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Esportes Coletivos

Esportes Coletivos Futsal Handebol Basquetebol Voleibol Atletismo Prof. Douglas Flesch Cygainski 2009 1 Esportes Coletivos

Futsal

Handebol

Basquetebol

Voleibol

Atletismo

Prof. Douglas Flesch Cygainski

2009

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Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski

FUTSAL

História do Futsal

O futebol de salão esportes há divergências

tem duas versões sobre o seu surgime nto, como em outros quanto a sua invenção. Há uma versão q ue o futebol de salão

começou a ser jogado por volta de 1940 por freqüentadores da Assoc iação Cristã de Moços

Uruguai, pelo
Uruguai, pelo

(ACM), em São Paulo, poi s havia uma grande dificuldade em encontr ar campos de futebol livres para poderem joga r e então começaram a jogar suas ''pela das'' nas quadras de basquete e hóquei. No iníc io, jogavam-se com cinco, seis ou sete jogad ores em cada equipe, mas logo definiram o núm ero de cinco jogadores para cada equipe. As bolas usadas eram de

serragem, crina vegetal, ou

muito e freqüentemente s aiam da quadra de jogo, então tiveram seu

de cortiça granulada, mas apresentavam o problema de saltarem

tamanho diminuído e

seu peso aumentado, po r este fato o futebol de salão foi chama do o ‘’esporte da bola pesada''.

Tem uma versão q ue seja a mais provável, o futebol da salão f oi inventado em 1934

na Associação Cristã de

Ceriani, que chamou este n ovo esporte de ‘’indoor-foot-ball''.

Moços de Montevidéu, no

professor Juan Carlos

Campeonatos Mundia is de Futsal Ano País Sede Campeão Vice Campeão 1982 Brasil Brasil Paraguai
Campeonatos Mundia is de Futsal
Ano
País Sede
Campeão
Vice Campeão
1982
Brasil
Brasil
Paraguai
1985
Espanha
Brasil
Espanha
1988
Austrália
Paraguai
Brasil
1989
Holanda
Brasil
Holanda
1992
Hong Kong
Brasil
Estados Unidos
1996
Espanha
Brasil
Espanha
2000
Guatemala
Espanha
Brasil
2004
Taiwan
Espanha
Itália
2008
Brasil
Brasil
Espanha
Futsal x Futebol de Salão : Até 1989 o futsal era chamado de futeb ol de salão, e era de
organização da FIFUSA (fe deração de futebol de salão). Após 1989 a FI FA passou a organizar
e redigir as regras deste jo go, agora chamado de futsal.
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Fundamentos

Voser (2002) define técnica como sendo todo gesto ou movimento realizado pelo atleta que lhe permite dar continuidade e desenvolvimento ao jogo, as técnicas esportivas do futsal são: passe, domínio, condução, chute, drible, finta, marcação, cabeceio.

Passe: É a ação de interligar-se com os integrantes de uma equipe, é o fundamento técnico mais importante e que mais acontece, pode sair um passe com a cabeça, com o peito, a coxa, o ombro. O passe pode ser classificado, de acordo com:

a)

Distância: curto (até 4m), médio (de 4m a 10m), longo (acima de 10m) Trajetória: rasteiro, meia altura, parabólico

b) c) d) e) Execução: interna, externa, bico, solado, dorso Espaço de Jogo: lateral, diagonal,
b)
c)
d)
e)
Execução: interna, externa, bico, solado, dorso
Espaço de Jogo: lateral, diagonal, paralelo
Passes de Habilidades: coxa, peito, cabeça, calcanhar, ombro, etc.

Domínio: Ação consciente que ocorre a partir do recebimento da bola, muitas vezes entregue por um companheiro de equipe, em mantê-la sob controle e, assim, poder realizar movimentos técnicos a fim de dar seqüência à jogada. Essa ação poderá ser feita com qualquer parte do corpo, exceto com aquelas não permitidas pela regra.

Condução: É o movimento de levar a bola próximo aos pés, de maneira que ela esteja sempre ao alcance do condutor.

Chute: Ação de golpear a bola parada ou em movimento visando desvia-la ou dar-lhe trajetória, é o fundamento que precede o gol.

Drible: Trata-se de uma série de movimentos e ações que culmina com a superação do adversário e a seqüência da jogada com a posse da bola. A principal diferença entre o drible e a finta reside no fato de que no primeiro há o controle da bola, enquanto no segundo a bola não está presente.

Finta: É uma ação de inteligência motora e cognitiva que ocorre no espaço e no tempo apropriado. Seu objetivo maior é o de levar o adversário a pensar que quem faz a finta irá para um lugar quando este vai para outro.

Marcação: Trata-se da ação de evitar que o adversário recebe a bola ou, quando este a possui, impedir ou dificultar suas ações técnicas de condução, passe, chute ou drible.

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Cabeceio: É a ação de golpear a bola com a cabeça.

Sistema e Tática: Qual a diferença?

Sistema Tática Trata-se do modo como são posicionados os jogadores em quadra É a maneira
Sistema
Tática
Trata-se do modo como são posicionados
os jogadores em quadra
É a maneira pela qual se aplicam os
sistemas de combinar o jogo de ataque e
de defesa, explorar as deficiências e
neutralizar potencialidades em busca da
vitória.
Exemplos de Sistemas

Tipos de Marcação

Individual: tem como objetivo executar a marcação direta de um adversário. Há dois tipos:

pressão parcial e pressão total.
pressão parcial e pressão total.

Jogadores

Goleiro (G)

Fixo (F)

Ala (A)

Pivô (P)

Zona: marcação em um determinado espaço ou setor da quadra de jogo.

Mista: é a combinação das ações de marcação individual e por zona.

é a combinação das ações de marcação individual e por zona. 4 Esportes Coletivos – Douglas
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Principais Regras

Quadra de Jogo a) Comprimento: 42m (máximo), 25m (mínimo) b) Largura: 25m (máximo), 15m (mínimo)
Quadra de Jogo
a) Comprimento: 42m (máximo), 25m (mínimo)
b) Largura: 25m (máximo), 15m (mínimo)
c) Área de meta: raio de 6m
d) Penalidade máxima: 6m
e) Tiro livre sem barreira: 10m
f) Circulo central: raio de 3m
g) Metas (goleiras): 3m x 2m
Número e Substituições dos Atletas
a) Iniciar uma partida: cinco atletas
b) Ficar em quadra: três atletas
c) Máximo no banco de reservas: sete atletas
d) O número de substituições é ilimitada, deve-se fazer sempre uma substituição na
zona de substituição.
Equipamentos Necessários
a) Tênis sem trava, meias, calção, camisas com números
b) Os goleiros devem apresentar camisas de cores diferentes dos demais jogadores.
Duração da Partida e Pedidos de Tempo
a) Dois tempos de 20 minutos cada com 10 minutos de intervalo, cada vez que
houver uma paralisação (saída de bola, falta, etc) o tempo cronometrado é
paralisado.
b) Cada treinador pode pedir apenas um tempo de um minuto por período.
Saída de Centro Na saída de centro a bola sempre deve ser rolada para frente,
Saída de Centro
Na saída de centro a bola sempre deve ser rolada para frente, vale o gol direto. O time
que rolar a bola para trás, será penalizado com um tiro livre indireto do mesmo local.
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Infrações (faltas) a) Faltas Técnicas: dar ou ter intenção de dar pontapé, calçar, bater, empurrar,
Infrações (faltas)
a) Faltas Técnicas: dar ou ter intenção de dar pontapé, calçar, bater, empurrar,
obstruir intencionalmente, trancar e outros do gênero. Tendo como punição uma
falta pessoal e coletiva. O atleta que cometer 5 faltas técnicas ou pessoais,
será desclassificado da partida, sendo substituído por outro jogador.
b) Faltas Pessoais: o goleiro segurar a bola por mais de quatro segundos, demorar
mais que quatro segundos para a cobrança de uma falta ou quatro segundos com
a bola dentro da área de defesa. Outras formas de faltas pessoais é o bi-toque,
tocar na bola sem algum equipamento (principalmente tênis). Tendo como
punição uma falta pessoal e coletiva. Será punido a equipe infratora, com a
cobrança de um TIRO LIVRE INDIRETO a ser executado pelo adversário, no local
onde ocorreu a infração. Se cometida dentro da área de meta do infrator, o
tiro deverá ser executado sobre a linha da área, no local mais próximo da
infração.
c) Faltas Disciplinares: quando o atleta ou comissão técnica comete atos de
indisciplina verbal ou atitudes anti-desportivas. Tendo como punição uma
advertência ou até mesmo uma expulsão e após a quinta falta tiro livre sem
barreira.
Cartões
a) Amarelo: advertência
b) Vermelho: expulsão (dois minutos ou tomar um gol)
Tiros Livres (direto e indireto)
a) Faltas com barreira (5 metros até a quinta falta, a partir da sexta falta, tiro livre
da linha dos 10 metros, ou mais próximo, sem barreira).
b) O executor do tiro livre de 10m deverá obrigatoriamente chutar a bola em
direção a meta, com a intenção de assinalar um tento (gol), sendo proibido o
passe para outro jogador de sua equipe.
c) Se um atleta recuar a bola (tiro livre direto ou indireto) para o goleiro e esta
entra diretamente no gol, deverá ser marcado um arremesso de canto a favor da
equipe adversária.
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Penalidade Máxima Faltas dentro da área (distância 6 metros e o goleiro deve permanecer na
Penalidade Máxima
Faltas dentro da área (distância 6 metros e o goleiro deve permanecer na linha do gol), o
executante não é obrigado a chutar a bola em direção à meta, podendo passar a bola
para outro companheiro.
Tiro de Meta e Ações do Goleiro a) O goleiro deve cobrar o tiro de
Tiro de Meta e Ações do Goleiro
a) O goleiro deve cobrar o tiro de meta somente com a mão.
b) Para devolver a bola para o goleiro, a bola deve ultrapassar o meio da quadra,
bater no adversário ou sair pela lateral (se acontecer alguma destas
infrações, será concedido um arremesso lateral para a equipe adversária). O
goleiro só poderá pegar a bola recuada com a mão se atrasada pelo seu
companheiro com parte acima do joelho (coxa, peito, cabeça).
c) O goleiro utilizara os pés na quadra de defesa por quatro segundos, na quadra de
ataque o tempo é livre, na sua área, quatro segundos com as mãos ou os pés.
d) Não será válido o tento assinalado diretamente de arremesso de meta tocando
ou não no goleiro.
Arremesso Lateral
a) A bola deve estar em cima da linha.
b) Se um jogador cobrar o tiro lateral contra sua própria meta, e a bola tocar em
qualquer jogador e entrar no gol, o tento será válido. Se penetrar diretamente o
gol não será válido, será cobrado tiro de canto em favor da equipe adversária.
c) Se um jogador cobrar o tiro lateral contra a meta adversária, e a bola tocar em
qualquer jogador e entrar no gol, o tento será válido. Se penetrar diretamente o
gol não será válido, será cobrado, será cobrado arremesso de meta em favor da
equipe adversária.
Arremesso de Canto
a) Vale gol direto, dentro do semi círculo.
b) Não vale gol contra, tocando ou não no goleiro, a partida será reiniciada com um
arremesso de canto em favor da equipe adversária.
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Quadra de Jogo FONTE: http://www.futsaldobrasil.com.br/2009/cbfs/regras.php

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HANDEBOL

História do Handebol

O Handebol não foi criado ou inventado, a bola é sem dúvida um dos instrumentos

desportivos mais antigos do mundo e vem cativando o homem há milênios. O jogo de Urânia, praticado na antiga Grécia com uma bola do tamanho de uma maçã, usando as mãos mas sem balizas, é citado por Homero na Odisséia.

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Também os Romanos, segundo Cláudio Galeno (130-200 d.C), conheciam um jogo praticado com as mãos, o Harpastum. Mesmo durante a idade média, eram os jogos com bola praticados como lazer por rapazes e moças. Na França, Rabelais (1494-1533 d.C) citava uma espécie de handebol (esprés jouaiant â la balle, à la paume). No ano de 1848, o professor dinamarquês Holger Nielsen criou, no Instituto de Ortrup, um jogo denominado Haandbold, determinando suas regras. Na mesma época, os tchecos conheciam um jogo semelhante denominado Hazena. Fala-se também de um jogo similar na Irlanda e no El Balon do uruguaio Gualberto Valetta, como precursores do handebol.

Todavia o Handebol, como se joga hoje, foi introduzido na Alemanha, como Raftball. Quem o levou para o campo, em 1912, foi o alemão Hirschmann, então Secretário da Federação lnternacional de Futebol.

período da I Grande Guerra (1915-1918) foi decisivo para o desenvolvimento do

jogo, quando um professor de ginástica, o berlinense Max Heiser, criou um jogo ao ar livre para as operárias da Fábrica Siemens, derivado do Torball, e quando os homens começaram a praticá-lo, o campo foi aumentado para as medidas do futebol.

Em 1919, o professor alemão Karl Schelenz reformulou o Torball, alterando seu nome para Handball com as regras publicadas pela Federação Alemã de Ginástica para o jogo com 11 jogadores. Schelenz levou o jogo como competitivo para a Áustria, Suíça, além da Alemanha. Em 1920, o diretor da Escola de Educação Física da Alemanha tornou o jogo desporto oficial.

A divulgação na Europa deste novo desporto não foi difícil, visto que Karl Schelenz

era professor na então famosa Universidade de Berlim onde seus alunos, principalmente os estrangeiros, difundiram as regras então propostas para vários países.

Por sua vez, existia na Tchecoslováquia desde 1892 um jogo praticado num campo de 45m x 30m e com 7 jogadores que também era jogado com as mãos e o gol era feito em balizas de 3m x 2m. Este jogo, o Hazena, segundo os livros, foi regulamentado pelo Professor Kristof Antonin, porém, somente em 1921 suas regras foram publicadas e divulgadas

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por toda a Europa. Mas, foi o Handebol jogado no campo de futebol, que chamamos de Handebol de Campo, que teve maior popularização, tanto que foi incluído nos Jogos Olímpicos de Berlim em 1936.

Com o grande crescimento do futebol com quem dividia o espaço de jogo, com as dificuldades do rigoroso inverno, muitos meses de frio e neve, o Handebol de Campo foi paulatinamente sendo substituído pelo Hazena que passou a ser o Handebol a 7, chamado de Handebol de Salão, que mostrou-se mais veloz e atrativo. Em 1972, nos Jogos Olímpicos de Munique (Alemanha), o Handebol (não mais era necessário o complemento "de salão") foi incluído na categoria masculina, reafirmou-se em Montreal (Canadá) em 1976 (masculino e feminino) e não mais parou de crescer.

em 1976 (masculino e feminino) e não mais parou de crescer. O Handebol no Brasil Após

O Handebol no Brasil

Após a I Grande Guerra Mundial, um grande número de imigrantes alemães vieram para o Brasil estabelecendo-se na região sul por conta das semelhanças climáticas. Dessa forma os brasileiros passaram a ter um maior contato com a cultura, tradição folclórica e por extensão as atividades recreativas e desportivas por eles praticadas, dentre os quais o então Handebol de Campo. Foi em São Paulo que ele teve seu maior desenvolvimento, principalmente quando em 26 de fevereiro de 1940 foi fundada a Federação Paulista de Handebol, tendo como seu primeiro presidente Otto Schemelling.

O Handebol de Salão somente foi oficializado em 1954 quando a Federação Paulista de Handebol instituiu o I Torneio Aberto de Handebol que foi jogado em campo improvisado ao lado do campo de futebol do Esporte Clube Pinheiros, campo esse demarcado com cal (40m x 20m e balizas de madeira 3m x2m).

Este Handebol praticado com 7 jogadores e em um espaço menor agradou de tal maneira que a Confederação Brasileira de Desportos – CBD, órgão que congregava os desportos amadores a nível nacional, criou um departamento de Handebol possibilitando assim a organização de torneios e campeonatos brasileiros nas várias categorias masculina e feminina.

Contudo, a grande difusão do Handebol em todos os estados adveio com a sua inclusão nos III Jogos Estudantis Brasileiros realizado em Belo Horizonte em julho de 1971 como também nos Jogos Universitários Brasileiros realizado em Fortaleza em julho de 1972. Como ilustração, nos JEB's/72 o Handebol teve a participação de aproximadamente 10 equipes femininas e 12 masculinas, já em 1973 nos IV JEB's em Maceió tivemos cerca de 16 equipes femininas e 20 masculinas. A atual Confederação Brasileira de Handebol - CBHb foi fundada em 1º de junho de 1979, tendo como primeira sede São Paulo e o primeiro Presidente foi o professor Jamil André.

