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Prefeitura Municipal de Registro do Estado de São Paulo

REGISTRO-SP
Professor de Ensino Fundamental
Concurso Público N° 001/2018.

JH046-2018
DADOS DA OBRA

Título da obra: Prefeitura Municipal de Registro do Estado de São Paulo

Cargo: Professor de Ensino Fundamental

(Baseado no Concurso Públicol N° 001/2018.)

• Língua Portuguesa
• Matemática
• Atualidades
• Conhecimentos Pedagógicos
• Legislação

Gestão de Conteúdos
Emanuela Amaral de Souza

Diagramação/ Editoração Eletrônica


Elaine Cristina
Igor de Oliveira
Camila Lopes
Thais Regis

Produção Editoral
Suelen Domenica Pereira
Julia Antoneli

Capa
Joel Ferreira dos Santos
SUMÁRIO

Língua Portuguesa
Leitura e interpretação de diversos tipos de textos (literários e não literários). ............................................................................. 01
Sinônimos e antônimos. ....................................................................................................................................................................................... 07
Sentido próprio e figurado das palavras. ....................................................................................................................................................... 07
Pontuação. .................................................................................................................................................................................................................. 14
Classes de palavras: substantivo, adjetivo, numeral, pronome, verbo, advérbio, preposição e conjunção: emprego e
sentido que imprimem às relações que estabelecem. .............................................................................................................................. 17
Concordância verbal e nominal. ........................................................................................................................................................................ 55
Regência verbal e nominal.................................................................................................................................................................................... 60
Colocação pronominal............................................................................................................................................................................................ 66
Crase.............................................................................................................................................................................................................................. 68

Matemática
Resolução de situações-problema, envolvendo: adição, subtração, multiplicação, divisão, potenciação ou radiciação
com números racionais, nas suas representações fracionária ou decimal; ...................................................................................... 01
Mínimo múltiplo comum; .................................................................................................................................................................................... 01
Máximo divisor comum; ....................................................................................................................................................................................... 01
Porcentagem; ............................................................................................................................................................................................................ 74
Razão e proporção; ................................................................................................................................................................................................. 11
Regra de três simples ou composta; ................................................................................................................................................................ 15
Equações do 1.º ou do 2.º graus; ...................................................................................................................................................................... 23
Sistema de equações do 1.º grau; .................................................................................................................................................................... 23
Grandezas e medidas – quantidade, tempo, comprimento, superfície, capacidade e massa; .................................................. 19
Relação entre grandezas – tabela ou gráfico; .............................................................................................................................................. 37
Tratamento da informação – média aritmética simples; .......................................................................................................................... 70
Noções de Geometria – forma, ângulos, área, perímetro, volume, ..................................................................................................... 47
Teoremas de Pitágoras ou de Tales................................................................................................................................................................... 01

Atualidades
Questões relacionadas à segurança pública e a fatos políticos, econômicos, sociais e culturais, nacionais e internacionais,
ocorridos a partir de 1º de janeiro de 2018, divulgados na mídia local e/ou nacional.......................................................................01

Conhecimentos Pedagógicos

Relação entre educação, escola e sociedade: concepções de Educação e Escola; função social da escola; educação in-
clusiva e compromisso ético e social do educador. ................................................................................................................................... 01
Gestão democrática: a participação como princípio. ................................................................................................................................ 14
Organização da escola centrada no processo de desenvolvimento pleno do educando. ......................................................... 18
A integração entre educar e cuidar na educação básica. ........................................................................................................................ 24
Projeto político-pedagógico: fundamentos para a orientação, o planejamento e a implementação das ações educativas
da escola. .................................................................................................................................................................................................................... 25
Currículo e cultura: visão interdisciplinar e transversal do conhecimento. Currículo: a valorização das diferenças indivi-
duais, de gênero, étnicas e socioculturais e o combate à desigualdade. ......................................................................................... 32
Currículo, conhecimento e processo de aprendizagem: as tendências pedagógicas na escola. ............................................. 43
Currículo nas séries iniciais: a ênfase na competência leitora (alfabetização e letramento) e o desenvolvimento dos sa-
beres escolares da matemática e das diversas áreas de conhecimento. ........................................................................................... 50
Currículo em ação: planejamento, seleção, contextualização e organização dos conteúdos; o trabalho por proje-
tos. ..............................................................................................................................................................................................................76
A avaliação diagnóstica ou formadora e os processos de ensino e de aprendizagem. .............................................................. 84
A mediação do professor, dialogal e problematizadora, no processo de aprendizagem e desenvolvimento do aluno; a
inerente formação continuada do educador................................................................................................................................................. 87
SUMÁRIO

Bibliografia

AGUIAR, Márcia Ângela da Silva [et. al.]. Conselho Escolar e a relação entre a escola e o desenvolvimento com igualdade
social. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2006................................................................................. 90
ARÊAS, Celina Alves. A função social da escola. Conferência Nacional da Educação Básica. .................................................100
AUAD, Daniela. Educar meninas e meninos – relações de gênero na escola. São Paulo: Editora Contexto, 2016...........101
CASTRO, Jane Margareth; REGATTIERI, Marilza. Relações Contemporâneas Escola-Família. p. 28-32. In: CASTRO, Jane
Margareth; REGATTIERI, Marilza. Interação escola-família: subsídios para práticas escolares. Brasília: UNESCO, MEC,
2009.............................................................................................................................................................................................................................102
COLL, César. O construtivismo na sala de aula. São Paulo: Editora Ática, 1999. (Capítulos 4 e 5)..........................................127
CONTRERAS, José. A autonomia de professores. São Paulo: Cortez Editora, 2002. (Capítulos 3 e 7)...................................130
DE LA TAILLE, Y., OLIVEIRA, M.K.; DANTAS, H. Piaget, Vygotsky, Wallon: teorias psicogenéticas em discussão. São Paulo:
Summus, 1992.........................................................................................................................................................................................................141
DELIZOICOV. Demétrio; ANGOTTI, José André. Metodologia do ensino de Ciências. São Paulo: Cortez, 1994. (Capítulo II:
unidades 2 e 3; Capítulo III: unidades 4 e 5)................................................................................................................................................144
DOWBOR, Ladislau. Educação e apropriação da realidade local. Estud. av. [online].2007, vol.21, nº 60, pp. 75-90.......147
FONTANA, Roseli Ap. Cação. Mediação Pedagógica em sala de aula. Campinas: Editora Autores Associados, 1996 (Pri-
meiro tópico da Parte I – A gênese social da conceitualização)..........................................................................................................154
GARCIA, Lenise Aparecida Martins. Transversalidade e Interdisciplinaridade................................................................................156
HOFFMAN, Jussara. Avaliação mediadora: uma relação dialógica na construção do conhecimento In: SE/SP/FDE. Revista
IDEIAS nº 22, pág. 51 a 59...................................................................................................................................................................................158
JÓFOLI, Zélia. A construção do conhecimento: papel do educador, do educando e da sociedade. In: Educação: Teorias e
Práticas, ano 2, nº 2, Recife: Universidade Católica de Pernambuco, p. 191 – 208.......................................................................163
LERNER, Delia. A matemática na escola – aqui e agora. Porto Alegre: Artmed, 1995.................................................................167
LERNER, Delia. Ler e escrever na escola: o real, o possível e o necessário. 1ª Edição – Porto Alegre, Artmed, 2002.....169
LIBÂNEO, J.C.; OLIVEIRA, J. F.; TOSCHI, M. S. Educação Escolar: políticas, estrutura e organização. São Paulo: Cortez, 2003,
capítulo III, da 4ª Parte.........................................................................................................................................................................................173
MANTOAN, Maria Teresa Eglér. Abrindo as escolas às diferenças, capítulo 5, in: MANTOAN, Maria Teresa Eglér (org.)
Pensando e Fazendo Educação de Qualidade. São Paulo: Moderna, 2001.....................................................................................176
MORAN, José. A aprendizagem de ser educador......................................................................................................................................180
MOURA, Daniela Pereira de. Pedagogia de Projetos: contribuições para uma educação transformadora. Publicado em:
29/10/2010................................................................................................................................................................................................................182
PENTEADO, Heloísa Dupas. Metodologia de História e Geografia. São Paulo: Cortez, 2011. (Capítulos 1, 2 e 3)...........188
PIAGET, Jean. Desenvolvimento e aprendizagem. Trad. Paulo Francisco Slomp. UFRGS- PEAD 2009/1..............................189
PIMENTA, Selma, G.A. A Construção do Projeto Pedagógico na Escola de 1º Grau. Ideias nº 8. 1.990, p 17-24.............194
QUEIROZ, Cecília T. A. P. de; MOITA, Filomena M. G. da S.C. Fundamentos sócio-filosóficos da educação. Campina Gran-
de; Natal: UEPB/UFRN, 2007. (MEC/SEB/SEED)...........................................................................................................................................198
RESENDE, L. M. G. de. A perspectiva multicultural no projeto político-pedagógico. In: VEIGA, Ilma Passos Alencastro.
Escola: espaço do projeto político-pedagógico. Campinas: Papirus, 1998......................................................................................202
RIOS, Teresinha Azeredo. Ética e competência. São Paulo: Cortez, 2001.........................................................................................203
ROPOLI, Edilene Aparecida. A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar: a escola comum inclusiva. Brasília:
Ministério da Educação. SEESP. Universidade Federal do Ceará. 2010..............................................................................................206
VASCONCELLOS, Celso. Construção do conhecimento em sala de aula. Libertad – Centro de Pesquisa, formação e As-
sessoria Pedagógica. 14ª ed., 2002..................................................................................................................................................................220
VINHA, Telma Pileggi. O educador e a moralidade infantil numa perspectiva construtivista. Revista do Cogeime, nº 14,
julho/99, pág. 15-38..............................................................................................................................................................................................225
WEIZ, T. O diálogo entre o ensino e a aprendizagem. São Paulo: Ática...........................................................................................236
SUMÁRIO

