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Lógica Fuzzy Aplicada em Conversor Trifásico para Geração de Ozônio

Jakson P. Bonaldo, José A. Pomilio e Edson A. Vendrusculo

Laboratório de Condicionamento de Energia Elétrica, Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação. Universidade Estadual de Campinas

Av. Albert Einstein, 400

CEP 13083-852, Campinas-SP Brasil

jbonaldo@gmail.com, antenor@dsce.fee.unicamp.br

ResumoEste trabalho apresenta um conversor ressonante trifásico alimentando um transformador de alta tensão utilizado para geração de ozônio por descarga eletrostática. Devido à dispersão dos valores dos parâmetros dos transformadores e das células geradoras de ozônio, não se torna viável a simples paralelização de células para que haja um aumento na produção

de ozônio. Uma nova estrutura é introduzida para equalizar a

potência nos transformadores. A freqüência de chaveamento do conversor é ajustada próxima à freqüência de ressonância série devido à indutância de dispersão do transformador e à capacitância equivalente referida ao primário. Nesta freqüência

obtém-se um alto fator de potência, minimizando a corrente para uma dada potência de saída e obtendo chaveamento suave. É proposta uma técnica para equalizar a potência, bem como, evitar

a saturação dos transformadores. Simulações e resultados

experimentais validam a estrutura e técnicas propostas.

I.

INTRODUÇÃO

Devido à sua característica biocida e seu curto tempo de meia-vida o ozônio se tornou um interessante produto para aplicações como esterilização de materiais cirúrgicos, tratamento de água potável, tratamento de água de piscinas e de efluentes resultantes de processos industriais. A produção industrial de ozônio pode ser realizada através de descargas elétricas de alta tensão entre dois eletrodos, quebrando a molécula de oxigênio O2, que se recombina em ozônio O3. A descarga eletrostática geralmente se dá com baixa corrente entre os dois eletrodos separados pelo próprio oxigênio. Na célula ozonizadora há também um material dielétrico, geralmente o vidro que, assim como o gap de ar, pode ser modelado como uma capacitância [1], conforme ilustrado na Fig. 1. Paga aplicar a alta tensão à célula é utilizado um transformador, conforme [2]. A topologia mais utilizada para geração de ozônio consiste em um inversor ponte completa sintetizando uma onda quadrada que é aplicada ao primário do transformador que tem o secundário conectado à célula [2], conforme Fig. 1. Este trabalho apresenta uma topologia polifásica para realizar a geração de ozônio. São utilizadas três células geradoras de ozônio e três transformadores, alimentados por um conversor eletrônico de potência. Porém, devido às diferenças entre os parâmetros dos transformadores e células geradoras de ozônio utilizadas, uma célula acaba por gerar mais ozônio que as outras, podendo sobrecarregar alguns

componentes do sistema, enquanto outros são subutilizados. Por isso, torna-se necessário o desenvolvimento de alguma técnica que equilibre a potência nas fases do sistema e, conseqüentemente, a geração de ozônio de cada célula. A seção II deste trabalho apresenta o modelo do transformador e da célula geradora de ozônio. A seção III

traz a topologia polifásica e a técnica proposta para equalizar

as potências das fases do sistema. Simulações da topologia e

da técnica são mostradas na seção IV, juntamente com alguns resultados experimentais. A seção V traz as principais conclusões.

II. MODELO DO CIRCUITO

A modelagem da célula geradora de ozônio pode ser verificada na Fig. 1. O modelo separa as capacitâncias C a e C v , capacitância do gap de ar e capacitância do vidro, respectivamente. A tensão em que a descarga eletrostática ocorre é indicada por V z . Quando se inicia a descarga, os diodos conduzem, retirando Ca do circuito, fazendo com que

a capacitância total, vista pela fonte, aumente. A célula ozonizadora apresenta, portanto, um comportamento não linear [4].

apresenta, portanto, um comportamento não linear [4]. Fig. 1 – Modelo do conjunto de carga, transformador

Fig. 1 – Modelo do conjunto de carga, transformador elevador de tensão conectado à célula geradora de ozônio.

No modelo adotado, a capacitância entre os enrolamentos do transformador é desprezada, pois não afeta o fenômeno da ressonância série nem paralela e sua influência se dá em uma freqüência além das de interesse para a aplicação. Já a capacitância dos enrolamentos apresenta grande influência, o do enrolamento secundário, que possui muitas espiras e que, quando referida ao primário, é multiplicada pelo quadrado da relação de transformação, tornando esta capacitância ainda mais importante para o funcionamento do sistema. A capacitância da célula pode ser referida ao primário e somada à capacitância dos enrolamentos do transformador.

