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A soteriologia da ICEB na Confissão de Fé

Glauco Pereira

Introdução à Confissão de Fé da Igreja Cristã Evangélica

A leitura de qualquer documento ou escritura precisa considerar o


contexto no qual foi elaborado. Nenhum texto é neutro em sua elaboração, há
influências históricas, documentais, filosóficas e teológicas. Diante desse fato, a
Confissão da ICEB não é diferente, a teologia icebiana não surgiu do nada ou da
inspiração de um personagem, mas é fruto de uma tradição teológica e de
documentos que foram utilizados, copiados e consultados, o que veremos nessa
breve introdução e no comentário soteriológico.
Com a separação definitiva da União em 1967 da Junta do Centro (Igrejas
de Goiás) e em 1968 da Junta do Sul (Igrejas de São Paulo e Distrito Federal),
causando a extinção da UIECCB, as duas alas não se uniram e formaram duas
denominações distintas, uma se chamando Igreja Cristã Evangélica no Brasil
(ICEnB) e a outra Igreja Cristã Evangélica do Brasil (ICEB). Essas duas
denominações ficaram órfãs na teologia, então, começou a surgir uma
necessidade de expressão de fé denominacional.
O assunto foi discutido em reuniões do lado da ICEnB, sendo proposto
uma redação. O Rev. Esli Pereira Faustino foi designado para essa tarefa,
elaborando e apresentando um documento em 5 de agosto de 1978.
Esli Pereira Faustino nasceu na cidade de Caldas Novas, Goiás. Formado
pelo Seminário Bíblico Goiano, exerceu o ministério sagrado em várias igrejas da
ICEB no mesmo estado em que nasceu. Além da formação teológica Esli se
formou em magistério e letras e ainda Mestre em educação. Suas habilidades
docentes se tornaram tão evidentes que foi convidado a lecionar teologia; e na
área da educação em algumas escolas estaduais. A vida espiritual do Rev. Esli,
bem como sua habilidade de pesquisa e conhecimentos teológicos o tornaram
muito capaz para elaborar uma Confissão de Fé, prova disso é que o texto inicial
permanece em vigor até os dias de hoje, com pouquíssimas alterações. Esli
escreveu duas obras históricas sobre os pioneiros da ICEB, a primeira recebeu
como título: Missões e Missionários Pioneiros, escrita em 1985. A segunda obra:
Os Missionários e a Fundação da Vila de Gamelleira, escrita em 2013. As duas
obras são históricas e biográficas.
Do lado da ICEB é registrado que em 1973 foi aprovada uma Confissão de
Fé, esta seria elaborada e anexada aos documentos, portanto, não se encontra esse
1
documento junto aos textos.
O texto da Confissão de Fé apresentado pelo Rev. Esli foi discutido e
inicialmente aprovado, mas no mesmo período as duas alas desejavam a fusão
das regiões e um possível Concílio Geral para estabelecer uma união
denominacional.
A decisão em Concílio Geral é importante para estabelecer uma doutrina e
não permitir que a mesma seja de particular interpretação, nem fruto de uma
única cabeça e coração. Desde a igreja primitiva que os cristãos se reúnem em
assembleias para tomar decisões administrativas e teológicas. A primeira foi para
a escolha de um novo Apóstolo (At 1.15-26), e a segunda para tratar de uma
grande controvérsia em torno da observância da lei, algo que estava sendo
exigido pelos judaizantes a crentes não judeus. Por essa questão, está registrado
em Atos capítulo 15 que em assembleia se tratou a questão e foi registrada e
divulgada a decisão.
Os Apóstolos consideravam tão importante reunir uma Assembleia Geral
para decisões que ao término das sessões exclamaram: ​“Porque pareceu bem ao
Espírito Santo e a nós não vos impor maior encargo além destas coisas
necessárias...” (At 15.28).
O modelo conciliar foi adotado pela Igreja Cristã, que após o período do
Novo Testamento, permaneceu com a prática. Os primeiros Concílios
Ecumênicos são aceitos de modo geral entre protestantes e católicos. A ICEB

