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Critérios para a seleção e aplicação de pára-raios de

Óxido de zinco (ZnO) em redes de distribuição


Os pára-raios ao serem instalados nos sistemas elétricos têm por finalidade
reduzir as sobretensões transitórias, resultantes das descargas atmosféricas ou de
operações de manobra, nos terminais dos equipamentos ou sistemas protegidos a
níveis pré-estabelecidos, de maneira que após a ocorrência dessas sobretensões
a característica de isolação dos equipamentos protegidos não seja comprometida,
ou seja, devem garantir que as máximas sobretensões resultantes nos sistemas,
ou através dos terminais dos equipamentos protegidos, estejam abaixo dos seus
níveis de suportabilidade.

Vários aspectos devem ser considerados para a proteção dos equipamentos,


entre os quais as características de proteção dos pára-raios e o nível de
suportabilidade dos equipamentos a serem protegidos. Apesar da proteção
coordenada ser importante para toda a rede de distribuição, esta proteção é mais
importante para os transformadores, devido a sua importância e a complexidade
do seu isolamento interno.

O correto dimensionamento dos pára-raios de Óxido de Zinco (ZnO) às


características dos sistemas para os quais são aplicados propicia uma proteção
adequada aos equipamentos protegidos, além de uma otimização na relação entre
benefício e custo para aquisição dos pára-raios.

De uma maneira genérica, os seguintes passos devem ser considerados para a


seleção e aplicação adequada dos pára-raios de ZnO em subestações:

• Seleção do pára-raios adequado ao sistema e determinação das suas


características de proteção;
• Seleção ou determinação da suportabilidade da isolação;
• Avaliação da coordenação do isolamento;

1. Seleção do pára-raios adequado e determinação das suas


características de proteção:

A seleção de um pára-raios envolve basicamente as seguintes considerações:

- Determinação da tensão nominal e da máxima tensão contínua de


operação do pára-raios, em função da máxima tensão de operação do
sistema e das possíveis sobretensões temporárias e suas respectivas
durações, no ponto de aplicação dos pára-raios;

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- Determinação da corrente de descarga nominal;
- Determinação da capacidade de absorção de energia para sobretensões de
origens atmosféricas e de manobra;
- Características de proteção para sobretensões de origens atmosféricas e
de manobra;
- Condições de serviço (ambientais);
- Requerimentos de corrente suportável de falta;

1.1 Seleção da tensão nominal dos pára-raios:

Para pára-raios sem centelhadores, a escolha da tensão nominal deve ser


baseada em duas condições, descritas a seguir:

(a) Os pára-raios sem centelhadores apresentam um valor limite de tensão


eficaz de freqüência industrial que pode ser aplicado continuamente entre
os seus terminais sem alterações no seu desempenho elétrico. Este valor
de tensão é definido como a Máxima Tensão Contínua de Operação
(MCOV) do pára-raios;
(b) Devido a elevada capacidade de absorção de energia dos elementos de
ZnO é possível que esses elementos absorvam, por um determinado
período de tempo, uma quantidade de energia proveniente das
sobretensões temporárias (sustentadas), e tenha condições de dissipá-la
sem afetar as suas características de operação e de proteção. Essa
característica do pára-raios é definida pela curva “Tensão de freqüência
industrial x tempo” (TOVPR) e depende basicamente das características
dos elementos de ZnO utilizados.

Desta forma, quando da utilização de um pára-raios sem centelhadores, deve-se


garantir que:

• A MCOV do pára-raios seja igual ou superior à máxima tensão operativa


do sistema no ponto de aplicação do pára-raios e que,
• Quando da ocorrência de uma sobretensão temporária, a característica
tensão de freqüência industrial versus tempo do pára-raios deve exceder
a característica amplitude da sobretensão temporária versus duração
para o sistema.

As sobretensões temporárias são geralmente causadas por /1/, /2/:


- Faltas nos sistemas;
- Perda súbita de carga (rejeição de carga);
- Efeito ferranti;
- Ressonância e ferro-ressonância;
- Sobretensões longitudinais durante sincronização.

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Para sistemas com tensões máximas de operação até 242 kV geralmente as faltas
que ocorrem nos sistemas são as responsáveis pelas máximas amplitudes das
sobretensões temporárias. No entanto, fenômenos de ferroressonância podem ser
críticos em várias situações, e devem ser levados em consideração para a correta
seleção dos pára-raios aplicados em redes de distribuição /3/.

O tipo de falta mais comum que aparece em um sistema é o curto-circuito fase-


terra (monofásico). A ocorrência de uma falta fase-terra em um dado ponto do
sistema, acarreta na elevação de tensão nas fases sãs, sendo a amplitude dessas
sobretensões diretamente relacionada com o tipo de aterramento do neutro do
sistema no ponto de falta.

As amplitudes das sobretensões temporárias devido a faltas que ocorrem nos


sistemas podem ser estimadas, de forma simplificada, pela equação a seguir:

TOVSIST. = K ⋅ U max

TOVSIST. Amplitude da sobretensão no ponto considerado (kV);


K Fator de sobretensão (fator de aterramento), dependente do tipo de
aterramento do neutro do sistema;
Umax Amplitude da máxima tensão fase-terra de operação do sistema
antes da ocorrência da falta = Um / √3 (kV).

