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PRESCRIÇÃO

CONCEITO:
Para Pontes de Miranda: a prescrição é “uma exceção que alguém tem contra
o que não exerceu, durante um lapso de tempo fixado em norma, sua
pretensão”.

Traduzindo: A prescrição é um instituto que visa garantir a paz social, na


medida em que impede que o titular de um direito violado, que se manteve
inerte, exija contra seu devedor, a tutela jurisdicional.

Trata-se de uma exceção, pois a regra é que as obrigações devam ser


cumpridas.

Por fim, a prescrição tem por escopo proteger o bom pagador, livrando-o de um
estado de incerteza que poderia perdurar indefinidamente.

É matéria de ordem pública, visando o Estado evitar a eternização de


situações jurídicas suscetíveis de controvérsia, de forma a garantir a paz social
e a segurança nas relações jurídicas.

LEI COMPLEMENTAR 109/2001

Art. 75. Sem prejuízo do benefício, prescreve em


cinco anos o direito às prestações não pagas nem
reclamadas na época própria, resguardados os
direitos dos menores dependentes, dos incapazes ou
dos ausentes, na forma do Código Civil.

JUSTIÇA DO TRABALHO

REGRA GERAL

CF - Art. 7ª, XXIX

A ação, quanto aos créditos resultantes das relações


de trabalho, com prazo prescricional de cinco anos
para os trabalhadores urbanos e rurais, até o limite
de dois anos após a extinção do contrato;

Extintiva: 2 anos após a ruptura do pacto laboral;

Parcial: 5 anos anteriores à distribuição da ação.

Em relação à Previdência Complementar, temos as seguintes súmulas:


SÚMULAS 326 e 327 do TST

ATO ÚNICO – SÚMULA 326

326 - Tratando-se de pedido de complementação de


aposentadoria oriunda de norma regulamentar e
jamais paga ao ex-empregado, a prescrição aplicável
é a total, começando a fluir o biênio a partir da
aposentadoria

Nesta hipótese, a prescrição incide sobre a origem do direito às prestações.

Prescrevem também todas as prestações dela decorrentes, já que perderiam


sua causa porque prescreveu a ação para o conhecimento do direito do qual
decorreria o direito às prestações. Do contrário, seria admitir o efeito sem a
causa.

Ato único é aquele que permite que se discuta sobre a legalidade ou não da
inadimplência, ou seja, da resistência da empresa em não cumprir aquilo a que
se comprometera contratual ou estatutariamente. Se esse direito é indiscutível,
a resistência do empregador desaguará nas prestações periódicas. E a
prescrição recomeçará a cada mês que inadimplir.

OJ nº 156 da SDI-1 do TST

“Complementação de aposentadoria. Diferenças.


Prescrição.
Ocorre a prescrição total quanto a diferenças de
complementação de aposentadoria quando estas
decorrem de pretenso direito a verbas não recebidas
no curso da relação de emprego e já atingidas pela
prescrição, à época da propositura da ação.”

PRESTAÇÕES PERIÓDICAS – SÚMULA 327

327 - Tratando-se de pedido de diferença de


complementação de aposentadoria oriunda de norma
regulamentar, a prescrição aplicável é a parcial, não
atingindo o direito de ação, mas, tão-somente, as
parcelas anteriores ao qüinqüênio.

Não há questionamento do direito que dá origem a estas prestações.

Quando é um direito conhecido, sobre o qual não se questiona, aí, são as


prestações que vão prescrevendo

Assim, no caso de prestações sucessivas originadas por ato jurídico perfeito,


fundamentadas por direito adquirido, das quais não seja mais discutível a
causa, ocorrerá a prescrição parcial, correndo o prazo prescricional
individualmente, prestação a prestação, não prescrevendo as mais recentes
com as mais antigas.

A PRESCRIÇÃO NAS AÇÕES DA PREVI

Majoritariamente os julgados aplicam a Súmula 327 indistintamente.

Devido à própria redação da Súmula 326, que é aberta e não fixa parâmetros
claros sobre o que viria a ser “ato único”, os juízes tendem a ignorá-la, no
entanto, em nossas defesas tentamos explorar justamente o conceito de “Ato
único”, esclarecendo que em alguns casos a suposta lesão decorre de um ato
único e que seus efeitos é que podem refletir sucessivamente mês a mês.