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Fundamentos

Os fundamentos técnicos individuais e coletivos dos jogadores de linha do handebol são:

Passe, Arremesso, Finta, Recepção, Progressão, Drible.

Passe: É a ação de entregar a bola ao companheiro de equipe. Trata-se de uma ação técnica de extrema importância. É o fundamento mais importante do handebol sob o ponto de vista de que é a partir de passes corretos que acontecerão os demais fundamentos.

a)

objetivo: dar seqüência ao jogo, progressão, preparação do ataque ou contra-ataque classificação quanto à distância: curtos (até 10m), médios (até 15m), longos (acima de

b) 15m) c) classificação quanto à trajetória: direto, picado (quicado), parabólico Arremesso: É a ação
b)
15m)
c)
classificação quanto à trajetória: direto, picado (quicado), parabólico
Arremesso: É a ação de impulsionar a bola em direção ao gol. Este é o objetivo máximo de
um jogo de handebol, os demais fundamentos serão os que estarão em direção a este
fundamento.
a) objetivo: fazer o gol
b) classificação quanto à distância:
6 metros
geralmente feito até em menores distâncias, quando o
jogador se projeta para o interior da área.
7 metros
equivalente ao pênalti do futebol
9 metros ou mais
praticado na maioria das vezes por jogadores fortes
ou mais praticado na maioria das vezes por jogadores fortes c) classificação quanto à mecânica corporal:

c)

classificação quanto à mecânica corporal: de ombro, com queda, com giro, com salto e inclinação, etc.

Finta: É a ação consciente de ludibriar o adversário com ou sem a posse de bola, acontece ainda, simultaneamente ao passe ou quando há a ameaça do arremesso a gol. objetivo: ludibriar o adversário com o propósito de conseguir espaço para arremessar, passar ou dar seqüência à jogada.

Recepção: É o ato de receber e controlar ou dominar a bola. Poderá ser feita com uma ou com as duas mãos, em movimento ou parado.

a) objetivo: dar continuidade ao jogo

b) técnica: deve-se dominar a bola usando as mãos côncavas, em forma de concha, em seguida deverá estar predisposto a ações rápidas e definitivas.

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Progressão: É a ação individual ou coletiva (2x2, 3x3 ou todos da equipe) de progredir com a bola

a) objetivo: dar o ritmo ao jogo com propósitos de ataque ou contra-ataque

b) classificação: poderá ser realizado de modo individual, duplas, trios, quartetos, com toda a equipe

Drible: É o ato de superar o adversário com a posse de bola, tanto no ataque como na

defesa. Sua prática se dá a partir do controle da bola com sucessivos quiques da bola ao solo.

a) objetivos: superar o adversário e assim conseguir uma melhor posição para o arremesso, o
a)
objetivos: superar o adversário e assim conseguir uma melhor posição para o
arremesso, o passe ou a progressão.
Sistema e Tática
Sistema
Tática
É a forma de dispor (posicionar) os
jogadores em quadra, podendo ser no
ataque ou na defesa.
É a maneira pela qual são postos em
ação os sistemas adotados em um jogo,
tanto na defesa como no ataque, com a
intenção de superar o adversário.
Sistema Defensivo no Handebol
É a maneira de coordenar as individualidades defensivas em conjunto.
Tipos de defesa

Individual: pode ser em toda a quadra, meia quadra ou próxima aos nove metros.

Zona: cada jogador defende em um determinado espaço.

Mista (combinado): é a fusão da defesa individual com a defesa mista.

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Respeitando-se um a disposição gráfica e linear, as linhas d e defesa podem ser apresentadas das seguinte s maneiras:

d e defesa podem ser apresentadas das seguinte s maneiras: Sistema Ofensivo Da mesma maneira qu
Sistema Ofensivo Da mesma maneira qu e os
Sistema Ofensivo
Da
mesma
maneira
qu e os

de ataque também

possuem suas vantagens , desvantagens e aplicabilidade, podend o ser classificado da seguinte maneira:

sistemas

de defesa,

estes

sistemas

Posicional: rápida circula ção da bola, cada jogador ocupa a sua quem circula é a bola.

posição característica,

Circulação: os atletas

posições e de passes rápid os.

deverão estar

em

constante

movimenta ção,

com

troca

de

Combinado: caraterizado permanecem em suas principalmente próximo à

pela mistura do posicional e do circulaç ão, alguns jogadores

os outros circulam,

posições

características

enquanto

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área de 6 metros.

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Quadra a) Tamanho: 40m x 20m b) Gol: 3m x 2m c) Área de gol:
Quadra
a) Tamanho: 40m x 20m
b) Gol: 3m x 2m
c) Área de gol: 6m de raio
d) Linha do tiro livre: 9m de raio
e) Tiro de 7 metros: marca de 7m do gol
f) Linha de delimitação do goleiro para cobrança de 7m: marca de 4m do gol

Jogadores

As posições dos jogadores de handebol são:

Goleiro (7) Armador central (3) Armador (ou meias) direito e esquerdo (5 e 2) Pivô (4) Extremas (ou pontas) direita e esquerda (6 e 1)

Principais Regras

Duração da Partida a) A duração normal da partida para todas as equipes com jogadores
Duração da Partida
a) A duração normal da partida para todas as equipes com jogadores de idade igual
ou acima de 16 anos, é de 2 tempos de 30 minutos. O intervalo de jogo é de 10
minutos.
b) A duração normal da partida para equipes de jovens é 2x25 minutos no grupo de
idade entre 12 e 16 anos e 2x20 minutos no grupo de idade entre 08 e 12 anos,
em ambos os casos o intervalo de meio tempo é de 10 minutos.
c) No handebol o tempo de jogo é corrido. O tempo só para com a sinalização do
time-out por parte do árbitro, os árbitros decidem por quanto tempo e quando, o
tempo de jogo tem de ser interrompido.
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Bola H1, H2, H3 a) H3: 58-60 cm e 425-475g: para homens e equipes masculinas
Bola H1, H2, H3
a) H3: 58-60 cm e 425-475g: para homens e equipes masculinas jovens (acima de
16anos)
b) H2: 54-56 cm e 325-375g: para mulheres, equipes femininas jovens (acima de 14
anos) e equipes masculinas jovens (entre 12 e 16 anos)
c) H1: 50-52 cm e 290-330g: para equipes femininas jovens (entre 8 e 14 anos) e
equipes masculinas jovens (entre 8 e 12 anos).
Equipes e Substituições
a) Time completo: 14 jogadores
b) Time para início da partida: 7 jogadores (6 de quadra e 1 goleiro)
c) Uma equipe deve ter no mínimo 5 jogadores na quadra no começo do jogo.
d) Durante o jogo a equipe pode ficar com menos que 5 jogadores em quadra.
e) As substituições devem ser feitas, respeitando o local destinado a elas e o jogador
que vai entrar em quadra deve esperar a saída do jogador a ser substituído.
f) Se o jogador que vai entrar em quadra não esperar a saída do jogador a ser
substituído, este, o jogador que entrou prematuramente em quadra, será
excluído do jogo por dois minutos. O jogador que deveria ser substituído também
deve sair da quadra, ou seja, a equipe ficará com um jogador a menos por 2
minutos.
g) No handebol oficial, podem ser feitas quantas substituições forem necessárias ao
longo do jogo.
O Goleiro
a) Dentro da sua área de gol o goleiro pode defender a bola, com qualquer parte do
seu corpo.
b) O goleiro pode deslocar-se dentro da área de gol, de posse de bola, sem
nenhuma restrição. Ele não pode retardar o jogo, após o apito do árbitro, o
goleiro deverá colocar a bola em jogo em no máximo três segundos.
c) É permitido, deixar a área de gol, sem a bola e jogar no campo de jogo. Neste
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caso, fica submetido às regras de jogo dos jogadores de campo.

d) Não é permitido o goleiro sair da área de gol com a posse de bola ou retornar da área de jogo para a área de gol com a posse da mesma.

e) Não é permitido lançar intencionalmente a bola, já controlada, para fora pela linha de fundo.

f)

Não é permitido tocar ou pegar a bola que se encontra, parada ou rolando no solo, fora da área de gol, enquanto ele próprio se encontra dentro da área de gol.

Tiro de Saída a) No começo do jogo, o tiro de saída é executado pela
Tiro de Saída
a)
No começo do jogo, o tiro de saída é executado pela equipe que ganhou o sorteio
e
escolheu começar com a posse de bola. O adversário tem o direito de escolher
o
lado da quadra.
b)
Após um gol ter sido marcado, o jogo é recomeçado por um tiro de saída,
executado pela equipe que sofreu o gol. O tiro de saída é sempre precedido por
um apito, deve ser executado dentro de 3 segundos e com uma tolerância lateral
de cerca de 1,5 metros do centro da linha central.
c)
O
jogador executante do tiro de saída deve ter um pé em cima da linha central
até que a bola tenha deixado sua mão. Os companheiros de equipe do
executante, não estão autorizados a cruzar a linha central antes do apito.
d)
No momento do tiro de saída, para começar cada meio período, todos os
jogadores devem estar na sua própria meia quadra.
e)
Entretanto, após um gol ser marcado, durante a partida, a equipe que fez o
gol pode permanecer em ambas as metades da quadra de jogo.
f)
Os jogadores da equipe adversária devem estar a no mínimo 3 metros de
distância do jogador executante do tiro de saída.
Tiro Lateral a) O tiro lateral é ordenado assim que a bola ultrapassar completamente a
Tiro Lateral
a) O tiro lateral é ordenado assim que a bola ultrapassar completamente a linha
lateral.
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b) O executante do tiro de lateral deverá manter, pelo menos, um pé sobre a
b) O executante do tiro de lateral deverá manter, pelo menos, um pé sobre a linha
lateral até que a bola tenha saído de sua mão.
c) Um tiro de lateral é concedido quando a bola tocar o teto ou objeto fixado sobre
quadra, neste caso o tiro deverá ser cobrado no ponto mais próximo em relação
ao ponto onde a bola tocou o teto ou o objeto fixado.
a
d)
A execução do tiro de lateral é feito sem a necessidade do sinal de apito do
árbitro.
e)
O
tiro lateral é executado do ponto onde a bola cruzou a linha lateral.
f)
Se a bola ultrapassou a linha de fundo, após tocar em um jogador de defesa o tiro
lateral é cobrado na interseção da linha lateral com a linha de fundo.
g)
Enquanto o tiro lateral está sendo executado, os adversários não podem estar a
menos de três metros do executante, porém os defensores sempre estarão
autorizados a permanecerem no lado de fora da sua linha da área de gol,
mesmo se a distância entre e o executante for inferior a 3 metros.
Tiro de 7 metros
a)
Um tiro de sete metros é ordenado nos seguintes casos:
Fazer fracassar uma clara chance de gol, de forma irregular, em qualquer parte da área
de jogo.
Quando um jogador defensor invade sua própria área de gol, a fim de obter vantagem
sobre o jogador atacante que está com a posse da bola.
Quando houver um apito não autorizado no momento de uma clara chance de gol.
b)
Se um jogador atacante marcar um gol apesar da interferência ilegal dos
defensores, então não há razão para assinalar um tiro de 7 metros.
c)
O goleiro deve respeitar a sua linha de limitação (linha de 4 metros), durante o
tiro de sete metros.
d)
Quando concederem um tiro de 7 metros, os árbitros podem sinalizar um
time-out, mas somente se houver um atraso substancial.
e)
O
jogador que executar o tiro de sete metros deve posicionar-se atrás da linha de
7 metros, não mais distante do que 1 metro desta linha. Depois do apito do
árbitro, o executante não poderá tocar nem ultrapassar a linha de sete metros,
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antes que a bola tenha deixado a sua mão, uma parte do pé do jogador executor deverá estar em permanente contato com o solo.

f) Para a cobrança do tiro de 7 metros, todos os jogadores, exceto o cobrador, têm que estar fora da linha do tiro livre. Os adversários devem estar fora da linha do tiro livre e a no mínimo 3 metros da bola. O tiro de 7 metros deverá ser executado dentro de 3 segundos após o apito do árbitro.

executado dentro de 3 segundos após o apito do árbitro. Punições: advertência, exclusão, desqualificação,

Punições: advertência, exclusão, desqualificação, expulsão

Advertência: cartão amarelo, uma advertência deve ser dada:

a) Faltas que vão além do tipo de infração que normalmente ocorre na disputa pela bola (atitude antidesportiva).

b) A um único jogador, não deve ser dado mais do que uma advertência, e a uma equipe não deve ser dada mais do que 3 advertências.

c) A um jogador que já teve uma exclusão por 2 minutos, não deveria ser subseqüentemente dado uma advertência. Não mais do que uma advertência deveria ser dada aos oficiais de equipe.

Exclusão: 2 minutos sem o jogador punido: uma exclusão deve ser dada:

a) Atitude antidesportiva repetida

b) A partir da terceira advertência da equipe

c) Falta de substituição ou entrada ilegal na quadra

d) e)
d)
e)

Por não soltar ou colocar a bola no solo quando da marcação de tiro livre contra a equipe que esta em posse de bola

A terceira exclusão ao mesmo jogador sempre conduzirá a uma desqualificação.

Desqualificação: cartão vermelho (o jogador desqualificado deve sair da quadra não podendo mais retornar a ela, podendo ser substituído após 2 minutos), uma desqualificação deve ser dada:

a) Por causa da terceira exclusão para o mesmo jogador

b) Por faltas que coloquem em perigo a saúde do adversário

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c) Por conduta antidesportiva grosseira de um jogador ou oficial de equipe, dentro ou fora da quadra

d) Por causa de uma terceira exclusão para o mesmo jogador. Toda desqualificação deve ser precedida por um time-out, que deve ser assinalado pelo árbitro.

e) Não deve haver maiores conseqüências, em relação à desqualificação, após o término do jogo.

Expulsão: a equipe joga com 1 a menos até o final da partida, uma expulsão
Expulsão: a equipe joga com 1 a menos até o final da partida, uma expulsão deve ser
dada: Quando um jogador é culpado de uma agressão durante o tempo de jogo, dentro
ou fora da quadra de jogo. Toda expulsão deve ser precedida por um time-out, que deve
ser assinalado pelo árbitro. Uma expulsão deve ser explanada pelos árbitros no relatório
de jogo para as autoridades competentes.
O manejo da bola e o jogo passivo
a) É permitido dar no máximo três passos com a bola na mão
b) É permitido segurar a bola por no máximo três segundos.
c) É permitido atirar, agarrar, parar, empurrar ou bater a bola, usando mãos
(abertas ou fechadas), braços, cabeça, tronco, coxas e joelhos.
d) É permitido receber a bola, dar três passos com a mesma na mão, driblá-la e
então dar mais três passos e então passar ou arremessar a bola.
e) É permitido mover a bola de uma mão para a outra.
f) Driblar ou rolar a bola com ambas as mãos alternadamente é permitido.
g) Durante o drible o contato da mão deve ser por cima da bola, nunca pelo
lado ou por baixo da mesma.
h) Não é permitido depois que a bola foi controlada, tocá-la mais de uma vez.
i) Não é permitido tocar na bola com as pernas, abaixo do joelho, exceto
quando a bola foi atirada no jogador por um adversário.
j) O jogo continua se a bola toca um árbitro na quadra.
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k) Se um jogador com a bola se movimenta para fora da quadra de jogo com um ou ambos os pés (e a bola ainda está dentro da quadra), por exemplo, passar ao redor de um jogador defensor, isto deverá conduzir a um tiro livre para o adversário.

l) Não é permitido manter a bola em posse da equipe sem fazer uma tentativa reconhecível de ataque ou arremesso a baliza. Não é permitido atrasar repetidamente a execução de um tiro de saída, tiro livre, tiro lateral ou tiro de meta. Isto será considera como JOGO PASSIVO, que será penalizado com um tiro livre contra a equipe de posse de bola.

