Anda di halaman 1dari 11

Crendo nas

Ordenanças de
Cristo àIgreja
TEXTO BÍBLICO BASE 24 - e, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai,
comei; isto é o meu corpo que é partido por vós;
M ateus 3.13-17; 28.19; Lucas 22.19,20; fazei isto em memória de mim.
1 Coríntios 11.23-26 25 - Semelhantemente também, depois de cear,
Mateus 3 tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o Novo
13 - Então, veio Jesus da Galileia ter com João junto Testamento no meu sangue; fazá isto, todas
do Jordão, para ser batizado por ele. as vezes que beberdes, em memória de mim.
14 - Mas João opunha-se-lhe, dizendo: Eu careço 26 - Porque, todas as vezes que comerdes este
de batizado por ti, vens tu a mim? pão e beberdes este cálice, anunciais a morte
do Senhor, até que venha.
15 - Jesus, porém, respondendo, disse-lhe: Deixa
por agora, porque assim nos convém cumprir
toda a justiça. Então, ele o permitiu.
MEDITAÇÃO
16 - E, sendo Jesus batizado, saiu logo da água, e
eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de “Portanto, ide, ensinai todas as nações,
Deus descendo como pomba e vindo sobre ele. batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do
17 - E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Espírito Santo; ensinando-as a guardar todas as
Filho amado, em quem me comprazo. coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu
Mateus 28 estou convosco todos os dias, até à consumação
19 - Portanto, ide, ensinai todas as nações, ba­ dos séculos. Amém!” (Mt 28.19,20).
tizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do
Espírito Santo;
REFLEXÃO BÍBLICA DIÁRIA
Lucas 22
19 - E, tomando o pão e havendo dado graças, par­
tiu-o e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que ►SEGUNDA-Mateus 3,1-12
por vós é dado; fazei Isso em memória de mim.
20 - Semelhantemente, tomou o cálice, depois da ►TER Ç A-M ateus 3.13-17
ceia, dizendo: Este cálice é o Novo Testamento
no meu sangue, que é derramado por vós. ►QUARTA-Lucas 22.7*13

1 Coríntios 11 ►QUINTA-L u c a s 22.14-23


23 - Porque eu recebi do Senha- o que também vos ►S E X T A - 1 Coríntios 11.17-22
ensinei: que o Senhor Jesus, na noite em que
fd traído, tomou o pão; ►SÁBADO - 1 Coríntios 11.23-34

| Di9cípulando Professor 2 |
ORIENTAÇÃO AO
PROFESSOR

INTERAGINDO COM O ALUNO

Para introduzir esta lição inicie a aula


informando as duas cerimônias consideradas
essenciais na vida da Igreja: o batismo nas
águas e a Ceia do Senhor. Estas são duas ce­
rimônias ordenadas pelo Senhor, confirmadas
pelos apóstolos e quem delas participar deve ter
em mente o pleno conhecimento do significado PROPOSTA PEDAGÓGICA
e do que representam essas duas cerimônias
ordenadas diretamente por Jesus. Por isso, os
Para concluir a aula, leia o seguinte texto
termos ‘sacramento’ e ‘ordenança’ devem ser
para os alunos: “O batismo nas águas é o rito
bem definidos no primeiro tópico da lição, pois a
de ingresso na igreja cristã e simboliza o come­
igreja evangélica adota o batismo em águas e a
ço da vida espiritual. A ceia do Senhor é o rito
Ceia do Senhor como ordenanças e não sacra­
de comunhão e significa a continuação da vida
mentos. Você deve deixar claro para o seu aluno
espiritual. O primeiro sugere a fé em Cristo, e o
que o batismo e a Ceia do Senhor não podem
segundo a comunhão com Cristo. O primeiro é
ser considerados cerimônias que manifestam
administrado somente uma vez, porque pode
“poderes salvíficos”. O batismo é uma mensa­
haver apenas um começo na vida espiritual;
gem dramática que reflete a realidade de quem
o segundo é adm inistrado habitualm ente,
foi salvo em Cristo. A Ceia é uma mensagem
para ensinar que a vida espiritual deve ser
dramatizada que reflete a comunhão do crente
alimentada” (Myer Pearman - pastor e teólogo
com Deus e com os irmãos. É a certeza de que
pentecostal//n memorian). Esse texto deve ser
somos membros da Noiva do Cordeiro. Portan­
usado em sala de aula após a ministração de
to, deixe bem claro o caráter de ordenança do
toda a lição. Tais informações solidificarão o
batismo e da Ceia do Senhor.
entendimento do aluno quanto ao batismo em
águas e a Ceia do Senhor. Por isso, leia o texto
e discuta-o com a classe. Ouça a opinião dos
seus alunos, o que eles têm a contribuir, suas
OBJETIVOS impressões e considerações..
A lição dessa semana é de caráter es­
Sua aula deverá alcançar os se­
pecial porque é a oportunidade de os alunos
guintes objetivos:
desevolverem a iniciativa de pedirem o batismo:
►Demonstrar a diferença entre sacramento sem dúvidas e questionamentos, mas com con­
e ordenança. vicção e certeza de que estão fazendo a coisa
►Apresentar o significado e o propósito do certa. Portanto, prepare-se bem para essa aula,
batismo em águas. e peça ao Senhor orientação e capacidade para
►Expor o significado e o propósito da ceia ajudar adequadamente os alunos em tudo o
do Senhor. que for preciso.