IGP-DI – MANUTENÇÃO

Definição: É uma ação no qual o Autor pretende que seu benefício seja
reajustado anualmente pelo índice do IGP-DI.

Origem: Alteração do Regulamento em 2004, no qual determina que a partir do


mês de junho daquele ano o índice de correção dos benefícios passa a ser o
INPC e não mais o IGP-DI.

Ataque:
Súmula 288 do TST: Aplica-se apenas as alterações mais favoráveis.

Defesa:
Prescrição: Súmula 326; Ato único ocorrido com a alteração do Regulamento
de 2003, aprovado em 2004, no qual determinou que a alteração do índice
ocorresse a partir de junho de 2006.
Mérito: A alteração do IGP-DI para INPC só foi mais vantajosa nos anos de
2006 e 2007, nos demais anos o INPC superou o IGP-DI, sendo que, em
termos gerais a alteração foi mais vantajosa. A aplicação do IGP-DI geraria
reajuste negativo para o assistido, e, ao apurar as diferenças, haveria saldo
devedor para o Autor.

REAJUSTE INSS MARÇO DE 1995 e 1996

Definição: O Autor pleiteia que a PREVI aplique o mesmo percentual de


reajuste concedido pelo INSS nos anos de 1995 e 1996, que foram de 42,5% e
15% respectivamente.
Ataque: Afirmam que a PREVI deve reajustar os benefícios anualmente “no
mínimo” pelos mesmos índices do INSS, ou seja, aplica-se o índice do
Regulamento (IGP-DI/INPC/Etc.) se este for maior que o do INSS.

Defesa:
Prescrição: Súmula 326 do TST; a suposta lesão ocorreu nos anos de 1995 e
1996, e seus reflexos é que seriam sucessivos.
Mérito: Nunca houve previsão em nenhum regulamento para que fossem
aplicados os índices de reajustes do INSS, a PREVI sempre aplicou os
reajustes ou pela tabela de vencimentos dos funcionários do Banco do Brasil
(na mesma data-base); ou o IGP-DI e agora o INPC, sempre nos meses de
junho de cada ano.
- Os índices aplicados pelo INSS não foram de reajuste, na verdade o INSS
não reajustou, mas, sim, recompôs os valores dos benefícios devido à perdas
inflacionárias.
- Muitos reclamantes sequer estavam aposentados em 1995 e 1996 e mesmo
assim requerem tal índice de reajuste, o que enseja preliminar de
impossibilidade jurídica do pedido.

DIVISOR 25 ANOS

Definição: Autoras, sempre mulheres, requerem aposentadoria integral com 25


anos de tempo de serviço, alegando que a aplicação do divisor 30 anos se
aplicaria apenas aos homens.

Ataque: alegam que o tempo mínimo exigido para aposentadoria pelo INSS
era 25 anos, e ao aplicar o divisor de 30 anos, a PREVI causou-lhes prejuízos.
Invoca estratagema aritmético, no sentido de que, se o INSS previa
aposentadoria integral para homens com 35 anos e proporcional a partir dos 30
anos, logo, para as mulheres, a aposentadoria integral aos 30 anos e a
proporcional a partir dos 25 anos.

Defesa:
Prescrição: Súmula 326 do TST, pois a lesão é derivada de ato único, qual
seja, o cálculo do valor do benefício, na data da aposentadoria.
Mérito: Ausência de previsão legal. Nunca houve previsão de aposentadoria
integral aos 25 anos tanto pelo INSS quanto pelos regulamentos e estatutos da
PREVI.
A possibilidade de se pedir a aposentadoria proporcional a partir dos 25 anos é
garantida pela PREVI, tanto que todas se aposentaram a partir desse critério,
agora, aplicar-se o divisor 25 anos, significa garantir aposentadoria integral.
Em relação aos homens, o direito a requerer a aposentadoria proporcional é
aos 30 anos e não aos 25 anos, portanto, não há que se falar em tratamento
igualitário entre desiguais.

MELHOR REGRA – ESTATUTO DE INGRESSO


Definição: Trata-se de ação em que os assistidos requerem seja aplicado o
Regulamento/Estatuto de ingresso, e não aquele vigente na data do
jubilamento, por entender ser mais favorável.

Ataque: Violação do art. 468 da CLT; Súmulas 51 e 288 do TST. Aplica-se as


regras vigentes na data do ingresso salvo as posteriores desde que mais
benéficas.

