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Não é possível a concessão de reajuste pela via do exercício do poder normativo da Justiça do Trabalho

quando o ente público ao qual está vinculada a empresa estatal encontra-se no limite de gasto com
pessoal estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar nº 101/2000). Embora o art.
22, parágrafo único, I, da LRF, nessa circunstância, admita os aumentos ou reajustes decorrentes de sentença
judicial, enquadram-se nesse conceito somente as sentenças condenatórias e mandamentais, pois provenientes
da função típica do Poder Judiciário. As sentenças normativas não representam, rigorosamente, exercício de
poder jurisdicional, razão pela qual não constituem exceção à aplicação dos limites impostos pela Lei de
Responsabilidade Fiscal. Sob esses fundamentos, a SDC, por maioria, negou provimento ao recurso ordinário
do sindicato profissional. Vencidos os Ministros Mauricio Godinho Delgado, relator, e Kátia Magalhães Arruda,
que davam provimento ao recurso para conceder o reajuste de 7,5% à categoria.

TST-RO-296 96.2015.5.10.0000, SDC, rel. Min. Mauricio Godinho Delgado, red. p/ acórdão Min. Emmanoel
Pereira, 13.3.2017.

Conforme precedentes do Supremo Tribunal Federal, o servidor público celetista da administração


direta, autárquica ou fundacional ou o empregado de empresa pública ou de sociedade de economia
mista, ainda que admitidos por meio de aprovação em concurso público, não têm direito à estabilidade
do art. 41 da CF, a não ser que a contratação tenha se dado anteriormente à Emenda Constitucional nº
19/1998. Todavia, também de acordo com o entendimento consolidado pela Suprema Corte, viola o art.
5º, LV, da CF a dispensa de servidor municipal nomeado após aprovação em concurso público, ainda
que em estágio probatório, com fundamento no art. 21, parágrafo único, da Lei de Responsabilidade
Fiscal, quando não assegurado o contraditório e a ampla defesa em procedimento administrativo. Sob
esses fundamentos, a SBDI-II, por unanimidade, conheceu do recurso ordinário em ação rescisória e, no mérito,
negou-lhe provimento, assentando que, a despeito de não se tratar de servidor público estável, na forma do art.
41 da CF, a dispensa, sem o precedente procedimento administrativo, é nula, razão pela qual se determina o
retorno ao trabalho, com pagamento dos salários vencidos e vincendos desde a data da dispensa, nos termos
dos arts. 169 e 185 do Código Civil, ficando, no entanto, assegurado ao Município empregador o direito de
renovar o despedimento, desde que observe a exigência do prévio procedimento administrativo em que
assegurado o devido processo legal e o direito à ampla defesa. Vencidos os Ministros Luiz Philippe Vieira de
Mello Filho e Ives Gandra Martins Filho.

TST-RO-5904-64.2012.5.07.0000, SBDI-II, rel. Min. Douglas Alencar Rodrigues, 21.3.2017.

Admite-se o ajuizamento de reclamação trabalhista no foro de domicílio do empregado apenas quando a


contratação ou a arregimentação tenha ocorrido naquela localidade e a empresa contrate e preste
serviços em diferentes partes do território brasileiro, ou seja, possua atuação nacional. Trata-se de
aplicação ampliativa do art. 651, § 3º, da CLT que não é possível ocorrer quando se alega tão somente a
hipossuficiência econômica do trabalhador e a garantia de acesso à justiça. Sob esses argumentos, a
SBDI-I, por unanimidade, conheceu dos embargos, por divergência jurisprudencial, e, no mérito, por maioria,
deu-lhes provimento para, restabelecendo o acórdão do Regional, reconhecer a incompetência da Vara do
Trabalho de Estância/SE - domicílio do reclamante - e declarar a competência de uma das Varas do Trabalho
de Itabuna/BA - local da contratação e da prestação dos serviços - para processar e julgar a reclamação
trabalhista. Vencidos os Ministros José Roberto Freire Pimenta e Brito Pereira.
TST-E-RR-73-36.2012.5.20.0012, SBDI-I, rel. Min. Cláudio Mascarenhas Brandão, 30.3.2017.

Não é possível estender a garantia provisória de emprego à empregada gestante dispensada em razão
do reconhecimento da nulidade do contrato firmado com ente público, sem prévia aprovação em
concurso público. Incidência dos estritos termos da Súmula nº 363 do TST que, diante da invalidade da
contratação, assegura apenas o pagamento das horas trabalhadas e das contribuições ao FGTS, por
expressa previsão de lei. Ao caso concreto não se aplica a Convenção nº 103 da OIT, que consagra o direito
das empregadas gestantes à licença-maternidade e veda a dispensa nesse período, nem a jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal no que concerne ao alcance da estabilidade prevista no art. 10, II, “b”, do ADCT, pois
ambas as situações pressupõem a validade da relação jurídica estabelecida entre as partes, condição não
verificada na hipótese. Sob esse entendimento, o Tribunal Pleno, por maioria, conheceu do recurso de
embargos, por divergência jurisprudencial, vencidos os Ministros Hugo Carlos Scheuermann, Cláudio
Mascarenhas Brandão, Alberto Luiz Bresciani de Fontan Pereira, Maria de Assis Calsing, Márcio Eurico Vitral
Amaro e Kátia Magalhães Arruda. No mérito, ainda por maioria, decidiu-se negar provimento ao recurso,
vencidos os Ministros Delaíde Miranda Arantes, relatora, Lelio Bentes Corrêa, Mauricio Godinho Delgado e
Augusto César Leite de Carvalho.
TST-E-ED-RR-175700-88.2007.5.04.0751, Tribunal Pleno, rel. Min. Delaíde Miranda Arantes, red. p/
acórdão Min. Aloysio Corrêa da Veiga, 17.4.2017.
A prorrogação da licença-maternidade para 180 dias, concedida por lei estadual às servidoras públicas
estatutárias do Estado de São Paulo, não se estende às servidoras públicas celetistas, porquanto
submetidas a regimes jurídicos distintos e consequente direitos diversos. Assim, se a lei estadual
estabelece a prorrogação da licença-maternidade às servidoras da Administração direta e das
autarquias submetidas ao regime estatutário, inviável impor ao estado empregador a extensão do
benefício à servidora submetida ao regime da CLT com base no princípio da isonomia. Sob esses
fundamentos, a SBDI-I, por unanimidade, conheceu dos embargos, por divergência jurisprudencial, e, no mérito,
por maioria, deu-lhes provimento para reestabelecer o acordão prolatado pelo Tribunal Regional, que julgara
improcedente o pedido de prorrogação da licença-maternidade para 180 dias. Vencidos os Ministros Aloysio
Corrêa da Veiga, Walmir Oliveira da Costa, Augusto César Leite de Carvalho e José Roberto Freire Pimenta.
TST-E-ED-RR-71-08.2013.5.02.0085, SBDI-I, rel. Min. Márcio Eurico Vitral Amaro, 6.4.2017.

A greve realizada por explícita motivação política, mesmo que por curto período de tempo, é abusiva,
visto que o empregador não dispõe de poder de negociação para pacificar o conflito. Sob esse
fundamento, a SDC, por unanimidade, decidiu conhecer do recurso ordinário do Sindicato dos Operadores
Portuários de São Paulo, e, no mérito, por maioria, deu-lhes parcial provimento para declarar abusivo o
movimento de paralisação das atividades dos portuários, que teve como propósito abrir espaço para a
negociação do novo marco regulatório implantado pela MP nº 595/2012, a qual passou a dispor acerca da
exploração direta e indireta, pela União, dos portos e instalações portuárias e sobre as atividades dos
operadores portuários, entre outras providências. Vencidos os Ministros Maurício Godinho Delgado e Kátia
Magalhães Arruda.
TST-RO-1393-27.2013.5.02.0000, SDC, rel. Min. Maria de Assis Calsing, 24.4.2017.