O fator de aterramento consiste na relação entre o máximo valor eficaz de tensão


fase-terra de freqüência fundamental em uma fase sã, durante uma falta fase-terra
afetando uma ou mais fases em qualquer ponto do sistema, e o valor eficaz de
tensão fase-terra de freqüência fundamental que seria obtido no mesmo local na
ausência de tal falta, ou seja, em condições de regime permanente /4/.

Desprezando o efeito da resistência de falta, o fator de aterramento para uma falta


fase-terra pode ser definido por:

 3⋅ Z0 
 Z1 
K = 0,5 ⋅  ± j⋅ 3 
 2 + Z 0 
 Z1 

Z0 Impedância de seqüência zero do sistema → Z0 = R0 + jX0


Z1 Impedância de seqüência positiva do sistema → Z1 = R1 + jX1

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Para sistemas com neutro efetivamente aterrado (0 ≤ X0 / X1 ≤ 3 e 0 ≤ R0 / X1 ≤ 1)
o fator de aterramento é inferior a 1,4, ou seja, as sobretensões temporárias
atingem no máximo 80% da tensão fase-fase do sistema. A tensão nas fases sãs
será:
TOVSIST. ≤ 1,4 . Umax.

A duração das sobretensões devido a uma falta fase-terra para um sistema


efetivamente aterrado é normalmente inferior a 0,2 s para proteção de linha e
1 segundo no caso de proteção de “Back-up” .

Para sistemas com neutro isolado, ou aterrado por impedâncias, as sobretensões


nas fases sãs podem exceder à tensão fase-fase do sistema, ou seja, o fator de
aterramento é de 1,73 ou acima. Isto se deve ao fato de que esse tipo de sistema
é acoplado à terra através de suas capacitâncias parasitas. A tensão nas fases
sãs será:

TOVSIST. ≈ 1,73 . Umax. , ou acima

A duração da falta pode ser de poucos segundos à algumas horas, em função da


corrente de falta bem como do dispositivo de detecção / abertura da falta.

A Tabela 1 apresenta os valores típicos normalmente utilizados para a definição


do fator de aterramento, em função do tipo de aterramento do neutro do sistema.

Tabela 1 - Fatores de aterramento – Valores típicos considerados

Tipo de Sistema Caracterização Fator de aterramento K


A Multi aterrado ≤ 1,30
B Eficazmente aterrado ≤ 1,40
C Não eficazmente aterrado 1,73
D Isolado ≥ 1,73 (1,90)

Maiores informações referentes às sobretensões temporárias, tais como suas


causas e características principais, podem ser encontradas em literaturas
específicas /1/, /2/, /3/ e /4/.

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O exemplo abaixo apresenta os procedimentos para a seleção da tensão nominal
dos pára-raios de ZnO sem centelhadores:

- Tensão nominal do sistema Un: 13,8 kVef


- Máxima tensão operativa do sistema Umax.: 14,4 kVef
- Sistema aterrado na SE através de impedância: K = 1,73 (estimado)
- Duração estimada para a falta: 10 segundos.

Determinação da MCOV mínima do pára-raios:

MCOVPR ≥ UMax. SIST. ⇒ MCOVPR ≥ 14,4 / √3 ⇒ MCOVPR ≥ 8,3 kVef

Amplitude da máxima sobretensão temporária no ponto de falta:

TOVSIST. = 1,73 . √ 2 . Umax. = 1,73 . √2 . (14,4 / √3) = 20,4 kVcr

A curva característica “tensão de freqüência industrial x tempo” para os pára-raios


tipo KEP, obtida a partir dos ensaios de tipo, é apresentada na Figura 1.

1.30
Relação TOV / Vn Un

1.20

1.10

1.00

0.90

0.80
1 10 100 1000
Tempo (segundos)

Figura 1 – Curva característica “tensão de freqüência industrial x tempo”

A partir da Figura 1 verifica-se que a tensão nominal mínima do pára-raios para


atender as sobretensões temporárias com durações de 10 segundos deve ser:

Vnominal ≥ ( 20,4 / √2 ) / 1,14 ⇒ Vnominal ≥ 12,7 kV

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Para as condições acima devemos selecionar um pára-raios com tensão
nominal de 15 kV com MCOV de 12,75 kV.

A partir da curva da Figura 1 (válida para um determinado tipo de pára-raios),


verifica-se a possibilidade de se utilizar pára-raios com tensão nominal de 12 kV e
MCOV de 10,2 kV para sobretensões temporárias com amplitudes de até 19,3 kV
(inferiores aos valores considerados no presente estudo) e para uma mesma
duração de 10 segundos.