74 | Discípulando Professor 2 |
COMENTÁRIO | INTRODUÇÃO
O tema da presente lição versa sobre duas
ordenanças que o Senhor Jesus deixou para a
Igreja: o batismo e a Ceia do Senhor. Por mais
de 20 séculos a Igreja tem observado essas
duas ordens, embora cada denominação tenha
diferentes entendimentos sobre a interpretação
espiritual desses dois atos. Para esclarecermos
a você o porquê desses desentendimentos,
iniciaremos a nossa lição conceituando duas
palavras importantes, ordenança e sacramento,
para, então, compreendermos o nosso tema.
E informaremos a tradição que segue a igreja de Cristo. Nosso Senhor ordenou que a Igreja
evangélica no Brasil. Em seguida, analisaremos as observasse, não como cerimônias transmis­
a simbologia do batismo e da Ceia do Senhor. soras de poderes místicos ou salvíficos, mas
Com esse estudo, o nosso objetivo é que cresça porque simbolizam o que de fato aconteceu na
em você o desejo profundo de declarar a todos vida daqueles que aceitaram a obra salvífíca
a fé que abraçou. de Jesus Cristo (Mt 3.14,15; Lc 22.19,20).

► 1.3. A igreja evangélica crê na orde­


1. ORDENANÇA, nança de Jesus. Por isso, nós evangélicos
NÃO SACRAMENTO crem os que o batismo e a Ceia do Senhor
►1.1. O que é sacramento? Derivado do são cerimônias que não trazem salvação, mas
latim, sacramentum, o termo referia-se a uma evidenciam a nova vida com Cristo e a nossa
soma de dinheiro considerada sagrada aos deu­ comunhão eterna com Ele. Portanto, segundo
ses pagãos. Mais tarde, “sacramento” passou as Escrituras, o batismo e a Ceia do Senhor
a designar o “juramento” dos novos recrutas são ordenanças de Jesus e não sacramentos.
do exército de Roma. Em seguida, os cristãos
adotaram esse termo para dar importância aos ^ AUXÍLIO DIDÁTICO 1
votos de obediência e consagração a Deus.
“ A m aioria dos grupos protestantes
A partir de então, o termo é usado pela Igreja
concordam entre si que Cristo deixou à Igre­
Católica Romana com a pretensão de transmitir
ja duas observâncias — ou ritos — a serem
graça espiritual, ou melhor, graça salvífica para
incorporadas no culto cristão: o batismo nas
os seus fiéis. Assim, na tradição católica romana,
águas e a Ceia do Senhor. (O protestantismo,
o batismo e a Ceia do Senhor - mais a crisma
seguindo os reformadores, tem rejeitado a
(confirmação da fé católica), o casamento, a
natureza sacramental de todos os ritos me­
ordenação, penitência e a extrema unção (ou
nos os dois originais.) Desde os tempos de
unção dos enfermos) - são sacramentos que
Agostinho, muitos têm seguido a opinião de
produzem salvação para quem os recebem
que tanto o batismo quanto a Ceia do Senhor
desde a infância até a hora da morte.
servem como ‘sinal exterior e visível de uma
►1.2. O que é ordenança? O termo tam­ graça interior e espiritual’. O problema não
bém deriva do latim, ordo, que significa “uma está na prática dos ritos, mas na interpretação
ordem”. Assim, a palavra “ordenança" sugere do seu significado (por exemplo, o que suben­
que o batismo e a Ceia do Senhor foram ceri­ tende uma ‘graça interior e espiritual’?). Estes
mônias sagradas instituídas pelo mandamento ritos históricos da fé cristã são normalmente

