Anda di halaman 1dari 25

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS

INSTITUTO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS

CURSO DE ENGENHARIA AMBIENTAL

ECOLOGIA GERAL

RELATÓRIO DO TRABALHO DE CAMPO NA SERRA DO CIPÓ

BELO HORIZONTE
Novembro 2010
Ana Caroline Águido – 2010020850
Catarina Azevedo Borges – 2010020930
Elizângela Pinheiro da Costa – 2010020965
Ingrid Santos Custodio -2010021074
Jéssica Sangiorgi Ricardo - 2010021104
Marina Antônia Salmen - 2010021210
Marina Lorena Campos Teixeira – 2010021228
Tuane Cafiero Garcia – 2010021317

RELATÓRIO DO TRABALHO DE CAMPO NA SERRA DO CIPÓ

BELO HORIZONTE
Novembro 2010
LISTA DE FIGURAS
Figura 2–Lagoa da Capivara...........................................................................7
Figura 3 – Cavalo domesticado pastando próximo à Lagoa da Capivara........7
Figura 4 – Oxímetro/ condutivímetro modelo 85YSI.......................................8
Figura 5 – Frasco claro e frasco escuro para análise de Produtividade
Primária Bruta................................................................................................8
Figura 6 – Lagoa Bonita..................................................................................9
Figura 7 – Lagoa Bonita estava com seu nível baixo......................................9
Figura 8 – Confluência dos Rios Cipó, Mascates e Bocaína. Assoreamentos
em uma pequena área.................................................................................11
Figura 9 – Trecho da Confluência dos Rios com presença de Erosão...........12
Tabela 2- Protocolo de Avaliação Rápida da Diversidade de Habitats em
trechos de bacias hidrográficas do trecho de encontro dos rios Cipó,
Mascates, e Bocaína modificado do protocolo de Hannaford ET AL. (1997). 13
Tabela 3 – Anexo I do Roteiro de Campo......................................................16
Tabela 4 – Planilha de Campo com as observações feitas com as espécies de
flores colhidas no local.................................................................................17
Figura 10 – Flor Espécie 1.............................................................................18
Figura 11 – Flor Espécie 2.............................................................................18
Figura 12 – Flor Espécie 3.............................................................................18
Figura 13 – Flor Espécie 4.............................................................................19
Figura 14 – Flor Espécie 5.............................................................................19
Figura 15 – Flor Espécie 6.............................................................................19
Figura 16 – Flor Espécie 7.............................................................................20
Figura 17 – Flor espécie 8.............................................................................20
Tabela 5 - Caracterização da síndrome de frutos e sementes......................21
Tabela 6 - Observações feitas com as espécies recolhidas no local.............21
Figura 18 – Semente Espécie 1....................................................................22
Figura 19 – Sementes Espécie 2...................................................................22
Figura 20– Sementes Espécie 3....................................................................22
SUMÁRIO

LISTA DE FIGURAS..........................................................................................3
SUMÁRIO........................................................................................................4
1.INTRODUÇÃO...............................................................................................5
2.DESCRIÇÃO................................................................................................. 6
2.1-Prática de produtividade primária nas Lagoas da Capivara e Bonita.. .6
2.2 - Protocolos de Avaliação Rápida da Diversidade de Habitats em
trechos de bacias hidrográficas.................................................................11
2.3 – Prática de Caracterização das Síndromes de Polinização de Espécies
Coletadas na região..................................................................................15
2.4 – Práticada Caracterização das Síndromes de Dispersão apresentadas
por Frutos e Sementes..............................................................................21
CONCLUSÃO.................................................................................................24
REFERÊNCIAS...............................................................................................25
1.INTRODUÇÃO

A visita ocorreu no dia 30 de Outubro de 2010, no Parque Nacional


Serra do Cipó, que abrange áreas dos municípios de Jaboticatubas, Santana
do Riacho, Morro do Pilar e Itambé do Mato Dentro, fazendo divisa com Itabira.
Por volta das 11h00, iniciou-se o percurso em uma trilha. Realizaram-se
experimentos nas Lagoas da Capivara e Bonita e uma avaliação no local do
encontro dos rios Cipó, Bocaína e Mascates (Figura 1). Na trilha foram
coletadas amostras de espécies da flora local.

Figura 1-Áreas percorridas na trilha do Parque Nacional da Serra do Cipó.O símbolo do balão
indica a entrada do Parque, com seus prédios administrativos, e os círculos em vermelho
indicam os locais visitados.