1.2 Definição da corrente de descarga nominal dos pára-raios:

No caso de pára-raios instalados no final de linha, pode ser utilizada a seguinte


equação de modo a se obter uma estimativa da intensidade máxima de corrente
de descarga que flui pelo pára-raios, quando da ocorrência de uma sobretensão
de origem atmosférica:

IMAX =
(2 ⋅ E 0 − Vr )
Z0

IMAX Corrente de descarga que flui pelo pára-raios (A);


E0 Corresponde a 1,2 vezes o nível de isolamento para impulso atmosférico da
linha (V);
Vr Tensão residual do pára-raios para impulso atmosférico (V);
Z0 Impedância transitória monofásica da linha (Ω).

As empresas concessionárias de energia elétrica brasileiras vêm adotando, na


maioria dos casos, pára-raios com corrente de descarga nominal de 10 kA (classe
1 de descarga de linhas de transmissão) em seus sistemas de distribuição.
Basicamente, pára-raios de 5 kA têm sido especificados para uso em redes
urbanas com baixa incidência de descargas atmosféricas.

1.3 Determinação da capacidade de absorção de energia dos pára-raios

Além de suportarem as energias provenientes das sobretensões temporárias, os


pára-raios de ZnO devem ser capazes de absorver as energias provenientes das
sobretensões transitórias que ocorrem nos sistemas, causadas por :

- Energização ou religamento de linhas longas;

- Abertura de bancos de capacitores ou cabos, através de disjuntores que


permitam o reacendimento (restrike);

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- Descargas atmosféricas diretas sobre os condutores fase das redes de
distribuição; ou descargas próximas às redes de distribuição, resultando em
sobretensões induzidas al longo das redes.

As maiores solicitações de energia a que são submetidos os pára-raios em redes


de distribuição são geralmente decorrentes das sobretensões de origem
atmosféricas e das sobretensões temporárias. Em alguns casos (geralmente em
redes subterrâneas, aplicação de pára-raios em bancos de capacitores e
derivações de redes aéreas com subterrâneas) as sobretensões de manobra
consistem no fator determinante para a determinação da capacidade de absorção
de energia dos pára-raios aplicados em redes de distribuição.

A capacidade dos pára-raios suportarem as energias associadas as sobretensões


temporárias é definida pela curva “tensão de frequência fundamental x tempo“ do
pára-raios, conforme Figura 1. Uma vez adequado às características dos
sistemas, os pára-raios absorverão as energias associadas e essas sobretensões.

A energia absorvida por um pára-raios durante a ocorrência de uma descarga


atmosférica pode ser estimada a partir da equação apresentada abaixo /5/:

   2 ⋅ U CFO   U pl ⋅ Td
E PR = 2 ⋅ U CFO − N ⋅ U pl ⋅ 1 + ln 
  U pl   ⋅ Z
  0

EPR Energia absorvida pelo pára-raios durante a descarga atmosférica (joules);


Upl Nível de proteção para impulso atmosférico do pára-raios (volts);
UCFO Tensão disruptiva crítica (polaridade negativa) de isolamento da linha
de transmissão (volts);
Z0 Impedância transitória monofásica da linha de transmissão (ohms);
N Número de linhas conectadas ao pára-raios;
Td Duração equivalente da corrente de descarga atmosférica (em segundos),
incluindo a primeira descarga e as subsequentes. Valor típico: 300 µs.

A equação acima é obtida da integração de uma sobretensão com decaimento


exponencial.

As empresas concessionárias de energia brasileiras vêm adotando geralmente


pára-raios com corrente de descarga nominal de 10 kA, classe 1 de descarga de
linhas de transmissão. Esses pára-raios apresentam, em geral, uma capacidade
de absorção de energia para impulsos de corrente elevada na faixa de
2,5 a 5,0 kJ / kV de tensão nominal. É importante ressaltar que a capacidade de
absorção de energia está associada a uma amplitude de corrente de descarga e
forma de onda da corrente.

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Existem registros de falhas decorrentes da incapacidade dos pára-raios de
suportarem elevadas energias associadas às descargas atmosféricas. Pára-raios
instalados em redes rurais ou redes de distribuição urbanas não protegidas por
“blindagens naturais”, podem ser solicitados por descargas atmosféricas diretas.

Neste caso, dependendo da amplitude da corrente, da sua forma de onda e da


distância entre a incidência da descarga e o ponto de instalação dos pára-raios,
esses poderão vir a falhar. Para evitar falhas de pára-raios em regiões críticas,
algumas empresas vêm realizando testes de campo considerando a aplicação
pára-raios com classe 2 de descarga de linhas de transmissão.

Para uma especificação adequada dos pára-raios, ou em casos de sistemas mais


críticos, estudos específicos envolvendo simulações computacionais devem ser
realizados, de modo a se obter as máximas energias a serem absorvidas pelos
pára-raios. A partir desses estudos, é definida a capacidade mínima de absorção
de energia dos pára-raios, que deve ser maior do que as energias máximas
obtidas nos estudos.

Em muitas das vezes, a realização de estudos computacionais mais específicos


não é de fácil implementação. Neste caso, uma vez conhecidos os níveis de
proteção dos pára-raios, as energias absorvidas por esses podem ser estimadas,
de forma conservativa, pelas equações apresentadas no Guia de Aplicação de
pára-raios – referência IEC 99.5 /5/.

