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PODER CONSTITUINTE

- Poder de criar e reformar a Constituição da República e dos Estados.

- PODER CONSTITUINTE X PODER CONSTITUÍDO

Em regra, quem altera uma lei ordinária é o Poder Legislativo, mas a Constituição não, pois não
é uma mera lei ordinária. Quem a elaborará será um poder diferenciado – o tal Poder
Constituinte, o qual, com a elaboração da Constituição, criará também os poderes a serem
exercidos naquele Estado – sendo esses os poderes constituídos.

Assim, os Poderes Constituídos são os órgãos criados pelo Poder Constituinte para exercer as
funções de Estado.

Ex: Judiciário, Executivo e Legislativo.

Desse modo, temos: Poder Constituinte CRIA a Constituição que CRIA o Poder Legislativo
que CRIA as leis ordinárias e etc.

Não é o Poder Legislativo que cria a Constituição.

- TEMPORARIEDADE

O Poder Constituinte NÃO é temporário, é permanente. O seu exercício que é temporário/


interino.

- ORIGEM

* Teoria do Poder Constituinte surgiu na França em 1789 com Emmanuel Joseph Siyés.

* Inspiração no liberalismo de John Locke e na ideia do contrato social de Rousseau.

* objetivo – pugnar por mais direitos à nação.

* Rousseau buscava a participação direta do indivíduo.

* Siyes vislumbrou a sua impossibilidade e incluiu na ideia de poder constituinte a representação


política, retirando parcela do poder do primeiro Estado (clero) e do segundo Estado (monarquia)
transferindo ao terceiro Estado (burguesia), surgindo, então, a teoria da soberania nacional.

 mudança da ideia de soberania nacional para soberania popular

Nação: conjunto de pessoas ligadas por traços históricos e culturais em um mesmo território.

Consequência >> SURGIMENTO DO CONSTITUCIONALISMO com a limitação do poder


do Estado, visto que este agora se submeteria às leis constitucionais.
NEOCONSTITUCIONALISMO  ideia/movimento de que não adianta apenas limitar o poder
do Estado. É necessário garantir a efetividade da Constituição (superação da teoria pura do
direito de Kelsen).

Características: 1) supremacia da Constituição

2) força normativa dos princípios

3) ponderação de interesses

4) ampliação da jurisdição constitucional

- ESPÉCIES

A) SUPRANACIONAL PODER CONSTITUINTE A NÍVEL INTERNACIONAL

- poder que os países possuem de aderir a um direito comunitário, elaborando, para tanto, uma
Constituição.

Ex: a Constituição da União Europeia (cada país tem sua própria Constituição, mas haveria essa
Constituição para regular as questões internacionais e a inter-relação entre os países).

---------------- ABAIXO PODER CONSTITUINTE DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA

B) ORIGINÁRIO

- poder de criar a Constituição da República

- Poder Constituinte Originário Fundacional X Pós Fundacional

- fundacional foi o poder que elaborou a constituição de 1824 (já que foi a primeira) e pós
fundacional refere-se àquelas que vieram posteriormente.

* Formas de Expressão  1) Movimento Revolucionário (poder constituinte direto – já que é


feito pelo povo)

2) Assembleia Nacional Constituinte ou Convenção Constitucional


(poder constituinte indireto – o povo escolhe/legitima
representantes para criarem a Constituição)

- pode ser uma assembleia nacional constituinte pura ou


congressual

Pura: criada exclusivamente para aquele fim de alterar a


constituição, saindo do poder após.

Congressual: pessoas do povo são eleitas para criar a constituição


e, mesmo depois de criada, permanecem no poder. Ex: CRFB 88.
3) Plebiscito ou referendo (poder constituinte misto)

 Características  1) Inicial
- quando se cria uma nova Constituição, tem-se também um novo
estado jurídico (Kelsen).

- ocorre a filtragem constitucional, interpretando a norma anterior à


luz da nova Constituição.

- o impacto da nova Constituição diante da Constituição anterior


pode se dar através da:
a) revogação;
b) recepção: a constituição anterior é aceita pela nova,
mantendo seu status hierárquico, mantendo, por ex., duas
constituições.
c) desconstitucionalização: admitir as normas só
formalmente constitucionais como leis ordinárias,
enquanto que as materialmente constitucionais seriam
revogadas.