1
​Resolução do IV Concílio Geral da ICEB, item VII. O Cristão Evangélico, Junho/1973. p. 3.
adota esse modelo. As propostas são apresentadas, avaliadas por uma comissão
de documentos, discutidas e levadas ao plenário para aprovação ou rejeição. No
caso da Confissão de Fé, foi aprovada e recomendada a todas as igrejas filiadas.
A fusão da ICEnB e ICEB exigiu mais trabalho no documento
apresentado. O texto primário da Confissão continha 15 (quinze) artigos,
conforme documento de 30 de setembro de 1978.
2
No Concílio Constituinte de 1979, ano em que ocorreu a fusão foi criado
uma comissão composta por 5(cinco) pastores; sendo o Rev. Tom Macintyre,
relator; Eliel de Almeida Martins; Enoque Vieira de Santana; Jessé Pereira
3
Alcântara e João Arantes Costa. . Esta comissão fez uma revisão no documento,
tendo como base algumas obras que influenciaram na pesquisa e redação da
Confissão de Fé, sendo elas: a Breve Exposição das Doutrinas Fundamentais do
Cristianismo do Robert Reid Kalley; Dogmática Evangélica do Rev. Alfredo
Borges Teixeira, ministro presbiteriano; A Confissão de Fé de Westminster, esta
elaborada de 1643 a 1649 na Assembleia de Westminster, constituída por
puritanos ingleses e que se tornou a síntese teológica das igrejas reformadas,
presbiterianas, congregacionais e batistas; O Catecúmenos, entre outros mais
comumente usados no período.
Após as revisões e algumas discussões o texto foi aprovado, mas não sem
discordâncias. A aprovação pelo Concílio de 1979 não agradou a todos, havia
questionamentos, principalmente sobre a doutrina do Espírito Santo. Assim outra
proposta e revisão foram feitas e apresentadas no Concílio de 1985.
A região eclesiástica do nordeste, representada pela Igreja Cristã
Evangélica Emanuel, de Fortaleza, apresentou um documento solicitando uma
posição da denominação. Já havia solicitado do Seminário Bíblico Goiano e da
Mean, porém não obtendo resposta, encaminhou a solicitação ao Concílio:
“Requerendo um esclarecimento sobre a posição doutrinária no que diz respeito
ao “falar em línguas estranhas, interpretações, operações de milagres, curas, etc.

2
Documento do Concílio Constituinte da Igreja Cristã Evangélica do Brasil. In: Suplemento de O
CRISTÃO EVANGÉLICO – Janeiro a Março de 1979.
3
Ata do Concílio Constituinte, realizado em 25 de Fevereiro de 1979. III sessão.
E se a posição teológica do nosso seminário sustenta que esses dons são para a
4
época atual”.

A carta foi redigida em 24 de janeiro de 1985 e o Concílio foi realizado


em julho do mesmo ano. O texto aprovado e divulgado continha a seguinte
declaração sobre esse assunto, no Art.4°, seção III:

A ICEB, por seus princípios doutrinários e ordem de culto, ao longo de sua história eclesiástica,
não reconhece a prática dos dons de línguas, profecias preditivas e operações de
milagres como necessários à edificação da Igreja e testemunho do Evangelho no
5
mundo.

A seção citada não se encontra mais na Confissão de Fé, pois por algum
motivo foi rejeitada e arquivada.
Uma palavra de apreciação e respeito aos nobres reverendos que revisaram
o texto se faz necessário aqui; isto é feito através da citação do “Cristão
Evangélico”:

A Reforma parcial do Regimento Interno e mais o novo texto da Confissão de Fé da ICEB, são
produtos de um criterioso trabalho realizado por uma Comissão de pastores,
especialmente constituída em Concílio para este fim, cujo trabalho foi
apresentado na Assembléia de Pastores, convocada pelo DD. Diretor do
Departamento Ministerial e realizada em Anápolis, nos dias 8 a 11 de Julho de
6
1985.

O texto aprovado é parte da “Carta Magna” da denominação, desde 1979.


Contendo 15 (quinze) artigos de fé permanece sem mais alterações e revisões
desde 1985. O texto resume o melhor da tradição cristã doutrinária, é simples e
fundamentado biblicamente em todas as suas partes. O mesmo segue a
característica da Breve Exposição das Doutrinas Fundamentais do Cristianismo e
segue a estrutura do Credo Apostólico e simplicidade das doutrinas bíblicas. As

4
​Carta dirigida ao V Concílio Nacional da Igreja Cristã Evangélica do Brasil, realizado em Julho de 1985.
5
​O Cristão Evangélico, 1985, Nºs 5,6, p.6.
6
Ibid., p.5.
breves alterações posteriores a 1979 foram incluídas no documento original, algo
7
semelhante ao que ocorreu com o Credo Niceno-Constantinopolitano (381).