1.4 Requerimentos de suportabilidade a correntes de falta:

Em caso de uma eventual falha do pára-raios estes representam uma baixa


impedância para a terra e são submetidos a corrente de curto-circuito do sistema.

De modo a evitar riscos às pessoas e avarias aos demais equipamentos


instalados nas suas proximidades, os pára-raios devem ser projetados para
suportar mecanicamente os efeitos das correntes de curto-circuito, sem
fragmentação ou desprendimento dos elementos de ZnO (estamos aqui falando
de pára-raios de ZnO com invólucros poliméricos). Desta forma, os pára-raios
devem ser dimensionados em função da máxima corrente de curto-circuito do
sistema, no seu ponto de instalação.

Segundo a IEC 99.1/91 (aplicável a pára-raios com centelhadores) os pára-raios


com correntes de descarga nominal de 5 kA podem ser de classe de alívio D ou E
apresentando capacidade de suportar correntes de falta com valores simétricos de
16 kA e 5 kA, respectivamente, por um período mínimo de 0,2 s. No entanto,
verifica-se na prática que a grande maioria dos projetos de pára-raios de
distribuição com invólucro de porcelana não apresentam quaisquer dispositivos
para aliviar as correntes de falta oriundas do sistema.

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Para os pára-raios de ZnO poliméricos, a norma IEC 60099-4/01 /6/ estabelece os
níveis eficazes de corrente presumíveis de falta de 5 kA e 10 kA para os pára-
raios com corrente de descarga nominal de 5 kA; e valores de
10 kA, 16 kA ou 20 kA, para os pára-raios com corrente de descarga nominal de
10 kA classe 1 de DLT. Para todas as correntes acima, o tempo mínimo de ensaio
deverá ser de 0,2 s.

O ensaio de baixa corrente com valor eficaz de (600 ± 200) A também deverá ser
realizado para todos os tipos de pára-raios. A duração mínima é de 1 segundo.

1.5 Condições de serviço (ambientais)

Quando da especificação de um pára-raios para aplicação em redes de


distribuição deve-se levar em consideração as condições ambientais.

Os níveis de poluição, aplicados a invólucros de porcelana, são definidos pela


norma técnica IEC 60.815 /7/, considerando 4 níveis de contaminação:

- Nível de poluição leve: distância de escoamento de 16 mm / kVfase-fase


- Nível de poluição moderado: distância de escoamento de 20 mm / kVfase-fase
- Nível de poluição alto: distância de escoamento de 25 mm / kVfase-fase
- Nível de poluição muito alto: distância de escoamento de 31 mm / kVfase-fase

O usuário deve especificar a distância mínima de escoamento em função das


características da região onde os pára-raios serão instalados.

1.6 Características de proteção dos pára-raios para sobretensões


resultantes de descargas atmosféricas e operações de manobra

As características de proteção dos pára-raios dependem do tipo de pára-raios


utilizado e devem ser definidas em função dos níveis de suportabilidade dos
equipamentos a serem protegidos; do grau de importância dos equipamentos e
das redes de distribuição onde os pára-raios serão aplicados; e do posicionamento
de instalação do pára-raios em relação ao equipamento a ser protegido. Isto visa
garantir uma proteção adequada aos equipamentos contra as sobretensões
atmosféricas e de manobra. Os níveis de proteção oferecidos pelos pára-raios são
apresentados nos catálogos dos fabricantes.

A norma IEC 60.099-4 /6/, aplicada a pára-raios de ZnO sem centelhadores,


apresenta as faixas sugeridas das máximas tensões residuais de alguns dos pára-
raios disponíveis no mercado, em função da sua corrente de descarga nominal e
da tensão nominal. Os valores sugeridos para pára-raios de 10 kA e 20 kA são
apresentados na Tabela 2, abaixo:

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Tabela 2 – Níveis máximos de proteção de pára-raios sem centelhadores
Valores sugeridos pela norma IEC 60.099-4 / 2001

Tensão Tensão residual - Forma de impulso aplicado


Nominal Impulso de frente Impulso atmosférico Imp. de manobra
Ur rápida 1/20 µs 8/20 µs 30/60 µs
(kVef) 10 kA 20 kA 10 kA 20 kA 10 kA 20 kA
3 a 29 2,6 a 4,0.Ur ----- 2,3 a 3,6.Ur ----- 2,0 a 2,9.Ur -----

30 a 132 2,6 a 3,7.Ur 2,6 a 3,1.Ur 2,3 a 3,3.Ur 2,3 a 2,8.Ur 2,0 a 2,6.Ur 2,0 a 2,3.Ur

144 a 342 2,6 a 3,7.Ur 2,6 a 3,1.Ur 2,3 a 3,3.Ur 2,3 a 2,8.Ur 2,0 a 2,6.Ur 2,0 a 2,3.Ur
360 a 756 2,6 a 3,1.Ur 2,6 a 3,1.Ur 2,3 a 2,8.Ur 2,3 a 2,8.Ur 2,0 a 2,3.Ur 2,0 a 2,3.Ur

Da Tabela 2 é possível verificar que a faixa de valores máximos de tensão residual


para impulso atmosférico (forma de onda 8/20 µs) para os pára-raios com tensão
nominal de 15 kV e corrente de descarga nominal de 10 kA está compreendida
entre 34,5 kV a 54,0 kV (2,3 a 3,6.Ur). Já a faixa de valores de tensão residual
para impulsos de manobra – 250 A para esses pára-raios está compreendida na
faixa entre 30,0 kV a 43,5 kV.

