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Ofício no. 0003/2.

010

São Paulo, 09 de dezembro de 2.010.

Excelentíssima Sra. Dra. Desembargadora Maria Inês Moura Santos Alves

Diretora da Escola da Magistratura do TRT da 2a. Região – Ematra 2

A AOJUSTRA – Associação dos Oficiais de Justiça


Avaliadores Federais da Justiça do Trabalho da Segunda Região , na pessoa do
seu presidente, Neemias Ramos Freire, vem por meio deste, para os fins devidos
informar e requerer a V. Exa. o seguinte.

Em duas reuniões realizadas entre a diretoria da


Aojustra com o presidente do E. TRT/2, Desembargador Dr. Décio Sebastião Daidone, foi
pelos diretores da associação solicitado ao Sr. Presidente que o tribunal ministrasse aos
Oficiais de Justiça Avaliadores Federais recém ingressados na carreira um curso básico
que preparasse esses novos servidores para a realidade do trabalho que os Oficiais
enfrentam nas ruas diariamente e que também a administração do tribunal daqui para a
frente ministrasse cursos de reciclagem aos Oficiais de Justiça já em exercício, face às
novas tecnologias e os perigos que esses profissionais enfrentam para fielmente cumprir
com suas obrigações.

Pelo Sr. Presidente do E. TRT/2 foi solicitado à diretoria da


Aojustra que apresentasse um projeto de cursos e palestras e que em seguida essa
proposta fosse encaminhada diretamente para a diretoria da Ematra.

Assim e conforme o determinado elevamos para


apreciação de V. Exa. em anexo nossos motivos para solicitarmos a criação do curso, a
grade de matérias do mesmo, bem como sugestões de palestras e outros cursos que
beneficiariam os Oficiais de Justiça com reflexos na melhoria da segurança destes e na
prestação jurisdicional.

Termos em que solicitamos e aguardamos deferimento.

Atenciosamente.

____________________________________________

NEEMIAS RAMOS FREIRE

Presidente da Aojustra
- RAZÕES PARA A CRIAÇÃO DO CURSO PARA OS OFICIAIS DE JUSTIÇA -

A rotina hoje nos tribunais federais, logo após tomar


posse no cargo é que o Oficial de Justiça novato na absoluta maioria dos casos não tem
experiência nenhuma no exercício do cargo e sai para as ruas para enfrentar o dia a dia
do ofício sem nenhum treinamento mínimo ou um curso que lhe prepare para isso,
justamente numa profissão hoje reconhecidamente perigosa e sabidamente de risco e
que em muitos casos se equipara ao serviço policial no quesito periculosidade. Tanto que
a própria Polícia Federal reconheceu explícitamente através da Portaria de número XXX
do Superintendente Gerald a Polícia Federal que o Oficial de Justiça exerce profissão de
risco e por isso mesmoe desde que cumpridos os requisitos exigidos, pode ele portar
arma sem que necessite comprovar ser de periculosidade do seu ofício.

O mesmo entendimento foi esposado em vários


Mandados de Injunção concedidos a sindicatos e associações de classes aos Oficiais
pelos Ministros do STF e com material em vias de ser sumulada pela Suprema Corte
brasileira, suprindo lacuna legislativa de preceito constitucional que deixou de ser
regulado pelo Congresso Nacional desde a promulgação da Constituição Federal de
1.988, sendo reconhecido pelo STF que o exercício de seus encargos externamente é
perigos e penoso, causa de tantas doenças e estresse nesses profissionais que exercem
sozinhos seus deveres, sendo este um profissional essencial à finalização daprestação
jurisdicional enfrentando diuturnamente resistência e ataques dos jurisdicionados, muitas
vezes com consequêncis fatais ao Oficial, sendo tambem sobejamente conhecidas as
doenças que acometem o Oficial de Justiça nas ruas no dia a dia para cumprir sua
missão.

Numa época em que a informatização, a especialização e


treinamento contínuo dão o tom de como deve ser o treinamento de um funcionário para
que este cumpra com seu mister primário que é a entrega da prestação jurisdicional e
para que esta seja realmente eficaz e eficiente, ainda continua sendo nosso treinamento
feito nas ruas, baseado no método primitivo e ineficiente de tentativa e erro, sendo
desprezada a imensa experiência dos Oficiais de Justiça há anos na ativa e com larga
experiência e traquejo no manejo e cumprimento das ordens judiciais, experiência essa
que poderia e deveria ser totalmente colocada a serviço de um treinamento e reciclagem
contínua destes profissionais, notadamente dos mais novos pois são estes Oficiais
aqueles que mais necessitam desse treinamento para que não tenham que aprender na
prática das ruas o que eles poderiam aprender com os colegas mais experientes.

