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Excelentíssima Senhora

Procuradora de Justiça do Estado de Mato Grosso


Dra. Ana Cristina Bardusco
Cuiabá/MT.

SIGILOSO

JOSÉ GERALDO RIVA, já qualificado nos


autos da Proposta de Colaboração Premiada, vem, com o devido respeito e
acatamente, à presença de Vossa Excelência, por seus advogados devidamente
constituídos, em aditamente à proposta originalmente apresentada,
contextualizar as informações trazidas no bojo deste procedimento, incluindo no
texto sumário e notas de rodapé que indentificam documentos e fatos tidos
como “inéditos”, visando auxiliar os órgãos de investigação na compreensão de
alguns fatos que, muito embora, sejam do conhecimento do d. Ministério Público,
as provas são “inéditas”, porquanto ainda não foram encartas, ao menos até agora,
em nenhuma das investigações levada a efeito. Além disso, acrescenta, na
oportunidade, informações outras, cujas provas já foram objeto de busca e
apreensão, porém, os fatos são desconhecidos em procedimentos cíveis e
criminais, como passa a demonstrar:

1. DO ESQUEMA DE PAGAMENTO DE PROPINA MENSAL AOS


DEPUTADOS ESTADUAIS

1. Neste caso, pretende, o Proponente, demonstrar através de


documentos hábeis, tais como: transferências bancárias, depósitos bancários,
notas promissórias e testemunhas, que houve a partir do ano de 1995 o pagamento
de propina aos deputados abaixo nominados, sob o argumento de “manter-se à
governabilidade”, sendo excluídos deste esquema, apenas os deputados de
oposição, o Presidente e o Primeiro-Secretário, conforme doravante exposto.
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Período Operador Beneficiados Valor
1995/1998 Líder de Deputados da base R$ 15.000,00
Governo
1998/2002 Líder do Deputados da base R$ 20.000,00/25.000,00
Governo

2. Com a eleição do Governador Blairo Maggi, em 2002, o próprio


Governador sugeriu que poderia manter o esquema de outra forma, e se dispôs a
repassar o montante da propina para a AL/MT, com um adicional, isto é,
acrescentaria um vultoso valor no orçamento do Parlamente, ainda que a título
de suplementação.

3. Essa prática se perpetrou e adentrou ao Governo Silval Barbosa,


sem nunca falhar, pois, ainda que não houvesse recursos e financeiros e
orçamentário, a prática era a de recorrer a empréstimos, através de empresas de
factorings ou até mesmo de agiotas, os quais, posteriormente, eram pagos com a
mesma fonte de recursos utilizados para atender aos Deputados, ou seja, com a
utilização de empresas fornecedoras de materiais ou de prestação de serviço, tais
como XXXXXXXXXX1***.

4. Envolve assinalar, por oportuno, que sobre o pagamento desta


propina alguns Deputados recebiam valores diferenciados, como era o caso do
Presidente e do Primeiro-Secretário, que recebiam três vezes mais que os demais
Deputados, além de terem repasses para pagamento do custo da eleição, que
chegava a ser quatro vezes superior.

5. A seguir, um quadro explicativo que demonstra o período, os


responsáveis pelo repasse e o valor mensal que cada um recebeu no governo Blairo
Maggi:

Período Resp. pelo pagamento Propina mensal


2003/2005 Riva/Silval/Tegivan, etc. R$ 30.000,00
2005/2007 Riva/Silval/Edemar R$ 30/35.000,00
2007/2009 Sergio Ricardo/Riva/Edemar R$ 30/35.000,00
2009/março2010 Sergio Ricardo/Riva/Edemar R$ 30/35.000,00

1 Diversas empresas que ainda não foram identificadas


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6. Repasses efetuados após Governador Silval Barbosa tomar posse
em abril de 2010:

Período Resp. pelo pagamento Propina mensal


Abril 2010/Out. Edemar/Riva/Sergio/Mauro R$ 30/35.000,00
2010 Savi
Out.2010/Dez. 2010 Sergio/Mauro/Marcio R$ 30/35.000,00
Pommot
2011/2013 Sergio/Mauro/Marcio R$ 50.000,00
Pommot
2013/2015 Sergio/Romoaldo/Pommot R$ 50.000,00

7. Na última legislatura, de 2011 a 2015, será demonstrar que todos


os 24 deputados receberam propina2**, nas demais, é possível levantar todos que
receberam, pois foram raras as exceções.

8. Nesse ínterim, situação diferenciada era a do deputado Gilmar


Fabris, que nos dois últimos governos (Blairo Maggi e Silval Barbosa), recebia os
valores referentes à propina, ainda que suplente, uma vez que, por determinação
de ambos, deveria ter tratamento privilegiado, ou seja, receber a propina em
dobro3*** para manter seu pessoal contratado e pago por fora, acrescido de
salário e mais verba indenizatória.

9. Outra situação diferenciada era a da deputada Luciane Bezerra,


pois essa tinha divergências políticas com o Proponente, razão pela qual era
atendida, inicialmente, pelo deputado Sérgio Ricardo. Logo após, com a saída do
deputado Sérgio Ricardo da ALMT, ela passou a procurar o Colaborador a fim de
viabilizar o seu pagamento de propina mensal.

10. Naquela oportunidade, o Colaborador tomou conhecimento de


que, além das propinas mensais, a ex-Deputada e atual Prefeita de Juara/MT, Sra.
Luciane Bezerra4***, teria recebido R$ 816.000,00 (oitocentos e dezesseis mil
reais) por meio do Sr. Ricardo Novis Neves, conforme XXXXXX, apreendida

2 Informação acredita-se inédita


3 Informação acredita-se inédita
4 Informação acredita-se inédita

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durante medida de busca e apreensão na XXXXXXX. Além disso, enquanto os
outros deputados recebiam 04 (quatro) mil litros de combustíveis mensais, ela
recebia 15.000L por mês como forma de propina extra, conforme conforme
relatórios de entrega de materiais XXX.

11. Nesse sentido, o Proponente pode demonstrar, através de


comprovantes bancários e notas promissórias, o efetivo pagamento da propina
mensal a diversos Deputados Estaduais, bem como a participação dos
parlamentares no esquema de desvio de recursos da AL/MT, através da
assinatura de relatórios de recebimento de materiais falsificados, de forma
individualizada, conforme abaixo descriminado:

1.1. DA PROPINA PARA O DEPUTADO ESTADUAL GUILHERME


ANTÔNIO MALUF

1. Deputado Estadual desde 1.2.2007;

2. Recebeu propina mensal em duas condições distintas:

RESPONS
VALO
NOME ÁVEL M VALOR IMPOS
PERÍO R VALOR
DEPU PELO ES LÍQUID TO
DO MENS TOTAL
TADO PAGAME ES O PAGO
AL
NTO
Sergio
Ricardo
01/02/
Guilhe Jose Riva R$ R$ R$ R$
07 a
rme Edemar 30.000, 48 1.440.000 480.000 1.920.00
31/01/
Maluf Adams 00 ,00 ,00 0,00
11
Mauro
Savi
Sergio
Ricardo
01/02/ Mauro
Guilhe R$ R$ R$ R$
11 a Savi
rme 50.000, 48 2.400.000 800.000 3.200.00
31/01/ Romoaldo
Maluf 00 ,00 ,00 0,00
15 Jr
Luís
Pommot

Página 4 de 105
3. Atestou falsamente o recebimento de materiais e serviços não
entregues/prestados à ALMT pelas empresas alhures citadas como forma de
conferir suporte ao pagamento de propina. Vide documentos XXXXXX.

4. Assinou Nota Promissória no valor de R$107.000,00 (cento e sete


mil reais) com vencimento para 30.8.2011 por ocasião da antecipação de 2 (dois)
meses de propina no valor de R$50.000,00 (cinquenta mil reais) descontada pelo
Deputado Wallace Guimaraes e pagas pela ALMT através da simulação de
fornecimento de material XXXXXXX5***.

5. Pessoas envolvidas na lavagem de dinheiro: Assessor


XXXXXX6*** e Odenil Rodrigues de Almeida
6. Pessoas envolvidas na entrega/recebimento da propina: Além
dos responsáveis acima nominados, XXXXXXXXX.

7. Elementos de corroboração: Planilha elaborada pelo Colaborador


- Depósito de R$50.000,00 (cinquenta mil reais) efetuados na conta do Sr.
XXXXXXXXXXXXXX.

1.2. DO PAGAMENTO DE PROPINA AO DEP. JOSÉ DOMINGOS


FRAGA FILHO

1. Deputado Estadual entre 1.2.2007 a 31.1.2015;

2. Recebeu propina mensal em duas condições distintas:

RESPONS
VALO VALO VALO
NOME ÁVEL IMPO
PERÍ R MES R R
DEPUT PELO STO
ODO MEN ES LÍQUI TOTA
ADO PAGAME PAGO
SAL DO L
NTO
Sergio
01/02 Zé
Ricardo R$ R$ R$ R$
/07 a Doming
Jose Riva 35.000 48 1.680.0 560.00 2.240.0
31/01 os
Edemar ,00 00,00 0,00 00,00
/11 Fraga Adams

5 Informação acredita-se inédita


6 Informação acredita-se inédita
Página 5 de 105
Sergio
01/02 Zé Ricardo
R$ R$ R$ R$
/11 a Doming Mauro
50.000 48 2.400.0 800.00 3.200.0
31/01 os Savi
,00 00,00 0,00 00,00
/15 Fraga Luís
Pommot

3. Atestou falsamente o recebimento de materiais e serviços não


entregues/prestados à ALMT pelas empresas alhures citadas como forma de
conferir suporte ao pagamento de propina. Vide documentos XXXXXXX

4. Recebeu propina através de transferência bancária (TED).


Ademais, o Sr. Domingos Fraga solicitou adiantamento no valor de R$
300.000,00 para financiamento da campanha municipal de 2012, motivo pelo qual
foram realizadas duas transferências bancárias pela empresa XXXXXXXXX.:
uma para a conta pessoal do próprio Deputado José Domingos Fraga no valor de
R$ R$ 150.000,00 (cento e cinquenta mil reais) referentes a 3 (três) meses de
propina, e outra transferência no valor de R$ 150.000,00 para a conta do Sr.
XXXXXXX.7***

5. Pessoas envolvidas na entrega/recebimento da propina: Além


dos responsáveis acima nominados para entrega, tanto o próprio Deputado
quanto o Sr. XXXXXXX 8*** recebiam valores em espécie ou cheques oriundos
de propina.

1.3. DO PAGAMENTO DE PROPINA AO DEP. WALLACE GUIMARÃES

1. Deputado Estadual entre 1.2.2007 a 31.12.2012;

2. Recebeu propina mensal em duas condições distintas:

RESPONS
VALO VALO VALO
NOME ÁVEL IMPO
PERÍ R MES R R
DEPUT PELO STO
ODO MEN ES LÍQUI TOTA
ADO PAGAME PAGO
SAL DO L
NTO

7 Informação acredita-se inédita


8 Informação acredita-se inédita
Página 6 de 105
Sérgio
01/02
Wallace Ricardo R$ R$ R$ R$
/07 a
Guimar José Riva 30.000 48 1.440.0 480.00 1.920.0
31/01
ães Edemar ,00 00,00 0,00 00,00
/11
Adams
Sergio
01/02 Ricardo
Wallace R$ R$ R$ R$
/11 a Mauro
Guimar 50.000 23 1.150.0 383.00 1.533.0
31/01 Savi
ães ,00 00,00 0,00 00,00
/15 Luiz
Pommot

3. Atestou falsamente o recebimento de materiais e serviços não


entregues/prestados à ALMT pelas empresas alhures citadas como forma de
conferir suporte ao pagamento de propina. Vide documentos XXXXXXXXX.

4. Assinou Nota Promissória a ser entregue no valor de


R$107.000,00 (cento e sete mil reais) com vencimento para 30.8.2011 por ocasião
da antecipação de 2 (dois) meses de propina no valor de R$50.000,00 (cinquenta
mil reais)9***.

5. Pessoas envolvidas na entrega/recebimento da propina: Além


dos responsáveis acima nominados para entrega, tanto o próprio Deputado
quanto o Assessor XXXXXX10*** recebiam valores em espécie ou cheques
oriundos de propina.

6. Comumente se utilizava da empresa XXXXXXXXX. para


receber propina mediante simulação da prestação de serviço gráfico.

1.4. DO PAGAMENTO DE PROPINA AO DEP. PERCIVAL MUNIZ

1. Deputado Estadual entre 1.2.2007 a 31.12.2012;

2. Recebeu propina mensal em duas condições distintas:

9 Informação acredita-se inédita


10 Informação acredita-se inédita

Página 7 de 105
RESPONS
VALO VALO VALO
NOME ÁVEL IMPO
PERÍ R MES R R
DEPUT PELO STO
ODO MEN ES LÍQUI TOTA
ADO PAGAME PAGO
SAL DO L
NTO
Sérgio
01/02
Ricardo R$ R$ R$ R$
/07 a Percival
José Riva 30.000 48 1.440.0 480.00 1.920.0
31/01 Muniz
Edemar ,00 00,00 0,00 00,00
/11
Adams
Sergio
01/02 Ricardo
R$ R$ R$ R$
/11 a Percival Mauro
50.000 23 1.150.0 383.00 1.533.0
31/01 Muniz Savi
,00 00,00 0,00 00,00
/15 Luiz
Pommot

3. Atestou falsamente o recebimento de materiais e serviços não


entregues/prestados à ALMT pelas empresas alhures citadas corno forma de
conferir suporte ao pagamento de propina. Vicie documentos XXXXXX

4. Assinou Nota Promissória a ser entregue no valor de R$


216.320,00 (duzentos e dezesseis mil trezentos e vinte reais) à época
correspondente a dois meses de propina atrasado e adiantamento de mais dois
meses cuja nota promissória foi descontada junto ao Sr. XXXXXXXX e paga
mediante desvio de recursos da ALMT11***.

5. Pessoas envolvidas na entrega/recebimento da propina: Além


dos responsáveis acima nominados para entrega, somente o próprio Deputado
recebia os valores em espécie ou cheques oriundos de propina.

6. Elemento adicional de corroboração: Planilha apreendida em


decorrência da Operação XXXXXX contendo valor de empréstimo concedido
pelo Sr. Ricardo Novis Nevis (através de Sergio Ricardo) com valores originais
de R$119.700,00, de 04.2.2011, e R$109.000,00, de 30.7.2011, incluindo juros cujo
pagamento era efetuado pela ALMT.

11 Informação acredita-se inédita


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1.5. DO PAGAMENTO DE PROPINA AO DEP. ADALTO DE FREITAS

1. Deputado Estadual entre 1.2.2007 a 31.1.2011;

2. Recebeu propina mensal em uma condição:

RESPONS
VALO VALO VALO
NOME ÁVEL IMPO
PERÍ R MES R R
DEPUT PELO STO
ODO MEN ES LÍQUI TOTA
ADO PAGAME PAGO
SAL DO L
NTO
Sergio
01/02
Ricardo R$ R$ R$ R$
/07 a Adalto
José Riva 30.000 48 1.440.0 480.00 1.920.0
31/01 Freitas
Edemar ,00 00,00 0,00 00,00
/11
Adams

3. Atestou falsamente o recebimento de materiais e serviços não


entregues/prestados à ALMT pelas empresas alhures citadas como forma de
conferir suporte ao pagamento de propina. Vide documentos XXXXX

4. Assinou Nota Promissória no valor de R$130.000,00 (cento e


trinta mil reais) com vencimento para 25.8.2009 por ocasião da antecipação de 4
(quatro) meses de propina no valor de R$30.000,00 (trinta mil reais) mensais mais
juros XXXX12***.

5. Pessoas envolvidas na entrega/recebimento da propina: Além


dos responsáveis acima nominados para entrega, tanto o próprio Deputado
quanto a XXXXX recebiam valores em espécie ou cheques oriundos de propina.

6. Elementos de corroboração adicional: Conforme planilha


descritiva apreendida na XXXXXX o Deputado Adalto de Freitas recebeu
propina no valor de R$325.837,00 (trezentos e vinte e cinco mil oitocentos e trinta
e sete reais) no dia 18.8.2011 através de XXXXXX realizado por Ricardo Novis
Neves a pedido de Sergio Ricardo de Almeida.

12 Informação acredita-se inédita

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1.6. DO PAGAMENTO DE PROPINA AO DEP. ADEMIR BRUNETTO

1. Deputado Estadual entre 1.2.2007 a 31.1.2015;

2. Recebeu propina mensal em duas condições distintas:

RESPONS
VALO VALO VALO
NOME ÁVEL IMPO
PERÍ R MES R R
DEPUT PELO STO
ODO MEN ES LÍQUI TOTA
ADO PAGAME PAGO
SAL DO L
NTO
Sérgio
01/02
Ademir Ricardo R$ R$ R$ R$
/07 a
Brunett José Riva 30.000 48 1.440.0 480.00 1.920.0
31/01
o Edemar ,00 00,00 0,00 00,00
/11
Adams
01/02
Ademir R$ R$ R$ R$
/11 a Luiz
Brunett 50.000 48 2.240.0 800.00 3.200.0
31/01 Pommot
o ,00 00,00 0,00 00,00
/15

3. Atestou falsamente o recebimento de materiais e serviços não


entregues/prestados à ALMT pelas empresas alhures citadas como forma de
conferir suporte ao pagamento de propina. Vide documentos XXXXXXX.

4. Assinou Nota Promissória no valor de R$100.000,00 (cem mil


reais) com vencimento para 01.8.2011 por ocasião da antecipação de 2 (dois) meses
de propina no valor de R$50.000,00 (cinquenta mil reais) mensais13***;

5. Pessoas envolvidas na entrega/recebimento da propina: Além


dos responsáveis acima nominados para entrega, tanto o próprio Deputado
quanto o XXXXXXX recebiam valores em espécie ou cheques oriundos de
propina.

1.7. DO PAGAMENTO DE PROPINA AO DEP. JOÃO ANTÔNIO


CUIABANO MALHEIROS

1. Deputado Estadual entre 1.2.2003 a 31. 1.2015;


13 Informação acredita-se inédita

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2. Recebeu propina mensal em três condições distintas:

RESPONS
VALO VALO VALO
NOME ÁVEL IMPO
PERÍ R MES R R
DEPUT PELO STO
ODO MEN ES LÍQUI TOTA
ADO PAGAME PAGO
SAL DO L
NTO
José Riva
Sival
01/02 Barbosa
João R$ R$ R$ R$
/03 a Tegivan
Malheir 30.000 24 720.000 240.00 960.000
31/01 Nico
os ,00 ,00 0,00 ,00
/05 Baracat
Edemar
Adams
José Riva
Silval
Barbosa
Edemar
01/02
João Adams R$ R$ R$ R$
/05 a
Malheir Sergio 35.000 72 2.520.0 840.00 3.360.0
31/01
os Ricardo ,00 00,00 0,00 00,00
/11
Mauro
Savi
Luiz
Pommot
Sergio
Ricardo
01/02 Mauro
João R$ R$ R$ R$
/11 a Savi
Malheir 50.000 48 2.400.0 800.00 3.200.0
31/01 Luiz
os ,00 00,00 0,00 00,00
/15 Pommot
Romoaldo
Junior

3. Atestou falsamente o recebimento de materiais e serviços não


entregues/prestados à ALMT pelas empresas alhures citadas como forma de
conferir suporte ao pagamento de propina. Vide documentos XXXXXX

4. Assinou 3 (três) Notas Promissórias nos valores de R$22.590,00


(vinte e dois mil quinhentos e noventa reais) com vencimento para 22.09.2012,

Página 11 de 105
22.10.2012 e 22.11.2012 por ocasião da antecipação de parte da propina no valor
de R$50.000,00 (cinquenta mil reais) mensais14***;

5. Pessoas envolvidas na entrega/recebimento da propina: Além


dos responsáveis acima nominados para entrega, tanto o próprio Deputado
quanto o XXXXX 15*** recebiam valores em espécie ou cheques oriundos de
propina.

6. Elementos de corroboração adicionais: Planilha apreendida na


XXXXXXXX as seguintes operações como forma de antecipação da propina nos
valores originais de:

(i) R$ 81.573,00em 18.2.2011 (“Joao” - João Malheiros)


(ii) R$ 59.712,00 em 28.2.2011 (“Joao” - João Malheiros)
(iii) R$ 100.000,00 em 04.3.2011 (“Joao” - João Malheiros)
(iv) R$ 57.780,00 em 30.11.2011 (“Joao” - João Malheiros)
(v) R$ 12.300,00 em 30.4.2012 (“Justu” - Justino
Malheiros)
(vi) R$ 22.000,00 em 24.5.2012 (“Joao” - João Malheiros)
(vii) R$ 22.000,00 em 24.6.2012 (“Joao” - João Malheiros)
(viii) R.$ 35.000,00 em 24.8.2012 (“Joao” - João Malheiros)
(ix) R$ 35.000,00 em 24.9.2012 (“Joao” - João Malheiros)
(x) R$ 35.000,00 em 24.10.2012 (“Joao” - João Malheiros)
(xi) R$ 35.000,00 em 24.11.2012 (“Joao” - João Malheiros)
(xii) R$ 35.000,00 em 24.12.2012 (“Joao” - João Malheiros)
(xiii) R$ 35.000,00 em 19.1.2013 (“Joao” - João Malheiros)
(xiv) R$ 35.000,00 em 30.1.2013 (“Joao” - João Malheiros)
(xv) R$ 35.000,00 em 28.2.2013 (“Joao” - João Malheiros)
(xvi) R$ 120.000,00 em 30.3.2013 (“Joao” - João Malheiros)

7. Realizadas por Ricardo Novis Neves a mando de Sergio Ricardo


em nome do Sr. Justino Malheiros.

14 Informação acredita-se inédita


15 Informação acredita-se inédita

Página 12 de 105
1. 8. DO PAGAMENTO DE PROPINA AO DEP. MAURO LUIZ SAVI

1. Deputado Estadual entre 1.2.2003 a 31.1.2015;

2. Recebeu propina mensal em 5 (cinco) condições distintas:

RESPONS
VALO VALO VALO
NOME ÁVEL IMPOS
PERÍ R MES R R
DEPUT PELO TO
ODO MEN ES LÍQUI TOTA
ADO PAGAME PAGO
SAL DO L
NTO
Silval
Barbosa
01/02 José Riva
Mauro R$ R$ R$ R$
/03 a Edemar
Luiz 30.000 48 1.440.0 480.000 1.920.0
31/01 Adams
Savi ,00 00,00 ,00 00,00
/07 Nico
Baracat
Tegivan
José Riva
Sergio
01/02
Mauro Ricardo R$ R$ R$ R$
/03 a
Luiz Edemar 35.000 42 1.470.0 490.000 1.960.0
31/07
Savi Adams ,00 00,00 ,00 00,00
/10
Luiz
Pommot
Sergio
Ricardo
01/08 Mauro
Mauro R$ R$ R$ R$
/10 a Savi
Luiz 105.00 6 630.000 210.000 840.000
31/01 Edemar
Savi 0,00 ,00 ,00 ,00
/11 Adams
Luiz
Pommot
01/02 Sergio
Mauro R$ R$ R$ R$
/11 a Ricardo
Luiz 50.000 16 800.000 266.000 1.066.0
15/05 Luiz
Savi ,00 ,00 ,00 00,00
/12 Pommot
01/06 Mauro
Mauro R$ R$ R$ R$
/12 a Savi
Luiz 150.00 32 4.800.0 1.600.0 6.400.0
31/01 Luiz
Savi 0,00 00,00 00,00 00,00
/15 Pommot

Página 13 de 105
Romoaldo
Junior

3. Atestou falsamente o recebimento de materiais e serviços não


entregues/prestados à ALMT pelas empresas alhures citadas como forma de
conferir suporte ao pagamento de propina. Vide documentos XXXXXXX

4. Assinou 3 (três) Notas Promissórias nos valores de R$255.000,00


(duzentos e cinquenta e cinco mil reais) com vencimento para 20.2.2010,
R$259.375,00 (duzentos e cinquenta e nove mil trezentos e setenta e cinco reais)
para 30.4.2010 e R$269.100,00 (duzentos e sessenta e nove mil e cem reais) para
07.6.2010 referente a empréstimos tomados com o aval do colaborador perante a
XXXXXXXX e pagas mediante recursos da ALMT16***.

5. Pessoas envolvidas na entrega/recebimento da propina: Além


dos responsáveis acima nominados para entrega, tanto o próprio Deputado
quanto o XXXXXXX recebiam valores em espécie ou cheques oriundos de
propina.