Sobre a salvação e comentários históricos e teológicos

Artigo 10º - Da doutrina da salvação. ​Cremos na salvação eterna somente pela


graça de Deus mediante a fé no sacrifício expiatório de Nosso Senhor Jesus
Cristo, consumado na cruz, operada pela persuasão regeneradora do Espírito
Santo, mediante o novo nascimento, selando-nos para o dia da redenção. Lc.
19.10; Jo. 16.7-11; At. 4.12; Rm. 4.24,25; 6.23; 2Co. 5.17; 2Tm. 2.19.

Nesse artigo a principal questão está em torno da obra de Cristo para a


salvação e a permanência dos benefícios da obra na vida do crente até o final. O
início declara explicitamente a segurança da salvação ou como alguns preferem,
a certeza da salvação. Acompanhando os 28 Artigos do Kalley, a ICEB defende
que não “se perde a salvação”, pois essa não é obra humana e descansamos nas
promessas de Deus, como afirma Kalley no capítulo XVII, item II e III:   
 
“II. Esta certeza não é uma mera persuasão conjectural e provável, fundada
numa falsa esperança, ​mas uma infalível segurança da fé​, fundada na divina
verdade das promessas de salvação, na evidência interna daquelas graças a que
são feitas essas promessas, no testemunho do Espírito de adoção que testifica
com os nossos espíritos sermos nós filhos de Deus, no testemunho desse
Espírito que é o penhor de nossa herança e por quem ​somos selados para o dia
da redenção​... III. Esta segurança infalível não pertence de tal modo à essência
da fé, que um verdadeiro crente, antes de possuí-la, não tenha de esperar muito
e lutar com muitas dificuldades; contudo, sendo pelo Espírito habilitado a
conhecer as coisas ​que lhe são livremente dadas por Deus​, ele pode alcançá-la
sem revelação extraordinária, no devido uso dos meios ordinários. É, pois,
dever de todo o fiel fazer toda a diligência para tornar certas a sua vocação e
eleição, a fim de que por esse modo seja o seu coração no Espírito Santo
confirmado em paz e gozo, em amor e gratidão para com Deus, em firmeza e

7
As decisões de Nicéia (325) foram redigidas em Constantinopla e as novas decisões acrescentadas ao
documento de Nicéia, que passou a ser chamado o Credo de Nicéia.
alegria nos deveres da obediência que são os frutos próprios desta segurança.
Este privilégio está, pois, muito longe de predispor os homens à negligência”.

Na teologia cristã evangélica o processo de salvação é caracterizado pela


regeneração, palavra que expressa em termos de transformação e novo
nascimento. O ser humano pecador está morto em seus delitos e pecados, escravo
e sem condições de salvar a si mesmo, então, Deus por sua graça e misericórdia
aplica em sua vida, através do Espírito, um renovo, uma libertação para à vida.
Essa nova realidade torna o pecador “nova criatura”, sua antiga natureza ou
estado de pecado é transformado. Agora nascido de novo, esse recebe a
justificação, perdão de pecados e seu nome escrito no livro da vida. Está salvo da
punição e ira de Deus!
O ser humano como nova criação em Cristo ou inclinação renovada, passa
a viver em comunhão com Deus, desfrutando dos méritos de Cristo e se
relacionando com o Criador. Mas ainda não é perfeito e sem pecado; o problema
do pecado original foi resolvido, mas ainda permanece os pecados atuais, estes
serão resolvidos na redenção do corpo, com o recebimento de um corpo
glorificado.
O artigo sobre a salvação define a doutrina cristã evangélica, ou seja, a
ICEB não acredita na salvação pelos méritos e obras humanas. A Confissão se
coloca dentre as igrejas que sustentam a doutrina protestante, reencontrada desde
à Reforma. Diferentemente de João Cassiano que afirmou a “initium fidei”; que a
8
pessoa através de sua fé inata podia dar o primeiro passo em direção a Deus , a
Confissão declara sua crença na salvação apenas “pela graça” e “operada pela
9
persuasão do Espírito”.
Além da Confissão se afastar de João Cassiano, ela também se afasta do
arminianismo. A expressão “operada pela persuasão do Espírito” nos revela essa
afirmação e como veremos abaixo.

