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SUMÁRIO

1 Introdução a intrface de vídeo....................................................................................... 3


1.1 Interface VGA .......................................................................................................................3
1.2 Monitor de Vídeo ..................................................................................................................4
1.2.1 Tamanho da tela............................................................................................................................... 5
1.2.2 Resolução ........................................................................................................................................ 5
1.2.3 Dot Pitch.......................................................................................................................................... 6
1.2.4 Varredura em um Monitor ............................................................................................................... 7
1.3 Funcionamento dos Monitores...........................................................................................11
1.3.1 Fonte de Alimentação .................................................................................................................... 11
1.3.2 Microcontrolador ........................................................................................................................... 12
1.3.3 Memória Serial EEPROM ............................................................................................................. 12
1.3.4 Chaves de Funções ........................................................................................................................ 13
1.3.5 Controlador de Vídeo .................................................................................................................... 13
1.3.6 Pré-amplificador de vídeo.............................................................................................................. 14
1.3.7 Amplificador de Vídeo .................................................................................................................. 14
1.3.8 Monitor Analógico ou Digital ....................................................................................................... 15
1.3.9 Tecnologia Plug and Play .............................................................................................................. 16
1.3.10 DDC (Data Display Channel) ................................................................................................... 16
1.3.11 DPMS ....................................................................................................................................... 18
1.3.12 Deflexão em Monitor de Vídeo ................................................................................................ 19
2 TV LCD (Plasma)........................................................................................................ 27
2.1 Scaler....................................................................................................................................28
3 INTERFACES DE VÍDEO ......................................................................................... 31
3.1 Digital Visual Interface (DVI) ...........................................................................................31
3.1.1 Tecnologia ..................................................................................................................................... 32
3.1.2 Conexão TMDS............................................................................................................................. 32
3.1.3 Formato de Dados de Vídeo .......................................................................................................... 35
3.1.4 Sinais de Controle.......................................................................................................................... 35
3.1.5 Conector Apenas Digital (DVI-D)................................................................................................. 36
3.1.6 Conector Analógico-Digital (DVI-I) ............................................................................................. 37
3.2 HDTV...................................................................................................................................38
3.2.1 Compressão de Vídeo e Áudio ...................................................................................................... 39
3.2.2 RGB HDTV................................................................................................................................... 39
3.2.3 YPbPr HDTV ................................................................................................................................ 39
3.3 HDMI ...................................................................................................................................40
3.3.1 Tecnologia ..................................................................................................................................... 41
3.3.2 Formato de Dados de Áudio .......................................................................................................... 43
3.4 RS232 ...................................................................................................................................44
3.4.1 Como Funciona ............................................................................................................................. 46
3.4.2 ITU656 – Formato do Fluxo de Vídeo Digital .............................................................................. 47
3.5 Comb Filter .........................................................................................................................48
3.5.1 Comb Filter 3D.............................................................................................................................. 50
3.5.2 Comb Filter Adaptativo ao Movimento......................................................................................... 50
4 TV Digital.................................................................................................................... 52
5 5 SBTVD ..................................................................................................................... 85
5.1 5.1 História .....................................................................................................................85
5.2 5.2 Modulação e codificação ..............................................................................................86
2

5.3 5.3 Primeiros testes públicos ..............................................................................................86


5.4 5.4 Início das transmissões .................................................................................................86
6 Referências.................................................................................................................. 87
3

1 INTRODUÇÃO A INTRFACE DE VÍDEO

A principal forma de comunicação entre o microcomputador e o usuário é feita


através de um monitor de vídeo. No computador, a placa de vídeo tem o papel de
conversor de sinais enviados pelo processador (sinais digitais e em formato linha x
coluna) em sinais que o monitor de vídeo entenda (sinais de cor R, G e B, e
sincronismo horizontal e vertical).
A interface utilizada para comunicação entre a placa de vídeo e o monitor de
vídeo é conhecida como interface VGA, que será estuda a seguir.

1.1 INTERFACE VGA

A interface VGA é utilizada para comunicação entre computador e monitor de


vídeo. A interface VGA é a interface RGB que não faz uso dos conectores RCA ou
BNC, e sim de um conector tipo DB15 (15 pinos). Neste tipo de interface, o
sincronismo horizontal e vertical podem estar contido apenas no sinal que carrega o
a informação de cor verde (G), ou separado do vídeo RGB em um sinal composto de
sincronismo horizontal e vertical em um único sinal, ou ainda com sincronismo
vertical e horizontal separados. O mais comum é com sinal e vertical separado.
A placa de vídeo deverá possuir uma impedância de saída de 75Ω ±5%. No
caso do monitor, as entradas de vídeo deverão ser acopladas ac e ter uma
impedância de entrada de 75Ω ±5%. Os três sinais devem coincidir um com o outro
dentro de uma tolerância de ±5ns.
A Tabela 1-1 descreve os pinos do conector VGA, e a Figura 1-1 ilustra o
conector VGA de 15-pinos usado na interface com o computador e em alguns
equipamentos de consumo, para transferência das informações dos sinais RGB.
Note que os sinais RGB não contem informação de sincronismo e apagamento,
como mostrado na Figura 1-2.
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Figura 1-1 Conector fêmea VGA D-SUB 15 pinos

Tabela 1-1 Sinais do conector VGA


Pinos Função Nível do Sinal Impedância
1 Vermelho (R) 0.7V 75Ω
2 Verde (G) 0.7V 75Ω
3 Azul (B) 0.7V 75Ω
4 GND
5 GND
6 GND ®
7 GND (G)
8 GND (B)
9 +5VDC
10 GND - HSYNC
11 GND - VSYNC
12 DDC SDA (Dados) ≥2.4V
13 HSYNC ( sync Horizontal) ≥2.4V
14 VSYNC (sync Vertical) ≥2.4V
15 DDC SCl (Clock) ≥2.4V

Nota: DDC = Display Data Channel

(a) Canal R, G e B, sem sincronismo presente


Figura 1-2 Nível do sinal analógico R, G e B. O IRE é o nível de apagamento.

1.2 MONITOR DE VÍDEO

O funcionamento dos monitores é semelhante ao funcionamento dos


televisores, exceto pelo fato de que o sinal de vídeo de entrada é o padrão VGA, e
não um sinal em radio freqüência. Desta forma, todo módulo de tratamento de RF
não faz parte dos monitores de vídeo. Em compensação, o monitor de vídeo deve
5

ser capaz de trabalhar com resoluções maiores que 525 linhas, ou seja, o sistema
de deflexão deve ter um cuidado maior que os cuidados em sistema de televisão. A
seguir serão descritos alguns pontos importantes em um monitor de vídeo.

1.2.1 Tamanho da tela

O tamanho dos monitores é dado pela medida da diagonal, em polegadas,


semelhante ao sistema de televisão.

1.2.2 Resolução

É o conceito ligado diretamente com a quantidade de fósforo da tela e que


descreve a quantidade de pontos que podem acender na unidade de tempo. A
resolução é medida em elementos de imagem (pixel) ou linhas horizontais e
verticais.
Quanto maior a resolução reproduzida pelo monitor, maior a qualidade de
imagem obtida por este monitor.
A Tabela 1-2 ilustra alguns padrões e a resolução vertical e horizontal em
sistemas de vídeo.

Tabela 1-2 Padrões de vídeo e resolução vertical e horizontal


FORMATO TAMANHO DO ARRANJO:
PADRÃO HORIZONTAL VERTICAL
16x10 16x9 4x3 MEGA PIXELS
QVGA 320 240 √ 76.800
VGA 640 480 √ 307.000
SVGA 800 600 √ 480.000
XGA 1024 768 √ 786.000
XGA+ 1152 864 √ 995.000
SXGA 1280 1024 √ 1310.000
SXGA+ 1400 1050 √ 1470.000
UXGA 1600 1200 √ 1920.000
HDTV 1280 720 √ 921.000
HDTV 1920 1080 √ 2073.000
WXGA 1280 768 √ 983.000
WSXGA† 1680 1050 √ 1764.000
WUXGA 1920 1200 √ 2304.000
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A Tabela 1-3 ilustra alguns tamanhos de monitores e a resolução


recomendada para uma visualização agradável pelo usuário.

Tabela 1-3 Tamanho da Tela e resolução recomendada


Medida Nominal Resolução Recomendada
14" 800 x 600
15" 801 x 600
17" 1024 x 768
19" 1280 x 1024
21" 1600 x 1200

1.2.3 Dot Pitch

O dot pitch é o tamanho do elemento de imagem na tela. O tamanho do dot


pitch dependerá do monitor de vídeo. Monitores de vídeo com telas maiores poderão
ter um dot pitch maior, enquanto monitores de vídeo menores deverão ter dot picth
menor.
O dot pitch mínimo de um monitor de vídeo dependerá também da resolução
máxima que se utilizará, pois quanto maior a resolução, mas pontos a tela deverá
possuir. Para calcular o dot pitch mínimo dado pela resolução e o tamanho do
monitor, a seguinte expressão deverá ser utilizado.
Comprimento Horizontal da area util do monitor (mm)
Dot Pitch mínimo =
número de pontos horizontais má ximo na tela (resolução horizontal )

observação: No caso do padrão VGA, por utilizar uma matriz de caracteres 9x16, a
resolução horizontal máxima de 9 pixels x 80 colunas = 720 pixels.
Por exemplo, para um monitor de 14” (253mm), o qual se deseja trabalhar
253
com resolução 640 x 480, o dot pitch mínimo será de = 0,35mm . Para resoluções
720
maiores utilizando o mesmo monitor, temos:
800 x 600 = 0,31mm
1024 x 768 = 0,24mm.

A Figura 1-3 ilustra a dimensão de um dot pitch. Os seguintes dot pitchs são
geralmente encontrados em monitores de vídeo: 0,41 - 0,39 - 0,28 - 0,26 - 0,25 -
7

0,24 - 0,22. Um bom monitor tem dot pitch inferior ou igual 0,28. No caso dos valores
0,41 e 0,39 são em geral tamanhos indesejáveis, pois o monitor teria uma qualidade
de vídeo ruim. Por exemplo, imagine um jogo com imagem embaçada, ou um texto
em um editor gráfico sem definição de pontos, forçando-o a usar uma resolução
baixa para obter uma boa imagem, sem falar em gráficos da Internet que geralmente
exigem 800x600 com no mínimo 256 cores.

Figura 1-3 Medida de um Dot-Pitch

1.2.4 Varredura em um Monitor

O monitor de vídeo em geral funciona em um esquema chamado de


varredura não-entrelaçada, ou seja, as linhas horizontais são varridas
sequencialmente, diferenciando-se de um sistema de televisão, onde as linhas são
varridas de forma intercaladas. Alguns monitores de vídeo de baixo custo utilizam à
varredura entrelaçada como utilizado em sistema de televisão.
O esquema da varredura não-entrelaçada é apresentado na Figura 1-4.

Figura 1-4 Esquema de varredura não-entrelaçada


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Neste tipo de varredura, quando o feixe de elétrons termina de varrer a tela


por completa e está retomando para varrer uma nova tela, dizemos que o feixe
terminou de varrer um quadro.
A quantidade de quadros que são montados por segundo dá-se o nome de
freqüência de quadro ou freqüência vertical (vertical sync, frame rate ou refresh
rate). Dependendo da marca e do modelo do monitor de vídeo, podemos ter um
maior ou menor número de quadros por segundo. Normalmente, este valor esta
compreendido entre 50 ~ 80 quadros por segundo, ou seja, freqüência vertical de 50
~ 80 Hz.
Quanto maior a freqüência vertical de um monitor de vídeo, mas quadro por
segundo será apresentado. Assim, o monitor de vídeo possuirá um sistema de
deflexão que deverá atender a freqüências maiores de vertical, tendo como
conseqüência, uma maior complexidade na construção do monitor, e mais caro o
monitor de vídeo será.
No caso da freqüência de horizontal, ela é determinada pela resolução do
monitor e sua freqüência vertical. A Tabela 1-4 ilustra diversas freqüências horizontais
para diversos padrões de vídeo e freqüência horizontal.

Tabela 1-4 Resolução, freqüência de horizontal e vertical.


Padrão Resolução Máxima Frequencia Horizontal Frequencia Vertical
MDA 720 x 350 18300 Hz 50 Hz
CGA 640 x 200 15750 Hz 60 Hz
EGA 640 x 350 21500 Hz 60 Hz
VGA 640 x 480 31500 Hz 60 Hz

A Tabela 1-5 ilustra em detalhes as características de alguns monitores


encontrados no mercado, sendo dados as faixas freqüência de horizontal e vertical
para cada monitor.
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Tabela 1-5 Características dos monitores de vídeo atual.

Tomando como exemplo um monitor de vídeo VGA, temos que sua


freqüência horizontal é de 31500 Hz, ou seja, é capaz de fazer a varredura de 31500
linhas por segundo, formando 60 quadros por segundo. Esse monitor é capaz de
10

31500
formar = 525 linhas por quadro. Com esta quantidade de linha o monitor
60
conseguirá reproduzir perfeitamente as resoluções da tabela 1-4.
Para padrões com resoluções maiores, como é o caso dos padrões 800 x
600, 1024 x 768 e 1280 x 1024, a varredura do monitor deverá ser mais rápida, de
modo que consiga apresentar todos os pontos no intervalo de tempo de um quadro,
ou seja, a freqüência de varredura horizontal deve neste caso aumentar.
Muitos monitores de baixo custo ao invés de aumentar a freqüência de
varredura horizontal, diminuem a quantidade de quadros por segundo (freqüência
vertical) que será apresentada, de modo que o produto final continue o mesmo.
Por exemplo, um monitor de vídeo que tenha freqüência de horizontal fixa de
31500 Hz poderia diminuir sua freqüência vertical de 60 para 50 Hz, possibilitando
31500
visualizar a resolução de 800 x 600. Neste caso, como = 630 linhas, a
50
resolução de 800 x 600 poderia ser reproduzida sem problemas. O problema na
diminuição da varredura vertical diz respeito ao aparecimento de cintilação (flicking)
como já comentado em sistema de TV.
Outra forma de apresentar uma maior resolução sem aumentar a freqüência
de varredura horizontal é utilizando a varredura entrelaçada, da mesma maneira
como nos sistemas de televisão.
Os monitores não entrelaçados são mais caros por obrigatoriamente
necessitarem de uma freqüência horizontal e vertical maiores, de forma a evitar a
cintilação.
A Tabela 1-6 ilustra a tabela que relaciona a resolução e a freqüência de
varredura horizontal para alguns padrões de vídeo.