Tiro de Meta a) Um tiro de meta é assinalado quando: o goleiro controlou a
Tiro de Meta
a) Um tiro de meta é assinalado quando: o goleiro controlou a bola na área de gol; a
bola cruza a linha de fundo, depois de ter sido tocada por último pelo goleiro ou
pelo jogador da equipe adversária; um jogador da equipe adversária entrou na
área de gol no momento de um arremesso; um jogador da equipe adversária,
sem a bola, invadiu a área de gol buscando obter vantagem; um jogador da
equipe adversária tocou a bola quando ela estava rolando ou parada no solo
dentro da área de gol.
b) Quando o goleiro na execução de uma defesa a sua baliza desvia a bola para a
linha de fundo é marcado um tiro de meta a seu favor.
c) O tiro de meta é executado pelo goleiro, sem o apito do árbitro, de dentro da sua
área de gol.
Tiro Livre
a) O tiro livre é marcado em qualquer situação de falta simples dentro da área
de jogo. (No handebol não há limite de faltas).
b) O tiro livre é executado sem nenhum sinal de apito do árbitro, e, em princípio, no
local onde a falta foi cometida.
c) Se este local esta situado entre a linha da área de gol e a de tiro livre da equipe
que cometeu a infração, o tiro livre concedido à equipe atacante é executado
no local mais próximo imediatamente fora da linha de tiro livre (9 metros).
d) Os jogadores da equipe atacante não devem tocar ou cruzar a linha de tiro
livre dos adversários antes que o tiro livre seja executado.
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e) Quando da execução de um tiro livre, os jogadores adversários deverão manter uma distância mínima de 3 metros do jogador executor.

f) Os árbitros devem dar continuidade ao jogo, adiando uma interrupção prematura do jogo, para sinalizar um tiro livre.

g) Se houver uma decisão de tiro livre contra a equipe que está em posse de bola , então o jogador que tem a bola neste momento deve soltá-la ou colocá-la imediatamente no solo no ponto onde ele está.

h) Tiros livres sinalizados por conta de jogo passivo devem ser executados do lugar onde
h) Tiros livres sinalizados por conta de jogo passivo devem ser executados do lugar
onde a bola estava quando o jogo foi interrompido.
i) Um tiro livre também é usado como jeito de reiniciar o jogo em certas
situações onde o jogo é interrompido: se uma equipe está em posse de bola no
momento da interrupção, esta deve manter a posse; se nenhuma equipe está em
posse de bola, então a equipe que a detinha por último deverá tê-la em posse
de novo.
Instruções para a execução dos Tiros
a) Durante a execução, exceto no caso de tiro de meta, o executante deve ter uma
parte de um pé em constante contato com o solo até que a bola seja liberada. O
outro pé pode ser apoiado e levantado repetidamente.
b) Um gol pode ser marcado diretamente de qualquer tiro.
c) Se for necessário o apito do árbitro, depois do apito, o executante deve
jogar a bola dentro de 3 segundos.
d) Após a cobrança do tiro o jogador executor não poderá mais encostar na bola
antes que esta tenha tocado outro jogador ou a baliza.
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Quadra de Jogo

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Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski
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BASQUETEBOL

História do Basquetebol

Em 1891, o longo e rigoroso inverno de Massachussets (EUA) tornava impossível a prática de esportes ao ar livre. As poucas opções de atividades físicas em locais fechados se restringiam a entediantes aulas de ginástica, que pouco estimulavam aos alunos. Foi então que Luther Halsey Gullick, diretor do Springfield College, colégio internacional da Associação Cristã de Moços (ACM), convocou o professor canadense James Naismith, de 30 anos, e

o professor canadense James Naismith , de 30 anos, e confiou-lhe uma missão: pensar em algum

confiou-lhe uma missão: pensar em algum tipo de jogo sem violência que estimulasse seus alunos durante o inverno, mas que pudesse também ser praticado no verão em áreas abertas. Depois de algumas reuniões com outros professores de educação física da região, James Naismith chegou a pensar em desistir da missão. Mas seu espírito empreendedor o impedia. Refletindo bastante, chegou à conclusão de que o jogo deveria ter um alvo fixo, com algum grau de dificuldade. Sem dúvida, deveria ser jogado com uma bola, maior que a de futebol, que quicasse com regularidade. Mas o jogo não poderia ser tão agressivo quanto o futebol americano, para evitar conflitos entre os alunos, e deveria ter um sentido coletivo.

Havia um outro problema: se a bola fosse jogada com os pés, a possibilidade de choque ainda existiria. Naismith decidiu então que o jogo deveria ser jogado com as mãos, mas a bola não poderia ficar retida por muito tempo e nem ser batida com o punho fechado, para evitar socos acidentais nas disputas de lances.

A preocupação seguinte do professor era quanto ao alvo que deveria ser atingido pela bola. Imaginou primeiramente colocá-lo no chão, mas já havia outros esportes assim, como o hóquei e o futebol. A solução surgiu como um relâmpago: o alvo deveria ficar a 3,05m de altura, onde imaginava que nenhum jogador da defesa seria capaz de parar a bola que fosse arremessada para o alvo.

Tamanha altura também dava um certo grau de dificuldade ao jogo, como Naismith desejava desde o início. Mas qual seria o melhor local para fixar o alvo? Como ele seria? Encontrando o zelador do colégio, Naismith perguntou se ele não dispunha de duas caixas com abertura de cerca de 8 polegadas quadradas (45,72 cm). O zelador foi ao depósito e voltou trazendo dois velhos cestos de pêssego. Com um

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martelo e alguns pregos, Naismith prendeu os cestos na parte

superior de duas pilastras, que ele pensava ter mais de 3m, uma em cada lado do ginásio. Mediu a altura. Exatos 3,05m, altura esta que permanece até hoje. Nascia a cesta de basquete. James Naismith escreveu rapidamente as primeiras regras do esporte, contendo 13 itens. Elas estavam tão claras em sua cabeça que foram colocadas no papel em menos de uma hora. O criativo professor levou as regras para a aula, afixando-as num dos quadros de aviso do ginásio. Comunicou a seus alunos que tinha um novo jogo e se pôs a explicar as instruções e organizar as equipes.

Havia 18 alunos na aula. Naismith selecionou dois capitães (Eugene Libby e Duncan Patton) e pediu-lhes que escolhesse os lados da quadra e seus companheiros de equipe. Escolheu dois dos jogadores mais altos e jogou a bola para o alto. Era o início do primeiro jogo de basquete. Curioso, no entanto, é que nem Naismith nem seus alunos tomaram o cuidado de registrar esta data, de modo que não se pode afirmar com precisão em que dia o primeiro jogo de basquete foi realizado. Sabe-se apenas que foi em dezembro de 1891, pouco antes do Natal.

apenas que foi em dezembro de 1891, pouco antes do Natal. Como esperado, o primeiro jogo

Como esperado, o primeiro jogo foi marcado por muitas faltas, que eram punidas colocando-se seu autor na linha lateral da quadra até que a próxima cesta fosse feita. Outra limitação dizia respeito à própria cesta: a cada vez que um arremesso era convertido, um jogador tinha que subir até a cesta para apanhar a bola. A solução encontrada, alguns meses depois, foi cortar a base do cesto, o que permitiria a rápida continuação do jogo.

A primeira bola de basquete foi feita pela A. C. Spalding & Brothers, de Chicopee Falls (Massachussets) ainda em 1891, e seu diâmetro era ligeiramente maior que o de uma bola de futebol. As primeiras cestas sem fundo foram desenhadas por Lew Allen, de Connecticut, em 1892, e consistiam em cilindros de madeira com borda de metal. No ano seguinte, a Narraganset Machine & Co. teve a idéia de fazer um anel metálico com uma rede nele pendurada, que tinha o fundo amarrado com uma corda mas poderia ser aberta simplesmente puxando esta última. Logo depois, tal corda foi abolida e a bola passou a cair livremente após a conversão dos arremessos. Em 1895, as tabelas foram oficialmente introduzidas. c não poderia imaginar a extensão do sucesso alcançado pelo esporte que inventará.

Seu momento de glória veio quando o basquete foi incluído nos Jogos Olímpicos de Berlim, em 1936, e ele lançou ao alto a bola que iniciou o primeiro jogo de basquete nas Olimpíadas. Atualmente, o esporte é praticado por mais de 300 milhões de pessoas no mundo inteiro, nos mais de 170 países filiados à FIBA.

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O Basquetebol no Brasil

Em 1896, através do professor norte-americano Auguste Farnham Shaw, do colégio Mackenzie da cidade de São Paulo, chegou ao Brasil a primeira bola (já oficial) de basquetebol. As alunas desse colégio foram as primeiras a praticar a nova modalidade. Nesse mesmo ano, o esporte já era reconhecido como profissional nos EUA, a partir da fundação da Liga Nacional de Basquetebol.

Pelo fato de este ter sido praticado e aceito primeiro entre as mulheres, o professor Shaw teve algumas dificuldades para convencer os homens a praticar o basquetebol que, também, disputava com o futebol a preferência da época. Conforme alguns autores, o Brasil foi o quinto país do mundo e o primeiro da América do Sul a conhecer o basquetebol.

Fundamentos Controle do Corpo, Controle da Bola, Drible, Passe e Recepção, Arremesso, Rebote. Tipos: a)
Fundamentos
Controle do Corpo, Controle da Bola, Drible, Passe e Recepção, Arremesso, Rebote.
Tipos:
a)
b)
c)
d)

Controle do Corpo: É a capacidade de controlar o corpo para realizar movimentos e gestos específicos do esporte, exigidos pela própria dinâmica do jogo.

Fintas: são movimentos de corpo na tentativa de enganar a ação do defensor Parada Brusca: interrupção do deslocamento de um atacante para dificultar a ação da defesa

Giro: é o movimento realizado com as pernas no sentido de se livrar de um defensor Outros gestos ainda são executados de maneira natural e não necessitam de técnica específica para a sua realização: Corrida para frente, para trás e lateralmente; Corridas com mudança de direção; Saídas rápidas; Saltos (com impulsão de ambas ou com apenas uma das pernas)

Controle da bola: Trata-se da habilidade de dominar a bola em relação aos aspectos de espaço, tempo e percepção do oponente, resumidamente, é a capacidade de manusear a bola nas diversas situações do jogo.

Tipos:

a) Modo de segurar a bola

b) Modo de receber a bola

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Principais Erros do Fundamento - Controle da Bola

a) apoiar a bola na palma das mãos

b) segurar a bola com a ponta dos dedos

c) segurar a bola somente pela sua parte superior, juntando os polegares

d) abrir demasiadamente os cotovelos

e) afastar a bola do corpo, desprotegendo-a

f) esperar que a bola chegue, em vez de ir ao seu encontro receber a bola com uma das mãos e não segurar posteriormente, com as duas mãos não estender os braços, mantendo-os muito próximos do corpo, o que dificulta o passe e a recepção.

g)

h) Tipos: a) está sendo marcado de perto. b) c) Principais Erros do Fundamento –
h)
Tipos:
a)
está sendo marcado de perto.
b)
c)
Principais Erros do Fundamento – Drible
a)
driblar com ambas as mãos ao mesmo tempo
b) olhar para a bola ou para o solo
c)
d)
e)

Drible: O drible é um fundamento de ataque com a bola, é a forma pela qual o jogador se desloca pela quadra com a sua posse, o drible é o ato de bater na bola, impulsionando-a contra o solo com uma das mãos.

Alto (Velocidade): utilizado quando o jogador se desloca em velocidade ou quando não

Baixo (Proteção): utilizado quando o jogador recebe uma marcação próxima e há uma necessidade de uma maior proteção da bola.

Com mudança de direção: utilizado quando for preciso fintar um adversário e colocar-se em melhores condições de arremessar ou passar. (pela frente do corpo, com giro, por entre as pernas e por trás do corpo)

conduzir ou bater na bola, em vez de impulsioná-la contra o solo na proteção da bola, colocar à frente a perna correspondente à mão do drible em deslocamento, driblar com a bola bem à frente do corpo e acima da linha da cintura dificultando o deslocamento

Passe: O passe é um fundamento de ataque que consiste em enviar uma bola de um jogador a outro, podendo o jogador utilizar, para este fim, muitas formas diferentes de movimento. O passe é também considerado a forma mais rápida de se avançar da zona de defesa para a zona de ataque.

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Os passes podem ser classificados de acordo:

a) Distância:

Curto: até 5 metros Médio: acima de 5 até 10 metros Longo: acima dos 10 metros

b) Forma:

De ombro, com uma ou duas mãos, de peito, quicado, por cima da cabeça, de gancho, pelas

costas, por entre as pernas, por baixo, etc

Principais Erros do Fundamento – Passe a) abrir demasiadamente os cotovelos ou manter muito próximos
Principais Erros do Fundamento – Passe
a)
abrir demasiadamente os cotovelos ou manter muito próximos do corpo
b) unir as pernas, prejudicando o equilíbrio
c)
d)
e)
lançar a bola fora da linha de recebimento do companheiro
lançar a bola muito antes do posicionamento do companheiro
lançar a bola muito próxima do companheiro, dificultando o seu recebimento
f)
g)
h)
Recepção: É o ato ou ação de receber e controlar a bola a fim de dar seqüência à jogada
Tipos:
a)
Arremesso com uma das mãos com apoio
b) Arremesso com salto (jump)
c)
Arremesso de bandeja
d) Arremesso de gancho

segurar a bola atrás da cabeça ou da linha do ombro colocar à frente a perna correspondente à mão do passe segurar a bola somente com uma das mãos, não lhe dando o necessário apoio e proteção

Arremesso: O arremesso é um fundamento de ataque com bola, realizado com o objetivo de se conseguir a cesta

Principais Erros do Fundamento – Arremesso

Bandeja:

a) não calcular corretamente o local de impulsão, colocando-se muito distante ou muito próximo da cesta

b) executar mais que dois tempos rítmicos, cometendo uma violação (andada)

c) não obedecer à simetria entre membros superiores e inferiores. Ex.: arremessar com a mão direita e elevar o joelho da perna esquerda

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Rebote: Em um jogo de basquetebol, toda vez que houver uma tentativa de arremesso os jogadores deverão posicionar-se de tal forma que, se a cesta não for convertida, eles estarão em condições de conseguir a posse da bola. Portanto, o ato de recuperar a bola após um arremesso não-convertido é denominado rebote. Tipos:

a) Rebote de defesa (defensivo)

b) Rebote de ataque (ofensivo)

Principais Erros do Fundamento – Rebote a) colocar-se muito embaixo da cesta b) não se
Principais Erros do Fundamento – Rebote
a)
colocar-se muito embaixo da cesta
b)
não se colocar na região mais próxima à cesta, onde normalmente ocorrem os rebotes
c)
d)
Aspectos Táticos
Sistema de Defesa e Sistema de Ataque
Sistema de Defesa
a)
individual
b)
zona

não sincronizar o salto com o ressalto da bola no aro ou na tabela conseguindo a posse da bola, não protege-la devidamente, deixando que um adversário tenha facilidade em recupera-la.

Ataque vende ingressos, Defesa ganha jogos. Rebotes ganham campeonatos

Pat Summitt

Os sistemas de defesa são ações táticas coletivas que objetivam um melhor rendimento defensivo, podem ser classificados em:

c) sob pressão

d) mista

e) combinada

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Defesa Individual: É o sistema que tem como principal característica a situação de um contra um, ou seja, cada defensor marca um atacante determinado.

Vantagens Desvantagens dificulta passes e arremessos de meia e longa distância facilita as penetrações à
Vantagens
Desvantagens
dificulta passes e arremessos de meia e
longa distância
facilita as penetrações à cesta,
proporcionando os arremessos de curta
distância
exige do defensor a correta execução dos
fundamentos individuais de defesa
pode provocar um grande número de
faltas pessoais
define responsabilidades
exige um certo grau de preparação física
Defesa por Zona: É o sistema que tem como característica a marcação por áreas e o
deslocamento dos defensores nessas áreas. Esse deslocamento é determinado pela
movimentação da bola.
Tipos:
2.1.2
1.2.2
1.3.1
2.3
3.2
2.2.1
Vantagens
Desvantagens
propicia o posicionamento dos defensores
em regiões, de acordo com a estatura dos
jogadores
poderá provocar indecisão na marcação
do(s) atacante(s) posicionado(s) naquela
determinada área
facilita o rebote de defesa
facilita a troca de passes
facilita as saídas para o contra-ataque
facilita arremessos de média e longa
distância
dificulta o jogo próximo à cesta
necessita de muito entrosamento entre
defensores para a execução das coberturas
facilita a volta organizada para a defesa,
devido ao posicionamento pré-determinado
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29

Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski

Defesa Sob Pressão: Tem como principal característica a situação de dois defensores marcando um atacante

Defesa Sob Pressão: Tem como principal característica a situação de dois defensores marcando um atacante e a agressividade. Este tipo de defesa requer dos defensores muita condição física para suportar o ritmo de marcação a ser imposto para surpreender o adversário e tentar mudar o ritmo de jogo. Além de suas próprias características, utiliza-se também de conceitos e características de outras defesas, ou seja, a pressão pode ser individual e por zona.

