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Mateus, coletor de impostos, apóstolo e evangelista: foge do dinheiro para um

serviço de perfeita pobreza: a proclamação da mensagem cristã. O evangelho a


ele atribuído nos fala mais amplamente que os outros três do uso certo do
dinheiro: “Não ajunteis para vós tesouros na terra, onde a traça e o caruncho os
destroem, e onde os ladrões arrombam e roubam, mas ajuntai para vós tesouros
nos céus”. “Não podeis servir a Deus e ao dinheiro”. Foi Judas, porém, e não
Mateus que teve o encargo de caixa da pequena comunidade apostólica. Mateus
deixa o dinheiro para seguir o Mestre, enquanto Judas o trai por trinta dinheiros.
Quando falam do episódio do coletor de impostos chamado a seguir Jesus, os
outros evangelistas, Marcos e Lucas, falam de Levi. Mateus ao contrário prefere
denominar-se com o nome mais conhecido de Mateus e usa o apelido de
publicano, que soa como usurário ou avarento, “para demonstrar aos leitores —
observa são Jerônimo — que ninguém deve desesperar da salvação, se houver
conversão para vida melhor”. Mateus, o rico coletor, respondeu ao chamado do
Mestre com entusiasmo. No seu evangelho ele esconde humildemente este
alegre particular, mas a informação foi divulgada por Lucas: “Levi preparou ao
Mestre uma grande festa na própria casa; numerosa multidão de publicanos e
outra gente sentavam-se à mesa com eles”. Depois, no silêncio e com discrição,
livrou-se do dinheiro, fazendo o bem. É dele de fato que nos refere a ad-
moestação do Mestre: “Quando deres esmola, não saiba a tua esquerda o que
faz a tua direita, para que a tua esmola fique em segredo; e teu Pai, que vê o
que está oculto, te recompensará”.

Após o episódio do chamado, o evangelho lembra Mateus uma única vez,


falando da eleição dos apóstolos. Da atividade de Mateus após o Pentecostes,
conhecemos somente as admiráveis páginas do seu evangelho, dirigido
particularmente aos judeus e que é caracterizado por cinco grandes discursos
de Jesus sobre o reino de Deus. Foi escrito com toda a certeza antes da
destruição de Jerusalém, ocorrida no ano 70. Uma tradição antiga recorda que
Mateus, como chefe missionário, não teria comparecido diante dos juízes para
dar testemunho. Outras fontes, ao invés, menos verídicas, difundem-se na
narração dos sofrimentos e do martírio de Mateus, apedrejado, queimado e
decapitado na Etiópia, de onde as relíquias do santo teriam sido transportadas,
primeiro para Paestum, no Golfo de Salerno, e no século X para Salerno, onde
até hoje são honradas.
Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

Mateus deixou para trás sua riqueza e


seguiu Jesus, o maior dos tesouros
A tradição cristã nos diz que Mateus nasceu em Cafarnaum e exercia a
profissão de cobrador de impostos quando Jesus o chamou. Ele foi
constituído apóstolo e evangelista: “Depois disso, Jesus saiu e viu um
publicano, sentado na coletoria de impostos. Disse-lhe: ‘Segue-me’.
Deixando tudo, levantou-se e seguiu-o” (Lc 5,27).

Jesus chamou para segui-Lo “um pecador” segundo a visão da época. O


Senhor não impôs condições para que Mateus, o cobrador de impostos,
O seguisse. Um pouco mais adiante, a Palavra nos diz que “são os
enfermos que precisam de médico”. O seguimento a Jesus é para todos:
independe da cor, raça, condição social, situação… Jesus chama todos
os homens para segui-Lo.

O exemplo desse apóstolo, e de tantos outros, demonstra que a história


da Igreja está marcada pelas inúmeras intervenções do Espírito Santo
que continua a chamar cada pessoa, conscientizando-a sobre a Boa
Nova do Evangelho, sobretudo, a grande obra de evangelização e
testemunho em todos os lugares como avanço da fé e generosidade da
vida entregue a Deus. Muitos se dedicam à catequese, à educação, aos
grupos de oração, ao serviço aos mais necessitados, ao ministério da
comunicação. Caminham com os jovens e suas famílias, com os pobres,
idosos, enfermos. Pessoas que, sentido-se chamadas, querem seguir
Jesus sendo presentes de maneira silenciosa, mas também concreta e
criativa, como uma continuação da presença d’Ele que passou a vida
fazendo o bem a todos.

As palavras e os conselhos de Jesus são sempre atuais. Não foram


palavras somente ditas no passado e aos doze apóstolos. Bons e maus
haverá sempre. O Reino dos céus é para todos. A voz do Senhor ecoa
ainda em nossos dias: “Segue-me”. Assim como chamou Mateus, Ele
está chamando você: “Segue-me Não tenhas medo”. Nós somos os
apóstolos do hoje, dos novos tempos, e devemos anunciar Cristo e sua
mensagem libertadora ao mundo.

Certamente não faltam ao seguimento de Jesus provas e dificuldades. O


caminho e o fundamento do seguimento ao Senhor estão centrados no
relacionamento especial que Ele quer estabelecer conosco. Devemos ter
sempre impressos na mente e no coração os testemunhos da chamada
dos doze apóstolos. A iniciativa para esse relacionamento é de Jesus.
Ali, Ele chamou para si aqueles que queria ao seu lado. Escolheu doze
para estarem com Ele e para pregarem seus ensinamentos, cujo poder
expulsava demônios.
https://formacao.cancaonova.com/igreja/santos/sao-mateus-o-evangelista/

dentidade e primeiros anos[editar | editar código-fonte]


Ver artigo principal: Chamado de Mateus
Entre os primeiros seguidores e apóstolos de Jesus, Mateus é mencionado em Mateus
9:9 e Mateus 10:3 como tendo sido um coletor de impostos de Cafarnaum que foi
convidado para o círculo dos Doze por Jesus. Ele também é mencionado como um dos
doze apóstolos, embora sem a menção de sua profissão anterior, em Marcos 3:18, Lucas
6:15 e Atos 1:13. Ele é geralmente identificado como sendo o Levi, filho de Alfeu,
também coletor de impostos e que é citado em Marcos 2:14 e Lucas 5:27.[4]

Caravaggio, São Mateus e o Anjo.