Pode-se dizer que praticamente todos os pára-raios de ZnO, sejam com invólucro
polimérico ou de porcelana, apresentam seus níveis de proteção dentro da faixa
de valores máximos sugerida pela IEC 60099.4/01. Estes níveis garantem, via de
regra, uma proteção adequada aos equipamentos protegidos tomando-se os
cuidados necessários com os efeitos dos cabos de conexão entre os pára-raios e
os equipamentos protegidos, principalmente em regiões onde há a possibilidade
da incidência de correntes de elevadas amplitudes e/ou elevadas taxas de
crescimento.

Quanto aos pára-raios com centelhadores ainda hoje em operação e


comercializados, não se tem uma garantia absoluta dos seus níveis de proteção,
apesar dos limites definidos em norma. Casos mais críticos podem ser observados
em pára-raios com tempos de instalação superiores há 10 anos.

De modo a verificar a proteção oferecida pelo pára-raios avaliado aos


equipamentos ao longo das redes de distribuição é apresentado, a seguir, um
estudo simplificado de coordenação do isolamento, que consiste em um processo
de correlação da suportabilidade dielétrica dos equipamentos elétricos com as
sobretensões esperadas e as características dos equipamentos para proteção
contra as sobretensões. Dois aspectos serão abordados:

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• Seleção ou determinação da suportabilidade da isolação;
• Avaliação da coordenação do isolamento;

2. Seleção ou determinação da suportabilidade da isolação:

A NBR 6939 /4/ define as tensões máximas normalizadas para os equipamentos


as quais são divididas em duas faixas:

- Faixa 1: Superior a 1,0 kV e igual ou inferior a 245 kV.


- Faixa 2: Superior a 245 kV.

A faixa 1 abrange os sistemas de distribuição e de transmissão. Os diferentes


aspectos operacionais devem, no entanto, serem levados em consideração na
seleção do nível de isolamento nominal do equipamento.

Para sistemas situados na faixa 1, o principal risco para os equipamentos advém


das descargas atmosféricas diretas, indiretas e induzidas ao longo das redes de
distribuição e das linhas de transmissão aéreas. Em sistemas com cabos não
conectados a linhas aéreas, as sobretensões devido a faltas ou operações de
manobra tem maior probabilidade de ocorrência. Em casos raros, entretanto,
sobretensões induzidas podem também podem vir a ocorrer.

Para sistemas situados na faixa 2, em adição aos fatores da faixa 1, sobretensões


de manobra tornam-se fenômenos importantes, aumentando a sua importância
para sistemas com tensões mais elevadas.

De acordo com a NBR 6939/99, o nível de isolamento normalizado do


equipamento é definido pelas seguintes tensões suportáveis normalizadas:

• Para equipamentos na Faixa 1:


- Tensão suportável normalizada de impulso atmosférico; e
- Tensão suportável normalizada de freqüência fundamental de curta duração.

• Para equipamentos na Faixa 2:


- Tensão suportável normalizada de impulso de manobra; e
- Tensão suportável normalizada de impulso atmosférico.

A Tabela 3, apresenta os níveis de isolamento normalizados para sistemas com


tensão máxima do equipamento de 15 kV (tensão nominal de 13,8 kV) /4/.

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Tabela 3 - Níveis de isolamento normalizados para sistemas de 15 kV

Tensão suportável Tensão suportável


Tensão máxima do
normalizada de freqüência normalizada de impulso
equipamento
fundamental de curta atmosférico
Um
duração
[kVeficaz]
[kVeficaz] [kVcrista]
15 34 95
110

Será considerado no presente estudo o valor de 95 kV para a tensão suportável


normalizada de impulso atmosférico, que corresponde ao nível de isolamento
normalmente utilizado para transformadores de distribuição. Cabe salientar que a
característica de suportabilidade de um material isolante é dependente das
condições ambientais e da altitude. Assim sendo, fatores de correção devem ser
considerados quando da análise de suportabilidade da isolação submetida ao
meio externo e a altitudes acima do nível considerado em norma (1000 metros).

3. Determinação das tensões resultantes nos terminais dos equipamentos a


serem protegidos:

Um fato importante a ser analisado quando da determinação das tensões


resultantes nos terminais dos equipamentos aplicados em redes de distribuição
consiste no posicionamento de instalação dos pára-raios em relação aos
equipamentos. Na Figura 2 são mostrados detalhes do arranjo de instalação mais
comumente utilizado para a instalação dos pára-raios de porcelana.

