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Universidade Estadual de Campinas

UNICAMP

GE119- Greenstone Belts

ATMOSFERA NO ARQUEANO

Julia Chinellato Tulimoski de Oliveira RA: 033620


Marcia Thaís de Souza RA: 045055
Paulo Eduardo Locatelli RA: 045694
Thiago Alduini Mizuno RA: 046686
Samuel Gonçalves da Cruz RA 038383

Campinas – SP
2009
INTRODUÇÃO

Entre os fatores que distinguem a Terra dos demais planetas destaca-se


sua atmosfera e hidrosfera. Somente a atmosfera da Terra possui quantidades
significativas de oxigênio para sustentar a vida. A superfície terrestre era
inabitável da sua criação até 4,5 bilhões de anos atrás. Esse período de tempo
era composto de massivas chuvas de meteoros, e oceanos de magma e havia
uma densa atmosfera. Para que a vida surgisse no planeta Terra, essas
condições extremas tiveram que ser alteradas.

Ainda é possível afirmar de acordo com Valley 2006, que em 4.4Ga


existiam pequenas massas continentais, devido a indícios - zircões detríticos, e
oceanos habitáveis em 4.2Ga ou mesmo antes (figura 1). Vida pode ter
emergido, rapidamente nos oceanos pós-hadeanos, mas não há evidências
que comprovem tal fato. Se a vida existia antes de 3.8 Ga, era sujeita a intenso
bombardeamento de meteoritos e possível extinção desta vida.

Devido a chamada de "Dark Age", época difícil de ser estabelecida idade


por causa de dificuldade em documentar sua idade, por falta de métodos
adequados para a composição destas rochas, não se pode datar exatamente a
formação do Planeta Terra, devido a nébula de pó que correu neste período.
No entanto, a idade do sistema solar é conhecida com grande precisão, por
estudos de meteoritos, data-se a formação do inicio do Sistema Solar sendo
em 4.567Ga (Valley, 2006).

Ainda com relação a Valley, 2006 o Planeta Terra cresceu rapidamente


depois de seu nascimento, os cálculos mostram que atingiu sua massa atual
em 10 milhões de anos. Nos primeiros 50 milhões de anos, ocorreram outros
eventos como a fixação do campo gravitacional, o ferro para formar o núcleo
terrestre e a formação da Lua.

Durante a acreção, o fluxo de massa e material adicionado a Terra era


alto, mas essa quantidade foi diminuindo durante os primeiros 100 Milhões de
anos e continuou a diminuir até hoje, com exceção a fase chamada de "Late
Heavy Bombardment", em 3.85Ga. Enquanto, não há evidências de impactos
durante os primeiros bilhões de anos do Planeta Terra, devido ao
retrabalhamento tectônico, 200 impactos mais jovens são conhecidos, o mais
velho sendo o Domo de Vredefort (2023Ma), no Sul da Africa.

A primeira atmosfera, acredita-se que era espessa, quente e venenosa.


Prevalecia uma estufa de gás carbônico, e antes de 2,3 Ga, os níveis de
oxigênio eram muito baixos para sustentar a vida aeróbica. Neste período
também os oceanos se vaporizaram devido a grandes impactos meteóricos,
seguido por uma chuva de granizo. O sol, era mais fraco que o atual, portanto o
esfriamento da superfície terrestre foi extremamente rápido. Cálculos sugerem
que as temperaturas pós-hadeanas retrocedem para que ocorra a precipitação
de vapor, como a água do oceano, e dependendo do nível baixo de isolamento
da atmosfera para congelar a água do mar.

Rochas de 2,5 milhões de anos são encontradas todos os continentes


(figura 2), e são relativamente comuns. Contudo, a maioria das rochas mais
antigas foram destruídas ou retrabalhadas por processos tectônicos. Rochas
de 3,6 Ga, são encontradas e conhecidas em poucas regiões terrestres, como
Isua na Groenlândia, citado anteriormente, que é um dos terrenos mais
diversificados.