O salário profissional de engenheiro previsto na Lei nº 4.950-A/66 não se aplica ao servidor público de fundação
pública estadual, contratado sob o regime da CLT, porquanto sua remuneração deve observar os arts. 37, X, e
169, § 1º, da Constituição, que preveem a necessidade de prévia dotação orçamentária e autorização em lei
específica para a concessão de vantagem ou aumento de remuneração. Sob esses fundamentos, a SBDI-I, por
unanimidade, conheceu dos embargos, por divergência jurisprudencial, e, no mérito, por maioria, negou-lhes
provimento, mantendo a decisão turmária que excluíra da condenação o pagamento das diferenças salariais
deferidas com base na Lei nº 4.950-A/66 e reflexos. Vencidos os Ministros Alexandre Agra Belmonte, relator,
Emmanoel Pereira, Aloysio Corrêa da Veiga, Augusto César Leite de Carvalho, José Roberto Freire Pimenta e
Cláudio Mascarenhas Brandão.
TST-E-RR-872-97.2010.5.04.0011, SBDI-I, rel. Min. Alexandre Agra Belmonte, red. p/ acórdão Min. Márcio
Eurico Vitral Amaro, 4.5.2017.

A SBDI-I definiu as seguintes teses jurídicas para o Tema Repetitivo nº 0006 – RESPONSABILIDADE
SUBSIDIÁRIA. DONA DA OBRA. APLICAÇÃO DA OJ 191 DA SBDI-I LIMITADA À PESSOA FÍSICA OU
MICRO E PEQUENAS EMPRESAS: I) A exclusão de responsabilidade solidária ou subsidiária por
obrigação trabalhista a que se refere a Orientação Jurisprudencial n.º 191 da SBDI-I do TST não se
restringe à pessoa física ou micro e pequenas empresas, compreende igualmente empresas de médio e
grande porte e entes públicos (decidido por unanimidade); II) A excepcional responsabilidade por
obrigações trabalhistas prevista na parte final da Orientação Jurisprudencial n.º 191 da SBDI-I do TST,
por aplicação analógica do art. 455 da CLT, alcança os casos em que o dono da obra de construção civil
é construtor ou incorporador e, portanto, desenvolve a mesma atividade econômica do empreiteiro
(decidido por unanimidade); III) Não é compatível com a diretriz sufragada na Orientação Jurisprudencial
n.º 191 da SBDI-I do TST jurisprudência de Tribunal Regional do Trabalho que amplia a responsabilidade
trabalhista do dono da obra, excepcionando apenas a pessoa física ou micro e pequenas empresas, na
forma da lei, que não exerçam atividade econômica vinculada ao objeto contratado (decidido por
unanimidade); IV) Exceto ente público da Administração Direta e Indireta, se houver inadimplemento das
obrigações trabalhistas contraídas por empreiteiro que contratar, sem idoneidade econômico-financeira,
o dono da obra responderá subsidiariamente por tais obrigações, em face de aplicação analógica do art.
455 da CLT e culpa in eligendo (decidido por maioria, vencido o Ministro Márcio Eurico Vitral Amaro).
TST-IRR-190-53.2015.5.03.0090, SBDI-I, rel. Min. João Oreste Dalazen, 11.5.2017.

O meio processual idôneo para pleitear a devolução de valores levantados a maior em execução de
sentença, decorrentes de equívoco nos cálculos realizados em liquidação, é a ação de repetição de
indébito.
A pretensão de restituição de tais valores nos próprios autos da execução é inviável, pois, nessa fase, a
cognição é limitada e não proporciona ao exequente medidas capazes de assegurar o direito à ampla defesa e
ao contraditório. Sob esses fundamentos, a SBDI-I, por unanimidade, conheceu dos embargos, por divergência
jurisprudencial, e, no mérito, negou-lhes provimento, mantendo, portanto, a decisão turmária que conhecera do
recurso de revista dos exequentes por violação do art. 5º, LV, da CF e dera-lhe provimento para cassar a ordem
de devolução de valores recebidos a maior expedida nos próprios autos.
TST-E-ED-RR-59886-60.1993.5.05.0017, SBDI-I, rel. Min. José Roberto Freire Pimenta, 1º.6.2017
O depósito prévio de 5% sobre o valor da causa, previsto no CPC de 1973, não se aplica à ação
rescisória proposta na Justiça do Trabalho. Nos termos do art. 836 da CLT, norma específica do processo do
trabalho, a ação rescisória sujeita-se ao depósito prévio no percentual de 20%. Ressalte-se que esse
entendimento permanece inalterado mesmo após o advento da Lei nº 13.105/2015, visto que a incidência das
normas do CPC permanece restrita às hipóteses em que houver omissão e compatibilidade com o processo do
trabalho (art. 769 da CLT e art. 15 do CPC de 2015). Da mesma forma, a aplicação das normas procedimentais
previstas nos arts. 966 a 975 do CPC de 2015, autorizada pela IN nº 39/2016 do TST, não acarreta o
afastamento das regras específicas do processo do trabalho. Não obstante esses fundamentos, no caso
concreto, a SBDI-II, por unanimidade, dispensou o autor do recolhimento do depósito prévio de 20% sobre o
valor da causa por ser beneficiário da justiça gratuita.
TST-AR-22152-61.2016.5.00.0000, SBDI-II, rel. Min. Douglas Alencar Rodrigues, 6.6.2017

É válida cláusula de acordo coletivo de trabalho que aumenta, de 180 para 210 dias, o prazo da
estabilidade provisória das empregadas gestantes admitidas por prazo indeterminado. O tratamento
diferenciado em relação às empregadas contratadas por prazo determinado não ofende o princípio da isonomia,
pois a natureza do vínculo de trabalho, nas duas situações, é distinta. Ademais, a norma em questão é
resultado da negociação entre os atores sociais e contou com a aprovação inequívoca da categoria profissional.
Sob esses fundamentos, a SDC, por maioria, deu provimento ao recurso ordinário para julgar improcedente o
pedido de nulidade da Cláusula Vigésima Sexta – Garantia de Emprego ou Indenização Gestantes, constante
do acordo coletivo de trabalho firmado entre a Souza Cruz S.A. e o Sindicato dos Empregados Vendedores e
Viajantes do Comércio no Estado do Pará. Vencido o Ministro Mauricio Godinho Delgado.
TST-RO-422-69.2016.5.08.0000, SDC, rel. Min. Maria de Assis Calsing, 5.6.2017

É válida norma coletiva que estabelece o salário-base do empregado como a base de cálculo das horas
extraordinárias, e, em contrapartida, fixa o respectivo adicional em percentual superior ao previsto em
lei, in casu, de 70%. Prevalência das condições pactuadas no instrumento normativo, sob pena de ofensa ao
art. 7º, XXVI, da CF. Com esse entendimento, a SBDI-I, à unanimidade, conheceu dos embargos, por
divergência jurisprudencial e, no mérito, negou-lhes provimento.
TST-E-RR-1415-47.2014.5.09.0003, SBDI-I, rel. Min. Aloysio Corrêa da Veiga, 1º.6.2017

O efeito interruptivo do prazo prescricional mediante o ajuizamento de protesto judicial não se restringe
à prescrição bienal, alcançando também a quinquenal. Todavia, o marco inicial para o reinício do
cômputo da prescrição extintiva é a data do trânsito em julgado da decisão proferida na primeira ação,
ou seja, do protesto judicial, enquanto que a contagem da prescrição quinquenal se reinicia na data do
ajuizamento do referido protesto. Na hipótese dos autos, é incontroverso que o protesto judicial ocorreu em
18.8.1998, o contrato de emprego foi extinto em 17.3.2005 e a demanda ajuizada em 4.5.2005, ou seja, mais de
cinco anos após a interrupção da prescrição. Assim, a SBDI-I, por unanimidade, conheceu dos embargos por
contrariedade à Orientação Jurisprudencial nº 392 da SDBI-I e, no mérito, deu-lhes provimento para pronunciar
a prescrição da pretensão referente às parcelas anteriores a 4.5.2000, reformando, portanto, a decisão turmária
que não conheceu integralmente do recurso de revista e manteve a interrupção da prescrição quinquenal pelo
protesto judicial.
TST-E-ED-RR-92600-76.2005.5.05.0462, SBDI-I, rel. Min. José Roberto Freire Pimenta, 1º.6.2017

