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ÍNDICE

Pórtico de Identidade. A Lisnave em Almada. A Lisnave era de futuro.

Estaleiro da Margueira. Operários da Secção de Veios

e Hélices (da Secção de Mecânica),

conhecida pela “Secção dos Leões”

a trabalhar no elo de uma corrente.

Cedência: Lisnave, Estaleiros Navais, S.A. |Fotografia de Lourdes Matos

Pórtico de Identidade. A Lisnave em Almada.

“Estive na Rocha, depois mais ou menos em agosto [1965] vim para a Lisnave. Foi o princípio da Lisnave.” (José Inácio Galego)

“Foi uma grande casa para mim, aí é que aprendi tudo.” (José Tavares Pereira)

“A própria Lisnave foi uma escola, uma mãe de aprendizagem para todos aqueles que estiveram lá.” (José Moura)

“Foram entregues propostas lá na escola em Évora aos melhores alunos

e eu tinha boas notas e deram-me uma proposta.

A Lisnave nessa altura estava a pedir indivíduos com o curso industrial, certamente pelo país todo.”

(Valentim Calhau)

“O sentimento é um sentimento de pequenez perante a grandiosidade.

Entrar na Lisnave (….) aquele pórtico

é imponente, é realmente um símbolo da Lisnave (…) que choca do ponto de vista do deslumbrar.

É algo imponente, importante.” (José Manuel Maia)

“Na Lisnave foi onde eu me fiz homem

e onde criei muitas amizades” (Clemente Mitra)

“Na altura não havia muitas mulheres

e

eu trabalhava na Secção de Pessoal

e

eles conheciam-me e quando havia

qualquer coisa iam lá. Eu era a Teresa

do Pessoal. Era como era conhecida.” (Teresa Lapa)

“Dá-se uma avalanche de entradas (…) vem gente do Barreiro, da CP, da CUF (…) vem gente também aqui dos estaleiros, Arsenal, Parry, Companhia Portuguesa de Pesca, Sociedade de Reparações de Navios, etc.” (José Manuel Maia)

“Para um miúdo que vem de Trás-os- -Montes e eu consegui integrar-me, não é fácil, muitos deles me tratavam como se eu fosse filho deles.” (Filipe Rua)

“Passado um dia ou dois recebi uma carta para me apresentar (…). Quem era do Olho de Boi, pimpa, pimba, eles sabiam que estavam ligados ao ramo da construção naval, reparação naval, fui logo, entrei logo.” (António Xavier)

“Inscrevi-me na Lisnave com 15 anos, chamaram-me, fiz um exame e disseram que eu podia ficar. Fui para a Caldeiraria, para o serviço de marcação” (José de Carvalho)

“Uma percentagem elevada dos trabalhadores que entravam para a Lisnave, nunca tinham trabalhado em ferro. Uns eram barbeiros, outros eram cobradores da rodoviária (…) outros eram trabalhadores do campo.” (Joaquim das Dores Guerreiro)

“Entrei em 71 porque eles

necessitavam muito de mão-de-obra e eles aceitavam quase toda a gente.” (José Alberto Rego dos Santos)

Pórtico de Identidade. A Lisnave em Almada.

Pórtico de Identidade. A Lisnave em Almada.

“Do Tejo, avistavam-se guindastes e pórticos que se agitavam à aproximação do cacilheiro. Enormes, monstros de ferro e aço com braços surpreendentemente articuláveis quais perfeitos membros de um corpo vivo, omoplatas, mandíbulas, pernas e pés demonstrando segura estabilidade. Dentro de água, grandes petroleiros e graneleiros atracados aos molhes pareciam fortalezas flutuantes prontas a resistir a qualquer tentativa dos muitos barcos que navegavam entre o Bugio e o mar da Palha.”

(Fernando Miguel Bernardes, Docas Secas)

A fixação de empresas ligadas à construção e re-

paração naval na frente ribeirinha de Almada alte- rou por completo a estrutura social e a fisionomia

urbana do concelho.

A Lisnave instala-se e rapidamente torna-se numa

empresa de referência e um dos maiores estalei- ros nacional e mundial. A escolha da Margueira transformou o concelho num destino de fluxos migratórios de mão-de-obra especializada, recém- -formados e jovens sem formação profissional que aqui afluíam em busca de trabalho e de uma vida melhor. “Todas as aldeias de Portugal parece que tinham uma pessoa na Lisnave”.