6. Elementos de corroboração adicionais: Planilha apreendida na


XXXXXXX contendo 6 (seis) operações realizadas junto ao Sr. Ricardo Novis
Neves nos seguintes valores:

(i) 02.02.2011 - R$ 106.090,00 (“Mau” - Mauro Savi)


(ii) 04.02.2011 - R$ 55.562,00 (“Mau” - Mauro Savi)
(iii) 28.02.2011 - R$ 111.147,00 (“Mau” - Mauro Savi)
(iv) 04.03.2011 - R$ 55.585,00 (“Mau” - Mauro Savi)
(v) 30.12.2012 - R$ 521.100,00 (“Mau” - Mauro Savi)
(vi) 30.03.2013 - R$ 37.980,00 (“Mau” - Mauro Savi)

7. Elementos de corroboração adicionais: Conforme planilha


descritiva apresentada nos XXXXXXX, o Deputado Mauro Savi se utilizou das
XXXXXXXXX17*** para receber um valor total de R$ 916.550,00 como
propina desvendada da referida operação.

16 Informação acredita-se inédita


17 Informação acredita-se inédita
Página 14 de 105
1. 9. DO PAGAMENTO DE PROPINA AO DEP. NILSON SANTOS

1. Deputado Estadual entre 26.6.2008 a 31.12.2012;

2. Recebeu propina mensal duas condições distintas:

RESPONS
VALO VALO VALO
NOME ÁVEL IMPO
PERÍ R MES R R
DEPUT PELO STO
ODO MEN ES LÍQUI TOTA
ADO PAGAME PAGO
SAL DO L
NTO
Sergio
Ricardo
26/06
Mauro R$ R$ R$ R$
/08 a Nilson
Savi 30.000 31 930.000 310.00 1.240.0
31/01 Santos
José Riva ,00 ,00 0,00 00,00
/11
Edemar
Adams
Sergio
01/02 Ricardo
R$ R$ R$ R$
/11 a Nilson Mauro
50.000 23 1.150.0 383.00 1.533.0
31/12 Santos Savi
,00 00,00 0,00 00,00
/12 Luiz
Pommot

3. Atestou falsamente o recebimento de materiais e serviços no


entregues/prestados à ALMT pelas empresas alhures citadas como forma de
conferir suporte ao pagamento de propina. Vide documentos XXXXXXXXX

4. Recebeu propina através de 5 (cinco) transferências bancárias


(TED) - no valor de 60.000,00 (sessenta mil reais) cada. Houve transferência
bancária da empresa XXXXXXXXX para a conta de XXXXXXXX no valor
total de R$ 300.000,00 (trezentos mil reais) referente a antecipação de 6 (seis)
meses de propina como forma de auxílio na campanha eleitoral para o cargo de
Prefeito de Colider18***.

18 Informação acredita-se inédita


Página 15 de 105
5. Além disso, o colaborador apresenta nota promissória no valor
de R$ 50.000,00, relativa a um mês de propina adiantada, disponibilizada por
XXXXXXXXX e avalizada pelo colaborador19***.

6. Pessoas envolvidas na entrega/recebimento da propina: Além


dos responsáveis acima nominados para entrega, o próprio ex-Deputado recebia
valores em espécie, cheques ou TEDs oriundos de propina.

1.10. DO PAGAMENTO DE PROPINA AO DEP. SERGIO RICARDO DE


ALMEIDA

1. Deputado Estadual entre 1.2.2003 a 15.5.2012;

2. Recebeu propina mensal em três condições distintas

RESPONS
VALO VALO VALO
NOME ÁVEL IMPOS
PERÍ R MES R R
DEPUT PELO TO
ODO MEN ES LÍQUI TOTA
ADO PAGAME PAGO
SAL DO L
NTO
José Riva
Silval
01/02 Sergio Barbosa
R$ R$ R$ R$
/03 a Ricardo Tegivan
30.000 48 1.440.0 480.000 1.920.0
31/01 de Nico
,00 00,00 ,00 00,00
/07 Almeida Baracat
Edemar
Adams
José Riva
Sergio
01/02 Sergio
Ricardo R$ R$ R$ R$
/07 a Ricardo
Edemar 90.000 48 4.320.0 1.440.0 5.760.0
31/01 de
Adams ,00 00,00 00,00 00,00
/11 Almeida Luiz
Pommot
01/02 Sergio
José Riva R$ R$ R$ R$
/11 a Ricardo
Sergio 150.00 15 2.400.0 800.000 3.200.0
15/05 de
Ricardo 0,00 00,00 ,00 00,00
/12 Almeida

19 Informação acredita-se inédita

Página 16 de 105
Luiz
Pommot
Mauro
Savi

3. Atestou falsamente o recebimento de materiais e serviços não


entregues/prestados à ALMT pelas empresas alhures citadas como forma de
conferir suporte ao pagamento de propina. Vide documentos XXXXXXX

4. Suposto sócio oculto da empresa XXXXXXXXX. Frise-se que


essa empresa possuía vultoso contrato com a ALMT para XXXXXXXXX,
porém, apenas 50% (cinquenta por cento) dos serviços eram efetivamente
realizados sendo o restante devolvido em espécie para atender o esquema de
propina20***.

5. Pessoas envolvidas na lavagem de dinheiro: Ricardo Novis Neves

6. Pessoas envolvidas na entrega/recebimento da propina: Além


dos responsáveis acima nominados, o Sr. Sergio Ricardo se utilizava do
XXXXXXXXX21

1.11. DO PAGAMENTO DE PROPINA AO DEP. GILMAR DONIZETE


FABRIS

1. Deputado Estadual entre 7.10.2003 a 01.2.2013;

2. Recebeu propina mensal em 5 (cinco) condições distintas:

RESPONS
VALO VALO VALO
NOME ÁVEL IMPOS
PERÍ R MES R R
DEPUT PELO TO
ODO MEN ES LÍQUI TOTA
ADO PAGAME PAGO
SAL DO L
NTO
07/10 José Riva
R$ R$ R$ R$
/03 a Gilmar Silval
30.000 16 480.000 160.000 640.000
31/01 Fabris Barbosa
,00 ,00 ,00 ,00
/05 Tegivan

20 Informação acredita-se inédita


21 Informação acredita-se inédita

Página 17 de 105
Nico
Baracat
Edemar
Adams
José Riva
Silval
01/02 Barbosa
R$ R$ R$ R$
/05 a Gilmar Tegivan
35.000 24 840.000 280.000 1.120.0
31/01 Fabris Nico
,00 ,00 ,00 00,00
/07 Baracat
Edemar
Adams
Sergio
01/02
Ricardo R$ R$ R$ R$
/07 a Gilmar
José Riva 35.000 48 1.680.0 560.000 2.240.0
31/01 Fabris
Edemar ,00 00,00 ,00 00,00
/11
Adams
Mauro
Savi
01/02 Sergio
R$ R$ R$ R$
/11 a Gilmar Ricardo
100.00 24 2.400.0 800.000 3.200.0
31/01 Fabris Luiz
0,00 00,00 ,00 00,00
/13 Pommot
Romoaldo
Junior
Mauro
Savi
01/02 Sergio
R$ R$ R$
/12 a Gilmar Ricardo 3.600.0
150.00 24 1.200.0 4.800.0
31/01 Fabris Luiz 00,00
0,00 00,00 00,00
/15 Pommot
Romoaldo
Junior

3. Atestou falsamente o recebimento de materiais e serviços não


entregues/prestados à ALMT pelas empresas alhures citadas como forma de
conferir suporte ao pagamento de propina. Vide documentos XXXXXXXX.

4. Recebeu propina através de transferências bancárias (TED) - no


valor de R$100.000,00 (cem mil reais). Conforme comprovante, houve
transferência bancária da empresa XXXXXXXX referente a 1 (um) mês de

Página 18 de 105
propina na conta de XXXXXXXXXXX pago mediante recursos da
ALMT.22***

5. Pessoas envolvidas na entrega/recebimento da propina: Além


dos responsáveis acima nominados para entrega, tanto o próprio Deputado
quanto o XXXXXXXXXX recebiam valores em espécie ou cheques oriundos de
propina, inclusive com depósitos em suas respectivas contas.

6. Elementos de corroboração adicionais: Documentos apreendidos


durante cumprimento de busca e apreensão sofrida pelo XXXXXXXXXX.
Trata-se de valores encaminhados por aquele operador aos beneficiários a seguir
que foram depositados a pedido do colaborador, mas para o Sr. Gilmar Fabris,
referente à propina e aquisição de XXXXXXXXXX.

7. Elementos de corroboração adicionais: Conforme planilha


descritiva apresentada nos autos da Operação Ventríloquo, o Deputado Gilmar
Fabris se utilizou da Sra. Ana Paula para receber um valor total de R$ 95.000,00
(noventa e cinco mil reais) como propina desvendada da referida operação.

1.12. DO PAGAMENTO DE PROPINA À DEP. LUCIANE BEZERRA

1. Deputada Estadual entre 01.2.2011 a 01.1.2015;

2. Atual Prefeita de Juara/MT;

3. Recebeu propina mensal em 1 (uma) condição:

RESPONS
VALO VALO VALO
NOME ÁVEL IMPO
PERÍ R MES R R
DEPUT PELO STO
ODO MEN ES LÍQUI TOTA
ADO PAGAME PAGO
SAL DO L
NTO
01/02 Sergio
R$ R$ R$ R$
/11 a Luciane Ricardo
50.000 48 2.400.0 800.00 3.200.0
31/01 Bezerra Mauro
,00 00,00 0,00 00,00
/15 Savi

22 Informação acredita-se inédita

Página 19 de 105
Romoaldo
Junior
Luiz
Pommot

4. Atestou falsamente o recebimento de materiais e serviços não


entregues/prestados à ALMT pelas empresas alhures citadas como forma de
conferir suporte ao pagamento de propina.

5. Pessoas envolvidas na entrega/recebimento da propina: Além dos


responsáveis acima nominados para entrega, tanto a própria Deputada quanto a
XXXXXXXX23*** recebiam valores em espécie ou cheques oriundos de
propina, inclusive com depósitos em suas respectivas contas.

6. Elementos de corroboração adicional: Conforme planilha descritiva


apreendida na XXXXXXXXX a Deputada Luciane Bezerra recebeu R$
816.000,00 (oitocentos e dezesseis mil reais) em 30.6.2012 e R$ 58.814,00
(cinquenta e oito mil oitocentos e quatorze) em 24.7.2012 a título de propina extra
em decorrência de operação realizada por Sergio Ricardo de Almeida junto a
Ricardo Novis Neves. A expressão XXXXXXX refere-se à empresa vinculada à
ex-Deputada24***.

7. Elementos de corroboração adicionais: Conforme planilha descritiva


apresentada nos autos da XXXXXXX a Deputada Luciane Bezerra se utilizou
empresa XXXXXXX para receber, em 25.2.2014, um valor total de R$ 50.000,00
referente a 1 (um) mês de propina desvendada da referida operação.

1.13. DO PAGAMENTO DE PROPINA AO DEP. ROMOALDO JUNIOR

1. Deputado Estadual entre 01.2.2011 a 31.1.2015;

2. Recebeu propina mensal em 2 (duas) condições distintas:

NOME RESPONS IMPO


PERÍ VALO MES VALO VALO
DEPUT ÁVEL STO
ODO R ES R R
ADO PELO PAGO

23 Informação acredita-se inédita


24 Informação acredita-se inédita

Página 20 de 105
PAGAME MENS LÍQUI TOTA
NTO AL DO L
Sergio
Ricardo
01/02 Mauro
Romoal R$ R$ R$ R$
/11 a Savi
do 50.000 30 1.500.0 500.00 2.000.0
31/07 Romoaldo
Junior ,00 00,00 0,00 00,00
/13 Junior
Luiz
Pommot
Sergio
Ricardo
01/08 Mauro
Romoal R$ R$ R$
/13 a Savi 2.700.0
do 150.00 18 900.00 3.600.0
31/01 Romoaldo 00,00
Junior 0,00 0,00 00,00
/15 Junior
Luiz
Pommot

3. Atestou falsamente o recebimento de materiais e serviços não


entregues/prestados à ALMT pelas alhures citadas como forma de conferir
suporte ao pagamento de propina. Documentos acostados pelo colaborador
XXXXXXX.

4. Pessoas envolvidas na entrega/recebimento da propina: Além


dos responsáveis acima nominados para entrega, tanto o próprio Deputado
quanto o XXXXXXXXXX recebiam valores em espécie ou cheques oriundos de
propina, inclusive com depósitos em suas respectivas contas.

5. Elementos de corroboração adicionais: Conforme planilha


descritiva apresentada pelo colaborador nos XXXXXXX o Deputado Romoaldo
se utilizou das empresas XXXXX e XXXXXX para receber um valor total de R$
1.109.900,00 (um milhão cento e nove mil novecentos reais) referente a propina
desvendada na referida operação.

1.14. DO PAGAMENTO DE PROPINA AO DEP. MAKSUÊS LEITE

1. Deputado Estadual entre 01.2.2007 a 31.1.2011;

2. Recebeu propina mensal em 1 (uma) condição:

Página 21 de 105
RESPONS
VALO VALO VALO
NOME ÁVEL IMPO
PERÍ R MES R R
DEPUT PELO STO
ODO MEN ES LÍQUI TOTA
ADO PAGAME PAGO
SAL DO L
NTO
Sergio
01/02
Ricardo R$ R$ R$ R$
/07 a Maksue
José Riva 30.000 48 1.440.0 480.00 1.920.0
31/01 s Leite
Edemar ,00 00,00 0,00 00,00
/11
Adams

3. Atestou falsamente o recebimento de materiais e serviços não


entregues/prestados à ALMT pelas empresas alhures citadas como forma de
conferir suporte ao pagamento de propina. Vide documentos acostados pelo
colaborador XXXXXXXXX.

4. Colaborador que confessou o esquema de propina mensal na


ALMT.

5. Utilizava-se da empresa XXXXXXXX para recebimento e


lavagem de dinheiro da propina XXXXXXXX.

6. Elementos de corroboração adicional: Conforme planilha


descritiva apreendida na XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX através de
empréstimo realizado por Ricardo Novis Neves a pedido de Sergio Ricardo de
Almeida.

7. Pessoas envolvidas na entrega/recebimento da propina: Além


dos responsáveis acima nominados para entrega, tanto o próprio ex-Deputado
quanto o Sr. XXXXXXXX recebiam valores em espécie ou cheques oriundos de
propina, inclusive com depósitos em suas respectivas contas.

1.15. DO PAGAMENTO DE PROPINA AO DEP. WALTER MACHADO


RABELLO JUNIOR

1. Deputado Estadual entre 01.2.2008 a 09.2.2014;

2. Recebeu propina mensal em 2 (duas) condições distintas:


Página 22 de 105
RESPONS
VALO VALO VALO
NOME ÁVEL IMPO
PERÍ R MES R R
DEPUT PELO STO
ODO MEN ES LÍQUI TOTA
ADO PAGAME PAGO
SAL DO L
NTO
Sergio
01/02
Ricardo R$ R$ R$ R$
/08 a Walter
José Riva 30.000 16 480.000 160.00 640.000
11/06 Rabelo
Edemar ,00 ,00 0,00 ,00
/08
Adams
Sergio
Ricardo
01/02 Mauro
R$ R$ R$ R$
/11 a Walter Savi
50.000 47 2.350.0 783.00 3.133.0
09/12 Rabelo Luiz
,00 00,00 0,00 00,00
/14 Pommot
Romoaldo
Junior

3. Atestou falsamente o recebimento de materiais e serviços não


entregues/prestados à ALMT pelas empresas alhures citadas como forma de
conferir suporte ao pagamento de propina. Vide documentos acostados pelo
colaborador XXXXXXXX

4. Pessoas envolvidas na entrega/recebimento da propina: Além


dos responsáveis acima nominados para entrega, tanto o próprio ex-Deputado
quanto o XXXXXXXXX recebiam valores em espécie ou cheques oriundos de
propina, inclusive com depósitos em suas respectivas contas.

5. Elementos de corroboração adicional: Conforme planilha


descritiva apreendida XXXXXXXXXXX o ex-Deputado Walter Rabelo recebeu
propina do Sr. Ricardo Novis Neves através de Sergio Ricardo de Almeida nos
seguintes valores: XXXXXXXX

1.16. DO PAGAMENTO DE PROPINA AO COLABORADOR

1. Deputado Estadual entre 01.2.2003 a 31.1.2015;

2. Recebeu propina mensal em 4 (quatro) condições distintas:

Página 23 de 105
RESPONS
VALO VALO VALO
NOME ÁVEL IMPOS
PERÍ R MES R R
DEPUT PELO TO
ODO MEN ES LÍQUI TOTA
ADO PAGAME PAGO
SAL DO L
NTO
José Riva
Silval
01/02 Barbosa
José R$ R$ R$ R$
/03 a Tegivan
Geraldo 90.000 48 4.320.0 1.440.0 5.760.0
31/01 Nico
Riva ,00 00,00 00,00 00,00
/07 Baracat
Edemar
Adams
José Riva
01/02
José Sergio R$ R$ R$ R$
/07 a
Geraldo Ricardo 90.000 24 2.160.0 720.000 2.880.0
31/01
Riva Edemar ,00 00,00 ,00 00,00
/09
Adams
01/02 Sergio
José R$ R$ R$ R$
/09 a Ricardo
Geraldo 105.00 18 1.890.0 630.000 2.520.0
31/07 Edemar
Riva 0,00 00,00 ,00 00,00
/10 Adams
Mauro
Savi
01/02 Sergio
José R$ R$ R$ R$
/12 a Ricardo
Geraldo 150.00 48 7.200.0 2.400.0 9.600.0
31/01 Luiz
Riva 0,00 00,00 00,00 00,00
/15 Pommot
Romoaldo
Junior

3. Atestou falsamente o recebimento de materiais e serviços não


entregues/prestados à ALMT pelas empresas alhures citadas como forma de
conferir suporte ao pagamento de propina. Vide documentos acostados pelo
colaborador XXXXXXXXX

4. Existência de notas promissórias descontadas perante


XXXXXXXXXXXXXX como forma de viabilizar o sistema de pagamento de
propina (Doc. 51).

5. Pessoas envolvidas na entrega/recebimento da propina: Além


dos responsáveis acima nominados para entrega, o colaborador recebia os valores

Página 24 de 105
em espécie ou cheques oriundos de propina, inclusive com depósitos em factorings
e agiotas para pagamento de empréstimos.

6. Elementos de corroboração adicionais: Conforme planilha


descritiva apresentada pelo colaborador XXXXXXXXXXXXXXXX para
receber um valor total de R$806.000,00 (oitocentos e seis mil reais) referente a
propina desvendada na referida operação.

1.17. DO PAGAMENTO DE PROPINA AO DEP. LUIZ MARINHO DE


SOUZA BOTELHO

1. Deputado Estadual entre 01.2.2011 a 31.1.2015;

2. Recebeu propina mensal em 1 (uma) condição:

RESPONS
VALO VALO VALO
NOME ÁVEL IMPO
PERÍ R MES R R
DEPUT PELO STO
ODO MEN ES LÍQUI TOTA
ADO PAGAME PAGO
SAL DO L
NTO
Sergio
Ricardo
01/02 Mauro
Luiz R$ R$ R$ R$
/11 a Savi
Marinh 50.000 48 2.400.0 800.00 3.200.0
31/01 Romoaldo
o ,00 00,00 0,00 00,00
/15 Junior
Luiz
Pommot

3. Atestou falsamente o recebimento de materiais e serviços não


entregues/prestados à ALMT pelas empresas alhures citadas como forma de
conferir suporte ao pagamento de propina. Documentos acostados pelo
colaborador XXXXXXXXXXXXXXXXXXX

4. Pessoas envolvidas na entrega/recebimento da propina: Além


dos responsáveis acima nominados para entrega, tanto o próprio Deputado
quanto a XXXXXXXXXX recebiam valores em espécie ou cheques oriundos de
propina, inclusive com eventuais depósitos em suas respectivas contas.

Página 25 de 105
1.18. DO PAGAMENTO DE PROPINA AO DEP. ALEXANDRE LUIZ
CESAR

1. Deputado Estadual entre 01.1.2013 a 31.1.2015;

2. Recebeu propina mensal em 1 (uma) condição:

RESPONS
VALO VALO VALO
NOME ÁVEL IMPO
PERÍ R MES R R
DEPUT PELO STO
ODO MEN ES LÍQUI TOTA
ADO PAGAME PAGO
SAL DO L
NTO
Sergio
Ricardo
01/01 Mauro
R$ R$ R$
/13 a Alexand Savi 1.666.0
50.000 25 1.250.0 416.00
31/01 re Cesar Romoaldo 00,00
,00 00,00 0,00
/15 Junior
Luiz
Pommot

3. Atestou falsamente o recebimento de materiais e serviços não


entregues/prestados à ALMT pelas empresas alhures citadas como forma de
conferir suporte ao pagamento de propina. Documentos acostados pelo
colaborador referentes XXXXXXXXXXXXXXXXX

4. Pessoas envolvidas na entrega/recebimento da propina: Além


dos responsáveis acima nominados para entrega, somente o próprio Deputado
recebia valores em espécie oriundos de propina.

1.19. DO PAGAMENTO DE PROPINA AO DEP. ZECA VIANA

1. Deputado Estadual entre 01.2.2011 a 31.1.2015;

2. Recebeu propina mensal em 1 (uma) condição:

NOME RESPONS IMPO


PERÍ VALO MES VALO VALO
DEPUT ÁVEL STO
ODO R ES R R
ADO PELO PAGO
Página 26 de 105
PAGAME MEN LÍQUI TOTA
NTO SAL DO L
Sergio
Ricardo
01/02 Mauro
R$ R$ R$ R$
/11 a Zeca Savi
50.000 48 2.400.0 800.00 3.200.0
31/01 Viana Romoaldo
,00 00,00 0,00 00,00
/15 Junior
Luiz
Pommot

3. Atestou falsamente o recebimento de materiais e serviços não


entregues/prestados à ALMT pelas empresas alhures citadas como forma de
conferir suporte ao pagamento de propina. Documentos a ser acostados pelo
colaborador referentes XXXXXXXXXXXXXXXXXX

4. Pessoas envolvidas na entrega/recebimento da propina: Além


dos responsáveis acima nominados para entrega, tanto o próprio Deputado como
a XXXXXXXX25*** recebiam valores em espécie oriundos de propina.

1.20. DO PAGAMENTO DE PROPINA AO DEP. DILMAR DAL’BOSCO

1. Deputado Estadual entre 01.2.2011 a 31.1.2015;

2. Recebeu propina mensal em 1 (uma) condição:

RESPONS
VALO VALO VALO
NOME ÁVEL IMPO
PERÍ R MES R R
DEPUT PELO STO
ODO MEN ES LÍQUI TOTA
ADO PAGAME PAGO
SAL DO L
NTO
Sergio
Ricardo
01/02 Mauro
Dilmar R$ R$ R$ R$
/11 a Savi
Dal’Bos 50.000 48 2.400.0 800.00 3.200.0
31/01 Romoaldo
co ,00 00,00 0,00 00,00
/15 Junior
Luiz
Pommot

25 Informação acredita-se inédita


Página 27 de 105
3. Atestou falsamente o recebimento de materiais e serviços não
entregues/prestados à ALMT pelas empresas alhures citadas como forma de
conferir suporte ao pagamento de propina.). Documentos acostados pelo
colaborador XXXXXXXXXX

4. Pessoas envolvidas na entrega/recebimento da propina: Além


dos responsáveis acima nominados para entrega, tanto o próprio Deputado como
o Sr. XXXXXXXXXXX26*** recebiam valores em espécie oriundos de propina.

1.21. DO PAGAMENTO DE PROPINA AO DEP. EZEQUIEL ÂNGELO


FONSECA

1. Deputado Estadual entre 01.2.2011 a 31.1.2015;

2. Recebeu propina mensal em 1 (uma) condição:

RESPONS
VALO VALO VALO
NOME ÁVEL IMPO
PERÍ R MES R R
DEPUT PELO STO
ODO MEN ES LÍQUI TOTA
ADO PAGAME PAGO
SAL DO L
NTO
Sergio
Ricardo
01/02 Mauro
Ezequie R$ R$ R$ R$
/11 a Savi
l 50.000 48 2.400.0 800.00 3.200.0
31/01 Romoaldo
Fonseca ,00 00,00 0,00 00,00
/15 Junior
Luiz
Pommot

3. Atestou falsamente o recebimento de materiais e serviços não


entregues/prestados à ALMT pelas empresas alhures citadas como forma de
conferir suporte ao pagamento de propina. Documentos acostados pelo
colaborador XXXXXXXXXXXXXXX.

