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Accessibility Of faulty people's in schools you publish

Acessibilidade de pessoas deficientes em escolas Públicas

Resumo

Este trabalho visa pesquisar as condições de acessibilidade de pessoas deficientes em escolas


publicas no município de Barbacena MG. Foram avaliadas 13 escolas publicas, sendo 4 sob
administração do estado e 9 sob administração do município, onde foram feitas uma visita
técnica para verificação das instalações e condições das mesmas a se enquadrarem dentro
das normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas e Técnicas) de acordo com a NBR
9050. Além disso, foi elaborado um questionário e repassado a direção das escolas que depois
de respondido foi confrontado com as instalações das mesmas. Pode-se concluir que as
escolas precisam de investimentos urgentes para que possam se adequar às normas e
poderem receber os alunos deficientes em suas instalações, uma vez que 100% das
instituições avaliadas estão longe do padrão exigido.

Abstract

This work seeks to research the conditions of faulty people's accessibility in schools you publish
in the municipal district of Barbacena MG. Were appraised 13 schools you publish, being 4
under administration of the state and 9 under administration of the municipal district, where they
were visited for verification of the facilities and conditions of the same ones the if framed inside
of the norms of ABNT (Brazilian Association of Norms and Techniques) in agreement with NBR
9050. Besides, a questionnaire was elaborated and reviewed the direction of the schools that
was confronted with the facilities of the same ones after having answered. It can be concluded
that the schools need urgent investments so that they can be adapted to the norms and they
could receive the faulty students in its facilities, once 100% of the appraised institutions are far
away from the demanded pattern.

Introdução

A mobilidade com autonomia e segurança, constitui um direito universal e resulta das


conquistas sociais e do conceito de cidadania.

Cada vez mais o livre acesso de pessoas, sejam crianças ou adultos homens ou mulheres, em
todos os lugares estão sendo possíveis graças a mudanças no estilo de construções aliadas as
conscientizações das pessoas no sentido de facilitar cada vez mais a acessibilidade de todos.

Com base na universalidade do direito de ir e vir, projetos novos de acessibilidade estão


surgindo cada vez mais e trazendo inúmeros benefícios à população.

É responsabilidade de cada um, manter viva a cidadania em todos os momentos e ambientes


de nossas vidas. O ambiente é de extrema importância no dia a dia de todos e a
responsabilidade de ter uma relação de bem estar com as pessoas que o utilizam.

Sabe-se que é difícil ter um padrão muito correto em todos os locais de acesso da população e
ainda estamos longe de poder favorecer a todos o direito de ir e vir, principalmente quando se
trata de pessoas com deficiência seja ela de qualquer natureza. Neste quadro encontramos
uma situação bastante agravante quando reduzimos esta busca pelo acesso as escolas e
quando tratamos de crianças que são ainda mais excluídas. Pode-se observar que em escolas
públicas este acesso é ainda mais deficitário e está longe de uma solução.

Padrões normais de acesso à pessoa deficiente

Ainda estamos muito longe de encontrar no país um acesso livre e capaz a todos os deficientes
e pessoas que possuam algum tipo dificuldade de locomoção sejam motores, neurológicos ou
visuais. Assim, é necessário que sejam tomadas medidas simples que podem ser de grande
ajuda, como por exemplo: a marcação clara com fita adesiva reflexiva das mudanças perigosas
de níveis do piso, principalmente degraus, imprescindível a construção de rampas de acesso
para cadeiras de roda e indivíduos incapazes de subir degraus, e estas rampas devem ter
inclinação máxima de 10% para serem vencidas facilmente por quem necessitar utiliza-las, os
portões de entrada devem ser mais largos para possibilitarem a entrada das cadeiras,
corredores também mais alargados visando o mesmo objetivo e preferencialmente com
corrimãos para garantir a segurança de quem transita.

Segundo Mullick (1999), a adaptação para se viver mais seguro é apenas um conceito, na
medida em que se espera encontra no futuro um padrão aplicável não só a escola publica, mas
também a residências e trazer estas crianças para o convívio social.

Escolas devem ter salas de aulas amplas para circulação de cadeiras, portas mais largas, ideal
90 cm segundo a NBR 9050, maçanetas do tipo alavanca que podem mais facilmente
manipuladas por quem quer que seja.

Connel et al (1997), citam em seu artigo, que pessoas com dificuldade de manipular objetos
pequenos não conseguirá segurar uma chave e sendo assim aconselha-se a amarrar a chave
com um elástico preso a um pequeno pedaço de pau ou mesmo um lápis aumentando assim
sua área de contato e facilitando o manuseio.

As fechaduras devem ficar acima da maçaneta para facilitar o contato visual de quem chega
para abrir a porta, cartões magnéticos ou fechaduras de controle remoto, ativadas a distancia
estão cada vez mais utilizadas e se apresentam como uma tendência certa a partir de agora.
Existe dobradiço que abrem além de 90 graus o que aumenta a amplitude e facilitam a entrada
de cadeiras de rodas e também é ideal que as portas tenham molas para que não seja
necessário voltar para fecha-las.(LIMA E ALBERNAZ, 1998).