Navios de grande tonelagem a dominar o horizon- te, poeira da granalha, um estaleiro a laborar em contínuo com um pórtico altivo, operários de fato- -macaco azuis e cinzentos e capacetes coloridos marcaram para sempre a identidade de Almada e dos almadenses. Um exército de amor e capacetes que recorda ainda hoje, o brio do saber fazer, as lutas reivindicativas, a utopia em construção nos anos da revolução, os riscos inerentes ao ofício, a cultura fraterna construída no quotidiano. Chegaram a ser mais de 10.000 a trabalhar na Lisnave.

Vista área de Cacilhas e Margueira na década de 1950. Após a abertura da Estrada
Vista área de Cacilhas e Margueira na década de 1950. Após a abertura da Estrada
Vista área de Cacilhas e Margueira na década de 1950. Após a abertura da Estrada
Vista área de Cacilhas e Margueira na década de 1950. Após a abertura da Estrada

Vista área de Cacilhas e Margueira na década de 1950. Após a abertura da Estrada Nacional 10 (atual Av. Aliança Povo-MFA).

da Estrada Nacional 10 (atual Av. Aliança Povo-MFA). Cedência: Centro de Documentação e Informação da APL
da Estrada Nacional 10 (atual Av. Aliança Povo-MFA). Cedência: Centro de Documentação e Informação da APL

Cedência: Centro de Documentação e Informação da APL | Administração do Porto de Lisboa, S.A.

Aliança Povo-MFA). Cedência: Centro de Documentação e Informação da APL | Administração do Porto de Lisboa,
Aliança Povo-MFA). Cedência: Centro de Documentação e Informação da APL | Administração do Porto de Lisboa,
Aliança Povo-MFA). Cedência: Centro de Documentação e Informação da APL | Administração do Porto de Lisboa,
Aliança Povo-MFA). Cedência: Centro de Documentação e Informação da APL | Administração do Porto de Lisboa,
Aliança Povo-MFA). Cedência: Centro de Documentação e Informação da APL | Administração do Porto de Lisboa,
Aliança Povo-MFA). Cedência: Centro de Documentação e Informação da APL | Administração do Porto de Lisboa,
Aliança Povo-MFA). Cedência: Centro de Documentação e Informação da APL | Administração do Porto de Lisboa,

Pórtico de Identidade. A Lisnave em Almada.

A Lisnave era de futuro.

A Lisnave, que se constitui como sociedade em 1961, resulta da evolução empresarial ini-

ciada no final do século XIX, com a fundação da Companhia União Fabril (CUF) por Alfredo da Silva, remontando a sua génese a 1937, com a concessão do Estaleiro Naval da Rocha

Conde de Óbidos, em Lisboa.

Em 1962, por requerimento de José Manoel de Mello, a Lisnave-Estaleiros Navais de Lis- boa, obtém a licença para a construção de um estaleiro na Margueira destinado à repa- ração de navios até 300 000 toneladas. Contando

com a parceria de estaleiros suecos e holandeses, os trabalhos iniciam-se em 1964 e desde logo veri- ficou-se a necessidade redimensionar as duas do- cas projetadas devido ao aumento da tonelagem dos navios.

cas projetadas devido ao aumento da tonelagem dos navios. No final de 1966 estão envolvidos 900

No final de 1966 estão envolvidos 900 trabalhado- res na construção do novo estaleiro, o qual é inau- gurado a 23 de junho de 1967. A cerimónia contou com cerca de 7500 convidados, entre trabalhado- res e suas famílias, representantes do Concelho e do Governo. Inaugurado com duas docas, a 12 e a 11, no final de 1969 o novo estaleiro destaca-se na reparação mundial de petroleiros e passa a inte- grar as rotas de tráfego dos maiores petroleiros do mundo que, oriundos do Mediterrâneo e do Atlânti- co, têm como destino o norte da Europa.

Vista aérea da Margueira na década de 1950. Após a abertura da Estrada Nacional 10.

Cedência: Centro de Documentação

e Informação da APL

| Administração do Porto de Lisboa, S.A.

