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1 INTRODUÇÃO

A diversidade de temas na esfera jurídica é imensa, motivo claro ser o


Direito o maior controlador das condutas humanas e das relações sociais. Dentre
inúmeros conflitos, pode-se perceber hodiernamente que o inchaço de tais
conflitos ocorre no âmbito familiar, isto se deve aos aspectos psicológicos que
dificultam o bom desenvolvimento das relações interpessoais.

Em uma linguagem bem simples a síndrome da alienação parental


consiste em um processo de programação de uma criança para que odeie o um de
seus genitores sem justificativa. Trata-se de uma verdadeira campanha para
desmoralizar o outro genitor. O filho é utilizado como instrumento de agressividade
direcionada ao ex parceiro.

A questão da síndrome da alienação parental, denominação feita pelo


psiquiatra norte americano Richard Gardner em 1987, necessita de uma maior
atenção, tendo em vista que é prática que vem sendo denunciada de forma
recorrente.

A problemática que gira em torno da alienação é a dificuldade de


identificação e classificação desta, o que torna mais árduo a resolução do conflito.

Dentro desse jogo de manipulações todos os artifícios são utilizados até


mesmo a falsa denuncia de abuso sexual, que pode ser originada a partir de falsos
indícios incestuosos, o que gera com transtornos para o genitor alienado e
principalmente para a criança que acredita no que o genitor lhe diz, como absoluta
verdade.

A todas estas questões é que reside a importância de tal estudo, pois


tais práticas estão ganhando grande popularidade. Sendo inadmissível esquecer
que tal situação conflituosa envolve crianças e adolescentes, pessoas na condição
de desenvolvimento e que justamente por esses motivos e dessa condição
especial merecem maior atenção e respeito conforme a forma legal reza não
somente na Carta Magna, como também no Estatuto da Criança e do Adolescente.
2 REVISÃO DE LITERATURA

A Síndrome da Alienação Parental foi o termo designado pelo psiquiatra


norte americano para definir o processo pelo qual um genitor programa uma
criança para que odeie o outro genitor sem nenhuma justificativa (GIL, 2002).

A síndrome da alienação parental é incompatível com a nova


perspectiva de convívio familiar que vem sendo preconizada pelo novo Direito das
Famílias, este que agrega hodiernamente não só os vínculos biológicos e os
efeitos práticos que geram, mas que concede também um tratamento
interdisciplinar às matérias relacionadas à família, bem como a preocupação em
atender as questões psíquicas que permeiam tais conflitos, permitindo inclusive
como exemplo o reconhecimento de dano afetivo pela ausência de convívio
paterno-filial.

Importante perceber que a síndrome da alienação parental, tem efeitos


devastadores principalmente na criança, tendo em vista que essa é afastada
totalmente do genitor alienado, este por sua vez se transforma em um verdadeiro
estranho para o menor. A criança exposta a esse fenômeno desenvolve diversos
sintomas e fatores psiquiátricos, e que se não tiverem tratamento adequado,
estarão sujeitos a seqüelas como depressão crônica, transtorno de identidade e de
imagem, sentimento incontrolável de culpa, sentimento de isolamento, dentro
outros, que podem perdurar para o resto da vida.

Essa temática vem ganhando cada vez mais atenção, pois é prática que
vem sendo denunciada de forma recorrente, encontra-se implícita nas diversas
ações de família, principalmente nas ações de guarda. Com isso foi elaborado o
projeto de lei nº 4.053 de 2008 visando definir a prática da alienação parental,
fixando parâmetros para sua caracterização a par de estabelecer medidas a inibir
essa prática.

Ao analisar a problemática de identificar o melhor caminho para reduzir


a incidência da síndrome da alienação parental, percebe-se que a opção mais
coerente e acertada é o acompanhamento psicológico logo desde o inicio quando
verificado haver alienação parental, tal medida de acompanhamento deve ser
adotada pela equipe interdisciplinar que deve estar presente quando a questão
tratar de menor, juntamente com o magistrado preparado e no caso concreto pode
prosseguir até a mediação que é uma técnica de resolução conflitos, não
adversarial, que sem imposições de sentenças ou laudos e, com um profissional
devidamente formado, auxilia as partes a encontrarem seus verdadeiros interesses
e preservá-lo da forma mais adequada.

Interessante é que para que a mediação tenha os efeitos esperados


necessário seria que este terceiro mediador fosse um psicólogo especializado em
relações familiares, para que desta forma pudesse mediar de forma mais segura,
sem deixar de atentar-se para os sintomas na criança, as conseqüências, bem
como a postura do alienador a fim de que possam as partes chegar a uma solução
que satisfaça não somente o conflito, mas as partes envolvidas, preservando os
filhos que dizem tanto amar.

Ademais, a não aplicação do acompanhamento psicológico e da


mediação viola não somente os princípios fundamentais inerentes a pessoa
humana como principalmente afeta gravemente o principio protetivo do menor,
este que assegura proteção integral as crianças e adolescentes por sua peculiar
condição de pessoa em desenvolvimento. O que prejudica não só a criança de
forma imediata quanto desfavorece o futuro destes jovens.