Legislação

BRASIL. A criança de 6 anos, a linguagem escrita e o Ensino Fundamental de nove anos. Ministério da Educação/Secre-
taria de Educação Básica. ..................................................................................................................................................................................... 01
Brasília, 2009.BRASIL. Constituição Federal/88 – artigos 205 a 214 e artigo 60 das Disposições Constitucionais Transitó-
rias. ................................................................................................................................................................................................................................ 02
Emenda 14/96............................................................................................................................................................................................................ 06
BRASIL. Ensino Fundamental de nove anos: orientações para a inclusão da criança de seis anos de idade. Brasília,
2007.....................................................................................................................................................................................................................07.
BRASIL. Lei Federal nº 8.069/1990 – Estatuto da Criança e do Adolescente (atualizada): artigos 7º a 24, 53 a 69, 131 a
140.................................................................................................................................................................................................................................. 10
BRASIL. Lei Federal nº 9394, de 20/12/96 – Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional (atualizada)............ 19
BRASIL. Resolução CNE/CEB 04/2010 – Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica. Brasília: CNE,
2010............................................................................................................................................................................................................................... 35
BRASIL. Resolução CNE/CEB 07/2010 – Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental de 9 (nove) anos.
Brasília: CNE, 2010.................................................................................................................................................................................................... 46
BRASIL. Resolução CNE/CEB 4/2009 – Institui Diretrizes Operacionais para o Atendimento Educacional Especializado na
Educação Básica, modalidade Educação Especial. Brasília: CNE, 2009................................................................................................ 54
BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: introdução. Brasília: MEC/SEF, 2ª ed.
(1ª a 4ª série), Rio de Janeiro: DP&A, 2000. Volume 1 (Itens: Princípios e Fundamentos dos Parâmetros Curriculares Na-
cionais e Orientação Didática)............................................................................................................................................................................. 56
BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: arte. Brasília: MEC/SEF, 2ª ed. (1ª a 4ª
série), Rio de Janeiro: DP&A, 2000. Volume 6 (1ª Parte)........................................................................................................................... 82
BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: educação física. Brasília: MEC/SEF, 2ª
ed. (1ª a 4ª série), Rio de Janeiro: DP&A, 2000. Volume 7 (1ª Parte)................................................................................................... 94
Lei Orgânica do Município de Registro.........................................................................................................................................................105
Lei Complementar nº 034/2008 – Estatuto dos Funcionários Públicos do Município de Registro, com as alterações in-
troduzidas pelas Leis Complementares nº 037/2008; .............................................................................................................................138
Nº 050/2010; ...........................................................................................................................................................................................................140
Nº 058/2012; ...........................................................................................................................................................................................................140
Nº 059/2012; ...........................................................................................................................................................................................................141
Nº 072/2016 e nº 076/2017...............................................................................................................................................................................142
LÍNGUA PORTUGUESA

Leitura e interpretação de diversos tipos de textos (literários e não literários). ............................................................................ 01


Sinônimos e antônimos. ....................................................................................................................................................................................... 07
Sentido próprio e figurado das palavras. ....................................................................................................................................................... 07
Pontuação. .................................................................................................................................................................................................................. 14
Classes de palavras: substantivo, adjetivo, numeral, pronome, verbo, advérbio, preposição e conjunção: emprego e
sentido que imprimem às relações que estabelecem. .............................................................................................................................. 17
Concordância verbal e nominal. ........................................................................................................................................................................ 55
Regência verbal e nominal.................................................................................................................................................................................... 60
Colocação pronominal........................................................................................................................................................................................... 66
Crase.............................................................................................................................................................................................................................. 68
LÍNGUA PORTUGUESA

- A linguagem não literária é objetiva, denotativa,


LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE DIVERSOS preocupa-se em transmitir o conteúdo, utiliza a palavra em
TIPOS DE TEXTOS (LITERÁRIOS E NÃO seu sentido próprio, utilitário, sem preocupação artística.
LITERÁRIOS). Geralmente, recorre à ordem direta (sujeito, verbo, com-
plementos).

Leia com atenção os textos a seguir e compare as lin-


Sabemos que a “matéria-prima” da literatura são as pa- guagens utilizadas neles.
lavras. No entanto, é necessário fazer uma distinção entre
a linguagem literária e a linguagem não literária, isto é, Texto A
aquela que não caracteriza a literatura. Amor (ô). [Do lat. amore.] S. m. 1. Sentimento que pre-
Embora um médico faça suas prescrições em deter- dispõe alguém a desejar o bem de outrem, ou de alguma
minado idioma, as palavras utilizadas por ele não podem coisa: amor ao próximo; amor ao patrimônio artístico de
ser consideradas literárias porque se tratam de um voca- sua terra. 2. Sentimento de dedicação absoluta de um ser
a outro ser ou a uma coisa; devoção, culto; adoração: amor
bulário especializado e de um contexto de uso específi-
à Pátria; amor a uma causa. 3. Inclinação ditada por laços
co. Agora, quando analisamos a literatura, vemos que o
de família: amor filial; amor conjugal. 4. Inclinação forte por
escritor dispensa um cuidado diferente com a linguagem
pessoa de outro sexo, geralmente de caráter sexual, mas
escrita, e que os leitores dispensam uma atenção diferen-
que apresenta grande variedade e comportamentos e rea-
ciada ao que foi produzido. ções.
Outra diferença importante é com relação ao trata- Aurélio Buarque de Holanda Ferreira. Novo Dicionário
mento do conteúdo: ao passo que, nos textos não literá- da Língua Portuguesa, Nova Fronteira.
rios (jornalísticos, científicos, históricos, etc.) as palavras
servem para veicular uma série de informações, o texto Texto B
literário funciona de maneira a chamar a atenção para a Amor é fogo que arde sem se ver;
própria língua (FARACO & MOURA, 1999) no sentido de É ferida que dói e não se sente;
explorar vários aspectos como a sonoridade, a estrutura É um contentamento descontente;
sintática e o sentido das palavras. é dor que desatina sem doer.
Veja abaixo alguns exemplos de expressões na lin- Luís de Camões. Lírica, Cultrix.
guagem não literária ou “corriqueira” e um exemplo de
uso da mesma expressão, porém, de acordo com alguns Você deve ter notado que os textos tratam do mesmo
escritores, na linguagem literária: assunto, porém os autores utilizam linguagens diferentes.
No texto A, o autor preocupou-se em definir “amor”,
Linguagem não literária: usando uma linguagem objetiva, científica, sem preocupa-
1- Anoitece. ção artística.
2- Teus cabelos loiros brilham. No texto B, o autor trata do mesmo assunto, mas com
3- Uma nuvem cobriu parte do céu. ... preocupação literária, artística. De fato, o poeta entra no
campo subjetivo, com sua maneira própria de se expres-
Linguagem literária: sar, utiliza comparações (compara amor com fogo, ferida,
1- A mão da noite embrulha os horizontes. (Alvaren- contentamento e dor) e serve-se ainda de contrastes que
ga Peixoto) acabam dando graça e força expressiva ao poema (con-
2- Os clarins de ouro dos teus cabelos cantam na luz! tentamento descontente, dor sem doer, ferida que não se
(Mário Quintana) sente, fogo que não se vê).
3- um sujo de nuvem emporcalhou o luar em sua
Questões
nascença. (José Cândido de Carvalho)
1-) Leia o trecho do poema abaixo.
Como distinguir, na prática, a linguagem literária da
não literária? O Poeta da Roça
- A linguagem literária é conotativa, utiliza figuras Sou fio das mata, cantô da mão grosa
(palavras de sentido figurado), em que as palavras adqui- Trabaio na roça, de inverno e de estio
rem sentidos mais amplos do que geralmente possuem. A minha chupana é tapada de barro
- Na linguagem literária há uma preocupação com a Só fumo cigarro de paia de mio.
escolha e a disposição das palavras, que acabam dando Patativa do Assaré
vida e beleza a um texto.
- Na linguagem literária é muito importante a manei-
ra original de apresentar o tema escolhido.