De acordo com Panero e Zelnik (1998), o piso externo deve ser áspero para evitar
deslizamentos ou depósito de limo, causado pela umidade ou pela chuva, o que o tornam
escorregadio, capachos e tapetes podem causar escorregões e devem ser retirados, caso
sejam indispensáveis o ideal é cola-los ou coloca-los em rebaixo sempre colados ou pregados.

Paredes devem ter cores que trazem estímulos a quem freqüenta o ambiente, cores neutras
são mais garantidas, mas cores novas e alegres podem ser usadas desde que mantenham
uma boa luminosidade.(LERNER, 2000).

Conforme Van Der Vordt (1997), são desejáveis interruptores com desenhos que permitem
uma fácil manipulação, seja por toque das mãos ou cotovelos colocados a uma altura de
acesso a crianças, principalmente aquelas que apresentam dificuldade de elevação dos
membros e articulações superiores e também apresentem diminuição de movimentos.

As tomadas devem ficar a uma altura de 45 cm evitando assim que aparelhos sejam
desligados sendo puxados pelos fios, o que aumenta o risco de curto circuito e quase sempre
inicio de incêndios com resultados desastrosos, que infelizmente ainda são muito freqüentes.

Barros (2000), os corrimãos devem ficar a uma distancia de 5 cm da parede , permitindo um


espaço adequado para um encaixe da mão e devem ser fixados de forma a suportarem ate 100
kg em qualquer ponto, devem também ser de 10 a 15 cm mais compridos que a escada,
permitindo assim uma entrada e saída bem segura.

Segundo a ABNT (Associação Brasileira de Normas e Técnicas), no que diz respeito a NBR
9050, outro detalhe muito importante e muitas vezes esquecido, é que garantido o espaço para
trânsito das cadeiras de rodas é necessário também que seja reservado a elas o devido
conforto, segurança e boa visibilidade para estarem integrados ao meio de maneira que
possam permanecer próximos a seus acompanhantes sem obstruir e impedir a passagem de
outras pessoas, ficando assim confortavelmente instalados.

Ainda segundo a ABNT, os bebedouros também devem estar de acordo com as necessidades
dos deficientes, e é necessário que os mesmos instalados em escolas atendam as exigências
mínimas, de maneira que possam permitir a aproximação de cadeiras de rodas e serem
acessíveis. As bacias das bicas devem estar a uma altura de 80 cm, os dispositivos de
acionamento devem ser eletrônicos ou de manuseio manual porem com alavancas para
facilitar a utilização, o uso de barras de apoio é facultativo, uma vez que evita que haja apoio
sobre o bebedouro que pode se tornar perigoso.

O ideal é que banheiros sejam amplos e possam ser adequados ao uso, tendo assim uma boa
circulação que irá facilitar o manuseio das cadeiras. Além de cadeiras, este espaço é
fundamental para o acesso de outra pessoa ao mesmo tempo quando necessário, de modo
que mesmo em situações que não tenham risco, como ajudar a criança a escovar os dentes,
por exemplo, ou ainda ajuda-la a tomar banho, o espaço seja suficiente. (SALMEN, 1991).

De acordo com Barros (2000), o piso de todo o banheiro deve ser de material cerâmico
antiderrapante, os tapetes devem ser de borracha, facilitando sua troca e com facilidade de
limpeza, uma vez que podem acumular limo devido à umidade. A bacia sanitária tem como
tamanho padrão tradicional, a altura de 38 cm, para pessoas com deficiência, esta altura
devera ser elevada para 46 cm, possibilitando maior conforto ao sentar.Para isso, podem ser
utilizadas duas opções, uma plataforma embaixo da bacia ou um assento mais alto, a válvula
de descarga deve estar a uma altura de 1 m, pode ser instalada ducha higiênica substituindo o
bidê. A papeleira também deve ser instalada a uma altura de 45 cm do piso, deve ser do tipo
externo, facilitando o acesso à retirada do papel.

Junto à bacia sanitária, na lateral e no fundo, devem ser colocadas barras de segurança
horizontais para apoio e transferência fixadas a 30 cm do assento da bacia com comprimento
em torno de 90 cm. No caso de caixa acoplada a bacia sanitária, somente a barra lateral é
suficiente, uma vez que a caixa dificulta o acesso a barra do fundo. A altura ideal para o
lavatório é de 80 cm em relação ao piso, as tubulações devem ser recuadas para que evitem
que as pessoas encostem os joelhos ou ainda possam se queimar no tubo de água quente, o
comando da torneira deve ser automático ou caso não seja possível ele deve ser de alavanca
para o manuseio manual ser facilitado.

As tomadas e interruptores devem estar a uma altura de 1,10 m e 1,20 m a partir do piso e
serem posicionadas fora das áreas molhadas e com aterramento para evitar curtos circuitos.
Espelhos devem ter inclinação de 10 graus para que mesmo a pessoa sentada possa se ver
refletido com mais conforto.

Mediante um puro trabalho e cálculo através de medidas simples, é possível fazer um ambiente
seguro e acessível a todos, de maneira que não haja exclusão e que com fatores de
proporcionalidade tenha-se simetria e um traçado regulador.(GOROVITZ, 2003).

