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Segurança intrínseca 2004

Maurício Franco 1
Segurança intrínseca 2004

SEGURANÇA INTRÍNSECA
- PROTEÇÃO CONTRA EXPLOSÃO -
1 –Introdução Desde que começou a produzir o fogo o homem vem se aprimorando na ciência de dominá-lo, a fim de que essa
importantíssima ferramenta não se torne uma arma contra quem a usa. Ao armazenar madeira seca para usar como lenha já houve a
necessidade de evitar que o fogo a atingisse, e na medida em que a quantidade de madeira armazenada cresceu o risco de incêndio
cresceu também.

Quando passou a produzir carvão mineral e especialmente ao


cavar minas para retirar carvão o risco aumentou e muito. No
ambiente das minas havia não só o risco de incêndio mas
também o risco de explosão por causa do pó e dos gases
comuns nas minas denominados grisu. A suspensão de poeira
de carvão e a presença de grisu não exigia uma chama para
dar início à combustão: bastava uma fagulha para produzir o
início de uma queima violenta do pó em suspensão.

Entre 1911 e 1913 diversos acidentes em minas de carvão na


Inglaterra chamaram atenção para uma importante fonte de
início de combustão: a fagulha elétrica.

Os estudos a respeito das causas e possíveis formas de evitá-las fez nascer a Segurança Intrínseca.

Para servir como fonte de conhecimentos básicos sobre essa importante e extensa área do conhecimento é que se escreveu essa
apostila.

2 - Conceitos preliminares
Combustão: Propagação da reação química de oxidação exotérmica de um combustível.

Atmosferas explosivas: Podem ocorrer em determinadas áreas a mistura de gases, vapores ou poeiras inflamáveis com o ar que, em
proporções adequadas, formam atmosferas explosivas.

A concentração é muito importante pois um gás ainda que muito inflamável não entra em combustão se não houver oxigênio
bastante. Por outro lado se houver oxigênio demais o gás também não entra em combustão.

Área: Espaço limitado onde há risco de explosão (presença de atmosfera explosiva). É também conhecida como área classificada.
Não é necessário que o espaço seja limitado fisicamente, de forma que podem haver diferentes classificações quanto ao risco de
explosão em uma área aberta.

Deflagração: É uma reação química exotérmica que acontece com velocidade de combustão na ordem de cm/s em uma atmosfera
explosiva e não ocorre sem que haja a ignição. Essa forma de combustão é a mais lenta de todas e ocorre quando a concentração
está próxima dos pontos limites de explosividade, LEL e UEL, vistos mais adiante.

Explosão: Idem à deflagração, só que com velocidade na ordem de m/s

Detonação: Idem à explosão, só que com velocidade de combustão na ordem de km/s. Essa forma é a mais violenta das combustões
e ocorre no ponto de concentração mais favorável à combustão ou seja próxima do ponto MIE visto posteriormente.

Ignição: É o início da combustão causada em uma mistura explosiva pelas possíveis fontes: Chama, Centelhamento, Efeito Térmico
(superfícies quentes), Compressão / ondas de choque e Luz.

A ignição por compressão necessita de uma brusca variação na pressão de modo a causar também uma brusca variação de
temperatura, conforme explica a lei dos gases, PV= RT, onde um aumento de pressão leva a um aumento de temperatura, mantendo-
se o volume constante.

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Já a ignição por luz é muito rara e normalmente esta luz está fora da faixa visível. Aqui o processo de ignição pode ser Fotoquímico
(combinação elétron - lacuna) ou Fototérmico (agitação molecular pelos fótons). Como exemplo podemos citar a mistura Clorine,
Hidrogênio e Ar.

Energia de ignição: Seja qual for a fonte de ignição, esta sempre deverá energizar as moléculas da mistura a ponto de desencadear a
reação química de oxidação da mesma. Energias muito baixas dissipam-se sem conseguir dar início à reação. Há portanto uma
energia mínima para conseguir a ignição. Tal energia varia com diversos fatores como concentração da mistura, temperatura,
concentração de oxigênio no ar comburente, pressão e tipo do gás.

Limites de Ignição: Existe um ponto ótimo de concentração de uma mistura para o qual ela se torna o mais combustível possível, o
que significa que com uma energização mínima já se dá a ignição. Este ponto de concentração é denominado MIE (minimum
ignition energie)

Há por outro lado concentrações ricas (pouco comburente, muito combustível) acima das quais, pela falta de oxigênio, não é
possível se dar a ignição por mais que se energize a mistura: é a chamada concentração máxima para explosão. O ponto de tal
concentração é chamado UEL (upper explosivity limit)

Há também concentrações pobres (pouco combustível, muito comburente) em que não se pode provocar a ignição pois não há
combustível bastante. Essa concentração mínima para a ignição apresenta-se no gráfico no ponto denominado LEL (lower
explosivity limit).

O gráfico a seguir mostra a relação entre concentração e energia de ignição de duas misturas.
ENER

IGNI
ÇÃO
(mJ)
GIA
DE

1 PROPANO
HIDROGÊNIO
ACETILENO
0,1

0,0
1
10 70 90
30 50 100
LEL MIE
MIE UE
L CONCENTRAÇÃO DO
4,2 27% VOLUME ( % )
%

Substância Limite inferior Melhor concentração Limite superior

LEL (vol %) MIE (vol %) UEL (vol %)

ACETILENO 2,3 8,5 78

HIDROGÊNIO 4,0 27 77

GAS NATURAL 4,0 13,0

METANO 4,4 8,2 16,5

PROPANO 1,7 4,2 10,9

ETILENO 2,3 6,5 32,4

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Temperatura de ignição espontânea: É a mais baixa temperatura na qual uma mistura sofre ignição sem atuação de uma fonte de
ignição externa.

Número de evaporação: Indica o tempo que um líquido necessita para evaporar (ou vaporizar) completamente sem resíduos quando
comparado com o éter (NE=1).

Difusão: Mistura espontânea de gases ou vapores com o meio.

Convecção: Mistura de gases ou vapores com o meio através de correntes de ar

Flash-Point de uma mistura: Temperatura ambiente na qual uma mistura (gás ou vapor e ar) se torna inflamável, porém sem
capacidade para continuar a combustão. Essa mistura advém da vaporização de um líquido inflamável. É chamado também ponto de
fulgor

Ponto de combustão: Temperatura ambiente, acima do Flash-Point, onde a combustão é mantida caso haja uma ignição.

MIC (Minimum Ignition Current): menor valor de corrente elétrica que flui em uma chave no instante imediatamente anterior ao
instante em que tal chave se abre e que pode produzir fagulhamento capaz de iniciar a combustão da atmosfera explosiva.

Consideremos para análise o circuito a seguir (Fig. 1), onde R, L e C representam a resistência, indutância e capacitância
equivalentes de um circuito elétrico qualquer, V é a tensão de alimentação instantânea e CH é um contato mecânico colocado na
área explosiva (área classificada).

A MIC do circuito é definida como a mínima corrente instantânea, i, que circula na chave CH, exatamente antes do momento de
abertura da mesma, que pode causar um centelhamento de magnitude suficiente para provocar a ignição da atmosfera explosiva. Tal
valor serve como referência sobre o grau de periculosidade de uma mistura.

Sendo assim, podemos concluir que a MIC varia com o


próprio tipo de circuito, ou seja, com os valores de R, L, C e
V. A MIC também varia com a freqüência da tensão V
(maior freqüência = maior MIC), com a qualidade dos
contatos (melhor contato = menor MIC) e com a velocidade
de separação dos contatos (maior velocidade = menor MIC, o
que vai na contramão dos esforços de aperfeiçoamento nas
técnicas de chaveamento).

Fig.1 - Circuito para determinação da MIC.