A sua capacidade de docagem aumenta com a construção de duas novas docas: a 10 e a

gigante doca 13, inaugurada em 1971, batizada com o nome de Alfredo da Silva, destinada à reparação de navios até 1 milhão de toneladas de porte, enquadrada por pórtico gigante com capacidade para suportar até 300t. Com quatro docas a Margueira passa a poder reparar, em simultâneo, 12 a 16 navios de grandes dimensões, ou 18 de dimensão mais reduzida.

Pórtico de Identidade. A Lisnave em Almada.

Pórtico de Identidade. A Lisnave em Almada. Notícia sobre o início das obras de construção do

Notícia sobre o início das obras de construção do Estaleiro da Margueira. Jornal Praia do Sol. 01/05/1964.

Cedência: Arquivo Histórico Municipal de Almada

Cedência: Arquivo Histórico Municipal de Almada Estaleiro da Margueira. Construção da ensecadeira. São

Estaleiro da Margueira. Construção da ensecadeira. São conquistados cerca de 260 000 m2 ao rio Tejo, obrigando a um aterro hidráulico de mais de 1,5 milhões de metros cúbicos. 1964. “Quando foi a construção do estaleiro íamos lá porque sabíamos que estava sempre a avançar e tinha que haver uma história do crescimento do estaleiro.” (Lourdes Matos)

Cedência: Lisnave, Estaleiros Navais, S.A. | Fotografia de Lourdes Matos

Nos seus 45 hectares podemos encontrar posto médico, refeitórios, oficinas e equipamen- tos destinados a realizar todo o tipo de trabalhos: reparações, conversões e aumentos de capacidade/jumboizing em navios petroleiros e cargueiros.

A Lisnave que nos finais da década de 1960 tem 3 563 trabalhadores atinge, em 1976, os 9 800, 8 300 dos quais adstritos à Margueira, transformando-se numa das maiores con- centrações operárias do país.

9 800, 8 300 dos quais adstritos à Margueira, transformando-se numa das maiores con- centrações operárias

Quinta da Alegria e vista da ensecadeira criada para a construção das duas primeiras docas. Fechada a 2 fevereiro de 1965 formou o fosso que permitiu a construção das docas secas. 1964-1967. “Aquilo foi tudo terreno roubado ao Tejo. Depois de porem a ensecadeira em condições começaram propriamente as obras do estaleiro.” (Álvaro Rodrigues)

Cedência: Museu da Cidade de Almada | Fotografia de Júlio Diniz

Museu da Cidade de Almada | Fotografia de Júlio Diniz Pórtico de Identidade. A Lisnave em
Museu da Cidade de Almada | Fotografia de Júlio Diniz Pórtico de Identidade. A Lisnave em
Museu da Cidade de Almada | Fotografia de Júlio Diniz Pórtico de Identidade. A Lisnave em

Pórtico de Identidade. A Lisnave em Almada.

Júlio Diniz Pórtico de Identidade. A Lisnave em Almada. Notícia de exposição relativa às obras na

Notícia de exposição relativa às obras na Margueira. Jornal Praia do Sol. 01/06/1965

Cedência: Arquivo Histórico Municipal de Almada

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Pórtico de Identidade. A Lisnave em Almada.

NÚMERO TOTAL DE NAVIOS DOCADOS NO ESTALEIRO DO MARGUEIRA DE 1967 A 1976

ANO

Número de navios

TPB x 106

1967

61

33

1968

153

9.1

1969

164

12.1

1970

147

13.8

1971

164

18.1

1972

202

25.0

1973

229

26.0

1974

154

20.9

1975

172

18.1

1976

187

23.3

NÚMERO DE TRABALHADORES EFETIVOS DE 1969 A 2000

N.º de Trabalhadores Ano

1969 1970 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978 1979 1980 1981 1982 1983
1969
1970
1971
1972
1973
1974
1975
1976
1977
1978
1979
1980
1981
1982
1983
1984
1985
4522
1986
1987
4948
1988
6703
1989
1990
7103
1991
7715
1992
8200
1993
1994
8463
1995
9803
1996
9763
1997
1998
9593
1999
8518
2000
8533
7996
7140
6718
6582
4552
4511
4164
4099
3815
3712
3719
3623
3472
2129
1926
1768
1318
1340
1270
1141

