Anda di halaman 1dari 3

Aula 18 – 24.01.

11
Teorema 6 (Weierstrass):

f: X →R é contínua e X compacto ⇒ ∃ x0, x1 ∈ X tal que f(x0) ≤ f(x)≤f(x1) ∀ x ∈ X

Demo: O teorema 6 é conseqüência do teorema 7.

Teorema 7: A imagem f(X) de X⊂R compacto por f: X→R contínua é um conjunto compacto.

Demo: Queremos mostrar que toda sequência (xn) com xn ∈ f(X) admite subseqüência convergindo para um ponto
de f(X). Dado sequência (yn) em f(X) existe sequência (xn) em X tal que f(xn) = yn. Como X é compacto ∃ subseqüência
(xn)n∈N’ convergindo para a ∈ X. Como f é contínua, f leva sequência convergente em sequência convergente,
(f(xn))n∈N’=(yn)n∈N. Daí (f(xn))n∈N’ converge para f(a) ∈ f(X). Logo (yn) admite subseqüência convergente a f(a).
Conclusão f(X) é compacto ∎

Demo (Teorema 6): Pelo teorema 7, f(X) é compacto. Logo ∃ y0,y1 ∈ f(x) tal que y0≤y≤y1, ∀ y ∈ f(X), y0, y1 ∈ f(X) ⇒ ∃
x0, x1 ∈ X tal que f(x0) = y0 e f(x1)=y1. Daí segue que f(x0) ≤ f(x)≤f(x1), ∀ x ∈ X ∎

Corolário: Se X ⊂ R é compacto, então toda f: X →R contínua é limitada, isto é, ∃ c>0 tal que |f(x)|<c ∀x ∈ X]

Ex7. F: (0,1]→R tal que f(x) = 

Como limx→0 f(x) = +∞, temos f ilimitada. F é contínua. Logo, pelo corolário, (0,1] não é compacto ∎

Teorema 8: X ⊂ R é compacto ⇒ Toda bijeção contínua f: X→Y⊂R tem inversa g: Y→X contínua.

Demo: Provemos por absurdo que g é contínua em b ∈ Y. Se g não é contínua em b, então ∃ ԑ>0 e (yn), sequência.

yn =f(xn), com lim yn → b e | g(yn) – g(b)| ≥ ԑ, ∀ n ∈ N.

Mas se f(a) = b

|g(yn) – g(b)|≥ ԑ, ∀ n ∈ N ⇔ | xn-a| ≥ ԑ, ∀ n ∈ N.

Como x é compacto, existe (xn)n∈N’ subseqüência convergente de (xn)n∈N e limn∈ N’ xn = a’ ∈ X. daí, como f é contínua
lim n∈N’ f(xn) = f(a’) = lim n ∈ N’ yn

Como | xn-a| ≥ ԑ, ∀ n ∈ N temos | a’-a| ≥ԑ. Logo a’≠a. Como lim n∈N yn = f(a). Segue lim n∈N’ yn= f(a)

Daí, pela unicidade do limite f(a) = f(a’). Como f é injetiva temos uma contradição. ∎

Ex8. A compacidade de X no teorema 8 não pode ser substituída pela compacidade de Y.

  
Y=0, 1,  ,  , … ,  , …  , Y é compacto


f:N →Y bijeção f(1) = 0, f(n) = , n>1.

Como N é discreto (só tem pontos isolados) então f é contínua.


g=f-1:Y→N, g(0) = 1 ; g = n+1,

 
lim = 0 e lim   =lim n+1 = + ∞ ≠ g(0) = 1
 

Na bijeção contínua com Y compacto f-1 não é necessariamente contínua ∎


Continuidade Uniforme
f contínua em a: ∀ ԑ>0, ∃ δ>0 tal que x ∈ X, |x-a| < δ ⇒ | f(x) – f(a)| < ԑ.

f contínua: ∀ a ∈ X, ∀ ԑ >0, ∃ δa >0 tal que x ∈ X | x-a| < δa ⇒ | f(x) – f(a)| < ԑ

f uniformemente contínua:

∀ ԑ>0, ∃ δ>0 tal que | x-y| < δ ⇒ | f(x) – f(y)| < ԑ



Ex9. f:R\{0} →R tal que f(x) = || é contínua , mas f não é uniformemente contínua:

Se tomarmos ԑ < 2, ∀ δ>0 escolhidas, ∃ x,y ∈ R \ {0}, | x-y| < δ e com | f(x) – f(y)| > ԑ.