Apesar do metamorfismo moderado, as rochas de Isua, de cerca 3.8 Ga,


preservam evidências da tectônica de placas, oceanos, e até vida. Rochas
mais antigas são encontradas em Acasta no Canadá, de 4.4Ga e também são
encontrados alguns cristais de zircão de idade de 4.4Ga do Oeste da Austrália.
Figura 1:Linha do tempo para os primeiros bilhões de anos de história do Planeta Terra. Os
eventos princiáis são mostrados no eixo da razão dos isótopos de oxigenio dos zircões das
rochas igneas e sua idade U-Pb (Valley, 2006).

Figura 2: Mapa indicando por laranja escuro, as regiões onde há rochas de mais de 2.5
Bilhões de anos. E em laranja claro, suspeita de rochas de mais de 3,6 Ga. E indicações de
zircões através dos nomes.
ORIGEM DA ATMOSFERA

Por ser empobrecida nos gases nobres (Ar, Ne, Xe e Kr) comparada ao
Sol, a atmosfera atual não pode ter sido formada pela retenção de elementos
voláteis da nebulosa solar nos estágios finais de acreção da Terra. Pode ter
existido uma atmosfera primordial, no entanto, a energia liberada pelo impacto
que formou a Lua deva ter causado tanto a perda desta atmosfera primordial,
quanto a quase totalidade dos elementos voláteis no manto. Uma pequena
fração de gases primitivos podem ter ficado retida no manto mais profundo o
que justifica as elevadas razões 3He/4He em magmas relacionados a plumas
(Neves, 2008).
Com relação a este mesmo autor, um modelo para a formação da
atmosfera primitiva envolve o transporte de gases para a superficie por
magmas de derivação mantélica, ou seja, o manto foi enriquecido pela adição
tardia de material dominatemente condrítico (0,4-1% da massa da Terra, como
estimada a partir da concentração de elementos siderófilos no manto). A
quantidade de nitrogênio e água suprida com esta contribuição tardia é
consistente com as concentrações estimadas da Terra.
Medidas de composição isotópica atual de gases nobres permitem
verificar com que taxa os elementos voláteis são liberados do manto para a
atmosfera. Por exemplo, no caso do Argônio que representa cerca de 1% do
volume do volume da atmosfera, sendo a maior parte dele (99,6%) do isótopo
40
Ar, produzido pela desintegração radioativa de 40K.
40
Como o tempo de meia vida do K é longa a concentrações de 40Ar
deveria ser muito baixa logo após a formação da Terra.
40
A razão Ar/36Ar nos MORBs pode ser de 44000, valores também
elevados no manto enquanto na atmosfera atual estes valores são baixos. Com
isto, a formação da Terra provavelmente ocorreu antes da produção
40
significativa de Ar, o que implica em rápida liberação de voláteis pelo manto
na época do impacto gigante.
Essa liberação de gases continuam no presente, no entanto, com taxas
mais baixas. A idade média da atmosfera estimada pelos gases é de cerca de
4,4 Ga (Neves 2008).
A atmosfera primitiva, provavelmente foi composta de H2O, CO2, N2 e
CO. NH3 e CH4 deveriam estar presentes, mas sao rapidamente destruidos por
radiação ultravioleta, não sendo portanto elevada a sua concentração. Até a
formação de uma atmosfera rica em oxigênio, deve ter tido concentrações de
metano de até 1000 ppm. Também é atestada uma atmosfera rica em CO2
devido a grande quantidade de carbonatos depositados desde o Arqueano.
Com relação ainda a Neves, 2008 a atmosfera primitiva da Terra deve
ter sido pobre em oxigênio, pois na ausência de fotossíntese, este gás somente
pode ser produzido por fotodissociação: 2 H2O + radiação ultravioleta = 2H2 +
O2. O oxigênio é um gás leve, assim ele pode se difundir para o espaço,
ficando a atmosfera enriquecida em oxigênio. Há um limite para este processo,
pois parte do O2 produzido combina-se para formar ozônio que protege contra
a radiação ultravioleta.
Portanto, a produção de oxigênio se elevou com o surgimento de
organismos fotossintetizantes. É amplamente aceito que a aculação de
oxigênio na atmosfera ocorreu há 2,45 e 2,2 Ga atrás. Também grande parte
deste O2 disponível deve ter sido utilizada para oxidar o Fe3+ presentes no
oceano para Fe2+. Tal fato justifica os enormes volumes de formações ferriferas
bandadas (BIF) no Arqueano e seu desaparecimento juntamente com o
depósito de pirita e uraninita (cuja formação requer um ambiente redutor) após
1,9 Ga.