Tabela 1-6 Relação da freqüência horizontal com o padrão de Vídeo


Frequencia Horizontal Mínima (Hz)
640 x 480 31500
800 x 600 37800
1024 x 768 47280
1280 x 1024 65000
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1.3 FUNCIONAMENTO DOS MONITORES

O diagrama em bloco de um monitor de vídeo é apresentado na Figura 1-5.

Drive/Cut-off
Contraste
Brilho

Figura 1-5 Diagrama em bloco de um monitor de vídeo

1.3.1 Fonte de Alimentação

A fonte de alimentação do monitor é uma fonte chaveada, que fornece todas


as alimentações necessárias ao funcionamento do monitor.
Um circuito para gerenciamento de energia também é implementado. Neste
circuito, a informação de ausência de sincronismo é utilizada para desativar a
potência fornecida aos circuitos elétricos do monitor.
A fonte chaveada do monitor tem funcionamento semelhante à fonte
chaveada utilizado em sistema de televisão.
12

1.3.2 Microcontrolador

Os sinais de sincronismo horizontal e vertical são introduzidos no


microcontrolador que tem como função detectar o modo de vídeo, tipo de placa
controladora de vídeo, entre outras informações, de forma a poder efetuar o controle
dos circuitos de deflexão vertical e horizontal para atender a todos os padrões que
são especificados pelas folhas de dados do monitor de vídeo.
O microcontrolador também efetua o controle de brilho e contraste da
imagem, além corrente de preto e ganho dos sinais R, G e B.

1.3.3 Memória Serial EEPROM

É uma memória tipo serial, que pode ser apagada e programada


eletronicamente. A sua função é a comunicação bidirecional entre a placa de vídeo
do computador com o monitor, para fins de configuração automática Plug and Play.
Esta memória armazena informações de ajuste do monitor para todos os
modos de trabalho, que forma que numa eventual mudança de resolução, não seja
necessário a ação do usuário para refazer o ajuste da tela.
A Figura 1-6 ilustra o controlador do sistema de vídeo com suas devidas
entradas.
13

Figura 1-6 Sistema de controle de um monitor de vídeo.

1.3.4 Chaves de Funções

São chaves localizadas no painel frontal, que permitem o controle de ajuste


do brilho e contraste da imagem, além da geometria na tela do monitor.

1.3.5 Controlador de Vídeo

O controlador de vídeo é responsável pelo controle de brilho e contaste, além


de determinar o nível de preto e ganho para o monitor. Em conjunto com o
microcotrolador, possibilita o ajuste da temperatura de cor do aparelho.
Este circuito tem uma terminação de entrada de 75Ω para o correto
casamento de impedância entre o circuito de saída da placa de vídeo do
microcomputador e circuito de entrada do monitor de vídeo.
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1.3.6 Pré-amplificador de vídeo

Os sinais de R, G e B, são conectados em geral a um pré-amplificador de


vídeo, que em muitas das vezes tem a função de isolar a placa de vídeo do
computador do monitor de vídeo. Este circuito em geral é um buffer, que irá fornecer
energia suficiente para excitar o circuito amplificador de vídeo.
No caso da não existência do controlador de vídeo, este circuito tem uma
terminação de entrada de 75Ω para o correto casamento de impedância entre o
circuito de saída da placa de vídeo do microcomputador e circuito de entrada do
monitor de vídeo.

1.3.7 Amplificador de Vídeo

O objetivo do amplificador de vídeo é amplificar os sinais R, G e B, a níveis


compatíveis ao especificado pelos catodos R, G e B, do tubo de imagem.
A Figura 1-7 ilustra um circuito de vídeo do monitor LG CA-119.
O circuito de saída de vídeo possui um circuito integrado para a inserção de
OSD gerado pelo microcontrolador do monitor de vídeo.
15

Figura 1-7 Esquema elétrico do circuito de saída de vídeo de um monitor.

1.3.8 Monitor Analógico ou Digital

De forma geral, não há um consenso na definição do que seja realmente um


monitor analógico e um monitor digital. O que se pode dizer é que o monitor
analógico é aquele que não tem incluso nos seus circuitos eletrônicos o
microcontrolador e memória para realizar o controle digital dos circuitos do monitor.
Dos monitores fabricados até 1995, 90% eram analógicos, tais como o CGA,
EGA, etc, que já tiveram sua fabricação desativada.
Os antigos monitores CGAs recebiam pelo cabo de 9 vias, em um conector
DB9, os sinais de vídeo do computador, enquanto os atuais SVGAs, recebem pelo
cabo de vídeo de 15 vias, DB15, os sinais de vídeo do computador.
Existem no mercado, monitores que contem todas as características digitais,
porém os controles do painel são realizados através de potenciômetros. Esses
equipamentos têm a tecnologia digital em seu interior, porém os controles efetuados
pelo usuário são através de uma interface analógica. Existem também monitores
com painel totalmente digital e com tecnologia digital. Daí a confusão da definição do
que é um monitor analógico e digital.
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1.3.9 Tecnologia Plug and Play

É uma tecnologia (hardware e software) que permite a autoconfiguração dos


periféricos pelo sistema operacional, resolvendo problemas de conflitos que
porventura existam. Além disso, através desta tecnologia, cada periférico plug and
play informa ao sistema operacional quem ele é, tornando a configuração mais
simples e rápida. Para isso, o micro precisa ter um sistema operacional plug and
play instalado (por exemplo, windows 9x), a BIOS dos computador precisa ser plug
and play e, obviamente, os periféricos tem de ser plug and play. Uma das grandes
características dessa tecnologia é a inexistência de jumpers e DIP-switches de
configuração em placas periféricas, como por exemplo, a placa de vídeo.
No caso do monitor de vídeo, quando dizemos que ele é plug and play,
significa que ele é automaticamente reconhecido pelo computador através da placa
de vídeo. Neste caso a placa de vídeo se comunica diretamente com o
microcontrolador, ou ainda, adquire as informações diretamente da memória
EEPROM através de uma comunicação digital.
Para permitir a implementação desta característica em equipamentos de
vídeo, a industria de PC desenvolveu o DDC (Data Display Channel), que permite ao
computador se comunicar com o monitor e outros periféricos.

1.3.10 DDC (Data Display Channel)

DDC (Display Data Channel) é o padrão desenvolvido pela VESA que


possibilitou o surgimento dos monitores plug-and-play. Enquanto os monitores
antigos apenas recebiam os sinais que representavam as imagens a serem exibidas,
como uma impressora, os monitores DDC são capazes de se comunicar com a
placa de vídeo e enviar dados como a marca e modelo, as resoluções e taxas de
atualização suportadas, etc. É isto que permite que o Windows (e também o Linux)
seja capaz de reconhecer corretamente um novo monitor e mostrar apenas as
resoluções suportadas por ele nas configurações de vídeo.
Naturalmente é preciso que tanto o monitor quanto a placa de vídeo sejam
compatíveis com o DDC. Não adianta querer ligar um monitor VGA mono de 93
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numa placa atual, ou um monitor atual numa Trident 9680 ou outra placa antiga que
o recurso não funcionará.
O DDC usa algumas vias do conector VGA convencional para estabelecer
comunicação bilateral entre o PC e o monitor. Esse canal pode ser usado para a
troca de dados necessários ao ajuste das configurações da tela. O DDC é dividido
em: DDC1; DDC2; e DDC2AB.

1.3.10.1 DDC1

É uma conexão simples entre monitor e PC em formato serial unidirecional.


As instruções de resolução, ganho de cor e DPMS (gerenciamento de energia) são
permanentemente armazenadas na memória do monitor em memórias EEPROMs.
Quando o PC é inicializado, ele poderá ler essa informação, de forma a estabelecer
uma capacidade de reprodução de imagem do monitor.
Neste tipo de comunicação, o sincronismo vertical aumenta a freqüência e
funciona como clock durante o tempo de transferência de dados. A Figura 1-8 ilustra
um diagrama de uma comunicação DDC1.

Monitor de Vídeo

SDA

Memória
PC VSYNC
EEPROM

Figura 1-8 Transferência de dados no modo DDC1

1.3.10.2 DDC2 e DDC2AB:

O DDC2 e DDC2AB são comunicações bidirecionais de dados, que possibilita


a troca de dados entre PC e monitor de vídeo, permitindo além da leitura de dados,
o ajuste das configurações do monitor pelo computador. Este tipo de comunicação é
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semelhante ao protocolo I2C já estudado. A Figura 1-9 ilustra este tipo de conexo
entre PC e Monitor de vídeo.

Monitor de Vídeo

SDA

SCL Memória
PC
EEPROM
VSYNC

Figura 1-9 Comunicação entre PC e monitor no modo DDC2.

1.3.11 DPMS

DPMS (Sistema de Gerenciamento de Energia) é um sistema que interpreta


os sinais enviados pelo o PC e os processa em quatro estágios:
• ON (Ligado): É quando o computador está operando normalmente, e
nenhum sinal de controle é transmitido do DPMS para o monitor.
Nesse modo o consumo de energia é determinado pelas
características do sistema (monitor de vídeo).
• Standby (Espera): Quando não existe sinal de sincronismo horizontal
vindo do computador ou do adaptador gráfico e o sincronismo vertical é
enviado normalmente, o monitor entra em um estado de apagamento
de vídeo (vídeo mute) ou modo de espera (standby). Os componentes
internos do monitor permanecem em estado normal e apenas o brilho e
o contraste são reduzidos ao mínimo, sendo que desta forma, apenas
à imagem é afetada. Tocando qualquer tecla ou clicando o mouse
retorna o monitor ao seu estado normal. O consumo do monitor neste
estado é de 80% do modo normal.
• Suspend (Suspensão): Neste modo existe sinal de sincronismo
horizontal vindo do computador ou adaptador gráfico, mas não existe
sincronismo vertical. Nesse modo os circuitos de alta tensão, e
logicamente os de deflexão, estão desligados e o consumo de energia
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é de 30% do modo normal. Novamente, qualquer toque no teclado ou


mouse retorna o monitor ao seu estado normal em aproximadamente 3
segundos.
• OFF (Desligado): O mínimo consumo de energia é obtido nesse
estado em que os sinais de sincronismo horizontal e vertical estão
desabilitados e todos os circuitos internos, com exceção do
microprocessador, estão desligados. O consumo de energia nesse
estado é 5% do modo normal e o tempo de recuperação é de
aproximadamente 5 segundos.

1.3.12 Deflexão em Monitor de Vídeo

O circuito de deflexão deve ser projetado de tal forma que se consiga gerar as
diferentes freqüências de horizontal e vertical. O microcontrolador é responsável
pelo controle deste circuito de forma a configurar o circuito de deflexão de acordo
com a freqüência vertical e horizontal necessária. O microcontrolador neste caso
funciona como um processador de sincronismo.
O processador de sincronismo recebe os sinais de sincronismo horizontal e
vertical vindos da placa de vídeo, de forma, a saber, qual a resolução a ser utilizada,
isto é, a resolução em que o usuário configurou para a placa de vídeo funcionar. A
Figura 1-10 ilustra uma configuração típica para um monitor de vídeo.

(a)
20

(b)
Figura 1-10 Configuração da deflexão horizontal e vertical para diversas resoluções;
Freqüência Horizontal (kHz), Freqüência Vertical (Hz), Períodos relacionados ao horizontal (µs),
e Períodos relacionados ao vertical (ms).

Atualmente os monitores de vídeo têm ajustes externos de formato digital, isto


é, em vez de termos potenciômetros para ajustar a altura e a largura da tela, por
exemplo, temos botões tipo push-button para o controle digital.
Quando a resolução do vídeo é alterada, normalmente precisamos reajustar o
tamanho da tela, posição, etc. É por isso que, em monitores antigos, onde esses
controles eram analógicos, a posição da tela mudava de acordo com a resolução
usada. Em monitores onde o controle é digital, há uma memória, onde os ajustes
são programados. Quando a resolução é alterada, o processador de sincronismo lê
dessa memória os ajustes a serem utilizados nessa nova resolução, mantendo a tela
do mesmo tamanho e posição, independente da resolução utilizada.
O processador de sincronismo comunica-se com o processador de ajustes,
de forma que o monitor carregue corretamente os ajustes de acordo com a
resolução que esta sendo gerada pela placa de vídeo.
O processador de sincronismo é também conectado a fonte de alimentação,
através do circuito de gerenciador de energia, de forma que a fonte de alimentação
do monitor entre em um dos modos DPMS, citado previamente, no caso da ausência
de sincronismo vindo da placa de vídeo.
Em alguns monitores é possível enviar o sinal de sincronismo juntos com o
sinal verde. Essa técnica é chamada SONG (Sync ON Green). Neste caso, não a
conexão de sincronismo horizontal e vertical entre a placa de vídeo e o monitor de
vídeo, fazendo com que a conexão entre a placa de vídeo e o monitor use apenas
três fios (sinais R, G e B) e não cinco (sinais R, G e B, sync horizontal e sync
vertical).
21

1.3.12.1 Circuitos de Deflexão

Os circuitos de deflexão de um monitor de vídeo se assemelham aos circuitos


vistos em sistema de televisão, formado pelos circuitos básicos tais como: oscilador
horizontal, oscilador vertical, circuito de varredura horizontal (amplificador de
corrente e circuito de saída de deflexão horizontal), amplificador vertical e circuitos
para ajuste de geometria. O objetivo é a geração das ondas dente de serra de
corrente nas bobinas de deflexão horizontal e vertical (YOKE), necessários ao
processo de varredura do monitor.
O transformador Flyback também possui a mesma função como visto em
sistema de televisão, onde deverá fornecer a alta tensão ao CRT (HV), bem como as
tensões de screen, focus e tensões auxiliares.
Em alguns monitores, o transistor de saída horizontal é um transistor bipolar,
enquanto em outros, é um transistor MOSFET de potência.
Os componentes que fazem parte da deflexão são extremamente críticos,
onde qualquer alteração deverá ser realizada com a devida análise do circuito.

1.3.12.2 Oscilador Horizontal e vertical

É responsável pela geração de varredura horizontal e vertical. Este circuito


terá as mesmas características apresentadas pelo circuito oscilador de varredura
horizontal e vertical apresentado no sistema de televisão.

1.3.12.3 Driver horizontal

É um circuito que contem um transformador cuja função é fornecer uma


corrente necessária ao circuito de saída horizontal, ou seja, é um amplificador de
corrente.
22

1.3.12.4 Saída horizontal

É um circuito formado por um transistor de potência, cuja função é realizar o


chaveamento de alta potência necessário à deflexão horizontal e circuito de Flyback.