MESG (Maximum Experimental Safe Gap): Fator determinante cx


do grau de periculosidade de uma mistura explosiva, o MESG é a
distância máxima indicada na figura 2 seguinte, na qual a
combustão da mistura contida na parte interior da câmara de
explosão não é propagada para a câmara exterior, sendo que a
ignição é causada por um eletrodo, estando a mistura na proporção
ideal de explosão.

Para Gaps maiores que o MESG a detonação se propaga da câmara


interior para a câmara exterior.

Fig. 2 - Câmara de explosão para determinação do MESG

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Para ilustração, a tabela a seguir mostra alguns gases em suas quantidades ideais de mistura com o ar, expressas na porcentagem do
gás por unidade de volume de ar (%/V) e os respectivos valores do MESG expressos em milímetros (mm):

GÁS CONCENTRAÇÃO (%/V) MESG (mm)

Metano 8.2% 1.14 Metanol 11.0% 0.92

Propano 4.2% 0.92 Etileno 6.5% 0.65


Hexano 2.5% 0.93 Acetileno 8.5% 0.37
Ciclohexano 3.0% 0.95 Hidrogênio 27, 0% 0.29

3 - Possibilidade de explosão

O risco de explosão existe se ocorrer simultaneamente:


• A presença de um material inflamável, em condições normais de operação ou em caso de falhas, no local onde se encontra a
fonte de ignição.
• Estado, concentração e quantidade do material inflamável de forma que possa se formar a atmosfera explosiva.
• Existência de uma fonte de ignição com energia elétrica ou térmica suficiente para causar a ignição da atmosfera explosiva.
• Possibilidade da atmosfera explosiva alcançar a fonte de ignição.
Observações
Só ocorrerá uma explosão se estiverem presentes substâncias inflamáveis no processo de trabalho ou de produção, ou seja, se
for utilizada pelo menos uma substância inflamável como matéria-prima ou auxiliar, ou se surgir pelo menos uma substância
inflamável como produto residual, intermediário ou final, ou ainda se for possível a formação de pelo menos uma substância
inflamável em conseqüência de uma falha habitual.

Exemplo: As substâncias inflamáveis podem também surgir de modo não intencional, por exemplo quando se armazenam ácidos
fracos ou soluções alcalinas em recipientes de metal. Neste caso pode formar-se hidrogênio por reação eletroquímica, o qual se pode
acumular na fase gasosa.

Substâncias e preparações (ainda) não classificadas mas que preencham os critérios de inflamabilidade ou que, de um modo
geral, devam ser consideradas inflamáveis.

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Exemplos:

1. Gases e misturas de gases inflamáveis, por ex.: gás liqüefeito (butano, buteno, propano, propeno), gás natural, gases de
combustão (monóxido de carbono ou metano) ou diversas substâncias químicas gasosas inflamáveis (acetileno, óxido de etileno ou
cloreto de vinilo, por ex.).

2. Líquidos inflamáveis, como, por ex., solventes, combustíveis, petróleo, fueloil, óleos lubrificantes ou óleos usados, vernizes,
substâncias químicas insolúveis em água ou hidrossolúveis.

3. Poeiras de matérias sólidas inflamáveis, por ex. carvão, madeira, alimentos para consumo humano ou animal (açúcar, farinha
ou cereais, por exemplo), matérias plásticas, metais ou substâncias químicas.

Nota: Algumas substâncias dificilmente inflamáveis em condições normais são explosivas em mistura com o ar quando a
dimensão das partículas é suficientemente pequena ou a energia de ignição suficientemente elevada (poeiras de metais e aerossóis,
por exemplo. Partículas menores que 0,5µ m).
Na avaliação dos riscos de formação de atmosfera explosiva devem ser observadas as várias formas de operação de cada uma das
partes do processo e das suas instalações como principalmente:.
_ condições de funcionamento normais, incluindo trabalhos de manutenção,
_ arranque/paragem,
_ mau funcionamento e falhas previsíveis,
_ uma má utilização razoavelmente previsível.

Os riscos de explosão devem ser avaliados globalmente. São elementos importantes:

_ os equipamentos de trabalho utilizados,


_ as características de construção,
_ as substâncias utilizadas,
_ as condições de trabalho e especificidade dos processos,
_ as possíveis interações entre estes elementos, bem como as interações com o ambiente de trabalho.
Em tais avaliações devem ser levados em conta detalhes que alteram os riscos de explosão:
• O aumento de temperatura afasta os limites de explosividade
• O aumento de pressão também afasta tais limites e além disso multiplica a amplitude da onda de pressão resultante da
combustão, que é praticamente diretamente proporcional à pressão ambiente da atmosfera explosiva.
• A concentração de oxigênio reduz a energia necessária à ignição da atmosfera explosiva

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4 – Proteção primária contra a explosão


• Evitar líquidos ou vapores ou gases que possam formar atmosferas explosivas
• Variar a concentração da mistura;
• Desativação: mistura de substâncias inertes não explosivas ( nitrogênio, dióxido de carbono, vapor de água, etc);
• Ventilar;
5 - Classificação das áreas com atmosferas explosivas
Para a classificação de uma determinada área são analisados os seguintes parâmetros:
• Quantidade e freqüência com que se apresenta a atmosfera explosiva;
• O tipo de material e suas características como MIE (menor energia de ignição), MIC (Mínima corrente de ignição) e
MESG (Máximo gap, ou interstício, experimental seguro) entre outros;
• A temperatura de ignição espontânea da mistura.

A análise de todos esses itens são necessários para que se defina a quantidade de energia máxima que se possa manipular sem que
ocorra a ignição da atmosfera explosiva.

5.1 - Classificação segundo a legislação européia (IEC), adotada pela legislação brasileira (ABNT)
Esta legislação prevê o agrupamento das atmosferas explosivas em zonas e grupos e também através da temperatura de ignição
expontânea da mistura.

Zonas: A classificação segundo as zonas baseia-se na freqüência e duração com que ocorre a atmosfera explosiva.
Zona 0 - ocorre atmosfera explosiva sempre ou por longos períodos. (mais perigosa)

Zona 1 - provável que ocorra atmosferas explosivas em condições normais de operação ( ocasionalmente).

Zona 2 - área onde é improvável o aparecimento da atmosfera explosiva em condições normais de operação ou, quando
ocorre, é por curtos períodos ( raramente).

Zona 20 - ocorre atmosfera explosiva sempre ou por longos períodos, formada por poeiras combustíveis. (mais perigosa das
atmosferas de poeira)

Zona 21 - ocorre atmosfera explosiva freqüentemente, formada por poeiras combustíveis.

Zona 22 - ocorre atmosfera explosiva raramente em condições de anormalidade, formada por poeiras combustíveis.

Classificação especial para centros cirúrgicos

Zona G (Enclosed medical gas system) - ocorre em centros cirúrgicos com gases analgésicos durante longos períodos.

Zona M (Medical environment) - ocorre em centros cirúrgicos em pequenos volumes com substâncias analgésicas ou anti-
sépticos em curto espaço de tempo.

Grupos: A classificação segundo os grupos baseia-se no grau de periculosidade dos materiais.


Grupo I - ocorre em minas subterrâneas, onde há a existência de grisu (mistura de ar com metano). Estão nesta categoria as
indústrias que processam o carvão com atmosfera de grisu ainda que instaladas na superfície;

Grupo II - ocorre em indústrias de superfície (químicas ou petroquímicas) e subdivide-se em:

Grupo II A – (menos explosivos) ocorre em atmosfera explosiva onde prevalece os gases da família do propeno.

Grupo II B - ocorre em atmosfera explosiva onde prevalece os gases da família do etileno.

Grupo II C – ocorre em atmosfera explosiva onde prevalece os gases da família do hidrogênio, incluindo-se o acetileno. (mais
perigosa)

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Temperatura: A temperatura de ignição expontânea da mistura classifica-se em:


T1 - 450 graus centígrados;

T2 - 300;

T3 - 200;

T4 - 135;

T5 - 100;

T6 - 85. (mais perigosa)

5.2 - Classificação segundo a legislação americana (NEC)


Esta legislação prevê o agrupamento das atmosferas explosivas em classes, divisões, grupos e temperaturas.

