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15 DE OUTUBRO DE 2010

´
(Paginas 3-11, 16-20, 20-25)

ARTIGOS DE ESTUDO PARA OBJETIVO DOS


AS SEMANAS DE: ARTIGOS DE ESTUDO
´
29 de novembro–5 de dezembro ARTIGOS DE ESTUDO 1 E 2 PAGINAS 3-11
“Quem veio a conhecer Esses artigos explicam como podemos bus-
´ ´
a mente de Jeova?” car a intimidade com Jeova por aprender das
´ ˆ ´
atividades de Jesus. Explicam tambem o que
PAGINA 3 CANTICOS: 69, 51 ´
esta envolvido na justiça de Deus, por que
´ ´
6-12 de dezembro devemos prioriza-la e nunca julgar a Jeova
´ ˜
segundo os nossos proprios padroes.
Persista em buscar primeiro
´
a “Sua justiça” ARTIGO DE ESTUDO 3 PAGINAS 16-20
´ ˆ ´
PAGINA 7 CANTICOS: 40, 22 O que esta envolvido em honrar nossos ir-
˜ ˜
maos? Que razoes temos para fazer isso?
13-19 de dezembro Como podemos pessoalmente tomar a ini-
ˆ ˜
Voce toma a dianteira ciativa em dar honra? Essas sao algumas das
˜ perguntas consideradas nesse artigo.
em honrar seus irmaos?
´ ˆ
PAGINA 16 CANTICOS: 122, 104 ARTIGO DE ESTUDO 4 PAGINAS 20-25
´

20-26 de dezembro Esse artigo considera como os que dirigem


˜ ˜ ˆ
ˆ as reunioes cristas e os da assistencia podem
Voce contribui para ´
˜ ˜ contribuir para torna-las edificantes para to-
reunioes cristas edificantes? ´
´ ˆ dos os presentes. Analisa tambem alguns
PAGINA 20 CANTICOS: 20, 64 ajustes feitos nesta revista.

5 2010 Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania. Todos os direitos reservados. wst10 15/10-T
“QUEM VEIO A CONHECER
´
A MENTE DE JEOVA?”
´
“ ‘Quem veio a conhecer a mente de Jeova para o instruir?’
´
Mas nos temos a mente de Cristo.” — 1 COR. 2:16.

´
J A TEVE alguma vez dificuldade para en-
tender o modo de pensar de outra pessoa?
ˆ ´ ˜
tender plenamente todos os Seus pensamen-
´
tos, a Bıblia nos incentiva a buscar “a intimi-
´ ´
Voce talvez seja recem-casado e ache que nao dade com Jeova”. (Leia Salmo 25:14; Prover-
consegue entender bem a maneira de pensar bios 3:32.) Uma maneira de nos achegar a ele
ˆ ´
de seu conjuge. De fato, homens e mulheres e respeitar e levar em conta as suas atividades
´ ´
pensam, ´ e ate mesmo falam, de modo dife- registradas na sua Palavra, a Bıblia. (Sal. 28:5)
´
rente. E curioso que em algumas culturas ho- Outra maneira e conhecer “a mente de Cris-
´ ´
mens e mulheres falam dialetos diferentes to”, que “e a imagem do Deus invisıvel”.
´
do mesmo idioma! Alem disso, a diversidade (1 Cor. 2:16; Col. 1:15) Por tirar tempo para
´
na cultura e no idioma pode resultar em va- estudar relatos bıblicos e meditar neles, po-
˜ demos começar a entender as qualidades de
riados padroes de pensamento e comporta-
ˆ ´
mento. Contudo, quanto melhor voce co- Jeova e o seu modo de pensar.
nhecer os outros, tanto mais oportunidades ˆ
´ Cuidado com uma tendencia errada
tera para começar a entender o modo de pen- ´ ´
4 Ao meditarmos nas atividades de Jeova, e
sar deles. ˆ `
2 Nao ˜ ˜ preciso evitar a tendencia de julgar a Deus a
nos deve surpreender, entao, que o ˜ ´
nosso modo de pensar seja muito diferente base de padroes humanos. Ha uma breve
´ ´ ˜ ˆ ´
do de Jeova. Por meio de seu profeta Isaıas, alusao a essa tendencia nas palavras de Jeova
´ no Salmo 50:21: “Imaginaste que
Jeova disse aos israelitas: “Os vossos pensa- ´ eu me tor-
˜ ˜ naria positivamente igual a ti.” E como disse
mentos nao sao os meus pensamentos, nem ´ ´
os meus caminhos, os vossos caminhos.” um erudito bıblico ha mais de 175 anos: “Os
´ ´ homens tendem a julgar a Deus, e a supor
Daı, ilustrando esse fato, Jeova passou a di- `
´ ˜ que ele esteja restrito as leis que eles conside-
zer: “Porque assim como os ceus sao mais al- ´ ˆ
tos do que a terra, assim os meus caminhos ram apropriadas para sua propria observan-
˜ cia.”
sao mais altos do que os vossos caminhos, e ˜
5 Temos de cuidar para nao moldar o nos-
os meus pensamentos, do que os vossos pen- ´
samentos.” — Isa. 55:8, 9. so conceito sobre Jeova de um modo que se
˜ ´ ˜
3 Mas significa isso que nao devemos nem ajuste aos nossos proprios padroes e desejos.
´
mesmo procurar entender o modo de pensar Por que isso e importante? Bem, ao estu-
´ ˜ darmos as Escrituras, alguns dos atos de
de Jeova? Nao. Embora nunca possamos en- ´ ˜
Jeova podem parecer nao muito acertados
´
1, 2. (a) O que muitos acham difıcil? (b) O que te- segundo o nosso ponto de vista limitado e
mos de ter em mente quanto ao nosso modo de
´ ˆ
pensar e o de Jeova? 4, 5. (a) Que tendencia errada temos de evitar? Ex-
3. Cite duas maneiras de nos empenhar em conse- plique. (b) Que modo de pensar errado os israelitas
´
guir “intimidade com Jeova”. adotaram?

A SENTINEL A ˙ 15 DE OUTUBRO DE 2010 3


imperfeito. Os israelitas do passado adota- atividade, Jesus os levou a um lugar isolado
ram esse modo de pensar e tiraram uma con- na margem nordeste do mar da Galileia.
˜ ´ ´
clusao errada dos tratos de Jeova com eles. Milhares de pessoas, porem, os seguiram.
´
Note o que Jeova lhes disse: “Certamente di- Depois de Jesus ter curado essas pessoas e
´ ˜ ´
reis: ‘O caminho de Jeova nao e acertado.’ ter-lhes ensinado muitas coisas, surgiu um
´ ˜ ´ ´ ˜
Ouvi, por favor, o casa de Israel. Nao e acerta- problema de logıstica. Como essa multidao
´ ˜ ˜ ˜
do o meu proprio caminho? Nao sao os vos- obteria alimentos num lugar tao isolado?
˜ ˜
sos caminhos que nao sao acertados?” — Eze. Vendo a necessidade, Jesus perguntou a Fili-
18:25. ˜
pe, que era daquela regiao: “Onde vamos
˜ ˜
6 Um segredo para evitar a armadilha de comprar paes para estes comerem?” — Joao
´ ´ 6:1-5.
julgar a Jeova com base nos nossos proprios
˜ ´
padroes e reconhecer que o nosso ponto de 9 Por que Jesus perguntou isso a Filipe?
´ ` ´ ´ ˜
vista e limitado e, as vezes, muito falho. Jo Sera que ele nao sabia ao certo o que fa-
˜ ˜
teve de aprender essa liçao. Durante seu pe- zer? Nao. O que Jesus realmente pensava?
´ ´ ˜ ´ ´
rıodo de sofrimento, ele lutou contra o de- O apostolo Joao, que tambem estava la, ex-
ˆ ´ ´
sespero e tornou-se um tanto egocentrico. Jo plica: “[Jesus] dizia isso para prova-lo, pois
˜ ´ ˜
despercebeu as questoes maiores. Jeova, po- ele mesmo sabia o que ia fazer.” ( Joao 6:6)
´
rem, amorosamente o ajudou a ampliar seu Na realidade, Jesus estava testando o progres-
ponto de vista. Por fazer-lhe mais de 70 ´
so espiritual de seus discıpulos. Por fazer essa
´ ˜
perguntas, a nenhuma das quais Jo soube pergunta, ele prendeu a atençao deles e deu-
´ ˜ ´
responder, Jeova destacou as limitaçoes do lhes uma oportunidade de expressar sua fe
´ ´
entendimento de Jo. Mas Jo reagiu com no que Jesus poderia fazer. Mas eles perde-
humildade, ajustando seu ponto de vista. ram essa oportunidade e mostraram como o
´
— Leia Jo 42:1-6. ponto de vista deles era realmente limitado.
˜ ˜
(Leia Joao 6:7-9.) Jesus mostrou entao que
Como ter “a mente de Cristo” ele podia fazer algo que eles jamais ha-
˜
Jesus imitou seu Pai com perfeiçao em
7
viam imaginado. Ele alimentou milagrosa-
˜ ˜
tudo o que disse e fez. ( Joao 14:9) Portanto, mente aqueles milhares de famintos. — Joao
estudar as atividades de Jesus nos ajuda a en- 6:10-13.
´
tender o modo de pensar de Jeova. (Rom. 10 Esse relato nos ajuda a entender o modo
˜ ˜
15:5; Fil. 2:5) Examinemos, entao, dois rela- de pensar de Jesus em outra ocasiao. Pouco
´ ˜
tos evangelicos. depois de alimentar essa multidao, Jesus e
8 Imagine a cena. Era pouco antes da Pas- ´ ´ ´
´ seus apostolos rumaram para o norte, alem
coa de 32 EC. Os apostolos de Jesus haviam ´ ´
´ das fronteiras de Israel, ate perto de Tiro e Sı-
voltado recentemente de uma notavel via- don. Enquanto estavam ali, eles encontra-
˜
gem de pregaçao por toda a Galileia. Visto ram uma mulher grega que implorava a Je-
que estavam cansados por causa de toda essa ´
sus que curasse a sua filha. De inıcio, Jesus
˜ ´ ignorou a mulher. Mas, visto que ela insis-
6. Que liçao Jo aprendeu, e como podemos nos be-
ˆ tia, Jesus disse-lhe: “Deixa primeiro os fi-
neficiar de sua experiencia?
7. Por que estudar as atividades de Jesus nos ajuda a ˜ ´
´ lhos ficar satisfeitos, pois nao e direito tirar
entender o modo de pensar de Jeova?
˜ ´ ˜ ˜
8, 9. Conforme registrado em Joao 6:1-5, que situa- 10-12. (a) Por que possıvel razao Jesus nao aten-
˜
çao levou Jesus a fazer uma pergunta a Filipe, e por deu logo ao pedido da mulher grega? Explique.
que a fez? (b) O que consideraremos a seguir?

