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Universidade Federal de São João del Rei

Campus Alto Paraopeba

Circuitos Elétricos

Alunos(as):

Taynara Costa Luz

Israel Nicolau de Souza Chagas

Mateus Pinheiro Lima de Oliveira

Professor: Alexandre Cândido Moreira

Relatório apresentado à disciplina


Circuitos Elétricos, ministrada pelo
professor Alexandre Candido Moreira, ao
curso de Engenharia Mecatrônica.

Ouro Branco, MG

Maio de 2019
Sumário

1. Introdução ......................................................................................................................... 3
2. Desenvolvimento .............................................................................................................. 3
2.1 Objetivos ................................................................................................................... 6
2.2 Materiais .................................................................................................................... 6
2.2 Métodos ..................................................................................................................... 6
3. Resultados e Discussões ................................................................................................... 9
4. Referências ....................................................................................................................... 9

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1. Introdução
Um capacitor (ou condensador) e um dispositivo formado por duas placas paralelas,
contendo um material dielétrico entre elas. Quando o ligamos a uma fonte de tensão, o
capacitor acumula nas suas placas uma quantidade de carga proporcional a ddp aplicada,
armazenando energia elétrica. Se a fonte de voltagem for removida e o capacitor for isolado
eletricamente, ele manterá a energia acumulada.

Caso o capacitor seja conectado a outros componentes de um circuito completo, ele ira
fornecer ao circuito a energia armazenada. Por essas características, os capacitores atuam
como “baterias” secundarias no circuito, capazes de armazenar e fornecer energia elétrica.

Os capacitores são largamente usados nos dispositivos eletrônicos. Fontes de alimentação


ininterruptas (no-breaks) mantêm capacitores carregados a disposição para o caso de falta de
energia. Câmeras fotográficas utilizam capacitores para armazenar temporariamente a energia
usada no flash, e vários dispositivos usam capacitores para energizar um componente
enquanto pilhas ou baterias são trocadas.

Denominamos circuito RC (circuito resistor-capacitor) como um circuito com associação


em série de um resistor e um capacitor onde a corrente varia com o tempo. Para compreender
o funcionamento do mesmo é necessário entender o significado e o funcionamento de todos
os elementos envolvidos.

O resistor é um condutor cuja função em um circuito é introduzir uma certa resistência


elétrica que dependerá de fatores, como a natureza do material, e pode ser medida entre dois
pontos de um condutor aplicando uma diferença de potencial V entre esses pontos e medindo
a corrente 𝑖 resultante.

2. Desenvolvimento
Para o início do desenvolvimento do experimento utilizaremos o circuito mostrado na
Figura 1, no qual o capacitor com capacitância C é carregado ao potencial Vo por uma fonte
de tensão constante.

Em t = 0, que chamamos de instante inicial, a chave 𝑘1 é aberta e a chave 𝑘2 é fechada


simultaneamente. Assim, o capacitor carregado é desligado da fonte e ligado ao resistor R, em

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t = 0. Em virtude da carga armazenada no capacitor (𝑄𝑜 = 𝐶. 𝑉𝑜) haverá uma corrente
especificada pelo sentido de referência assumido para 𝑖(𝑡) na Figura 1.
A carga do capacitor decresce gradualmente até se tornar nula; com a corrente ocorre
o mesmo. Durante o processo, a energia armazenada no capacitor é dissipada sob a forma de
calor no resistor.

Figura 1 – Circuito RC

Essa relação entre resistência e capacitância é a constante de tempo capacitiva do circuito


e é representada pelo símbolo τ, que é definida pelo produto dos seus respectivos valores,
visto que:

τ = Ohm x Farad = [(Volt x Segundo) / Coulomb] x (Coulomb / Volt) = Segundo

Fechando o circuito com a chave em a, o circuito com a bateria, o resistor e o capacitor se


encontram em um circuito fechado. Percorrendo pelo sentido horário a partir da bateria
aplicando as regras das malhas, temos que:

𝑖𝑐 (𝑡) + 𝑖𝑅 (𝑡) = 0 (1)

𝑑𝑣𝑐 𝑣𝑐
𝐶 + =0 (2)
𝑑𝑡 𝑑𝑡

A solução da equação diferencial da equação 2 é:

𝑣𝑐 (𝑡) = 𝐾𝑒𝑥𝑝𝑎𝑡 (3)

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Em que α = − τ , τ = RC é a constante de tempo do circuito e K é uma constante a ser

definida pela condição inicial.

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Fazendo t = 0 na equação 3 obtemos que K = v (0) = 𝑉𝑜 . Portanto, a solução do
problema é ada por:

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𝑉𝑐 (𝑡) = 𝑉𝑜 𝑒𝑥𝑝(−𝑅𝐶)𝑡 , 𝑡 ≥ 0 (4)

Enquanto que a corrente no capacitor será dada por:

𝑑𝑣𝑐
𝑖𝑐 (𝑡) = 𝐶
𝑑𝑡
1
𝑉0
3. 𝑖𝑐 (𝑡) = − 𝑒𝑥𝑝−(𝑅𝐶)𝑡 𝑡 ≥ 0 (5)
𝑅

Figura 2 – Tensão no capacitor do circuito RC

Figura 3 – Tensão no capacitor do circuito RC

O sinal negativo da equação 5 indica a direção da corrente no circuito no momento da


descarga, essa direção é oposta ao sentido da corrente no momento da carga do capacitor.