| Discipulando Professor 2 |
chamados sacramentos ou ordenanças. Alguns 2. O BATISMO ANUNCIA UMA
empregam os termos de modo intercambi-
NOVA VIDA
ável, ao passo que outros defendem que o
entendimento correto das diferenças entre os ►2.1. O que é? A palavra batism o vem
conceitos é importante para a correta aplicação do term o grego baptizo que significa “ imer­
teológica. gir” e “ mergulhar”, conforme estudamos na
O termo ‘sacramento’ (que provém de lição sobre o batismo com o Espírito Santo.
sacramentum, em latim) é mais antigo e aparen­ Entretanto, aqui, referimo-nos ao batismo em
temente de uso mais generalizado que o termo águas. Uma cerimônia que marca a decisão
‘ordenança’. No mundo antigo, um sacramen­ interior do crente por Jesus, em que a pessoa
tum referia-se originalmente a uma soma em di­ assume, publicam ente, a sua fé em Cristo
nheiro depositada num lugar sagrado por duas diante da comunidade de fé e da sociedade.
partes envolvidas num litígio civil. Prounciada a
►2 .2 .0 propósito do batismo. É a iden­
sentença do tribunal, devolvia-se o dinheiro da
tificação do crente com Cristo. Na mesma
parte vencedora, enquanto a perdedora tinha
perspectiva que Jesus Cristo foi crucificado,
de entregar o seu para ‘sacramento’ obriga­
morto e ressuscitou para ascender aos céus,
tório, considerado sagrado porque passava a
o crente declara que também foi crucificado
ser oferecido aos deuses pagãos. No decurso
e morto com Cristo e, com Ele, ressuscitou
do tempo, o termo ‘sacramento’ passou a ser
para uma nova vida. Portanto, outrora inimigo
aplicado também ao juramento de lealdade
de Cristo, o crente, finalmente, se rende a Ele
prestado pelos novos recrutas do exército
para sempre (Cl 2.12,13).
romano. Já no século II, os cristãos tinham
adotado o termo, e começaram a associá-lo ►2.3. Por que não batizamos crianças.
ao seu voto de obediência e consagração ao Ora, se cremos pelas Escrituras que o batismo
Senhor. A Vulgata Latina (c. de 400 d.C.) em­ é uma iniciativa do crente pela sua rendição a
prega o termo sacramentum como tradução Cristo, seria incoerente batizarmos crianças
da palavra grega mustêrion (‘mistério’), o que recém-nascidas, já que elas não têm o de­
veio a acrescentar uma conotação um tanto senvolvimento cognitivo pleno para declarar
reticente, misteriosa, às coisas consideradas a fé por Cristo. Por isso, a maioria das igrejas
‘sagradas’. Realmente, no decurso dos anos, evangélicas adota o costume bíblico de apresen­
sacramentalistas tenderam, uns mais do que os
tar as crianças recém-nascidas a Deus diante
outros, a ver os sacramentos como rituais que da igreja local, como Jesus foi apresentado
transmitem graça espiritual (frequentemente
ao Senhor no Templo (Lc 2.22-24). Assim, os
‘graça salvífica’) a quem deles participa.
pais da criança apresentada são estimulados
O termo ‘ordenança’ também se deriva
a fecharem o com prom isso de educá-la no
do latim (ordo - ‘uma fileira’ , ‘uma ordem’).
Evangelho ao longo da vida. Então, quando
Relacionada ao batismo nas águas e à Santa
a criança atingir a maturidade, solicitará o
Ceia, a palavra ‘ordenança’ sugere que essas
batismo a fim de proclamar publicamente a
cerimônias sagradas foram instituídas por man­
sua fé em Cristo.
damento, ou ‘ordem’ , de Cristo. Ele ordenou
que fossem observadas na Igreja, não porque
transmitem algum poder místico ou graça sal­ ^ AUXÍLIO DIDÁTICO 2
vífica, mas porque simbolizam o que já acon­ “A ordenança do batismo nas águas tem
teceu na vida de quem aceitou a obra salvífica feito parte da prática cristã desde o início da
de Cristo” (HORTON, Stanley. (Ed). Teologia Igreja. Era tão íntima da vida da Igreja Primitiva,
Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. que F. F. Bruce comenta: ‘A ideia de um cristão
10.ed. Rio de Janeiro: CPAD, pp.568-69). não batizado realmente sequer é contemplada