4. Pessoas envolvidas na entrega/recebimento da propina: Além


dos responsáveis acima nominados para entrega, tanto o próprio Deputado como
o XXXXXXXX27*** recebiam valores em espécie oriundos de propina.
26 Informação acredita-se inédita
27 Informação acredita-se inédita
Página 28 de 105
1.22. DO PAGAMENTO DE PROPINA AO DEP. BAIANO FILHO

1. Deputado Estadual entre 01.2.2011 a 31.1.2015;

2. Recebeu propina mensal em 1 (uma) condição:

RESPONS
VALO VALO VALO
NOME ÁVEL IMPO
PERÍ R MES R R
DEPUT PELO STO
ODO MEN ES LÍQUI TOTA
ADO PAGAME PAGO
SAL DO L
NTO
Sergio
Ricardo
01/02 Mauro
R$ R$ R$ R$
/11 a Baiano Savi
50.000 48 2.400.0 800.00 3.200.0
31/01 Filho Romoaldo
,00 00,00 0,00 00,00
/15 Junior
Luiz
Pommot

3. Atestou falsamente o recebimento de materiais e serviços não


entregues/prestados à ALMT pelas empresas alhures citadas como forma de
conferir suporte ao pagamento de propina. Documentos acostados pelo
colaborador referentes XXXXXXXXXXXXXXX..

4. Pessoas envolvidas na entrega/recebimento da propina: Além


dos responsáveis acima nominados para entrega, tanto o próprio Deputado como
o XXXXXXXXXXXX recebiam valores em espécie oriundos de propina.

1.23. DO PAGAMENTO DE PROPINA A DEP. TETE BEZERRA

1. Deputado Estadual entre 01.2.2011 a 31.1.2015;

2. Recebeu propina mensal em 1 (uma) condição:

Página 29 de 105
RESPONS
VALO VALO VALO
NOME ÁVEL IMPO
PERÍ R MES R R
DEPUT PELO STO
ODO MEN ES LÍQUI TOTA
ADO PAGAME PAGO
SAL DO L
NTO
Sergio
Ricardo
01/02 Mauro
R$ R$ R$ R$
/11 a Tete Savi
50.000 48 2.400.0 800.00 3.200.0
31/01 Bezerra Romoaldo
,00 00,00 0,00 00,00
/15 Junior
Luiz
Pommot

3. Atestou falsamente o recebimento de materiais e serviços não


entregues/prestados à ALMT pelas empresas alhures citadas como forma de
conferir suporte ao pagamento de propina. Documentos acostados
XXXXXXXXX.

4. Pessoas envolvidas na entrega/recebimento da propina: Além


dos responsáveis acima nominados para entrega, tanto a própria Deputada como
XXXXXX recebiam valores em espécie oriundos de propina.

1.24. DO PAGAMENTO DE PROPINA AO ONDANIR BORTOLINI


(NININHO)

1. Deputado Estadual entre 01.2.2011 a 31.1.2015;

2. Recebeu propina mensal em 1 (uma) condição:

RESPONS
VALO VALO VALO
NOME ÁVEL IMPO
PERÍ R MES R R
DEPUT PELO STO
ODO MEN ES LÍQUI TOTA
ADO PAGAME PAGO
SAL DO L
NTO
Sergio
01/02 Ricardo
Ondanir R$ R$ R$ R$
/11 a Mauro
Bortolin 50.000 48 2.400.0 800.00 3.200.0
31/01 Savi
i ,00 00,00 0,00 00,00
/15 Romoaldo
Junior

Página 30 de 105
Luiz
Pommot

3. Atestou falsamente o recebimento de materiais e serviços não


entregues/prestados à ALMT pelas empresas alhures citadas como forma de
conferir suporte ao pagamento de propina. Documentos acostados pelo
colaborador referentes XXXXXXXXXXXXXXXX

4. Pessoas envolvidas na entrega/recebimento da propina: Além


dos responsáveis acima nominados para entrega, tanto o próprio Deputado como
o Assessor XXXXXXXX recebiam valores em espécie oriundos de propina.

1.25. DO PAGAMENTO DE PROPINA AO DEP. EMANUEL PINHEIRO

1. Deputado Estadual entre 02.2.2011 a 31.1.2015;

2. Recebeu propina mensal em 1 (uma) condição:

RESPONS
VALO VALO VALO
NOME ÁVEL IMPO
PERÍ R MES R R
DEPUT PELO STO
ODO MEN ES LÍQUI TOTA
ADO PAGAME PAGO
SAL DO L
NTO
Sergio
Ricardo
01/02 Emanue Mauro
R$ R$ R$ R$
/11 a l Savi
50.000 48 2.400.0 800.00 3.200.0
31/01 Pinheir Romoaldo
,00 00,00 0,00 00,00
/15 o Junior
Luiz
Pommot

3. Atestou falsamente o recebimento de materiais e serviços não


entregues/prestados à ALMT pelas empresas alhures citadas como forma de
conferir suporte ao pagamento de propina. Documentos acostados pelo
colaborador referentes XXXXXXXXXXXXXXXX.

4. Pessoas envolvidas na entrega/recebimento da propina: Além


dos responsáveis acima nominados para entrega, o próprio ex-Deputado recebia
valores em espécie oriundos de propina.
Página 31 de 105
1.26. DO PAGAMENTO DE PROPINA AO DEP. LUIZINHO
MAGALHÃES

1. Deputado Estadual entre 02.2.2011 a 31.12.2011;

2. Recebeu propina mensal em 1 (uma) condição:

RESPONS
VALO VALO VALO
NOME ÁVEL IMPO
PERÍO R MES R R
DEPUT PELO STO
DO MEN ES LÍQUI TOTA
ADO PAGAME PAGO
SAL DO L
NTO
Sergio
02/02/
Luizinho Ricardo R$ R$ R$ R$
11 a
Magalhã Mauro Savi 25.000 11 225.00 75.000, 300.00
31/12/
es Luiz ,00 0,00 00 0,00
11
Pommot

3. Na condição de primeiro suplente, o Dep. Luizinho assumiu como


deputado em decorrência da assunção do Dep. Azambuja ao cargo de Secretário
de Esportes e posteriormente, já no ano de 2012, na vaga de outros deputados por
diversos períodos, dentre eles em abril de 2012, quando assinou relatório de
recebimento de materiais.

4. Atestou falsamente o recebimento de materiais e serviços não


entregues/prestados à ALMT pelas empresas alhures citadas como forma de
conferir suporte ao pagamento de propina. Documentos pelo colaborador
referentes XXXXXXX

5. Pessoas envolvidas na entrega/recebimento da propina: Além


dos responsáveis acima nominados para entrega, tanto o próprio ex-Deputado
quanto o XXXXXXX recebiam valores em espécie oriundos de propina.

1.27. DO PAGAMENTO DE PROPINA AO DEP. NELDO WEIRICH

Página 32 de 105
1. Deputado Estadual entre 09/10/2013 a aprox.6 meses
posteriores;

2. Recebeu propina mensal em 1 (uma) condição:

RESPONS
VALO VALO VALO
NOME ÁVEL IMPO
PERÍO R MES R R
DEPUT PELO STO
DO MEN ES LÍQUI TOTA
ADO PAGAME PAGO
SAL DO L
NTO
Romoaldo
09/10/ Junior R$ R$ R$ R$
Neldo
13 a 6 Mauro Savi 50.000 6 300.00 100.00 400.00
Weirich
meses Luiz ,00 0,00 0,00 0,00
Pommot

3. Atestou falsamente o recebimento de materiais e serviços não


entregues/prestados à ALMT pelas empresas alhures citadas como forma de
conferir suporte ao pagamento de propina.

4. O Colaborador não encontrou documentos relativos ao


recebimento de materiais por parte do Sr. Neldo Weirich.

5. Pessoas envolvidas na entrega/recebimento da propina: Além


dos responsáveis acima nominados para entrega, somente o próprio ex-Deputado
recebia valores em espécie oriundos de propina.

1.28. DO PAGAMENTO DE PROPINA AO DEP. CARLOS AVALONE

1. Deputado Estadual 05/05/11 a aprox. 4 meses posteriores;

2. Recebeu propina mensal em 1 (uma) condição:

RESPONS
VALO VALO VALO
NOME ÁVEL IMPO
PERÍO R MES R R
DEPUT PELO STO
DO MEN ES LÍQUI TOTA
ADO PAGAME PAGO
SAL DO L
NTO

Página 33 de 105
Sergio
05/05/ Ricardo R$ R$ R$ R$
Carlos
11 a 4 Mauro savi 50.000 4 200.00 66.000, 266.00
Avalone
meses Luiz ,00 0,00 00 0,00
Pommot

3. Atestou falsamente o recebimento de materiais e serviços não


entregues/prestados à ALMT pelas empresas alhures citadas como forma de
conferir suporte ao pagamento de propina.

4. O Colaborador não encontrou documentos relativos ao


recebimento de materiais por parte do Sr. Carlos Avalone

5. Pessoas envolvidas na entrega/recebimento da propina: Além


dos responsáveis acima nominados para entrega, tanto o ex-Deputado quanto
XXXXXXX recebiam valores em espécie oriundos de propina.

1.29 - DO PAGAMENTO DE PROPINA AO DEP. CARLOS ANTÔNIO


AZAMBUJA

1. Deputado Estadual entre 03/06/09 a 31/01/11;

2. Recebeu propina mensal em 2 (duas) condições distintas:

RESPONS
VALO VALO VALO
NOME ÁVEL IMPO
PERÍ R MES R R
DEPUT PELO STO
ODO MEN ES LÍQUI TOTA
ADO PAGAME PAGO
SAL DO L
NTO
Sergio
03/06
Carlos Ricardo R$ R$ R$ R$
/09 a
Azambu José Riva 30.000 20 600.000 200.00 800.000
31/01
ja Edemar ,00 ,00 0,00 ,00
/11
Adams
Sergio
01/02 Ricardo
Carlos R$ R$ R$ R$
/11 a Mauro
Azambu 50.000 48 2.400.0 800.00 3.200.0
31/01 Savi
ja ,00 00,00 0,00 00,00
/15 Romoaldo
Junior

Página 34 de 105
Luiz
Pommot

3. Atestou falsamente o recebimento de materiais e serviços não


entregues/prestados à ALMT pelas empresas alhures citadas como forma de
conferir suporte ao pagamento de propina. Documentos acostados pelo
colaborador XXXXXXXXXXXXXXXXX.

4. Pessoas envolvidas na entrega/recebimento da propina: Além


dos responsáveis acima nominados para entrega, somente o próprio ex-Deputado
recebia valores em espécie oriundos de propina.

1.30. DO PAGAMENTO DE PROPINA AO DEP. FRANCISCO BELO


GALINDO

1. Deputado Estadual entre 01.12.2007 a 31.12.2008;

2. Recebeu propina mensal em 1 (uma) condição:

RESPONS
VALO VALO VALO
NOME ÁVEL IMPO
PERÍO R MES R R
DEPUT PELO STO
DO MEN ES LÍQUI TOTA
ADO PAGAME PAGO
SAL DO L
NTO
Sergio
01/02/ Ricardo
Francisc R$ R$ R$ R$
07 a José Riva
o 30.000 23 690.00 230.00 920.00
31/12/ Edemar
Galindo ,00 0,00 0,00 0,00
08 Adams
Mauro Savi

3. Atestou falsamente o recebimento de materiais e serviços não


entregues/prestados à ALMT pelas empresas alhures citadas como forma de
conferir suporte ao pagamento de propina. Documentos acostados pelo
colaborador referentes XXXXXXXXXXXXXXX.

4. Pessoas envolvidas na entrega/recebimento da propina: Além


dos responsáveis acima nominados para entrega, somente o próprio ex-Deputado
recebia valores em espécie oriundos de propina.

Página 35 de 105
1.31 - DO PAGAMENTO DE PROPINA AO DEP. AIRTON RONDINA

1. Deputado Estadual entre 01.12.2007 a 31.1.2015;

2. Recebeu propina mensal em 2 (duas) condições distintas:

RESPONS
VALO VALO VALO
NOME ÁVEL IMPO
PERÍ R MES R R
DEPUT PELO STO
ODO MEN ES LÍQUI TOTA
ADO PAGAME PAGO
SAL DO L
NTO
Sergio
01/02
Ricardo R$ R$ R$ R$
/07 a Airton
José Riva 30.000 48 1.440.0 480.00 1.920.0
31/01 Rondina
Edemar ,00 00,00 0,00 00,00
/11
Adams
Sergio
Ricardo
01/02 Mauro
R$ R$ R$ R$
/11 a Airton Savi
50.000 48 2.400.0 800.00 3.200.0
31/01 Rondina Romoaldo ,00 00,00 0,00 00,00
/15 Junior
Luiz
Pommot

3. Atestou falsamente o recebimento de materiais e serviços não


entregues/prestados à ALMT pelas empresas alhures citadas como forma de
conferir suporte ao pagamento de propina. Documentos acostados pelo
colaborador referentes XXXXXXXXXXXXXXXXXX.

4. Pessoas envolvidas na entrega/recebimento da propina: Além


dos responsáveis acima nominados para entrega, tanto o próprio ex-Deputado
quanto XXXXXXXXXXXXXXXX recebiam eventualmente valores em espécie
oriundos de propina.

1.32. DO PAGAMENTO DE PROPINA AO DEP. WAGNER RAMOS

1. Deputado Estadual entre 14.12.2007 a 31.1.2015;

2. Recebeu propina mensal em 2 (duas) condições distintas:

Página 36 de 105
RESPONS
VALO VALO VALO
NOME ÁVEL IMPO
PERÍ R MES R R
DEPUT PELO STO
ODO MEN ES LÍQUI TOTA
ADO PAGAME PAGO
SAL DO L
NTO
Sergio
01/02
Ricardo R$ R$ R$ R$
/07 a Wagner
José Riva 30.000 38 1.140.0 380.00 1.520.0
31/01 Ramos
Edemar ,00 00,00 0,00 00,00
/11
Adams
Sergio
Ricardo
01/02 Mauro
R$ R$ R$ R$
/11 a Wagner Savi
50.000 48 2.400.0 800.00 3.200.0
31/01 Ramos Romoaldo
,00 00,00 0,00 00,00
/15 Junior
Luiz
Pommot

3. Atestou falsamente o recebimento de materiais e serviços não


entregues/prestados à ALMT pelas empresas alhures citadas como forma de
conferir suporte ao pagamento de propina. Documentos acostados pelo
colaborador XXXXXXXX

4. Pessoas envolvidas na entrega/recebimento da propina: Além


dos responsáveis acima nominados para entrega, somente o próprio Deputado
recebia valores em espécie e cheques oriundos de propina.

1.33. DO PAGAMENTO DE PROPINA AO DEP. SEBASTIÃO REZENDE

1. Deputado Estadual entre 01.03.2003 a 31.1.2015;

2. Recebeu propina mensal em 3 (três) condições distintas:

RESPONS
VALO VALO VALO
NOME ÁVEL IMPO
PERÍ R MES R R
DEPUT PELO STO
ODO MEN ES LÍQUI TOTA
ADO PAGAME PAGO
SAL DO L
NTO

Página 37 de 105
José Riva
Sival
01/02 Barbosa
Sebastiã R$ R$ R$ R$
/03 a Tegivan
o 30.000 24 720.000 240.00 960.000
31/01 Nico
Rezende ,00 ,00 0,00 ,00
/05 Baracat
Edemar
Adams
José Riva
Silval
Barbosa
Edemar
01/02
Sebastiã Adams R$ R$ R$ R$
/05 a
o Sergio 35.000 72 2.520.0 840.00 3.360.0
31/01
Rezende Ricardo ,00 00,00 0,00 00,00
/11
Mauro
Savi
Luiz
Pommot
Sergio
Ricardo
01/02 Mauro
Sebastiã R$ R$ R$ R$
/11 a Savi
o 50.000 48 2.400.0 800.00 3.200.0
31/01 Luiz
Rezende ,00 00,00 0,00 00,00
/15 Pommot
Romoaldo
Junior

3. Atestou falsamente o recebimento de materiais e serviços não


entregues/prestados à ALMT pelas empresas alhures citadas como forma de
conferir suporte ao pagamento de propina. Documentos acostados pelo
colaborador referentes XXXXXXXXXXXXXXXXXXXX.

4. Pessoas envolvidas na entrega/recebimento da propina: Além


dos responsáveis acima nominados para entrega, tanto o próprio Deputado
quanto XXXXXXXXXXXXXXXXXX recebiam eventualmente valores em
espécie e cheques oriundos de propina.

Página 38 de 105
1.34. DO PAGAMENTO DE PROPINA AO DEP. HERMÍNIO J.
BARRETO

1. Ex-Deputado Estadual;

2. Recebeu propina mensal em 3 (três) condições distintas:

RESPONS
VALO VALO VALO
NOME ÁVEL IMPO
PERÍ R MES R R
DEPUT PELO STO
ODO MEN ES LÍQUI TOTA
ADO PAGAME PAGO
SAL DO L
NTO
Silval
01/02
Hermíni Barbosa R$ R$ R$ R$
/05 a
o José Riva 30.000 24 720.000 240.00 960.000
31/01
Barreto Edemar ,00 ,00 0,00 ,00
/07
Adams
Sergio
Ricardo
01/02 Mauro
Hermíni R$ R$ R$ R$
/11 a Savi
o 50.000 48 2.400.0 800.00 3.200.0
31/01 Luiz
Barreto ,00 00,00 0,00 00,00
/15 Pommot
Romoaldo
Junior

3. Atestou falsamente o recebimento de materiais e serviços não


entregues/prestados à ALMT pelas empresas alhures citadas como forma de
conferir suporte ao pagamento de propina. Documentos acostados pelo
colaborador referentes XXXXXXXXXXXXXXXXXX.

4. Pessoas envolvidas na entrega/recebimento da propina: Além


dos responsáveis acima nominados para entrega, tanto o próprio Deputado
quanto o XXXXXXXXXXXXX recebiam eventualmente valores em espécie e
cheques oriundos de propina.

1.35. DO PAGAMENTO DE PROPINA AO DEP. HUMBERTO BOSAIPO

1. Ex-Deputado Estadual e ex-Conselheiro Tribunal de Contas;

Página 39 de 105
2. Recebeu propina mensal em 2 (duas) condições distintas:

RESPONS
VALO VALO VALO
NOME ÁVEL IMPO
PERÍ R MES R R
DEPUT PELO STO
ODO MEN ES LÍQUI TOTA
ADO PAGAME PAGO
SAL DO L
NTO
Silval
01/02
Humber Barbisa R$ R$ R$ R$
/03 a
to José Riva 30.000 48 1.440.0 480.00 1.920.0
31/01
Bosaipo Edemar ,00 00,00 0,00 00,00
/07
Adams
Sergio
01/02
Humber Ricardo R$ R$ R$ R$
/07 a
to José Riva 35.000 11 385.000 128.33 513.330
14/12
Bosaipo Edemar ,00 ,00 0,00 ,00
/07
Adams

3. Pessoas envolvidas na entrega/recebimento da propina: Além


dos responsáveis acima nominados para entrega, tanto o próprio Deputado
quanto o Sr. Juracy Brito e Adriângelo Antunes recebiam eventualmente valores
em espécie e cheques oriundos de propina.

4. O Colaborador não encontrou documentos relativos ao


recebimento de materiais por parte de Humberto Bosaipo.

1.36. DO PAGAMENTO DE PROPINA AO DEP. PEDRO INÁCIO


WIEGERT (PEDRO SATÉLITE)

1. Deputado Estadual;

2. Recebeu propina mensal em 2 (duas) condições distintas:

RESPONS
VALO VALO VALO
NOME ÁVEL IMPO
PERÍ R MES R R
DEPUT PELO STO
ODO MEN ES LÍQUI TOTA
ADO PAGAME PAGO
SAL DO L
NTO
Silval R$ R$ R$ R$
01/02 Pedro
Barbosa 30.000 48 1.440.0 480.00 1.920.0
/13 a Wiegert
José Riva ,00 00,00 0,00 00,00
Página 40 de 105
31/07 Edemar
/07 Adams
Mauro
01/01 Savi
R$ R$ R$
/13 a Pedro Romoaldo 1.666.0
50.000 25 1.250.0 416.00
31/01 Wiegert Junior 00,00
,00 00,00 0,00
/15 Luiz
Pommot

3. Atestou falsamente o recebimento de materiais e serviços não


entregues/prestados à ALMT pelas empresas alhures citadas como forma de
conferir suporte ao pagamento de propina. Documentos acostados pelo
colaborador XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX.

4. Pessoas envolvidas na entrega/recebimento da propina: Além


dos responsáveis acima nominados para entrega, tanto o próprio Deputado
quanto a XXXXXX recebiam eventualmente valores em espécie e cheques
oriundos de propina.

1.37. DO PAGAMENTO DE PROPINA AO DEP. DILCEU DAL'BOSCO

1. Ex-Deputado Estadual;

2. Recebeu propina mensal em 2 (duas) condições distintas:

RESPONS
VALO VALO VALO
NOME ÁVEL IMPO
PERÍ R MES R R
DEPUT PELO STO
ODO MEN ES LÍQUI TOTA
ADO PAGAME PAGO
SAL DO L
NTO
Silval
01/02
Dilceu Barbosa R$ R$ R$ R$
/03 a
Dal’Bos José Riva 30.000 48 1.440.0 480.00 1.920.0
31/01
co Edemar ,00 00,00 0,00 00,00
/07
Adams
José Riva
01/01
Dilceu Sergio R$ R$ R$ R$
/07 a
Dal’Bos Ricardo 35.000 48 1.680.0 560.00 2.240.0
31/01
co Mauro ,00 00,00 0,00 00,00
/11
Savi

Página 41 de 105
Edemar
Adams
Luiz
Pommot

3. Atestou falsamente o recebimento de materiais e serviços não


entregues/prestados à ALMT pelas empresas alhures citadas como forma de
conferir suporte ao pagamento de propina. Documentos acostados pelo
colaborador XXXXXXXXXXXXXXXX.

4. Pessoas envolvidas na entrega/recebimento da propina: Além


dos responsáveis acima nominados para entrega, tanto o próprio Deputado
quanto o assessor XXXXXXXX recebiam eventualmente valores em espécie e
cheques oriundos de propina.

1.38. DO PAGAMENTO DE PROPINA AO DEP. SILVAL BARBOSA

1. Ex-Deputado Estadual e Ex-Governador;

2. Recebeu propina mensal em 1 (uma) condição:

RESPONS
VAL VALO VALO
NOME ÁVEL IMPOS
PERÍ OR MES R R
DEPUT PELO TO
ODO MEN ES LÍQUI TOTA
ADO PAGAME PAGO
SAL DO L
NTO
José Riva
Silval
01/02 Barbosa
R$ R$ R$ R$
/03 a Silval Tegivan
90.00 47 4.230.0 1.410.0 5.640.0
28/12 Barbosa Nico
0,00 00,00 00,00 00,00
/06 Baracat
Edemar
Adams

3. Pessoas envolvidas na entrega/recebimento da propina: Além


dos responsáveis acima nominados para entrega, tanto o próprio Deputado
quanto o assessor Tegivan recebiam eventualmente valores em espécie e cheques
oriundos de propina.

Página 42 de 105
4. O Colaborador não encontrou documentos relativos ao
recebimento de materiais por parte de Silval Barbosa.

5. Por derradeiro, insta salientar que os pagamentos eram feitos


com a ajuda das empresas fornecedoras da ALMT, cujos recursos repassados não
tinham origem em superfaturamento, mas sim na XXXXXXXX, o que será
demonstrado por documentos, razão social e o período em que cada uma atuou no
esquema.

6. Outra situação que merece atenção por parte do D MPMT foi a


reiterada negociação de eleição da mesa diretora. A título exemplificativo, só no
ano de 2012, foram gastos aproximadamente R$ 10.000.000,00 (dez milhões de
reais) que depois geravam o uso das empresas citadas para pagar as XXXXXXX.
Na última eleição, houve negociação com os deputados envolvendo dinheiro, e até
apartamentos foram entregues a dois deputados em troca de votos.

7. Nesse sentido, o Colaborador poderá demonstrar, através de


comprovantes bancários e notas promissórias, o efetivo pagamento da propina
mensal a diversos Deputados Estaduais, bem como a participação dos
parlamentares no esquema de desvio de recursos da AL/MT através da assinatura
de XXXXXXX.