Figura 2 - Transformador protegido por pára-raios tipo porcelana

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Neste arranjo, os pára-raios são geralmente instalados em paralelo com o
conjunto chave fusível – transformador, existindo um comprimento de cabo devido
às conexões entre os terminais de alta tensão do pára-raios e do transformador.

Neste caso, quando da ocorrência de uma sobretensão, provocada pela incidência


de uma descarga atmosférica diretamente sobre a rede onde se encontra
instalado o conjunto pára-raios / transformador, uma tensão ∆V(t) é adicionada
aos terminais do transformador pelo efeito da tensão “criada” nos cabos de
conexão, resultado da passagem da corrente de descarga com uma taxa de
crescimento di/dt pelo pára-raios.

Esta corrente de descarga ao fluir através da indutância dos cabos de conexão do


pára-raios provoca uma queda de tensão (VL = L . di / dt) que deve ser adicionada
à tensão residual do pára-raios (correspondente a amplitude da corrente de
descarga). O comprimento total desses cabos é medido do ponto no qual é
realizada a conexão da rede ao terminal de alta tensão do pára-raios até o ponto
em que é feita a interconexão do ponto de neutro pára-raios com o terra do
equipamento protegido.

Um valor de tensão usualmente utilizado para estudos de descargas atmosféricas


é de 5,25 kV por metro de cabo de conexão, para uma taxa de crescimento de
corrente de 4 kA / µs. Embora as tensões nos cabos de conexão desenvolvidas
nos níveis de coordenação do isolamento de 10 kA e 20 kA com forma 8/20 µs
sejam aproximadamente um quarto e metade do valor acima, respectivamente, é
importante manter os comprimentos dos cabos tão curtos quanto possível.

O efeito do comprimento dos cabos de conexão é mais crítico em redes expostas


às descargas diretas e localizadas em regiões com elevada incidência de
descargas atmosféricas, onde impulsos de corrente podem apresentar amplitudes
e taxas de crescimento bastante superior aos valores usualmente considerados.
Por exemplo, para uma taxa de crescimento da corrente de 10 kA/µs, o acréscimo
de tensão devido aos efeitos de conexão será de 13 kV por metro de conexão.
Comprimentos excessivos dos cabos de ligação podem eliminar o fator de
segurança definido para a margem de proteção para impulsos atmosféricos.

A experiência tem mostrado que, para uma dada amplitude de corrente e taxa de
crescimento, quanto mais próximo do conjunto incidir a descarga, maior será esse
efeito sobre os terminais dos transformadores.

Uma boa parcela dos índices de falhas em transformadores devido às descargas


atmosféricas pode estar relacionado ao efeito da tensão sobre as conexões,
especialmente no caso de transformadores instalados em redes rurais, geralmente
apresentando vãos mais longos e mais vulneráveis à incidência das descargas
diretas de elevadas amplitudes e taxas de crescimento.

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Ainda existem instalados nas redes de distribuição primárias pára-raios de SiC de
projeto antigo, que apresentam níveis de proteção bem superiores aos níveis
atualmente utilizados. Neste caso, o efeito dos cabos de conexão pode se tornar
bastante crítico e tem de ser considerado.

De maneira a tornar desprezível, ou pelo menos minimizar o efeito dos cabos de


conexão entre os pára-raios e os equipamentos protegidos, algumas empresas
concessionárias vêm optando pela instalação dos pára-raios junto aos
equipamentos protegidos. No caso dos transformadores, os pára-raios são
instalados junto às suas buchas. A experiência de campo tem demonstrado que
reduções significativas nos índices de falhas em transformadores de distribuição
por descargas atmosféricas têm sido obtidas por empresas concessionárias que
adotam a filosofia de instalação de pára-raios poliméricos diretamente às buchas
dos transformadores, conforme arranjo apresentado na Figura 3. Este tipo de
arranjo praticamente elimina o efeito da tensão nos cabos de conexão, reduzindo
de modo significativo as possíveis tensões resultantes sobre os terminais dos
transformadores.

Figura 3 - Transformador protegido por pára-raios tipo polimérico

Esse tipo de instalação torna-se confiável pelo fato do baixo risco de explosão dos
pára-raios poliméricos, em caso de sua falha.

A única possível desvantagem deste arranjo é que as chaves fusíveis ficam em


série com o conjunto pára-raios / transformadores, sendo submetidas à ação das
correntes provenientes das descargas atmosféricas. Queimas indevidas de elos
fusíveis foram verificadas em algumas empresas concessionárias que adotam
essa filosofia de instalação. Isto conduz a necessidade de se avaliar a
especificação e aplicação de elos fusíveis de melhor qualidade.

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Os pára-raios de distribuição são utilizados freqüentemente para proteção de um
único equipamento e devem, portanto, serem conectados o mais próximo possível
dos equipamentos protegidos, fato que reduz os efeitos da distância de
separação.