4 A SENTINEL A ˙ 15 DE OUTUBRO DE 2010


´ ´ ˜
O que os tratos de Jeova com Moises e com Abraao
nos ensinam sobre o Seu modo de pensar?

˜ ´ ˜
o pao dos filhos e lança-lo aos cachorri- zeram um bezerro de ouro para adoraçao. Ele
´
nhos.” — Mar. 7:24-27. disse: “Olhei para este povo e eis que e um
´
11 Por que Jesus de inıcio povo de dura cerviz. Portanto, deixa-me ago-
se recusou a aju-
´ ra, para que a minha ira se acenda contra eles
dar essa mulher? Sera que ele a estava colo-
` e eu os extermine, e faça eu de ti uma grande
cando a prova, como fez com Filipe, para ver ˜ ˆ
como ela reagiria, dando-lhe uma oportuni- naçao.” — Exo. 32:9, 10.
´ 14 O relato prossegue: “Moises ´
dade de mostrar a sua fe? O tom de voz de Je- passou a
˜ ´
sus, embora nao revelado no texto escrito, abrandar a face de Jeova, seu Deus, e a dizer:
˜ ´ ´
nao a desanimou. Por ter usado o termo “ca- ‘Por que, o Jeova, devia acender-se a tua ira
˜ contra o teu povo que fizeste sair da terra do
chorrinhos”, ele suavizou a comparaçao. As-
˜
sim, Jesus talvez estivesse agindo como um Egito, com grande poder e com mao forte?
´
pai disposto a atender a um pedido do filho, Por que deviam os egıpcios dizer: “Com mau
˜ ´
mas, para testar a determinaçao da criança, intento os fez sair, a fim de mata-los entre
˜ ´ ´
nao demonstra nenhum sinal dessa inten- os montes e extermina-los da superfıcie do
˜ solo”? Desvia-te da tua ira ardente e deplo-
çao. Seja como for, depois que a mulher ex-
´ ra o mal contra o teu povo. Lembra-te de
pressou a sua fe, Jesus de bom grado atendeu ˜
ao seu pedido. — Leia Marcos 7:28-30. Abraao, Isaque e Israel, teus servos, a quem
´
12 Esses dois relatos evangelicos ˜ juraste por ti mesmo, dizendo-lhes: “Multi-
nos dao ˆ
˜ plicarei a vossa descendencia como as estre-
uma preciosa compreensao da “mente de ´
Cristo”. Vejamos agora como esses relatos las dos ceus, e toda esta terra que indiquei,
` ˆ
podem nos ajudar a entender melhor a men- eu a darei a vossa descendencia para que
´ ´ deveras tomem posse dela por tempo indefi-
te do proprio Jeova. ´
nido.” ’ E Jeova começou a deplorar o mal ˆ
´ ´ que falou que ia fazer ao seu povo.” — Exo.
Os tratos de Jeova com Moises
13 Compreender bem a maneira de Jesus 32:11-14.1
15 Sera´ que Moises ´
realmente teve de
pensar nos ajuda a entender certos textos das
´
Escrituras cujo sentido talvez seja difıcil de ´ ´
1 Ha um relato similar em Numeros 14:11-20.
captar. Por exemplo, considere as palavras de
´ ´ ´ ` ´
Jeova a Moises depois que os israelitas fi- 14. Como Moises reagiu as palavras de Jeova?
´
15, 16. (a) Que oportunidade se abriu para Moises
13. De que modo compreender bem a maneira de ´
em vista do que Jeova havia falado? (b) Em que sen-
´
Jesus pensar nos ajuda? tido Jeova “começou a deplorar”?

A SENTINEL A ˙ 15 DE OUTUBRO DE 2010 5


´ ´ ˜
corrigir o modo de pensar de Jeova? De pode significar simplesmente que Jeova nao
´
modo algum! Embora Jeova expressasse o trouxe a calamidade que havia declarado es-
˜ ˜
que estava inclinado a fazer, essa nao era sua tar inclinado a trazer sobre a naçao inteira.
˜ ´
decisao final. Na verdade, Jeova estava tes- ´ ˜
´ Os tratos de Jeova com Abraao
tando Moises, assim como Jesus fez mais tar-
´ 17 Outro exemplo de como Jeova da´ aos ´
de com Filipe e com a mulher grega. Moises
recebeu uma oportunidade de expressar seu seus servos uma oportunidade de expressar
´ ´ ˜
conceito.1 Para mediador entre si mesmo e sua fe e confiança e o pedido de Abraao a res-
´ ´ ´
Israel, Jeova designou Moises e respeitou essa peito de Sodoma. Nesse relato, Jeova mos-
˜ ´ ´ ` ˆ ˜
designaçao. Sera que Moises sucumbiria a trou grande paciencia por deixar que Abraao
˜ ´ ˜
frustraçao? Aproveitaria essa oportunidade fizesse uma serie de oito indagaçoes. Num
´ ˜
para incentivar Jeova a esquecer Israel e fazer dado momento,´ Abraao fez este comovente
´ ˜ ´
dos seus proprios descendentes uma naçao apelo: “E inconcebıvel a teu respeito que
`
poderosa? atues desta maneira para entregar a morte o
˜ ´ ´ ´ ˆ
16 A reaçao de Moises revelou sua fe e con- justo junto com o inıquo, de modo que se´ de
´ ˜ ´ ´
fiança na justiça de Jeova. A sua resposta nao com o justo o que se da com o inıquo! E in-
´ ´ ˜ ´
indicou interesse egoısta, mas sim preocupa- concebıvel a teu respeito. Nao fara o Juiz
˜ ´ ˜ ´ ˆ
çao com o nome de Jeova. Ele nao queria que de toda a terra o que e direito?” — Gen.
´
esse nome fosse difamado. Moises mostrou 18:22-33.
´
assim que entendia “a mente de Jeova” a res- 18 O que esse relato nos ensina sobre o

peito desse assunto. (1 Cor. 2:16) Com que ´ ´


´ ˜ modo de pensar de Jeova? Sera que foi preci-
resultado? Visto que Jeova nao estava firme- ˜ ´
so que Abraao arrazoasse com Jeova´ para que
mente decidido a tomar uma determinada ˜ ˜
˜ este tomasse a decisao certa? Nao. E claro que
açao, o registro inspirado diz que ele “come- ´
˜ Jeova poderia ter simplesmente declarado no
çou a deplorar”. Em hebraico, essa expressao ´ ˜ ˜
inıcio as razoes de sua decisao. Mas, por
˜
1 De acordo com alguns eruditos, a expressaoˆ idio-
meio dessas perguntas, ele concedeu tempo
´ ˜ ˜
matica hebraica traduzida “deixa-me agora”, em Exodo para Abraao aceitar a decisao e entender
32:10, pode ser entendida como um convite, uma suges- ´ ´
˜ ´ ˜
tao de que Moises receberia permissao de interceder pela
o modo de pensar de Jeova. Isso tambem per-
˜ ˆ ´ ˜ ˜
naçao, ou ‘se por na brecha’ entre Jeova e a naçao. (Sal. mitiu que Abraao entendesse a grandeza da
´ ´
106:23; Eze. 22:30) Seja como for, e obvio que Moises
´ ˜ ´
` compaixao e da justiça de Jeova. De fato,
sentiu-se a vontade para expressar livremente a sua opi- ´ ˜
˜
niao a Jeova.
´ Jeova tratou Abraao como amigo. — Isa. 41:8;
Tia. 2:23.
˜ ´
Lembra-se? Liçoes para nos
ˆ 19 O que aprendemos sobre “a mente de
˙ O que nos ajuda a evitar a tendencia ´
´ Jeova”? Temos de permitir que a Palavra
de julgar a Jeova com base nos
´ ˜ de Deus molde o nosso entendimento sobre
nossos proprios padroes?
˜ ´
˙ De que modo entender as açoes de a mente de Jeova. Nunca devemos julgar a
´
Jesus nos ajuda a conseguir Jeova com base em nosso limitado ponto de
´
“intimidade com Jeova”? ´ ˆ
˜ ˆ 17. Como Jeova mostrou grande paciencia ao lidar
˙ Que liçoes voce aprendeu dos ˜ ˜
com as preocupaçoes de Abraao?
´ ´ ´ ´
dialogos de Jeova com Moises e 18. O que aprendemos do modo como Jeova tratou
˜ ˜
com Abraao? Abraao?
´
19. Como podemos imitar Jo?

