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1.

INTRODUÇÃO

A fabricação de sabão é, sem dúvida, uma das atividades industriais mais antigas da
civilização. Sua origem remonta a um período anterior ao século XXV a.C.. Nesses mais de 4500
anos de existência, a indústria saboeira evoluiu acumulando enorme experiência prática, além de
estudos teóricos desenvolvidos por pesquisadores. [1]
Os primeiros processos desta indústria se baseavam em misturar dois ingredientes: cinza
vegetal, rica em carbonato de potássio, e gordura animal. Depois esperava-se por um longo tempo
até que eles reagissem entre si. O que ainda não se sabia era que se tratava de uma reação
química de saponificação. [1]
Segundo Plínio, o Velho (Histórias Naturais, livro 18), os franceses e os alemães foram os
primeiros a utilizar o sabão. A técnica de produção desenvolvida foi passada posteriormente aos
romanos, entre os quais adquiriu notoriedade. Conforme escritos encontrados no papiro Ebers,
datado de 1550 a.C., os povos orientais e os gregos, embora não conhecessem o sabão,
empregavam, na medicina, substâncias químicas semelhantes - obtidas por um método similar ao
de obtenção do sabão, utilizadas como bases para a confecção de pomadas e ungüentos. [2,3]
Somente no segundo século d.C., o sabão é citado, por escritos árabes, como meio de
limpeza. Na Itália, foi conhecido devido à existência, nas legiões romanas, de batedores que
tinham a função de anotar novidades existentes na cultura dos povos por eles subjugados. Ditos
batedores tomaram conhecimento das técnicas de produção do mesmo na Alemanha.
Denominaram-no, então, sapo. Este produto foi muito apreciado nas termas de Roma, mas, com a
queda do Império Romano, em 476 d.C., sua produção e consumo caíram muito. Conta-se que os
gauleses, tanto quanto os germânicos, dominavam a técnica de obtenção de sabões e, por volta do
século I d.C., este produto era obtido em um processo rudimentar por fervura de sebo caprino
com cinza de faia3, processo este que conferia-lhe um aspecto ruim. Somente no século IX, foi
vendido, como produto de consumo na França, onde também surge, nesta época, mais
especificadamente na cidade de Marselha, o primeiro sabão industrializado. Pouco tempo depois,
na Itália, nas cidades de Savona, Veneza e Gênova surgem outras indústrias de sabão. [2,3]
No século XVIII, os sabões finos mais conhecidos na Europa vinham da Espanha
(Alicante), França (Marselha) e Itália (Nápoles e Bolonha). No Brasil, a difusão e produção do
sabão demorou mais tempo, mas em 1860 já existiam fábricas de sabão em todas as cidades
importantes. [3]
1
Até os princípios do século XIX, pensava-se que o sabão fosse uma mistura mecânica de
gordura e álcali. Foi quando Chevreul, um químico francês, mostrou que a formação do sabão era
na realidade uma reação química. Nessa época, Domier completou estas pesquisas, recuperando a
glicerina das misturas da saponificação. [1,3]
Atualmente consumimos uma enorme quantidade de produtos derivados de sabões e
detergentes em nosso cotidiano. Por esse motivo, saber como essas substâncias são produzidas,
como agem e como são degradadas pela natureza, torna-se fator importante para que haja uma
interação com o meio mais madura e consciente. [3]
Atualmente, o sabão é obtido de gorduras (de boi, de porco, de carneiro, etc) ou de óleos
(de algodão, de vários tipos de palmeiras, etc.). A hidrólise alcalina de glicerídeos é denominada
de reação de saponificação porque, numa reação desse tipo, quando é utilizado um éster
proveniente de um ácido graxo, o sal formado recebe o nome de sabão. O mais comum de todos é
o sabão de sódio. O que é praticamente neutro, que contém glicerina, óleos, perfumes e corantes,
é o sabonete. [3]
Os detergentes são os maiores sucesso comercial da química do século XX. Representam
85% do consumo mundial de matérias de limpeza, juntamente com os sabões. Assim como estes,
os detergentes limpam da mesma forma, através da solubilização das gorduras, mas seu grupo
pode ter tanto cargas negativas quanto positivas. A primeira versão de detergentes surgiu na
Primeira Guerra Mundial, na Europa. Eles eram derivados de gorduras animais (sebo) e vegetais
(óleo de coco). Os detergentes foram usados pela primeira vez em lavagens da indústria têxtil.
Como eles se mostraram eficientes, passaram a ser empregados na limpeza doméstica e na
fabricação de shampoo. [1,3]
Por outro lado, os sabões deixam muitos resíduos após sua utilização, fazendo como que
rios sejam poluídos. Posteriormente, passaram-se a usar detergentes biodegradáveis, que não
apresentam esses inconvenientes e são formados por compostos orgânicos de cadeia linear, ou
seja, sem ramificações o que possibilita que os organismos façam a degradação dessas
substâncias. [3]
O termo detergente se origina do latim Detergere que tem como significado limpar,
fazer desaparecer. Neste contexto, todo produto químico que se destina à limpeza é um
detergente. Mesmo sabendo que todo produto destinado à remoção de sujidades é um detergente,