Classes: A classificação segundo as classes baseia-se na natureza dos materiais.


Classe I - mistura de gases ou vapores com o ar.

Classe II - mistura de poeira combustível com o ar.

Classe III - mistura de fibras em suspensão no ar (fácil ignição).

Divisão: A classificação segundo a divisão baseia-se na freqüência e duração que ocorre a atmosfera explosiva.
Divisão 0 - ocorre a atmosfera explosiva sempre ou por longos períodos (ainda não oficializada pela norma americana).

Divisão 1 - provável que ocorra a atmosfera explosiva em condições normais de operação ou em reparos freqüentes. (mais
perigosa)

Divisão 2 - área onde não é provável o aparecimento da atmosfera explosiva em condições normais de operação ou, se
ocorrer, é por curtos períodos. Por exemplo em caso de ruptura de equipamento, falha no sistema de ventilação ou em áreas
adjacentes à divisão 1.

Grupos: A classificação segundo os grupos baseia-se no grau de periculosidade dos materiais.


Grupo A - ocorre em atmosferas explosivas onde prevalecem os gases da família do acetileno. (mais perigosa)

Grupo B - ocorre em atmosferas explosivas onde prevalecem os gases da família do hidrogênio.

Grupo C - ocorre em atmosferas explosivas onde prevalecem os gases da família do etileno (vapores de éter-etílico, ciclo
propano).

Grupo D - ocorre em atmosferas explosivas onde prevalecem os gases da família do propano (gasolina, hexano, nafta-
benzina-butano, álcool, acetona, solventes e vernizes).

Grupo E - poeiras de metais combustíveis (poeiras de alumínio, magnésio, etc com .resistividade menor que 105Ω cm)

Grupo F - poeiras de carvão (poeiras condutoras de carvão mineral ou vegetal, coque, negro de fumo, etc).

Grupo G - poeiras de grãos depositadas e não condutoras ( farinha, amido e outras ou algodão, estopa, rayon, pó de serragem,
pó de cortiça, etc com .resistividade maior que 105Ω cm)

Obs.: Os equipamentos de segurança intrínseca se trabalharem em atmosferas de poeira combustível devem ter invólucro IP-
6X, pelo risco de acúmulo de poeira em seu interior. Devem portanto ser estanques à poeira.

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Temperatura : É a classificação segundo a temperatura de ignição expontânea da mistura em graus centígrados:


T1 - 450 graus centígrados;

T2 - 300; T2A - 280; T2B - 260; T2C - 250; T2D - 215;

T3 - 200; T3A - 180; T3B - 165; T3C - 160;

T4 - 135; T4A - 120;

T5 - 85. (mais perigosa)

Obs.: Os equipamentos de segurança intrínseca se trabalharem em atmosferas de poeira combustível devem obedecer ao seguinte
padrão:

Em classe I (grisu) a temperatura deve ser limitada a 450oC

Em classe II grupos E e F : 200oC ;

Em classe II grupo G ou classe III: 165 oC

Mina: classe II grupo G (pó de carvão) a temperatura limite é 150oC

5.3 - Equivalência entre as legislações


Vários são os critérios empregados na elaboração das normas e leis, porém tais critérios visam ao mesmo fim e, portanto, produzem
resultados equivalentes.

A tabela abaixo mostra a equivalência entre as normas Européia e Americana no que diz respeito à divisão de áreas:

LEGISLAÇÃO AMERICANA/ LEGISLAÇÃO EUROPÉIA ( quanto à periodicidade)

NEC IEC/NBR Condições


Zona 0 Longos períodos
Divisão 1
Zona 1 Pode ocorrer, breves períodos , condições normais
Divisão 2 Zona 2 Só ocorre, breves períodos , condições anormais

LEGISLAÇÃO AMERICANA/ LEGISLAÇÃO EUROPÉIA (continuação, quanto ao grupo gasoso)

NEC IEC/NBR Material


Grupo I Metano (grisu)
Grupo D
Grupo IIA Propano
Grupo C Grupo IIB Eteno
Grupo B Hidrogênio
Grupo IIC
Grupo A Acetileno

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6 - Tipos de proteção usadas em equipamentos elétricos utilizados em áreas classificadas


Os equipamentos elétricos a serem instalados em atmosferas explosivas requerem alguns passos a se tomar durante o projeto,
fabricação e instalação desses equipamentos, de modo a evitar a ignição da atmosfera.

Essas características especiais irão definir os tipos de proteção:

6.1 - Powder Filling - Equipamento elétrico com enchimento de pó (Ex q):


Evita o contato de atmosferas explosivas com as partes perigosas do aparelho,
através do enchimento do seu invólucro com areia. É usado em equipamentos
que dissipam baixa potência, não possuem partes móveis e onde não ocorrem
centelhamentos em regime normal de operação. No caso de falha (centelhas ou
outra elevação de temperatura), a energia térmica não se propagará para o
exterior.

Usada em leitos de condutores localizados no solo.

6.2 - Encapsulation - Equipamento elétrico encapsulado (Ex m):


Tem a mesma finalidade, aplicação e características do tipo anterior (Ex
q), porém apresenta maior eficiência devido ao material utilizado para o
encapsulamento oferecer maior vedação que a areia ou similar..

6.3 - Oil Immersion - Equipamento elétrico com imersão em óleo (Ex o):{ NBR 8601 }
Também com a finalidade de evitar o contato entre a atmosfera explosiva e as
partes perigosas do aparelho, estas são total ou parcialmente imersas em óleo
(tipicamente óleo mineral). É usado em equipamentos onde ocorrem
centelhamentos em regime normal e que possuem partes móveis ou dissipam
alta potência. Esse tipo de proteção é usado em transformadores

6.4 - Pressurized Apparatus - Equipamento elétrico pressurizado (Ex p): { NBR 5420 }
Tem a mesma finalidade, aplicação e características do tipo anterior (Ex o),
porém apresenta maior eficiência no que tange a partes móveis. Aqui
tipicamente são utilizados o ar, nitrogênio e outros gases inertes.

Tal pressurização, embora pouco acima da pressão atmosférica, exige um


alto grau de estaqueidade do invólucro e por isso prefere-se na maior parte
das vezes utilizar um sistema , chamado de “cem fluxo constante” no qual o
ar é usado para pressurizar o equipamento que no entanto tem aberturas
que permite a saída permanente do ar. Em qualquer caso é de boa prática a
utilização de um sistema de alarme que anuncie a queda da pressão interna
do equipamento.

Em salas de cirurgia, salas de controle, CCMs e painéis elétricos a pressurização com fluxo constante é muito utilizada.

Em casos em que o próprio equipamento ou sala produz a atmosfera explosiva, a pressurização com fluxo constante consegue
promover uma diluição constante, mantendo as atmosfera com concentração abaixo do MIE da mistura.

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6.5 - Increased Safety - Equipamento elétrico com segurança aumentada (Ex e): { NBR 9883 }
Tipo de proteção utilizada em equipamentos onde não ocorrem
centelhamentos freqüêntes, mas há altas temperaturas no equipamento
quando em condições de sobrecarga. Aqui a atmosfera explosiva se
encontra em contato com as partes perigosas do equipamento, mas o
tipo de construção (blindagens mecânicas, reforços, fatores de
segurança aumentados, etc) prevê distúrbios e falhas evitando assim o
sobreaquecimento e possível ignição. Este tipo é muito utilizado como
complemento do tipo (Ex d). Por exemplo podemos citar luminárias,
painéis e motores.