Nesse contexto é necessário compreender que a síndrome da alienação


parental, é um fenômeno freqüente que cresce descontroladamente e que tem
efeitos devastadores na criança e no adolescente. Deve ser priorizada tendo em
vista que romper o um vínculo com o outro genitor é algo que afeta e muito o
desenvolvimento da criança, que pode não se recuperar desse choque e também
nunca conseguir preencher um hiato de anos afastado de seu genitor que só amor
quis partilhar.E esta problemática agride não somente a dignidade do genitor e
filho alienado,mas também o principio protetivo do menor (DIAS, 2010).

3 PROBLEMA DE PESQUISA

À luz do princípio protetivo do menor, qual o melhor caminho para reduzir


a síndrome da alienação parental?
4 OBJETIVOS

4.1 OBJETIVO GERAL

Observar a dificuldade de reconhecer a síndrome da alienação


parental e caracterizá-la e as conseqüências desse desconhecimento
principalmente no que concerne ao desrespeito ao principio protetivo do menor.

4.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

• Definir a síndrome da alienação parental, bem como indicar os meios de


identificá-la.

• Estudar acerca da sua origem e o ambiente propício para seu


desenvolvimento.

• Analisar o perfil do alienador.

• Analisar a correlação da síndrome da Alienação Parental com as falsas


denúncias de abuso sexual, esclarecendo assim a segunda nomenclatura
utilizada para descrever o fenômeno: “implantação de falsas memórias”.

• Compreender a gravidade das conseqüências mediatas e imediatas desta


prática para as crianças e adolescentes.

5 JUSTIFICATIVA

A par das informações acima mencionadas, é possível perceber que o


problema da síndrome da alienação parental está cada vez mais presente nos
inúmeros conflitos familiares quando da separação judicial ou não. Ocorre que há
pouco conhecimento teórico acerca do tema, como por exemplo, a sua origem, sua
caracterização, seus efeitos e principalmente estes últimos que são nefastos,
correndo grande risco de se tornarem irreversíveis se não forem orientados de
forma segura e sólida.

É nesta linha que ensina Maria Berenice Dias: “Não cabe mais ficar
silente diante destas maquiavélicas estratégias que vem ganhando popularidade e
que estão crescendo de forma alarmante”¹. Porém o se percebe é que na realidade
quando diante tal fenômeno, este passa desapercebido, ou quando reconhecido,
há inúmeras dificuldades que impedem a imediata solução do problema.

Isto se deve ao fato de que os juízes ainda que tenham como maior
objetivo a preservação da criança, não estão devidamente preparados para tal
acontecimento, isso pela falta de maior divulgação sobre a existência desse
fenômeno, sua definição, sua caracterização, seus efeitos mediatos e imediatos,
bem como de outros aspectos.

Justifica-se portanto, a realização deste presente estudo como um meio


de contribuir para o entendimento de todos os aspectos da síndrome da alienação
parental, desde a sua origem até as suas conseqüências de forma a salvaguardar
e principio protetivo do menor, bem como da a este maior aplicabilidade,
atendendo desta forma, as necessidades hodiernas no que concerne ao convívio
familiar, dentro da nova visão que busca o novo Direito das Famílias.

6 METODOLOGIA

Com a finalidade de fornecer embasamento teórico à pesquisa a ser


realizada, estudos de juristas, professores, psicólogos e psiquiatras infantis serão
utilizados para formar uma base segura para a produção da pesquisa.

O tema é novo, muito embora seja sua prática cada vez mais comum,
por isto, os artigos publicados virtualmente serão de grande valia para a produção
desta pesquisa.

Far-se-á o uso da técnica de pesquisa bibliográfica, com a consulta de


doutrinas na área da Psicologia e Jurídica que tratam o tema, bem como de artigos
disponibilizados na internet.
REFERÊNCIAS

BRASIL. Constituição. (1988). Constituição da República Federativa do Brasil:


promulgada em 5 de outubro de 1988: atualizada até a Emenda Constitucional nº
57, de 18-12-2008. 7ª ed. atual. E ampl. – São Paulo: Saraiva 2009.

GIL, Antonio Carlos. Como Elaborar Projetos de Pesquisa. 4 ed. São Paulo:
Editora Atlas S.A., 2002.

DIAS, Maria Berenice. Síndrome da alienação parental, o que é isso?


Disponível em <http//jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=8690> Acesso em : 8
de março de 2010.

NIEMEZEWSKI, Felipe Rosa. A Síndrome de Alienação Parental nos casos de


separações judiciais no Direito Civil Brasileiro. Disponível em
<http://www.alienacaoparental.com.br/> Acesso em: 14 de março de 2010.

NAZAROVICZ, Igor Xaxá. A Síndrome da alienação Parental e o Poder


Judiciário. Disponível em: < http://www.alienacaoparental.com.br/> Acesso em: 14
de março de 2010.

PODEVYN, François. Síndrome de Alienação Parental. Disponível em:


<http://www.apase.org.br/> Acesso em: 28 de abril de 2010.