6 A SENTINEL A ˙ 15 DE OUTUBRO DE 2010


˜ ´
vista, nossos padroes e modo de pensar. Jo posta clara, podemos encarar isso como um
˜ ´ ´
declarou: “[Deus] nao e homem igual a mim teste de nossa confiança em Jeova. Lembre-
para eu lhe responder, para entrarmos juntos ` ˜ ˜
se — as vezes certas declaraçoes nos dao uma
´ ´ ´
em julgamento.” ( Jo 9:32) Como Jo, quando oportunidade de expressar nossa fe nas qua-
´ ´
começamos a entender a mente de Jeova, lidades de Jeova. Reconheçamos humilde-
˜ ˜
nao podemos deixar de exclamar: “Eis que mente que nao entendemos tudo o que ele
˜
estas sao as beiradas dos seus caminhos, e faz. (Ecl. 11:5) Assim seremos movidos a con-
que sussurro sobre o assunto se tem ouvido ´
cordar
´ com estas palavras do apostolo Paulo:
dele! Mas quem pode mostrar ter entendi- “O profundidade das riquezas, e da sabedo-
˜ ´ ˜
mento do seu poderoso trovao?” — Jo 26:14. ria, e do conhecimento de Deus! Quao ines-
20 Ao lermos as Escrituras, o que devemos ´ ˜ ´
crutaveis sao os seus julgamentos e alem de
´ ˜
fazer se nos depararmos com um texto difıcil pesquisa sao os seus caminhos! Pois, ‘quem
˜ ´
de entender, em especial com relaçao ao veio a conhecer a mente de Jeova ou quem se
´
modo de Jeova pensar? Se depois de pesqui- tornou o seu conselheiro’? Ou: ‘Quem pri-
˜
sar o assunto ainda nao tivermos uma res- meiro lhe deu, de modo que se lhe tenha de
˜
pagar de volta?’ Porque todas as coisas sao
20. O que devemos fazer se nos depararmos com ´
´ dele, e por ele, e para ele. Gloria a ele para
um texto nas Escrituras que achamos difıcil de en- ´
tender? sempre. Amem.” — Rom. 11:33-36.

PERSISTA EM BUSCAR PRIMEIRO


A “SUA JUSTIÇA”
“Persisti, pois, em buscar primeiro o reino e a Sua justiça,
˜
e todas estas outras coisas vos serao acrescentadas.” — MAT. 6:33.

“P ERSISTI, pois, em buscar primeiro o rei- A palavra para “justiça” no idioma origi-
2

no.” (Mat. 6:33) As Testemunhas de ´


nal pode ser traduzida tambem por “reti-
´ ˜ ˜
Jeova conhecem bem essa exortaçao de Jesus dao”. Assim, a justiça de Deus significa reti-
˜ ˜ ˜
Cristo feita no Sermao do Monte. Em todo dao de acordo com Seus padroes e valores
aspecto da nossa vida, procuramos mostrar ´
pessoais. Como Criador, Jeova tem o direito
que amamos o governo desse Reino e que ˜ ´ ´
de fixar o padrao do que e bom e do que e
queremos lhe ser leais. Mas precisamos nos ´ ´
´ mau, do que e certo e do que e errado. (Rev.
lembrar tambem da segunda parte dessa ex- ´ ˜ ´ ´
˜ ´ 4:11) A justiça de Deus, porem, nao e um co-
pressao, a saber, “e a Sua justiça”. O que e a ´ ´
digo frio e rıgido ou uma infindavel lista de
justiça de Deus, e o que significa buscar pri-
normas e regulamentos. Em vez disso, ba-
meiro essa justiça? ´
seia-se na personalidade de Jeova e no seu
´ atributo fundamental da justiça, junto com
1, 2. O que e a justiça de Deus, e em que se baseia?

A SENTINEL A ˙ 15 DE OUTUBRO DE 2010 7


´
seus outros atributos fundamentais: amor, apostolo Paulo destacou um perigo que to-
´
sabedoria e poder. A justiça de Deus, portan- dos nos precisamos evitar se havemos de ter
˜ ´ ˆ
to, tem relaçao com a sua vontade e proposi- exito em buscar primeiro a justiça de Deus.
to. Inclui o que ele espera dos que desejam Falando a respeito de outros judeus, Paulo
ˆ
servi-lo. disse: “Eu lhes dou testemunho de que tem
˜
3 O que significa buscar primeiro a justiça zelo de Deus, mas nao segundo o conheci-
˜
de Deus? Dito de modo simples, significa fa- mento exato; pois, por nao conhecerem a
´ justiça de Deus, mas buscarem estabelecer a
zer a vontade de Deus a fim de agrada-lo.
´ ˜ `
Buscar a sua justiça inclui esforçar-se em vi- sua propria, nao se sujeitaram a justiça de
˜ Deus.” (Rom. 10:2, 3) De acordo com Paulo,
ver de acordo com os valores e padroes per-
˜ ˜
feitos de Deus, nao os nossos. (Leia Romanos aqueles adoradores nao entendiam a justiça
12:2.) Esse modo de vida envolve a nossa de Deus porque estavam muito ocupados
´ ˜ ´ ˜ ´
propria relaçao com Jeova. Nao se trata de tentando estabelecer a sua propria justiça.1
` ˜ 6 Uma maneira de cair nessa armadilha se-
obedecer as suas leis por medo de puniçao.
Em vez disso, nosso amor a Deus nos motiva ria encarar nosso serviço a Deus como com-
´ ˜
a nos empenhar em agrada-lo por apoiar os petiçao, comparando-nos com outros. Essa
˜ ˜ atitude poderia facilmente nos levar a con-
seus padroes, e nao estabelecer os nossos
´ ´ fiar demais nas nossas habilidades. Na verda-
proprios. Reconhecemos que essa e a coisa
´ ´
certa a fazer, exatamente o que fomos proje- de, porem, se agıssemos dessa maneira esta-
´ ´
tados para fazer. Assim como Jesus Cristo, o rıamos nos esquecendo da justiça de Jeova.
´ ˜
Rei do Reino de Deus, temos de amar a justi- (Gal. 6:3, 4) A motivaçao correta para fazer o
´ ´ ´
ça. — Heb. 1:8, 9. que e certo e o nosso amor a Jeova. Qualquer
4 Qual e´ a importancia ˆ ´
de buscar a justiça tentativa de provar a nossa propria justiça
´ ˜
de Jeova? Considere: o objetivo do teste ori- pode anular a afirmaçao de que o amamos.
´ ˜
ginal no jardim do Eden era ver se Adao e Eva — Leia Lucas 16:15.
˜ ´ 7 Jesus se preocupava com os “que confia-
aceitariam, ou nao, o direito de Jeova de fixar
ˆ vam em si mesmos como sendo justos e que
normas. (Gen. 2:17; 3:5) O fracasso deles re-
˜ ´ consideravam os demais como nada”. Ele
sultou em afliçoes e morte para nos como
seus descendentes. (Rom. 5:12) Mas a Palavra abordou o problema de a pessoa considerar-
˜
de Deus diz: “Quem se empenha pela justiça se justa fazendo a seguinte ilustraçao: “Dois
ˆ ´ ´ homens subiram ao templo para orar, um
e pela benevolencia achara vida, justiça e glo-
ria.” (Pro. 21:21) Realmente, buscar primeiro sendo fariseu e o outro cobrador de impos-
˜ ´
a justiça de Deus resulta numa relaçao har- tos. O fariseu estava em pe e começou´ a orar
´ ´
moniosa com Jeova, e isso, por sua vez, nos as seguintes coisas no seu ıntimo: ‘O Deus,
` ˜ ˜
leva a salvaçao. — Rom. 3:23, 24. agradeço-te que nao sou como o resto dos
´
homens, extorsores, injustos, adulteros, ou
O perigo de considerar-se justo
˜ 1 Segundo certo erudito, no idioma original a palavra
5 Ao escrever aos cristaos em Roma, o ´
traduzida “estabelecer” pode significar tambem ‘erigir
um monumento’. Portanto, aqueles judeus estavam, na
3. (a) O que significa buscar primeiro a justiça de ´
˜ realidade, erigindo um monumento simbolico para seu
Deus? (b) Por que apoiamos os justos padroes ´ ˜
´ proprio louvor e nao para o de Deus.
de Jeova?
´ ˜ ˆ
4. Por que e tao importante buscar a justiça de 6. Que atitude devemos evitar, e por que?
Deus? 7. Como Jesus abordou o problema de a pessoa con-
5. Que perigo temos de evitar? siderar-se justa?

8 A SENTINEL A ˙ 15 DE OUTUBRO DE 2010


˜
O que aprendemos da ilustraçao de Jesus
a respeito dos dois homens que
oravam no templo?