CARACTERÍSTICAS GERAIS DA ATMOSFERA

O planeta Terra é único planeta no sistema solar que possui tectônica de


placas e oceanos, mas especialmente por possuir uma atmosfera composta
por oxigênio capaz de sustentar formas superiores de vida.

A atmosfera é dividida em seis regiões, em função da altura (Fig. 3). A


magnetosfera, região ultraperiférica, é composta de partículas de alta energia
nuclear que se dispõe neste local devido ao campo magnético da Terra.

A exosfera, em que as moléculas leves, como de H 2, ocorrem em


concentrações extremamente baixas e escaparm devido ao campo
gravitacional. Na Ianosfera temperatura diminui rapidamente, cerca de -90 ° C,
e em seguida aumenta para cerca de 0 ° C na base da mesosfera.

A temperatura diminui novamente na estratosfera elevando-se


gradualmente na troposfera até aproximar-se a superfície da Terra, devido ao
ar quente que recobre o ar fresco na estratosfera, essa camada é relativamente
estável e sofre pouca mistura. A temperatura mais alta esta na parte superior
da estratosfera é causada pela absorção da radiação ultravioleta na camada de
ozônio.

A troposfera é uma regiao turbulenta que contém aproximadamente 80%


da massa da atmosfera e da sua mais vapor de água. Na Troposfera a
temperatura diminui em direção dos pólos, na qual ocorre a alteracao de
temperatura que causa os movimentos convectivos na Troposfera. A atmosfera
da Terra é composta principalmente de nitrogênio (78%) e oxigênio (21%) com
pequenas quantidades de outros gases, como argônio e CO2.

A atmosfera terrestre é única entre as atmosferas do sistema solar que


pode sustentar vida. Na atmosfera terrestre temos o ozônio que consiste em
um componente importante na atmosfera porque absorve a radiação
ultravioleta do Sol, que é letal para a maioria das formas de vida.

Assim, a camada de ozônio fornece um escudo eficaz que permite uma


grande diversidade de vida organismos para sobreviver na Terra. As
distribuições de N2, O2, e CO2 na atmosfera são controlados por erupções
vulcânicas e por interações entre esses gases e da Terra sólida, oceanos e os
organismos vivos.
Figura 3: Divisoes da atmosfera Terrestre, mostrando a divisao de
temperatura.
EVIDÊNCIAS GEOLÓGICAS PARA A COMPOSIÇÃO DA ATMOSFERA 3,8 –
3,0 Ga.

