de com portam ento], gera a
m orte” (Tg 1.14, 15).
Um pecadinho aqui, um pecadão ali, bem, talvez nada acon­
teça. M as o pecado persistente é fatal.

4. N ão im p o rta o q u e fizer, D eus n ão vai tirá -lo d a fam ília

Não im porta quão frustrado eu fique com coisas estúpidas que


vejo os cristãos fazendo, não vou em pobrecer meu ministério,
perverter o evangelho,18nem serei um mal representante de Deus
induzindo cristãos a fazer a vontade dele com ameaças sobre o
inferno. Jesus nos libertou de uma vez por todas e para sempre
da punição eterna do pecado. Mas não tenho medo de dizer aos
cristãos que, se não levarem a sério a Palavra de Deus, suas
vidas se tornarão um inferno e levarão consigo outros ao fogo.
Quem quer que isto aconteça?
Veja o que aconteceu aos israelitas e suas famílias: “Mas
os vossos filhos, de que dizeis: Por presa serão, farei entrar nela;
e eles conhecerão a terra que vós desprezastes. Porém , q u an ­
to a vós outros, o vosso cadáver cairá neste deserto. Vossos
filhos serão pastores neste deserto quarenta anos e levarão

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Crendices de Crentes

sobre si as vossas infidelidades, até que o vosso cadáver se con­


suma neste deserto” (Nm 14.31-33).
Aqueles hebreus seriam sempre filhos de Deus. M as sua
maneira de viver fez com que ficassem longe da Terra Prom eti­
da. A ssim m esm o Deus tom ou conta deles no deserto, mas
morreram lá. E por quarenta anos seus filhos vagaram com eles
no deserto por causa de seu com portamento destrutivo.
O que as pessoas fazem a si mesmas e àqueles a quem amam
deixa-me assustado. Um amigo da Austrália me contou a histó­
ria triste de sua família. Seu irmão, um cristão, separou-se da
m ulher e, ao mesmo tempo, afastou-se de seus filhos - tudo
pelo am or insano de outra mulher. Alguns anos depois, quando
confessou um remorso inconsolável pelo que tinha feito, meu
am igo lhe perguntou: “Você não pensou nos danos?”
“R ay,” seu irm ão, respondeu, “pensei nos danos, mas
subestim ei demais as conseqüências” .
Isto me faz lembrar de uma história de Frank Koch:
“Dois couraçados estavam participando do treinamento no
m ar em águas turbulentas por vários dias. Eu estava servindo
no couraçado líder e estava observando a ponte quando a noite
chegou. A visibilidade era fraca por causa da densa neblina,
por isso o capitão perm anecia na ponte observando todas as
atividades.
“Logo após escurecer, o espia que estava no lugar mais
alto relatou, ‘Luz, vindo da curva a estibordo.’
“ ’Está parada ou se movendo à popa?’ perguntou o capitão.
“O vigia respondeu, ‘Parada, C apitão,’ significando que
estávamos na rota de colisão do outro barco.
“O capitão então cham ou o sinaleiro, ‘M ande sinal para o
barco: “Estam os na rota de colisão, aconselhamos que mude
seu curso em 20 graus.” ’
“O capitão disse, ‘Fale, “Sou o capitão. M ude o curso em
20 graus.” ’

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Falsa crença 4

‘“ Sou um marinheiro de segunda classe,’ foi a resposta. ‘M e­


lhor você mudar o curso em 20 graus.’
“O capitão, então, ficou furioso. Ele ordenou, ‘Fale, “Sou
um couraçado. M ude o curso em 20 graus.” ’
“Veio então a resposta na luz, ‘E eu sou um farol.’
“M udam os então o curso.” 19

H á cam in h o q u e ao h om em p arece direito,


m as ao cab o d á em cam in h o s de m orte.
P ro v érb io s 14.12

0
D U S C jU 0 T u d O S o b 0 \ Sonda-me, ó Deus.
O que vê em m im que te entristece? Sintonize meu coração
para que possa ouvir a doce voz do teu Espírito. Não somente
porque o pecado me magoa, mas também porque fere o teu co­
ração. Não porque tu não me amas como sou, mas porque me
amas dem ais para me deixar viver desta maneira. Amém.

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