Foram realizadas práticas de produtividade primária das lagoas,


caracterização das síndromes de polinização e de dispersão das amostras
coletadas e uma avaliação do trecho do encontro dos rios.
2.DESCRIÇÃO

2.1-Prática de produtividade primária nas Lagoas da Capivara e Bonita

A prática consiste em mensurar a concentração de oxigênio dissolvido


(OD) como parâmetro da produtividade primária do meio aquático. Para isso,
foram utilizados dois frascos: um claro e um escuro. No frasco claro ocorrem os
processos de fotossíntese e respiração, indicando a produtividade primária
líquida (PPL). Já no frasco escuro, ocorre apenas o processo de respiração,
uma vez que a luz solar necessária para a fotossíntese não penetra no frasco.
A diferença entre a PPL e a respiração fornece a produtividade primária bruta
(PPB).

Para o cálculo da PPB, a seguinte fórmula é utilizada:

PPB =
( Fc − Fe ) *1000 * 0,375
( QF ) * t (2.1)

onde:

0,375 = Coeficiente de massas (C/O). A fotossíntese é expressa em


termos de carbono fixado, e não em termos de oxigênio.
1000 = Conversão L para m³.
QF = Coeficiente fotossintético: 1,2.
t : tempo de incubação (em horas).
PPB: expressa em mgC.m-3.h-1.
A primeira lagoa visitada foi a Lagoa da Capivara, que apresenta mata
ciliar conservada, vegetação arbustiva e gramíneas no seu entorno e algumas
árvores de maior porte na margem oposta da lagoa, como pode ser visto na
Figura 2. Não foram verificadas presenças de fauna na área, com exceção de
insetos e de cavalos, estes últimos provavelmente pertencentes aos
funcionários do parque (Figura 3).
Figura 2–Lagoa da Capivara

Figura 3 – Cavalo domesticado pastando próximo à Lagoa da Capivara

O experimento de produtividade iniciou-se às 11h44, quando foi coletada


uma amostra de água para medir a concentração inicial de oxigênio dissolvido.
O aparelho utilizado para a medição foi o oxímetro/condutivímetro 85YSI
(Figura 4), sendo este calibrado com o valor da altitude local. Depois, o frasco
claro e o escuro (Figura 5) foram preenchidos com água da lagoa e, em
seguida, submersos na mesma. Esse último procedimento foi realizado para
manter a temperatura, luminosidade e as demais condições da lagoa.Eles
foram incubados por 4 horas e, após esse período, foram retirados da lagoa
para a medição de concentração de OD. O resultado de PPB foi de 70,3
mgC.m-3.h-1 tendo sido esse valor calculado com a fórmula 2.1.

Figura 4 – Oxímetro/ condutivímetro modelo 85YSI

Figura 5 – Frasco claro e frasco escuro para análise de Produtividade Primária Bruta

A segunda lagoa visitada foi a Lagoa Bonita, que, diferentemente da


Lagoa da Capivara, não possuía mata ciliar expressiva. O nível de água estava
baixo, devido esse fato próximo à lagoa havia apenas gramíneas, e um pouco
mais afastado dela (onde a água provavelmente deve atingir no nível normal)
havia vegetação arbustiva de pequeno porte (Figuras 6 e 7). O experimento de
produtividade foi realizado de modo similar ao realizado na primeira lagoa, com
os frascos sendo submersos na lagoa às 12h11. Após o período de 4 horas de
incubação foi realizada a medição da concentração de OD e o resultado
calculado através da fórmula 2.1foi de 35, 2mgC.m-3.h-1.

Figura 6 – Lagoa Bonita

Figura 7 – Lagoa Bonita estava com seu nível baixo


A produção primária de um ecossistema aquático é realizada por todos
os organismos capazes de sintetizar matéria orgânica, a partir de gás
carbônico, sais minerais e energia solar (Esteves, 1998). A base de um estudo
detalhado sobre os mecanismos que controlam a energia transferida durante o
ciclo da matéria orgânica é determinada pela produtividade primária, associada
a fatores ambientais (Barbosa. & Tundisi, 1989).

Processos físico-químicos, como a disponibilidade de nutrientes, estão


diretamente relacionados com a produtividade primária, que por sua vez
influencia toda a cadeia trófica. A produtividade primária nos ecossistemas
aquáticos é fundamental para a manutenção de qualquer cadeia alimentar
(Silva, 2007).