Deste modo, a capacitância equivalente do sistema é denominada C eq . Na configuração trifásica do conversor são utilizados três conjuntos de carga (transformador e célula geradora de ozônio). Ao inversor de freqüência trifásico são conectados os terminais de primário dos transformadores, caracterizando uma conexão em delta. Ao secundário são conectadas as células geradoras de ozônio, em conexão estrela, para garantir a existência de um ponto comum entre as células.

Fig. 2 – Topologia trifásica.
Fig. 2 – Topologia trifásica.

Porém, devido à variação de parâmetros, as ressonâncias série dos três conjuntos de cargas ocorrem em freqüências diferentes, conforme se verifica na Fig. 3. Assim, para uma dada freqüência de operação, igual para as três fases, serão obtidas potências diferentes, conforme Fig. 4.

4 10 3 10 2 10 1 10 Magnitude (Ohms)
4
10
3
10
2
10
1
10
Magnitude (Ohms)
90 ZinB 45 ZinC ZinA 0 -45 -90 Fase (graus)
90
ZinB
45
ZinC
ZinA
0
-45
-90
Fase (graus)

10

3

Frequencia (Hz)

Fig. 3 – Impedância dos três conjuntos de transformador e carga.

Impedância dos três conjuntos de transformador e carga. Fig. 4 – Formas de onda de tensão,

Fig. 4 – Formas de onda de tensão, corrente e valores da potência para as três

fases. Com freqüência de chaveamento de 2,5 kHz.

Portanto, um conjunto de carga pode operar sobrecarregado, isto é, excedendo a potência para a qual foi projetado, diminuindo seu tempo de vida útil e podendo tornar a operação do sistema instável, devido ao sobreaquecimento e à saturação que possivelmente venha a existir. Por outro lado, um dos outros conjuntos, ou mesmo os outros dois, podem estar operando abaixo de sua capacidade nominal, diminuindo a eficiência do sistema

III. TÉCNICA DE EQUALIZAÇÃO DAS POTÊNCIAS

A equalização da potência pode ser alcançada pela aplicação de uma tensão reduzida na fase que possui menor impedância, a fim de manter o valor das correntes próximos entre si. Em um sistema trifásico, esta variação de tensão pode ser realizada pelo deslocamento de fase, originando tensões de linha com valor variável. Portanto para equalizar as potências é necessário desequilibrar as tensões de linha, uma vez que a carga trifásica, conectada em delta, está desequilibrada.

3.1 Síntese das Tensões no Inversor Trifásico

As chaves de cada braço do inversor mostrado na Fig. 2 operam de modo complementar. Cada braço do inversor sintetiza uma onda de tensão quadrada, com nível médio igual à metade de V dc , estas tensões são denominadas por V A , V B e V C conforme mostra Fig. 5. As tensões de linha, V AB , V BC e V CA , aplicadas na entrada dos transformadores na Fig. 2, são a diferença entre as tensões nos braços do inversor, conforme o conjunto de equações 1.

V AB = V A - V B

V BC = V B - V C

V CA

= V C - V A

(1)

Para a geração de tensões de linha equilibradas, é necessário que o deslocamento de fase entre as tensões V AB ,

V BC e V CA seja de 120º.

Os valores padrão para os ângulos

φ , φ e

A

B

φ

C

são respectivamente 0º, 120º e 240º.

Para que tensões de linha com valores arbitrários sejam aplicadas sobre os transformadores, é necessário desequilibrar as tensões de fase. Tal alteração pode ser realizada ajustando a defasagem entre as tensões sintetizadas por cada braço do inversor, conforme mostrado na Fig. 5. Desta figura ainda é possível notar que as tensões de linha são proporcionais aos deslocamentos entre as fases, conforme sugere o conjunto de equações 2.

V

AB

V

BC

V

CA

γ

≈ =

AB

γ

BC

γ

CA

=

=

φ

B

φ

C

360

o

φ

A

φ

B

φ

A

φ

C

(2)

Onde:

φ

A

φ

B

φ

C

ângulo de fase da tensão V A ;

ângulo de fase da tensão V B ;

ângulo de fase da tensão V C ;

γ AB

quantidade de graus em cada semi-ciclo em que

a tensão V AB tem amplitude igual a V dc ;

γ BC

quantidade de graus em cada semi-ciclo em que

a tensão V BC tem amplitude igual a V dc ;

γ CA

quantidade de graus em cada semi-ciclo em que

a tensão V CA tem amplitude igual a V dc ;

1 0.5 0 0 φ 100 200 300 400 500 600 700 800 900 1000
1
0.5
0
0
φ
100
200
300
400
500
600
700
800
900
1000
A
1
0.5
0
φ
0
100
200
300
400
500
600
700
800
900
1000
B
1
0.5
0
0
100
φ
200
300
400
500
600
700
800
900
1000
C
1
λ
AB
0
-1
0
100
200
300
400
500
600
700
800
900
1000
1
λ
BC
0
-1
0
100
200
300
400
500
600
700
800
900
1000
1
λ
CA
0
-1
0
100
200
300
400
500
600
700
800
900
1000
Fig. 5 – Formas de onda do inversor trifásico, operando com deslocamento
de fase.