2
no dia-a-dia, os termos sabões e detergentes são usados de maneira distinta, principalmente
associada ao estado físico do produto: sabões são sólidos e detergentes são líquidos. [4]
Como o sabão se origina da hidrólise e neutralização de triglicérides de origem vegetal
e/ou animal, o seu grupo polar é o radical carboxila e os detergentes sintéticos, que se originam
de diferentes processos, podem apresentar radicais hidrofílicos, como os grupos:[4]

Os diagramas a seguir, mostram a química dos sabões e dos detergentes.

Diagrama 1- A química dos sabões.

Fonte: Trabalhando a química dos sabões e detergentes. [3]

3
Diagrama 2- A química dos detergentes.

Fonte: Trabalhando a química dos sabões e detergentes. [3]

1.1. Mercado:

Sensível ao poder aquisitivo do brasileiro, o consumo per capita de detergente em pó


derrapa no mesmo índice há alguns anos. Enquanto na Europa, essa taxa varia de 8 quilos a 12
quilos, no Brasil se mantém entre 3,5 quilos a 4 quilos, por habitante/ano e nos Estados Unidos,
cada consumidor utiliza, por ano, uma média de 5,47 kg de sabão em pó. Com exceção da virada
de 2002 para 2003, o segmento de detergente cresce em vendas a taxas anuais de 6%. No período
em questão, o faturamento foi inferior à média, com queda de 1%. Em volume, nos últimos cinco
anos, essa indústria não registrou aumentos significativos, oscilando entre 575 mil t e 615 mil t.,
equivalentes a faturamento de US$ 1,5 bilhão.[5]
Desde 1957, quando surgiu OMO, primeira marca apresentada ao País de detergente em
4
pó, o mercado prima pela inovação. Líder desde seu lançamento, com penetração em 75% do
mercado.[6]
No Brasil, a linha de detergentes em pó da Procter & Gamble está presente desde 1997
com o lançamento das marcas Ariel, ACE e Bold. A multinacional também responde pelo POP
Poder ODD, união dentre a ODD (ex-Orniex) e a marca POP.
As marcas mais vendidas são:
• OMO (Unilever) com 47,9%;
• Brilhante (Unilever) com 9,6%;
• Surf (Unilever) com 8,1%;
• Ace (Procter & Gamble ) 7,7%;
• Assim e Assolan (Hypermarcas) e outras marcas menos conhecidas com 26,7%.[6]

Abaixo, seguem os gráficos de vendas em 2006 no Brasil:

Gráfico 1- Vendas do detergente em pó.

Fonte: Abipla. [5]

5
Gráfico 2- Vendas do sabão em barra.

Fonte: Abipla. [5]

Gráfico 3- Vendas do detergente líquido.

Fonte: Abipla. [5]

1.2. Etapas de produção.

Os produtos utilizados comumente para a fabricação do sabão comum são o hidróxido


de sódio ou potássio (soda cáustica ou potássica) além de óleos ou gorduras animais ou vegetais.
A Figura 1 apresenta o esquema de funcionamento de uma indústria de sabão.

6
Figura 1- Esquema simplificado de um processo de produção de sabão.

Fonte: Trabalhando a química dos sabões e detergentes. [3]

1.2.1. Detergente em pó

A figura 2 a seguir apresenta a composição essencial de três tipos detergentes secos


baseados no fosfato.

Figura 2- Composição essencial de três tipos de detergentes.

Fonte: Indústrias de Processos químicos, 1997.

7
O fluxograma para a produção do detergente em pó está apresentado na figura 3 a
seguir.

Figura 3- Fluxograma simplificado da produção de detergentes.