76 | Piseipuiando Professor 2 |
no Novo Testamento’. Existiam, na realidade, (...) A maioria dos que sustentam ser
alguns ritos batismais similares já antes do o batism o uma ordenança, e não um sa­
Cristianismo, inclusive entre algumas religiões cramento, acredita que o batismo deve ser
pagãs e a comunidade judaica (para os ‘pro­ ministrado apenas aos crentes nascidos de
sélitos - gentios convertidos ao Judaísmo). novo. E note-se que até mesmo alguns dos
Antes do ministério público de Jesus, João teólogos não-evangélicos de maior destaque
Batista enfatizava um ‘batismo de arrepen­ nos tem pos modernos, que geralmente sus­
dimento’ àqueles que desejassem entrar no tentam uma teologia sacramentalista, também
prometido Reino de Deus. A despeito de algu­ têm rejeitado a prática do batismo infantil.
mas semelhanças com esses vários batismos, O batismo signfica uma grande realidade es­
o significado e propósito do batismo cristão piritual (a salvação) que tem revolucionado a
vai além de todos eles. vida do crente. Mesmo assim, o símbolo em
Cristo estabeleceu o modelo para o ba­ si mesmo não deve ser elevado ao nível da­
tismo cristão quando Ele mesmo foi batizado quela realidade superior” (HORTON, Stanley.
(Ed). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva
por João, no início de seu ministério público
Pentecostal. 10.ed. Rio de Janeiro: CPAD,
(Mt 3.13-17). Posteriormente, ordenou que
pp.569,70,71,73).
seus seguidores saíssem pelo mundo, fa­
zendo discípulos, ‘batizando-os em [gr. eis
3. A CEIA DO SENHOR ANUNCIA
— ‘para dentro de’] nome do Pai, e do Filho, e
do Espírito Santo’ (Mt28.19). Cristo, portanto, A COMUNHÃO COM CRISTO
instituiu a ordenança do batismo, tanto pelo ►3 .1 .0 que é? É uma reunião que a Igreja
seu exemplo quanto pelo seu mandamento. Cristã vem observando desde o tem po do
Um propósito importante do batismo nas ministério terrestre de Cristo, pois foi o próprio
águas, para os crentes, é que ele simboliza Senhor que a instituiu quando da sua última
a identificação com Cristo, os crentes neo- refeição com os santos apóstolos (Lc 22.14-
testamentários era batizados ‘para dentro’ 23). Onde o pão simboliza o corpo partido de
(gr. e/s) do nome do Senhor Jesus (At 8.16), Cristo por nossa causa. Ele doou-se e foi moído
o que indica que estavam sob o senhorio e por amor de nós! O suco de uva simboliza o
autoridade soberanos de Cristo. No batismo, sangue derramado de Jesus na Cruz por amor
o recém-convertido ‘testifica que estava em de nós. Assim, a Ceia do Senhor lembra-nos
de Jesus Cristo em três perspectivas: passado,
Cristo quando Cristo foi condenado pelo pe­
presente e futuro.
cado, que foi sepultado com Ele e que ressus­
citou para a nova vida nEle’. O batismo indica ►3.2. O Propósito da Ceia do Senhor.
que o crente morreu para o velho modo de A ceia d o S enhor tem co m o p ro p ó s ito a
viver e entrou na ‘novidade da vida’ mediante comunhão com Cristo e também com o seu
a redenção em Cristo. O ato do batismo nas C orpo, a igreja. C om C risto , porque nós
águas não leva a efeito essa identificação relembramos a sua morte (passado), a sua
com Cristo, ‘mas a pressupõe e a simboliza’. ressurreição, isto é, Ele está vivo e habita em
[...] Uma questão que tem levado a mui­ nós (presente) e brevemente voltará (futuro),
tas controvérsias, ,na história do Cristianismo, quando então beberá novamente conosco do
diz respeito aos candidatos ao batismo. Deve fruto da vide (Lc 22.18).
a Igreja batizar os bebês e filhos pequenos Q uando nos a sse n ta m o s à “ m esa do
dos seus m em bros, ou som ente os que Senhor”, não o fazemos sozinhos, pois “co­
creem, ou seja: os que de modo consciente mungamos” com os outros que têm em Cristo
e racional podem fazer a decisão de aceitar a mesma esperança nossa. Portanto, na Ceia
Cristo? do Senhor há um propósito de ratificarmosarmos

