Anda di halaman 1dari 17

LÍNGUA PORTUGUESA

A DOENÇA DA SOLIDÃO
Viver só pode ser uma simples questão de opção. Nesse
caso a solidão é quase sempre uma boa aliada.
Experimentar esses momentos funciona como um
importante recurso para o autoconhecimento e a reflexão.
Mas agora a ciência descobriu que em algumas pessoas o
sentimento de isolamento pode ser um detonador de sérios
problemas de saúde. Nesses indivíduos, os efeitos
negativos da solidão parecem estar determinados já no
DNA, o material genético de cada um.
Revista Isto É, 26/9/2007
1 - A “doença da solidão”, segundo o título:
(A) atinge as pessoas que preferiram a solidão por opção;
(B) é uma boa aliada do autoconhecimento;
(C) é conseqüência possível do isolamento de alguns;
(D) incomoda todas as pessoas, indistintamente;
(E) é um recurso que pode auxiliar na reflexão das pessoas.
2 - Na frase “Viver só pode ser uma simples questão de
opção” há um problema de construção, que é:
(A) um erro de concordância verbal;
(B) um mau emprego de tempo verbal;
(C) uma utilização inadequada do adjetivo “simples”;
(D) uma dupla possibilidade de sentido, conforme a leitura;
(E) uma grafia errada de um vocábulo.
3 - Na frase “Viver só pode ser uma simples questão de
opção”, o adjetivo “simples” tem por sinônimo adequado
o vocábulo:
(A) mera;
(B) descomplicada;
(C) fácil;
(D) isolada;
(E) única.
4 - A alternativa em que o vocábulo SÓ tem o mesmo
significado que na frase inicial do texto, é:
(A) Nem todos vivem só para comer;
(B) O que se sente só vive triste;
(C) Só os que curtem a solidão preferem viver isolados;
(D) A verdade é que só os solitários sabem o que é a solidão;
(E) Nunca se sabe se só ele virá.

5 - “Nesse caso a solidão é quase sempre uma boa


aliada.”; a expressão “nesse caso” estabelece coesão com
o período anterior e se refere ao caso de:
(A) viver só por opção;
(B) não ter outra opção de viver;
(C) não conseguir viver acompanhado;
(D) viver isolado dos demais;
(E) sofrer por causa da solidão.
6 - “Nesse caso a solidão é quase sempre uma boa
aliada.”; uma forma de redigir-se inadequadamente essa
mesma frase do texto é:
(A) A solidão é, nesse caso, quase sempre uma boa aliada;
(B) A solidão, nesse caso, é quase sempre uma boa aliada;
(C) É quase sempre uma boa aliada, nesse caso, a solidão;
(D) Quase sempre, nesse caso, a solidão é uma boa aliada;
(E) Uma boa aliada, nesse caso, é quase sempre a solidão.
7 - “Experimentar esses momentos funciona como um
importante recurso para o autoconhecimento e a reflexão”;
em relação ao período anterior, esse terceiro segmento
do texto tem o valor de:
(A) concessão;
(B) conseqüência;
(C) enumeração;
(D) explicação;
(E) conclusão.
8 - O vocábulo em que o elemento AUT(O)- tem significado
diferente do que possui em “autoconhecimento” é:
(A) autarquia;
(B) autônomo;
(C) autódromo;
(D) autocontrole;
(E) autogestão.
9 - “Mas agora a ciência descobriu que em algumas pessoas
o sentimento de isolamento pode ser um detonador de
sérios problemas de saúde”; o vocábulo que não
corresponde semanticamente a MAS nesse segmento do
texto, é:
(A) porém;
(B) contudo;
(C) no entanto;
(D) entretanto;
(E) pois.

10 - “Mas agora a ciência descobriu que em algumas


pessoas o sentimento de isolamento pode ser um detonador
de sérios problemas de saúde”; a palavra MAS introduz,
no texto, uma oposição entre:
(A) ciência X viver só;
(B) boa aliada X sentimento de isolamento;
(C) agora X esses momentos;
(D) problemas de saúde X autoconhecimento e reflexão;
(E) detonador X questão de opção.
11 - Ao dizer, no último período do texto, “nesses
indivíduos”, o autor se refere:
(A) aos que vivem sozinhos por opção;
(B) aos que têm na solidão uma boa aliada;
(C) aos que aproveitam a solidão para refletir;
(D) aos que sofrem problemas de saúde em função da solidão;
(E) aos que sofrem com o isolamento causado pelos demais.
12 - “Nesses indivíduos, os efeitos negativos da solidão
parecem estar determinados já no DNA, o material
genético de cada um”; o comentário incorreto sobre os
componentes desse segmento do texto é:
(A) “efeitos negativos” é o antônimo de “efeitos positivos”;
(B) os “efeitos negativos” se referem a “sérios problemas
de saúde”;
(C) “parecem estar” não mostra uma certeza sobre o que
é afirmado;
(D) “da solidão” mostra a causa dos “efeitos negativos”;
(E) “material genético de cada um” justifica as letras da
sigla DNA.
13 - A frase em que o termo sublinhado é um complemento
e não um adjunto é:
(A) “questão de opção”;
(B) “efeitos negativos da solidão”;
(C) “material genético de cada um”;
(D) “detonador de sérios problemas”;
(E) problemas de saúde”.
14 - “Viver só pode ser uma simples questão de opção”;
viver é uma forma de infinitivo. A frase em que a forma
verbal VIVER não é infinitivo, mas futuro do subjuntivo
é:
(A) Recordar é viver.
(B) Quero viver em paz.
(C) Cansou-se apesar de viver bem.
(D) Deixou a tarefa para quando viver mais tranqüilo.
(E) Viver calmamente foi o que ele sempre desejou.
15 - “Nesses indivíduos, os efeitos negativos da solidão
parecem estar determinados já no DNA, o material
genético de cada um”; as vírgulas empregadas nesse
segmento do texto se justificam por:
(A) antecipação de termo – aposição;
(B) intercalação – vocativo;
(C) enumeração - inversão de termos;
(D) vocativo – enumeração;
(E) antecipação de termo - inversão de termos.
16 - A alternativa em que a correspondência entre adjetivo
e substantivo está errada é:
(A) simples – simplicidade;
(B) importante – importação;
(C) sérios – seriedade;
(D) negativos – negativismo;
(E) genético – genética.
17 - Característica que não é marca específica da
correspondência oficial é:
(A) clareza;
(B) precisão;
(C) subjetividade;
(D) impessoalidade;
(E) simplicidade.
18 - A forma de abreviar um pronome de tratamento que
está errada é:
(A) Vossa Senhoria - V. S.
(B) Vossa Majestade - V.M.
(C) Vossa Excelência - V. Exa.
(D) Senhor - Sr.
(E) Excelentíssimo - Exmo.
19 - A frase em que há erro de regência é:
(A) O isolamento é um estado a que se atribuem males.
(B) A solidão não é algo a que se aspira.
(C) A solidão não é um estado de que se precisa.
(D) A solidão é algo a que se chega sem notar.
(E) A solidão é algo de que não se pode conformar.
20 - A alternativa em que os dois vocábulos não pertencem
à mesma família de palavras é:
(A) solidão / solidificar;
(B) percurso / percorrer;
(C) saúde / saudável;
(D) viver / vivência;
(E) descobrir / recobrir.
21 - “Mas agora a ciência descobriu...”; a forma do
pretérito perfeito que está errada, entre as que estão
abaixo, é:
(A) Ele não obteve o equilíbrio necessário;
(B) Ela não reaveu o que foi perdido;
(C) Os solitários não requereram aposentadoria;
(D) Os advogados não intervieram a tempo;
(E) Os jornalistas mantiveram a calma.
22 - “...os sentimentos de solidão parecem estar
determinados...”; a alternativa em que a concordância
verbal dessa mesma construção está errada é:
(A) Os jornalistas parece estarem preocupados;
(B) Os jornalistas parecem estar preocupados;
(C) Os jornalistas parecem estarem preocupados;
(D) Parecem estar preocupados os jornalistas;
(E) Parece estarem preocupados os jornalistas.
23 - “...material genético (próprio) de cada um”; se
incluíssemos no texto jornalístico o vocábulo entre
parênteses, ocorreria uma redundância. A frase abaixo em
que não há qualquer tipo de redundância é:
(A) Receberam um prêmio adicional extra pelo estudo da
solidão;
(B) Dividiram o prêmio recebido em duas metades;
(C) Observaram tudo sob seus próprios pontos de vista;
(D) A solidão é a vida do solitário;
(E) A solidão, eu não a desejo.
24 - A frase cuja concordância está errada é:
(A) A maior parte dos solitários vive triste;
(B) Chegaram um milhão de cartas à redação;
(C) Ele foi um dos que sentiu a solidão da ilha;
(D) Ele foi um dos que sentiram a solidão da ilha;
(E) Nem tudo são alegrias na vida de um solitário.