- o impacto da nova Constituição diante das normas


infraconstitucionais anteriores pode se dar através da:
a) Recepção: a lei anterior à Constituição é aceita no
ordenamento jurídico novo. As normas anteriores que
forem MATERIALMENTE compatíveis com a nova
constituição serão RECEPCIONADAS, enquanto que
aquelas que são incompatíveis não serão recepcionadas.
* princípio da contemporaneidade: a constitucionalidade
das normas é aferida à luz da norma superior ao tempo
em que ela foi editada. Assim, a análise da recepção
depende da norma ser considerada constitucional frente à
constituição anteriormente vigente.
* exigência para recepção:
1) a norma esteja em vigor no momento do advento da
nova constituição (não existe recepção de norma
revogada);
2) compatibilidade formal e material frente à constituição
antiga (constitucionalidade);
3) compatibilidade material frente à nova constituição,
salvo na hipótese de federalização de leis estaduais ou
municipais e estadualização de lei municipal – hipóteses
em que não é admitida a recepção.
OBS: O Brasil não adota a teoria da recepção formal
superveniente, ou seja, a forma não importa para fins de
integração na constituição.

- estadualização de leis estaduais refere-se a uma matéria


versada em lei federal antes da entrada em vigor da nova
constituição que será recebida no ordenamento jurídico
como lei estadual. O mesmo pode acontecer como os
municípios, em que uma lei estadual é recebida como lei
municipal (municipalização).  observa-se que é
possível receber de um ente maior para o menor.
Entretanto, o contrário não é possível, como, por ex.,
federalizar uma lei estadual ou estadualizar uma lei
municipal.

B) Não Recepção ou Revogação???

- a maioria dos doutrinadores diz que as normas


infraconstitucionais anteriores à Constituição e que
sejam incompatíveis com ela são consideradas normas
NÃO RECEPCIONADAS.

- O STF diz que ocorre a revogação por ausência de


recepção.

ATENÇÃO! MENCIONAR QUE OCORRE A NÃO


RECEPÇÃO!

PS: entre normas da mesma hierarquia, a


incompatibilidade gera a revogação, mas quando se trata
de incompatibilidade entre normas infraconstitucionais
anteriores à Constituição e o novo diploma
constitucional, trata-se de não recepção.

2) Ilimitado

STF/Adin 815: o Poder Constituinte Originário é ilimitado. Ele pode


tudo, já que cria um novo estado jurídico.

Entretanto, há algumas limitações, quais sejam:

a) Limites Transcendentes:
- advindos do direito natural, baseados em valores éticos e
consciência jurídica. Os adeptos do jusnaturalismo
designam este poder como autônomo, e não como
ilimitado, em razão da sujeição imposta pelo limite
transcendente.
- refere-se ao princípio da vedação ao retrocesso (efeito
cliquet, princípio da não reversibilidade, vedação da
contrarrevolução social ou proibição da evolução
reacionária).
Ex: a CF não pode voltar a versar sobre a escravidão.

b) Limites Imanentes:
- impostos ao Poder Constituinte Formal.

c) Limites heterônomos:
- gerados em razão da conjugação com outros
ordenamentos jurídicos.
- dá-se em razão da GLOBALIZAÇÃO e da preocupação
com a proteção dos direitos humanos.
- a Constituição, no momento de sua elaboração, deve
respeito aos tratados firmados internacionalmente, sem
violar suas deliberações.

3) Incondicionado

- não há qualquer dispositivo que estabelece uma forma sobre a


qual deverá ser criado o Poder Constituinte Originário.

- não há forma pré estabelecida.

C) DERIVADO

- também chamado de Poder Constituinte Limitado/ de Segundo Grau/ Secundário/ Instituído/


Constituído/ Reconstituinte.

Divide-se em 03 tipos:

c.1 De Reforma/ Reformador

* conceito: poder de alterar formalmente a Constituição da República.


* objetivo: evitar a fossilização da Constituição  atualização por meio de Emendas
Constitucionais para que ela possa alcançar os anseios da sociedade.

* natureza jurídica: de norma constitucional.

* forma de expressão: através do Congresso Nacional.

OBS: Apesar de ser o Congresso Nacional quem faz as emendas constitucionais, não
significa que o Poder Legislativo é o Poder Constituinte. Significa apenas que o
Legislativo, naquela situação, está imbuído do poder constituinte.

*características: 1) derivado
– deriva da Constituição da República, a qual já existe.

2) Limitado

 é possível invocar direito adquirido frente à Emenda Constitucional?