1.3.12.5 Saída Vertical

É um amplificador formado por circuito integrado ou componentes discretos


que tem a função de excitar a bobina de deflexão vertical. O objetivo é fornecer um
sinal que proporcione uma corrente dente de serra necessário a varredura vertical.

1.1.1.1 Ajuste em Monitores de Vídeo

Os ajustes dos monitores de vídeo são similares aos efetuados em sistema


de televisão, sendo este ajuste disponível para uso do usuário de forma a possibilitar
o ajuste de geometria ocorrido devido à mudança do padrão de varredura horizontal
e vertical, ocorrido na mudança de resoluções de trabalho do monitor de vídeo.
Os ajustes comuns em monitores de vídeo são:
• Brilho: ajuste do brilho da imagem, o qual é efetuado muitas das
vezes diretamente na grade de controle, ou no controlador de vídeo;
• Contraste: ajuste do contraste da imagem, que é efetuado no estágio
de pré-amplificação do vídeo ou controlador de vídeo;
• Posição Horizontal: Permite o ajuste da tela em relação à correta
posição horizontal. Este ajuste é efetuado modificando o nível DC da
forma de onda dente de serra da corrente da bobina de deflexão
horizontal. A Figura 1-11 ilustra o ajuste de deslocamento horizontal
.
23

Figura 1-11 Ajuste da posição horizontal.

• Posição vertical: Permite o ajuste da tela em relação à correta


posição vertical. Este ajuste é efetuado modificando o nível DC da
forma de onda dente de serra da corrente da bobina de deflexão
vertical. A Figura 1-12 ilustra o ajuste de deslocamento vertical.

Figura 1-12 Ajuste da posição vetical

• Amplitude Horizontal: Permite o ajuste da largura horizontal correta


da imagem na tela. Este ajuste é efetuado modificando a amplitude da
corrente dente de serra aplicado na bobina de deflexão horizontal. A
Figura 1-13 ilustra o ajuste de largura horizontal.

Figura 1-13 Ajuste da largura horizontal

• Amplitude Vertical: Permite o ajuste da largura vertical correta da


imagem na tela. Este ajuste é efetuado modificando a amplitude da
corrente dente de serra aplicado na bobina de deflexão vertical. A
Figura 1-14 ilustra o ajuste de largura vertical.

Figura 1-14 Ajuste da largura vertical

• Desmagnetização: Realiza a desmagnetização do tubo de imagens


da mesma forma como é feito em sistemas de televisão. O relé que
24

permite a passagem de corrente na bobina é controlado pelo


microcontrolador;

• Rotacional: Permite o ajuste rotacional da tela;

• Almofada (Pincushion): Permite o ajuste de compensação do efeito


almofada ou barril na imagem. Este efeito é apresentado na Figura
1-15.

Figura 1-15 Ajuste de compensação do efeito almofada.

• Trapezóide: Permite o ajuste da imagem de forma a compensar o


efeito trapezóide. Este efeito é apresentado na Figura 1-16.

Figura 1-16 Ajuste para compensação do efeito trapezóide.

• Paralelograma: Permite o ajuste da imagem de forma a compensar o


efeito paralelograma. Este efeito é apresentado na Figura 1-17.

Figura 1-17 Ajuste para compensação do efeito paralelograma

• Temperatura de Cor: Permite a modificação da temperatura de cor do


monitor, sendo permitido ao usuário selecionar dentre algumas opções
de temperatura de cor.
• Ajuste de OSD: Permite o ajuste das características do OSD, tais
como, posição, tempo de exposição, etc.
25

• Ajuste Moiré: É utilizada para ajuste uma distorção indesejável na tela


devido ao efeito moiré. O efeito moiré é um efeito ocorrido quando um
padrão é criado na tela de forma indesejável, sem a intenção de se
criar. Este padrão aparece tipicamente quando há o batimento de duas
freqüências diferente, gerando uma terceira, que é o efeito moiré na
tela. A Figura 1-18 ilustra o ajuste de moiré.

Figura 1-18 Ajuste de moiré horizontal em monitor de vídeo.

A Figura 1-19 ilustra o padrão de vídeo moiré para realização do ajuste


de moiré.

(a)

(b)
Figura 1-19 Padrão Moiré gerado em imagens de teste

• Linguagem: Permite a mudança da linguagem com que se apresenta


o menu na tela do monitor.
26

A Figura 1-20 ilustra um circuito conhecido como base da modulação a diodo,


onde o transistor de controle realiza o controla a distorção em almofada,
paralelograma, balanço.

Figura 1-20 Circuito base da modulação a diodo.

Uma correção leste-oeste (E/W – East/West) é necessária para ajustar de


forma automática a linearidade horizontal, e deve atuar no circuito de deflexão e
circuito de correção de almofada, além de interagir também com a deflexão vertical.
A Figura 1-21 ilustra um circuito de correção E/W.
CI TDA4850

Figura 1-21 Circuito de E/W em um monitor de vídeo.


27

2 TV LCD (PLASMA)

A Figura 2-1 ilustra um diagrama básico de uma TV LCD (Plasma).

Processador Amplif.
Alto-Falante
de Áudio Áudio

Analógico Digital Paralelo


Antena
ou Digital ou serial
R R
G G
Processador B B Painel LCD
Tuner Scaler Clock
de Vídeo Vsync Hsync ou Plasma
Hsync Vsync

Analógico
ou Digital

Entradas de
Fonte de
Vídeo
Alimentação
Externo

Figura 2-1 Diagrama em bloco de um TV LCD

No TV LCD, existe toda a base do sistema de vídeo já estudado em sistema


de televisão analógica colorida, tais como: Sintonizador, Decodificador de Vídeo,
Microcontrolador, etc. A diferença esta no fato de o TV LCD (Plasma) utilizar uma
tela de LCD ou plasma. Neste caso, não há a necessidade de circuito de deflexão
horizontal e vertical, e os sinais de vídeo devem ser entregues em formato digital,
paralelo ou serial de alta velocidade para os painéis de LCD ou Plasma.
Neste caso, um novo circuito é introduzido com a função de interface entre
decodificador de vídeo analógico e painel de plasma, conhecido como Scaler. O
Scaler é um dispositivo responsável por converter informações de R, G e B
analógica em digital, de receber entradas de vídeo digitais e analógicas de maior
resolução que os televisores convencionais, e entregar estas informações ao LCD
em alta velocidade. Em televisores que usam tubo de raios catódicos, a resolução
não ultrapassa 480 linhas.
Com os avanços ocorridos nos últimos anos, o Scaler, decodificador de vídeo
e microcontrolador passam a ser integrados em um único circuito integrado.
28

2.1 SCALER

O Scaler é um componente que deve ter capacidade para receber sinais


analógicos fornecidos pelo decodificador de vídeo PAL/NTSC e converter em sinais
digitais para serem utilizados pelo módulo LCD ou Plasma. Para o Scaler, o painel
LCD e Plasma são tratados da mesma forma, o que possibilita uma plataforma ser
desenvolvida independente do painel, e posterior ser aplicado a qualquer uma das
duas tecnologias.
O scaler deve permite outras entradas de vídeo, tais como: sinais R, G e B
analógico (tipo padrão VGA), DVI (Digital Visual Interface), HDMI, comunicação
RS232, etc.
A saída pode ser RGB em formato paralelo ou em formato serial, utilizando
conexão de alta velocidade como, por exemplo, a conexão LVDS.
A Figura 2-2 ilustra um Scaler da fabricante Gênesis, o GM5221.

Figura 2-2 Diagrama em bloco de um Scaler GM5221.

A Figura 2-3 ilustra um diagrama em bloco interno em detalhes do Scaler


GM5221.
29

Figura 2-3 Diagrama em blocos interno em detalhes do Scaler GM5221

A Figura 2-4 ilustra um diagrama de uma plataforma de desenvolvimento para


aplicações em TV LCD utilizando o decodificador de vídeo da micronas, o chip
vct49xx, e o Scaler GM5221.

Figura 2-4 Plataforma de desenvolvimento para aplicações em TV LCD ou Plasma.


30

A Figura 2-5 ilustra uma estrutura para TV LCD utilizando o one-chip Philips, o
componente da família TDA150xx, e o Scaler PW1306 da fabricante PixelWorks

Figura 2-5 Plataforma de desenvolvimento utilizando um decodificador de vídeo Philips e um


Scaler Pixelworks.

O Scaler possibilita a entrada de vídeo digital e analógica de maior resolução,


mas possui estrutura interna totalmente digital, necessitando desta forma converter
toda informação analogia em informação digital, através de um conversor A/D, para
posterior processamento do sinal.
Com o circuito integrado formado completamente por blocos digitais, várias
características poderão ser implementadas, tais como zoom, progressive scan,
Comb Filter 3D, etc.
Estas características e os tipos de entradas serão explanados nos tópicos a
seguir.
31

3 INTERFACES DE VÍDEO

Muitas interfaces para transferência de vídeo digital entre equipamentos têm


sido desenvolvidas durante estes últimos anos. Os padrões DVI e HDMI são as
interfaces de vídeo digitais mais populares nos produtos de consumo.

3.1 DIGITAL VISUAL INTERFACE (DVI)

Em 1998, o Digital Display Working Group (DDWG) foi formado para realizar
um estudo de um vídeo digital padronizado entre PC e monitores VGA, como
ilustrado na Figura 3-1.

(a) (b)
Figura 3-1 Uso da interface DVI entre o monitor VGA e um PC

A especificação do DVI 1.0 foi liberada em abril de 1999. Projetado para


transferência de vídeo digital em tempo real descomprimido, a interface DVI suporta
resoluções gráficas de PC além de 1600 x 1200 e resolução HDTV, incluindo 720p,
1080i, e 1080p. Em 2003, a indústria de consumo eletrônica começou adicionando
saídas DVI para tocador de DVD e set top boxes a cabo/satélite. Saída DVI também
começou a aparecer em televisão digital e monitores LCD/plasma.
32

3.1.1 Tecnologia

A interface DVI é baseada na interface de Painéis Planos Digitais (DFP -


Digital Flat Panel), com uma melhora, de forma a suportar mais formato e outras
temporizações. O formato DVI também inclui suporte para Proteção de Conteúdo
Digital de Alta Largura de Banda (HDCP - High-bandwidth Digital Content
Protection), uma especificação para deter cópias de conteúdos não autorizadas. DVI
também suporta padrão VESA`s Identificação de Dados de Tela Extendida (EDID -
Extended Display Identification Data), padrão Canal de Dados de Tela (DDC –
Display Data Channel), e Especificação de Tempo em Monitor (DMT - Monitor
Timing Specification).
DDC e EDID (aplicação) habilitam automaticamente configuração e detecção
da tela. O DDC e EDID foram criados para prover capacidade de Plug and Play de
produtos de telas. O dado é armazenado dentro do produto (em um sistema de
armazenamento semelhante ao DDC do monitor), descrevendo o suportado formato
de vídeo. O pedido da informação é requisitado pelo aparelho fornecedor do sinal
DVI. O TV LCD, por exemplo, envia a informação das configuração suportadas, em
requisição ao aparelho fornecedor do DVI. O aparelho fornecedor de DVI então
escolhe o formato da saída dele, levando em consideração o formato do fluxo do
vídeo original e o formato suportado pela tela. O aparelho fornecedor do sinal DVI é
responsável pela conversão do formato necessário para a forma compreensível pelo
TV LCD.
Em adição, o padrão EIA-861 especifica a resolução e temporização
obrigatória e opcional, e como incluir dados tal como razão de aspecto e informação
de formato.

3.1.2 Conexão TMDS

DVI usa uma Sinalização Diferencial com Transação Minimizada (TMDS -


Transition-Minimized Differential Signaling). Neste processo, oito bits de dados de
vídeo são convertidos para uma transição-minimizada de 10bits, balanceado DC,
que é então serializado. O receptor deserializa o dado, e converte ele novamente
33

para oito bits. Portanto, a transferência de dados R, G e B digital requer sinais TMDS
que realizem uma conexão TMDS entre os equipamentos.

“Mapeamento de Dados TFT” é suportado como mínimo requerimento: um


pixel por clock, oito bits por canal, MSB justificado.
Uma ou duas conexão do tipo TMDS podem ser usadas pelos equipamentos,
como mostra a Figura 3-2 e 3-3, dependendo do formato e tempo requerido.

Figura 3-2 Conexão TMDS simples em DVI


34

Figura 3-3 Conexão TMDS duplo em DVI

Um sistema suportando duas conexões TMDS deve ser capaz de chavear


dinamicamente entre formatos requerendo conexão simples e formatos requerendo
conexão dupla. Um conector DVI simples pode lidar com duas conexões TMDS.
Uma conexão TMDS simples suporta resolução e temporização usando um
vídeo com razão de amostra de 25 ~ 165 MHz. Resoluções e temporização usando
amostragem de vídeo de 165 ~ 330 MHz são implementados usando duas conexões
de TMDS, com cada conexão TMDS operando na metade (one-half) freqüência.
Portanto, as duas conexões compartilham o mesmo clock e a largura de banda é
distribuída igualmente entre as duas conexões.
35

3.1.3 Formato de Dados de Vídeo

Tipicamente, dados de 24bits R, G e B é transferido sobre a conexão. Para


aplicações requerendo mais então que 8 bits por componente de cor, a segunda
conexão TMDS pode ser usada para o bit menos significante adicional
Para aplicações em PC, os dados R, G e B tipicamente têm uma faixa de 00H
a FFH, aproveitando toda a faixa de 8 bits. Para aplicações ao consumidor, dados R,
G e B tipicamente têm uma faixa de 10H a EBH (valor menor então que 10H ou
maior que EBH, pode estar ocasionalmente presente devido ao processamento).

3.1.4 Sinais de Controle

Em adição aos dados de vídeo, chips transmissores e receptores de DVI


tipicamente usam até 14 sinais de controle para interface entre um chip e outro
dentro do sistema:
• HSYNC - Sincronismo Horizontal;
• VSYNC – Sincronismo Vertical;
• DE – Habilitação de Dados;
• CTL0–CTL3 - Reservado (conexão 0);
• CTL4–CTL9 - Reservado (conexão 1);
• CLK -1× Clock Amostra.

Enquanto DE é um “1”, o vídeo ativo é processado. Enquanto DE “0”, os


sinais HSYNC, VSYNC e CTL0-CTL9 são processados. Os sinais HSYNC e VSYNC
pode ser uma ou outra polaridade, positiva ou negativa. O fato é que alguns HDTVs
usam a transição de descida do tri nível de sincronismo do YPbPr, em vez então o
centro (borda de subida), para temporização do horizontal. Quando apresentando o
conteúdo do DVI, este resulta dentro de uma imagem deslocada por 2.3%. O
plataforma receptora (TV LCD) deverá possuir a capacidade de ajustar à relativa
temporização do sincronismo extraído do DVI. Alguns TVs de LCD e Plasma não
36

utilizam o DE como temporização de referencia, usando uma outra forma de


sincronismo.

