CAMBIASSU – EDIÇÃO ELETRÔNICA Revista Científica do Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal do Maranhão - UFMA - ISSN 2176 - 5111 São Luís - MA, Jan/Dez de 2009 - Ano XIX - Nº 5 – Vol. II
O DISCURSO JORNALÍSTICO SEGUNDO ESTER MARQUES 58
Maria José Costa Vieira é graduanda do curso de Comunicação
Social / Jornalismo na Universidade Federal do Maranhão – UFMA – Campus
II. E-mail: marizecvieira@hotmail.com
RESUMO: A presente resenha abordará e questionará o texto da professora Ester Marques,
no qual se fala de um jornalismo considerado, a partir de uma visão global, utópico. O texto
pretende discutir os argumentos da professora e através de um embasamento teórico, lançar
um novo olhar sobre o conteúdo abordado pela autora.
PALAVRAS-CHAVE: resenha, jornalismo, utopia.
ABSTRACT: This review will discuss and question the text of professor Esther Marques, in
which we talk about a journalism question, from a global view, utopian. The text discusses the
arguments of the professor and through a theoretical foundation to launch a new look at the
content addressed by the author.
KEYWORDS: review, journalism, utopia.
O JORNALISMO ENQUANTO DISCURSO
Ao fim do século XVIII a Europa conheceu uma nova tendência. Tendência esta que
se manifestou nas artes, na música e na literatura. O Romantismo, que com muito fervor
58 Francisca Ester de Sá Marques, conhecida como Ester Marques é formada em jornalismo pela Universidade Federal do Maranhão, com mestrado em Comunicação e Cultura, pela Universidade de Brasília/UnB e doutorado (em redação de tese), na Universidade Nova de Lisboa/Portugal. Trabalhou como jornalista nos jornais O Imparcial e O Estado do Maranhão, em São Luís e no Correio Brasiliense, em Brasília, além de ter feito trabalhos alternativos para a Revista Veja/Brasília.
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perdurou até meados do século XIX, é caracterizado por sua carga idealista, sentimental e
subjetiva.
Em seu texto, ao apresentar sua visão inicial sobre o jornalismo e seu discurso na
contemporaneidade, Ester Marques peca ao demonstrar tamanho idealismo. Ela traz um
discurso carregado ou mesmo excessivo, ao tratar a institucionalização do jornalismo como
resultado “do projeto de transparência e visibilidade da esfera pública contemporânea e,
conseqüentemente, de constituição de um sujeito esclarecido e emancipado”.
Hodiernamente, a esfera pública não condiz com aquela descrita por Habermas em sua
obra Mudança estrutural da esfera pública (1984). Para Habermas, a esfera pública seria “a
reunião de um público, formado por pessoas privadas, que constroem uma opinião pública,
com base na racionalidade do melhor argumento, e fora da influência do poder político e
econômico, e da ação estratégica” 59 .
A opinião pública, hoje, atende ao que pode se chamar de sistema de manipulação e
privatização do espaço público, e nesse contexto o papel da mídia e do marketing são mais
que essenciais, pois são estes, a chave de todo esse sistema.
A expansão midiática, acarretando no acumulo de informações a nível mundial, é
favorecida pelo progresso tecnológico, que, como cita a autora, ultrapassa as barreiras do
espaço e do tempo.
Afirmar que a estabilidade e fortalecimento do jornalismo também é conseqüência de
um “sujeito esclarecido e emancipado” pode ser um equívoco, pois não há delimitação de
espaço, tornando a adjetivação desse sujeito incoerente.