Aplicações:

Os estudos de produtividade primária têm por finalidade:

• Avaliar a capacidade construtiva de um ecossistema, que graças à energia


externa (radiante e química) pode sintetizar compostos primários de alto
potencial químico, os quais são transformados e fluem para os níveis
tróficos mais elevados;

• O monitoramento ecológico em estados de poluição orgânica e/ou


industrial, indicando a extensão e os efeitos dessa poluição;

• Fornecer dados sobre o estado trófico de um ambiente aquático;

• Subsidiar a interpretação de dados físico-químicos e vice-versa;

• Indicar o estado fisiológico da população do fitoplâncton;

• Documentar a variabilidade na qualidade da água, como consequência de


mudanças naturais e/ou provocadas pelo homem;

• Subsidiar estudos de estratificações do fitoplâncton.

A diferença de PPB entre a lagoas (35, 2 mgC.m-3.h-1na Lagoa Bonita e


70,3 mgC.m-3.h-1 na Lagoa da Capivara) mostra como a atividade dos
organismos aquáticos produtores estava mais intensa na primeira lagoa
visitada, a da Capivara. Uma possibilidade para tal resultado é o fato da
primeira lagoa ter uma maior preservação de seu entorno (intensa vegetação
arbustiva e arbórea recobrindo as margens) do que a Lagoa Bonita, que estava
circundada por vegetação rasteira (gramíneas) e com a vegetação de maior
porte bem afastada das margens. A Lagoa Bonita também estava com seu
nível de água visivelmente baixo. Tais fatores podem afetar no ecossistema
aquático e variar a produtividade primária.

2.2 - Protocolos de Avaliação Rápida da Diversidade de Habitats em


trechos de bacias hidrográficas

A avaliação ocorreu no trecho do encontro dos rios Cipó, Mascates, e


Bocaína. (Figuras 8 e 9) Para a análise inicial do trecho, consideraram-se as
observações realizadas na margem; depois foi feita uma análise a partir das
observações realizadas dentro d’água.

Figura 8 – Confluência dos Rios Cipó, Mascates e Bocaína. Assoreamentos em uma pequena
área
Figura 9 – Trecho da Confluência dos Rios com presença de Erosão

A primeira parte do Protocolo de Avaliação Rápida da Diversidade de


Habitats em trechos de bacias hidrográficas utilizado na avaliação foi
modificada do protocolo da Agência de Proteção Ambiental de Ohio (EUA)
(EPA, 1995). Segue-se uma tabela indicando as questões analisadas. O
marcador azul indica qual aspecto o rio apresentou.

Tabela 1 - Parte modificada do Protocolo de Avaliação Rápida da Diversidade de Habitats


em trechos de bacias hidrográficas do trecho de encontro dos rios Cipó, Mascates, e
Bocaína modificado da Agência de Proteção Ambiental de Ohio (EUA)(EPA, 1995).
Para cada parâmetro analisado avaliou-se se o rio estava em sua
situação natural, em uma situação levemente alterada ou em uma situação
severamente alterada. Para a primeira condição, somam-se 4 pontos, para a
segunda, 2 pontos e, para a última condição, somam-se 0 pontos.

A segunda parte do Protocolo de Avaliação Rápida da Diversidade de


Habitats em trechos de bacias hidrográficas utilizado foi modificada do
protocolo de Hannaford ET AL. (1997). Segue-se uma tabela com a análise.
Novamente, o marcador azul indica o aspecto observado.

Tabela 2- Protocolo de Avaliação Rápida da Diversidade de Habitats em trechos de bacias


hidrográficas do trecho de encontro dos rios Cipó, Mascates, e Bocaína modificado do
protocolo de Hannaford ET AL. (1997).
Nesta parte do protocolo, a análise dos parâmetros ocorreu da seguinte
forma: 5 pontos para o rio em situação natural e 3, 2 e 0 pontos para situações
leve ou severamente alteradas.

Sobre a análise: O ambiente analisado estava localizado na Serra do


Cipó, em um trecho da trilha. A análise foi realizada no dia 30 de outubro de
2010, aproximadamente às 12h40. O dia estava nublado. Foi avaliado um rio
que possuía largura média de 25 m.

Para calcular a alteração dos ambientes naturais, é necessário avaliar


todos os parâmetros descritos na tabela. Os 10 primeiros parâmetros procuram
avaliar as características dos trechos e os impactos ambientais decorrentes de
atividades antrópicas, enquanto os 12 parâmetros seguintes estão relacionados
às condições de hábitats e níveis de conservação das condições naturais. Para
determinar cada parâmetro, foi necessária uma observação minuciosa, mas
fácil de ser realizada. Após a análise, é feito o somatório total dos pontos
obtidos nas duas tabelas, e a avaliação final é feita da seguinte maneira: 0 a 40
pontos indicam trechos impactados, 41 a 60 pontos indicam trechos alterados;
e superior a 61 pontos indica trechos naturais (FERNADEZ, 2006).