Pessoas implicadas:

➢ Blairo Maggi;
➢ Ezequiel Fonseca;(1.2.2011 a 31.1.2015)
➢ José Riva; (mandato de 1.2.2003 a 31.1.2015)
➢ Silval Barbosa; (mandato de 1.2.2003 a 28.12.2006)
➢ Sergio Ricardo de Almeida; (1.2.2003 a)
➢ Mauro Savi; (1.2.2003 a 11.1.2015)
➢ Romoaldo Junior; (1.2.2011 a 31.1.2015)
➢ Edemar Nestor Adams (falecido);
➢ Luiz Marcio Bastos Pommot;
➢ Tegivan;
➢ Nico Baracati (falecido);
➢ Carlos Carlão Pereira do Nascimento; (1.2.2003 a 31.1.2007)
➢ Dilceu Antonio Dal’bosco (1.2.2003 a 31.1.2011)
➢ Alencar Soares Filho (1.2.2003 a 11.7.2006)
➢ Pedro Inacio Weigert; (1.2.2003 a 31.1.2007 e 1.1.2013 a 31.1.2015)
Página 43 de 105
➢ Rene Barbour (falecido); (1.2.2003 a 31.1.2007)
➢ Gonçalo D. C. Neto;(1.2.2003 a 1.6.2009)
➢ Joaquim Rasga; (1.2.2003 a 31.7.2007)
➢ Zeca D-Avila (1.2.2003 a 31.7.2007)
➢ Nataniel de Jesus (1.2.2003 a 31.1.2007)
➢ Humberto Bosaipo (1.2.2003 a 14.12.2007)
➢ Herminio J. Barreto (1.2.2003 a 31.1.2007 e 1.1.2009 a 31.1.2015)
➢ Carlos Brito (1.2.2003 a 31.1.2007)
➢ João Malheiros (1.2.2003 a 31.1.2015)
➢ Eliene Jose de Lima (1.2.2003 a 31.1.2007)
➢ José Carlos de Freitas (1.2.2003 a 31.1.2007)
➢ Sebastiao Machado Rezende (1.2.2003 a 31.1.2015)
➢ Gilmar Fabris (7.10.2003 a 31.1.2015)
➢ José Domingues Fraga (1.2.2007 a 31.1.2015)
➢ Wallace Guimarães (1.2.2007 a 31.12.2012)
➢ Percival Muniz (1.2.2007 a 31.12.2012)
➢ Wagner Ramos (14.12.2007 a 31.1.2015)
➢ Adalto de Freitas (1.2.2007 a 31.1.2011)
➢ Juarez Costa (1.2.2007 a 30.12.2008)
➢ Walter Rabelo (1.2.2007 a 11.6.2008 e 1.2.2011 a 31.12.2014)
➢ Nilson Santos (26.6.2008 a 31.12.2012)
➢ Airton Rondina (1.2.2007 a 31.1.2015)
➢ Maksues Leite (1.2.2007 a 31.1.2011)
➢ Chica Nunes(1.2.2007 a 31.1.2011)
➢ Guilherme Maluf (1.2.2007 a 31.1.2015)
➢ Ademir Bruneto (1.2.2007 a 31.1.2015)
➢ Francisco Belo Galindo (1.2.2007 a 30.12.2008)
➢ Emanuel Pinheiro (1.2.2011 a 31.1.2015)
➢ Ondanir Bortolini (1.2.2011 a 31.1.2015)
➢ Carlos A. Azambuja (3.6.2009 a 31.1.2015)
➢ Tete Bezerra (1.2.2011 a 31.1.2015)
➢ Baiano Filho (1.2.2011 a 31.1.2015)
➢ Dilmar Dal’Bosco (1.2.2011 a 31.1.2015)
➢ Zeca Viana (1.2.2011 a 31.1.2015)
➢ Luciane Bezerra (1.2.2011 a 31.1.2015)
➢ Luiz Marinho (1.2.2011 a 31.1.2015)
➢ Carlos Avalone (05.05.11 – 4 meses)
➢ Neldo Wirich (6 meses – início 09/2019)
➢ Alexandre Cesar (01.01.13 a 31.01.2015)
Página 44 de 105
➢ Antonio Brito (18.12.08 a 31.1.111)
➢ Luizinho Magalhães (02.02.11 a 31.12.11)

Elementos de corroboração:

➢ Balancetes da ALMT 2003/2014;


➢ Lista de pagamentos;
➢ Empresas fornecedoras;
➢ Planilhas anuais de receitas/despesas 2003/2014

Testemunhas:

➢ Luiz Marcio Bastos Pommot;


➢ Irene de Oliveira;
➢ Rosivani Monaco de Jesus;
➢ Cristiano Guerino Volpato
➢ Juracy de Brito
➢ Maksues Leite (colaborador)
➢ Guilherme da Costa Garcia
➢ Cleber Antônio Cine -
➢ Otaviano Pivetta
➢ William Cesar Nepomuceno
➢ Junior Mendonça (colaborador)

1.39 - DAS PROPINAS UTILIZADAS PARA ELEIÇÕES DA MESA


DIRETORA 28***

1. Outra situação que gerava aumento significativo nos gastos da


ALMT era a negociação de eleição da mesa diretora, sendo que o Colaborador
afirma que em todas as oportunidades restou necessário o pagamento de propina
pelo voto de alguns Deputados, no mesmo esquema acima descrito, conforme será
adiante esclarecido.

1.39.1 - MESA DIRETORA 01.02.1995 A 31.01.1997

28

Página 45 de 105
1. Para a eleição da Mesa Diretora relativa ao período 1995/1997,
houve pagamento de propina para votos dos deputados, porém, como o
Colaborador havia recém tomado posse, acabou sendo 1º Secretário por uma
composição de seu partido à época (Partido da Mobilização Nacional - PMN), que
tinha como deputados o Colaborador e Jorge Abreu, com a União Por Mato
Grosso, que à época tinha 11 deputados. Toda a coordenação dessa campanha foi
feita pelo então Dep. Gilmar Fabris, que já vinha de outra legislatura.

1.39.2 - MESA DIRETORA 01.02.1997 A 31.01.1999

1. Igualmente, houve repasse de propina, cujos valores o


Colaborador não recorda, podendo afirmar, porém, que os gastos com essa
campanha foram de aproximadamente R$2.000.000,00 (dois milhões de reais).
Nessa eleição, o Colaborador foi eleito Presidente e o Dep. Romoaldo Junior 1º
Secretário, e o valor utilizado foi pago com recursos desviados da ALMT.

2. O Colaborador pode afirmar que participaram das negociações os


seguintes deputados: Eliene Lima, Paulo Moura, Dito Pinto, Amador Tut,
Manoel do Presidente (Manoel Ferreira de Andrade), Jorge Abreu, Ricarte de
Freitas, Emanuel Pinheiro, Zilda Pereira Leite, Moisés Feltrin e Nico Baracat, os
quais receberam entre R$150.000,00 e R$200.000,00 cada um.

1.39.3 - MESA DIRETORA 01.02.1999 A 31.01.2001

1. Nessa eleição, o Colaborador e o Dep. Humberto Bosaipo foram


eleitos Presidente e 1º Secretário, respectivamente. Foram gastos
aproximadamente R$3.000.000,00 com compra dos votos de deputados, quais
sejam: Eliene Lima, Pedro Satélite, José Carlos de Freitas, Nico Baracat, Joaquin
Sucena Rasga, Amador Tut, Emanuel Pinheiro, Gonçalo Domingos de Campos
Neto, Dito Pinto, Alencar Soares e Carlão Nascimento. Cada um desses
parlamentares recebeu entre R$200.000,00 e R$250.000,00, valores que foram
arrecadados junto às empresas de factoring, notadamente aquelas pertencentes ao
Sr. João Arcanjo Ribeiro, posteriormente pagos com recursos desviados da
Assembleia.

1.39.4 - MESA DIRETORA 01.02.2001 A 31.01.2003

Página 46 de 105
1. Nessa oportunidade, o Colaborador voltou a ser eleito para o
cargo de 1º Secretário, tendo como Presidente o Dep. Humberto Bosaipo, e foram
gastos cerca de R$3.000.000,00 em propina para os deputados, financiada com
valores desviados da ALMT.

2. Eliene Lima, Pedro Satélite, José Carlos de Freitas, Nico Baracat,


Joaquin Sucena, Amador Tut, Emanuel Pinheiro, Campos Neto, Dito Pinto,
Carlos Carlão Nascimento e Alencar Soares receberam, cada, entre R$200.000,00
e R$250.000,00.

1.39.5 - MESA DIRETORA 01.02.2003 A 31.01.2005

1. O Colaborador esclarece que essa eleição foi praticamente um


“consenso” entre os deputados. Contudo, com a deflagração da Operação Arca de
Noé em dezembro de 2002, o Dep. Humberto Bosaipo decidiu renunciar à
candidatura ao cargo de 1º Secretário, tendo sido escolhido para seu lugar o Dep.
Silval Barbosa, que chegou a compor a chapa mas teve pouca participação nos
acertos engendrados com os deputados.

2. Nesse ano, o Colaborador pode afirmar que foram gastos


R$3.000.000,00, divididos em propinas com valores entre R$200.000,00 e
R$250.000,00 para os seguintes parlamentares: Alencar Soares, Carlão
Nascimento, Dilceu Dal’Bosco, Pedro Satélite, Nataniel de Jesus, Campos Neto,
Joaquim Sucena, João Malheiros, Eliene Lima, José Carlos de Freitas, Sebastião
Rezende, Sérgio Ricardo e Mauro Savi.

3. A propina foi arrecadada com recursos emprestados dos Srs.


Valcir Piran (Kuki) e Valdir Piran, os quais foram pagos com recursos desviados
da ALMT.

1.39.6 - MESA DIRETORA 01.02.2005 A 31.01.2007

1. O Colaborador participou dessa eleição como candidato à 1º


Secretário na chapa que teve Silval Barbosa como Presidente, o qual ficou
responsável pela coordenação da eleição, inclusive tendo sido responsável pelo
levantamento dos fundos junto à factoring do Sr. Valdir Piran e de seu irmão
Valcir Piran (vulgo Kuki), aproximadamente R$4.000.000,00, valor que
posteriormente foi pago com recursos desviados da ALMT.
Página 47 de 105
2. Cada deputado recebeu cerca de R$250.000,00, sendo que o
Colaborador pode afirmar categoricamente que os Srs. Alencar Soares, Carlão
Nascimento, Dilceu Dal’Bosco, Pedro Satélite, Nataniel de Jesus, Campos Neto,
Joaquim Sucena, João Malheiros, Eliene Lima, Mauro Savi, Sergio Ricardo, José
Carlos de Freitas e Sebastião Rezende receberam referida propina.

1.39.7 - MESA DIRETORA 01.02.2007 A 31.01.2009

1. Nessa ocasião, o Colaborador participou da chapa que teve como


candidato a Presidente o Sr. Sergio Ricardo e para cuja eleição foram gastos
R$4.000.000,00. Cada deputado recebeu R$250.000,00 de propina, e o
Colaborador atesta que os seguintes parlamentares receberam: Dilceu Dal’Bosco,
Walter Rabelo, João Malheiros, Chica Nunes, Ademir Brunetto, Guilherme
Maluf, Adalto de Freitas, Humberto Bosaipo, José Domingos Fraga, Wallace
Guimarães, Mauro Savi, Sebastião Rezende, Airton Português, Campos Neto,
Maksuês Leite e Chico Galindo.

2. Novamente, os valores foram financiados por Valdir Piran por


meio de sua factoring e pagos com recursos desviados da ALMT.

1.39.8 - MESA DIRETORA 01.02.2009 A 31.01.2011

1. Para essa eleição, o Colaborador e o Sr. Sergio Ricardo


arrecadaram R$4.000.000,00 junto a diversas factorings, dentre elas a do Sr.
XXXXXX e a do Sr. XXXXXXXX, de forma a financiar o pagamento de
R$300.000,00 a R$350.000,00 em propina para cada deputado.

2. O Colaborador assegura que os seguintes deputados receberam


propina em troca da eleição da mesa: Guilherme Maluf, Chica Nunes, Adalto de
Freitas, Dilceu Dal’Bosco, Wagner Ramos, Zé Domingos Fraga, Wallace
Guimarães, João Malheiros, Mauro Savi, Sebastião Rezende, Ademir Brunetto,
Maksuês Leite e Chico Galindo.

3. Nesse período, o Colaborador ocupou o cargo de Presidente e o


Sr. Sérgio Ricardo foi 1º Secretário.

Página 48 de 105
1.39.9 - MESA DIRETORA 01.02.2011 A 31.01.2013

1. Uma vez mais o Colaborador ocupa a Mesa Diretora na condição


de Presidente e Sérgio Ricardo é 1º Secretário, o qual participa mais ativamente
na eleição tendo em vista que já estava definida sua ida para o Tribunal de Contas
do Estado. Também nesse período é viabilizada a maior parte da propina paga ao
Conselheiro Alencar Soares para compra da vaga no TCE/MT.

2. Nesse eleição, foram gastos aproximadamente R$5.000.000,00


para pagamento de propina aos deputados, que receberam cerca de R$400.000,00
cada. O Colaborador confirma que os seguintes parlamentares receberam
vantagem indevida: Ezequiel Fonseca, João Malheiros, Sebastião Rezende,
Wagner Ramos, Baiano Filho, Nilson Santos, Wallace Guimarães, Walter
Rabello, Dilmar Dal’Bosco, Zé Domingos Fraga, Guilherme Maluf e Ademir
Brunetto.

3. Os deputados Mauro Savi, Romoaldo Junior, Luiz Marinho e


Airton Português abriram mão da propina pelos cargos que viriam a ocupar na
Mesa Diretora, atraídos pela possibilidade de afastamento do Colaborador por
decisão judicial e pela decisão já tomada do Dep. Sérgio Ricardo de renunciar ao
mandato para assumir a vaga no TCE.

1.39.10 - MESA DIRETORA 01.02.2013 A 31.01.2015

1. Nessa eleição, o Colaborador voltou a assumir a Presidência da


Mesa Diretora, pela sexta vez, tendo como 1º Secretário o Dep. Mauro Savi, o
qual coordenou essa eleição uma vez que já havia ocupado o mesmo cargo na
eleição anterior em razão da renúncia do Sr. Sérgio Ricardo.

2. O Colaborador pode assegurar que essa foi a eleição para Mesa


Diretora que mais utilizou recursos escusos – foram gastos cerca de
R$10.000.000,00 – uma vez que os deputados exigiram maior propina para eleger
o Colaborador, que estava com sua imagem desgastada pela possibilidade de
afastamento por decisão judicial.
3. Nesse contexto, o Colaborador confirma que foi organizado um
grupo de 8 deputados que receberam cada um propina de R$800.000,00 – Ezequiel
Fonseca, Ademir Brunetto, Guilherme Maluf, Wagner Ramos, Wallace
Página 49 de 105
Guimarães, Walter Rabello. Zé Domingos Fraga e Antônio Azambuja (o qual
dividiu o valor com o Dep. Mauro Savi a título de empréstimo).

4. Os deputados Sebastião Rezende, Baiano Filho, Nilson Santos,


Airton Poruguês, Luiz Marinho, João Malheiros e Dilmar Dal’Bosco receberam
entre R$400.000,00 e R$500.000,00 cada um.

5. Para essa eleição, os recursos para o pagamento de propina aos


deputados foram levantados por meio de empréstimos junto às factoring de Junior
Mendonça, Valdir Piran e Rômulo Botelho. Ademais, o Dep. Wallace Guimarães
emprestou parte do valor e recebeu o pagamento por meio de empresas gráficas a
ele ligadas.

6. A quitação dessa dívida se deu por meio de recursos desviados da


ALMT, utilizando as empresas anteriormente citadas.

1.39.11 - DA ELEIÇÃO DA MESA DIRETORA A PARTIR DE 2015

1. Por último, o Colaborador teve conhecimento de que na eleição


da mesa diretora (2015/2017) houve uma negociação com os Deputados
Estaduais envolvendo dinheiro, e até imóveis entregues a dois Deputados em
troca de votos, sendo que alguns valores ainda se encontram em aberto junto ao
Sr. XXXX, garantidos por Mikael Maluf, Zezo Maluf, bem como o próprio Dep.
Guilherme Maluf.

2. Nesse sentido, esclarece o Colaborador que o Deputado Silvano


recebeu um apartamento no Edifício Campo D´Ourique no bairro Santa Rosa,
Cuiabá/MT, esse apartamento estava registrado em nome de Isabelle Carvalho
(filha do empresário Mauro Carvalho). O Deputado Wancley, por sua vez,
também teria recebido um apartamento no Município de Cuiabá/MT, sendo sua
localização desconhecida pelo Colaborador.

3. Por último, a respeito Item 23, fls. 53/54 do Auto de apreensão


Riva SW4 da Operação Ararath (Doc. XX), o Colaborador apresenta abaixo
planilha com esclarecimentos sobre os codinomes constantes na planilha:

Codinome Significado
Wats Walter Machado Rabelo
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Dilair Dilair Savi, esposa de Mauro Savi
Perc Percival Muniz
Mau Mauro Savi
João João Cuiabano Malheiros
Maks Maksuês Leite
Dt Adalto de Freitas, vulgo “Daltinho”
Justino Malheiros, filho do Dep. João Cuiabano
Justu
Malheiros
Madec Empresa ligada à família da Dep. Luciane Bezerra

4. O Colaborador ainda apresenta documentos comprobatórios da


relação contratual entre a ALMT e as empresas citadas no item 6,
consubstanciados em notas de empenho, extratos de contratos publicados no
Diário Oficial, Atas de Sessões Públicas de Pregões realizados pela ALMT,
notícias divulgadas na imprensa sobre irregularidades de algumas dessas
empresas, notas fiscais, e atas de registro de preços (Doc. XX).

5. Na medida em que o Colaborador não encontrou os


comprovantes relativos às empresas C. L Chacon ME (CNPJ 06.123.977/0001-
82), Espaço Editora Gráfica e Publicidade Eireli EPP (CNPJ 01.880.954/0001-
07), Gráfica e Editora Centro América Ltda. EPP (CNPJ 03.037.087/0001-60),
Gráfica e Editora Coelho Ltda. (CNPJ 33.025.784/0001-61), Inforpel Papelaria e
Informática (G. Cícero de Oliveira Ribeiro Eireli ME) (CNPJ 14.575.738/0001-
91), Intergraf Gráfica e Editora Ltda. (CNPJ: 02.974.662/0001-98), Rhalid Akel
ME (Ativa Comercio e Serviços) (CNPJ 03.314.193.0001-43) e Rodrigo S
Piovesan – ME (Beta Cine) (CNPJ 04.272.715/0001-54) (Beta Vídeo), apresenta
seus respectivos números de Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica para auxiliar
na identificação dessas empresas.

6. Por último, o Colaborador apresenta documentos


comprobatórios do fornecimento de combustível aos deputados da ALMT nos
anos de 2012 e 2013 (Doc. XX)

Página 51 de 105
2. FOMENTO AO PAGAMENTO DE PROPINA E COMPRA DA VAGA
NO TRIBUNAL DE CONTAS

2.1. Da compra da vaga do Conselheiro Sergio Ricardo no Tribunal de


Contas do Estado – Da origem dos recursos ilícitos da ordem de
R$15.000.000,00 (quinze milhões de reais

1. No ano de 2009, iniciou-se uma negociação entre o então


Deputado Sergio Ricardo de Almeida e o então Conselheiro do Tribunal de
Contas do Estado do Mato Grosso, Sr. Alencar Soares Filho a fim de que o
primeiro assumisse a vaga do segundo naquela Corte de Contas mediante o
pagamento de vultosos valores.

2. Nesse sentido, as primeiras tratativas findaram pelo


compromisso da compra da vaga no TCE por R$12.000.000,00 (doze milhões de
reais), sendo que R$2.500.00,00 (dois milhões e quinhentos mil reais) foram
repassados de imediato via o Sr. Edemar Nestor Adams ao Sr. Alencar Soares
Filho a partir dos valores ilícitos obtidos pelas empresas do Grupo Nassarden
investigadas na Operação Imperador.

3. Em seguida, o Sr. Blairo Maggi tentou emplacar Eder Moraes na


vaga de Conselheiro do TCE, momento em que o Colaborador foi convidado para
uma reunião, no gabinete do Governador, para viabilizar o acordo ilícito. No
entanto, o Colaborador informou ao Sr. Blairo Maggi acerca da impossibilidade
de o Sr. Eder de Moraes assumir aquela vaga, pois, mesmo que o Sr. Sergio
Ricardo desistisse do acordo, outros Deputados já tinham demonstrado interesse
na sua aquisição.

4. Posteriormente, já em 2011, o Sr. Sergio Ricardo formalizou nova


reunião no gabinete do então Conselheiro do Tribunal de Contas, Alencar Soares,
juntamente com o Colaborador, a fim de concretizar a negociação que, nesse
momento, atingiu o montante de R$11.000.000,00 (onze milhões de reais) que
seriam pagos da seguinte forma:

(i) R$6.000.000,00 (seis milhões de reais) pagos por


Sergio Ricardo de Almeida;

Página 52 de 105
(ii) R$5.000.000,00 (cinco milhões de reais) pagos
pela ALMT com a participação do Proponente.

5. No 1º pagamento, o Sr. Sergio Ricardo de Almeida disponibilizou


R$3.000.000,00 (três milhões de reais), em espécie, entregues ao Sr. Alencar
Soares em sua residência, na presença do Colaborador. Frise-se que esses valores
tiveram origem nos desvios de recursos da ALMT através das empresas
Comercial Amazônia de Petróleo, Capital Comércio e Representação de Móveis e
Informática, e Uni Soluções em T.I., sendo que foram pagos a esses empresas, no
segundo semestre de 2010 (Doc. n. XX), os valores aproximados de R$4.000.000
à Capital Comércio e Representações, R$6.700.000,00 a Comercial Amazonia de
Petróleo e R$6.000.000,00 à Uni Soluções em TI.29***

6. Desses valores, o Colaborador pode afirmar que, em acordo


verbal com Sergio Ricardo, este receberia a propina oriunda dessas empresas e
utilizaria para pagamento do quinhão da vaga do TCE que lhe incumbia.

Custo total da Vaga = 2.5 + 1,5 + 6,0 + 5,0 = 15.000.000,0030***.

7. Ademais, o Colaborador pode afirmar que o Sr. Sérgio Ricardo de


Almeida foi um dos maiores beneficiados com os fatos delituosos que estão sendo
apurados no bojo da Operação Imperador, pois, em conjunto com o Sr. Edemar
Adams, desviaram dezenas de milhões de reais através das empresas comandadas
por Elias Nassardem (Amplo, Serpel, Livropel, Hexa, Real e Servag).

2.2. Dos desvios da ALMT através das empresas fornecedoras da ALMT -


Operação Imperador

1. O Colaborador pode esclarecer que a ALMT foi utilizada para


desvio de recursos públicos através da aquisição simulada de material de
expediente, artigos de informática e outros junto às empresas XXXXXX,
XXXXXX, XXXXXX, XXXXXXX, quando na verdade somente ocorriam os
pagamentos sem que houvesse a efetiva entrega dos produtos.

29 Informação acredita-se inédita


30 Informação acredita-se inédita

Página 53 de 105
2. Isso porque, uma vez alinhado com o representante legal dessas
empresas, Sr. Elias Nassarden, que apenas uma ínfima quantidade de materiais
deveria ser efetivamente entregue à ALMT, é certo que XXXX% (XXXX por
cento) dos valores constantes nas notas fiscais emitidas pelas empresas do grupo
deveriam retornar para os Deputados Estaduais em forma de propina a fim de
saldar dívidas de campanhas, compras de vagas no TCE, eleição da mesa diretora,
custear o pagamento mensal de propina, dentre outros.

3. Decerto, o esquema criminoso consistia na celebração de contrato


com a ALMT cujo pagamento era sacado na 'boca do caixa' principalmente por
Elias Abrão Nassarden Júnior, Jean Carlo Leite Nassarden e Leonardo Maia e
imediatamente encaminhado a Edemar Nestor Adams, que figurava como
responsável por recepcionar o dinheiro que regressava para a Assembleia
Legislativa.

4. Conforme exposto alhures, os recursos públicos desviados


através das empresas do grupo Nassarden foram utilizados para pagar os
R$xxxxxx (xxxxxxxxxxx) iniciais, referente a compra da vaga do atual
Conselheiro Sergio Ricardo de Almeida.

5. Da mesma forma, as referidas empresas foram utilizadas para


pagar os R$xxxxxxx (xxxxxxx) em espécie que o Sr. Sérgio Ricardo havia
combinado com o Sr. Alencar em uma segunda negociação, além da compra de
uma XXXX do Deputado XXXXXXX e a compra de outra XXXXX para
XXXXXXXXX.

