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Proteção de SEP  Clever Pereira

4. APLICAÇÃO DA PROTEÇÃO DIFERENCIAL À PROTEÇÃO


DE TRANSFORMADORES DE POTÊNCIA

4.1. Princípio Básico

As correntes primárias e secundárias de um trafo de potência


guardam entre si uma relação conhecida em condições de
operação normal ou faltas externas.

4.2. Aplicação

Proteção contra faltas entre fases e entre fase e terra nos


enrolamentos ou conexões internas ou externas.

4.3. Cuidados Principais na sua Aplicação

 Pode haver um defasamento entre as correntes primárias e


secundárias conforme o tipo de ligação do trafo.
 Pode haver mudança de tap (manual ou automática).

4.4. Exemplo

 Trafo Yd5, 35000 ± 10% / 10000 V, 5 MVA, SCC(Max) = 150 MVA.

a) Ligação Yd5
H1 1’
1
X3 H1 X1

2 2’
3’
1 X2
H2
1’
X2 3 3’
3 2
H3 X3
H3 2’ H2

X1 H0

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b) Dimensionamento dos TCs

Dimensionamento das correntes primárias dos TCs do lado de


alta (H) e do lado de baixa (L) do trafo de potência

 I pn ≥ I (max) (1)

I CC(max)
 I CC(max) ≤ 20 I pn Ö I pn ≥ (2)
Critérios 20
Básicos

 Ligações de TCs em delta: correntes secundárias


dos TCs divididas por
3.

Para o lado de alta tem-se que:


5 ×10 6 5 ×10 6
IH = = = 91,64 A
3 × (0,9 × 35000) 3 × 31500

I H Reg(max) = k ⋅ I H = 1,15 × 91,64 = 105 A

150
I H CC (max) = = 2,474 kA
3 × 35 k é um fator de
sobrecarga
Para o lado de baixa tem-se que:
máxima
5 ×10 6 admissível
IL = = 288,68 A
3 ×10000

I L Reg(max) = k ⋅ I L = 1,15 × 288,68 = 332 A

150
I L CC (max) = = 8,660 kA
3 × 10

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Desta forma, obedecendo os critérios básicos estabelecidos


nas equações (8) e (9) para dimensionamento dos TCs, tem-se
para o lado de alta (H) que:
 I pn ( H ) ≥ I H Reg(max) ≥ 105 A (3)

I CC (max) 2474
 I pn ( H ) ≥ ≥ ≥ 123,7 A (4)
20 20
 Norma apresenta valores de (100 − 125 − 150) Ö I pn ( H ) = 125 A
 No lado de alta, que está ligado em estrela, os TCs vão ser ligados em
delta, logo I sn ( H ) = 5 3 A

Para o lado de baixa (L) tem-se que:

 I pn ( L ) ≥ I L (max) ≥ 332 A (5)

I CC (max) 8660
 I pn ( L ) ≥ ≥ ≥ 433 A (6)
20 20

 Norma apresenta valores de (400 − 500) Ö I pn ( L ) = 500 A


 No lado de baixa, que está ligado em delta, os TCs vão ser ligados em
estrela, logo I sn ( L ) = 5 A

Os TCs escolhidos serão:

Lado de Alta (H): 125 3 A Ö K = 25 3

Lado de Baixa (L): 500 5 A Ö k = 100

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c) Diagrama das Ligações dos TCs e do Trafo de Potência

O diagrama abaixo mostra como devem ser ligados os TCs e o


trafo de potência.
VAN N:1 V’a
K:1 X1 Ia k:1
A IA H1 I’a a

IA /K
VBN V’b
B IB H2 I’b X2 Ib b
IB /K
VCN V’c
C IC H3 I’c X3 Ic c
IC /K
H0
R

(IB - IA) /K 2
Ia / k
1 1
R
IOa
(IC – IB) /K 2
Ib / k
1 1
R
IOb
(IA - IC) /K 2
Ic / k
1 1
IOc
RS RS RS
O O O

O leitor deve notar que as ligações dos relés diferenciais


percentuais devem ser feitas de modo a comparar as correntes
adequadamente. Isto somente é conseguido ao se determinar
expressões relacionando as correntes de linha do lado de alta
(IA, IB e IC) com as correntes de linha do lado de baixa (Ia, Ib e Ic).
Isto é feito seguindo as etapas a seguir:
1. O trafo de potência possui uma relação de transformação N.
Como sua ligação é Yd5, então a tensão da alta está 150
adiantada em relação à tensão correspondente na baixa, ou
seja:
VA
= N e j150° (7)
Va

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2. A menos de pequenos erros devido às perdas internas do


trafo, a potência complexa desenvolvida em cada
enrolamento na alta é igual à potência complexa
desenvolvida no enrolamento na baixa correspondente.
Desta forma, considerando-se a notação adotada no
diagrama anterior vem que

Va' I a' * = VA I A* (8)

Mas a tensão Va' é a tensão entre as fases a e c. Então

Vca
Va' = Vca = 3 Va e j 150° (9)