mesmo como este cobrador de impostos. Je-


´
juo duas vezes por semana, dou o decimo de
todas as coisas que adquiro.’ O cobrador de
´ ´ ` ˆ
impostos, porem, estando em pe a distancia,
˜
nao estava nem disposto a levantar os olhos
´
para
´ o ceu, mas batia no peito, dizendo:
ˆ
‘O Deus, se clemente para comigo pecador.’ ”
Jesus concluiu dizendo: “Digo-vos: Este ho- ´ ´ ´
Jeova. E como colocar Jeova sob julgamento
mem desceu para sua casa provado mais jus- ` ´ ˜
e o julgar a base de nossos proprios padroes
to do que aquele homem; porque todo o que ´ ´ ´ ´
´ do que e certo e do que e errado. Mas e Jeova
se enaltecer sera humilhado, mas quem se ˜
´ quem tem o direito de estabelecer o padrao
humilhar sera enaltecido.” — Luc. 18:9-14. ˜ ´
de justiça, nao nos! — Rom. 14:10.
10 Embora nenhum de nos ´
Outro perigo queira de pro-
´
— tornar-se “justo demais” posito julgar a Deus, a nossa natureza imper-
8 Outro perigo a evitar e´ mencionado em feita pode nos levar por esse caminho. Isso
˜ pode acontecer facilmente se observarmos
Eclesiastes 7:16: “Nao fiques justo demais,
´ ´
nem te mostres excessivamente sabio. Por algo que nos pareça injusto ou se nos mes-
˜ ˜ ´
que devias causar a ti mesmo a desolaçao?” mos sofrermos alguma afliçao. Ate mesmo o
´ ´
Depois, como vemos no versıculo 20, o escri- fiel Jo cometeu esse erro. Ele foi descrito ini-
´ ´ cialmente como homem ‘inculpe e reto, que
tor bıblico inspirado nos da um motivo para
˜ ´ ´
evitar tal atitude: “Pois nao ha nenhum ho- temia a Deus e se desviava do mal’. ( Jo 1:1)
´ ´
mem justo na terra, que continue fazendo o Mas daı ele sofreu uma serie de calamidades
˜ que lhe pareciam injustas. Isso o levou a de-
bem e que nao peque.” A pessoa que se torna
´ ´
‘justa demais’ estabelece seus proprios pa- clarar “justa a sua propria alma em vez de a
˜ ` ´
droes de justiça e julga os outros a base des- Deus”. ( Jo 32:1, 2) Foi preciso corrigir o
˜ ´ ˜
tes. No entanto, ela nao se apercebe de que, ponto de vista de Jo. Assim, nao nos deve
´ ˜ `
por fazer isso, esta elevando seus padroes aci- surpreender se, as vezes, nos encontramos
˜ ˜
ma dos padroes divinos e, portanto, mos- numa situaçao similar. Se isso acontecer,
´
trando-se injusta aos olhos de Deus. o que podera nos ajudar a reajustar o nosso
9 Ser “justo demais”, ou “excessivamente modo de pensar?
˜ ´
justo”, como dizem algumas traduçoes da Bı-
´ Nem sempre temos todos os fatos
blia, pode ate mesmo nos levar a questionar ´
´ ´ A primeira coisa a ter em mente e que
11
o modo de Jeova cuidar dos assuntos. Mas e
preciso ter em mente que, se questionarmos nem sempre temos todos os fatos. Foi assim no
˜ ˜ ´ ´
a justiça e a retidao das decisoes de Jeova, es- 10. Como no caso de Jo, o que pode nos levar a jul-
taremos na verdade passando a colocar o gar a Deus?
˜ ˜ ´
nosso padrao de justiça acima do padrao de 11, 12. (a) Se achamos que algo e injusto, o que
temos de nos lembrar? (b) Por que alguns talvez
˜
8, 9. O que significa ser “justo demais”, e ao que pensem que a ilustraçao de Jesus a respeito dos
isso pode nos levar? trabalhadores num vinhedo retrata algo injusto?

A SENTINEL A ˙ 15 DE OUTUBRO DE 2010 9


Foi injusto pagar aos trabalhadores da
´
decima primeira hora o mesmo que foi pago
aos que trabalharam o dia inteiro?
´ ˜ ˜
caso de Jo. Ele nao sabia das reunioes dos fi-
´ ´ ´
lhos angelicos de Deus no ceu, onde Jo foi
´ ´
acusado falsamente por Satanas. ( Jo 1:7-12;
´ ˜
2:1-6) Jo nao sabia que seus problemas foram
´
na verdade causados por Satanas. De fato,
˜ ´
nao temos certeza se Jo sequer conhecia a
´
verdadeira identidade de Satanas. Assim, ele
concluiu erroneamente que seus problemas
´ ´
haviam sido causados por Deus. Sim, e facil
˜ ˜
tirar a conclusao errada quando nao conhe-
cemos todos os fatos. de naquele dia e que, portanto, trabalharam
˜ ˜
12 Considere, por exemplo, a ilustraçao de apenas uma hora. Talvez eles nao conseguis-
´
Jesus a respeito dos trabalhadores num vi- sem alimentar a famılia com apenas o paga-
nhedo. (Leia Mateus 20:8-16.) Jesus fala aqui mento de uma hora. Mas estavam dispostos
de um dono de vinhedo que paga o mesmo a a trabalhar e haviam esperado o dia inteiro
todos os seus trabalhadores, quer tenham para serem contratados. (Mat. 20:1-7) Eles
˜ ˜
trabalhado o dia inteiro quer apenas uma nao tinham culpa de nao terem tido a opor-
ˆ tunidade de trabalhar o dia inteiro. Nada
hora. O que voce acha disso? Parece justo? ´
ˆ indica que tivessem de proposito evitado
Talvez voce logo se solidarize com os traba- ˆ
lhadores que labutaram o dia inteiro no sol trabalhar. Imagine que voce precisasse espe-
quente. Certamente mereciam receber mais! rar o dia inteiro por um trabalho, sabendo
´ ˜ ˆ
Com base nessa possıvel conclusao, o dono que outros dependiam do que voce ganhas-
˜
do vinhedo poderia ser considerado desamo- se naquele dia. Quanta gratidao sentiria se
´ conseguisse um trabalho — e como ficaria
roso e injusto. Ate mesmo a sua resposta aos
trabalhadores que se queixaram poderia pa- surpreso se recebesse o suficiente para ali-
´ ´
recer um arbitrario abuso de autoridade. Mas mentar sua famılia!
´ ˜
14 Vamos entao reavaliar as açoes ˜
sera que temos todos os fatos? do dono
˜ ˜ ´
13 Analisemos essa ilustraçao de outro do vinhedo. Ele nao pagou a ninguem me-
´ nos do que devia. Em vez disso, ele tratou to-
ponto de vista. O dono do vinhedo sem du-
vida sabia que todos aqueles homens precisa- dos os trabalhadores como pessoas dignas de
´ ˜
vam sustentar as suas famılias. Nos dias de ganhar o sustento. Embora essa situaçao pu-
Jesus, os trabalhadores no campo eram pagos desse ser encarada como lei da oferta e pro-
´ ´ cura, sem escassez de trabalhadores, o dono
em base diaria. As suas famılias dependiam ˜
´ do vinhedo nao se aproveitou deles por ofe-
do salario de cada dia. Com isso em mente,
˜ recer-lhes menos do que era justo. Todos os
pense na situaçao daqueles sem trabalho que
o dono do vinhedo encontrou bem mais tar- seus trabalhadores voltaram para casa com o
´
´
suficiente para alimentar a famılia. Levar em
13. Que outro ponto de vista poderıamos adotar
˜ ` ˜ ˜ ˜
com relaçao a ilustraçao de Jesus a respeito dos tra- 14. Que valiosa liçao aprendemos da ilustraçao do
balhadores num vinhedo? vinhedo?

10 A SENTINEL A ˙ 15 DE OUTUBRO DE 2010


conta esses detalhes adicionais pode mudar se de algum modo restrito por uma lei que
˜ ´ ˜
o nosso conceito sobre as açoes do dono do ele deu a juızes imperfeitos. Se ficasse, nao
˜ ˜ ´ ˜
vinhedo. A sua decisao foi amorosa e nao um seria como obrigar alguem com visao perfei-
´ ´
arbitrario abuso de autoridade. O que isso ta a usar oculos feitos para corrigir um defei-
˜ ´ ˜
nos ensina? Que considerar apenas alguns to de visao? Jeova podia ler o coraçao de Davi
´
dos fatos pode nos levar a tirar precipitada- e Bate-Seba e ver seu genuıno arrependimen-
˜ ´ to. Levando em conta esse fator, ele os julgou
mente conclusoes erradas. Sem duvida, essa
´ ´
parabola destaca a superioridade da justiça de acordo, com misericordia e amor.
˜
de Deus, que nao se baseia apenas em dispo-
´ ´ Continue a buscar
sitivos jurıdicos e meritos pessoais. ´
a justiça de Jeova
`
18 Portanto, se as vezes vemos algo que pa-
Ponto de vista
´
distorcido ou limitado rece injusto da parte de Jeova — no que le-
´
15 O segundo fator a ter em mente diante mos num relato bıblico ou no que nos acon-
˜ ´ tece na vida pessoal — nunca julguemos a
de uma situaçao que nos pareça injusta e que
` ´ ˜
o nosso ponto de vista pode estar distorcido ou Deus a base de nossos proprios padroes de
ser limitado. Pode estar distorcido pela imper-´ justiça. Lembre-se de que nem sempre temos
˜ ˜ todos os fatos e que o nosso ponto de vista
feiçao, preconceito ou formaçao cultural. E
´ pode estar distorcido ou ser limitado. Nunca
tambem limitado por nossa incapacidade de
˜ ˜
discernir motivaçoes e saber o que realmente se esqueça de que “o furor do homem nao
˜ produz a justiça de Deus”. (Tia. 1:19, 20) Des-
se passa no coraçao das pessoas. Em contras- ˜ ´
´ ˜ ˆ se modo, nosso coraçao nunca ficara “furio-
te com isso, Jeova e Jesus nao tem tais limita- ´ ´
˜ so com o proprio Jeova”. — Pro. 19:3.
çoes. — Pro. 24:12; Mat. 9:4; Luc. 5:22.
16 Examinemos o relato do adulterio ´ 19 Assim como Jesus, reconheçamos sem-
de ´ ´
Davi com Bate-Seba. (2 Sam. 11:2-5) Segun- pre que so Jeova tem o direito de fixar o pa-
˜ ´
do a Lei mosaica, eles mereciam ser executa- drao do que e justo e bom. (Mar. 10:17, 18)
´ Esforce-se em adquirir um “conhecimento
dos. (Lev. 20:10; Deut. 22:22) Embora Jeova
˜ ´ exato” ou “verdadeiro conhecimento” a res-
os tivesse punido, ele nao aplicou a sua pro- ˜
´ ´ peito dos padroes divinos. (2 Tim. 3:7; Rom.
pria lei. Foi injusto da parte de Jeova? Sera ´
que ele usou de favoritismo para com Davi e 10:2, Bıblia na Linguagem de Hoje) Por acei-
´ ˜ ˜
violou seus proprios padroes de justiça? Al- tar esses padroes e viver segundo a vontade
´ ´
guns leitores da Bıblia acham que sim. de Jeova, mostramos que buscamos primeiro
17 Contudo, essa lei sobre o adulterio ´ a “Sua justiça”. — Mat. 6:33.
foi
´ ´ ˜ ´ ´ `
dada por Jeova a juızes imperfeitos, que nao 18, 19. O que nos ajudara a nunca julgar a Jeova a
˜ ˜ ´ ˜
podiam ler coraçoes. Apesar das limitaçoes base de nossos proprios padroes de justiça?
deles, essa lei lhes permitia ser coerentes nos
´
seus julgamentos. Por outro lado, Jeova pode
˜ ˆ ˆ Lembra-se?
ler coraçoes. (Gen. 18:25; 1 Cro. 29:17) Assim
˜ ´ ´
sendo, nao devemos esperar que Jeova ficas- ˙ Por que e importante buscar a
´
justiça de Jeova?
15. Por que o nosso ponto de vista sobre justiça ˙ Que dois perigos temos de evitar?
pode estar distorcido ou ser limitado?
´ ´ ˜
16, 17. Por que possıvel motivo Jeova nao aplicou ˙ Como podemos buscar primeiro a
´ justiça de Deus?
sua lei sobre adulterio quando Davi pecou com Bate-
Seba?