Prefeitura Municipal de Mesquita Concurso Público-2007


Língua Portuguesa
PERGUNTAS E RESPOSTAS
PERGUNTA 1 - Toda vez que eu peço um aumento ou uma
oportunidade, meu chefe me diz que preciso ser mais paciente,
porque as coisas acontecerão em seu devido tempo... André
RESPOSTA - A palavra paciência derivou do grego pathos, uma
coleção de características pessoais que não vêm embutidas no
enxoval do DNA. Portanto, André, a paciência é como a gripe -
não se tem, adquire-se. De pathos também derivou patologia, o
estudo das doenças humanas. O médico chama o doente de
paciente não porque o coitado agüenta ficar na sala de espera do
consultório durante horas, resignado e sem reclamar. Ele é
chamado de paciente porque está doente. Donde se deduz que
uma pessoa paciente demais não é inteiramente sadia. Na vida
profissional, existem momentos em que a paciência pode ser nossa
maior aliada. E outros em que ela é a nossa maior inimiga. Como
regra geral, André, quando alguém diz, pela terceira vez, que
precisamos ser mais pacientes, isso é um sinal de que já fomos
pacientes demais.
Max Gehringer
1 - “meu chefe me diz que preciso ser mais paciente”; se
escrevermos essa mesma frase em referência à terceira pessoa,
sua forma adequada será:
(A) seu chefe lhe diz que precisa ser mais paciente;
(B) seu chefe o diz que precisa ser mais paciente;
(C) o chefe dele di-lo quem precisa ser mais paciente;
(D) o chefe dele diz-lhe que preciso ser mais paciente;
(E) o seu chefe diz a ele que preciso ser mais paciente.
2 - Segundo o que se pode depreender do texto, a resposta dada
por Max Gehringer aconselha implicitamente a que o funcionário
André:
(A) insista no que pretende;
(B) desista de suas pretensões;
(C) continue paciente;
(D) mantenha a calma;
(E) force sua demissão.
3 - Só não aprendemos com a resposta de Max Gehringer:
(A) o fato de que algumas palavras portuguesas derivam do grego;
(B) a razão de denominar-se de paciente quem está doente;
(C) o significado da palavra patologia;
(D) a relação entre doença e paciência;
(E) o motivo de ficarmos resignados na sala de espera.
4 - “...que não vêm embutidas no enxoval do DNA”; o autor usa
a palavra enxoval para designar o conjunto de características
pessoais porque essas características são:
(A) novas e desconhecidas;
(B) muitas e variadas;
(C) poucas e raras;
(D) numerosas e conhecidas;
(E) curiosas e extravagantes.
5 - A alternativa em que as duas palavras do texto foram
acentuadas pela mesma regra ortográfica é:
(A) já / características;
(B) vêm / André;
(C) médico / é;
(D) está / alguém;
(E) consultório / paciência.
6 - A alternativa em que não ocorre a presença de qualquer adjetivo é:
(A) “meu chefe me diz que preciso ser mais paciente”;
(B) “uma coleção de características pessoais”;
(C) “o estudo das doenças humanas”;
(D) “Ele é chamado de paciente porque está doente”;
(E) “o coitado agüenta ficar na sala de espera do consultório”.
7 - “Ele é chamado de paciente porque está doente”; a forma de
reescrever-se essa mesma frase que altera o seu sentido original é:
(A) Porque ele está doente, é chamado de paciente;
(B) Ele, porque está doente, é chamado de paciente;
(C) Ele recebe o nome de paciente porque está doente;
(D) Porque é doente, ele recebe o nome de paciente;
(E) Pela razão de estar doente, ele recebe o nome de paciente.
8 - A alternativa em que o sinônimo apontado para o termo
sublinhado não é correto:
(A) “uma coleção de características pessoais” = individuais;
(B) “resignado e sem reclamar” = protestar;
(C) “já fomos pacientes demais” = excessivamente;
(D) “uma coleção de características pessoais” = conjunto;
(E) “Na vida profissional...” = funcional.
9 - “Na vida profissional, existem momentos...”; a forma verbal
existem só não pode ser substituíra corretamente pela forma:
(A) há;
(B) deve haver;
(C) podem existir;
(D) podem haver;
(E) devem existir.
10 - “Na vida profissional, existem momentos em que a paciência
pode ser nossa maior aliada. E outros em que ela é a nossa maior
inimiga”; nesse segmento do texto as palavras aliada e inimiga
possuem sentido oposto (antônimos).
A alternativa que não mostra palavras antônimas é:
(A) resignado / revoltado;
(B) profissional / afetiva;
(C) doente / sadio;
(D) inteiramente / parcialmente;
(E) geral / específica.
11 - A expressão “como regra geral” equivale semanticamente a:
(A) de maneira ampla;
(B) na maioria dos casos;
(C) de forma simples;
(D) como exceção;
(E) com a exceção de.