6. Ainda, o Colaborador pode afirmar que participou de uma reunião


com a presença de XXXXXXXX, XXXXXXX, Maksuês Leite e XXXXXXX
(XXXX de Maksues), para a desistência da candidatura do ex-Deputado Maksuês
Leite à Prefeitura Municipal de Várzea Grande/MT e o consequente apoio a Júlio
Campos, onde restou acordado o recebimento de R$XXXXX (XXXXXXXX),
mais a indicação de sua esposa ao cargo de vice Prefeita.

7. De toda sorte, além da utilização das empresas do grupo


Nassarden para saldar pagamentos ilícitos diversos, é certo que foram
empregadas para viabilizar a propina mensal destinada aos Deputados Estaduais
do Estado do Mato Grosso cujos pagamentos eram feitos pelo Deputado
XXXXX, XXXX, XXXXXX e o Colaborador a todos os Deputados que
participavam do “mensalinho”.
Página 54 de 105
8. Vale frisar, ainda, que Edemar Adams, em conluio com o atual
Conselheiro Sergio Ricardo, estavam se apoderando de propina acima do valor
combinado, razão pela qual o Colaborador entendeu por bem exonerar o Sr.
Edemar da Secretaria de Orçamento e Finanças. Posteriormente, restou
constatado pelo Colaborador a falsificação de sua assinatura a fim de desviar o
próprio dinheiro da propina em favor de ambos, eis que o próprio Edemar Adams
confidenciou ao Colaborador que detinha R$6.000.000,00 (seis milhões de reais)
em dinheiro.

2.3. Do envolvimento das empresas gráficas na obtenção de recursos ilícitos


para pagamento de propina e outras despesas dos Deputados Estaduais via
Junior Mendonça

1. Nesse aspecto, esclarece o Colaborador que as empresas gráficas


foram muito utilizadas para irrigar dinheiro para o sistema de pagamento de
propina via Junior Mendonça, colaborador na Operação Ararath, especialmente
as empresas gráficas31: XXXX, XXX, XXXXXX, XXXXXX.

2. Tal como no esquema identificado no bojo da Operação


Imperador, o Colaborador pode afirmar que as empresas gráficas apontadas
(XXXXXXX,XXXXX,XXXX.) seguiam o mesmo modus operandi das empresas
do Grupo Nassarden, ou seja, participavam de muitos processos licitatórios e,
quando a ALMT precisava, elas detinham extrema facilidade de “emitir notas”
(por serviço não prestado) a fim de criar capital de giro para pagamento da
propina.

3. Ademais, além de viabilizar recursos ilícitos, essas empresas


gráficas faziam o material de campanha de Deputados Estaduais, Prefeitos e
Vereadores da base dos Deputados, porém emitiam nota fiscais constando
material diverso daquele efetivamente entregue. Em verdade, o que constava na
nota fiscal era o material objeto da licitação realizada pela ALMT a fim de
viabilizar o pagamento das despesas ilegais. O momento que isso mais ocorreu foi
entre 2010 e 2014.

4. Essa situação pode ser aclarada através da planilha apreendida na


XXXXX e que diz respeito a todos os Deputados, sem qualquer distinção. Além
disso, os Deputados pediam material gráfico além de suas cotas ilegalmente

31 Diversas empresas que acredita-se não terem sido investigadas


Página 55 de 105
definidas em reunião para abastecer as campanhas de Prefeitos, mas quem pagava
era sempre a ALMT.

5. Frise-se que o valor definido na cota das gráficas era de R$


XXXXXX (XXXXX) para despesas em campanhas, cujo pregão da ALMT para
aquisição de material gráfico era totalmente direcionado. A combinação já vinha
prévia, inclusive, entre as próprias gráficas que eram normalmente de pessoas
ligadas aos Deputados.

6. Nesse sentido, o Colaborador esclarece que todos os pagamentos


efetuados para empresas gráficas ocorridos entre os meses de julho de XXXX a
janeiro de XXXXX correspondem a material de campanha dos Deputados, porém,
para efetuar o pagamento, geralmente a mesa diretora emitia uma ordem de
serviço com materiais de uso da Casa de Leis, exemplo envelope pardo,
XXXXXXX etc. a fim de dar suporte a saída do dinheiro.

2.4. Do envolvimento da empresa Spazio na obtenção de propina mensal dos


Deputados e outras despesas 32***

1. Trata-se de empresa de TI - digitalização de documentos -


pertencentes XXXXXX e XXXXX que ainda atende a ALMT com digitalização
de documentos, devolvendo como propina XXX% (XXXXX) do valor liquido de
tudo que recebe, inclusive ajudou a pagar a vaga do TCE de XXXX na negociação
já detalhada com o Sr. XXXX. Hoje continua a atender a ALMT e o TCE/MT.

2. Da mesma forma como as demais, o superfaturamento dessa


empresa ocorre através do quantitativo dos serviços prestados, devolvendo aos
Deputados da ALMT cerca de XXX% do valor superfaturado, após o desconto
dos impostos. Essa empresa, inicialmente, contava com o Sr. XXXXXX como um
sócio oculto.

3. A condição de XXXXX como sócio de fato dessa empresa restou


visível logo na definição da contratação dessa empresa pela ALMT quando o Sr.
XXXXXX informou ao Colaborador que XXXXX detinha uma participação
nessa empresa, tendo ficado mais evidenciado pelo interesse deste na defesa dos

32 Informação acredita-se inédita


Página 56 de 105
interesses da empresa dentro da casa de leis, como pagamentos prioritários e na
data dos vencimentos.

4. Outra situação que demonstra a participação de XXXXX nessa


empresa, foi a sua utilização irrestrita, com a anuência do Sr. XXXX para a
compra da vaga de XXXXXXX.

5. Outra situação que o Colaborador pode assegurar é que a empresa


Spazio foi utilizada para pagamento dos veículos de comunicação XXXXXXXX),
pois, na impossibilidade de pagar o material de imprensa que esses veículos
produziam para a ALMT através das agências, foram utilizados os pagamentos
ilicitamente efetivados para a empresa Spazio, a qual era responsável por repassar
os valores para aqueles veículos de comunicação, permitindo, assim, que o
material de imprensa de interesse particular dos deputados fosse liquidado com
recursos desviados da ALMT.

2.5. Dos diversos valores ilícitos pagos por Junior Mendonça a políticos do
Mato Grosso – Identificação dos destinatários pelo Colaborador

1. Conforme identificado no bojo da Operação XXX, existem


valores pagos por Júnior Mendonça que podem ser identificados pelo Colaborador
conforme segue (Doc. XXXXXX):

(i) R$ XXXXXXX – Valor repassado para atender a


propina mensal dos deputados;

(ii) R$ XXXXXX - Valor repassado para atender a


propina mensal dos deputados;

(iii) R$ XXXXX – Propina para o Deputado XXXXX;

(iv) R$ XXXXXX – Humberto Bosaipo – Propina que o


Governador Blairo Maggi repassou ao então Conselheiro
pela aprovação das contas;

(v) R$ XXXXX (XXXX) Ajuda que o Governo repassou


ao Dep. Humberto Bosaipo para realização do XXXX que
era realizado por XXXXXX no Araguaia;
Página 57 de 105
(vi) R$ XXXX – Evandro Stabile – Propina destinada ao
ex Desembargador Evandro Stabile no TRE;

(vii) Nota promissória assinada por XXX e avalizada por


Riva. – Operação realizada por Eder para atender interesses
particulares com o aval do Colaborador.

2. Quanto ao Deputado Daltinho, há duas situações distintas. A


primeira consiste no fato de que ele gravou os Deputados durante uma reunião
sobre o MT Integrado, onde estava sendo discutido o pagamento de R$XXXXX
(XXXXX) pelo Governador XXXXX a título de propina. A partir desse
momento, com a gravação de inúmeros Deputados acerca dos acordos espúrios, o
Deputado Daltinho que era primeiro suplente passou a pressionar os Deputados
para assumir uma vaga no parlamento, conforme anotação realizada pelo
Colaborador na data da reunião realizada com o XXXX, inclusive sobre a questão
da MT Integrado, sensível ao Dep. Daltinho.

3. Ademais, embora o Colaborador não tenha como demonstrar o


efetivo pagamento da propina – que era paga em espécie-, pelo que se recorda o
Colaborador, no ano de 2013, os Deputados Estaduais receberam R$XXX
(XXXXXXX) do Governador Silval Barbosa através da propina cobrada das
empresas XXXXXX que eram entregues ao seu assessor, Sr. XXXXXXX, que se
encarregou de distribuir aos Deputados Estaduais.

4. Através dessas ameaças, Daltinho convenceu os Deputados


XXXXXX a se licenciarem para que ele assumisse a vaga. Da mesma forma, tive
conhecimento que o Sr. Mauro Savi deu mais R$XXXX (XXXXXXXX) ao Dep.
XXXXXX, que alegava, pela sua condição de suplente, não estar recebendo a
propina mensal.

5. No mesmo sentido, afirma o Colaborador que a nota promissória


emitida no valor de R$XXXXX (XXXXXX), apreendida na Operação
XXXXXX, assinada por XXXXX e avalizada pelo Colaborador, trata-se de
consolidação de dívida antiga certamente contraída por XXXX que, por
determinação do Sr. XXXXX, somente seria renovada mediante o aval do
Colaborador. Não obstante a assinatura na cártula, o Colaborador não tem
conhecimento da origem dessa operação, que foi efetivada por XXXXXX

Página 58 de 105
6. Quanto ao valor repassado por XXXXXX ao ex Desembargador
Evandro Stabile no montante de R$1.100.000,00 (um milhão e cem mil reais),
esclarece o Colaborador que, segundo XXXXXX lhe informou à época, tanto ele
quanto XXXXXX teriam disponibilizados esses valores ao membro do TRE a
fim de que seu mandato não fosse cassado pela Justiça Eleitoral. A propina
destinada ao Desembargador do TJMT teria sido entregue através do Sr.
XXXXX.

2.6. Dos pagamentos ilícitos realizados por Junior Mendonça - propina para
fins eleitorias - Eleições municipais de Rondonópolis/MT33

1. Segundo confidenciado pelo Sr. XXXXX ao Colaborador, havia


um acordo com XXXXXXX para apoiar a candidatura de Adilton Sachetti à
reeleição para a Prefeitura de Rondonópolis/MT, o qual lhe repassaria a
importância de R$6.000.000,00 (seis milhões de reais). Na mesma oportunidade,
o Sr. XXXXX informou o Colaborador que já havia recebido R$XXXXX, sendo
R$XXXX (XXXX) do Sr. XXX e mais R$XXXX (XXXXXX) por intermédio do
Sr. Junior Mendonça, tendo sido este realizado em duas parcelas, uma de
R$XXXXX XXXXXX) e outra R$XXXX (XXXXXX) por ordem de Eder
Moraes, que cumpria determinação de Blairo Maggi.

2. Naquela ocasião, o Sr. XXXXX propôs que o Colaborador e ele


conversassem com o Sr. XXXXX para que esse interviesse junto ao Governador
Silval Barbosa, a fim de que esse último repassasse o saldo de R$2.800.000,00
(dois milhões e oitocentos mil reais) à ALMT para que pagasse o Sr. XXXXXXX.
Nesse caso, o Colaborador informou a impossibilidade do acordo, uma vez que o
orçamento da ALMT estava sobrecarregado.

3. Diante da inviabilidade do negócio, o Colaborador angariou junto


ao Sr. XXXXXX uma operação no valor de R$1.240.000,00 (um milhão duzentos
e quarenta mil reais) com a emissão de nota promissória do próprio XXXXXX,
até que resolvesse com o XXXXX e XXXXX o efetivo pagamento da propina.
Embora o acordo tenha sido viabilizado, o Sr. XXXXXX não honrou o
compromisso entabulado, razão pela qual o Colaborador findou por pagar o Sr.
XXXXX com recursos desviados da ALMT, motivo pelo qual a nota promissória
foi devolvida ao Colaborador e posteriormente apreendida na Operação XXXXX.

33 Informação que acredita-se inédita


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4. Nesse sentido, ressalta o Colaborador que conversou
pessoalmente com XXXX sobre essa situação específica que confirmou a
existência de um compromisso com XXXXXXX, mas que dava essa situação por
resolvida uma vez que já teria pago a dívida.

2.7. Do crime de corrupção passiva pelo Juiz de Direito Roberto Seror –


Pagamentos ilícitos realizados via Junior Mendonça

1. No bojo da Operação XXXXX foram identificadas diversas


operações financeiras sem identificação ou desprovida de origem conforme
discorrido pelo próprio Colaborador Junior Mendonça. Nesse ínterim, o
Colaborador esclarece que os valores destinados ao XXXXXX se tratavam de um
pagamento de propina levado a cabo por por Eder de Moraes e Blairo Maggi.

2. Isso porque, à época, o Colaborador foi procurado por Carlinhos


Vasconcelos solicitando ajuda para receber do Sr. Eder Moraes um crédito
oriundo de acerto feito entre o juiz Roberto Seror, XXXXXX e XXXXXX, no
valor aproximado de R$XXXXX (XXXXXX) valor esse resultante da liberação
de R$ XXXXX (XXXXXX) bloqueados pelo XXXXX de uma XXXXXX, cujo
acerto da propina deveria girar em torno de XXXX% (XXX por cento) desse
valor.

3. Naquela ocasião, o Sr. XXXX levou o Colaborador até o Juiz de


Direito Roberto Seror, que confirmou os fatos, porém, XXXXX havia autorizado
XXXXX a negociar, mas não sabia que o valor girava em torno de XXX% (XXX
por cento) de propina, percentual que entendeu extremamente elevado, razão pela
qual pediu para XXX reduzir esse montante.

4. Embora o Colaborador não tenha conhecimento se o Juiz Roberto


Seror de fato recebeu a totalidade do acordo, pode afirmar que o Magistrado lhe
informou, à época, que já havia recebido R$XXXXXX (XXXXXX) por
intermédio do Sr. XXXXX. O pagamento teria sido efetivado por meio de cheques
emitidos pela empresa XXXXXXX.

5. Salienta o Colaborador que o Sr. XXXXXXX era pessoa com


quem detinha certa liberdade, pois trabalhou na ALMT em determinado período,
quando em um determinado momento, por vontade própria, se desligou do
Página 60 de 105
Parlamento Estadual para atuar na iniciativa privada, não sabendo se como
advogado ou outro setor.

2.8. Do Pagamento de propina por meio das empresas Eldorado e Tirante


Construtora

1. Em relação as empresas Eldorado Construções e Obras de


Terraplanagem Ltda., que construiu a sede da ALMT no Centro Político
Administrativo (“CPA”), e a empresa Tirante Construtora e Consultoria Ltda.,
que construiu o estacionamento da ALMT, a reforma e ampliação dos gabinetes
dos Deputados, parte da alvenaria do Teatro, o depósito da Secretaria de
Patrimônio da ALMT, a Casa de TV e de Gerador, bem como o reservatório de
águas pluviais, o Colaborador pode afirmar que, embora não tenha ocorrido
ilicitude no procedimento licitatório, esclarece o Colaborador que houve o
pagamento de propina decorrente dos contratos originais no percentual de
XXXXX%, e nos aditivos, cerca de XXXX%, pois o Sr. Anildo Lima Barros
alegava que, por não ter ocorrido um alinhamento prévio anterior a licitação, não
havia margem de lucro suficiente para arcar com uma propina superior a esse
índice.

2. Sendo assim, a propina paga pelas empresas Eldorado e Tirante,


foram utilizadas para financiar a propina dos Deputados Estaduais, eleições de
mesa diretora, bem como das campanhas eleitorais dos membros da Casa. Frise-
se que o Sr. Anildo XXXX empresas para pagamento da propina, antes mesmo de
a ALMT autorizar os pagamento do contrato pois, nesse caso, os membros da
mesa diretora trocavam esses cheques junto a agiotas e empresas de factoring.

3. Nesse caso, o esquema de propina que envolvia ambas as


empresas era efetuado exclusivamente pelo Colaborador, diretamente com o Sr.
Anildo Lima Barros, representante legal das empresas Tirante e Eldorado.

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3. DOS FATOS RELACIONADOS À OPERAÇÃO ARCA DE NOÉ
UTILIZAÇÃO DE EMPRESAS INEXITENTES PARA PAGAMENTO DE
PROPINA

1. Inicialmente, cumpre asseverar que no período compreendido


entre os anos de 1995 e 1999, momento em que o Colaborador assumiu seu
primeiro mandato como Deputado Estadual pelo Estado do Mato Grosso, já no
primeiro biênio (1995/1996), se incumbiu do cargo de 1º Secretario cuja principal
atribuição é a gestão da Casa de Leis em sua parte administrativa.

2. Naquela oportunidade, logo no primeiro mês no cargo diretivo


da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (“ALMT”), o Colaborador
tomou conhecimento de vultosa dívida, na ordem de aproximadamente
R$25.000.000,00 (vinte e cinco milhões de reais), junto a diversas empresas de
factorings que extrapolavam de sua atribuição funcionando como verdadeiras
instituições financeiras na concessão de empréstimos.

3. Insta asseverar que as empresas de factorings pertencentes ao Sr.


João Arcanjo Ribeiro, conhecido como “Comendador”, detinha cerca de 70%
(setenta por cento) desse crédito, sendo que o restante da dívida possuía como
credores outras empresas de fomento mercantil de menor expressão, bem como
pessoas físicas que exerciam plenamente a atividade ilícita de agiotagem.

4. Com a posterior candidatura do Colaborador para a mesa e a


informação de que os pagamentos para as factorings seriam imediatamente
suspensos, foi realizada uma reunião entre Bosaipo, Roberto Nunes, Rene Barbour
e Gilmar Fabris, além de Nilson Roberto e Luiz Dondo na casa do Sr. João
Arcanjo, no Bairro Boa Esperança, ocasião em que todos pediram ao Colaborador
que renunciasse a fim de que esses pagassem a dívida. A proposta apresentada
pelo Sr. Arcanjo era de que, com a sua renúncia, o Gov. Dante pagaria a dívida
junto com os demais Deputados presentes na reunião.

5. Ato contínuo, o Colaborador foi reeleito para o segundo mandato


de 1999/2003, sendo reeleito ainda como Presidente da mesa, desta feita com o
Deputado Humberto Bosaipo como Primeiro-Secretário. Foi justamente nesse
período que surgiram as empresas constituídas em nome de interpostas pessoas e
até mesmo de indivíduos já falecidos que deram suporte aos pagamentos efetuados
ao Sr. João Arcanjo Ribeiro e outros credores, além de servir para fazer novos
empréstimos, o que deu origem à Operação Arca de Noé.
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6. Em breve síntese, foram criadas inúmeras empresas por pessoas
ligadas ao Dep. Humberto Bosaipo, notadamente o Sr. Joel e José Quirino, bem
como o Sr. Luis Dondo (proprietário do escritório de contabilidade), todos eles
atuando por determinação do Sr. João Arcanjo Ribeiro, Sr. Nilson Roberto
Teixeira e Sr. Nivaldo de Araújo, com conhecimento inequívoco e participação
efetiva dos Srs. Guilherme Garcia e Luiz Eugenio de Godoy que levavam os
cheques já preenchidos para a assinatura da mesa diretora.

7. Naquela época, o Colaborador foi chamado pelo Dep. Humberto


Bosaipo, que disse o seguinte: - “Presidente, encontrei uma forma de liquidar as
contas com o Sr. Arcanjo e outras factorings, sendo que eles mesmos ficarão
responsáveis em constituir empresas que, além de dar suporte para esses
pagamentos, ainda fornecerão uma quantidade mínima de materiais para a
ALMT”.

8. Nesse sentido, a fim de viabilizar a supracitada fraude, o


Colaborador realizou, em conjunto com o Dep. Humberto Bosaipo, uma reunião
com o Governador reeleito Dante de Oliveira, para assegurar, além do orçamento
necessário ao funcionamento da Casa, recursos para pagamento das dívidas
contraídas junto ao Sr. João Arcanjo Ribeiro e outras empresas de factorings.

9. Ato contínuo, tendo em vista o interesse do Governador reeleito


em ter Humberto Bosaipo como aliado político, restou firmado o compromisso em
repassar os valores pleiteados pela Mesa Diretora da ALMT, o que foi de fato
viabilizado pela equipe econômica do governo estadual, sob a condição do Dep.
Humberto Bosaipo anuir com os principais projetos do governo.

10. Sendo assim, o acordo fechado consistia na liberação, por parte


do Governador Dante de Oliveira, além do orçamento já aprovado, de mais R$
XXXXXX (XXXXXXX), sendo que R$ XXXX (XXXXX) foram destinados
somente para o pagamento da dívida pertencente ao Sr. João Arcanjo Ribeiro,
oportunidade na qual foram emitidas XXX (XXXXX) notas promissórias no
valor de R$ XXXXXX (XXXXX) cada uma, para pagamento em XXXX
(XXXX) meses, tendo o Sr. Guilherme Garcia confirmado à época ao Colaborador
que o Sr. XXXX havia confirmado com ele o recebimento do ofício da SEFAZ,
comprometendo-se em fazer o repasse extra de R$XXXXXX reais mensais para
saldar as NPs emitidas.

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11. As referidas notas promissórias foram assinadas pelo
Colaborador e pelo Dep. XXXXXX e entregues em favor de XXXXXX,
liquidando definitivamente a dívida com este último. No entanto, como o Sr.
XXXXXX havia comprado, anteriormente, parte da dívida da ALMT com o Sr.
Arcanjo, ele passou a ser o novo credor, muito embora em patamares inferiores
do débito.

12. Em que pese o efetivo pagamento das XXX (XXXXX) notas


promissórias, elas nunca foram devolvidas pelos Srs. João Arcanjo Ribeiro e
XXXXX, os quais alegavam o extravio das cártulas que eram pagas através de
diversos cheques emitidos em nome das empresas constituídas no montante total
do valor da nota promissória de cada mês. Contudo, referidas cártulas foram
posteriormente apreendidas na sede da empresa XXXXX quando da deflagração
da Operação XXXX.

13. Quanto à operacionalização dos negócios ilícitos, é certo que


ocorria mediante processos licitatórios totalmente viciados por meio dos quais
XXXXXX, garantindo-se assim que apenas as empresas de fachada pertencentes
ao grupo do Sr. Arcanjo vencessem os certames.

14. Além disso, essas empresas constituídas de forma fraudulenta


ainda foram utilizadas para auxiliar o pagamento das campanhas eleitorais dos
deputados estaduais no pleito de XXXX, no valor aproximado de R$ XXXXX
(XXXX milhões de reais).

15. Ainda nesse período, tivemos que efetuar inúmeros pagamentos


destinados às rádios XXXXX (XXXXX e XXXXXX), cujo valor estima-se tenha
girado em torno de R$ 4.500.000,00 (quatro milhões e quinhentos mil reais), que
ficavam para o Sr. XXXXX, cujo material de imprensa, para justificar o
pagamento, sequer existia.

16. Naquela época, outra fraude existente na ALMT consistia na


criação de um sistema de folha de pagamento suplementar, por meio da inclusão
de funcionários XXXXXX, engendrado pelo Secretário XXXXX, Sr. XXXXXX,
contando com a participação do Colaborador, bem como do Dep. Humberto
Bosaipo.

17. Nessa toada, o Colaborador pode esclarecer que o Sr. XXXXX,


beneficiado com os valores desviados da ALMT, implantou uma faculdade
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XXXXXXX, tendo expandido seus negócios para outros locais, o que o tornou
muito forte economicamente, mormente pelo fato de que o negócio continuou e
os saques foram se tornando cada vez mais frequentes e maiores.

18. Em relação ao pagamento das defesas de XXX e XXXXXX,


salienta que eram realizadas pelo Colaborador, o qual esclarece que, enquanto
atuou na defesa de Humberto Bosaipo, o advogado Paulo Taques recebia seus
honorários de recursos desviados da ALMT, situação interrompida quando
Bosaipo trocou de advogado, não sabendo explicar com relação aos demais.

19. Em relação aos auditores do Tribunal de Contas, o Colaborador


pode certificar que quando iniciou o processo de investigação pelo MPMT, houve
requerimento para que fossem auditados os contratos XXXXXXXX, tendo o
TCE designado XX (XXXX) auditores que foram assistidos na XXXXX pelos
Srs. XXXXX, XXXX, XXXXXX

20. Quanto à estabilização dos servidores, o Colaborador pode


afirmar que a partir de 1995, na condição de membro da mesa diretora, recebeu
muitos pedidos de averbação de tempo de serviço e também de estabilização na
ALMT, muitos de forma justa e outras com certidões XXXXXX e emitidas por
inúmeros XXXXXXX.

21. Os Deputados que mais tiveram servidores estabilizados foram


XXXXXX, XXXXXXXXX, XXXXXX e XXXXXX, outros Deputados em
menor escala também tiveram servidores estabilizados. Não havia pagamento de
propina pela estabilização, uma vez XXXXXXXX.