Para o exemplo mostrado na Fig. 5, a tensão V AB foi reduzida, enquanto a tensão V BC foi aumentada. Neste caso, a tensão V B não apresenta atraso de 120º, mas sim de 80º em relação à tensão V A , isto é, esta tensão sofreu um adiantamento de 40º. A defasagem de V C não foi alterada, permanecendo 240º atrasada em relação à V A . Logo, utilizando o conjunto de equações 6 tem-se que γ é igual a

AB

80º, γ é igual a 160º e γ continua em 120º. Portanto,

BC

CA

V BC > V CA > V AB . As tabelas 1 e 2 resumem o comportamento das tensões de linha para variações nos ângulos de fase das tensões em cada braço do inversor. A convenção adotada é válida para as tensões partindo da condição equilibrada, isto é, com uma defasagem de 120º entre estas tensões. Pela análise das formas de onda das tensões nos braços do inversor, Fig. 5, nota-se que há restrições no valor que os ângulos φ podem assumir. Se estes ângulos forem deslocados mais que 60º de seus valores originais, as informações expostas nas tabelas 1 e 2 deixam de ser válidas.

A menos que ocorra igual deslocamento nos ângulos

e

φ

A

, φ

B

φ .

C

TABELA I

CONSEQÜÊNCIAS DO DECREMENTO DOS ÂNGULOS

Decrementa

Aumenta

Diminui

φ

A

V

AB

V

CA

φ

B

V

BC

V

AB

φ

C

V

CA

V

BC

TABELA II

CONSEQÜÊNCIAS DO INCREMENTO DOS ÂNGULOS

Incrementa

Aumenta

Diminui

φ

A

V

CA

V

AB

φ

B

V

AB

V

BC

φ

C

V

BC

V

CA

3.2 Controlador Fuzzy

Controladores Fuzzy apresentam algumas vantagens em relação aos controladores tradicionais, entre as quais, pode-se

citar a simplicidade de controle, baixo custo e possibilidade de se projetar o controlador sem conhecer, exatamente, o

modelo matemático da planta. A lógica Fuzzy é um método

derivado dos conjuntos Fuzzy, que utilizam variáveis

lingüísticas ao invés de variáveis numéricas.

Variáveis lingüísticas, definidas como variáveis literais, isto é, não apresentam valores exatos, mas sim aproximados, como quente, frio, alto, baixo, médio, etc. Segundo a lógica convencional, ou ‘crisp’, um elemento pertence ou não a um conjunto. Já na lógica fuzzy, um elemento pode pertencer a

mais de um conjunto. Um conjunto Fuzzy A, pertencente ao universo de discurso X é representado por um conjunto de pares ordenados do elemento x X e por suas respectivas funções membro μ : X [0 1] que associa um número

μA(x): X [0 1] à cada elemento x do conjunto X [5].

Um controlador Fuzzy é baseado em um conjunto de regras, baseadas no valor lingüístico das variáveis. A estrutura básica do controlador fuzzy proposto neste artigo consiste em quatro importantes partes: Unidade de fuzzificação, base de regras, unidade de tomada de decisão e unidade de defuzzificação [6]. A unidade de tomada de decisão recebe os valores das entradas já fuzzificadas, isto é, com valores crisp transformados em variáveis lingüísticas. Isto acontece por meio do cálculo de pertinência do valor crisp de cada uma das entradas, para cada uma das funções membro destas entradas. As funções membro das variáveis de entrada podem ser vista na Fig. 6. No caso do ozonizador trifásico, as entradas são as diferenças entre as potências em cada fase do inversor, sendo expressas em valores percentuais. É necessário ressaltar que, para o correto funcionamento do controlador, as entradas devem estar dentro do universo de discurso, que, para este caso, varia entre -100% e +100%.