4. Avaliação da coordenação do isolamento em redes de distribuição:

Os transformadores de distribuição e os demais equipamentos do sistema devem


suportar as sobretensões que podem ocorrer ao longo das redes elétricas, de
modo a permitir que esses realizem a sua função de transportar energia de forma
contínua, confiável e econômica. Para tal, é necessário que as características de
isolação dos equipamentos e das redes elétricas sejam compatíveis com as
sobretensões encontradas no sistema.

A norma NBR 6939 / 1999 define a coordenação do isolamento como um conjunto


de procedimentos utilizados na seleção de equipamentos elétricos, tendo-se em
vista as tensões que podem se manifestar no sistema e levando-se em conta as
características dos dispositivos de proteção, de modo a reduzir a níveis econômico
e operacionalmente aceitável, a probabilidade de danos aos equipamentos e/ou
interrupções do fornecimento de energia, causadas por aquelas tensões.

Em outras palavras, a coordenação do isolamento é um processo de correlação


da suportabilidade dielétrica dos equipamentos elétricos com as sobretensões
esperadas e as características dos equipamentos para proteção contra surtos. A
coordenação do isolamento envolve a determinação das sobretensões aos quais
as redes de distribuição, linhas de transmissão e equipamentos no interior da
subestação estão submetidas, seguidas da seleção adequada das
suportabilidades elétricas e das distâncias de isolamento, levando-se em
consideração as características dos dispositivos de proteção disponíveis.

Existem dois métodos para se definir a coordenação do isolamento em função das


sobretensões transitórias: o método determinístico (ou convencional) e o método
estatístico. O método determinístico é o único que pode ser utilizado no
dimensionamento de isolamentos não auto-recuperantes (como por exemplo, a
isolação interna de transformadores de distribuição), visto não ser possível
expressar o comportamento estatístico desses isolamentos frente as
sobretensões.

Para sistemas de distribuição e de transmissão com tensões nominais até 230 kV


geralmente adota-se o método convencional (determinístico) de coordenação
de isolamento. Este método é baseado no dimensionamento dos isolamentos de
maneira que esses apresentem níveis de suportabilidade mínimos superiores às
máximas sobretensões possíveis de serem impostas ao isolamento, considerando
a utilização de uma margem de segurança.

15
O nível de isolamento é determinado de forma a se obter uma margem suficiente
entre a máxima sobretensão esperada e a suportabilidade mínima da isolação.
Essa margem, definida como margem de proteção, determina um fator de
segurança que não deve ser inferior a um valor adequado, em função da
experiência das instalações existentes, e destina-se a cobrir as incertezas na
determinação das sobretensões, incluindo o efeito – distância ou desvios nas
características do isolamento dos equipamentos e do dispositivo de proteção que
resultem em falha do equipamento.

Tensão mínima suportável do isolamento


MP = -----------------------------------------------------------------
Máxima sobretensão imposta ao isolamento

A Tabela 4 apresenta as margens de proteção mínimas usualmente


recomendadas entre o nível de suportabilidade da isolação e a máxima tensão
imposta ao isolamento:

Tabela 4 – Margens de proteção mínimas recomendadas

Tensão máxima de Sobretensões Sobretensões de


operação (kVef) atmosféricas manobra
1 a 245 1,20 -----
> 245 1,25 1,15

A proteção adequada de um equipamento pode ser realizada com base em


comparações de pontos distintos da curva “tensão x tempo”. Existem três relações
de proteção em uso que comparam os níveis de proteção com os níveis de
suportabilidade correspondentes:

• Para impulsos de corrente com frente íngreme:

TSIACF
MP1 =
NPFO + ∆V

TSIACF Tensão suportável de impulso atmosférico cortado na frente;


NPFO Nível de proteção do pára-raios para frente de onda;
∆V Tensão a ser adicionada ao nível de proteção do pára-raios, devido
aos efeitos dos cabos de conexão e da distância de separação entre
o pára-raios e o equipamento protegido.

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Para isolamento em óleo, em ar e sólidos de origem inorgânica a tensão
suportável de impulso atmosférico cortado na frente de um equipamento pode ser
considerada como sendo igual a 1,15 vezes a sua tensão suportável nominal de
impulso atmosférico. Para isolamento sólido de origem orgânica a tensão
suportável de impulso atmosférico cortado é considerada como sendo igual a
tensão suportável nominal de impulso atmosférico.

• Para impulsos atmosféricos:

TSNIA
MP2 =
NPIA + ∆V

TSNIA Tensão suportável nominal de impulso atmosférico;


NPIA Nível de proteção do pára-raios para impulso atmosférico;
∆V Tensão a ser adicionada ao nível de proteção do pára-raios, devido
aos efeitos dos cabos de conexão e da distância de separação entre
o pára-raios e o equipamento protegido.

• Para impulsos de manobra:

TSNIM
MP3 =
NPIM

TSNIM Tensão suportável nominal de impulso de manobra;


NPIM Nível de proteção do pára-raios para impulso de manobra.

