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Baraka – melhor o título - colocar um mais criativo, mais

impactante!

O diretor pode ser chinês, o personagem principal pode ser um


aracnídeo, mas o enredo do filme será compreendido no mundo - mesmo se
não houver diálogos ou textos para sustentá-lo. Em produções assim, as
imagens falam por si. Mesmo depois da descoberta do som, instalou – se o
desafio de se fazer entender apenas pela linguagem imagética
cinematográfica. Essa é a essência do documentário Baraka (expressão que
significa benção, respiração ou a essência da vida) a partir da qual a evolução
do filme se desdobra.
Para realizar seu filme, o diretor Ron Fricke procurou expressar-se pelo
'olho da razão', acima das nacionalidades, religiões e barreiras lingüísticas.
Buscou as evidências do passado, presente e futuro do planeta nas mais
remotas regiões, captando as glórias e as calamidades que a natureza e o
homem trouxeram para a terra. Fez um filme sem diálogos verbais ,verbais,
rodado em 24 países e cinco continentes, incluindo Tanzania, China, Brasil,
Japão, Kuait, Camboja, Irã, Nepal, Europa e EUA., todo fotografado em 70mm.
Este formato não comprometeria a qualidade estética da imagem, uma vez que
sua forma de comunicar é usar largamente o recurso da imagem. Neste filme
não há falas, os personagens são os lugares e a essência deles são as
imagens.
É um documentário paralisante, bonito, com uma visão global: uma
odisséia com a paisagem e o tempo, uma tentativa de capturar a essência
da vida. O tema de abertura é Tamuke, uma famosa música japonesa para
flauta de bambu a solo. A trilha trás uma vibração própria do espetáculo do
mundo, envolvendo-nos na magnífica banda sonora. Ao longo do filme ouve-se
muitos instrumentos étnicos, uma música mesclada de intrumentos variados
em uma trilha sonora como uma orquestra internacional onde todos os
intrumentos tocassem uma só sublime canção.
Baraka mostra-nos a humanidade, da imensidão das pirâmides e dos
templos absorvidos por árvores na Birmânia à dinâmica urbana em Nova
Iorque e Tóquio. Mostra-nos também os plantadores de arroz em socalcos no
oriente. O Japão do rosto sereno e contemplativo dos monges Zen ao Japão
roedor de unhas no metrô e nas ruas de Tóquio. O monge desenha o seu
jardim de areia e contempla-o observando o trabalho interior da sua vida. Três
raparigas com fardas de estudantes mantêm o rosto tranqüilo e indiferente no
meio da multidão e do tráfego intenso. O cidadão move-se numa tal massa
humana que nem consegue ver as montras, nem os prédios que o rodeiam,
perde a consciência de si mesmo. Duas facetas de um mesmo país. Pontas
opostas do ser humano. O ritmo a que pintos são atirados vivos e a morte por
tubos num aviário moderno. Comemos animais amarrados numa gaiola do seu
tamanho fazendo a única coisa que podem: trabalhar. Trabalham comendo, é o
seu trabalho. Comem os seus semelhantes em pó. É o que a humanidade dita
civilizada gosta de comer: sofrimento.
Paredes de betão e uma sala mostram-nos uma pilha de caveiras e de ossos
humanos: Auschwitz. Sentimo-nos bem em um bando poluidor, vazio de
valores e destrutivo que mal cuidam dos seres humanos com sua
agressividade. Quão construtiva pode ser a dança dos automóveis em Nova
Iorque e a dança dos astros numa noite limpa e afastada das luzes da
civilização. Os edifícios imponentes de uma capital moderna e a arquitetura
caótica e amontoada das cidades do Equador. Os palácios magníficos
construídos pelo homem e o caos estético de um morro no Rio de Janeiro com
as expressões das suas gentes nas janelas. O rosto tranqüilo de um monge
tibetano que acende velas e o imóvel rosto agressivo de um jovem khemer
vermelho. (AMEI – PODERIA FALAR DA DUALIDADE QUE ELE EXPLORA NO
FILME, O POSITIVO E O NEGATIGO, A MORTE E A VIDA, FALAR QUE ELE
SE COMUNICA FAZENDO A COMPARAÇÃO DE IMAGENS SEMELHANTES
E APARENTEMENTE OPOSTAS, CAUSANDO CRÍTICA E INDIGNAÇÃO.!!!) A
China da população de bicicleta e camisa simples, mas também da farda
magnífica de um guarda da assembléia. Uma população nativa africana com as
suas casas de adube e os magníficos adornos corporais dançam os próprios
corpos enquanto outros circulam neuróticos nas grandes urbes.
A mulher que lava os dentes e os pés nas águas do Ganges, juntamente
com quem lava o corpo todo com sabonete a um metro de distância e a outro
metro um homem de longas barbas medita, os cadáveres são banhados ali
antes da cremação, outros enchem bules para o chá, tudo na mesma água. O
homem religioso e temente com as suas magníficas construções, as grandes
mesquitas, a basílica de S. Pedro no Vaticano, as Pirâmides, os templos de