Alquilbenzeno Álcool Graxo

Sulfonador Água Su
Água

Óleum
Óleum

Fonte: Sabões e Detergentes – Processamento de detergentes e sabões. [7]


Age
tensio
Na etapa de sulfonação-sulfatação, o alquilbenzen é introduzido continuamente no
Ar
sulfonador, com a quantidade necessária de óleum, usando-se o mecanismo do banho dominante,
para controlar o calor da conversão de sulfonação e manter a temperatura a cerca de 54°C. Na

Ar e partículas de detergente
mistura sulfonada, são injetados o álcool graxo do talol e outra alíquota de óleum. O conjunto é
bombeado para Ciclone
o sulfatador, que também opera no mecanismo do banho dominante, para que a
Ar
temperatura seja mantida entre 49 e 54°C. Assim, é obtida uma mistura de agentes tensoativos.
[1,7]

Filtro
Na neutralização, o produto sulfonado e sulfatado é neutralizado por uma solução de
NaOH em condições controladas de temperatura, para manter-se a fluidez da polpa de
Ciclone
surfactantes, que, então, é enviada para o depósito. Depois disto, a polpa de surfactantes, o
tripolifosfato de sódio e a maior parte dos diversos aditivos são introduzidos na máquina

Embalagem 8
misturadora, onde remove-se considerável quantidade de água e a pasta é espessada pela reação
de hidratação do tripolifosfato: [1,7]
Na5P3O10 + 6 H2O → Na5P3O10 . 6 H2O
tripolifosfato de sódio → tripolifosfato de sódio hexaidratado

A mistura é bombeada para um piso superior, onde é atomizada sob alta pressão, numa
torre com 24 m de altura, em contracorrente com o ar quente proveniente de uma fornalha.
Assim, constituem-se os grânulos secos, com a forma e as dimensões aceitáveis e com a
densidade apropriada. Os grânulos secos retornam ao piso superior, mediante transporte
pneumático, que os resfria de 116°C e os estabiliza. Os grânulos são separados num ciclone,
peneirados, perfumados e embalados. [1,7]
A conversão de sulfonação é extremamente rápida. É preciso manter sob controle os
elevados calores de reação, onde se mostra o trocador de calor a circulação, ou o princípio do
banho dominante, não só para estas conversões químicas, mas também para a neutralização. Nos
dois casos, o uso do óleum diminui o sulfato de sódio no produto acabado. Entretanto, o óleum
aumenta a importância do controle, para que seja impedida a supersulfonação. Em particular, a
sulfonação dos alquilbenzenos é irreversível e, em menos de um minuto, se tem a conversão de
96%, quando se opera a 54°C com excesso de 1 a 4% de SO3 no óleum. É necessária uma certa
concentração mínima de SO3 no óleum, antes de a reação de sulfonação principiar, que neste caso
é da ordem de 78,5% em SO3 (equivalente ao ácido sulfúrico a 96%). Uma vez que estas reações
são muito exotérmicas e rápidas, a remoção eficiente do calor é indispensável para impedir a
supersulfonação e o escurecimento. [1,7]
A agitação é proporcionada por uma bomba centrífuga, que injeta o óleum. A razão de
recirculação (volume do material que recircula dividido pelo volume da produção) é pelo menos
de 20 para 1, a fim de que se tenha um sistema favorável. Para que a sulfonação tenha tempo
suficiente de atingir a elevada conversão a que se visa, proporciona-se à mistura um tempo extra,
fazendo-se com que circule por uma serpentina, com o que a reação de sulfonação pode
completar-se. [1,7]

1.2.2. Sabão em barra.

A figura 4 a seguir apresenta o fluxograma da fabricação do sabão em barra.


9
Figura 4- Fluxograma simplificado da produção de sabão em barra.

Vapor
d´agua
T
Ácidos graxos

V
Água d´
Quente

Fonte: Sabões e Detergentes –processamento de detergentes e sabões. [7]

Hidrolisador
O processo é iniciado injetando-se no fundo do hidrolisador as gorduras fundidas e
quentes e o catalisador. A hidrólise das gorduras ocorre em contracorrente no hidrolisador, a