Defesa:
Prescrição: Súmula 326 do TST. O prejuízo decorreu de ato único, ou seja, o
cálculo do benefício pelo Regulamento vigente à época do jubilamento.

Mérito:
Aplica-se o regulamento vigente na data em que o Autor tornou-se elegível a
requerer algum benefício (aposentadoria antecipada, integral, invalidez,
pensão, etc.)

Súmula 359 do STF: RESSALVADA A REVISÃO PREVISTA EM LEI,


OS PROVENTOS DA INATIVIDADE REGULAM-SE PELA LEI
VIGENTE AO TEMPO EM QUE O MILITAR, OU O SERVIDOR CIVIL,
REUNIU OS REQUISITOS NECESSÁRIOS, INCLUSIVE A
APRESENTAÇÃO DO REQUERIMENTO, QUANDO A INATIVIDADE
FOR VOLUNTÁRIA.

Art. 17, Parágrafo Único da LC 109/2001:

Art. 17. As alterações processadas nos regulamentos dos planos


aplicam-se a todos os participantes das entidades fechadas, a partir
de sua aprovação pelo órgão regulador e fiscalizador, observado o
direito acumulado de cada participante.

Parágrafo único. Ao participante que tenha cumprido os requisitos


para obtenção dos benefícios previstos no plano é assegurada a
aplicação das disposições regulamentares vigentes na data em
que se tornou elegível a um benefício de aposentadoria.”

Art. 68, § 1º da LC 109/2001:

§ 1º Os benefícios serão considerados direito adquirido do participante


quando implementadas todas as condições estabelecidas para
elegibilidade consignadas no regulamento do respectivo plano.

Princípio do Conglobamento: Súmula 51, II do TST:

51 – NORMA REGULAMENTAR. VANTAGENS E OPÇÃO PELO


NOVO REGULAMENTO. ART. 468 DA CLT.
(...)
II – Havendo a coexistência de dois ou mais regulamentos da
empresa, a opção do empregado por um deles tem efeito jurídico de
renúncia às regras do sistema do outro."

BENEFÍCIO ESPECIAL RENDA CERTA

Definição: Trata-se de ação estratégica para a PREVI. Os reclamantes


pleiteiam que seja estendido a todos os assistidos da PREVI o chamado
benefício especial renda certa.

Este chamado “benefício especial” foi criado pela PREVI em 2007, após o 3º
ano consecutivo de resultados superavitários pela PREVI, de forma a dividir
entre os participantes e assistidos o benefício do superávit.

Foram criadas uma série de benefícios especiais para todos os participantes e


assistidos, como a suspensão temporária das contribuições (vigente até hoje),
o benefício especial de remuneração (um aumento de 20%); e o Benefício
Especial Renda Certa;
O Renda Certa, segundo o Regulamento aprovado, consiste na devolução de
todas as contribuições vertidas entre 1980 e 2006, que excederam a 360ª
neste período.
Ou seja, o requisito objetivo para a concessão deste benefício é que, entre
1980 e 2006, o participante, embora reunisse todas as condições para se
aposentar integralmente, continuou trabalhando no Banco do Brasil e vertendo
contribuições à PREVI, embora essas contribuições em nada lhes beneficiasse,
haja vista já ter preenchidos os requisitos para a concessão da aposentadoria
integral.

Desta forma, o critério justo encontrado pela PREVI e aprovado pelos


Conselhos e pela PREVIC, foi a devolução de todas essas contribuição a esse
grupo específico de participantes.

Ataque: Alegam a violação do princípio da isonomia, haja vista que mesmo


aqueles que se aposentaram integralmente ou antecipadamente, continuaram
vertendo contribuições à PREVI.

Defesa:
Prescrição: Súmula 326 do TST. O ato único a qual se insurgem foi a
implantação do Benefício Especial ocorrido em 2007, portanto, fora do biênio
(nas causas trabalhistas) para as ações promovidas a partir de 2009.
Nas que tramitam na Justiça Comum argúi-se apenas a prescrição quinquenal.

Mérito: Não há violação ao princípio da isonomia, haja vista que todos foram
beneficiados de alguma forma por algum benefício especial, mesmo os
participantes em atividade, que estão com as contribuições suspensas, e ainda
aqueles com benefício especial de remuneração.