madeira japonesa recordam-nos a intensidade e grandeza com que o homem
encara o que está para além do físico. Torna-o seu, fazendo-lhe uma casa
grande, poupando-se ao medo do desconhecido. Negando-se muitas vezes a
encarar a verdade, a sua própria verdade. Também o culto cheio de
dramatismo com dezenas de homens no Bali. O fumo do incenso espalhado
com vigor numa igreja ortodoxa romana onde uma mulher mostra na face todo
o sofrimento da sua submissão. O monge zen absolutamente imóvel por horas
contempla o jardim através de uma fresta aberta pelas paredes de papel de
arroz. Aborígenes australianos fazem danças evocando os deuses guerreiros.
Gritos e silêncio, ação feroz e quietude, o homem espiritual.
Ayers Rock, Grand Canyon, cataratas do Iguaçu, bandos de aves em
migração, um macaco que se banha tranquilamente mostrando na sua face o
atingir do Nirvana. Árvores a serem derrubadas com o seu enorme estrondo na
selva amazônica e o olhar despedaçado de um xamã índio. Uma urbe imensa
de edifícios com pistas de helicópteros no topo e uma multidão a correr atrás
de caminhões nas lixeiras da Índia para poder escolher primeiro. A pequenez
do planeta no universo. A sua enorme e magnífica diversidade tanto humana
como natural. A beleza natural em contraste com a destruição humana. A
beleza humana em contraste com a sua fealdade. Tambores koto acompanham
gaitas de foles num som fortíssimo e sincopado mostrando-nos os poços de
petróleo a arder no Kuwait. Uma catástrofe ecológica perpetrada por um
indivíduo que continua no poder. E com a nossa aprovação. Vê-se o filme com
grande comoção interior. Não há ali efeitos especiais. Há o que nós somos.
Captados por uma simples câmara. E nós somos tudo aquilo. Comemos
animais que são criados em sofrimento, fazendo de conta que nos
preocupamos com o ambiente que nos envolve escolhendo o lixo das nossas
casas. A representação dos deres humanos no habitat. Dois burros sobem a
custo uma ladeira nos Andes. As suas pernas fraquejam com o peso enorme
da carroça. O carroceiro fá-los avançar com um semblante tranqüilo e
indiferente ao seu sofrimento. Esse carroceiro leva algum produto que
provavelmente consumimos. O planeta, a vida, o universo também é feito de
nós todos.
Como na tentativa de descrever a beleza e miscigenação do filme a
edição feita com a parada de tiros perfeito-compostos pontuados com
cuidado por tiros dos povos que olham fixamente simplesmente na
câmera. O imaginário de Fricke é aumentado com a estética, mesmo com
o sórdido urbano desesperado, que pode muito transparecer, evoluindo
uma outra finalidade da obra, à pergunta como nossa cultura espiritual
deficiente, trajeto auto-destrutivo poderia ter começado com eterna e
majestosa inocência. Muitas cenas aqui, como aquelas dos dervixes
girando é impossível ser auto-absorvida ou de um monge japonês,
perdido em seus próprios rituais e ignorado por uma cena dos pedestres,
destacam-se por sua beleza e seduz pelo olhar. As cenas do tempo-lapso
do tráfego da hora de pico da avenida do parque de New York e das
plataformas aglomeradas do viaduto de Tókio (que carregam uma beleza
balística, cósmica de si próprio) foram disparadas com uma câmera
controlada por computador, ajudadas para tornar-se possível este retrato.
BARAKA usa eficazmente uma variedade de fontes da música, dos
monges de Tse Ling, do mergulho do canto aos mortos pode dançar o
"anfitrião de Serafim" ao material novo da idade do spacey por Michael
Stearns.
O trajeto geral da civilização é examinado criticamente com a
justaposição das imagens, antes das extremidades da produção como
começou, olhando fixamente em céus límpidos. Assim, a favela
aglomerada do Rio de Janeiro é cortada a um mausoléu elevado, quando
os tiros de uma fornalha impetuosa imensa são postas em seguido corte
com os fornos frios do gás em Auschwitz. Quando algumas das posições
incontáveis forem familiares (as pirâmides, o Angkor Wat, o monte
Everest, etc.), a maioria não é conduzindo a um tipo de desorientação que
é parte do ponto de vista dos produtores: BARAKA é em parte uma busca
de um mito evolucionário que possa, ser compreendido, para nos ligar a
um passado imaculado e talvez para fornecer uma esperança para o
futuro. Uma mensagem sem palavras. Sem usar a língua ou a narração
não verbal, e com suas imagens arrebatadoras e segundo o próprio Ron
Fricke, nos extras do DVD:
“Quis fazer um filme, mostrando as pessoas conectadas em todo mundo,
acima da diferenças de cor, raça ou religião. Para mim uma coisa mística
um sentimento cósmico de que fazemos parte do universo. Para isso
procurei locações em praticamente todo planeta”.

