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Análise crítica do filme Entre os

muros da Escola
Título original: Entre les murs
Direção: Laurent Cantet
Gênero: Drama
Nacionalidade: França
Sinopse: François e os demais amigos professores se preparam para enfrentar mais um novo
ano letivo. Tudo seria normal se a escola não estive em um bairro cheio de conflitos. Os
mestres têm boas intenções e desejo para oferecer uma boa educação aos seus alunos, mas
por causa das diferenças culturais – microcosmo da França contemporânea – esses jovens
podem acabar com todo o entusiasmo. François quer surpreender os jovens ensinando o
sentido da ética, mas eles não parecem dispostos a aceitar os métodos propostos.

O filme gira em torno de uma escola em que alunos de origens distintas lidam com o
contexto da imigração. Por conta de suas diferenças assistimos rixas entre eles e até
sentimentos de autoritarismo no ambiente escolar para lidar com a desordem, como
professores que reclamam da falta de interesse e despertam problemas com os estudantes no
decorrer do filme.

Essas e outras questões que o diretor nos apresenta, elucida os problemas no interior dessa
escola que também são presentes no interior de qualquer escola atualmente, seja às
confusões entre eles ou entre os funcionários e professores. Confusões que são despertadas
tanto pelo autoritarismo, quanto pela falta de estrutura que não possibilita maior
participação do estudante no contexto escolar. Sabemos que essas confusões podem ser
lidadas com a participação efetiva dos estudantes na construção do ambiente escolar, visto
que o diálogo é o melhor caminho para todo e qualquer tipo de problema.

O interessante do filme são os espaços recorrentes no nosso cotidiano como a sala de aula, o
conselho de classes, pátio da escola, reunião de pais e também conselho disciplinar. Toda
essa composição de cenários nos faz ver circular um aglomerado de professores que seguem
no seu desabafar constante, deixando evidente o desgaste emocional e psicológico que
infelizmente, o contexto escolar faz cada um enfrentar diariamente. Parte desses professores
vítimas do descontrole, descontam nos alunos palavras desrespeitosas que se insere nesse
ambiente, gerando atrito na relação professor-aluno, já difícil de ser conquistada. Todo esse
conflito é gerado também por péssimas condições de trabalho que os professores precisam
enfrentar diariamente, o que acaba influenciando diretamente na saúde do profissional. Uma
questão que precisa ser constantemente pensada e analisada, por ter influência direta com
alunos vítimas de desigualdade social que já perderam a fé na escola e na capacidade da
formação.

Entre os muros da escola é um filme que deixa uma sensação de desconforto porque
sentimos que estamos ali, junto daquele professor, naquela sala de aula, assistindo como
meros estagiários, uma realidade que logo será nossa. Uma observação que nos encarrega
de pensar as problemáticas na estrutura da instituição e buscar propostas para uma melhor
relação com aqueles alunos que demonstram pouco interesse ou que se deixam levar pelas
situações do cotidiano, deixando interferir no ambiente escolar.
Falta nessa escola representada no filme uma postura democrática no corpo estudantil que
envolva tanto os alunos, quanto os professores. O distanciamento entre eles fica claro
quando há exclusão entre melhores alunos e piores comportamentos. Até a participação dos
pais, em companhia de alunos durante as reuniões deixa claro que existe uma tentativa de
diálogo entre instituição e família, aluno e professor, mas sem fugir do debate
“comportamento do estudante em sala”.

Mesmo que não tenha um final que deixe uma solução para os problemas da escola, o filme
nos traz questões não só de desigualdade social, mas questões que possibilitam o despertar
de uma análise mais aprofundada, já que sem a capacidade de mudar o contexto social
presente na vida dos alunos, nos apresenta à problemática.