Finalmente, são sempre úteis a instalação de aparelhos intercomunicadores, telefones ou


alarmes para chamada de socorro. O acesso deve ser fácil para agilizar o atendimento, pois
em caso de prestação de socorro as pessoas possam ser retiradas rapidamente.(GATES,
1995).

Materiais e métodos

Foram avaliadas 13 escolas públicas na cidade Barbacena MG que atendem a


aproximadamente 10.000 alunos sendo 9 escolas sobre a administração Municipal e 4 escolas
sobre a administração do Estado.

A avaliação foi feita através de uma visita técnica onde foram observadas as condições da
escola e suas instalações. Através de um questionário com 28 perguntas, as escolas foram
avaliadas juntamente com a direção das mesmas onde se verificou a instalação desde a
entrada, passando pelos corredores, salas de aula, banheiros e finalmente as cantinas. Os
itens do questionário correspondiam às necessidades estabelecidas na NBR 9050 da
Associação Brasileira de Normas e Técnicas (ABNT). Através da visita os dados foram
confrontados com as respostas do questionário feitas pela direção da escola.

Resultados

O resultado apresentado foi o seguinte:


Na entrada, 100% das escolas não apresentam rampas de acesso para pessoas deficientes.

Nos corredores, apenas 2 escolas apresentam corredores amplos dentro dos padrões, porem
100% não apresentam corrimãos e não possuem interruptores com altura e tipo ideal de
acionamento.

Com relação às salas de aula, 04 escolas apresentam a largura ideal das portas, porém 100%
não possuem maçanetas de alavanca, carteiras com regulagem de altura e interruptores com
altura e tipo ideal de acionamento.

Nos banheiros, 02 escolas apresentaram a largura ideal de portas, 02 possuem espaço interno
ideal e 9 possuem válvula de descarga de fácil acionamento a deficientes, porém 100% não
apresentam os demais itens estipulados pela NBR 9050, ou seja, portas com maçanetas de
alavanca, interruptores com altura e tipo de acionamento ideal, vaso sanitário adaptado, barras
de segurança, piso antiderrapante, altura ideal da pia, torneiras adaptativas, espelho com
inclinação e saboneteira de pressão.

As cantinas também foram avaliadas e apenas 02 escolas possuem a largura ideal das portas,
e 100% não apresentam mesas com altura regulável, cadeiras com assento adaptado, rampa
de acesso e piso antiderrapante.

Conclusão

A pesquisa mostrou que serão precisos investimentos urgentes nas escolas publicas, uma vez
que as mesmas não estão preparadas para receber estudantes deficientes e estão longe de se
adequarem às normas estabelecidas pela NBR 9050 da ABNT. A pesquisa mostrou ainda que
as escolas que possuem portas e corredores com largura ideal, espaço interno nos banheiros e
que se enquadraram nestes itens, são construções antigas e que faltam muito ainda a
estabelecer os padrões necessários exigidos pela norma.

Bibliografia

1. Acessibilidade de Pessoas Portadoras de Deficiências a Edificações, Espaço,


Mobiliário e Equipamento Urbano – NBR 9050. Rio de Janeiro: ABNT, 1994

2. BARROS, Cybele F. Monteiro de. Casa Segura, uma Arquitetura para a Maturidade. São
Paulo:Papel Virtual, 2003

3. CONNEL, Bettye Rose; JONES, Mike; MACE; Ronald; MUELLER, Jim; MULLIK, Abir;
OSTROFF, Elaine; SANFORD, Jon; STEINFELD, Ed; STORY, Molly; VENDERHEINDEN,
Gregg: The Principles of Universal Design. State University, NC: The Center of Universal
Design, 1997

4. GATES, Bill. A Estrada do Futuro. São Paulo: Companhia das Letras, 1995

5. GOROVITZ, Matheus. Sobre a Qualificação Estética do Objeto, ou da Graça e da


Dignidade. São Paulo: Projeto e Design, 2003

6. LERNER, Lucia G. A Arquitetura como Coadjuvante no Cuidado às Pessoas com


Confusão Mental e Idosos Dependentes. Rio de Janeiro: APAZ/ Prefeitura do Rio de Janeiro

7. LIMA, Cecília Modesto e ALBERNAZ, Maria Paula. Dicionário Ilustrado de Arquitetura.


Rio de Janeiro: Pro Editores Associados, 1998

8. MULLICK, Abir. Bathing for Older People with Disabilities. Buffalo, NY: State University of
New York at Buffalo, 1999

9. PANERO, Jesus e ZELNIK, Martin. Las Dimensiones Humanas en los Espacios


Interiores. Estándares antropométricos México: Ediciones Gustavo Gili, 1998
10. SALMEN, John P.S. The Do Able Renewable Home. Washington, USA: American
Association of Retired Persons, 1991

11. VAN DER VORDT, Theo J.M. Design for all – Towards a Barrier free Environment for
Everyone. São Paulo: Caderno Técnico FAUSP, 1997
Obs.:
- Todo crédito e responsabilidade do conteúdo são de seus autores.
- Publicado em 04/04/2006

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