3.1.5 Conector Apenas Digital (DVI-D)

O conector DVI apenas digital, que suporta operação com conexão TMDS
duplo, contem 24 contatos arranjados como três linhas de oito contatos, como
mostrado na Figura 3-4.

Figura 3-4 Conector DVI-D

A Tabela 3-1 lista a função de cada pino.

Tabela 3-1 Função dos pinos do conector DVI-D


37

3.1.6 Conector Analógico-Digital (DVI-I)

Em adição aos 24 contatos usados pelo conector DVI somente digital, o


conector de 29 contatos analógico/digital possui 5 contatos adicionais para suportar
o vídeo analógico como mostrado na Figura 3-5

Figura 3-5 Conector DVI-I

A Tabela 3-2 lista a função de cada pino do conector.

Tabela 3-2 Função dos pinos do conector DVI-D

• HSYNC - Sincronismo Horizontal;


• VSYNC - Sincronismo Vertical;
• RED - Vídeo Analógico da cor Vermelho;
• GREEN - Vídeo Analógico da cor Verde;
38

• BLUE - Vídeo Analógico da cor Azul;


• Shield - Blindagem.
A operação dos sinais analógicos é a mesma do padrão VGA.
DVI-A é disponível como conector plug (macho) apenas e possui pino
compatível com os pinos analógicos do conector DVI-I. DVI-A é somente usado em
adaptação de cabos, onde há a necessidade de converter para ou de um sinal VGA
tradicional.

3.2 HDTV

Alta Definição (HD - High Definition) refere-se a um vídeo de alta resolução


definido como tendo 720 linhas ativas na varreduras em modo progressivo (720p) ou
1080 entrelaçado (1080i). Para uma tela com razão de aspecto de 16:9, a resolução
ativa é de 1280 x 720p ou 1920 x 1080i, respectivamente.
O sistema de TV digital permite a transmissão de programas em resoluções
maiores (HD), aumentando consideravelmente a qualidade da imagem da TV. Para
usar essas resoluções maiores, no entanto, é necessário que você tenha um
aparelho de TV de alta resolução, mais conhecido como HDTV (TV de alta
definição).
Os aparelhos de TV atuais podem sintonizar canais do sistema digital usando
um conversor sem problemas, mas ficam limitados à resolução padrão da TV, que é
de 480 linhas usando varredura entrelaçada (480i, ver tabela abaixo).
Os aparelhos de HDTV já existem, só que o problema é que a transmissão de
TV atual usa a menor resolução possível. No exterior, onde a TV digital já é uma
realidade, alguns programas de TV – em alguns casos, a programação completa – já
estão sendo transmitidos em resoluções maiores para os telespectadores que
possuem aparelhos de HDTV. A resolução usada varia de acordo com a emissora.
Nos EUA, por exemplo, alguns programas da HBO e da CBS são passados em
1080i, enquanto que a resolução usada pelos programas transmitidos em formato
HDTV na Fox é a 480p e na ESPN HD – que é um canal que transmite a
programação inteira no formato HDTV – é a 720p.
39

Os aparelhos de HDTV são capazes de operar em três resoluções: 480, 720


e 1080 linhas. O modo de varredura pode ser entrelaçado (também chamado "i", de
interlaced) ou não-entrelaçado (também chamado "p", de progressive).
Tecnicamente falando, exibição em HDTV é definida como sendo exibição de no
mínimo 720p ou 1080i, o que possibilita aparelhos de exibição em alta resolução
trabalhar em alta definição com resolução de 1024 x 1024p, 1280 x 768p, 1024 x
768p, e assim por diante.

3.2.1 Compressão de Vídeo e Áudio

Avanços recentes nos produtos de consumo, tal como TV digital, tocador de


DVD e gravadores digitais, e assim por diante, foram possíveis devido a
possibilidade da compressão de áudio e vídeo baseado largamente em vídeo
MPEG-2 com Dolby® Digital, DTS®, MPEG-1 ou áudio MPEG-2.
Novos Codificadores de áudio e vídeo (CODEC), tal como MPEG-4 HE-AAC,
H.264 e SMPTE VC-9, oferecem melhores compressões que os CODECs anteriores
para uma mesma qualidade de imagem. Estes avanços estão permitindo novos
meios de conteúdo de distribuição, que são introduzidos em aparelhos de consumo,
que possibilita mais canais a cabo/satélite.

3.2.2 RGB HDTV

A interface RGB HDTV possui a mesma especificação da interface RGB


apresentado previamente, apresentando resolução com pelo menos 720i ou 1080p.

3.2.3 YPbPr HDTV

A interface YPbPr HDTV possui a mesma especificação da interface YPbPr


apresentado previamente, apresentando resolução com pelo menos 720i ou 1080p.
40

3.3 HDMI

O HDMI é uma Interface Multimídia de Alta Resolução (HDMI - High Definition


Multimedia Interface).
Embora DVI trata de transferência de sinais de vídeo digital RGB não
comprimidos em tempo real para monitores e televisão em alta definição, a industria
de consumo preferiu uma solução mais flexível, que é baseado na tecnologia DVI.
Em abril de 2002, um grupo de trabalho formado pela Hitachi Matsushita Electric
(Panasonic), Philips, Silicon Image, Sony, Thomson e Toshiba estabeleceu o padrão
HDMI.
O HDMI é capaz de substituir 8 cabos de áudio (7.1 canais de áudio) e até 3
cabos de vídeo com um simples cabo, como ilustrado na Figura 3-6.

Figura 3-6 Uso do HDMI na eliminação de cabos na conexão de produtos de consumo.

Em 2004, a indústria de produtos de eletrônica de consumos iniciou a


inserção de saídas HDMI dos tocadores de DVD e set-top boxes a cabo/satélite.
Assim, entradas HDMI começaram a aparecer em televisão digital e monitores
LCD/Plasma, com aumento do uso esperado para os anos seguintes. A interface
HDMI, quando se utilizando um adaptador adequado, é compatível com
equipamentos DVI. Porém, as características avançadas do HDMI, tal como áudio
digital e controle da eletrônica de consumo (usado para permitir troca de comandos
entre equipamento) não são disponíveis.
41

3.3.1 Tecnologia

A interface HDMI, baseado no DVI, suporta o padrão Identificação Estendida


dos Dados da Tela (EDID – Extended Display Identification Data) e o padrão DDC
(usado para ler EDID).
Em adição, o padrão EIA-861 especifica a resolução e temporização
obrigatória e opcional suportada, e como incluir dados, tal como razão de aspecto e
o formato das informações.
HDMI também suporta a especificação HDCP.
O conector “Tipo A” de 19 pinos usa uma conexão simples TMDS e pode
então carregar sinais de vídeo com uma razão de amostragem de 25 ~ 165 MHz. O
vídeo com razão de amostragem abaixo de 25 MHz (por exemplo, 13.5 MHz 480i e
576i) é transmitido usando um esquema de repetição de pixel. O conector “Tipo A” é
pequeno conector e bem adequado para dispositivos de consumo devido ele ter
pequeno tamanho.
Para suporta vídeo com razão de amostragem maior que 165 MHz, a
capacidade de conexão dupla do conector “Tipo B” de 29 pinos projetados para o
mercado de PC deve ser usado.
A figura xx ilustra um típico conector HDMI em comparação com o conector
DVI.

Figura 3-7 Conector HDMI versus conector DVI.

A Tabela 3-3 apresenta a função de cada pino do conector HDMI “Tipo A”


42

Tabela 3-3 Funções dos pinos em um conector HDMI “Tipo A”.


Pinos Função
1 TMDS Data2+
2 TMDS Data2 Shield
3 TMDS Data2
4 TMDS Data1+
5 TMDS Data1 Shield
6 TMDS Data1–
7 TMDS Data0+
8 TMDS Data0 Shield
9 TMDS Data0–
10 TMDS Clock+
11 TMDS Clock Shield
12 TMDS Clock–
13 Reservado (N.C. no dispositivo)
14 CEC
15 SCL
16 SDA
17 Terra DDC/CEC
18 + 5V
19 Hot Plug Detect

A tabela xx ilustra a pinagem do conector HDMI “Tipo B”.

Tabela 3-4 Funções dos pinos em um conector HDMI “Tipo B”.


Pinos Função
1 TMDS Data2+
2 TMDS Data2 Shield
3 TMDS Data2-
4 TMDS Data1+
5 TMDS Data1 Shield
6 TMDS Data1-
7 TMDS Data0+
8 TMDS Data0 Shield
9 TMDS Data0-
10 TMDS Clock+
11 TMDS Clock Shield
12 TMDS Clock-
13 TMDS Data5+
14 TMDS Data5 Shield
15 TMDS Data5-
16 TMDS Data4+
17 TMDS Data4 Shield
18 TMDS Data4-
19 TMDS Data3+
20 TMDS Data3 Shield
21 TMDS Data3-
22 CEC
23 Reservado (N.C. no dispositivo)
24 Reservado (N.C. no dispositivo)
25 SCL
26 SDA
27 Terra DDC/CEC
28 +5V
29 Hot Plug Detect
43

A Figura 3-8 ilustra a dimensão mecânica dos conectores Tipo A e B

(a)

(b)
Figura 3-8 Receptáculo do conector HDMI (a) “Tipo A” e (b) “Tipo B”

3.3.2 Formato de Dados de Vídeo.

HDMI suporta RGB, 4:4:4 YCbCr e 4:2:2 YCbCr. Até 24 bits por pixel podem
ser transferido. Para os dados YCbCr e todas as outras resoluções RGB, tem uma
faixa de dado de 10H – EBH.

3.3.3 Formato de Dados de Áudio

Levado pelo padrão de Áudio-DVD, o áudio suportado consiste de 1 – 8


fluxos de dados não comprimidos, com razão de amostragem de até 48, 96 ou 192
kHz, dependendo do formato de vídeo. Ele pode alternativamente carregar um áudio
multi-canal comprimido com fluxo de dados em razão de amostragem de até 192
kHz.
44

3.4 RS232

O RS-232 (conhecido também por EIA RS-232C ou V.24) é um padrão antigo


que continua ainda a ser utilizado por o seu uso ser simples e baixo custo de
conexão.
Como qualquer outro dispositivo de transmissão em série, os bits são
enviados um a um, sequencialmente, e normalmente com o bit menos significativo
primeiro (LSB). Por ser um protocolo assíncrono, ou seja, sem clock, é da
responsabilidade do emissor e do receptor efetuarem a respectiva sincronização
para saber quando cada bit é iniciado e finalizado.
Na sua forma padrão, o RS-232 usa dois sinais de controlo, o RTS (Ready To
Send) e o CTS (Clear To Send) para efetuar o controlo do fluxo por hardware.
Basicamente, quando o emissor deseja começar a enviar, o pino RTS é sinalizado
para tal. O receptor, ao perceber que o emissor quer enviar dados, prepara-se para
receber estes colocando o pino CTS no nível alto confirmando o envio
(Acknowledge). Só depois de receber o sinal do CTS, o emissor pode começar a
transmitir.
De forma resumida:
• Emissor quer enviar → Receptor ouve → Emissor recebe autorização
→ emissor envia os dados → receptor recebe os dados.

A Figura 3-9 ilustra um cabo típico para conexão entre dispositivos que
utilizam a comunicação RS232.

Figura 3-9 Cabo para conexão RS232.

A interface Serial é composta por 2 tipos de cabos: o DB25, que já não é


utilizado, e o DB9 que é o utilizado pelos microcomputadores, conhecida como porta
serial ou porta série.
45

O conector DB9, constituído de 9 pinos, é ilustrado na Figura 3-10 e a


descrição de cada pino é efetuado a seguir.

Figura 3-10 Conector DB9

• GND (pino 5): GND;


• Carrier Detect (pino 1): mais conhecido por CD. Basicamente é um
sinal que o modem envia para “dizer” que está recebendo dados (este
pino só tem relevância em modem);
• Ring Indicator (pino 9): tal como o CD, também só tem grande
relevância em modem. Tem como função básica indicar quando vem
uma chamada.
• Data Terminal Ready (pino 4): conhecido por DTR , é o oposto a DSR
(explicado adiante). Basicamente o computador diz ao hardware que
utilize este sinal, que este está pronto para ligar.
• Data Set Ready ou DSR (pino 6): este pino é oposto ao do DTR, ou
seja, o hardware diz ao computador que está preparado para
comunicar.
• Clear To Send (pino 8): mais conhecido por CTS. A função deste pino
é basicamente indicar que a linha está ou não está preparada para
receber dados, ou seja, o sinal é emitido pelo hardware para informar
que a linha esta limpa para receber dados.
• Request To Send ou RTS (pino 7): é feito um pedido ao receptor com
este sinal como forma de verificar se o computador ou dispositivo
transmissor poderá enviar os dados.
• Receive Data ou RD ou mesmo RxD (pino 2): é a entrada da porta
serial.
• Transmit Data ou TxD (pino 3): é o inverso do RD, ou seja, é o pino
que envia dados ou saída da porta série.
46

3.4.1 Como Funciona

Para cada byte existe bit de início e fim de transmissão (start e stop); o mais
comum é utilizar-se 1 bit de início e 1 bit de parada, mas é possível encontrar
aplicações que utilizam 1,5 ou 2 bit de início/parada. A Figura 3-11 ilustra como a
transmissão de um byte ocorre.

Figura 3-11 transmissão de 1 byte em comunicação serial.

Como comentado previamente, esta transmissão é assíncrona. A velocidade


de comunicação deve ser ajustada nos dois dispositivos inicialmente, cada um deles
sabe quanto tempo um bit demora para ser transmitido, e é com base nisto que a
identificação dos bit é possível.
No transmissor o envio basicamente resume-se à enviar um bit de início,
aguardar um tempo, e enviar os próximos 8 bit + bit de parada, com o mesmo
intervalo de tempo entre eles.
No receptor, após a primeira borda de descida (nível lógico de "1" para "0")
(start bit) o receptor sabe que uma seqüência de mais 8 bit de dados + bit de parada
chegará. Ele também conhece a velocidade de transmissão, então tudo que ele
precisa fazer é aguardar o tempo de transmissão entre cada bit e efetuar a leitura.
Após receber o bit de parada, a recepção encerra-se e ele volta à aguardar o
próximo start bit.
Nos microcontroladores modernos todo este trabalho normalmente é efetuado
por uma UART (Universal Asynchronous Receiver Transmitter). Este periférico
encarrega-se de efetuar todo o controle e apenas gerar interrupções quando um
byte é recebido. No entanto, algumas vezes o microcontrolador utilizado não possui
uma UART. Nestes casos é possível implementar uma interface serial através de
software, tratando a seqüência de transmissão e recepção descrita previamente.
47

Na interface RS232 o nível lógico "1" corresponde à uma tensão entre -3V e -
12V e o nível lógico "0" à uma tensão entre 3V e 12V. Valores de tensão entre -3V e
+3V são indefinidos e precisam ser evitados. O estado idle da linha é 1 lógico (-V).
Porém a grande maioria dos periféricos que trabalham com portas serial não
utilizam o padrão RS232 para níveis elétricos diretamente. Portanto é sempre
necessário um circuito de conversão de nível TTL/RS232. O circuito integrado mais
comum para efetuar esta conversão, de baixo custo, é o MAX232 que possui
alimentação TTL.