NE OK PO 1 0.8 0.6 0.4 0.2 0 -100 -80 -60 -40 -20 0
NE
OK
PO
1
0.8
0.6
0.4
0.2
0
-100
-80
-60
-40
-20
0
20
40
60
80
100
Degree of membership

dPAB

NE OK PO 1 0.8 0.6 0.4 0.2 0 -100 -80 -60 -40 -20 0
NE
OK
PO
1
0.8
0.6
0.4
0.2
0
-100
-80
-60
-40
-20
0
20
40
60
80
100
Degree of membership

dPBC

NE OK PO 1 0.8 0.6 0.4 0.2 0 -100 -80 -60 -40 -20 0
NE
OK
PO
1
0.8
0.6
0.4
0.2
0
-100
-80
-60
-40
-20
0
20
40
60
80
100
Degree of membership

dPCA

Fig. 6 – Funções Membro das variáveis de entrada.

Após a fuzzificação cada uma das regras, mostradas em Tabela III, são então avaliadas, atribuindo-se um peso específico para cada uma, em função do grau de pertinência calculado para as funções membro das variáveis de entrada.

Em seguida é realizada a defuzzificação das funções de saída, mostradas na Fig. 7, a fim de se obter os valores numéricos de saída, . Os valores de saída correspondem à incrementos ou decrementos que devem ser somados aos ângulos das tensões sintetizadas em cada braço do inversor. O máximo valor de variação nos ângulos é de +60º ou -60º.

DEC ZE INC 1 0.8 0.6 0.4 0.2 0 -60 -40 -20 0 20 40
DEC
ZE
INC
1
0.8
0.6
0.4
0.2
0
-60
-40
-20
0
20
40
60
Degree of membership

deltaFiA

DEC ZE INC 1 0.8 0.6 0.4 0.2 0 -60 -40 -20 0 20 40
DEC
ZE
INC
1
0.8
0.6
0.4
0.2
0
-60
-40
-20
0
20
40
60
Degree of membership

deltaFiB

DEC ZE INC 1 0.8 0.6 0.4 0.2 0 -60 -40 -20 0 20 40
DEC
ZE
INC
1
0.8
0.6
0.4
0.2
0
-60
-40
-20
0
20
40
60
Degree of membership

deltaFiC

Fig. 7 – Funções Membro das variáveis de saída.

TABELA III

REGRAS DO CONTROLADOR FUZZY

 

input

 

output

dPAB

dPBC

dPCA

fiA

fiB

fiC

1 PO

ZE

NE

INC

OK

OK

2 PO

NE

ZE

OK

DEC

OK

3 PO

ZE

ZE

INC

DEC

OK

4 NE

PO

ZE

OK

INC

OK

5 ZE

PO

NE

OK

OK

DEC

6 ZE

PO

ZE

OK

INC

DEC

7 ZE

NE

PO

OK

OK

INC

8 NE

ZE

PO

DEC

OK

OK

9 ZE

ZE

PO

DEC

OK

INC

10 ZE

ZE

NE

INC

OK

DEC

11 NE

ZE

ZE

DEC

INC

OK

12 OK

NE

ZE

OK

DEC

INC

13 OK

OK

OK

OK

OK

OK

O grau de pertinência das funções membro de cada variável de saída é obtido por meio da intersecção do grau de pertinência de cada uma das funções membro equivalentes de cada variável de entrada. O processo de defuzzificacao adotado consiste em ponderar o centro de cada função

,

segundo a equação 3 [7].

membro de saída d i , com o valor de pertinência, ( )

μA d

i

ℜ =

n

i = 0

n

d

i

μ A

(

d

i )

i = 0

μ

A

(

d i )

(3)

IV. SIMULAÇÕES E RESULTADOS EXPERIMENTAIS

Para validar a técnica de controle proposta, foram realizadas algumas simulações utilizando o ambiente Matlab, implementando o esquema mostrado na Fig. 8. Fig. 9 mostra as potências trifásicas envolvidas. Observa-se que, em t=0,025s, o controlador Fuzzy começa a atuar, levando as potências a apresentarem valores próximos entre si, em torno de 125 W. O erro é de cerca de 2%. Fig. 10 mostra a saída do controlador Fuzzy, isto é, os incrementos e decrementos nos ângulos de defasagem entre as tensões V A , V B e V C. Fig. 11 mostra os ângulos de defasagem resultantes, isto é, a defasagem existente entre as fases do conversor trifásico. Conforme se observa na Fig. 11, inicialmente as tensões apresentavam defasagem de 120º, significando que estavam

sendo aplicadas tensões equilibradas sobre a carga trifásica. Depois da atuação do controlador Fuzzy, as defasagens são alteradas, desequilibrando as tensões de linha, alterando, desta forma, a potência em cada fase da carga, levando-as ao equilíbrio.