12 - “quando alguém diz, pela terceira vez, que precisamos ser


mais pacientes, isso é um sinal de que já fomos pacientes demais”.
O comentário incorreto sobre um dos componentes desse
segmento do texto é: ANULADA
(A) o pronome alguém se refere a alguém indeterminado;
(B) o pronome isso se refere a algo anterior;
(C) o advérbio mais tem noção de tempo;
(D) o advérbio já se refere a momentos anteriores;
(E) o advérbio mais indica intensidade do adjetivo anterior.
13 - A pergunta que certamente o leitor André não fez ao
responsável pela resposta é:
(A) Quanto devo pedir de salário?
(B) O que devo fazer?
(C) Devo continuar a ser paciente?
(D) O senhor acha que estou paciente demais?
(E) Que conselhos o senhor me daria?
14 - As palavas paciente, paciência são chamadas de cognatas
porque pertencem a uma mesma família de palavras; a alternativa
em que as palavras não são cognatas é:
(A) pedraria - depredar;
(B) consultório - consultor;
(C) doença - doentio;
(D) aliado - aliança;
(E) horário - horista.
15 - Nesse texto, pode-se dizer que:
(A) o leitor foi humilhado pela resposta do jornalista;
(B) o jornalista não respondeu diretamente o que lhe foi perguntado;
(C) o jornalista está em posição superior à do leitor;
(D) a pergunta do leitor foi mal compreendida;
(E) leitor e jornalista se elogiaram mutuamente.

LÍNGUA PORTUGUESA
LEIA O TEXTO 1 E RESPONDA ÀS QUESTÕES 1 a 8
TEXTO 1
EXECUTIVOS PÕEM A MÃO NA MASSA
Fritar hambúrguer, atender um cliente no
caixa, reposicionar cerveja na gôndola e conferir
o pedido de caixas de refrigerantes e salgadinhos
já são tarefas familiares para muitos executivos
de primeira linha.
Dirigentes de grandes empresas [....] estão
saindo das mesas dos escritórios, tirando as
gravatas e arregaçando as mangas ao encontro
dos consumidores, para reforçar a venda das
empresas. Estão, literalmente, pondo a mão na
massa e atuando na linha de frente, no balcão.
1- No primeiro parágrafo do texto 1, o autor se refere a tarefas
que:
(A)não se incluíam entre as tarefas próprias de executivos;
(B) são dominadas pelos executivos após algum tempo de
experiência;
(C) mostram a dedicação especial de alguns executivos pelo
trabalho;
(D) demonstram a necessidade de abandonar-se o trabalho
burocrático;
(E) indicam a má formação dos executivos para o trabalho.
2- O primeiro parágrafo do texto refere-se a “executivos de primeira
linha”; a expressão se refere propriamente a executivos que:
(A) trabalham diretamente com o consumidor;
(B) ocupam melhores postos de trabalho;
(C) demonstram maior habilidade no tratamento com o público;
(D) cuidam dos meios e não dos fins;
(E) dedicam-se intensamente a suas tarefas.

3- “conferir o pedido de caixas de refrigerantes”; nessa atividade


os executivos referidos devem realizar a seguinte tarefa:
(A) verificar se o pedido dos fregueses foi bem atendido;
(B) conferir se a conta a ser paga pelos fregueses está correta;
(C) observar se os pedidos dos fregueses foram bem anotados;
(D) ver se o pedido feito pela empresa foi fielmente atendido;
(E) anotar as possíveis falhas de atendimento aos fregueses.

4- A necessidade de mudança de atitude por parte dos executivos


das grandes empresas se deve à(ao):
(A) necessidade de aumentar as vendas;
(B) falta de funcionários competentes;
(C) aumento do número de fregueses;
(D) exigência de melhor tratamento por parte dos clientes;
(E) modificação de técnicas de venda para consumidores mais
exigentes.

5- O segundo parágrafo diz que os executivos estão “literalmente”


pondo a mão na massa. O termo entre aspas, nesse caso:
(A) demonstra a boa preparação dos executivos para atividades
variadas;
(B) está mal empregado, já que as atividades citadas não incluem
massas;
(C) mostra que o termo está empregado em linguagem figurada;
(D) indica que os executivos não estão fazendo bem o seu
trabalho;
(E) denuncia a má situação econômica das empresas brasileiras.

6- Se os executivos estão indo “ao encontro dos consumidores”,


isso significa que eles:
(A) estão atendendo os clientes no balcão;
(B) fazem propaganda intensa de seus produtos;
(C) procuram estabelecer serviços de entrega em domicílio;
(D) atendem os clientes por telefone ou internet;
(E) tentam fazer o que os clientes esperam que eles façam.

7- “Ao encontro de” tem sentido diferente a “de encontro a”; a


frase abaixo em que a expressão sublinhada deveria ser substituída
pela que está entre parênteses é:
(A) Os executivos preocupam-se acerca do futuro das empresas.
(a cerca);
(B) Porventura a vida profissional dos executivos está mudando?
(por ventura);
(C) Senão ocorressem mudanças, os executivos também não
mudariam. (se não);
(D) Alguns executivos vieram de baixo e triunfaram por esforço
próprio. (debaixo);
(E) As empresas estão a fim de progredirem. (afim).

8- A frase “Executivos conferem o pedido de caixas de refrigerantes


e salgadinhos” foi reescrita de vários modos nas alternativas
abaixo; assinale a alternativa em que ocorreu mudança do sentido
original:
(A) Executivos conferem o pedido de salgadinhos e caixas de
refrigerantes;
(B) Executivos fazem a conferência do pedido de caixas de
refrigerantes e salgadinhos;
(C) O pedido de caixas de refrigerantes e salgadinhos é conferido
por executivos;
(D) O pedido de caixas, de refrigerantes e salgadinhos, é conferido
por executivos;
(E) Caixas de refrigerantes e salgadinhos têm seus pedidos
conferidos por executivos.