A SENTINEL A ˙ 15 DE OUTUBRO DE 2010 11


ˆ
VOCE TOMA A DIANTEIRA
˜ EM
HONRAR SEUS IRMAOS?
˜
“Em amor fraternal, tende terna afeiçao uns para com os outros.
Tomai a dianteira em dar honra uns aos outros.” — ROM. 12:10.

´ ˜
N ˜
A SUA carta aos romanos, o apostolo
ˆ ´
Paulo frisa a importancia de nos, como
cristaos, mostrarmos amor na congregaçao.
˜
que honramos sao preciosos e valiosos para
´
nos.
4 O que significa honrar outros? Começa

Ele nos lembra de que o nosso amor deve com o respeito. De fato, as palavras “honra”
´ ˜
ser “sem hipocrisia”. Menciona tambem o e “respeito” muitas vezes sao usadas em con-
“amor fraternal” e diz que esse amor deve ser ˆ ˜
junto porque tem estreita relaçao entre si.
˜ ´ ˜ ˜
mostrado com “terna afeiçao”. — Rom. 12:9, Honra e a manifestaçao, ou exibiçao, de res-
10a. peito. Em outras palavras, respeito refere-se
´ ´
2 E obvio que amor fraternal significa mais primariamente a como encaramos nosso ir-
˜ ˜
do que apenas sentir afeiçao por outros. A mao, enquanto honra refere-se a como o tra-
˜ ˜ tamos.
afeiçao tem de ser demonstrada por açoes.
´ ´ ˜
Afinal, ninguem sabera de nosso amor e afe- 5 Como um cristao pode honrar genuina-
to a menos que forneçamos amostras, por as- ˜ ˜
mente seus irmaos se nao tem sincero respei-
sim dizer. Assim, Paulo acrescenta esta exor- ˜
to por eles? (3 Joao 9, 10) Assim como uma
˜
taçao: “Tomai a dianteira em dar honra uns planta se desenvolve bem e resiste apenas se
´ ´ ´ ´
aos outros.” (Rom. 12:10b) O que esta envol- tiver raızes num bom solo, a honra so e ge-
´ ´ ´
vido em dar honra? Por que e importante to- nuına e permanente se tiver raızes no since-
˜ ˜
mar a dianteira em honrar nossos irmaos? ro respeito. Visto que a honra insincera nao
´
Como podemos fazer isso? nasce de um respeito genuıno, mais cedo ou
´ ˜ ´
mais tarde ela murchara. Portanto, nao e de
Respeito e honra admirar que Paulo tenha introduzido sua
A principal palavra hebraica para “hon-
3 ˜ ˜
exortaçao de dar honra com esta declaraçao
ra” significa literalmente “peso”. A pessoa incisiva: “Seja o vosso amor sem hipocrisia.”
´ ´
que e honrada e considerada de peso, ou — Rom. 12:9; leia 1 Pedro 1:22.
´
importante. A mesma palavra hebraica e
´ ´ Honre os que foram criados
tambem traduzida por “gloria” nas Escritu-
˜ “na semelhança de Deus”
ras, o que confirma a alta consideraçao que
´ ´ ˆ 6 Visto que o sincero respeito e´ fundamen-
se mostra a alguem que e honrado. (Gen.
45:13) A palavra grega traduzida “honra” na tal para dar honra, nunca devemos desperce-
´ ˜ ´
Bıblia transmite o mesmo sentido de estima, ber as razoes bıblicas para respeitar todos os
˜ ˜
valor, preciosidade. (Luc. 14:10) Sim, aqueles nossos irmaos. Consideremos, entao, duas
˜
˜ ´ dessas razoes.
1, 2. (a) Que exortaçao Paulo da na sua carta aos
romanos? (b) Que perguntas consideraremos? ˜
4, 5. Que relaçao existe entre honrar e respeitar?
´
3. Qual e o sentido da palavra “honra” nos idiomas Ilustre.
´
originais da Bıblia? 6, 7. Por que devemos respeitar os outros?

16 A SENTINEL A ˙ 15 DE OUTUBRO DE 2010


˜
7 Diferentemente de outras criaturas na cristaos ungidos nos dias de Paulo tinham
˜
Terra, os humanos foram criados “na seme- realmente uma forte razao para respeitar uns
´
lhança de Deus”. (Tia. 3:9) Assim, possuımos aos outros. O mesmo se aplica aos ungidos
atributos divinos como amor, sabedoria e hoje.
justiça. Note o que mais recebemos de nosso 9 Que dizer dos que sao˜
´ das “outras ove-
´ ˜ ˜
Criador. O salmista declara: “O Jeova . . . , tu, lhas”? ( Joao 10:16) Embora ainda nao te-
´ ´
cuja dignidade e narrada acima dos ceus! . . . nham sido adotados como filhos de Deus,
´
Tambem passaste a [fazer o homem] um eles podem de direito chamar um ao outro
pouco menor que os semelhantes a Deus, e ˜ ˜
de irmao ou de irma porque formam uma
˜ ´ ´ ˜
entao o coroaste de gloria e de esplendor unida famılia crista mundial. (1 Ped. 2:17;
[“honra”, Almeida].” (Sal. 8:1, 4, 5; 104:1)1 5:9) Assim, se os das outras ovelhas sabem
˜
Os humanos em geral sao coroados, ou ador- exatamente o que significa usar os termos
nados, por Deus com certa medida de digni- ˜ ˜ ˆ ´
“irmao” ou “irma”, eles tem tambem uma
´ ˜
dade, gloria e honra. Assim, quando dignifi- forte razao para ter sincero respeito pelos
camos outra pessoa estamos, na realidade, ˜
seus companheiros de adoraçao. — Leia 1 Pe-
reconhecendo a Fonte da dignidade huma- dro 3:8.
´ ˜ ˜ ´
na, Jeova. Entao, se temos razoes validas para ´ ˜
respeitar as pessoas em geral, quanto mais Por que e tao importante?
˜ ˜ 10 Por que mostrar respeito e dar honra e´
devemos respeitar nossos irmaos! — Joao ˜ ˜
´ tao importante? Pela seguinte razao: honrar
3:16; Gal. 6:10. ˜ ˜
nossos irmaos e irmas contribui muito para
´ ´ ˜ ˜
Membros de uma so famılia o bem-estar e a uniao da congregaçao inteira.
˜
8 Paulo menciona outra razao para respei- 11 Naturalmente, sabemos que uma estrei-

tarmos uns aos outros. Pouco antes de exor- ˜ ´ ´


ta relaçao com Jeova e o apoio de seu espırito
tar a dar honra, ele diz: “Em amor fraternal, ˜
sao as fontes de força mais poderosas que te-
˜ ˜
tende terna afeiçao uns para com os outros.” mos como cristaos verdadeiros. (Sal. 36:7;
˜ ˜ ˜
A expressao grega traduzida “terna afeiçao” Joao 14:26) Ao mesmo tempo, quando nos-
´ ´ ˜ ´
refere-se ao forte vınculo que une uma famı- sos irmaos mostram que nos apreciam, nos
lia amorosa, cujos membros se apoiam mu- nos sentimos encorajados. (Pro. 25:11) Uma
˜ ˜
tuamente. Assim, por usar essa expressao, sincera expressao de apreço e respeito nos
˜ ´
Paulo enfatiza que as relaçoes na congre- edifica. Da-nos mais força para prosseguir
˜ ˜
gaçao devem ser fortes e calorosas como com alegria e determinaçao no caminho da
´ ˆ ´ ´
numa famılia bem achegada. (Rom. 12:5) Te- vida. Voce sem duvida ja deve ter sentido
´
nha tambem em mente que Paulo escreveu isso.
˜ 12 Assim sendo, visto que Jeova´ conhece a
essas palavras a cristaos ungidos, todos os
quais adotados como filhos pelo mesmo Pai, nossa necessidade inata de ser respeitados,
´
Jeova. Assim, num sentido muito significati- por meio de sua Palavra ele apropriadamente
´
vo, eles eram uma unida famılia. Portanto, os nos exorta: “Esforcem[-se] para tratar uns aos
´
˜ ´ ˜
1 As expressoes de Davi no Salmo 8 tambem sao pro-
outros com respeito.” (Rom. 12:10, Bıblia na
´
feticas, apontando para o homem perfeito Jesus Cristo. ´ ˜
— Heb. 2:6-9. 10, 11. Por que e tao importante mostrar respeito e
dar honra?
˜ ´
8, 9. Que razao Paulo menciona para respeitar os 12. Como cada um de nos pode contribuir para um
˜ ˜
irmaos? clima caloroso e amoroso na congregaçao?

