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Texto extraído do livro "A Revolução de uma Palha" de Masanobu Fukuoka.

"Eu cultivo os meus legumes de maneira semi-selvagem, utilizando um terreno vago,


ribanceira ou terra inculta não vedada. A minha concepção é lançar, simplesmente as
sementes à terra e deixar que os legumes crescam com as ervas daninhas. Faço crescer
os meus legumes na encosta da montanha, nos espaços livres entre os citrinos.

O ponto importante é saber qual o momento certo para cultivar. Para os legumes
primaveris, o momento certo é quando as ervas daninhas de Inverno começam a morrer
e imediatemente antes da germinação das ervas daninhas da Primavera. No Outono, a
sementeira deve fazer-se quando as ervas de Verão murcahm e as ervas daninhas de
Inverno não apereceram ainda.

O melhor é esperar por uma chuva que tenha hipótese de durar vários dias. Ceifa-se a
cobertura de ervas daninhas e espalham-se as sementes dos legumes. Não é necessário
recobri-las de terra; as ervas daninhas que tivermos cortado são simplesmente
espalhadas sobre as sementes, para desenpenharem a função de cobertura e
esconderem.nas dos pássaros e das galinhas até comecarem a germinar. Habitualmente,
as ervas daninhas devem ser cortadas duas ou trêz vezes para se dar algum espaço aos
rebentos de legumes, mas por vezes um único corte é suficiente.

Nos sitios onde as ervas daninhas e o trevo não são espessos demais, as sementes
podem ser simplesmente lançadas à terra. As galinhas comerão algumas, mas muitas
germinarão, Se semarmos em linha ou em rego, há possibilidades de os coleópteros e
outros tipos de insectos devorarem um bom número de sementes, porque caminham em
linha recta.(...)

Os legumes que cresceram desta maneira são mais fortes do que a maioria das pessoas
pensa. Se nascerem antes da ervas daninhas, não serão de seguida cobertos por elas. Há
alguns legumes, tais como os espinafres e as cenouras, que não germinam com
facilidade. Demolhar as sementes durante um dia ou dias e então envolvê-las em
bolinhas de barro deverá resolver o problema.

Se forem semeados de forma mais concentrada, o rabanete japonês, o nabo e outros


legumes verdes e folhosos de Outono serão suficientemente fortes para competir
vitoriosamente com as ervas daninhas de Inverno e do inicio da Primavera. Um certo
número destes legumes não são colhidos e reproduzem-se sozinhos anos após anos.
Têm um perfume único e constituem um alimento muito interessante.

(...) Inicialemente, os tomates e beringelas não são suficientemente resistentes para


entrar em competição com as ervas daninhas, de modo que devem primeiro semear-se
em canteiro para germinarem, e serem de seguida transplantados. Em vez de se porem
em estacas, devem deixar-se os tomateiros espalharem-se sobre a terra. Os nós da haste
principal acabam por ganhar raiz e originarem novos rebentos que darão frutos.

Quanto aos pepinos, a variedade rastejante é a melhor. Deve cuidar-se dos pés jovens
cortando ocasionalmente as ervas daninhas, mas depois disso os pés tornar-se-ão
resistentes. Disponha bambu ou ramos de árvores e os pepinos enrolar-se-ão neles. Os
ramos sustêm os frutos mesmo acima do solo de talmodo que eles não apodrecem. Este
método para fazer crescer os pepinos funciona também com os melões e as abóboras.
(...) O objectivo principal desta cultura de legumes semi-selvagens é cultivar o mais
naturalmente possível numa terra que de outro modo seria deixada inculta. Se forem
misturados diversos tipos de ervas e de legumes, e eles crescerem por entre a vegetação
natural, os estragos causados pelos insectos e as doenças serão minímos e não será
necessário fazer pulverizações nem apanhar os insectos à mão.

Podemos cultivar legumes em qualquer lugar onde o crescimento das ervas daninhas for
variado e forte.

Bolas de Sementes
Anos atrás, publicamos um artigo com o título “A revolução da palha”, que fala de um japonês
que foi, de certa forma, pioneiro do “plantio direto”, isto é, plantar sem preparar a terra. O nome
dele é Masanobu Fukuoka. Para esta forma de semear, ele inventou os “seed balls”, ou seja,
bolas de sementes: misturava húmus de minhoca ou um adubo, chamado composto, com
argila que antes era seca, triturada e peneirada. Acrescentava as sementes de arroz ou centeio
e finalmente água o suficiente para fazer uma massa igual à de pão. Com essa massa, ele
formava as bolas de sementes com um diâmetro de mais ou menos 2 cm, que eram jogadas
sobre a terra e cobertas com palha de arroz ou centeio. Com a chuva, as bolas começam a
derreter devagarzinho e com a ajuda do adubo e a sombra a germinação começa.

Depois dele, outras pessoas começaram a experimentar esta técnica com outras sementes,
dependendo do objetivo. Se o objetivo é atrair pássaros, podem-se comprar sementes como:
painço, sorgo, níger, nabo, colza, alpiste, linhaça, senha e um pouco de semente de girassol
que é bem mais grossa. Podem ser usadas também sementes frutíferas obtida dos mamões e
papaias, goiaba, pitanga, acerola etc. Basta tirar as sementes, lavar e secar bem sobre um
jornal na sombra. As bolas podem ser jogadas em lugares com baixa vegetação ou lugares
desertos sem plantas. Nesse caso, devem-se cobrir as bolas com palha, folhas, galhos etc.
Podem-se formar seedballs de sementes de árvores também. Existem sementes de árvores
nativas que atraem pássaros. No livro “Árvores Brasileiras”, de Harri Lorenzi, existem mais de
60 espécies listadas nas primeiras páginas.

Se você quer recuperar um terreno ou barranco degradado de onde foi tirada a terra fértil
deixando o subsolo exposto, a escolha de sementes pode ser diferente. Escolha sementes
como guandu, que tem raiz pivotante, mamona, crotolária, soja perene, mucuna preta, mileto,
nabo forrageiro, aveia preta etc. As bolas devem ser maiores por causa do tamanho das
sementes. Se o terreno não tem vegetação, as bolas devem ser cobertas de palha, folhas ou
outro tipo de mulch (cobertura). Para terrenos muito degradados, ajuda extra de fosfato é
aconselhável.

Em lugares com muito espaço para árvores nativas, podemos incluir sementes pioneiras que
irão dar sombra para as árvores secundárias nascerem depois. Essas técnicas de introduzir a
mata nativa também estão muito bem explicadas no livro de Harri Lorenzi. Se quiser assistir a
um filme que mostra a fabricação dos “seed balls” ,