Para fins de análise, consideremos o exemplo a seguir:

Determinar as margens de proteção para um transformador de distribuição


aplicado em um sistema de 15 kV, com uma tensão suportável nominal para
impulso atmosférico (TSNIA) de 95 kV. Esse transformador será protegido por um
pára-raios com tensão nominal de 15 kV , corrente de descarga nominal de 10 kA,
apresentando as seguintes características de proteção:

- Tensão residual para impulso de frente íngreme: 50,0 kV


- Tensão residual para impulso atmosférico: 45,0 kV
- Tensão residual para impulso de manobra a 0,5 kA: 39,0 kV (estimado)

O comprimento total dos cabos de conexão entre o pára-raios e o transformador é


de 3 metros.

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• Determinação da margem de proteção 1 (ondas de frente íngremes)

TSIACF
MP1 =
NPFO + ∆V (t )

TSIACF = 1,15 . TSNIA → TSIACF = 1,15 . 95 → TSIACF = 109 kV


NPFO = 50 kV
∆V = ( L . (di / dt) . lc) → ∆V = 1,3 µH/m . (10 kA / 1 µs) . 3 m → ∆V = 39 kV

TSIACF 109
MP1 = MP1 = MP1 = 1,22 = 22,5%
NPFO + ∆V (t ) 50 + 39

• Determinação da margem de proteção 2 (impulso atmosférico


normalizado)

TSNIA
MP2 =
NPIA + ∆V(t )

TSNIA = 95 kV NPIA = 45,0 kV


∆V = ( L . (di / dt) . lc) → ∆V = 1,3 µH/m . (4 kA / 1 µs) . 3 m → ∆V = 15,6 kV

TSNIA 95
MP2 = MP2 = MP2 = 1,56 = 56,8%
NPIA + ∆V(t ) 45,0 + 15,6

• Determinação da margem de proteção 3 (impulsos de manobra)

TSNIM
MP3 =
NPIM

TSNIM = 0,83 . TSNIA → TSNIM = 0,83 . 95 → TSNIM = 78,9 kV


NPIM = 39,0 kV

TSNIM 78,9
MP3 = MP3 = MP3 = 2,00 = 100%
NPIM 39,0

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• Dos resultados obtidos no estudo simplificado, verifica-se que a utilização dos
pára-raios poliméricos avaliados, tensão nominal de 15 kV – corrente de
descarga nominal de 10 kA, garante uma proteção adequada aos
transformadores de distribuição, apesar de apresentar valores de tensão
residual para impulso atmosférico acima do valor estabelecido na ET da
COELCE, mesmo considerando a possibilidade de descargas com taxas de
crescimento da ordem de 10 kA / µs, para distâncias de conexão de 3 metros.

• Uma melhor proteção poderá ser oferecida pelo pára-raios considerado


em caso da instalação dos pára-raios diretamente junto às buchas dos
transformadores de distribuição. Neste caso, margens de proteção para
impulsos de frente íngremes da ordem de 120% poderão vir a serem obtidas.

5. Referências bibliográficas:

/1/ Projeto de norma NBR 8186 / 2000 – “Coordenação do Isolamento – Guia


de Aplicação”.
/2/ Dájuz, Ary. Et alii, “Transitórios Elétricos e Coordenação de Isolamento –
Aplicação em Sistemas de Potência de Alta Tensão”, Furnas Centrais
Elétricas, Universidade Federal Fluminense / EDUFF, 1987.
/3/ Pereira Duarte, J. V., “Falha em pára-raios de distribuição por
ferroressonância na alimentação de trafos subterrâneos”, artigo
apresentado como trabalho final da disciplina de Transiitórios
Eletromagnéticos em SEP, PPGEE- UFMG, Outubro de 2002.
/4/ NBR 6939 / 1999 – “Coordenação do Isolamento - Procedimento” – 1o
Projeto de Revisão da NBR 6939 / 1987.
/5/ IEC 99-5, “Surge arresters – Part 5: Selection and application
recommendations”, First Edition, 1996.
/6/ IEC 60.099-4 – Part 4: Metal-Oxide Surge Arresters without Gaps for a.c.
Systems”, Edition 1.2, 2001.
/7/ IEC 60.815 Parts 1 e 2: Selection and dimensioning of high-voltage
insulators for polluted conditions, 2002.

Texto elaborado por Jorge Luiz De Franco.


Participa nas Comissões de Estudo CE 37-4 “Guia de Aplicação de Pára-raios” e CE 37-7 “Pára-
raios de Óxido Metálico sem centelhadores” da ABNT/COBEI - e dos Grupos de Manutenção das
Comissões Técnicas TC37/ MT4 "Metal Oxide Surge Arresters" e TC37 / MT10 “Surge Arresters
Application Guide”, da IEC.
Participa da Comissão de Estudos CE A.3 – Equipamentos de Alta Tensão do CIGRÉ - Brasil,
Coordenando Grupo de Trabalho GTA3.17 – “Pára-raios” e a Força-tarefa FT A3.17.01 “Técnicas
de Monitoramento e Diagnóstico para Pára-raios de SiC e ZnO”. É membro ativo do WG A3.17 -
“Surge Arresters” do CIGRÈ Internacional.

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