δ δ
Pegue x =  , y = −  , | x-y| < δ e f(x) =1, f(y) = -1. Logo | f(x) – f(y)| ≥ 2.


Ex10. f: R+ →R tal que f(x) =  é contínua mas não é uniformemente contínua.


Dado 0 < ԑ < 1, ∀ ԑ > 0, tome n < δ

Mas | f(y) – f(x) | = | 2n – n | = n > ԑ

Obs: f uniformemente contínua ⇒ f contínua

Obs2: f: X →R é tal que ∀ x ∈X, ∃ V Vizinhança de x tal que f|V é contínua ⇒ f é contínua

f: X→R é tal que ∀ x ∈ X, ∃ V vizinhança de x tal que f|V é uniformemente contínua ⇏f uniformemente contínua.

Logo a continuidade é propriedade local e continuidade uniforme é propriedade global.

Ex11. (Funções Lipschitzianas)

f: X→R tal que | f(x) – f(y) | ≤ k | x-y|, ∀ x,y ∈ X, onde k>0 é chamado de função Lipschitziana

Toda f lipschitziana é uniformemente contínua.


ԑ ԑ
Dado ԑ>0, tome δ =$ daí | f(y) – f(x) | ≤ k| y-x| < k . $= ԑ , ∀ x , y ∈ X

%(&) %()
f é lipschitziana se e somente se &
é limitado. k é dita constante de Lipschitz

Ex. p(x) = ax +b

|f(y) – f(x)| = |ay + b – ax – b| = |ay-ax| = |a||y-x|

Logo | f(y) – f(x)| ≤ k|y-x| para k = |a|



Ex: f: R+→R, f(x) =  não é lipschitziana ( pois não é uniformemente contínua)

f|[a;+∞) onde a>0 é lipschitziana

  & & |&| 


Vale que | f(y) – f(x) | = '& − '=' & '= ' |&| '≤ = k|y-x| , onde k = ()
()
Teorema 9: f: X→R uniformemente contínua ⇔ para todas as sequências (xn) e (yn) de X com lim (yn-xn)=0 tem-se
que lim(f(yn)-f(xn)) = 0

Demo: Livro.

Teorema 10: X ⊂ R compacto. f: X→R contínua ⇒ f uniformemente contínua.

Demo: f não uniformemente contínua ⇒∃ ԑ>0 e (xn), (yn) com lim (yn-xn) = 0 e | f(xn) – f(yn)|≥ԑ, ∀ n ∈ N. Como X é
compacto, existe subseqüência (xn)n∈N’ tal que lim xn = a ∈ X.

Mas yn = ( yn-xn) + xn

Como lim (yn-xn) = 0 e lim n∈N’ xn = a, temos limn∈N’ yn=a . Daí lim n∈N’ (yn-xn) = 0.

Como f é contínua, lim n∈N’ f(xn) =a = lim n∈N’ f(yn)

Daí limn∈N’ ( f(yn) – f(xn) ) = f(a) – f(a) = 0

Absurdo pois: | f(yn) – f(xn)|≥ԑ, ∀ n ∈ N.∎

Ex13: f uniformemente contínua ⇏ lipschitziana

f:[0,+∞) → R , tal que f(x) = √+,

f|[1,+∞) é lipschitziana ⇒ f|[1,+∞) uniformemente contínua

f|[0,1] é uniformemente contínua pois [0,1] é compacto e f contínua.

Prova-se, então que f é uniformemente contínua.

Exercício: ver detalhes.

Teorema 11. Toda f: X→R uniformemente contínua em X limitada é função limitada

Teorema 12: Se f:X→R é uniformemente contínua, então para cada a ∈ X’ ( mesmo se a ∉X ), existe limx→a f(x)
  
Ex14.  em R+ , || e sen  em R\ {0} não são uniformemente contínuas


0 ∈ (R+ )’ mas ∄ lim x→0


 
0 ∈ ( R \ {0})’ mas ∄ lim x→0 || e ∄ lim x→0 sen 

Se eles fossem uniformemente contínuas teríamos contradição com o teorema 12.