Ao aderirmos essa definição de sujeito em países subdesenvolvidos como Senegal,
Ruanda e Malawi, na África, ou mesmo em fase de desenvolvimento como é o caso do Brasil
59 ALMEIDA, Jorge. Mídia, Opinião Pública ativa e Esfera Pública democrática.
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e
da
Argentina
–
também
chamados
de
países
simplesmente não se encaixará.
subdesenvolvidos
industrializados,
ela
Por mais que no Brasil, por exemplo, boa parte da população tenha acesso aos meios
de comunicação e a uma série de notícias sobre o país e o mundo, a alienação presente nos
mais diversos aspectos – como a política e a economia principalmente – é fato. 60
De forma poética ela compara o discurso jornalístico aos demais discursos “pelos
quais atualmente nos chegam os ecos do mundo, atingimos a experiência da vida e
alcançamos a sua inteligibilidade e compreensão”.Trazendo consigo a idéia aceitável de que o
discurso jornalístico seja, hoje, um dos mais importantes. Idéia esta, que é sustentada através
da análise das funções desse discurso dentro da sociedade, tornando-o auto-explicativo
perante tal perspectiva.
Em síntese do que seria, ou mesmo resumiria o que é o discurso jornalístico, a
professora o caracteriza como “o relato dos acontecimentos que tiveram lugar recentemente”,
sendo este reproduzido como notícia através dos mais diversos meios de comunicação e
“resultado de um processo social de construção da realidade”. Esse resultado, seria regido por
certas regras, como por exemplo, as condições factuais. E são essas regras que funcionam
como base estrutural do discurso.
Nesse ponto, de forma implícita, a autora aborda o lado subjetivo do discurso
jornalístico. A notícia se baseia no relato dos acontecimentos, ou seja, é resultado de um
consenso, de uma construção da realidade. Assim, a notícia é passada como fato, que pode ser
definido como aquilo que é real, resposta certa, aquilo que se afirma sem dúvida.
60 Com o fim da Ditadura Militar, o Brasil adotou como estrutura básica governamental, a Democracia (do gr demokratía: governo do povo), contudo a participação popular limita-se ao voto. Dizer que a alienação da população é fato, diz respeito ao termo em um aparato geral da sociedade brasileira, não especificando camadas sociais. Há quem diga que vivemos em uma sociedade alimentada pela popular “política do pão e circo”.
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Para David W. Carreher – autor do livro Senso Crítico: Do dia-a-dia às Ciências
Humanas, todas as afirmativas são construções humanas e, portanto, não são a realidade a que
se referem. O senso crítico exige o reconhecimento de que nossas idéias não são fatos e que,
algumas afirmativas, por mais razoáveis que pareçam, são expressões de valores ao invés de
fatos.
“É o próprio fato que diz o que é, por que está ali, naquele momento, como quer ser
relatado, com quais características, para produzir quais efeitos”.
Retomando a análise das funções do discurso, podemos recorrer a uma de suas
principais funções, senão a principal: o papel de mediador entre as informações e a sociedade.
Como já citado, os meios de comunicação são os mais diversos. Dessa forma o sistema de
noticiabilidade depende quase que totalmente da visão – geralmente política e econômica – de
seu dispositivo comunicacional, ou seja, da expressão subjetiva proposta por cada veículo, da
interpretação do fato em determinado contexto.
Portanto, partindo da idéia – exposta pela própria autora – de que o relato a ser
noticiado depende de condições factuais, pode-se deduzir que o subjetivismo está presente, de
maneira constante, no discurso jornalístico.
Feito todo esse aparato sobre o fato e sua relação noticiosa, através de argumentos
apoiados não só nas idéias propostas por um pensador crítico, mas também utilizando dos
próprios argumentos da autora em questão, pode-se agora analisar um princípio básico do
jornalismo e seu discurso: o princípio da veracidade.
De acordo com o texto, o princípio da veracidade “funciona como base de legitimação
do discurso jornalístico como um conhecimento científico, passível de sistematização,
racionalização, verificação, análise e aplicabilidade”, baseando-se “na observação e registro
de fatos comprovados, organizados e classificados, exigindo para isso um certo grau de
precisão e exatidão”.
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O princípio da veracidade pode ser caracterizado pela busca de uma verdade absoluta,
pois “pressupõe a defesa de uma tese (posição sobre a realidade) que se apresenta como
verdade diante de qualquer interlocutor”. Visão esta, que pode ser considerada tendenciosa,
pois busca com convicção o reconhecimento de sua verdade, acarretando em um processo de
influência, sugestionabilidade. É através desse princípio, que o discurso jornalístico de
qualquer dispositivo da informação estabelece sua conectividade com o espectador.