Durante a ocupação romana, que iniciou em 63 a.C. com a conquista de Pompeu, Mateus
coletava impostos do povo hebreu para Herodes Antipas, o tetrarca da Galileia.[4] Sua
coletoria estava localizada em Cafarnaum. Judeus que enriqueciam desta maneira eram
desprezados e considerados párias. Porém, como um coletor de impostos, ele deve ter
sido alfabetizado em aramaico (ainda que provavelmente não em grego nem em latim)[5][6][7].
Foi neste cenário, perto de onde hoje está Almagor, que Jesus convidou Mateus para ser
um dos Doze Apóstolos. Após o chamado, Mateus convidou Jesus para um banquete em
sua casa. Ao ver isto, os escribas e os fariseus criticaram Jesus por cear com coletores de
impostos e pecadores. A provocação fez Jesus responder, «Não vim chamar os justos,
mas os pecadores ao arrependimento.» (Lucas 5:29)[7]. Jesus assim Como entrou na casa
de Zaqueu que também era coletor de impostos, Lucas 19.

O ministério de Mateus[editar | editar código-fonte]


São Mateus por Frans Hals, atualmente em Odessa.

Ver artigo principal: Jesus convidando os doze apóstolos


O ministério de Mateus no Novo Testamento é bastante complexo de atestar. Quando ele
é mencionado, é geralmente junto com Tomé. Como discípulo, ele seguiu Cristo e foi uma
das testemunhas da Ressurreição e da Ascensão. Depois, Mateus, Maria, Tiago e outros
seguidores próximos a Jesus se recolheram ao cenáculo em Jerusalém[8][9]. Na mesma
época, Tiago [10] sucedeu a Jesus como líder da igreja de Jerusalém[11].
[a]

Eles permaneceram nas redondezas de Jerusalém e proclamaram que Jesus, filho do


carpinteiro José, era o Messias prometido nas profecias. Acredita-se que estes
primeiros cristãos judeus eram chamados de nazarenos[12]:pp. 597&722[13]. É quase certo que
Mateus era um deles, uma vez que tanto o Novo Testamento quanto o Talmud assim
atestam[14].
Mateus pregou por quinze anos o Evangelho em hebraico para a comunidade judaica
na Judeia. Mais tarde, ele viajaria fora da judeia para outras provincias romanas.
(presumivelmente seguindo o ordenamento de Jesus em Mateus 28:16-20) e espalhou os
ensinamentos de Jesus entre os etíopes, macedonianos, persas e partos[9]. Tanto a Igreja
Católica quanto a Ortodoxa sustentam a crença tradicional de que ele tenha
morrido mártir na Etiópia[5][15], defendendo Santa Ifigênia da Etiópia.

O Evangelho de Mateus[editar | editar código-fonte]


Ícone de São Mateus.

Os cristãos do tempo de Mateus ainda se consideravam judeus e, como tais, eles


adoravam no Templo[12]:pp. 957 & 722[16] e reverenciavam a Lei dada por Deus a Moisés. Eles
também reverenciavam uma tradição oral chamada Torah Shebeal Peh, que interpretava a
lei escrita. Foi neste contexto cultural (chamado de Sitz im Leben) que a tradição oral
cristã nasceu, conforme Jesus e rabinos cristãos desenvolveram a "mensagem"
(evangelios) oral interpretando a lei escrita.[17][18][19].
Quando o Segundo Templo em Jerusalém foi destruído em 70 d.C., esta tradição oral não
era mais possível e se tornou necessário escrevê-la, o que ocorreu na Mishnah (parte do
que seria posteriormente o Talmude)[20][21][22][23][24]. Acredita-se que Mateus traduziu a
"tradição oral cristã" (ou Logia) na forma escrita antes de partir para Roma[15] .
[b]

Orígenes afirma que o primeiro evangelho foi escrito por Mateus [25][26]. Este evangelho foi
escrito em hebraico em Jerusalém para ser utilizado por cristãos-judeus e traduzido para o
grego, embora esta não tenha sobrevivido. Uma cópia do original hebraico era mantido
na Biblioteca Teológica de Cesareia Marítima. A comunidade nazarena transcreveu uma
cópia para Jerónimo, que a utilizou em sua obra De Viris Illustribus[2]. O Evangelho de
Mateus era então chamado de "Evangelho dos Hebreus" [27] ou, às vezes, "Evangelho dos
Apóstolos"[28][29][30] e acredita-se que ele foi o original "Mateus grego" encontrado na Bíblia.
Porém, esta interpretação foi contestada por estudiosos modernos como Bart Ehrman e
James Edwards [31][32][33][34].
[c]

Os padres da Igreja Epifânio de Salamina e Jerônimo de Estridão mencionam um


evangelho primordial, o hoje perdido Evangelho dos Hebreus, que foi parcialmente
preservado nos escritos deles, e que teria sido escrito por Mateus[33]. Epifânio porém não
afirma por si que o autor seria Mateus, ele apenas afirma que esta era a crença
dos heréticos Ebionitas[34]. Certos estudiosos hoje em dia, notavelmente Raymond E.
Brown, acreditam que "o evangelho canônico de Mateus foi escrito em grego por alguém
que não foi testemunha ocular e cujo nome é desconhecido para nós e que dependia de
fontes como o Evangelho de Marcos e a fonte Q"[35], uma teoria conhecida como Prioridade
de Marcos. Há opiniões divergentes, como a de Craig Blomberg[36][37][38].
https://pt.wikipedia.org/wiki/Mateus_(evangelista)

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus


(Mt 9, 9-13)
Naquele tempo, Jesus viu um homem chamado Mateus, sentado na coletoria de
impostos, e disse-lhe: "Segue-me!" Ele se levantou e seguiu a Jesus.

Enquanto Jesus estava à mesa, na casa de Mateus, vieram muitos cobradores


de impostos e pecadores e sentaram-se à mesa com Jesus e seus discípulos.
Alguns fariseus viram isso e perguntaram aos discípulos: "Por que vosso mestre
come com os cobradores de impostos e pecadores?"