Discipulando Professor 2
4 Ê
a nossa com unhão com os nossos irmãos exatamente o inverso: significava ‘transportar
em Cristo, esperando uns pelos outros, pois uma ação enterrada no passado, de tal maneira
amar a Deus está essencialmente associado que não se percam a sua potência e a vitalidade
ao amor ao nosso próximo (Mc 12.30,31; cf. originais, mas sejam trazidas para o momento
1 Co 11.17-22). presente’. Semelhante conceito é refletido até
mesmo no Antigo Testamento (cf. Dt 16.3; 1
► 3.3. Em m em ória de Cristo. Quando Rs 17.18).
nos reunim os à m esa do Senhor crem os Na Ceia do Senhor, talvez possamos
q ue C risto Jesus e n co n tra -s e e s p iritu a l­ sugerir um tríp lice sentido de lembrança:
mente conosco nessa reunião de comunhão passado, presente e futuro. A Igreja se reúne
(Mt 18.20). Entretanto, isso não significa que o como um só corpo à mesa do Senhor, rele-
pão será transformado literalmente no corpo brando a sua morte. [...] A expressão: ‘mesa
de Cristo e que o vinho será transform ado do Senhor’ sugere estar Ele presente como
literalmente no seu sangue. Nesse sentido o verdadeiro anfitrião, aquele que transmite o
é que dizemos que os elementos da Ceia do sentido de terem os crentes, nEle, segurança
Senhor simbolizam o corpo de Cristo, como e paz (SI 23.5). Finalmente, há um sentido fu­
figuradamente o nosso Senhor faiou aos seus turo neste relembrar, sendo que a comunhão
discípulos (Lc 22.19,20). Ou seja, o pão continua da que o crente agora participa com o Senhor
sendo “ pão” e o suco de uva continua “suco não é o ponto final. Neste sentido, a Ceia do
de uva”. Entretanto, em nós está a lembrança Senhor tem uma dimensão escatológica. Ao
da suficiência do sacrifício de Jesus, a certeza participarm os dela, antecipamos a alegria
da presença dEle e a esperança de que um pela sua segunda vinda e pela reunião da
dia estaremos para sempre com o Senhor: Igreja com Ele para toda a eternidade (cf. Mc
“ Em memória de mim” — disse Jesus. 14.25; 1 Co 11.26).
A comunhão com Cristo tam bém de­
nota comunhão com o seu corpo, a Igreja.
^ AUXÍLIO DIDÁTICO 3
O relacionamento vertical entre os crentes e
“A segunda ordenança da Igreja é a Santa o Senhor é complementado pela comunhão
Ceia ou Santa Comunhão. Assim como o ba­ horizontal de uns com os outros. Uma co­
tismo, esta ordenança tem feito parte do culto munhão tão perfeita com os nossos irmãos e
cristão desde o ministério terrestre de Cristo, irmãs em Cristo exige o rompimento de todas
quando Ele próprio insitituiu o rito na refeição as barreiras (sociais, econômicas, culturais,
da Páscoa, na noite em foi traído. A Ceia do etc.) e o ajustamento de qualquer detalhe que
Senhor tem alguns paralelos em outras tradi­ tenda a destruir a verdadeira união. Somente
ções religiosas (tais como a Páscoa Judaica; assim a Igreja poderá genuinamente participar
outras religiões antigas também se valiam de (ou ter koinonia) do corpo (1 Co 10.16,17).
refeições sacramentais para se identificar com Esta verdade é vividamente ressaltada por
suas deidades), mas ela vai muito além quanto Paulo, em 1 Coríntios 11.17-34. Uma ênfase
ao seu significado e importância. importante do apóstolo nessa passagem é
Seguindo as instruções dadas por Jesus, o exame que os crentes devem fazer da sua
os cristãos participam da Comunhão em ‘me­ conduta e motivos espirituais antes de parti­
mória’ dEle (Lc 22.19,20; 1 Co 11.24,25). O cipar da Ceia do Senhor — levando em conta
termo traduzido por ‘lembrança’ (gr. anamnêsis) sua atitude para com o próprio Senhor e tam ­
talvez não signifique exatamente o que o leitor bém para com os demais membros do corpo
está imaginando. Hoje, lembrar-se de alguma de Cristo” (HORTON, Stanley. (Ed). Teologia
coisa é pensar numa ocasião passada. O modo Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal.
neotestamentário de entender anamnêsis é 10.ed. Rio de Janeiro: CPAD, pp.574-75).