COMENTÁRIO:
OJ 392 da SBDI-I
PRESCRIÇÃO. INTERRUPÇÃO. AJUIZAMENTO DE PROTESTO JUDICIAL. MARCO INICIAL. (republicada em
razão de erro material) - Res. 209/2016, DEJT divulgado em 01, 02 e 03.06.2016
O protesto judicial é medida aplicável no processo do trabalho, por força do art. 769 da CLT e do art. 15 do CPC
de 2015. O ajuizamento da ação, por si só, interrompe o prazo prescricional, em razão da inaplicabilidade do §
2º do art. 240 do CPC de 2015 (§ 2º do art. 219 do CPC de 1973), incompatível com o disposto no art. 841 da
CLT. (PGM-CWB)

O Tribunal Pleno, por maioria, definiu a seguinte tese jurídica para o Tema Repetitivo nº 0004 – MULTA DO
ART. 523, § 1º, DO CPC DE 2015 (ART. 475-J DO CPC DE 1973). COMPATIBILIDADE COM O PROCESSO
DO TRABALHO: a multa coercitiva do art. 523, § 1º, do CPC de 2015 (art. 475-J do CPC de 1973) não é
compatível com as normas vigentes da CLT por que se rege o processo de trabalho, ao qual não se
aplica.Vencidos os Ministros Mauricio Godinho Delgado, relator, Kátia Magalhães Arruda, revisora, Augusto
César Leite de Carvalho, José Roberto Freire Pimenta, Delaíde Miranda Arantes, Hugo Carlos Scheuermann,
Cláudio Mascarenhas Brandão, Douglas Alencar Rodrigues, Maria Helena Mallmann, Lelio Bentes Corrêa e Luiz
Philippe Vieira de Mello Filho.
TST-IRR-1786-24.2015.5.04.0000, Tribunal Pleno, rel. Min. Mauricio Godinho Delgado, red. p/ acórdão Min.
João Oreste Dalazen, 21.8.2017
A Justiça do Trabalho é competente para processar e julgar ação proposta por trabalhador em face do
sindicato a que é filiado, em que se postula a prestação de contas acerca de valores retidos a título de
honorários advocatícios em crédito trabalhista decorrente de ação ajuizada anteriormente pela entidade
sindical na condição de substituta processual.
A relação entre empregado de determinada categoria e o respectivo sindicato decorre do enquadramento
sindical e irradia o principal efeito da defesa dos direitos e interesses da categoria, nos termos do art. 8º, III, da
CF e do art. 513, “a”, da CLT, inserindo-se, portanto, na expressão contida no art. 114, III, da Constituição, que
se refere às ações sobre representação sindical entre sindicatos e trabalhadores. Sob esse fundamento, a
SBDI-I, por unanimidade, conheceu dos embargos, por divergência jurisprudencial, e, no mérito, por maioria,
negou-lhes provimento. Vencidos os Ministros Augusto César Leite de Carvalho, Walmir Oliveira da Costa e
Brito Pereira, os quais entendiam que, se compete à Justiça comum julgar cobrança de honorários advocatícios,
inclusive nas hipóteses em que tais verbas são reclamadas por sindicato, não se pode alterar a competência
somente em razão de a ação ter sido ajuizada por quem se beneficiou dos serviços contra o prestador.
TST-E-ED-RR-128300-64.2008.5.03.0042, SBDI-I, rel. Min. Marcio Eurico Vitral Amaro, 17.8.2017

A indicação incorreta do nome da parte recorrente caracteriza erro material sanável, tendo em vista o
caráter instrumental e finalístico do processo.
Assim, não há falar em ilegitimidade da parte e em falta de interesse recursal se os demais dados alusivos ao
processo não foram inquinados de erro, e se não foi demonstrado prejuízo para a parte adversa. No caso,
apesar de na primeira folha dos embargos de declaração constar como recorrente parte estranha à lide, tal erro
não tem o condão de impedir a análise do recurso, sobretudo porque possível identificar o feito por outros
elementos, tais como a indicação correta do número da reclamação trabalhista, do número do CPF do
reclamante, do nome da empresa reclamada e do respectivo número do CNPJ. Sob esses fundamentos, a
SBDI-I, por unanimidade, conheceu dos embargos, por divergência jurisprudencial, e, no mérito, por maioria,
deu-lhes provimento para determinar o retorno dos autos à Turma de origem para que prossiga no exame dos
embargos de declaração, como entender de direito. Vencido o Ministro João Oreste Dalazen.
TST-E-ED-ED-RR-122500-12.2008.5.15.0013, SBDI-I, rel. Min. Augusto César Leite de Carvalho, 31.8.2017

Não incide contribuição previdenciária sobre o terço constitucional de férias usufruídas, conforme
decidido pelo STJ no julgamento de incidente de recurso repetitivo (Tema Repetitivo nº 478).
Ademais, o art. 28, § 9º, ‘d’, da Lei nº 8.212/91, com a redação da Lei nº 9.528/97, expressamente exclui da
base de cálculo da contribuição previdenciária as importâncias recebidas a título de férias indenizadas e o
respectivo adicional constitucional, diante da natureza indenizatória das parcelas. Portanto, apesar de incidir
contribuição previdenciária sobre as férias gozadas, por se tratar de verba de natureza salarial, não cabe
idêntico raciocínio para o terço constitucional de férias, já que tal parcela não se destina à retribuição pelos
serviços prestados, nem pelo tempo à disposição do empregador, ostentando natureza indenizatória. Sob esses
fundamentos, a SBDI-I, por unanimidade, conheceu do recurso de embargos, por divergência jurisprudencial, e,
no mérito, negou-lhe provimento para manter a decisão turmária que afastara a incidência da contribuição
previdenciária sobre o terço constitucional de férias gozadas.
TST-E-RR-403-87.2012.5.06.0023, SBDI-I, rel. Min. Hugo Carlos Scheuermann, 21.9.2017

A proporcionalidade do aviso prévio a que se refere a Lei nº 12.506/2011 aplica-se somente aos casos
em que o empregador toma a iniciativa de rescindir o contrato de trabalho.
Interpretar a norma de forma diversa, ou seja, exigir que o trabalhador cumpra aviso prévio superior a trinta dias,
na hipótese em que ele próprio intentar a rescisão do contrato, significaria compactuar com alteração legislativa
prejudicial ao empregado. Sob esse entendimento, a SBDI-I, por unanimidade conheceu dos embargos
interpostos pela reclamante, por divergência jurisprudencial, e, no mérito, deu-lhes provimento para acrescer à
condenação o pagamento de três dias de trabalho prestado indevidamente no período do aviso prévio, com os
reflexos cabíveis.
TST-E-RR-1964-73.2013.5.09.0009, SBDI-I, rel. Min. Hugo Carlos Scheuermann, 21.9.2017

A interpretação da expressão “circunscrição do pleito”, a que se refere o inciso V do art. 73 da Lei nº