3.4.2 ITU656 – Formato do Fluxo de Vídeo Digital

Digitalizar um sinal de composto requer um conversor analógico para digital


(ADC). Alguns circuitos de entradas de produtos com tal processamento requerem
um circuito de clamp (limitador) de forma a garantir que o sinal a ser digitalizado
estrá dentro dos limites especificado pelo conversor ADC. Um decodificador de
vídeo é um circuito integrado especializado que efetua todo este processo de
digitalização e limitação do sinal. Assim, o sinal de vídeo amostrado pelo conversor
ADC esta em um formato digital padrão.
O padrão ITU-R BT601 descreve o fundamentos do processo de digitalização
de vídeo que deverá ser efetuado por um dispositivo. O padrão ITU-R BT656
portanto especifica uma interface paralela digital de 8 bits. Ambos os padrões
referen-se a um vídeo digital amostrado no formato 4:2:2. A terminologia 4:2:2
simplesmente significa que durante a amostragem do vide, o sinal de luminância é
digitalizado em toda posição de píxel (a uma razão de amostragem de 13.5 MHz) e
os componentes de croma (Cr e Cb ou R-Y e B-Y) são sub-amostrado por um fator
de 2 (6.75 MHz cada). Esta sub-amostragem é possível visto que o olho humano é
menos sensível a resolução cor. O benefício deste padrão, é que um fluxo de dados
4:2:2 é 2/3 o tamanho de dado completo ( caso fosse amostrado em cada pixel as
três componentes Y, Cb e Cr).
A Figura 3-12 ilustra o processo de amostragem.
48

Figura 3-12 Fluxo de dados digital ITU-R BT656.

Como apresentado na figura, todos dos 720 pixel amostrados tem um valor Y,
Cb e Cr, exceto que os dois últimos, componentes Cb e Cr são amostrados de forma
intercalada. O resultante deste processo é o padrão BT656 de fluxo de dados, que
amostra de forma concatenada estes 8 bits de luma e as amostras de croma. A
razão de amostra do fluxo de dados BT656 é de 13.5 MHz + 2x6.75 MHz = 27 MHz.

3.5 COMB FILTER

Em um separador de luminância e crominância comum encontrados nos


típicos processadores de vídeo, a informação de alta freqüência da luminância é
tratado como crominância, sem a tentativa de fazer diferença entre os dois. Como
resultado, a informação de luminância é interpretada como informação de
crominância (o que chamamos de cross-color) e passa pelo demodulador de
crominância para recuperar a informação de cor. O demodulador, da forma que é
implementado, não consegue diferenciar entre crominância e luminância, assim, ele
gera cor onde a cor não deveria existir. Portanto, ruídos ocasionais são gerados na
tela.
O comb filter é uma tentativa de melhorar a separação de crominância e
luminância em custo a uma redução da resolução vertical da imagem. O comb filter
49

tem este nome por ter uma resposta em freqüência luminância e crominância que
parece um pente (comb). Idelamente, esta resposta em freqüência deverá estar
casada com o intervalo de luminância (sinal de crominância), como mostrado na
Figura 3-13.

Figura 3-13 Espectro de freqüência do sinal de Y e C.

O Comb filter moderno tipicamente utiliza uma técnica onde são usados duas
linhas de atraso para armazenar as informações das duas ultimas linhas de vídeo
(semelhante à linha de atraso usado no sistema PAL M) e a partir daí processar o
sinal para filtragem da croma. Usando mais que duas linhas de atrasos, resultam em
uma maior filtragem vertical, que se traduz em redução menor resolução vertical.
A Figura 3-14 ilustra um diagrama típico de um comb filter de duas linhas de
atraso.

Figura 3-14 Comb Filter com duas linhas de atraso.


50

3.5.1 Comb Filter 3D

O filtro comb 3D (comb filter 3D) separa os sinais da luminosidade e da cor


num domínio 3D para eliminar o cruzamento de cores, o cruzamento de luminância e
a distorção horizontal dos pontos. O comb filter 3D executa comparações campo a
campo da imagem televisiva para separar, com precisão, a cor da informação
monocromática e retirar os pontos perdidos horizontal e verticalmente, assim como
os pontos da distorção horizontal. O resultado é uma imagem extremamente nítida.
Este método de separação é também chamado de separação por inter-
campo Y/C, e usa os dados do vídeo composto do campo corrente e dos dois
últimos campos (para o caso NTSC), ou quatro campos (para PAL). Adicionando
estas informações, o sinal de crominância é eliminado, deixando somente o sinal de
luminância. Subtraindo as duas informações, elimina a luminância, deixando
somente a crominância.
Para o Sistema PAL, um projeto adequado pode ser alcançado trocando a
linha de atraso, por campo de atraso. Esta técnica fornece uma separação próxima a
separação ideal para imagens estacionárias. Porém, se há uma mudança entre
campos, o resultante da separação Y/C é errônea. Por esta razão, separadores
inter-campo não são usualmente usados, a não ser como parte de comb filter 3D
adaptativo ao movimento.

3.5.2 Comb Filter Adaptativo ao Movimento

Uma implementação típica de um comb filter 3D (inter-campo) adaptativo ao


movimento é mostrado na Figura 3-15.
51

Figura 3-15 Diagrama em bloco de um circuito Comb Filter 3D.

Um diagrama em bloco de um circuito detector de movimento é apresentado


na Figura 3-16.

Figura 3-16 Detector de movimento simples.


52

4 TV DIGITAL

A televisão digital é a nova sensação do momento na área tecnológica; podemos afirmar que a
TV brasileira se prepara para um futuro próximo, substituir sobremaneira a atual televisão
analógica.
Com o advento da TV digital, o telespectador vai ter em sua residência uma imagem
sem distorção, sem aquele tradicional chuvisco, com uma tela maior, oferecendo a imagem
com melhor resolução, nos dois modos; sistema padrão digital ou em alta definição, que
este é de aproximadamente até cinco vezes a resolução atual e com o áudio na qualidade de
um compact disk.
Ao contrário do que alguns leitores pensam, a televisão digital não é o mesmo que TV
de alta definição. O HDTV é apenas uma opção entre os múltiplos avanços tecnológicos das
plataformas digitais que a transmissão DTV pode oferecer.
O HDTV possui um formato de vídeo com um número maior de linhas de resolução
do que um televisor analógico atual, tanto nos sistemas PAL, NTSC ou SECAM e seus
diversos padrões.
O formato da tela do televisor na transmissão digital é o mais adequado à vista do ser
humano, e foi padronizado nas dimensões proporcionais 16:9. Enquanto que nós sabemos que
o formato analógico é de 4:3. Lembrando que estes números são chamados de relação de
aspecto.
O sistema de som é bastante diversificado pois além de ter o som surround 5.1, isto é,
possui 5 canais digitalizados e mais um canal a parte para a produção dos efeitos especiais,
como subwoofer, e pode-se também selecionaro sistema Dolby virtual ou estéreo
convencional.
A resposta de tanta tecnologia envolvida, traz para o telespectador uma TV com um
som envolvente e uma qualidade de imagem só comparáveis ao que temos hoje no cinema.
Enfatizando ainda mais o produto final da TV digital, convém lembrar que o mesmo
permite integrar diversos equipamentos eletrônicos aumentando assim a criação de novas
possibilidades e aplicações de multimídia.
A TV digital tem a possibilidade de portabilidade do receptor com a TV móvel,
programas e informações com interatividade com redes de telefônica celular de última
geração, em microcomputadores do tipo PC ou Palmtops.
53

Os receptores de TV analógicos atuais não funcionam com o sistema de transmissão


digital. Entretanto a mudança dos sistemas será gradual e acreditamos que os dois sistemas
analógico e o digital coexistirão por algum tempo, até que todos os telespectadores tenham
acessos aos receptores modernos digitais ou aos decodificadores também chamados de Set
Top Box.
Com relação a interatividade, haverá uma grande transformação no modo de assistir
TV. Esta nova e emergente tecnologia permitirá o telespectador assistir por exemplo uma
partida de futebol,com a seleção de diversos ângulos do estádio, saber o preço de uma roupa
que por ventura o ator de uma novela esteja assistindo, terá acesso a Internet, home banking,
email, etc.

1.1 Evolução da TV Digital


O formato da tela da TV não apareceu por acaso, estudos psicovisuais formalizaram as
dimensões proporcionais para um melhor ângulo de visão panorâmico ao telespectador,
oferecendo assim o conforto visual.
O primeiro projeto de HDTV realizado pelos japoneses denominado de muse tinha a
relação de aspecto de 5:3 (sistema analógico). Lembramos que a TV analógica de todo o
mundo possui o formato de 4:3. Entretanto houve muitas variações, tendo em vista a
compatibilidade com o cinema. A Disney produziu muitos filmes no formato 5:3, entretanto
outras empresas de produção do cinema, adotaram o formato 16:9, que está entre as relações
de aspecto 5:3 e 4:3.
O formato 2:1 está sendo implantado em alguns casos tendo em visa a influências do
produtor Spielberg ligado a TV de alta definição.
O objetivo da TV digital é normalizar um formato panorâmico com maior qualidade,
maio número de linhas portanto um grande número de pixels na tela. Para atender esta
demanda, surgiram assim a TV digital (DTV) como: Alta definição (HDTV) e a definição
standard (SDTV).
No sistema SDTV, têm-se uma melhoria de imagem comparando-se com a atual
analógica, oferecendo uma melhor resolução e consequentemente uma melhor qualidade de
vídeo.
No sistema HDTV, teremos uma melhoria de até cinco vezes a STDV, com número
expressivo de linhas de resolução.
54

As emissoras de televisão poderão selecionar o tipo de transmissão; STDV ou HDTV,


de acordo com o tipo de programação, que assim desejar.
A TV digital tem outra vantagem que ainda não foi citada, que é a multiplexação das
fontes de transmissão, também chamada de Multicasting, que é a transmissão simultânea de
dois programas no ar, um no tipo SDTV e outro em HDTV, dividindo-se a mesma faixa de
freqüência utilizada por um canal analógico.
Na realidade já se pode transmitir dois programas SDTV e outros dois em HDTV no
mesmo canal sem que haja interferência entre si.

1.2 Sistemas DVB, ATSC e ISDB


Muitas pesquisas foram desenvolvidas no mundo para o desenvolvimento dos sistemas de TV
digital.
Estudos mais remotos definiram na Europa o DVB que significa Digital Vídeo
Broadcasting, já está em pleno funcionamento desde o ano de 1998, com a banda passante de
6MHz e 8MHz.
Uma de suas características é a de possuir a relação de aspecto de 4:3 com varredura
entrelaçada, pixels com formato retangular e também com a opção no formato 16:9, e a
modulação é o COFDM .
Para o sistema americano foi dado o nome de ATSC que significa Comitê do Sistema
de TV avançado, que utiliza a modulação 8 VSB (Banda Lateral Vestigial de 8 níveis).
Um terceiro sistema surgiu no Japão e foi denominado de ISDB que significa Serviços
Integrados de Radiofusão.
As características principais deste sistema é que pode ser recebido por receptores
móveis, ou seja, TV no automóvel, sem a mínima degradação do sinal, e utiliza a modulação
idêntica do DVB, que é a COFDM.

2 COMPRESSÃO DE VIDEO

2.1 DIGITALIZAÇÃO
55

A digitalização, como é conhecimento geral, consiste na conversão de um sinal analógico em


um sinal composto por dois níveis, popularmente zeros e uns. A informação passa a estar
contida na amplitude relativa do sinal e não mais na sua forma de onde. A conversão
analógica/digital normalmente se faz em três etapas:
a) Amostragem (sampling) – é a representação do sinal em intervalos discretos no tempo;
b) Quantizagem (quantization) – onde são atribuídos valores para cada amplitude do sinal
amostrado;
c) Codificação – é a conversão para um número binário. Para a conversão, o método de oito
bits é o mais usado, podendo fornecer 256 níveis de sinal. Isto é mais do que suficiente já que
o olho humano reconhece cerca de 200 níveis de variação de luminância.

Figura 2.1 – Sinal amostrado.

2.2 Notação A:B:C


O olho humano é mais sensível a luminância do que a croma, razão pelo qual nos sistemas
analógicos a croma ocupa uma banda que é aproximadamente um terço da ocupada pela
luminância. São utilizados então para representar o sinal de luminância (Y) mais elementos de
imagem (pixels) ou seja, maior resolução e, para representar cada uma dos componentes da
cor (Cr ou Cb) um número reduzido de pixel onde Cr corresponde o sinal de croma vermelho,
Cb o sinal de croma azul e sinal Y é o sinal de luminância, sinal monocromático.
A notação A:B:C, para formatos de amostragem, foi introduzida pela União
Internacional de Telecomunicações (ITU) e tem tomado como exemplo o formato 4:2:2, o
seguinte significado; 4 amostras do sinal Y, para 2 amostras de Cr e 2 amostras de Cb.
56

Vários formatos foram propostos como: 4:2:0; 4:1:1 de 3:1:1, porém o utilizado nos
sistemas de vídeo DVD e televisão digital é o formato 4:2:2, como pode ser visto na Figura
2.2.