A SENTINEL A ˙ 15 DE OUTUBRO DE 2010 17


Linguagem de Hoje; leia Ma-
˜
teus 7:12.) Todos os cristaos
que acatam esse perene con-
selho contribuem para um
clima de cordialidade e amor
˜
na fraternidade crista. Assim,
faremos bem em parar e nos
´
perguntar: ‘Quando foi a ul-
tima vez que expressei por
˜
palavras e açoes meu since-
˜
ro respeito por um irmao ou
˜ ˜
uma irma na congregaçao?’
— Rom. 13:8.
˜
Uma obrigaçao
´
especıfica de todos
13 Quem deve tomar a dian-

teira em dar honra? Na sua


carta aos hebreus, Paulo re-
˜ ˜
feriu-se aos anciaos cristaos
como os “que tomam a dian- ˜
´ Como podemos honrar nossos irmaos?
teira entre vos”. (Heb. 13:17)
˜
De fato, os anciaos tomam a
´
dianteira em muitas atividades. E, como pas- 14 Note tambem o seguinte aspecto do
˜
tores do rebanho, eles certamente devem to- conselho de Paulo. Ele instou seus irmaos
´ ˜
mar a dianteira tambem em honrar seus ir- em Roma a nao apenas dar honra mas tam-
˜ ´ ˜ ´
maos na fe — incluindo os coanciaos. Por bem a tomar a dianteira nesse sentido. Por
˜ ´
exemplo, quando os anciaos se reunem para que isso faz diferença? Pense neste exemplo:
´
tratar das necessidades espirituais da congre- sera que um professor exortaria um grupo de
˜ ˜
gaçao, eles honram uns aos outros por ouvir alunos alfabetizados a aprender a ler? Nao.
˜ ´ ´
com atençao os comentarios de qualquer Eles ja sabem ler. Em vez disso, o professor
˜ ´ ˜
um dos anciaos. Alem disso, dao honra por desejaria ajudar os alunos a ler melhor. De
˜
levar em conta os conceitos e as expressoes modo similar, o amor que temos uns pelos
˜ ˜ ´ ´
de todos os anciaos ao tomar uma decisao. outros, que nos motiva a dar honra, ja e um
´ ˜
(Atos 15:6-15) Devemos nos lembrar, porem, sinal identificador dos cristaos verdadeiros.
˜ ˜
que a carta de Paulo aos romanos nao foi di- ( Joao 13:35) No entanto, assim como alunos
˜ ´ `
rigida apenas aos anciaos mas tambem a in- alfabetizados podem progredir por aprimo-
˜ ´
teira congregaçao. (Rom. 1:7) Assim, por ex- rar sua capacidade de leitura, nos podemos
˜ ˜
tensao, a exortaçao de tomar a dianteira em progredir por tomar a dianteira em dar hon-
´ ´ ˆ
dar honra se aplica a todos nos hoje. ra. (1 Tes. 4:9, 10) A cada um de nos se impos
13. (a) Quem deve tomar a dianteira em dar hon- 14. (a) Ilustre a diferença entre dar honra e tomar a
ra? (b) O que indicam as palavras de Paulo em Ro- dianteira em fazer isso. (b) O que podemos nos per-
manos 1:7? guntar?

18 A SENTINEL A ˙ 15 DE OUTUBRO DE 2010


˜ ´ ˜
essa obrigaçao especıfica. Podemos nos per- relaçao ao grau de sincero respeito que temos
guntar: ‘Estou fazendo isso — tomando a ini- pelos outros. — Leia Filipenses 2:3, 4.
˜
ciativa em honrar outros na congregaçao?’
Mostrar honra
Honrar os “humildes” por dar de nosso tempo
15 Ao dar honra, quem na congregaçao ˜ ˜ 17 Qual e´ uma das principais maneiras de
nao
deve ser despercebido? A Palavra de Deus diz: tomar a iniciativa´ em honrar a todos na con-
˜ ˜
“Aquele que mostra favor ao de condiçao hu- gregaçao? E por dar a outros de nosso tempo.
´ ´ ˜
milde esta emprestando a Jeova, e Ele lhe Como assim? Quais cristaos, temos uma vida
´ atarefada, e as muitas importantes ativida-
retribuira o seu tratamento.” (Pro. 19:17)
´ des congregacionais tomam grande parte de
Como o princıpio contido nessas palavras
˜ ´
deve nos afetar ao nos empenharmos em to- nosso tempo. Portanto, nao e de admirar que
mar a dianteira em dar honra? encaremos o tempo como precioso. Enten-
16 Voceˆ concordara´ que, de alguma forma,
´ ˜
demos, tambem, que nao devemos exigir
˜
a maioria das pessoas honra seus superio- que nossos irmaos nos deem enormes por-
˜
res, mas essas mesmas pessoas talvez tratem çoes de seu tempo. Da mesma forma, apre-
˜
aqueles que consideram inferiores com pou- ciamos quando outros na congregaçao en-
´ ´ ˜ ˜
co ou nenhum respeito. Jeova, porem, nao tendem que nao devem exigir demais de
age assim. Ele declara: “Honrarei os que me nosso tempo.
´ ˜
18 Nao ´ ´
honrarem.” (1 Sam. 2:30; Sal. 113:5-7) Jeova obstante, e reconhecido tambem
˜ (em especial pelos que servem como pasto-
honra a todos os que o servem e lhe dao hon-
˜ ´ ˜ ˜
ra. Ele nao ignora os “humildes”. (Leia Isaıas res na congregaçao) que a prontidao de inter-
ˆ
57:15; 2 Cro. 16:9) Naturalmente, desejamos romper nossas atividades a fim de dar de
´ ˜
imitar a Jeova. Assim, se desejamos avaliar nosso tempo para os irmaos demonstra que
como estamos nos saindo em dar honra ge- os respeitamos. Em que sentido? Por parar
´ ´
nuına, e bom nos perguntar: ‘Como trato os nossas atividades a fim de dar parte de nosso
˜ ˆ ˜
que nao tem cargo de destaque ou de respon- tempo a um irmao, estamos na realidade lhe
˜ ˜ ˆ ´ ˜
sabilidade na congregaçao?’ ( Joao 13:14, 15) transmitindo esta ‘mensagem’: ‘Voce e tao
A resposta a essa pergunta revela muito com valioso para mim que considero mais impor-
ˆ
˜ tante tirar tempo para voce do que continuar
15, 16. (a) Ao dar honra, a quem nao devemos des-
ˆ
perceber, e por que? (b) O que pode indicar que te- o que estou fazendo.’ (Mar. 6:30-34) O con-
˜ ´ ´ ´
mos sincero respeito por todos os nossos irmaos? trario tambem e verdade. Se relutarmos em
parar nossas atividades a fim de conceder
˜ ´
tempo para nosso irmao, este podera sentir-
Lembra-se? ´
se pouco valorizado por nos. Naturalmente,
´ ˜ ´ ˜
˙ Qual e a relaçao entre honra e admite-se que ha ocasioes em que um assun-
respeito? ˜
to urgente nao pode ser interrompido. Ainda
˜
˙ Que razoes temos para honrar nossos
˜
assim, a nossa prontidao — ou a nossa relu-
˜ ˆ
irmaos? tancia — em dar de nosso tempo a outros
´
˙ Por que e importante honrar uns aos ´
outros? 17. Qual e uma das principais maneiras de tomar a
ˆ
dianteira em dar honra, e por que?
˙ De que maneiras podemos honrar ˜ ´
18. Segundo a ilustraçao na pagina 18, como pode-
˜ ˜
nossos irmaos? mos mostrar nossa prontidao de dar de nosso tempo
˜
a irmaos?

A SENTINEL A ˙ 15 DE OUTUBRO DE 2010 19


˜ ˜
revela muito sobre o grau de respeito que sa plena atençao — aos nossos irmaos, em es-
˜ ˜ pecial quando nos pedem ajuda. Por fazer-
temos no coraçao pelos irmaos. — 1 Cor.
´
10:24. mos isso, nos os honramos.
20 Como vimos, desejamos ter bem claro
Esteja decidido a tomar a dianteira na mente por que devemos respeitar com
´ ˜ ´
Ha ainda outras maneiras importantes
19
sinceridade os irmaos. Alem disso, buscamos
˜ ´
de honrar os irmaos. Por exemplo, alem oportunidades para sermos os primeiros em
´
de nosso tempo, devemos dar-lhes tambem expressar honra a todos, incluindo os humil-
˜ ´ ´
nossa atençao. Mais uma vez, Jeova da o des. Por darmos esses passos, fortalecemos os
exemplo. O salmista Davi declara: “Os olhos ´ ˜
vınculos de amor e uniao fraternal na con-
´ ˜ ˜ ˜
de Jeova estao atentos aos justos e seus ouvi- gregaçao. Portanto, continuemos todos nao
˜
dos estao atentos ao seu clamor por ajuda.” apenas a dar honra mas, em especial, a tomar
´ ˆ
(Sal. 34:15) Nos nos esforçamos em imitar a a dianteira em honrar uns aos outros. Voce
´ ´
Jeova por voltar os olhos e os ouvidos — nos- esta decidido a fazer exatamente isso?
´
19. Alem de lhes dar de nosso tempo, de que outro 20. Que lembretes quanto a dar honra desejamos
˜
modo podemos honrar nossos irmaos? ter em mente?

ˆ
VOC˜ E CONTRIBUI
˜ PARA
REUNIOES CRISTAS EDIFICANTES?
“Ao vos reunirdes, . . . que todas as coisas ocorram
˜
para edificaçao.” — 1 COR. 14:26.

˜ ˆ ´ ´ ´
‘Q ˜
UE reuniao edificante!’ Voce ja disse
˜
´
algo parecido apos assistir a uma reu-
´
niao no Salao do Reino? Sem duvida! As reu-
Por todo o capıtulo 14, ele diz vez apos vez
que todas as partes apresentadas nas reu-
˜
nioes congregacionais devem ter o mesmo
˜ ˜ ˜ ˜
nioes congregacionais sao realmente uma objetivo — “a edificaçao da congregaçao”.
˜ ´ ´
fonte de encorajamento, o que nao e de ad- — Leia 1 Corıntios 14:3, 12, 26.1
mirar. Afinal, como nos dias dos primeiros 2 Sabemos que reunioes ˜
construtivas, ou
˜
cristaos, um importante objetivo das nossas ˜
˜ ´ 1 Foi predito que alguns dos aspectos das reunioes
reunioes hoje e fortalecer espiritualmente os ˜ ´
cristas do primeiro seculo cessariam. Por exemplo, nao
˜
´ ´
presentes. Note como o apostolo Paulo enfa- mais ‘falamos em lınguas’ nem ‘profetizamos’. (1 Cor.
˜
´ ˜ 13:8; 14:5) Mesmo assim, as instruçoes de Paulo escla-
tizou essa finalidade especıfica das reunioes ˜ ˜
recem como as reunioes cristas devem ser realizadas
˜ ´
cristas na sua primeira carta aos corıntios. hoje.
´ ´ ´ ˜ ˆ
1. De acordo com 1 Corıntios, capıtulo 14, qual e 2. (a) Reunioes edificantes resultam de qu e?
˜ ˜
um importante objetivo das reunioes cristas? (b) Que pergunta consideraremos?