LEIA O TEXTO 2 E RESPONDA ÀS QUESTÕES 9 a 15


TEXTO 2
Foi solicitada ao ministro da Justiça campanha para
conscientizar a população a receber egressos das
penitenciárias, a fim de que os ex-presidiários
possam contribuir para o desenvolvimento do país.
O problema é muito complexo, tendo em vista que
não temos um sistema prisional, mas depósitos de
seres humanos que cometeram delitos e respondem
a ação penal. Houve um juiz de Execuções Penais
no Rio de Janeiro que mandava seus auxiliares
procurarem empresas particulares para empregar
egressos do sistema penitenciário. Entretanto, não
houve da parte do Estado um acompanhamento por
meio do serviço de assistência para dar apoio a
essa medida e os empregadores em pouco tempo
dispensaram o egresso. Acreditamos que o governo
poderia dar enorme apoio à proposta de amparo ao
ex-presidiário, colocando como condição nas
concorrências públicas que as licitantes empreguem
um número proporcional de ex-presidiários. Sem o
apoio governamental os egressos não voltarão à
sociedade para prestar serviços como cidadãos,
mas marcados pela pena de prisão, e não terão
acesso ao trabalho.
(O Estado de São Paulo, 14/01/1996)
9- A atitude do juiz do Rio de Janeiro citada no texto:
(A) mostra uma boa iniciativa fracassada por falta de apoio;
(B) revela a falta de critérios no tratamento dos egressos das
penitenciárias;
(C) indica que a Justiça pretende erradamente retirar vagas de
cidadãos honestos;
(D) demonstra a falta de visão dos egressos penitenciários;
(E) comprova que as iniciativas individuais são a solução para
muitos problemas.
10- Mensagem NÃO contida no texto:
(A) o governo deveria repensar o caso dos egressos das prisões;
(B) os egressos penitenciários merecem uma chance de refazer
suas vidas;
(C) as empresas poderiam dar emprego a egressos penitenciários;
(D) o sistema penitenciário deve sofrer mudanças;
(E) as leis que encaminham os presos ao trabalho são ineficientes.
11- A alternativa em que a preposição sublinhada NÃO é uma
exigência de um termo anterior é:
(A) “e não terão acesso ao trabalho”;
(B) “Foi solicitada ao ministro da Justiça”;
(C) “contribuir para o desenvolvimento do país”;
(D) “Houve um juiz de Execuções Penais”;
(E) “o governo poderia dar enorme apoio à proposta”.
12- A alternativa em que a preposição para NÃO tem sentido de
finalidade é:
(A)“Foi solicitada ao ministro da Justiça campanha para
conscientizar a população”;
(B) “a fim de que os ex-presidiários possam contribuir para o
desenvolvimento”;
(C) “mandava seus auxiliares procurarem empresas particulares
para empregar egressos”;
(D) “por meio do serviço de assistência para dar apoio a essa
medida”;
(E) “não voltarão à sociedade para prestar serviços como
cidadãos”.
13- Com a expressão “depósitos de seres humanos”, o autor do
texto quer marcar:
(A) o alto índice de criminalidade no país;
(B) a grande quantidade de detentos à espera de sentença;
(C) a falta de um atendimento mais humano aos presos;
(D) a falta de atividades físicas nos presídios;
(E) a violência policial para com os detentos pobres.
14- “O problema é muito complexo, tendo em vista que não temos
um sistema prisional, mas depósitos de seres humanos que
cometeram delitos e respondem a ação penal”; nesse segmento
do texto, o vocábulo que é substantivo e não um adjetivo é:
(A) penal;
(B) prisional;
(C) humanos;
(D) complexo;
(E) delitos.
15- Atitude que NÃO está presente no texto 2, em relação ao
jornal:
(A)aconselhar medidas ao governo;
(B) conscientizar a população para o problema do egresso das
penitenciárias;
(C) denunciar a falta de ações governamentais eficientes;
(D) recomendar profissionalização para os egressos das
penitenciárias;
(E) indicar medidas práticas para o aumento de empregos para
ex-presidiários.

PREFEITURA DE SANTANA- ASSISTENTE ADM 2007

LÍNGUA PORTUGUESA
TEXTO – O QUE É SAÚDE
Existem muitas formas de entender o que é saúde. Ter saúde
não é apenas não estar doente. Além dos aspectos biológicos, estão
envolvidos muitos outros, como os econômicos, históricos, culturais,
sociais, ambientais e políticos que determinam menor ou maior
qualidade de vida e, assim, melhores condições de saúde.
Por isso, além de cuidar e tratar de pessoas que adoecem,
é importante repensar medidas para a prevenção de doenças e de
acidentes, tais como o uso de vacinas, preservativos, cintos de
segurança etc.
Quando se lança um olhar mais amplo sobre a saúde
como qualidade de vida, as pessoas têm mais saúde quando têm
melhores condições de moradia, alimentação, trabalho, renda,
cultura, lazer, desenvolvimento social, educação e acesso
adequado a serviços essenciais como água, luz e esgoto.
Nesse sentido, saúde não é algo que depende
exclusivamente dos serviços de saúde, mas também de todas as
outras políticas sociais. Todo cidadão deve estar atento a seus
direitos e tomar cuidado para que suas escolhas de vida sejam as
mais saudáveis possíveis.
Gira Mundo – nº 46/2007
1 - Se considerarmos o título do texto como uma pergunta, a
melhor resposta, segundo o texto, é:
(A) não estar doente;
(B) estar atento a seus direitos;
(C) ter qualidade de vida;
(D) tomar cuidado;
(E) repensar medidas para a prevenção de doenças.
2 - Um erro muito comum no uso da língua escrita é a troca entre
maior e melhor; a frase abaixo em que o emprego de uma dessas
duas palavras NÃO é adequado é:
(A) maior qualidade de vida;
(B) melhores condições de saúde;
(C) melhores condições de moradia;
(D) maior duração de vida;
(E) melhores condições econômicas.
3 - A alternativa em que o verbo e o substantivo NÃO pertencem
à mesma família de palavras é:
(A) entender – entendimento;
(B) determinar – determinação;
(C) cuidar – cuidado;
(D) tratar – tratamento;
(E) prever – prevenção.
4 - A alternativa em que os dois elementos ligados pela conjunção E
são de igual significado é:
(A) “além de cuidar e tratar de pessoas que adoecem”;
(B) “prevenção de doenças e de acidentes”;
(C) “educação e acesso adequado a serviços essenciais”;
(D) “como água, luz e esgoto”;
(E) “estar atento a seus direitos e tomar cuidado para que suas
escolhas de vida sejam as mais saudáveis possíveis”.
5 - “uso de vacinas, preservativos, cintos de segurança etc.”; a
palavra ETC significa que:
(A) não há mais elementos a serem identificados;
(B) os demais elementos a serem citados não têm importância;
(C) há outros elementos que não foram citados;
(D) há outros elementos de que o autor se esqueceu;
(E) há outros elementos que são incorretamente citados.
6 - “Quando se lança um olhar mais amplo sobre a saúde”; a
forma da frase abaixo que altera o sentido da frase original é:
(A) Quando se lança, sobre a saúde, um olhar mais amplo;
(B) Quando um olhar mais amplo é lançado sobre a saúde;
(C) Quando, sobre a saúde, um olhar mais amplo é lançado;
(D) Quando é lançado um olhar mais amplo sobre a saúde;
(E) Quando, sobre a saúde mais ampla, se lança um olhar.
7 - “Por isso, além de tratar e cuidar de pessoas...”; a alternativa
que mostra um sinônimo INADEQUADO do termo sublinhado é:
(A) por essa razão;
(B) como conseqüência disso;
(C) em virtude disso;
(D) por esse motivo;
(E) em função disso.
8 - No segundo parágrafo do texto, os preservativos são citados
como:
(A) medida de prevenção contra acidentes;
(B) instrumento de controle populacional;
(C) meio de proteção contra doenças;
(D) exemplos de boa qualidade de vida;
(E) tratamento substitutivo do aborto.
9 - Segundo o texto, as melhores condições de saúde:
(A) são a causa da prevenção contra as doenças;
(B) provocam melhores condições de moradia;
(C) levam a uma maior conscientização dos direitos dos cidadãos;
(D) dependem de aspectos variados: econômicos, culturais etc.
(E) resultam de aspectos puramente biológicos.
10 - O texto pode ser visto, sobretudo em seu último parágrafo,
como:
(A) uma ordem;
(B) um conselho;
(C) uma advertência;
(D) uma crítica;
(E) um protesto.
11 - A alternativa que apresenta um sinônimo adequado para a
palavra sublinhada é:
(A) “Quando se lança um olhar mais amplo...” = distante;
(B) “acesso adequado a serviços essenciais” = rápido;
(C) “Ter saúde não é apenas não estar doente” = somente;
(D) “prevenção de doenças” = dores;
(E) “serviços essenciais” = populares.