Fonte: Balanços Sociais da Lisnave

(In: Ana Maria dos Santos Rajado, O Pacto Social nos Estaleiros Navais da Lisnave (1979-94): do direito ao trabalho à precarização, Dissertação de Mestrado em História Contemporânea, Lisboa, FCSH, 2016, p.67)

Vista aérea do Estaleiro da Margueira em construção. Avista-se o edifício da Caldeiraria onde se

Vista aérea do Estaleiro da Margueira em construção. Avista-se o edifício da Caldeiraria onde se procedeu à execução de todos os trabalhos metalo-mecânicos necessários à edificação do estaleiro. 1964-1967. “Os primeiros operários que foram para o estaleiro foram os operários da Caldeiraria. Começámos então a formar a Secção de Caldeiraria porque toda a parte metálica foi feita no estaleiro, as portas, as docas, as oficinas, etc., não foi feito nada fora do estaleiro. Foi tudo feito pelos nossos operários na Caldeiraria.” (Álvaro Rodrigues)

Cedência: Museu da Cidade de Almada |Fotografia de Júlio Diniz

Pórtico de Identidade. A Lisnave em Almada.

“Quando fecham o Canal do Suez os navios tiveram que dar a volta a África

“Quando fecham o Canal do Suez os navios tiveram que dar a volta a África e os navios tinham que ser grandes para dar essa volta. A Lisnave tinha a maior doca do Mundo.”

(José Mata)

A Lisnave tinha a maior doca do Mundo.” (José Mata) Construção das docas 11 e 12.

Construção das docas 11 e 12. 1964-1967.

Cedência: Lisnave, Estaleiros Navais, S.A. |Fotografia de Lourdes Matos

Pórtico de Identidade. A Lisnave em Almada.

“Lembro-me da inauguração da doca 13, a Doca Alfredo da Silva. Esteve lá o Presidente

“Lembro-me da inauguração da doca 13, a Doca Alfredo da Silva. Esteve lá o Presidente da Republica. Falou e disse que ia haver muito trabalho para a Lisnave, que aquele era um empreendimento muito grande porque era a maior doca do Mundo naquela altura.”

(José de Carvalho)

maior doca do Mundo naquela altura.” (José de Carvalho) Entrada do Estaleiro da Margueira. 1964-1967. Cedência:

Entrada do Estaleiro da Margueira.

1964-1967.

Cedência: Museu da Cidade de Almada |Fotografia de Júlio Diniz

Museu da Cidade de Almada |Fotografia de Júlio Diniz Estaleiro da Margueira. Vêm-se as duas docas

Estaleiro da Margueira. Vêm-se as duas docas secas, 11 e 12 e o edifício da Caldeiraria.

1964-1967

Cedência: Centro de Documentação e Informação da APL | Administração do Porto de Lisboa, S.A.

“Muito giro, foi uma festa muito bonita a bordo de um navio. (…). Não foi

“Muito giro, foi uma festa muito bonita a bordo de um navio. (…). Não foi para toda a gente, está claro, foi só para determinadas pessoas e para os convidados vips.”

(Maria Elisa de Figueiredo Matias)

Inauguração do Estaleiro da Margueira. Presidente da República Américo Tomás e José de Mello. Assistiram

Inauguração do Estaleiro da Margueira. Presidente da República Américo Tomás e José de Mello. Assistiram à inauguração cerca de 7 500 pessoas. 23 de junho 1967. “Do dia da inauguração lembro-me que puseram uma série de bancadas frente à Doca 11 e entrou um navio estrangeiro e a inauguração aconteceu. Lembro-me de estar na bancada. Deram um lanche volante a toda a gente, era uma sandes e uma bebidinha. Deram-nos uma medalha pequena.” (José de Carvalho)

Cedência: Lisnave, Estaleiros Navais, S.A. | Fotografia de Lourdes Matos

Estaleiros Navais, S.A. | Fotografia de Lourdes Matos Pórtico de Identidade. A Lisnave em Almada. Inauguração

Pórtico de Identidade. A Lisnave em Almada.

