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“De forma explícita o sistema de bolsas tem prosperado, canalizando os recursos públicos

para o sistema privado. Como mencionado a insuficiência do poder público é a justificativa


usada para esse procedimento, facilitado/induzido pelas limitações legais que limitam os
gastos públicos com a folha de pagamento (Lei de Responsabilidade Fiscal), que trazem
a solução dos processos de terceirização dos serviços”. (KRUPPA: 210)

“Para estabelecer a relação entre aprendizado e gastos, Diniz observou o custo por aluno
e os números do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do Ensino
Fundamental de 3.013 municípios, entre 2004 a 2009. Segundo ele, os gastos de verbas
federais são ineficientes porque tiram a autonomia das redes municipais. "Quando o
governo federal define uma cartilha de como se deve aplicar os recursos, ele tira a
liberdade dos gestores, condicionando e engessando a forma de gastar o dinheiro",
explica. "Precisamos de um mecanismo fixo de discussão entre os entes federados, já
que o regime de colaboração praticamente não existe."

-Nesse sentido, a estipulação de 25% como mínimo de investimento pelas esferas


estaduais e municipais, regido pelo recolhimento de impostos, gera uma incerteza, ligada
à economia nacional e internacional. Alguns municípios nem renda própria têm,
dependendo exclusivamente dos aportes federais, aportes esses, regidos por uma cartilha
de aplicação rígida, retirando a liberdade dos entes federativos. (Na origem da receita dos
municípios estão inclusos o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), o Imposto Sobre
Serviços (ISS), o Fundo de Participação dos Municípios (FPM), o Imposto de Transmissão
de Bens Imóveis Intervivos (ITBI) e a cota parte do Imposto Sobre Circulação de
Mercadorias (ICMS). Também entram a parte municipal do Imposto Territorial Rural (ITR),
do Imposto Sobre Veículos Automotores (IPVA), do Imposto Sobre Produtos
Industrializados Para Exportação (IPI Exportação), do Imposto Sobre Operações
Financeiras com Ouro (IOF Ouro) e o Imposto de Renda sobre os servidores públicos. )

-Ao âmbito federal, o mínimo é de 18%, mas, após a emenda constitucional 95 (LEI DO
TETO), esse valor será apenas corrigido pela inflação, não acompanhando o crescimento
econômico (PIB).
“Mas é surpreende a sutileza do outro procedimento simultâneo a este e que vem mais e
mais se consolidando. O garroteamento da escola pública é produzido por um círculo
vicioso que compromete a sua qualidade. Tem como uma de suas molas propulsoras as
avaliações externas da educação, formuladas com o objetivo aparente de elevar essa
mesma qualidade, mas que desviam a atenção das causas efetivas da baixa qualidade:
as condições da formação inicial dos profissionais de ensino como um todo —
professores e diretores escolares, procedentes da rede privada de ensino superior, em
parte custeada pelo financiamento público, e por sua baixa remuneração, que os faz
trabalhadores de muitas jornadas, receptivos a pacotes pedagógicos oriundos do mesmo
setor privado, que se locupleta com a “incapacidade/impotência docente”. A avaliação
externa contribui para a padronização que facilita a transformação dos conteúdos
escolares em mercadorias adaptáveis à venda para os sistemas de ensino: os chamados
pacotes apostilados, “customizados pelos adesivos dos brasões e de outros símbolos”
escolhidos pelos gestores municipais, e encontrados, com cada vez maior frequência, nas
es- SOCIOLOGIA DA EDUCAÇÃO 211 colas das redes públicas da Educação Básica
(Escolas de Ensino Fundamental e Médio)”. (KRUPPA: 210-11)

Fontes: https://www.todospelaeducacao.org.br/conteudo/municipios-devem-gastar-no-
minimo-25-dos-seus-orcamentos-com-educacao
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/emendas/emc/emc95.htm
(KRUPPA: 180)