1
LÍNGUA PORTUGUESA

A respeito dele, é possível afirmar que TEXTO II

(A) não pode ser considerado literário, visto que a lin- A cana-de-açúcar
guagem aí utilizada não está adequada à norma culta for-
mal. Originária da Ásia, a cana-de-açúcar foi introduzida no
(B) não pode ser considerado literário, pois nele não Brasil pelos colonizadores portugueses no século XVI. A re-
se percebe a preservação do patrimônio cultural brasileiro. gião que durante séculos foi a grande produtora de cana-de-
(C) não é um texto consagrado pela crítica literária. -açúcar no Brasil é a Zona da Mata nordestina, onde os férteis
(D) trata-se de um texto literário, porque, no processo solos de massapé, além da menor distância em relação ao
criativo da Literatura, o trabalho com a linguagem pode mercado europeu, propiciaram condições favoráveis a esse
aparecer de várias formas: cômica, lúdica, erótica, popular cultivo. Atualmente, o maior produtor nacional de cana-de-
etc -açúcar é São Paulo, seguido de Pernambuco, Alagoas, Rio
(E) a pobreza vocabular – palavras erradas – não permi- de Janeiro e Minas Gerais. Além de produzir o açúcar, que em
te que o consideremos um texto literário. parte é exportado e em parte abastece o mercado interno, a
cana serve também para a produção de álcool, importante
Leia os fragmentos abaixo para responder às questões nos dias atuais como fonte de energia e de bebidas. A imen-
que seguem: sa expansão dos canaviais no Brasil, especialmente em São
Paulo, está ligada ao uso do álcool como combustível.
TEXTO I
O açúcar 2-) Para que um texto seja literário:
O branco açúcar que adoçará meu café a) basta somente a correção gramatical; isto é, a expres-
nesta manhã de Ipanema são verbal segundo as leis lógicas ou naturais.
não foi produzido por mim b) deve prescindir daquilo que não tenha correspondên-
nem surgiu dentro do açucareiro por milagre. cia na realidade palpável e externa.
Vejo-o puro c) deve fugir do inexato, daquilo que confunda a capaci-
e afável ao paladar dade de compreensão do leitor.
como beijo de moça, água d) deve assemelhar-se a uma ação de desnudamento. O
na pele, flor escritor revela, ao escrever, o mundo, e, em especial, revela o
que se dissolve na boca. Mas este açúcar Homem aos outros homens.
não foi feito por mim. e) deve revelar diretamente as coisas do mundo: senti-
Este açúcar veio mentos, ideias, ações.
da mercearia da esquina e tampouco o fez o Oliveira,
dono da mercearia. 3-) Ainda com relação ao textos I e II, assinale a opção
Este açúcar veio incorreta
de uma usina de açúcar em Pernambuco a) No texto I, em lugar de apenas informar sobre o real,
ou no Estado do Rio ou de produzi-lo, a expressão literária é utilizada principal-
e tampouco o fez o dono da usina. mente como um meio de refletir e recriar a realidade.
Este açúcar era cana b) No texto II, de expressão não literária, o autor informa
e veio dos canaviais extensos o leitor sobre a origem da cana-de-açúcar, os lugares onde é
que não nascem por acaso produzida, como teve início seu cultivo no Brasil, etc.
no regaço do vale. c) O texto I parte de uma palavra do domínio comum
Em lugares distantes, onde não há hospital – açúcar – e vai ampliando seu potencial significativo, explo-
nem escola, rando recursos formais para estabelecer um paralelo entre o
homens que não sabem ler e morrem de fome açúcar – branco, doce, puro – e a vida do trabalhador que o
aos 27 anos produz – dura, amarga, triste.
plantaram e colheram a cana d) No texto I, a expressão literária desconstrói hábitos
que viraria açúcar. de linguagem, baseando sua recriação no aproveitamento de
Em usinas escuras, novas formas de dizer.
homens de vida amarga e) O texto II não é literário porque, diferentemente do lite-
e dura rário, parte de um aspecto da realidade, e não da imaginação.
produziram este açúcar
branco e puro Gabarito
com que adoço meu café esta manhã em Ipanema.
1-) D
Fonte: “O açúcar” (Ferreira Gullar. Toda poesia. Rio de
Janeiro, Civilização Brasileira, 1980, pp.227-228) 2-) D – Esta alternativa está correta, pois ela remete ao
caráter reflexivo do autor de um texto literário, ao passo
em que ele revela às pessoas o “seu mundo” de maneira
peculiar.

2
MATEMÁTICA

Números inteiros e racionais: operações (adição, subtração, multiplicação, divisão, potenciação); expressões numéri-
cas; Frações e operações com frações. ........................................................................................................................................................... 01
Números e grandezas proporcionais: razões e proporções; divisão em partes proporcionais ............................................. 11
Regra de três ............................................................................................................................................................................................................. 15
Sistema métrico decimal ...................................................................................................................................................................................... 19
Equações e inequações......................................................................................................................................................................................... 23
Funções ....................................................................................................................................................................................................................... 29
Gráficos e tabelas .................................................................................................................................................................................................... 37
Estatística Descritiva, Amostragem, Teste de Hipóteses e Análise de Regressão .......................................................................... 41
Geometria ................................................................................................................................................................................................................... 47
Matriz, determinantes e sistemas lineares .................................................................................................................................................... 62
Sequências, progressão aritmética e geométrica ....................................................................................................................................... 70
Porcentagem ............................................................................................................................................................................................................. 74
Juros simples e compostos .................................................................................................................................................................................. 77
Taxas de Juros, Desconto, Equivalência de Capitais, Anuidades e Sistemas de Amortização ................................................... 80
MATEMÁTICA

Exemplo 2
NÚMEROS INTEIROS E RACIONAIS:
OPERAÇÕES (ADIÇÃO, SUBTRAÇÃO, 40 – 9 x 4 + 23
MULTIPLICAÇÃO, DIVISÃO, 40 – 36 + 23
4 + 23
POTENCIAÇÃO); EXPRESSÕES
27
NUMÉRICAS; FRAÇÕES E OPERAÇÕES COM
FRAÇÕES. Exemplo 3
25-(50-30)+4x5
25-20+20=25
Números Naturais
Números Inteiros
Os números naturais são o modelo mate-
Podemos dizer que este conjunto é composto pelos
mático necessário para efetuar uma contagem.
números naturais, o conjunto dos opostos dos números
Começando por zero e acrescentando sempre uma unida-
naturais e o zero. Este conjunto pode ser representado por:
de, obtemos o conjunto infinito dos números naturais
Z={...-3, -2, -1, 0, 1, 2,...}
Subconjuntos do conjunto :
1)Conjunto dos números inteiros excluindo o zero
Z*={...-2, -1, 1, 2, ...}
- Todo número natural dado tem um sucessor
a) O sucessor de 0 é 1.
2) Conjuntos dos números inteiros não negativos
b) O sucessor de 1000 é 1001.
Z+={0, 1, 2, ...}
c) O sucessor de 19 é 20.
3) Conjunto dos números inteiros não positivos
Usamos o * para indicar o conjunto sem o zero.
Z-={...-3, -2, -1}

Números Racionais
Chama-se de número racional a todo número que
- Todo número natural dado N, exceto o zero, tem um
pode ser expresso na forma , onde a e b são inteiros
antecessor (número que vem antes do número dado).
quaisquer, com b≠0
Exemplos: Se m é um número natural finito diferente
São exemplos de números racionais:
de zero.
-12/51
a) O antecessor do número m é m-1.
-3
b) O antecessor de 2 é 1.
-(-3)
c) O antecessor de 56 é 55.
-2,333...
d) O antecessor de 10 é 9.
As dízimas periódicas podem ser representadas por
Expressões Numéricas
fração, portanto são consideradas números racionais.
Como representar esses números?
Nas expressões numéricas aparecem adições, subtra-
Representação Decimal das Frações
ções, multiplicações e divisões. Todas as operações podem
acontecer em uma única expressão. Para resolver as ex-
Temos 2 possíveis casos para transformar frações em
pressões numéricas utilizamos alguns procedimentos:
decimais
Se em uma expressão numérica aparecer as quatro
1º) Decimais exatos: quando dividirmos a fração, o nú-
operações, devemos resolver a multiplicação ou a divisão
mero decimal terá um número finito de algarismos após a
primeiramente, na ordem em que elas aparecerem e so-
vírgula.
mente depois a adição e a subtração, também na ordem
em que aparecerem e os parênteses são resolvidos primei-
ro.

Exemplo 1

10 + 12 – 6 + 7
22 – 6 + 7
16 + 7
23

1
MATEMÁTICA

2º) Terá um número infinito de algarismos após a vír- Exemplo 2


gula, mas lembrando que a dízima deve ser periódica para Seja a dízima 1,1212...
ser número racional
OBS: período da dízima são os números que se repe- Façamos x = 1,1212...
tem, se não repetir não é dízima periódica e assim números 100x = 112,1212... .
irracionais, que trataremos mais a frente. Subtraindo:
100x-x=112,1212...-1,1212...
99x=111
X=111/99

Números Irracionais
Identificação de números irracionais

- Todas as dízimas periódicas são números racionais.