Informações sobre a composição da atmosfera primitiva podem ser


obtidas através de reconstruções geológica. Por exemplo, a presença de
sedimentos carbonáticos em sedimentos com 3.8 Ga em Isua na Groenlândia
demonstram que naquele tempo já havia CO2 na atmosfera. Para estimar a
composição da atmosfera, também são importantes as pistas a temperatura
global no passado. A ausência de evidências de glaciação antes de 3.0 Ga é
consistente com a possibilidade de que a temperatura global tenha sido igual
ou maior do que as de hoje.
É possível obter o registro da composição primitiva da atmosfera a partir
de informações gravadas nas rochas. Por exemplo: a presença de sedimentos
carbonáticos com 3,8 Ga no Isua, sudoeste da Groenlândia registra a
concentração de CO2 na atmosfera daquele período. Pistas sobre a antiga
temperatura global também são importantes para estimar a composição
atmosférica, devido à correlação existente entre o efeito estufa e a
concentração de alguns gases. A ausência de evidências para glaciações
depois de 3,0 Ga é, no mínimo, coerente com a possibilidade de que as
temperaturas globais eram iguais ou maiores do que as de hoje. Os valores de
18
O/16O no Arqueano são mais baixos do que em cherts sedimentares recentes
e, portanto, coerente com a interpretação de que no Arqueano as temperaturas
eram superiores. E talvez até pudessem ultrapassar a casa dos 70 ºC (Knauth
e Epstein, 1976). No entanto, a temperatura da superfície inferida a partir do
registro de sílica isotópica deve ser interpretada com cautela devido à
recristalização pós-deposicional de sílica a temperaturas elevadas (Hesse,
1990). Além disso, o registro de sílica pode refletir alterações durante o
Precambriano de trocas isotópicas entre a água e a crosta terrestre (Perry et
al., 1978). O intemperismo químico foi muito eficaz durante a produção destes
sedimentos antigos, o que é consistente com temperaturas quentes. A crosta
era magma e tectonicamente instável e produziu o primeiro ciclo de sedimentos
na forma de greenstone belts. O intemperismo de uma seqüência exposta de
típica de greenstone típico produz sedimentos clásticos grosseiros que são
enriquecidos principalmente com os minerais mais quimicamente resistentes
da seqüência, como o sílex, komatiitos silicificados e tufos dacitos (Nocita e
Lowe, 1990). Estes componentes são derivados de unidades sedimentares que
representem menos de 20% do volume de rocha original. Assim, os minerais
menos resistentes foram degradados apesar da rápida elevação. O
intemperismo intenso é coerente com ambientes quentes e úmidos com altas
concentrações. Evaporitos alterados também podem ocorrer em seqüências
greenstone belts entre 3,5 e 3,2 Ga.. Sua ocorrência em ambientes tão
tectonicamente instáveis é consistente com as elevadas taxas de evaporação
devido a temperaturas elevas de ambiente seco. Os depósitos de gipso no
lugar de anidrita indicam que as temperaturas provavelmente estavam abaixo
de 58 °C.(Condie, 1994).
Supõe-se que as temperaturas da superfície no Arqueano foi mais
quente (talvez acima de 70º C) baseado em valores baixos da razão O 18/O16 de
cherts sedimentares (Knauth & Epstein, 1976 in Condie). Várias evidências
indicam que a atmosfera foi redutora no Arqueano do que é atualmente.
Minerais como uraninita podem ser transportadas como detritos em níveis
baixos de O2, mas são rapidamente oxidados e dissolvidos em altos níveis.
Depósitos do final do Arqueano como o de Witwatersrand na África do Sul
contém uraninita e indicam que o nível de O2 foi baixo. Solos e paleossolos
foram influenciados pela composição da atmosfera. O estado de oxidação da
atmosfera durante o intemperismo afeta a mobilidade de elementos redox tais
como Fe e Mn. Os paleossolos tiveram zona de alteração sericitica bem
desenvolvida dentro de zonas heterogêneas ricas em clorita. Elementos
imóveis durante o intemperismo (Al, Ti, Zr e Th) são enriquecidos em zonas de
sericita devido a remoção de constituintes móveis (incluindo Fe, Mn, Mg e Zn)
Como o ferro esta entre esses constituintes empobrecidos na zona sericitica
isto pode ter sido intemperizado e removido o Fe.Este cenário indica que os
níveis de oxigênio atmosférico durante o final do Arqueano foi menor do 8%
dos valores modernos. Sedimentos de águas rasas no Arqueano indicam que
prevalesceram condições oxidantes. Gispso silicificado é largamente distribuído
nos greenstone de Pilbara e Barberton (Condie,1994).
BIF Arqueano foi depositado em um oceano estratificado em sítios onde
Fe2+ de águas profundas anóxicas foram precipitadas e depois oxidadas em
águas superficiais. Aparentemente pouca produtividade biológica ocorreu no
sítio de oxidação de ferro., observação esta suportada pela presença de baixo
conteúdo de fósforo em BIF.