9.504/97, deve ser a mais abrangente possível, a fim de alcançar o objetivo da norma que é impedir a
utilização da máquina estatal como meio de pressão política sobre o empregado.
Nesse sentido, independentemente de o vínculo de emprego ser com ente da administração pública federal,
estadual ou municipal, deve-se reconhecer a estabilidade provisória no período pré-eleitoral ao empregado que
trabalha no limite territorial onde realizada a eleição. Sob esse fundamento, a SBDI-I, por unanimidade,
conheceu dos embargos interpostos pelo banco, por divergência jurisprudencial, e, no mérito, negou-lhes
provimento, mantendo, portanto, a decisão que reconhecera o direito à estabilidade provisória a empregado da
administração pública indireta estadual dispensado sem justa causa durante eleição municipal.
TST-Ag-E-ED-ARR-230800-32.2008.5.02.0433, SBDI-I, rel. Min. Augusto César Leite de Carvalho ,
28.9.2017
Lei estadual que cria parcela remuneratória em benefício de servidores públicos celetistas equipara-se a
regulamento empresarial, já que é competência privativa da União legislar sobre direito do trabalho (art.
22, I, da CF).
Esse fato, porém, não define, por si só, a incidência da prescrição parcial ou da prescrição total. Há de se
verificar se a norma em questão permanece vigente, hipótese em que incidirá a prescrição parcial, ou se já
houve a sua revogação, caso em que a prescrição será total. No caso, o reclamante, que fora admitido na
Secretaria de Saúde e Meio Ambiente do Estado do Rio Grande do Sul - SSMA e posteriormente transposto
para a Fundação Estadual de Proteção Ambiental – FEPAM, pretende o recebimento das parcelas “gratificação
adicional de 25%”, prevista na Lei nº 8.701/88 do Estado do Rio Grande do Sul, e “avanços trienais”, a que se
refere a Lei nº 9.196/91 do mesmo Estado. Ambas as normas ainda estão vigentes e o TRT expressamente
reconheceu a integração delas ao contrato de trabalho do empregado, pois a sucessão de empregadores
havida garantiu a manutenção dos direitos até então assegurados. Assim, conclui-se que a supressão das
parcelas pleiteadas não constitui ato único do empregador, tampouco alteração contratual, mas sim,
descumprimento do pactuado, gerando lesão que se renova mês a mês, a atrair, portanto, a prescrição parcial.
Sob esse entendimento, a SBDI-I, por unanimidade, conheceu dos embargos, por contrariedade à Súmula nº
294 do TST, e, no mérito, deu-lhes provimento para restabelecer o acórdão do Regional que reconhecera a
incidência da prescrição parcial, e para determinar o retorno dos autos à 5ª Turma para que prossiga no exame
do recurso de revista da reclamada como entender de direito.
TST-E-RR-990-47.2013.5.04.0018, SBDI-I, rel. Min. Cláudio Mascarenhas Brandão, 5.10.2017

A cota-parte do empregador relativa aos descontos previdenciários resulta de imposição legal


decorrente da prestação de serviço, não constituindo crédito de natureza trabalhista.
A Justiça do Trabalho apenas perfaz o cálculo em razão da sua capacidade tributária para arrecadar o tributo do
empregador e repassá-lo ao destinatário final, que é a União. Dessa forma, a cota-parte patronal da contribuição
previdenciária não pode ser incluída na base de cálculo dos honorários advocatícios. Sob esses fundamentos, a
SBDI-I, por unanimidade, conheceu do recurso de embargos do reclamante, por divergência jurisprudencial, e,
no mérito, negou-lhe provimento.
TST-E-RR-779-35.2013.5.03.0019, SBDI-I, rel. Min. Augusto César Leite de Carvalho, 19.10.2017

Não há falar em salário complessivo na hipótese em que a forma de pagamento da verba denominada
compensação orgânica (20% de toda a remuneração), prevista em norma coletiva, permite ao
trabalhador identificar a parcela e o respectivo valor.
Ademais, se a cláusula não afronta norma de ordem pública, nem causa prejuízo ao trabalhador, deve-se
prestigiar a negociação coletiva, em atenção ao princípio da autonomia da vontade coletiva (art. 7º, XXVI, da
CF). Sob esses fundamentos, a SBDI-I, por unanimidade, conheceu do recurso de embargos, por divergência
jurisprudencial, e, no mérito, por maioria, deu-lhes provimento para restabelecer a sentença que indeferira o
pagamento da compensação orgânica. Vencidos os Ministros Cláudio Mascarenhas Brandão e Augusto César
Leite de Carvalho.
TST-E-RR-2852-66.2011.5.02.0022, SBDI-I, rel. Min. Hugo Carlos Scheuermann, 19.10.2017

Dos termos do art. 3º da Lei nº 7.347/85 depreende-se que a ação civil pública ostenta natureza eminentemente
cominatória, ou seja, visa à imposição de condenação pecuniária ou ao cumprimento de uma obrigação de fazer
ou de não fazer. Assim, não constitui o meio adequado para postular a declaração de nulidade de cláusula de
norma coletiva, a qual desafia o ajuizamento de ação anulatória perante o juízo competente. Sob esse
fundamento, a SBDI-I, por unanimidade, conheceu do recurso de embargos, por divergência jurisprudencial, e,
no mérito, deu-lhe provimento para julgar incabível a ação civil pública, reestabelecendo o acórdão do Tribunal
Regional. TST-E-RR-281-80.2014.5.01.0302, SBDI-I, rel. Min. Hugo Carlos Scheuermann, 23.11.2017Multa
administrativa. Auto de infração. Validade. Não pagamento de horas in itinere no prazo previsto no art. 459, §
1º, da CLT. A SBDI-I, por unanimidade, conheceu de embargos, por divergência jurisprudencial, e, no mérito,
por maioria, negou-lhes provimento para manter a decisão turmária que declarara válido o auto de infração
lavrado em razão de a empresa ter violado o art. 459, § 1º, da CLT ao não pagar as horas in itinere até o quinto
dia útil do mês subsequente ao vencido. Na espécie, registrou-se que o art. 459, § 1º, da CLT abrange o
pagamento das horas de percurso, pois estas detém natureza jurídica salarial e integram a remuneração dos
empregados para todos os efeitos legais (art. 58, § 2º, da CLT, na redação original). Ademais, o dispositivo em
questão não estabelece quais parcelas salariais devem ser adimplidas no prazo por ele estipulado, de modo
que não cabe ao intérprete restringir a sua incidência, mas aplicá-lo de forma abrangente, englobando todos os
valores de caráter remuneratório. Vencido o Ministro Márcio Eurico Vitral Amaro.
TST-E-RR-623-25.2014.5.18.0171, SBDI-I, rel. Min. Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, 23.11.2017

É incabível o ajuizamento de dissídio coletivo de natureza jurídica para obter o reconhecimento da


nulidade da dispensa em massa e a condenação da suscitada à reintegração dos trabalhadores e ao
pagamento dos respectivos consectários legais. No caso, consignou-se que o provimento pretendido era
condenatório, configurando, portanto, hipótese de ajuizamento de dissídio individual plúrimo, de competência da
Vara do Trabalho, visto que o dissídio coletivo de natureza jurídica é limitado à interpretação de norma
autônoma ou heterônoma específica de uma categoria, nos moldes do disposto na Orientação Jurisprudencial
nº 7 da SDC. Sob esse fundamento, o Tribunal Pleno, por maioria, negou provimento ao recurso ordinário
interposto pelo sindicato profissional, mantendo a extinção do processo, sem resolução do mérito, por
inadequação da via eleita em matéria de dispensa coletiva. Vencidos os Ministros Kátia Magalhães Arruda,
relatora, Augusto César Leite de Carvalho, José Roberto Freire Pimenta, Delaíde Miranda Arantes, Hugo Carlos
Scheuermann, Cláudio Mascarenhas Brandão, Maria Helena Mallmann, Lelio Bentes Corrêa, Alberto Luiz
Bresciani de Fontan Pereira, Walmir Oliveira da Costa e Mauricio Godinho Delgado.
TST-RO-10782-38.2015.5.03.0000, Tribunal Pleno, rel. Min. Kátia Magalhães Arruda, red. p/ acórdão Min.
Maria Cristina Irigoyen Peduzzi, 18.12.2017