Vantagens Desvantagens a possibilidade de fazer com que o adversário altere seu ritmo de jogo,
Vantagens
Desvantagens
a possibilidade de fazer com que o
adversário altere seu ritmo de jogo, em
função da agressividade da defesa
o ataque pode utilizar de forma eficiente os
atacantes que momentaneamente estejam
sem marcação, situação provocada pelo
fato da defesa realizar 2 em 1
o fator surpresa, que pode levar os
atacantes a cometerem erros e/ou violações
maior possibilidade de cometer faltas
pessoais
forçar o ataque a realizar passes e/ou
arremessos precipitados
aumentar as possibilidades de recuperação
de bola pela defesa
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Defesa Mista: É o tipo de defesa no qual se utilizam dois sistemas simultaneamente em um mesmo ataque. Exemplo: um defensor marca um determinado atacante individualmente e os demais defensores marcam por zona.

Vantagens Desvantagens faz com que o adversário tenha que se adaptar à defesa, com movimentações
Vantagens
Desvantagens
faz com que o adversário tenha que se
adaptar à defesa, com movimentações de
ataque que nem sempre são treinadas
desguarnece a área restritiva em função da
retirada de um defensor, que realiza uma
marcação especial
altera o ritmo de jogo do adversário
exige maior atenção com relação à
movimentação da bola e das coberturas
dificulta a ação do principal atacante da
equipe adversária
Defesa Combinada: É o sistema de defesa que se utiliza de dois ou mais sistemas distintos
em momentos diferentes do ataque. Requer muito entrosamento entre os jogadores,
pois qualquer desatenção ou falha poderá provocar uma situação ideal para que o ataque
converta uma cesta.
Vantagens
Desvantagens
alterando a movimentação, a defesa acaba
confundindo o ataque, que poderá perder
tempo para se reorganizar
é necessário grande entrosamento entre os
defensores para que não ocorram falhas,
prejudicando todo o sistema defensivo

Sistema de Ataque

prejudicando todo o sistema defensivo Sistema de Ataque Os sistemas de ataque são movimentações táticas

Os sistemas de ataque são movimentações táticas coletivas que têm como objetivo principal a obtenção da cesta. É importante definir os nomes e funções das posições que um jogador pode desempenhar no ataque. Existem três posições que são distribuídas em função das características físicas e técnicas dos atacantes: Armador, Pivô e Lateral (ala).

Posição/Características Fisicamente Tecnicamente Armador normalmente o armador é o mais baixo e o mais rápido
Posição/Características
Fisicamente
Tecnicamente
Armador
normalmente o armador
é o mais baixo e o mais
rápido da equipe
Deve passar e driblar bem, ter uma
boa visão de jogo, deve decidir o
momento exato de passar ou
arremessar a bola na cesta.
Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski
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Pivô

Lateral ou Ala

o pivô deve ser alto e forte

pode ser um jogador de estatura média e que não pode ser muito lento

Deve saber fintar e girar, ter um bom assremesso de curta distância (jump e gancho) e boa noção de posicionamento para rebote ofensivo.

Deverá ter um bom arremesso de média distância, boa noção de rebote.

Classificação dos Sistemas de Ataque

noção de rebote. Classificação dos Sistemas de Ataque Os sistemas de ataque NÃO apresentam uma clara

Os sistemas de ataque NÃO apresentam uma clara definição em sua classificação. Isto deve- se especialmente à multiplicidade de opções que se apresentam na elaboração de um ataque.

de opções que se apresentam na elaboração de um ataque. 32 Esportes Coletivos – Douglas Flesch
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Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski

Principais Regras

1.

a)

b)

Quadra

A quadra de jogo terá dimensões de 28m (comprimento) x 15m (largura).

As federações nacionais tem autoridade para aprovar, para suas competições, quadras de jogo já existentes com dimensões mínimas de 26m x 14m.

2.

a)

Equipes As equipes serão compostas por 5 jogadores cada (em jogo), mais 7 suplentes. O jogo não pode começar se uma das equipes não estiver em quadra com 5 jogadores prontos para jogar.

b) c) 3. Inicio do Jogo 4. Duração do Jogo Tempo total do Jogo: 40m
b)
c)
3.
Inicio do Jogo
4.
Duração do Jogo
Tempo total do Jogo: 40m
1º Tempo: 20’’
I: 15’’
Tempo: 20’’
1P: 10’’
I: 2’’
2P: 10’’
I: 15’’
3P: 10’’
I: 2’
4P: 10’’
O cronômetro só avança quando a bola se encontra em jogo.
5. Reposição da bola em jogo

Uma equipe perderá por número insuficiente de jogadores, se durante a partida, a equipe tiver menos que dois jogadores em quadra prontos para jogar.

O jogo começa com um lançamento da bola ao ar, pelo árbitro, entre dois jogadores adversários no circulo central.

Depois da marcação de uma falta, o jogo recomeça por um lançamento fora das linhas laterais, exceto no caso de lances livres. Após a marcação de ponto, o jogo prossegue com um passe realizado atrás da linha do campo da equipe que defende.

6.

A bola só pode ser jogada com as mãos, não é permitido andar com a bola ou provocar contato com os pés ou pernas, bater na bola com o punho fechado também é proibido.

Como jogar a bola

7. Pontuação

a) 1 ponto: lance livre

b) 2 pontos: uma cesta da área de dois pontos

c) 3 pontos: uma cesta da área de três pontos (atrás da linha de 6,15m)

33
33

Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski

8.

Empate

Se o placar estiver empata do no final do quarto período, a partida co ntinuará com quantos tempos extras de 5 minuto s forem necessários para desempatar.

9. Três, cinco, oito e vint e e quatro segundos

Um jogador não pode ficar na área restritiva do adversário por mais 3 segundos que
Um jogador não pode ficar na área restritiva do adversário por mais
3
segundos
que três segundos consecutivos enquanto sua e quipe tem o controle
da
bola na quadra de ataque e o cronômetro de jogo estiver ligado.
5
segundos
Um jogador marcado de perto deve passar, arre messar ou driblar a
bola dentro de cinco segundo s.
Se mpre que um jogador ganha o controle da b ola em sua zona de
8
segundos
def esa, sua equipe deve fazer com que a bola c hegue a sua zona de
ataque dentro de oito segund os.
Sem
pre que um jogador ganhar o controle de u ma bola em quadra,
24 segundos
s ua equipe deverá tentar um arremesso para a cesta dentro 24
segundos.
Zona de defesa

10.

A bola vai para a zona de d efesa da equipe quando:

a) b) Ela toca na zona de de fesa Ela toca um jogador q ue
a)
b)
Ela toca na zona de de fesa
Ela toca um jogador q ue tenha parte de seu corpo em contato com
11.
Bola pressa
Considera-se bola presa q uando dois ou mais adversários tiverem u
sobre a bola, ficando presa . A posse da bola será da equipe que tiver a seta a seu favor.
12.
Lance livre
Os jogadores nas posiçõe s de rebote do lance
livre ocuparão espaços e
m posições alternadas.

a zona de defesa

ma ou ambas as mãos

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34

Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski

13.

Faltas

Falta pessoal

Uma falta pessoal é o contato faltoso com um adversário: segurar, bloquear, empurrar.

a) Se a falta for cometida em um jogador que não está no ato do arremesso: A partida será reiniciada com uma reposição de bola no ponto mais próximo da infração (fora da quadra de jogo)

b)

Se a falta for cometida em um jogador no ato do arremesso, a este jogador será concedido o número de lance(s) livre(s) como segue:

- concedido. - 14. Cinco faltas de um jogador árbitro e terá que deixar a
-
concedido.
-
14. Cinco faltas de um jogador
árbitro e terá que deixar a partida imediatamente.

Se o arremesso para a cesta é convertido, a cesta contará e um lance livre adicional será

Se o arremesso da área dos dois pontos não for convertido, dois lances livres serão

concedidos. - Se o arremesso da área dos três pontos não for convertido, três lances livres serão concedidos.

Falta dupla: Uma falta dupla é uma situação em que dois adversários cometem faltas pessoais, um contra o outro aproximadamente ao mesmo tempo.

Falta antidesportiva: Uma falta antidesportiva é uma falta de jogador com contato que, no julgamento oficial, não é uma tentativa legítima de jogar a bola diretamente, dentro do espirito e intenções da regra.

Falta desqualificante: Uma falta desqualificante é um comportamento antidesportivo flagrante de um jogador. O jogador será desqualificado da partida se contra ele forem marcadas duas faltas antidesportivas.

Falta técnica: É uma falta de um jogador que não envolve contato, que seja de natureza de comportamento.

Um jogador que tenha cometido cinco faltas pessoais e/ou técnicas, será informado pelo

15. Faltas da Equipe

Uma equipe está em situação de penalidade de falta quando tenha cometido 4 faltas coletivas em um período. Depois da quarta falta, todas as faltas serão com lances livres.

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Quadra de Jogo

Quadra de Jogo 36 Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski
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VOLEIBOL

História do Voleibol O vôlei foi criado em 1895, pelo americano William G. Morgan, então
História do Voleibol
O vôlei foi criado em 1895, pelo americano William G.
Morgan, então diretor de educação física da Associação Cristã de
Moços (ACM) na cidade de Holyoke, em Massachusetts, nos
Estados Unidos. O primeiro nome deste esporte que viria se tornar
um dos maiores do mundo foi mintonette.
Naquela época, o esporte da moda era o basquetebol, criado
apenas quatro anos antes, mas que tivera um rápida difusão. Era,
no entanto, um jogo muito cansativo para pessoas de idade. Por
sugestão do pastor Lawrence Rinder, Morgan idealizou um jogo menos fatigante para os
associados mais velhos da ACM e colocou uma rede semelhante à de tênis, a uma altura de
1,98m sobre a qual uma câmara de bola de basquete era batida, surgindo assim o jogo de
vôlei.
A primeira bola usada era muito pesada e, por isso, Morgan solicitou à firma A.G.
Spalding & Brothers a fabricação de uma bola para o referido esporte. No início, o
mintonette ficou restrito à cidade de Holyoke e ao ginásio onde Morgan era diretor. Um ano
mais tarde, numa conferência no Springfield's College, entre diretores de educação física dos
EUA, duas equipes de Holyoke fizeram uma demonstração e assim o jogo começou a se
difundir por Springfield e outras cidades de Massachussetts e Nova Inglaterra.
Em Springfield, o Dr. A.T. Halstead sugeriu que o seu nome fosse trocado para volley
ball, tendo em vista que a idéia básica do jogo era jogar a bola de um lado para outro, por
sobre a rede, com as mãos. Em 1896, foi publicado o primeiro artigo sobre o volley ball,
escrito por J.Y. Cameron na edição do "Physical Education" na cidade de Búfalo, Nova
Iorque. Este artigo trazia um pequeno resumo sobre o jogo e de suas regras de maneira
geral. No ano seguinte, estas regras foram incluídas oficialmente no primeiro handbook
oficial da Liga Atlética da Associação Cristã de Moços da América do Norte.
A primeira quadra de Voleibol tinha as seguintes medidas: 15,24m de comprimento

por 7,62m de largura. A rede tinha a largura de 0,61m. O comprimento era de 8,235m, sendo a altura de 1,98m (do chão ao bordo superior). A bola era feita de uma câmara de borracha coberta de couro ou lona de cor clara e tinha por circunferência de 63,7cm a 68,6cm e seu peso era de 252g a 336g.

O volley ball foi rapidamente ganhando novos adeptos, crescendo vertiginosamente

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no cenário mundial ao decorrer dos anos. Em 1900, o esporte chegou ao Canadá (primeiro país fora dos Estados Unidos), sendo posteriormente desenvolvido em outros

Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski

países, como na China, Japão (1908), Filipinas (1910), México entre outros países europeus, asiáticos, africanos e sul americanos.

Na América do Sul, o primeiro país a conhecer o volley ball foi o Peru, em 1910, através de uma missão governamental que tinha a finalidade de organizar a educação primária do país. O primeiro campeonato sul-americano foi patrocinado pela Confederação Brasileira de Desportos (CBD), com o apoio da Federação Carioca de Volley Ball e aconteceu no ginásio do Fluminense, no Rio de Janeiro, entre 12 e 22 de setembro de 1951, sendo campeão o Brasil, no masculino e no feminino.

A O Rússia em segundo e a Polônia em terceiro. O devido ao seu porte
A
O
Rússia em segundo e a Polônia em terceiro.
O
devido ao seu porte físico, morreu em 27 de dezembro de 1942, aos 72 anos de idade.
Fundamentos

Federação Internacional de Volley Ball (FIVB) foi fundada em 20 de abril de 1947,

em Paris, sendo seu primeiro presidente o francês Paul Libaud e tendo como fundadores os seguintes países: Brasil, Egito, França, Holanda, Hungria, Itália, Polônia, Portugal, Romênia, Tchecoslováquia, Iugoslávia, Estados Unidos e Uruguai.

primeiro campeonato mundial foi disputado em Praga, na Tchecoslováquia, em

1949, vencido pela Rússia. Em setembro de 1962, no Congresso de Sofia, o volley ball foi admitido comoesporte olímpico e a sua primeira disputa foi na Olimpíada de Tóquio, em 1964, com a presença de 10 países no masculino - Japão, Romênia, Rússia, Tchecoslováquia, Bulgária, Hungria, Holanda, Estados Unidos, Coréia do Sul e Brasil. O primeiro campeão olímpico de volley ball masculino foi a Rússia; a Tchecoslováquia foi a vice e a medalha de bronze ficou com o Japão. No feminino, o campeão foi o Japão, ficando a

criador do volley ball, Willian Morgan, conhecido pelo apelido de "armário",

Os fundamentos são partes básicas que compõe o jogo como um todo, segundo a Federação Internacional de Voleibol (FIVB), o esporte apresenta seis fundamentos: Saque, Recepção, Levantamento, Ataque, Bloqueio, Defesa.

Saque: É o fundamento que inicia a jogada (rally). O saque coloca a bola em situação de jogo pelo jogador da posição 1 e é considerado como sendo uma ação ofensiva.

a) é classificado como principio de ataque

b) inicialmente destinava-se apenas a colocar a bola em jogo

c) é iniciador do jogo e de uma cadeia de ações vantajosas para a equipe que o executa

d) com o saque, começa o jogo ofensivo

e) em partidas entre equipes de nível próximo, pode ser decisivo

f) regra: após o apito do árbitro, o jogador terá no máximo 8 segundos para realizar o saque.

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Recepção: É uma ação em que o jogador tentará receber o saque efetuando um passe para o levantador. É considerado um principio de defesa.

a) é um dos fundamentos decisivos para a elaboração da tática do time

b) exige uma segurança e correta execução, caso contrário não será possível armar um bom ataque

c) na preparação para a recepção, atenção e paciência são fundamentais quando o adversário encontra-se pronto para sacar
d) erros resultam em pontos para o adversário a possibilidade de recepção de toque obrigará armações mais próximas a rede

e)

a) b) a) principal fundamento de ataque b) exige domínio, força, velocidade e precisão c)
a)
b)
a)
principal fundamento de ataque
b) exige domínio, força, velocidade e precisão
c)
é considerado de difícil execução e de difícil aprendizagem
a)

Levantamento: É o passe que antecede o ataque. Para a escola russa, é a ‘’alma do ataque’’

o levantador deve ter máxima precisão com grande variedade de jogadas a maior ou menor habilidade dos levantadores define o próprio sistema de jogo de uma equipe

Ataque: É o fundamento que finaliza a jogada, é uma ação terminal, empregada freqüentemente e que influência decisivamente no resultado do jogo. O fundamento do ataque tem por objetivo primordial golpear a bola para a quadra adversária na tentativa de vencer o bloqueio e a defesa adversária. Para que isso ocorra, o atacante deverá ter capacidade para atacar a bola com força e velocidade, bem como variá-la de modo que a trajetória de ataque atinja velocidades diferentes.

Bloqueio: É a tentativa de interceptar a bola vinda da quadra contrária atacada sobre a rede por um jogador de ataque. O bloqueio é a primeira das linhas de defesa contra o ataque adversário, servindo também para orientar a defesa de quadra. Também é chamada como a primeira tentativa de defesa de uma equipe.