6.6 - Flameproof Enclosure - Equipamento elétrico a prova de explosão (Ex d): { NBR 5363 }
A atmosfera explosiva está em contato com o interior do equipamento, mas
uma eventual ignição não se propaga ao exterior, pois o invólucro do
aparelho não possui GAP suficiente para transmitir a combustão e pode
suportar a pressão desenvolvida pela explosão. Como exemplo podemos
citar a instalação de cabos dentro de tubos metálicos conectados a caixas a
prova de explosão, exemplo este que é indispensável nas instalações de
equipamentos como luminárias, motores e outros equipamentos de
potência em áreas classificadas. As caixas à prova de explosão não podem
ser instaladas em ambientes consigam levar a temperatura da caixa a
valores superiores a 280oC para gases do grupo A e B, 160oC para gases do
grupo C e 280oC para gases do grupo D (classificação IEC, americana).

6.7 - Intrinsic Safety - Equipamento elétrico intrinsecamente seguro (Ex i): { NBR 8447 }
A atmosfera explosiva se encontra em contato como o equipamento (ou parte
dele), mas limita-se a energia do mesmo abaixo da mínima necessária à
ignição, mesmo em caso de centelhamento, temperaturas excessivas, em
regime normal ou em caso de falhas. É este o tipo de proteção mais utilizado e
confiável.

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6.8 - Conclusão:
De acordo como que foi visto até aqui, pode-se fazer uma tabela resumo do tipo de proteção utilizada em função da classificação da
área:

CLASSIFICAÇÃO TIPO DE PROTEÇÃO / CÓDIGO

ZONA 0 Segurança Intrínseca / Ex ia ; Proteção especial para zona 0 / Ex s

ZONA 1 Qualquer tipo p/ zona 0; Segurança Intrínseca/ Ex ib ; À prova de explosão/ Ex d ; Segurança aumentada/ Ex e ;

Pressurizado/ Ex p ; Imerso em óleo/ Ex o ; Com enchimento de areia/ Ex q ; Proteção especial p/ zona 1 /Ex s

ZONA 2 Qualquer tipo p/ zona 1; Não Incendiáveis/ Ex n

Notas: As categorias Ex ia e Ex ib estão sendo discutidas no subitem 7.5 - Categorias de proteção, à frente.

Os códigos Ex s e Ex n são definições da norma brasileira para proteções especiais e proteções não-incendiáveis (não-acendíveis).

7 - Equipamento elétrico Intrinsecamente Seguro (Ex i)


7.1 - Características:
O principal fundamento da segurança intrínseca é manipular baixas energias elétricas e controlar o efeito térmico. Sua principal
vantagem em relação a outros sistemas é de não permitir que ocorra a ignição, baseada em características de projeto e não baseada
em conter a explosão.

No aspecto prático elimina os dutos e caixas metálicas, facilitando sua instalação e manutenção dos equipamentos de controle e
instrumentação.

Os equipamentos elétricos intrinsecamente seguros dividem-se em dois grupos:

7.2 - Equipamentos Elétricos Intrinsecamente Seguros:


Equipamentos em que todos os circuitos são intrinsecamente seguros, ou seja, circuitos nos quais nenhuma centelha elétrica
ou efeito térmico, produzido em condições de operação normal ou sob falhas, possua energia suficientemente capaz de causar
ignição de uma dada atmosfera explosiva.

O equipamento intrinsecamente seguro é instalado na área classificada e não requer em sua instalação eletrodutos a prova de
explosão ou pressurizados. São eles sensores de proximidade, termostatos, transmissores de pressão, etc.

7.3 - Equipamentos Intrinsecamente Seguros Associados:


São equipamentos que possuem circuitos intrinsecamente seguros e circuitos não intrinsecamente seguros conectados àqueles
que podem afetar a segurança dos circuitos seguros conectados a estes últimos e, assim sendo, devem ser instalados fora da área
classificada (ou dentro, se adicionados a outro tipo de proteção).

Como exemplo podem-se citar circuitos que possuem as barreiras de segurança tanto para contatos mecânicos ou sensores
de proximidade quanto para os sinais analógicos de transmissores.

O equipamento intrinsecamente seguro associado é que permite que os equipamentos intrinsecamente seguros possam ser
instalados na área sem colocá-la em risco mesmo que ocorra a abertura do circuito, curto circuito, ou contato à terra.

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7.4 - Fundamentos:
Para a limitação de energia pode-se utilizar limitadores resistivos (Barreiras Zener) ou dispositivos eletrônicos limitadores de
corrente (semicondutores).

A seguir está o esquema de uma Barreira Zener, que é um circuito destinado à conexão entre circuitos intrinsecamente seguros e não
seguros, com a finalidade de limitação da energia enviada à área classificada.
F R

Área segura Área perigosa


Z

G Barreira Zener típica


ONDE:

R limita o valor da corrente na área explosiva (Ex i) no caso de curto circuito entre 3 e 4.

Z limita o valor da tensão enviada à área explosiva. O número de zeners é determinado pelo fator de segurança imposto para as
categorias ia e ib como será visto no item 7.5 a seguir.

F tem como função proteger os zeners no caso de sobretensão nos pontos 1 e 2.

G ponto de aterramento que garante um caminho de retorno à terra para a corrente dos diodos zeners.

7.5 - Categorias de Proteção:


Define o nível de segurança de equipamentos eletrônicos intrinsecamente seguros ou parte do equipamento associado, determinado
pelo número de falhas e fatores de segurança aplicados.

Define-se Falha como sendo um defeito em qualquer componente ou conexão entre componentes, dos quais a segurança intrínseca
depende.

Categoria ia: Equipamento intrinsecamente seguro incapaz de provocar a ignição da atmosfera explosiva em operação normal, com
até duas falhas e com os fatores de segurança aplicados:

- 1,5 para operação normal ou com uma falha;

- 1,0 para operação normal e duas falhas.

Categoria ib: Equipamento intrinsecamente seguro incapaz de provocar a ignição da atmosfera explosiva em operação normal ou
com uma falha e com os fatores de segurança:

- 1,5 para operação normal e uma falha ;

- 1,0 para operação normal e uma falha auto-indicada (sinalização da falha através de alarme).

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7.6 – Aterramento
O aterramento deve garantir:

- um caminho de baixa impedância para correntes de descargas atmosféricas;

- eqüipotencialização eletrostática entre a estrutura metálica ou solo e a carcaça do equipamento;

Na segurança intrínseca o aterramento garantirá a eficiência da barreira de zener na limitação da tensão que é enviada
área classificada.

O padrão exige que a resistência medida entre qualquer ponto da linha de terra do circuito de segurança intrínseca e o
ponto de ligação dessa linha com o terra deve ser menor que 1Ω .

Visando a evitar que mais de uma parte do sistema tenha contato com o terra, deve haver uma isolação maior que 500V
entre o circuito de segurança intrínseca e o ponto (único) de terra, exceto é claro no ponto de aterramento.

Não pode haver dois pontos de aterramento para evitar que, sendo de diferentes impedâncias, possam gerar, na
ocorrência de altas correntes, diferenças de potencial perigosas ao sistema.

No caso de dois pontos de aterramento se fazerem necessários então o circuito deve ser separado por isoladores
galvânicos, ficando um único ponto de aterramento para cada parte isolada.

7.6.1 Equipotencialidade de terras:


Se não houver equipotencialidade dos terras, uma possível falha de isolação poderá colocar em risco a instalação, pois ocorrerá
centelhamento devido à diferença de potencial entre o "terra do circuito" da área explosiva em relação ao mesmo na área segura,
conforme pode ser visto na figura 4 abaixo.

Fig. 4 - Situação de não equipotencialidade de terras.

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7.7 - Isolação galvânica


A isolação galvânica aplicada junto às barreiras zener as completa, pois desta forma não é necessário conectá-las ao equipotencial
dos terras, tornando a instalação mais simples e segura. E caso seja necessário fazê-lo, não haverá risco de ocorrer centelhamento na
área classificada, desde que a não equipotencialidade seja menor que a tensão de isolação galvânica, o que quase sempre ocorre.