- Todos os números inteiros são racionais.
- Todas as frações ordinárias são números racionais.
Representação Fracionária dos Números Decimais - Todas as dízimas não periódicas são números irra-
cionais.
1ºcaso) Se for exato, conseguimos sempre transformar - Todas as raízes inexatas são números irracionais.
com o denominador seguido de zeros. - A soma de um número racional com um número irra-
O número de zeros depende da casa decimal. Para uma cional é sempre um número irracional.
casa, um zero (10) para duas casas, dois zeros(100) e assim - A diferença de dois números irracionais, pode ser um
por diante. número racional.
-Os números irracionais não podem ser expressos na
forma , com a e b inteiros e b≠0.

Exemplo: - = 0 e 0 é um número racional.

- O quociente de dois números irracionais, pode ser


um número racional.

Exemplo: : = = 2 e 2 é um número racional.

- O produto de dois números irracionais, pode ser um


número racional.

2ºcaso) Se dízima periódica é um número racional, en- Exemplo: . = = 7 é um número racional.


tão como podemos transformar em fração?
Exemplo:radicais( a raiz quadrada de um nú-
Exemplo 1 mero natural, se não inteira, é irracional.

Transforme a dízima 0, 333... .em fração Números Reais


Sempre que precisar transformar, vamos chamar a dízi-
ma dada de x, ou seja
X=0,333...
Se o período da dízima é de um algarismo, multiplica-
mos por 10.

10x=3,333...

E então subtraímos:

10x-x=3,333...-0,333...
9x=3
X=3/9
X=1/3

Agora, vamos fazer um exemplo com 2 algarismos de


período. Fonte: www.estudokids.com.br

2
ATUALIDADES

Questões relacionadas à segurança pública e a fatos políticos, econômicos, sociais e culturais, nacionais e internacionais,
ocorridos a partir de 1º de janeiro de 2018, divulgados na mídia local e/ou nacional.......................................................................01
ATUALIDADES

Férias
No regime de contrato intermitente, o funcionário,
QUESTÕES RELACIONADAS À SEGURANÇA desde que faça um acordo com o patrão, possui o
PÚBLICA E A FATOS POLÍTICOS, ECONÔMICOS, direito de férias. Nesse caso, as normas são iguais as
SOCIAIS E CULTURAIS, NACIONAIS E aplicadas para o empregado convencional.
INTERNACIONAIS, OCORRIDOS A PARTIR DE 1º As férias só podem ser concedidas após
DE JANEIRO DE 2018, DIVULGADOS cumprimento de um ano de contrato; férias podem ser
NA MÍDIA LOCAL E/OU NACIONAL dividias em três períodos-um deles sendo de 14 dias
corridos, no mínimo; e os outros dois de mais de cinco
dias corridos; é proibido iniciar as férias dois dias antes
de feriados ou em dia de descanso remunerado.
POLÍTICA Se o contrato do trabalhador intermitente for por
um período maior que um mês, a data limite para
Governo publica novas regras para o trabalho pagamento da remuneração é o quinto dia útil do mês
intermitente seguinte ao trabalhado.
Portaria do Ministério do Trabalho, publicada Aviso sobre a jornada
no ‘Diário Oficial da União’, detalha a reforma A portaria confirma a regra já descrita na lei, que a
trabalhista. Texto regulamenta pontos como férias empresa deverá convocar o funcionário “por qualquer
e jornada dos empregados intermitentes. meio de comunicação eficaz” para informar sua jornada
com, pelo menos, três dias corridos de antecedência. O
Ministério do Trabalho publicou nesta quinta-feira trabalhador terá um dia útil para responder, se não o
(24), no Diário Ofical da União (DOU), uma portaria com fizer, o empregador pode considerar que o funcionário
novas regras para o trabalho intermitente, aquele que desistiu da tarefa.
ocorre esporadicamente, em dias alternados ou por Trabalho nos intervalos
algumas horas, e é remunerado por período trabalhado. O intervalo, não remunerado, entre os chamados da
O trabalho intermitente foi regulamentado pela empresa é classificado como “período de inatividade”.
reforma trabalhista, sancionada em julho do ano Nesta fase, o trabalhador pode prestar qualquer tipo
passado. A reforma mudou a lei trabalhista brasileira de serviço a outras instituições, companhias também
e trouxe novas definições sobre itens como férias e por meio de contrato intermitente, e através de outras
jornada de trabalho. modalidades.
O governo chegou a editar uma medida provisória Contribuições previdenciárias
(MP) para detalhar pontos da reforma. No entanto, a De acordo com a portaria, no contrato de trabalho
MP venceu e o Congresso não aprovou o texto. Por isso, intermitente, o o empregador efetuará o recolhimento
a alternativa do governo foi publicar a portaria com o das contribuições previdenciárias próprias e do
objetivo de esclarecer as normas de contratação do empregado e o depósito do Fundo de Garantia do
trabalho intermitente. Tempo de Serviço com base nos valores pagos no
Formato do contrato período mensal.
De acordo com a portaria, o contrato intermitente Representação sindical
será por escrito e o trabalhador terá o registro na No caso de negociações coletivas de trabalho,
Carteira de Trabalho. O contrato precisar informar: questões judiciais e administrativas, é obrigatória a
nome, assinatura e endereço do empregado e da participação dos sindicatos, que também representarão
empresa; valor da hora ou dia de trabalho; local e data os trabalhadores com contrato intermitente.
limite para pagamento do salário. Fonte: G1.com/Acessado em 05/2018
Informações como local onde será executado o
trabalho, turnos e forma de comunicação entre empresa
e empregado são facultativas na assinatura do contrato.
Remuneração
O valor da remuneração não poderá ser menor
que a diária do salário mínimo. O funcionário não
pode receber menos do que os colegas que exercem
a mesma função. Contudo, a empresa tem o direito de
passar um valor maior ao trabalhadorr intermitente em
comparação com o salário dos empregados fixos.

1
ATUALIDADES

Gilmar Mendes autoriza mais prazo em Veja as notas das assessorias dos senadores:
investigação que envolve Aécio e Anastasia Aécio Neves: “A prorrogação é um ato rotineiro e
Inquérito, aberto a partir da delação da o aprofundamento das investigações mostrará que,
Odebrecht, apura se Aécio negociou verbas como atestado pelos próprios delatores, não houve
irregulares para a campanha de Anastasia em 2010. qualquer vantagem indevida, mas, sim, doação eleitoral
registrada na Justiça Eleitoral”.
ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Antonio Anastasia: “Trata-se de um procedimento
Mendes autorizou a prorrogação por mais 60 dias de comum. Os órgãos de investigação tem de ter o prazo
um dos inquéritos abertos contra os senadores do que considera adequado para apuração dos fatos”.
PSDB de Minas Gerais Aécio Neves e Antonio Anastasia Fonte: G1.com/Acessado em 05/02018
a partir das delações premiadas de ex-executivos da
Odebrecht. Senado tira do Ministério da Agricultura
Em notas, as defesas de Aécio e Anastasia disseram fiscalização de produtos artesanais de origem
que a prorrogação do inquérito é um procedimento animal
normal (veja íntegra das notas no final desta Medida vale para vendas entre estados;
reportagem). fiscalização caberá aos órgãos estaduais. Projeto
A investigação é sobre se Aécio, Anastasia, o segue para sanção do presidente Michel Temer.
ex-presidente da Companhia de Desenvolvimento
Econômico de Minas Gerais (Codemig) Oswaldo Borges Senado aprovou nesta quarta-feira (23) um projeto
da Costa e o marqueteiro Paulo Vasconcelos do Rosário que tira do Ministério da Agricultura a fiscalização de
Neto receberam vantagens indevidas na campanha produtos artesanais de origem animal, como queijos,
de Anastasia ao governo de Minas Gerais em 2010, a salames e linguiças.
pedido de Aécio. A medida valerá somente para as vendas entre
O ministro já havia ampliado por mais dois meses estados. Assim, pela proposta, a fiscalização caberá aos
outra investigação contra Aécio, a que apura se o órgãos estaduais.
senador teve participação em suposta maquiagem nos Como o projeto já foi analisado pela Câmara,
dados sobre o Banco Rural com objetivo de esconder seguirá para sanção do presidente Michel Temer.
a existência do mensalão mineiro durante a apuração Entenda
na CPI dos Correios, que investigou o mensalão do PT. Pelas regras atuais, os produtos artesanais de
No caso que envolve supostas irregularidades na origem animal podem ser vendidos se tiverem o selo do
campanha de Anastasia, a Polícia Federal pediu mais Serviço de Inspeção Federal (SIF), gerido pelo Ministério
prazo para ouvir depoimento de Oswaldo Borges da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
da Costa Filho, além de avaliar dados do sistema de O texto prevê a substituição do SIF pelo selo Arte, de
comunicação do setor de propinas da Odebrecht artesanal, o que seria posteriormente regulamentado.
“Drousys” e do sistema de contabilidade paralela “My O registro com o selo Arte deverá seguir regras
Web Day”. higiênico-sanitárias e de qualidade já estabelecidas em
A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, lei.
concordou com a prorrogação afirmando que seria Até a regulamentação da lei que terá origem com o
necessário, ainda, obter registros de entrada do ex- projeto aprovado nesta quarta, fica autorizada, segundo
diretor da Odebrecht em Minas Sérgio Luiz Neves a proposta, a comercialização dos produtos artesanais
na Codemig. Segundo Dodge, a empresa afirmou no em todo o território nacional.
processo não havia registros, mas destacou que o O relator da proposta, senador Valdir Raupp
controle é feito manualmente. (MDB-RO), afirmou que a medida tem como objetivo
Ao autorizar a prorrogação, Gilmar Mendes destacou simplificar e desburocratizar a inspeção sanitária de
que o regimento do STF prevê a prorrogação quando há produtos artesanais.
diligências pendentes. “Defiro a prorrogação do prazo Fonte: G1.com/Acessado em 05/2018
para a conclusão das investigações, por sessenta dias,
para realizar as inquirições pendentes e para análise e
eventual perícia em dados dos sistemas utilizados pelo
Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht”.
Aécio é alvo também de outras apurações no STF e
Anastasia é investigado em um segundo inquérito.