Observa-se que a carga e a corrente num capacitor decrescem exponencialmente a uma


taxa caracterizada pela constante de tempo τ definida anteriormente.

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A constante de tempo fornece a medida da velocidade durante o processo de carga do
capacitor. Quando o valor da constante de tempo é pequeno, o capacitor carrega mais
rapidamente, caso contrário, o carregamento é mais lento. Se analisarmos a resistência,
observamos que se for pequena a corrente fluirá com mais facilidade, e consequentemente a
constante de tempo será pequena, ou seja, a constante de tempo é diretamente proporcional a
resistência.

3.1. Objetivos
Através de análise do circuito, comprovar experimentalmente sua validade.

3.2. Materiais
 Capacitores: 10µF;
 Resistores: 1Ω, 10Ω, 390Ω;
 Gerador de sinais;
 Pontas de prova;
 Osciloscópio;
 Multímetro;
 Fios e cabos.

3.3. Métodos
Ao realizar essa prática, primeiramente foram calculados a corrente e tensão no
resistor de 560Ω. Para isso, encontrou-se a corrente total que sai da fonte de 10V e em
seguida utilizou-se a formula de divisão de corrente entre as resistências de 390Ω e 560Ω
como é mostrado nas equações abaixo:

𝑅𝑒𝑞 = 330 + 100 + 229,895 = 660 Ω

𝑉 = 10𝑣

𝐼𝑡 = 10𝑉/660 Ω = 0,01515 A
390Ω
𝐼560 = 0,01515𝐴 . [390+560}Ω = 6,22mA

Em seguida foi realizado o calculo para encontrar o valor da tensão no resistor de


carga utilizando a Lei de Ohm:

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𝑉560 = 𝐼560 . 560Ω

𝑉560 = 6,22mA. 560Ω = 3,4832v

Na questão posterior é solicitado o cálculo do equivalente de Thevenin visto pelo


resistor de carga, o primeiro passo foi calcular 𝑅𝑇𝐻 (resistência de Thevenin) trocando as
fontes de tensões por um fio, adicionando uma fonte de tensão com valor a determinar no
lugar do resistor de carga, que no caso utilizamos 100v para 𝑉𝑎𝑢𝑥 e 𝑖𝑎𝑢𝑥 (corrente auxiliar)
estabelecemos que:

𝑉𝑎𝑢𝑥
𝑅𝑇𝐻 =
𝑖𝑎𝑢𝑥

100𝑣
𝑅𝑇𝐻 = = 204,450 Ω
0,489𝐴

Seguimos fazendo um curto-circuito no resistor de 560 Ω afim de encontrar o


𝑖𝑁 (corrente de Norton) resultando em:

𝑖𝑁 = 0,023𝐴

Após encontrarmos 𝑖𝑁 , conseguimos achar o 𝑉𝑇𝐻 (tensão de Thevenin) utilizando a


lei de Ohm:

𝑉𝑇𝐻 = 𝑖𝑁 . 𝑅𝑇𝐻

𝑉𝑇𝐻 = 0,023𝐴. 204,450Ω = 4,70v

Os valores encontrados no experimento para tensão e corrente no resistor de carga foram:

Calculado Simulado

𝑉𝑎𝑏 3,483v 3,49v

𝐼𝐿 6,22mA 6,2mA

Tabela 1 - tensão e corrente no resistor de carga

Retirando o resistor 𝑅𝐿 realizamos a medição da tensão entre os pontos A e B que


através do equivalente de Thevenin podemos concluir que a medição da tensão sem o
resistor é a mesma que 𝑉𝑇𝐻 .

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Calculado Simulado

𝑉𝑇𝐻 4,70v 4,82v

Os valores encontrados no experimento 𝑅𝑇𝐻 foram:

Calculado Simulado

𝑅𝑇𝐻 204,450 Ω 204 Ω

E por fim o valore de 𝑖𝑁 :

Calculado Simulado

𝑖𝑁 0,023A 0,0228A

Após ter calculado e medido todos os dados necessários podemos simular o circuito
demonstrando as correntes e tensões para os valores de tensão e resistência encontrados
através da fonte de tensão e o multímetro.

Simulação 1 – Circuito

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Em seguida, simulamos a equivalente de Thevenin:

Simulação 2 – equivalente de Thevenin

4. Resultados e Discussões
A montagem do circuito nos ajudou a compreender o funcionamento do Minipa MPL-
3305 e entender que qualquer circuito formado por elementos resistivos e fontes de energia
com um par de terminais devidamente identificados podem ser substituído por uma ligação
em série de uma fonte de tensão, cujo valor é igual a tensão de circuito aberto entre os
terminais do circuito original, e uma resistência equivalente à resistência vista entre os
terminais do circuito original quando todas as fontes independentes são colocadas em
repouso.

5. Referências
[1] Charles K. Alexander, Matthew N. O. Sadiku – 5. ed. – Dados eletrônicos. – Porto
Alegre : AMGH, 2013.