é um principio de defesa apareceu no inicio da década de 1920 e foi usado somente com um jogador (simples), até o final dos anos 30, quando evoluiu para o duplo

c) sua introdução provocou diversas mudanças no voleibol, principalmente as de ordem tática

d) é a base de toda defesa e o ponto de partida para o sistema defensivo

b)

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Defesa: A defesa é uma ação que objetiva recuperar bolas vindas do ataque adversário que ultrapassam o bloqueio criando condições para o contra-ataque.

a) é um dos fundamentos mais difíceis, exige concentração, coragem, agilidade

b) as defesas e suas quedas imprimem a dinâmica e o espirito de luta do voleibol

Principais Regras

a) deve-se enviar a bola acima da rede, com o intuito de fazer cair na superfície da área da equipe adversária, como também evitar que a outra equipe possa fazê-lo. Cada equipe tem direito a três toques para o retorno da bola, além do contato do bloqueio

toques para o retorno da bola, além do contato do bloqueio b) a bola é colocada

b) a bola é colocada em jogo com um saque: o sacador golpeia a bola, enviando-a por cima da rede para a quadra adversária. A equipe que ganha o rally marca um ponto e o direito de sacar novamente

c) uma equipe pode ser composta, no máximo, por 12 jogadores, um técnico, um assistente técnico, um preparador físico e um médico

d) um dos jogadores, exceto o libero, é o capitão da equipe e, como tal, deve estar indicado na súmula do jogo

e) as camisas dos jogadores devem ser numeradas de 1 a 18

f) se a equipe que saca, vence um rally, ela ganha um ponto e continua sacando

g) se a equipe receptora do saque vence um rally, ela marcará um ponto e deverá fazer a rotação de seus jogadores e executar o próximo saque

h)
h)

i)

um set (exceto o 5 set) é ganho pela equipe que primeiro atingir 25 pontos, com uma vantagem mínima de dois pontos em relação à equipe adversária. Em caso de empate em 24 ponto, o jogo continua, até que dois pontos de vantagem sejam conquistados (26-24, 27-25 )

a equipe vencedora é aquela que ganha três sets

j) no caso de ocorrer um empate de sets (2x2), o set decisivo (5 set) será jogado com uma contagem de 15 pontos, vencendo a equipe que tiver uma vantagem mínima de dois pontos

k) para cada equipe, são permitidas, no máximo, seis substituições em cada set. Um ou mais jogadores podem ser substituídos no mesmo momento

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l)

em cada set, um jogador da formação inicial pode deixar o jogo e retornar, somente uma vez, para a mesma posição inicial

m) um jogador substituto pode entrar no jogo somente uma vez em cada set, no lugar de um outro jogador da formação inicial, mas ele só poderá ser substituído pelo mesmo jogador a quem substituiu.

n) um jogador expulso ou desqualificado deve ser substituído respeitando os procedimentos de uma substituição normal. Caso isso não seja possível , a equipe é declarada incompleta

o) é proibido bloquear o saque da equipe adversária p) após cada set, as equipes
o)
é proibido bloquear o saque da equipe adversária
p) após cada set, as equipes trocam de lado na quadra, exceto no 5 set
q) o libero não pode sacar, bloquear ou participar de uma tentativa de bloqueio
r) cartões:
- amarelo: perda do rally (um ponto para o adversário)
- vermelho: expulsão do set
- amarelo e vermelho juntos: desqualificação (expulsão do jogo)
Sistemas Táticos Ofensivos
Sistema 6x0
Todos os jogadores são atacantes e levantadores, que estiver no centro é o levantador
são atacantes e levantadores, que estiver no centro é o levantador 41 Esportes Coletivos – Douglas
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Sistema 4x2

Sistema 6x2 (4x2 com infiltração) Sistema 5x1 Posições
Sistema 6x2 (4x2 com infiltração)
Sistema 5x1
Posições
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Quadra de Jogo

Quadra de Jogo 43 Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski
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ATLETISMO

Corridas

Conceito: É uma sucessão de saltos com progressão horizontal. Possui uma fase aérea maior ou menor dependendo da velocidade de progressão. Os sucessivos im pulsos fazem com que qualquer elemento ao pro gredir horizontalmente observe seu contat o com o solo, ou seja,

quanto maior a velocidad e menor será o contato do calcanhar co posição estática, com
quanto maior a velocidad e menor será o contato do calcanhar co
posição estática, com pés
indivíduo.
sucessivos apoios dos pés sobre o solo de maneira alternada, porém
ocorre a perda do contato com o mesmo.
ponta dos pés. A medida
se passará à fase da corri da. A acentuada posição do calcanhar, na
corrida lenta a ter menor p rojeção.
Ao realizarmos um a corrida lenta ocorre o contato de todo
o contato do calcanhar co m o solo. O ciclo da fase aérea entra em
série de impulsos gerados pela ponta do pé.
Nas provas de velo cidade, por exemplo, a utilização da ponta
freqüência das passadas d everá ser intensa.

Ângulo do Corpo: O ângu lo em que o corpo se coloca durante a corrida é uma caracterís tica natural porque à medida que o corredor acelera a passada , corpo começa a se inclinar à frente, em uma tomada natural de eq uilíbrio. Para encontrar o ponto ideal da inclinação do corpo, deve -se mantê-lo no conjunto em uma linha reta, formada pela que e stá atrás (perna de apoio posterior), o tronco e a cabeça. Na m aioria dos casos, isso ocorre quando os

a certa distância na pista, o que coloca a

olhos enfocam um ponto

cabeça posicionada corr etamente, fazendo com que o corpo adquira automaticamente o ângulo desejado.

m o solo. Partindo da

unidos poderemos avaliar toda a perfor mance técnica de um

Ao caminhar obse rvamos que em primeiro lugar realizamo s o deslocamento do

centro de gravidade pro vocado por vários grupos musculares. E ste sistema provoca

em nenhum momento

O ciclo de desloca mento na caminhada é realizado por calca nhar, planta do pé e

em que se aumenta a velocidade desta c aminhada aumenta-se

também o ciclo de contato s com o solo. Quanto mais rápida a caminh ada mais rapidamente

caminhada, passa na

o pé com o solo (pé

chapado). À medida que a umentamos a velocidade desta corrida perd emos gradativamente

ação, provocado pela

dos pés é grande. A

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Movimento dos Braços:

tronco. Sua ação consiste

flexionando-se em um â ngulo de mais ou menos 90º. A ação do s braços é de muita

importância, a ponto de

condições ideais nas per nas), que finalizaram determinadas prov as correndo com os braços.Durante a movimen tação dos braços, as mãos devem estar tota lmente descontraídas

e voltadas para baixo.Os

do corpo e também

responsáveis pela coorden ação.

ente em relação ao

em balanceamento rítmico, partindo da ar ticulação do ombro e

Os braços devem movimentar-se lateralm

alguns corredores declararem, em certa s situações (falta de

braços

são

os

maiores

equilibradores

situações (falta de braços são os maiores equilibradores Colocação dos Pés: A colo cação do pé

Colocação dos Pés: A colo cação do pé no solo, ao realizar os apoios n as passadas, depende muito do estilo próprio do corredor. Nas corridas de meio-fundo, por exemplo, o pé deverá apoiar-se primeiramente s obre o metatarso. (a) Já nas provas mais lon gas coloca-se primeiro

a parte anterior do pé e d epois a parte lateral externa (b), sendo que o calcanhar aproxima-

se mais do solo em comp aração com as corridas de velocidade, onde elevado (predomina a pon ta do pé), (c), porque a inclinação do corpo aumentar o impulso de de slocamento. Em todos os casos, os pés devem ser colocados paralelamente um ao frente.

o calcanhar fica mais é mais acentuada para

outro, apontados para

Movimentação das Perna s: Ao realizar a passada, o pé responsável p elo apoio posterior só

deixa o solo após a extens ão total da perna. Nas provas mais longas, a s pernas executam um

movimento pendular, com nas provas de velocidade

perna traseira que provoc a uma aproximação maior do calcanhar junt o à parte posterior da

cima e para frente, no

momento em que essa per na vai à frente para realizar o apoio seguinte .

elevação não muito acentuada do calcanh ar da perna de trás. Já o movimento é circular, havendo uma flex ão mais acentuada da

é circular, havendo uma flex ão mais acentuada da coxa e, conseqüentement e, faz com que

coxa e, conseqüentement e, faz com que o joelho se eleve mais para

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Análise das Provas

100

m rasos

A largada é realizada no início da reta principal de uma pista de atletismo. Cada

A largada é realizada no início da reta principal de uma pista de atletismo. Cada atleta ocupa uma raia, no qual lhe coube através de sorteio. O atleta deverá percorrer os 100m em sua raia. Será desclassificado se percorrer os 100m na raia que não lhe pertence, quer seja na direita ou esquerda. Em provas oficiais, todos os atletas devem sair em blocos de partida.

200 m rasos A largada é realizada no início da 2 a curva, ou seja,
200 m rasos
A largada é realizada no início da 2 a curva, ou seja, na metade de uma pista oficial. Como
nos 100m rasos, cada atleta deverá ocupar uma raia, portanto com diferente
escalonamento. O atleta que correr na raia 1 será seu ponto de partida exatamente nos 200
metros. O atleta da raia 2 deverá largar um pouco mais à frente que o atleta da raia 1. O
atleta da raia 3 à frente da raia 2, assim por diante. Pois é preciso haver uma compensação,
isto é, todos deverão correr exatamente 200 metros. Os atletas deverão permanecer em
sua respectiva raia até o fim da prova, sob pena de desclassificação.
400 m rasos
A largada é realizada no início da 1 a curva. Com os mesmos princípios dos 200 metros rasos,
os atletas deverão sair escalonados, para que todos percorram 400 metros em sua
respectiva raia, até o fim da prova. Não poderá haver invasão da raia adversária.
800 m rasos
Dependendo do número de participantes, deveremos ou não realizar a prova com
escalonamento. Se o número de atletas for pequeno, poderemos ter uma prova com
largada em pista livre, isto é, todos os atletas atrás de uma linha curva estabelecida pela
direção da prova. Para isto, os atletas não precisarão ocupar raias determinadas. A chegada
também será livre, não obedecendo raia alguma. Se a prova for realizada com
escalonamento, os atletas deverão sair cada um em sua raia, percorrendo, para tal,
somente os primeiros 100 metros da prova dentro da mesma, podendo, logo após, utilizar-
se da pista livre. Logicamente, o escalonamento será feito de maneira que cada atleta
percorra os 800 metros em igualdade com os demais concorrentes. A largada é realizada
sem os blocos de partida. O motivo de escalonamento é em virtude de evitar-se o choque
de atletas em início de uma curva.
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1.500

m rasos

A

largada é feita em pista

livre (linha curva). Não há escalonamento. A

saída é no fim da 1 a pista de 400 metros

reta, atrás de uma linha c urva estabelecida pela direção da prova. Em serão 300 metros mais 3 v oltas completas.

5.000 m rasos Critério idêntico aos 1.50 0 metros rasos. Largada no fim da 1
5.000 m rasos
Critério idêntico aos 1.50 0 metros rasos. Largada no fim da 1 a ret a início da 2 a curva.
Mesmo local dos 2.000 me tros rasos. A largada será atrás de uma linh a curva determinada
pela direção da prova. São realizados 200 metros, mais 12 voltas comp letas.
10.000 m rasos
São 25 voltas completas.
A largada é dada no mesmo local dos 80 0 metros rasos, sem
escalonamento, atrás de u ma linha curva estabelecida pela direção da prova. Pista livre.
Corrida com Obstáculos:
As distâncias padrão serão 2.000 m e 3.00 0 m. Haverá 28 saltos
sobre obstáculos e 7 sobre o fosso de água na prova de 3.000 m e 18 s altos sobre obstáculos
e 5 sobre o fosso de água
na prova de 2.000 m. Na prova de 3.000
volta completa, sendo a p assagem do fosso o quarto dos mesmos.
m haverá 5 saltos por
Os obstáculos estarão
distribuídos de forma reg ular, quer dizer, a distância entre elas ser á aproximadamente a
quinta parte do comprim ento normal de uma volta (80m). Na cor rida de 3.000 m com
obstáculos, a distância da
devendo ser removidos os
saída ao começo da primeira volta não deve
incluir nenhum salto,
obstáculos até que os competidores tenha m iniciado a primeira
volta. Os obstáculos deve m ter 0,914 m de altura e pelo menos 3,96
m de largura. Para as
provas femininas, os obstá culos terão 0,762 m de altura e 3,96 m de la rgura.
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Corrida com Barreiras: A corrida com barreiras consiste em cobrir um determinado percurso, passando sobre barreiras colocadas na pista. A característica principal do barreirista é a velocidade completada pela perfeita transposição das barreiras. Outra qualidade importante é a flexibilidade dos quadris, o que permitirá maior facilidade na ultrapassagem das barreiras. Para facilitar o estudo da técnica da corrida, podemos dividir a corrida nas seguintes fases:

A o b) Abordagem e
A
o
b) Abordagem
e

a)

Partida

corrida com barreira exige grande velocidade. A partida usada será a baixa (com blocos de

partida). Os autênticos barreiristas devem trabalhar a distância até a primeira barreira tão a fundo que possam passa-la de olhos vendados, se necessário. No momento do tiro, deve colocar-se em posição normal mais rapidamente que o velocista. O tronco deve estar na posição mais ereta aos 8 ou 10 metros da saída. Nos 110 metros com barreiras, da partida até atingir a primeira barreira serão dadas 7 ou 8 passadas.

Cada atleta tem mais facilidade em elevar, em primeiro lugar, determinada perna, para ultrapassar a barreira. Chamamos esta perna que se eleva primeiro de “perna de abordagem”, e a outra de “perna de impulsão”. O ideal é sete passadas até o momento para elevar a perna de abordagem. Muitas vezes a posição dos blocos de partida não permite que

atleta atinja a primeira barreira com a perna que tem mais facilidade para aborda-la. Nesse caso, é mais aconselhável que se mude a posição das pernas nos blocos de partida do que mudar a perna de abordagem.

Quando o atleta não tem idéia de qual é sua perna de abordagem e visamos prepará-lo para uma corrida de 400m (em que há passagem nas curvas), devemos treiná-lo para que faça a abordagem com a perna esquerda, pois nas curvas o corpo estará inclinado para a esquerda,

a perna direita, que passa flexionada sobre a barreira, irá faz-lo com mais facilidade. A perna de abordagem, no entanto, deverá sempre ser a que o atleta tiver mais facilidade de elevar em primeiro lugar para ultrapassar a barreira.

O atleta deve procurar dar a impulsão sempre de uma mesma distância da barreira. Esta varia para cada atleta, mas podemos dizer que uma distância média de 2 metros é a recomendável. A perna de abordagem deve elevar-se semiflexionada, com a ponta do pé para cima.

Principais Erros

a) Elevar a perna descrevendo um arco lateral, ocasionando desequilíbrio e perda da velocidade.

b) Elevação da perna totalmente estendida, com o pé em extensão, pois isto resultará num choque violento, quando o pé tocar o solo.

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c)

A perna de impulsão só deixará o solo depois de totalmente estendida. Isto evita que o atleta de um salto, ocasionando perda de velocidade. A barreira deve ser passada e não saltada.

c) Passagem sobre a barreira

A perna de abordagem deve iniciar o movimento descendente a uns vinte centímetros antes

da barreira, somente assim o pé de abordagem poderá apoiar-se no solo próximo à barreira,

permitindo que o centro de gravidade do atleta fique à frente desse pé, o que possibilitará a corrida sem perda da velocidade. A parte inferior da coxa da perna de abordagem deverá passar o mais próximo possível da barreira.

O tronco deverá ser flexionado para passar sobre a barreira. Isto por dois motivos: a)
O tronco deverá ser flexionado para passar sobre a barreira. Isto por dois motivos:
a)
b)
d)
Apoio após a passagem
O
de abordagem.
e)
Corrida entre as barreiras
A

A perna de impulsão, após deixar o solo, deverá ser flexionada. Depois de passar sobre a barreira, a perna de impulsão deverá ser puxada rapidamente para frente até o pé tocar o solo.

imprimir maior velocidade ao corpo durante a passagem e facilitar a passagem da perna de impulsão, pois o tronco flexionado, a perna se eleva com mais facilidade.

pé da perna de abordagem deverá tocar o solo próximo à barreira, após a sua

ultrapassagem. Essa distância é de aproximadamente 1,50m. O pé deve tocar o solo pela planta, perna semiflexionada e o centro de gravidade deverá estar à frente do pé da perna

Após o apoio no solo, o braço não deverá ser puxado rapidamente para trás, a fim de não desequilibrar o atleta, deverá continuar no movimento natural de corrida.

corrida entre as barreiras deve ser feita com passadas largas, porém não exageradas, para não ocorrer a perda do equilíbrio.