78 | Discipulando Professor 2
CONCLUSÃO VERIFIQUE O SEU
Nas primeiras com unidades cristãs não
■•o cogitava a possibilidade de um crente em
APRENDIZADO
Jesus não ser batizado e, por conseguinte, 1 . 0 que é ondefuainiça e sacramento?
níio participar da Ceia do Senhor. A presente R. Sacramento é o elemento que a Igreja
lição mostrou a você as duas ordenanças que Católica entende como transmissor de graça
Jesus instituiu para a sua Igreja: o batismo salvífica para os fiéis. Ordenança significa
e a Ceia do Senhor. Aprendemos ainda que
“ uma ordem” e refere-se as duas cerimônias
«las proclamam para o mundo a decisão que
que foram ordenadas por mandamento de
tomamos. Portanto, proclamemos a fé através
Jesus
<io batismo e participemos da Ceia do Senhor
para ratificar a nossa comunhão com o nosso 2 . Quaü a posição da iigrep e*amgéiÍEa cparo-
Senhor e o seu Corpo, a Igreja. to à ordenairaça?
R. A igreja evangélica não crê nas duas
APROFUNDANDO-SE cerimônias como elementos que traz salva­
ção, mas memórias. Jesus disse: fazei isso
em memória de mim!
“Por ser a Ceia do Senhor uma verdadeira
comunhão de crentes, a maioria das igrejas, 3 Qwail o propósito ato U i s i n ?
.
nas tradições pentecostais e evangélicas, R. A identificação do crente com Cristo.
praticam a comunhão aberta. Significa
que todos os crentes nascidos de novo, 4 . Por qiue mão ba&izamms Qriiamças?

independente das suas diferenças menos R. As crianças não têm o desenvolvi­


relevantes, estão convidados a se reunir mento cognitivo pleno para declarar a sua fé
com os santos em comunhão com o Senhor por Jesus diante da igreja local.
à sua mesa” (HORTON, Stanley M. Teologia
5 Qua!) o prnpâsito d a Cera d o Sentar?
Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal.
10.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p.575). R. A comunhão com Cristo e, também,
com o seu Corpo, a Igreja.

j SUGESTÃO
/ DE LEITURA

í A Santa Ceia
O autor convida os leitores ao diálogo, a uma
leitura reflexiva sobre o significado da celebra­
ção da Ceia na Bíblia e na História (em Israel,
na Igreja Primitiva, na Idade Média) para, assim,
compreenderem em toda a sua profundidade,
os fundamentos da celebração do Corpo de
Cristo.

►Doutrinas Bíblicas O te xto de Mateus 26.26-28 não dá


Visando um aprofundam ento dentro das m argem para d iz e rm o s que Jesus
Doutrinas Bíblicas, os autores mostram nesta Cristo afirmou que o pão era literalmente
importante obra 16 verdades bíblicas, e com o seu corpo e que o vinho, literalmente o
sabedoria promovem um belo estudo sobre seu sangue. Trata-se de uma linguagem
Crescimento, Maturidade e Estabilidade Espi­ figurada dentre m uitas que o nosso
ritual, além de abordarem os aspectos da Sal­
Senhor usou para com unicar os seus
vação, Batismo no Espírito Santo, Santificação,
ensinamentos aos discípulos.
Cura Divina e Juízo Final.

Discipulando Professor 2
w
Lição 11
Estudada em_ I _ I __

"Porque todas as vezes que comerdes


este pão e beberdes este cálice anunciais
a morte do Senhor, até que venha"
(1Coríntios 11.26).