12 - Segundo o texto, são aspectos que determinam melhor


qualidade de vida, EXCETO:
(A) o cuidado com o meio ambiente;
(B) uma melhor condição econômica;
(C) uma alimentação saudável;
(D) a obediência a uma fé religiosa;
(E) uma melhor condição de moradia.
13 - A alternativa em que NÃO ocorre a presença de um
substantivo + um adjetivo é:
(A) muitas formas;
(B) aspectos biológicos;
(C) olhar amplo;
(D) desenvolvimento social;
(E) acesso adequado.
14 - Os substantivos cidadão e prevenção têm como plural
correto:
(A) cidadões / prevenções;
(B) cidadãos / prevençãos;
(C) cidadães / prevenções;
(D) cidadões / prevençãos;
(E) cidadãos / prevenções.
15 - “Todo cidadão deve estar atento a seus direitos”; a afirmativa
CORRETA sobre os elementos dessa frase do texto é:
(A) Todo equivale a totalmente;
(B) seus direitos refere-se aos direitos dos doentes;
(C) o verbo dever indica obrigação;
(D) o adjetivo atento equivale a sem atenção;
(E) cidadão é a denominação de quem vive nas cidades.

CONSELHO REGIONAL DE QUÍMICA – 3º REGIÃO TÉCNICO


ADMINISTRATIVO
LÍNGUA PORTUGUESA (C) O cajueiro sem dúvida era velho quando nasci;
TEXTO – O CAJUEIRO (D) Quando nasci o cajueiro já era velho;
Rubem Braga (E) O cajueiro, quando nasci, já era bastante velho.
O cajueiro já devia ser velho quando nasci. Ele vive nas mais 2. “O cajueiro já devia ser velho quando nasci”; deduz-se dessa
antigas recordações de minha infância, belo, imenso, no alto do frase do texto que:
morro, atrás de casa. Agora vem uma carta dizendo que ele (A) o cronista é mais velho que o cajueiro;
caiu. (B) o cajueiro tem a mesma idade que o cronista;
Eu me lembro de outro cajueiro que era menor e morreu há (C) o cajueiro nasceu depois de o cronista ter nascido;
muito mais tempo. Eu me lembro dos pés de pinha, do cajá- (D) o cronista nasceu bem antes de o cajueiro nascer;
manga, da pequena touceira de espadas-de-são-jorge e da alta (E) o cajueiro é bem mais velho que o cronista.
saboneteira que era nossa alegria e a cobiça de toda a meninada 3. A frase abaixo que apresenta uma formulação ERRADA é:
do bairro porque fornecia centenas de bolas pretas para o jogo (A) Quando nasci, o cajueiro já devia ser velho;
de gude. Lembro-me da tamareira, e de tantos arbustos e (B) O cajueiro, quando nasci, já devia ser velho;
folhagens coloridas, lembro-me da parreira que cobria o (C) O cajueiro já devia ser, quando nasci, velho;
caramanchão, e dos canteiros de flores humildes, “beijos”, (D) O cajueiro já, quando nasci, devia ser velho;
violetas. Tudo sumira, mas o grande pé de fruta-pão ao lado da (E) O cajueiro já devia, quando nasci, ser velho.
casa e o imenso cajueiro lá no alto eram como árvores sagradas 4. “Agora vem uma carta...”; se colocarmos o substantivo
protegendo a família. Cada menino que ia crescendo ia “carta” no plural, a forma adequada do verbo da mesma frase
aprendendo o jeito de seu tronco, a cica de seu fruto, o lugar será:
melhor para apoiar o pé e subir pelo cajueiro acima, ver de lá o (A) vém;
telhado das casas do outro lado e os morros além, sentir o leve (B) vêem;
balanceio na brisa da tarde. (C) vêm;
No último verão ainda o vi; estava como sempre carregado de (D) veem;
frutos amarelos, trêmulo de sanhaços. Chovera; mas assim (E) véem.
mesmo fiz questão de que Carybé subisse o morro para vê-lo 5. A frase que NÃO apresenta um adjetivo em grau
de perto, como quem apresenta a um amigo de outras terras um comparativo ou superlativo é:
parente muito querido. (A) “Ele vive nas mais antigas recordações de minha
A carta de minha irmã mais moça diz que ele caiu numa tarde infância:...”;
de ventania, num fragor tremendo pela ribanceira abaixo, e (B)“...estava como sempre carregado de frutos
caiu meio de lado, como se não quisesse quebrar o telhado de amarelos,...”;
nossa velha casa. Diz que passou o dia abatida, pensando em (C) “Eu me lembro de outro cajueiro que era menor,...”;
nossa mãe, em nosso pai, em nossos irmãos que já morreram. (D) “...o lugar melhor para apoiar o pé...”;
Diz que seus filhos pequenos se assustaram; mas depois foram (E) “...um parente muito querido”.
brincar nos galhos tombados. 6. A palavra abaixo que NÃO foi formada com a ajuda de um
Foi agora, em setembro. Estava carregado de flores. sufixo é:
1. “O cajueiro já devia ser velho quando nasci”; uma outra (A) recordações;
frase que apresenta o mesmo sentido dessa frase inicial do (B) saboneteira;
texto é: (C) cajueiro;
(A) Provavelmente o cajueiro já era velho quando nasci; (D) humilde;
(B) O cajueiro ainda não era velho quando nasci; (E) balanceio.
7. A palavra abaixo cujo sufixo tem valor coletivo é:
(A) meninada;
(B) tamareira;
(C) coloridas;
(D) ventania;
(E) ribanceira.
8. “Eu me lembro de outro cajueiro”; a frase ERRADA no que
diz respeito à regência do verbo lembrar é:
(A) Lembro-me de um pé de fruta-pão;
(B) Lembro um pé de fruta-pão;
(C) Lembra-me um pé de fruta-pão;
(D) Lembro-me um pé de fruta-pão;
(E) Isso me lembra um pé de fruta-pão.