Nas corridas de 100 e 100m deverão ser dadas três passadas entre as barreiras, e nas corridas de 400m, quinze. O movimento de braços é normal, igual o das corridas de velocidade, sendo aconselhável amplia-lo um pouco mais.

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f) Corrida final:

A primeira passada após a última barreira deve ser executada como foi para as anteriores. Depois disso, o atleta reunirá todas as forças a fim de passar pela linha de chegada, com o

máximo de velocidade possível.

110 m com barreiras (prova masculina) Consiste em passar sobre 10 barreiras dispostas em cada
110 m com barreiras (prova masculina)
Consiste em passar sobre 10 barreiras dispostas em cada raia ao longo de 110 m. As
barreiras devem ter 1,067 m de altura.A distância da linha de saída até a primeira barreira
será de 13,72 m, a distância entre as barreiras será de 9,14 m e a distância da última
barreira à linha de chegada será de 14,02 m.
100 m com barreiras (prova feminina)
Consiste em passar sobre 10 barreiras dispostas em cada raia ao longo de 100 m. As
barreiras devem ter 0,838 m de altura. A distância da linha de saída até a primeira barreira
será de 13 m, a distância entre as barreiras será de 9,5 m e a distância da última barreira à
linha de chegada será de 10,5m.
400 m com barreiras (prova masculina e feminina)
Consiste em passar 10 barreiras dispostas em cada raia ao longo de 400 m. As barreiras
devem ter 0,914 m de altura (masculino) e 0,762 m de altura (feminino). Para ambas as
provas, a distância da linha de saída à primeira barreira será de 45 m. A distância entre as
barreiras será de 35 m e a distância da última barreira à linha de chegada será de 40 m.
Nas provas com barreiras se um competidor passar seu pé ou perna abaixo do plano
horizontal da parte superior de alguma barreira, no momento da passagem, ou ultrapassar
uma barreira fora de sua raia, ou se na opinião do Árbitro Geral derruba-a deliberadamente
com o pé ou mão será desclassificado.
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Revezamentos

Revezamento 4x100m: A largada é dada no mesmo local dos 400 m rasos. Cada equipe possui 4 atletas, dispostos nos 4 pontos distantes da posta. O 1º atleta de cada equipe, colocando no local de largada, em bloco de partida, com um bastão numa das mãos. Ao tiro de largada deverá correr e entregar ao 2º atleta de sua equipe (entrega somente dentro da zona de passagem). O 2º atleta de posse do bastão entregará ao 3º de sua equipe e este ao 4º último atleta da equipe. A zona de passagem do bastão tem 20 metros, sendo desclassificada a equipe que realizar uma passagem de bastão fora da zona. Não deverá haver invasão de raia por qualquer equipe, e nem prejudicar equipes adversárias durante a passagem de bastão.

equipes adversárias durante a passagem de bastão. A corrida de revezamento consiste em percorrer uma certa

A corrida de revezamento consiste em percorrer uma certa distância por etapas, sendo cada etapa percorrida por um corredor. Cada equipe é composta por quatro corredores, sendo que cada um deles percorre uma distância semelhante (100 ou 400 metros), conduzindo um bastão. Esse bastão é conduzido de mão em mão entre todos os componentes da equipe. Daí a denominação de corrida de revezamento, devido a troca realizada entre os corredores, a qual é feita dentro da zona de passagem, constituída de um espaço de 20m situado dentro da raia.

No caso do revezamento 4x100m, em que cada corredor corre a distância de 100m, a zona de passagem é marcada 10m antes e 10m depois de cada 100m que constituem cada uma das etapas da prova. Portanto, a primeira zona tem seu início aos 90m e o final nos 110m. A segunda se inicia ao 190m e finaliza nos 210m e a terceira com início nos 290m e final nos 310m, formando, desta maneira, o conjunto de três zonas de passagem, sendo que o quarto corredor da equipe apenas recebe o bastão e o conduz até o final.

da equipe apenas recebe o bastão e o conduz até o final. Como é necessário que

Como é necessário que as trocas sejam efetuadas em velocidade (4x100), existe um espaço de 10m antes do início da zona de passagem, denominado zona opcional, onde o corredor que recebe o bastão se coloca em posição de espera do companheiro que traz o bastão.

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Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski

Essa zona tem por

objetivo permitir ao corretor receptor d o bastão iniciar a sua

alta velocidade, para

corrida com antecedência , a fim de entrar na zona de passagem em igualar à velocidade do co mpanheiro que está chegando.

pista, que serve como

ponto de partida para o r eceptor do bastão iniciar sua corrida e nã o olha mais para trás,

porque, a partir desse ins tante, toda a ação realizada pelos dois cor redores é automática, obtida através de treiname nto, até que o bastão seja passado de um c orredor para outro.

O

posição favorável para posicionamento:

zona opcional, numa duas maneiras de

Antes da zona opc ional (10 a 15 pés), faz-se uma marca na

corredor que vai receb er o bastão deve se colocar no começo da

que vai receb er o bastão deve se colocar no começo da executar sua ação. Para

executar sua ação. Para isso, existem

a)

Saída alta:

O

corredor se coloca em

pé, ligeiramente com as pernas

inclinado para frente,

afastadas, tendo o peso d o corpo sobre a perna da frente. A cab eça deve estar

voltada para trás, com o

olhar dirigido ao

companheiro que vem ao s eu encontro.

b) Saída Semi-agachada:

É a posição de espera em

b) Saída Semi-agachada: É a posição de espera em que o corredor, aproxima. O braço livre

que o corredor,

Semi-agachada: É a posição de espera em que o corredor, aproxima. O braço livre em posição

aproxima. O braço livre

em posição normal de corr ida.

postado no início da zo na opcional, se

coloca na posição de trê s apoios, com as

pernas em afastamento e ao pé da frente apoiada

a mão contrária no chão. O olhar

deve estar voltado par a trás, do lado

oposto à mão que

está apoiada,

observando o compan heiro que se

é colocado atrás,

Passagem não visual ou às

velocidade intensa (4x100) , e (4x200) e nela o receptor, após iniciar a corrida, não olha para

o bastão, a fim de não per der velocidade com o movimento de cabeça , sendo assim, a maior responsabilidade da passa gem está com o entregador.

nos revezamentos de

cegas: A passagem não visual é empregada

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Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski

de 4x400m e maiores, recebedor de olhar o responsabilidade da

passagem está com o r eceptor, pois este se encontra descansa do, ao passo que o entregador chegará esgota do.

Passagem visual: A passag em visual é empregada nos revezamentos

em virtude de o atleta que entregador e arrancar o

vai entregar o bastão já vir cansado e ter o bastão de sua mão. Nesse caso, a maior

Tipos ou Estilos da Pas sagem do Bastão

Nesse caso, a maior Tipos ou Estilos da Pas sagem do Bastão a) Francês ou Descenden

a) Francês ou Descenden te

Neste estilo o corredor qu e vai receber o bastão, ao ouvir o sinal do

companheiro que está

de posse do bastão, esten de para trás um dos braços, previamente de terminado, colocando

a palma da mão voltada

ento, o corredor que

para cima e com os dedos unidos, à exceç ão do polegar, que se

afasta dos demais, coloca ndo-se em posição de recepção. Nesse mom

conduz o bastão coloca-o, através de um movimento de cima para baix o, e pela extremidade

livre do mesmo, na mão d o receptor, que o agarra rapidamente, colo ca o braço em posição de corrida, dando prosseg uimento à corrida. A vantagem deste estilo está no fato de que a

maneira como o bastão é

colocado sobre a mão do companheiro poss ibilita um espaço livre

maior, o que facilita a entr ega seguinte. b) Alemão ou Ascendent e: bastão é
maior, o que facilita a entr ega seguinte.
b) Alemão ou Ascendent e:
bastão é colocado em sua

Para receber o bastão, o c orredor coloca o braço de ação semiflexio nado para trás, com a

os dedos unidos, com

exceção do polegar, que d eve estar voltado para baixo, em direção a o solo. Dessa forma, o

para cima, executado

pelo companheiro que faz a passagem. Daí a denominação de passage m ascendente, devido

palma da mão voltada pa ra o companheiro que se aproxima, tendo

mão através de um movimento de baixo

à trajetória de elevação do bastão para ser colocado na mão do corred or receptor.

elevação do bastão para ser colocado na mão do corred or receptor. 53 Esportes Coletivos –
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Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski

O inconveniente deste estilo reside no perigo de o bastão cair da mão, uma vez que a mão receptora deve se unir ou ficar muito próxima à mão do companheiro que faz a entrega, a fim de não faltar espaço no bastão nas passagens seguintes, isto é, a metade anterior do bastão precisa ficar livre.

Métodos para o Desenvolvimento do Revezamento

a) Método Uniforme b) Método Alternado
a)
Método Uniforme
b) Método Alternado

Além dos estilos e tipos de passagem do bastão, um outro procedimento a ser levado em consideração, visando o melhor rendimento na corrida, diz respeito aos métodos empregados para o desenvolvimento de todo o conjunto dos revezamentos a serem efetuados no transcorrer da prova.

Esses métodos, que completam o mecanismo das corridas de revezamento, dizem respeito à maneira pela qual o bastão deve ser conduzido durante a trajetória da corrida, ou seja, a mão na qual o bastão deve ser transportado. Para isso, são utilizados dois métodos, o uniforme e o alternado.

Caracterizado pela troca de mãos, porque o corredor recebe o bastão em uma das mãos e imediatamente passa-o para a outra. Ex.: o primeiro corredor parte com o bastão na mão direita e entrega-o ao segundo em sua mão esquerda; este, imediatamente, troca o bastão de mão, passando-o à direita, para prosseguir a corrida; e assim sucessivamente, de forma que os quatro corredores realizam suas etapas da corrida conduzindo o bastão na mão direita, realizando, portanto, uma ação uniforme.

Considerando que existe uma pequena perda de tempo e uma ligeira influência negativa na ação da corrida, esse método já não é o mais indicado.

Neste método não existe a troca de mãos; o bastão é transportado na mesma mão que o recebeu e, por este motivo, torna-se necessário adotar algumas medidas para a disposição de cada um dos componentes da equipe dentro da pista.

Assim, o corredor que transporta o bastão na mão direita corre pelo lado interno da sua baliza e o que recebe já está postado no lado externo da baliza, por onde fará a sua corrida, uma vez que o bastão será depositado em sua mão esquerda.

No conjunto todo, pela ordem, o primeiro corredor leva e passa o bastão com a sua mão direita, correndo pelo lado interno da pista; o segundo corredor recebe, leva e passa o bastão com sua mão esquerda, correndo pelo lado externo da baliza; o terceiro recebe,

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transporta e passa o bastão com a sua mão direita, correndo pelo lado interno e, finalmente, o quarto e último componente da equipe recebe o bastão em sua mão esquerda e o mantém na mesma durante toda a corrida, até ultrapassar a linha de chegada, fechando, assim, o revezamento.

Disso se conclui que os revezamentos foram realizados alternadamente – direita, esquerda, direita, esquerda, razão pela qual esse método se denomina alternado.

razão pela qual esse método se denomina alternado. Disposição dos Corredores na Pista Para a seleção

Disposição dos Corredores na Pista

Para a seleção dos elementos, que deverão formar uma única unidade, em que cada um dos atletas integrante deve estar totalmente adequado a sua função, levamos em consideração as características individuais de cada um, nas quais se observa o seguinte:

Não há um princípio fixo que determine a disposição dos corredores na pista para o revezamento para sabermos qual será colocado em 1 o lugar ou em último, teremos que considerar uma série de fatores, a saber:

a) Quais os homens mais velozes: normalmente, os dois mais velozes são colocados em 1 o

e

4 o lugares, sendo o 4 o (último), o mais veloz deles, para fazer a chegada.

b) Qual o homem que tem partida mais rápida – deverá ser colocado em 1 o lugar, pois o primeiro da equipe é o único que emprega a partida baixa.

c) Qual o melhor finalista – naturalmente será colocado na última posição (4 o ).

d) Qual o mais combativo – normalmente, é colocado na 3 a posição, a fim de recuperar terreno porventura perdido pelos 1 o e 2 o corredores.

porventura perdido pelos 1 o e 2 o corredores. e) f) Quais as duplas que melhor

e)

f)

Quais as duplas que melhor se entendem deveremos distribuir os homens de maneira que os que melhor se entendam façam a passagem de um para o outro.

Quais os homens mais hábeis na passagem – esses deverão ser colocados na 2 a e 3 a posições, pois são eles que fazem recebimento e passagem do bastão, ao passo que o 1 o só faz entrega e o último só faz recebimento.

g) Quais os homens que melhor ocorrem na curva – de acordo com o tipo de revezamento

a ser disputado e com a pista onde será realizada a competição, deveremos distribuir os homens de maneira que só corram nas curvas os que o fazem melhor.

h) Estratégia no dia da competição: é um fator importantíssimo para o treinador, o qual deverá tentar obter, antes da corrida, indicações seguras sobre o estado físico e de

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treinamento de seus adversários. Deverá ser evitado o “entrar no escuro”. Uma boa disposição tática dos corredores poderá, em igualdade de condições, levar a vitória.

Técnicos e treinadores chegaram à conclusão de que a disposição normal dos corredores para o revezamento de 4x100 metros, considerando como fator principal a velocidade dos corredores, é a seguinte: 2 o , 4 o , 3 o e 1 o , isto é, o mais veloz em último lugar, o imediatamente abaixo em 1 o lugar e os outros nas posições intermediárias.

Levamos em consideração as características individuais de cada um, nas quais se observa o seguinte:

individuais de cada um, nas quais se observa o seguinte: O curva; as demais características são

O

curva; as demais características são idênticas ao segundo corredor.

O

O

primeiro corredor: Corre uma distância maior com o bastão em relação aos demais

companheiros. Preferivelmente, deve ser um bom corredor de curva porque a sua etapa de corrida é composta da primeira curva da pista. E, finalmente, deve ser um grande largador, por sele ele o elemento encarregado de sair do bloco de partida – portanto, o iniciante da corrida.

O

segundo corredor: Sua velocidade deve ser combinada com a do primeiro corredor, ou

seja, sua velocidade inicial deve estar relacionada com a velocidade final do primeiro homem. Deve ter uma reação bastante rápida para iniciar a sua corrida no momento em que seu companheiro passa pelo handcap, para que sua partida seja bastante segura. Precisa dominar perfeitamente o revezamento, uma vez que vai receber e passar o bastão logo a seguir. E deve ser um bom corredor de reta e muito potente porque, juntamente com o terceiro corredor, é o elemento que corre maior distância entre os componentes da equipe (cerca de 126m aproximadamente).

terceiro corredor: Tal como o primeiro corredor, deve ser um excelente corredor de

quarto corredor: Entre todos os componentes da equipe, é aquele que corre a menor

distância com o bastão na mão, por ser o último corredor, cuja etapa termina na linha de chegada da prova. Precisa estar bem entrosado com o terceiro corredor e dominar perfeitamente a recepção do bastão, não tendo necessariamente de ser um bom entregador porque não realiza esta ação, uma vez que é finalizador. Normalmente, é o melhor velocista da equipe porque será o elemento que deverá manter uma possível vantagem conseguida por seus companheiros, ou mesmo tirar ou descontar um possível retardamento, ocasionado por alguma deficiência.

Com essas considerações, torna-se possível concluir que cada um dos quatro componentes da equipe deve possuir certas características individuais, de acordo com as exigências da prova, e que cada uma dessas exigências deve ser muito treinada para se atingir a maior perfeição. Outro fator que deve ser levado em consideração, por ser também

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de grande importância é ordem ou disposição dos

todos os elementos é difíci l de ser conseguido com total perfeição e as constantes mudanças

viriam a comprometer aind a mais a unidade da equipe.

que, após formada a equipe, deve-se man ter sempre a mesma corredores porque o perfeito entrosament o e sincronismo entre

Revezamento 4x400m: La rgada no local dos 400 m rasos. Equipe

balizamento de 500 m, isto vez, correrá somente 100

de 4 atletas. Haverá

o 1º da equipe correm em sua raia a entre ga ao 2º. Este, por sua

m em sua raia, podendo, logo após, utilizar a pista livre. O 3º atleta

revezamentos rápidos, a devido ao cansaço com produzindo relativo débito um ritmo mais veloz no
revezamentos rápidos, a
devido ao cansaço com
produzindo relativo débito
um ritmo mais veloz no fin al da corrida. Por esses motivos, a entrega
se faz através da passagem
visual.
Outro Tipo de Passagem
solo; em virtude das car acterísticas da ação. A extremidade livre
apontada para cima, deve ser a mesma após ser realizada a passagem;
bastão, o receptor deve fa ze-lo junto à mão do companheiro que o ent rega.
deve fa ze-lo junto à mão do companheiro que o ent rega. já em pista livre

já em pista livre entrega rá ao 4º e último atleta, devendo este c hegar com o bastão, ultrapassando a linha de ch egada e, posteriormente, entregar o mesm o ao juiz da prova.

