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OS HOMENS E AS MULHERES DO DESERTO

“Levanta-te, vai a Nínive, a grande cidade” (Jn. l,l-2)

* A pessoa que conhece o deserto é imprescindível para sobreviver e para guiar


àqueles que pretendem
atravessá-lo.
* Jesus Cristo é o Mestre e Guia de nossas vidas ao longo desta história que, por
sua mão, acaba conver-
tendo-se em história de salvação.
O deserto é, ao longo de toda a história da salvação, o lugar do profetismo
provado pelo fogo da
tentação, mas também pelo fogo do Deus vivo. E nesse estado existencial a
única atitude positiva que a
pessoa pode adotar é a da espera e o andar confiado e sereno.
* O ser humano urbano, na fragilidade que o caracteriza, precisa dos profetas e
dos mestres.
É verdade que parece já saber tudo e ter provado tudo; mas, em meio à ruína
que padece, precisa da voz
cálida de quem o introduza no Mistério e, com a coerência de sua vida, saiba
aproximá-lo do sentido
oculto no qual se possa desvelar o segredo do Espírito, o Reino.
Nunca como hoje, nestas cidades do desconcerto e confusão, o ser humano
necessitou de uma voz e de
uma mão que vão mais além da manipulação, das estratégias convincentes, do
imediato e do que se
vê; uma voz que eleve totalmente o outro com humildade e sem pretensões
utilitárias ou interessadas, e
uma mão que colabore para criar uma cidade nova, fundada na
fraternidade, no diálogo e nas notas
precisas que nos abram para o sentido de uma Nova Humanidade.

É necessário aprender a ler a cidade com os olhos caridosos, pacientes, misericordiosos, amigos, fecun-
dos, cordiais.
É preciso reconhecer o bem profundo que habita o coração de tantas pessoas da cidade e a ânsia ou
a necessidade de Deus que, consciente ou inconscientemente, existem em muitos. É necessário sentir a
força da ação do Espírito em cada canto da cidade e em cada rosto
anônimo que encontramos.
Este é um momento propício para que os cristãos coloquem suas vidas a serviço
do surgimento de uma nova cidade. Estará próxima a “Jerusalém celeste?”
Em todas as partes brotam as sementes de um Reino novo...
A história da salvação, na primeira página da Bíblia, começa no Jardim
do Paraíso, no qual irrompe o pecado, e termina, em sua última página,
na “santa cidade Jerusalém”, aquela cidade que já não conhece a morte,
as lágrimas, o pranto e a tribulação; tampouco precisa de templo, porque
foi constituída como a morada de Deus entre os homens.
A cidade é o lugar por excelência do discernimento, porque é o
crisol da humanidade, o espaço de decisão onde se constrói o futuro
comum. Lugar da política, da cultura, da educação, da saúde... onde
se forjam as mentalidades, as solidariedades.
Nas associações solidárias são numerosos os cristãos que trabalham,
“homens e mulheres para e com os demais”.
A terceira linha básica da espiritualidade das “cidades-deserto” em que vivemos há
de ser
a necessidade de favorecer a presença dos profetas e mestres, de modo que sua escuta
nos faci-
lite o acesso ao Mistério Trinitário no marco de uma cidade fraterna e humana.

Texto bíblico: Apoc. 2l

Na oração: A cidade é múltipla, inumerável; pode converter-se em “legião” quando nos


possui.
Mas o coração livre permanece unido a Deus no meio da inquietação.

“As cidades têm vida e uma existência autônoma, misteriosa e profunda;


têm um rosto característico, até diríamos uma alma e um destino:
elas não são um amontoado casual de pedras, mas misteriosas habitações de homens
e mulheres e, por que não?, misteriosas habitações de Deus” (G. la Pira).