COMPOSIÇÃO DA ATMOSFERA PRIMITIVA

Dois modelos têm sido propostos para a composição da atmosfera


primitiva. O modelo de desgaseificação, levando em conta, ferro metálico
existia no manto do Arqueano precoce. Neste caso o ferro estava presente,
equilíbrio de reações químicas que liberam grandes quantidades de H 2, CO, e
CH4 pequenas quantidades de CO2, água, H2S, e N2 . Se este ferro não estava
presente, as reações que liberavam principalmente CO2, água e NH2 com
pequenas quantidades de H2, HCl e SO2.

A maioria das evidências sugerem que o núcleo começou a forma


durante as fases tardias da acreção planetária, é possível que pouco deste
ferro metálico permaneceu no manto, quando ocorreu a desgaseificação.
No entanto, se a desgaseificação começou antes da conclusão da
acreção, ferro metálico teria estado presente no manto e na atmosfera, que
primeira teria sido quente e húmida, composta principalmente de H2, CO2,
água, CO e CH4. Devido ao tempo relativo de desgaseificação precoce e
núcleo, a formação não é bem limitada e a composição da atmosfera teria
perdido mais rapidamente seus gases e esta não pode ser bem estabelecida.

Tanto a formação do núcleo provavelmente foram desgaseificados


completamente em menos de 50 milhões de anos após acréscimo, bem como
a composição da atmosfera primitiva pode ter mudado rapidamente durante
esse intervalo, em resposta à diminuição quantidades de ferro metálico no
manto.

É provável, no entanto, que logo após o acréscimo que foi completado


em torno de 4530 Ma , H2 rapidamente escapou do topo da atmosfera e o
vapor de água se tranformou em chuva para formar os oceanos. Isso deixa
uma atmosfera primitiva rica em CO2, CO, N2 e CH4. Tanto quanto 15% do
carbono encontrado agora na crosta continental pode ter residido nesta
atmosfera primitiva, o que equivale a uma pressão parcial de CO 2, CH4 e N2 de
cerca de 11 Bares. A média de temperatura da superfície do tal atmosfera teria
sido de cerca de 85° C.

Mesmo após a fase principal acrescionária da Terra havia terminado,


asteróides grandes e impactos de cometas continuaram até cerca de 3,9 Ga.
Ocorreu uma contribuição significativa de gases cometários para a atmosfera
primitiva.

A ATMOSFERA PRIMITIVA
São consideradas três fontes possíveis para a atmosfera atual da Terra:
gases residuais remanescente após acreção da Terra, as fontes de
extraterrestres, e desgaseificação da Terra por vulcanismo. Destes, apenas
desgaseificação acomoda uma variedade de geoquímicos e isotópicos. A
grande quantidade de 40Ar na atmosfera (99, 6%) e considerada uma
evidencia para a teoria da desgaseificacao. O 40Ar, e produzido pelo
decaimento radiotivo de 40K e esta presente nos condritos, e escapa
principalmente para atmosfera atraves do vulcanismo. A alta porcentagem de
isotopos na atmosfera indica que a Terra foi extensivamente desgaseificada de
argonio, devido ao comportamento semelhante a outros gases raros.

Os elementos volateis durante a fase de acrecao do planeta Terra,


deviam ser aderidos ao solido, esta e uma evidencia que sustenta a teoria da
atmosfera primitiva durante o Arqueano. Isso ocorre devido a baixa
temperaturas em que elementos voláteis condensam a partir da nebulosa solar.

A depleção significativa de gases raros em comparação com a Terra e


os condritos carbonáceos do Sol indicam que uma atmosfera primitiva
coletadas durante a acreção, que deve ter sido devido aos gases com baixo
peso atômico (CO2, CH4, NH3, H2, etc) que provavelmente estavam presentes
nesta atmosfera primitiva, e iriam ser perdidos mais facilmente do que raro
gases com elevado peso atômico (Ar, Ne, Kr e Xe) devido a maior atração
gravitacional dos mais pesados.

A teoria de como a Atmosfera primitiva foi perdida não e clara. Uma


possibilidade é ter sido perdida atraves da acao de um um T-Tauri, vento solar
Se o Sol evoluiu através de um T-Tauri, logo depois (<100 Milhoes de anos da
acreção) planetária, este vento de partículas de alta energia poderia facilmente
fundir elementos voláteis do sistema solar.