9. “Agora vem uma carta dizendo que ele caiu”; uma outra (C) “Cada menino que ia crescendo...”;
forma dessa mesma frase que altera o seu sentido original é: (D) “ia aprendendo o jeito de seu tronco”;
(A) Agora uma carta vem dizendo que ele caiu; (E) “num fragor tremendo pela ribanceira”.
(B) Agora chega uma carta que diz que ele caiu; 16. Como o texto é uma recordação de infância do cronista, a
(C) Neste momento vem uma carta que diz que ele caiu; primeira pessoa é presença constante no texto. O item em que
(D) Uma carta chega agora, dizendo que ele caiu; NÃO ocorre a presença da primeira pessoa é:
(E) Chega agora uma carta, dizendo que ele caiu. (A) “O cajueiro já devia ser velho quando nasci”;
10. O vocábulo do primeiro parágrafo que é exemplo de um (B) “Ele vive nas mais antigas recordações de minha
adjetivo substantivado é: infância”;
(A) velho; (C) “Eu me lembro de outro cajueiro que era menor”;
(B) antigas; (D) “eram como árvores sagradas protegendo a família”;
(C) belo; (E) “No último verão ainda o vi”.
(D) imenso; 17. A natureza aparece no texto como um elemento afetivo; a
(E) alto. exceção aparece em:
11. O item em que os vocábulos sublinhados NÃO podem ser (A) “da alta saboneteira que era nossa alegria e a cobiça de toda
considerados antônimos é: meninada”;
(A) “O cajueiro já devia ser velho quando nasci” ; “A carta de (B) “sentir o leve balanceio da brisa da tarde”;
minha irmã mais moça diz que ele caiu”; (C) “A carta de minha irmã diz que ele caiu numa tarde de
(B) “Ele vive nas mais antigas recordações de minha ventania”;
infância” ; “e morreu há muito mais tempo”; (D) “Estava carregado de flores”;
(C) “centenas de bolas pretas para o jogo de gude”; “e de tantos (E) “Lembro-me da tamareira, e de tantos arbustos e
arbustos e folhagens coloridas”; folhagens coloridas”.
(D) “subir pelo cajueiro acima” ; “tremendo pela ribanceira 18. O texto fala de um artista plástico, Carybé, amigo do
abaixo”; cronista; o texto da crônica, porém, não o identifica para o
(E) “mas o grande pé de fruta-pão” ; “pequena touceira de leitor, certamente porque o cronista:
espadas-de-são-jorge”. (A) pensa que Carybé é um artista bastante conhecido;
12. “Chovera; mas assim mesmo fiz questão...”; a forma verbal (B) considera indelicado identificá-lo;
chovera equivale a: (C) acha que não é importante sua identificação;
(A) teria chovido; (D) não atribui ao artista grande importância;
(B) havia chovido; (E) escreve a crônica especialmente para seus amigos.
(C) terá chovido; 19. O segmento em que o vocábulo sublinhado apresenta valor
(D) vai chover; semântico diferente do temporal é:
(E) ia chover. (A) “O cajueiro já devia ser velho quando nasci”;
13. “e morreu há muito mais tempo”; a frase em que a forma (B) “Agora vem uma carta dizendo que ele caiu”;
há está ERRADAMENTE empregada é: (C) “estava como sempre carregado de frutos amarelos”;
(A) o cajueiro está na casa há muitos anos; (D) “depois foram brincar nos galhos tombados”;
(B) o cajueiro está há cem metros da casa; (E) “ver de lá o telhado das casas do outro lado e os morros
(C) há dez dias chegou a carta; além”.
(D) as más notícias surgiram há uma semana;
(E) o cajueiro vive há mais tempo que a saboneteira. 20. O fato real que motivou a produção da crônica foi:
14. “aprendendo o jeito de seu tronco”; o vocábulo jeito é (A) a morte do pai, mãe e irmãos do cronista;
corretamente grafado com J. A alternativa em que há um (B) a carta da irmã, noticiando a queda do cajueiro;
vocábulo erradamente grafado com J é: (C) as lembranças de todos os bons momentos de sua infância;
(A) majestade – jerimum; (D) o florescimento do cajueiro em setembro;
(B) jenipapo – cafajeste; (E) a necessidade de apresentar o cajueiro a amigos.
(C) rejeitar – estranjeiro;
(D) trajetória – gorjear;
(E) jiló – jibóia.
15. A alternativa em que o vocábulo sublinhado NÃO
corresponde a um gerúndio é:
(A) “Agora vem uma carta dizendo que ele caiu”;
(B) “como árvores sagradas protegendo a família”;
TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO
ELETROBRAS 2007