A principal caracte rística desse tipo de revezamento é que , contrariamente aos

troca entre os corredores não se realiza c om tanta velocidade,

que cada um dos corredores termina a s ua etapa de corrida, de oxigênio e falta de forças suficientes pa ra que seja imprimido

do bastão nesta prova

do Bastão: O braço do receptor é levado p ara trás em extensão,

com os dedos da mão diri gidos ao companheiro que vai fazer a entr ega. Desta maneira, o bastão em posição vertical é passado através de um movimento de trá s para frente, como se fosse de encontro com a m ão do receptor.

Para este tipo de p assagem, é necessário que a mão do recept or esteja mais elevada em comparação com os d ois tipos anteriores, devendo o braço se po star paralelamente ao

do bastão, que fica por isso, ao agarrar o

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Para o revezament o 4x400m, existe apenas uma zona de passa gem, que está situada no mesmo local onde se i nicia e também termina a prova. Uma vez q ue não é necessária a

Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski

realização

revezamento.

da

troca

em

alta

velocidade,

torna-se

possível

utilizar

vários

métodos

de

Arremessos e Lançamentos

Arremesso de Peso

De todas as especialidades dentro do atletismo, o arremesso de peso é, sem dúvida, a mais praticada. A razão de tal popularidade deve-se ao fato de que é fácil empurrar um implemento esférico, de peso sustentável, proporcional à força, dentro de suas faixas etárias.

proporcional à força, dentro de suas faixas etárias. Qualquer elemento que se disponha a praticar o

Qualquer elemento que se disponha a praticar o arremesso de peso vai em busca de marcas que possam se aproximar dos grandes campeões. Para isto, se entregam a rígidos treinamentos, aprimorando cada vez mais uma técnica apurada, sem que haja qualquer desperdício de força energética.

Os especialistas desta prova são caracterizados por serem de estrutura elevada, chegando a 1,95m de altura, com envergadura acentuada. São rápidos e fortes. Quanto à velocidade dos arremessadores, nota-se que estes têm, em média, nos 100m rasos de 11,7s e 11,9s. Possuem coordenação motora acentuada que lhes permite assimilar rapidamente as instruções a que lhes forem transmitidas. As valências físicas mais acentuadas dos arremessadores são: VELOCIDADE, FORÇA, COORDENAÇÃO.

Na história dos arremessos, sabe-se que em 1883, LAMBRECHT, da Grã Bretanha, arremessou o peso a uma distância de 13,10m. Os arremessadores são altos e fortes, surgia então o primeiro gigante, era RALPH ROSE (recorde mundial em 1909, com marca de 15,54m) tendo a estatura de 2,06m e 125kg de peso. Os atletas recordistas eram geralmente pesados (acima de 100kg), sendo que os Estados Unidos se caracterizou por grande número de recordistas mundiais.

Prova disto é que surgia um grande atleta de nome PERRY O´BRIEN. Já aos 18 anos, O´BRIEN despertava a atenção dos técnicos. Treinava com o técnico JESSE MORTENSEN, de manhã e tarde, utilizando a musculação como princípio básico de suas marcas excepcionais.

Antes de Perry O´brien, o grande arremessador era JAMES FUCHS, que utilizava uma técnica ortodoxa (com deslocamento lateral sem cruzada de pernas). Fuchs quebrou, durante um ano, quatro vezes o recorde mundial. O´brien, já na época de Fuchs, se destacava como júnior.

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De 1953 a 1956 O´Brien venceu todas as competições em que participava. Em 1959 surgia DALLAS LONG nesta disputa, igualando o recorde de O´Brien (com a marca de

Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski

19,25m). O´Brien não deix ava por menos e quebraria novamente o r ecorde mundial com a

marca de 19,30m para, em

1960, Dallas Long supera-lo na disputa com a marca de 19,38m.

utilizavam do “estilo m 1953, O´Brien tirava

de Fuchs o recorde mundi al detendo-o até 1959, quando Long quebro u a hegemonia. Nesta

novamente quebrava

ortodoxo”, tendo Fuchs co mo recordista mundial de 1949 a 1952. E

A verdade era o s eguinte: até 1950, os arremessadores se

época Long já utilizava a té cnica de O´Brien. Porém, este ano de 1959,

o recorde, passando O´Bri en para a história, como o arremessador de todos os tempos que

quebraria maior número d e recordes mundiais.

O primeiro atleta a superar a marca de 20m foi BILL NIEDER, d os EUA,
O primeiro atleta a superar a marca de 20m foi BILL NIEDER, d os EUA, com marca de
20,06m em 1960. Na d écada de 80 surgia mais um estilo: ESP ANHOL, que tinha a
característica do giro do
arremesso de disco. Este estilo é aplica do justamente pelos
arremessadores de disco p or questões de adaptações à especialidade.
Estilos dos Arremessos
Perry O´Bri en
com deslocame nto de costas
Ortodoxo
com deslocam ento lateral
Espanhol
com giro do arre messo de disco
Pesos
Masculin o
7,260
kg
Feminino
4 k g
Quando
se
iniciar
os ensinamentos do
arremesso de peso, deve-se l evar em consideração
a utilização deste implemen to com os pesos de
2kg, 3kg ou 4kg, pois
com pesos leves o
to com os pesos de 2kg, 3kg ou 4kg, pois com pesos leves o aprendizado é

aprendizado é de fácil a ssimilação. Deve-se, também, utilizar o estilo O RTODOXO nesta fase

inicial para, posteriormente, O´BRIEN.

ensinar o estilo PERRY

O peso se agarra de distin tas maneiras, segundo cada atleta, pois de pende do tamanho da

os dedos afastados, Observar que o punho

mão e da força da mão colocando-o na base dos

deve estar flexionado para trás. A mão que tem o implemento deve est ar junto à clavícula ou

e dedos. O mais correto é segura-lo com

mesmos, sem que toque a palma da mão.

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Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski

queixo. O cotovelo alto ou baixo. A força final do punho, mão e dedos na função reversível é por demais importante para a execução de um bom arremesso.

Técnica Perry O´Brien – com deslocamento de costas

Início: De costas para o setor, de pé, o peso do corpo no pé direito, pé esquerdo mais atrás (fig. 1). Peso posicionado abaixo do maxilar, muito próximo ou até encostado no pescoço, cotovelo do membro arremessador bem aberto. Inicia-se o troco enquanto ergue-se o membro inferior esquerdo para fins de equilíbrio - posição de balança (fig. 2). Após, há uma flexão do joelho direito e do quadril e joelho esquerdo, aproximando os dois joelhos – posição agrupada (fig. 3/4)

os dois joelhos – posição agrupada (fig. 3/4) Deslocamento: O deslocamento é iniciado pelo

Deslocamento: O deslocamento é iniciado pelo desequilíbrio inicial do corpo para trás (fig. 4/5); a seguir, há uma ação de extensão do joelho e quadril esquerdos (que “puxará” o corpo), simultânea à extensão do joelho direito (fig. 5/7). O deslocamento deve ser junto ao solo (por isso o termo mais adequado seria deslizamento) e a perna esquerda não deve ser lançada para cima e sim para trás, rasante.

não deve ser lançada para cima e sim para trás, rasante. Duplo Apoio: O pé direito

Duplo Apoio: O pé direito vai assentar no centro do círculo, pela planta e em um ângulo de cerca de 90 a 120 graus com o sentido do arremesso. O pé esquerdo, quase que

simultaneamente, deve chegar ao solo, pela parte anterior, junto ao anteparo, ligeiramente

esquerda da linha central do círculo. O tronco continua virado para a parte posterior do círculo (olhar para um ponto situado a alguns metros atrás do mesmo) e está em flexão e torção. Ao final do deslocamento o peso do corpo está sobre a perna direita, se o peso chegasse a cair, deveria atingir o solo a uma certa distância do pé direito (fig. 9).

à

Fase final: Esta fase inicia-se pela ação do membro inferior direito (o arremesso inicia-se com a flexão plantar do tornozelo direito) combinado com uma rotação da pélvis e do tronco (fig. 12/15). O lado direito do corpo, em conseqüência destes movimentos, roda para frente

e

para cima, na direção do arremesso. O membro inferior esquerdo deve efetuar uma ação

de contenção e alavanca. Ao final, há uma completa extensão dos membros inferiores, com os pés ficando apontados para a direção do arremesso (fig. 16). A ação do membro superior direito consiste em uma adução horizontal da articulação do ombro, seguida de uma extensão de cotovelo e uma vigorosa ação final de flexão da articulação do punho (quebra de punho) e da flexão das articulações dos dedos (a palma da mão deve estar virada para o lado ao final do arremesso (fig. 13/16). Durante todo o arremesso, o cotovelo do membro arremessador deve estar aberto (apontando para o lado), deve vir atrás do peso e a mão deve estar com o polegar apontando para baixo. O membro superior esquerdo, flexionado no cotovelo, contribui para efetuar a rotação do tronco mas cessa seu movimento abruptamente, quando o peito do atleta já está voltado frontalmente para a frente do setor, contribuindo, assim, para incrementar a velocidade de saída do implemento (fig. 15/16).

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Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski

Reversão: Para evitar-se a

consiste em a perna esque rda dirigir-se para trás, com a perna direita colocando-se à frente

(fig. 16/17), o que leva a abaixamento do tronco,

evitando o desequilíbrio pa ra fora do círculo.

centro de gravidade,

saída do círculo, efetua-se uma movimen tação de pernas, que

uma fase aérea e uma subseqüente flexã o do joelho direito e

o que contribui para um abaixamento do

Lançamento de Dardo
Lançamento de Dardo

provas existentes no

os tempos dos “homens das cavernas”, e ste implemento, hoje

sofisticado, era utilizado p ara a caça de animais. Na medida em qu e o tempo passava, o

O lançamento de

dardo é, sem dúvida, a mais bonita das

o O lançamento de dardo é, sem dúvida, a mais bonita das atletismo moderno. Desde implemento

atletismo moderno. Desde

implemento era utilizad o para vários fins, entre eles o da pr ocura da caça para sobrevivência, como tam bém como arma nas grandes guerras entr e os povos nórdicos.

Índios também passaram a

utilizar este implemento na pesca.

da atual. A técnica

empregada para se lançar tal implemento foi aperfeiçoada de tal ma neira, a fim de que se

aproveitamento possível da força energé tica num movimento e parabólico no plano horizontal.

pudesse utilizar o maior retilíneo no plano vertical

A maneira como

era utilizado o dardo

não diferiu muito

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Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski

A ação de lançar o u arremessar algum implemento nos lem bra a forma de como

atiramos pedra. É um

características do instrum ento utilizado. Sem dúvida nenhuma, poder emos notar que o ato

movimento que parece ser natural aind a que adaptado às

de lançar este implemento nos coloca mais perto de nossos antepassa dos.

dardo, é preciso ter velocidade, coordena ção, agilidade e força.

é uma especialidade disco e martelo).

Durante muito tem po esta especialidade foi praticada pelos n órdicos; os nomes de

Como lançador de

Não há necessidade espe cífica de serem muito altos. Notadamente

onde atletas são bastante

diferentes de outros arremessadores (peso,

Myrra, Pentilla, Jarvinen, Nikkanen e Nikinnen figuravam sempre mundo e candidatos ao tít ulo olímpico.
Myrra, Pentilla, Jarvinen,
Nikkanen
e Nikinnen figuravam sempre
mundo e candidatos ao tít ulo olímpico.
descesse mais rapidament e, voltando, com isto, ao visual antigo, ou
solo”.
a)
Forma correta de emp unhar o dardo:
Qualquer que seja o estilo utilizado, deverá permitir que os dedos da
descontraidamente sobre
Método finlandês: É cons iderado o método mais forte. Consiste em
contornando a mesma,

entre os melhores do

Com a evolução da s marcas, acima de 100m, a Federação Inter nacional de Atletismo Amador – FIAA, em assem bléia de seus filiados, resolveu, através de n ova regra, modificar a estrutura deste impleme nto, deslocando o centro de gravidade p ara mais a frente da empunhadura, fazendo co m que o mesmo, em sua trajetória retilíne a (vertical) alterasse a

trajetória parabólica (horiz ontal), pois quando atingisse a maior ampli tude de seu percurso,

seja, o de “cravar no

mão e o punho atuem

a empunhadeira de corda; o domínio do da rdo em seu plano de

vôo, tanto vertical como h orizontal deverá oferecer à mão uma posiçã o que permita utilizar

uma concentração de fo rças para lançar o projétil. Existem vário s métodos para esta finalidade e vamos descrev er aqueles mais comumente mais utilizados .

segurar o dardo, de

forma que o dedo indicad or se coloque estendido na parte de trás do encordoamento, com

uma pequena flexão da fal ange distal para a lateral, em contato com a haste do dardo ou em torno dela. Os dedos p olegar e médio são colocados no iníc io da empunhadura,

tendo as extremidades quase unidas. E sses dois dedos são

praticamente os responsáv eis pela transmissão da força ao dardo: são eles que empurram o dardo no lançamento. Os d emais dedos, anular e mínimo, são colocad os normalmente sobre a empunhadura (figura aba ixo).

são colocad os normalmente sobre a empunhadura (figura aba ixo). 62 Esportes Coletivos – Douglas Flesch
62
62

Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski

Notamos que a pr incipal característica deste método de em punhar o dardo está

exatamente relacionada c om a posição do dedo indicador, que tem p or objetivo melhorar a

trajetória do arremesso, p roporcionando também maior rotação ao ar.

dardo quando está no

Método normal ou ameri cano: É o mais utilizado por ser de mais fá cil adaptação. Aqui, o

empunhadeira, e os sobre a corda, como

dardo é pressionado pelo s dedos indicador e polegar no início da

demais dedos se colocam vemos na figura abaixo.

bem firmes, porém descontraidamente

vemos na figura abaixo. bem firmes, porém descontraidamente b) A corrida preparatória A corrida é dividida

b) A corrida preparatória

A corrida é dividida em d uas partes. A primeira começa na posição

de partida e vai até a

marca intermediária. Nest a fase, o dardo é conduzido sobre o ombr o, mais ou menos na altura da cabeça e paralel o ao solo. O objetivo desta fase é dar ao atl eta a velocidade ideal,

que será transportada para A segunda parte é (cinco, no finlandês). Esta c) Extensão da
que será transportada para
A segunda parte é
(cinco, no finlandês). Esta
c)
Extensão da corrida:
O excesso de velocidade
nada se aproveita e pode c olocar muito a perder.

o dardo no momento em que ele for arrem essado.

aquela que caracteriza o estilo utilizado p elo atleta – finlandês,

Bud Held, americano com salto, etc -, cujo número de passadas depen de do estilo praticado

parte da corrida é muito importante, porque é dela que depende o

maior ou menor sucesso d o arremesso, no aspecto técnico.

Deve ser suficiente para se conseguir com ela o impulso necessário pa ra um bom arremesso.

tem que ser freado lentamente, tornando- se inútil, porque dele

d) O arremesso propriam ente dito:

Esta fase está interligada

realização das precedente s. Assim, se a mão direita for levada correta mente para trás e o pé esquerdo colocado devida mente, o dardo poderá ser levado sem es forço à linha de ação,

de tensão, reduzindo

por cima do ombro. Com

com as anteriores e seu sucesso depend e totalmente da boa

isso, se impõe ao cotovelo um mínimo

consideravelmente as pos sibilidades de uma contusão. Além disso, e ssa posição do braço

amplia a sua alavanca, aum entando a força do arremesso.