Pessoas implicadas:

➢ José Geraldo Riva;


➢ Gilmar Donizete Fabris;
➢ João Arcanjo Ribeiro;
➢ Nilson Roberto Teixeira;
➢ Joel Quirino;
➢ José Quirino;
➢ Luiz Dondo;
➢ Humberto Bosaipo;
➢ Guilherme Garcia;
➢ Romoaldo Júnior;
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➢ Paulo S. C. Moura;
➢ Haroldo Campos;
➢ Agenor Jácomo Clivati;

Elementos de corroboração:

➢ Provas angariadas nos autos das ações penais oriundas da operação


XXXX;
➢ Relatórios de pagamentos XXXXXX
➢ Notas promissórias XXXXX.

Testemunhas:

➢ Silvio Luiz de Oliveira;


➢ Mauricio M. de Menezes;
➢ Irene de Oliveira;
➢ Agenor Jácomo Clivati;
➢ Valdomiro (ex-funcionário da ALMT).

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4. DOS FATOS RELACIONADOS À OPERAÇÃO METÁSTASE
UTILIZAÇÃO DE VERBA DE SUPRIMENTOS DE FUNDOS PARA
DESVIO DE RECURSOS PÚBLICOS

1. Trata-se de operação policial realizada em desfavor do


Colaborador e de outros 23 (vinte e três) acusados pela prática dos delitos de
organização criminosa; falsidade ideológica, e peculato; estes dois últimos
combinados com o art. 71 e 29 do Código Penal; e art. 344 c/c artigo 29, ambos
do Código Penal.

2. O esquema ilícito consistia no desvio de recursos públicos


utilizando os XXXXX (XXXXXXXX) que possuíam previsão em Lei Estadual
para que alguns servidores da ALMT pudessem gastar R$8.000,00 (oito mil reais)
mensais, sendo R$4.000,00 (quatro mil) a título de produtos e R$4.000,00 (quatro
mil) de serviços.

3. A partir da autorização de XXXXXX para utilização dessas


verbas, os servidores vislumbraram a possibilidade de comprar XXXXXXX que
posteriormente justificavam o ressarcimento pela ALMT das despesas XXXXX.
Assim, uma vez sacado os valores em dinheiro na agência bancária, eram
entregues aos XXXXXX (XXXX e XXXXXX) que se incumbiam de XXXX e
XXXX para os fins determinados por um “Conselho” formado por diversos
servidores da ALMT que, não obstante fosse um Conselho informal, tinha
autonomia para determinar XXXXXXX.

4. Dessa forma, cerca de 30% a 40% dos valores arrecadados pelos


funcionários da Presidência da ALMT, cuja gestão ficava a cargo dos chefes de
gabinete, eram destinados irregularmente para casas de apoios, saúde, funerais,
formaturas, complementação salarial para servidores, propina para vereadores
com fins eleitorais, entre outros, conforme se depreende de documento apreendido
na residência do Colaborador durante Busca e Apreensão da Operação Ararath
(Doc. n. XX34). Tal documento refere-se à programação financeira da ALMT
referente ao período final do ano de 2012, elaborada pelo Sr. Luiz Pommot, que
era comumente feita para que fossem programadas as despesas lícitas e ilícitas dos
contratos da AL/MT. Nessas planilhas constam nomes e valores a serem pagos35
34 Documento apreendido na Operação Ararath em maio de 2014. Ref. Item 5, fl. 4, anotação “manutenção
de gabinete” – Auto de Apreensão Riva SW4
35 Descrição do documento:

Manutenção de gabinetes diz respeito à previsão para pagamentos de suprimento de fundos e verba
indenizatória para presidência, 1ª Secretaria e despesas da casa durante o período de recesso.
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5. Os recursos de suprimentos de fundo também foram utilizados
para pagamento de XXXXXX, por ordem do Colaborador, pois isso ocorreu no
momento em que XXXXX. Nesse momento, os servidores XXXXXXX, embora
tenham de fato trabalhado receberam por meio desses recursos desviados. Da

No item passagens é uma estimativa em cima da média dos gastos dos períodos anteriores, visando quitar
as despesas com passagens até o final do ano.
No item despesas fixas tem as despesas com contratos e custeio administrativo da Casa de Leis, podendo
ser comprovadas com base nos pagamentos pelo sistema contábil da AL/MT.
No item imprensa trata-se de serviços que já haviam sido efetivamente prestados, cujos débitos deveriam
ser pagos até o final do exercício financeiro, com exceção da Propel que era propina para Maksuês Leite.
No item investimento constam despesas contratuais efetivamente prestadas, sem qualquer relação com
pagamentos de propinas.
No item despesas diversas existem diversas ilegalidades para ser relatadas.
Nos apontamentos Mundial, Uze, Gra (Grafite), Mello (Maxmar), Ata (Atalaia) e Defanti são referentes a
pagamentos de despesas realizadas nas campanhas eleitorais municipais, cujos deputados direcionavam
diversos materiais em favor de suas bases eleitorais por meio dos contratos entabulados pela AL/MT.
Os itens Ricardo, Licínio, Mario, Mauro, Valber, Ademar-Nasser e Paulo referem-se a pagamentos de
advogados de servidores envolvidos no processo Arca de Noé e Imperador e também dos deputados José
Riva e Humberto Bosaipo.
O item Anildo se trata de valores programados para serem pagos a empresa de Anildo Lima Barros, o qual
deveria devolver o percentual líquido, descontados impostos, para atender o sistema.
O item Romulo se trata de empréstimo programado para pagar a Romulo Botelho.
Os itens Xará2 e pressão10 se tratam de meras anotações com o simples objetivo de lembrar que era
necessário pagar empréstimos junto a Jurandir da Solução Cosméticos (Xará2) e Valdir Piran (Pressão10).
O item Lulu se refere ao salário de Luciane Bezerra, que estava sendo pago por fora, pois ela estava
licenciada do cargo.
O item Guilherme se refere a propina paga a Guilherme Garcia.
Os itens contrato original e contrato repactuado se referem ao pagamento da propina e empréstimos feitos
em factoring pela Mesa.
O item custeio gabinetes se refere a valor programado para pagamento da propina aos Deputados Estaduais
(mensalinho).
Os itens Chico e Nadir se referem a salários pagos por fora, em razão dos mencionados servidores terem
se aposentado, porém continuaram a trabalhar.
O item Nini corresponde a uma quantia que era dada para Nivaldo de Araújo, para atender suas despesas
médicas decorrentes de um AVC. Ele havia sido funcionário da AL/MT e estava aposentado.
O item contadores se refere a pagamentos dos contadores referentes a Arca de Noé, os irmãos Quirinos.
Os itens Piran se referem a pagamentos de juros de empréstimos de Valdir Piran.
O item funcionários se refere a pagamentos de diversos funcionários que trabalhavam na AL/MT com
deputados, mas não estavam na folha de pagamento.
O item Livro KCM Riva se refere a produção de um livro institucional feito pela AL/MT, possivelmente
“Mato Grosso Cenários e Estratégia”.
Os itens Gráfica Visual, Gênesis, Gazeta, Defanti, Atalaia, o Documentário, Print, advogados, terra, Spazio são
saldos contratuais com previsão de pagamento para novembro e dezembro, não significando que tenha
sido integralmente pagos, doravante, sejam lícitos ou ilícitos.
A anotação Ricardo, a caneta, R$ 2.145.000,00 e Junior R$ 3.780.000,00 se referem ao saldo que deveria
ser pago a Ricardo Novis Neves e Junior Mendonça, porém não significa que tenham sido integralmente
pagos.
O item líquido representa 20% do valor bruto a ser pago com a finalidade de tornar possível cumprir com
os compromissos ilícitos.
Já o item bruto é o total que deveria ser pago pela AL/MT em contratos, para gerar as verbas ilícitas.
O item despesa 1 são as despesas lícitas da casa, conforme já relatado. E despesas 2 representa o total bruto
das despesas voltadas para somatórias ilícitas.
Por fim, é importante destacar que as anotações em negrito não estão englobadas no total das previsões
de despesas brutas.
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mesma forma, tiveram complemento salarial com essa verba os servidores:
XXXXXXXXXXX, dentre outros.

6. Decerto, XXXXXX e XXXXXX receberam determinação


expressa do XXXXX para que utilizassem as verbas dos suprimentos de fundo
não só para atender questões emergenciais do XXXXXXX, mas também para
atender todas as demandas na área de XXXXXXXXX, bem como outras despesas
de XXXXXX previamente aprovada pelo “Conselho” formado por XXXXXXX.

7. Ademais, por determinação indireta do XXXXXXX, alguns


servidores atestaram falsamente XXXXXXXX, bem como XXXXXX, quais
sejam: XXXXXXXXXX.

8. De outra forma, importante frisar que mesmo o Colaborador não


estando na Presidência da ALMT entre os meses de junho de 2014 a dezembro
de 2014, eis que afastado por ordem judicial, o chefe de gabinete da Presidência
continuava sendo de sua confiança, e além de se reportar ao Presidente à época,
também se reportava ao Colaborador, o qual continuava tendo o mesmo
tratamento de antes.

9. O Colaborador teve conhecimento, após a deflagração da


XXXXX, que o Sr. XXXXXXXX eram os responsáveis pelo fornecimento das
XXXXXXX, sendo que além de atender a Presidência da ALMT, ainda atendiam
diversos Deputados Estaduais que também faziam o mesmo esquema ilícito para
desviar dinheiro público.

10. No tocante a outra despesa, denominada “verba indenizatória”,


esclarece o Colaborador que segue o mesmo modus operandi do suprimento de
fundo, com XXXX diferenças, XXXXXX. No caso da verba indenizatória, foi
uma forma que a ALMT encontrou de o Deputado fazer as despesas para o
exercício do mandato e se ressarcir posteriormente mediante a comprovação dos
gastos com documentos fiscais. Nesse caso, a ALMT emite um pagamento
nominal ao Deputado no exato valor das despesas realizadas.

11. No entanto, não era bem isso que ocorria. Basta verificar que
XXXXXXX, XXXXXXX

Pessoas implicadas:

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➢ Geraldo Lauro
➢ Maria H. A. Caramelo
➢ Mauro Savi e Chefe Gabinete
➢ Romoaldo Junior e Chefe de gabinete
➢ Sergio Ricardo e Chefe Gabinete

Elementos de corroboração:

➢ Provas documentais apreendidas na Operação XXXXX e na Operação


XXXXXXXX

Testemunhas:

➢ Luiz Marcio B. Pommot


➢ Cristiano Guerino Volpato
➢ Nelson S. Abdalla
➢ Manoel M. Fontes
➢ Odenilton Gonçalo Carvalho Campos
➢ Neocir Arruda Bertoldi
➢ Nilson Kokojiski
➢ Talvany Neiverty

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5. DO DESVIO DE RECURSOS PÚBLICOS POR MEIO DE ACORDO
FRAUDULENTO EM AÇÃO CIVEL DO BANCO HSBC – PROPINA AOS
DEPUTADOS ESTADUAIS – OPERAÇÃO VENTRÍLOQUO

1. No ano de 2015, o MPMT ofereceu denúncia em desfavor de


vários réus relatando um episódio em que a D. Assembleia Legislativa do Estado
do Mato Grosso contratou, na década de 1990, um seguro junto ao Bamerindus
Companhia de Seguros. Posteriormente, a seguradora foi incorporada pelo banco
HSBC, que ajuizou uma ação cível no ano de 1997, cobrando o valor supostamente
não pago pela D. ALMT.

2. Diante do vagaroso trâmite do processo cível de cobrança, aduziu


o MPMT que o advogado Julio Cesar Domingues Rodrigues procurou Joaquim
Fabio Mielli Camargo se dizendo intermediário da ALMT e se colocando à
disposição para negociar os referidos valores; aduzindo, em seguida, já no ano de
2013, que o Procurador-Geral daquele órgão daria parecer favorável; ocasião em
que fora protocolado requerimento junto à ALMT.

3. De fato, o valor de R$ 9.480.547,69 (nove milhões, quatrocentos


e oitenta mil e quinhentos e quarenta e sete reais e sessenta e nove centavos) foi
efetivamente depositado, em três oportunidades distintas, na conta de Joaquim
Fábio Mielli Camargo que, incontinenti, devolveu XXXX% do valor para os
membros da Casa de Leis, pulverizando os valores em diversas contas de pessoas
físicas e jurídicas, por aqueles indicadas.

4. Ocorre que, em verdade, o Sr. Joaquim Fabio Mieli juntamente


com os Deputados XXXXX e XXXXXXX iniciaram as tratativas dessa
empreitada criminosa. Isso porque, ainda no final da década de 90, o supracitado
advogado procurou o Colaborador, bem como ao Sr. XXXXXXXX, a fim de
realizar um acordo e colocar fim ao processo tendo recebido XXXXXXXXX por
conta dessa incumbência, sob a alegação de não mais cobrar a ALMT, no entanto,
ainda assim, o processo continuou a tramitar normalmente em juízo.

5. No ano de 2013, mais especificamente em novembro, o Sr.


Joaquim F. Mielli compareceu a ALMT e, ao reunir-se com Romoaldo Junior,
então Presidente da ALMT, informou que estava autorizado a conceder um
desconto de até 45% ao valor da execução, que importava em aproximadamente
R$ 9.000.000,00 (nove milhões de reais), tendo o Deputado Romoaldo Junior
concordado após conversar com o Colaborador – que estava afastado da
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Presidência da ALMT por decisão judicial – e também com Mauro Savi, então 1º
Secretário da Casa de Leis.

6. Posteriormente, o Colaborador tomou conhecimento da


efetivação do negócio, pois o Deputado Romoaldo entrou em contato solicitando
o atendimento de uma pessoa, o Sr. Francisvaldo (Dico) que compareceu na
recepção da Presidência, mais especificamente na sala da secretaria do
Colaborador, Sra. Irene, sendo acompanhado pelo Sr. Joaquim Fabio Mieli
oportunidade em que foram atendidos pelo Colaborador, rapidamente, eis que se
encontrava no gabinete da Presidência em reunião com vários Deputados.

7. Naquela oportunidade, XXXXXX informou ao XXXXXX que o


Deputado XXXXXX teria fechado o acordo com o Fabio Mieli e que este
devolveria parte dos valores. Passados alguns dias, o próprio XXXXXX, em
plenário, relatou ao Colaborador que tinha conversado com o Dep. XXXXXXX
e que decidiram pagar XXXXX, bem como que teriam ajustado um retorno de
XXXXXX dos valores pagos.

8. Nesse sentido, o Colaborador pode APRESENTAR inúmeras


contas bancárias e instituições que foram utilizadas tanto pelo Sr. Joaquim Fabio
Mieli quanto por Deputados Estaduais e assessores parlamentares para lavarem
o capital ilícito recebido de Joaquim Fabio Mieli oriundo da Assembleia
Legislativa de Mato Grosso.

9. Frise-se que o Colaborador anotou o valor de R$2.214.957,37


(dois milhões duzentos e quatorze mil novecentos e cinquenta e sete reais e trinta
e sete centavos), cujos beneficiários não foram identificados.

Pessoas implicadas:

➢ Mauro Luiz Savi


➢ Gilmar Fabris
➢ Romoaldo Junior
➢ Guilherme Maluf
➢ Joaquim F. Mielli
➢ Julio Cesar
➢ Luciane Bezerra

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Elementos de corroboração

Testemunhas:

➢ Luiz Marcio B. Pommot


➢ Anderson Godoy
➢ Cristiano Guerino Volpato
➢ Documentos anexos

Documental

➢ Planilha demonstrando a destinação do dinheiro com indicação de quem


mandou

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6. DAS OPERAÇÕES QUE ENVOLVEM CARTAS DE CRÉDITO NO
ESTADO DO MATO GROSSO

6.1. Das Operações que envolvem cartas de crédito no Estado

1. Como é de conhecimento público, algumas categorias de


servidores da Secretaria de Fazenda do Estado do Mato Grosso (Sefaz) possuíam
direito a percepção de valores reconhecidos judicialmente.

2. Nessa senda, o Sr. Gilmar Fabris, devidamente legitimado pelo


então Governador Blairo Maggi, buscou uma negociação com o Sindicato da
categoria a fim de evitar uma “operação tartaruga” dos Servidores, ameaça essa
feita pelos representantes do Sindicato, cujo argumento mais forte utilizado para
a negociação com os servidores era a questão da isonomia salarial como moeda de
troca, pois – mesmo sabendo da inconstitucionalidade – os deputados assumiram
compromisso e aprovaram a reivindicação. Uma vez finalizado o acordo, a ALMT
se comprometeu a aprovar a Lei para viabilizar a emissão das cartas de crédito,
bem como estabelecer regras para compensação dos créditos perante os
empresários locais.

3. Assim, grande parte das cartas de crédito emitidas ficou com o


Sr. Ocimar, advogado indicado por Gilmar Fabris o qual acompanhou todo o
desenrolar das negociações entre o Governo Estadual e o Sindicato da categoria,
tendo inclusive transferido parte delas à esposa de Gilmar Fabris, Sra. Anglisey.

4. Quanto a esses fatos, esclarece o Colaborador que parte dessas


cartas de crédito foi destinada a agentes políticos, as quais, por determinação de
Eder Moraes, permaneceram na posse do Sr. Alex Ortolan que inclusive
antecipou, a título de empréstimo, um valor na ordem de R$4.000.000,00 (quatro
milhões de reais) para atender a determinados Deputados.

5. Porém, as cártulas destinadas aos agentes políticos – tais como o


Colaborador, que ficaria com R$XXXXX, o Dep. Sergio Ricardo com o mesmo
valor, Valdir Teis com R$XXXXXX, Emanuel Bezerra (assessor de Valdir Teis)
R$XXXXXX, Edmilson da SEFAZ R$XXXXXXXX, Vice Govenador Silval
Barbosa, segundo XXXXX, ficaria com R$XXXXXXX – permaneceram sob os
cuidados de XXXXXX, que alegou ao Colaborador e a Sérgio Ricardo, em seu
próprio escritório, que iria negociar as cartas no mercado e repassaria, em espécie,
o valor que coubesse a cada um, situação que jamais ocorreu eis que os títulos
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estão sendo executados em nome da empresa de sua família denominada
XXXXXXX36.

6. Decerto, o único recurso que o Colaborador teve conhecimento


do efetivo recebimento em favor de agentes políticos foi a XXXXXXX dos quais
o Colaborador permaneceu com R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais).

7. Da mesma forma, acredita o Colaborador que o Sr. XXXXX


também tenha ficado com esse montante, não sabendo a quais Deputados o Sr.
Ortolan repassou os outros R$2.000.000,00 (dois milhões de reais), porém, muito
provavelmente, tenha decidido isso junto ao XXXXXX.

8. Decerto, com o escopo de garantir o pagamento dos valores


adiantados aos agentes políticos, o Sr. Alex exigiu a emissão XXXXXXXXX
XXXX pelo Colaborador e que seriam abatidos os valores a medida que as cartas
de crédito fossem compensadas.

9. Em 2010, logo após ser cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral,


o Colaborador foi procurado pelo Sr. Gilmar Fabris em sua residência. Nessa
ocasião, foram entregues cartas de crédito ao Colaborador no valor total de
R$10.000.000,00 (dez milhões de reais) as quais foram repassadas pelo
colaborador ao XXXXXXXXXXXX. No repasse de tais cartas, não foi celebrado
qualquer instrumento de contrato, operando-se as negociações com a entrega dos
próprios títulos.

10. Ressalta o Colaborador que na venda de cartas de crédito para a


empresa XXXXX – com a qual chegou a comercializar R$XXXXXXX em cartas
de crédito – contou com a indicação de XXXXX e, especialmente, do então
XXXXXXX que solicitou audiência diretamente XXXXXXXX.

11. Nesse sentido, esclarece o Colaborador que foi realizada reunião


em meados de 2011 na sala do Colégio de Líderes, com o objetivo de combater a
auditoria da AGE-MT, e na qual estiveram presentes XXXXXX, XXXXXX e
um terceiro XXXXXX cujo nome o Colaborador não se recorda.

12. O Colaborador se recorda ainda que em determinado momento,


XXXXXX o procurou expondo sua insatisfação com o Delegado XXXXXX e

36 Informação acredita-se inédita


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com o Auditor-Geral XXXXX, oportunidade na qual pediu ao Colaborador que o
acompanhasse em reunião com o XXXXXXXX para apoiá-lo em sua demanda.

Implicados:

➢ Gilmar Fabris
➢ Ocimar Carneiro de Campos
➢ Alex Ortolan
➢ Eder Moraes
➢ Valdir Julio Teis
➢ Emanoel Gomes Bezerra Júnior
➢ Silval Barbosa
➢ Sergio Ricardo
➢ Edmilson José dos Santos – Ex Secretario de Fazenda
➢ Outros

Elementos de Corroboração:

➢ Documentos.

Testemunhas:

➢ Cristiano Guerino Volpato


➢ Luiz Gonzaga Warmling
➢ Paulo Nicodemos Gasparto
➢ Florindo José Gonçalves
➢ Fernando Mendonça França

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7. DA AQUISIÇÃO DE PRECATÓRIO PARA PAGAMENTO DE
DÍVIDAS E SALDO DE PROPINA

1. O Colaborador tem conhecimento de vultosa fraude perpetrada


para adimplir dívida do Executivo e Legislativo com o Sr. Valdir Piran que,
naquela ocasião, já se aproximava dos R$27.000.000,00 (vinte e sete milhões de
reais) pois contava com exorbitantes taxas de juros.

2. Naquela ocasião, o então Governador Blairo Maggi, após certa


resistência inicial, delegou a Silval Barbosa e Eder Moraes a busca de um
entendimento com Valdir Piran, pois estava preocupado com a governabilidade
do Estado. Porém, mesmo autorizando a consolidação da dívida, adiantou que
nada assinaria, ficando acertado que assinariam as novas Notas Promissórias o
XXXXXX, XXXXXX, XXXXXX e XXXXX.

3. Sendo assim, recolhidas as antigas Notas Promissórias com o Sr.


Valdir Piran e entregues as novas ao credor, é certo que, passados alguns meses,
começaram as pressões por parte do Sr. Valdir Piran para receber a conta, ocasião
em que Eder sugere a Blairo a aquisição por parte de Valdir Piran de um
precatório da Construtora Andrade Gutierrez, cujo valor a receber do Estado era
de aproximadamente R$300.000.00,00 (trezentos milhões de reais), com o que
Blairo Maggi concordou e mais uma vez designou Eder de Moraes e Silval
Barbosa para acompanhar a operação que foi paga nas seguintes condições:

Valdir Piran aceitou o negócio e adquiriu o precatório por


30% do seu valor, mais impostos, o que corresponde a
aproximadamente 45% do valor total. A solução era simples:
O Estado pagaria 100% pelo precatório, sendo que 45%
seria da empresa, que tinha plena ciência do negócio. Os
outros 55% seriam para pagar a dívida dos agentes públicos
que, a essa altura, além de indexada por altas taxas de juros,
já continham também operações mais recentes realizadas
por Silval Barbosa e Eder Moraes, eis que, por assumirem o
pagamento de uma conta de vários devedores, e de difícil
solução, passaram a ter crédito com Piran, abrindo uma
espécie de conta corrente.

4. Com relação a esses fatos, o próprio Blairo Maggi informou ao


Colaborador da solução adotada, bem como da designação de Eder Moraes para
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acompanhar e executar o negócio ilícito. Uma vez implantado o acordo espúrio,
somente ao final, com aproximadamente 90% (noventa por cento) da dívida paga,
o TJMT suspendeu o pagamento do precatório por divergência nos valores.

5. Após a decisão judicial, o Sr. Valdir Piran procurou o


Colaborador para ir com o um advogado especialista em precatório de
Brasília/DF – até o Setor de Precatórios (TJMT) onde conversaram com o Juiz
Onivaldo Budny e este esclareceu que a Andrade Gutierrez recebeu, inclusive, a
maior, e que a companhia deveria devolver valores ao Estado. Embora o
Colaborador não se recorde o nome do referido advogado, é certo que tratava-se
de profissional indicado por Valdir Piran.

6. Ato continuo, o Sr. Valdir Piran conversou com o Depto. Jurídico


da Andrade Gutierrez a fim de colocar o Colaborador em contato com o Diretor
Jurídico da companhia, do qual o Colaborador não se recorda o nome, mas que
possuía conhecimento da fraude e que os valores não estavam corretos. Tal
encontro foi registrado pelo Colaborador em seu caderno de anotações
(apreendido XXXXXX), após reunião realizada com Sr. Piran para tratar
especificamente do “Caso Gutierrez”, na qual foi anotado XXXXXXXX. De toda
sorte, segundo tem conhecimento o Colaborador, nem Valdir Piran e nem a
Andrade Gutierrez receberam os valores restantes oriundos do precatório.