O setup de testes, utilizado para realizar a implementação da técnica de equalização das potências utilizando um controlador Fuzzy, proposto nas sessões anteriores, está exposto na Fig. 12. A montagem consiste em um módulo inversor trifásico formado por 6 IGBTs e um DSP

TMS320F28335 de ponto flutuante, utilizado para facilitar a implementação do algoritmo Fuzzy. Para calcular a potência

de cada fase do sistema, basta realizar a aquisição das três

correntes e da tensão do link CC, pois a forma de onda das tensões é gerada pelo próprio DSP.

150 100 PAB PBC PCA 50 0 0 0.005 0.01 0.015 0.02 0.025 0.03 0.035
150
100
PAB
PBC
PCA
50
0
0
0.005
0.01
0.015
0.02
0.025
0.03
0.035
0.04
0.045
0.05
Potencia (W)

tempo (s)

Fig. 9 – Simulação: Potência de cada fase do inversor trifásico

Δφ A Δφ B Δφ C ˆ φ V ˆ V A A APDM φ
Δφ
A
Δφ
B
Δφ
C
ˆ
φ
V
ˆ
V
A
A
APDM
φ
φ
ˆ
V
B
V ˆ
B
B
BPDM
φ
ˆ
V
V ˆ
C
C
CPDM

Fig. 8 – Estrutura básica da topologia empregando o controlador Fuzzy para equalizar as potências trifásicas.

20 DeltaFiA DeltaFiB 15 DeltaFiC 10 5 0 -5 -10 -15 -20 0.02 0.025 0.03
20
DeltaFiA
DeltaFiB
15
DeltaFiC
10
5
0
-5
-10
-15
-20
0.02
0.025
0.03
0.035
Variação dos Ângulos (graus)

tempo (s)

Fig. 10 –Variação nos ângulos entre as tensões V A , V B e V C .

250 fiA 200 fiB fiC 150 100 50 0 0.02 0.025 0.03 0.035 Angulos (graus)
250
fiA
200
fiB
fiC
150
100
50
0
0.02
0.025
0.03
0.035
Angulos (graus)

tempo (s)

Fig. 11 – ângulos de fase entre as tensões VA, VB e VC .

Fig. 13 mostra as potências antes e depois da atuação do controlador. Anteriormente à ação do controlador, as potências apresentavam os seguintes valores: P AB = 75W, P BC = 51 W e P CA = 53W. Após a equalização as potências se equilibraram em torno de 57 W. As descontinuidades nas potências P BC e P CA se devem à atuação do limitador de corrente, que impede a saturação do transformador.

de corrente, que impede a saturação do transformador. Fig. 12 – Setup de testes montado em

Fig. 12 – Setup de testes montado em bancada.

Fig. 12 – Setup de testes montado em bancada. Fig. 13 – Resultado experimental: Equalização das

Fig. 13 – Resultado experimental: Equalização das potências.

V.

CONCLUSÕES

Este trabalho discutiu a equalização das potências de um sistema trifásico de geração de ozônio, utilizando lógica nebulosa. O controlador Fuzzy proposto mostrou bom desempenho, fazendo as potências convergirem rapidamente para um ponto de equilíbrio. A técnica proposta contribui para um aumento no tempo de vida útil do sistema, uma vez que, impende a sobrecarga de algumas fases, evitando estresse desnecessário sobre os componentes.

AGRADECIMENTOS

Este trabalho conta com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo e Panozon Ambiental S/A.

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REFERÊNCIAS

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pp. 159–164 vol.1. G. S. Sperandio, J. A. Pomilio, “High-efficiency, high-frequency inverter for silent discharge load”. Proc. of 9th Brazilian Power Elec- tronics Conference – COBEP 2007, Blumenau, Brazil, pp. 895-890. O. Koudriavtsev, S. Wang, Y. Konishi, and M. Nakaoka, “A novel pulse-density-modulated high-frequency inverter for silent-discharge- type ozonizer”. IEEE Transactions on Industry Applications, vol. 38, No 2, March/April, 2002. A. A. Ferreira, J. A. Pomilio, G. Spiazzi, L. A. Silva. “Energy Man- agement Fuzzy Logic Supervisory for Electric Vehicle Power Sup- plies System”. No prelo. IEEE Transactions on Power Electronics,

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639.

L. Biondi, P. H. Coelho, J. L. do Amaral, M. H. Mello, “Minicurso de Sistema Especialista Nebuloso”, XXXVIII Simpósio Brasileiro de Pesquisa Operacional, Goiânia, , Setembro, 2006.