LÍNGUA PORTUGUESA
TEXTO 1
SECRETÁRIA – Luís Fernando Veríssimo
O teste definitivo para você saber se você está ou não
integrado no mundo moderno é a secretária eletrônica. O que
você faz quando liga para alguém e quem atende é uma
máquina.
Tem gente que nem pensa nisso. Falam com a secretária
eletrônica com a maior naturalidade, qual é o problema? É
apenas um gravador estranho com uma função a mais. Mas aí
é que está. Não é uma máquina como qualquer outra. É uma
máquina de atender telefone. O telefone (que eu não sei como
funciona, ainda estou tentando entender o estilingue)
pressupõe um contato com alguém e não com alguma coisa. A
secretária eletrônica abre um buraco nesta expectativa
estabelecida. É desconcertante. Atendem – e é alguém dizendo
que não está lá! Seguem instruções para esperar o bip e gravar
a mensagem.
É aí que começa o teste. Como falar com ninguém no
telefone? Um telefonema é como aqueles livros que a gente
gosta de ler, que só tem diálogos. É travessão você fala,
travessão fala o outro. E de repente você está falando sozinho.
Não é nem monólogo. É diálogo só de um.
- Ahn, sim, bom, mmm... olha, eu telefono depois. Tchau.
O “tchau” é para a máquina. Porque temos este absurdo
medo de magoá-la. Medo de que a máquina nos telefone de
volta e nos xingue, ou pelo menos nos bipe com reprovação.
Sei de gente que muda a voz para falar com secretária
eletrônica. Fica formal, cuida a construção da frase. Às vezes
precisa resistir à tentação de ligar de novo para regravar a
mensagem porque errou a colocação do pronome.
Outros não resistem. Ao saber que estão sendo gravados,
limpam a garganta, esperam o bip e anunciam:
- De Augustín Lara...
E gravam um bolero.
Talvez seja a única atitude sensata.
01 – “O teste definitivo para você saber...”; o vocábulo
definitivo, nesse contexto, corresponde ao seguinte sinônimo:
(A) inapelável;
(B) decisivo;
(C) determinado;
(D) derradeiro;
(E) aprovado.

02 – O item que mostra um desenvolvimento INADEQUADO


do segmento sublinhado é:
(A) “O teste definitivo para você saber...” = O teste definitivo
para que você saiba;
(B) “Ao saber que estão sendo gravados...” = quando sabem
que estão sendo gravados;
(C) “para regravar a mensagem” = para que regrave a
mensagem;
(D) “Seguem instruções para esperar o bip” = Seguem
instruções para que se espere o bip;
(E) “como aqueles livros que a gente gosta de ler” = como
aqueles livros que a gente gosta que se leiam.

03 – A frase do texto em que há claramente a personificação


da secretária eletrônica por meio de uma ação humana que lhe
é atribuída, é:
(A) “Medo de que a máquina nos telefone de volta...”;
(B) “O “tchau” é para a máquina”;
(C) “Porque temos este absurdo medo de magoá-la”;
(D) “Não é uma máquina como qualquer outra”;
(E) “Sei de gente que muda a voz para falar com secretária
eletrônica”.

04 – A frase abaixo que representa uma linguagem


coloquial é:
(A) “Tem gente que nem pensa nisso”;
(B) “Falam com a secretária eletrônica com a maior
naturalidade”;
(C) “Talvez seja a única solução sensata”;
(D) “E gravam um bolero”;
(E) “É apenas um gravador estranho com uma função a
mais”.

05 – O item em que a figura de linguagem presente no


segmento destacado NÃO está corretamente identificada é:
(A) “Tem gente que nem pensa nisso. Falam com a secretária
eletrônica com a maior naturalidade” = silepse de
número;
(B) “Um telefonema é como aqueles livros que a gente gosta
de ler” = comparação;
(C) “É aí que começa o teste” = metáfora;
(D) “Talvez seja a única atitude sensata” = ironia;
(E) “É diálogo só de um” = paradoxo.

06 – “Tem gente que nem pensa nisso”. O pronome


sublinhado se refere:
(A) à existência de secretárias eletrônicas;
(B) ao fato de sermos atendidos por máquinas;
(C) ao teste de integração no mundo moderno;
(D) à impossibilidade de falar com alguém para quem se
ligou;
(E) à dificuldade de dialogar com uma máquina.
07 – O item em que a substituição do termo sublinhado NÃO
é feita de forma adequada é:
(A) “Falam com a secretária eletrônica com a maior
naturalidade” = naturalmente;
(B) “um gravador com uma função a mais” = suplementar;
(C) “cuida a construção da frase” = frasal;
(D) “tentação de ligar de novo” = novamente;
(E) “nos bipe com reprovação” = criminosamente.
08 – “Tem gente que nem pensa nisso. Falam com a secretária
eletrônica com a maior naturalidade, qual é o problema”? A
pergunta final desse segmento:
(A) é feita pelo próprio autor do texto;
(B) é questão atribuída à secretária eletrônica;
(C) é da autoria da “gente que nem pensa nisso”;
(D) parte de quem não é atendido pela secretária com
naturalidade;
(E) questiona o problema de não haver quem atenda o
telefone.
09 – Telefonema, como mostra o texto, é uma palavra do
gênero masculino. O vocábulo abaixo que é feminino é:
(A) sofisma;
(B) guaraná;
(C) champanha;
(D) clã;
(E) alface.
10 – “-Ahn, sim, bom, mmm...”; essas palavras indicam, por
parte de quem é atendido pela secretária eletrônica:
(A) aborrecimento;
(B) hesitação;
(C) espanto;
(D) desilusão;
(E) admiração.
PROFISSIONAL DE APOIO ADMINISTRATIVO I - CRA/RJ
LÍNGUA PORTUGUESA
MISTURA PERIGOSA
Revista Isto É, 26/9/2007
Em qualquer idade, o alcoolismo é uma tragédia. Na
maioria dos casos, ele destrói o indivíduo, desequilibra a
família e traz um custo imenso para a sociedade. Quando
atinge pessoas jovens, no entanto, ganha cores ainda mais
dramáticas – dá para imaginar, então, quando o álcool se
associa à adolescência. Esse é um cenário que se está
tornando comum no Brasil: os adolescentes participam de
forma cada vez mais expressiva da estatística do
alcoolismo no país e já correspondem a 10% da parcela
dos brasileiros que bebem muito, somando um total de 3,5
milhões de jovens. Muitos não se preocupam com a
dependência nem encaram a bebida como droga. Mas,
segundo a Organização Mundial de Saúde, o álcool é a
droga mais consumida no mundo, com dois bilhões de
usuários.
1 - “Em qualquer idade, o alcoolismo é uma tragédia”; a
forma abaixo que modifica o sentido original dessa frase
inicial do texto é:
(A) O alcoolismo é uma tragédia, não dependendo da
idade;
(B) O alcoolismo, em qualquer idade, é uma tragédia;
(C) O alcoolismo é, não importa a idade, uma tragédia;
(D) É uma tragédia, em qualquer idade, o alcoolismo;
(E) Dependendo da idade, o alcoolismo é uma tragédia.
2 - O título do texto fala de “mistura perigosa”; no caso de
nosso texto, os elementos que se misturam perigosamente
são:
(A) alcoolismo e adolescência;
(B) alcoolismo e estatísticas;
(C) adolescentes e estatísticas;
(D) pessoas jovens e tragédia;
(E) destruição e desequilíbrio.
3 - Ao dizer que o alcoolismo é uma tragédia, o autor do
texto está empregando uma figura de linguagem que se
denomina:
(A) pleonasmo;
(B) metáfora;
(C) hipérbole;
(D) eufemismo;
(E) personificação.