Isso hoje e de maneira equivocada já vem informalmente


acontecendo pois na realidade o novo Oficial de Justiça, ao tomar posse no cargo, é
desginado para trabalhar por algum tempo, geralmente de duas a quatro semanas com
outro colega mais experiente, o que supre de maneira muito pobre e sem eficácia um
curso focado e centrado na reais necessidades e ferramentas que este novo Oficial
precisa para sair com segurança nas ruas da jurisdição onde está lotado.

Pelos motivos indicados é que a diretoria da AOJUSTRA –


Associação dos Oficiais de Justiça Avaliadores Federais da Justiça do Trabalho da 2a.
Região ofecere à administração do TRT/2 a presente colaboração, com sugestões de um
plano de treinamento a ser oferecido ao novo Oficial de Justiça que acaba de tomar posse
a sugestão de grade de um curso de treinamento e tambem de reciclagem aos Oficiais
de Justiça já em exercício há mais tempo no cargo pois é sabido que vivemos tempos de
mudança, estamos cientes que o ordenamento jurídico não é estático e numa época de
transformações rápidas como hoje vivemos, onde novas tecnologias tornam obsoletos
procedimentos antes sedimentados, temos a seguir delineados e formatados na
experiência do dia a dia de nossas rotinas de Oficiais de Justiça o que entendemos deva
ser dado de bagagem para aquele que toma posse no cargo, muitas vezes jovens e
sendo o seu primeiro trabalho a posse no cargo de Oficial de Justiça.

Nossa profissão tem se valorizando a cada dia pela


exigência de formação específica de bacharelado em Ciências Jurídicas, muitos
advogados experientes hoje tambem estão prestando concurso para Oficial de Justiça,
notamos que entres os que passaram nos últimos concursos os candidatos são
extremamentes jovens mas de grande capacidade intelectual, a maioria desses jovens é
oriunda de diversos outros estados da federação e que por esse motivo desconhecem
como é viver e se locomover numa metrópole imensa como São Paulo e outros
municípios que compõe a area metropolitana da cidade, onde os problemas existentes em
outros locais se mostram pequenos face ao gigantismo dos números da nossa cidade e
os perigos das desigualdades sociais que encontramos em cada esquina, ainda mais pela
natureza do nosso ofício que é fazer valer com o braço forte do Estado as decisões dos
juízes, com toda carga de violência e inconformismo que isso acarreta no mensageiro da
Justiça.

Hoje com certeza podemos afirmar que o segmento dos


Oficiais de Justiça Avaliadores Federais é um dos mais bem preparados para enfrentar os
novos desafios, a maioria dos Oficiais de Justiça novos e antigos tem hoje em sua
formação acadêmica mais que uma graduação de nível superior além do curso de direito
legalmente exigido, muitos além dessas graduações tem especialização nas diversas
área do Direito, vários outros com cursos de doutorado e mestrado.

Nós da diretoria da Aojustra gostaríamos que essa


formação teórica e principalmente a nossa formação prática adquirida duramente no dia a
dia nas ruas em anos de exercício no cargo fosse melhor aproveitada pela administração
do E. TRT para que o novo Oficial de Justiça saisse às ruas mais apto a enfrentar o dia a
dia da profissão com muito mais segurança do que tem hoje e para isso estamos
submetemos ao crivo de V. Exa. o plano de curso a seguir discriminado.

Nos sentiríamos honrados podermos colaborar com a


administração do TRT/2 na parte que nos toca para melhorar a prestação jurisdictional de
nosso tribunal, afinal acreditamos que como servidores públicos nosso dever primordial é
servir.
É somente essa nossa intenção e esperamos que nossa
oferta de colaboração seja apreciada pela diretoria da Ematra e a final seja deferida.

Atenciosamente.

A DIRETORIA DA AOJUSTRA

- PROPOSTA DE CURSO BÁSICO DE FORMAÇÃO PARA OFICIAIS DE JUSTIÇA -

O curso se diVidirá em duas partes e deverá ter uma


parte teórica e outra parte prática.

1 - PARTE PRÁTICA -

A parte prática deverá ser realizada com o


acompanhamento de um Oficial de Justiça Avaliador Federal nas diligências na própria
comarca onde o novo Oficial estará lotado. Cada aluno acompanhará o trabalho de um
Oficial de Justiça da ativa, inicialmente observando o trabalho e depois participando
efetivamente das diligências com o Oficial.

2 - PARTE TEÓRICA -
A parte teórica deverá ser apresentada aos alunos por
Oficiais de Justiça do quadro do TRT/02, de acordo com os temas divididos em módulos:

a) - Módulo 01 -

- Ética e comportamento do OJUFE enquanto servidor público.

Oficial (a) Instrutora (a) – a definir – duração (a definir) horas.

b) - Módulo 02 -

- Responsabilidade penal, cível e administrativa do Oficial de Justiça.

Oficial (a) Instrutora (a) – a definir – duração (a definir) horas.

c) - Módulo 03 -

- Procedimentos judiciais e administrativos no trabalho do Oficiais de Justiça.