7. Em virtude desse saldo remanescente e de outras operações


realizadas no Governo Silval Barbosa, foram efetuados pagamentos de outras
fontes ao Sr. Valdir Piran resultado de propina da qual o Colaborador não sabe
precisar a origem, porém, que foram utilizadas empreiteiras que detinham
contratos com o Estado para saldar o débito.

8. Nesse sentido, esclarece o Colaborador que após essas tratativas,


o então Governador Silval Barbosa ainda realizou um novo acerto com Valdir
Piran para liquidar o débito através da emissão de XXXXXXXXX, devidamente
avalizadas pelo Colaborador, no valor de R$2.000.000,00 (dois milhões de reais)
cada.

Pessoas implicadas:

➢ Blairo Maggi
➢ Eder Moraes
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➢ Sérgio Ricardo
➢ Valdir Piran
➢ Silval Barbosa
➢ Andrade Gutierrez
➢ Celson Bezerra

Elementos de corroboração:

➢ Comparativo contábil balancetes 2003 a 2014


➢ Documentos anexos

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8. DOS ATOS PRATICADOS DURANTE O GOVERNO SILVAL
BARBOSA

8.1. Histórico

Silval Barbosa
1999/2003 Deputado Estadual
2003/2007 Deputado Estadual
2007/2010 Vice Governador
2010/2014 Governador

1. Em 1999, Silval Barbosa assumiu seu primeiro mandato como


Deputado Estadual da ALMT, sendo posteriormente reeleito. Frise-se que
durante esse período, fez uma oposição muito dura contra o então Governador
Dante de Oliveira, inclusive apoiando o Governador eleito, Blairo Maggi, nas
eleições de 2002, mesmo contra o seu partido.

2. Entre os anos de 2003/2005, o Sr. Silval assume a 1ª Secretaria e


nomeia o Sr. XXXXX para ser o Secretário de Finanças e XXXX para a Secretaria
Geral. Logo que assumem as respectivas funções púbicas, introduzem as empresas
do grupo XXXX para atender a ALMT e que, mais tarde, iriam provocar a
deflagração da Operação XXXXXX, não obstante outras operações deflagradas
posteriormente ao exercício de seu mandato de Governador, senão vejamos:

8.2. Pagamento de propinas diversas que foram viabilizadas no governo


Silval Barbosa das quais o Colaborador foi beneficiado.

1. Por meio do Deputado Eliene de Lima, o Colaborador recebeu


seis ou sete parcelas de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais), advinda de negociação
realizada entre Eliene e Paulo Cesar Lemes “Microlins”, cuja origem é
desconhecida, porém, é certo que esses valores foram repassados ao Colaborador,
em espécie, por Paulo Lemes, como forma de garantir uma parceria política onde
Eliene pretendia continuar como Deputado Federal.

2. Outra situação que envolve o pagamento de valores ilícitos foi a


utilização da empresa Floresta Viva Ltda. pelo Colaborador para formalização de
um contrato com a empresa Camargo Campos S/A Engenharia e Comércio, cujo
objeto era a locação de equipamentos para execução de obras na trincheira Santa

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Rosa, por meio do qual o Colaborador recebeu pela prestação de serviços
R$1.500.000,00 (um milhão e quinhentos mil reais).

3. No entanto, insta frisar que esse contrato somente ocorreu em


virtude da reclamação que o Colaborador fez a Silval Barbosa de que não tinha
conseguido nada das obras da Copa, sendo que, ainda assim, o discurso de Silval
era para que o Colaborador procurasse pelo XXXX, diretor da empresa XXXXX,
eis que ele tinha ganhado várias obras no Estado não sabendo o Colaborador se
de forma lícita ou ilícita.

4. Ato contínuo, o Colaborador entrou em contato com o XXXXX,


que pediu a apresentação da relação dos equipamentos da empresa Floresta Viva
(da família do Colaborador) disponíveis para locação e, em seguida, foi celebrado
um contrato entre a Camargo Campos e a Floresta Viva por meio do qual o
Colaborador entregou apenas algumas máquinas, superfaturando o contrato,
recebendo o valor de R$XXXX (XXXXXX), não obstante a expectativa fosse
faturar em torno de R$XXXXX (XXXX) em virtude das obras da copa.

5. Da mesma forma, o Colaborador em reunião com o então


Governador Silval Barbosa, asseverou que na ocasião a ALMT estava em
dificuldade orçamentaria e que possuía débitos de propina em atraso com todos
os Deputados da Legislatura 2011/2015.

6. Naquela oportunidade, Silval Barbosa sugeriu ao Colaborador


que procedesse ao pagamento das propinas por outros meios que não fosse a
utilização do duodécimo da ALMT, informando ainda que a empresa Allen Rio
Serviços e Comércio de Produtos de Informática Ltda. possuía um vultoso valor
a receber junto ao CEPROMAT (Centro de Processamento de Dados do Estado
de Mato Grosso) oriundos oriundos da aquisição de licenças Microsoft para
atender as diversas Secretarias de Estado.

7. Nesse sentido, o Colaborador procurou o XXXXXX, diretor


XXXXXX, informando que o Governo do Estado liberaria os valores em atraso
devidos a empresa, desde que XXXXXXX se comprometesse a devolver 30%
(trinta por cento) dos valores efetivamente pagos.

8. Sendo assim, após a resistência de XXXXXXX em aceitar a


exigência, restou acordado que XXXXXX pagaria XX% (XXXXX) do valor
recebido para o Colaborador em cheque ou em espécie, conforme os valores
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fossem sendo pagos à empresa pelo CEPROMAT, o que de fato ocorreu, ainda
que XXX alegasse que esse percentual era grande parte do lucro da empresa, uma
vez que não havia superfaturamento.

9. Esclarece o Colaborador que o primeiro recebimento de


R$XXXXXX via XXXXX são oriundos do pagamento de R$XXXXX
(XXXXXX) pelo CEPROMAT e que foram entregues ao Colaborador e utilizado
para pagar propina aos 24 (vinte e quatro) Deputados que receberam em espécie
das mãos do Deputado XXXXX, do Deputado XXXXX e de XXXXX, bem como
para saldar empréstimos efetuados para atender o esquema de propina na eleição
da mesa diretora e campanhas eleitorais.

10. Além disso, foram entregues mais R$XXXXX (XXXX milhões


de reais) pelo Sr. XXXXXXX ao Colaborador que utilizou os valores em sua
campanha ao Governo do Estado via “caixa 2”, bem como na campanha dos
candidatos da coligação Viva Mato Grosso (PSD, PTC, PTN, PEM, PRTB, SD),
inclusive com agências de publicidade, gráficas, combustível e em espécie para os
partidos citados. Frise-se que os valores acima referidos foram originados a partir
do pagamento de R$XXXXX (XXXXXX) feito em diversas notas de empenho
pelo CEPROMAT, não tendo conhecimento do pagamento de propina a qualquer
servidor desse órgão.

11. Ainda, esclarece o Colaborador que não possui conhecimento


acerca de qualquer ilegalidade no procedimento licitatório, nos contratos
celebrados pela empresa XXXX com o Governo do Estado, eis que no momento
da exigência da propina, a empresa já havia vencido o certame.

12. Outra situação em que houve pagamento propina a alguns


Deputados, ocorreu devido a liberação dos recursos provenientes do MT
Integrado cujo projeto visava integrar todos os Municípios de Mato Grosso por
meio de rodovias pavimentadas. Nesse momento o BNDES já havia liberado um
valor vultoso desse financiamento, ocasião em que os Deputados reuniram-se no
Colégio de Líderes (sendo gravados pelo então Deputado Daltinho) e decidiram
falar com Silval Barbosa que os pagamentos desse programa já estavam ocorrendo
para as empresas e que sabiam que estava havendo devolução de um percentual
em propina para o Executivo.

13. Sendo assim, embora o Colaborador não tenha participado dessa


reunião, tomou conhecimento que alguns Deputados se reuniram com Silval
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Barbosa, onde ficou acordado o pagamento de R$600.000,00 (seiscentos mil de
reais) para cada Deputado, sabendo precisar que houve um pagamento inicial de
R$100.000,00 (cem mil de reais) e outras parcelas de R$50.000,00 (cinquenta mil
reais) que eram pagas via Silvio Correia.

14. Ainda com relação a esses fatos, o Colaborador esclarece que


esses valores deveriam ser de R$300.000,00 (trezentos mil reais), mas após
Daltinho utilizar a gravação da reunião para chantagear o Governador e a própria
mesa da ALMT, obteve êxito em dobrar o valor da propina. Esclarece o
Colaborador que, por não ter participado da negociação, não tem como delimitar
quais Deputados efetivamente receberam propina oriunda desse esquema. Porém,
determinou que a parte que lhe tocava nessa propina fosse entregue aos
Deputados Baiano Filho e Wagner Ramos eis que estavam em dificuldades
financeiras.

15. Outro esquema ilícito que merece ser esclarecido envolveu a


AMAD (Associação Mato Grossense dos Atacadistas e Distribuidores)37, uma
vez que houve o pagamento de propina para aprovação da Lei 9.855/2012 que
beneficiou todo o setor.

16. Nesse caso, todo o acompanhamento foi feito pelo Sr. XXXXX,
tendo sido ele quem decidiu em discussão dos representantes do executivo e o
Colaborador o valor de R$4.000.000,00 (quatro milhões de reais) em propina. As
discussões técnicas foram feitas entre o Sr. XXXXX e outros membros da AMAD
(XXX e XXXX) com o Sr. XXXXXX, assessor parlamentar da Presidência da
ALMT que, em momento algum, participou do pagamento de propina.

17. Da propina total de R$XXXX (XXXXX) esclarece o


Colaborador que Silval Barbosa ficou com R$ XXXX (XXXXXXX), valores
entregues em seu gabinete pelo próprio Colaborador e XXXXX. Ainda,
permaneceu com o Colaborador o valor de R$XXXXX (XXXXXX) não sabendo
precisar quais Deputados receberam o restante dos valores. Porém, o Colaborador
tem conhecimento que esse valor foi utilizado para ajudar no pagamento da
propina mensal.

37 Informação que acredita-se inédita


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8.3. Das questões que envolvem a Operação Sodoma II

1. Ainda no ano de 2013, ao conversar com o então Governador


Silval Barbosa, o Colaborador foi comunicado da possibilidade de ocorrer uma
licitação para viabilizar os serviços de créditos consignados no Estado, pois o
Governador estava insatisfeito com os serviços prestados pela empresa
Consignum do Sr. William Mischur, razão pela qual solicitou ao Colaborador que
indicasse empresas para participar do certame.

2. A empresa Consignum Gestão de Margem Consignável foi


sagrada vencedora do Pregão nº 028/2008/SAD, celebrando contrato com o
estado de Mato Grosso para administração de margem financeira consignável em
folha de pagamento dos servidores estaduais.

3. Após a conversa com o então Governador, o Colaborador entrou


em contato com o representante XXXXX, Sr. XXXXXX, que se deslocou de São
Paulo/SP até o Município de Cuiabá/MT para verificar a viabilidade de
participação em futura licitação. Contudo, diante das tratativas para devolução da
propina aos agentes políticos, entendeu por bem não participar.

4. Em paralelo, o Colaborador noticiou a possibilidade de ocorrer a


licitação da área de consignados ao Sr. XXXXXX que prontamente contatou o
Sr. XXXXXXX, representante da empresa XXXX., XXXXX, que também
manifestou interesse em participar, como de fato findou por participar
efetivamente do certame.

5. Ato contínuo, foi iniciado o Pregão Presencial nº 001/2014/SAD


(Processo Administrativo nº 69187/SAD), para substituir a empresa Consignum
do qual foi pregoeiro o Sr. José Cordeiro. Porém, o pregão foi suspenso por medida
liminar (Doc. n. 12)38, e posteriormente anulado pela própria Secretaria de
Administração do Governo Estadual.

6. Assim, esclarece o Colaborador que após a decisão judicial de


suspender o processo licitatório para substituir a empresa do Sr. William
Mischur, não voltou a tratar do assunto com o Governador, não podendo afirmar
que o Sr. Thiago Dorileo deixou de intervir junto ao Poder Executivo.

38 Processo nº 14518-98.2014.811.0041, em trâmite na Primeira Vara Especializada da Fazenda Pública.


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7. De toda sorte, passados alguns meses, o Colaborador passou a
pressionar Silval Barbosa para receber um crédito de R$XXXX (XXXXX)
referente a uma dívida deste último paga pelo Colaborador quando da aquisição
XXXXX, em sociedade XXXXX. À época, XXXXX informou ao Colaborador
que uma pessoa chamada XXXXX iria procura-lo e pagar esse débito.

8. A partir desse momento, o Sr. XXXX procurou o Colaborador


em sua residência, sendo que a única condição imposta pelo Sr. William para que
houvesse a entrega do dinheiro era que XXXXX parasse de pressionar a XXXXX
para realizar nova licitação para substituir seu contrato, o que ficou combinado.

9. Logo após essa reunião, XXXXX retorna à residência do


Colaborador juntamente com XXXX e XXXXXX, ocasião em que XXXXX
noticia ao Colaborador que está tudo certo e que XXXXX iria atender ao pedido
de XXXXX, ou seja, pagando o valor prometido.

10. De fato, esclarece o Colaborador que recebeu do Sr. XXXXXX o


valor de R$XXXXXX referente a supracitada dívida que XXXXXX tinha com o
Colaborador quando da aquisição de uma área em XXXXXX, cuja parte de
XXXXX 50% (cinquenta por cento) encontra-se em nome do XXXXX e 50%
(cinquenta por cento) em nome da empresa XXXXX, XXXXX.

8.4. Das questões que envolvem o pagamento de propina para campanha


eleitoral de 2010/2014

1. Na campanha de 2010, por intermédio do Deputado XXXX,


diversos candidatos a Deputado Estadual receberam cerca de R$100.000,00 (cem
mil reais), de um total de R$1.700.000,00 (um milhão e setecentos mil reais) de
ajuda vinda do Sr. XXXXXX que era, naquele momento, o “caixa” da campanha
de Silval Barbosa.

2. Em que pese o Colaborador estivesse cassado por determinação


da Justiça Eleitoral, ou seja, sem mandato, motivo pelo qual sequer pode
esclarecer quais os Deputados que receberam a propina, pode afirmar, no entanto,
que esses valores foram disponibilizados por determinação de Silval Barbosa
através da emissão de cheques por parte da Universidade XXXXX 39***. Porém,

39 Informação acredita-se inédita


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o Colaborador pode afirmar que XXXXX emitiu esses cheques para auxiliar nas
campanhas eleitorias dos candidatos a reeleição. Essa situação deve ser ressaltada,
eis que atípica, porquanto o coordenador oficial da campanha de Silval Barbosa
era o o Sr. Cesar Zilio.

3. Ainda na campanha de 2010, juntamente com o ex Deputado


XXX, o Colaborador negociou com Silval Barbosa uma ajuda de R$10.000.000,00
(dez milhões de reais) para o PP (Partido Progressista) que seria distribuída entre
os candidatos a XXXXXX, porém, pode afirmar que do valor combinado, Silval
Barbosa pagou cerca de R$7.000.000,00 (sete milhões de reais).

4. Desse valor o Sr. XXXXXX exigiu que sua parte, cerca de


R$1.500.000,00 (um milhão e quinhentos mil reais) fosse entregue de forma oficial
sob a alegação de estar com problemas em decorrência do “Mensalão” APN 470
no STF e não queria correr riscos, além disso precisava também ajudar o
Deputado XXXXX a captar doações oficiais.

5. No mesmo sentido, esclarece o Colaborador que Silval Barbosa


entregou 300 (trezentos mil) litros de óleo diesel através do Posto XXXXX, mais
R$1.000.000,00 (um milhão de reais) em dinheiro e R$1.000.000,00 (um milhão
de reais) em material gráfico junto a XXXXXXX a fim de ajudar na campanha da
candidata XXXXXX, tudo a pedido do Colaborador. Nessa esteira, esclarece o
Colaborador que autorizou o XXXX a transferir o óleo diesel ao XXXXXX, o
que de fato foi feito40.

8.5. Obras da Copa – a) Licitação - Arena Pantanal

1. Nesse caso, esclarece o Colaborador que foi procurado pelo Sr.


XXXXXX, Deputado Estadual, que tinha um compromisso com Senhor XXXXX
da empresa XXXXX e gostaria que essa empresa saísse vitoriosa no certame
referente a área de XXXX da Arena Pantanal.

2. Naquela oportunidade, o Colaborador chamou o Sr. XXXXX,


pretenso concorrente da empresa XXXXXX, e o apresentou ao Dep. XXXXX, o
qual prometeu a XXXXX que, se ele desistisse ou facilitasse a vitória da empresa
XXXXXX, lhe arrumaria outra obra na ALMT ou no Estado, o que fora aceito
por XXXXXX.

40 Informação acredita-se inédita


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3. In casu, a reunião entre o Sr. XXXX e o Dep. XXXX ocorreu no
gabinete do Colaborador, sendo que, ao seu final, o Sr. XXXXX da Empresa
XXXXX adentrou no recinto e foi apresentado ao Colaborador pelo Deputado
XXXXXX. Em que pese o Colaborador desconhecer o acerto realizado entre as
partes, teve conhecimento que a empresa XXXXX recebeu mais de
R$100.000.000,00 (cem milhões de reais) do Governo do Estado.

8.5. Obras da Copa – b) VLT – propinas e direcionamentos de licitações

1. Desde 2008, por iniciativa do Sr. Bento Souza Porto, e também


do Sr. Maximo Giavinna, o Colaborador passou a defender o VLT como sistema
troncal de transporte de massa em Cuiabá/MT, pois entendeu que esse modal
seria um sistema mais seguro, mais ecológico e mais viável tecnicamente em
comparação com o BRT.

2. A fim de convencer o Governador Silval Barbosa acerca do


sistema VLT, foi realizada viagem para Portugal, porém, antes mesmo, foi
realizada reunião em São Paulo na qual Silval Barbosa adiantou que possuía
outras maneiras de obter fundos para a obra e que a linha de crédito não seria
problema eis que já havia aprovação da ALMT para financiamento do BRT e que
os próprios Deputados aprovariam com facilidade uma alteração do modal.

3. Outra situação que chamou atenção nessa viagem para Portugal


foi a presença de XXXXX, tido como caixa de XXXXXX, convidado desse, e que
sempre se mostrava interessado em participar das discussões. Em certo momento,
durante a viagem, XXXX propõe ao Colaborador entregar para XXXXXXX a
condução dos interesses financeiros da implantação do VLT, no que disse que ia
pensar e nunca mais voltou a discussão, apesar da insistência de XXXXX em mais
duas ocasiões.

4. Já no Brasil, o Colaborador voltou a falar com Silval Barbosa e


notou a preocupação dele com os próximos passos, especialmente conseguir junto
ao Governo Federal a mudança do modal BRT para VLT, já que havia processo
adiantado de financiamento do primeiro, mas anunciou que faria plantão em
Brasília para isso. Passados alguns dias, Silval Barbosa entrou em contato de
Brasília/DF dizendo que conseguiu a mudança do BRT para VLT.

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5. Não houve apoio político por parte do Colaborador para que isso
ocorresse. Ao que tudo indica, as tratativas de Silval para que essa mudança
ocorresse tenha envolvido parlamentares federais e Ministros de Estado,
especialmente o Ministro das Cidades.

6. Os parlamentares federais do MT naquela época mais próximos


a Silval Barbosa eram XXXXXX, XXXXXX, XXXXX, XXXXX e XXXX, além
de XXXXX, que tinha bom trânsito no Ministério das Cidades.

7. Em Cuiabá, depois da mudança do modal, Silval Barbosa


organizou uma reunião no Palácio e voltou a falar do VLT, dessa feita, abrindo
pela primeira vez uma discussão sobre a questão relativa ao recebimento de
propina pelas obras do VLT. Salientando que não saberia o que iria conseguir na
compra dos carros, mas o certo era que teriam uma participação e no momento
certo o Colaborador seria chamado para participar.

8. Posteriormente, Silval Barbosa informou ao Colaborador que a


propina estava garantida com relação ao VLT e que seria em torno de XX%
(XXXX) em relação ao pagamento pela execução das obras do VLT, de acordo
com as medições.

9. Na última conversa que o Colaborador teve com Silval Barbosa


sobre o VLT, em setembro de 2014, Silval disse que havia recebido uma parte dos
XX% (XXXX por cento), não precisando o montante, mas que havia algo em
torno de R$ XXXX a R$ XXXX (XXX milhões de reais) a receber e que estava
com dificuldades porque o consórcio passou a exigir alguma forma de documentar
o pagamento.

10. Informou ainda que estava mandando o Deputado XXXX até lá


para ver se conseguia receber. Posteriormente, XXXX confirmou que estava
difícil para receber do Consórcio integrado pelas empresas XXXXXX, chegando
inclusive a envolver uma advogada de Brasília/DF, Dra. XXXXXX para tentar
viabilizar o recebimento.

11. Uma forma que Silval Barbosa sugeriu ao Colaborador que fosse
utilizada para recebimento de propina nas obras da copa foi através da contratação
da empresa Multimetal pelo consórcio XXXX, XXXXXXX. As obras do VLT de
estrutura metálica ficaram entre dez e doze milhões de reais e o Consórcio reduziu
o preço XXXXXX.
Página 88 de 105
12. Ainda, o Colaborador tomou conhecimento do valor de R$XXX
(XXX) que Silval Barbosa deveria pagar ao ex Deputado XXXX, pois esse se
apresentou com notas promissórias emitidas por Eder de Moraes solicitando
ajuda do Colaborador para receber, sugerindo que aceitaria inclusive imóveis,
propondo que o Colaborador atuasse junto Silval Barbosa para conseguir um
apartamento próximo desse valor para que devolvesse as promissórias.

13. Nesse tocante, afirma o Colaborador que não pôde auxiliar o Sr.
XXXXXX, e lhe sugeriu que o caso fosse levado diretamente ao Governador
Silval Barbosa, tendo sido agendada uma reunião entre eles, não sabendo afirmar
o que houve a partir desse momento.

8.6. Demais questões relativas a Silval Barbosa

1. Ainda com relação ao ex-Governador Silval Barbosa, esclarece o


Colaborador que vendeu a outorga de 4 (quatro) emissoras de rádio XXX, sendo
uma delas em XXXXX (FM), uma em XXXXXX (FM), uma em XXXXXX (AM)
e XXXXX, ambas em nome da Empresa XXXX pelo valor de R$XXXX
(XXXXX).

2. Esclarece o Colaborador que também transferiu, no ano de 2004,


uma emissora retransmissora de televisão XXXXX que transmite sinal da
XXXXX em nome dos Senhores XXXXXX e XXXXX ao Senhor Silval Barbosa.

Pessoas implicadas:

➢ Silval Barbosa
➢ Tegivan Luiz de Morais
➢ Elias Nassarden
➢ Valdir Piran
➢ Eder Moraes
➢ Sérgio Ricardo
➢ Eliene José de Lima
➢ Paulo César Lemes
➢ Camargo Campos Engenharia SA
➢ Silvio Correia
➢ AMAD - Associação Matogrossenses do atacado e distrito
➢ Willians Paulo Mischur
Página 89 de 105
➢ Romoaldo Júnior
➢ Gilmar fabris
➢ Outros

Elementos de corroboração

➢ Documentos.

Testemunhas:

➢ Maria Célia (Servidora da Sefaz)


➢ Toninho (Beira Rio Material para Construção Ltda.)
➢ Juliano Bortolotto (Todimo Materiais para Construção)
➢ José Venceslau de Souza Junior (Proprietário da empresa Verdão Materiais
para Construção)
➢ Wilson Celso Teixeira (Dentinho)
➢ Francisco Tarquinio Daltro (Chico Daltro)

Página 90 de 105
9. DOS FATOS CRIMINOSOS PRATICADOS POR DIVERSOS
AGENTES POLÍTICOS E EMPRESÁRIOS

9.1. FILADELFO DOS REIS DIAS

1. Esclarece o Colaborador que o Sr. Filadelfo adquiriu, através de


contrato de cessão de direitos da XXXXX, representada pelo presidente XXXX
e vice-presidente XXXX, 46,5877 hectares de uma área pública em litígio entre o
Estado de Mato Grosso e a referida Associação, contrato esse firmado em
28.6.2011, que envolvia 99% da área, num valor de R$XXXXX (cinco milhões de
reais).