O valor da causa da ação rescisória que pretende desconstituir, parcialmente, decisão proferida na fase
de conhecimento deve ser estabelecido de modo proporcional ao conteúdo patrimonial ou ao proveito
econômico pretendido pelo autor, e não a partir do valor atualizado da condenação. Na hipótese, a
pretensão rescisória dirigiu-se apenas à parte da decisão que condenou o autor ao pagamento de pensão
mensal vitalícia no importe de R$ 400,00 mensais, razão pela qual, nos termos do art. 292, § 2º, do CPC de
2015 e da atualização prevista na Instrução Normativa nº 31/2007 do TST, o valor da causa foi corretamente
fixado em R$ 6.149,35 e não em R$ 215.711,76 (valor atualizado da condenação). Sob esses fundamentos, a
SBDI-II, por unanimidade, conheceu do agravo e, no mérito, vencidos parcialmente os Ministros Lelio Bentes
Corrêa, Alberto Luiz Bresciani de Fontan Pereira e Emmanoel Pereira por fundamentos diversos, deu-lhe
provimento para, afastando o óbice relativo à insuficiência de depósito prévio que ocasionou o indeferimento da
petição inicial, determinar que se retome o exame da ação rescisória.
TST-Ag-AR-251-03.2017.5.00.0000, SBDI-II, rel. Min. Delaíde Miranda Arantes, 5.12.2017

A utilização do polígrafo nas relações laborais configura ato ilícito, que atinge a dignidade humana e os
direitos da personalidade do empregado, notadamente a honra, a vida privada e a intimidade, dando
ensejo ao pagamento de indenização por danos morais. Se, no Brasil, nem mesmo na esfera penal o
emprego do detector de metais é admitido, não se justifica a sua aplicação pelo empregador, sem que haja o
resguardo do devido processo legal ou de qualquer outro direito fundamental do indivíduo. Prevalece, portanto,
o art. 5º, LXIII, da CF, que garante aos acusados o direito de permanecerem em silêncio, bem como o art. 14, 3,
g, do Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos de 1966, ratificado pelo Brasil em 6.7.1992, e o art. 8º, 2,
g, da Convenção Americana de Direitos Humanos, ratificada pelo Brasil em 6.11.1992, os quais consagram o
princípio de que ninguém é obrigado a produzir prova contra si mesmo. Ademais, no caso dos autos, a ausência
de respaldo científico e de fiabilidade probatória, somada à existência de outras medidas eficazes e menos
invasivas de combate ao terrorismo na aviação (detectores de metais, inspeção de raio X, vistorias, revistas
aleatórias, etc), revelam que o polígrafo não se constitui medida indispensável à garantia da segurança do
transporte aéreo de passageiros. Sob esses fundamentos, a SBDI-I, por maioria, conheceu dos embargos no
tópico, por divergência jurisprudencial, e, no mérito, por unanimidade, negou-lhes provimento. Vencidos, quanto
ao conhecimento, os Ministros Cláudio Mascarenhas Brandão, relator, Emmanoel Pereira, Augusto César Leite
de Carvalho e José Roberto Freire Pimenta.
TST-E-ED-RR–28140-17.2004.5.03.0092, SBDI-I, rel. Min. Cláudio Mascarenhas Brandão, 30.11.2017

A delimitação dos valores impugnados a que alude o art. 897, § 1º, da CLT é pressuposto de
admissibilidade do agravo de petição e visa a execução imediata da parte incontroversa, razão pela qual
somente é exigível do executado.
O exequente, via de regra, pretende obter um acréscimo ao valor já apurado, de modo que o descumprimento
da referida norma não acarreta qualquer prejuízo ao prosseguimento da execução. Sob esse entendimento, a
SBDI-I, por unanimidade, conheceu dos embargos, por divergência jurisprudencial, e, no mérito, por maioria,
deu-lhes provimento para, afastada a necessidade de delimitação de valores, determinar o retorno dos autos ao
TRT para que prossiga no exame do agravo de petição do exequente, como entender de direito. Vencidos os
Ministros Cláudio Mascarenhas Brandão, Alexandre Agra Belmonte, Guilherme Augusto Caputo Bastos, Walmir
Oliveira da Costa e Ives Gandra Martins Filho.
TST-E-RR-143500-80.2004.5.01.0342, SBDI-I, rel. Min. Hugo Carlos Scheuermann, 8.2.2018

A partir da interpretação sistemática dos arts. 450 e 461 da CLT, o TST, por meio do item I
da Súmula nº 159, consolidou o entendimento de que é garantido ao trabalhador substituto o pag
amento do mesmo salário contratual do substituído, enquanto durar a substituição não eventual.
Deste modo, é inválida a cláusula de convenção coletiva que estabelece o não recebimento pelo trabal
hador substituto do salário equivalente ao do substituído se a substituição for inferior a 30 dias. Sob es
se fundamento, a SDC, nos termos do art. 140, § 1º, do RITST, negou provimento ao recurso ordinário
para manter a decisão recorrida que declarara a nulidade da “Cláusula sexta –
salário do substituto” da convenção coletiva de trabalho firmada entre o Sindicato da Indústria da Con
strução do Estado do Pará –
Sinduscon e o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Artefato de Cimento Armado, Oficiais Ele
tricistas e Trabalhadores nas Indústrias de Instalações Elétricas, de Gás, Hidráulicas e Sanitárias, Olaria
s, Construção Civil Leve e Pesada, Mármores e Granitos, Cimento, Estrada, Barragem, Pavimentação,
Terraplanagem, Portos e Aeroportos,
Canais, Engenharia Consultiva e Obras em Geral do Município de Ananindeua. Vencidos os Ministros M
aria Cristina Irigoyen Peduzzi, Renato de Lacerda Paiva, Dora Maria da Costa e Ives Gandra Martins
Filho
TST-RO-47-68.2016.5.08.0000, SDC, rel. Min. Kátia Magalhães Arruda, 19.2.2018

No caso de reversão em juízo da dispensa por justa causa, fundada em imputação de ato de im
probidade, é devida a indenização por danos morais in re ipsa, ou seja, independentemente da
prova de abalo pessoal sofrido pelo empregado ou de eventual divulgação do ocorrido.
A gravidade da acusação (apropriação indébita de diferenças de caixa) e o rigor da punição, sem a devida
cautela por parte do empregador, autoriza a presunção de lesão à honra subjetiva do reclamante. Sob
esses fundamentos, a SBDI-I, por unanimidade, conheceu dos embargos, por divergência
jurisprudencial, e, no mérito, deu-
lhes provimento para restabelecer o acórdão do Tribunal Regional quanto à condenação ao pagamento

de indenização por dano moral, determinando o retorno dos autos à Turma, a fim de que prossiga no
julgamento do recurso de revista, quanto ao tema reputado prejudicado, conforme entender de direito.
TST-E-RR-1123-90.2013.5.08.0014, SBDI-I, rel. Min. Walmir Oliveira da Costa, 1º,3.2018.