2
CONHECIMENTOS PEDAGÓGICOS

Relação entre educação, escola e sociedade: concepções de Educação e Escola; função social da escola; educação inclu-
siva e compromisso ético e social do educador. ......................................................................................................................................... 01
Gestão democrática: a participação como princípio. ................................................................................................................................ 14
Organização da escola centrada no processo de desenvolvimento pleno do educando. ......................................................... 18
A integração entre educar e cuidar na educação básica. ........................................................................................................................ 24
Projeto político-pedagógico: fundamentos para a orientação, o planejamento e a implementação das ações educativas
da escola. .................................................................................................................................................................................................................... 25
Currículo e cultura: visão interdisciplinar e transversal do conhecimento. Currículo: a valorização das diferenças indivi-
duais, de gênero, étnicas e socioculturais e o combate à desigualdade. ......................................................................................... 32
Currículo, conhecimento e processo de aprendizagem: as tendências pedagógicas na escola. ............................................. 43
Currículo nas séries iniciais: a ênfase na competência leitora (alfabetização e letramento) e o desenvolvimento dos sa-
beres escolares da matemática e das diversas áreas de conhecimento. ........................................................................................... 50
Currículo em ação: planejamento, seleção, contextualização e organização dos conteúdos; o trabalho por proje-
tos. ..............................................................................................................................................................................................................76
A avaliação diagnóstica ou formadora e os processos de ensino e de aprendizagem. .............................................................. 84
A mediação do professor, dialogal e problematizadora, no processo de aprendizagem e desenvolvimento do aluno; a
inerente formação continuada do educador................................................................................................................................................. 87

Bibliografia

AGUIAR, Márcia Ângela da Silva [et. al.]. Conselho Escolar e a relação entre a escola e o desenvolvimento com igualdade
social. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2006................................................................................. 91
ARÊAS, Celina Alves. A função social da escola. Conferência Nacional da Educação Básica. .................................................101
AUAD, Daniela. Educar meninas e meninos – relações de gênero na escola. São Paulo: Editora Contexto, 2016...........102
CASTRO, Jane Margareth; REGATTIERI, Marilza. Relações Contemporâneas Escola-Família. p. 28-32. In: CASTRO, Jane
Margareth; REGATTIERI, Marilza. Interação escola-família: subsídios para práticas escolares. Brasília: UNESCO, MEC,
2009.............................................................................................................................................................................................................................103
COLL, César. O construtivismo na sala de aula. São Paulo: Editora Ática, 1999. (Capítulos 4 e 5)..........................................128
CONTRERAS, José. A autonomia de professores. São Paulo: Cortez Editora, 2002. (Capítulos 3 e 7)...................................131
DE LA TAILLE, Y., OLIVEIRA, M.K.; DANTAS, H. Piaget, Vygotsky, Wallon: teorias psicogenéticas em discussão. São Paulo:
Summus, 1992.........................................................................................................................................................................................................142
DELIZOICOV. Demétrio; ANGOTTI, José André. Metodologia do ensino de Ciências. São Paulo: Cortez, 1994. (Capítulo II:
unidades 2 e 3; Capítulo III: unidades 4 e 5)................................................................................................................................................145
DOWBOR, Ladislau. Educação e apropriação da realidade local. Estud. av. [online].2007, vol.21, nº 60, pp. 75-90.......148
FONTANA, Roseli Ap. Cação. Mediação Pedagógica em sala de aula. Campinas: Editora Autores Associados, 1996 (Pri-
meiro tópico da Parte I – A gênese social da conceitualização)..........................................................................................................155
GARCIA, Lenise Aparecida Martins. Transversalidade e Interdisciplinaridade................................................................................157
HOFFMAN, Jussara. Avaliação mediadora: uma relação dialógica na construção do conhecimento In: SE/SP/FDE. Revista
IDEIAS nº 22, pág. 51 a 59...................................................................................................................................................................................159
JÓFOLI, Zélia. A construção do conhecimento: papel do educador, do educando e da sociedade. In: Educação: Teorias e
Práticas, ano 2, nº 2, Recife: Universidade Católica de Pernambuco, p. 191 – 208.......................................................................164
LERNER, Delia. A matemática na escola – aqui e agora. Porto Alegre: Artmed, 1995.................................................................168
LERNER, Delia. Ler e escrever na escola: o real, o possível e o necessário. 1ª Edição – Porto Alegre, Artmed, 2002.....170
LIBÂNEO, J.C.; OLIVEIRA, J. F.; TOSCHI, M. S. Educação Escolar: políticas, estrutura e organização. São Paulo: Cortez, 2003,
capítulo III, da 4ª Parte.........................................................................................................................................................................................174
MANTOAN, Maria Teresa Eglér. Abrindo as escolas às diferenças, capítulo 5, in: MANTOAN, Maria Teresa Eglér (org.)
Pensando e Fazendo Educação de Qualidade. São Paulo: Moderna, 2001.....................................................................................177
MORAN, José. A aprendizagem de ser educador......................................................................................................................................181
MOURA, Daniela Pereira de. Pedagogia de Projetos: contribuições para uma educação transformadora. Publicado em:
29/10/2010................................................................................................................................................................................................................183
PENTEADO, Heloísa Dupas. Metodologia de História e Geografia. São Paulo: Cortez, 2011. (Capítulos 1, 2 e 3)...........189
PIAGET, Jean. Desenvolvimento e aprendizagem. Trad. Paulo Francisco Slomp. UFRGS- PEAD 2009/1..............................190
PIMENTA, Selma, G.A. A Construção do Projeto Pedagógico na Escola de 1º Grau. Ideias nº 8. 1.990, p 17-24.............195
CONHECIMENTOS PEDAGÓGICOS

QUEIROZ, Cecília T. A. P. de; MOITA, Filomena M. G. da S.C. Fundamentos sócio-filosóficos da educação. Campina Gran-
de; Natal: UEPB/UFRN, 2007. (MEC/SEB/SEED)...........................................................................................................................................199
RESENDE, L. M. G. de. A perspectiva multicultural no projeto político-pedagógico. In: VEIGA, Ilma Passos Alencastro.
Escola: espaço do projeto político-pedagógico. Campinas: Papirus, 1998......................................................................................203
RIOS, Teresinha Azeredo. Ética e competência. São Paulo: Cortez, 2001.........................................................................................204
ROPOLI, Edilene Aparecida. A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar: a escola comum inclusiva. Brasília:
Ministério da Educação. SEESP. Universidade Federal do Ceará. 2010..............................................................................................207
VASCONCELLOS, Celso. Construção do conhecimento em sala de aula. Libertad – Centro de Pesquisa, formação e As-
sessoria Pedagógica. 14ª ed., 2002..................................................................................................................................................................221
VINHA, Telma Pileggi. O educador e a moralidade infantil numa perspectiva construtivista. Revista do Cogeime, nº 14,
julho/99, pág. 15-38..............................................................................................................................................................................................226
WEIZ, T. O diálogo entre o ensino e a aprendizagem. São Paulo: Ática...........................................................................................237
CONHECIMENTOS PEDAGÓGICOS