4 - Em cada alternativa abaixo foi reescrito o segmento


inicial; a alternativa em que a reescritura ALTERA o
sentido original do segmento é:
(A) “mistura perigosa” / perigosa mistura;
(B) “na maioria dos casos” / no maior número de casos;
(C) “ele destrói o indivíduo” / o indivíduo é destruído por
ele;
(D) “custo imenso” / imenso custo;
(E) “o alcoolismo é uma tragédia” / a tragédia é o
alcoolismo.
5 - Na frase “Quando atinge pessoas jovens, no
entanto,...”, a conjunção no entanto só NÃO pode ser
substituída por:
(A) porém;
(B) contudo;
(C) mas;
(D) entretanto;
(E) todavia.
6 - “...ele destrói o indivíduo, desequilibra a família e traz
um custo imenso para a sociedade.”; pode-se dizer, assim,
que os problemas causados pelo alcoolismo são:
(A) políticos e sociais;
(B) sociais e econômicos;
(C) econômicos e ambientais;
(D) ambientais e religiosos;
(E) religiosos e políticos.
7 - “Quando atinge pessoas jovens...”; a frase que NÃO
reproduz o sentido original dessa frase do texto é:
(A) Quando pessoas jovens são atingidas;
(B) No momento em que o alcoolismo atinge pessoas
jovens;
(C) Quando afeta pessoas jovens”;
(D) Na ocasião em que se depara com pessoas jovens;
(E) Quando pessoas jovens são afetadas pelo alcoolismo.
8 - “...quando o álcool se associa à adolescência”; a frase
traz um acento grave que indica a presença da crase. A
frase em que esse acento está empregado de forma
INADEQUADA é:
(A) Poucos jovens alcoólatras chegam à idade adulta;
(B) Alguns acidentes de trânsito estão ligados à ingestão
de álcool;
(C) Alguns jovens têm acesso à bebidas na própria casa;
(D) Os pais devem prestar atenção às companhias dos
filhos;
(E) A responsabilidade da educação cabe à família dos
jovens.

9 - A relação ERRADA entre substantivo e adjetivo


correspondente é:
(A) álcool – alcoólico;
(B) idade – etário;
(C) tragédia – trágico;
(D) custo – custoso;
(E) estatística – estatutário.
10 - “dá para imaginar”; no caso desse segmento do texto,
o verbo dar pode ser substituído por:
(A) é conveniente imaginar;
(B) é possível imaginar;
(C) é útil imaginar;
(D) é difícil imaginar;
(E) é bom imaginar.
11 - “quando o álcool se associa à adolescência”; a frase
em que SE tem idêntico valor ao desse segmento do texto
é:
(A) Nem todos os jovens se entregam ao alcoolismo;
(B) O jornalista não sabe se todos lerão seu artigo;
(C) Não se sabe quantos jovens beberam na festa;
(D) Os jovens se queixaram de maus-tratos;
(E) Após a festa, todos se abraçaram.
12 - Num texto, vários elementos repetem ou retomam
elementos anteriores; a alternativa em que o termo
destacado NÃO tem o elemento anterior corretamente
identificado é:
(A) “Em qualquer idade, o alcoolismo é uma tragédia. Na
maioria dos casos, ele destrói o indivíduo,
desequilibra a família e traz um custo imenso para a
sociedade.” – o alcoolismo;
(B) “Quando atinge pessoas jovens, no entanto, ganha
cores ainda mais dramáticas – dá para imaginar,
então, quando o álcool se associa à adolescência” – o
alcoolismo;
(C) “Esse é um cenário que se está tornando comum no
Brasil: os adolescentes participam de forma cada vez
mais expressiva da estatística do alcoolismo no país”
– um cenário;
(D) “...e já correspondem a 10% da parcela dos
brasileiros que bebem muito, somando um total de
3,5 milhões de jovens” – 10%;
(E) “Muitos não se preocupam com a dependência nem
encaram a bebida como droga” – brasileiros.

13 - A alternativa em que a palavra sublinhada no


segmento do texto é utilizada com outro sentido no
exemplo dado, é:
(A) “Muitos não se preocupam com a dependência...” –
Ela se preocupa com a educação dos filhos;
(B) “...nem encaram a bebida como droga.” – Eles
encaram as dificuldades de frente;
(C) “Mas, segundo a Organização Mundial de Saúde...” –
Segundo as estatísticas, os jovens estão bebendo
mais;
(D) “O consumo de álcool cresce entre os jovens
brasileiros.” – O consumo de trigo decaiu no segundo
semestre;
(E) “Os adolescentes participam de forma cada vez mais
expressiva...” – O alcoolismo está presente de forma
expressiva na lista dos vícios mais presentes entre os
jovens.
14 - A alternativa que mostra uma afirmação cujo
conteúdo NÃO está relacionado ao problema do
alcoolismo na adolescência é:
(A) “Um estudo de 2006 demonstra que o consumo de
bebidas alcoólicas aumentou 30% em cinco anos na
faixa etária entre 12 e 17 anos”;
(B) “Nas 108 cidades brasileiras com mais de 200 mil
habitantes, 12% dos adolescentes são dependentes de
bebidas alcoólicas”;
(C) “Pesquisas revelam que o número de adolescentes
que bebem demais cresce em ritmo assustador”;
(D) “De acordo com testes, 20% dos motoristas paulistas
apresentam índices de álcool acima do permitido”;
(E) “O álcool faz mais vítimas entre os adolescentes, já
que atua nessa área como fator de socialização”.
15 - O texto deve ser prioritariamente considerado como:
(A) um alerta para os pais;
(B) um conselho para educadores;
(C) uma constatação de fatos;
(D) uma crítica a autoridades;
(E) um elogio aos jovens.