SUPRESSÃO. PRESCRIÇÃO: I) As leis estaduais emunicipais referentes às relações trabalhistas no âmbito das
empresas são equiparadas aregulamentos de empresas, em face da competência privativa da União para
legislar sobre Direitodo Trabalho. O mesmo ocorre com leis federais de efeitos concretos referentes à
administração pública federal indireta. Por conseguinte, a pretensão originada em alterações nelas promovidas
consistentes em supressão de parcelas devidas a empregados são sujeitas à prescrição total, nos termos da
Súmula nº 294 deste Tribunal; II) A Lei nº 5.615/1970, em virtude de dispor sobre o Serviço Federal de
Processamento de Dados (SERPRO), possui efeitos concretos; III) Sobre apretensão ao recebimento do prêmio
de produtividade previsto no art. 12 da Lei nº 5.615/1970 incide a prescrição parcial a que alude a ressalva
constante da parte final da Súmula nº 294 desta Corte até 11/9/1997, dia anterior à vigência da Medida
Provisória 1.549-34 (sucessivamentereeditada até a sua conversão na Lei nº 9.649/1998). Após a vigência
dessa Medida Provisória, mediante a qual foi extinta a parcela e, portanto, extinto o direito, tem incidência a
prescrição total, tendo em vista que, após essa data, o direito ao benefício deixou de ser previsto em lei de
efeitos concretos, sendo irrelevante a circunstância de o empregado já ter recebido a parcela na vigência da
norma anterior. Vencidos os Ministros Augusto César Leite de Carvalho, José Roberto Freire Pimenta e Hugo
Carlos Scheuermann.
TST-E-RR-21703-30.2014.5.04.0011, SBDI-I, rel. Min.Brito Pereira, 22.3.2018

A competência para processar e julgar ação movida por servidor público contratado na vigência da
Constituição de 1988, sem prévia aprovação em concurso público, depende da natureza do regime
jurídico adotado pelo ente público para seus servidores.
Se de natureza administrativa ou estatutária, a competência é da Justiça comum. De outra sorte, se o vínculo
for regido pelas disposições da CLT, a competência é da Justiça do Trabalho. Sob esse entendimento, a SBDI-I,
por unanimidade, conheceu dos embargos do Município de Boa Vista do Tupim/BA, e, no mérito, por maioria,
deu lhes provimento para declarar a incompetência da Justiça do Trabalho para processar e julgar a lide,
determinando a remessa dos autos à Justiça comum, nos termos do art. 64, § 3º, do CPC de 2015, visto que
registrado na decisão embargada que o regime jurídico adotado pelo Município é o estatutário. Vencidos os
Ministros Cláudio Mascarenhas Brandão, relator, e José Roberto FreirePimenta.
TST-E-ED-RR-1114-36.2013.5.05.0201, SBDI-I, rel. Min. Cláudio MascarenhasBrandão, red. p/ acórdão
Min. Márcio Eurico Vitral Amaro, 12.4.2018

Em razão do peso e das posições de flexão e rotação realizadas pela coluna vertebral, é inegável o risco
ergonômico a que exposto o trabalhador que desempenha a atividade de pedreiro e a possibilidade de
adquirir doença profissional com comprometimento da coluna, como ocorreu na espécie, em que o
reclamante desenvolveu hérnia de disco e se tornou totalmente incapacitado para a atividade.
Assim, estabelecido o nexo causal entre a doença e a execução de atividade de risco, é devido o pagamento de
indenização por danos morais, independentemente de haver culpa do empregador. Sob esse fundamento, a
SBDI-I, por maioria, deu provimento aos embargos do empregado para, reconhecendo a responsabilidade
objetiva do reclamado, restabelecer o acórdão do Tribunal Regional, no particular, e determinar o retorno dos
autos à Turma a fim de que aprecie o recurso de revista do empregador quanto ao valor arbitrado à indenização
por danos morais e materiais, como entender de direito. Vencidos os Ministros João Oreste Dalazen, Ives
Gandra Martins Filho, Renato de Lacerda Paiva, Guilherme Augusto Caputo Bastos e Márcio Eurico
VitralAmaro.
TST-E-RR-89900-22.2008.5.15.0082, SBDI-I, rel. Min. Alexandre Agra Belmonte,26.4.2018

Da diretriz firmada no art. 37, XIII, da CF, extrai-se que é vedada a pretensão de equiparação salarial
entre servidores públicos pertencentes aos quadros da Administração direta, autárquica ou fundacional,
inclusive quando contratados pelo regime celetista.
O objetivo da norma é assegurar e conformar a atuação da Administração Pública ao regime jurídico-
administrativo a que está submetida, em especial, ao princípio da legalidade. Sob esse entendimento, e
afastando a alegada contrariedade à Orientação Jurisprudencial nº 297 da SBDI-I, a referida Subseção, por
unanimidade,não conheceu do recurso de embargos interpostos pela reclamante contra a decisão que dera
provimento ao recurso de revista da Fundação de Atendimento Sócio-Educativo do Rio Grande doSul – FASE
para restabelecer a sentença que julgou improcedente o pedido de diferenças relativasao reajuste salarial de
11,84% aplicado a outros empregados de mesmo cargo e função, formulado com base no princípio da
isonomia.
TST-E-ED-RR-20098-28.2014.5.04.0018, SBDI-I, rel. Min.Cláudio Mascarenhas Brandão, 3.5.2018

Conforme atual entendimento do Supremo Tribunal Federal, o deferimento de diferenças salariais


correspondentes à distorção apurada em razão da concessão de reajuste geral anual realizado por meio
de pagamento de abonos em valores fixos, fundado na inobservância do art. 37, X, parte final, da CF,
esbarra no óbice previsto na Súmula Vinculante 37, segundo a qual “não cabe ao Poder Judiciário, que
não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob o fundamento de
isonomia”.
Sob esse fundamento, a SBDI-I, por unanimidade, conheceu dos embargos por contrariedade à Súmula
Vinculante 37 e, no mérito, deu-lhes provimento para excluir da condenação o pagamento de diferenças
salariais decorrentes da inobservância do art. 37, X, da CF concedidas aos servidores do Município de
Mococa/SP.
TST-E-RR-10673-87.2014.5.15.0141, SBDI-I, rel. Min. Márcio Eurico Vitral Amaro, 7.6.2018

A cláusula de convenção coletiva que autoriza o pagamento dos salários até o dia dez do mês seguinte
ao trabalhado viola frontalmente o art. 459, § 1º, da CLT.
A vontade negocial das partes não é absoluta, uma vez que deve se submeter ao princípio da reserva legal.
Assim, não se pode conferir validade à cláusula que autoriza o pagamento de salários em data posterior àquela
expressamente prevista em lei. Sob esse fundamento, a SBDI-I, por unanimidade, conheceu dos embargos, por
divergência jurisprudencial, e, no mérito, por maioria, deu-lhes provimento para restabelecer a condenação em
multa por atraso no pagamento dos salários, conforme determinado em sentença e mantido pelo TRT. Vencidos
os Ministros Guilherme Augusto Caputo Bastos, Breno Medeiros, Maria Cristina Irigoyen Peduzzi e Brito
Pereira.
TST-E-ED-RR-86400- 85.2008.5.15.0101, SBDI-I, rel. Min. Alberto Luiz Bresciani de Fontan Pereira,
23.8.2018

É possível o conhecimento de recuso de revista por contrariedade a precedente normativo do TST, pois,
embora o art. 896, “a”, da CLT, com redação dada pela Lei nº 13.015/2014, refira-se a “súmula de
jurisprudência uniforme”, pode-se afirmar que jurisprudência uniformizada é gênero, do qual súmulas,
orientações jurisprudenciais e precedentes normativos são espécies.
Ademais, se a Orientação Jurisprudencial nº 219 da SBDI-I admite invocar orientação jurisprudencial do TST
para conhecimento de recurso de revista ou de embargos, independentemente da origem do verbete (SBDI-I,
SBDI-II, Tribunal Pleno/Órgão Especial ou SDC), não se justifica inadmitir o recurso por contrariedade a
precedente normativo, simplesmente pelo fato de consolidar entendimento jurisprudencial firmado no âmbito dos
dissídios coletivos. Assim, a SBDI-I, por unanimidade, conheceu dos embargos da reclamada, por divergência
jurisprudencial e, no mérito, por maioria, negou-lhes provimento, mantendo, portanto, a decisão turmária que
conhecera do recurso de revista por contrariedade ao Precedente Normativo nº 119 do TST e dera-lhe
provimento para condenar a reclamada a restituir ao reclamante os valores descontados a título de contribuição
assistencial sem sua expressa autorização. Vencidos os Ministros Ives Gandra Martins Filho e Walmir Oliveira
da Costa.
TST-E-RR-2294-39.2012.5.02.0029, SBDI-I, rel. Min. Aloysio Corrêa da Veiga, 6.9.2018