Jesus ouviu a pergunta e respondeu: "Aqueles que têm saúde não precisam de
médico, mas sim os doentes. Aprendei, pois, o que significa: 'Quero misericórdia
e não sacrifício'. De fato, eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores".
São Mateus, Apóstolo e Evangelista, que, antes de se tornar discípulo fora
cobrador de impostos — um dos chamados publicanos —, foi iluminado pela
presença envolvente de Cristo. "Segue-me", disse-lhe o Senhor, e ele, sem
pestanejar, "levantou-se e o seguiu" (Mt 9, 9). Surpreendido em meio à sua
avareza, Mateus se deixou atingir por esta luz que converte e, apesar de se
saber um ganancioso explorador do povo, não receou seguir Aquele que o quis
e, movido em suas entranhas de misericórdias, foi buscá-lo no meio dos
pecadores. O encontro de Jesus com Mateus, assim como o olhar penetrante
que o Senhor lhe dirigiu, é também o nosso encontro com Ele, é ocasião de nós
nos deixarmos descobrir pelo olhar revelador de Cristo. Que possamos hoje,
apoiados na intercessão de São Mateus, fazer a experiência deste encontro.
Nós, que não nos amamos nem nos escolheríamos, fomos, sim, amados e
escolhidos: "Segue-me", a fim de vivermos, não os pecados em que estávamos
imersos, mas uma vida de verdadeira santidade e apostolado, na qual possa
brilhar a olhos vistos a luz de Cristo, nosso Salvador.

https://padrepauloricardo.org/episodios/festa-de-sao-mateus-mmxvii

A Igreja celebra, neste dia 21 de setembro, a figura de São Mateus, Apóstolo e Evangelista,
que viveu no Cafarnaum, na Galileia. Ele foi escolhido por Jesus para ser um dos seus 12
apóstolos. No tempo de Jesus Cristo, na época em que a Palestina era apenas uma província
romana, os impostos cobrados eram onerosos e pesavam brutalmente sobre os ombros dos
judeus. A cobrança desses impostos era feita por rendeiros públicos, considerados homens
cruéis, exploradores do povo. Um dos piores rendeiros da época era Levi, filho de Alfeu, um
homem de negócios e de dinheiro, burocrata, financista, publicano que cobrava os impostos
para os romanos, que, mais tarde, trocaria seu nome para Mateus, o “Dom de Deus”.

Por ordem de Herodes Antipa, Levi estava alocado em Cafarnaum, uma cidade marítima no
mar da Galileia, na Palestina. Ao passar e encontrá-lo realizando esta função, Jesus o chamou.
Ele, então, sem questionar, levantou-se, abandonou seu rendoso negócio, mudou seu
pensamento, pondo de lado a vida ligada ao dinheiro e ao poder, mudou seu nome e seguiu
Jesus, conforme o chamado de Deus.
Surpreendido em meio à sua avareza, Mateus se deixou atingir por esta luz que converte e,
apesar de se saber um ganancioso explorador do povo, não receou seguir Aquele que o quis
e, movido em suas entranhas de misericórdias, foi buscá-lo no meio dos pecadores.

Encontramos no Evangelho de São Lucas a pessoa de Mateus que prepara e convida o Mestre
para a grande festa de despedida em sua casa. Assim, uma numerosa multidão de publicanos
e outros tantos condenados aos olhos do povo, sentaram-se à mesa com ele e com Aquele que
veio, não para os sãos, mas sim para os doentes; não para os justos, mas para os pecadores.
Chamando-os à conversão e à vida nova.

Como Mateus era coletor de impostos, uma ocupação desprezada pelo povo judeu, os fariseus
criticaram Jesus ao vê-lo à mesa com os publicanos e pecadores. O Mestre respondeu: “Não
vim chamar justos, mas pecadores ao arrependimento”. (Lucas 5,29)

Daquele dia em diante, com o nome já trocado para Mateus, tornou-se um dos maiores
seguidores e apóstolos de Cristo, acompanhando-o em todas as suas caminhadas e pregações
pela Palestina. São Mateus foi o primeiro apóstolo a escrever um livro contando a vida e a
morte de Jesus Cristo, ao qual ele deu o nome de Evangelho e que foi amplamente usado
pelos primeiros cristãos da Palestina. Quando o apóstolo são Bartolomeu viajou para as
Índias, levou consigo uma cópia.

É no Evangelho de Mateus que contemplamos mais amplamente trechos referentes ao uso do


dinheiro, tais como: “Não ajunteis para vós, tesouros na terra, onde a traça e o caruncho os
destroem.” E ainda: “Não podeis servir a Deus e ao dinheiro”. Mateus deixa todo seu dinheiro
para seguir a Jesus, e Judas, ao contrário, trai Jesus por trinta moedas.

São Mateus é padroeiro dos contadores, auditores fiscais e banqueiros. Também é padroeiro
da Itália. Sua imagem segura um livro. São Jerônimo fixou a figura de um homem alado como
símbolo de seu Evangelho. São Mateus é considerado uma das figuras mais importantes para
a história do cristianismo, sendo amplamente cultuado pela Igreja Católica e pela Igreja
Ortodoxa.

Depois da morte e ressurreição de Jesus, os apóstolos espalharam-se pelo mundo e Mateus


foi para a Arábia e a Pérsia para evangelizar aqueles povos. Porém foi vítima de uma grande
perseguição por parte dos sacerdotes locais, que mandaram arrancar-lhe os olhos e o
encarceraram para depois ser sacrificado aos deuses. Mas Deus não o abandonou e mandou
um anjo que curou seus olhos e o libertou.

Mateus seguiu, então, para a Etiópia, onde mais uma vez foi perseguido por feiticeiros que se
opunham à evangelização. Porém, o príncipe herdeiro morreu e Mateus foi chamado ao
palácio. Por uma graça divina fez o filho da rainha Candece ressuscitar, causando grande
espanto e admiração entre os presentes. Com esse ato, Mateus conseguiu converter grande
parte da população. Na época, a Igreja da Etiópia passou a ser uma das mais ativas e
florescentes dos tempos apostólicos.