720 Pixels 360 Pixels 360 Pixels

LUMINÂNCIA CROMA CROMA


486 Pixesl (Y) 486 (Cr) 486 (Cb)
Linhas Linhas

Picture Rate : 60 campos por segundo


Active Picture Bit-rate:
8 bits: (720 + 360 + 360) x 486 x 8 x 30 = 168 Mbps

Figura 2.2 Formato 4:2:2

2. 3 Freqüência de Amostragem
Investigações feitas na faixa compreendida entre 12 e 14,3MHz, tomando como quesitos a
qualidade da imagem digitalizada, o custo de implementação e a compatibilidade com sinais
de vídeo digital no formato composto, entre outros, resultaram na escolha de 13,5 MHZ para
amostragem do sinal Y e 6,75 MHz ou seja, a metade, para os componentes de croma a que
esta de acordo com o teorema de Nyquist já que a máxima freqüência de vídeo atinge 4,2Mhz
e para croma 1,5Mhz.
57

13,5 MHz
Referência

x
1/6

Freqüência de x x x
linhas 1/143 1/143 1/144

NTSC-M PAL-M PAL

Subportadora x x x
de croma 914/4 914/4 1135/4 + 1/625

3,579545 MHz 3,57561149 MHz 4,433618 MHz

Figura 2.3 Freqüência de amostragem, varredura e sub-portadora de croma.

A Figura 2.3.1 mostra dois métodos para a obtenção de componentes na forma digital. No
primeiro os componentes Ey, Er e Eb são inicialmente introduzidos em um circuito matriz e
então renormalizados gerando as componentes, ainda em forma analógica, Ey, Ecr e Ecb.
Essas componentes são filtradas e convertidas para a forma digital (PAM). No segundo
método os componentes são inicialmente filtrados, convertidas para forma digital e
posteriormente processadas gerando os componentes Y, Cr, Cb. Os filtros utilizados visam
preservar a faixa dos sinais de vídeo em banda base, bem como controlar o nível máximo de
interferência entre os espectros do sinal amostrado (aliasing). A cada amostra do sinal de
vídeo são atribuídos oito bits, resultando em 256 níveis de quantização disponíveis para a
representação da amplitude do sinal dos quais dois deles (00h e FFh) são reservados para
sincronismo no protocolo de dados digitais.
58

Ey

FILTRO BP
Er Y

MATRIZ
Ecr A/D
Eg Cr
NORM Ecb
Eb Cb

13,5 MHz 6,75 MHz

FILTRO BP

Er Y

MATRIZ
A/D
Eg Cr
NORM ___/ __
Eb Cb

13,5 MHz 6,75 MHz

Figura 2.3.1 Obtenção das componentes na forma digital

2.4 Necessidade de Compressão


Fica bastante claro, através de rápida análise nos valores das freqüências envolvidas, que uma
transmissão de vídeo nessas condições é proibitiva em virtude das altas taxas de bits
necessárias. Do mesmo modo, os processos de armazenagem exigiriam memórias colossais. A
Tabela 2.1 exibe valores para um sinal de vídeo com 4,2 MHz de banda de formato 4:2:2.

PARAMETRO AMOSTRAS POR LINHAS AMOSTRAGEM CODIFICAÇÃO TAXA DE SAÍDA


Luminância (Y) 858 13,5 MHz 8 bit PCM 108 Mbps
Sinais diferenças Cr, Cb 429 7, 75 MHz 8 bit PCM 54 Mbps
Taxa do Sinal Composto (Não comprimido) 216 Mbps

Tabela 2.1 – Taxa de bits para transmissão de vídeo sem compressão.

A compressão tira proveito da limitação do olho humano e se vale do fato de que os


elementos de imagem (pixels) são altamente correlacionados espacial e temporalmente com
seus vizinhos. Esta alta correlação significa redundância elevada. Pode-se então relatar três
tipos de redundância.
59

Redundância espacial: Dentro do mesmo frame muitas amostras (pixels) tem valores
similares. Em exemplos práticos, cenas que exibem céu, mar e paredes lisas são altamente
redundantes.

Redundância temporal: A diferença de tempo entre frames adjacentes de 0,0033 seg devido
a esse curto intervalo de tempo, pouca coisa ou até mesmo nada muda na imagem. Em uma
cena onde a câmera e o fundo permanecem estáticos e um objeto ou pessoa se move, quase
todos os pixels serão idênticos de um frame para o outro. Desde modo existe alta correlação
entre um pixel de um frame com o pixel do frame adjacente que ocupa a mesma posição.

Redundância estatística: Os sinais de vídeo contém muita informação regularmente


repetida (sincronismo, apagamentos) assim, a probabilidade estatística da próxima amostra ter
uma relação conhecida com sinais precedentes pode ser explorada para reduzir a quantidade
total de dados.

O formato 4:4:4 representa o mesmo número de informações que um sistema


analógico RGB representaria caso fosse digitalizado, portanto não há compreensão . No
formato 4:2:2 a informação de croma foi reduzido a metade do original, e no formato 4:2:0 foi
reduzida a um quarto a informação de croma original. Podemos observar que a informação de
luminância não sofreu compressão, isso porque pesquisas foram realizadas e concluiu-se que
o olho humano é mais perceptível a mudanças de luminância e, menos sensível a variações de
croma.
Existem vários formatos de vídeo digital e cada qual possui determinada taxa de bits
por exemplo, um sistema de alta definição possui uma taxa seis vezes maior que o standard.
Com isso concluímos que não adianta sabermos a taxa de bits sem sabermos qual taxa de
compressão foi utilizada.

A informação não redundante, ou seja, a essencial é chamada de entropia.


A entropia num sinal de vídeo é variável, por exemplo uma gravação de um sinal de
vídeo digital que mostra um repórter de televisão dando notícias, como é uma imagem com
pouco movimento ( a maior parte das informações se repetem) há muita redundância e pouca
entropia.
60

Se a entropia não for transmitida, haverá perda de qualidade na imagem reproduzida.


Desta forma, é arbitrado entre uma taxa constante de bits por canal com uma variável
qualidade de imagem ou uma qualidade constante de imagem com uma variável taxa de bits
por canal. Um buffer de memória pode ser usado para tornar constante a qualidade de vídeo.
Na compressão digital duas técnicas são muito utilizadas “Inter-coding e Intra-
coding”.

Intra (Frame)-Coding: Tem como função explorar a redundância espacial entre as imagens e
pode ser usada sozinha, como no JPEG para imagens sem movimento. Essa técnica é baseada
nas diferenças entre as características principais dos quadros anteriores onde são analisados os
sub-quadros de 8 x 8 pixels adjacentes no domínio da freqüência. Esta análise é o objetivo do
DCT (Discrete Cosine Transform) que irá produzir coeficientes que descreverão a magnitude
de cada freqüência espacial. Normalmente e tipicamente muitos coeficientes serão zero ou
aproximadamente zero e esses poderão ser omitidos resultando assim num redução da taxa de
bits.

Inter (Frame)-Coding: Essa técnica é baseada nas diferenças entre as características dos
quadros anteriores; mas essa avaliação não acontece em todo o frame de uma vez; na verdade
o frame é sub-divido em macro-blocks de 8 x 8 pixels. Cada macro-block transposta a
informação de comparação com o macro-block do frame anterior. Quando uma imagem se
apresenta disponível no decodificador, a próxima imagem pode ser gerada enviando somente
a diferenças entre a imagem anterior e a atual. As diferenças entre sucessivas imagens será
maior somente se houver movimento. Mas esse efeito pode ser equilibrado utilizando-se
compensador de movimento, desde que o perfil de um objeto não varie muito com o
movimento de uma imagem para outra. Se o movimento puder ser mensurado, a aproximação
da imagem atual pode ser criada substituindo parte da imagem para uma nova localização.
Essa substituição é controlada por um vetor que é transmitido ao decodificador. A transmissão
deste vetor necessita de menor número de dados para ser transmitidos do que a diferença entre
as imagens.
61

2.5 Codificador de Entropia


É uma das etapas do processo de codificação de uma imagem, o qual possui dois códigos:
Run-length e Huffman.

Run-length: É o método que consiste em substituir seqüências de bytes repetidos pelo


número de ocorrências desses bytes.
Código de Huffman: É o algoritmo que define o melhor código para armazenamento de
caracteres com o menor número de bits.

2.6 Compensador de Movimento


O compensador de movimento explora a semelhança entre as imagens sucessivas que se
movimentam, por exemplo, a imagem de uma bola em movimento. A grande parte das
informações se repetem.
Em vez de se enviar um ovo quadro com todos os dados da próxima imagem é
enviado um vetor ( com coordenadas x, y) que representa o preview de como será a próxima
imagem. Dessa forma é diminuída a quantidade de dados a serem manipulados.

2.7 Compressão de Vídeo


A compressão de vídeo é usada em muitos produtos emergentes. É a palavra chave quando se
fala em televisão digital, HDTV, DVD players, etc.
Essas aplicações são beneficiadas com a compressão digital de vídeo que passou a
utilizar muito menos espaço de armazenamento de arquivos de vídeos, menor banda para a
transmissão da informação de vídeo de um ponto para outro, etc.

Nos Estados Unidos um dos formatos definidos de HDTV possui 1920 pixels
horizontalmente por linha e 1080 linhas num quadro, com 30 frames por segundo. Se esses
números forem multiplicados, com 8 bits para cada uma das cores primárias RGB, a taxa total
de dados necessários para a transmissão seria aproximadamente 1,5 Gb/s. Porém só temos
62

disponível para a transmissão de vídeo por canal uma banda de 6MHz, com isso poderíamos
chegar a uma banda disponível de somente 19,2 Mb/s, sendo necessário ainda reservarmos
um espaço para a transmissão de áudio e dados auxiliares; com isto só teríamos disponíveis
18Mb/s. Concluímos que com essa restrição de faixa disponível significa que é necessário
uma compressão de dados por figura de aproximadamente 83:1. Entendemos que o objetivo
principal é entrega altíssima qualidade de vídeo para o usuário final com o menor número de
artifícios possíveis e custo final baixo.
A compressão de vídeo envolve três etapas básicas:

Transformação: Opera sobre a imagem digitalizada, trabalhando com conjunto de pixels.


Em vídeo é mais comum utilizar 8 bits por pixel, porque isso dá 256 tons de cinza, o que é
aproximadamente a resolução do olho humano.
Essa etapa reduz a quantidade de números necessários para uma representação digital
de imagem, reduzindo a redundância entre eles. O objetivo, ou a idéia é que, dividindo a
imagem em grupo de pixels (8x8 ou 16x16) os valores da luminância e da crominância de
dois pixels adjacentes, na maioria dos casos, são muito próximos ou até iguais, ao invés de
usar o valor de cada pixel, pode-se usar o valor diferença entre dois pixels adjacentes que
pode ser muito pequena ou até o valor zero ( se forem iguais).

Quantização: Reduz a quantidade de números a serem codificados.

Codificação: Atribui o menor número de bits possível a cada número; as duas reduzem
aqueles 9 bits por pixel para um número menor de bits relativos a um número bem menor de
variáveis, ou seja, não é necessário um valor para cada pixel. É aí que acontece a compressão
de dados.

2.8 Compressão JPEG


É a base para o processo de compressão da TV digital, que utiliza MPEG 2. É um formato
para comprimir uma imagem. Primeiro se subdivide a imagem em blocos de 8 x 8 pixels.
63

Depois se aplica a cada bloco uma transformada DCT e por fim trabalha-se com os
coeficientes mais significativos que correspondem as freqüências mais baixas.
A idéia do JPEG é transmitir imagens com a menor taxa de bits. A imagem pode ser
dividida em macro-blocos, cada um com duas matrizes de luminância 8 x8, uma de Cr 8 x 8 e
outra de Cb 8 x 8.

2.9 Matizes Anexas


Cada uma dessas matrizes é a transformada utilizando-se a DCT, obtém-se matrizes da
mesma dimensão, com os coeficientes de baixa freqüência que representam a maior parte da
imagem, e coeficientes de alta freqüência.
As matrizes de luminância são processadas de formas diferentes das de crominância
após obter os coeficientes da transformada eles são ponderados por matrizes de normalização
que dão pesos a cada coeficientes.
Cada imagem completa é chamada de frame I ( intra imagens). As imagens parciasi
podem ser de dois tipos:

B (bidirecional) ou P (previsto) : Os frames previstos são codificados com menor número de


bits pois enviam apenas as diferenças entre frames anterior e o atual. As imagens
bidirecionais são codificadas com maior numero de bits comparando-se variações em relação
aos frames seguintes.
Podemos ver que na ordem das imagens, uma seqüência MPEG se divide em quadros
I, P e B que são enviados em uma determinada ordem.

Intra imagens ou Imagem I: São codificadas utilizando-se apenas informações presentes na


própria imagem.

Imagens previstas ou Imagens P: São codificadas em relação a imagem I e P anterior. As


imagens previstas tem maior compressão e servem de referências para as imagens B e para
futuras imagens P.

Imagem bidirecional ou Imagem B: São frames que utilizam uma imagem passada e mais
uma imagem futura como referência.
64

2.10 Padrões de Compressão para Vídeo Digital

JPEG (Join Photografic Experts Group) : é um padrão internacional (ISSO/IEC-1990) para


compressão tanto para cor como escala de cinza em vídeo digital. O processo independe da
resolução da imagem assim como o tamanho e tipo de componentes de cor. Sendo uma
compressão intraframe, sua utilização se adequa à imagens estáticas e se aplicada a imagens
em movimento cada frame é tratado individualmente, não fazendo uso da redundância
temporal.

Padrão H.261: Desenvolvido em 1988/1990, o padrão tornou-se adequado para vídeo


conferência e aplicações de vídeo telefone sobre RDSI (rede digital de serviços integrados).
Tendo como base a taxa de de 64Kbps opera com múltiplos inteiros. O codificador opera
somente com imagens com varredura não entrelaçada e admite dois formatos: O CIF
(Commom Intermediate Format) que representa 352 x 288 pixels para a luminância e 176 x
144 para a croma e o formato QCIF (Quarter CIF) que representa 176 x 144 pixels para
luminância e 88 x 72 para croma.

MPEG (Moving Pictures Experts Group): É um grupo de pessoas e entidades cuja principal
meta é gerar padronizações para compressão devídeo e áudio digitais dentro da ISO
(International Organization Standartization). Em particular, eles definem o bitstream
comprimido que, implicitamente, define o descompressor (decodificador). O grupo concebeu
um sistema aberto, definindo um conjunto de técnicas de compressão e algoritmos em forma
de regras e orientações flexíveis sendo esse conjunto denominado MPEG.

MPEG-1: O primeiro padrão a ser definido foi o MPEG-1 cujo objetivo era produzir uma
saída com qualidade para um formato 352 x 240 pixels NTSC, usando uma taxa de 1,2Mbps,
com áudio de alta qualidade. As imagens e cores são convertidas para a forma YUV sendo os
sinais U e V com redução de resolução para 176 x 120 pixels, caracterizando o formato 4:1:1
com 30 quadros por segundo e varredura não entrelaçada.
65

MPEG-2: Como evolução surgiu o MPEG-2 operando também com varredura entrelaçada
nos formatos 4:2:0, 4:2:2 ou 4:4:4, tendo como aplicações mais importantes a distribuição de
TV digital (terrestre, satélite ou cabo), o vídeo digital sob demanda, armazenamento de vídeo
digital, HDTV e DVG.