Lourdes Matos Pórtico de Identidade. A Lisnave em Almada. Inauguração do Estaleiro da Margueira. 23 de

Inauguração do Estaleiro da Margueira. 23 de junho 1967. “A inauguração foi o navio India a entrar na Doca. Depois houve um beberete. Foi giro.” (Lourdes Matos)

Cedência: Lisnave, Estaleiros Navais, S.A. | Fotografia de Lourdes Matos

“O estaleiro começou a trabalhar, a fazer reparações de navios ainda antes da inauguração. Antes

“O estaleiro começou a trabalhar, a fazer reparações de navios ainda antes da inauguração. Antes de 1967 já tínhamos os navios a reparar.”

(Álvaro Rodrigues)

Pórtico de Identidade. A Lisnave em Almada.

Vista do Estaleiro da Margueira. 26 de setembro de 1967

Museu Naval de Almada | Cedência Carlos Alexandre da Fonseca Nunes

Inauguração do Estaleiro da Margueira.

Condecoração do encarregado António Lourenço com

a Ordem de Mérito Agrícola

e Industrial. 23 de junho de 1967

Cedência: Lisnave, Estaleiros Navais, S.A. | Fotografia de Lourdes Matos

Pórtico de Identidade. A Lisnave em Almada.

Pórtico de Identidade. A Lisnave em Almada. Vista do Estaleiro da Margueira. Final da década de
Pórtico de Identidade. A Lisnave em Almada. Vista do Estaleiro da Margueira. Final da década de

Vista do Estaleiro da Margueira. Final da década de 1960

Cedência: Centro de Documentação e Informação da APL | Administração do Porto de Lisboa, S.A.

Vista do Estaleiro da Margueira.

1968

Museu Naval de Almada | Cedência Carlos Alexandre da Fonseca Nunes

“A Lisnave, na doca 13, em 4 horas faziam 4 navios lá dentro.” (Joaquim Gaspar)

“A Lisnave, na doca 13, em 4 horas faziam 4 navios lá dentro.”

(Joaquim Gaspar)

em 4 horas faziam 4 navios lá dentro.” (Joaquim Gaspar) Anúncio da construção da doca 13

Anúncio da construção da doca 13 e pórtico. Revista Lisnave, outubro de 1969

Museu Naval de Almada |Centro de Documentação

Pórtico de Identidade. A Lisnave em Almada.

Pórtico de Identidade. A Lisnave em Almada. Estaleiro da Margueira. Início da construção da doca 13,

Estaleiro da Margueira. Início da construção da doca 13, na qual irão operar duas gruas de 15 toneladas e um pórtico, capaz de levantar pesos até 300 toneladas. 1970

Cedência: Lisnave, Estaleiros Navais, S.A. | Fotografia de Lourdes Matos

Estaleiros Navais, S.A. | Fotografia de Lourdes Matos 18 Estaleiro da Margueira. Construção da doca 13.
18
18
Estaleiros Navais, S.A. | Fotografia de Lourdes Matos 18 Estaleiro da Margueira. Construção da doca 13.
Estaleiros Navais, S.A. | Fotografia de Lourdes Matos 18 Estaleiro da Margueira. Construção da doca 13.
Estaleiros Navais, S.A. | Fotografia de Lourdes Matos 18 Estaleiro da Margueira. Construção da doca 13.
Estaleiros Navais, S.A. | Fotografia de Lourdes Matos 18 Estaleiro da Margueira. Construção da doca 13.

Estaleiro da Margueira. Construção da doca 13.

1971

Cedência: Centro de Documentação e Informação da APL | Administração do Porto de Lisboa, S.A.

Estaleiro da Margueira. Construção da doca 13.

1971

Cedência: Centro de Documentação

e Informação da APL

| Administração do Porto de Lisboa, S.A.

da doca 13. 1971 Cedência: Centro de Documentação e Informação da APL | Administração do Porto
Pórtico de Identidade. A Lisnave em Almada. Dados técnicos e características gerais da Doca 13.

Pórtico de Identidade. A Lisnave em Almada.

Dados técnicos e características gerais da Doca 13. Revista Lisnave, agosto de 1971

Museu Naval de Almada | Centro de Documentação

de 1971 Museu Naval de Almada | Centro de Documentação Estaleiro da Margueira. Construção da doca
Estaleiro da Margueira. Construção da doca 13 e pórtico. 1971 Cedência: Centro de Documentação e
Estaleiro da Margueira.
Construção da doca 13 e pórtico.
1971
Cedência: Centro de Documentação
e Informação da APL | Administração
do Porto de Lisboa, S.A.