Dentre os sistemas para se promover a isolação galvânica, podemos citar o acoplamento óptico e o a transformador, estando este
último ilustrado na figura 5 a seguir.

Fig. 5 - Exemplo de isolação galvânica por Trafo.

7.8 - Parâmetros de componentes:


Nos circuitos intrinsecamente seguros são analisadas as características dos componentes eletrônicos sempre aplicando-se fatores de
segurança em seus pontos de trabalho.

São verificadas distâncias de isolação (via ar ou outro isolante) e escoamento (via substrato ou placa de circuito impresso),
aterramentos de relés, núcleo de transformadores, etc.

NOTAS:

As distâncias de escoamento entre trilhas dependem diretamente do tipo de PCI utilizada, do tipo de cobertura da PCI (verniz, etc) e
podem ser menores quando entre as partes a serem isoladas existir uma malha de aterramento ou um orifício de separação.

Já as distâncias de isolação são as distâncias entre os corpos dos componentes e similares das partes a serem isoladas. Dependem do
tipo de meio entre eles (resinas, ar, tipo de cola quando houver, etc).

Todos esses tópicos são regidos e monitorados por normas (inclusive brasileiras) e são comprovados na prática através de testes
realizados pelo órgão certificador do equipamento Ex i.

Existem ainda exigências especiais para os componentes infalíveis, tais como: Transformadores de alimentação e acoplamento,
resistores limitadores de corrente de barreiras zener, capacitores de bloqueio, fusíveis, etc, podendo ser estes pertencentes a circuitos
intrinsecamente seguros e associados.

OBS.: Componente Infalível é aquele considerado como não sujeito a defeitos que afetem a segurança intrínseca do circuito, durante
a operação e armazenagem.

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7.9 - Parametrização:
Os equipamentos intrinsecamente seguros são parametrizados, ou seja, possuem uma marcação com os dados técnicos que permite
associar equipamentos intrinsecamente seguros com seus associados, mesmo que tendo sido certificados isoladamente ou forem de
fabricantes diferentes.

Marcação:

Um - Tensão máxima: Máxima tensão RMS ou DC que pode ser aplicada aos terminais não Intrinsecamente seguros de um
equipamento associado, sem afetar o tipo de proteção.

Uo - Tensão máxima de circuito aberto: Máxima tensão (pico ou DC) que aparece nos terminais intrinsecamente seguros de saída,
em circuito aberto, quando este será alimentado por "Um".

Io - Corrente máxima de curto circuito: Máxima corrente (pico ou DC) que pode ser obtida nos terminais intrinsecamente seguros de
saída, quando em curto circuito.

Po - Potência máxima de saída: Máxima potência que pode ser obtida nos terminais intrinsecamente seguros de um equipamento
elétrico.

Co - Capacitância externa máxima: Máxima capacitância que pode ser conectada aos terminais intrinsecamente seguros, sem afetar o
tipo de proteção.

Lo - Indutância externa máxima: Máxima indutância que pode ser conectada aos terminais intrinsecamente seguros, sem afetar o tipo
de proteção.

Ui - Tensão máxima de entrada: Máxima tensão que pode ser aplicada aos terminais intrinsecamente seguros, sem afetar o tipo de
proteção.

Ii - Corrente máxima de entrada: Máxima corrente que pode ser aplicada aos terminais intrinsecamente seguros, sem afetar o tipo de
proteção.

Pi - Potência máxima de entrada: Máxima potência de entrada que pode ser seguramente dissipada internamente no equipamento
intrinsecamente seguro.

Ci - Capacitância interna máxima: Máxima capacitância interna vista através dos terminais intrinsecamente seguros de entrada.

Li - Indutância interna máxima: Indutância interna máxima vista através dos terminais intrinsecamente seguros de entrada.

7.10 - Certificado de conformidade:


Todo equipamento elétrico para ser instalado em atmosfera explosiva precisa ter um certificado que regulamenta as condições para
sua instalação segura.

O certificado de conformidade é emitido pelo órgão certificador ( INMETRO), o qual se baseia no relatório de ensaio feito pelo
laboratório credenciado (CEPEL - LABEX).

No relatório de ensaio, o laboratório credenciado verifica as condições de projeto conforme as normas e ensaia o protótipo
determinando a marcação do equipamento.

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7.11 - Entidade:
O conceito de entidade permite a conexão de equipamentos intrinsecamente seguros com equipamentos associados.

A tensão (ou corrente) que o equipamento seguro pode receber e manter-se ainda intrinsecamente seguro deve ser maior ou igual à
tensão (ou corrente) máxima fornecida pelo equipamento associado.

Adicionalmente, a máxima capacitância (e indutância) do equipamento intrinsecamente seguro, incluindo os parâmetros dos cabos de
conexão, deve ser menor ou igual à máxima capacitância (e indutância) que pode ser conectada com segurança ao equipamento
associado.

Se esses critérios forem empregados, então a conexão pode ser implantada com segurança.

Assim:

Uo < ou = a Ui

Io < ou = a Ii

Po < ou = a Pi

Co > ou = a (Ci + capacitância do cabo)

Lo > ou = a (Li + indutância do cabo).

Para exemplificar, suponha a conexão de um equipamento intrinsecamente seguro (sensor de proximidade indutivo) com o seu
associado (driver para sensor indutivo com saída a relé) de acordo com os dados do relatório de ensaio apresentados a seguir:

SENSOR DRIVER CABO

Pi = 160 mW Um = 220 VAC L = 0.25 mH/Km

Ui = 15V Po = 107 mW C = 30 nF/Km

Ii = 43 mA Uo = 13.8 V Comprimento =5km

Li = 0.5 mH Io = 31 mA

Ci = 30 nF Lo = 2.0 mH

Co = 300 nF

Solução:

L cabo = 0.25 x 5 = 1,25 mH

C cabo = 30 x 5 = 150 nF

Aplicando-se o conceito de entidade, temos:

107mW < 160 mW => Po < Pi

13.8 V < 15 V => Uo < Ui

31 mA < 43 mA => Io < Ii

2.0 mH > 1.25 mH + 0.5 mH => Lo > L cabo + Li

300 nF > 150 nF + 30 nF => Co > C cabo + Ci

Conclui-se então que é possível a conexão destes equipamentos, mantendo-se a instalação segura mesmo com um cabo de 5 km de
comprimento.

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7.12 - Temperatura máxima de superfície:


Todo equipamento intrinsecamente seguro possui na marcação a sua temperatura máxima de superfície conforme a tabela de
temperatura de ignição mostrada nos itens 5.1 e 5.3. Esta temperatura não deve ser superior à temperatura de ignição da atmosfera
explosiva a qual o equipamento está sujeito e é apresentada para uma temperatura ambiente de 40 graus centígrados.

7.13 - Cablagem:
Sistema por eletrodutos (conexão direta):
Uma grande parte das instalações elétricas, em termos mundiais, são executadas neste sistema. A base válida é dada pela Norma
Americana (NEC), que prevê eletrodutos metálicos (capazes de conter as possíveis faíscas ou arcos) envolvendo a fiação de cabos
com isolamento mineral ou cabos armados e não armados dependendo da classificação da área. Nos dispositivos de manobras são
requeridas, ainda, unidades seladoras para evitar a pressão de uma eventual explosão interna no eletroduto.

É importante lembrar que, devido a variações de temperatura, pode-se formar "água de condensação" que deve ser drenada para não
ocasionar curto circuito. Outra característica desse sistema é a corrosão que pode afetar sua integridade. Deve-se ressaltar que este é
o sistema mais caro para implantação e manutenção e exige responsáveis inspeções periódicas.