Afronta o art. 37, II, da CF a decisão que confere à demissão de empregada contratada para ocupar
emprego em comissão em sociedade de economia mista idêntica consequência jurídica aplicável ao
contrato nulo (Súmula nº 363 do TST), pois não se trata de contratação irregular.
Assim, embora não se possa cogitar do pagamento de aviso prévio e de indenização de 40% do FGTS, ante a
precariedade do vínculo existente entre as partes, à trabalhadora é devido o décimo terceiro salário proporcional
e as férias proporcionais (art. 7º, VIII e XVII, da CF). Sob esse fundamento, a SBDI-II, por unanimidade,
conheceu do recurso ordinário e, no mérito, por maioria, deu-lhe parcial provimento para julgar parcialmente
procedente o pedido de corte rescisório, por violação do art. 37, II, da CF, a fim de rescindir o acórdão do
Regional e condenar a ré ao pagamento de férias proporcionais e décimo terceiro salário proporcional. Vencido
o Ministro Renato de Lacerda Paiva.
TST-RO-9477-85.2011.5.02.0000, SBDI-II, rel. Min. Douglas Alencar Rodrigues, 28.8.2018

A ruptura contratual por justa causa motivada em uma única conduta faltosa do trabalhador não se
revela desproporcional quando demonstrada a gravidade da falta cometida.
No caso, o autor descumpriu normas empresariais de segurança ao enviar informações confidenciais de clientes
para seu e-mail pessoal, com evidente quebra de confiança necessária à continuidade do vínculo de emprego
com a instituição financeira. Assim, não há falar em ofensa ao art. 482, “h”, da CLT. Sob esse fundamento, a
SBDI-II, por unanimidade, conheceu do recurso ordinário e, no mérito, por maioria, negou-lhe provimento,
mantendo, portanto, a improcedência da ação rescisória. Vencida a Ministra Delaíde Miranda Arantes.
TST-RO-101576-28.2016.5.01.0000, SBDI-II, rel. Min. Douglas Alencar Rodrigues, 25.9.2018

A SBDI-II, por unanimidade, admitiu a ação rescisória, e, no mérito, julgou-a procedente para rescindir
acórdão proferido pela 1ª Turma do TST, declarar a incompetência absoluta da Justiça do Trabalho para
processar e julgar causa em que se discute situações advindas de contrato de prestação de serviços
advocatícios, e, ante a anulação de todo o feito, determinar a remessa dos autos à Justiça comum para
que aprecie, inclusive, o pedido de indenização por danos morais.
No caso concreto, não obstante a turma tenha aplicado a Súmula nº 126 do TST, a decisão rescindenda
evidenciou os fatos que levaram o TRT de origem a concluir que não houve relação de emprego entre as
empresas autoras e o advogado contratado, pois consignada a atuação do causídico como prestador de serviço
autônomo, com alto padrão remuneratório e sem qualquer subordinação jurídica ou a presença dos demais
requisitos dos arts. 2º e 3º da CLT. Assim, ante a patente natureza civil do vínculo estabelecido entre as partes,
revela-se manifesta a incompetência absoluta da Justiça do Trabalho, nos moldes do art. 114 da CF e do art.
485, II, do CPC de 1973, cabendo à Justiça comum apreciar e dirimir o feito.

No processo do trabalho, a notificação por via postal não se sujeita à pessoalidade, bastando o
encaminhamento para o endereço correto da parte reclamada.
Assim, não há falar nulidade por ausência de identificação do recebedor no aviso de recebimento (AR). Sob
esse fundamento, a SBDI-I, por maioria, conheceu dos embargos, por divergência jurisprudencial, e, no mérito,
deulhes provimento para, afastando a nulidade da citação declarada na decisão recorrida, restabelecer o
acórdão do Tribunal Regional e determinar o retorno dos autos à Turma, para que prossiga no julgamento das
matérias que restaram prejudicadas em sede de recurso de revista. Vencidos os Ministros Maria Cristina
Irigoyen Peduzzi, Guilherme Augusto Caputo Bastos, Márcio Eurico Vitral Amaro e Brito Pereira.
TST- E-ED-RR-4-54.2013.5.07.0004, SBDI-I, rel. Min. Breno Medeiros, 18.10.2018

É possível reconhecer a competência territorial do foro do domicílio da reclamante quando a atribuição


da competência ao juízo do Trabalho da contratação ou da prestação dos serviços inviabilizar a garantia
do exercício do direito de ação.
As regras do art. 651 da CLT não devem ser interpretadas de forma literal, mas sistematicamente, de modo a
concretizar os direitos e garantias fundamentais insculpidos na Constituição da República. Na hipótese, a autora
foi contratada e prestou serviços em Altamira/PA, mas ajuizou a ação na cidade de Uberlândia/MG, local para
onde se mudou após a dispensa. Além disso, a filial da empresa, na cidade de Altamira/PA, encerrou suas
atividades, mantendo-as apenas na cidade do Rio de Janeiro/RJ. Assim, para a autora, o processamento do
feito no município em que reside atualmente garante-lhe o acesso à justiça, sem causar prejuízo ao direito de
defesa da ré, pois o deslocamento do Rio de Janeiro até Uberlândia é mais viável que até Altamira,
principalmente porque suas atividades nesta cidade foram encerradas, pressuposto que legitimava a
competência deste local. Sob esses fundamentos, a SBDI-I, por unanimidade, conheceu dos embargos
interpostos pela reclamante, por divergência jurisprudencial, e, no mérito, por maioria, deu-lhes provimento para
declarar a competência territorial de uma das Varas do Trabalho de Uberlândia/MG e determinar a remessa dos
autos para essa localidade, a fim de que julgue os pedidos como entender de direito. Vencidos os Ministros
Guilherme Augusto Caputo Bastos, Maria Cristina Irigoyen Peduzzi, Alberto Luiz Bresciani de Fontan Pereira e
Márcio Eurico Vitral Amaro.
TST-E-RR-11727-90.2015.5.03.0043, SBDI-I, rel. Min. Cláudio Mascarenhas Brandão, 18.10.2018

A conversão de 1/3 do período de férias em abono pecuniário, conforme o art. 143 da CLT, é um direito
potestativo do empregado, razão pela qual não pode ser imposta pelo empregador, sob pena de
descumprimento dos arts. 134 e 143 da CLT e 7º, XVII, da CF. Ausente a livre escolha do trabalhador, aplica-
se a sanção do art. 137 da CLT, que impõe o pagamento em dobro do período não usufruído, a fim de coibir a
prática que compromete o direito ao descanso anual. Verificado, contudo, que o empregado já recebeu o abono
pecuniário, esse montante deve ser considerado para efeito de aplicação da penalidade, evitando-se o
pagamento em triplo da remuneração de férias e o consequente enriquecimento sem causa. Sob esses
fundamentos, a SBDI-I, por unanimidade, conheceu dos embargos, por divergência jurisprudencial, e, no mérito,
deu-lhes provimento para restabelecer o acórdão do Regional.
TST-E-ED-RR-104300-96.2009.5.04.0022, SBDI-I, rel. Min. Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, 8.11.2018