DIVERGÊNCIA> 1ª posição: é possível invocar direito adquirido, já
que este é direito fundamental, logo, cláusula
pétrea.
2ª posição: NÃO é possível invocar direito
adquirido (podendo a emenda, então, violá-lo), já
que a garantia é aplicável só ao legislador
ordinário. => vide art. 5, XXXVI (que diz que a
LEI não prejudicará direito adquirido, o ato
jurídico perfeito e a coisa julgada).

 STF FEZ INTERPRETAÇÃO LITERAL do


art. acima, já que o dispositivo menciona lei e não
emenda. No entanto, vale frisar que o STF entende
que, em regra, a EC tem retroatividade mínima.
O Poder Constituinte Originário (PCO) pode impor
retroatividade máxima (ex: lei penal benéfica, a
qual atinge até coisa julgada) ou média desde que
expressamente.

OBS: NÃO EXISTE DIREITO ADQUIRIDO


FRENTE A:
1) Tributos;
2) Regime jurídico;

 No Poder Constituinte Derivado, é possível existir normas constitucionais que sejam


inconstitucionais? SIM! Isso ocorre quando a EC ofende os limites impostos ao poder
de reforma constitucional, quais sejam:
a) Limites circunstanciais:
- art. 60, § 1º, CF.
- quando está instaurado no país o Estado de
Legalidade Extraordinária, ou seja, em casos de
intervenção federal, estado de defesa e estado de
sítio.

* intervenção federal (arts. 34 e 36) > quando a


União intervém em um Estado.
Obs: o art. 35 prevê a intervenção estadual, na qual
um Estado intervém em um município. A
intervenção estadual não impede a alteração da CF.

b) Limites procedimentais:
- art. 60, I, II, III, §§ 2º, 3º e 5º, CF.

- a rigidez da Constituição decorre da maior


dificuldade para sua modificação do que a alteração
das demais normas jurídicas de ordenação estatal.
Da rigidez emana, como primordial consequência, o
princípio da supremacia da constituição.

 A SUPREMACIA DA CONSTITUIÇÃO
DECORRE DA SUA RIGIDEZ PARA
ALTERAÇÃO.

╚ Iniciativa (limitação formal subjetiva):


- Presidente da República.
- 1/3 da Câmara dos Deputados ou Senado
Federal
- + ½ das Assembleias Legislativas
- cabe iniciativa popular?

ROL PEQUENO PARA INICIAR O


PROCESSO DE PEC  RIGIDEZ!

╚ Deliberação (limitação formal objetiva):


- uma vez proposta a PEC, ela deve passar pelas
duas casas legislativas (em 02 turnos, ou seja, 04
vezes), sendo aprovada com maioria qualificada.
- aprovada com 3/5 no 1º turno na CD -> 3/5 no 2º
turno na CD  aprovada com 3/5 no 1º turno no
SF -> 3/5 no 2º turno no SF.
- aprovada da maneira acima, ela vai direto para
promulgação pelas duas casas.

▌PEC NÃO PASSA POR SANÇÃO E VETO DO


PRESIDENTE DA REPÚBLICA.

c) Limites temporais:

- existem limites temporais na atual Constituição?


DIVERGÊNCIA> 1ª posição (majoritária): SIM!

02 limites temporais, quais sejam:

1) Matéria constante de proposta


de emenda rejeitada ou havida
por prejudicada não pode ser
objeto de nova proposta na
mesma sessão legislativa. (art.
60, § 5º, CRFB)

2) A revisão constitucional será


realizada após 05 anos,
contados da promulgação da
Constituição, pelo voto da
maioria absoluta dos membros
do CN, em sessão unicameral.
(art. 3, ADCT).

╚ durante esse lapso temporal


de 5 anos, foi possível apenas a
elaboração de emendas
constitucionais.

2ª posição (minoritária):
NÃO!
- entende que se tratam de
limites pontuais e não
temporais, já que impedem
alterações pontuais e não de
toda a Constituição.
d) Limites materiais:

1) Expressos/explícitos:
- tá no texto constitucional (art. 60, § 4º).
- não será objeto de deliberação a proposta de
emenda tendente a ABOLIR:

I - Forma federativa de Estado;

- O Brasil é uma federação, existindo, portanto,


um órgão federal supremo e vários órgãos
autônomos.
- se alguma EC violar algum dos requisitos para a
federação existir, há violação à cláusula pétrea.

- requisitos para ser federação:

a) existência de um órgão de controle – STF.


Ex: EC que proponha acabar com o STF.

b) existência de uma Constituição rígida.