res pedagógicos não restrinjam suas atribuições somente


RELAÇÃO ENTRE EDUCAÇÃO, ESCOLA E à parte técnica, burocrática, elaborar horários de aulas e
SOCIEDADE: CONCEPÇÕES DE EDUCAÇÃO ainda ficarem nos corredores da escola procurando con-
E ESCOLA; FUNÇÃO SOCIAL DA ESCOLA; ter a indisciplina dos alunos que saem das salas durante
as aulas, enquanto os professores ficam necessitados de
EDUCAÇÃO INCLUSIVA E COMPROMISSO
acompanhamento. A equipe de suporte pedagógico tem
ÉTICO E SOCIAL DO EDUCADOR
papel determinante no desempenho dos professores, pois
dependendo de como for a política de trabalho do coor-
denador o professor se sentirá apoiado, incentivado. Esse
deve ser o trabalho do coordenador: incentivar, reconhe-
FUNÇÃO SOCIAL DA ESCOLA E cer, e elogiar os avanços e conquistas, em fim o sucesso
COMPROMISSO SOCIAL DO EDUCADOR. alcançado no dia a dia da escola e consequentemente o
desenvolvimento do aluno em todos os âmbitos.
O papel da escola / função social da escola
Compromisso social do educador
A sociedade tem avançado em vários aspectos, e mais
do que nunca é imprescindível que a escola acompanhe Ao educador compete a promoção de condições que
essas evoluções, que ela esteja conectada a essas transfor- favoreçam o aprendizado do aluno, no sentido do mes-
mações, falando a mesma língua, favorecendo o acesso ao mo compreender o que está sendo ministrado, quando o
conhecimento que é o assunto crucial a ser tratado neste professor adota o método dialético; isso se torna mais fá-
trabalho. cil, e essa precisa ser a preocupação do mesmo: facilitar a
É importante refletirmos sobre que tipo de trabalho te- aprendizagem do aluno, aguçar seu poder de argumenta-
mos desenvolvido em nossas escolas e qual o efeito, que ção, conduzir ás aulas de modo questionador, onde o alu-
resultados temos alcançado. Qual é na verdade a função no- sujeito ativo estará também exercendo seu papel de
social da escola? A escola está realmente cumprindo ou sujeito pensante; que dá ótica construtivista constrói seu
procurando cumprir sua função, como agente de inter- aprendizado, através de hipóteses que vão sendo testadas,
venção na sociedade? Eis alguns pressupostos a serem ex- interagindo com o professor, argumentando, questionan-
plicitados nesse texto. Para se conquistar o sucesso se faz do em fim trocando ideias que produzem inferências.
necessário que se entenda ou e que tenha clareza do que O planejamento é imprescindível para o sucesso cog-
se quer alcançar, a escola precisa ter objetivos bem defini- nitivo do aluno e êxito no desenvolvimento do trabalho
dos, para que possa desempenhar bem o seu papel social, do professor, é como uma bússola que orienta a direção a
onde a maior preocupação – o alvo deve ser o crescimento ser seguida, pois quando o professor não planeja o aluno
intelectual, emocional, espiritual do aluno, e para que esse é o primeiro a perceber que algo ficou a desejar, por mais
avanço venha fluir é necessário que o canal (escola) esteja experiente que seja o docente, e esse é um dos fatores que
desobstruído. contribuem para a indisciplina e o desinteresse na sala de
aula. É importante que o planejar aconteça de forma siste-
A Escola no Passado matizada e contextualizado com o cotidiano do aluno – fa-
tor que desperta seu interesse e participação ativa.
A escola é um lugar que oportuniza, ou deveria possi- Um planejamento contextualizado com as especifi-
bilitar as pessoas à convivência com seus semelhantes (so- cidades e vivências do educando, o resultado será aulas
cialização). As melhores e mais conceituadas escolas per- dinâmicas e prazerosas, ao contrário de uma prática em
tenciam à rede particular, atendendo um grupo elitizado, que o professor cita somente o número da página e alunos
enquanto a grande maioria teria que lutar para conseguir abrem seus livros é feito uma explicação superficial e dá-se
uma vaga em escolas públicas com estrutura física e peda- por cumprido a tarefa da aula do dia, não houve conversa,
gógicas deficientes. dialética, interação.
O país tem passado por mudanças significativas no
que se refere ao funcionamento e acesso da população Ação do gestor escolar
brasileira ao ensino público, quando em um passado re-
cente era privilégio das camadas sociais abastadas (elite) e A cultura organizacional do gestor é decisiva para o
de preferência para os homens, as mulheres mal apareciam sucesso ou fracasso da qualidade de ensino da escola, a
na cena social, quando muito as únicas que tinham acesso maneira como ele conduz o gestionamento das ações é o
à instrução formal recebiam alguma iniciação em desenho foco que determinará o sucesso ou fracasso da escola. De
e música. acordo com Libâneo (2005), características organizacionais
positivas eficazes para o bom funcionamento de uma esco-
Atuação da equipe pedagógica – coordenação la: professores preparados, com clareza de seus objetivos e
conteúdos, que planejem as aulas, cativem os alunos.
A política de atuação da equipe pedagógica é de suma Um bom clima de trabalho, em que a direção contribua
importância para a elevação da qualidade de ensino na es- para conseguir o empenho de todos, em que os professo-
cola, existe a necessidade urgente de que os coordenado- res aceitem aprender com a experiência dos colegas.

1
CONHECIMENTOS PEDAGÓGICOS

Clareza no plano de trabalho do Projeto pedagógico- Políticas que fortaleçam laços entre comunidade e es-
-curricular que vá de encontro às reais necessidades da cola é uma medida, um caminho que necessita ser trilhado,
escola, primando por sanar problemas como: falta de pro- para assim alcançar melhores resultados. O aluno é parte
fessores, cumprimento de horário e atitudes que assegu- da escola, é sujeito que aprende que constrói seu saber,
rem a seriedade, o compromisso com o trabalho de ensino que direciona seu projeto de vida, assim sendo a escola lida
e aprendizagem, com relação a alunos e funcionários. com pessoas, valores, tradições, crenças, opções e precisa
Quando o gestor, com seu profissionalismo conquista estar preparada para enfrentar tudo isso.
o respeito e admiração da maioria de seus funcionários e Informar e formar precisa estar entre os objetivos ex-
alunos, há um clima de harmonia que predispõe a reali- plícitos da escola; desenvolver as potencialidades físicas,
zação de um trabalho, onde, apesar das dificuldades, os cognitivas e afetivas dos alunos, e isso por meio da apren-
professores terão prazer em ensinar e alunos prazer em dizagem dos conteúdos (conhecimentos, habilidades, pro-
aprender. cedimentos, atitudes e valores), fará com que se tornem
cidadãos participantes na sociedade em que vivem.
Função Social da Escola Uma escola voltada para o pleno desenvolvimento do
educando valoriza a transmissão de conhecimento, mas
A escola é uma instituição social com objetivo explíci- também enfatiza outros aspectos: as formas de convivência
to: o desenvolvimento das potencialidades físicas, cogniti- entre as pessoas, o respeito às diferenças, a cultura escolar.
vas e afetivas dos alunos, por meio da aprendizagem dos (Progestão 2001).
conteúdos (conhecimentos, habilidades, procedimentos, Ao ouvir depoimentos de alunos que afirmaram que a
atitudes, e valores) que, aliás, deve acontecer de maneira maioria das aulas são totalmente sem atrativos, professo-
contextualiazada desenvolvendo nos discentes a capaci- res chegam à sala cansados, desmotivados, não há nada
dade de tornarem-se cidadãos participativos na sociedade que os atraem a participarem, que os desafiem a querer
em que vivem. aprender. É importante ressaltar a importância da unidade
Eis o grande desafio da escola, fazer do ambiente es- de propostas e objetivos entre os coordenadores e o ges-
colar um meio que favoreça o aprendizado, onde a esco- tor, pois as duas partes falando a mesma linguagem o re-
la deixe de ser apenas um ponto de encontro e passe a sultado será muito positivo que terá como fruto a elevação
ser, além disso, encontro com o saber com descobertas da qualidade de ensino.
de forma prazerosa e funcional, conforme Libâneo (2005) Contudo, partindo do pressuposto de que a escola visa
devemos inferir, portanto, que a educação de qualidade explicitamente à socialização do sujeito é necessário que se
é aquela mediante a qual a escola promove, para todos, adote uma prática docente lúdica, uma vez que ela precisa
o domínio dos conhecimentos e o desenvolvimento de estar em sintonia com o mundo, a mídia que oferece: infor-
capacidades cognitivas e afetivas indispensáveis ao aten- matização e dinamismo.
dimento de necessidades individuais e sociais dos alunos. Considerando a leitura, a pesquisa e o planejamento
A escola deve oferecer situações que favoreçam o ferramentas básicas para o desenvolvimento de um tra-
aprendizado, onde haja sede em aprender e também ra- balho eficaz, e ainda fazendo uso do método dialético, o
zão, entendimento da importância desse aprendizado no professor valoriza as teses dos alunos, cultivando neles a
futuro do aluno. Se ele compreender que, muito mais im- autonomia e autoestima o que consequentemente os fará
portante do que possuir bens materiais, é ter uma fonte de ter interesse pelas aulas e o espaço escolar então deixará
segurança que garanta seu espaço no mercado competiti- de ser apenas ponto de encontro para ser também lugar de
vo, ele buscará conhecer e aprender sempre mais. crescimento intelectual e pessoal.
Analisando os resultados da pesquisa de campo (ques- Para que a escola exerça sua função como local de
tionário) observamos que os jovens da turma analisada oportunidades, interação e encontro com o outro e o sa-
não possuem perspectivas definidas quanto à seriedade ber, para que haja esse paralelo tão importante para o su-
e importância dos estudos para suas vidas profissional, cesso do aluno o bom desenvolvimento das atribuições do
emocional, afetiva. A maioria não tem hábito de leitura, coordenador pedagógico tem grande relevância, pois a ele
frequenta pouquíssimo a biblioteca, outros nunca foram cabe organizar o tempo na escola para que os professores
lá. A escola é na verdade um local onde se encontram, façam seus planejamentos e ainda que atue como forma-
conversam e até namoram. Há ainda, a questão de a fa- dor de fato; sugerindo, orientando, avaliando juntamente
mília estar raramente na escola, não existe parceria entre os pontos positivos e negativos e nunca se esquecendo de
a escola e família, comunidade a escola ainda tem dificul- reconhecer, elogiar, estimular o docente a ir em frente e
dades em promover ações que tragam a família para ser querer sempre melhorar, ir além.
aliadas e não rivais, a família por sua vez ainda não con- O fato de a escola ser um elemento de grande impor-
cebeu a ideia de que precisa estar incluída no processo de tância na formação das comunidades torna o desenvolvi-
ensino e aprendizagem independente de seu nível de es- mento das atribuições do gestor um componente crucial,
colaridade, de acordo com Libâneo (2005), “o grande de- é necessário que possua tendência crítico-social, com visão
safio é o de incluir, nos padrões de vida digna, os milhões de empreendimento, para que a escola esteja acompa-
de indivíduos excluídos e sem condições básicas para se nhando as inovações, conciliando o conhecimento técni-
constituírem cidadãos participantes de uma sociedade em co à arte de disseminar ideias, de bons relacionamentos
permanente mutação”. interpessoais, sobretudo sendo ético e democrático. Os