Para a primeira tabela, o somatório da pontuação obtida foi 34, em 40


possíveis. Poucos foram os parâmetros (3 parâmetros) marcados como
levemente alterados, sendo todos os outros classificados como inalterados. Já
para a segunda tabela, o valor total de pontos obtidos foi de 41 em 60
possíveis. Nessa parte, mais parâmetros estavam indicados como situações
leve ou severamente alteradas, revelando indícios de modificação de habitats.
O resultado total indicado foi de 75 em 100 pontos possíveis, o que indica
região de trecho natural.

O resultado obtido para a avaliação da diversidade de habitats confirma


o cenário presenciado. Como a Serra do Cipó é uma Unidade de Conservação
nacional, isso implica que a preservação das condições naturais ali
apresentadas precisa ser constante. Entretanto, alguns dos parâmetros
indicaram uma mudança mais significativa na paisagem. Isso pode estar
relacionado com o fato da Unidade ser aberta ao público, mas é mais provável
que as alterações presenciadas estejam relacionadas com fatores naturais,
visto que os principais parâmetros avaliados com menor pontuação estão
localizados na Tabela 2.

2.3 – Prática de Caracterização das Síndromes de Polinização de


Espécies Coletadas na região

Existe uma grande variedade de estruturas morfológicas e anatômicas


das flores que se associam aos mecanismos de polinização. O conjunto destas
características inclui a forma geral da flor, a morfologia, as cores, o
fornecimento de substâncias atrativas como o néctar e o próprio arranjo das
flores e sua posição na planta, as quais frequentemente se relacionam à forma
e ao comportamento do agente polinizador. Este conjunto de características é
chamado de síndrome de polinização.

O experimento foi realizado ao longo de uma trilha em meio a vegetação


arbustiva e gramíneas, com algumas árvores de pequeno porte. No decorrer de
um percurso pré-estabelecido foram coletadas oito espécies de flores. Após
observação e análise de acordo com o Anexo I da Tabela 3, foram identificados
os agentes polinizadores de cada espécie, durante o preenchimento da
Tabela4.

A identificação experimental de guias de néctar consiste em expor a flor


à presença de algodão embebido em amônia, em um recipiente. Dessa forma o
guia de néctar toma coloração e é possível enxergá-lo da mesma forma que o
polinizador o enxerga. A professora conduziu o experimento, que foi realizado
com espécies diferentes das coletadas pelo nosso grupo.

As espécies foram identificadas como 1,2,3,4,5,6,7 e 8 (que aparecem


respectivamente nas Figuras 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16 e 17).

Tabela 3 – Anexo I do Roteiro de Campo


Tabela 4 – Planilha de Campo com as observações feitas com as espécies de flores colhidas
no local

PossíveisAg
Espécie Cor da Flor Odor Néctar Forma da Flor entes
Polinizadores
1 Roxa Fresco, atrativo Não Tubo estreito, Borboleta
plataforma de
pouso.
2 Amarela Fresco, atrativo Sim - Abelha
3 Vermelha Não Abundante, Aberta e Morcego,
mas grande pássaro e
escondido. borboleta.
4 Branca Forte Não Ampla e Morcego
aberta
5 Roxa Não Não Tubular Vento,
borboleta
6 Rosa Não Não Tubular Mariposa
7 Sem cor Não Não Variável Vento
8 Roxa Forte Não Fechada Morcego,
borboleta
Figura 10 – Flor Espécie 1

Figura 11 – Flor Espécie 2

Figura 12 – Flor Espécie 3


Figura 13 – Flor Espécie 4

Figura 14 – Flor Espécie 5

Figura 15 – Flor Espécie 6


Figura 16 – Flor Espécie 7

Figura 17 – Flor espécie 8


2.4 – Práticada Caracterização das Síndromes de Dispersão
apresentadas por Frutos e Sementes

A prática realizou-se entre as margens do encontro dos rios Cipó,


Mascates e Bocaína e a entrada do Parque Nacional Serra do Cipó. No
decorrer do caminho, os frutos e sementes coletados foram coletados em
sacos plásticos. Ao chegar ao final do percurso, foram feitas observações do
material recolhido, espécies identificadas como 1,2 e 3 (que aparecem
respectivamente nas Figuras 18, 19 e 20), com base na Tabela 4 abaixo.

Tabela 5 - Caracterização da síndrome de frutos e sementes.

Tabela 6 - Observações feitas com as espécies recolhidas no local.