Ex: EC que proponha a fragilização do processo
de emenda constitucional (pra que seja votado,
por ex, por maioria simples, em vez de maioria
qualificada).

c) existência de autonomia dos entes (com auto-


organização, autogoverno, autolegislação ou
autoadministração).
Ex: EC que proponha acabar com as Assembleias
Legislativas dos Estados.

d) existência de um órgão que represente os


estados a nível federal – Senado Federal.
Ex: EC que proponha acabar com o Senado
Federal.

e) impossibilidade de secessão.
Ex: EC que proponha que os Estados podem se
tornar independentes se cumprirem x requisitos.

II - Voto direto, secreto, universal e periódico;


- Existe 01 hipótese para voto indireto (art. 81,
§1º): quando o cargo de Presidente e Vice
Presidente ficam vagos nos 02 últimos anos de
mandato. Assim, o CN tem 30 dias para escolher
o novo Presidente (voto indireto).

- periodicidade do voto é característica de


República.

 EC nº 76/2013 aboliu a votação secreta nos


casos de perda de mandato de Deputado ou
Senador e de apreciação de veto.
- até 2013, o parlamentar poderia perder o
mandato se fosse investigado e averiguado ato
incompatível com o decoro parlamentar, por
exemplo. Isso seria decidido por voto secreto.
Hoje, o voto acerca de tal é aberto.

- Essa EC não ofende cláusula pétrea porque


ela possibilita a transparência. Além disso, o
voto secreto a que se refere esse dispositivo
(art. 60, § 4º, II) tem a ver com o povo e não
com os parlamentares.

Art. 14. A soberania popular será exercida pelo


sufrágio universal e pelo voto direto e secreto,
com valor igual para todos e, nos termos da lei,
mediante:

ATENÇÃO! O voto obrigatório não está entre as


cláusulas pétreas.

III - Separação dos poderes

- significa independência.

- essa independência é RELATIVA, vide sistema


de freios e contrapesos (interdependência entre os
poderes) –> tem que ser expresso!

Exs: o processo de impeachment do Chefe do


Executivo é feito pela Câmara dos Deputados e
pelo Senado Federal (Legislativo julga o
Executivo por crime de responsabilidade). O STF
julga o Executivo e o Legislativo por crime
comum. A nomeação do ministro do STF é feita
pelo Executivo, oportunidade em que o
Legislativo (Senado) irá sabatinar e aprovar a
pessoa indicada.

IV - Direitos e garantias individuais (leia-se


fundamentais!!!!)

- direitos e garantias fundamentais vão do art. 5º


ao 17 em um rol EXEMPLIFICATIVO.

- direitos individuais e coletivos estão no art. 5º.

- não pode ser objeto de deliberação a proposta de


emenda tendente a abolir direitos fundamentais.

 NÃO PODE ABOLIR, MAS PODE


AMPLIAR E RESTRINGIR

- é permitida emenda que amplia direitos (ex:


art. 5º, inciso LXXVIII foi incluído por emenda
constitucional).

- é permitida emenda restringe direitos


fundamentais, DESDE QUE não altere o núcleo
essencial do direito fundamental. Isso significa
que ela pode criar exceções a direitos descritos
em determinado art.

2) Implícitos:

- decorre de interpretação.

Exemplos:

1) titularidade do poder constituinte


(art. 1º, parágrafo único).

- é uma limitação implícita, a partir da análise


histórica, sendo visualizado o motivo pelo
qual a Constituição foi criada, que é a
redemocratização. Sendo assim, as alterações
a essa Constituição não podem tirar o
principal motivo pelo qual ela foi criada (a
democracia), o que ocorreria se fosse tirado o
poder do povo.

2) procedimento de emenda
constitucional (art. 60, I, II, III, §§ 2º, 3º e
5º).

- Pode ser entendido como limite implícito


(visto que, fragilizando a rigidez da
Constituição, estaria fragilizando a
supremacia) ou expresso (estando intrínseco à
forma federativa de estado).

3) forma republicana e o sistema


presidencialista de governo (na medida
em que o povo referendou a escolha dos
representantes – art. 2º do ADCT).

4) dupla reforma “atalhamento da


Constituição” ou “desvio do poder
constituinte” (art. 60, § 4º).
Ex: não é permitida uma emenda que revogue o
art. 60, §4º (que dispõe sobre as cláusulas pétreas
explícitas).

4) Condicionado

- Existem 02 meios formais de alteração da Constituição da República.