Sistemas de cabos (conexão indireta):


Instalação comum na Europa, onde se encontra mais desenvolvido o Sistema de Segurança Aumentada (conforme normas
internacionais IEC).

Para instalações deste tipo utilizam-se cabos do tipo industrial comum (com capa de borracha, material sintético ou chumbo), que são
introduzidos através de "prensa-cabos" em caixas de ligações (Segurança Aumentada).

Estes cabos são instalados com eletrodutos metálicos somente em locais onde existe possibilidade de ocorrer danos mecânicos aos
cabos, como por exemplo nos afloramentos. Nos demais locais os cabos caminham em leitos de calhas.

Sistema de cablagem direta:


Sistema utilizado na Europa e também reconhecido pelo IEC, que prevê que os cabos entrem diretamente nos invólucros à prova de
explosão através de prensa-cabos à prova de explosão.

É importante lembrar ainda que a integridade do tipo de segurança depende da resistência mecânica, química e térmica do material
de vedação que constitui a capa externa do cabo.

Cablagem de equipamentos intrinsecamente seguros:


A norma IEC 79-14 não detalha o suficiente os requisitos de construção e instalação dos fios e cabos em circuitos intrinsecamente
seguros.

Este tópico é encontrado em recomendações e normas de alguns países, embora existam pequenas diferenças. Porém podemos citar
alguns pontos comuns:

Requisitos de construção:

A rigidez dielétrica deve ser maior que 500 V rms;

O condutor deve ser recoberto com material isolante de espessura mínima 0.2 mm;

Quando o condutor possui blindagem para aterramento, esta deve cobrir no mínimo 60% da superfície.

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Requisitos de instalação:

Circuitos SI (segurança intrínseca) e NSI (Não segurança intrínseca) não devem passar por um mesmo cabo multivias;

Quando o cabo SI e NSI correm pelo mesmo eletroduto ou bandeja, pelo menos os SI devem possuir blindagem aterrada ou serem
separados por uma barreira física ou por uma distância mínima de 50 mm e presos para evitar movimentos;

Quando o cabo possuir malha metálica ou similar, esta deve ser conectada ao condutor equipotencial no mesmo ponto que o circuito
SI do qual ele faz parte;

Cabo multivias com vários circuitos SI não deve ser usado em zona 0, sem antes um estudo das combinações das possíveis falhas;

Cabo multivias fixo, com proteção externa adicional contra danos mecânicos, com cada circuito SI correndo em núcleos adjacentes
e, não operando a mais de 60 V de pico, pode ser considerado como não sujeito a falhas;

Quando um cabo multivias possui uma malha de aterramento individual para cada circuito SI e com isolação para 500 V rms entre
elas, as restrições para cabos multivias não se aplicam.

OBS.: Estudos têm mostrado que a indução entre cabos de conexão, que poderá levar a condições inseguras, é improvável. Medidas
como cabos blindados, par trançado ou manter a distância de escoamento suficiente devem ser adotadas quando um cabo conduzindo
correntes altas passar próximo a um cabo SI, mais por motivos operacionais do que por motivos de segurança.

Parâmetros de cabos:

Como mostramos anteriormente, a indutância e a capacitância estão relacionadas com o armazenamento de energia.

A capacitância total depende de seu comprimento e, normalmente, o fabricante fornece o valor por metro e deve-se analisar como um
capacitor concentrado.

A indutância é um parâmetro que é menos acentuado, devido ao seu baixo valor nos cabos normalmente utilizados. Também deve-se
tomar a indutância total do cabo por um indutor concentrado como no caso anterior.

Com relação ao aterramento, a utilização de circuitos totalmente isolados do terra é preferível em instalações intrinsecamente
seguras. Porém, quando isto não for possível, o aterramento correto da instalação é importante para a segurança. O condutor deve
apresentar impedância menor que 1.0 ohm e deve-se promover a equipotencialidade dos terras, pois estas são muito perigosas. O
circuito SI deve ser aterrado (condutor equipotencial) apenas na área segura e no ponto mais próximo do equipamento associado. O
equipamento da área classificada deve possuir isolação maior que 500 V rms em relação às partes aterradas.

Multicabos
Os multicabos ou cabos multivias podem ser utilizados pelo sistema intrinsecamente seguro desde que com cuidados especiais. São
estudados em quatro tipos conforme as possibilidades de ligação entre os cabos que os compõem:

Tipo D – Quando deve ser considerada qualquer quantidade de curtos ou aberturas antes das falhas previstas.

Tipo C – Quando a tensão nominal do cabo é a mesma do circuito e cada par de cabos suportar tensão de 1000Vrms entre si e
500Vrms para a malha terra, será necessário considerar dois curtos e quatro aberturas, para então se aplicarem as falhas previstas.

Tipo B - Quando a tensão nominal do cabo for de pelo menos o dobro da tensão do circuito (que não deve ultrapassar 60V) e o cabo
for fixado (garantindo proteção a danos mecânicos) então não se consideram curtos e aberturas.

Tipo A – Aqui consideram-se cabos com condutores ou grupos de condutores com malha (shield) individual. Nesse caso estudam-se
as interconexões entre condutores de uma mesma malha e entre cada um e sua malha, antes das aplicações das falhas.

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8 - Tipos de barreiras de segurança intrínseca


Resistivas Lineares
Esses tipos são os mais simples e mais seguros pois sua característica construtiva garante que valores
maiores de corrente exigidos pela carga (circuito SI) produzirão consequentemente menores valores de
tensão e por isso enviam menor potência à área classificada.
A seguir vê-se um diagrama U por I e um circuito exemplo desse tipo de barreira.
P=UI
Um UMÁ
IMÁX
UMÁX P = X X
2 2
UM IMÁ
UMÁX
P= ÁX X
2 4
F R
IMÁX I
IMÁX
2 Um D1 UO

Resistivas Não Lineares


Além da limitação de corrente feita com o resistor e a de tensão feita com o zener, é feita uma estabilização
com circuito típico de zener.
A seguir vê-se um diagrama U por I (que no caso é trapezoidal) e um circuito exemplo desse tipo de barreira.

UMÁX X I
Se Uo>0,5Umáx → MÁX
P= 4
Um
UMÁX
UMÁX Se Uo<0,5Umáx → X (Umáx -Uo)
P = R
UO
UMÁX
2 F R

UO
Um D1
IMÁX I D2
IMÁX
2 Umáx
R

Eletrônica

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Nesse tipo de barreira a limitação de corrente é conseguida a partir de circuitos eletrônicos mais complexos o
que garante uma saída retangular como visto abaixo.
Tal tipo de barreira entrega ao equipamento intrísecamente seguro uma potência quatro vezes maior que a
potência entregue pela barreira resistiva, por isso a aplicação desse tipo de barreira é apenas para equipamentos
do tipo ib.
A seguir vê-se um diagrama U por I (que no é caso retangular)

Um

UO
PO=UO⋅ IO

IMÁX I

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9 –Aplicações típicas de equipamentos intrinsecamente seguros e associados:


9.1 - Modelos digitais ON/OFF:
Neste caso, o elemento de campo apresenta somente dois estados lógicos (ON/OFF). Como exemplo podemos citar: Contatos
mecânicos, sensores de proximidade indutivos, pressostatos, válvulas solenóides, sirenes, etc.

Funções repetidoras:

As barreiras com esta função repetem sinais ON/OFF do elemento de campo que pode ser um contato seco (botoeiras, termostatos,
fim-de-curso, etc) ou de um sensor indutivo com configuração elétrica padrão NAMUR (DIN 19234).

O estágio de saída pode ser ainda em transistor para conexão direta em circuito eletrônico, CLP ou SDCD.