252ºC e 41 atm
485°F (252°C) e 600 psi (41 atm), com os glóbulos de gordura ascendendo contra a fase aquosa
descendente. [1,7]
A fase aquosa, depois de dissolver a glicerina separada (cerca de 12%), afunda e é
separada. Logo após, essa fase é evaporada e purificada. A fase com os ácidos graxos no topo do
hidrolisador é seca através da vaporização da água, e aquecida. [1,7]
Então, num destilador a alto vácuo, os ácidos graxos são destilados e separados dos
resíduos, e retificados. [1,7]
Gorduras e
catalisador - ZnO Des
10
O sabão é formado pela neutralização contínua com soda cáustica a 50%, num
neutralizador a alta velocidade. O sabão bruto é descarregado, a 200°F (93°C), num tanque de
homogeneização, lentamente agitado, para eliminar desigualdades de neutralização. Neste ponto,
o sabão contém de 0,002 a 0,10% de NaOH, de 0,3 a 0,6% de NaCl e cerca de 30% de H2O. Este
sabão pode ser extrudado, moído, reduzido a flocos ou atomizado, conforme o produto que se
deseja. [1,7]
As operações podem ser detalhadas da seguinte forma: a pressão sobre o sabão líquido e
elevada a 600 psi (41 atm), e o sabão é aquecido até 485°F (252°C) num trocador de calor a alta
pressão. Este sabão é lançado num tanque de flash a pressão atmosférica, onde ocorre uma
secagem parcial em virtude de o sabão estar bem acima do seu ponto de ebulição a pressão
atmosférica. Este sabão viscoso, empastado, é misturado à quantidade desejada de ar, num
trocador de calor com a parede raspada mecanicamente, no qual o sabão também é resfriado por
uma salmoura que circula pela carcaça externa de 220°F até cerca de 150°F (104 a 66°C). Nesta
temperatura, o sabão é extrudado na forma de uma fita e cortado em barras. A operação se
completa pelo resfriamento, pela cunhagem e pela embalagem. [1,7]
A equação 1 abaixo representa genericamente a hidrólise alcalina de um óleo ou de uma
gordura:

Equação 1- Hidrólise alcalina de óleo ou gordura.

Fonte: Fonte: Sabões e Detergentes – processamento de detergentes e sabões. [7]

Portanto, as diferenças básicas entre a composição e o processo de fabricação dos sabões


e detergentes estão mostrados na tabela 1 a seguir.

11
Tabela 1. Diferenças Gerais de Composição e de Fabricação Contínua entre Sabões e Detergentes.

Para fabricar detergentes sintéticos (processo contínuo):


Sebo + Metanólise →
Sebo metil-esterificado + hidrogenação e pressão alta →
Álcool graxo do sebo + sulfatação → Detergentes
Álcool graxo do sebo sulfatado + NaOH

Sal de sódio do sebo sulfatado + álcool + reforçadores etc. →.

Para fazer sabão (processo contínuo)


Sebo + hidrólise (das gorduras) → Sabões
Ácido graxo do sebo + NaOH →
Sal do ácido graxo + carga etc. →.

Fonte: Fonte: Sabões e Detergentes – processamento de detergentes e sabões. [7]

1.2.3. Glicerina

A glicerina (ou glicerol) é um subproduto da fabricação do sabão. Por esse motivo, toda
fábrica de sabão também vende glicerina. Ela é adicionada aos cremes de beleza e sabonetes, pois
é um bom umectante, isto é, mantém a umidade da pele. Em produtos alimentícios ela também é
adicionada com a finalidade de manter a umidade do produto. [1,7]
A glicerina, por exemplo interage com a superfície do material que se deseja umectar
(pele, cabelo, produto alimentício) e também com a água. A interação com a água ocorre por
meio de pontes de hidrogênio. Outra utilidade da glicerina é na fabricação do explosivo
conhecido como nitroglicerina. [1,7]
A glicerina pode ser produzida por vários processos diferentes, dentre os quais estão: a
saponificação dos glicerídeos para a fabricação de sabão; a recuperação da glicerina formada na
hidrólise de óleos e gorduras, para a produção de ácidos graxos; e a cloração e hidrólise do
propeno e outras reações com hidrocarbonetos pretroquímicos. O fluxograma para a recuperação
da glicerina das usinas de sabão está apresentado na figura a seguir. [1,7]

Figura 5- Fluxograma da fabricação da glicerina pela hidrólise da solução adocicada do hidrolisador.

12
Fonte: Indústrias de Processos químicos, 1997.

1.3. Diferenças entre sabões e detergentes.

Os detergentes formados por sulfatos e sulfonados são mais eficazes que os sabões em
água dura devido ao fato de os correspondentes sais de cálcio e magnésio serem solúveis. Sendo
os detergentes sais de ácidos fortes, produzem soluções neutras, ao contrário dos sabões que, por
serem sais de ácidos fracos, originam soluções levemente alcalinas.[3]
As reações a seguir podem esclarecer o que ocorre em presenças ácidas e em água dura
com detergentes e sabões:

Figura 6 - Reação que ocorre entre o sabão quando em águas ácidas.

13
Fonte: Trabalhando a química dos sabões e detergentes. [3]

Figura 7 - Reação de um detergente quando em águas ácidas.

Fonte: Trabalhando a química dos sabões e detergentes. [3]

Figura 8 - Reação entre os sabões e cálcio, presente nas águas duras.

Fonte: Trabalhando a química dos sabões e detergentes. [3]

Figura 9 - Reação entre um detergente e cálcio, presente em águas duras.

