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Princípios Orçamentários

Unidade
Cada ente da federação (União, Estado ou Município) deve possuir apenas um
orçamento, estruturado de maneira uniforme.
Apesar de ser desmembrado em três (OF, OSS, OI) para melhorar a visibilidade dos
programas de governo, e de ser multi-documental (PPA, LDO, LOA), fruto da integração
Planejamento-Orçamento, continua sendo considerado UNO.

Universalidade
Para o controle legislativo sobre as finanças públicas ser efetivo, a Lei Orçamentária deve
conter TODAS as Receitas e Despesas.
Lei 4320
“Art. 3º A Lei de Orçamentos compreenderá todas as receitas, inclusive as de operações de crédito
autorizadas em lei.
Parágrafo único. Não se consideram para os fins deste artigo as operações de crédito por antecipação da
receita, as emissões de papel-moeda e outras entradas compensatórias, no ativo e passivo financeiros.
Art. 4º A Lei de Orçamento compreenderá todas as despesas próprias dos órgãos do Governo e da
administração centralizada, ou que, por intermédio deles se devam realizar, observado o disposto no artigo
2°.”
Orçamento Bruto
Lei 4320
“Art. 6º. Todas as receitas e despesas constarão da lei de orçamento pelos seus totais, vedadas quaisquer
deduções.”
Anualidade ou Periodicidade
O orçamento deve ser elaborado e autorizado para um determinado período de tempo,
geralmente um ano. Coincidirá com o ano civil.
Exceção: créditos ESPECIAIS e EXTRAORDINÁRIOS autorizados nos últimos quatro
meses do exercício podem ser reabertos e serão incorporados ao orçamento do exercício
subseqüente, conforme estabelecido no § 3º do artigo. 167 da Carta Magna.

Exclusividade
LOA não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa, não se
incluindo na proibição a autorização para abertura de créditos suplementares e a contratação de
operações de crédito, inclusive por antecipação de receita orçamentária (ARO), nos termos da lei.
(art. 165 § 8º CF/88)
O objetivo desse princípio é garantir que no orçamento só exista previsão de receitas e
fixação de despesas.

Equilíbrio
O montante da despesa autorizada em cada exercício financeiro não poderá ser superior
ao total de receitas estimadas. Havendo excesso de arrecadação, poderão ser solicitados créditos
adicionais.
REGRA DE OURO
Art. 167, III, da Constituição Federal: é vedada a realização de operações de crédito que
excedam o montante das despesas de capital, dispositivo conhecido como regra de ouro.
De acordo com esta regra, cada unidade governamental deve manter o seu endividamento
vinculado à realização de investimentos e não à manutenção da máquina administrativa e demais
serviços.

LIMITES PARA O ENDIVIDAMENTO NA LRF:


“Art. 34. O Banco Central do Brasil não emitirá títulos da dívida pública a partir de dois anos após a
publicação desta Lei Complementar.
Art. 35. É vedada a realização de operação de crédito entre um ente da Federação, diretamente ou por
intermédio de fundo, autarquia, fundação ou empresa estatal dependente, e outro, inclusive suas entidades da
administração indireta, ainda que sob a forma de novação, refinanciamento ou postergação de dívida
contraída anteriormente.
§ 1o Excetuam-se da vedação a que se refere o caput as operações entre instituição financeira estatal e outro
ente da Federação, inclusive suas entidades da administração indireta, que não se destinem a:
I - financiar, direta ou indiretamente, despesas correntes;
II - refinanciar dívidas não contraídas junto à própria instituição concedente.
§ 2o O disposto no caput não impede Estados e Municípios de comprar títulos da dívida da União como
aplicação de suas disponibilidades.
Art. 36. É proibida a operação de crédito entre uma instituição financeira estatal e o ente da Federação que a
controle, na qualidade de beneficiário do empréstimo.
Parágrafo único. O disposto no caput não proíbe instituição financeira controlada de adquirir, no mercado,
títulos da dívida pública para atender investimento de seus clientes, ou títulos da dívida de emissão da União
para aplicação de recursos próprios.
Art. 37. Equiparam-se a operações de crédito e estão vedados:
I - captação de recursos a título de antecipação de receita de tributo ou contribuição cujo fato gerador ainda
não tenha ocorrido, sem prejuízo do disposto no § 7o do art. 150 da Constituição;
II - recebimento antecipado de valores de empresa em que o Poder Público detenha, direta ou indiretamente,
a maioria do capital social com direito a voto, salvo lucros e dividendos, na forma da legislação;
III - assunção direta de compromisso, confissão de dívida ou operação assemelhada, com fornecedor de bens,
mercadorias ou serviços, mediante emissão, aceite ou aval de título de crédito, não se aplicando esta vedação
a empresas estatais dependentes;
IV - assunção de obrigação, sem autorização orçamentária, com fornecedores para pagamento a posteriori de
bens e serviços.”

LEGALIDADE
Cabe ao Poder Público fazer ou deixar de fazer somente aquilo que a lei
expressamente autorizar, ou seja, a administração pública se subordina aos ditames da lei.
“Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão:
I - o plano plurianual;
II - as diretrizes orçamentárias;
III - os orçamentos anuais.”

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ESPECIFICACAO OU ESPECIALIZACAO
Lei 4320
“Art. 5º A Lei de Orçamento não consignará dotações globais destinadas a atender indiferentemente a
despesas de pessoal, material, serviços de terceiros, transferências ou quaisquer outras...”

NAO-AFETACAO DA RECEITA
CF/88:
“Art. 167. São vedados:(...)
IV - a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, ressalvadas a repartição do produto da
arrecadação dos impostos a que se referem os arts. 158 e 159, a destinação de recursos para as ações e
servicos públicos de saúde, para manutenção e desenvolvimento do ensino e para realização de atividades da
administração tributária, como determinado, respectivamente, pelos arts. 198, § 2º, 212 e 37, XXII, e a
prestação de garantias às operações de crédito por antecipação de receita, previstas no art. 165, § 8º, bem
como o disposto no § 4º deste artigo; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003);(...)
§ 4.º É permitida a vinculação de receitas próprias geradas pelos impostos a que se referem os arts. 155 e 156,
e dos recursos de que tratam os arts. 157, 158 e 159, I, a e b, e II, para a prestação de garantia ou
contragarantia à União e para pagamento de débitos para com esta. (Incluído pela Emenda Constitucional nº
3, de 1993).”

Exceções: impostas pela própria CF (fundos de participação, fundos de


desenvolvimento, CIDE, contribuição social do salário-educação).