8
MATOS, Alderi Souza de. Fundamentos da teologia histórica. São Paulo: Mundo Cristão, 2008, pág. 95.
9
J​ oão Cassiano é o pai do semipelagianismo. Essa doutrina é defendida pela Igreja Católica atualmente e
por alguns evangélicos não arminianos.
“Esta é minha opinião sobre o livre-arbítrio do homem: em sua primitiva
condição, quando saiu das mãos de seu Criador, foi o homem dotado de uma
grande porção de santidade, conhecimento e poder, que lhe permitia
compreender, amar, considerar, desejar e operar o verdadeiro bem, de acordo
com os mandamentos que lhe foram entregues. Porém, nenhuma dessas coisas
poderia ele realizar se não fosse por meio do ​auxílio da Graça Divina​. Mas, em
seu estado caído e pecaminoso, o homem não é capaz, de por si mesmo, sequer
pensar, querer ou fazer aquilo que é verdadeiramente bom: é necessário que ele
seja regenerado e renovado em seu intelecto, afeições, vontades, e em todas as
suas habilidades. Por Deus, em Cristo, através do Espírito Santo, é que ele pode
ter capacidade a entender, estimar, desejar e operar o verdadeiro bem. Quando
ele é feito participante desta regeneração ou renovação, eu considero que, tendo
sido liberto do pecado, torna-se capaz de pensar, querer e fazer aquilo que é
bom, no entanto jamais sem o contínuo ​auxílio da graça divina​” (ARMINIUS,
Jacob; The Works of James Arminius, Volume I).

Para Armínio a graça não é eficaz ou operante, nem o Espírito o é, mas


colocando o homem como cooperante na salvação, eles apenas auxiliam. Esse
auxílio da graça pode ser rejeitado ou resistido. Outra questão no arminianismo
que contraria nossa Confissão é a graça preveniente. A Confissão defende uma
única graça e única operação salvífica. No arminianismo a graça preveniente é
essencial, como afirma o maior teólogo arminiano na atualidade, Roger Olson:

“A graça preveniente é uma doutrina arminiana essencial... A graça preveniente


é simplesmente a graça de Deus convincente, convidativa, iluminadora e
capacitadora, que antecede a conversão e torna o arrependimento e a fé
possíveis” (Olson, Teologia Arminiana, p. 45)... ​“A graça preveniente,
conforme o termo implica, é aquela graça que antecede ou prepara a alma para a
entrada no estado inicial de salvação. É a graça preparatória do Espírito Santo
exercida no homem abandonado em pecado. No que diz respeito à culpa, pode
ser considerada misericórdia; em relação à impotência, é o poder capacitador.
Pode ser definida, portanto, como a manifestação da influência divina que
precede a vida regenerada plena” (Wiley apud Olson, p. 47)”.

Para os arminianos a graça influencia; ou seja, ela não regenera ou salva,


apenas ajuda e espera a decisão humana. Na teologia arminiana Deus é passivo
na salvação e Armínio deixa claro isso em sua ordem dos decretos de Deus:

“IV. Depois desses, segue-se o quarto decreto pelo qual Deus decretou a
salvação ou a perdição das pessoas. Esse decreto se fundamenta na presciência
de Deus, pela qual desde a eternidade ele sempre soube quais os indivíduos que,
pela graça [preveniente], ​creriam e, pela graça subsequente, ​perseverariam”​.
(Roger Olson, História da Teologia, p. 479)

Deus apenas “sabia” quem creria, daí pela ação do homem Ele responde
com a graça. A graça preveniente está imbutida em todas as pessoas desde o
nascimento, essa é despertada ou acionada quando o indivíduo ouve a pregação,
daí através do auxílio o homem pode aceitar ou rejeitar a salvação. É nesse
sentido na ordem dos decretos que Deus é passivo e depende da decisão do
homem. Outra questão ainda nesse ponto é que Deus precisa se limitar para que o
homem seja livre e possa decidir e essa limitação possibilita o livre arbítrio e o
sinergismo evangélico. A autolimitação é importante no arminianismo:

“Na providência, Deus decretou que permitiria a queda de Adão e de Eva e de


toda a raça humana junto com eles. Armínio acreditava na ​autolimitação e
restrição de Deus e também na liberdade humana genuína no relacionamento
abrangente estabelecido pela aliança. Portanto, os decretos de Deus quanto à
predestinação dizem respeito aos seres humanos apenas como pecadores depois
da queda e, de modo algum, à própria queda. Deus sabia previamente que os
seres humanos cairiam, mas não decretou nem predestinou, de nenhuma forma,
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tal coisa” – (Roger Olson).