20 A SENTINEL A ˙ 15 DE OUTUBRO DE 2010


˜ ´
edificantes, sao o resultado, acima de tudo, dar a Bıblia com a ajuda dessa revista. De
ˆ ´
da influencia do espırito de Deus. Assim sen- fato, no nosso semanal Estudo de A Sentine-
˜
do, começamos cada reuniao congregacio- la ‘se fornece esclarecimento’ da Palavra de
˜ ´
nal com uma oraçao sincera a Jeova, pedin- Deus e, como nos dias de Neemias do passa-
˜ ´
do que nosso Pai celestial abençoe a ocasiao do, ‘da-se o sentido dela’. — Nee. 8:8; Isa.
´
por meio de seu espırito santo. No entanto, 54:13.
sabemos que todos os membros da congre- ´
6 Visto que a Bıblia ´
˜ ˜ e o nosso livro de estu-
gaçao podem colaborar em tornar a reuniao do principal, foi feito um ajuste no Estudo
´ ˜ ´
o mais edificante possıvel. Entao, o que po- de A Sentinela. Varios textos indicados nos
demos fazer pessoalmente para garantir que ˆ ˜
˜ ˜ artigos de estudo vem com a observaçao
as reunioes semanais no nosso Salao do Rei- “leia”. Todos somos incentivados a acompa-
no sejam sempre espiritualmente revigoran- ´
nhar na nossa Bıblia a leitura desses textos
tes e encorajadoras? ˜ ˆ
na reuniao. (Atos 17:11) Por que? Porque ver
3 Para responder a essa pergunta, vamos ´ ´
o conselho de Deus na propria Bıblia causa
examinar alguns aspectos de nossas reu- ˜
˜ uma impressao mais profunda. (Heb. 4:12)
nioes que devem ser lembrados por aqueles Portanto, antes da leitura desses textos, o di-
´ ˜
que as dirigem. Veremos tambem como a rigente da reuniao deve conceder tempo
˜
congregaçao em geral pode contribuir para para que os presentes encontrem esses textos
˜
reunioes edificantes para todos os presen- e acompanhem a leitura.
´
tes. Esse e um assunto de grande interesse,
˜ ˜ ˜
pois as nossas reunioes sao ocasioes sagra- Mais tempo
` ˜ ´
das. Realmente, assistir as reunioes e partici- para expressar nossa fe
˜
par nelas sao importantes facetas de nossa 7 Outro ajuste nos artigos de estudo de
˜ ´ ˜
adoraçao a Jeova. — Sal. 26:12; 111:1; Isa. A Sentinela tem a ver com a sua extensao.
66:22, 23. Em anos recentes, eles ficaram mais curtos.
˜ De modo que no Estudo de A Sentinela usa-
Uma reuniao ´
´ se menos tempo para ler os paragrafos, so-
para estudo da Bıblia ´
´
4 Todos nos desejamos tirar pleno proveito
brando assim mais tempo para comentarios.
˜ ˆ
Agora, mais pessoas na congregaçao tem
do semanal Estudo de A Sentinela. Assim, ˜ ´
oportunidades de fazer uma declaraçao pu-
para entendermos bem o objetivo princi- ´
˜ blica de sua fe por responder a uma pergun-
pal dessa reuniao, recapitulemos alguns dos ˜
ta impressa, fazer uma aplicaçao de um texto
ajustes feitos na revista A Sentinela e nos arti- ´ ˆ
bıblico, relatar uma breve experiencia que
gos de estudo. ´ ´
5 A partir da primeira ediçao ˜ ilustre a sabedoria de aplicar princıpios bıbli-
de estudo de
´ cos ou por outras maneiras. Algum tempo
A Sentinela (15 de janeiro de 2008) foi incluı- ´
ˆ deve ser usado tambem para considerar as
do um significativo detalhe na capa. Voce ˜
ˆ gravuras ou ilustraçoes. — Leia Salmo 22:22;
notou? De uma olhada na capa da revista
ˆ ˜ 35:18; 40:9.
que voce tem na mao. Ali, na base da torre,
´ ´
vera uma Bıblia aberta. Esse detalhe indica a 6. (a) Que ajuste foi feito no Estudo de A Sentinela?
˜
finalidade do Estudo de A Sentinela — estu- (b) O que devemos ter em mente com relaçao aos
ˆ ˜
textos que vem com a observaçao “leia”?
´ ˆ ˜ ˜
3. Qual e a importancia das reunioes cristas? 7. Que oportunidades temos no Estudo de A Senti-
´
4, 5. Qual e o objetivo do Estudo de A Sentinela? nela?

A SENTINEL A ˙ 15 DE OUTUBRO DE 2010 21


˜
DEZ MANEIRAS DEˆ TORNAR EDIFICANTES AS REUNIOES
PARA VOCE MESMO E PARA OS OUTROS

ˆ ˆ ˜
Prepare-se. Se voce estudar com antecedencia Participe. Quando mais pessoas dao comen-
´ ´ ˜ ´ ˜
a materia que sera considerada no Salao do tarios, mais pessoas sao encorajadas e edifica-
˜ ˜ ˜ ´
Reino, as reunioes prenderao mais a sua aten- das pelas diferentes expressoes de fe.
˜ ˜ ˜ ˆ ´ ´
çao e causarao uma impressao mais profunda. De comentarios breves. Isso dara a mais pes-
Compareça regularmente. Visto que uma soas uma oportunidade de comentar.
ˆ ˜
boa assistencia anima todos os presentes, o Cumpra as designaçoes. Como estudante na
seu comparecimento faz diferença. ´ ´
Escola do Ministerio Teocratico ou como par-
ˆ ´ ˜
Chegue cedo. Se voce ja estiver no seu lugar ticipante na Reuniao de Serviço, prepare-se
˜ ´ ˆ
ao começar a reuniao, podera participar no bem, treine com boa antecedencia e faça o
ˆ ˜ ´ ˜ ˜
cantico e oraçao iniciais, que fazem parte da possıvel para nao cancelar a designaçao.
˜ ´
nossa adoraçao a Jeova. Elogie os participantes. Diga aos que apre-
´ ˜
Venha equipado. Traga sua Bıblia e as publi- sentaram uma parte na reuniao ou que de-
˜ ˜ ˜ ´
caçoes que serao usadas na reuniao, para po- ram comentarios o quanto seus esforços foram
der acompanhar e assimilar melhor o que for apreciados.
considerado. ´
Seja sociavel. Cumprimentos amistosos e con-
˜ ˜
Evite distraçoes. Por exemplo, leia mensagens versas edificantes antes e depois das reunioes
ˆ ˜ ˜ ´
eletronicas depois, nao durante as reunioes. contribuem muito para o prazer e os benefı-
ˆ ´ ´
Assim voce mantera os assuntos pessoais no cios de frequenta-las.
devido lugar.

´ ˆ
No entanto, esse tempo extra para possi-
8 bem dirigido e como um lindo buque de flo-
´ ´ ´ ´ ˆ
bilitar mais comentarios so estara disponıvel res. Assim como um grande buque se com-
˜ ˜
se estes forem breves e se o dirigente nao co- poe de muitas flores variadas, o Estudo de
mentar demais no Estudo de A Sentinela. As- ˜
A Sentinela compoe-se de muitos variados
˜ ´
sim, para que a reuniao seja edificante para comentarios. E, assim como as flores num
todos, o que pode ajudar o dirigente a en- ˆ
´ buque diferem em tamanho e cor, os co-
contrar o equilıbrio correto entre seus co- ´ ˜ ˜
´ ˆ mentarios na reuniao diferem na duraçao e
mentarios e os da assistencia? ˜
no modo como sao apresentados. Mas onde
9 Para responder a essa pergunta, conside- ˜
˜ se encaixa na ilustraçao o dirigente do estu-
re uma ilustraçao. Um Estudo de A Sentinela ´ ˜
do? Seus comentarios ocasionais sao compa-
´ ´
8, 9. Qual e o papel do dirigente do Estudo de raveis aos poucos ramos verdes acrescenta-
ˆ
A Sentinela? dos cuidadosamente ao buque. Esses ramos