2
LEGISLAÇÃO

BRASIL. A criança de 6 anos, a linguagem escrita e o Ensino Fundamental de nove anos. Ministério da Educação/Secre-
taria de Educação Básica. ..................................................................................................................................................................................... 01
Brasília, 2009.BRASIL. Constituição Federal/88 – artigos 205 a 214 e artigo 60 das Disposições Constitucionais Transitó-
rias. ................................................................................................................................................................................................................................ 02
Emenda 14/96............................................................................................................................................................................................................ 06
BRASIL. Ensino Fundamental de nove anos: orientações para a inclusão da criança de seis anos de idade. Brasília,
2007.....................................................................................................................................................................................................................07.
BRASIL. Lei Federal nº 8.069/1990 – Estatuto da Criança e do Adolescente (atualizada): artigos 7º a 24, 53 a 69, 131 a
140.................................................................................................................................................................................................................................. 10
BRASIL. Lei Federal nº 9394, de 20/12/96 – Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional (atualizada)............ 19
BRASIL. Resolução CNE/CEB 04/2010 – Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica. Brasília: CNE,
2010............................................................................................................................................................................................................................... 35
BRASIL. Resolução CNE/CEB 07/2010 – Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental de 9 (nove) anos.
Brasília: CNE, 2010.................................................................................................................................................................................................... 46
BRASIL. Resolução CNE/CEB 4/2009 – Institui Diretrizes Operacionais para o Atendimento Educacional Especializado na
Educação Básica, modalidade Educação Especial. Brasília: CNE, 2009................................................................................................ 54
BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: introdução. Brasília: MEC/SEF, 2ª ed.
(1ª a 4ª série), Rio de Janeiro: DP&A, 2000. Volume 1 (Itens: Princípios e Fundamentos dos Parâmetros Curriculares Na-
cionais e Orientação Didática)............................................................................................................................................................................. 56
BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: arte. Brasília: MEC/SEF, 2ª ed. (1ª a 4ª
série), Rio de Janeiro: DP&A, 2000. Volume 6 (1ª Parte)........................................................................................................................... 82
BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: educação física. Brasília: MEC/SEF, 2ª
ed. (1ª a 4ª série), Rio de Janeiro: DP&A, 2000. Volume 7 (1ª Parte)................................................................................................... 94
Lei Orgânica do Município de Registro.........................................................................................................................................................105
Lei Complementar nº 034/2008 – Estatuto dos Funcionários Públicos do Município de Registro, com as alterações intro-
duzidas pelas Leis Complementares nº 037/2008; ...................................................................................................................................138
Nº 050/2010; ...........................................................................................................................................................................................................140
Nº 058/2012; ...........................................................................................................................................................................................................140
Nº 059/2012; ...........................................................................................................................................................................................................141
Nº 072/2016 e nº 076/2017...............................................................................................................................................................................142
LEGISLAÇÃO

Para mobilizar os processos de aprendizagem das


BRASIL. A CRIANÇA DE 6 ANOS, A LINGUAGEM crianças de modo a ajudá-las no desenvolvimento das
capacidades relacionadas à leitura e à escrita e na cons-
ESCRITA E O ENSINO FUNDAMENTAL DE
trução de representações sobre esse objeto de estudo, as
NOVE ANOS. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO/
situações de aprendizagem precisam ser sequenciadas, ar-
SECRETARIA DE EDUCAÇÃO BÁSICA. ticuladas e contextualizadas, ou seja, as crianças precisam
participar de um conjunto de atividades caracterizado por
um ciclo de ações e procedimentos de ensino-aprendiza-
gem – as chamadas Situações de aprendizagem. Organizar
Prezado Candidato, devido a complexibilidade e forma- esses ciclos de Situações de aprendizagem fica mais fácil
to do conteúdo em questão , disponibilizaremos um breve quando as professoras1 têm em mente uma proposta de
resumo para que assim não haja prejuízo em seus estudos, ensino na qual possam buscar referências metodológicas
disponibilizaremos o PDF em nosso site www.novaconcursos. para projetar seus trabalhos junto às crianças.
com.br/retificacoes, para consulta. Vale ressaltar, ainda, que, para uma proposta de ensino
tornar-se um referencial e se materializar em uma prática de
INTRODUÇÂO ensino adequada, ela deverá ser validada e reconstruída a
partir do conhecimento que se tem das crianças e também
A inclusão das crianças de seis anos no Ensino Funda- das interações que se estabelecem entre os participantes
mental amplia a escolarização para uma parcela significativa do grupo escolar e deles com os objetos do conhecimento.
da população brasileira que se encontrava, até então, privada Dessa forma, a avaliação e o planejamento são fatores de-
da educação escolar ou sem garantia de vagas nas instituições terminantes para a consolidação desta prática.
públicas de ensino. Como único nível de ensino de matrícula A avaliação diagnóstica é um procedimento de ensino
obrigatória no País, o Ensino Fundamental, ao ter sua duração a ser adotado com o objetivo de se estabelecerem relações
ampliada de oito para nove anos, traz para a escola um grupo
entre a proposta de ensino, o perfil pedagógico da turma e
de crianças que, ao serem introduzidas nessas instituições, en-
as necessidades de aprendizagem específicas de cada alu-
tram em contato com uma cultura da qual devem se apropriar
no. O planejamento pedagógico, por sua vez, como projeto
É importante também considerar que, ainda que algumas
de trabalho do professor, só se torna efetivo se elaborado a
das crianças de seis anos já frequentassem instituições pré-
partir da articulação entre a proposta de ensino e os sujei-
-escolares, a entrada desse segmento no Ensino Fundamental
tos da aprendizagem.
impõe novos desafios, sobretudo pedagógicos, para a área
Uma prática de ensino consistente tem em sua confor-
educacional. Como se sabe, mesmo admitindo a expansão
das vagas como condição fundamental para a garantia do di- mação esse conjunto de elementos bem definidos e pres-
reito à educação, é no âmbito das práticas pedagógicas que a supõe uma construção singular de cada professora com
instituição educativa pode tornar-se ela mesma expressão ou seu grupo de alunos, ao mesmo tempo em que requer um
não desse direito. Para que esse direito se cumpra, portanto, trabalho coletivo envolvendo todo o corpo docente e os
e para que se configure como promotor de novos direitos, o demais profissionais na sua elaboração. Essa construção
acesso das crianças às instituições educativas e sua perma- cotidiana da prática educativa exige dos seus profissionais
nência nelas devem consolidar-se como direito ao conheci- a capacidade de fazer escolhas, criar, recriar, pesquisar, ex-
mento, à formação integral do ser humano e à participação perimentar e avaliar constantemente suas opções. Em ou-
no processo de construção de novos conhecimentos. A cons- tras palavras, somente uma prática pedagógica autônoma
trução dessa prática educativa deve ter a criança como eixo garante as condições para o exercício profissional compe-
do processo e levar em conta as diferentes dimensões de sua tente e para a construção de uma educação comprometida
formação com a qualidade referenciada socialmente.
Nesta publicação, sem ignorarmos a relevância das de- Tomando como eixo o princípio da autonomia docente
mais dimensões, discutiremos uma delas, que, por seu caráter como condição para a concretização da prática pedagógica
complexo, multifacetado e precursor, cumpre um papel fun- que acreditamos ser de qualidade, pretendemos, com esta
damental na garantia do direito à educação: o desenvolvi- publicação, não apenas apresentar proposições ou diretri-
mento da linguagem escrita. zes para a construção do trabalho com a linguagem escrita
Uma prática educativa comprometida com o desenvolvi- em classes de seis anos, mas também articular essas pro-
mento da linguagem escrita não se restringe à elaboração de posições e diretrizes às teorias que as informam.
atividades dirigidas aos alunos. Exige, isto sim, a superação da O primeiro texto, que constitui a Parte I desta publi-
fragmentação dessas atividades de ensino em sala de aula. cação, pretende situar a discussão acerca do ensino e da
Para se assegurar aos aprendizes o pleno desenvolvimento aprendizagem da linguagem escrita, destacando o acesso
de suas potencialidades, é fundamental, dentre outros aspec- a esse objeto do conhecimento como um direito da criança
tos, que a ação educativa se baseie em uma orientação teó- antes de completar sete anos de idade.
rico-metodológica, que se definam os objetivos de ensino, a Na Parte II, os textos discutem os fundamentos teó-
organização do trabalho pedagógico, o tipo de abordagem ricos e as propostas pedagógicas, considerando algumas
que se quer dar ao conhecimento e, por fim, que se considere das dimensões presentes no processo de alfabetização , a
a realidade sociocultural dos alunos e o contexto da escola. saber:

1
LEGISLAÇÃO

1. O letramento;
2. O desenvolvimento das habilidades de leitura e es- BRASÍLIA, 2009. BRASIL. CONSTITUIÇÃO
crita de palavras, frases e textos em sala de aula; FEDERAL/88 – ARTIGOS 205 A 214 E ARTIGO
3. A aquisição do sistema de escrita e o desenvolvi- 60 DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS
mento da consciência fonológica; TRANSITÓRIAS.
4. O desenho e a brincadeira - formas de linguagem a
serem exploradas no processo de alfabetização.
Para discutir essas dimensões em seus diferentes as-
CAPÍTULO III
pectos, abordaremos cada uma delas por meio de quatro
DA EDUCAÇÃO, DA CULTURA E DO DESPORTO
tópico
- Objetivos gerais – objetivos gerais para o ensino da Seção I
escrita; DA EDUCAÇÃO
- Eixos do plano didático – correspondem aos conteú-
dos da ação pedagógica; Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado
- Objetivos de aprendizagem – correspondem ao que e da família, será promovida e incentivada com a colabo-
se espera que as crianças desenvolvam em relação às ha- ração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da
bilidades; construam em relação às representações; e se pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qua-
apropriem em relação às práticas e aos modos de se rela- lificação para o trabalho.
cionarem com a língua escrita;
- Situações de aprendizagem – situações nas quais Art. 206. O ensino será ministrado com base nos seguin-
crianças e professoras adotam formas específicas para tes princípios:
aprender e ensinar no contexto da escola. I - igualdade de condições para o acesso e permanência
Na Parte III, são apresentados e discutidos relatos de na escola;
trabalhos com a linguagem escrita e situações observadas II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o
junto a crianças menores de sete anos. pensamento, a arte e o saber;
Os dois primeiros textos enfocam o processo de letra- III - pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas,
e coexistência de instituições públicas e privadas de ensino;
mento literário por meio do qual as crianças têm a opor-
IV - gratuidade do ensino público em estabelecimentos
tunidade de vivenciar momentos de elaboração acerca do
oficiais;
funcionamento do sistema de escrita e de dar continuida- V - valorização dos profissionais da educação escolar,
de ao processo de alfabetização. garantidos, na forma da lei, planos de carreira, com ingresso
O terceiro texto descreve uma estratégia de ensino exclusivamente por concurso público de provas e títulos, aos
voltada para a aquisição do sistema de escrita denomina- das redes públicas;
da Jogo Linguístico. O jogo foi criado por uma professo- VI - gestão democrática do ensino público, na forma da
ra que, ao longo da sua trajetória profissional, encontrou lei;
formas de experimentação e registro de sua prática de al- VII - garantia de padrão de qualidade.
fabetização com turmas compostas de crianças em níveis VIII - piso salarial profissional nacional para os profissio-
diferenciados de conceitualização da escrita. nais da educação escolar pública, nos termos de lei federal.
O quarto e último texto é um relato de situações de Parágrafo único. A lei disporá sobre as categorias de tra-
sala de aula nas quais as crianças são motivadas a dese- balhadores considerados profissionais da educação básica e
nhar e a produzir textos orais e escritos. O relato nos mos- sobre a fixação de prazo para a elaboração ou adequação de
tra como as crianças são capazes de expressarem ideias seus planos de carreira, no âmbito da União, dos Estados, do
originais por meio de seus desenhos e da escrita. Distrito Federal e dos Municípios. 

Art. 207. As universidades gozam de autonomia didá-


tico-científica, administrativa e de gestão financeira e pa-
trimonial, e obedecerão ao princípio de indissociabilidade
entre ensino, pesquisa e extensão.
§ 1º É facultado às universidades admitir professores,
técnicos e cientistas estrangeiros, na forma da lei.
§ 2º O disposto neste artigo aplica-se às instituições de
pesquisa científica e tecnológica. 

Art. 208. O dever do Estado com a educação será efeti-


vado mediante a garantia de:
I - educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro)
aos 17 (dezessete) anos de idade, assegurada inclusive sua
oferta gratuita para todos os que a ela não tiveram acesso
na idade própria;

2
LEGISLAÇÃO

6) Assinale a alternativa falsa com relação aos direitos GABARITO


e deveres individuais e coletivos.
a) Ninguém poderá ser submetido a tortura, mesmo se 1) B
soldados de exércitos rivais, em casos de guerra declarada. Comentário: Uma vez que a Constituição em seu art.
b) A manifestação do pensamento é livre, desde que 5°, XXIV, estabelece ser possível a desapropriação por ne-
não aja a pessoa no anonimato. cessidade ou utilidade pública, ou por interesse social, me-
c) Cabe censura, dos órgãos competentes, a expressão diante justa e prévia indenização em dinheiro, ressalvados
da atividade intelectual, artística, científica e de comunica- os casos previstos na Constituição.
ção, para que não ocorram em desacordo com os princí-
pios e garantias estabelecidos nessa Constituição. 2) D
d) Somente em virtude de lei, uma pessoa poderá ser Comentário: Uma vez que a garantia do desenvolvi-
obrigada a fazer ou deixar de fazer alguma coisa. mento nacional, configura um dos objetivos fundamentais
da República e não um de seus fundamentos. (Art. 3°, II,
7) Dentre os princípios que regem as relações interna- da CF)
cionais da República Federativa, não se encontra:
a) promover o bem de todos, sem preconceitos de ori- 3) A
gem, raça, sexo, cor e qualquer forma de discriminação; Comentário: A dignidade da pessoa humana configura
b) independência nacional; um dos fundamentos da República Federativa do Brasil e
c) defesa da paz; não como garantia entre os brasileiros e estrangeiros re-
d) concessão de asilo político. sidentes no Brasil, segundo o princípio da igualdade. (Art.
1°, III, da CF)
8) A individualização da pena será regulamentada por
lei. E dentre as penas admissíveis, não figura: 4) C
a) multa. Comentário: A casa é asilo inviolável do indivíduo, po-
b) privação ou restrição de liberdade. rém em caso de flagrante delito, desastre, prestação de
c) de trabalhos forçados. socorro, ou se durante o dia, por determinação judicial,
d) prestação social alternativa. poderá ser violável.

9) Assinale dentre as afirmativas expostas, a sentença 5) C


verdadeira em relação dos direitos e deveres individuais e Comentário: Sendo que caracteriza um tipo de pena
coletivos: restritiva de direito, admitida em lei, no art. 43, II, do Có-
a) o exercício de qualquer trabalho ou profissão, deve- digo Penal.
rá ser estabelecido por lei a cada cidadão, independente-
mente da qualificação profissional que possuir. 6) C
b) é garantido a todos o acesso à informação, sendo Comentário: A expressão de atividade intelectual, ar-
sempre sua fonte pública a todos, uma vez que no art. 5° tística, científica e de comunicação é livre, independente-
é vedado o anonimato. mente de censura ou licença. (Art.5°, IX, da CF)
c) é plena a liberdade de associações para fins lícitos
e paramilitares. 7) A
d) é livre a locomoção em tempo de paz, no território Comentário: Sendo que promover o bem de todos,
nacional, permitindo a todos entrarem, saírem ou perma- sem preconceitos e discriminações é um objetivo funda-
necerem nele com seus bens. mental da República e não princípio que rege as relações
internacionais. (Art.3°, IV, da CF)
10) Assinale a alternativa correta:
I- Qualquer cidadão é parte legítima para propor ação 8) C
popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público. Comentário: Já que é inadmissível a pena de trabalhos
II- O Estado prestará assistência judiciária gratuita aos forçados, como estabelece o art. 5°, XLVII, c, da CF.
que comprovarem insuficiência de recursos.
III- São gratuitas as ações de habeas corpus e habeas 9) D
data. Comentário: É plenamente permitido em tempos de
a) Todas alternativas são falsas. paz a locomoção no território nacional, como expões o art.
b) Nenhuma alternativa é falsa. 5°, XV, da CF, sendo todas as outras alternativas erradas.
c) As alternativas II e III são falsas.
d) As alternativas I e III são falsas.

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