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As guerras do fim do mundo

Alceu A. Sperança

Uma das regras do


capitalismo é resolver suas
costumeiras crises
provocando guerras. Elas
apresentam lucros enormes
para seus vencedores e
permitem queimar dinheiro
inútil, limpando as finanças,
daí decorrendo a preferência
dos gestores capitalistas pela
promoção de conflitos.

Neste exato momento, várias guerras estão em curso, umas já em


franca hostilidade, outras maliciosamente ocultas e várias em plena
fermentação.
Os vencedores de todas as guerras que já sacudiram o planeta em
toda a sua história são os 16% da população mundial que hoje
consomem quase 80% dos recursos do planeta.
Nos próximos anos, os 84% aos quais sobram apenas 20% de
todos os bens mundiais vão querer compartilhar com mais justiça
água, alimentos e energia. Primeiro propondo, em seguida indo à
cobrança. Diante disso, os que vão lucrar te saúdam: esfregam as
mãos de contentamento com as guerras que tudo isso pode gerar.
Pra que mais guerra que a cambial? Os EUA enfiaram no mercado
ao redor de US$ 600 bilhões de uma pancada só, com a mesma
prodigalidade com que despejaram mísseis na Operação Tempestade
no Deserto. Por conta desses obuses, a inflação deu o ar de sua graça
aqui e ali. Mas aqui dói mais, não?
O Brasil, por exemplo, está numa sinuca de bico: a exagerada
valorização do real agrada aos patrõezinhos lá do hemisfério Norte e
se o governo jogasse duro contra isso, teria que reduzir os generosos
lucros dos bancos. Como quem manda aqui nesta varonil Brazuca
são bancos e transnacionais, dê-lhe farra de importações e a
indústria nacional a perigo.
Nessa Guerra, a Índia dispara contra os EUA, que disparam contra
todos. O Brasil se mostra sufocado e a China diz que o sistema faliu.
Os ricos querem poupar, os “emergentes” querem que eles gastem
mais, comprando nossos produtos. O nó é que todos querem vender
para todos e ao mesmo tempo cortar os próprios gastos e conter o
consumo desbragado: dinamite pura.
E a guerra cibernética? O governo do Egito “desligou” a Internet
logo que o primeiro grito de revolta ecoou entre as Pirâmides e o
palácio governamental.
Os EUA, belicosos como o diabo, já tratam de criar “forças
armadas cibernéticas”: uma seção do governo com a missão de
desenvolver defesas e armas para ataques ciberespaciais, dos quais o
“desligamento preventivo” da Internet seria o mais óbvio. Cuba que
o diga, com suas redes sociais asfixiadas como o Egito ficou no auge
da fúria oriental.
Dá-se de barato que para cada ciber-arma criada nos EUA haverá
um indiano criando um sistema para bloqueá-la. Um cracker
brasileiro para invadir seu centro de produção. E um gênio chinês
criando uma arma de resposta ainda mais potente que a gringa. “Que
venham!”, dirão esses subnutridos terceiro-mundistas.
A guerra cibernética ainda está mais ou menos oculta dos nossos
olhos. Apenas cubanos e egípcios parecem tê-la sentido com mais
força até agora.
Mas se a gente pensar bem, somos atacados a cada segundo por
vírus, worms e trojans. O vírus Stuxnet, por exemplo, atacou
equipamentos de uma usina nuclear do Irã. E nosso micro
caseirinho, mesmo formatado, em uma semana é novamente
infectado por um vírus que rouba dados bancários. Eu me rendo!