São Mateus morreu por ordem do rei Hitarco, sobrinho do rei Egipo, no altar da igreja em
que celebrava o santo ofício da missa. Isso aconteceu porque não intercedeu em favor do
pedido de casamento feito pelo monarca, e recusado pela jovem Efigênia, que havia decidido
consagrar-se a Jesus. Inconformado com a atitude do santo homem, Hitarco mandou que seus
soldados o executassem.

No ano 930, as relíquias mortais do apóstolo são Mateus foram transportadas para Salerno,
na Itália, onde, até hoje, é festejado como padroeiro da cidade. A Igreja determinou o dia 21
de setembro para a celebração de são Mateus, apóstolo.

https://www.santoantoniomacae.com.br/formacao/sao-mateus-de-publicano-apostolo-e-
evangelista/

Quando foi escrito o Evangelho


segundo Mateus?
Em síntese: O Prof. Carsten Peter Thiede, de Paderbom (Alemanha), julga ter identificado em 1994
três fragmentos papiráceos de Mateus 26, que ele data de meados do século I. Para chegar a tal
datação, o pesquisador se serviu da paleografia: a escrita dos três fragmentos é semelhante à de
outros manuscritos gregos da primeira metade do século I; caiu em desuso pouco depois do fim do
governo de Pôncio Pilatos em 36. A conclusão do Prof. Thiede, caso seja verídica, vem confirmar
que os Evangelhos fazem uso fiel à pregação de Jesus, pois foram redigidos a breve intervalo da
Ascensão do Senhor (ao menos redigidos em parte). – O assunto despertou vivo debate entre os
estudiosos.
A revista Time, em sua edição de 23/01/95, pág. 41, dá notícia da descoberta de três fragmentos
gregos do Evangelho segundo Mateus, que têm suscitado debates, pois, como se diz, fazem recuar
para mais perto de Jesus a data de redação dos Evangelhos. Donde o título do artigo: “A Step closer
to Jesus? Na expert claims hard evidence that Matthew’s Gospel was written while eyewitnesses
to Christ were alive (Um Passo mais Perto de Jesus. Um perto professa nítida evidência de que o
Evangelho de Mateus foi escrito enquanto ainda viviam testemunhas oculares de Cristo”).

Nas páginas subsequentes vamos explanar o teor e o significado da notícia

A DESCOBERTA
1. Estão em foco três pequenos fragmentos, do tamanho de selos do correio cada qual, apresentam
dez linhas fragmentadas do capítulo 26 do Evangelho segundo S. Mateus. Foram descobertos pela
primeira vez em Luxor (Egito) no ano de 1901 pelo capelão inglês que lá vivia, o Rev. Charles
Huleatt. Foram doados à biblioteca do Magdalen College de Oxford (Inglaterra). O Ver. Huleatt
morreu por ocasião do grande terremoto da Sicília em 1908, sem ter deixado informações sobre o
pano de fundo de sua descoberta, que ele também não parece ter divulgado. O fato é que até 1953
nem sequer haviam sido publicadas fotografias desses fragmentos. Na Espanha existem dois outros
fragmentos do mesmo documento, que, como se crê, contêm secções de Mateus cap. 3 e cap.5.
O fragmentos da biblioteca do Magdalen College foram inicialmente tidos como oriundos no ano
200 aproximadamente, como aliás 37 outros papiros do Novo Testamento, existentes no começo
deste século, eram datados dos séculos II e III. Esta hipótese foi posta em xeque quando em 1994 o
Prof. Carsten Peter Thiede, Diretor do Instituto de Pesquisas Básicas Epistemológicas, de Paderbom
(Alemanha), visitou Oxford e examinou minuciosamente os três manuscritos da biblioteca do
Magdalen College.

As conclusões do Prof. Thiede datavam esses fragmentos do século I ou, mais precisamente, do ano
70 ou até mesmo de anos anteriores a 70. O seu argumento principal era deduzido do tipo de letra
utilizada pelo escritor, trata-se de caracteres verticais, comuns aos manuscritos gregos da
primeira metade do século I; após os tempos de Cristo (27-30) tal tipo de letra começou a cair
em desuso. Verdade é que o Prof. Thiede reconhece que a datação de manuscritos é coisa assaz
difícil, o método do Carbono 14 não pôde ser aplicado no caso, porque destruiria os pequenos
fragmentos em vez de os identificar. Thiede valeu-se então da paleografia comparativa, segundo a
qual um manuscrito sem data pode ser datado pelo confronto com outros manuscritos de data segura
(ou relativamente segura); no caso, o Prof. Thiede tomou como referenciais alguns manuscritos
gregos descobertos em Qumran junto ao Mar Morto, em Pompei e Herculano (Itália) e que foram
reconhecidos recentemente como textos do século I.

Segundo os princípios de sua teoria, o Prof. Thiede poderia datar o Evangelho segundo Mateus de
poucos erros após o governo de Pôncio Pilatos, que terminou em 36. Preferiu, porém, uma data um
pouco mais tardia. Até os nossos dias, pode-se dizer que um dos pontos cardeais para assinalar a data
de redação de Mateus era a tese de que o evangelista supõe o Templo de Jerusalém destruído em 70
d.C.; todavia essa datação mesma não era unanimemente professada pelos críticos; Donald Hagner,
por exemplo, professor do Fuller Seminary, da Califórnia, tende a uma data anterior a 70 após ter
levado em conta exata todos os dizeres de Mateus relativos ao Templo.

As conclusões do Prof. Thiede suscitaram surpresa e celeuma. Caso sejam verídicas, confirmam, a
novo título, a tese que afirma a fidelidade histórica dos Evangelhos; Mateus terá escrito quando
ainda havia várias testemunhas oculares da vida e da pregação de Jesus.