EMENDA REVISÃO
CONSTITUCIONAL CONSTITUCIONAL

- art. 60, CF - art. 3º, ADCT


- em regra, pode ser feita a
qualquer momento, respeitadas - já se exauriu. Já foi realizada 05
as vedações das cláusulas anos após a promulgação da
pétreas e limites circunstanciais; CRFB;
- assunto específico; - qualquer assunto;

[DOUTRINA MINORITÁRIA] Sustenta que há outros meios formais


de alteração da CF:

▪ Plebiscito (que, na prática, foi referendo) (art. 2º, ADCT);

- alguns apontam o dispositivo acima como meio formal de alteração


da Constituição, em que define a data (05 anos após a entrada em
vigor da CRFB/88) em que o eleitorado definiria a forma e o sistema
de governo a vigorar no país.

Ocorre que essa não seria uma nova forma de alteração da


constituição e, sim, a própria revisão constitucional – tida como o 2º
meio formal de alteração da constituição. Desse modo, esse
dispositivo não se trata, pela doutrina majoritária, de novo meio de
alteração.

▪ Tratados internacionais sobre direitos humanos (art. 5º, § 3º).

- os tratados internacionais sobre DH votados como emenda têm força


de emenda constitucional/ hierarquia constitucional, mas não são
considerados um meio formal de alteração da Constituição porque eles
não são colocados na Constituição, ou seja, não a alteram.

c.2) Poder Constituinte Derivado Difuso

- Meio informal de alteração da Constituição;

- Mutação Constitucional/ Vicissitudes Constitucionais/ Transições Constitucionais/


Mudança Constitucional/ Processo de Fato;

- mudança na interpretação do texto constitucional sem alterar sua redação.


[BARROSO] Rigidez Constitucional (confere estabilidade à ordem constitucional e à
segurança jurídica) X Plasticidade (procura adaptá-la aos novos tempos e às novas
demandas).

 FATOS GERADORES de mutação constitucional:

a) Nova interpretação de órgãos estatais em geral;

mudança de composição da Corte;

Poder Judiciário novas circunstâncias fáticas (Ex: união homoafetiva);

nova hermenêutica;

quando este órgão interpreta a Constituição para cumpri-la;

Poder Legislativo quando a reinterpreta para editar lei (lato sensu) que altere o
sentido que tenha sido dado a alguma norma constitucional;

(Ex: entendimento do Congresso sobre tempo de análise de


veto do Executivo. Antes, o Congresso entendia que o veto
tinha que se analisado em 30 dias a contar do momento em que
o Presidente submete o veto ao Presidente do Senado. Esse
entendimento foi mudado, passando a contar os 30 dias a partir
do momento em que o Presidente do Senado submete o veto ao
Congresso, não havendo prazo para isso).

Costumes integrativos (praeter legem);

b) Usos e costumes Costumes interpretativos (secundum legem);

Costumes derrogatórios (contra legem ou contra


constitutionis)  esses não podem gerar mutação;

c.3) Poder Constituinte Derivado Decorrente  PODER CONSTITUINTE DA


CONSTITUIÇÃO DO ESTADO

- poder que os estados têm de elaborar e reformar sua própria Constituição;

ATENÇÃO! Esse poder é conferido também à Lei Orgânica do DF, a qual tem natureza
constitucional. Assim, a Lei Orgânica do DF é parâmetro para controle de
constitucionalidade. Se fosse considerada lei ordinária, seria controle de legalidade.
▪ Normas de reprodução:
- trata-se de norma de observância obrigatória;
Ex: normas da Constituição da República, como art. 28, o qual diz que o mandato de
governador é de 04 anos. A Constituição do Estado não pode dispor de modo contrário.

▪ Normas de imitação:
- trata-se de norma de reprodução facultativa;
Ex: art. 62, CRFB, o qual diz que o Presidente pode adotar medida provisória. Os Estados
podem também, se quiserem, adotar medidas provisórias.

 CONTEÚDO DA CE:

- Estados-membros e o DF têm que elaborar seus diplomas auto organizatórios, de acordo


com parâmetros da Constituição da República.

- toda Constituição Estadual deve conter:


1) uma descrição do sistema de governo;
2) requisitos gerais para direito a sufrágio;
3) os freios e os equilíbrios do governo republicano, reconhecendo três departamentos
governamentais separados;
4) algum reconhecimento de autogoverno local;
5) uma declaração de direitos protetores dos indivíduos e das minorias;

 CARACTERÍSTICAS DA CE:

a) Derivação

- art. 25, CF que autoriza, em outros termos, que a Constituição estadual outorgue
determinadas atribuições aos Tribunais de Justiça locais.

b) Limitação

* Princípios centrais, que se subdividem em:

1) Princípios constitucionais sensíveis (art. 34, VII, CFRB);


a União poderá intervir nos Estados e Distrito Federal quando o ente federado
ofender a:
a) Forma republicana
b) Sistema representativo e regime democrático
c) Direitos da pessoa humana
d) Autonomia municipal
e) Prestação de contas da administração pública, direta e indireta.
f) Aplicação do mínimo exigido da receita resultante de impostos estaduais,
compreendida a proveniente de transferências, na manutenção e
desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde.