Alas
Tamanho Deiscência Superfície (sementes Arilo na
Espécie Polpa
do fruto do fruto do fruto ou frutos semente
alados)
1 Pequeno Abundante Indeiscente Lisa Ausente Ausente
2 Pequeno Ausente Deiscente Lisa Ausente Ausente
3 Pequeno Ausente Indeiscente Lisa Presente Ausente
Figura 18 – Semente Espécie 1

Figura 19 – Sementes Espécie 2

Figura 20– Sementes Espécie 3

As síndromes de dispersão de frutos e sementes correspondem às


histórias de vidas compartilhadas pelas espécies. Além disso, é por meio delas
que é possível diagnosticar qual são as estratégias utilizadas pelas plantas
para obter sucesso na etapa de sua reprodução que corresponde à dispersão
de frutos e sementes. (ICB UFMG, 2010). Existem dois tipos básicos de
dispersão, são eles:

• Dispersão biótica ou zoocoria

• Dispersão abiótica: através da água, vento, ou por dispersão


própria (autocoria)

As dispersões enfatizadas nessa prática podem ser descritas da


seguinte maneira:

Endozoocoria:Sendo um exemplo de zoocoria, esse tipo de dispersão se


faz através da ingestão e posterior liberação do diásporo (UFU, 2010).

Ectozoocoria: Se caracteriza como uma dispersão passiva onde animais


transportam as sementes externamente grudadas nos pelos e penas dos
mesmos. (LEINER, 2002)

Anemocoria:As sementes são dispersas através do vento, sendo,


portanto um exemplo de dispersão abiótica.

Autocoria: Nesse processo as sementes são morfologicamente


adaptadas para serem dispersas pelo vento ou por movimentos realizados pela
própria planta.

No percurso realizado foram encontradas poucas amostras de sementes


e frutos devido à escassez de chuvas do período de inverno e até o dia do
trabalho
CONCLUSÃO

Esta visita ao Parque Nacional da Serra do Cipó serviu ao propósito de


realizar atividades práticas de ecologia, atividades estas que complementam os
tópicos estudados na disciplina de Ecologia Geral. Além de ser uma
oportunidade para ver em campo assuntos discutidos em aula teórica, a visita
serviu também para preparar os alunos a terem uma postura crítica,
observadora do meio ambiente em análise.

Em relação às práticas realizadas, pôde-se compreender a importância


da produtividade primária para os sistemas aquáticos, como os das lagoas
analisadas, e como os resultados da produtividade estão relacionados com as
características e alterações sofridas pelas lagoas.

As práticas de síndrome de dispersão de sementes e frutos e síndrome


de polinização de flores permitiram uma melhor compreensão dos processos
relacionados com a reprodução das plantas. Essas práticas mostram as
estratégias desenvolvidas pelas plantas, que estão em sincronia com o tipo de
ambiente em que elas vivem.

Os protocolos de avaliação rápida de diversidade de hábitats em trechos


de rios foram interessantes para ter resultados mais concretos ao avaliar os
trechos observados na visita. Com esses protocolos pode-se concluir como o
trecho de confluência dos rios é bem preservado e os impactos por este sofrido
são preferencialmente de causas naturais e menos de causas antrópicos,
ressaltando que tal trecho localiza-se em uma área de conservação.
REFERÊNCIAS

INSTITUTO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS, UNIVERSIDADE FEDERAL DE


MINAS GERAIS. Dispersão de Sementes. Disponível em:
www.icb.ufmg.br/bot/mtem-bot-bak/Dispersão%20de%20sementes.pdf
Acessado em: 13 de novembro de 2010

INSTITUTO DE BIOLOGIA, UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA.


Dispersão. Disponível em:
<www.anatomiavegetal.ib.ufu.br/.../morfvegetalorgaDISPERSAO.pdf>
Acessado em:13 de novembro de 2010

LEINER, N.O. Consequências Ecológicas da Dispersão de Sementes por


Vertebrados na Estrutura de Populações de Plantas Neotrópicas: Programa de
Pós-Graduação em Ecologia, IB, UNICAMP, 2002. Disponível em:
<www2.ib.unicamp.br/profs/fsantos/nt238/2002/natalia.pdf> Acessado em: 13
de novembro de 2010

FERNANDEZ, O.V.Q SANDER,C.Aplicação de um Protocolo Simplificado de


Avaliação de Hábitats aquáticos no Igarapé, Caxangá, Boa Vista, RR. In:
SIMPÓSIO NACIONAL DE GEOMORFOLOGIA, 6., 2006, Goiânia.Disponível
em: <http://www.labogef.iesa.ufg.br/links/sinageo/aut/articles/046.pdf>
Acessado em: 13 de novembro de 2010