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e) Ação final e troca de p és ou reversão:

Como foi visto, na fase do arremesso propriamente dito o peso do cor po passa para a perna

da frente no momento e

um desequilíbrio do

corpo para frente próximo

a falta que anula a

tentativa.

tocado e nem ultrapassa do pelo atleta, que será punido com um

ao anteparo final do corredor de arremes sos, que não pode ser

velocidade da corrida, dev ido ao passo cruzado. Esta ação resulta em

m que o dardo é arremessado, em conseqü ência do bloqueio da

Para que isto não s e verifique, o arremessador deve realizar u

ma troca da perna que

deixar o corredor pelo esp aço permitido. A esta ação nós chamamos pés.
deixar o corredor pelo esp aço permitido. A esta ação nós chamamos
pés.

está atrás pela frente e co m muita rapidez, a fim de bloquear esse mo vimento do corpo em desequilíbrio à frente, co locando-o em uma posição parada e está vel, para em seguida

reversão ou troca de

Pesos e Medidas Masculin o 800g e 2,70m Feminino 600g e 2,40m
Pesos e Medidas
Masculin o
800g e
2,70m
Feminino
600g e
2,40m

Lançamento de Disco

800g e 2,70m Feminino 600g e 2,40m Lançamento de Disco O lançamento de di sco é

O lançamento de di sco é sem dúvida o mais clássico e antigo de todos que figuram no atletismo. Desde a antigu idade, era costume lançar-se escudos de g uerra, gesto este que passou às Olimpíadas, su bstituindo-se os escudos por discos de pe dra de características desiguais em peso e diâme tro. O gesto de lançar disco tem-se perpetu ado através de figuras ou até mesmo em estátuas .

Dentro da era mo derna do atletismo, foi o primeiro lançam ento que se praticou,

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seguido mais tarde pelos o utros três (peso, dardo e martelo). A forma

como se lançava este

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implemento também era diferente da atual. Acontece que ao passar dos anos, a técnica de se lançar o disco apresentou avanços que pudessem tirar maior proveito dos movimentos baseando-se nas leis da física.

A forma que hoje é utilizada, permite o aproveitamento da força centrífuga horizontal aplicada, de dentro de um círculo, com velocidade progressiva, obtendo-se maior possibilidade às grandes distâncias. O aprimoramento da técnica com giros (rotações) faz com que atletas tenham que se dedicar horas e horas diárias em seus treinamentos, a fim de que movimentos circulares possam ser realmente aproveitados no lançamento.

circulares possam ser realmente aproveitados no lançamento. O recorde tem melhorado muito e hoje quase todos

O recorde tem melhorado muito e hoje quase todos os lançadores empregam a técnica americana adotada pela primeira vez pelo norte americano FORTUNE GORDIEN. Pode-se dizer que os lançadores de disco são menos rápidos que os arremessadores de peso, pois tem a necessidade de se utilizar de movimentos circulares. (rítmicos).

Lançadores de disco devem dedicar-se única e exclusivamente para a prova. Houveram épocas que arremessadores de peso lançavam discos, porém, atualmente, são casos raros.

Existe uma grande preocupação para com os movimentos dos membros inferiores, dentro do círculo, pois se não houver estabilidade na base não haverá bom lançamento. Pelo simples fato de que os movimentos circulares podem tirar o equilíbrio de um atleta, os mesmos devem ser executados de forma progressiva.

É importante que um lançador de disco tenha as seguintes características: Grande envergadura, ritmo, velocidade e força. Os membros longos permitem maior raio de giro, em conseqüência a velocidade periférica gerada no giro tem que ser maior e portanto aumentando a força centrífuga. É também muito importante que um atleta tenha sua mão grande, pois com isto consegue controlar mais o disco durante seus movimentos circulares. Um atleta com mão pequena tem grandes dificuldades para controlar o disco, pois durante os movimentos circulares, se preocupa mais com o disco do que a base, que são os membros inferiores, em deslocamento. De 24 ou 25 centímetros é a distância do dedo medial ao início do punho, para que um lançador possa se destacar. Dedos robustos contribuem para que um lançamento possa ser adequado devido à finalização desta ação, que dá ao disco o equilíbrio necessário. A média dos grandes lançadores ultrapassa aos 100kg e 1,90m de altura. Com isto podem atingir facilmente os 56m.

Estilos (técnicas): Ortodoxo lateral (de lado para o setor de queda do implemento) com giro.
Estilos (técnicas):
Ortodoxo
lateral (de lado para o setor de queda do implemento) com giro.
Americano
de costas para o setor de queda do implemento (com giro).
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Pesos

Masculino

2 Kg

1 Kg

Feminino

Pesos Masculino 2 Kg 1 Kg Feminino Técnica: A técnica do lançamento do disco se baseia

Técnica: A técnica do lançamento do disco se baseia integralmente no aproveitamento da força centrífuga que gera o atleta ao efetuar um giro e meio (volta e meia) dentro de um círculo. Esta técnica, como se tem dito, foi posta em prática com grande êxito pelo americano GORDILN e a partir deste momento não tem cessado de ser corrigida e aperfeiçoada. O lançador inicia o movimento de costas para o setor de queda do implemento, realizando um passo intermediário (salto rasante) somando assim a força centrífuga gerada no giro, o impulso linear para frente, seguindo o eixo do círculo.

o impulso linear para frente, seguindo o eixo do círculo. O lançamento do disco, como todos

O lançamento do disco, como todos do atletismo, é um movimento continuado e sem pausas, com iniciação lenta, acelerando progressivamente até atingir a ação final que é a explosão.

Posição Inicial: A posição inicial que um atleta adota ao entrar no círculo é a seguinte:

pernas afastadas com distância igual ou maior do que a largura dos ombros (de costas para o setor de queda do implemento) e disco na mão de lançamento. Neste momento, o centro de gravidade está no meio (entre as pernas) da posição inicial (perpendicular ao solo).

Pode-se ou não iniciar alguns movimentos de preparação ao lançamento. Estes movimentos, quando feitos ou executados são para iniciar o giro no círculo e ao impulso inicial para a realização do giro. Estes movimentos são denominados de balanceados. As pernas flexionarão quando for realizado no balanceio a rotação do tronco, como também o pé contrário a mão de lançamento terá alteração no seu movimento (rotação sobre a ponta do pé). O braço de lançamento vai para trás da linha dos ombros e o braço livre cruzará ligeiramente a frente do corpo.

Execução da primeira fase – rotação do tronco: Após ter o lançador executado alguns balanceios, existe uma transferência do centro de gravidade passando os apoios da perna direita para a perna esquerda semi flexionada. Quando a perna direita se desprende do solo tendo terminado seu trabalho de impulsão, passando o apoio do corpo para a perna esquerda, o braço de lançamento deve continuar atrás da linha dos ombros. O giro deverá ocorrer sobre o pé esquerdo.

No momento deste giro sobre o pé esquerdo, o corpo fica ligeiramente inclinado para o centro do círculo ou o eixo de rotação.

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A posição de queda do pé direito ao final do 1 o giro deverá ser na ponta do pé, pois a

partir deste momento deverá ser também iniciado outra rotação.

É fundamental que o atleta não esteja com as pernas estendidas durante os giros. Os

contatos para a finalização dos pés direito e esquerdo deverão ter o menor espaço de tempo possível, no centro do círculo.

Execução da segunda fase – fase de entrada de quadril para lançamento: A posição que um atleta deve estar é a mesma de como se estivesse lançando sem deslocamento, ou seja, pé direito no centro do círculo, perna ou pé esquerdo quase encostado no aro do lado esquerdo do alinhamento de lançamento (fazer uma divisão do círculo com giz). Braço de lançamento atrás da linha dos ombros. Braço livre flexionado com a cabeça voltada para o punho ou cotovelo livre (toalha torcida). Neste momento existe predominância de apoio sobre a perna de impulso (no centro do círculo).

A
A

Observar atentamente que a cabeça é o eixo das rotações e é ela que mantém o equilíbrio do corpo durante toda a execução do lançamento.

perna direita executa o impulso (perna semi-flexionada) para a entrada de quadris.

Cabeça que anteriormente olhava para o punho livre (mais ou menos para baixo) inicia sua elevação, realizando o enquadramento dos quadris (adiantamento do Centro de Gravidade).

Quando o corpo está se voltando para frente ou para o setor de queda do implemento, o braço livre flexionado entre mais rapidamente para trás. O braço de lançamento também continua atrás da linha dos ombros. Existe a transmissão de apoios. Da perna direita para a esquerda, com entrada de quadris acentuada e rosto com o olhar voltado para cima. Nesta finalização é necessário maior velocidade no braço de lançamento, ou seja, execução de maior velocidade no percurso do braço até a saída do disco da mão. O braço de lançamento deve estar estendido. A ação dos dedos polegar e indicador, principalmente, são fundamentais para um bom lançamento. São eles que darão maior equilíbrio ao disco.

A busca da perna de lançamento para próximo à livre é fundamental para todo enquadramento do corpo no lançamento.

Reversão: Nada mais é do que a troca de apoios, ou seja, da esquerda para a direita em salto, ocorrendo também a inversão da posição da entrada de quadris, ou seja, retardamento do centro de gravidade, a fim de que um atleta possa controlar suas faltas nos lançamentos.

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Lançamento Martelo

Lançamento Martelo O martelo é composto por cabeça, cabo e empunhadura, obtendo um peso total mínimo
O martelo é composto por cabeça, cabo e empunhadura, obtendo um peso total mínimo de
O martelo é composto por cabeça, cabo e empunhadura, obtendo um peso total
mínimo de 7,260Kg no masculino e 4Kg no feminino.
Pesos
Masculino
7,260 kg
Feminino
4 kg
A cabeça deve ser de ferro maciço ou de outro metal que não seja mais macio que o
latão ou um invólucro de qualquer um desses metais, cheio de chumbo ou outro material
sólido. De forma esférica, deverá ter um diâmetro mínimo de 110mm, para homens, e
95mm para mulheres. O cabo deve ser inteiriço, com alças de conexão nas extremidades, de
arame de aço para molas, com diâmetro mínimo de 3mm, sem que possa esticar-se
sensivelmente durante a realização do lançamento. A empunhadura reta em forma de
triangulo, com comprimento de 115m, deve ser sólida e rígida sem qualquer tipo de conexão
articulada, mas conectada ao cabo.
Salto em altura
Tesoura
Rolo Ventral
Fosbury Flop
Fases do salto em altura

a) Corrida de impulso

b) Impulsão

c) Elevação ou suspensão

d) Passagem pela barra ou transposição

e) Queda ou aterrissagem

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a)

Tesoura

É uma técnica bastante simples, por isso mesmo interessante para ser adotada para iniciantes, muito fácil de ser trabalhada nas aulas de Educação Física escolar e em escolinhas de esporte. Seu gesto natural, de fácil compreensão de sem duvida muito seguro, são fatores que contribuem a seu favor. Basicamente o atleta, após a corrida e a batida, deve transpor a barra na posição sentado e a queda pode acontecer da mesma forma ou em pé.

O que torna essa técnica pouco eficaz para as grandes competições é que o atleta precisa erguer grande parte do corpo acima da barra para passá-la, dificultando a transposição, no entanto outros fatores são vantajosos como:

a) a simplicidade na demonstração b) compreensão e assimilação c) a área de queda não
a) a simplicidade na demonstração
b) compreensão e assimilação
c) a área de queda não precisa ser especial
d) a possibilidade de se trabalhar em qualquer ambiente.
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b) Rolo Ventral

Através da transformação proporcionadas por Valery Brumel, o salto em altura ganhou novas dimensões e no curso de um estafante treinamento desenvolveu um meio eficaz de converter em elevação vertical o rápido ímpeto horizontal. Partindo de um ângulo de 30 graus, Brumel corria 15,24m, dando três ou quatro breve passos preliminares, seguindo de sete poderosas e rápidas passadas, até a impulsão e , através de um exaustivo treinamento de força e prática constante, para conseguir aproveitar melhor a impulsão, elevou-se à imortalidade dentro do atletismo.

melhor a impulsão, elevou-se à imortalidade dentro do atletismo. 70 Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski
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c)

Fosbury Flop

No dia em que Richard Fosbury ultrapassou a barra elevada a 2,24m para estabelecer em 1968 um novo recorde olimpico, deu-se início a uma revolução no salto em altura, que rapidamente se estendeu por todos os cantos do globo. Seu estilo heterodoxo, considerado realmente perigoso naquela época, em poucos anos consagrou-se como o método mais avançado em saltos.

Nesse dia, o que mais despertou atenção daqueles que presenciaram o salto foi a corrida de impulso feito em forma circular. Devido a esta corrida em linha curva, o saltador é impelido para a parte externa da curva ao longo da qual está se movendo. O saltador é, pois, submetido à ação da força centrífuga, que ele mesmo gera, e que vai desfrutar no momento do salto, no instante em que ela é máxima. Parece que o aproveitamento da força centrífuga durante o salto representa na verdade, a novidade dessa técnica.

durante o salto representa na verdade, a novidade dessa técnica. Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski
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Saídas e Chegadas

Posições de Largada Baixa: Ao comando do árbitro de partida, os atletas assumirão as posições de largada. Após ajustarem seus blocos individualmente, os atletas realizam várias largadas para aquecimento da prova. Após ajustarem seus blocos individualmente, os atletas realizam largadas para aquecimento da prova. Se algum atleta estiver com agasalho e quiser retira-lo, poderá faze-lo quando do apito do árbitro de partida. Atletas colocados na posição de pé, atrás de seus blocos esperam a chamada de entrada nos mesmos.

Vozes de comando do árbitro para provas até 400 metros: Às suas marcas lll Prontos
Vozes de comando do árbitro para provas até 400 metros:
Às suas marcas
lll
Prontos
III
Tiro de partida
* Para falsas, usa-se o apito.
Vozes de comando do árbitro para provas acima de 400 metros.
As suas marcas
III
Tiro de partida

- Árbitro: “Aos seus lugares!”: Os atletas tomam a posição de 5 apoios (mãos, joelhos e pés). Enquanto algum estiver se mexendo, o árbitro não dirá o comando seguinte. Se houver demora de algum atleta, o árbitro solicita aos atletas “última forma”, isto é, todos os atletas deverão sair de suas posições. O árbitro adverte o atleta que está demorando para assumir sua posição.

Iniciada novamente a chamada de “aos seus lugares”, atletas, após assumirem suas posições ouvem do árbitro a chamada de: “prontos”. Na posição de prontos os atletas elevam seus quadris ficando em 4 apoios. Um atleta terá direito a somente uma saída em falso. Se fizer duas saídas em falso, será desclassificado da prova.

Na prática, quando um ou mais competidores cometerem uma saída falsa, os outros, instintivamente, tendem a segui-lo e, teoricamente, qualquer competidor que assim proceda também comete uma saída falsa. Entretanto, o árbitro de partida deve advertir somente aquele ou aqueles que, na sua opinião, foram os responsáveis pela saída falsa. Isso pode resultar em que mais de um competidor seja advertido. Se a saída falsa não for devida, qualquer competidor, não deve ser feita nenhuma advertência.

As provas de utilizam o bloco de partida são:

100m e c/ barreiras, 200m rasos, 400m rasos e com barreiras, 110m com barreiras, 4x10m rev. (1 o atleta) e 4 x 400m rev. (1 o atleta), 4 x 200m (1 o atleta).

Bloco de Partida (Taco de Partida)

Utilizado pelos atletas para apoios nas provas de velocidade.

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Referências

Futsal

Polígrafo do professor Otavio Balzano (Disciplina de Esportes Coletivos I – Unilasalle) Tenroller, CA. Métodos e planos para o ensino dos esportes. Canoas: Ed. Ulbra, 2006. Confederação Brasileira de Futsal: www.futsaldobrasil.com.br Federação Gaúcha de Futsal: www.futsalrs.com.br

Handebol Tenroller, CA. Métodos e planos para o ensino dos esportes. Canoas: Ed. Ulbra, 2006.
Handebol
Tenroller, CA. Métodos e planos para o ensino dos esportes. Canoas: Ed. Ulbra, 2006.
CBHB - Confederação Brasileira de Handebol: WWW.cbhb.mundozero.com.br
Basquetebol
Ferreira, AEX, De Rose, D. Basquetebol: técnicas e táticas: uma abordagem didático-
pedagógica. São Paulo: EPU, 1987.
Tenroller, CA. Métodos e planos para o ensino dos esportes. Canoas: Ed. Ulbra, 2006.
Confederação Brasileira de Basketball: www.cbb.com.br
Federação Gaúcha de Basketball: www.basquetegaucho.com.br
Voleibol
Santini, J. Voleibol escolar: da iniciação ao treinamento. Canoas: Ed. Ulbra, 2007.
CBV - Confederação Brasileira de Voleibol: www.cbv.com.br
Atletismo

Fernandes, JL. Atletismo: os saltos. 2ª edição. São Paulo: EPU, 2003. Fernandes, JL. Atletismo: lançamentos e arremessos. 2ª edição. São Paulo: EPU, 2003. Matthiesen, SQ. Atletismo: teoria e prática. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007. Polígrafo do professor Marco Aurélio Cornelius (Disciplina Esportes Individuais I – Unilasalle) CBAt - Confederação Brasileira de Atletismo: www.cbat.org.br

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