Caso o Estado-membro ou o DF não observe estes preceitos, faz surgir a


necessidade de propositura de ação direta interventiva pelo Procurador-Geral da
República.

2) Princípios constitucionais extensíveis:

São normas que estruturam a federação e organizam o Estado. Por isso, devem
obrigatoriamente ser repetidas nos textos estaduais, observada a simetria.

- conhecidas como normas de pré ordenação.

Ex: arts 27, 28, 37, 58, §3º, 75, 77, 93, V, 95, 96, 150 e 165 da CRFB/88 (GRIFAR
NO VADE verde).

3) Princípios constitucionais estabelecidos:

- Não existe um rol taxativo destes princípios.

▪ Limites expressos:
- natureza vedatória – quando proíbem os Estados de praticar determinados atos ou
procedimentos (arts. 19, 35, 145, §2º, 150, 152 – GRIFAR NO VADE verde).

- natureza mandatória – quando obrigam a observância de determinados princípios


e preceitos pelas Constituições estaduais, limitando a organização do ente federado
(arts. 18, §4º, 29, 31, §1º, 37 a 41, 42, §1º, 93 a 100, 125, 127 a 130, 132 a 135,
144, IV e V, §§ 4º ao 7º - GRIFAR NO VADE verde).

▪ Limites implícitos:
- embora não estejam expressamente no texto da Constituição, algumas vedações
podem ser deduzidas, como os art.s 21, 22, 30 e 153.
- possuem tanto viés mandatório quanto vedatório.

▪ Limites decorrentes:
- são gerados pelo sistema constitucional adotado, como princípio republicano,
princípio federativo, estado democrático de direito, dignidade da pessoa humana,
igualdade formal e material, legalidade genérica e assim por diante.
* Supralegalidades autogenerativas, segundo Canotilho.

- são limitações decorrentes de questões fáticas e não de dispositivos jurídicos.

Ex: vedação ao retrocesso.

b) Condicionamento

- A CE é condicionada a forma que a Constituição da República estabeleceu.


- art. 11, ADCT: Cada Assembleia Legislativa, com poderes constituintes, elaborará a
Constituição do Estado, no prazo de 01 ano, contado da promulgação da Constituição
Federal, obedecidos os princípios desta.

ATENÇÃO! A Constituição do Estado não pode ser parâmetro para controle de emenda
constitucional do Estado porque as duas são provenientes do mesmo poder.

c.3.1) Poder Constituinte Derivado Decorrente Institucionalizado

c.3.2) Poder Constituinte Derivado Decorrente de Reforma Estadual

- controle de constitucionalidade de emenda à Constituição do Estado.

* Características:

a) Derivado

- poder de reforma estadual está previsto na própria Constituição do Estado.

b) Limitado

- poder de reforma estadual encontra limites na Constituição da República e na


Constituição estadual (DUPLA LIMITAÇÃO).

c) Condicionado

- significa dizer que ele tem que observar as regras impostas pela Constituição do
Estado pra sua alteração – emenda constitucional e revisão constitucional.

- todas as Constituições dos Estados brasileiros, observando a simetria, exigem para


emenda às Constituições do Estado:

1) INICIATIVA  no mínimo, 1/3 dos Deputados Estaduais, metade das Câmaras


Municipais ou Governador do Estado.
OBS: Algumas Constituições, como a do Estado do Amapá, admitem ainda iniciativa
popular subscrita por 1% dos eleitores daquele Estado – STF entendeu ser
constitucional.

2) QUORUM APROVAÇÃO 3/5 em 02 turnos para sua aprovação.

3) PROMULGAÇÃO promulgada pela mesa da Assembleia Legislativa com o


respectivo número de ordem.

Ademais, proposta de emenda estadual rejeitada ou tida por prejudicada só poderá


ser objeto de nova votação na outra sessão legislativa.

Revisão Constitucional  as Constituições estaduais preveem revisão


constitucional mediante aprovação de maioria absoluta da Assembleia Legislativa,
após a revisão da Constituição da República.