Outra forma um atmo precoce esfera poderia ter sido destruido atraves
do impacto com um corpo do tamanho de Marte durante os estágios finais da
acreção planetária, um modelo também muito popular para a origem da Lua.
Dois modelos são propostos para a composição de uma atmosfera
primitiva. O modelo de Oparin-Urey (Oparin, 1953 in Valley, 2008) sugere que a
atmosfera foi reduzida e composta predominantemente de CH4 com
quantidades menores de NH3, H2, He, e água, e o modelo de Abelson
(Abelson, 1966 in Valley, 2008) que é baseado em uma atmosfera primitiva
composta por CO2, CO, água, e N2. Estas atmosferas permitem, com
quantidades de oxigenio livre que ocorram reações que poderia produzir o
primeiro ser vivo no Planeta Terra.

Por analogia com a composição do Sol e as composições das


atmosferas dos planetas do Sistema Solar, e voláteis de meteoritos, uma
atmosfera primitiva terrestre pode ter sido rica em gases como o CH4, NH3, e H2
e teria sido um atmosfera redutora.

Um dos grandes problemas com uma atmosfera com esta composicao e


que o NH3 e importante. E este e destruido diretamente ou indiretamente, por
fotólise em menos de 10 anos Além disso, NH3 e altamente solúvel em água e
devem ser removidos rapidamente da atmosfera pela chuva e solução na
superfície do oceano.

Embora CH4 seja mais estável contra fotólise, OH, que faz papel de
intermediário na cadeia de oxidação do metano, é destruído por fotólise na
superfície da Terra em menos de

50 anos. Já o H2 rapidamente escapa do topo da atmosfera e, portanto, é


também um constituinte improvável em uma atmosfera primitiva. Os modelos
sugerem que as mais antigas atmosfera pode ter sido composto
predominantemente de CO2 e CH4, ambos importantes gases de efeito estufa.

A ATMOSFERA SECUNDÁRIA
Atual atmosfera da Terra provavelmente se formou, por desgaseificação
do manto e a crosta é comumente referido como uma atmosfera secundária. A
libertação de gases dentro do Planeta, pode ter ocorrido diretamente ou
indiretamente durante o vulcanismo pelo desgaste das rochas ígneas.

Os voláteis na atmosfera, hidrosfera, biosfera, e sedimentos que não


podem ser explicados pelo intemperismo da crosta são conhecidos como
excesso. Estes incluem a maioria da água, CO2 e N2 nestes reservatórios de
superfície.

A semelhança na distribuição de materiais voláteis e o excesso de gases


vulcânicos próximos aos reservatórios de superfície apoiam a teoria uma
origem vulcanogénicos desses gases e, assim, apóiam a origem de
desgaseificação para a atmosfera.

MUDANÇAS NA ATMOSFERA NO FINAL DO ARQUEANO

A evolução do manto e da crosta da Terra durante o final do Arqueano


afetou substancialmente a atmosfera. Estas mudanças foram dirigidas pela
diminuição de emanações vulcânicas e hidrotermal, o espessamento e
estabilização da crosta continental. Aumento em áreas em terra, intemperismo
e sedimentação e preservação de significantes quantidades de matéria
proveniente de organismos fotossintetizantes causou o declínio de CO2 e
aumento dos níveis de O2. Talvez o enfraquecimento do efeito estufa
atmosférico culminou nas glaciações do final do Arqueano e inicio do
Proterozóico. Essas mudanças também influenciaram na evolução da biosfera.
REFERÊNCIAS

CONDIE, K. C. Archaean Crustal Evolution. Elsevier, Amsterdam, The


Netherlands, 1994, 528p.
NEVES, S. I. Dinâmica do Manto e Deformação Continental. Uma
Introdução à Geotectônica. 2ª Ed. Editora Universitária. UFPE 2008. 166p.
VALLEY, J.W. Early Earth. 2006. Elements, vol. 2, pp. 201-204.