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Funções de Controle :

São barreiras cujas funções de comando e controle estão incorporadas. Abaixo citamos alguns tipos:

a) Monitoração de Movimento : Neste caso é possível detectar o aumento ou redução de velocidade de equipamentos rotativos, tais
como: agitadores, misturadores, ventiladores, etc.

b) Sentido de Movimento : Neste caso é possível detectar o sentido do movimento ( horário/anti-horário ) de equipamentos rotativos,
tais como : medidores de vazão, motores, turbinas, etc.

c) Conversor F/I : Este dispositivo tem como função obter um sinal de saída em corrente ( 4-20 mA ) proporcional à freqüência do
sinal de entrada. Pode ser utilizado na medição de velocidade de motores, ventiladores, turbinas, etc.

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Modelos para Acionamentos :

São barreiras para acionamento de elementos de comandos situados dentro das áreas classificadas, tais como : válvulas solenóides,
LEDs e sirenes.

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9.2 - Modelos Analógicos:


As barreiras para sinais analógicos possuem elementos de medição e controle instalados em áreas classificadas.

Repetidores analógicos:

Ideais para alimentação e transferência dos sinais de transmissores que convertem grandezas físicas (vazão, temperatura, pressão) em
corrente (4 a 20 mA).

Podem também apresentar o sinal de saída de 0 a 5 V apenas acrescentando-se um resistor ao circuito.

Driver analógico:

São barreiras que servem para acionar conversores (tipo conversor eletropneumático I/P).

10 - Comentários a respeito dos testes laboratoriais para certificação:


Convém aqui ressaltar alguns fatores a serem levados em conta na etapa de desenvolvimento de equipamentos intrinsecamente
seguros que são fortemente verificados nos testes de certificação do produto.

Existem critérios, todos previstos por normas elaboradas pela ABNT, que regem, principalmente a escolha dos componentes que
possam comprometer a segurança do equipamento, por exemplo:

A potência dissipada nos resistores considerados infalíveis deve ser no máximo 2/3 da sua potência nominal no pior caso e
tolerância;

A potência dissipada nos diodos zener deve ser no máximo 2/3 da sua potência nominal no pior caso e tolerância;

Dependendo do caso, é exigida a colocação de barreiras zener no lado não seguro do circuito a fim de evitar sobretensão e
conseqüente sobreaquecimento na região do transformador de isolação galvânica;

A corrente de interrupção dos fusíveis considerados infalíveis é testada durante o processo de certificação, através de ondas de
choque de corrente geradas por bancos de capacitores carregados normalmente com 300 VCC. Também são testadas as suas
correntes nominais e tempos de queima, sendo que estes últimos devem estar de acordo com os dados do fabricante e não devem
permitir o sobreaquecimento dos diodos zener.

O aquecimento do transformador de isolação galvânica é provocado durante os testes e não deve haver perda de isolação entre
primário(s) e secundário(s), sendo esta última maior ou igual a 1500 VDC.

Todas as distâncias entre trilhas e corpos de componentes SI e NSI também são normalizadas e a isolação entre SI e NSI deve ser
mantida.

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11 - Exemplo de marcação de equipamentos de segurança intrínseca:


No invólucro do equipamento, devem obrigatoriamente conter as marcações fornecidas no relatório de conformidade expedido pelo
órgão competente, o tipo de proteção, categorias, classes, o logotipo que identifica o equipamento de segurança intrínseca e uma
identificação visível para identificação dos lados SI e NSI (às vezes feita por cores : azul = lado SI e cinza = lado NSI).

A seguir está apresentado um exemplo típico de marcação de equipamento associado:

Marcação padrão

CEPEL INMETRO [BR – Ex i b] II C / II B / IIA

Tipo de proteção, categoria e grupos

Io=98mAcc IIC IIB IIA


Uo=28Vcc
Po=0,7W Co 65nF 12nF 1,4µ F
Um=250V
Tam=40oC Lo 3,2µ H 320µ H 32mH

Dados do relatório de conformidade

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Além da marcação conforme a zona, tipo de atmosfera e temperatura, há também uma marcação para aparelhos destinados a
funcionar em atmosferas explosivas de acordo com a Diretiva 94/9/CE que segue a seguinte regra:

Primeiro: a marca exagonal

Segundo: o grupo, conforme tabela anteri (I para mina e II para superfície)

Terceiro: a categoria, seguindo a tabela a seguir:

GrupoI categoria M1 nível de proteção muito elevado * Em minas e indústrias que


utilizam o grisu e poeiras de
categoria M2 nível de proteção elevado** carvão
categoria 1 nível de proteção muito elevado *
Em indústrias de
GrupoII categoria 2 nível de proteção elevado ** superfície
categoria 3 nível de proteção normal***

Adicionalmente ao número da categoria, a marcação para o grupo II traz ainda o tipo de atmosfera, a saber:

G -> atmosfera de gases;


D -> atmosfera de poeiras;
F -> atmosferas de fibras

Exemplos:

I M 2 produto para minas, proteção elevada

II 1 G produto para indústria de superfície, proteção muito elevada, atmosfera de gases

II 1 D produto para indústria de superfície, proteção muito elevada, atmosfera de poeira

II (1) G D produto para ser utilizado como equipamento associado para indústria de superfície,
proteção muito elevada, atmosfera de gases e ou poeira.

Os aparelhos da categoria M2 devem poder ter sua alimentação cortada no caso


de aparecimento de atmosfera potencialmente explosiva.

* Seguros mesmo na ocorrência de dois defeitos;


** Seguros mesmo na ocorrência de um defeito.
*** Seguros na ausência de defeitos

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EXERCÍCIOS

1. Qual é a definição de: Transmissor 1: Ui = 38 V; Li = 103 mA; Pi= 0,98 W; Li =


0 mH; Ci = 30 nF
Explosão Transmissor 2 : Ui = 52 V; Li = 80 mA; Pi = 1,1 W; Li =
0 mH; Ci = 40 nF
Ignição Repetidor 1: Uo = 40 V; Lo = 79 mA; Pi = 0,9 W; Lo = 5
mH; Ci = 70 nF
Área Classificada Repetidor 2: Uo = 37 V; Lo = 85 mA ; Pi = 0,8 W; Lo = 6
mH; Ci = 75 nF
Atmosfera Explosiva
Cabo de interconexão: Lcabo = 2 mH/Km; Ccabo = 20
2. Quais são as classificações de áreas de risco segundo nF/Km
Norma IEC? Defina-as
Sabendo-se que a distância entre repetidor e transmissor é
3. Quais são as classificações de áreas de risco segundo de 500 metros, quais são asconexões
a NEC? Defina-as ( transmissor/repetidor) intrinsecamente segura que
podemos ter com os equipamentos listados anteriormente?
4. Que é temperatura de ignição?
17. De que forma um armazenador de energia pode ser
5. Que é temperatura de superfície? certificado?

6. Quais são as condições necessárias e suficientes para 18. Equipamentos de marcadores diferentes podem ser
que haja uma explosão? seguramente interconectados?
Justifique.
7. Defina quais são os métodos utilizados para proteção
de equipamentos em atmosferas explosivas. Cite 19. Quais são os requisitos utilizados na construção de
exemplos de cada método. cablagem para equipamentos
20. intrinsecamente seguros?
8. Que é e energia mínima de ignição (MIE)?
21. Quais são os requisitos de instalação para cablagem
9. De que forma limita-se a energia armazenada em de equipamentos intrinsecamente
elementos armazenadores de energia? 22. seguros?

23. O que é isolação galvânica?

10. Quais são as categorias de proteção existentes para 24. Quais são os tipos de isoladores galvânicos
equipamentos intrinsecamente seguros? Defina-as encontrados em circuitos intrinsecamenteseguros?

11. Qual é o valor limite de resistência ôhmica para


aterramento de circuitos intrinsecamente seguros?

12. Que são equipamentos intrinsecamente seguros? E


quais são sua parametrizações?

13. Que são equipamentos intrinsecamente seguros


associados? E quais são sua parametrizações?