22 A SENTINEL A ˙ 15 DE OUTUBRO DE 2010


˜ ´ ˜
nao sobressaem; servem 11 Expressar nossa fe nas reunioes contri-
˜
para dar estrutura e unir o bui muito para “a edificaçao da congrega-
˜ ˆ ´ ˜
conjunto. De modo simi- çao”. Certamente voce concordara que, nao
´ `
lar, o dirigente deve lem- importa ha quantos anos assistimos as reu-
˜ ´
brar-se de que seu papel nioes, e sempre um verdadeiro prazer ouvir
˜ ´ ´ ˜
nao e ofuscar, mas sim os comentarios de nossos irmaos. Uma res-
˜ ˜
complementar, as expres- posta de coraçao de um irmao idoso e fiel
˜ ˜
soes de louvor da congre- nos comove; uma observaçao perspicaz de
˜ ˜
gaçao. Os muitos variados um anciao prestimoso nos edifica, e sorri-
´ mos quando uma criancinha solta um co-
comentarios da congrega-
˜ ´ ˆ ´
çao, habilmente conjuga- mentario espontaneo que expressa genuıno
` ˜ ´
dos as poucas observaçoes amor a Jeova. Obviamente, por dar comen-
´ ´
bem colocadas do dirigen- tarios, todos nos colaboramos para tornar
˜ ˜
te, formam um belo bu- edificantes as reunioes cristas.1
ˆ ´
12 Para os tımidos, porem, comentar pode ´
que de palavras que agra-
´ ser um verdadeiro desafio. Se esse for o seu
dara a todos os presentes.
caso, talvez ajude lembrar-se de que sua si-
“Ofereçamos sempre ˜ ˜ ´ ´
´ tuaçao nao e incomum. Ate mesmo servos
a Deus um sacrifıcio ´ ´
fieis de Deus, como Moises e Jeremias, ex-
de louvor” pressaram falta de confiança
10 As informa ç oes ˜
de ´ ˆ na sua capaci-
˜ dade de falar em publico. (Exo. 4:10; Jer. 1:6)
Paulo sobre reunioes cris- ´
˜ ´ No entanto, assim como Jeova ajudou aque-
tas em 1 Corıntios 14:26- ´
˜ les servos do passado a louva-lo publicamen-
33 nos d ao uma ideia ´ ˆ ´
te, ele ajudara voce a oferecer sacrifıcios
de como elas eram reali- ˆ
´ de louvor. (Leia Hebreus 13:15.) Como voce
zadas no primeiro seculo. ´
´ pode receber a ajuda de Jeova para vencer
Comentando esses versı- ´
´ seu receio de dar comentarios? Primeiro,
culos, certo erudito bıbli- ˜ ´
prepare-se bem para a reuniao. Daı, antes de
co escreve: “A coisa real- ˜ ´
´ ir ao Salao do Reino, ore a Jeova e peça espe-
mente notavel a respeito ˆ
´ cificamente que ele lhe de coragem para co-
de um ofıcio religioso na ˆ ´
mentar. (Fil. 4:6) Voce estara pedindo algo
Igreja primitiva deve ter sido o fato de que ´
que e ‘segundo a vontade de Deus’, de modo
quase todos vinham cientes de que tinham ´ ´
que podera confiar que ele atendera sua ora-
´ ˜ ˜ ˜
tanto o privilegio como a obrigaçao de con- çao. — 1 Joao 5:14; Pro. 15:29.
˜
tribuir algo para a sua realizaçao. A pessoa ˜ ´
˜ ´ ˜ 1 Sugestoes sobre como aprimorar nossos comenta-
nao vinha so com a intençao de ser um ou- ˜
rios nas reunioes encontram-se em A Sentinela de 1.° de
˜ ´
vinte passivo; nao vinha apenas para rece- setembro de 2003, paginas 19-22.
´
ber, mas para dar.” Sem duvida, os primeiros ˜
˜ ˜ 11. (a) O que contribui muito para reunioes edifi-
cristaos consideravam as reunioes congrega- ˆ ˜
cantes, e por que? (b) Aplicar que sugestoes pode
cionais como oportunidades de expressar a ´ ˜
melhorar nossos comentarios nas reunioes? (Veja a
´ nota.)
sua fe. — Rom. 10:10. ´
12. (a) O que nos ensinam os exemplos de Moises
˜ ˜
10. Como os primeiros cristaos consideravam as e de Jeremias? (b) Que papel desempenha a oraçao
˜ ´
reunioes congregacionais? com respeito a dar comentarios?

A SENTINEL A ˙ 15 DE OUTUBRO DE 2010 23


˜
Reunioes para me dada toda a autoridade.” Em seguida,
‘edificar, encorajar e confortar’ ˜
deu-lhes uma designaçao: “Ide, portanto, e
13 Paulo diz que um importante obje- ´
fazei discıpulos.” Por fim, deu-lhes esta ca-
˜ ´
tivo das reunioes congregacionais e ‘edi- lorosa garantia: “Estou convosco todos os
ficar, encorajar e confortar’ os presentes.1 ˆ
dias.” (Mat. 28:18-20) Mas voce notou o que
˜ ˜ ˜ ´
(1 Cor. 14:3) Como os atuais anciaos cris- Jesus nao fez? Ele nao repreendeu seus apos-
˜ ˜
taos podem certificar-se de que suas partes tolos; nem usou aquela reuniao para ques-
˜ ˜
nas reunioes realmente animam e confor- tionar as motivaçoes deles ou para aumentar
˜ `
tam seus irmaos? Em resposta, considere- seus sentimentos de culpa por referir-se a
˜ ˆ ´
mos uma reuniao que Jesus dirigiu pouco sua momentanea fraqueza de fe. Em vez dis-
˜ so, Jesus garantiu-lhes que ele e seu Pai os
depois de sua ressurreiçao.
˜
14 Primeiro, note que eventos ocorreram amavam por dar-lhes uma designaçao de
˜ peso. Como esse enfoque de Jesus afetou os
antes dessa reuniao. Pouco antes de Jesus ser
´ ´ ˜
morto, os apostolos “o abandonaram e fugi- apostolos? Eles ficaram tao edificados, enco-
ram” e, como predito, foram “espalhados rajados e confortados que, algum tempo de-
´ ˜
cada um para a sua propria casa”. (Mar. pois dessa reuniao, estavam novamente ‘en-
˜ ´ sinando e declarando as boas novas’. — Atos
14:50; Joao 16:32) Daı, depois de sua ressur-
˜ ´ 5:42.
reiçao, Jesus convidou seus abatidos aposto-
˜ 16 Imitando a Jesus, os anciaos ˜
los a assistir a uma reuniao especial.2 Em hoje consi-
´ ˜
resposta, “os onze discıpulos foram para a deram as reunioes como oportunidades de
˜ ´
Galileia, para o monte que Jesus lhes desig- reafirmar a seus irmaos o inabalavel amor de
´
nara”. Ao chegarem, “Jesus, aproximando- Jeova pelo seu povo. (Rom. 8:38, 39) Assim,
˜ ˜
se, falou-lhes”. (Mat. 28:10, 16, 18) Imagine nas suas partes nas reunioes, os anciaos se
´ ´ ˜
que alıvio os apostolos devem ter sentido concentram nos pontos fortes dos irmaos,
˜ ˜
com essa iniciativa de Jesus! O que Jesus nao nos pontos fracos. Eles nao questio-
˜ ˜
considerou com eles? nam a motivaçao dos irmaos. Em vez disso,
´ ˜
15 Jesus começou com um anuncio: “Foi- suas expressoes revelam que eles os encaram
´
como pessoas que amam a Jeova e desejam
`
1 Quanto a diferença entre “encorajar” e “confortar”, ´
fazer o que e certo. (1 Tes. 4:1, 9-12) Natural-
Vine’s Expository Dictionary of Old and New Testament
´ ˜ `
Words (Dicionario Expositivo de Palavras do Velho e do mente, os anciaos as vezes precisam admoes-
˜
Novo Testamento, de Vine) explica que a palavra grega tar a congregaçao como um todo, mas, se
traduzida “confortar” denota “um grau maior de ternu-
˜
ra do que [encorajar]”. — Note Joao 11:19. apenas umas poucas pessoas precisam ser
˜ ` ´
2 Essa pode ter sido a ocasiao a qual Paulo se referiu reajustadas, em geral e melhor dar tais ad-
mais tarde, quando disse que Jesus “apareceu a mais de ˜
moestaçoes numa conversa em particular
quinhentos”. — 1 Cor. 15:6. ´
com os envolvidos. (Gal. 6:1; 2 Tim. 2:24-26)
˜ ` ˜
13. (a) Que efeito as nossas reunioes devem ter so-
´
Ao falar a inteira congregaçao, o desejo dos
bre os presentes? (b) Que pergunta e de interesse es- ˜ ´
˜ anciaos e dar elogios, sempre que for apro-
pecial para os anciaos?
priado. (Isa. 32:2) Eles se esforçam em falar
14. (a) Que eventos ocorreram antes de uma reu- ˜
˜ ´ de um modo que, no fim da reuniao, todos
niao marcada por Jesus? (b) Por que os apostolos de-
vem ter-se sentido aliviados quando “Jesus, aproxi- os presentes se sintam reanimados e revigo-
mando-se, falou-lhes”? rados. — Mat. 11:28; Atos 15:32.
15. (a) Que assuntos Jesus considerou numa reu-
˜ ˜ ˜
niao, mas o que ele evitou falar? (b) Como aquela 16. Como os anciaos cristaos hoje imitam o exem-
˜ ´ ˜
reuniao afetou os apostolos? plo de Jesus em dirigir reunioes reanimadoras?

24 A SENTINEL A ˙ 15 DE OUTUBRO DE 2010


´
` Como um refugio de calma interior.” (Sal. 55:22) Esperamos
´ ` ˜
17 A medida que o mundo de Satanas fica que todos os que assistem as nossas reunioes
´
cada vez mais opressivo, temos de nos certi- tambem se sintam encorajados e conforta-
˜ ˜ dos. Com esse objetivo, façamos sempre a
ficar de que as nossas reunioes cristas sejam
´ ˜ ˜
como um refugio — uma fonte de conforto nossa parte para que as reunioes cristas se-
˜ jam edificantes.
para todos. (1 Tes. 5:11) Certa irma, que com
˜
seu marido enfrentou uma severa provaçao
´ ˜
alguns anos atras, se lembra: “Estar no Salao
˜ Como responderia?
do Reino era como estar nas maos protetoras
´ ´ ´ ˆ ˜
de Jeova. Quando estavamos ali, cercados ˙ Qual e a importancia das reunioes
˜ ˜ ´ ˜
de nossos irmaos cristaos, podıamos lançar cristas?
´ ´ ˜
nosso fardo sobre Jeova e sentir certa medida ˙ Por que os comentarios nas reunioes
˜
contribuem para “a edificaçao da
´
17. (a) Por que e mais importante do que nunca ˜
˜ ´ congregaçao”?
que as nossas reunioes sejam como um refugio?
ˆ ˜
(b) Como voce pode contribuir para que as reunioes
˙ O que se pode aprender de uma
˜
sejam edificantes? (Veja o quadro “Dez maneiras de reuniao que Jesus realizou com seus
˜ ˆ seguidores?
tornar edificantes as reunioes para voce mesmo e
para os outros”.)

A SENTINEL A ˙ 15 DE OUTUBRO DE 2010 25