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HUMILDADE: “andar na verdade”

“Façam-se amáveis pela humildade e caridade, fazendo-se cada um tudo para


todos” (S. Inácio)

O adjetivo “humilis” deriva-se da palavra latina “humus”, a terra ou o solo.


Há uma referência à condição criatural do ser humano, dependente de Deus e
objeto de predileção por parte d’Aquele que tudo lhe dá. Nesse sentido, a
humildade significa adotar uma atitude gratuita e recepti-
va, de um amor agradecido que dirige tudo a Deus e submete-se por completo à
Sua Vontade.
A humildade é uma virtude humilde: ela até duvida que seja uma virtude. Ela
torna as virtudes discretas,
como que despercebidas de si mesmas.
A humildade não é a prudência de quem não pode nada, o medo de se expôr,
que não passa de egoísmo.
A humildade não é mesquinhez, mas o primeiro passo da magnanimidade.
Quem é humilde não tem
medo de ser generoso, pois é capaz de receber e partilhar.
A humildade não é depreciação de si; não é ignorância do que somos, mas, ao
contrário, conhecimento,
ou reconhecimento, de tudo o que não somos.
É a virtude lúcida, sempre insatisfeita consigo mesma.
A humildade é a virtude do ser humano que sabe não ser Deus. Nesse sentido, ela é a virtude dos santos.
Ela está vinculada ao amor à verdade e a ele se submete. Ser humilde é amar a verdade mais que si
mesmo. “Humildade é andar na verdade” (S. Teresa).
“Onde está a humildade, está também a caridade” (S. Agostinho). É que a humildade leva ao
amor, e todo amor verdadeiro a supõe; sem a humildade, o eu ocupa o espaço disponível, e só vê o outro
como objeto ou como inimigo.
A humildade nos conduz à pura gratuidade do amor desinteressado.
A humildade é esse esforço pelo qual o eu tenta se libertar das ilusões que tem sobre si mesmo.
Grandeza dos humildes. Eles vão ao fundo de sua pequenez, de sua
pobreza, de seu nada: onde não há mais
nada, onde não há mais que tudo. Ei-los sós e nus:
expostos, sem máscara, ao amor e à luz.

No N.T., a humildade é o modo peculiar de ser assimilado a Cristo. Na


identificação com seu mistério de esvaziamento (kénosis) e exaltação acontece
a plenitude da relação interpessoal e pertença a Ele.
“Desse “esvaziamento” Cristo nos oferece o modelo supremo, Ele que se esvaziou não só até ser um
homem como os outros, mas tornou-se Servo sofredor para a redenção do mundo.
A partir deste ponto de vista, se pode dizer que a humildade, e a humildade divina, é o coração da
mensagem revelada, do Kerygma cristão, e o fundamento do amor.
É além disso, fundamentalmente, espírito de serviço no amor. Precede e acompanha inseparavelmente o
“ágape”, amor desinteressado e participação no amor de Deus por sua criatura, que desce do alto, aceita
esvaziar-se, fazer-se receber e em sua forma mais perfeita, se encarna no Filho de Deus, humilde e
pobre, para enriquecer a humanidade com sua pobreza voluntária.
Por causa deste “esvaziamento” foi exaltado soberanamente por Deus (Fil. 2,9-11). E, a partir d’Ele, o
esvaziamento da humildade é uma exaltação do amor pelo qual o ser humano recebe em si a forma de ser
de Deus” (P. Adnes, Humilité, DSp. VII/1, col. 1151).

Este é o sentido dos três graus de Humildade (EE. 165-168) que S. Inácio
propõe ao exercitante como atmosfera propícia para fazer uma eleição.
Considerada em sua raiz, a humildade inaciana não é tanto uma virtude moral,
desejada e cultivada por seu valor, mas a realidade de nosso vínculo com Cristo.
Ela diz respeito ao mais profundo do afeto e do coração humanos. Trata-se de
deixar-se tocar, seduzir, apaixonar-se... É a experiência de “ser atraído” a
um novo modo de ser humano; é o processo de esvaziamento de si mesmo
para encher o coração de amor, para chegar a uma entrega total a Cristo. É a
plenitude da liberdade de espírito e da confiança n’Ele. É o cume do amor. É a
pobreza que dá o verdadeiro conteúdo à humildade inaciana.
Textos bíblicos: Lc. 14,1.7-14 1Cor. 1,17-31

Na oração: - Como estou identificado com Jesus?


- Minha afeição a Cristo é capaz de levar-me até onde?
- Como me sinto ligado a Cristo?