14. Qual é o Conceito de Entidade?

15. Quais são os critérios adotados no conceito de


Entidade?

16. Considerando os seguintes equipamentos e


acessórios:

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25. ANEXO I
SUBSTÂNCIA TEMPERATURA DE IGNIÇÃO CLASSE (IEC) GRUPO (IEC)
Acetadehyde 140 ºC T4 IIA Cyclopropane 495 ºC T1 IIB Metaldahyde - - IIA
Acetic acid 485 ºC T1 IIA Deashydronaphthalene 260 ºC T3 Methane (firedamp) 596 ºC T1 I
Acetone 535 ºC T1 IIA IIA Methane (insdustrial) - T1 IIA
Acetylacetone 340 ºC T2 IIA Diacetone Alcohol 640 ºC T1 IIA Methanol 466 ºC T1 IIA
Acetyl chloride 390 ºC T2 IIA Diaminoethane 385 ºC T2 IIA Methoxyathanol 286 ºC T3 IIB
Acetylene 305 ºC T2 IIC Diamyl ether 170 ºC T4 IIA Methyl Acetate 476 ºC T1 IIA
Acrylonitrite 480 ºC T1 IIB Dibutyl ether 185 ºC T4 IIB Methyl Acetoacetate 280 ºC T3 IIA
Allyl Chloride 485 ºC T1 IIA Dichlorobenzene 640 ºC T1 IIA Methyl Acrylate - - IIB
Allylene - - IIB Dichloroethane 440 ºC T2 IIA Methylamine 430 ºC T2 IIA
Ammonia 630 ºC T1 IIA Dicloroethylene 440 ºC T2 IIA Methylcyclohexane 260 ºC T3 IIA
Amphetamine - - IIA Dichloropropane 555 ºC T1 IIA Methylcyclohexanol 295 ºC T3 IIA
Amyl Acetate 375 ºC T2 IIA Diethylamine 310 ºC T2 IIA Methyl Formate 450 ºC T1 IIA
Amyl Methyl Ketone - - IIA Diathylaminoethanol - - IIA Naphtha 280 ºC T3 IIA
Aniline 617 ºC T1 IIA Diathyl Ether 170 ºC T4 IIB Naphtalane 528 ºC T1 IIA
Benzene 560 ºC T1 IIA Diathyl Oxilate - - IIA Nitrobenzeno 480 ºC T1 IIA
Benzaldehyde 190 ºC T4 IIA Diethyl Sulphate - - IIA Nitroethene 410 ºC T2 IIB
Benzyl Chloride 585 ºC T1 IIA Dihexyl Ether 185 ºC T4 IIA Nitromethane 410 ºC T2 IIB
Blue water gas - T1 IIC Di-isobutylene 305 ºC T2 IIA Nitropapane 415 ºC T2 IIA
Bromobutane 265 ºC T3 IIA Dimathylamine 400 ºC T2 IIA Nonane 420 ºC T2 IIB
Bromoethane 510 ºC T1 IIA Dimethylaniline 370 ºC T2 IIA Nonanol 205 ºC T3 IIB
Butadiene 430 ºC T2 IIB Dimethyl Ether - - IIB Octaldehyde - - IIA
Butane 365 ºC T2 IIA Dipropyl Ether - - IIB Octanol - - IIB
Butanol 340 ºC T2 IIA Dioxane 379 ºC T2 IIB Parafornaldehyde - - IIA
Butene 440 ºC T2 IIB Dioxolane - - IIB Paraldehyde 300 ºC T2 IIA
Butyl Acetate 370 ºC T2 IIA Epoxypropane 430 ºC T2 IIB Penatne 236 ºC T3 IIA
Butalamine 312 ºC T2 IIA Ethane 515 ºC T1 IIA Petanol 285 ºC T3 IIA
Butydigol 225 ºC T3 IIA Ethanol 425 ºC T2 IIA Potatium 300 ºC T2 IIC
Butyl Methyl Ketone 530 ºC T1 Ethananolamine - - IIA Phanol 605 ºC - IIB
IIA Ethoxyethanol 235 ºC T3 IIB Propane 470 ºC T1 IIB
Butyraldehyde 230 ºC T3 IIA Ethyl Acetate 460 ºC T1 IIA Propanol 405 ºC T1 IIA
Carbon Disulphide 100 ºC T5 * Ethyl Acrylate - - IIB Propylamine 320 ºC T2 IIA
Carbon Monoxide 605 ºC T1 IIA Athylbenaene 431 ºC T2 IIA Propyiene 455 ºC T1 I
Clhlorodimethyl Ether - - IIA Ethyldigol - - IIA Propyl Methyl Ketone 606 ºC T1
Chlorobenzene 637 ºC T1 IIA Ethylene 425 ºC T2 IIB IIA
Chlorobutane 460 ºC T1 IIA Ethylene Oxide 440 ºC T2 IIB Pyrydina 550 ºC T1 IIA
Chloroethane 510 ºC T1 IIA Ethyl Formate 440 ºC T2 IIA Styrene 490 ºC T1 IIB
Chloroethanol 425 ºC T2 IIA Ethyl Mercaptan 295 ºC T3 IIA Tetrahydrofuran 260 ºC T3 IIA
Chloroethylene 740 ºC T1 IIA Ethyl Methyl Ether 190 ºC T4 IIB Tetrahydrofurfuryl 280 ºC T3 IIA
Chloromethane 625 ºC T1 IIA Ethyl Methyl Ketone 505 ºC T1 Toluene 535 ºC T1 IIB
Chloropropane 520 ºC T1 IIA IIA Toluidine 480 ºC T1 IIA
Coal Tar Naphthe 272 ºC T3 IIA Formaldahyde 424 ºC T2 IIB Town Gas (Coal Gas) - T1 IIA
Coke Oven Gas - - I Formalmethyllamide 440 ºC T2 IIA Triethylamine - - IIA
Crenol 555 ºC T1 IIA Hexane 233 ºC T3 IIA Trimethylamine 190 ºC T4 IIA
Cyclobutane - - IIA Hexanol - - IIA Trimethylbenzene 470 ºC T1 IIA
Cyclohexane 259 ºC T3 IIA Heptane 216 ºC T3 IIA Trioxane 410 ºC T2 IIA
Cyclohexanol 300 ºC T2 IIA Hydrogen 550 ºC T1 IIC Turpentine 254 ºC T3 IIA
Cyclohexanone 419 ºC T2 IIA Hydrogen Sulfide 270 ºC T3 IIB Xylene 464 ºC T2 IIB
Cyclohexone 310 ºC T2 IIA Laopeopynitrate 175 ºC T4 IIB
Cyclohexylamine 290 ºC T3 IIA Kerosene 210 ºC T3 IIA

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Segurança intrínseca 2004

ANEXO II

ASSUNTO: NORMA BRASILEIRA / INTERNACIONAL / AMERICANA / CENELEC

À Prova de Explosão NBR-5363 IEC-79-1 NFPA-496 EN50018


Pressurizados NBR-5420 IEC-79-2 e 13 - EN50016
Imerso em Óleo NBR-8601 IEC -79-6 - EN50015
Segurança Aumentada NBR-9883 IEC-79-7 - EN50019
Enchimento de Areia - IEC-79-5 - EN50017
Encapsulado - - - -
Não Acendível - IEC-79-15 - -
Segurança Intrínseca NBR-8446 IEC-79-3 e 11 NFPA-493UL-913 EN50020
Instalação - IEC-79-14 - -
Requisitos NBR-9518 IEC-79-0 NFPA-70 EN50014
Classificação de Áreas PNB-158 IEC-70-10 e 12 NFPA- -
Class.por Temepratura - IEC-79-4, 4A e 8 - -
Marcação NBR-8369 IEC-79-9 - -

Fontes de pesquisa:

Apostila Senai e diversas páginas da internet a respeito do assunto.

Maurício Franco 30