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UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA

INSTITUTO DE HISTÓRIA
COLEGIADO DO CURSO DE HISTÓRIA

PLANO DE CURSO

DISCIPLINA: Projeto Integrado de Práticas Educativas II (Ensino de História e Teoria da História)

CÓDIGO: GHI007 PERÍODO/SÉRIE: 2.º PERÍODO TURMA: DIURNO

CH CH PRÁTICA: CH OBRIGATÓRIA: (X) OPTATIVA: ( )


TEÓRICA: 30h TOTAL:
30h 60h

PROFESSOR RESPONSÁVEL: Prof. Dr. Amon Pinho ANO/SEMESTRE:


2018/2.º

EMENTA DA DISCIPLINA

O processo de investigação sobre o ensino de História e a necessária vinculação com a pesquisa e seus
desdobramentos. A gestão e a utilização dos documentos. Memória, patrimônio histórico e lugares de
memória.

JUSTIFICATIVA
Projeto Integrado de Práticas Educativas II (PIPE II) é uma das disciplinas pertencentes ao Núcleo de
Formação Pedagógica do Curso de História. E semelhantemente a PIPE I, se constitui em instância
articuladora entre as perspectivas contemporâneas da área de Ensino de História e certos conteúdos
trabalhados em disciplinas do Núcleo de Formação Específica do mesmo Curso. Quando neste formados, os
alunos se encontrarão duplamente habilitados: serão licenciados e bacharéis em História, sendo de suma
importância que no exercício pleno do seu ofício jamais sejam professores sem serem pesquisadores, e
pesquisadores sem serem professores. Aos Projetos Integrados de Práticas Educativas, de I a III, cabe
portanto desenvolver a consciência e fundamentar a necessidade dessa associação, que, em termos ideais,
deve ser íntima. Tão íntima quanto devem ser as relações entre pesquisa e ensino de História, operação
historiográfica e ministração do conhecimento histórico.

OBJETIVOS DA DISCIPLINA

Buscando introduzir os alunos nas questões que dizem respeito à natureza e à produção do conhecimento
histórico na sua relação com o universo escolar, isto é, na sua relação com uma dimensão que lhe é própria e
constitutiva desde o seu estabelecimento como disciplina do conhecimento científico no século XIX –, o
objetivo de PIPE II, tal como aqui se propõe, é refletir sobre como a superação da assim chamada crise do
ensino de história também passa pela implicação e determinação recíprocas entre o momento da
pesquisa/elaboração historiográfica e o momento em que os resultados obtidos com a pesquisa e elaborados
historiograficamente tornam-se discurso pedagógico. Noutros termos, trata-se de refletirmos sobre a
necessidade de reatamento, no sentido forte do termo, entre as duas pontas ou dimensões, via de regra soltas,
da história como disciplina do conhecimento: a ponta das teorias e escritas da história e a ponta do ensino de
história, ou seja, a dimensão da produção e a dimensão da apresentação deste tipo de saber específico, que é
o historiográfico, ao público escolar dos ensinos fundamental e médio. Procuraremos, ainda, nos quadros
dessa questão ampla das relações entre ensino de história, pesquisa, teorização e produção do conhecimento
histórico, refletirmos e debatermos sobre duas importantes noções: a de documento histórico e a de lugares
de memória, bem como suas conexões estreitas com as noções de memória e patrimônio histórico.

PROGRAMA

 Modernidade, cultura da memória e história;


 A crise do ensino de história;
 Ensino de história, escrita da história e teoria da história: conceitos e inter-relações;
 Didática da história (Geschichtsdidaktik) e consciência histórica;
 A atuação docente desde as articulações necessárias entre escrita da história e ensino de história,
pesquisa e docência, universidade e escola;
 As figuras do professor-pesquisador e do pesquisador-professor: uma indissociabilidade ideal a se
concretizar;
 Conceitos fundamentais I: documento histórico;
 Conceitos fundamentais II: lugar de memória;
 Documento histórico, lugar de memória, memória e patrimônio histórico: inter-relações.

METODOLOGIA

Aulas expositivas dialogadas; seminários; análise e discussão de textos.

AVALIAÇÃO
Teremos, ao longo do curso, dois momentos de avaliação, a serem concretizados através da realização de
uma prova escrita (individual) sem consulta, por um lado, e da preparação e apresentação de um seminário
(em grupo), por outro. O valor unitário será atribuído consoante uma escala de 0 a 100 pontos. A nota final
corresponderá à média aritmética dos pontos obtidos em cada uma das duas atividades avaliativas. A
aprovação caberá aos(às) alunos(as) que obtiverem uma nota final igual ou superior a 60 pontos. Atividades
avaliativas de recuperação ou de complementação de nota serão propiciadas, em especial, na fase conclusiva
do curso. Porém, somente para aqueles(as) alunos(as) que tiverem alcançado um mínimo de 75% de
presença e uma média igual ou superior a 50 pontos com a realização tanto da prova escrita quanto da
apresentação do seminário.
BIBLIOGRAFIA

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

ALBUQUERQUE JÚNIOR, Durval Muniz. História, a arte de inventar o passado: Ensaios de teoria da
história. Bauru, SP: EDUSC, 2007.

BITTENCOURT, Circe Maria Fernandes. Ensino de história: Fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez,
2004.

BLOCH, Marc. Apologia da História ou o ofício do historiador. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2001.

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Janeiro: Editora UFRJ: Editora FGV, 1998.

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LANGLOIS, Charles-Victor; SEIGNOBOS, Charles. Introdução aos estudos históricos. São Paulo: Editora
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BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

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LE GOFF, Jacques (dir.). A História Nova. São Paulo: Martins Fontes, 1990.

MALERBA, Jurandir (org.). A história escrita: Teoria e história da historiografia. São Paulo: Contexto,
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PINSKY, Jaime (org.). O ensino de história e a criação do fato. São Paulo: Contexto, 2006.

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REIS, José Carlos. História & Teoria: Historicismo, modernidade, temporalidade e verdade. Rio de Janeiro:
FGV Editora, 2007.

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SADDI, Rafael. Didática da História na Alemanha e no Brasil: considerações sobre o ambiente de


surgimento da Neu Geschichtsdidaktik na Alemanha e os desafios da Nova Didática da História no Brasil.
Opsis, vol. 14, n.º 2, jul./dez. 2014.

SARLO, Beatriz. Cultura da memória e guinada subjetiva. São Paulo: Companhia das Letras; Belo
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SCHMIDT, Maria Auxiliadora. Jörn Rüsen e sua contribuição para a Didática da História. Intelligere,
Revista de História Intelectual, vol. 3, n.º 2, out. 2017.

SEIXAS, Jacy Alves de. Comemorar entre memória e esquecimento: reflexões sobre a memória histórica.
História: Questões e debates, Curitiba, Editora da UFPR, n.º 32, jan.-jun. 2000.

______. Os tempos da memória: (des)continuidade e projeção. Uma reflexão (in)atual para a história?
Projeto História, São Paulo, n.º 24, jun. 2002.

______. Percursos de memórias em terras de história: problemáticas atuais In: BRESCIANI, Stella;
NAXARA, Márcia (orgs.). Memória e (res)sentimento: indagações sobre uma questão sensível. Campinas:
Editora da Unicamp, 2001.

THOMPSON, Edward. As peculiaridades dos ingleses e outros artigos. Campinas, SP: Editora da Unicamp,
2001.

APROVAÇÃO

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Carimbo e assinatura do Coordenador do curso