Inauguração da Doca 13. Revista Lisnave, março de 1971

Museu Naval de Almada | Centro de Documentação

Pórtico de Identidade. A Lisnave em Almada.

Estaleiro da Margueira. Construção da doca 13 e pórtico.

1971

Cedência: Lisnave, Estaleiros Navais, S.A. | Fotografia de Lourdes Matos

Construção da doca 13 e pórtico. 1971 Cedência: Lisnave, Estaleiros Navais, S.A. | Fotografia de Lourdes

Pórtico de Identidade. A Lisnave em Almada.

Pórtico de Identidade. A Lisnave em Almada. Vista aérea da Margueira. Doca 13. 1986 “Não fazem

Vista aérea da Margueira. Doca 13. 1986 “Não fazem uma ideia o que é um navio por dentro (…) estando mesmo a tocar-lhe com as mãos. Aquilo é enorme. Assim, ao longe, parece que não, mas aquilo é enorme.” (Maurício Duque)

Cedência: Centro de Documentação e Informação da APL | Administração do Porto de Lisboa, S.A.

da APL | Administração do Porto de Lisboa, S.A. Estaleiro da Margueira. Primeira docagem na doca

Estaleiro da Margueira. Primeira docagem na doca 13. Navio português “Príncipe Perfeito” e petroleiro “Esso Norway”. 1971

Cedência: Centro de Documentação e Informação da APL | Administração do Porto de Lisboa, S.A.

da APL | Administração do Porto de Lisboa, S.A. Estaleiro da Margueira. 1973 Museu Naval de

Estaleiro da Margueira.

1973

Museu Naval de Almada | Cedência Carlos Alexandre da Fonseca Nunes

Pórtico de Identidade. A Lisnave em Almada.

Estaleiro da Margueira. Década de 1980. “No primeiro dia que eu entrei na Lisnave eu não vi água. Porque os navios que rodeavam, faziam uma muralha (…). É um choque muito grande. O sentimento é um sentimento de pequenez, é um sentimento de, nos primeiros momentos, nos primeiros dias, nos primeiros meses, é um homem só no meio da multidão (…). “ (José Manuel Maia)

Cedência: Museu da Cidade de Almada | Fotografia de Júlio Diniz

Museu da Cidade de Almada | Fotografia de Júlio Diniz Anúncio de recrutamento da Lisnave. Jornal

Anúncio de recrutamento da Lisnave. Jornal de Almada, 30 de junho de 1973 “Concorri. O anúncio era: empresa industrial de grande dimensão pretende admitir. E eu respondi sem saber que era a Lisnave. Depois recebi um telegrama para

ir

à Lisnave para ser entrevistado

e

fui admitido.”

(José Mata)

Cedência: Arquivo Histórico Municipal de Almada

Pórtico de Identidade. A Lisnave em Almada.

Pórtico de Identidade. A Lisnave em Almada. “A Lisnave era de futuro porque era o estaleiro
“A Lisnave era de futuro porque era o estaleiro maior da Europa e dos maiores

“A Lisnave era de futuro porque era o estaleiro maior da Europa e dos maiores do Mundo.”

(Domingos Condenças)

Anúncio da Lisnave. Jornal de Almada. 11 de novembro 1978

Cedência: Centro de Documentação de Instituições Religiosas e da Família – Centro Social Paroquial Padre Ricardo Gameiro

Família – Centro Social Paroquial Padre Ricardo Gameiro Anúncio de recrutamento. Revista Lisnave. 1973 “A

Anúncio de recrutamento. Revista Lisnave. 1973 “A Lisnave tinha gente desde Santa Maria nos Açores, até Trás-os- -Montes, Alentejo, havia gente de todo o lado! (…). Eu vim para cá trabalhar do Alentejo.” (Domingos Condenças)

Museu Naval de Almada | Centro Documentação

Condenças) Museu Naval de Almada | Centro Documentação Anúncio da Lisnave. Revista Drydock, 2 de março
Condenças) Museu Naval de Almada | Centro Documentação Anúncio da Lisnave. Revista Drydock, 2 de março