Oficial (a) Instrutora (a) – a definir – duração (a definir) horas.


d) – Módulo 04 -

- Avaliações feitas pelo Oficial de Justiça:

1 - Penhora e avaliação de bens móveis (o uso da internet na avaliação)


2 - Penhora e Avaliação de Imóveis (o uso da internet e a pesquisa perante imobiliárias –
cuidados a serem observados na avaliação e elementos do auto de penhora)
3 - Bens penhoráveis, bens fora de mercado e bens impenhoráveis

e) – Módulo 05 -

- A segurança do Oficial de Justiça no seu trabalho diário nas ruas:


1- Noções de linguagem e expressão corporal – meios de antecipar reações e modos de
abordagem do reclamado/executado através de gestos e postura – postura para não pro
vocar nem exacerbar a reação da parte
2- Segurança pessoal nas ruas e no seu automóvel – meios de identificar e assaltos, fur
tos e agressões – noções de segurança no trânsito.
3- Áreas de difícil acesso ou áreas de alta criminalidade – modos de se proteger – como
chamar auxílio policial caso anteveja perigo na diligência

Instrutora (a) – a definir – duração (a definir) horas.

f) – Módulo 06

- Noções de informática aplicada no dia a dia do trabalho do Oficial de Justiça:

1- Técnicas de redação aplicadas na certificação – o poder do Oficial de Certificar


2- A postagem das certidões pelo Oficial no sistema do TRT/02 – maneiras, técnicas e
truques de informática para ganhar tempo nas postagens
3- O uso da informática no dia a dia do Oficial – pesquisa no Banco de Dados da Execu-
ção do TRT/2 – pesquisa em links públicos disponibilizados na rede mundial de compu –
tadores
– dicas de como preparar bem o roteiro a ser seguido pelo Oficial após seu plantão para
maior eficiência e eficácia do seu trabalho

- Oficial (a) Instrutor (a) – a definir – duração (a definir) horas.

- INDICAÇÕES FINAIS -

1 - Sugerimos na medida do Possível a inserção na grade do curso em dias a serem


definidos o curso de direção defensiva e o curso de tiro de defesa, a ser ministrado no
primeiro caso por empresa especializada no ramo e no segundo caso podendo o curso
ser ministrado pela Policia Federal, a exemplo do que ocorreu em outros tribunais federais
ou pelo próprio corpo de Agentes de Segurança, já que existem servidores especializados
nessa área no TRT/2.
2 - Tambem como sugestão indicamos que a parte prática do curso poderá ter a duração
de um plantão (14 dias corridos/10 dias úteis, sendo que diligências ao sábados e finais
de semana podem ser agendadas a critério do (a) Oficial(a) Instrutor (a).

3- A parte teórica terá duração de ( a definir) horas, divididas em (a definir) dias, período
da manhã e tarde ou no período da manhã, ou no período da tarde, conforme segue.

- Segunda-feira, dia XX/XX/XXX: Módulo 01 (horário a definir)

- Terça-feira, dia XX/XX/XXX: Módulo 02 (horário a definir)

- Quarta-feira, dia XX/XX/XXX: Módulo 02 (horário a definir)

- Quinta-feira, dia XX/XX/XXX: Módulo 04 (horário a definir)

- Sexta-feira, dia XX/XX/XXX: Módulo 05 (horário a definir)

- Segunda-feira, dia XX/XX/XXX: Módulo 01 (horário a definir)

- OBSERVAÇÕES FINAIS -

1- A razão do módulo de XX horas por dia se dá tendo em vista que o aluno terá aula
prática à tarde e os OJUFES instrutores cumprirão mandados judiciais e dará instrução
aos alunos no período da tarde.

2- O outro motivo é o melhor aproveitamento dos módulos evitando o cansaço do aluno


com carga horária extensa no mesmo dia.

- Sugestões de outros temas para complemento do curso, podendo ser palestras e/ou
seminários, a agendar ao final do curso ou após a realização deste:

- Ética e comportamento do Oficial de Justiça enquanto servidor público.

- Responsabilidade penal, cível e administrativa do OJUFE no exercício do cargo.

- Procedimentos judiciais e administrativos no trabalho do Oficial de Justiça.

- Central de mandados judiciais, importância e necessidade de regulamentação.

- Avaliação de imóvel de alto valor quando impugnada a avaliação do Oficial de Justiça

- O papel social do Oficial de Justiça dentro do judiciário trabalhista.

- Anteprojeto de Lei Orgânica dos Oficiais de Justiça Avaliadores Federais.


- O impacto das novas tecnlogias e a informática no dia a dia do Oficial de Justiça.

- O Oficial de Justiça em outros países. Direito comparado.

- Direito do Trabalho em outros países. Direito comparado.

- O futuro do cargo de Oficial de Justiça Avaliador Federal no Brasil e no mundo:


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