Fonte: Trabalhando a química dos sabões e detergentes. [3]

14
Assim, os sabões, por possuírem gorduras não saponificáveis, agridem menos a pele. Os
detergentes quando utilizados para a lavagem de louças, retiram, inclusive, a gordura natural
presente nas mãos de quem o utiliza, causando o ressecamento da pele e a maior suscetibilidade a
irritações da mesma. A grande vantagem na utilização do sabão está no fato deste ser sempre
biodegradável e de ser produzido a partir de matéria-prima renovável - os óleos e as gorduras. [3]

1.4. Biodegradabilidade

Os primeiros detergentes produzidos apresentavam problemas com relação à degradação


pelo meio ambiente, tornando-se altamente poluidores, pois permaneciam nas águas de rios,
lagos, etc. por um período muito grande. Neste caso, devido à permanente agitação das águas,
causavam a formação de muita espuma, cobrindo a superfície de rios, estações de tratamento e
redes de esgoto. Nesse período, a base para a fabricação dos detergentes era o propeno, um gás
incolor obtido, principalmente, do “cracking” da nafta (produto da destilação do petróleo). A
utilização deste composto na fabricação de detergentes originava tensoativos com cadeias
ramificadas e, portanto, de difícil degradação pelas bactérias. Assim sendo, os problemas
causados por estes detergentes estavam relacionados às estruturas de suas moléculas. [1,3]
Em virtude da atenção focalizada sobre o controle e a diminuição da poluição das
águas, os químicos e engenheiros químicos de desenvolvimento, nos anos mais recentes, foram
levados a conclusão de que os detergentes para uso doméstico e industrial, que são despejados
nos esgotos, devem ser, tão facilmente quanto possível decompostos pela ação microbiana no
tratamento dos esgotos e nas correntes de superfície, como os constituintes ordinários dos
despejos domésticos. [1,3]
Este novo parâmetro foi acrescentado aos outros – desempenhos, eficiência e fatores de
custo – que a indústria de detergente deve considerar ao desenvolver um novo produto. Alguns
surfactantes, como o alquilbenzenossulfonato derivado do tetrapropileno, degradam-se
lentamente, deixando um resíduo permanente. Outros são decompostos com mais rapidez pelos
microrganismos e não deixam praticamente resíduos permanentes. A facilidade com que um
agente tensoativo é decomposto pela ação microbiana é definida como a sua biodegradabilidade.
[1,3]

15
Estão sendo desenvolvidos ensaios e padrões para estabelecer medidas de
biodegradabilidade. Para que tenham ampla aplicação, estes padrões devem levar em conta a
amplitude das variações das condições ambientes. Os materiais que são apenas parcialmente
degradados num processo de tratamento ineficiente podem ser de todo decompostos em sistemas
de tratamento biológico mais complicados. Os ensaios que medem o desaparecimento nas águas
dos rios, ou que simulam os processos biológicos empregados nas estações de tratamento de
esgotos, representam apenas parte dos amplos ensaios usados na medição da biodegradabilidade.
[1,3]

2. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

[1] SHREVE, R.N.; BRINK, J. A. Jr. Indústrias de Processos Químicos. 4ª ed. Rio de
Janeiro: Guanabara Koogan, 1997;
[2] História do sabão. Sítio eletrônio do Colégio São Francisco. Disponível em:
<www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/historia-do-sabao>. Acesso em 19 Ago 2010;
[3] NETO, O. G. Z.; PINO, J. C. D. Trabalhando a Química dos Sabões e
Detergentes. Disponível em: <http://www.iq.ufrgs.br/aeq/html/publicacoes/matdid/livros/pdf/
sabao>. Acesso em: 22 Ago 2010;
[4] OLIVEIRA, A. M. C. A Química no Ensino Médio e a Contextualização: A
Fabricação do Sabão Como Tema Gerador de Ensino Aprendizagem. Universidade Federal
do Rio Grande do Norte. Disponível em: < http://www.ppgecnm.ccet.ufrn.br/publicacoes/publica
cao_30.pdf>. Acesso em 9 Set 2010;
[5]ABIPLA. Disponível em:< http://www.abipla.org.br/abipl070.htm>. Acesso em: 8
Set 2010;
[6] Higiêne, saúde e beleza. Disponível em: http://www.unilever.com.br/brands/higiene
_saude_beleza. Acesso em: 5 Set 2010;
[7] DOMÉZIO, M. A, et. al. Sabões e Detergentes - processamento de detergentes e
sabões. Disponível em:< www.iq.unesp.br>. Acesso em 9 Set 2010;

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