Em análise do texto, a princípio, tem-se a idéia de que a veracidade aqui, se torna
ferramenta essencial da subjetividade, pois é abordada “como um acordo (correspondência)
entre o que é dito e a realidade [
]
Esta verdade apodítica é dada pelo próprio fato, pelo que
aconteceu aqui e agora, desta e não de outra maneira”. Assim, o fato corresponderá àquilo que
o seu contexto determinou.
“Em vez de uma realidade primordial, que está dada à partida, a realidade proposta
pelo objeto ou pela ocorrência é sempre negociável porque sempre passível de interpretação”,
ou seja, retoma-se aqui a idéia de que a realidade é uma construção através de relatos, ou
mesmo como diz o parágrafo anterior, é “um acordo entre o que é dito e a realidade”.
É interessante ressaltar a posição tomada pela autora, após passar por todo esse
processo de descrição do princípio da veracidade, em demonstrar como ele se torna objetivo.
Ela trata do fato como um objeto que, através de uma “relação interlocutiva com o
sujeito”, propõe para este, “um cenário possível para a sua contextualização”, retirando-se de
um contexto subjetivo, para com isso, “adquirir um certo caráter objetivo”. Ou seja, o fato, de
uma ocorrência não importante, atribui-se objetividade transformando-se em notícia. Através
dessa perspectiva, o princípio da veracidade reflete fidelidade ao objeto, a verdade torna-se
objetiva.
Ester Marques nos propõe que, “todos os eventos que ocorrem no cotidiano são fatos
que configuram a nossa realidade objetiva e dão sentido ao mundo que nos circunda [
]
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constituindo representações de uma determinada história privada de vida”. Ou seja, os fatos
“fazem parte da realidade individual do homem como algo que ele precisa para fixar uma
determinada memória, construir uma identidade, para se relacionar com o mundo, com os
outros
homens
e
consigo
mesmo”.
Portanto,
“quando
interiorizados
pela
experiência
cotidiana, os fatos aparecem como usos, costumes e hábitos que legitimam um determinado
comportamento social e definem um esquema significativo que é vivenciado como algo
conhecido, estável e seguro.”.
Existem fatos e fatos. E como relatado a pouco, o fato é tido como subjetivo, mas pode
ganhar caráter objetivo quando analisado e “recortado do tecido social”, ganhando assim
espaço e destaque. Ao tratar nossos eventos cotidianos como parte da nossa realidade
objetiva, ela acaba por negar a existência do fato inicialmente como subjetivo, ou seja, se
contradiz. Ela fala de uma realidade individual, da construção de uma identidade, das relações
que devem ser estabelecidas pelo sujeito com outros e com o mundo, e ainda dos fatos como
usos, costumes e hábitos, ou seja, valores.
Não tratarei mais da diferença entre fatos e expressões de valores. Consideremos
nossos valores aqui, como nossos fatos cotidianos. Utilizando do termo acolhido pela própria
autora, é evidente que há diferença entre fatos. Como ela mesma afirma, e já citei
anteriormente, a objetividade é um caráter que o fato irá adquirir. Logo, nessa fase inicial, o
fato cotidiano não passa da subjetividade de cada indivíduo. Da sua vivência, da sua
realidade. Em seu âmbito privado, particular.
Mesmo em discordância quanto a definição de fato cotidiano estabelecida pela autora,
admito a boa colocação e explicação dela sobre a passagem do fato cotidiano para o status de
acontecimento, fato jornalístico.