Anúncio da Lisnave. Revista Drydock, 2 de março de 1987 “A Lisnave no ano 70 estava à frente de qualquer estaleiro ao nível mundial. Nós até tínhamos várias visitas de chineses ao estaleiro e de outros países, que se admiravam com os trabalhos que se faziam! Foi uma grande empresa”. (José de Carvalho)

Museu Naval de Almada

| Revista Drydock, fevereiro/março 1987

|
|

Doação de António Lula

(José de Carvalho) Museu Naval de Almada | Revista Drydock, fevereiro/março 1987 | Doação de António
(José de Carvalho) Museu Naval de Almada | Revista Drydock, fevereiro/março 1987 | Doação de António
(José de Carvalho) Museu Naval de Almada | Revista Drydock, fevereiro/março 1987 | Doação de António

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Estaleiro da Setenave com pórtico de 500t. Setúbal, Mitrena. Álbum Setenave, Estaleiros Navais de Setúba
Estaleiro da Setenave com pórtico de 500t. Setúbal, Mitrena. Álbum Setenave, Estaleiros Navais de Setúba
Estaleiro da Setenave com pórtico de 500t. Setúbal, Mitrena. Álbum Setenave, Estaleiros Navais de Setúba
Estaleiro da Setenave com pórtico de 500t. Setúbal, Mitrena. Álbum Setenave, Estaleiros Navais de Setúba

Estaleiro da Setenave com pórtico de 500t. Setúbal, Mitrena. Álbum Setenave, Estaleiros Navais de Setúbal, S.d. (Fotografias de Augusto Cabrita)

Estaleiros Navais de Setúba l, S.d. (Fotografias de Augusto Cabrita) Museu Naval de Almada | Centro
Estaleiros Navais de Setúba l, S.d. (Fotografias de Augusto Cabrita) Museu Naval de Almada | Centro

Museu Naval de Almada | Centro de Documentação

Estaleiros Navais de Setúba l, S.d. (Fotografias de Augusto Cabrita) Museu Naval de Almada | Centro
Estaleiros Navais de Setúba l, S.d. (Fotografias de Augusto Cabrita) Museu Naval de Almada | Centro
Estaleiros Navais de Setúba l, S.d. (Fotografias de Augusto Cabrita) Museu Naval de Almada | Centro
Estaleiros Navais de Setúba l, S.d. (Fotografias de Augusto Cabrita) Museu Naval de Almada | Centro
Estaleiros Navais de Setúba l, S.d. (Fotografias de Augusto Cabrita) Museu Naval de Almada | Centro
Estaleiros Navais de Setúba l, S.d. (Fotografias de Augusto Cabrita) Museu Naval de Almada | Centro
Estaleiros Navais de Setúba l, S.d. (Fotografias de Augusto Cabrita) Museu Naval de Almada | Centro

Pórtico de Identidade. A Lisnave em Almada.

Setenave e empresas associadas.

Na década de 1960, a Lisnave diversifica a sua ação e decide constituir novas empresas de pequena e média dimensão que asseguram os mais diversos tipos de trabalho.

Em 1971 funda a Setenave-Estaleiros de Setúbal, tendo como objetivo a construção de um novo estaleiro na Mitrena vocacionado para a construção de navios de grande porte, situa- ção que a longo prazo contribui para o encerramento, em 1978, das Novas Construções na Margueira e a distribuição dos seus cerca de 1300 operários pelas demais secções. Em simultâneo, participa com capital em estaleiros internacionais, assegurando a construção e gestão das respetivas infraestruturas.

SITUAÇÃO GEOGRÁFICA DOS PROJECTOS INTERNACIONAIS DA LISNAVE EM 1990

SETENAVE Setúbal/Mitrena ASRY ARABIC SHIPBUILDING & REPAIR YARD 1973 Bahrein 1977 CABNAVE Ilha de S.
SETENAVE
Setúbal/Mitrena
ASRY ARABIC
SHIPBUILDING
& REPAIR YARD
1973
Bahrein
1977
CABNAVE
Ilha de S. Vicente
Mindelo/Cabo verde
1983
GUINAVE
JSRY JEDDAH
SHIP REPAIR YARD
1984
Arábia Saudita
1982
ESTALNAVE
SOREFAME
EMANA
DE LUANDA
Moçambique/
SAYDI MINGAS
Maputo