2. Os pesquisadores se dividiram frente à descoberta feita pelo Prof. Thiede. Houve quem afirmasse
ser ele “o homem que pode transformar nossa compreensão do Cristianismo” (assim o jornal TIMES
de Londres). O Professor sueco Harald Riesenfeld, especialista do Novo Testamento, recomendou o
método de trabalho do Prof. Thiede e exprimiu o receio de que os estudiosos da Bíblia se fechem à
evidência, da descoberta por causa de suas premissas literárias, filológicas e históricas. Um linguista
clássico, como o Prof. Urich Victor, da Humbold Universidade da Alemanha, observou com certa
aspereza que as conclusões de Thiede põem em questão todo o sistema teológico existente. “This
upsets the whole theological establishment”. Os teólogos liberais, acrescentou U. Victor, “puseram
de lado, há muito tempo, todas as proposições que contradigam aos seus princípios, julgando serem
tradições tardias, muito distanciadas de Jesus”.
Apesar do apoio de abatizados colegas, o Prof. Thiede tem encontrado certo ceticismo da parte
de vários outros. O Prof. Graham Stanton, do King’s College, de Londres, declarou, com certo
desdém, que o artigo de Thiede “não merece séria discussão”. O Prof. Paul Achtemeier, americano,
editor do Harper’s Bible Dictionary, afirmou que “ficará muito surpreso se algum dia a hipótese de
Thiede vier a ser reconhecida como fidedigna”.

3. Como se vê, o debate está aberto. Pode-se notar, porém, a evolução que se vem produzindo nos
estudos bíblicos no século XIX os críticos julgavam que os Evangelhos foram redigidos tardiamente
até o século II adentro. Todavia o progresso da paleografia trouxe à tona fragmentos de papiros que
contribuíram para se diminuir o intervalo entre os evangelistas e Jesus; este passou a ser calculado
não na base de premissas filosóficas, mas sim na base da evidência concreta do material escrito.
Assim:
a) Na década de 1930 o pesquisador inglês C. H. Roberts descobriu o mais antigo dos manuscritos
até então conhecido, era um pequeno fragmento de 8,9 cm por 5,8 cm; de aparência insignificante,
foi comprado com outros papiros no Egito em 1920; numa das faces desse fragmento se encontra o
texto de Jo 18, 31-33, e na outra face o de Jo 18, 37s. Está guardado no John Rylands Library de
Manchester. Os papirólogos atribuíram as letras desse fragmento aos primeiros decênios do
século II, mais precisamente ao ano de 125. As consequências deste achado foram de vasto alcance:
o papiro fora encontrado no Egito, a mais de 1.000 km da região onde fora escrito o autógrafo de
João; vê-se então que no Egito se lia o Evangelho de João poucos decênios após a morte do
Apóstolo. Consequentemente os Evangelhos de Mt, Mc e Lc, anteriores ao de João, foram
reconhecidos, como novo vigor, como obras da segunda metade do século I.
b) Em 1972 os estudos bíblicos foram sacudidos por nova descoberta: na Gruta 7 de Qumran, a N.
O. do Mar Morto, foram encontrados pelo Pe. O’Callagliam S. J. papiros do Novo Testamento, entre
os quais um fragmento de Marcos (6, 52-53), dito 7Q5; este foi atribuído ao ano de 50, conforme
cuidadosos estudos do descobridor. Todavia esta conclusão foi tida como precipitada e inaceitável
por outros especialistas.
c) O caso parecia encerrado pela crítica contestatária, quando em 1984 o professor C. P. Thiede, de
Berlim, retomou os estudos, debruçando-se sobre os papiros originais em Jerusalém; em conclusão,
confirmou a sentença de O’Callaghan; os resultados de suas pesquisas estão expostos no livro die
ãlteste Evangelien-Handschrift? Das Markus-Fragment von Qumran und die Anfãnge der
schriftichen Uerberlieferung des Neuen Testaments (Wuppertal 1986); na tradução italiana dessa
obra, p. 42, lê-se:
“Assim resumindo, foram aduzidas todas as provas positivas em favor da exatidão da datação; além
disto, foram eliminadas todas as possíveis objeções. Na base das regras do trabalho paleográfico e da
crítica do texto, é certo que 7Q 5 é Mc 8,52-53, o mais antigo fragmento conservado de um texto
do Novo Testamento, escrito por volta de 50, e certamente antes de 68”.

d) Além destes precedentes, em 1994 entrou no cenário da discussão também o material descoberto
pelo Prof. C. P. Thiede.
Estes dados vão corroborando a tese de que os Evangelhos foram redigidos no século I. A redação
não terá sido realizada em poucos meses, como ocorre com um livro moderno, mas haverá sido feita
paulatinamente; devem ter surgido primeiramente “folhas volantes” que narravam
parábolas, milagres, a Paixão de Jesus (…). Essas “folhas” terá sido agrupados em seqüência lógica,
dando o livro que chamamos “Evangelhos”.

A HISTÓRIA DO TEXTO DE S. MATEUS


Nos últimos decênios tornou-se comum a seguinte concepção relativa ao texto de S. Mateus.

O primeiro evangelista a escrever terá sido Mateus, o cobrador de impostos, acostumado a redigir
e calcular, dispondo suas idéias em ordem lógica. Terá escrito em aramaico na Palestina por volta de
50.

O texto de Mateus tinha muita autoridade. Foi levado para fora da Palestina. Terá servido de modelo
ao
Evangelho de Marcos escrito em Roma na década de 60, e Marcos, por sua vez, terá servido de
referencial a Lucas, que escreveu em Antioquia na década de 70.

O texto aramaico de Mateus teve de ser traduzido para o grego, pois esta era a língua usual do
Império greco-romano. E Papias quem, por volta de 130, escreve:

“Mateus, por sua parte, pôs em ordem os lógia (dizeres) na língua hebraica, e cada um depois os
traduziu (ou interpretou) como pôde (ver Eusébio, História da Igreja III 39,16).

O hebraico de que fala Papias, é, na realidade, o aramaico, língua corrente entre os judeus no
tempo de Cristo. – Das várias traduções de Mateus, uma foi reconhecida como oficial e canônica. É
a única que hoje temos, visto que as demais traduções se perderam. A data de origem do texto grego
de Mateus hoje existente é o ano de 80 aproximadamente; não se trata de mera tradução, mas de um
texto revisto e retocado para ficar mais claro do que o original.