2. Em que pese o contrato não especificar, o negócio abrangeu


apenas 50% da área, visto que na mesma data, o Sr. Filadelfo firmou contrato de
cessão de direitos dos outros 50% daquela área com o Sr. XXXXX e XXXXXXX,
os quais eram proprietários dessa área em conjunto com a XXXXX, por
R$4.000.000,00 (quatro milhões de reais). Com esses dois contratos, o Sr.
Filadelfo pagou à XXXXX apenas a entrada de R$800.000,00 (oitocentos mil
reais), deixando de pagar o restante (R$8.100.000,00).

3. Ato contínuo, em 16.7.2011, a XXXXX e autorizou a


transferência do imóvel ao Sr. Filadelfo após a regularização da área nos autos da
Ação de interdito proibitório nº XXXX. Em 16.1.2012, a XXXXX notificaram o
Sr. Filadelfo para que quitasse o pagamento. Diante do não pagamento, em
26.1.2012 o Sr. XXXX, revogou a procuração outorgada ao Sr. Filadelfo.

4. Após esses fatos, o Colaborador foi procurado e ficaria com 5


hectares. Para a concretização dessa parceria o Colaborador deveria pagar cinco
taxas de regularização fundiária junto ao INTERMAT, tendo o Colaborador
pagado tão somente duas dessas taxas. Frisa-se que as taxas estão em nome de
terceiros, porque eram os detentores da posse.

5. Mesmo ciente do rompimento dos vendedores com Filadelfo, o


Colaborador foi à procura dele para conversar, foi quando ele informou que não
abriria mão da área, pois estava pagando ao Juiz XXXXX 41***, o valor de
R$1.000.000,00 (um milhão de reais) para que esse determinasse ao Estado
XXXXXXX, foi quando o Colaborador informou que já tinha conversado com os

41 Informação acredita-se inédita


Página 91 de 105
membros da XXXX e o Sr. XXXX e firmado uma parceria com eles, pela qual
ficaria com os 5 hectares pagando algumas taxas.

6. Nessa ocasião, o Sr. Filadelfo propôs estabelecer uma nova


parceria. Posteriormente, a XXXX veio a concordar com essa nova parceria, cujos
valores foram distribuídos para diversos agentes públicos e particulares.

Pessoas implicadas:

➢ Filadelfo dos Reis e Dias;


➢ Alfonso Dalberto;
➢ Marcio Guedes
➢ Elementos de corroboração
➢ Testemunhas:
➢ Alfonso Dalberto Fernando Bertin
➢ Nereu
➢ Djalma Ermenegildo

Prova documental

Página 92 de 105
10. DOS FATOS PRATICADOS POR DIVERSOS AGENTES POLÍTICOS

10.1. CONSELHEIRO SERGIO RICARDO DE ALMEIDA

10.1.1. Dos demais crimes que envolvem o Conselheiro do Tribunal de


Contas

1. Em conjunto com o Sr. Sergio Ricardo, foram realizadas outras


duas operações cujo emitente das Notas Promissórias foi o Sr. XXXXX para
ajudar nas despesas da campanha da mesa diretora da ALMT no ano XXXX e
manter o esquema de distribuição de propinas aos Deputados Estaduais, sendo
uma Nota Promissória de R$8.000.000,00 (oito milhões de reais) com o
XXXXXX e outra de R$ 4.000.000,00 (quatro milhões de reais) com o Sr.
XXXXX, sendo esse último valor dividido em duas notas promissórias de R$
2.000.000,00 (dois milhões de reais) cada.

2. Da mesma forma, o Colaborador tem conhecimento de que o Sr.


Sérgio Ricardo mantinha alguns negócios que alavancou com dinheiro ilícito, tais
como o XXXX, denominado XXXX, e a XXXXXX adquirida em nome de seu
irmão XXXXX. Nesse caso, o Sr. Sergio Ricardo convidou o Colaborador para
ser sócio da XXXXX dizendo que estava comprando para si, mas que o gestor do
negócio seria seu irmão.

3. Decerto, o Colaborador não conhecia e não possuía relação de


amizade com o Sr. XXXXXXX, antigo detentor da concessão da rede de TV
Mundial, porém, o Sr. XXXXXX confidenciou ao filho do Colaborador que
estaria arrependido em ajudar a ocultar os negócios ilícitos de Sergio Ricardo.

4. Ademais, o Conselheiro Sergio Ricardo ainda possuía


investimentos na Estrada do Manso (Golfe), além do que mantinha uma parceria
com o Sr. XXXXXX na propriedade de uma aeronave, bem como de uma área de
terras em Porto Esperidião/MT, que num certo momento afirmara ser sócio.

5. Além disso, o Colaborador tem conhecimento que Sr. XXXXX


operava de forma clandestina, uma vez que bastava um contato telefônico do Sr.
Sergio Ricardo para que o Sr. XXXXX liberasse uma operação onerosa aos
Deputados mais próximos a Sérgio Ricardo, como: XXXXXXX, cujos valores
eram posteriormente ressarcidos pela ALMT através dos recursos desviados,

Página 93 de 105
sendo que ora ele recebia em espécie ora em cheques das empresas fornecedoras
da ALMT e, possivelmente, depositava nas contas das suas empresas.

6. Em que pese a resistência do Sr. Sérgio Ricardo em assinar


qualquer tipo de documento, especialmente junto às factorings, houve um caso
específico em que ele se viu obrigado a consolidar a dívida junto à empresa do Sr.
XXXXXX, no valor aproximado de R$ XXXXX (XXXXX), cuja negociação,
autorizada pelo Sr. XXXXX, foi articulada por Silval Barbosa e posteriormente
por XXXXX.

Elementos de corroboração:

➢ Reportagem do periódico

Página 94 de 105
11. DOS FATOS CRIMINOSOS PRATICADOS POR DIVERSOS
AGENTES POLÍTICOS E EMPRESARIOS

11.1. AVILMAR ARAUJO COSTA

1. Com relação ao Sr. Avilmar, , esclarece o Colaborador que, em


conjunto com o Sr. Sérgio Ricardo, realizou um empréstimo de R$XXXX (XXXX
milhões de reais) com o Sr. Avilmar por meio de nota promissória assinada por
XXXXX para atender despesas com a eleição da mesa diretora de 2010, sendo
que para quitar essa dívida voltou a operar com Silval Barbosa R$18.000.000,00
(dezoito milhões de reais), cujo pagamento foi vinculado a Centrus-Fundo de
Previdência dos ex-Servidores do BEMAT, voltando a ter problema em função
da suspensão do pagamento à justiça. Essa operação foi garantida através da
emissão de 12 (doze) cheques no valor de R$1.500.000,00 (um milhão e
quinhentos mil reais).

2. De todo modo, é certo que o Sr. Avilmar mantinha uma relação


muito próxima a Silval Barbosa e XXXXX, onde passou a transitar com muita
rotina, inclusive tendo recebido diversos recursos do BBPag, sem que houvesse
negociação com o Estado em nome da empresa L. B. Notari, aberta em nome de
dois ex-funcionários.

3. Quanto ao empréstimo de R$XXXX (XX milhões e quinhentos


mil reais) feito pela Agropecuária XXXX junto ao Banco Rural, para atender
interesse de Silval Barbosa, esclarece o Colaborador que foi para esse último pagar
a dívida pendente com o Sr. Avilmar em razão da suspensão dos pagamentos a
Centrus, razão pela qual os recursos foram depositados ao Supermercado Modelo
e, somados a valores que Avilmar tinha de crédito de R$ 2.500.000,00 (dois
milhões e quinhentos mil reais), foi feito um contrato de mútuo no valor de R$
XXXX (XXXX milhões de reais) em nome da agropecuária Carolmila, mas, na
verdade, esses valores pertenciam, de fato, ao Sr. Avilmar Araujo da Costa.

4. Quanto aos cheques da ALMT apreendidos com o Sr. Avilmar no


Estado de Minas Gerais, esclarecer o Colaborador que, na verdade, se tratava de
documentos envolvidos em operação realizada pelo Sr. Avilmar em benefício da
empresa do Sr. XXXXX 42cujas cártulas eram para ser depositadas, porém, por
questões contábeis, foram emitidos cheques de outras empresas fornecedoras da

42 Realidade dos fatos que acredita-se inédita


Página 95 de 105
ALMT e pago o Sr. Avilmar que deveria ter devolvido os cheques apreendidos,
porém não o fez.

5. A versão do Sr. Avilmar de que encontrou os cheques no


estacionamento é fantasiosa, eis que Avilmar ficou com esses cheques como forma
XXXXXX a mesa diretora em outras XXXXXXX.

6. Por derradeiro, afirma o Colaborador que finalizou todos os


negócios com o Sr. Avilmar tendo quitado sua dívida com a entrega de um
apartamento no Edifício XXXXX no valor aproximado de R$950.000,00
(novecentos e cinquenta mil reais) e um apartamento no Edifício XXXXX, em
2014, pelo valor de R$500.000,00, (quinhentos mil reais) totalizando
R$1.450.000,00 (um milhão e quatrocentos e cinquenta mil reais) que era o valor
da dívida.

Página 96 de 105
12. DOS FATOS CRIMINOSOS PRATICADOS POR DIVERSOS
AGENTES POLÍTICOS E EMPRESARIOS

12.1. Da participação do Sr. Fernando Mendonça

1. Esclarece o Colaborador que o Sr. Fernando Mendonça também


realizou empréstimos para alguns Deputados Estaduais, destacando as operações
realizadas para atender interesses do XXXXX e do Dep. XXXXX.

2. Nesse sentido, algumas operações de caráter pessoal foram


liquidadas com recursos próprios XXXXXX e da empresa XXXXX, provenientes
da venda de gado à empresa JBS. Porém, é certo que os valores depositados aos
Deputados Estaduais e Assessores representavam o pagamento da propina
mensal que era compensada posteriormente com o desvio de recursos da ALMT
em favor do Colaborador.

3. Decerto, mediante a intervenção de Fernando Mendonça perante


XXXXX, o Colaborador conseguia adiantar o dinheiro da propina dos Deputados
com a garantia dos XXXXX em nome da XXXXXX e com a data marcada para
abate, situação em que ocorria a liquidação da operação.

4. Quanto aos empréstimos tomados junto a Fernando Mendonça,


normalmente o Colaborador recebia por meio de TED da empresa XXXXXX na
conta da empresa XXXXX. Esclarece o Colaborador que algumas pessoas físicas
e jurídicas tomavam empréstimo com Fernando Mendonça.

12.2. Humberto Bosaipo – Vaga no TCE:

1. Ao assumir como Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado


de Mato Grosso, o Sr. Humberto Bosaipo tinha o compromisso de deixar a Corte
de Contas antes de sua aposentadoria compulsória sem nada exigir do
Colaborador, devendo indicar quem melhor lhe conviesse.

2. Com a decisão do Superior Tribunal de Justiça quanto ao


afastamento de Bosaipo, surgiram interessados em assumir a vaga como
Deputado XXXXX que acabou cedendo a vaga para o Deputado XXXXXX, eis
que havia uma exigência financeira por parte de Bosaipo que XXXXXX não
poderia arcar.

Página 97 de 105
3. À época, XXXXXXXX e desejava ir ao TCE na condição de
Conselheiro, no entanto, o Colaborador não sabe informar quanto Bosaipo
receberia pela vaga. De toda sorte, com as pressões, principalmente dos servidores
do TCE, XXXXX acabou desistindo, foi quando Bosaipo ofereceu a vaga ao
Colaborador pelo valor de R$XXXXXX (XXXXX milhões de reais) cujo
pagamento deveria ser quitado em até 1 (um) ano da assunção da vaga pela pessoa
indicada.

4. Nesse sentido, o Colaborador indicou a sua XXXXX, ao cargo do


TCE, cujo nome foi aprovado pelo Colégio de Líderes da ALMT.

5. De todo modo, o Colaborador afirma que já havia recorrido a um


empréstimo perante o Banco do Brasil a fim de viabilizar o pagamento imediato
de R$XXXXX (um XXXXX de reais) ao Sr. Bosaipo que, muito embora afastado
liminarmente do cargo pelo Superior Tribunal de Justiça, ainda era o detentor da
almejada vaga de Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Mato Grosso.

6. Nesse sentido, esclarece o Colaborador que efetivamente pagou o


valor de R$XXXXXX (XXX XXXX de reais) ao Sr. Humberto Bosaipo pelo fato
de ele ter renunciado ao cargo de Conselheiro do TCE, sendo que o valor de
R$XXX (xXXX mil reais) foi depositado na conta XXXXXX perante o Banco do
Brasil nas datas de XXXXXXXX, o valor de R$XXXXX (XXXXX mil reais) foi
entregue em XXXXX pelo Colaborador ao Sr. XXXXXX, e o restante entregue
pelo Colaborador diretamente ao Sr. Humberto Bosaipo em XXXXXX.

Elementos de Corroboração:

➢ Em virtude da ausência dos comprovantes de operação bancária pelo


Colaborador, será necessário o afastamento do sigilo bancário do
XXXXXXX.

Testemunhas:

➢ Cristiano Guerino Volpato


➢ XXXXX

Página 98 de 105
12.3. Quanto a permuta do terreno do Hospital do Câncer/SECOPA para
viabilização do VLT

1. Conforme amplamente noticiado, o Colaborador participou


ativamente da aprovação da Lei n. 9.750/2012 onde a ALMT, autorizou a
permuta de uma área pública, próxima ao Hospital do Câncer em Cuiabá/MT, por
um imóvel de propriedade da empresa XXXXXXXXXX.

2. Porém, assim que aprovada a referida lei, o representante legal


da XXXX XXXXXX manifestou preocupação ao Colaborador, eis que a área
envolvida na permuta não ficaria integralmente para ele, sendo que XXXXXXX
chegou inclusive a desconfiar que o Colaborador ficaria com parte do imóvel.

3. Naquele momento, embora não tenha tido qualquer participação


no intento criminoso, o Colaborador percebeu que havia XXXXXXX dos
imóveis, porém, se limitou a informar ao Sr. XXXXXXX que não tinha
participação nenhuma nisso, com exceção do interesse em ajuda-lo a resolver essa
questão.

4. Essa preocupação de XXXXXX se tornou maior quando o


XXXXXX pediu informações sobre o assunto, situação em que o Colaborador o
orientou a se defender, momento em que ele passou a iniludível impressão de que
teria problemas com essa permuta. Por essas razões, o Colaborador acredita que
o Sr. XXXXXX não ficou com toda área, sendo que parte seria destinada a
agentes públicos.

Implicados:

➢ XXXXXXX

Elemento de corroboração:

➢ Leis Estaduais n.º 9750/2012, alterada pela Lei n.º 9.799/2012

Página 99 de 105
12.4. Das questões que envolvem o fundo de previdência CENTRUS 43 **

1. Esse fundo de previdência dos servidores do extinto Banco do


Estado do Mato Grosso (“BEMAT”) possuía um valor de R$100.000.000,00 (cem
milhões de reais) aproximadamente para receber do Estado do Mato Grosso. Com
a extinção do BEMAT, a Superintendência Nacional de Previdência Complemetar
(Previc), vinculada ao Ministério da Previdência Social, nomeou o Sr. XXXXXX
do Centrus, o fundo de pensão dos funcionarios do banco. O XXXXX foi então
contratado pelo Sr. XXXXXX para prestar serviço XXXXXX , para o qual
acordaram o percentual de 62,5% a título de XXXXXXX, sobre o montante de
R$XXXX que seriam devidos pelo Estado de Mato Grosso.

2. A fim de resolver o problema da dívida do Estado com o fundo, o


Sr. XXXXXX, juntamente com o Sr. XXXXX, XXXXX do Fundo de
Previdência, procuraram o Colaborador que se dispôs a intervir junto ao então
Governador Silval Barbosa para pagar essa dívida. Naquela oportunidade, Silval
Barbosa solicitou um XXXXXXXX, que confirmou a XXXXXXXX em favor do
fundo de previdência, bem como de seu valor.

3. Após negociar os valores que seriam pagos pelo governo do


Estado, houve por parte do Sr. XXXXX, a sugestão de fazer um XXXX com a
XXXXXX, da qual ele era sócio, com o escopo de obter propina em razão do
pagamento que ocorreria, nos seguintes termos:

(i) XXXXXXXXX

4. Decerto, esclarece o Colaborador que do valor total que seria


pago à empresa de XXXXXX, apenas 15% (quinze por cento) ficaria para a
referida empresa e o restante iria para uma série de agentes públicos e políticos
XXXXXXXXX.

5. Dessa forma, foi realizado um acordo para pagamento em 18


(dezoito) parcelas de R$4.722.000,00 (quatro milhões setecentos e vinte e dois mil
reais), sendo que apenas 05 parcelas foram pagas, totalizando R$ 23.610.000,00
(vinte e três milhões seiscentos e dez mil reais). Metade desse valor foi pago para
a empresa XXXXXX, que repassou o valor total de propina de R$XXXXXXX e

43 Informação acredita-se inédita


Página 100 de 105
ficou com R$ XXXXX (XXXXX milhões quinhentos e quarenta e um mil e
quinhentos reais).

6. O valor de propina foi repassado pela XXXX à empresa


XXXXXX, que se encarregou de pagar o Sr. XXXXXXX, que havia antecipado
parte dos recursos (com garantia dada através de cheques de XXXXXX no valor
de R$XXXX (XXXXX milhões de reais), conforme discriminação abaixo
apreendida na Operação XXXXX:

(i) XXXXXXX

7. Com a propina que o Colaborador recebeu realizou os seguintes


pagamentos:

(i) R$ XXXX
(ii) R$ XXXX
(iii) R$ XXXX
(iv) R$ XXXX

8. Conforme exposto em anexo próprio, esse valor de R$XXX


(XXX milhões de reais) foi obtido através de um empréstimo contraído junto a
XXXXXX, por XXXXX, mediante a emissão de R$XXXX (XXXXX milhões)
em cheque, sendo 12 (doze) cheques no valor de R$XXXX (XXXXX milhão e
quinhentos mil reais) cada um do Banco do Brasil da pessoa física de XXXX.

9. Importa salientar que toda vez que XXXXX necessitava de


algum XXXXXX para conferir respaldo a alguma operação, quem aparecia era o
XXXX. De toda sorte, após o pagamento das primeiras XXXXXX, os
pagamentos foram suspensos por determinação judicial.

Página 101 de 105


13. DOS FATOS RELACIONADOS A OPERAÇÃO DRÍADES

1. Trata-se de ação penal que visa apurar suposta engenharia


delitiva empregada na inserção de –“informações falsas no sistema informatizado
de controle de atividades florestais da SEMA/MT, consistentes em créditos
florestais inexistentes em favor de empresas madeireiras”– bem como pela
facilitação de fraudes relacionadas à duplicação de créditos florestais, mediante a
autorização de –“vendas de produtos florestais no sistema informatizado da
SEMA/MT sem o devido procedimento administrativo”–

2. De acordo com a exordial, a finalidade do esquema seria – “a


arrecadação, pela organização criminosa, de propina destinada na sua maior parte
à reunião de fundos para pagamento de débitos relacionados à campanha eleitoral
de Mauro Luiz Savi e de José Geraldo Riva, bem como a aferição de espúrio lucro
aos agentes da organização criminosa”–.

3. Porém, em que pese os fatos discorridos na denúncia, o


Colaborador pode afirmar que a Fazenda Três Morrinhos – de propriedade da sua
família e que foi apontada pela delatora como indicativo de seu envolvimento nos
fatos criminosos– sempre obedeceu o procedimento administrativos padrão da
SEMA/MT para autorização de exploração de madeira (AUTEX), sendo certo
que nunca houve requerimento para que houvesse algum tipo de favorecimento
dessa empresa durante o trâmite do processo na SEMA, ainda mais para –
“captação de recursos para custear alguma despesa”–

4. Além disso, necessário esclarecer que a Fazenda Três Morrinhos


prescinde de autorização dos créditos florestais que teriam sido objeto de fraude,
pois a fazenda adota a prática do “manejo florestal” sendo desnecessária a
aquisição de crédito para comercialização da madeira explorada, que é vendida
pela própria fazenda ou por pessoas físicas, com a posterior emissão de nota,
sempre respeitando os trâmites legais.

5. Deve-se refutar, ainda, a alegação feita pelo delator Paulo Renó


de que o então Secretário José Lacerda teria sido indicação política do
Colaborador. Isso porque o Sr. José Lacerda foi indicação do Partido do
Movimento Democrático Brasileiro (“PMDB”), do então Governador Silval
Barbosa, tendo sido por ele nomeado para ocupar o cargo na SEMA/MT.

Página 102 de 105


6. À época, o Colaborador ocupava o cargo de Secretário-geral do
Partido Social Democrático (“PSD”), que detinha as pastas relativas à Secretaria
das Cidades e Secretaria de Cultura44, de modo que não teve qualquer ingerência
na indicação do Sr. Lacerda para que ocupasse o cargo de Secretário da SEMA.

7. Sendo assim, o Colaborador pode afirmar categoricamente que


não teve qualquer participação nesses fatos supostamente delituosos, sobretudo
desconhecendo os motivos de seu nome ter sido mencionado nos depoimentos de
pessoas envolvidas e ligadas diretamente ao Deputado Mauro Savi.

14. DO ESQUEMA DE FUNCIONAMENTO DAS CAMPANHAS


ELEITORAIS

1. Desde o ano de 1998, o Colaborador participou ativamente de


todos os pleitos eleitorais ora como 1º Secretario ora como Presidente da ALMT,
razão pela qual atuou diretamente nas campanhas à reeleição até o ano de 2014.
Nessa esteira, detém pleno conhecimento das propinas envolvidas nesses intentos
políticos que variavam desde XXXXXX, XXXXX, até recursos em espécie para
os candidatos.

2. Nesse viés, esclarece que nas campanhas eleitorais de 2010 e


2014, todos os candidatos à reeleição ao cargo de Deputado Estadual do Mato
Grosso receberam algum tipo de propina, notadamente XXXXXXX pagos com
recursos desviados da ALMT.

3. Conforme discorrido alhures, na campanha de 2010, juntamente


com o Deputado XXXXX, negociou com Silval Barbosa uma ajuda de
R$10.000.000,00 (dez milhões de reais) para o XXXXXX que seria distribuída
entre os candidatos a Deputados Estaduais e Federais daquele pleito. Porém,
afirma que do valor combinado, Silval Barbosa pagou cerca de R$7.000.000,00
(sete milhões).

4. Desse valor o Sr. XXXXXX exigiu que sua parte, cerca de


R$1.500.000,00 (um milhão e quinhentos mil) fosse realizada de forma oficial

44
Três meses depois de voltar à base governista, PSD já pressiona Silval por mais orçamento para as Pastas que
ocupa: http://www.olhardireto.com.br/noticias/exibir.asp?id=313651&noticia=tres-meses-depois-de-voltar-a-
base-governista-psd-ja-pressiona-silval-por-mais-orcamento-para-as-pastas-que-ocupa
Página 103 de 105
alegando estar com problemas em decorrência da XXXXX e não queria correr
riscos, e ainda pelo fato de que precisava conseguir doações oficiais ao Dep.
XXXXX, as quais vieram por meio do XXXXX.

5. Segundo XXXXXX informou, esses valores que foram pagos de


forma oficial foram realizados através de empresas estabelecidas em XXXXXX.
No que tocava aos Deputados Estaduais, realizei o pagamento em XXXXX,
quanto aos Deputados Federais, sei que os pagamentos foram XXXXX.

6. Ademais, conforme se verifica dos documentos apreendidos na


Operação XXXXX, a ALMT não arcava com as despesas de campanha eleitorais
somente de Deputados Estaduais, mas também de Prefeitos e Vereadores
Municipais, uma vez que havia forte pressão dos membros da Casa de Leis
Estadual para o fornecimento de recursos e XXXXXX para as eleições
municipais.

Implicados:

➢ Todos os Deputados da Legislatura 2011/2015


➢ Nery Gueller
➢ Carlos Brito

Elementos de Corroboração:

➢ Planilhas apreendidas em decorrência de busca e apreensão


➢ Planilhas com detalhamento de atendimento/nome e XXXXXXX

Testemunhas:

➢ Geraldo Lauro
➢ Luiz Marcio Bastos Pommot
➢ Cristiano Volpato

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Feitas estas observações, especialmente quanto às notas de
rodapé, reitera-se que são muitos os fatos, de modo que qualquer dúvida poderá
ser sanada pelo Proponente, que segue à disposição de Vossa Excelência.

Atenciosamente,
Cuiabá/MT, 27 de março de 2019

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José Geraldo Riva
CPF/MF n. 387.539.109-82

Com a ciência dos seus advogados abaixo assinados:

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