rael esteve em cativeiro durante mais de


COMENTÁRIO quatrocentos anos. E a o futuro '
prefigurava o sacrifício do Messias.
INTRODUÇÃO O cordeiro pascal apontava para Je­
sus. Ele seria sacrificado como o "cordei­
A ceia do Senhor foi instituída por
ro de Deus que tira o pecado do mundo"
Jesus na noite de quinta-feira de Pás­
(João 1.29). Através da morte de Cristo,
coa, quando foi preso no Getsêmane.
uma nova aliança entre Deus e seu povo
Primeiro, ele participou da ceia pascal
seria estabelecida, onde os laços de san­
com os discípulos e depois instituiu a sua
gue seriam substituídos por laços de fé.
própria ceia, que haveria de comemorar
Na antiga aliança o povo de Deus
sua morte pelos pecadores.
era constituído pelos descendentes de
Abraão; na nova, é constituído por to­
1. SIGNIFICADO E FINALIDADE
dos aqueles que recebem Jesus como
DA SANTA CEIA Salvador e Senhor (João 1.11, 12;
1. Em que base foi instituída a Gálatas 3.7-9). Portanto, foi necessário
Santa Ceia? A Santa Ceia, instituída por substituir a páscoa por uma celebração
Jesus, está baseada na ceia pascal dos que representasse a nova situação. A
judeus, que apontava para o passado e Santa Ceia.
ao mesmo tempo para o futuro. Em re­ 2. Qual o significado da Santa
lação ao passado, servia para comemo­ Ceia. É a cerimônia mais solene da Igre­
rar a saída do Egito, onde o povo de Is- ja. A Santa Ceia simboliza a morte do Se-

48 DI!-,CJPULADO ALUNO 2
nhor em nosso lugar, na qualidade de atua nos crentes, esclarocendo-os il I o
Cordeiro Pascal, sacrificado para livrar­ alidade do sofrimento, morte, rossui rol
nos do pecado e da morte. Ela simboliza ção e scensão de Jesus Crlslo.
a libertação de todos os pecadores: liber­ brUne os crentes em amor po/11 co
tação do pecado, de Satanás e da morte. munhpo com Jesus. Veja o que escre­
Assim como o sangue do cordeiro livrou veu o\apóstolo João: "Se andarmos no
os primogênitos dos israelitas da morte, luz, como ele na luz está, temos comu
o sangue de Jesus, nosso Cordeiro npão uns com os outros, e o sangue de
pascal (1 Coríntios 5.7), nos livrayamor­ Jesus, seu Filho, nos purifica de todo
te eterna, da condenaçãoao·inferno. pecado" (1 João 1.7).
3. Para quem foi constituída? A
ceia foi instituída para ser celebrada pe­ li. ELEMENTOS QUE
los crentes bíblicamente batizados e que CONSTITUEM A CEIA
estão em comunhão com sua igreja. Deve
ser comemorada exclusivamente em reu­ Os elementos da ceia são dois:
nião da igreja. Não deve ser celebrada pão e vinho. O pão simboliza o corpo
por instituição alguma, a não ser a igreja. de Cristo, que pelos pecadores foi dado
4. Quais as finalidades da Santa na cruz do Calvário. O vinho simboliza
Ceia? A ceia do Senhor é uma cerimônia o sangue de Jesus derramado para re­
memorial, isto é, que serve de lembrança. missão dos pecados da humanidade.
a) Faz-nos lembrar da Pessoa e Agora vamos nos deter um pouco
obra de Jesus Cristo. Pela sua come­ no significado de cada elemento da Ceia.
moração os crentes relembram que Je­ 1. O significado do pão. Na ceia da
sus morreu pelos seus pecados, e tam- Páscoa, que Jesus celebrou com seus dis­
bém que Ele voltará ao mundo para es- cípulos na véspera da sua crucificação, Ele
tabelecer o juízo final e o seu reino glo­ tomou um pedaço de pão, deu graças, par­
rioso. Durante a Ceia o Espírito Santo tiu-o e o distribuiu a todos dizendo: "Fazei
isso em memória de mim" (Lucas 22.19).
Anteriormente, Jesus havia falado
de si mesmo como sendo "o pão do céu"
e o pão da vida. Ele foi o pão divino, dado
aos homens por Deus; vindo do céu, sa­
crificou-se para alimentar com sua vida o
mundo inteiro. Veja o que Ele disse: "Eu
sou o pão da vida. Vossos pais comeram
o maná no deserto, e morreram. Este é o
pão que desce do céu, para que o que
dele comer não morra. Eu sou o pão vivo
que desceu do céu; se alguém comer des­
te pão, viverá para sempre; e o pão que
eu der é a minha carne, que eu darei pela
vida do mundo" (João 6.48-51).
Ao receber o pão na Santa Ceia,
recebemos pela fé a vida de Jesus. Da