Dentro desse esquema pergunta-se: onde colocar os três


fragmentos de Mateus 26 identificados pelo Prof. Thiede? – É possível que se trate de uma das
traduções gregas do texto aramaico que foram sendo feitas entre 50 e 80. Essas tradução haverá sido
realizada no Egito ou em outro ponto do Império Romano? É difícil dizer algo segurança a tal
propósito. Como quer que seja, a descoberta do Prof. Thiede (sujeita a ser discutida) corrobora a tese
que o Evangelho segundo Mateus, ao menos em muitas de suas passagens mais antigas, vem a ser o
eco primitivo da pregação dos Apóstolos e, consequentemente, do Senhor Jesus.
1 É de notar que existem cerca de 5.400 manuscritos antigos do Novo Testamento – fato único no
setor da paleografia. As outras obras da antiguidade têm base em poucos e tardios manuscritos.

1 C.H. Roberts, Na Unpúblished Fragment of the Fourth Gospel in the John Rylands Library.
Manchester 1935.

1 Há quem veja nessa coletânea de lógica (dizeres) de Jesus a tal fonte (Guelle) perdida, de que fala
o artigo seguinte deste fascículo.

D. Estevão Bettencourt, osb


Revista “PERGUNTE E RESPONDEREMOS”
Nº 398 – Ano: 1995 – p. 290

São Mateus, coletor de impostos, apóstolo e evangelista: foge do dinheiro para um serviço de perfeita
pobreza: a proclamação da mensagem cristã. O evangelho a ele atribuído nos fala mais amplamente
que os outros três do uso certo do dinheiro: “Não ajunteis para vós tesouro na terra, onde a traça e o
caruncho os destroem, e onde os ladrões arrombam e roubam, mas ajuntai para vós tesouros nos céus”.
“Não podeis servir a Deus e ao dinheiro”. Foi Judas, porém, e não Mateus que teve o encargo de caixa
da pequena comunidade apostólica. Mateus deixa o dinheiro para seguir o Mestre, enquanto Judas o
trai por trinta dinheiros. Quando falam do episódio do coletor de impostos chamado a seguir Jesus, os
outros evangelistas, Marcos e Lucas, falam de Levi. Mateus ao contrário prefere denominar-se com o
nome mais conhecido de Mateus e usa o apelido de publicano, que soa como usuário ou avarento,
“para demonstrar aos leitores – observa São Jerônimo – que ninguém deve desesperar da salvação, se
houver uma conversão para uma vida melhor”. Mateus, o rico coletor, respondeu ao chamado do
Mestre com entusiasmo. No seu evangelho, ele esconde humildemente este alegre particular, mas a
informação foi divulgada por São Lucas: “Levi preparou ao Mestre uma grande festa na própria casa;
uma numerosa multidão de publicanos e outra gente sentavam-se à mesa com eles”. Depois, no
silêncio e com discrição livrou-se do dinheiro, fazendo o bem. É dele de fato que nos refere a
admoestação do Mestre: “Quando deres uma esmola, não saiba a tua esquerda o que faz a tua direita,
para que a tua esmola fique em segredo; e o teu Pai, que vê o que está oculto, te recompensará”.
Outros Santos do mesmo dia: Santa Maura de Troyes, Santos Miguel de Chernigov e Teodoro e São
Jonas, São Francisco Jaccard, Santo Tomás Tran Van Thien, São Lourenço Imbert, São Pedro
Maubant, Santo Tiago Chastan, Beato Vicente Galbis Girones, Beato Manuel Torro Garcia, Beato
José Maria Azurmedi Mugarza, Beato Jacinto Martinez Ayuela, Beato Nicolau de Mier Francisco,
Beato Diego Hompanera.

O Evangelho de São Mateus e o fim do


mundo
esus sentado perante o templo de Jerusalém fala a seus discípulos da total destruição deste (24,1-
2). Sobre esta destruição a maioria dos exegetas estão de acordo em que Jesus se referia
historicamente à destruição de Jerusalém ocorrida no ano 70 d.C. Mas, esta destruição é figura
profética da consumação dos tempos.
Perante este anúncio, os discípulos perguntam: quando sucederá?

«Diz-nos quando sucederá isso, e qual será o sinal de Tua vinda e do fim do mundo» (24,3) ao qual
Jesus responde: «Olhem, que não os enganem ninguém. Porque virão muitos usurpando meu nome e
dizendo: “eu sou o Cristo”, e enganarão a muitos. Ouvirão também falar de guerras e rumores de
guerras. Cuidado, não se alarmem! Porque isso é necessário que suceda, mas não é todavia o fim»
(24,4-6).

Como vemos nestes primeiros versículos Jesus não responde diretamente ao “quando”, mas previne
os discípulos de serem enganados, pois haverá muitas falsas profecias e muitos falsos profetas. Por
outro lado, se bem que sucederão muitas guerras e catástrofes naturais, Jesus é claro que isto não é o
sinal do fim.

«Pois se levantará nação contra nação e reino contra reino, e haverá em diversos lugares fome e
terremotos. Tudo isto será o começo das dores. Então vos entregarão à tortura e os matarão, e serão
odiados de todas as nações por causa do meu nome. Muitos se escandalizarão então e se atraiçoarão
e se odiarão mutuamente. Surgirão muitos falsos profetas, que enganarão a muitos. E ao crescer cada
vez mais a iniquidade, a caridade da maioria se esfriará. Mas o que perseverar até ao fim, esse se
salvará. Se proclamará esta Boa Nova do Reino no mundo inteiro, para dar testemunho a todas as
nações. E então virá o fim» (24,7-14).
Jesus continua profetizando os elementos que haverão de ocorrer antes que venha o final. Elemento
que, como vemos, hão sucedido desde a morte do Senhor até nossos dias (recordemos a grande
erupção do Vesúvio em 79 d.C.). Como sabemos, ainda hoje, a 2000 anos de distância, o
Cristianismo é a terceira religião do mundo e em alguns lugares do Planeta nem sequer se há ouvido
mencionar o nome de Jesus, de maneira que se fazemos caso à Escritura o final é ainda uma
esperança.