Cabe mandado de segurança contra decisão que, embora ostente caráter interlocutório, contraria a
jurisprudência pacífica, reiterada e notória do TST. Na espécie, o writ foi impetrado pelo Ministério Público
do Trabalho contra acórdão proferido em recurso ordinário pelo TRT da 5ª Região, que anulou de ofício
sentença prolatada em ação civil pública e determinou o retorno dos autos à Vara de origem para que fossem
chamados à lide os litisconsortes passivos necessários (empregados ocupantes de funções de confiança
potencialmente atingidos pelo pedido de declaração de nulidade dos contratos firmados com ente público sem
prévia aprovação em concurso público). Ocorre que, conforme entendimento firmado pelo TST, não há
litisconsórcio passivo necessário entre a pessoa natural ou jurídica demandada e os sujeitos que possam ser
atingidos pelos efeitos da decisão proferida em ação civil pública voltada à defesa de direitos e interesses
difusos e coletivos. O litisconsórcio na ação civil pública apenas se viabiliza em relação aos demais legitimados
ativos para o debate coletivo (art. 5º, §§ 1º e 5º, da Lei nº 7.347/1985). Assim, a SBDI-II, por unanimidade,
conheceu do recurso ordinário e, no mérito, por maioria, deu-lhe provimento para conceder a segurança, cassar
o acórdão proferido na ação civil pública e determinar o retorno dos autos ao TRT da 5ª Região para o regular
processamento do recurso ordinário. Vencidas as Ministras Maria Helena Mallmann e Delaíde Miranda Arantes,
que consideravam incabível a impetração, nos termos da Orientação Jurisprudencial nº 92 da SBDI-II.
TST-RO-144-28.2011.5.05.0000, SBDI-II, rel. Min. Douglas Alencar Rodrigues, 6.11.2018

A interposição de recurso eivado de irregularidade de representação processual, ainda que considerado


inexistente, produz efeitos processuais, acarretando a preclusão consumativa. Desse modo, a
interposição do segundo apelo não possui o condão de sanar os vícios que contaminaram o primeiro
recurso, porquanto nem sequer é passível de exame. Na hipótese, a reclamada, ao impugnar a decisão
monocrática que denegou seguimento ao seu agravo de instrumento, interpôs dois agravos internos na mesma
data, havendo diferença de horas na protocolização. A Turma não conheceu do primeiro agravo, visto que
assinado por advogados sem poderes nos autos, reputando-o inexistente, nos termos da então vigente Súmula
nº 164 do TST. Além disso, deixou de examinar o segundo agravo, com fundamento no princípio da
unirrecorribilidade e na preclusão consumativa. Assim, a SBDI-I, por unanimidade, conheceu dos embargos
interpostos pela reclamada, por divergência jurisprudencial, e, no mérito, por maioria, negou-lhes provimento.
Vencidos os Ministros Márcio Eurico Vitral Amaro e Breno Medeiros.
TST-E-ED-Ag-AIRR-150700-20.2009.5.02.0057, SBDI-I, rel. Min. Alexandre de Souza Agra Belmonte,
8.11.2018

Conforme entendimento consagrado pelo Supremo Tribunal Federal nos autos do processo STF-Rcl
3303/PI, a restrição da competência da Justiça do Trabalho para julgar as causas de interesse de
servidores públicos, resultante do decidido na ADI 3395/DF-MC, não alcança as ações civis públicas
propostas pelo Ministério Público do Trabalho cuja causa de pedir seja o descumprimento de normas de
segurança, saúde e higiene dos trabalhadores. No caso, aplica-se a Súmula nº 736 do STF, pois a ação se
volta à tutela da higidez do local de trabalho e não do indivíduo em si, de modo que é irrelevante o tipo de
vínculo jurídico existente entre os servidores e o ente público. Sob esse fundamento, a SBDI-I, por unanimidade,
conheceu dos embargos, por divergência jurisprudencial, e, no mérito, deu-lhes provimento para declarar a
competência da Justiça do Trabalho, decretar a nulidade dos atos decisórios e determinar o retorno dos autos à
Vara do Trabalho de origem, a fim de que prossiga no julgamento como entender de direito.
TST-E-ED-RR-60000-40.2009.5.09.0659, SBDI-I, rel. Min. Walmir Oliveira da Costa, 22.11.2018

COMENTÁRIO:
Súmula 736 do STF:
Compete à Justiça do Trabalho julgar as ações que tenham como causa de pedir o descumprimento de normas
trabalhistas relativas à segurança, higiene e saúdedos trabalhadores.

É abusivo o movimento grevista deflagrado pela categoria profissional contra a privatização das
empresas que compõem o sistema Eletrobras, pois não se verifica dissídio trabalhista, ou seja, conflito
entre empresa e trabalhadores. A política de privatização do setor elétrico não é de autoria da Eletrobras, nem
das empresas estatais, mas do poder público, de modo que as reivindicações dos trabalhadores não podem ser
negociadas pelas empresas. Assim, vislumbrando a ocorrência de greve com motivação estritamente política, a
SDC, por maioria, julgou procedente o pedido de abusividade do movimento, vencidos os Ministros Mauricio
Godinho Delgado, relator, e Kátia Magalhães Arruda.
TST-DCG-1000418-66.2018.5.00.0000, SDC, rel. Min. Mauricio Godinho Delgado, red. p/ acórdão Min. Ives
Gandra da Silva Martins Filho, 11.2.2019
Conforme a jurisprudência pacífica da SBDI-I e das Turmas do TST, os empregados públicos
contratados sem concurso público, sob o regime da CLT, para o exercício de cargo em comissão, de
livre nomeação e exoneração, não têm direito ao pagamento das verbas rescisórias decorrentes da
dispensa imotivada. Sob esse entendimento, a SBDI-I, em sua composição plena, por maioria, não conheceu
do recurso de embargos em que empregada da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos – CPTM,
sociedade de economia mista, admitida para o exercício de cargo em comissão, sem concurso, pleiteava o
recebimento da indenização de 40% do FGTS e do aviso-prévio indenizado em decorrência de sua demissão
sem justa causa. Vencidos os Ministros Luiz Philippe de Mello Filho, relator, Walmir Oliveira da Costa, Augusto
César Leite de Carvalho e José Roberto Freire Pimenta, os quais conheciam e davam provimento ao recurso
para restabelecer a decisão do TRT que mantivera a sentença quanto ao direito da reclamante ao pagamento
das verbas rescisórias pleiteadas, visto que os empregados em comissão das estatais são regidos pela CLT
(art. 173, § 1º, II, da CF) e não houve derrogação expressa ou implícita dos direitos trabalhistas mínimos ali
previstos.
TST-E-ARR-1642-58.2015.5.02.0080, SBDI-I, rel. Min. Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, red. p/ acórdão
Min. Maria Cristina Irigoyen Peduzzi, 21.2.2019

A ausência de comprovação do pedido de registro de entidade sindical


perante o Ministério do Trabalho impede o reconhecimento da garantia
provisória de emprego assegurada aos dirigentes sindicais, não sendo
suficiente o depósito dos atos constitutivos do sindicato no cartório
apropriado. Embora a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal admita a
concessão da estabilidade sindical durante o trâmite do processo de
registro, no caso não houve sequer prova da formalização da postulação de
aquisição da personalidade jurídica sindical junto à autoridade competente,
circunstância que impede o reconhecimento do direito à reintegração. Sob
esse entendimento, a SBDI-II, por unanimidade, conheceu do recurso
ordinário e, no mérito, por maioria, negou-lhes provimento para manter a
decisão que concedeu a segurança para cassar a tutela antecipatória que
determinara a reintegração dos dirigentes sindicais dispensados sem prévio
inquérito judicial. Vencidos os Ministros Maria Helena Mallmann, relatora,
Delaíde Miranda Arantes e Lelio Bentes Corrêa.
TST-RO-293-31.2016.5.20.0000, SBDI-II, rel. Min. Maria Helena
Mallmann, red. p/ acórdão Min. Douglas Alencar Rodrigues, 19.3.2019