DlSCIPULADO ALUNO 2 49
É importante que o professor escla­
reça ao novo convertido que os elemen­
tos da ceia não passam por nenhuma
transformação, que permanecem inalterá­
veis em sua natureza; o pão, continua a
ser pão e o vinho continua a ser vinho. O
professor também deve deixar claro que
a ceia não tem o poder de conferir qual­
quer graça especial a quem dela participe
e que sua comemoração é feita simples­
mente para lembrança da morte .de Cris­
to. A bênção advinda da sua comemora­
ção consiste somente em reavivar na men­
te dos participantes a obra de amor de
Cristo Jesus, ensejando-lhes oportunida­
de de examinarem a consciência e de re­
novarem seus propósitos para com Deus.
mesma forma que o pão fortalece nosso
corpos físicos, a vida de Jesus nos dá Ili. COMO O CRENTE DEVE
força e energia espiritual.
PARTICIPAR DA CEIA
2. O significado do cálice. Após a
ceia da Páscoa, com seus discípulos, Je­ O apóstolo Paulo revelou na passa­
sus tomou do cálice e disse: "Este cálice é gem mencionada que os coríntios não es­
a nova aliança no meu sangue; fazei isto, tavam celebrando corretamente a ceia.
todas as vezes que o beberdes, em me­ Não a entendiam, e faziam dela um ban­
mória de mim" (1 Coríntios 11.25). O cálice quete em que uns comiam muito e outros
e o fruto da vide representam o sangue der­ nada tinham. Por isso Paulo lhes escre­
ramado de Jesus; significa também a nova veu, orientando-os, para que entendessem
aliança, selada com esse sangue vertido: a finalidade da ceia e a maneira adequa­
"Este é o cálice da nova aliança no meu da de sua celebração. De seus ensinos
sangue derramado em favor de vós" (Lucas aos coríntios é conveniente destacar:
22.20). Trata-se do pacto predito pelo pro­ 1. Com discernimento. É preciso
feta Jeremias no capítulo 31.31-34. que o crente participe da ceia com
Jesus foi ao monte das Oliveiras; discernimento. Isto é, entendendo o que
ali, num jardim de nome Getsêmani, ajo­ ela significa e objetiva. Caso contrário,
elhou-se para orar: "Pai", disse Jesus, a transformará numa rotina fria e sem
"se queres, passa de mim este cálice; sentido.
contudo não se faça a minha vontade, e 2. Com exame de consciência. É
sim a tua" (Lucas 22.42). O temido "cáli­ preciso que o crente se examine antes
ce" representa os pecados do mundo, de participar da ceia. Isso não quer di­
que Ele iria levar. Tal peso ia ser muito zer que deixe de participar, em certas
mais terrível que a dor física que Ele circunstâncias, e sim que se corrija, se
sofreria. Sua angústia foi tal que Ele suou estiver em falta, e com novo propósito
grandes gotas de sangue naquela noite. participe da ordenança.

50 1 H"iCIPUl Ano ALUNO 2


3. Com reverência. É preciso que incumbência recebida do seu Pai, e ga­
o crente participe da ceia reverente e so­ nhou para si um povo santo e crente.
lenemente em virtude do que ela repre­ A Santa Ceia é um ato comemorati­
senta, a morte de Jesus. vo, não um ato sacrificial. Ela nos faz lem­
brar que Cristo "se manifestou uma vez
por todas, para aniquilar pelo sacrifício de
DISCIPULADO si mesmo o pecado" (Hebreus 9.26).
A Ceia do Senhor não é um altar,
A Santa Ceia simboliza o sofrimen­ sobre o qual Jesus Cristo se sacrifica re­
to e a morte de Jesus. Não basta, po­ petidas vezes. Participamos da Ceia,
rém, ficarmos comovidos com isto. De­ dando graças pela morte sacrificial de
vemos pensar profundamente e aceitar Jesus já realizada em nosso favor. Des­
a vitória ganha por Ele através da sua ta forma, continuaremos proclamando a
obra completa. A morte de Cristo não morte dEle até que Ele venha de novo
ocorreu em vão; Jesus assim cumpriu a (1 Coríntios 11.26).

VERIFIQUE O QUE VOCÊ APRENDEU

1. Quais são os elementos usados para celebrar a Ceia do Senhor?

2. Explique a simbologia dos elementos usados na Santa Ceia.

3. Qual é o propósito da Ceia do Senhor?

4. Por que é imp�ante comemorarmos a Santa Ceia?

5. Com que Jesus selou o Novo Pacto com os homens?

DISCIPULADO ALUNO 2 51