Por todas essas afirmações teológicas, a ordo salutis (ordem de salvação)


do arminianismo se inicia com arrependimento ou fé. A ordo salutis da ICEB se
inicia com a regeneração, se encaixando nos padrões reformados e na teologia
kalleiana.
A soteriologia da ICEB não se encaixa em nenhuma proposição ou
proposta das teologias arminianas, semipelagianas ou pelagiana. Nossos irmãos
que a redigiram e revisaram em 1978 e 79 se fundamentaram nos 28 Artigos do
Kalley e na Confissão de Westminster, documentos usados e relidos como fonte
e influências de nossa Confissão. Daí podemos afirmar que no processo de
salvação o homem é dependente, sua participação é importante, porém não

10
​Examination of Dr. Perkins’s Pamphlet, in: ​Works of James Arminius​, 3.284. Muller, com toda a razão,
atribui muito valor à crença de Armínio na autolimitação divina da aliança como uma diferença básica
entre ele e os teólogos reformados de sua época.
produz ou causa nenhuma reação em Deus e muito menos força a graça de Deus
por sua capacidade de escolha. Temos aqui também o exercício da fé; podemos
identificar pela estrutura do artigo que a fé é colocada como um meio pelo qual a
salvação alcança o homem.
A fé salvadora não é um fim em si mesmo, não é inata, mas um meio
(mediante), ou seja, quando o pecador se “apropria” da fé como dom de Deus, os
benefícios de Cristo são aplicados ao mesmo pelo Espírito e assim ele é
regenerado e salvo (Ef 2.8).

Conclusão:

A conclusão é que Deus salva pela obra de Cristo, produz novo


nascimento e promete redenção no final, a chamada salvação eterna. A salvação
eterna não acontece como um fatalismo, um processo mecânico, o chamado
“salvo para sempre, custe o que custar ou de qualquer jeito será salvo no final”;
não é assim que a Escritura ensina e todo o cuidado com a doutrina da segurança
eterna é necessário. O que significa é que o salvo agora é nova criatura, sua
disposição interior é inclinada para Deus e ele possui o Espírito Santo habitando
em seu coração. A presença do Espírito é o selo que guarda e preserva o novo
crente, agora “nada o separará do amor de Deus”, pelo poder do Espírito e da
Palavra e não por si mesmo vai perseverar até o fim, mesmo que tenha que ouvir
as constantes admoestações do Senhor e até mesmo ser disciplinado em alguns
momentos (Ef 1.13; Rm 8.39).
Não conheço nenhum arminiano na ICEB, o que ouço são manifestações
semipelagianas ou pelagianas, o que me preocupa devido ao afastamento das
Escrituras. Também me preocupa o “moderismo” instalado na ICEB, àqueles da
turma do deixa pra lá e também os que se auto intitulam de Jesus e não são nada.
O “moderismo” permitiu a entrada do liberalismo na Europa e no Brasil estão
permitindo a entrada do neopentecostalismo em nossas igrejas e os “de Jesus”
por não se firmarem em uma teologia bíblica sólida aceitam de tudo e enchem as
Igrejas de Deus de heresias sem fim e modismos que ofendem ao Senhor. Não se
iludam, todos cremos em algo, não há neutralidade nas crenças e costumes. Você
pode glorificar e exaltar a Deus em suas crenças ou exaltar e honrar o homem. O
que precisamos é saber o que cremos e dar razão daquilo que nos dá esperança e
honra o nome de Cristo, Nosso Senhor.
Reconheço o caráter evangélico do arminianismo e o desejo de encontrar
nas Escrituras o papel do homem na salvação. O arminianismo evangélico deve
ser respeitado por isso e, por seu grau elevado de piedade, mas devemos por pura
consciência e firmeza bíblica combater qualquer forma de liberalismo,
semipelagianismo e pelagianismo, pois são soteriologias que ofendem a Deus e
rebaixam sua graça e misericórdia. A Deus toda primazia e glória na salvação
eterna, dom que recebemos no Pai, Filho e Espírito Santo!