É inegável que os fatos jornalísticos são conseqüência de alterações sofridas pelos
nossos fatos cotidianos, de algo diferente daquilo esperado. Ela faz uma colocação a cerca de
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três registros específicos, para que seja possível a classificação e transformação dos fatos em
acontecimentos. “O primeiro registro acontece por excesso, isto é, pelo funcionamento
anormal das regras que regem o universo discursivo jornalístico”. O segundo é conhecido
como registro “da falha, isto é, da insuficiência de funcionamento normal das regras”. E o
“terceiro registro, o da inversão, é o mais clássico e define a máxima do discurso jornalístico:
se um cão morder um homem não é notícia, mas se um homem morder um cão então é
notícia.”.
Para um fato se transformar em acontecimento, lhe serão atribuídos vários critérios de
noticiabilidade (valores-notícia), “tais como singularidade, o interesse público, a relevância, a
coerência, a atualidade”, entre outros. A partir daí, “o acontecimento deixa de ser um evento
de interesse individual e passa a ser um evento de caráter social”, ganhando assim, através do
discurso jornalístico, sua versão objetiva para finalmente ser transmitida a sociedade.
“A verdade absoluta do fato, torna-se então a verdade relativa do acontecimento em
função da versão jornalística circunstancializada”. A interpretação subjetiva dos relatos é
contextualizada pelos dispositivos comunicacionais, atribuindo valor objetivo aos relatos em
seu contexto.
“A transformação de um fato em acontecimento é resultado da modificação de sua
natureza primeira, ou seja, é a transformação do acontecimento em fenômeno social, capaz de
despertar nas pessoas que são atingidas por ele os mais diversos sentimentos”. O discurso
atribui valores ao fato para que este se torne acontecimento, pois “um acontecimento só faz
sentido se se puder colocar num âmbito de conhecidas identificações sociais e culturais”.
Depois de argumentar sobre os fatos como subjetivos e objetivos, entender sua função
como acontecimento, a autora retoma o discurso jornalístico e afirma que “o discurso não é
uma das funções da instituição jornalística. É o resultado principal do seu funcionamento”.
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“Pelo fato de os meios de comunicação constituírem a principal janela por onde o
sujeito contemporâneo acessa o mundo, o discurso jornalístico acaba por ser o discurso sobre
o estado das coisas no mundo”, portanto, aqui há a reafirmação do discurso jornalístico como
um dos mais importantes entre os discursos existentes. Lembrando também, ao afirmar os
meios de comunicação como a “principal janela por onde o sujeito contemporâneo acessa o
mundo”, o poder e importância da mídia dentro da sociedade.
“Os acontecimentos aos quais ele reporta, por mais controversos que sejam, são
apresentados sempre como uma verdade consumada, sobre a qual há de haver um consenso
solidamente estabelecido”.
“Como discurso narrativo, o discurso jornalístico tenta, a todo custo, dominar o devir;
situar racionalmente os acontecimentos”, buscando dar sentido à ocorrência dos fenômenos,
através da precisão. Para isso, a narração pressupõe um começo, um desenvolvimento e uma
conclusão para o acontecimento, “recortando do real o que é necessário para torná-lo
suficientemente coerente e pronto a ser assumido como tal.”.
“A notícia, como um recorte da realidade, é um produto retórico constituindo para o
leitor um relato único de uma única história. É por conta desta natureza retórica que o
discurso jornalístico só tem um tempo: o tempo presente”, portanto, “a notícia nasce, vive e
morre na versão em que é relatada, enquanto o acontecimento, como um fenômeno social,
inserido numa dada realidade, permanece vivo exigindo o seu retorno sempre que isso se faça
necessário”.
Entende-se, assim, que a notícia é “o resultado enunciativo do acontecimento”,
adquirindo
através
do
discurso
jornalístico,
“expressão,
significação
e
sentido”.
O
acontecimento, enquanto parte de uma dada realidade será dinâmico, incompleto, estará
sempre vivo e disposto a novas e contínuas interpretações.
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“Assim, sendo o discurso jornalístico a notícia de um acontecimento efetivamente
ocorrido, ou pelo menos, tido como tal, o seu valor é referencial”, “pressupondo, portanto, a
veracidade e a autenticidade como princípios éticos” necessários à credibilidade do sistema
comunicacional.