MPEG-4: A característica principal do MPEG-4 é baixa taxa de bits, situada na faixa de 4800
a 64kbps e operando com dimensões como 176 x 144 pixels e 10 frames por segundo. Este
padrão pode, por exemplo, operar com videofones de baixa taxa sobre linhas analógicas de
telefone.

3 MODULAÇÃO DIGITAL

Com os recentes progressos da tecnologia, a transmissão digital foi responsável pela redução
da taxa de bits, mantendo os níveis de áudio e vídeo aceitáveis, e conseguiu-se reduzir
problemas inerentes a ruído.
Com as recentes transmissões digitais, há a necessidade premente que os técnicos
compreendam a modulação digital, a qual veremos a seguir.
Na Figura 3.1 podemos ver um sistema de transmissão digital simplificado
66

CONVERSOR SAÍDA DE
AD TRANSMISSÃO ANT
DIGITAL

CODIGO CÓDIGO
SINAL FONTE DE CORREÇÃO MODULAÇÃO
ANALÓGICO COMPRESSÃO DE ERRO DIGITAL
MPEG-2

PORTADORA

Figura 3.1 Diagrama simplificado de um transmissor digital.

Funcionamento básico:
1) Inicialmente é realizada a conversão A/D, a quantização e amostragem e codificação
das informações analógicas.
2) Com o objetivo de reduzir a largura de banda ocupada pelo sinal digital é empregado
um sistema de compressão conhecido como MPEG-2.
3) A codificação do canal consiste em gerar uma seqüência de bits que juntos
representam o valor da amostra analógica. Códigos de erros podem ser adicionados
para se verificar erros na transmissão dos sinais.
4) A conversão do sinal modulado digitalmente em uma banda de freqüência é
transmitida.
5) A amplificação em tensão e depois em corrente deste sinal (amplificador final). Segue
com a potência coerente até a antena.
6) No receptor é realizado o processo inverso aplicado na transmissão.
7) A restauração da informação original é realizada na demodulação do sinal recebido o
qual, desfaz o interliving e realiza a correção de erros, dando a saída do sinal original.
8) A portadora é um gerador de onda senoidal que tem como função transportar bits.

3.2 Sistema de Modulação Digital


67

A função do modulador digital é converter o sinal de informação digital original (sinal banda
base) em um sinal compatível com a variação da freqüência, amplitude ou fase da portadora.
A única diferença que pode ter a modulação digital com relação a analógica é o sinal
modulante que pode ser digital ou analógico.
Existem vários sistemas aplicados na transmissão digital como por exemplo o BPSK,
que podemos traduzir como, chaveamento de fase binário; QPSK; QAM, etc.
A Figura 3.2 apresenta as principais modulações digitais.
68

Figura 3.2 Algumas modulações digitais.


3.3 Análise de um sinal digital
Um sinal digital tem como característica apresentar variações descontínuas de amplitude entre
valores padrões, que são chamados níveis. Veja a figura 3.3 um exemplo
69

NÍVEL ALTO

NÍVEL BAIXO
0 1 2 3 4 5 6 t (ms)

Figura 3.3 Formato de onda digital de 2 níveis.

Analisando a Figura, podemos concluir:


1) A duração mínima do sinal é de 1ms;
2) Cada nível do sinal amostrado está associado a um bit;
3) O nível baixo do sinal está associado ao bit 0;
4) O nível alto do sinal está associado ao bit 1;
5) Como cada bit tem a duração de 1ms, em 1 segundo serão transmitidos 1.000 bits.

3.4 Velocidade de Modulação x Velocidade de Transmissão


Em uma transmissão de sinais digitais existem 2 grandezas muito importantes que são:

Velocidade de transmissão: Indica o número de bits transmitidos por segundo. Ela é


diretamente proporcional à velocidade e ao número de bits transmitidos em cada transição.
Neste caso, um sinal digital de dois níveis, deverá conter um bit de dados, então é
chamado de sinal binário. Assim, um sinal de dois níveis sendo transmitido a 1.000 vezes/s
(1KHz), terá uma velocidade de transmissão de 1000 bps.
70

Velocidade de modulação: Que é também chamada de taxa de modulação, indica exatamente


quantas vezes/s um sinal digital está sendo transmitido. A sua unidade é o baud.

3.5 Formatos I/Q


Em comunicações digitais, a modulação é geralmente expressa em termos de I e Q. Esta é
uma representação retangular do diagrama polar. No diagrama polar, o eixo I está na
horizontal passando pelo 0 de referência de fase, e o eixo Q é perpendicular a I, estando na
vertical. Projetando-se o vetor que representa o sinal no eixo I obtemos componente I do sinal
no eixo Q o seu componente Q.
Desta forma, utilizando-se a fórmula de conversão entre coordenadas fica fácil obter
os valores na coordenada retangular.

valor de Q

I
valor de I

Figura 3. 5 Representação de I/Q

Podemos observar que, separando-se I e Q da portadora em 90, eles serão ortogonais em


quadradura e pode-se trabalhar, separadamente em cada uma das suas componentes sem que
isto cause interferência entre as componentes da portadora, fazendo-se com que os dois sinais
71

independentes possam modular separadamente as componentes I e Q da portadora, permitindo


que o sinal possa ser modulado nas duas componentes ao mesmo temo e possa ser transmitido
e recebido com circuito simples, tornando dessa forma o projeto viável.

3.6 Diagrama de Constelação


No diagrama polar é mostrado o valor instantâneo da portadora em qualquer ponto numa linha
contínua entre os valores possíveis de I e Q do sinal, já no diagrama de constelação é
mostrado os valores instantâneos apenas nos pontos de decisão. Com ele é possível observar
os erros de fase e amplitude nestes pontos. Este diagrama provê a percepção dos níveis pelo
qual a portadora varia, dos efeitos da filtragem e da interferência intersimbólica.
A relação entre os pontos da constelação e os bits por símbolo é dada pela fórmula:
M=2n ou n=log2 (M) onde:
M é o número de pontos da constelação.
n é o número de bits por símbolo.

O diagrama é composto por linhas ortogonais que geram um diagrama de constelação


o qual pode ser visto na Figura 3.6.
Apresenta no eixo vertical o sinal Q e no eixo horizontal o sinal I, e determina no tipo
de modulação digital a relação entre os bits transmitidos em um símbolo que representam as
fase da portadora transmitida. Um símbolo pode ser constituído por um ou mais bits.
72

Figura 3.6 Diagrama de constelação.

3.7 Diagrama do Olho


Esta é uma outra forma de observar um sinal modulado digitalmente. Podem ser gerados
diagramas separados para os sinais I e Q. O diagrama de olho mostra a amplitude de I e Q
versus o tempo no modo de persistência infinita, com retraço. As transisões dos dois sinais
são exibidas separadamente e um ou mais olhos são formados nos pontos de decisão. O sinal
QPSK tem quatro estados distintos de I e Q, um em cada quadrante. Existem apenas dois
níveis de I e Q. Já um 16 QAM possui quatro níveis de I e Q, formando três distintos olhos. O
olho é aberto em cada símbolo. Um sinal digital de boa qualidade tem olhos bem abertos, com
pontos de cruzamento compactos.
73

Figura 3.7 Diagrama do olho.


Serão exibidos agora os principais formatos de modulação e suas principais aplicações.

Modulação Aplicação
MSK, GMSK GSM, CDPD
BPSK Telemetria espacial, cable modens
QPSK, DPSK Satélite, CDMA, DVB-S
QPSK CDMA, sat[elite
FSK, GFSK DECT, AMPS, segurança pública
8, 16 VSB Formato de TV digital americano
8 QPSK Satélite, sinais de telemetria para monitorar sistemas de TV.
16 QAM Rádio micoondas digital, modems, DVB-C, DVB-T
32 QAM Microondas terrestres, DVB-T
64 QAM DVB-C, modems, MMDS
256 QAM Modems, DVB-C
74

3.8 Sistema ATSC


O sistema de TV chamado de ATSC, foi idealizado em meados da década de 90 e implantado
nos Estados Unidos em 1998. O bjetivo principal deste sistema é transmitir sinais modulados
digitalmente para gerar um sistema de alta definição (HDTV).
A modulação utilizada é o 8 VSB, que significa Vestigial Side Band, modulação AM-
VSB com 8 níveis.
A taxa de transmissão digital do sistema modulador 8 VSB é fixada em 19,39 Mbits/s.
Na Figura 3.8 apresentamos o diagram do bloco modulador 8 VSB.

REED 8 VSB
SOLOMON INTERLEAVER TRELLIS MODULADOR
ENCODER ENCODER

Figura 3.8 Sistema ATSC

A seguir iremos dar o princípio de funcionamento de cada estágio.

Reed Solomon Encoder: É um corretor de erros posterior que faz um aumento de 20 bytes no
pacote de bits do MPEG-2, corrigindo o sinal que chega até o receptor de TV.

Interleaver: É um embaralhador de bits, que atua com a finalidade de eliminar as


interferências do sinal entre a transmissão e o receptor.

Trellis Encoder: É um corretor de erros posterior convolucional. O seu funcionamento é


baseado no acréscimo de 1 bit a cada 2 bits, com o objetivo de corrigir possíveis e eventuais
erros no receptor de TV.
75

8 VSB Modulador: É o modulador propriamente dito, visto que modula uma onda portadora,
fixada a 310Khz do início da banda de freqüência do canal de 6 MHz, AM-VSB/SC.
Neste tipo de modulação, existem 8 níveis que são 4 positivos mais 4 negativos.
Cada grupo de 3 bits consecutivos do sinal irá corresponder a um certo nível; neste
caso haverá uma divisão da taxa de bits por 3, daí a freqüência do sinal modulador torna-se
compatível com o espectro de freqüência na faixa de 6 MHz.

Características Principais:
1) O vídeo é MPEG-2, o áudio é Dolby AC-3.
2) Radiodifusão: modulação 8 VSB;
3) TV a cabo: modulação 64 QAM;
4) TV via satélite: modulação QPSK

3.9 Sistema DVB-T


O sistema DVB-T é o sistema europeu e é muito diferente do sistema ATSC, visto que utiliza
várias portadoras em vez de apenas uma como no sistema americano. É chamado de sistema
multiportadoras. Possui uma taxa de bits na entrada do modulador que pode alcançar até 20
Mbits/s.
Este sistema utiliza a modulação COFDM que significa Modulação Codificada por
Divisão de Freqüência Ortogonal. Dependendo da qualidade da imagem que se deseja é
dividida em várias portadoras no limite de 20 Mbits/s.
Este sistema foi implantado na Europa com o objetivo de se transmitir vários canais
digitais no formato standart (SDTV) para substituir de vez o sistema antigo analógico. Na
Figura 3.9 apresentamos o diagrama de blocos do modulador DVB-T.
76

OUTER OUTER INNER INNER


CODER INTERLEAVER CODER INTERLEAVER

MAPPER OFDM
MODULADOR

Figura 3.9 Sistema DVB-T

A seguir iremos apresentar o principio de funcionamento de cada estágio:

Outer-Coder: É o corretor de erros posterior como no sistema ATSC (Reed Solomon), só


que apenas 16 bytes são aumentados no pacote de bits.

Outer- Interleaver: Possui a mesma função do ATSC; os bits são embaralhados da mesma
forma.

Innercoder: a única diferença entre eles é que no sistema americano, o sinal de croma é
fixado em 2/3 e no DVB-T não é fixa, pois poderá ser programada para os seguintes valores:
½, 2/3, 5/6 ou 7/8 no espectro de freqüência.
Como sabemos, no sistema DVB-T as portadoras são mútiplas e não uma só como no
ATAS e essas multipordadoras podem ter os modos 2K ou 8K.
O modulador do tipo OFDM do modo 2K, gera até 1705 portadoras simultâneas de 90
graus (ortogonais).
O modulador do tipo OFDM DO MODO 8 K, gera até 6734 portadoras também
simultâneas de 90 graus.
77

Um chip, que é chamado de DSP (Processador Digital de Sinais) é responsável pela


técnica do IFFT, que é a transformada inversa rápida de Fouriere que também possui
internamente um conversor digital/analógico, o qual compatibiliza dessa forma a banda de 6
MHz.
A freqüência de separação entre portadoras é de 3.348,1 Hz no modo modulador de
2K e 837,025 Hz no modo modulador de 8K.
Outra característica do sistema europeu é que o DVB-T poderá ser mdulado em
diversas modalidades QPSK, que significa chaveamento por deslocamento de fase em
quadratura, que são: modulação 16 QAM que significa modulação por amplitude modulada
em quadratura com 16 níveis.
Neste caso, implica em 4 fluxos digitais;modulação 64 QAM que implica em 6 fluxos
digitais.

Inner-interleaver: Faz a transformação em 2, 4 ou 6 bitstreasm dependendo do modo de


modulação.

Mapper: Este estágio dá orientação necessária as portadoras que são emtorno de 6.800 na sua
totalidade como já foi explicado.

Modulador OFDM: Na saída do estágio modulador OFMD, aparecerem blocos de bits


(bitstream) estáticos, que correspondem as portadoras simultâneas moduladas em QPSK, 16
QAM.
Os blocos de bits são chamados de símbolos.
Cada símbolo, que é um bloco digital de informações, possue um tempo útil que é
dado pela equação Tu =1/Fx.
Neste caso, podemos calcular qual o tempo, ou período de tempo útil de cada símbolo
para cada modo de portadoras.
Assim, para o modo 2 K, o tempo útil (Tu) iguala 298,67 ms. Para o modo 8 K, o
tempo útil (Tu) é de 1,1947 ms.
Este modulador tem a particularidade de utilizar muitas portadoras e usar dois
métodos de multiportadoras: 2 K ou 8 K. Esta técnica facilita a eliminação do antigo e
conhecido indesejável “fantasma”, muito comum na recepção de TV analógica.
Em televisão digital, o Ghost Killer que é o eliminador de fantasmas, trabalha
exatamente com um espaço em branco de dados entre um bitstream ( bloco estático) e outro
78

posterior. Este espaço dá-se o nome de banda de guarda, que é um intervalo de guarda de
segurança (∆t) o qual separa um símbolo do outro, evitando assim a super posição de sinais.
A banda de guarda (∆t) oferece ao sistema de TV digital uma proteção natural contra
intermodulação multicaminhos, (interferência entre blocos de dados), também chamados na
prática sinais refletidos (retardos) que a antena recebe, e causa o efeito fantasma na imagem.