Anexo

Realização – Ron Fricke; Música – Michael Stearns; Fotografia – Ron


Fricke; Produção – Mark Magidson; 1992.

Músicas:
1. Dead Can Dance, “Yulunga – Spirit Dance” (Into the Labyrinth)
2. Kohachiro Myata – “Sanya” (Shakuhachi – The Japanese Flute)
3. Dança Kechak
4. Michael Stearns – “Organics”
5. Inkuyo – “Wipala” (Land of the Incas)
6. Michael Stearns – “Monk with the Bell”
7. Anugama & Sebastiano – “African Journey” (Exotic Dance)
8. Dead Can Dance – “The Host of Seraphim” (The Serpent’s Egg)
9. Subramaniam, “Wandering Saint” (Expressions of Impressions)
10. Michael Stearns – “Finale”

Cenas:
1. Espírito da Dança 6:50
2. Genérico do Filme “Baraka“ 3:61
3. Dança Keshak 2:31
4. Natureza 3:03
5. Degradação Urbana 2:10
6. Monge no Japão Moderno 1:97
7. Civilização tecnológica 9:45
8. Miséria humana 6:31
9. Campos de Concentração 2:77
10. Funeral no Ganges 5:31
11. Conclusão 9:60
Clovis Guedes Carvalho

Baraka

Trabalho apresentado ao Prfº Fernão Ramos


para avaliação da disciplina Documentário I, do
curso de Pós Graduação em Cinema, sob
coordenação da Profª. Drª Rosa Berardo.

Faculdade Cambury
2004
Bibliografia:

Referências Bibliográficas:

1. Wenders, W. (1992). A paisagem urbana. Em: Revista do Patrimônio


Histórico e Artístico Nacional.p.181-189.
2. Nichols, Bill. Introduction of Documentary. Blomington: Indiana
Univerty Press,2001.
3. Revista Devir