A autora faz uma ressalva importante quanto ao valor referencial do discurso
jornalístico. Segundo ela, o discurso é sempre relativo, pois a competência narrativa é uma
espécie de capital simbólico, estando sempre suscetível à alterações. Estas, sendo definidas
pelos interesses dos meios de comunicação.
Por possuir uma interferência de interesses, o discurso utiliza recursos da linguagem
para tentar diminuir os efeitos de sua subjetividade, ao mesmo tempo que busca construir sua
objetividade “como estratégia de universalização do discurso, fazendo com que as ações
narradas adquiram um valor de credibilidade universal”.
O discurso jornalístico monta a narrativa de maneira aleatória, ou seja, não a apresenta
necessariamente em sua ordem cronológica. Essa definição dependerá da notícia a ser
transmitida. “Por isso, um acontecimento pode ser noticiado de uma vez só, caso a sua
existência seja efêmera, ou pode ser fragmentado, relatado em cascata para ampliar a sua
natureza dinâmica”, em outras palavras, o acontecimento pode ser fragmentado a fim de
atender aos interesses políticos e econômicos dos meios de comunicação, dependendo apenas
de sua repercussão dentro da sociedade.
Baseando-se no jogo de interesses existente dentro do sistema comunicacional, vale
comentar também o papel do jornalista. Ester Marques coloca o jornalista como o sujeito que
possui
a
função
de
“transmitir
um
conjunto
de
saberes,
converter
em
notícia
os
acontecimentos ocorridos no mundo, informar o seu público daquilo que de relevante
aconteceu”. Embora ela apresente o argumento de que o jornalista – enquanto representante
de um veículo comunicacional – “não controla a heterogeneidade de sentidos que essa
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transmissão e esses saberes adquirem por parte dos seus interlocutores”, é necessária a
aceitação de que há essa tentativa de controlar essa “pluralidade” de opiniões, que se
manifesta através da “manipulação” midiática, mesmo essa não sendo explícita, a fim de não
romper a credibilidade do círculo de informações.
Ao final de seu texto, Ester Marques esclarece que o “discurso jornalístico atualiza os
discursos ausentes”. Um recurso utilizado seria o da projeção para o futuro. Recurso este,
utilizado em seu próprio texto.
Com isso, retomo minha idéia exposta no início desta resenha, concluindo que por
mais belo e poético que seja este texto, por mais informativo e de perspectiva positiva quanto
ao futuro do jornalismo, ainda sim essa visão não passa de idealismo.
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REFERÊNCIAS
ALMEIDA, Jorge. Mídia, Opinião Pública ativa e Esfera Pública democrática. Trabalho apresentado no GT Comunicación, Médios de Difusión y Política del IV Congreso Latinoamericano de Ciencias de la Comunicación (IV ALAIC). 12 a 16 de setembro de 1998.
em:
<http://64.233.169.104/search?q=cache:FH5cY6LioRQJ:www.eca.usp.br/alaic/Congreso1999
/3gt/Jorge%2520Almeida.rtf+o+que+%C3%A9+Esfera+P%C3%BAblica&hl=pt-
BR&ct=clnk&cd=6&gl=br&client=firefox-a>. Acessado em 30 jun de 2008.
Disponível
FRIGOLLETO, Eduardo. Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) – Ano 2005. Divulgado no RDH – Relatório de Desenvolvimento Humano de 2007. Frigoletto.com.br - A Geografia em Primeiro Lugar. Disponível em:
<http://www.frigoletto.com.br/GeoEcon/idh2005.htm>. Acessado em 30 jun de 2008.
MARQUES,
<http://64.233.163.132/search?q=cache:vNYYmO3AiZ4J:www.intercom.org.br/papers/regio
nais/nordeste2008/resumos/R12-0528-
Ester.
Estruturas
do
discurso
jornalístico.
Disponível
em:
1.pdf+ESTRUTURAS+DO+DISCURSO+JORNAL%C3%8DSTICO+-
+ESTER+MARQUES&cd=1&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br&client=firefox-a>.
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