«Quando verem, pois, a abominação da desolação, anunciada pelo profeta Daniel, erigida no Lugar
Santo (o que leia, que entenda), então, os que estejam na Judeia, fujam aos montes; o que esteja no
terraço, não baixe a recolher as coisas de sua casa; e o que esteja no campo, não regresse para querer
seu manto. Ai das que estejem grávidas ou criando naqueles dias! Orai para que vossa fuga não
suceda no inverno nem em dia de sábado. Porque haverá então uma grande tribulação, a qual não
houve desde o princípio do mundo até o presente nem voltará a haver. E se aqueles dias não se
abreviassem, não se salvaria ninguém; mas em atenção aos eleitos se abreviarão aqueles dias» (Mt
24,15-22).

O texto continua com o que a maioria dos exegetas consideram uma descrição que Jesus fazia,
usando termos e figuras do AT (é clara a imagem da mulher de Lot que se converteu em sal, etc.),
falava diretamente da destruição física de Jerusalém. A Abominação, parece estar referindo à estátua
do César que queriam pôr dentro do templo, mas cujo intento fracassou pela resistência do povo mas
que de alguma maneira foi a gota de água que derramou o vaso e que fez a grande rebelião dos
judeus contra os romanos e que terminaria com a destruição do templo e a deportação de todos os
judeus. Em sua mensagem teológica Jesus nos deixa saber que no meio de qualquer tribulação
sofrida por Seu nome, Deus nos ama e não nos abandonará.

«Então, se algum lhes disser: “olhem, o Cristo está aqui ou ali”, não acreditem. Porque surgirão
falsos cristos e falsos profetas, que farão grandes sinais e prodígios, capazes de enganar, se fosse
possível, os mesmos eleitos. Olhem que Eu os avisei! Assim se alguém vos disser: “Está no deserto”,
não saiam; “Está nos aposentos”, não acreditem. Porque como o relâmpago sai por oriente e brilha
até ocidente, assim será a vinda do Filho do Homem» (Mt 24,23-27).

Outra vez Jesus previne a seus discípulos sobre os falsos profetas e aqueles que se farão passar por
sua pessoa. Sobre este fato, já S. João, desde sua primeira carta, dá testemunho da realização desta
profecia (ver 1João 2,18) e desde então, como veremos mais diante, hão aparecido muitos falsos
profetas que – o único que fizeram – foi atemorizar o povo de Deus com falsas predições, e falsas
doutrinas.

«Onde esteja o cadáver, ali se juntarão os abutres» (Mt 24,28).

Esta frase um pouco enigmática, há sido aceitado por muitos estudiosos como um sinal de que a
vinda será tão evidente que todos se darão conta. Quer dizer, não é nem será nada que esteja
escondido, mas evidente. Em seguida, inicia o que se conhece como o “Pequeno Apocalipse de
Mateus” onde propõe, como o fizeram todos os apocalípticos, os sinais cósmicos que precederão à
chegada do final dos tempos.

«Imediatamente depois da tribulação daqueles dias, o sol se escurecerá, a lua não dará seu
resplendor, as estrelas cairão do céu, e as forças dos céus serão sacudidas. Então aparecerá no céu o
sinal do Filho do homem; e então golpearão o peito todas as raças da terra e verão o Filho do homem
vir sobre as nuvens do céu com grande poder e glória. Ele enviará a seus anjos com sonora trombeta,
e reunirão dos quatro ventos a seus eleitos, desde um extremo dos céus até ao outro. Da figueira
aprendam esta parábola: quando já seus ramos estão tenros e brotam as folhas, sabeis que o verão
está perto. Assim também vós, quando verem tudo isto, saibam que Ele está perto, às portas» (Mt 24,
29-33).

Recordando: sobre a apocalíptica e seus sinais, devemos pensar que todos estes prodígios cósmicos,
se bem que, não se pode negar que possam ser referidos a situações físicas e cósmicas que se
produzirão previamente à nova vinda de Cristo, devemos supor, dado que a linguagem apocalíptica
fala por meio de “sinais”, que o que Jesus queria deixar claro em seus discípulos é que seu regresso
seria precedido de sinais tão evidentes e potentosos que não poderiam escapar à vista de ninguém.

Como suporte a isto devemos tomar em conta a visão cósmica que tinha as pessoas do tempo de
Jesus os quais criam que a terra era plana e o centro do universo. Não tinham nem a menor ideia de
que a caída de uma estrela sobre a terra é impossível, já que a mais pequena que nos rodeia é
infinitamente maior que nosso sol, pelo que é pouco possível que Jesus se referia a fenômenos
estelares de caráter físico, mas, mais simbólico. É de notar também que não finaliza seu discurso
dizendo que o final do mundo está perto, mas, que Ele está perto. Isto é, que a salvação definitiva
está à porta… que não há motivo para assustar-se ou viver com temor. Tudo o que anteceda será o
sinal de que a salvação definitiva está chegando… notícia para todo o crente de grande gozo, pelo
que longe de afastar esta ideia da vinda de Jesus gritavam, como nós o fazemos em nossas
eucaristias “Vem Senhor Jesus!” (Ap 22,20), palavra com as quais se fecha o livro do Apocalipse.
«Eu lhes asseguro que não passará esta geração até que tudo isto suceda. O céu e a terra passarão,
mas minhas palavras não passarão. Mas daquele dia e hora, ninguém sabe nada, nem os anjos dos
céus, nem o Filho, mas só o Pai» (Mt 24,34-35).

«Como foi dito nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem. Porquanto, assim
como nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até o dia
em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos; assim
será também a vinda do Filho do homem. Então, estando dois homens no campo, será levado um e
deixado outro; estando duas mulheres a trabalhar no moinho, será levada uma e deixada a outra.
Vigiai, pois, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor; sabei, porém, isto: se o dono da casa
soubesse a que vigília da noite havia de vir o ladrão, vigiaria e não deixaria minar a sua casa. Por
isso ficai também vós apercebidos; porque numa hora em que não penseis, virá o Filho do homem.
Quem é, pois, o servo fiel e prudente, que o senhor pôs sobre os seus serviçais, para a tempo dar-lhes
o sustento?