3.10 Sistema ISDB-T


O sistema japonês chamado ISDB-T, significa Sistema Integrado Digital de Radiodifusão
Terrestre e é uma evolução do sistema europeu DVD-T.
Houve algumas implementações neste sistema, como:
1) Inserção no circuito de um interleaver temporal com o objetivo de minimizar as
interferências de ruídos impulsivos.
2) Subdivisão em 13 partes independentes da banda de freqüência de 6 MHz, com o
objetivo de se poder transmitir 3 programações simultaneamente, como QPSK, 16
QAM ou 64 QAM, sem interferência entre si.
3) Foi inserido o modo de 4 K na portadora.
4) Foi inserido o método de modulação chamado de DQPSK (Diferential Quaternary
Fase Shift Keying).

Características Principais:
O vídeo é comprimido pelo MPEG-2;
O áudio é comprimido pelo MPEG-2 AAC.
A radiodifusão é modulado em COFDM;
A transmissão de satélite é modulado em 8 PSK.
A banda de freqüência de TV é de 6 MHz.
79

4 Set Top Box


O receptor de televisa desempenha um importante papel na migração para a tecnologia digital,
pois é por meio dele que os usuários terão contato com a nova tecnologia.

4.1 Modelo Conceitual


Basicamente, um receptor de televisão digital é composto por três elementos: uma unidade
receptora-decodificadora (URD), um subsistema de som e um TRC. Esses três elementos
podem estar integrados em um único aparelho (denominado de receptor integrado) ou
constituírem-se em aparelhos separados.
A URD tem a função de converter os sinais de radiofreqüência modulada (RF),
captados por meio de uma antena ou provenientes de um sistema de cabo, em sinais de vídeo
e áudio. Para tanto, ele efetua o processo inverso do realizado no transmissor.
Os sinais de vídeo recuperados pela URD são encaminhados para um TRC,
usualmente através de uma interface do tipo RGB. O usuário poderá utilizar ainda, na função
de monitor, o seu televisor analógico. Neste caso, a URD deverá possuir uma saída
compatível, no caso brasileiro, com PAL-M.
A URD poderá ter uma saída direta para alto-falantes ou prover conexões para
sistemas de som. Neste último caso, a interconexão poderá ser analógica ou digital (IEEE958,
IEEE1.394).
80

O diagrama de blocos de um receptor de TV digital, tem uma complexidade no


sistema ou módulo chamado de URD. Os circuitos de sincronismo, processamento horizontal
e vertical são similares ao circuito de uma TV convencional.
Conforme a seleção de funções de circuito chaveador vídeo/áudio, seleciona-se os
sinais NTSC ou PAL nos tipos de resolução 480 linhas no modo entrelaçado, 480 progressivo
ou 1.080 entrelaçado.
Embora o sistema digital possa receber todas essas resoluções, inclusive varredura
progressiva, a TV converte sinais NTSC ou PAL (sistema analógico) para o padrão 480 linhas
e daí para o cinescópio.
Todos os outros formatos digitais deverão ser convertidos externamente para o padrão
antes de entrar no receptor.
Convém enfatizar que a indústria de TV se refere às resoluções do IEEE525I
(entrelaçada) ou 525P (progressiva). Mas, as linhas de varredura ativaa são 480 linhas
entrelaçadas. O estágio chamado de com filter é o circuito que separa do vídeo composto os
sinais de croma ( C ) e luminância (Y) .
Depois da separação de C e Y, o estágio demodulador de RF demodula os sinais
retirando os sinais codificados de vídeo e áudio. O estágio chamado de decoder AC-3, separa
o áudio já decodificado.
O estágio chamdo de decoder MPEG-2, separa o vídeo já decodificado. O próximo
estágio é o up-converter. Ele é o responsável para dobrar a freqüência da varredura horizontal
e trocar o sinal de vídeo entrelaçado com a resolução de 480 linhas para um sinal da varredura
progressiva também de 480 linhas, ao mesmo tempo o chip deste estágio também faz a
conversão do sinal digital para analógico e o entrega ao processador de croma e matrizagem,
conforme o tipo do receptor de TV.
A partir daí, todos os outros estágios são similares ao do televisor analógico, com
exceção ao estágio que fica entre os amplificadores vertical e o horizontal que é o
conformador de trama, que de acordo com o formato da tela 4:3 ou 16:9, altera a altura,
largura e as linearidades vertical e horizontal.
Uma observação importante a ser feita é que, até o momento, a maioria dos aparelhos
vendidos como televisores digitais nas lojas são, na verdade, televisores com sintonizadores
para sinal analógico (NTSC ou PAL), embora contenham processadores digitais e
apresentam uma boa qualidade de imagem. Dessa forma, para o ambiente de televisão digital,
eles desempenhariam apenas o papel de monitor, requerendo um set top box para
sintonizarem os sinais digitais em padrão ATSC, DVB ou ISDB.
81

4.2 HDTV
Como sabemos, a TV analógica possui uma resolução de 125.000 elementos de imagem
(pixels) por quadro, com a relação de aspecto de 4:3.
Também sabemos que a TV digial transmite com um número maior de detalhes,
relação de aspecto de 16:9, maior número de pixels na tela, e o som com 6 canais em modo
Dolby AC3.
Essas características são do sistema HDTV, o qual pode ser transmitido em dois tipos:
1) Sistema HDTV com 1.125 linhas/quadro, 30 quadros/s e varredura entrelaçada de 60
campos/s.
2) Sistema HDTV com 750 linhas/quadro, 60 quadros/s e varredura progressiva.

Convém informar aos leitores que os sistemas citados trabalham com a banda de
freqüências de até 20 MHz, que os tornam incompatíveis com a TV convencional
analógica pois esta, possui uma banda de seqüência de 6 MHz.
O sinal de luminância para o sistema HDTV é padronizado em:

Y = 0,212R + 0,701G+0,08B

Os sinais diferença de cor para o sistema HDTV são:

PB = 0,548 (B-Y)
PR = 0,635(R-Y)
82

Como já foi dito, a transmissão de HDTV pode ser realizada em 8 bits ou 10 bits, os quais
se diferenciarão na quantidade de pixels transmitidos conforme explicado a seguir:
Sistema de 1.125 linhas/quadro, a varredura entrelaçada e 30 quadros/s: Neste caso o
sistema terá 1.080 linhas ativas, que nada mais é do que 1.080 pixels no sentido vertical
da tela. Então, 1.080 linhas x relação de aspecto que é 16:9, obteremos o número de pixels
no sentido horizontal:

1.080 x (16/9) = 1920 pixels horizontais.

Então, (1.080 x 1.920) pixels/quadro igual a 2,07 Mpixels/quadro.

Podemos também calcular a taxa de transmissão do sistema HDTV que será:

(2,07 Mpixels/quadro) x (30 quadros/s) é igual a 62,1 Mpixels/s.

Para o modo de compressão de 4:2:2, utilizando-se de 10 bits, teremos como taxa de bits:

[ 62,1 x10 + (62,1/2) x 10 + (62,1/2) x 10] Mbit/s = 1,24 Gbit/s.

4.3 STDV
Já enfatizamos que na transmissão digital, é possível se gerar HDTV ou STDV, que é a
TV Digital Standard.
A taxa de bits entre os dois sistemas são diferentes, tendo em vista a quantidade de
pixels processados.
Como sabemos, o sistema SDTV que é a definição padrão de TV digital, possui 525
linhas/quadro, utiliza a varredura entrelaçada com 30 quadros/s e relação de aspecto igual
ao HDTV 16:9, porém com 483 linhas ativas visíveis na tela/quadro.
83

Os formatos dos pixels da tela de um TV podem ser quadrado ou retangular. A marca


e o modelo do cinescópio é que define o formato.
Considerando que os pixels das telas têm o formato quadrado, daí podemos concluir
que:
a) Número de pixels no sentido vertical da tela = 483.
b) Número de pixels no sentido horizontal da tela é igua a 483 x relação de aspecto
483 x (16/9) = 858

Então, 483 x 858 pixels/quadro é igual a 414,4 Kpixels/quadro.


No sistema SDTV, a taxa de bits será : (414,4 Kpixel/quadro) x ( 30 quadros/s) = 12,4
Mpixel/s (sistema SDTV).

Para o modo 4:2:2 com 10 bits teremos a taxa de bits de:

[12,4 x 10 + (12,4/2) x 10 + (12,4/2) x 10] Mbit/s = 248 Mbits/s.

Comparando as taxas de bits, concluímos que no sistema HDTV podemos transmitir


opcionalmente quatro programas em SDTV.

4.4 Compressão MPEG-2


O sistema de compressão MPEG-2 utiliza os algoritmos que exploram a sensibilidade de
percepção visual do homem e os dados de imagens sem a degradação do vídeo.
Uma placa de circuito impresso de um módulo de transmissão de TV digital, possui
pelo menos um chip dedicado (ASIC) que é o responsável pela compressão MPEG-2. Na
Figura 4.4 podemos ver esse chip com os seus blocos internos abertos.
84

TRANSPORT
STREAM
CONVERSOR TRANSFORMADA
DE BLOCO DCT

DOWN
SAMPLE

QUANTIZAÇÃO CODIFICAÇÃO MUX BUFFER


ENTRÓPICA

VÍDEO DIGITAL
4:4:4
PREDIÇÃO DE
QUADROS

EXITAÇÃO DE
MOVIMENTO

Figura 4.4 Chip MPEG-2

Observando a Figura 4.4 podemos observar os estágios e analisar as funções:


Down Sample: Reduz a taxa de amostragem de 4:4:4 para 4:2:2 ou 4:2:0.

Conversor de Bloco: Subdivide o vídeo em blocos de 8 x 8 pixels.

Transformada Discreta de Cosseno (DCT): Processa matematicamente os blocos 8 x 8


pixels.

Codificação Entrópica: Retira todos os dados redundantes da imagens com objetivo de


reduzir a taxa de bits.
É usado normalmente códigos diferentes como run length, zig-zag, Huffman e outros.

Predição de Quadros: Determina três tipos de quadros na compressão temporal:


Tipo I – (Intraquadros) É codificado sem dependência com outros quadros. Facilita a
inicialização da imagem na mudança de um canal no receptor;

Tipo P – (Preditivos) Registra a diferença entre quadro anterior e o atual;


85

Tipo B – (Bidirecionais) Registra a diferença entre o quadro atual e o posterior.

6
5 B
PREDIÇÃO DIANTEIRA

4 P
3 B
B
2
1 B
I

PREDIÇÃO BIDIRECIONAL

Figura 4.5 Predição bidirecional.


5 5 SBTVD

O Sistema Brasileiro de Televisão Digital é um sistema de TV com transmissão Digital com


trabalhos para sua definição iniciado em 2003 para ser instalado no Brasil, e ainda se encontra
em fase de implantação. Recentemente foi chamado de ISDTV por incorporar algumas
tecnologias do sistema pré-existente japonês ISDB e algumas tecnologias desenvolvidas nas
pesquisas das instituições brasileiras.

5.1 5.1 HISTÓRIA

Em 1999, a Anatel, com o estabelecimento de termo de cooperação técnica com o CPqD, deu
início ao processo de avaliação técnica e econômica para a tomada de decisão quanto ao
padrão de transmissão digital a ser aplicado no Brasil ao Serviço de Radiodifusão de Sons e
Imagens.. A escolha do CPqD para a prestação de tais serviços considerou não apenas o
histórico de serviços prestados à Agência e às empresas operadoras da antiga Telebrás, mas o
elevado domínio técnico das tecnologias de compressão digital de sons e imagens e a
influência política do Instituto, que tem relações com vários funcionários da Anatel e do
86

Ministério das Comunicações. Em 27 de novembro de 2003, foi fundado o comitê do


SBTVD, responsável pelos estudos que definiriam o padrão a ser adotado no país. Após
estudos conduzidos juntamente com universidades e companhias de comunicação, o sistema
foi apresentado no dia 13 de novembro de 2005 pelo Ministro das Comunicações Hélio Costa.
O sistema resultante desses estudos foi baseado no sistema ISDB-T, utilizado no Japão.

O padrão ISDB-T é usado atualmente nas áreas metropolitanas do Japão, e era publicamente
defendido por Costa e pelas empresas de comunicação brasileiras. Essa preferência era
justificada pela capacidade do sistema atender a equipamentos portáteis, permitindo que o
público assista TV, por exemplo, em celulares. Tal capacidade foi um dos pontos decisivos
para a escolha do sistema, que, seguindo o desejo do governo, também deveria proporcionar
alta definição e interatividade, tanto para terminais fixos como móveis.

5.2 5.2 MODULAÇÃO E CODIFICAÇÃO

Em Junho de 2006, o governo anunciou que o ISDB-T seria a base para modulação. No
entanto, a codificação de video seria MPEG-4, enquanto no Japão é utilizado o MPEG-2.

5.3 5.3 PRIMEIROS TESTES PÚBLICOS

No dia 19 de junho de 2007, a Samsung foi a primeira empresa a fazer uma demonstração
pública do SBTVD. No seu showroom em São Paulo, dois aparelhos LCD foram mostrados,
um com um sintonizador interno, outro com uma set-top box. Tanto o sintonizador quanto o
set-top box foram desnvolvidos no Brasil, no centro de pesquisas da Samsung em Manaus,
Amazonas. O sinal utilizado nesta demonstração foi um clipe criado pela Rede Globo,
transmitido a 1080i. O padrão não aplica o 1080p. Este clipe consistia de trechos de novelas,
programas de auditório e jogos de futebol recentes, que, embora não tivessem sido gerados
por câmeras HDTV, foram escalados para maiores resoluções ainda na estação.

5.4 5.4 INÍCIO DAS TRANSMISSÕES

O início das transmissões do novo padrão está marcado para Dezembro de 2007,
primeiramente em São Paulo, depois no Rio de Janeiro e então em outras capitais (como
Brasilia, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre) e gradativamente em outras cidades. Em um
primeiro momento, ainda não estarão disponíveis os serviços interativos, através do
middleware Ginga, que ainda não foi totalmente definido. Devido a isso, as primeiras set-top
boxes não irão oferecer suporte aos recursos, sendo necessárias atualizações de hardware
assim que esses serviços se tornarem disponíveis.
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6 REFERÊNCIAS

Arilson, B.; Fernandes, S, Televisão Digital, Segunda Edição, 2005.

Arilson, B. Manutenção de Monitores Digitais, [s.d.].Terceira Edição, 2003.

Jack, K., Vídeo Demystified: A Handbook for the Digital Engineer. [s.l.]:
ELSEVIER, Quarta Edição, 2005.