Substituindo a equação (16) na


equação (15) e resolvendo para I a' * , Vc
-Va
tem-se que

VA I A* 1 VA *
I =
'*
a = IA (10) 150°
3 Va e j 150° 3 e j 150° Va Vb

Substituindo a equação (14) na


equação (17) resulta então que
Va
1 j150° N * N *
I a' * = j 150°
N e I *
A = I A = IA (11)
3 e 3 3

Ou finalmente, já extendendo o resultado para as três fases


vem que
 ' N
 Ia = IA
 3
 ' N
 Ib = IB (12)
 3
 ' N
 Ic = IC
 3

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3. Nesta etapa já se pode calcular a expressões que relacionam


as correntes da alta com as correntes da baixa para o trafo
de potência. Desta forma tem-se que

 N
 I a = Ib − I a =
' '
(I B − I A )
 3
 N
 Ib = Ic − Ib =
' '
(I C − I B ) (13)
 3
 N
 Ic = Ia − Ic =
' '
(I A − I C )
 3

As equações (20) mostram que as ligações dos secundários


dos TCs devem ser feitas de forma a comparar
respectivamente a corrente Ia com IB − IA , a corrente Ib com
IC − IB , a corrente Ic com IA − IC . O diagrama anterior faz
exatamente isto, de forma a obter as correntes diferenciais
dadas por:

 IB − I A Ia
I
 Oa = −
K k

 IC − I B Ib
 I Ob = − (14)
 K k
 I A − IC Ic
 I Oc = K − k

d) Cálculo de IO para condição de operação normal ou faltas


externas

O cálculo será feito apenas para a fase a, pois a extensão para


as outras duas fases é imediata. A primeira das equações (21)
fornece a expressão para esta corrente. Substituindo as
equações (20) nesta equação resulta em

I B − I A N (I B − I A )  1 N 
I Oa = − =  −  (I B − I A ) (15)
K 
3k K 3k 

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Em condição de operação normal ou de falta externa, é


desejável que esta corrente diferencial seja nula. Assim

1 N  k N
 −
K 3k
 =0
 Ö K
=
3
(16)
 

A equação (23) estabelece uma igualdade que em princípio é


impossível de se atender por diversos motivos. Primeiro
porque a relação de transformação deste trafo é variável, pois
trata-se de um trafo de tap variável. Também as relações de
transformação dos TCs de alta e de baixa são valores
normalizados, o que muitas vezes pode impedir que a relação
expressa por (23) seja verdadeira. Ou seja


 k =100
 100 ? 3,5 ± 10%
 K = 25 3 Ö (17)
 35000 ± 10% 25 3 3
N= = 3,5 ± 10%
 10000

Desta forma, a equação (24) nem sempre é atendida. Assim é


necessário dotar o relé de uma polarização B capaz de, em
condições normais de operação, evitar sua operação.

e) Cálculo da Polariazação B

A corrente diferencial de operação, já calculada anteriormente,


e a corrente de restrição para a fase a, serão

 I B − I A N (I B − I A )  1 N 
 I Oa = − =  −  (I B − I A )
 K 3k  K 3 k 

 (18)

 I = 1  I B − I A + N (I B − I A ) = 1  1 + N  (I − I )
 Ra 2  K 
3 k  2  K 3 k 
B A

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Deseja-se que em regime de operação normal ou em faltas


externas a proteção não atue, ou seja

1 N

I Oa K 3k 3 k − NK
= =2 ≤B (19)
I Ra 1 1 N  3 k + NK
 + 
2  K 3k 

Substituindo os valores numéricos de k e K em (26) vem que

I Oa 3 × 100 − N × 25 3 100 − 25 N 4− N
B≥ =2 =2 =2 (20)
I Ra 3 × 100 + N × 25 3 100 + 25 N 4+ N

Substituindo os valores numéricos de N em (27) resulta em


 4 − 3,15
B ≥ 2 = 0,2378 (23,78 %)
 4 + 3,15
 N = 3,15  4 − 3,5
 B ≥ 2 = 0,1333 (13,33 %)
 N = 3,5
 N = 3,85
Ö  4 + 3,5 (21)
  4 − 3,85
B ≥ 2 = 0,0382 ( 3,82 %)
 4 + 3,85

Ou seja, B deve ser maior que 23,78 %. Uma boa escolha para B
seria algo em torno de 25 % a 30 %.

O gráfico abaixo ilustra a situação calculada anteriormente.


|IO|

B = 0,25
opera i = 0,2378

i = 0,1333

i = 0,0382

|IR|
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f) Cálculo do Resistor de Estabilização Rs


Para o cálculo do resistor de estabilização será considerado um
valor de 2,0 Ω para a soma das resistências do secundário do
TC e da fiação até a casa de relés. Utilizando a expressão já
conhecida, vem que

 1 1  1 1
RS = (R2 + RB )  −  = 2,0 ×  −  = 7,0 Ω (22)
 B 2  0.25 2 

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