Bem-aventurado aquele servo a quem o seu senhor, quando vier, achar assim fazendo. Em verdade
vos digo que o porá sobre todos os seus bens. Mas se aquele outro, o mau servo, disser no seu
coração: “Meu senhor tarda em vir”, e começar a espancar os seus conservos, e a comer e beber com
os ébrios, virá o senhor daquele servo, num dia em que não o espera, e numa hora de que não sabe, e
cortá-lo-á pelo meio, e lhe dará a sua parte com os hipócritas; ali haverá choro e ranger de dentes.»
Dado que ninguém sabe nem o dia nem a hora, Jesus termina seu discurso convidando a seus
discípulos a permanecer fiéis e a estar sempre preparados, pois sua segunda vinda será de surpresa.

Podemos concluir que à pergunta feita por seus discípulos sobre quando será o fim do mundo e quais
seriam os sinais para reconhecer que o final está perto, Jesus conclui dizendo: Quanto ao dia e a
hora: ninguém o sabe; e pelo que toca aos sinais que o precederão, o sinal fundamental é que não
haverá sinais, será ao improviso, pelo que há que viver sempre preparados.

TEXTO DEFINITIVO

No tempo de Jesus, na época em que a Palestina era apenas uma província romana, os
impostos cobrados eram onerosos e pesavam brutalmente sobre os ombros dos judeus. A
cobrança desses impostos era feita por rendeiros públicos, considerados homens cruéis,
exploradores do povo. Um dos mais cruéis era Levi, filho e Alfeu, um homem de negócios e de
dinheiro, burocrata, financista, publicano que cobrava os impostos para os romanos. Por
ordem de Herodes Antipa, o tetrarca da Galileia, Levi estava alocado em Cafarnaum, uma
cidade marítima no mar da Galileia, na Palestina. [Judeus que enriqueciam desta maneira eram
desprezados e considerados párias. Porém, como um coletor de impostos, ele deve ter sido
alfabetizado em aramaico]
Certo dia, Jesus estava a ensinar as multidões. Então, avistou Levi na coletoria de impostos.
Fitou os olhos nele e disse “segui-me”. Levi, que depois passará a ser chamado de Mateus[que
significa, “ o dom de Deus”], o rico coletor, respondeu ao chamado do Mestre com
entusiasmo.

Quando falam do episódio do coletor de impostos chamado a seguir Jesus, os outros


evangelistas, Marcos e Lucas, falam de Levi. Mateus ao contrário prefere denominar-se com o
nome mais conhecido de Mateus e usa o apelido de publicano, que soa como usurário ou
avarento. Mc 2, 13s; Lc 5,27s e Mt 9,9s

Depois do chamado, como discípulo, ele seguiu Cristo e foi uma das testemunhas
da Ressurreição e da Ascensão. Depois, Mateus, Maria, Tiago e outros seguidores próximos a
Jesus se recolheram ao cenáculo em Jerusalém.

Mateus pregou por quinze anos o Evangelho em hebraico para a comunidade judaica
na Judeia. Mais tarde, ele viajaria fora da judeia para outras provincias romanas.
(presumivelmente seguindo o ordenamento de Jesus em Mateus 28,16-20) e espalhou os
ensinamentos de Jesus entre os etíopes, macedonianos, persas e partos. Tanto a Igreja
Católica quanto a Ortodoxa sustentam a crença tradicional de que ele tenha
morrido mártir na Etiópia, defendendo Santa Ifigênia da Etiópia.

São Mateus foi o primeiro apóstolo a escrever um livro contando a vida e a morte de Jesus Cristo,
ao qual ele deu o nome de Evangelho e que foi amplamente usado pelos primeiros cristãos da
Palestina. Quando o apóstolo são Bartolomeu viajou para as Índias, levou consigo uma cópia.

É no Evangelho de Mateus que contemplamos mais amplamente trechos referentes ao uso do


dinheiro, tais como: “Não ajunteis para vós, tesouros na terra, onde a traça e o caruncho os
destroem.” E ainda: “Não podeis servir a Deus e ao dinheiro”. Mateus deixa todo seu dinheiro
para seguir a Jesus, e Judas, ao contrário, trai Jesus por trinta moedas.

São Mateus é padroeiro dos contadores, auditores fiscais e banqueiros. Também é padroeiro da
Itália. Sua imagem segura um livro. São Jerônimo fixou a figura de um homem alado como
símbolo de seu Evangelho. São Mateus é considerado uma das figuras mais importantes para a
história do cristianismo, sendo amplamente cultuado pela Igreja Católica e pela Igreja Ortodoxa.

São Mateus morreu por ordem do rei Hitarco, sobrinho do rei Egipo, no altar da igreja em que
celebrava o santo ofício da missa. Isso aconteceu porque não intercedeu em favor do pedido de
casamento feito pelo monarca, e recusado pela jovem Efigênia, que havia decidido consagrar-
se a Jesus. Inconformado com a atitude do santo homem, Hitarco mandou que seus soldados o
executassem.
No ano 930, as relíquias mortais do apóstolo são Mateus foram transportadas para Salerno, na
Itália, onde, até hoje, é festejado como padroeiro da cidade. A Igreja determinou o dia 21 de
setembro para a celebração de são Mateus, apóstolo.

Sobre quando foi escrito o evangelho, responde D. Estevão Bettencourt, osb:

“Nos últimos decênios tornou-se comum a seguinte concepção relativa ao texto de S. Mateus.

O primeiro evangelista a escrever terá sido Mateus, o cobrador de impostos, acostumado a


redigir e calcular, dispondo suas idéias em ordem lógica. Terá escrito em aramaico na Palestina
por volta de 50.

O texto de Mateus tinha muita autoridade. Foi levado para fora da Palestina. Terá servido de
modelo ao Evangelho de Marcos escrito em Roma na década de 60, e Marcos, por sua vez,
terá servido de referencial a Lucas, que escreveu em Antioquia na década de 70.” (Revista
“PERGUNTE E RESPONDEREMOS” Nº 398 – Ano: 1995 – p. 290)